CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros

Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

São lágrimas, senhor, são lágrimas

 

 

"São lágrimas, meu Senhor, são  lágrimas"

 

 

lágrimaAzul

 


Lágrimas 
 

dizeis vós

senhora minha...

como podeis guardar lágrimas em Vossas mãos

se vos amo

desde o raiar da aurora

até ao descer do manto que cobre o mundo

dizei-me vós

senhora minha

a verdade

não me oculteis a razão

do vosso deambular

por jardins

que são unicamente meus

senhor

de todos eles

o que escondeis em vossas mãos

senhora das mãos de prata.

 
 
 


"Lágrimas, meu senhor, lágrimas ."

 


Pelos deuses

não me desespereis mais

abri vossas mãos

quero ver o que trazeis

e o que me ocultais.

 
 


"Já vos disse, Senhor, são lágrimas ."

 


Desesperais aquele que vos ama

desafiais

a paciência de quem amais

com vosso silêncio e persistência

abri vossas mãos

agora

vos ordeno

que o façais.

 
 


"Senhor, vos digo que são lágrimas ."

 

Lágrimas que guardei

neste deambular

e afins

acreditei

que guardando-as

junto a meu peito

nelas recolheria vossas promessas

o amor de meu senhor

perdoai-me

mas não

não me pedis

tamanho sacrifício

pois com sacrifico as guardei

e em mim as mantenho

não posso senhor

fazer vossa vontade

porque

são mesmo  lágrimas o que trago

aconchegado

em minhas mãos

desde que aqui cheguei.

 

Não é prata senhor

muito menos palavras

como aquelas que bem conheceis

as vãs palavras

muito menos palavras vãs

esses raros bens

eu não possuo

só possuo as minhas mãos

que bem conheceis

e o que nelas guardo.

 

 


Quero ver senhora

só assim acreditarei

em vós

vendo com meus olhos

o que nelas guardais

mostrai-me

o que trazeis

guardado em vossas mãos

hermeticamente seladas

numa concha impenetrável

não tolero mais olhar-vos

e ver-vos sempre com o mesmo ar

não mais demandas à luz da aurora

nem na noite oculta

quando a lua não se vem ali colocar

para a alumiar

não tolero mais tanta demanda

em busca do impossível

senhora das mãos de prata

abri vossas mãos

mostrai-me o que elas contêm

não acredito mais em vós

nem naquilo que dizeis

ordeno

que me obedeçais

neste momento

onde minha paciência

já esgotada

vos considera

menos que nada

então em que ficais

mostrais

ou não mostrais.

 

 

 

 

Senhora das mãos de prata

liberta as mãos

lágrimas.gif

 

 

 Abre as mãos e deixa que se expanda serpenteando por todo o solo a luz que dela emana.

(duas lágrimas de prata deslizam pelo rosto da alma que pena pelos jardins do castelo apalaçado e assombrado, guardado pelas torres lá do alto, onde os olhos vigiam...)

(de olhos erguidos, em frente ao rosto amado, como outrora, abre as mãos de prata e logo as águas de luz argêntea deslizam pelos jardins assombrados do tenebroso jardim de onde foi expulsa sem uma palavra)

 

 

lágrimas.jpg

 

 


E logo as duas águas se misturam

na água única

as que nascem de novo

e as recolhidas

carinhosamente

na penosa demanda

pelos jardins desconhecidos

pequenos cursos

irradiam a luz do dia

sob o olhar atento do Sol

que lhes abrilhanta ainda mais

a cor da dor

encerrada em cada gota

de prata

serpenteando pelo imenso jardim

as águas mil

de mil segredos

de mil medos

e do amor eterno

inundam o jardim assombrado

ameaçando afogar

no seu inesgotável

aumento

o amor maior

que em si encerram

 

                                     


Eu disse-vos senhor

eu avisei meu amado.

 
 
 

Senhora

perdoai minha desconfiança

eram lágrimas

lágrimas de cristais

perdoai

minha desconfiança

perdoai vosso senhor

e fechai a fonte de onde brotam

as águas inesgotáveis

eu vos ajudo

a consegui-lo.

