Quinta-feira, 7 de Setembro de 2017

cristal

lfotodanet
Hoje que a Esperança morre lentamente e o Tempo já não é suficiente lembro um mundo de cristal que nunca esqueci e a ansia de a ele retornar o mais depressa possível porque continuo com a certeza que não sou deste mundo e que continuo sem saber viver nele.

SintoMe: igual a ontem
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 01:29
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Domingo, 3 de Setembro de 2017

,,, bicéfala,,, a Serpente Escondida

....bicéfala .... onde se vergam os Poderes da Terra

 

 

magestosa

ostenta riqueza sem igual

infernal

sob manto de ouro púrpura

guarda segredos

pertença de deuses desavindos

esbanja palavras de mel feitas de fel 

a todos enganou

a todos engana

a traiçoeira

 

 

nas suas garras 

o Globo de Outros

que a antecederam

aprisionado

como se fora unicamente seu

usurpando o direito 

do antes, do agora e talvez do depois

na continuidade disfarçada do mesmo

plano de governaçao

das almas aprisionadas que aqui estão

 

 

uma única coroa

em duas cabeças

de Corpo único

olhar firme no Ocidente

olhar firme no Oriente

astuta

dupla ave de rapina

pestilenta

que a todos contamina

 

 

baços

sob suas asas 

poderosos protegidos cérebros limitados

baços-illuminados

almejam a imortalidade

que lhes é negada e prometida

essência totalmente desconhecida

procurada e mal entendida

na ilusão de Escolhidos

percorrem caminho errado

de acordo com mestre desconhecido

alteram o Espaço/Tempo

fazendo vacilar os mundos

impunemente

portas e portas são abertas

chocando mundos contra mundos

buscam igualdade no desigual

quando Deuses do Passado vedaram

Portais

de mundos desconhecidos

portais para protecção do homem

hoje abertos

 

 

escancararam

indiferentes

à mistura do bom e do mau

na sua sabedoria intra-terrena

arrastam as almas"

para a penumbra de mundos desconhecidos

misturando o que existe com o que não-existe

trouxeram mais Mal ao mundo

na sua ambição de Illuminados

mas é baça a sua iluminação

perigosa para as criaturas

que obscenas na sua adoração à bicéala

não sabem o que é o Amor

mesmo sob a sua falsa protecção

nem sabem quem são e porque estão

muito menos para onde vão

e porque irão

sem  destino sem conhecimento

presas submissas

de ambas as cabeças de um único corpo

atacam-se entre si

desordenadas

e o sangue jorra para a Terra que em fúria descontrolável

a todos punirá

a ajuda chegou

a Mãe estava Só

a Terra não era mais sua

seus filhos não eram mais seus

o Universo ouviu seu apelo

a Terra será limpa

dos usurpadores

 

,,,, â primeira e derradeira cabeça

.... à tricéfala

 

  enquanto um filho da essência cósmica estiver entre vós

um que seja

vós não ganhareis este minúsculo Ponto do Universo

como ganhasteis os outros

 

..... sois a abominação de todos os Universos... 

... um humano é mais do que qualquer um de vós

 

- só que não sabe que o é -

 

 

 

 imagem tirada da web

aguia de duas cabeças.jpg

 

SintoMe: triste com os Poderes do mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 23:06
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Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016

... IMAGINE THERE'S NO ISLAM...

 

 

SintoMe: ... observando o mal Islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 19:33
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Domingo, 13 de Dezembro de 2015

O Regresso Dos Eloins

 

 

 

Após A Queda Da Raça-Humana ELES Também Não Governarão O Mundo.

A Terra Não É E Nunca Foi Deles

SintoMe: mui atenta

EscritoPorLazulli lazulli às 03:57
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Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Reabertura Da CasaDeCristal

 

A Última Batalha

 

 

 

 

 

SintoMe: Apreensiva com o que está a acontecer no Planeta

EscritoPorLazulli lazulli às 22:51
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Humanidade Escravizada (XVI)

 

 

 

Vida um presente envenenado

 
 

 

 

 

