Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Reabertura Da CasaDeCristal

 

A Última Batalha

 

 

 

 

 

SintoMe: Apreensiva com o que está a acontecer no Planeta

EscritoPorLazulli lazulli às 22:51
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Humanidade Escravizada (XVII)

 


(continuação)

 

 

Mas contentemo-nos todos nós, mortais, porque estes privilegiados de Sua Senhoria-Deus também deambulam pela Terra e estão sujeitos às mesmas leis materiais que todos nós. Embora, curiosamente, de humanidade não tenham nada. Dão-se ao luxo de guiar a Humanidade para um precipício de dor e ignorância, porque dizem que a Humanidade é incapaz de se governar a si própria. Enfim, a Humanidade é burra. Então, o dito Senhor deu-nos divinizados espirituais e temporais para que, depois de sermos «filhos» de Deus, tenhamos que ser «filhos» da Igreja e dos políticos/governantes que nos mantêm com o mínimo indispensável, tanto material como espiritualmente.

Se a dura realidade nos diz que «todo» o homem deve trabalhar interminavelmente para garantir o seu sustento, ficamos praticamente privados de ­tempo e mesmo meios (apesar de recebermos um «salário justo» pelo trabalho que desenvolvemos) para nos dedicarmos a nós próprios e, assim, entendermos a razão fundamental da nossa existência. Além disso, como o trabalho é algo muito honrado e agrada bastante a Deus, não gostando este de parasitas e de malandros e sim de homens honestos e trabalhadores que trabalhem incansavelmente até ao fim dos seus dias, os adeptos deste Deus incrível estão sempre atentos a quem não seguir estas regras, que o Mundo tem há anos e anos sem conta, fazendo-os pagar sempre a sua falta a este cumprimento, com todo o tipo de represálias, de modo a que estes «marginais» saibam quem manda e o que acontece a quem não cumprir com o que o seu «Deus» estipulou para o Homem. Daí criarem uma infinidade de leis, canónicas e estatais, que tiram a coragem a quem ousa não seguir a lei da sobrevivência, com castigos atrozes que vão desde o aniquilamento da sua sobrevivência material até à sua ­destruição mental, fazendo-o, consecutivamente, construir tudo aquilo que será inevitavelmente destruído para voltar a ser construído . Esta é a Lei da vida que tanto apregoam como valiosa. Instável como o próprio ser humano, que mais parece um louco a correr à volta de uma casa, sem entender quando começou a corrida ou quando esta terminou ou deve terminar. E é desta vivência incompreensível e cheia de lamentos de toda esta Humanidade acorrentada que partem todos eles, mais ignorantes do que no dia em que deram o ­primeiro grito. É assim que nascem e morrem, sem puderem dizer chega! Vamos acabar com isto! Ou se vive ou não se vive! Vegetamos, isso sim, acatando leis sobre leis que se sobrepõem umas às outras e nos sufocam, acabando por nos tornar escravos de tudo e de nada e, até, de nós mesmos.