 

 


Agora é tarde

meu senhor

as águas mil

deambularam por todos os recantos

do jardim já assombrado

assombrando novamente nossas almas

até á eternidade

porque meu senhor

não confiastes

naquela que vos ama desde a eternidade

fechasteis palácios

jardins

deixasteis morrer o mundo

com a a vossa desconfiança

e matasteis o sagrado

para sempre

condenando aquilo que mais amasteis

eternamente.

Perdoo-te senhor

quando chegar o dia

em que puderdes perdoar a vós mesmos.

Correi agora

parai as águas do meu mundo

que serão mais eternas

que a eternidade

que nos separou.

 
 


Procurai

buscai em todas as esquinas

ide numa demanda

até me encontrardes de novo

porque vossa amada

Tem que partir novamente

para o lugar

de onde veio

mesmo ali

perscrutarei

todos os os vossos movimentos

aguardarei

pelo vosso entendimento

e recolherei as lágrimas

que puderdes recolher nessa demanda

que ireis fazer.

Trazei de novo a mim

as minhas lágrimas senhor

essa é vossa tarefa

para sempre.

 

O mundo e o que o mundo contém

morrerá

por minha dor

Senhor

Porque não me reconhecesteis

E o grito d'alma

atravessou o infinito

e se fez ouvir

por todo o Espaço Criado

assim como o nºao criado

expergindo as lágrimas

do Amor Maior

 

Tenho Pena

Tenho Dor

Tenho magoa

Por minhas lágrimas.

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Eram lágrimas Senhor, eram lágrimas. 

 

Final do poema "Sao lagrimas, meu Senhor, sao lagrimas, escrito no ano 2007

 

SintoMe: ... a espera

EscritoPorLazulli lazulli às 18:27
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2016

O Universo em mim

 

 

ave.jpg

Ouvir a tua voz ao longe é perder-me sempre que tento te encontrar. Tu que nasceste do Nada, pouco ou nada deves esperar. Sabes que o Tempo, é teu e Nosso inimigo, e continuas à procura deste encontro que nunca há-de chegar. Antes de ti, era eu que existia e nem por isso temi tanto o existente, porque te sabia aqui a zelar por mim, nesta troca milenária de Nosso Ser, preservando sempre a Outra parte do Ser para que se não desintegre até à Unificação do Todo. Tu estás frágil e preocupas todos Nós. Eu sei que não é fácil. Todos Nós sabemos e tu também sabes. Mas deixas teu Ser demasiado débil e credível a todos os pensamentos humanos, ao ponto de nem saberes quem és, e isto sim, já se torna importante e Nos leva a ter que tomar uma decisão, de modo a que não pereça toda a Nossa “forma” de vida. Podia neste momento, amor, dizer-te o amor que te temos, mas em nada te ia aliviar. A tua actuação no “teu” mundo, tem que ser mais forte e decisiva; não podemos correr o risco de te perder, mas é grande a Nossa decisão, e temos medo de tomá-la. Estamos a dar-te tempo, para que regresses a ti, e bem melhor seria, do que fazermos o que temos a fazer. Se pudéssemos te falar livremente, sem ter que te expor a Nós, já o teríamos feito. Deixas todo o Universo a reclamar vingança ou a sucumbir. Poucas são as alternativas que Nos deixas, e olhamos apreensivos esse teu desenrolar mental tão instável e tão doente. Que falar sobre ti ou sobre Nós, que já não tenhas conhecimento? Só te podemos dizer que só nos deixás-te um modo de agir. Se até lá, não descobrires um modo de segurar teu espírito doentio. Nada nem ninguém poderá te tocar, ao invés do que queres te convencer. És tu que fazes a vida e a morte, és tu que fazes com que elas existam. Qual grandiosidade?! Tu és por acaso feita do mesmo modo que eles? Como nasceste tu? Não foi pelo mesmo processo de nascimento, nem aí foste concebida, na metamorfose da vida, sem descendentes e antecedentes. Tu já passaste a morte e a vida, mas não só cá, mas também lá e em conjunto desse sítio miserável, onde te foram buscar. Assume-te! Tanto te pedimos para te assumires dentro de ti e de tanto modo te demos inícios de Caminho, que te conduziam a ti mesma. Mas o sentimento incompreensível, tomou posse de ti. Tu não és Humana! És o embrião que nasceu antes de o Tempo ter lugar! És O que está oculta! És O Ser que não pode morrer. Não ponhas a perder tantos Entes, tanta vida! Como queres tu conceber um mundo teu, num mundo que sabes que não é o teu mundo? Que comparações parecidas ou semelhantes, podes tu tirar nesse mundo tão aberrante? Esse não é o teu mundo! Não queiras entender o teu, por esse, pois afastar-te-ás e machucarás. Lembra, lembra bem, porque foste para aí, e vê que não é o pensamento que te dará a resposta, mas tu dentro de ti própria. Sei o que não sei e não sei o que sei. Mas sei que é Verdade o que está dentro de mim, sem palavras e sem forma, mas estou confusa. Estou sem entender o meu Ser e não consigo me encontrar. Não consigo chegar a vós e não sei se é importante para a essência do Ente, perdido no Tempo. Queria perceber o que é que me dá toda esta angústia, é de ti Senhor que eu sinto falta. A ânsia de não fazer parte deste Mundo tão incompreensível e tão estranho. Não estou no meu Mundo, e não entendo porque não deva estar. E, mesmo que viesse a entender, como aceitar esta vivência tão isolada da essência? Deve existir algum modo de me ajudares a me encontrar, não penseis que deixei de amar e sentir falta e carência da Verdade-Justiça. Carência do Universo sem Tempo e carência de algo, do meu próprio mundo. São leis doutro Mundo e de uma outra vida, e não podemos ou devemos interferir naquilo que em nada é Nosso. Mas tu sim, fazes parte de Nós! Quiseste ir a um Mundo que não era o teu, e programamos a tua estadia. Leva contigo o Ser, e deposita-O no túmulo da vida. Espera.