Porque insiste o Homem em tornar perpétua uma coisa que nunca trouxe, que se tenha conhecimento, a felicidade tão desejada, e sim a dor e a miséria humana?
Será porque a vida é um presente desse suposto Deus que, criando-a para que todos nós pudéssemos existir, a tornou no bem mais sagrado do Planeta? E o que me garante que assim foi? Mesmo com esta garantia teria que dizer que este Deus mais se assemelhava ao pior dos males ao conceder-nos uma espécie de presente envenenado, que não nos permite de modo algum sermos felizes, nem controlarmos totalmente as nossas próprias vidas.
No que me diz respeito, não sei de onde venho ou mesmo se venho de algum lado, mas de uma coisa tenho a certeza: não sou filha deste Deus, nem quero ser, até porque é um Deus inumano e cheio de mistérios impenetráveis, que nos faz nascer sem querer nascer, viver sem querer viver e morrer sem querer morrer. Como posso então conceber que a minha essência esteja ligada a um Ser tão vil, que atira os homens à Terra ao deus-dará e lhes diz: – Dei-vos a vida, é sagrada, matem se necessário for para que ela nunca desapareça, mas eu retirá-la-ei de todos vós quando me aprouver porque sou dono e senhor absoluto de vossas vidas e destinos.
E os mortais continuam a falar no futuro e sempre a longo prazo, como se este futuro realmente existisse em qualquer lado e eles fossem lá chegar, quando eles vão morrer com toda a certeza e, sem consciência da morte que os aguarda, a qualquer instante da vida, vão fazendo projectos intermináveis como se fossem eternos.
Para quê ou para quem, verdadeiramente, fazem eles tantos projectos futuros se, a vida de um qualquer mortal se resume mais ou menos nisto: num dado momento da existência, ele, mortal, rompe para a vida e o seu grito inconsciente confirma a sua existência humana. Neste primeiro instante de vivência, indefeso, fica de imediato à mercê de tudo o que existe, sem se poder defender seja do que for. Nada tem, nada dá, nada recebe. É alimentado e amado (quando é), e fica a crescer lentamente sem entender o mundo que gira à sua volta e o que lhe aconteceu. Até à velhice (se lá chegar) ele não entenderá nada daquilo que o cerca ou de si mesmo porque, muito subtilmente, ao longo de todo este percurso, vão-lhe metendo informações estereotipadas de existência no cérebro, com o objectivo único de, quando as suas pernas se puderem aguentar sozinhas, vir a servir o Mundo, porque é o Mundo quem ele vai servir, de um modo ou de outro, quer queira quer não. Sobre ele mesmo, tarde ou nunca entenderá que nada aprendeu, nada soube e tudo ficará por saber. Ao longo dos anos, vai-se contentando em sonhar, pelo menos enquanto não perceber o que é a vida que o rodeia e, quando descobre, se chegar a descobrir, o desespero é total e o desânimo, pelo modo como funciona o mundo onde está inserido, quase o levam à loucura. Tem de fazer com urgência alguma coisa por ele próprio para não sucumbir e, curiosamente, dedica-se à vida com todas as forças e dá ao Mundo mais motivos para que este se torne mais poderoso e seja mais capaz de escravizar os que vêm a seguir. É neste processo de crescimento, até que a morte o pegue de surpresa, porque ela chega sempre de surpresa, que o homem vai tendo os tão famosos altos e baixos, ao longo da vida, que lhe vão permitindo suportá-la. Vive aos solavancos, como o motor de um carro avariado, sem se aperceber da inutilidade da sua vida, daquela que dá gratuitamente à ­existência.
Embora não se questione, ao longo dos vários instantes da parca e precária vida que vai vivendo, se esta é a vida que ele necessita para si mesmo, tem consciência que algo está errado consigo, mas não consegue ir bem dentro de si e descobrir qual é de verdade a sua falta, que assim fica limitada ao ter de comer, porque o seu corpo diariamente lhe reclama a necessidade de alimento e corre, quando pode e quanto pode, para satisfazer a necessidade deste seu corpo, que não o poupa quando, a cada instante, a genética deste se vai modificando, para dar lugar a um corpo trôpego, que já nem tão pouco consegue andar, mesmo na procura deste alimento eternamente reclamado. Mas o homem ouve o apelo sistemático deste seu corpo faminto que nem pelo esforço do seu próprio dono em sustentá-lo uma vida inteira o poupa no princípio ou no fim da vida. Suga-lhe todas as reservas do pensamento interior, fazendo o Homem esquecer-se de si próprio.

 

de regresso a mim
ensaio, homem, livros, vida
publicado por lazulli às 00:51
Em 2007

 

SintoMe: ... já não acredito na humanidade

EscritoPorLazulli lazulli às 13:56
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Humanidade Escravizada (XII)

(continuação)



Criados, gerados e engendrados

 

 

 

 