Mas o medo que têm do Deus deste mundo é tão grande que nunca se atreverão a pensar em voz alta e as dúvidas que povoam as suas mentes pensantes acerca deste seu suposto Deus, cheio de mistérios escuros e que ­deixa os Homens divagar livremente sobre si, indiferente às mentiras que inventam, continuam por esclarecer. Daí que nenhum deles seja capaz de responder que Deus é este de quem tanto falam, porque têm medo dele e, ainda, porque apontam o dedo inquisidor quando alguém se atreve a dizer que este famoso Deus não existe ou que, pelo menos, não é o Deus de toda a Humanidade, devido às diferenças enormes que existem entre os seres humanos. Esta ­ousadia e afronta às suas crenças, que tanto os escandaliza, fá-los mais filhos de Deus do que realmente são? Ou será unicamente medo o que têm, por ­desconhecerem tudo e não terem a certeza absoluta de quem são, de onde vieram e para onde irão, nesse seu final mais que predestinado por esse Deus completamente desconhecido de todos eles? A sua falta de conhecimento é tão grande que não conseguem discernir o Deus real do Deus irreal, nem tão pouco o que serão eles ou como serão de verdade. Daí ficarem ofendidos e crucificarem todos os livres pensadores, alcunhando-os de difamadores e perigosos, quando tomam a defesa de um Deus que dizem amar acima de todas as coisas. Embora, para bem da verdade, Ele vá passando quase que despercebido pelas suas vidas, não obstante a dedicação que lhe dedicam no seu dia a dia. Se não fosse terem necessidade dos seus favores, bem que Ele não seria recordado por nenhum deles. O amor que dedicam a este seu suposto pai limita-se a um peditório constante, para uma melhor vivência. Pedidos e súplicas desesperadas que ­ficam sempre por atender e que ecoam por toda a Terra sem terem quem as ouça. A indiferença do «seu» Deus às suas súplicas é de uma incompreensão tão grande que, quando os vejo, espalhados ao deus-dará pela Terra imensa, ­interrogo-me se realmente têm consciência de não passarem de marionetas movidas por fios invisíveis, ao sabor do querer, de uma força maior, que não podem ouvir, amar, contactar, derrotar... até porque nem sequer a conhecem e, pelos vistos, não estão interessados em conhecer. De qualquer modo, a Deus, também pouco importa se os Homens o amam ou não. Quer, sim, que o ­adorem, que cumpram a sua lei (que se é o que as religiões nos tentam impingir estamos mal, porque é a lei do diz e não faz). Isto é: – fala de amor e pratica o ódio e a indiferença pelos outros. O amor não é coisa que interesse muito a esse Deus, nem tão pouco a verdade; quer sim que o adorem acima de tudo. Gostaria de saber o que ganha ele com isso. Cá para mim, o ego dele e a sua megalomania é a maior do Universo. Mas não quero desviar o meu pensamento pequenino no meio de tanta grandeza. É que, como descendente do homem, passei a ser subalterna deste e, como tal, um ser inferior que teve o privilégio de sua ­senhoria Deus Pai de todos os homens (o que creio ser verdade) de ser dada, ofertada, ao meu irmão homem para que este criasse a civilização, na Terra que Deus lhe deu. Daí que o meu pensamento seja realmente pequenino no meio de todas estas superioridades, mas não tanto assim que me impeça de perceber que, como mulher, eu crio e dou a vida (claro que só depois do ataque dos espermatozóides masculinos aos indefesos óvulos femininos) e, assim, saber que o homem descende da mulher e nunca a mulher do homem, pois é dentro do ventre dela que se gera e se cria a vida. Mas este Deus mentiroso reclama para si e os seus homens os meus direitos da criação, alegando o absurdo de eu ter descendido do homem. Daí que, legitimamente, afirme que este Deus não é o meu e sim um Deus dos homens e não sei se não cumprirão estes realmente com os desígnios obscuros deste seu Senhor poderoso ao implantar leis que causam dor e sofrimento a toda a humanidade. Mesmo que me digam, e com bastante frequência, que é o Homem que provoca a fome e a dor a outros seres humanos e que Deus não tem nada a ver com isso, porque é que Ele não os impede? Porque será? Porque não quer, não pode, ou porque não é o seu Deus? Se o seu Deus pudesse impedir, mas quisesse e permitisse todo este império do mal que alastra pela Terra, era o Deus que esperam? Deviam pensar sobre isto. Quanto a mim, quero é que esse Deus de quem todos falam se lixe juntamente com os filhos dele, porque não venero ninguém que permite a desigualdade humana em todos os aspectos. E como não sou primata, pelo menos no conceito dos mortais, não receio o desconhecido, nem lhe presto homenagem, em vida ou na morte. E depois, não gosto de megalómanos que só querem ser adorados, já me chega os que existem cá em baixo (ou cá em cima...!). Se não houver um Deus como eu o entendo fico sozinha, pois mais vale só do que mal acompanhada.


