CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros
Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Humanidade Escravizada (X)


(continuação)

 
 Presos na Matéria
 
 


 

O Homem é prisioneiro de si mesmo porque lhe ocuparam o cérebro com uma data de coisas inúteis, impossibilitando-o de se sentir. Não haverá amanhã para todas estas almas penadas se não entenderem a tempo o que lhes aconteceu no passado, que passou à tanto tempo que os homens esqueceram já ter existido, ou pior, privilégio guardado por algumas castas, que querem continuar a comandar os seres viventes. E foram tantos os que tentaram na busca de verdades perdidas, naquele tempo ido... que a própria verdade deixou de ter significado e ficou para sempre oculta ao entendimento dos homens. Nesse tempo, que o próprio Tempo fez questão que deixasse de existir na memória dos homens, fossem eles ou não procuradores da verdade sobre a razão da sua existência, o mundo existia sem viver e sem grandes aspirações, a não ser a de deixar de fazer parte do Espaço/Tempo. Mas o corpo que cobria os homens começava por querer mais do que lhe estava destinado. E o pensamento envolvido e desenvolvido por aqueles que mais depressa foram ocupados pelos seus opositores espaciais, indicou o caminho que nos levou a poder existir para sempre, com a «descoberta» da criação dos corpos por intermédio de outros corpos. Pois para eles era muito mais importante existir do que não existir. Ter sempre a possibilidade de se tornar denso, mesmo que para isso se tivesse que condenar toda a humanidade existente assim como a não existente. A própria verdade era demasiado simples e implacável para que aceitassem a sua inferioridade perante os grandes construtores da própria vida. Assim, preferiram alterar o curso das coisas quando esta verdade lhes foi de um modo ou de outro revelada por todos os grandes iniciados (pensadores, sábios e filósofos), como Zoroastro, Manes, Nietzsche, Jesus, Platão, etc...., que só não encontraram nem deram a Verdade à Humanidade (embora já tivessem consciência da dualidade) porque a certeza comum a todos eles era que a vida era uma dádiva benéfica e a preservar. Não me parece que algum dia tenham posto em campos opostos a Matéria e a Essência, muito pelo contrário. Faziam-nas depender irremediavelmente uma da outra, como se sem uma não pudesse existir a outra. É verdade que a Matéria não ­adquiriria vida e teria que se sujeitar ao seu estado primeiro sem transformação ou evolução de espécie alguma, mas a Essência continuaria a existir sem ter que viver impregnada de uma coisa que lhe não pertence e que é sua inimiga muito antes de qualquer início de vida, como a conhecemos e entendemos. A união forçada, não voluntária, da Matéria e da Essência, obrigará o ente (partícula de essência cósmica) a tomar forma sempre que a vida se manifeste e o homem continuará a pensar que ele e o seu corpo são um só. Não conseguirá perceber que a matéria inteligente de que é constituído é completamente distinta do seu ser e tem necessidades muito diferentes das suas. Devido ao alto valor de preservação que todos dão à existência, a descoberta da Verdade tem estado e continuará a estar dificultada. Mesmo os pensadores não se distinguiram desta crença dogmática permitindo, a partir daí, toda uma série de filosofias dualistas que no fundo convergem e se completam umas às outras. Mas isto só aconteceu, porque se basearam sempre unicamente nos conhecimentos ao seu alcance. Aqueles que a vida na Terra lhes proporcionava. Faziam as suas próprias deduções e observações, com base na observação e dedução de outros anteriores a eles. O que estava dito e escrito, tomado como certo, era o seu ponto de partida. Não pondo em causa esses «ensinamentos», não usando a imaginação e não acreditando numa verdade completamente diferente da contada até ali, todas as suas tentativas de uma filosofia diferente, ainda hoje, não passam disso mesmo, meras suposições filosóficas. E, assim, a vida, não pode existir sem ser tal como a conhecemos, nem ter outro motivo para acontecer, para além daquele que nos têm dito. Que foi Deus que criou a Vida e criou-a porque lhe apeteceu. Sendo este, o ponto de partida de tudo quanto existe, percebe-se a dificuldade dos sábios, eruditos e ignorantes, durante muito tempo (e ainda hoje), terem dificuldade em acreditar em vida inteligente no Universo. Para eles só existirá vida inteligente no Universo, se essa mesma vida tiver a mesma forma e manifestação, que temos todos nós. Como se nós (terráqueos) fossemos inteligentes. E, assim sendo, todas as entidades oficiais, isoladas ou colectivamente, sempre souberam (e muito bem!) escamotear a verdade, de maneira a não permitir à grande maioria desta humanidade escravizada entender o porquê da sua existência.


(continua)

 

actualidade, ensaio, homem, livros, vida

publicado por lazulli às 15:46

Quinta-feira, 30 de Agosto de 2008

SintoMe: a lutar contra o Islamismo

EscritoPorLazulli lazulli às 23:14
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