 

(19....)


EscritoPorLazulli lazulli às 05:26
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2016

A Grande Mãe IV

 

 

 

Lá fora, no espaço exterior que parecia correr à velocidade da luz, tudo continuava escuro. Só distantes pontos luminosos pareciam assinalar, como luzeiros, algum determinado caminho. Tudo era silêncio no compartimento abafado onde dormiam ou se remexiam esporadicamente milhares de formas de vida. O movimento semi reptilíneo, parecia silvos de cobras cuspideiras no encantamento das suas presas. Uma luminosidade amarelo brilhante inundava a chocadeira, de uma letargia constante. Em todas as prateleiras, suspensas, minúsculos ovos transparentes deixavam ver o desenvolvimento das crias. De quando em vez, um enorme sáurio espreitava pela película oval que envolvia todo o compartimento e dava uma olhadela acidental. E, indiferente para com o que os seus olhos amendoados viam através da película, enfastiado, voltava com enfado as costas e remexia num pequeno botão, introduzindo mais calor às formas de vida ali em formação. Depois, arrastava-se por entre películas e mais películas de paredes e mais paredes, até à presença de homens de carne e osso. Estes, altivos, seguros e arrogantes, nem pareciam dar conta da entrada dos vários sáurios que se iam aproximando, como se soubessem o que queriam ou lhes fosse indiferente a sua presença. Mas, não era verdade. A verdade, é que liam o minúsculo cérebro destes seus servidores e sabiam que na nave tudo continuava bem.

 

Tinham partido de Orion há muitos decrons já e também eles se sentiam fatigados com esta nova missão. Depor mais ovos na Terra. Irra, quando é que se fartariam de enviar sementes? Desta vez a missão era interferência, parecia que lá para onde iam as coisas estavam mal. Os humanos tinham-se desentendido e era preciso dar-lhes nova civilização, pois como animais viviam encurralados em buracos cavados dentro da terra e aos senhores era triste a sua semente não poder proliferar livremente e não ter como e por onde o fazer. Parece que estavam sujeitos a regras impostas pelos depositários.