 
Como se levou o homem ao esquecimento de si próprio e do seu passado remoto, que ameaça ser sem retorno? A primeira ideia – pelo menos de que tenho memória – foi de que tudo teve início quando se decidiu que todo o homem descendia de um Deus único e poderoso, capaz de amar e castigar justamente. E logo todos os injustos se sentiram bem com esta profecia que nunca se cumpriu. Tinham para amar um pai misericordioso que os recompensaria com uma vida melhor, bastava que qualquer baixo instinto dissesse pura e simplesmente: Eu acredito. Mas quem é que não acredita quando lhe convém?! Ao saberem que foi este Deus que os fez, lhes deu a Terra para viver e os dotou do Poder sobre as outras espécies, permitiu-lhes, na sua arrogância de legítimos donos da Terra, feitos à imagem e semelhança deste fantástico Deus permissivo, que milénios de existência, de engano e mentira fossem ficando para trás, impunes, sem que nenhuma alteração de fundo se fizesse para que o homem pelo menos tentasse ter um maior entendimento de si próprio e de todos os outros viventes. Claro que se Deus fez o Homem e o Homem fez o semelhante a si mesmo e o semelhante ao Homem fez o semelhante a si próprio, tanto «o verdadeiro homem», como «o filho do homem» e ainda «a semente do filho do homem», no processo de criação, todos copiaram os seus criadores. A partir do momento que os Criados (por Deus), os «gerados» (pelo homem) e os engendrados, seguiram as directrizes que receberam de cada um dos seus criadores, não só tudo foi como é permissivo, tanto por Deus para com os Homens, como pelos Homens para com o semelhante a ele mesmo.
A partir do momento em que o Homem acredita cegamente na interpretação bíblica feita por outros – que é filho de Deus e por isso mesmo tem o direito de submeter e dominar a Terra, tendo-lhe sido oferecido como alimento tudo o que tem movimento e vida (Génesis 9, 1-17) – em vez de ele mesmo ir verificar se a interpretação corresponde ou não ao que está lá escrito, acreditará sempre numa verdade inexistente, tanto para a sua origem como também para a razão da sua existência. Mas, está ao alcance de qualquer um perceber, já não digo a origem do homem, mas pelo menos, o porquê do sofrimento da humanidade. Se nos limitarmos apenas e unicamente ao que está escrito, será de perguntar aos autorizados e credenciados teólogos, quem são os homens criados por Deus e quem são os animais e, já agora, de que se deviam todos ter alimentado ao longo dos tempos. Ler sem esforço e com atenção, no Antigo Testamento, o pequeno relato bíblico do Génesis, teria levado qualquer ser humano a perceber que tem vivido completamente enganado sobre a sua verdadeira origem. Parece-me que o homem mencionado por Deus, criado à sua imagem e semelhança, não são todos como nos querem fazer crer. E a realidade da existência humana assim o confirma, quando o homem criado por e à imagem e semelhança de Deus (o homem verdadeiro) tem o poder de dominar a seu bel-prazer todas as espécies do céu, da terra, do mar e animais vivos segundo a espécie da própria terra, – que também tem autoridade para submeter – e concretiza há milénios este seu poder sobre todos os outros viventes que não têm a mesma ascendência que ele tem. Continuam a humilhar, a comer e a utilizar todas as espécies e o seu semelhante «não igual» de um modo bárbaro e inumano. Não são eles os seres superiores? Donos de tudo e de todos?



(continua)

 

indiferente
actualidade, ensaio, homem, livros, vida

publicado por lazulli às 15:11
Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

 

SintoMe: ... com Esperança no Homem de Verdade para combater esta Pérfida Civilização Tanto Espiritual como T

EscritoPorLazulli lazulli às 11:36
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Os "Deuses" Também Choram

 

 

 

Choram desde o Dia em que os humanos os confrontaram

Tomando para si mesmos o controle das suas vidas

Por essa altura surge-lhes um poderoso aliado

Que expelido do Espaço

Aqui encontra terreno fértil às suas ambições.


Desprotegidos, depois de a seu lado lutarem

Hoje são pasto emocional de um “Deus” expelido


Os homens não amam mais os “Deuses”

Amam um homem

Que se intitula “Deus”.


“Demo” ambicionou tomar conta da Galáxia só p’ra ele

Fazer dela o seu domínio exclusivo

E, conseguiu

Conseguiu vencer

No pequeno globo antes protegido por seres da Essência Cósmica.


Choram os “Deuses” a sua derrota

Choram os “Deuses” os homens ambiciosos

Que se juntaram ao Pérfido Vingador

Choram os “Deuses” toda a humanidade

Que esquecida

Rasteja na baba viscosa largada por toda a terra

De um “Deus” único

Vindo de longe

De muito longe...


Choram os “Deuses”, a sua própria existência

Quando pela eternidade fora

Vão vivendo uma vida indesejada

Longe dos seus

Choram cada humano que com eles se cruza e diz que não entende

Que não os conhece

Que eles não são “deuses”

São homens...


Choram a diferença

A Indiferença

O desprezo e a arrogância

O desamor e a falta de entendimento

Numa terra que decidiram nos primórdios adoptar.


Porque se não foram embora

Acompanhando os seus irmãos


E...