(continua)

 

doente

 

publicado por lazulli às 16:01
"reeditado"
SintoMe: ... em busca dos enganadores de povos

EscritoPorLazulli lazulli às 01:16
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Humanidade Escravizada (XII)

(continuação)



Criados, gerados e engendrados

 

 

 

 

 
Como se levou o homem ao esquecimento de si próprio e do seu passado remoto, que ameaça ser sem retorno? A primeira ideia – pelo menos de que tenho memória – foi de que tudo teve início quando se decidiu que todo o homem descendia de um Deus único e poderoso, capaz de amar e castigar justamente. E logo todos os injustos se sentiram bem com esta profecia que nunca se cumpriu. Tinham para amar um pai misericordioso que os recompensaria com uma vida melhor, bastava que qualquer baixo instinto dissesse pura e simplesmente: Eu acredito. Mas quem é que não acredita quando lhe convém?! Ao saberem que foi este Deus que os fez, lhes deu a Terra para viver e os dotou do Poder sobre as outras espécies, permitiu-lhes, na sua arrogância de legítimos donos da Terra, feitos à imagem e semelhança deste fantástico Deus permissivo, que milénios de existência, de engano e mentira fossem ficando para trás, impunes, sem que nenhuma alteração de fundo se fizesse para que o homem pelo menos tentasse ter um maior entendimento de si próprio e de todos os outros viventes. Claro que se Deus fez o Homem e o Homem fez o semelhante a si mesmo e o semelhante ao Homem fez o semelhante a si próprio, tanto «o verdadeiro homem», como «o filho do homem» e ainda «a semente do filho do homem», no processo de criação, todos copiaram os seus criadores. A partir do momento que os Criados (por Deus), os «gerados» (pelo homem) e os engendrados, seguiram as directrizes que receberam de cada um dos seus criadores, não só tudo foi como é permissivo, tanto por Deus para com os Homens, como pelos Homens para com o semelhante a ele mesmo.
A partir do momento em que o Homem acredita cegamente na interpretação bíblica feita por outros – que é filho de Deus e por isso mesmo tem o direito de submeter e dominar a Terra, tendo-lhe sido oferecido como alimento tudo o que tem movimento e vida (Génesis 9, 1-17) – em vez de ele mesmo ir verificar se a interpretação corresponde ou não ao que está lá escrito, acreditará sempre numa verdade inexistente, tanto para a sua origem como também para a razão da sua existência. Mas, está ao alcance de qualquer um perceber, já não digo a origem do homem, mas pelo menos, o porquê do sofrimento da humanidade. Se nos limitarmos apenas e unicamente ao que está escrito, será de perguntar aos autorizados e credenciados teólogos, quem são os homens criados por Deus e quem são os animais e, já agora, de que se deviam todos ter alimentado ao longo dos tempos. Ler sem esforço e com atenção, no Antigo Testamento, o pequeno relato bíblico do Génesis, teria levado qualquer ser humano a perceber que tem vivido completamente enganado sobre a sua verdadeira origem. Parece-me que o homem mencionado por Deus, criado à sua imagem e semelhança, não são todos como nos querem fazer crer. E a realidade da existência humana assim o confirma, quando o homem criado por e à imagem e semelhança de Deus (o homem verdadeiro) tem o poder de dominar a seu bel-prazer todas as espécies do céu, da terra, do mar e animais vivos segundo a espécie da própria terra, – que também tem autoridade para submeter – e concretiza há milénios este seu poder sobre todos os outros viventes que não têm a mesma ascendência que ele tem. Continuam a humilhar, a comer e a utilizar todas as espécies e o seu semelhante «não igual» de um modo bárbaro e inumano. Não são eles os seres superiores? Donos de tudo e de todos?



(continua)

 

indiferente
actualidade, ensaio, homem, livros, vida

publicado por lazulli às 15:11
Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

 

SintoMe: ... com Esperança no Homem de Verdade para combater esta Pérfida Civilização Tanto Espiritual como T

EscritoPorLazulli lazulli às 11:36
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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (4)


(... continuação)

 

 

A imagem longínqua de uma jovem mulher, absorvendo descontraidamente os limites da vida, ao longo da imensidão de uma praia deserta, continuava a perturbar-lhe o espírito de tão nítida que estava dentro de si. Esta imagem fá-la reviver um passado já passado, mas que não a impede de lhe parecer vivo, apesar de sua total inexistência no actual momento.

