Quarta-feira, 6 de Setembro de 2017

Quando a Natureza fala mais Alto Que o Homem de Mal.... a "Civilização" Deixa De Existir Para Protecção dos Inocentes "Agmon"

 

 

SintoMe: horrorizada com o mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 03:28
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Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

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SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012

maldição

 

 

Areias do Tempo
trazidas por ventos do sul
varridas pelos ventos do norte



Na noite escura

no ermitério do mundo desconhecido

no topo do ainda não vivido

os fogos crepitavam em montículos isolados

circundados por fantasmagóricas criaturas.



Vestes coloridas

misturas de todas as vidas

Aí reinava a magia

e os fazedores dela

concentravam-se na ordem dos tempos por devir.



Olhos fixavam o fogo vivo e meditavam no que viam
um dos fogos perto muito activo
mostrava outras paragens longínquas
naquelas onde o Ser permanecia
doente

e o mundo distante estava em perigo
a pequena alma

o iria destruir aquando a altura chegasse.



Eram precisos voluntários

para impedir a pequena alma

mas as vestes ondulavam impacientes

por sua eterna indecisão

medo

pela iminente partida de qualquer um deles

desde que a má-sorte

não lhe coubesse a si

mesmo sabendo

da necessidade da partida

mais ou menos forçada.

 

 

 

Nenhum queria sair de perto do fogo vivo

que crepitava sem parança

lançando no ar

formas de vidas inacabadas

 

transformadas

num tudo nada nada tudo

de coisa alguma

enquanto a pequena alma doente

sofria todas as vivências

 

a que se obrigara

numa busca

inglória.

 

 

Apesar do saber vivo

do apelo

dos observadores

do Todo

ninguém queria despir as vestes

e partir

para local tão inóspito

traiçoeiro

onde a queda

no não-retorno

eram quase certos.

 

 

 



Eis que depois de silêncio prolongado

das vestes de mil cores

uma se ergue para dizer

"eu vou"

O alivio dos restantes magos caiu dos rostos cansados.

 



 

 

E o primeiro mago o mais velho ancião que traz a marca do tempo infinito,

ergue-se de bastão na mão e acelera a entrada no mundo antigo

da alma que se oferece em sacrifício

para impedir a pequena alma

de agir

por desespero

da promessa inacabada

do encontro

não reconhecido.



"Vai e impede a pequena alma à destruição".

E eis que a magia se cumpre e a pequena alma recebe o mago feito gente.

 

O mundo está temporariamente salvo
e a pequena alma Sofre pelo poder do mago existente

transformado em gente

humana

nem a interferência da essência

impede a sua entrada

neste mundo

por poder absoluto

da pequena alma

traindo a si mesma

aumentando deste modo

sua agonia

agora mais prolongada.



Quanta coisa por dizer quanta coisa oculta.
Ama-a e salvarás o mundo

se a não amares

estarás a condená-la a mais vidas indesejadas.
Encontra-a.

Cumpre a promessa.

Fica até ao encontro.

Mas está a promessa incompleta.
Porque não a amaste

 

Condenaste-a
a vidas indesejadas
a vindas nunca queridas
foste o seu carrasco
por forma humana
te transformaste

Não sabe o futuro
mas sabe que a condenaste a viver
para sempre
e com ela percorrerás todas as existências
indesejadas
até que conheças a sua alma e a ames.

Condenas-te-a a viver
Magoaste todo o seu ser
Do futuro agora não sabe
mas sabe não quer viver
e tu condenas-te-a

no encontro

de reconhecimento

anunciado

e mil vidas

prometido

Não te queria.

Só o teu amor e reconhecimento
a ternura do teu ser no seu ente.

No teu sentido entendimento

nada entendeste

e deixas que o destino

se cumpra

e a promessa

fique mais uma vez

adiada

mantendo assim

a maldição

de quem só quer

a união

do dois

num.

 

(Dedicado a Ti Cris, com amor, baseado num dos fragmentos da Tua memória.Por teu e meu sacrifício, desnecessários. Amor eterno)


EscritoPorLazulli lazulli às 02:05
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Humanidade Escravizada (XVII)

 


(continuação)

 

 

Mas contentemo-nos todos nós, mortais, porque estes privilegiados de Sua Senhoria-Deus também deambulam pela Terra e estão sujeitos às mesmas leis materiais que todos nós. Embora, curiosamente, de humanidade não tenham nada. Dão-se ao luxo de guiar a Humanidade para um precipício de dor e ignorância, porque dizem que a Humanidade é incapaz de se governar a si própria. Enfim, a Humanidade é burra. Então, o dito Senhor deu-nos divinizados espirituais e temporais para que, depois de sermos «filhos» de Deus, tenhamos que ser «filhos» da Igreja e dos políticos/governantes que nos mantêm com o mínimo indispensável, tanto material como espiritualmente.