Insistiram em ficar

Para lutar

Lutar na sombra

Sem Glória

Sem conforto

Sem Amor

Perderam até hoje

E, perderão sempre

Porque nunca se entregaram

Ou entregarão

Aos que aqui estão

E... choram

Choram sempre

O Desamor

A Mentira

E... a dor


Choram a grandeza da sua pequenez

E, da sua perda.


Saudade


Saudade de mais um tempo

De

Cada tempo que foi mais um tempo que passou.


A Casa ficou distante

Cada vez mais distante


Chora “deus” a tua incompreensão

Por tão grande piedade

Morres às mãos daqueles que vivem por ti verdades inacabadas

 

 

Incompletas...

 

Parem as lágrimas dos “deuses” menores

Que querem continuar a ser o que são


Nada!

 

 

 

...

poesia

publicado por lazulli às 18:26

Junho de 2007

comentários 4

SintoMe: atenta

EscritoPorLazulli lazulli às 16:00
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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (4)


(... continuação)

 

 

A imagem longínqua de uma jovem mulher, absorvendo descontraidamente os limites da vida, ao longo da imensidão de uma praia deserta, continuava a perturbar-lhe o espírito de tão nítida que estava dentro de si. Esta imagem fá-la reviver um passado já passado, mas que não a impede de lhe parecer vivo, apesar de sua total inexistência no actual momento.

A imensidão do mar... A extensão da praia que se perdia do olhar e o inacreditável mundo vivo por cima da Terra... Queria tentar apagar esta imagem viva dentro de si. Esquecer! Como se esquecer fosse possível a qualquer Ente, se este faz exactamente parte da vida “presa”. Vida esta que vem resgatando continuamente o seu terreno, numa luta sem tréguas, desde o início da existência, da formação de tudo. Como pode o Ente apagar o pensamento, se ele não passa exactamente do pensamento? Mas, é para que o pensamento viva livre e eternamente, que ele continua a aprisionar dentro de qualquer matéria viva, a sua existência. Esquecer, seria aniquilar a sua própria existência e assim destruir o seu próprio mundo: a essência.

“Tenho medo de reviver a loucura que vivi. Tenho medo de tocar no meu pensamento vivo. Tenho medo de recordar! A dor de ver o que já passou e se extinguiu. O medo de relembrar... Ficou gravado em mim, o contraste repentino “desta” imagem da vida e do deflagrar há tanto tempo discutido, sábia ou ignorantemente por todos, de uma Guerra Nuclear.”

Neste momento ela continuava viva, mais viva do que nunca! Por isso mesmo, o seu pensamento vivia mais intensamente todo o passado vivente. Não mataria a lembrança que lhe doía. Seu pensamento sofria e continuava a mostrar-lhe o “momento”.

Não tinha havido talvez uns centimilionésimos de segundo entre o momento junto à praia e a terrífica destruição dessa mesma vida, com a reacção em cadeia de uma qualquer substância, que pode muito bem ter sido de Urânio ou Plutónio, e a explosão tão inesperada, tão incompreensível, que parecia que bocados de vida e de morte se haviam entre cruzado no espaço. O céu em fogo lembrava pinceladas de um qualquer pintor com as cores bem combinadas de todo o mundo desconhecido. Sobre ela continuavam a cair os estilhaços da morte na vida e os da vida na morte, projectados pelo impacto de um poder que desconhecia mas que teve tempo de observar quando muito lentamente, como se todos os seus sentidos tivessem sofrido uma mutação, se virou e olhou o horizonte. Ainda fumegava o célebre cogumelo, tal qual o tinha visto em inúmeras fontes de informação, que iam desde a informação visual até à informação escrita. Tudo era tão confuso, tão absurdo, que ficou parada como suspensa entre o espaço/tempo sem consciência da sua própria existência, a olhar 500 quilotons a libertar toda a sua energia no céu da Terra. O seu consciente recusava-se a aceitar o que o seu subconsciente absorvera no primeiro instante. O cérebro entorpecido impedia-a de agir racionalmente. Caminhou sem destino sob o mundo de fogo que a cobria e envolvia, até que suas mãos agindo a um qualquer comando interior começaram a agarrar desesperadamente os estilhaços que continuavam a cair, numa tentativa de limpar o ar e restituir-lhe o seu próprio espaço. Mas eram tantos os pedaços e tão estranhos, que suas mãos iam ficando macilentas de lhes pegar, fazendo-a sentir-se cada vez mais fatigada.

Desesperada, percorre o lugar seu que há um instante atrás era ali! E o pânico apodera-se de seu Ser, pois, não existia mais! E ela sozinha, não tinha conseguido atirar os estilhaços da morte, para o sítio de onde tinham surgido.