A imensidão do mar... A extensão da praia que se perdia do olhar e o inacreditável mundo vivo por cima da Terra... Queria tentar apagar esta imagem viva dentro de si. Esquecer! Como se esquecer fosse possível a qualquer Ente, se este faz exactamente parte da vida “presa”. Vida esta que vem resgatando continuamente o seu terreno, numa luta sem tréguas, desde o início da existência, da formação de tudo. Como pode o Ente apagar o pensamento, se ele não passa exactamente do pensamento? Mas, é para que o pensamento viva livre e eternamente, que ele continua a aprisionar dentro de qualquer matéria viva, a sua existência. Esquecer, seria aniquilar a sua própria existência e assim destruir o seu próprio mundo: a essência.

“Tenho medo de reviver a loucura que vivi. Tenho medo de tocar no meu pensamento vivo. Tenho medo de recordar! A dor de ver o que já passou e se extinguiu. O medo de relembrar... Ficou gravado em mim, o contraste repentino “desta” imagem da vida e do deflagrar há tanto tempo discutido, sábia ou ignorantemente por todos, de uma Guerra Nuclear.”

Neste momento ela continuava viva, mais viva do que nunca! Por isso mesmo, o seu pensamento vivia mais intensamente todo o passado vivente. Não mataria a lembrança que lhe doía. Seu pensamento sofria e continuava a mostrar-lhe o “momento”.

Não tinha havido talvez uns centimilionésimos de segundo entre o momento junto à praia e a terrífica destruição dessa mesma vida, com a reacção em cadeia de uma qualquer substância, que pode muito bem ter sido de Urânio ou Plutónio, e a explosão tão inesperada, tão incompreensível, que parecia que bocados de vida e de morte se haviam entre cruzado no espaço. O céu em fogo lembrava pinceladas de um qualquer pintor com as cores bem combinadas de todo o mundo desconhecido. Sobre ela continuavam a cair os estilhaços da morte na vida e os da vida na morte, projectados pelo impacto de um poder que desconhecia mas que teve tempo de observar quando muito lentamente, como se todos os seus sentidos tivessem sofrido uma mutação, se virou e olhou o horizonte. Ainda fumegava o célebre cogumelo, tal qual o tinha visto em inúmeras fontes de informação, que iam desde a informação visual até à informação escrita. Tudo era tão confuso, tão absurdo, que ficou parada como suspensa entre o espaço/tempo sem consciência da sua própria existência, a olhar 500 quilotons a libertar toda a sua energia no céu da Terra. O seu consciente recusava-se a aceitar o que o seu subconsciente absorvera no primeiro instante. O cérebro entorpecido impedia-a de agir racionalmente. Caminhou sem destino sob o mundo de fogo que a cobria e envolvia, até que suas mãos agindo a um qualquer comando interior começaram a agarrar desesperadamente os estilhaços que continuavam a cair, numa tentativa de limpar o ar e restituir-lhe o seu próprio espaço. Mas eram tantos os pedaços e tão estranhos, que suas mãos iam ficando macilentas de lhes pegar, fazendo-a sentir-se cada vez mais fatigada.

Desesperada, percorre o lugar seu que há um instante atrás era ali! E o pânico apodera-se de seu Ser, pois, não existia mais! E ela sozinha, não tinha conseguido atirar os estilhaços da morte, para o sítio de onde tinham surgido.

Arranha seu corpo e sua roupa, mas seus dedos resvalam trémulos por uma massa viscosa e peganhenta que a cobre, horrorizando-a. Ela existe ali, igual a si mesma, mas não estava lá! Tal qual a calmaria da praia deserta, que à instantes atrás fazia parte integrante dela mesma. Agitou seu corpo ao que pensou ser o vento, mas mesmo este ar não era o que conhecia, pois sentiu-o bater no corpo, atirando-a contra a dureza de um chão pejado de destroços. A vida tinha-lhe fugido e ela continuava viva. A incompreensão tomou posse de seu Ser, perante tão dura realidade.