Se a dura realidade nos diz que «todo» o homem deve trabalhar interminavelmente para garantir o seu sustento, ficamos praticamente privados de ­tempo e mesmo meios (apesar de recebermos um «salário justo» pelo trabalho que desenvolvemos) para nos dedicarmos a nós próprios e, assim, entendermos a razão fundamental da nossa existência. Além disso, como o trabalho é algo muito honrado e agrada bastante a Deus, não gostando este de parasitas e de malandros e sim de homens honestos e trabalhadores que trabalhem incansavelmente até ao fim dos seus dias, os adeptos deste Deus incrível estão sempre atentos a quem não seguir estas regras, que o Mundo tem há anos e anos sem conta, fazendo-os pagar sempre a sua falta a este cumprimento, com todo o tipo de represálias, de modo a que estes «marginais» saibam quem manda e o que acontece a quem não cumprir com o que o seu «Deus» estipulou para o Homem. Daí criarem uma infinidade de leis, canónicas e estatais, que tiram a coragem a quem ousa não seguir a lei da sobrevivência, com castigos atrozes que vão desde o aniquilamento da sua sobrevivência material até à sua ­destruição mental, fazendo-o, consecutivamente, construir tudo aquilo que será inevitavelmente destruído para voltar a ser construído . Esta é a Lei da vida que tanto apregoam como valiosa. Instável como o próprio ser humano, que mais parece um louco a correr à volta de uma casa, sem entender quando começou a corrida ou quando esta terminou ou deve terminar. E é desta vivência incompreensível e cheia de lamentos de toda esta Humanidade acorrentada que partem todos eles, mais ignorantes do que no dia em que deram o ­primeiro grito. É assim que nascem e morrem, sem puderem dizer chega! Vamos acabar com isto! Ou se vive ou não se vive! Vegetamos, isso sim, acatando leis sobre leis que se sobrepõem umas às outras e nos sufocam, acabando por nos tornar escravos de tudo e de nada e, até, de nós mesmos.

Mas o medo que têm do Deus deste mundo é tão grande que nunca se atreverão a pensar em voz alta e as dúvidas que povoam as suas mentes pensantes acerca deste seu suposto Deus, cheio de mistérios escuros e que ­deixa os Homens divagar livremente sobre si, indiferente às mentiras que inventam, continuam por esclarecer. Daí que nenhum deles seja capaz de responder que Deus é este de quem tanto falam, porque têm medo dele e, ainda, porque apontam o dedo inquisidor quando alguém se atreve a dizer que este famoso Deus não existe ou que, pelo menos, não é o Deus de toda a Humanidade, devido às diferenças enormes que existem entre os seres humanos. Esta ­ousadia e afronta às suas crenças, que tanto os escandaliza, fá-los mais filhos de Deus do que realmente são? Ou será unicamente medo o que têm, por ­desconhecerem tudo e não terem a certeza absoluta de quem são, de onde vieram e para onde irão, nesse seu final mais que predestinado por esse Deus completamente desconhecido de todos eles? A sua falta de conhecimento é tão grande que não conseguem discernir o Deus real do Deus irreal, nem tão pouco o que serão eles ou como serão de verdade. Daí ficarem ofendidos e crucificarem todos os livres pensadores, alcunhando-os de difamadores e perigosos, quando tomam a defesa de um Deus que dizem amar acima de todas as coisas. Embora, para bem da verdade, Ele vá passando quase que despercebido pelas suas vidas, não obstante a dedicação que lhe dedicam no seu dia a dia. Se não fosse terem necessidade dos seus favores, bem que Ele não seria recordado por nenhum deles. O amor que dedicam a este seu suposto pai limita-se a um peditório constante, para uma melhor vivência. Pedidos e súplicas desesperadas que ­ficam sempre por atender e que ecoam por toda a Terra sem terem quem as ouça. A indiferença do «seu» Deus às suas súplicas é de uma incompreensão tão grande que, quando os vejo, espalhados ao deus-dará pela Terra imensa, ­interrogo-me se realmente têm consciência de não passarem de marionetas movidas por fios invisíveis, ao sabor do querer, de uma força maior, que não podem ouvir, amar, contactar, derrotar... até porque nem sequer a conhecem e, pelos vistos, não estão interessados em conhecer. De qualquer modo, a Deus, também pouco importa se os Homens o amam ou não. Quer, sim, que o ­adorem, que cumpram a sua lei (que se é o que as religiões nos tentam impingir estamos mal, porque é a lei do diz e não faz). Isto é: – fala de amor e pratica o ódio e a indiferença pelos outros. O amor não é coisa que interesse muito a esse Deus, nem tão pouco a verdade; quer sim que o adorem acima de tudo. Gostaria de saber o que ganha ele com isso. Cá para mim, o ego dele e a sua megalomania é a maior do Universo. Mas não quero desviar o meu pensamento pequenino no meio de tanta grandeza. É que, como descendente do homem, passei a ser subalterna deste e, como tal, um ser inferior que teve o privilégio de sua ­senhoria Deus Pai de todos os homens (o que creio ser verdade) de ser dada, ofertada, ao meu irmão homem para que este criasse a civilização, na Terra que Deus lhe deu. Daí que o meu pensamento seja realmente pequenino no meio de todas estas superioridades, mas não tanto assim que me impeça de perceber que, como mulher, eu crio e dou a vida (claro que só depois do ataque dos espermatozóides masculinos aos indefesos óvulos femininos) e, assim, saber que o homem descende da mulher e nunca a mulher do homem, pois é dentro do ventre dela que se gera e se cria a vida. Mas este Deus mentiroso reclama para si e os seus homens os meus direitos da criação, alegando o absurdo de eu ter descendido do homem. Daí que, legitimamente, afirme que este Deus não é o meu e sim um Deus dos homens e não sei se não cumprirão estes realmente com os desígnios obscuros deste seu Senhor poderoso ao implantar leis que causam dor e sofrimento a toda a humanidade. Mesmo que me digam, e com bastante frequência, que é o Homem que provoca a fome e a dor a outros seres humanos e que Deus não tem nada a ver com isso, porque é que Ele não os impede? Porque será? Porque não quer, não pode, ou porque não é o seu Deus? Se o seu Deus pudesse impedir, mas quisesse e permitisse todo este império do mal que alastra pela Terra, era o Deus que esperam? Deviam pensar sobre isto. Quanto a mim, quero é que esse Deus de quem todos falam se lixe juntamente com os filhos dele, porque não venero ninguém que permite a desigualdade humana em todos os aspectos. E como não sou primata, pelo menos no conceito dos mortais, não receio o desconhecido, nem lhe presto homenagem, em vida ou na morte. E depois, não gosto de megalómanos que só querem ser adorados, já me chega os que existem cá em baixo (ou cá em cima...!). Se não houver um Deus como eu o entendo fico sozinha, pois mais vale só do que mal acompanhada.