 

- Os vasos tornaram-se exigentes! - Ouviu-se a voz dura de um louro atraente e devasso.

– Pery, sabes se o tempo nos será descontado no fim da missão? É que desta vez a missão pode bem ser demorada. Parece que a queda do homem foi grande. Dizem que ele e a sua companheira se separaram e elas os impedem de procriar daí a necessidade de novas sementes.

– Não sei. Mas lá demorado vai ser. Os homens perderam o interesse porque sabem que se enganaram e de um modo ou de outro, directa ou indirectamente, são os causadores do fim da sua civilização. Daí, não terem forças para conquistar ou se igualar às filhas da Terra.

– Bem o podes dizer, filhas da Terra. Se fossem filhas do céu, talvez tudo mudasse de figura. Além dos ovos que transportam as sementes, quantos viventes transportamos nós?
– Milhões! A catástrofe já decorreu há muito, mas a devastação foi grande. Precisamos equilibrar a natureza e restituir-lhe alguma força.
– Por mim, que a Terra acabasse e os viventes com ela. Estou cansado de viajar a salvar mundos que não são nossos.
– Estás enganado! Nós criamos ou provocamos o aparecimento de muitos destes mundos.

– Não sei para quê. Parece que em nenhum deles conseguimos criar uma raça digna de nós.

– Por isso mesmo, sua Senhoria insiste ainda nessa possibilidade. Daí, temos que nos contentar com as suas decisões e determinações.
– Tu que já lá estiveste, achas que vai ser difícil a implantação e renovação da nova raça entre eles?
– Não sei. Espero bem que não. Pois não quero ficar lá perdido para sempre.
– Pudera! - A sua gargalhada pareceu atravessar todas as membranas da nave que oscilaram ao toque do som que Percy havia provocado. - Viverias eternamente de vida em vida até que conseguíssemos encontrar-te no meio daqueles biliões inúteis.
– Não sejas sarcástico. Quando os conheceres vais verificar a tua mudança de opinião.
– Vou.....
– É, pelo menos no que se refere à companheira. E, pelos vistos, hoje a desequilibradora .
– Quem mandou fazê-la assim?!
– Não. Ela não foi criada, engendrada ou gerada.
– Então?!...
– Surpreende-te ... Mas apareceu pura e simplesmente. Ou melhor... Sempre lá esteve, desde o princípio
– Queres dizer que ela sempre existiu?!
– Pois, parece que sim.
– E, como não sabe disso ...
– Não sabe, nem vai saber nunca! Nós nos encarregaremos de a impedir.
– Parece bárbaro. É um ser inteligente. Um ser inteiro
– Assim parece ser. Mas, é melhor irmos comer. Está na hora de nos deliciarmos enquanto podemos. Tão cedo provaremos a similitude não a originalidade.
– A propósito , são muitos os novatos que embarcaram desta vez?
– Creio que sim
– Bem, apressemo-nos. Não vão eles também começarem a querer saber demais e anteciparem o já antecipado.
 

 

 

rectificação
livros

publicado por lazulli às 18:46
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
12 comentários

 

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:05
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015

No Rio Do Esquecimento

(.... e, sucumbi... agora... tento recuperar em prol da Verdade.... a humanidade...)
                                                               
 
Predestinação                                                                        Reconhecimento
      (2007)                                                                                                                     (2015)
 
 
 
A ave
nos céus
paira ferida

ensombrada

por setas humanas

certeiras
vacila no voo alado
que lhe estava à muito
predestinado.                                                                                                          E não queria.

 

Seus propósitos

ensombrados

por humanos

que pisam a terra dura

parecem ficar adiados   
e mergulharem                                                                                                   E mergulharam
no rio-do-esquecimento.                                                                                     Profundamente                                                                                                                                                 

 

Porque a ave                                                                                         No rio-do-esquecimento

não sabe falar a língua dos homens                                                                            aprendeu

não sabe exprimir                                                                                 a falar a língua maldita

o seu sentir                                                                                                                sem Sentido

sagrado                                                                                                       a língua dos homens

e destinado                                                                                                                sem destino.

ao Sentido.                                                          

 

Como os homens não sabem voar

para a alcançar

preferem feri-la

fazê-la mergulhar

no rio-do-esquecimento.                                                                                     E conseguiram.