Correu sem rumo certo (pelo menos pensa que correu) para junto das milhares de pernas que passavam perto dela. E no meio destes milhares de pernas de massa vivente que se moviam, numa corrida louca e desenfreada, via correrem as dela, numa corrida que parecia não ter fim, na busca de um caminho que já não existia. Mas sem caminho a seguir, para a levar de volta ao seu sítio, sentiu-se perdida. Vagueou nos destroços da morte... O tempo?!... Esse também tinha deixado de existir. A força que antes a mantinha de pé, tinha-a abandonado, fazendo-a correr lentamente sem destino certo, deixando para trás, o que havia mesmo em frente: desolação.

 

(continua...)

 

livro... dos "filhos do sol"

livros

publicado por lazulli às 18:48

Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

SintoMe: ... atenta ao avanço islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 12:11
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (3)


(... continuação)

 

A lei do Homem que come outro Homem, para a preservação desta nova raça, (meio homem, meio mutante) é o ser útil à sociedade presente. Lei esta que acaba por ser uma sequência da lei implantada na Terra desde os primórdios dos tempos. Assim sendo, a sociedade vigente, continuaria a ser até ao fim dos Tempos, (caso estes venham algum dia a existir) a continuidade das leis das sociedades anteriores, pois que em todas elas o poder dos mais fortes sobre os mais fracos, sempre foi a que o Homem adoptou na sua vida na Terra, de forma a poder subjugar os mais frágeis em prol dele mesmo. Isto, porque, na memória dos Homens, estava registado que um tal Deus deu a Terra ao Ser mais capaz, de forma a que este dela soubesse tirar proveito. Realmente, a criação deste Deus, bem que soube tirar proveito desta Terra que lhe foi dada por herança, consumindo-a até que dela não pudesse tirar mais nada, deixando-a completamente despida de vida. Mas este Senhor poderoso que é o Homem que Deus criou à sua imagem e semelhança, não se contentando em destruir o que o seu Deus lhe tinha dado para viver, começou por fim ou princípio, a consumir os filhos de Deus para seu próprio sustento. Embora que já desde o princípio da humanidade lhes tenha vindo a consumir a alma com falsas verdades, desviando-os assim dos seus verdadeiros fins.

 

 

 

Parece até ironia do destino. O Homem que Deus fez, ultrapassou o seu Criador. Dele, hoje não resta mais nada a não ser um “Ser”, que não é o Homem que Deus criou e colocou sobre a Terra, nem tão pouco o filho da Terra que lhe deu o corpo, pois que a esta, também este acaba de destruir, prescindindo dela para sobreviver, com a arrogância que sempre o susteve. A ambos, o Homem sempre soube retirar o que mais lhe aprouve e talvez quem sabe, tenhamos pela frente um novo Deus, surgido provavelmente de uma vingança para com os que o fizeram: A Terra e Deus. Neste momento, passámos a ter três Deuses neste mundo:

A Terra, Deus e o Homem.

Neste momento o Homem era mais um Deus do que um simples "mortal".

Não prescindia ele das leis essenciais à vida, das duas forças que o sustiveram durante milénios? Ele estava, até, pronto a desafíá-las.

Como será o futuro com o aparecimento desta nova espécie? Mary desejava não ter nunca que se defrontar com nenhuma destas três forças, pois às três conhecia bem. Não era também ela, um pouco de todas elas?

 


(continua...)

 

bem...

livros

publicado por lazulli às 10:37

Junho de 2007

SintoMe: saindo de cima para tentar impedir o que rasteja pelo mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 22:36
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Poemas aos Deuses (I)

 



Nem que um deus

Pequeno ou grande

Puro ou misturado

Livre ou disfarçado

Se prostrasse em frente a ti

Te tocasse o rosto

ao de leve

Te olhasse de frente

os olhos negros como a noite

com a sombra

a cobrir o buraco negro

dos pensamentos escondidos...


Nem que o pequeno deus

Te permitisse

Pegá-lo pela mão

e com ele

atravessasses a floresta

mágica invisível

ao olho humano...

tão deficiente sentido

Floresta não densa

mas misteriosa

Mistérios ocultos ao olhar

Não humano

Mas descrente

do que não pode e não sabe alcançar.


Nem que

O pequeno deus

Permitisse a partilha

e comer da tua própria boca

Nem que as gotas de vidro cristalizado

brotassem ininterruptas

de um deus

diante de ti...