(continua)

 

doente

 

publicado por lazulli às 16:01
"reeditado"
SintoMe: ... em busca dos enganadores de povos

EscritoPorLazulli lazulli às 01:16
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Humanidade Escravizada (XVI)

 

 

 

Vida um presente envenenado

 
 

 

 

 

Porque insiste o Homem em tornar perpétua uma coisa que nunca trouxe, que se tenha conhecimento, a felicidade tão desejada, e sim a dor e a miséria humana?
Será porque a vida é um presente desse suposto Deus que, criando-a para que todos nós pudéssemos existir, a tornou no bem mais sagrado do Planeta? E o que me garante que assim foi? Mesmo com esta garantia teria que dizer que este Deus mais se assemelhava ao pior dos males ao conceder-nos uma espécie de presente envenenado, que não nos permite de modo algum sermos felizes, nem controlarmos totalmente as nossas próprias vidas.
No que me diz respeito, não sei de onde venho ou mesmo se venho de algum lado, mas de uma coisa tenho a certeza: não sou filha deste Deus, nem quero ser, até porque é um Deus inumano e cheio de mistérios impenetráveis, que nos faz nascer sem querer nascer, viver sem querer viver e morrer sem querer morrer. Como posso então conceber que a minha essência esteja ligada a um Ser tão vil, que atira os homens à Terra ao deus-dará e lhes diz: – Dei-vos a vida, é sagrada, matem se necessário for para que ela nunca desapareça, mas eu retirá-la-ei de todos vós quando me aprouver porque sou dono e senhor absoluto de vossas vidas e destinos.
E os mortais continuam a falar no futuro e sempre a longo prazo, como se este futuro realmente existisse em qualquer lado e eles fossem lá chegar, quando eles vão morrer com toda a certeza e, sem consciência da morte que os aguarda, a qualquer instante da vida, vão fazendo projectos intermináveis como se fossem eternos.
Para quê ou para quem, verdadeiramente, fazem eles tantos projectos futuros se, a vida de um qualquer mortal se resume mais ou menos nisto: num dado momento da existência, ele, mortal, rompe para a vida e o seu grito inconsciente confirma a sua existência humana. Neste primeiro instante de vivência, indefeso, fica de imediato à mercê de tudo o que existe, sem se poder defender seja do que for. Nada tem, nada dá, nada recebe. É alimentado e amado (quando é), e fica a crescer lentamente sem entender o mundo que gira à sua volta e o que lhe aconteceu. Até à velhice (se lá chegar) ele não entenderá nada daquilo que o cerca ou de si mesmo porque, muito subtilmente, ao longo de todo este percurso, vão-lhe metendo informações estereotipadas de existência no cérebro, com o objectivo único de, quando as suas pernas se puderem aguentar sozinhas, vir a servir o Mundo, porque é o Mundo quem ele vai servir, de um modo ou de outro, quer queira quer não. Sobre ele mesmo, tarde ou nunca entenderá que nada aprendeu, nada soube e tudo ficará por saber. Ao longo dos anos, vai-se contentando em sonhar, pelo menos enquanto não perceber o que é a vida que o rodeia e, quando descobre, se chegar a descobrir, o desespero é total e o desânimo, pelo modo como funciona o mundo onde está inserido, quase o levam à loucura. Tem de fazer com urgência alguma coisa por ele próprio para não sucumbir e, curiosamente, dedica-se à vida com todas as forças e dá ao Mundo mais motivos para que este se torne mais poderoso e seja mais capaz de escravizar os que vêm a seguir. É neste processo de crescimento, até que a morte o pegue de surpresa, porque ela chega sempre de surpresa, que o homem vai tendo os tão famosos altos e baixos, ao longo da vida, que lhe vão permitindo suportá-la. Vive aos solavancos, como o motor de um carro avariado, sem se aperceber da inutilidade da sua vida, daquela que dá gratuitamente à ­existência.
Embora não se questione, ao longo dos vários instantes da parca e precária vida que vai vivendo, se esta é a vida que ele necessita para si mesmo, tem consciência que algo está errado consigo, mas não consegue ir bem dentro de si e descobrir qual é de verdade a sua falta, que assim fica limitada ao ter de comer, porque o seu corpo diariamente lhe reclama a necessidade de alimento e corre, quando pode e quanto pode, para satisfazer a necessidade deste seu corpo, que não o poupa quando, a cada instante, a genética deste se vai modificando, para dar lugar a um corpo trôpego, que já nem tão pouco consegue andar, mesmo na procura deste alimento eternamente reclamado. Mas o homem ouve o apelo sistemático deste seu corpo faminto que nem pelo esforço do seu próprio dono em sustentá-lo uma vida inteira o poupa no princípio ou no fim da vida. Suga-lhe todas as reservas do pensamento interior, fazendo o Homem esquecer-se de si próprio.