 

 

Interpretam-na

de acordo com a terra que pisam

abandonam-na

na sua queda

que já se avizinha

abandonando os seus propósitos                                                              Por desconhecimento

de a ter                                                                                                                    de si próprios

de a saber                                                                                                              da sua Origem

de a proteger                                                                                                         do seu destino.

de si mesma.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

 

Vacilante

voa desequilibrada

sobre o nada                                                                                                                         E cai

e a pequena sombra que projecta                                                     Nas águas mais profundas

é a do seu voo alado                                                                                                       Do nada

danificado

por tão má interpretação

à sua tão

indecifrável linguagem.

 

 

O rio

que corre

são as lágrimas que verte                                                                               E nele mergulhou

de mágoa                                                                                                  E nele continua presa

de dor                                                                                                  a lianas que a entrelaçam

de culpa                                                                                das quais não se consegue libertar

por esperar                                                                                                                plenamente.

por aguardar                                                                         

por não querer

acreditar.

 

Desespero                                                                                                       Por não conseguir

por não se fazer entender                                                                  Soltar suas asas molhadas

e deitar tudo a perder                                                                                                        E voar

na tentativa                                                                           Esquecendo a língua dos homens

de usar                                                                                                                       Corrompida

a língua                                                                                      Que não queria ter aprendido.

dos tradutores

desconhecidos.

 

Não existe um sentido

nas palavras

existe um som inaudível

que vem de muito longe

antes do Tempo

mas sua alma

ferida

perdida

desacreditada

está no nada.                                                                                  Mais ou menos mergulhada.

 

As asas

projectam à terra

seca

palavras sem poder

palavras

de um tempo esquecido

de um tempo

onde dois                                                                                                                            E hoje

eram um.                                                                                                              Não é nenhum.

 

E, se as asas

no seu voo

incompreensível

ensombrarem                                                                                 

a terra

e os que nela estão?!                                                                                            Ensombraram.

 

 

Então                                                                                               

mergulhará também                                                                 

no rio                                                                                 

das suas próprias águas                                                                                         E mergulhou

sombrias                                                                                                                      sem querer

frias                                                                                                                               sem saber

distantes                                                                                                               nas águas frias

pela sua própria sombra                                                                                         deste mundo.

do eterno perdido                                                                                                  

e nunca esquecido                                                                                                  

por não mais acreditar

na Promessa

no Amor Maior

e na Verdade                                         

assumindo para Sempre      

a sua Culpa!   

 

 

 

                                                                      Entendeu

                                                                      por mágoa e desespero

                                                                    que se Um não é Dois

                                                                    e Dois não é Um

                                                                    nada tem razão de existir

                                                                    e mergulhou

                                                                    no rio-do-esquecimento

                                                                    porque sem um

                                                                   não existe o outro

                                                                  E o mundo perdeu

                                                                 A sua própria perda

                                                                 lá do fundo das águas frias

                                                                 olha o desenvolvimento repentino

                                                                 do adormecido

                                                                E sente Culpa!

                                                                        

(09.04.2007) (Diálogo com o meu amado eterno perdido e esquecido de mim. O único que perceberá a minha língua que nunca ensombrará os seus propósitos) Poderei enganar-me se um humano, falar para mim a minha própria língua? Como pode quem não é, ser?! Como ficarei se isso acontecer?!: - Como a ave, morrerei de dor e culpa. Esse engano não pode acontecer. Se acontecer, como o desfazer?! - Onde estás, TAUDUS?! Onde estás?! Não deixes que mortal algum use a tua língua sagrada. De contrário eu morro, na minha própria culpa e, sucumbirei no rio-do-esquecimento.