Arranha seu corpo e sua roupa, mas seus dedos resvalam trémulos por uma massa viscosa e peganhenta que a cobre, horrorizando-a. Ela existe ali, igual a si mesma, mas não estava lá! Tal qual a calmaria da praia deserta, que à instantes atrás fazia parte integrante dela mesma. Agitou seu corpo ao que pensou ser o vento, mas mesmo este ar não era o que conhecia, pois sentiu-o bater no corpo, atirando-a contra a dureza de um chão pejado de destroços. A vida tinha-lhe fugido e ela continuava viva. A incompreensão tomou posse de seu Ser, perante tão dura realidade.

Correu sem rumo certo (pelo menos pensa que correu) para junto das milhares de pernas que passavam perto dela. E no meio destes milhares de pernas de massa vivente que se moviam, numa corrida louca e desenfreada, via correrem as dela, numa corrida que parecia não ter fim, na busca de um caminho que já não existia. Mas sem caminho a seguir, para a levar de volta ao seu sítio, sentiu-se perdida. Vagueou nos destroços da morte... O tempo?!... Esse também tinha deixado de existir. A força que antes a mantinha de pé, tinha-a abandonado, fazendo-a correr lentamente sem destino certo, deixando para trás, o que havia mesmo em frente: desolação.

 

(continua...)

 

livro... dos "filhos do sol"

livros

publicado por lazulli às 18:48

Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

SintoMe: ... atenta ao avanço islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 12:11
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (3)


(... continuação)

 

A lei do Homem que come outro Homem, para a preservação desta nova raça, (meio homem, meio mutante) é o ser útil à sociedade presente. Lei esta que acaba por ser uma sequência da lei implantada na Terra desde os primórdios dos tempos. Assim sendo, a sociedade vigente, continuaria a ser até ao fim dos Tempos, (caso estes venham algum dia a existir) a continuidade das leis das sociedades anteriores, pois que em todas elas o poder dos mais fortes sobre os mais fracos, sempre foi a que o Homem adoptou na sua vida na Terra, de forma a poder subjugar os mais frágeis em prol dele mesmo. Isto, porque, na memória dos Homens, estava registado que um tal Deus deu a Terra ao Ser mais capaz, de forma a que este dela soubesse tirar proveito. Realmente, a criação deste Deus, bem que soube tirar proveito desta Terra que lhe foi dada por herança, consumindo-a até que dela não pudesse tirar mais nada, deixando-a completamente despida de vida. Mas este Senhor poderoso que é o Homem que Deus criou à sua imagem e semelhança, não se contentando em destruir o que o seu Deus lhe tinha dado para viver, começou por fim ou princípio, a consumir os filhos de Deus para seu próprio sustento. Embora que já desde o princípio da humanidade lhes tenha vindo a consumir a alma com falsas verdades, desviando-os assim dos seus verdadeiros fins.

 

 

 

Parece até ironia do destino. O Homem que Deus fez, ultrapassou o seu Criador. Dele, hoje não resta mais nada a não ser um “Ser”, que não é o Homem que Deus criou e colocou sobre a Terra, nem tão pouco o filho da Terra que lhe deu o corpo, pois que a esta, também este acaba de destruir, prescindindo dela para sobreviver, com a arrogância que sempre o susteve. A ambos, o Homem sempre soube retirar o que mais lhe aprouve e talvez quem sabe, tenhamos pela frente um novo Deus, surgido provavelmente de uma vingança para com os que o fizeram: A Terra e Deus. Neste momento, passámos a ter três Deuses neste mundo:

A Terra, Deus e o Homem.

Neste momento o Homem era mais um Deus do que um simples "mortal".

Não prescindia ele das leis essenciais à vida, das duas forças que o sustiveram durante milénios? Ele estava, até, pronto a desafíá-las.

Como será o futuro com o aparecimento desta nova espécie? Mary desejava não ter nunca que se defrontar com nenhuma destas três forças, pois às três conhecia bem. Não era também ela, um pouco de todas elas?

 


(continua...)

 

bem...

livros

publicado por lazulli às 10:37

Junho de 2007

SintoMe: saindo de cima para tentar impedir o que rasteja pelo mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 22:36
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

A Grande Mãe (II)


 

Talvez porque fosse muito velhinha e seus cabelinhos brancos fossem tão brancos que reflectiam luz junto ao fogo da tenda principal onde também nos dias em que o tempo mostrava a sua força e rugia ameaçadoramente, cá fora, se sentavam em torno do fogo que se encontrava no centro da tenda. Num desses dias, onde a água lá fora caía do céu aos trambolhões e todas as mulheres mais velhas se encolhiam umas nas outras assustadas e as mais novas afagavam as mais pequenas e as mulheres activas, as guerreiras das tribos, as únicas a quem era permitido cavalgar para onde bem entendessem, continuavam sob o assustador rugido do ar que se deslocava furiosamente de um lado para o outro, a guardar odo o clã, deduzia que como a tribo era muito grande elas estivessem por todo o lado. Eram tão silenciosas, que apareciam e desapareciam de repente, de qualquer lugar. Sua primeira mãe, era uma destas jovens guerreiras, que pouco tempo tinha para ela e por isso mesmo as tarefas eram distribuídas de tal modo que nunca nenhuma das mais pequenas ficava só e a ternura com que as outras tomavam conta não lhes permitia sentir falta das primeiras mães.