 

de regresso a mim
ensaio, homem, livros, vida
publicado por lazulli às 00:51
Em 2007

 

SintoMe: ... já não acredito na humanidade

EscritoPorLazulli lazulli às 13:56
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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

Humanidade Escravizada (XIII)


 

(continuação)

 


Se os semelhantes ao Homem, em vez de quererem ser seus iguais, até porque nunca o serão, pensassem, talvez pelo menos as milhões de espécies que existem, pudessem vir a ser tratadas com mais humanidade em vez de termos que continuar a assistir a torturas constantes de seres indefesos para deleite e consumo dos homens. Tanto os semelhantes ao homem como os que deles descendem, deveriam aprender a ler e a perceber que afinal não são para Deus tão importantes quanto pensam. Quem sabe, assim, a sua existência possa vir a ser melhorada, em vez de serem escravos eternos de um poder maior e venham até a ser temidos e respeitados por estes poderosos intrusos, conquistando pelo verdadeiro saber e consciência a igualdade com estes senhores do céu, em vez de aceitarem a escravatura eterna que eles nos impuseram. Talvez lhes pudessem vir a ensinar: Verdade, Justiça, Amor e Liberdade. Porque desde o início da sua intrusão na Terra, não respeitando a nossa inferioridade, ensinaram-nos exactamente o oposto, transformando-nos naquilo que sempre desejaram para nós: Bestialidade. Não somos bestas. Somos seres humanos. De 2ª e 3ª categoria é certo. Mas seres humanos. Embora, neste ano que decorre de 2003, a actual prática de vida, de todos nós, nos diga que «eles» atingiram os seus objectivos de nos bestializarem. Crimes consecutivos que são praticados diariamente sobre tudo e todos. A insanidade e indiferença que nos caracteriza neste momento, dá-lhes razão. Só nos preocupamos com nós mesmos, e mal. Não lutamos pela verdade ou justiça e sim permitimos tudo quanto eles fazem, e ainda os ajudamos a crucificarmos-nos a todos. Será que eles conseguiram bestializar-nos? Será que dentro de nós não resta nada de humano? O medo da má sobrevivência nesta vida sem sentido, leva-nos a uma agressividade tal que daqui a pouco nem nos reconhecemos. É preciso, todos em conjunto, despertar e começar a recuperar a nossa humanidade, que não sendo divina, é melhor que a deles. Em vez de querer ser filhos de Deus, seria bem melhor para nós aceitarmos a nossa condição de meros humanos e mostrar-lhes que não só não precisamos deles para nada, como também não os queremos mais a interferir na nossa vida, que viveremos segundo a nossa própria natureza e condição.

 

(continua)

 

leve

ensaio, homem, livros. mulher, vida

publicado por lazulli às 10:21

Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

SintoMe: ... olhando o mundo apreensiva

EscritoPorLazulli lazulli às 09:56
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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Humanidade Escravizada (X)


(continuação)

 
 Presos na Matéria
 
 


 