 

procura imortal terminada na Terra

 

 

(09.04.2007) Sinto dificuldade em saírem palavras de dentro de mim. Parece que tudo que escrevo leva outro sentido. Não "controlo" mais o meu Ente. Por enquanto não sei falar. As palavras minhas não corrompidas têm o poder de fazer e desfazer o que se calhar não tem que ser. Mas, não sei como parar esta dor. Esta mágoa, do engano perpétuo, que ainda não me convenceu de poder acontecer. O Universo não previu isso. Nos genes estava escrita a certeza. E, agora, estou doente, porque não entendo. Não me conformo com a possibilidade de um engano. Diz-me toda a partícula, que é assim. Continua a dizer-me. Todos os genes, continuam num reconhecimento dos sentidos. Mas, a realidade, diz que não. Estou confusa. Torturada com esta dor que para mim é a única razão porque existo, porque existi e porque existirei. Sempre. Se o Universo não me socorrer. Não sei. Mas, sucumbirei. Sei!

lágrimas no rio-do-esquecimento

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:04
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Terça-feira, 22 de Maio de 2012

Do Nascimento à Morte

 

 

 

 

           Depois de tanto querer saber; de tanto vasculhar por entre viveres, mentes e escritos. Depois de tanto raciocínio e atenção ao que me cerca. Depois de tanto esclarecimento, não quero saber mais nada. Tento recuar no caminho dolorosamente já percorrido, agora que o fim das buscas se aproximam e a Sua Revelação está perante os Olhares de Todos os Viventes, com Os Senhores Do Mundo no Comando Das Nossas Vidas e Destinos. Tento desesperadamente retornar, na tentativa de nesse início, já nada recordar. Apagar tudo quanto soube antecipadamente. Sei que não quero a confirmação de todas as minhas suspeitas, porque tenho a consciência da confirmação estar no fim deste caminho, que voluntariamente quis percorrer, quando pensei como foi enganado o ser humano. Mas a verdade não é fácil de aceitar pelo menos quando se encontram do lado dos perdedores. Todos aqueles que iniciam esta busca, torturando-se com descobertas consecutivas do plano diabólico que cai sobre nós, melhor fora que nunca o tivessem feito e ignorassem pura e simplesmente o mundo e quem nele habita, sem esse direito.

       Usurpadores são aos milhares e milhares de milhões. Desafiam constantemente a nossa teimosia e armadilham todo o nosso caminho. E, assim, como o mais simples mortal, caímos em buracos armadilhados que nos foram estendendo à passagem das nossas mentes, sempre nos libertando desta sua forma de nos destruir. Pensamos que estamos no caminho certo para a verdade, tanto a nossa como a dos outros e, de repente, damos conta que sem querer já nos envolvemos neste processo diabólico de existência. E, aquilo que nos parece simples e real, torna-se no maior absurdo ficcionário que qualquer mente pensante, pode elaborar. E, eles, riem! Riem da nossa persistência. Creio, até, que se divertem às nossas custas. Como ratos num labirinto, andamos às voltas, intermináveis, sem encontrarar a saída. Além disso, só percorremos as malhas do labirinto previamente predestinadas para nós. Cobaias perfeitas para o entendimento do humano, propriamente dito. Nós somos aquilo a que qualquer cientista chamaria, a sua chave de ouro, para a descoberta da sua tese/teoria. É a nós que eles querem, porque somos nós, a rara espécie, que permite um estudo certo e prefeito, da existência e inteligência humana e não humana. A mistura dos dois mundos, num só mundo. Em vez de sermos comparados a ratos de laboratório, deveríamos ser comparados a burros. Porque é isso que nós somos. Trazemos dentro de nós o conhecimento ancestral da humanidade universal e, entretanto, depois de tanto ser, decidimos não ser coisa nenhuma, ao entretermo-nos a ocupar o tempo, de quem não gostamos mesmo nada, pela eterna duração desse mesmo tempo, alimentando estes conscientes e sábios seres.

     Quando o tempo acaba para qualquer um de nós, deixamos a esta pobre Civilização (quando não fazemos pior, ao participar na sua construção e duração quase eterna), restos das nossas memórias já desfeitas por vezes, até, enlouquecendo neste processo a que nos dedicamos, sem fim à vista.

