Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

São lágrimas, senhor, são lágrimas

 

 

"São lágrimas, meu Senhor, são  lágrimas"

 

 

lágrimaAzul

 


Lágrimas 
 

dizeis vós

senhora minha...

como podeis guardar lágrimas em Vossas mãos

se vos amo

desde o raiar da aurora

até ao descer do manto que cobre o mundo

dizei-me vós

senhora minha

a verdade

não me oculteis a razão

do vosso deambular

por jardins

que são unicamente meus

senhor

de todos eles

o que escondeis em vossas mãos

senhora das mãos de prata.

 
 
 


"Lágrimas, meu senhor, lágrimas ."

 


Pelos deuses

não me desespereis mais

abri vossas mãos

quero ver o que trazeis

e o que me ocultais.

 
 


"Já vos disse, Senhor, são lágrimas ."

 


Desesperais aquele que vos ama

desafiais

a paciência de quem amais

com vosso silêncio e persistência

abri vossas mãos

agora

vos ordeno

que o façais.

 
 


"Senhor, vos digo que são lágrimas ."

 

Lágrimas que guardei

neste deambular

e afins

acreditei

que guardando-as

junto a meu peito

nelas recolheria vossas promessas

o amor de meu senhor

perdoai-me

mas não

não me pedis

tamanho sacrifício

pois com sacrifico as guardei

e em mim as mantenho

não posso senhor

fazer vossa vontade

porque

são mesmo  lágrimas o que trago

aconchegado

em minhas mãos

desde que aqui cheguei.

 

Não é prata senhor

muito menos palavras

como aquelas que bem conheceis

as vãs palavras

muito menos palavras vãs

esses raros bens

eu não possuo

só possuo as minhas mãos

que bem conheceis

e o que nelas guardo.

 

 


Quero ver senhora

só assim acreditarei

em vós

vendo com meus olhos

o que nelas guardais

mostrai-me

o que trazeis

guardado em vossas mãos

hermeticamente seladas

numa concha impenetrável

não tolero mais olhar-vos

e ver-vos sempre com o mesmo ar

não mais demandas à luz da aurora

nem na noite oculta

quando a lua não se vem ali colocar

para a alumiar

não tolero mais tanta demanda

em busca do impossível

senhora das mãos de prata

abri vossas mãos

mostrai-me o que elas contêm

não acredito mais em vós

nem naquilo que dizeis

ordeno

que me obedeçais

neste momento

onde minha paciência

já esgotada

vos considera

menos que nada

então em que ficais

mostrais

ou não mostrais.

 

 

 

 

Senhora das mãos de prata

liberta as mãos

lágrimas.gif

 

 

 Abre as mãos e deixa que se expanda serpenteando por todo o solo a luz que dela emana.

(duas lágrimas de prata deslizam pelo rosto da alma que pena pelos jardins do castelo apalaçado e assombrado, guardado pelas torres lá do alto, onde os olhos vigiam...)

(de olhos erguidos, em frente ao rosto amado, como outrora, abre as mãos de prata e logo as águas de luz argêntea deslizam pelos jardins assombrados do tenebroso jardim de onde foi expulsa sem uma palavra)

 

 

lágrimas.jpg

 

 


E logo as duas águas se misturam

na água única

as que nascem de novo

e as recolhidas

carinhosamente

na penosa demanda

pelos jardins desconhecidos

pequenos cursos

irradiam a luz do dia

sob o olhar atento do Sol

que lhes abrilhanta ainda mais

a cor da dor

encerrada em cada gota

de prata

serpenteando pelo imenso jardim

as águas mil

de mil segredos

de mil medos

e do amor eterno

inundam o jardim assombrado

ameaçando afogar

no seu inesgotável

aumento

o amor maior

que em si encerram

 

                                     


Eu disse-vos senhor

eu avisei meu amado.

 
 
 

Senhora

perdoai minha desconfiança

eram lágrimas

lágrimas de cristais

perdoai

minha desconfiança

perdoai vosso senhor

e fechai a fonte de onde brotam

as águas inesgotáveis

eu vos ajudo

a consegui-lo.

 

 


Agora é tarde

meu senhor

as águas mil

deambularam por todos os recantos

do jardim já assombrado

assombrando novamente nossas almas

até á eternidade

porque meu senhor

não confiastes

naquela que vos ama desde a eternidade

fechasteis palácios

jardins

deixasteis morrer o mundo

com a a vossa desconfiança

e matasteis o sagrado

para sempre

condenando aquilo que mais amasteis

eternamente.

Perdoo-te senhor

quando chegar o dia

em que puderdes perdoar a vós mesmos.

Correi agora

parai as águas do meu mundo

que serão mais eternas

que a eternidade

que nos separou.

 
 


Procurai

buscai em todas as esquinas

ide numa demanda

até me encontrardes de novo

porque vossa amada

Tem que partir novamente

para o lugar

de onde veio

mesmo ali

perscrutarei

todos os os vossos movimentos

aguardarei

pelo vosso entendimento

e recolherei as lágrimas

que puderdes recolher nessa demanda

que ireis fazer.

Trazei de novo a mim

as minhas lágrimas senhor

essa é vossa tarefa

para sempre.

 

O mundo e o que o mundo contém

morrerá

por minha dor

Senhor

Porque não me reconhecesteis

E o grito d'alma

atravessou o infinito

e se fez ouvir

por todo o Espaço Criado

assim como o nºao criado

expergindo as lágrimas

do Amor Maior

 

Tenho Pena

Tenho Dor

Tenho magoa

Por minhas lágrimas.

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Eram lágrimas Senhor, eram lágrimas. 

 

Final do poema "Sao lagrimas, meu Senhor, sao lagrimas, escrito no ano 2007

 

SintoMe: ... a espera

EscritoPorLazulli lazulli às 18:27
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2016

O Universo em mim

 

 

ave.jpg

Ouvir a tua voz ao longe é perder-me sempre que tento te encontrar. Tu que nasceste do Nada, pouco ou nada deves esperar. Sabes que o Tempo, é teu e Nosso inimigo, e continuas à procura deste encontro que nunca há-de chegar. Antes de ti, era eu que existia e nem por isso temi tanto o existente, porque te sabia aqui a zelar por mim, nesta troca milenária de Nosso Ser, preservando sempre a Outra parte do Ser para que se não desintegre até à Unificação do Todo. Tu estás frágil e preocupas todos Nós. Eu sei que não é fácil. Todos Nós sabemos e tu também sabes. Mas deixas teu Ser demasiado débil e credível a todos os pensamentos humanos, ao ponto de nem saberes quem és, e isto sim, já se torna importante e Nos leva a ter que tomar uma decisão, de modo a que não pereça toda a Nossa “forma” de vida. Podia neste momento, amor, dizer-te o amor que te temos, mas em nada te ia aliviar. A tua actuação no “teu” mundo, tem que ser mais forte e decisiva; não podemos correr o risco de te perder, mas é grande a Nossa decisão, e temos medo de tomá-la. Estamos a dar-te tempo, para que regresses a ti, e bem melhor seria, do que fazermos o que temos a fazer. Se pudéssemos te falar livremente, sem ter que te expor a Nós, já o teríamos feito. Deixas todo o Universo a reclamar vingança ou a sucumbir. Poucas são as alternativas que Nos deixas, e olhamos apreensivos esse teu desenrolar mental tão instável e tão doente. Que falar sobre ti ou sobre Nós, que já não tenhas conhecimento? Só te podemos dizer que só nos deixás-te um modo de agir. Se até lá, não descobrires um modo de segurar teu espírito doentio. Nada nem ninguém poderá te tocar, ao invés do que queres te convencer. És tu que fazes a vida e a morte, és tu que fazes com que elas existam. Qual grandiosidade?! Tu és por acaso feita do mesmo modo que eles? Como nasceste tu? Não foi pelo mesmo processo de nascimento, nem aí foste concebida, na metamorfose da vida, sem descendentes e antecedentes. Tu já passaste a morte e a vida, mas não só cá, mas também lá e em conjunto desse sítio miserável, onde te foram buscar. Assume-te! Tanto te pedimos para te assumires dentro de ti e de tanto modo te demos inícios de Caminho, que te conduziam a ti mesma. Mas o sentimento incompreensível, tomou posse de ti. Tu não és Humana! És o embrião que nasceu antes de o Tempo ter lugar! És O que está oculta! És O Ser que não pode morrer. Não ponhas a perder tantos Entes, tanta vida! Como queres tu conceber um mundo teu, num mundo que sabes que não é o teu mundo? Que comparações parecidas ou semelhantes, podes tu tirar nesse mundo tão aberrante? Esse não é o teu mundo! Não queiras entender o teu, por esse, pois afastar-te-ás e machucarás. Lembra, lembra bem, porque foste para aí, e vê que não é o pensamento que te dará a resposta, mas tu dentro de ti própria. Sei o que não sei e não sei o que sei. Mas sei que é Verdade o que está dentro de mim, sem palavras e sem forma, mas estou confusa. Estou sem entender o meu Ser e não consigo me encontrar. Não consigo chegar a vós e não sei se é importante para a essência do Ente, perdido no Tempo. Queria perceber o que é que me dá toda esta angústia, é de ti Senhor que eu sinto falta. A ânsia de não fazer parte deste Mundo tão incompreensível e tão estranho. Não estou no meu Mundo, e não entendo porque não deva estar. E, mesmo que viesse a entender, como aceitar esta vivência tão isolada da essência? Deve existir algum modo de me ajudares a me encontrar, não penseis que deixei de amar e sentir falta e carência da Verdade-Justiça. Carência do Universo sem Tempo e carência de algo, do meu próprio mundo. São leis doutro Mundo e de uma outra vida, e não podemos ou devemos interferir naquilo que em nada é Nosso. Mas tu sim, fazes parte de Nós! Quiseste ir a um Mundo que não era o teu, e programamos a tua estadia. Leva contigo o Ser, e deposita-O no túmulo da vida. Espera.