O Homem é prisioneiro de si mesmo porque lhe ocuparam o cérebro com uma data de coisas inúteis, impossibilitando-o de se sentir. Não haverá amanhã para todas estas almas penadas se não entenderem a tempo o que lhes aconteceu no passado, que passou à tanto tempo que os homens esqueceram já ter existido, ou pior, privilégio guardado por algumas castas, que querem continuar a comandar os seres viventes. E foram tantos os que tentaram na busca de verdades perdidas, naquele tempo ido... que a própria verdade deixou de ter significado e ficou para sempre oculta ao entendimento dos homens. Nesse tempo, que o próprio Tempo fez questão que deixasse de existir na memória dos homens, fossem eles ou não procuradores da verdade sobre a razão da sua existência, o mundo existia sem viver e sem grandes aspirações, a não ser a de deixar de fazer parte do Espaço/Tempo. Mas o corpo que cobria os homens começava por querer mais do que lhe estava destinado. E o pensamento envolvido e desenvolvido por aqueles que mais depressa foram ocupados pelos seus opositores espaciais, indicou o caminho que nos levou a poder existir para sempre, com a «descoberta» da criação dos corpos por intermédio de outros corpos. Pois para eles era muito mais importante existir do que não existir. Ter sempre a possibilidade de se tornar denso, mesmo que para isso se tivesse que condenar toda a humanidade existente assim como a não existente. A própria verdade era demasiado simples e implacável para que aceitassem a sua inferioridade perante os grandes construtores da própria vida. Assim, preferiram alterar o curso das coisas quando esta verdade lhes foi de um modo ou de outro revelada por todos os grandes iniciados (pensadores, sábios e filósofos), como Zoroastro, Manes, Nietzsche, Jesus, Platão, etc...., que só não encontraram nem deram a Verdade à Humanidade (embora já tivessem consciência da dualidade) porque a certeza comum a todos eles era que a vida era uma dádiva benéfica e a preservar. Não me parece que algum dia tenham posto em campos opostos a Matéria e a Essência, muito pelo contrário. Faziam-nas depender irremediavelmente uma da outra, como se sem uma não pudesse existir a outra. É verdade que a Matéria não ­adquiriria vida e teria que se sujeitar ao seu estado primeiro sem transformação ou evolução de espécie alguma, mas a Essência continuaria a existir sem ter que viver impregnada de uma coisa que lhe não pertence e que é sua inimiga muito antes de qualquer início de vida, como a conhecemos e entendemos. A união forçada, não voluntária, da Matéria e da Essência, obrigará o ente (partícula de essência cósmica) a tomar forma sempre que a vida se manifeste e o homem continuará a pensar que ele e o seu corpo são um só. Não conseguirá perceber que a matéria inteligente de que é constituído é completamente distinta do seu ser e tem necessidades muito diferentes das suas. Devido ao alto valor de preservação que todos dão à existência, a descoberta da Verdade tem estado e continuará a estar dificultada. Mesmo os pensadores não se distinguiram desta crença dogmática permitindo, a partir daí, toda uma série de filosofias dualistas que no fundo convergem e se completam umas às outras. Mas isto só aconteceu, porque se basearam sempre unicamente nos conhecimentos ao seu alcance. Aqueles que a vida na Terra lhes proporcionava. Faziam as suas próprias deduções e observações, com base na observação e dedução de outros anteriores a eles. O que estava dito e escrito, tomado como certo, era o seu ponto de partida. Não pondo em causa esses «ensinamentos», não usando a imaginação e não acreditando numa verdade completamente diferente da contada até ali, todas as suas tentativas de uma filosofia diferente, ainda hoje, não passam disso mesmo, meras suposições filosóficas. E, assim, a vida, não pode existir sem ser tal como a conhecemos, nem ter outro motivo para acontecer, para além daquele que nos têm dito. Que foi Deus que criou a Vida e criou-a porque lhe apeteceu. Sendo este, o ponto de partida de tudo quanto existe, percebe-se a dificuldade dos sábios, eruditos e ignorantes, durante muito tempo (e ainda hoje), terem dificuldade em acreditar em vida inteligente no Universo. Para eles só existirá vida inteligente no Universo, se essa mesma vida tiver a mesma forma e manifestação, que temos todos nós. Como se nós (terráqueos) fossemos inteligentes. E, assim sendo, todas as entidades oficiais, isoladas ou colectivamente, sempre souberam (e muito bem!) escamotear a verdade, de maneira a não permitir à grande maioria desta humanidade escravizada entender o porquê da sua existência.


(continua)

 

actualidade, ensaio, homem, livros, vida

publicado por lazulli às 15:46

Quinta-feira, 30 de Agosto de 2008

SintoMe: a lutar contra o Islamismo

EscritoPorLazulli lazulli às 23:14
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Sábado, 1 de Novembro de 2008

Divagações Do Espírito

 

 

 


DEUS


É


O UNIVERSO INTEIRO


É


O MUNDO QUE NINGUÉM CONHECE


É


DEUS?!

 

 

borboleta

pensamentos


publicado por lazulli às 16:57
Maio de 2007

SintoMe: ... à Procura Dos Causadores Do Engano à Humanidade

EscritoPorLazulli lazulli às 12:55
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

A Grande Mãe (II)


 

Talvez porque fosse muito velhinha e seus cabelinhos brancos fossem tão brancos que reflectiam luz junto ao fogo da tenda principal onde também nos dias em que o tempo mostrava a sua força e rugia ameaçadoramente, cá fora, se sentavam em torno do fogo que se encontrava no centro da tenda. Num desses dias, onde a água lá fora caía do céu aos trambolhões e todas as mulheres mais velhas se encolhiam umas nas outras assustadas e as mais novas afagavam as mais pequenas e as mulheres activas, as guerreiras das tribos, as únicas a quem era permitido cavalgar para onde bem entendessem, continuavam sob o assustador rugido do ar que se deslocava furiosamente de um lado para o outro, a guardar odo o clã, deduzia que como a tribo era muito grande elas estivessem por todo o lado. Eram tão silenciosas, que apareciam e desapareciam de repente, de qualquer lugar. Sua primeira mãe, era uma destas jovens guerreiras, que pouco tempo tinha para ela e por isso mesmo as tarefas eram distribuídas de tal modo que nunca nenhuma das mais pequenas ficava só e a ternura com que as outras tomavam conta não lhes permitia sentir falta das primeiras mães.