Mas Leda não era como as outras. Queria ter uma só mãe e só para si. Por isso, vagueava muitas vezes sozinha, quando o sol no alto do céu era quente e luminoso, por todos os lugares que lhe era permitido e também por aqueles onde estava expressamente proibida de ir. Nunca prestava muita atenção aos marcos que as guerreiras puseram em torno do grande clã e muitas das vezes era recambiada e repreendida quando uma destas guerreias a interceptava, fora dos domínios das mulheres. Cabisbaixa, lá era obrigada a tomar o caminho de regresso. Por isso, nunca tinha ido tão longe como desejaria. Nunca conseguiu passar dos domínios da sua tribo e queria muito saber o que haveria para além deles. Devia haver mais mulheres, animais e até homens, porque estes também deviam viver em algum lado. Para Leda, deviam viver num local muito sujo. Talvez num pântano... pois, estavam sempre cobertos de lama. A terra seca cobria-os quase por completo. Na terra deles não deveriam ter água como a delas pois, logo que entravam na tribo, eram obrigados a banhar-se no lago cristalino dos domínios e sempre guardados pelas guerreias de várias idades que circulavam sempre a cavalo em torno de si, não lhes permitindo andar mais ou menos, do que elas mesmo queriam.

No meio de todas as dúvidas, a primeira avó, vendo Leda muito infeliz porque ninguém lhe queria responder como era o mundo para além dos domínios disse-lhe:

- Minha pequena Leda, o tempo já quase chega até a ti e aí saberás tudo quanto é preciso saber.

- Mas vó, porque não posso saber hoje?

- Porque, Leda, és ainda muito pequena, para teres sobre ti as preocupações que todas partilhamos hoje. Tentamos proteger-te e às tuas irmãs, de um conhecimento antecipado.

- Mas eu já sou grande! Já cavalgo sem cair e domino a minha montada.

- Mas ainda é cedo. Não proteges também tu, os mais pequenos que tu, nas tuas tarefas obrigatórias em prol da tribo? Nós fazemos o mesmo, umas com as outras. A cada idade, uma responsabilidade.

- Vó... nós temos medo?

- Não, só nos protegemos umas às outras.

- Mas, porque precisamos de nos proteger? Quem pode querer nos fazer mal? Os sáurios não conseguem atravessar o pântano e só eles é que nos podem fazer mal. Ou não existem só os sáurios ?

- Não, Leda, o mundo é muito grande e o que vês, do que tens conhecimento, é como de uma recém-nascida até chegar a mim.

- Então, existe muita coisa! Diz-me algumas, que nos possam fazer mal.

- Olhar para ti Leda, faz-me sentir mais confiante. Porque, contigo, nunca o nosso domínio ficará em perigo. Mas, promete-me, que não falaras com nenhuma das outras.

- Prometo.

Leda já quase gritava de desespero. Inquieta aguardava o grande segredo.

 

 


publicado por lazulli às 09:13

Sábado, 5 de Maio de 2007

SintoMe: incapaz de mostrar a verdade ao homem

EscritoPorLazulli lazulli às 23:18
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Poemas aos Deuses (I)

 



Nem que um deus

Pequeno ou grande

Puro ou misturado

Livre ou disfarçado

Se prostrasse em frente a ti

Te tocasse o rosto

ao de leve

Te olhasse de frente

os olhos negros como a noite

com a sombra

a cobrir o buraco negro

dos pensamentos escondidos...


Nem que o pequeno deus

Te permitisse

Pegá-lo pela mão

e com ele

atravessasses a floresta

mágica invisível

ao olho humano...

tão deficiente sentido

Floresta não densa

mas misteriosa

Mistérios ocultos ao olhar

Não humano

Mas descrente

do que não pode e não sabe alcançar.


Nem que

O pequeno deus

Permitisse a partilha

e comer da tua própria boca

Nem que as gotas de vidro cristalizado

brotassem ininterruptas

de um deus

diante de ti...


Tu Homem

Não o reconhecerias

Não o sentirias

Não o perceberias

Porque os deuses para ti

São peças de um jogo primeiro

e esquecido

com objectivos concretos

a atingir

um jogo pérfido

indigno de deuses

Um jogo

meramente humano

querendo ser divino.