 

(19....)


EscritoPorLazulli lazulli às 05:26
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2016

A Grande Mãe IV

 

 

 

Lá fora, no espaço exterior que parecia correr à velocidade da luz, tudo continuava escuro. Só distantes pontos luminosos pareciam assinalar, como luzeiros, algum determinado caminho. Tudo era silêncio no compartimento abafado onde dormiam ou se remexiam esporadicamente milhares de formas de vida. O movimento semi reptilíneo, parecia silvos de cobras cuspideiras no encantamento das suas presas. Uma luminosidade amarelo brilhante inundava a chocadeira, de uma letargia constante. Em todas as prateleiras, suspensas, minúsculos ovos transparentes deixavam ver o desenvolvimento das crias. De quando em vez, um enorme sáurio espreitava pela película oval que envolvia todo o compartimento e dava uma olhadela acidental. E, indiferente para com o que os seus olhos amendoados viam através da película, enfastiado, voltava com enfado as costas e remexia num pequeno botão, introduzindo mais calor às formas de vida ali em formação. Depois, arrastava-se por entre películas e mais películas de paredes e mais paredes, até à presença de homens de carne e osso. Estes, altivos, seguros e arrogantes, nem pareciam dar conta da entrada dos vários sáurios que se iam aproximando, como se soubessem o que queriam ou lhes fosse indiferente a sua presença. Mas, não era verdade. A verdade, é que liam o minúsculo cérebro destes seus servidores e sabiam que na nave tudo continuava bem.

 

Tinham partido de Orion há muitos decrons já e também eles se sentiam fatigados com esta nova missão. Depor mais ovos na Terra. Irra, quando é que se fartariam de enviar sementes? Desta vez a missão era interferência, parecia que lá para onde iam as coisas estavam mal. Os humanos tinham-se desentendido e era preciso dar-lhes nova civilização, pois como animais viviam encurralados em buracos cavados dentro da terra e aos senhores era triste a sua semente não poder proliferar livremente e não ter como e por onde o fazer. Parece que estavam sujeitos a regras impostas pelos depositários.

 

- Os vasos tornaram-se exigentes! - Ouviu-se a voz dura de um louro atraente e devasso.

– Pery, sabes se o tempo nos será descontado no fim da missão? É que desta vez a missão pode bem ser demorada. Parece que a queda do homem foi grande. Dizem que ele e a sua companheira se separaram e elas os impedem de procriar daí a necessidade de novas sementes.

– Não sei. Mas lá demorado vai ser. Os homens perderam o interesse porque sabem que se enganaram e de um modo ou de outro, directa ou indirectamente, são os causadores do fim da sua civilização. Daí, não terem forças para conquistar ou se igualar às filhas da Terra.

– Bem o podes dizer, filhas da Terra. Se fossem filhas do céu, talvez tudo mudasse de figura. Além dos ovos que transportam as sementes, quantos viventes transportamos nós?
– Milhões! A catástrofe já decorreu há muito, mas a devastação foi grande. Precisamos equilibrar a natureza e restituir-lhe alguma força.
– Por mim, que a Terra acabasse e os viventes com ela. Estou cansado de viajar a salvar mundos que não são nossos.
– Estás enganado! Nós criamos ou provocamos o aparecimento de muitos destes mundos.

– Não sei para quê. Parece que em nenhum deles conseguimos criar uma raça digna de nós.

– Por isso mesmo, sua Senhoria insiste ainda nessa possibilidade. Daí, temos que nos contentar com as suas decisões e determinações.
– Tu que já lá estiveste, achas que vai ser difícil a implantação e renovação da nova raça entre eles?
– Não sei. Espero bem que não. Pois não quero ficar lá perdido para sempre.
– Pudera! - A sua gargalhada pareceu atravessar todas as membranas da nave que oscilaram ao toque do som que Percy havia provocado. - Viverias eternamente de vida em vida até que conseguíssemos encontrar-te no meio daqueles biliões inúteis.
– Não sejas sarcástico. Quando os conheceres vais verificar a tua mudança de opinião.
– Vou.....
– É, pelo menos no que se refere à companheira. E, pelos vistos, hoje a desequilibradora .
– Quem mandou fazê-la assim?!
– Não. Ela não foi criada, engendrada ou gerada.
– Então?!...
– Surpreende-te ... Mas apareceu pura e simplesmente. Ou melhor... Sempre lá esteve, desde o princípio
– Queres dizer que ela sempre existiu?!
– Pois, parece que sim.
– E, como não sabe disso ...
– Não sabe, nem vai saber nunca! Nós nos encarregaremos de a impedir.
– Parece bárbaro. É um ser inteligente. Um ser inteiro
– Assim parece ser. Mas, é melhor irmos comer. Está na hora de nos deliciarmos enquanto podemos. Tão cedo provaremos a similitude não a originalidade.
– A propósito , são muitos os novatos que embarcaram desta vez?
– Creio que sim
– Bem, apressemo-nos. Não vão eles também começarem a querer saber demais e anteciparem o já antecipado.
 

 

 

rectificação
livros

publicado por lazulli às 18:46
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
12 comentários

 

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:05
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015

No Rio Do Esquecimento

(.... e, sucumbi... agora... tento recuperar em prol da Verdade.... a humanidade...)
                                                               
 
Predestinação                                                                        Reconhecimento
      (2007)                                                                                                                     (2015)
 
 
 
A ave
nos céus
paira ferida

ensombrada

por setas humanas

certeiras
vacila no voo alado
que lhe estava à muito
predestinado.                                                                                                          E não queria.

 

Seus propósitos

ensombrados

por humanos

que pisam a terra dura

parecem ficar adiados   
e mergulharem                                                                                                   E mergulharam
no rio-do-esquecimento.                                                                                     Profundamente                                                                                                                                                 

 

Porque a ave                                                                                         No rio-do-esquecimento

não sabe falar a língua dos homens                                                                            aprendeu

não sabe exprimir                                                                                 a falar a língua maldita

o seu sentir                                                                                                                sem Sentido

sagrado                                                                                                       a língua dos homens

e destinado                                                                                                                sem destino.

ao Sentido.                                                          

 

Como os homens não sabem voar

para a alcançar

preferem feri-la

fazê-la mergulhar

no rio-do-esquecimento.                                                                                     E conseguiram.

 

 

Interpretam-na

de acordo com a terra que pisam

abandonam-na

na sua queda

que já se avizinha

abandonando os seus propósitos                                                              Por desconhecimento

de a ter                                                                                                                    de si próprios

de a saber                                                                                                              da sua Origem

de a proteger                                                                                                         do seu destino.

de si mesma.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

 

Vacilante

voa desequilibrada

sobre o nada                                                                                                                         E cai

e a pequena sombra que projecta                                                     Nas águas mais profundas

é a do seu voo alado                                                                                                       Do nada

danificado

por tão má interpretação

à sua tão

indecifrável linguagem.

 

 

O rio

que corre

são as lágrimas que verte                                                                               E nele mergulhou

de mágoa                                                                                                  E nele continua presa

de dor                                                                                                  a lianas que a entrelaçam

de culpa                                                                                das quais não se consegue libertar

por esperar                                                                                                                plenamente.

por aguardar                                                                         

por não querer

acreditar.

 

Desespero                                                                                                       Por não conseguir

por não se fazer entender                                                                  Soltar suas asas molhadas

e deitar tudo a perder                                                                                                        E voar

na tentativa                                                                           Esquecendo a língua dos homens

de usar                                                                                                                       Corrompida

a língua                                                                                      Que não queria ter aprendido.

dos tradutores

desconhecidos.

 

Não existe um sentido

nas palavras

existe um som inaudível

que vem de muito longe

antes do Tempo

mas sua alma

ferida

perdida

desacreditada

está no nada.                                                                                  Mais ou menos mergulhada.

 

As asas

projectam à terra

seca

palavras sem poder

palavras

de um tempo esquecido

de um tempo

onde dois                                                                                                                            E hoje

eram um.                                                                                                              Não é nenhum.

 

E, se as asas

no seu voo

incompreensível

ensombrarem                                                                                 

a terra

e os que nela estão?!                                                                                            Ensombraram.