Mas Leda não era como as outras. Queria ter uma só mãe e só para si. Por isso, vagueava muitas vezes sozinha, quando o sol no alto do céu era quente e luminoso, por todos os lugares que lhe era permitido e também por aqueles onde estava expressamente proibida de ir. Nunca prestava muita atenção aos marcos que as guerreiras puseram em torno do grande clã e muitas das vezes era recambiada e repreendida quando uma destas guerreias a interceptava, fora dos domínios das mulheres. Cabisbaixa, lá era obrigada a tomar o caminho de regresso. Por isso, nunca tinha ido tão longe como desejaria. Nunca conseguiu passar dos domínios da sua tribo e queria muito saber o que haveria para além deles. Devia haver mais mulheres, animais e até homens, porque estes também deviam viver em algum lado. Para Leda, deviam viver num local muito sujo. Talvez num pântano... pois, estavam sempre cobertos de lama. A terra seca cobria-os quase por completo. Na terra deles não deveriam ter água como a delas pois, logo que entravam na tribo, eram obrigados a banhar-se no lago cristalino dos domínios e sempre guardados pelas guerreias de várias idades que circulavam sempre a cavalo em torno de si, não lhes permitindo andar mais ou menos, do que elas mesmo queriam.

No meio de todas as dúvidas, a primeira avó, vendo Leda muito infeliz porque ninguém lhe queria responder como era o mundo para além dos domínios disse-lhe:

- Minha pequena Leda, o tempo já quase chega até a ti e aí saberás tudo quanto é preciso saber.

- Mas vó, porque não posso saber hoje?

- Porque, Leda, és ainda muito pequena, para teres sobre ti as preocupações que todas partilhamos hoje. Tentamos proteger-te e às tuas irmãs, de um conhecimento antecipado.

- Mas eu já sou grande! Já cavalgo sem cair e domino a minha montada.

- Mas ainda é cedo. Não proteges também tu, os mais pequenos que tu, nas tuas tarefas obrigatórias em prol da tribo? Nós fazemos o mesmo, umas com as outras. A cada idade, uma responsabilidade.

- Vó... nós temos medo?

- Não, só nos protegemos umas às outras.

- Mas, porque precisamos de nos proteger? Quem pode querer nos fazer mal? Os sáurios não conseguem atravessar o pântano e só eles é que nos podem fazer mal. Ou não existem só os sáurios ?

- Não, Leda, o mundo é muito grande e o que vês, do que tens conhecimento, é como de uma recém-nascida até chegar a mim.

- Então, existe muita coisa! Diz-me algumas, que nos possam fazer mal.

- Olhar para ti Leda, faz-me sentir mais confiante. Porque, contigo, nunca o nosso domínio ficará em perigo. Mas, promete-me, que não falaras com nenhuma das outras.

- Prometo.

Leda já quase gritava de desespero. Inquieta aguardava o grande segredo.

 

 


publicado por lazulli às 09:13

Sábado, 5 de Maio de 2007

SintoMe: incapaz de mostrar a verdade ao homem

EscritoPorLazulli lazulli às 23:18
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Poemas aos Deuses (I)

 



Nem que um deus

Pequeno ou grande

Puro ou misturado

Livre ou disfarçado

Se prostrasse em frente a ti

Te tocasse o rosto

ao de leve

Te olhasse de frente

os olhos negros como a noite

com a sombra

a cobrir o buraco negro

dos pensamentos escondidos...


Nem que o pequeno deus

Te permitisse

Pegá-lo pela mão

e com ele

atravessasses a floresta

mágica invisível

ao olho humano...

tão deficiente sentido

Floresta não densa

mas misteriosa

Mistérios ocultos ao olhar

Não humano

Mas descrente

do que não pode e não sabe alcançar.


Nem que

O pequeno deus

Permitisse a partilha

e comer da tua própria boca

Nem que as gotas de vidro cristalizado

brotassem ininterruptas

de um deus

diante de ti...


Tu Homem

Não o reconhecerias

Não o sentirias

Não o perceberias

Porque os deuses para ti

São peças de um jogo primeiro

e esquecido

com objectivos concretos

a atingir

um jogo pérfido

indigno de deuses

Um jogo

meramente humano

querendo ser divino.


Assim como na eternidade

passada

Também tu Homem

Arrogas-te o direito

de dizeres que os conheces

Mas eu simples humana

Digo-te

olhando-te do baixo onde me situo

permanentemente

Digo-te que

Não os conheces

Não sabes quem são

os deuses que aqui estão.


Conheces deles

Os dogmas obscuros

que sobre si pesam

que foram dar à anterior civilização

que fez esta

onde te encontras.


Conheces

o conhecimento do homem

oportunista

Aquele que

com pequenos raios de luz

difusa

atravessou as redes de pescadores de sonhos

Conheces as lendas

que deles sobram.


Mas digo-te eu

do baixo onde permanentemente me situo

Não conheces a sua dor

nem o seu amor

Não conheces a sua tolerância

a sua persistência

A sua fé

no Homem

quase perdida

com a sua dor profunda

por existirem homens como tu

Únicos baluartes da verdade

exposta

Autênticos lutadores

para fazer ressurgir

a luz fosca do passado

Mas pouco ou nada guerreiros

da verdade e da justiça que caracterizam

Os deuses da antiguidade.


Não corras a praticar rituais

aos deuses

Corre a amá-los

se fores capaz

Corre em seu socorro

Porque

ao socorrê-los

É a ti homem

que estás a socorrer

Porque um dia

os deuses desistem

de tanta incompreensão

de tanta ignorância.

Sempre o deus pequeno

aceita o sacrifício

de te manter homem

a alma e o coração


Os deuses choram

eles choram

Os Deuses sentem

eles sentem

Os deuses

nunca desistem

do amor

essência divina

de onde surgiram.