Assim como na eternidade

passada

Também tu Homem

Arrogas-te o direito

de dizeres que os conheces

Mas eu simples humana

Digo-te

olhando-te do baixo onde me situo

permanentemente

Digo-te que

Não os conheces

Não sabes quem são

os deuses que aqui estão.


Conheces deles

Os dogmas obscuros

que sobre si pesam

que foram dar à anterior civilização

que fez esta

onde te encontras.


Conheces

o conhecimento do homem

oportunista

Aquele que

com pequenos raios de luz

difusa

atravessou as redes de pescadores de sonhos

Conheces as lendas

que deles sobram.


Mas digo-te eu

do baixo onde permanentemente me situo

Não conheces a sua dor

nem o seu amor

Não conheces a sua tolerância

a sua persistência

A sua fé

no Homem

quase perdida

com a sua dor profunda

por existirem homens como tu

Únicos baluartes da verdade

exposta

Autênticos lutadores

para fazer ressurgir

a luz fosca do passado

Mas pouco ou nada guerreiros

da verdade e da justiça que caracterizam

Os deuses da antiguidade.


Não corras a praticar rituais

aos deuses

Corre a amá-los

se fores capaz

Corre em seu socorro

Porque

ao socorrê-los

É a ti homem

que estás a socorrer

Porque um dia

os deuses desistem

de tanta incompreensão

de tanta ignorância.

Sempre o deus pequeno

aceita o sacrifício

de te manter homem

a alma e o coração


Os deuses choram

eles choram

Os Deuses sentem

eles sentem

Os deuses

nunca desistem

do amor

essência divina

de onde surgiram.

Não desistem

das partículas

de si mesmos.


Escuta a voz

dos deuses

que aqui estão

e que te falam.

Se não és capaz

de os reconhecer

quando por ti se cruzam

és capaz pelo menos

de os ouvires

quando docemente

te querem poupar?!


Não sabes o que é o sofrimento

homem

Porque só conheces

o sofrimento humano.


(2007)

 


penso: vazia

 

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publicado por lazulli às 17:41

Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

SintoMe: envolta num mundo de mentira e engano à raça humana

EscritoPorLazulli lazulli às 10:30
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Sempre Eterno

 

 

Há quanto tempo...

Foi há tanto... que pensei ter esquecido

Mas a verdade nunca me deixa só

E continuo a acordar, mesmo quando teimo dormir

Evitando assim

Lutas desgastantes com humanos ignorantes da verdade

Tentei em determinada altura, esquecer quem sou

Mas sempre algo ou alguém me relembra

E desperta de um sono profundo e eterno

O meu forçado esquecimento

Da minha essência, nem perdida ou esquecida

E, o ignaro pérfido ou bizarro me desperta

Para que não durma eternamente

Saberão eles o que fazem quando me despertam?!

Não me deixam dormir ou esquecer

Usam sempre uma nova arma

Para o meu não esquecimento

E, assim, aqui estou eu de novo

Olhando o interior de um mundo estranho e desconhecido

Sempre eterno

E, lá está o Tempo inimigo persistente

A marcar a presença daquela que depôs

Haverá acabar para o Nada?

Tento de novo dormir ou fico de novo acordada?

Dentro de mim a forçar quanta vez recalcada

Insiste em actuar a Força, pouco transformada

Eu “simples humana” preferia não ter que a defrontar

Mas os meios trazem à luz a força desconhecida

Que não quero usar

Castigando pela sua também ignorância de um mundo feito

Esperança... esperança... humana

Que um dia deporia

Ouviria o som do meu som, dizer uma palavra

Materializa-la e, piedosamente, depositá-la num Amor Maior

Que não me exigisse nada

A ternura eterna dos sentimentos pequenos.

Mas esse dia nunca chegou

Ninguém neste mundo realizado

Foi para mim suficiente

E, já não acredito

Porque este jogo, é grande, muito maior do que eu

Você seria... nunca acreditei... mas hoje será que me enganei?

Mas, nem tive tempo para começar

E já se entranhou o estranho entre nós

Mais um tempo adiado

Um cristal de luz doente

Continuará doente

Prisioneiro da luz que não quer para si, nem distribuir

Ínfima centelha invisível

Quantas vezes atravessas-te o ar

Desconhecida...

E depositaste claridade nos merecidos

e também nos ignaros

Retraíste-te, contraíste-te , tornando-te prisioneira

Do cristal enegrecido com pensamentos alheios

Poderosos seres

Continuarão a enegrecer-te

Se continuares a dormir.