 

 

Então                                                                                               

mergulhará também                                                                 

no rio                                                                                 

das suas próprias águas                                                                                         E mergulhou

sombrias                                                                                                                      sem querer

frias                                                                                                                               sem saber

distantes                                                                                                               nas águas frias

pela sua própria sombra                                                                                         deste mundo.

do eterno perdido                                                                                                  

e nunca esquecido                                                                                                  

por não mais acreditar

na Promessa

no Amor Maior

e na Verdade                                         

assumindo para Sempre      

a sua Culpa!   

 

 

 

                                                                      Entendeu

                                                                      por mágoa e desespero

                                                                    que se Um não é Dois

                                                                    e Dois não é Um

                                                                    nada tem razão de existir

                                                                    e mergulhou

                                                                    no rio-do-esquecimento

                                                                    porque sem um

                                                                   não existe o outro

                                                                  E o mundo perdeu

                                                                 A sua própria perda

                                                                 lá do fundo das águas frias

                                                                 olha o desenvolvimento repentino

                                                                 do adormecido

                                                                E sente Culpa!

                                                                        

(09.04.2007) (Diálogo com o meu amado eterno perdido e esquecido de mim. O único que perceberá a minha língua que nunca ensombrará os seus propósitos) Poderei enganar-me se um humano, falar para mim a minha própria língua? Como pode quem não é, ser?! Como ficarei se isso acontecer?!: - Como a ave, morrerei de dor e culpa. Esse engano não pode acontecer. Se acontecer, como o desfazer?! - Onde estás, TAUDUS?! Onde estás?! Não deixes que mortal algum use a tua língua sagrada. De contrário eu morro, na minha própria culpa e, sucumbirei no rio-do-esquecimento.

 

procura imortal terminada na Terra

 

 

(09.04.2007) Sinto dificuldade em saírem palavras de dentro de mim. Parece que tudo que escrevo leva outro sentido. Não "controlo" mais o meu Ente. Por enquanto não sei falar. As palavras minhas não corrompidas têm o poder de fazer e desfazer o que se calhar não tem que ser. Mas, não sei como parar esta dor. Esta mágoa, do engano perpétuo, que ainda não me convenceu de poder acontecer. O Universo não previu isso. Nos genes estava escrita a certeza. E, agora, estou doente, porque não entendo. Não me conformo com a possibilidade de um engano. Diz-me toda a partícula, que é assim. Continua a dizer-me. Todos os genes, continuam num reconhecimento dos sentidos. Mas, a realidade, diz que não. Estou confusa. Torturada com esta dor que para mim é a única razão porque existo, porque existi e porque existirei. Sempre. Se o Universo não me socorrer. Não sei. Mas, sucumbirei. Sei!

lágrimas no rio-do-esquecimento

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:04
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Terça-feira, 22 de Maio de 2012

Do Nascimento à Morte

 

 

 

 

           Depois de tanto querer saber; de tanto vasculhar por entre viveres, mentes e escritos. Depois de tanto raciocínio e atenção ao que me cerca. Depois de tanto esclarecimento, não quero saber mais nada. Tento recuar no caminho dolorosamente já percorrido, agora que o fim das buscas se aproximam e a Sua Revelação está perante os Olhares de Todos os Viventes, com Os Senhores Do Mundo no Comando Das Nossas Vidas e Destinos. Tento desesperadamente retornar, na tentativa de nesse início, já nada recordar. Apagar tudo quanto soube antecipadamente. Sei que não quero a confirmação de todas as minhas suspeitas, porque tenho a consciência da confirmação estar no fim deste caminho, que voluntariamente quis percorrer, quando pensei como foi enganado o ser humano. Mas a verdade não é fácil de aceitar pelo menos quando se encontram do lado dos perdedores. Todos aqueles que iniciam esta busca, torturando-se com descobertas consecutivas do plano diabólico que cai sobre nós, melhor fora que nunca o tivessem feito e ignorassem pura e simplesmente o mundo e quem nele habita, sem esse direito.

       Usurpadores são aos milhares e milhares de milhões. Desafiam constantemente a nossa teimosia e armadilham todo o nosso caminho. E, assim, como o mais simples mortal, caímos em buracos armadilhados que nos foram estendendo à passagem das nossas mentes, sempre nos libertando desta sua forma de nos destruir. Pensamos que estamos no caminho certo para a verdade, tanto a nossa como a dos outros e, de repente, damos conta que sem querer já nos envolvemos neste processo diabólico de existência. E, aquilo que nos parece simples e real, torna-se no maior absurdo ficcionário que qualquer mente pensante, pode elaborar. E, eles, riem! Riem da nossa persistência. Creio, até, que se divertem às nossas custas. Como ratos num labirinto, andamos às voltas, intermináveis, sem encontrarar a saída. Além disso, só percorremos as malhas do labirinto previamente predestinadas para nós. Cobaias perfeitas para o entendimento do humano, propriamente dito. Nós somos aquilo a que qualquer cientista chamaria, a sua chave de ouro, para a descoberta da sua tese/teoria. É a nós que eles querem, porque somos nós, a rara espécie, que permite um estudo certo e prefeito, da existência e inteligência humana e não humana. A mistura dos dois mundos, num só mundo. Em vez de sermos comparados a ratos de laboratório, deveríamos ser comparados a burros. Porque é isso que nós somos. Trazemos dentro de nós o conhecimento ancestral da humanidade universal e, entretanto, depois de tanto ser, decidimos não ser coisa nenhuma, ao entretermo-nos a ocupar o tempo, de quem não gostamos mesmo nada, pela eterna duração desse mesmo tempo, alimentando estes conscientes e sábios seres.

     Quando o tempo acaba para qualquer um de nós, deixamos a esta pobre Civilização (quando não fazemos pior, ao participar na sua construção e duração quase eterna), restos das nossas memórias já desfeitas por vezes, até, enlouquecendo neste processo a que nos dedicamos, sem fim à vista.

   Partimos, mais angustiados do que quando chegamos e, ainda não percebemos, que somos peças de um jogo, do qual perderemos com toda a certeza, porque temos vindo a usar os seus meios para descobrir os nossos próprios meios.

     Esta verdade tão simples para qualquer um de nós, tem vindo a ser consecutivamente adiada. Por essa razão, não quero ser mais uma das suas experiências e nem tão pouco pretendo ouvir as suas transmissões cada vez mais perfeitas.

 

 

É tudo mentira. Uma enorme mentira. Todo o meio de comunicação é uma farsa interminável para nos levar a cada um em particular a reagir segundo um determinado plano que desconhecemos. E nós caímos que nem patinhos.

Mais um premiozinho para exemplo da nossa má conduta. Eles colocam-nos perante os olhos e ouvidos um enorme bolo pronto a servir e nós dividimo-nos de imediato em dois grupos. Uns gostam do bolo e outros não. A primeira divisão está feita. Depois destes dois grupos principais saem milhares de subgrupos que reagem ao bolo de diferentes maneiras mas quase sempre com tanta paixão que defendem muitas das vezes até a morte própria ou do seu semelhante, até com violência. Mas a ELES, aos Intocáveis, (hoje cada vez mais visíveis) não atingimos. Mas não fomos nós os criadores desta ideia monumental, foram eles! Eles já nos traziam a ideia pronta para nos obrigar a reagir, de acordo com os Seus próprios propósitos, desgastando-nos interna e externamente.Destruindo-nos.

 

 

 

 

 

É tempo de parar. É tempo de não acreditar. É tempo mais que tempo de não queremos ouvir nada e de nada ver, que DELES venha, por qualquer meio. Utilizar a Linguagem Do Nosso Próprio Ente. Talvez assim consigamos ter paz. O problema é que já nos envolvemos no labirinto das ideias preconcebidas e sair daqui tem que ser o nosso objectivo e a perfeição do nosso ser só com a destruição de todo o labirinto. Mas será que teremos poder para isso?! Capacidade de resistir aos apelos sistemáticos destes Poderosos Senhores que já envolveram tudo e todos?! Encontra-los, defronta-los de frente?! Não parece coisa viável. Como prova disso mesmo, este século está repleto de tentativas inúteis, de milhares de seres humanos, por todos os cantos da Terra, sem consequência alguma para O Poder Do Mundo. Se um de nós pelo menos chegasse ao fim do caminho e os destruísse. Mas não me parece.De Todo. Quase diria.... que ELES ganharam sobre Todos Nós. .... cobaias de Raças Estranhas, implantadas no Planeta à milhares e milhares de anos. Já lhes vejo a Terra Prometida. .... (A Nossa Própria Terra)

 

    O corpo que me transporta tem cinco sentidos e estes reagiram sempre ao contacto com o produto que lhes dá existência . Não querem nem vão adormecer. Irão persistir nesta luta silenciosa de os Derrotar, não lhes dando o que demais tenho precioso. Que sou eu mesma. O meu Ente Original, que partirá intocável como chegou, apesar das agruras da Existência criada para animais irracionais. Bestas. .... mas no meu Ente, ainda sou eu que mando.... isso ELES nunca terão. Mesmo sucumbindo dia-a.dia, com tanta miséria humana e cegueira absoluta, por parte dos mortais cada vez mais inactivos.... a "minha alma" prevalecerá, agindo eternamente de acordo com a minha verdadeira Origem. Vou tentar só tentar nada mais saber. Mas pressinto que me será tremendamente difícil conseguir, porque os gritos surdos já penetram o silêncio imposto ao próprio Ar e Tempo, para não falar do Espaço que se expande ou retrai, já de acordo com as Suas actuações Artificiais.