Não desistem

das partículas

de si mesmos.


Escuta a voz

dos deuses

que aqui estão

e que te falam.

Se não és capaz

de os reconhecer

quando por ti se cruzam

és capaz pelo menos

de os ouvires

quando docemente

te querem poupar?!


Não sabes o que é o sofrimento

homem

Porque só conheces

o sofrimento humano.


(2007)

 


penso: vazia

 

tags:

publicado por lazulli às 17:41

Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

SintoMe: envolta num mundo de mentira e engano à raça humana

EscritoPorLazulli lazulli às 10:30
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Domingo, 26 de Outubro de 2008

Atlântida





P'ra lá do mar

Há um lugar que não conheço

Mas não esqueço

O esquecido passado longínquo

 

Relembrado e guardado por Sólon

Imortalizado nos escritos de Platão

E recordado pelos saudosos autores de nossos dias

Que deixaram antever as raízes do passado

D’uma humanidade destruída e perdida nas brumas

 

 

Tão longe e tão perto

Que a memória se perdeu

Mas não a de todos

Porque alguém continua a te recordar

Perpetuando a tua existência do passado

Não deixando esquecer

A realidade da tua veracidade

Mas muitos foram também os que quiseram

Te manter oculta

Longe de tudo e de todos

Como se nunca tivesses existido

Deram outra data ao tempo

Transformando-te num mito

Mas tu

Continuas enigmática aguardando que te façam ressurgir

De entre o mar revolto de calmaria

Silenciosa aguardas no mar do teu nome

Para que os homens saibam onde e porque erraram

No passado longínquo

Mas ressurgires

Será o acabar das lendas criadas depois de ti

Taparam as suas lendas com uma outra lenda

A tua

Inventaram-te

Quando tu existias

Esqueceram-te

Quiseram que realmente houvesses desaparecido

E desapareces-te quase totalmente

Na tua forma física

No meio e sob o mar

Nesse lugar

Que eu não encontro

Mas sei que existe

Junto do fogo adormecido

D’um vulcão inactivo

Aguardando o despertar

Quieta

Silenciosamente quieta

Continuas a aguarda que algum filósofo te devolva a vida morta

Mas os filósofos desapareceram com o passar dos tempos

Dando lugar aos políticos

Sábios do teu e nosso tempo

Quais os melhores ou piores de todos eles

Ninguém mais te relembra na tua verdadeira forma

Ou te quer fazer ressurgir

Passaste a ser mesmo lenda

Onde antes havia o provir

Quanto tempo continuarás silenciosa

Nesse aguardar eterno

Se esperas o entendimento do Homem

Acumularás sobre ti

Uma outra civilização semelhante à tua

A quem tu deste lugar um dia

Quando também procuravas uma outra

Que te tinha também antecedido

E desvanecido quase totalmente

Continuam a procurar-te

Depois de te terem encontrado

Como se fora pouco o que viram

Do que restou de ti

Pisaram teu solo

E não te reconheceram

Porque te quiseram grande

E eras pequena

É o teu conhecimento

Que procuram desesperadamente

Não a ti

Porque a ti já te encontraram

Esqueceram os restos dessa civilização

Quanto os restos que sobram de ti

Espalhados pelo oceano

Mesmo sob o teu regaço

Quando chegarem ao teu conhecimento

Nem os restos sobrarão

Não terão tempo de entenderem

Que perpetuaram o teu conhecimento

Dando-lhe a forma do saber deformado

Descontentes

Duvidam de si próprios

Porque querem a imortalidade iniciada

O poder ilimitado

E tê-lo-ão

Como tu

Até ao ressurgir de uma nova/velha civilização

Ensina-nos o caminho

Para o teu mundo guardado

Não nos dês o que sabes

Antes o que nunca soubeste

Talvez assim

A gente chegue de verdade a algum lado

Sem precisar de ser transportado

Quanto se falou de ti

E quão pouco se disse

Do que eras ou quem eras

 

 

Perdida

No meio das águas imensas

Que te cobrem

E nos pássaros que te cruzam

Todos os dias

Está a tua sabedoria

O verdadeiro saber

Para quem quiser entender

Onde está a tua cultura e o teu conhecimento

Partícula de um mundo perdido e esquecido

Vogando sobre as águas do meu mundo

Olhando o silêncio

 

 

Dizem-te um mistério

Porque a sua imaginação nunca te imaginou

Uma lenda um mito

Porque nunca te compreenderam

És o sonho de um profeta poeta um filósofo

Queriam-te física

Não espiritual

Continuam a violar as águas em teu redor

Na tentativa

De mais depressa te desvendarem

Descobrindo o véu que te envolve dentro das águas

Mas tu deixas antever

A luminosidade do teu "rosto"

Mostrando o paraíso perdido dos Açores

Querendo que se mantenha essa tranquilidade que conquistas-te

Teimosamente eles querem desmembrar-te

Violar os teus segredos

Em volta de ti

Querem adivinhar-te e um dia vão conseguir

E esse será o dia do teu ressurgir do nada

Tomando de novo forma mas esta já fechada

Fundirás em ti mais um mundo civilizado

De leis sem sentido

A que um dia no passado começaste por dar forma

Até chegar aos nossos dias

 