Tu Homem

Não o reconhecerias

Não o sentirias

Não o perceberias

Porque os deuses para ti

São peças de um jogo primeiro

e esquecido

com objectivos concretos

a atingir

um jogo pérfido

indigno de deuses

Um jogo

meramente humano

querendo ser divino.


Assim como na eternidade

passada

Também tu Homem

Arrogas-te o direito

de dizeres que os conheces

Mas eu simples humana

Digo-te

olhando-te do baixo onde me situo

permanentemente

Digo-te que

Não os conheces

Não sabes quem são

os deuses que aqui estão.


Conheces deles

Os dogmas obscuros

que sobre si pesam

que foram dar à anterior civilização

que fez esta

onde te encontras.


Conheces

o conhecimento do homem

oportunista

Aquele que

com pequenos raios de luz

difusa

atravessou as redes de pescadores de sonhos

Conheces as lendas

que deles sobram.


Mas digo-te eu

do baixo onde permanentemente me situo

Não conheces a sua dor

nem o seu amor

Não conheces a sua tolerância

a sua persistência

A sua fé

no Homem

quase perdida

com a sua dor profunda

por existirem homens como tu

Únicos baluartes da verdade

exposta

Autênticos lutadores

para fazer ressurgir

a luz fosca do passado

Mas pouco ou nada guerreiros

da verdade e da justiça que caracterizam

Os deuses da antiguidade.


Não corras a praticar rituais

aos deuses

Corre a amá-los

se fores capaz

Corre em seu socorro

Porque

ao socorrê-los

É a ti homem

que estás a socorrer

Porque um dia

os deuses desistem

de tanta incompreensão

de tanta ignorância.

Sempre o deus pequeno

aceita o sacrifício

de te manter homem

a alma e o coração


Os deuses choram

eles choram

Os Deuses sentem

eles sentem

Os deuses

nunca desistem

do amor

essência divina

de onde surgiram.

Não desistem

das partículas

de si mesmos.


Escuta a voz

dos deuses

que aqui estão

e que te falam.

Se não és capaz

de os reconhecer

quando por ti se cruzam

és capaz pelo menos

de os ouvires

quando docemente

te querem poupar?!


Não sabes o que é o sofrimento

homem

Porque só conheces

o sofrimento humano.


(2007)

 


penso: vazia

 

tags:

publicado por lazulli às 17:41

Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

SintoMe: envolta num mundo de mentira e engano à raça humana

EscritoPorLazulli lazulli às 10:30
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Sempre Eterno

 

 

Há quanto tempo...

Foi há tanto... que pensei ter esquecido

Mas a verdade nunca me deixa só

E continuo a acordar, mesmo quando teimo dormir

Evitando assim

Lutas desgastantes com humanos ignorantes da verdade

Tentei em determinada altura, esquecer quem sou

Mas sempre algo ou alguém me relembra

E desperta de um sono profundo e eterno

O meu forçado esquecimento

Da minha essência, nem perdida ou esquecida

E, o ignaro pérfido ou bizarro me desperta

Para que não durma eternamente

Saberão eles o que fazem quando me despertam?!

Não me deixam dormir ou esquecer

Usam sempre uma nova arma

Para o meu não esquecimento

E, assim, aqui estou eu de novo

Olhando o interior de um mundo estranho e desconhecido

Sempre eterno

E, lá está o Tempo inimigo persistente

A marcar a presença daquela que depôs

Haverá acabar para o Nada?

Tento de novo dormir ou fico de novo acordada?

Dentro de mim a forçar quanta vez recalcada

Insiste em actuar a Força, pouco transformada

Eu “simples humana” preferia não ter que a defrontar

Mas os meios trazem à luz a força desconhecida

Que não quero usar

Castigando pela sua também ignorância de um mundo feito

Esperança... esperança... humana

Que um dia deporia

Ouviria o som do meu som, dizer uma palavra

Materializa-la e, piedosamente, depositá-la num Amor Maior

Que não me exigisse nada

A ternura eterna dos sentimentos pequenos.

Mas esse dia nunca chegou

Ninguém neste mundo realizado

Foi para mim suficiente

E, já não acredito

Porque este jogo, é grande, muito maior do que eu

Você seria... nunca acreditei... mas hoje será que me enganei?