 

 

O Mundo Começou a Sua demonstração De Poder Sobre Todas As Criaturas Humanas, Porque Estas Nunca Se Preocuparam em Saber por si mesmas, Quem ou o Que Eram, Nem tão Pouco de onde Vinham ou porque aqui se Encontravam. Resultado final: Morrerão como Nasceram.

 

(escrito em 27 de Junho de 1999)

 


EscritoPorLazulli lazulli às 09:03
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

O Terceiro Ramo


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Da estranha e frondosa Árvore, dois ramos floriram e secaram restando o terceiro ramo o combatido e oculto pela pujança das flores dos dois anteriores, que tinha sido o primeiro local onde tudo começara.


No entanto, estes dois, secos, estéreis, por falta de credibilidade da alma, pela promiscuidade assumida e mal disfarçada, deixam à vista desarmada aquele que cresceu lenta e persistentemente nas areias do deserto, antes vistoso. Quase intocável. Afinal, a larva protegida, lembrando memórias antigas do local onde pousou, multiplica-se pelo mundo, mais do que os dois anteriores que tiveram o seu tempo, o seu momento e o seu reinado, sobre os homens da Terra. É esse que a Árvore Mãe utilizará para que as suas raízes permaneçam por mais mil anos. Nem mais Roma nem Judeia é o tempo de Romeia . (romã)


Quem se chegará à sombra desta ramagem que desponta no inverno do mundo?! Todos! De um e de outro modo, todos confluirão para o centro para serem aceites pelo deus único. E, serão! Pior de tudo será a possibilidade do 4º Poder. A unificação dos três num. Mas mil anos passará, antes de isso acontecer, se até lá nada se quiser fazer. Todos aqueles que antes se abrigavam crédulos sob a sombra dos dois ramos dominantes, hoje secos, a precisarem de ser substituídos, abrigar-se-ão, sem pejo algum, nas ramagens que aí estão. Venderam-se ou fraquejaram um dia... voltarão a fazê-lo e lutarão sem grilhões de espécie alguma aparentemente longe das religiões e das políticas que albergam os três, em um. Como actuará ou sob o que actuará o terceiro ramo?! Sobre o que de mais sórdido tem a alma humana; a ambição da diferença, o poder dos escolhidos! - Mas não se estendia já a frondosa árvore e os seus tentáculos, ao mundo inteiro?!  - Não, totalmente. Apesar da infinidade de folhas, de variadíssimos tons, da frondosa, espalhadas em todas as direcções da alma carente de verdade, ainda existem muitos puros que não sabem que são puros e estão ao serviço da Árvore que tudo comanda na lei e na ordem, da desordem da alma. Mas a Árvore, sabe. Conhece-os! E, há-de persegui-los para sempre! Até os ter em si! daí... Estava predestinado que assim seria, caso falhassem os dois ramos anteriores. E, falharam. Chegou a vez do terceiro ramo. E o primeiro transforma-se no terceiro. Falta cumprir-se o desejo da Terceira PedraNegra. A única que pode ser vista enquanto as outras Duas continuam ocultas. Portanto não expandiram ainda o poder que delas emana, por estarem ocultas ao olhar humano. Daí ... o Perigo de um futuro 4º Poder. ... e a humanidade nunca mais será livre ... se não entender. Se não destruir as pedras negras, guardadas zelosamente nos três locais da Terra, onde fiéis se arrastam em torno do mal que os aprisiona e os faz manterse eternamente na Terra. Longe, muito longe da Sua Origem Cósmica. A única que é pertença de si mesmo.


Tem a ver com gente?! De que lado se situarão?! - Não propriamente. - A meu ver deviam ficar unicamente do seu próprio lado. Ser únicos! Manter a Essência que lhes habita o Ente. E só por ela lutar. Unicamente. ... longe das pedras negras guardadas a sete chaves nos redutos mais visíveis do mundo.


Quem combaterá o último e terceiro ramo?! - Ninguém! Porque todos estão por e com o mesmo. A mesma lei interminável de intolerância. De ódio. Destruição. De subjugação humana, onde o poder continuará concentrado, nos mesmos. Com outras cores. Com outras bandeiras. Mas com os mesmos dizeres. Recuam no tempo e a lei ortodoxa  volta de novo, a primeira lei instituída à chegada, como se nada tivesse sido feito, o tempo todo. Como se todas as batalhas tivessem sido inúteis ... tudo planeado ao mais ínfimo pormenor, para que o controle nunca lhes seja retirado.
(O Universo chora a sua perda eterna. A sua essência estilhaçada por todo o lado. Por cima, por baixo. Aos lados do que existe e não se vê.)


Porquê?! - Porque são quase todos da mesma cepa. Ou pretendem pertencer à mesma cepa. Por isso tudo aconteceu, acontece e vai continuar a acontecer no mundo. E o mal perdurará para Sempre. Eternamente. (talvez um dia ... a essência e a matéria se defrontem e aí ... um dos lados vencerá a Grande Batalha Cósmica que teve início na Junção de ambos, separando desse modo ... as águas que tudo consomem.)


Os combatentes e os combatidos, são diferentes?! NÃO! São todos o mesmo! São feitos de "duas "Matérias" Diferentes. Se bem que sirvam, praticamente, unicamente uma delas.


Uns ainda, tentando levar a água, tanto ao Primeiro como ao Segundo ramo, consoante os seus insignificantes interesses de domínio, perante quem os fez nascer. De exposição. Mas render-se-ão. Para tomarem para si uma vivência fácil e duradoira, na submissão. (desse modo alcançam a reles eternidade)


Então, quem sobra, para impedir a Nova Catástrofe dos mil anos seguintes?! - Os puros. Os leigos. Os nada. Os pagãos verdadeiros! Aqueles que nunca se abrigaram de baixo de nenhum dos ramos da Árvore posta no meio do Paraíso. (que não se abrigaram de modo algum e mantiveram a alma intacta longe dos ramos principais e das folhas que estão sempre deles a cair e... se espalham em todas as direcções. Difícil resistir. Difícil não tropeçarem nelas devido à sua enormidade. Mas... o Ente reclama consecutivamente a Própria Origem e... por entre a Dor da Consciência... doridos... se vão desviando. E... alguns conseguem não serem cobertos pelas ramagens, pelos ramos, pelas folhas e .. até pela Poderosa Árvore que a Todos Comanda.


São muitos esses?!

 

 

- Não sei! - 

 

 

(quem tem entendimento que entenda o que diz a pequena pessoa)

SintoMe: esclarecida na Terra sobre o antes, o depois e o agora

EscritoPorLazulli lazulli às 10:09
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Utilização Indevida de Textos da CasaDeCristal

O Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra, tem publicado um Poema da CasaDeCristal e de minha autoria, em duas páginas, onde numa delas é utilizado o poema como "Chamariz" para um convite de algo que não percebi. - portanto publicidade.

 

Dei conta desta ocorrência acidentalmente e fiquei bastante perturbada. Indignada. Enfim, completamente irritada com o Abuso dos Direitos Autorais.

 

Não concebo a ideia ou aceito que seja quem for utilize o que não lhe pertença e ainda por cima não exemplificando bem que o que utilizou não é de sua autoria e sim da autoria de outra pessoa.

 

Tomei já algumas medidas. Mas, mesmo assim, para que tal não volte a acontecer, achei por bem escrever um AVISO mais claro a quem pertender Usurpar os meus escritos.

 

Só peço perdão às pessoas de Boa Índole, pela minha "agressividade" perante este facto ou nova descoberta. Mas, evidentemente não é para essas que estou a escrever isto. E, sim para quem circula por aí à cata de ALGO que os torne credíveis.

 

Infelizmente vivemos num mundo onde muita gente se faz passar pelos outros. Muita gente sem escrúpulos de espécie alguma. Normalmente apresentam uma faceta de "beleza" com imagens ou escritos, que não correspondem à sua própria pessoa. Usando e abusando da Boa Fé dos outros ou daqueles que realmente falam com alma.

 

 

Incapacitados de o fazer e para tentar chamar sobre si mesmos o maior número de atenções, evidentemente, que se vão valendo com o que vão encontrando, que lhes pode possibilitar apresentar uma "alma" que realmente não têm.

 

E aqui os lezados, são sempre aqueles desprevenidos que têm algo que atrai a cobiça de um mau carácter.

 

Como se não existisse lei (e se calhar até têm razão) vão surripiando habilidosamente aquilo que não lhes pertence.