 

Tu aprendeste

Com a tua morte

Mas nós ainda não

Aprenderemos um dia contigo nas profundezas do teu mundo oceânico

E dormiremos também chocados com a nossa ignorância

Olhando o mundo cá em cima a copiar-nos

Esperando silenciosos que entendam a verdade

Ou aguardando também pela sua queda

 

 

Ontem

Eras um continente imenso

De querer poder e saber

Ontem

Eras o berço de uma humanidade instruída

O sonho de quem vivia

O mundo de quem sentia

E espalhavas o teu saber

Instruías como uma mãe

O mundo inteiro

Levando o teu saber aos quatro cantos do mundo

Ou seriam cinco

Perpetuaste

O teu passado oculto

Chegaste tão perto do passado

Que te transformas-te no teu próprio passado

Fundindo-te nele

O procurado

Deste a luz e as trevas a quem te viu

O saber perdido a quem te ouviu

E tu própria

Sumiste por entre as brumas de um tempo mal entendido

Passando de guia a guiado

Foste assim

Eterna na sabedoria

Foste a luz menor de um mundo maior que tu

E de ti hoje

Restamos nós aqui

Também teimosamente perpetuando o teu saber

Na nossa sabedoria ignorante

Até ao perecer de todos nós

E no futuro breve

Outros te procurarão em nós

Tentando descobrir

Este saber de ser

Quem somos nós

Qual o filho que não procura a mãe

Para ir buscar o que lhe falta

A essência do saber perdido

Todas as Pátrias das civilizações

Têm um berço comum

Que propagam um ideal de vida

No decurso de milénios

Que vai crescendo multifacetado

Dando lugar a um infinito perpétuo

Gatinha e cresce como uma criança

E assim como ela o fim chega inevitável

E só algumas sementes

Ainda em estado embrionário

Se manterão e recriarão

Para dar lugar a um novo berço

De uma nova e mesma civilização

Tu senão a primeira foste uma delas

E neste decurso moroso

Os teus rebentos

Aqui estão

Mergulhados nesta nova escuridão

Com um berço semelhante ao teu

Exibindo democracias e utopias

Que sempre mantiveste

Não entendemos que estás aqui

Dentro de nós fazendo-te ressurgir

Espalhando o teu saber pelo mundo inteiro

Exibindo as tuas leis enevoadas pelo passar do tempo

E somos nós que olhamos o teu cume físico

Aguardando um saber que já sabemos

Que fazemos ressurgir-te das cinzas

E damos vida aos teus anseios

Mas ainda nenhum de nós te entendeu

Nenhum de nós te quis manter perpétua

Transformamos-te todos os dias

Numa metamorfose doentia

Porque ainda não queremos te conhecer

Mas continuas teimosamente dentro de cada um

Ressurgindo sempre no pensamento deste morrer

 

Recordar-te-ão

Sempre que a ciência mal entendida do passado

Te relembre ao nosso lado

Na nossa própria ciência

Numa simbiose sem princípio ou fim

De tanta tradição longínqua

Que continua a atravessar os séculos

O teu mistério continua silencioso no meio das brumas

À espera que nos venhas ensinar o esquecido

Foram tantos mas tantos

Que perturbaste com a tua memória

Ao longo dos milénios

Que te confundiram

E reinventaram

Com fantasias fantasmagóricas da criação

Dando até lugar à religião

São tantas as obras que falam de ti

Tantos os costumes até aqui

Que saber-te é ver-te ressurgir em cada dia

Dentro das brumas escondidas de cada ser

Todos te conhecem

Ou julgam conhecer

 

E mesmo assim continuam quedos

Enchem os olhos com as tuas margens

Deleitando-se nas cores que te preenchem

No ar leve sob as nuvens

No mar continua a ser o teu lugar secreto

E tão perto

Que qualquer um

Te podia fazer ressurgir

Mas eles fogem obrigados

Para o outro lado do mar

E não irão regressar

Outros valores se interpuseram entre ti e eles

E só as gaivotas vagueiam sobre ti

Num lamento triste de assinalar tua presença

São os navios que te cruzam diariamente

Quanto as pequenas embarcações do passado

Levando um fugitivo isolado

Para o outro lado

Com a grandiosidade de um continente

Estás esquecida

Quiçá perdida

Imponente na tua simplicidade

Dormindo desperta um sono calmo

Onde quer que eu fique

Lembro de ti

A humanidade inteira te procura

Talvez porque ainda te recordem

Bem dentro de seu Ser

Também numa outra camada fossilizada

Procuram a verdade que escondeste nas tuas ruínas desaparecidas

Mas a vida brota incessante

Como um diamante no meio do oceano do teu nome

Ainda estás por aqui

Tão perto

Que te tocámos diariamente

Nas novas descobertas de comando da humanidade

Na esperança de um novo mundo

Dar-te-emos de novo vida

Para em seguida te destruirmos

E poderes voltar a ser de novo lenda

Para os povos a seguir te fazerem ressurgir

Nesta morte e vida perpetua

Ciclo sem princípio ou fim

Até esse esperado dia

 

Do entendimento da verdade.

 

 

"Vestígios Longínquos"

publicado por lazulli às 12:14

Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

SintoMe: ... a olhar o mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 20:19
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