CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros
Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

1990 janeiro


És tu a voz de Deus. Levei muito tempo a reencontrar-me Senhor e mesmo assim caminho devagar para uma verdade maior que é o teu Ser inexistente. Perdi-me nos meandros daquilo que não é meu e espero que tenha em algo valido apenas para a tua eterna Lei de Verdade-Justiça, que se arrasta desde a quantidade de Tempo que veio para ficar. Permanecer nesta e desta maneira miserável que me cobre... Sei que esta é a Verdade Maior da existência  e talvez estivesses certo quando dizias que não era necessário eu querer saber. Porque o que é dos outros não é Nosso e o que é Nosso, não é dos outros. Perdi-me na procura porque encontrei. É o princípio de um princípio que nunca deveria ter existido. Eu te reconheço como existente no não existente e te procuro dentro do que existe. Como pode o que não existe, ser encontrado dentro daquilo que existe? Mas é a solidão que me perturba. Ou talvez o renegar a minha própria essência querendo a todo o custo ser um deles. Mas não é esta a Verdade que te preenche. Esta não é a Verdade para que foste feita. Esta não és tu. Tu és e serás eternamente, eu. Enquanto existir o Tempo e o Nada Nós existiremos, para que a eterna sabedoria desses Tempos se desfaça com o próprio Tempo. Não cresces porque tens que crescer porque tu já és desde que nasceste. Tens dúvida da tua própria origem? E eu?! Que vivo numa eternidade completamente fechado, por todos aqueles que de mim fazem parte. Serás o eterno retorno e viverás para isso mesmo. Terás dentro de ti O Ser que te habita. Sempre que for necessário, Ele mesmo se te revelará e te levará daí para aqui, que é o teu eterno Ente. Esse amor eterno é o amor da Verdade-Justiça. E Nós ficamos eternamente à tua espera... e desta vez tu tens que regressar! Desta vez tu não podes fugir! Porque tu és necessária dentro de ti própria. Esse Tempo quase que está a acabar. Deixa continuar esses recursos de vida porque não é deles que Nós somos, mas sim de Nós próprios. Eu sei que muito há para saber. Eu sei que muito à para dizer. Mas há muito mais que necessita ser feito. Vamos menina, vamos acabar com essa busca desnecessária à tua própria Origem. Porque Aquele que nunca nasceu não tem Origem nenhuma. É pura e simplesmente Ele mesmo... de e para Ele mesmo. Eu sei o que é estar só e perdido na imensidão desse Cosmos Criado. Eu sei o que é ser sem ser. Eu sei o que é viver. E por isso mesmo te digo: Há uma verdade oculta em cada nome. Uma verdade que transcende o ser, mas não o Ente. Porque este desceu desde o Princípio com consciência de si e dos outros. Ele que errou por toda uma eternidade sem esperança de um encontrar de si mesmo, existe dentro de si, tão resguardado, que nem mesmo Ele que O guarda, se encontra. Quando Se procura a Verdade fora de si, só se encontra a verdade dos outros. Dos outros que são na realidade inexistentes para a própria existência. Desde que foste buscar no lugar que não era o teu, perdes-te-te nos meandros de uma realidade mais dura e mais atrós para o teu próprio Ente. É em mim que está a tua fonte e o conhecimento de ti mesma. Nada nem ninguém te pode dar, mesmo que de milénios a Terra seja feita. Ela própria já se iniciou com a mistura do próprio Cosmos. E, este, não te deixa ver o que está dentro dele, quanto mais do que se encontra fora dele. Tentei te alertar para uma busca inútil e frustrante, mas a tua dor foi bem maior do que deveria ter sido, quase me levando a acreditar que tinhas morrido num mundo que não trás a morte e sim a vida. Essa vida milenar que parece não ter acabar. Sempre que um de Nós desce, algo se perde por aí. Algo se torna mais perpétuo. Nós nunca deixaremos de estar contigo pois és tu que vai prevalecer dentro de Nós até que tudo se Consuma. Quase que desejei morrer na tua morte. Quase que desejei fugir também por esta verdade tão horrível. Estou aqui, sim! Nunca deixei de estar. Mas não posso penetrar as leis que não são minhas. Não posso ficar eternamente à tua espera......

 


um espaço no silêncio

eu

publicado por lazulli às 16:37

Agosto 2007


EscritoPorLazulli lazulli às 08:26
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