 

A net é propícia a isso. Já tinha ouvido falar. Parece que chegou a minha vez de sentir esta impotência e este amargo de alma. Acho que estou com raiva. Raiva pelo Descaramento. Pela ousadia. Pela Despudor.

 

Não. Não sou, jamais fui egoista. Tudo o que tenho Dou. Na vida sempre foi assim. E, não deixarei de ser. Dou-me gratuitamente. Muito de mim. Tudo até. É uma verdade a que nunca consegui fugir. Uma Natureza própria. Podem até roubar-me, que eu nada farei ou sentirei.

 

Mas... quando toca em mexerem indevidamente nas minhas palavras, aí... eu não respondo por mim. É mágoa a mais o que me fazem sentir. E por muitas razões que não vou poder explicar. Mas, os que têm acompanhado a sério a CasaDeCristal, com certeza entenderão o que sinto neste momento.

 

Mas, resumo numa palavra simples: O que eu escrevo, para mim é SAGRADO. Tão Sagrado, que eu não concebo que seja utilizado para outros fins.

 

Não quero os meus textos fora desta Casa. Não quero!

 

Expus o meu sentir. A minha Alma. Muita coisa aos olhos de quem quis. Fi-lo de livre e espomtanea vontade. Fi-lo até por AMOR. E, muito me custou manter a CasaDeCristal. Fazê-la sobreviver. - Mas não foi para virem aqui, como se a CasaDeCristal, fosse terra de ninguém e pegássem, assim sem mais nem menos. Não! Isto tem um rosto. Uma pessoa. Um ser humano. Não é VIRTUAL! Eu existo! E a CasaDeCristal existe porque eu existo. Porque se não existisse, a CasaDeCristal não existiria. Portanto desengane-se quem julga que isto é terra-de-ninguém.

 

Foi uma luta muito dificil. "afastei-me" temporariamente de uma ou duas pessoas, que sem o saberem ainda, foram responsáveis por eu ainda aqui estar. Por elas e pelo seu carinho e dedicação a mim, completamente desinteressada, a CasaDeCristal está viva.

(por falar não me esqueci - lembro todos os dias das duas pessoas que em muito contribuiram para eu regressar a mim. Z e A) falarei com vocês na altura certa. Obrigada por tudo.

 

Agora que eu tentava escrever. Tentava reaprender a escrever e mantinha a CasaDeCristal neste impasse. ... Eis que a Surpresa mais Desagradável que tive, surge-me perante os olhos, no Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra.

 

Estou revoltade. Nem consegui dormir direito. Inscrevi-me. Denunciei junto das pessoas competentes o Blog. Enviei mails. Mas para mim não chega para me acalmar.

 

Eu quero o que é meu devolta. Quero os meus escritos de volta ao seu habitat natural. É daqui que eles são. É aqui que eles pertencem.

 

Fora do seu contexto. Fora da sua casa. Perdem a Vida que tranportam. Por isso eu os quero aqui.

 

Tanto é, que, num comentário inocente, no dito blog as minhas palavras foram completamente perdidas do seu verdadeiro valor.

 

Por outro lado, apesar do link numa das páginas, porque numa outra, a da publicidade, nem link tem, isso não esclarece devidamente quem ler. Tanto não esclarece que o comentário inocente de uma comentadora, assim o demonstra.

 

Não chega o link para deixar claro que aquele texto não é da Dona desse Blog. Muito pelo contrário. Facilmente qualquer um pode eventualmente pensar que a Dona de um Blog é a Dona do outro Blog.

 

Sinto-me duplamente atingida. Eu não quero e não gosto de me passar pelos outros. E não o faço. Mas também não quero que os outros se façam passar por mim. Não o vou permitir.

 

Só espero que este incidente seja isolado. Acidental e único.

 

Daí escrever isto tudo.

 

Cedi em tempos um Poema meu a um Blog. A sua Autora (correctissima) veio aqui pedir-me. Apesar de ter muito zelo pelos meus escritos, sedi-lho de Boa Vontade. Aindfa hoje está no seu Blog.

 

Mas eis aqui a diferença entre uma pessoa séria e uma pessoa nada séria.

 

A pessoa que me pediu autorização que eu concedi, além de cumprir com as Regras dos Direitos Autorais, devidamente expresos do lado direito da CasaDeCristal, Pedindo-me autorização para o fazer, ainda no seu blog, cla<ramente, além do link que direcciona para aqui, diz quem é a autora do Poema: lazulli.

 

Pois esta senhora, não cumpriu com as Regras dos Direitos Autorais, pois não só não me informou como ignorou os Direitos aqui escritos e usou o que escrevo, permitindo largas à imaginação de quem quisesse ou inocentemente me viesse a confundir com ela.

 

Eu sou inconfundivel. Todos nós quando somos nós mesmos somos inconfundíveis.

 

Apesar do grande erro que comete, não assina-la devidamente a diferença. Com excesso de confiança do seu acto, num outro post o da publicidade, para levar as pessoas a um encontro qualquer, nem link, nem nada. fica logo a cima do convite em letra miuda. (até parecia as letras dos contratos de seguros.

 

Pois bem, perante tudo isto, o meu primeiro uimpulso era o de vir ocultar a CasaDecristal aos olhos de todos. Depois, ouvi alguém e... talvez não. Não é deste modo que combatemos os maus carácteres do mundo.

 

Daí estar a escrever tudo isto. Eu ... ainda não sei bem. Mas... quita não vou ficar. De modo algum.

 

Para terminar (se alguém teve paciência de ler toda a minha revolta e desabafo, quero Informar que a grande parte da CasaDeCristal além de estar protegida pelas regras da web (só espero que elas funcionem) vamos ver: Também está protegida pos Direitos Autorais Na IGAC - O Pequeno Poema que foi retirado daqui faz parte de um livro "Vestígios Longínquos" Registado na Sociedade - Do conhecimento que tenho, estarão protegidos os escritos durante 70 Anos. - não podem ser utilizados por ninguém a não ser que eu autoriza a sua Publicação.

 

Ora neste caso não Autorizei nem tão pouco fui informada (agora só espero que a senhora, além de pedir desculpa (se não teve más intenções) retire os meus textos do seu blog.

 

 

Finalizando:

 

Toda e qualquer pessoa que por qualquer razão quiser utilizar o que eu escrevo, deve ter em atenção os Avisos do Blog CasaDeCristal sobre Direiktos Autorais. Se for muito importante para ela, agradeço muito que me contacte antes de tomar este tipo de iniciativa. Não sou tenhosa. Sei ser compreensiva. Mas, tudo de um modo correcto

 

Obrigada a Todos quanto leram

Aceito sobre este assunto qualquer ajuda ou Esclarecimento, que me queiram ou possam dar.

 

Despeço-me ... triste

 

 

(Ao terminar esta explicação/desabafo, recebi a resposta da Administração daquele serviço. E, respiro de alivio neste instante. Foram Rápidos e eficientes. Enviei-lhes o que me pediram e aguardo agora a resolução deste desagradável incidente. Que estou certa, com base no que me escreveram que irão resolver o problema. Sinto-me grata e confiante. E agradeço à séria Administração daquele servilço. Afinal, a NET tem Regras. Afinal a Net tem leis) nem tudo está perdido.)

 

Só voltarei a falar do assunto para agradecer (assim o espero) è Informar da Resolução do problema. Fico melhor.

 

O meu Obrigada, a Todos

 

lazulli

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:35
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

HumanidadeEscravizada (XXXIV)



Mas tu que me lês podes ajudar a acabar com a mentira que nos envolve a todos, explicando melhor do que eu esta trama diabólica do mundo onde estamos inseridos. No futuro, outro virá que o fará melhor do que tu ou eu. E, como elos de uma corrente de ferro, atravessando os tempos e as resistências, cada um de nós será a vontade do outro aperfeiçoada, até que a verdade venha a ocupar o lugar que a mentira ocupa hoje. E, com a hipocrisia abolida de uma vez por todas, a nossa coragem e dignidade retornará, permitindo finalmente à humanidade o cesso à verdade escondida, que levará o Poder a cair de vez. E, assim, acabar-se-ão opressores e oprimidos, bem como também a miséria física e espiritual. Quanto muito existirão duas facções bem distintas que se de gladiarão honestamente e não esta mistura de matéria e mentes que nos confunde a todos e onde ninguém sabe quem é quem. Até pode demorar o surgimento desta verdade tão procurada, mas acredita que valerá a pena para todos nós porque se tivermos que regressar de novo a esta existência miserável, teremos mais oportunidades de sermos verdadeiramente humanos.