   Partimos, mais angustiados do que quando chegamos e, ainda não percebemos, que somos peças de um jogo, do qual perderemos com toda a certeza, porque temos vindo a usar os seus meios para descobrir os nossos próprios meios.

     Esta verdade tão simples para qualquer um de nós, tem vindo a ser consecutivamente adiada. Por essa razão, não quero ser mais uma das suas experiências e nem tão pouco pretendo ouvir as suas transmissões cada vez mais perfeitas.

 

 

É tudo mentira. Uma enorme mentira. Todo o meio de comunicação é uma farsa interminável para nos levar a cada um em particular a reagir segundo um determinado plano que desconhecemos. E nós caímos que nem patinhos.

Mais um premiozinho para exemplo da nossa má conduta. Eles colocam-nos perante os olhos e ouvidos um enorme bolo pronto a servir e nós dividimo-nos de imediato em dois grupos. Uns gostam do bolo e outros não. A primeira divisão está feita. Depois destes dois grupos principais saem milhares de subgrupos que reagem ao bolo de diferentes maneiras mas quase sempre com tanta paixão que defendem muitas das vezes até a morte própria ou do seu semelhante, até com violência. Mas a ELES, aos Intocáveis, (hoje cada vez mais visíveis) não atingimos. Mas não fomos nós os criadores desta ideia monumental, foram eles! Eles já nos traziam a ideia pronta para nos obrigar a reagir, de acordo com os Seus próprios propósitos, desgastando-nos interna e externamente.Destruindo-nos.

 

 

 

 

 

É tempo de parar. É tempo de não acreditar. É tempo mais que tempo de não queremos ouvir nada e de nada ver, que DELES venha, por qualquer meio. Utilizar a Linguagem Do Nosso Próprio Ente. Talvez assim consigamos ter paz. O problema é que já nos envolvemos no labirinto das ideias preconcebidas e sair daqui tem que ser o nosso objectivo e a perfeição do nosso ser só com a destruição de todo o labirinto. Mas será que teremos poder para isso?! Capacidade de resistir aos apelos sistemáticos destes Poderosos Senhores que já envolveram tudo e todos?! Encontra-los, defronta-los de frente?! Não parece coisa viável. Como prova disso mesmo, este século está repleto de tentativas inúteis, de milhares de seres humanos, por todos os cantos da Terra, sem consequência alguma para O Poder Do Mundo. Se um de nós pelo menos chegasse ao fim do caminho e os destruísse. Mas não me parece.De Todo. Quase diria.... que ELES ganharam sobre Todos Nós. .... cobaias de Raças Estranhas, implantadas no Planeta à milhares e milhares de anos. Já lhes vejo a Terra Prometida. .... (A Nossa Própria Terra)

 

    O corpo que me transporta tem cinco sentidos e estes reagiram sempre ao contacto com o produto que lhes dá existência . Não querem nem vão adormecer. Irão persistir nesta luta silenciosa de os Derrotar, não lhes dando o que demais tenho precioso. Que sou eu mesma. O meu Ente Original, que partirá intocável como chegou, apesar das agruras da Existência criada para animais irracionais. Bestas. .... mas no meu Ente, ainda sou eu que mando.... isso ELES nunca terão. Mesmo sucumbindo dia-a.dia, com tanta miséria humana e cegueira absoluta, por parte dos mortais cada vez mais inactivos.... a "minha alma" prevalecerá, agindo eternamente de acordo com a minha verdadeira Origem. Vou tentar só tentar nada mais saber. Mas pressinto que me será tremendamente difícil conseguir, porque os gritos surdos já penetram o silêncio imposto ao próprio Ar e Tempo, para não falar do Espaço que se expande ou retrai, já de acordo com as Suas actuações Artificiais.

 

 

O Mundo Começou a Sua demonstração De Poder Sobre Todas As Criaturas Humanas, Porque Estas Nunca Se Preocuparam em Saber por si mesmas, Quem ou o Que Eram, Nem tão Pouco de onde Vinham ou porque aqui se Encontravam. Resultado final: Morrerão como Nasceram.

 

(escrito em 27 de Junho de 1999)

 


EscritoPorLazulli lazulli às 09:03
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