Mas, nem tive tempo para começar

E já se entranhou o estranho entre nós

Mais um tempo adiado

Um cristal de luz doente

Continuará doente

Prisioneiro da luz que não quer para si, nem distribuir

Ínfima centelha invisível

Quantas vezes atravessas-te o ar

Desconhecida...

E depositaste claridade nos merecidos

e também nos ignaros

Retraíste-te, contraíste-te , tornando-te prisioneira

Do cristal enegrecido com pensamentos alheios

Poderosos seres

Continuarão a enegrecer-te

Se continuares a dormir.


(2003 maio )

 
publicado por lazulli às 12:09
Quinta-feira, 26 de Abril de 2007
SintoMe: ... apreensiva com a encruzilhada do mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 20:23
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Mulher

 
 
 
 


Mulher

Que acaricias meigamente o rosto de teus filhos

Que cobres tuas lágrimas com falsa indiferença

Que procuras ignorar teu sentido de mulher,

na ignorância que te é imposta pelo teu “irmão” homem.

Que com dores de parto

Dás ao mundo seres que um dia te desprezam, te caluniam, te humilham

e te fazem rastejar pela lama suja que “eles” criaram

e onde te obrigam a deitar

Que sofres nesse silêncio forçado

O teu grito oculto de tristeza infinita e sujeição.

Que acabas como que um escravo dos primeiros temos

pensando que nasceste para obedecer sem pensar

Te esquecendo que és tu que dás seres a toda a humanidade

Que fazes tudo pensando que não tens o direito de pensar

Pensa em ti Mulher

Começa pois a raciocinar

e dá-te o verdadeiro sentido do que realmente és

Um ser humano

Não és um animal indefeso

prisioneiro de quem teimosamente quer prevalecer sobre ti.

Pensa... Sente...

E verás que como o ser que quase na totalidade te ignora

A não ser para seus belos prazeres carnais.

Também tu Mulher

Foste feita da mesma maneira que eles

Nasces-te do mesmo modo que eles

E tens ainda o privilégio de dar a vida aos seres

Recorda... Não como algo insignificante

Porque não é!

As dores do parto

Teu doloroso sofrimento silencioso

através da longa data a que pensas estar sujeita

Que como eles, nasceste despida

e que como um ser humano

Enfim... peço-te, eu mulher jovem

que vejo já desde criança as injustiças que te impõem

que retomes o lugar a que pertences

Sem medo, sem receio

Quer o que é teu

Nunca é tarde

Que aos filhos que no teu ventre se formam

Lhes dês a igualdade justa

Não se formam eles dentro de ti, da mesma maneira?

Não ficam ambos o mesmo tempo e se alimentam de ti do mesmo modo?

Ambos não te fazem sofrer?

São iguais

Pensa e verás que tenho razão

Apesar de nunca ter passado por essa bela experiência

Que é ser, Mãe

Não dês liberdade total a um

roubando quase inconscientemente a liberdade do outro

Não queiras que tuas filhas sejam tão infelizes

quanto tu o foste.

Não é justo que digas amar aos dois

quando para um lhe dás o pleno direito de liberdade

e ao outro lha roubas, dizendo ser o seu dever

Nada é esse dever que te meteram na cabeça

Como uma qualquer disket é posta pelo homem num computador

Tua filha é um ser

que precisa de amor e não de sujeição

Não dês continuação a teu sofrimento no ser que crias

a tornando infeliz

Não tens o direito de lhe roubares tudo

Dando o que lhe pertence a outro

Deixa-a ser um ser humano

Tal como o teu filho

Ambos se alimentaram no teu ventre

E ambos nele se formaram

Pensa e medita e encontrarás a verdade que te escondem.

Mulher, ser Mulher é belo

Quando se é realmente Mulher.

E Mulher, não é um ser comandado

mas sim um ser sentido até ao profundo de seu ser

Um Ser Amado.



Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

penso: ... (do Livro De Poesia) "Vestígios Longínquos"

publicado por lazulli às 17:13

SintoMe: ... com medo do islão

EscritoPorLazulli lazulli às 22:48
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