 

Para que um dia venha a ser possível transformar o mundo num sítio onde o sofrimento humano não tenha mais lugar, mais vale prevenir do que remediar. Daí que devamos preparar-nos no combate à falsidade, começando por falar sempre a verdade em todas as circunstâncias da nossa vida. A nossa dignidade acima de tudo e de todos. Com a nossa dignidade conquistada, teremos a possibilidade de nos vir a cruzar com outros seres humanos, onde os verdadeiros valores humanos não têm dono nem são obrigatórios. São naturalmente nossos. Não precisaremos de leis ou mandamentos redigidos por outros, para termos um comportamento social correcto, a partir do momento que já nascemos com leis e mandamentos inerentes a nós próprios e ao mundo que representamos. Assim, não mais será fácil, para eles, corromperem-nos e transformarem-nos em amostras de gente. Pedaços de carne viva que deambula pela Terra unicamente em busca de alimento, para sua própria preservação, lutando consecutivamente pelo modo mais fácil de obter aquilo que nos mantém vivos, sem pensarmos que este é um período muito curto da nossa verdadeira existência e que, se não fizermos mais do que temos feito até aqui, seremos sempre aquilo que não somos. Carne. Unicamente carne viva, para poder criar mais carne, de modo a permitir e assegurar a expansão dos genes que transportamos dentro de nós. E há tanto por onde podemos começar, para impedir esta transmissão de genes, que nos tem vindo a reduzir a essência de que somos realmente feitos, que nem precisamos de aprender como o fazer; basta que, quando estivermos perante alguém a quem necessitamos dizer a verdade do que nos parece, faça-mo-lo imediatamente, não permitamos que a ética social e religiosa nos impeça de falar sempre o que pensamos traindo assim o nosso ser, porque se o não fizermos ficaremos mal connosco e com os outros. Se não nos sentirmos dignos de nós próprios não nos sentiremos dignos de ninguém. Além disso, este desinteresses por nós próprios, far-nos-á mergulhar numa apatia em relação ao mundo que nos cerca e o nosso desinteresse não nos permitirá lutar por um mundo melhor do que aquele em que vivemos. Continuaremos a ver as injustiças do mundo como se não tivéssemos capacidade alguma de acabar com elas. É preciso acreditar, ter força e começar a agir, porque querer é poder. Se nós quisermos podemos mudar o que está mal. Qualquer um de nós. Se temos conseguido manter a evolução da vida, neste Planeta, criando novas civilizações com base na nossa persistência e sacrifício, também conseguiremos fazer um mundo melhor para todos. Basta, todos juntos, querer uma coisa destas. Nada nem ninguém nos conseguirá impedir. Construamos um mundo novo, porque o que temos actualmente só nos tem vindo a fazer mal. Não somos assim tão insignificantes como nos tentam fazer crer, muito pelo contrário. Temos a luz dentro de nós, só precisamos de a deixar brilhar. Só isso. Se todos eles são de uma única cor, nós não temos forçosamente que ser a sua cor, porque senão deixaremos de ser “nós” para passarmos a ser “eles” e quem vai perdurar e viver a tal eternidade de que muito gostam são eles e não nós. Estamos a dar-lhes de bandeja a nossa imortalidade e a trocarmos a nossa identidade; se continuarmos a permitir isto, nada sobrará de nós, nem na vida nem na morte. Muitos de nós já caminham dificilmente, lamentando este momento, mas podemos ainda retomar o que é nosso indo buscar o que nos pertence a cada lei absurda, a cada ideia descabida, a cada pensamento. Não temos que aceitar mais lei nenhuma ou vontade, seja de quem for, que não seja unicamente humana. O que quer dizer, que se alguém pretender matar, mesmo que este matar tenha carimbo oficial dos governos, nós não devemos deixar que isso aconteça. Somos milhões e eles meia dúzia. Basta nós não querermos mais mortes sem sentido, e elas não existirão mais. Munindo-nos do nosso poder interior, usaremos tudo quanto estiver ao nosso alcance para os impedir. Mesmo que seja pô-los a todos fora do lugar que ocupam e substituí-los por outros, que pensem de facto em preservar o ser humano, não em aniquilá-lo como tem acontecido até aqui. Se pretenderem subjugar-nos, impondo-nos leis materiais para nos controlarem, não as aceitemos. Se as crianças não forem devidamente protegidas pela lei, como se fossem meros brinquedos para serem utilizados de modo vil seja por quem for, não o devemos permitir de modo algum. Se uma qualquer religião nos quiser impor um mandamento novo, devemos desprezá-lo, porque isso é o mesmo que dizer-nos; que só através dos seus mandamentos conseguiremos ser humanos, quando é isso mesmo que somos desde sempre, etc., etc., etc. É só ficarmos sempre atentos ao que eles fazem ou pretendem fazer.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:08
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Humanidade Escravizada (XXXIII)




Muitas e muitas vezes criticamos vil e ferozmente um outro ser que sofre como nós as agruras da vida. Como temos sido idiotas e imbecis. Transformaram-nos em monstros e nós deixamos, comparticipamos e partilhamos, somos realmente o que eles dizem, povo, leigos, incapazes de nos gerir sozinhos. Mas os que nos gerem e que fazem as leis morais e materiais, que dizem que nós temos que cumprir, são melhores que nós? É que, neste seu mundo perfeito, cheio de agonia e prisão, com as suas leis feitas para carrascos e não para o verdadeiro homem - que é aquele que sente e ama -, foram muitos os massacres que fizeram e continuam a fazer ao longo de todos estes anos de História obscura, onde tudo se perde e à qual muito poucos têm acesso. E os privilegiados que detêm este Poder entre mãos, continuam a fazer deste emaranhado de mentiras históricas um nevoeiro impenetrável para quem ainda pretende que se rompa as trevas e se faça luz de verdade sobre a humanidade. Mas o Plano, ou melhor, o Grande Plano, é mesmo grande e todas as portas estão fechadas ao entendimento. Mas não estão fechadas por suposta intervenção divina e sim por mortais comuns que querem deixar de sê-lo. Pelo menos enquanto por aqui conseguirem andar. Assim, o conhecimento continuará a ser pertença de meia dúzia, que continuará a comandar os destinos da humanidade e nenhuma força cósmica terá poder para desfazer o que já está feito e continua a ser tecido em antros secretos do conhecimento. E o conhecimento continuará a servir o que nunca deveria ter servido: O Poder. Abriram-se as portas da verdade, mas só lá entrou quem pôde não por direito universal, mas por direito galáctico ou terráqueo. Quem são estes senhores da Terra e dos homens que ousam mentir tornando este mundo no seu mundo, que fazem leis que todos temos que cumprir, gostemos ou não gostemos delas e nos impedem de sermos nós próprios? Aparentemente, foram feitos do mesmo material biológico que nós. A sua origem na Terra também parece ser a mesma mas, os seus actos são inumanos e irracionais. Indiferentes em relação ao seu semelhante, faz pensar se sob esta capa de aparentes mortais não se esconderá uma outra raça (e até talvez de um outro mundo) que possa estar entre nós desde há pouco ou muito tempo ou talvez mesmo, desde sempre. Cruzámo-nos com eles diariamente e vemo-los Senhores do Mundo, com pactos intermináveis de Poder, para manter secreto o que nunca deveria ter sido: A Origem e o Destino do Homem. E eu continuo a investigar pobremente a verdade, sem tempo e meios para a fazer aparecer. Como provar tudo isto? Como mostrar claramente a verdade? E quem estaria interessado em saber quem são, de onde vieram aqueles que nos escravizam e há quanto tempo estão eles entre nós? É irrelevante para eles o que eu sei, o que eu penso e o que eu sinto. Eles sabem que não é de modo algum suficiente para pôr os outros a pensar e a procurar. Por isso o seu Plano, comigo, nunca estará em perigo. Embora ainda queira acreditar que a verdade é una e única, por enquanto a única verdade de que tenho a certeza é que tudo isto é uma grande mentira. Uma mentira tão grande quanto o mundo.

 

 

SintoMe: na Força Da Natureza

EscritoPorLazulli lazulli às 10:19
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

... cega ...

(sentir de um momento de 2008)

 

 

Aqui estou. Ainda aqui permaneço até ter consciência absoluta do que tudo isto representa para mim. Se este mundo é ou não diferente daquele que sempre defrontei com medo mas com resistência. Sobra-me uma dúvida estranha... o que é que este estranho mundo tem para me subjugar deste modo. Aquilo que para os comuns é normal a mim sempre em cata de explicações, não estou convencida da ser inofensivo dizem-mo os meus sentidos quando meus olhos se cruzam com pedaços de almas à deriva.

Tem magia sim, mas a magia é um mundo de encantamento que arrasta consigo o androgino mais poderoso, mais eficaz, mais capaz, mais tenebroso. Aqui são as almas que lutam. Se degladeiam até à exaustão. Parece um mundo diabólico onde as almas se desapegam dos corpos e com pura inexperiência, atiram-se à deriva no encanto dos sonhos sem suporte.

Não existe consistência neste mundo. E assim como assim, aguardo um melhor entendimento. Talvez quem sabe encontre um motivo, uma razão, uma motivação, para aqui permanecer. ( De lá para cá, o que encontrei eu?! O motivo a razão?! O mais provável é coisa nenhuma. ... mas o encanto continua. Deixá-lo ir, pra ver até onde consegue ir. )

 

tudo o que penso

paira no meu cérebro
incapaz de se revelar
de se manifestar harmoniosamente
preenche-me o não sentido
à cata de palavras quando nunca precisei

conspurco-me com a sabedoria de quem mais sabe

onde está a minha verdade?!

desconfiança
total desconfiança
é o que eu sinto
procuro saber

porquê
neste preenchimento constante

não meu

mas hei-de recuperar

hei-de lutar

por mim

pela minha alma

pelo meu ente

pela minha verdade

de ser

... e hei-de conseguir.