(2003 maio )

 
publicado por lazulli às 12:09
Quinta-feira, 26 de Abril de 2007
SintoMe: ... apreensiva com a encruzilhada do mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 20:23
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

1999 abril

 

A partir daqui, o Mundo nunca mais será o mesmo. É, este, o resultado da guerra, que os Estados Unidos da América, levando a reboque todos os governos da Europa, pertencentes à Nato ou OTAN, como queiram chamar, conseguiu com o ataque à Jugoslávia. Todos os cobardes ou diabólicos governos, que compactuaram com esta agressão, a um País que tem o direito de o ser, como qualquer um destes países que o ataca, a pretexto de ir defender uma minoria de Albaneses no Kosovo (província da Jugoslávia e parte integrante deste mesmo País). Segundo País, nesta escala de violência, levada a cabo pela América e Nato. O primeiro País, a sofrer desta violência inexplicável, foi o Iraque, em 1989, que de tantas e tantas armas de destruição massiva que possuía, não lançou nenhuma. Com certeza, porque as não tinha, de contrário, os famosos "Aliados", nem se teriam atrevido a tanto. Além de que, ainda hoje, não se percebem bem, os reais objectivos deste ataque. Quanto mistério! Quanta destruição! Quanta dor! Os mais fortes continuam a vencer os mais fracos, e continuam impunes. Intocáveis! Arrogantes e senhores de tudo e todos. Quem os parará? Quem? Por enquanto, parece que ninguém. Parece que o desarmamento bélico só foi para alguns. E os que mandaram desarmar continuaram a armar-se. Também parece que o mundo inteiro está a dormir. Não vê o óbvio. Porque será? Devíamos oferecer uns óculos a todos ou aconselhar, os governos do mundo inteiro, a ir ao oftalmologista. A sua cegueira parece cada vez maior. O futuro da humanidade político, social, económico e religioso, nunca mais será o mesmo neste planeta já por si frágil em todas estas estruturas. Não haverá mais liberdade para o pensamento. Não haverá mais liberdade para ser. Penso até que de hoje em diante, a escalada de ocupação mundial dentro de todos estes sectores, será tão rápida que não teremos tempo de respirar entre um e outro ataque às nossas liberdades de evolução como seres humanos livres. Permitimos tudo isto, com os nossos votos ridículos em homens ambiciosos e demoníacos. Ao longo dos tempos, enganaram-nos e permitimos que nos explorassem, escravizassem e não dissemos, basta. Permitimos calados e hoje será difícil retroceder este Plano tão bem montado por todos eles. Que pretenderão? Não sei bem. Estarão sozinhos? Também não tenho a certeza. Mas sei que o mundo deu neste milénio o primeiro passo para a sua definitiva mudança. E não mostra ser para melhor. Iniciamos com mortes, massacres e perda de identidade, substituída com carimbos nas palmas das mãos, este processo. Cegos, estamos todos cegos. Talvez, para estes Senhores do Mundo, tivesse chegado o momento ideal para pôr em prática aquilo que têm vindo a preparar à muito tempo. O Plano, está em curso a toda a velocidade. E não é verdade que o ser humano está no ponto? Este foi o século da manipulação mental do homem. O que se segue, não será mais que o século da sua concretização. À tanto tempo que antevia a manipulação do Homem... eu mesma tive dificuldade em não me deixar manipular por toda a imprensa mundial e pela sua cabala. Hoje estou e sou livre para pensar e raciocinar livremente. Não me tiraram a razão. Mas foram tantos e tantos de qualquer idade e condição que se deixaram ir nesta torrente, que as suas mentes já se encontram perdidas em um qualquer oceano desconhecido. Nem sei bem o que fazer pró futuro, apenas em silêncio e calmamente, estou atenta a todos os seus movimentos. Não serei apanhada desprevenida, neste seu processo de aniquilação mental e não só, do ser humano. Se eu acreditasse em deus do mesmo modo que esta maioria da humanidade, também lhe pedia ajuda, antes que do homem sobrem apenas bonecos. Queria acreditar em forças maiores de protecção ao ser humano. Queria acreditar que não será tão nefasto este processo e esta nova civilização que se encontra à porta do mundo; mas, não vejo como, porque não acredito de modo algum nas suas implantações cerebrais. Talvez remotamente exista uma possibilidade. Se não estão sozinhos estão acompanhados e se o estão, outros ainda além destes, podem existir e um dia interferir. Se estão sós, só ao Homem compete impedir este evoluir. Talvez, quem sabe, ir em busca do seu graal, no tal oceano desconhecido, e, recuperar, a sua essência perdida. Não permitir uma Civilização igual nem diferente e sim construir uma completamente diferente de todas as que existiram e as que virão. “Deus” ajude os humanos a perceber a verdade e o seu verdadeiro sentido de ser humano.

 

 

penso: hoje está SOL

publicado por lazulli às 12:02

 
SintoMe: ... atenta ao avanço islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 16:05
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