 

 

NOTA: estes pensamentos referem ainda um sentir passado. ... lentamente tento voltar a escrever. porque quero. porque gosto. porque me faz bem. se o vou conseguir ou não... trazer a linguagem da alma à luz, falta-me saber. mas é exactamente isso mesmo que estou a tentar saber. conseguirei ou não escrever?! logo, logo, se verá!

 

BemVindaLazulli, DeRegressoACasa

 

 

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 01:11
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RegistoDoTempo

(...registada fica a eterna busca iniciada antes da Formação do Espaço/Tempo...)

 

CasaDeCristal ... se um dia existires mesmo eu não existindo ... reconhecerás cada letra e todas as palavras que elas formam tornando-se temporais na sua intemporalidade nestes tempos que compõem o próprio Tempo ... aguarda zelosamente encoberta em cristais azuis por uma chegada SemTempo ... como AntesDoTempo.

 

 

 

 1995.1.maio



Queria esquecer quem sou. Queria esquecer que existo para sempre, onde nunca mais houvesse um ressurgir de mim. Queria partir para o vácuo inexistente do outro lado do universo entrar no tal buraco fechado e poder-me extinguir. Queria deixar de existir. Quem sou eu e quem és tu que existimos nesta dor infinita da existência e o que fazemos ambos aqui? Criamo-nos para quê?! Porque sonhamos em despertar quem dorme no sonho da vida e fizemos uso do nosso não ser, resolvendo lutar por mortos inúteis que nunca deixarão de o ser. Torturamos o nosso mundo com a nossa dor e ficamos presos sem poder fugir. Entreguei-te um dia nas garras da matéria e pensei que te resgataria também um dia. Mas hoje que o tempo já foi grande e imenso eu sucumbo contigo na tua dor infinita e morro sem morrer nesta vida finita. Perdoa-me de onde podes me ouvir como eu te ouço, provocando um no outro esta dor sem limites que nos mantém vivos sem querer e mortos para morrer. Pode ser que um dia o tempo venha a acabar e alguém se lembre em nos libertar de um modo ou de outro. Pode ser que o universo um dia mostre o seu reverso e aí também pode ser que possa te olhar de frente depois de milénios de dor. Eu sei que estás vivo algures. Preso como eu neste universo duplo. Não devíamos ter partido nunca de nosso mundo. Não devíamos querer ajudar ninguém. Amar-te-ei até ao fim ou princípio de todos os tempos e eras. E, se for possível, nesta nossa divisão penosa, pode ser que me sobrevivas pelo menos tu e não fiques mais tempo preso à minha espera. Procuram eles os desaparecidos mas não creio que os vão encontrar neste mundo. amor ... se eu puder, eu morro porque não consigo suportar mais esta dor. Só queria poder saber de algum modo que para ti é possível o regressar. Eu sei que também não me abandonarás. Mas um de nós tem que poder partir. Um de nós tem que sobreviver à vida e morte deste ou de um outro mundo qualquer, porque o nosso mundo também sofre a nossa ausência. Também sofre a nossa perda. Enganamo-nos amado meu, enganamo-nos. E ... passamos a ser dois. O tempo que aqui tenho agora é limitado; daí que espero um dia ter uma ínfima oportunidade para alguma coisa. E tu meu amado senhor, onde estarás tu a esta hora e neste momento. Onde será que caís-te? Eu sei que também não queres me abandonar, mesmo não sabendo de mim. Mas estamos sozinhos, mesmo incompletos, um de nós tem que regressar. Deixa-me partir ou parte tu. Liberta-me do meu compromisso/nosso para que te possa libertar também a ti. Eu não consigo resistir a esta forma. Eu não consigo não me entregar um dia. Pouco a pouco, sinto consumir a essência. Eu falhei e sei que tu estás escondido. (noutra galáxia?! nesta mesmo?! ou mesmo em nenhuma?!) Porque esperas?!... Um dia, vão-te encontrar também. Não esperes por mim. Eu já não sou. Tenho esperança que fique gravado no Tempo, o meu eterno amor por ti e que de algum modo a ti chegue, para que possas recordar o que nos uniu eternamente. Sei que chorarias sobre o meu túmulo, todas as lágrimas que eu chorei na minha procura infinita. Sei que o farias. Sei que tentarias mudar o curso do mundo e retornar a pôr tudo no seu lugar. Mas será tarde, nesse dia. Nesse dia, eu não estarei em parte alguma, onde possas me encontrar. Não me recordo se do nosso mundo, alguém podia nos amar assim e tentar nos libertar. Nem isso sei. Já não sei nada!

lauremavstaudus lazulli

 

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Só eu leio este post lazulli às 10:22 |
Sábado, 23 de Agosto de 2008
...

 

lazulli às 00:28 |
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lazulli às 00:23 |

Foi Publicado em: Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

EsteFoiOÚltimoTextoDosAnteriormenteColocados.EstavaEsquecidoEmesmoAssim,CreioQue"PerdiUm"

APartirDaquiSegueUmaNovaFase,Talvez Com: EstilhaçosDe... Ficção

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:41
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

CasaDeCristal

 



A CasaDeCristal, irá encerrar




Quero, deste modo, agradecer a todos aqueles que aqui estiveram, tanto a quem unicamente permaneceu, assim como ao carinho, demonstrado por quem aqui falou.


Por consideração a Todos Vós e pedindo humildemente as minhas mais sinceras desculpas e o meu mais humilde perdão (isto custa), encerrarei lentamente de modo a dar oportunidade ainda a quem quiser, poder ler uma ou outra coisa, que não tenha tido oportunidade.


Não me sinto bem ao fazer isto, a partir do momento que iniciei algo a que não estou capaz de dar continuidade e creio, que muitos não merecerão que eu o faça. Mas... a verdade mesmo, é que eu não acredito neste "mundo".



Perdoem-me todos vocês!



Contudo, porque não tenho coragem para a destruir definitivamente (e isto graças ao número de pessoas que por aqui passou e também porque seria como destruir a minha própria alma) foi feita uma cópia de Toda a CasaDeCristal. Ficará guardada. Para sempre ou talvez não, quem sabe? Acontecem sempre tantas coisas... talvez venham a ser boas suficientes para eu voltar a acreditar. Hoje, não acredito.




O meu obrigada a Todos sem exepção!



Deixo o meu mail, disponibilizando-o para quem por alguma razão me quiser perguntar alguma coisa relacionada com o Conteudo da CasaDeCristal.


(Isto é difícil fazer. Mas tem que ser).



Quero informar que não abrirei nenhum Blog, de nenhuma espécie a partir daqui. Não sou blogueira. (acho que é assim que se diz) e, muito menos entendida neste tipo de coisas e também nunca foi esse o meu objectivo. Não sou escritora nem pretendo sê-lo, nunca, porque se assim fosse, com relativa facilidade colocaria o que escrevo no mercado. Nunca o quis fazer. Não concebo tal. Nunca concebi. Porque ganhar dinheiro ou ser mais ou menos conhecida, pelo meu sentir é algo que repudio. Aceito, compreendo e será justo, que muitos o façam e tenham valor para isso. Mas não é de todo o meu caso. Talvez seja presunçosa e tenha a mania que sou diferente. Mas, é assim que sou e é assim que penso e é assim que continuarei a ser. Deixo tanta coisa incompleta, aqui... doi-me fazer isto, só de pensar que alguém poderia estar a ler com algum interesse. E neste caso, mesmo que por um único que seja, guardo a CasaDeCristal com todo o Amor que lhe tenho e acima possibilitei o meu mail, para algum esclarecimento, que eventualmente, uma ou outra pessoa, julgue necessário. Sou apenas uma pessoa que diz o que sabe e o que sente e vá-se lá saber porquê, um dia resolveu partilhar com os outros. Talvez porque acreditasse, não sei bem em quê. Minto, sei! Mas não acredito mais.

 


E para eu fazer seja o que for eu tenho que acreditar que vale a pena, de contrário recolho-me à minha insignificancia.


Um beijo com Carinho

Sempre

Da


(lazulli)


cristallazulli@hotmail.com

 

 

Nota: quanto à História da Humanidade e à VozDoSangue, ainda não decidi se permanecerão ou não. Se vier a decidir, fechá-los, como à CasaDeCristal, farei um pequeno comunicado.

 

 

Bem Hajam!

 

lazulli

 

 

2007, alma, amor, canto, contos, deus, divagação filosófica, dogmas, essência, eu, existência, ficção, justiça, letras, livros, lágrimas, nação, palavra, pensamentos, pessoal, poesia, porto, portugal, tempo, tristeza, universo, verdade, águas mil

 

publicado por lazulli às 18:00

quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

 

NOTA de hoje: Coincidência ou não, este texto, colocado à um ano atrás, vem ao encontro do que sinto no momento. Talvez por outras razões ou as mesmas. Não sei bem. Mas, para não me precipitar, hoje não digo que vou encerrar a CasaDeCristal e sim mantê-la SuspensaNoTempo. Depois se verá. Colocarei mais uma coisa ou outra, já feita, só para a poder completar, na sua fase anterior. Depois... depois... aqui ficará. Obrigada a Todos. (Isto pode não ser um parar definitivo.) às vezes sofro de falta de acreditar, que vale a pena. Interrogo-me porquê. Porque iniciei eu uma exposição que nunca quis. eu mesma, ainda não entendo. E, enquanto não entender porquê, os altos e baixos, do meu estado emocional com a minha CasaDeCristal, sempre existirão. Por essa razão, pelo menos porenquanto é melhor parar um pouco. Bem Haja a Todos


EscritoPorLazulli lazulli às 23:42
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Sábado, 31 de Outubro de 2009

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fotodanet

 

publicado por lazulli às 16:43
14 de Julho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 12:00
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Humanidade Escravizada (XXXII)

 O universo não contém uma só lei

 

 

 



Desde muito antes do Homem e da própria Terra, existem poderes bem maiores e elevados que querer comparar a vossa história com a história Universal é de uma ousadia infinitamente ridícula nos «anais» de todo o Cosmos, esteja ele misturado ou separado. Tudo existia antes, menos esta insignificância (religiosa) com um valor tão grande. Quando vos dirigis a Deus, todo o ­Universo se ri de desprezo pela vossa ousadia tão vil e mesquinha, tão inqualificável. Sois demasiado pequenos para caber no pensamento de Deus ou demasiado grandes para se lhe comparar.
Embora continueis a procurar a pedra filosofal (a essência do Ser perdido), estais já há biliões e biliões de anos sem ela. E não a tereis nunca! Nunca a encontrareis! Aproveitai o saber dos poucos que vos abriram as portas para o conhecimento (cientistas, filósofos, pensadores, músicos, escritores, etc...) e aproveitai bem o seu esforço e coragem para poder chegar até vós a verdade. Porque até ao momento, todos eles, de um ou de outro modo, vos abriram as portas da vossa ganância com a sua sabedoria, porque a luz da Verdade ofuscou-vos e dela só tivestes uma ténue percepção. De qualquer modo, ela não vos será nunca suficiente para serdes deuses – o que tanto ambicionais! nem tão pouco deuses deste ­Mundo. Caminhais num sentido reverso à Verdade e Justiça Universal e o caminho que percorrestes até aqui é já muito longo e nunca é desfeito o que foi feito. Nos "anais" do Universo, todos vós constais como assassinos hediondos do Ser; e nada nem ninguém vos poupará, assim como vós não poupais os indefesos que todos os dias são atingidos pelas vossas leis ridículas e sem sentido, em todas as directrizes da vida e da própria existência. As vossas leis estão gastas, limitadas e corruptas. Mas a Lei, essa Lei de que só conheceis a palavra e não o conteúdo, essa não atingireis, porque essa é a Lei que vos espera nos confins do Universo.
Claro que para todos vós, que só conheceis as leis que fizestes à vossa própria medida, é inconcebível que assim seja. E, no vosso insignificante mundo, quem sou eu para poder dizer que assim será? Os representantes de Deus sois todos vós, não eu; e o que ligardes e desligardes na Terra, será ligado e desligado em simultâneo no céu. Sois os ministros de Deus, com autoridade legítima, dada por Deus até para perdoardes todo aquele que se ajoelha diante de vós, no intuito de obter o perdão para os «crimes» que cometeu com o seu semelhante. Pelos vistos sois vós que podeis fazer tudo isto e muito mais. Parece não intrigar ninguém o facto de que se não recebessem um centavo para ­«darem» o dito perdão de Deus, não perdoariam ninguém. Tenho a certeza que não concederiam o reino de Deus a ninguém nem tão pouco seriam seus servidores. Neste mundo, os serviços prestados pagam-se bem. Porque este serviço seria diferente dos outros serviços? O confessor também é um trabalhador, por isso mesmo tem que se pagar pelo trabalho prestado. Assim sendo ele não está errado. Limita-se a receber o seu salário. Mas dizer que perdoa todo aquele que busca o perdão, em nome de Deus? O que é isto?! Onde está isso escrito? E se está, quem escreveu tal coisa? Será que foram os doutores da Igreja? Se foram, a sua arrogância não tem limites ao querer equiparar-se a Deus. Nem o seu próprio Deus respeitam, ao decidirem do perdão ou não, dos assustados pecadores, que a única coisa que pretendem é ficar com a consciência tranquila. Isto é: «Já me confessei, já fui perdoado e me penitenciei quando rezei Três Pais Nossos e duas Avé-Marias e tive direito à óstia sagrada que me limpou de todos os pecados. Se amanhã voltar a cair, volto ao confessor e ele volta a absolver-me e, assim, quando morrer, tenho a certeza que vou para o céu porque os meus «crimes» já foram todos perdoados». Estão todos enganados. Que Justiça seria a deste Deus se fosse tão deficiente como a dos Homens? Tantos milhares... tantos... a acreditar nas infames leis da Igreja, como se estas fossem de Deus. Como se não houvesse diferença entre Deus/Igreja e Igreja/Deus. No entanto, não seria difícil para ninguém avaliar esta irracionalidade que nos impingem ousadamente e sem temor algum a Deus. Um Estado dentro de um Estado, justificando o seu modo de vida com métodos que passam por manter o temor dos homens e ainda atribuindo a Deus todos os seus actos. Desavergonhados e ignóbeis, ainda se atrevem a dizer que o representam. É incrível como se continua a abusar do nome de Deus desta maneira. Se a marca da «besta» existe, não é difícil para ninguém encontrar-lhe o rastro, só precisam procurar as possíveis marcas na fronte e na mão de qualquer mortal. Parafraseando o Apocalipse, contido no Novo Testamento:

13, 15.18 "Foi-lhe permitido dar espírito à imagem da besta, de modo que até falasse, e de fazer com que morressem quantos não adorassem a imagem da besta. Obtêm de todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, que se façam uma marca na mão direita ou na fronte, de tal maneira que ninguém possa comprar ou vender senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui é questão de inteligência. Quem tem conhecimento calcule o número da besta; é, de facto, número de um homem: o seu número é 666."

22, 3.5 "Não haverá mais coisa alguma sujeita à maldição. Estará nela, ao invés, o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos prestar-lhe-ão culto; verão a sua face, e o seu nome estará escrito nas frontes deles. Não haverá mais noite, nem terão necessidade da luz de lâmpada nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles e reinarão por todos os séculos".

20, 4 "Vi também tronos nos quais se sentavam pessoas, às quais foi dado razão e se fez justiça, seja as almas daqueles que foram decapitados por causa do testemunho que deram a Jesus e por causa da palavra de Deus, seja aqueles que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam a marca na fronte nem na mão. Viveram e reinaram com Cristo durante mil anos."

14, 9.10 "A esses, outro anjo, um terceiro, seguiu-os, dizendo em alta voz: «Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber a sua marca na fronte ou na mão, beberá do vinho da cólera de Deus, derramado puro na taça da sua ira e será atormentado com fogo de enxôfre na presença dos santos anjos do Cordeiro."


Estamos todos no mesmo barco mas, felizmente, não temos todos as mesmas funções dentro dele. E, ao contrário do que dizem, não são eles que o governam; de contrário, atirariam pessoas pela borda fora sempre que este estivesse a pôr em perigo as suas preciosas vidas, ou então deixá-lo-iam à deriva, pela sua incompetência e egoísmo. Gostaria que falassem comigo sobre o seu Deus e a sua Igreja, para que lhes pudesse dar respostas, que sei que os escandalizaria. Mas é exactamente para não darem escândalo (outro dos seus pecados) que eles vivem na mentira, e com o esconder de todos os seus erros e defeitos, acabaram por possuir a sua única e maior virtude: A hipocrisia. E é com esta hipocrisia que têm vindo a dizer-nos tudo quanto têm pretendido e nós, como cordeiros, temos vindo a acreditar e a obedecer em uníssono. Somos carneiros, e não era isso o que eles queriam? Têm sido os nossos pastores. Levam-nos a pastar o pasto que querem e encurralam-nos no seu estábulo. Não temos sido nada, nem tão pouco dignos de nós próprios.

 

Agradecida a António Codeço
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publicado por lazulli às 23:49

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 22:32
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encoberto

 

 

 

 

 

 

atravessei todas as esferas

 

caminhei em todos os caminhos

 

galguei montanhas

 

até ao topo

 

subi pedra a pedra

 

resvalei encosta a baixo

 

magoei meus pés descalços

 

lavei-me com minhas lágrimas

 

sentei-me

 

no silêncio da minha alma

 

levando-a nos meus olhos

 

parados

 

ao infinito daqui

 

interrogando-o:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- Porquê?!

 

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publicado por lazullilazulli às 22:55
2008 (13) comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 11:46
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