CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros

Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
| comentar
Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Reabertura Da CasaDeCristal

 

A Última Batalha

 

 

 

 

 

SintoMe: Apreensiva com o que está a acontecer no Planeta

EscritoPorLazulli lazulli às 22:51
| comentar
Segunda-feira, 22 de Março de 2010

O Terceiro Ramo


ReligionSymbolAbr.PNG

 

 

Da estranha e frondosa Árvore, dois ramos floriram e secaram restando o terceiro ramo o combatido e oculto pela pujança das flores dos dois anteriores, que tinha sido o primeiro local onde tudo começara.


No entanto, estes dois, secos, estéreis, por falta de credibilidade da alma, pela promiscuidade assumida e mal disfarçada, deixam à vista desarmada aquele que cresceu lenta e persistentemente nas areias do deserto, antes vistoso. Quase intocável. Afinal, a larva protegida, lembrando memórias antigas do local onde pousou, multiplica-se pelo mundo, mais do que os dois anteriores que tiveram o seu tempo, o seu momento e o seu reinado, sobre os homens da Terra. É esse que a Árvore Mãe utilizará para que as suas raízes permaneçam por mais mil anos. Nem mais Roma nem Judeia é o tempo de Romeia . (romã)


Quem se chegará à sombra desta ramagem que desponta no inverno do mundo?! Todos! De um e de outro modo, todos confluirão para o centro para serem aceites pelo deus único. E, serão! Pior de tudo será a possibilidade do 4º Poder. A unificação dos três num. Mas mil anos passará, antes de isso acontecer, se até lá nada se quiser fazer. Todos aqueles que antes se abrigavam crédulos sob a sombra dos dois ramos dominantes, hoje secos, a precisarem de ser substituídos, abrigar-se-ão, sem pejo algum, nas ramagens que aí estão. Venderam-se ou fraquejaram um dia... voltarão a fazê-lo e lutarão sem grilhões de espécie alguma aparentemente longe das religiões e das políticas que albergam os três, em um. Como actuará ou sob o que actuará o terceiro ramo?! Sobre o que de mais sórdido tem a alma humana; a ambição da diferença, o poder dos escolhidos! - Mas não se estendia já a frondosa árvore e os seus tentáculos, ao mundo inteiro?!  - Não, totalmente. Apesar da infinidade de folhas, de variadíssimos tons, da frondosa, espalhadas em todas as direcções da alma carente de verdade, ainda existem muitos puros que não sabem que são puros e estão ao serviço da Árvore que tudo comanda na lei e na ordem, da desordem da alma. Mas a Árvore, sabe. Conhece-os! E, há-de persegui-los para sempre! Até os ter em si! daí... Estava predestinado que assim seria, caso falhassem os dois ramos anteriores. E, falharam. Chegou a vez do terceiro ramo. E o primeiro transforma-se no terceiro. Falta cumprir-se o desejo da Terceira PedraNegra. A única que pode ser vista enquanto as outras Duas continuam ocultas. Portanto não expandiram ainda o poder que delas emana, por estarem ocultas ao olhar humano. Daí ... o Perigo de um futuro 4º Poder. ... e a humanidade nunca mais será livre ... se não entender. Se não destruir as pedras negras, guardadas zelosamente nos três locais da Terra, onde fiéis se arrastam em torno do mal que os aprisiona e os faz manterse eternamente na Terra. Longe, muito longe da Sua Origem Cósmica. A única que é pertença de si mesmo.


Tem a ver com gente?! De que lado se situarão?! - Não propriamente. - A meu ver deviam ficar unicamente do seu próprio lado. Ser únicos! Manter a Essência que lhes habita o Ente. E só por ela lutar. Unicamente. ... longe das pedras negras guardadas a sete chaves nos redutos mais visíveis do mundo.


Quem combaterá o último e terceiro ramo?! - Ninguém! Porque todos estão por e com o mesmo. A mesma lei interminável de intolerância. De ódio. Destruição. De subjugação humana, onde o poder continuará concentrado, nos mesmos. Com outras cores. Com outras bandeiras. Mas com os mesmos dizeres. Recuam no tempo e a lei ortodoxa  volta de novo, a primeira lei instituída à chegada, como se nada tivesse sido feito, o tempo todo. Como se todas as batalhas tivessem sido inúteis ... tudo planeado ao mais ínfimo pormenor, para que o controle nunca lhes seja retirado.
(O Universo chora a sua perda eterna. A sua essência estilhaçada por todo o lado. Por cima, por baixo. Aos lados do que existe e não se vê.)


Porquê?! - Porque são quase todos da mesma cepa. Ou pretendem pertencer à mesma cepa. Por isso tudo aconteceu, acontece e vai continuar a acontecer no mundo. E o mal perdurará para Sempre. Eternamente. (talvez um dia ... a essência e a matéria se defrontem e aí ... um dos lados vencerá a Grande Batalha Cósmica que teve início na Junção de ambos, separando desse modo ... as águas que tudo consomem.)


Os combatentes e os combatidos, são diferentes?! NÃO! São todos o mesmo! São feitos de "duas "Matérias" Diferentes. Se bem que sirvam, praticamente, unicamente uma delas.


Uns ainda, tentando levar a água, tanto ao Primeiro como ao Segundo ramo, consoante os seus insignificantes interesses de domínio, perante quem os fez nascer. De exposição. Mas render-se-ão. Para tomarem para si uma vivência fácil e duradoira, na submissão. (desse modo alcançam a reles eternidade)


Então, quem sobra, para impedir a Nova Catástrofe dos mil anos seguintes?! - Os puros. Os leigos. Os nada. Os pagãos verdadeiros! Aqueles que nunca se abrigaram de baixo de nenhum dos ramos da Árvore posta no meio do Paraíso. (que não se abrigaram de modo algum e mantiveram a alma intacta longe dos ramos principais e das folhas que estão sempre deles a cair e... se espalham em todas as direcções. Difícil resistir. Difícil não tropeçarem nelas devido à sua enormidade. Mas... o Ente reclama consecutivamente a Própria Origem e... por entre a Dor da Consciência... doridos... se vão desviando. E... alguns conseguem não serem cobertos pelas ramagens, pelos ramos, pelas folhas e .. até pela Poderosa Árvore que a Todos Comanda.


São muitos esses?!

 

 

- Não sei! - 

 

 

(quem tem entendimento que entenda o que diz a pequena pessoa)

SintoMe: esclarecida na Terra sobre o antes, o depois e o agora

EscritoPorLazulli lazulli às 10:09
| comentar
Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Humanidade Escravizada (XXIV)

 

... continuação

 

 

Aqueles que dizem estar a praticar o bem, nesta luta que desencadearam contra o mal, mesmo no tempo da tão falada e amada democracia, imprescindível para a igualdade dos seres humanos entre si (como se isto fosse verdade), os democratas portugueses que entregaram o seu a seu dono, isto é, Angola, Moçambique e por aí fora, não aceitando continuar a matar e a morrer por um solo que verdadeiramente não nos pertencia, são capazes de perceber hoje em dia os povos que estão a ser frequentemente invadidos e humilhados por outros. Xanana Gusmão, hoje, herói timorense galardoado com o prémio Nobel da Paz, foi em tempos considerado terrorista pela Indonésia, que por acaso estava muito ligada aos Estados Unidos da América, mas este guerrilheiro/terrorista nunca baixou os braços desde a ocupação de Timor. Lutou toda uma vida para ver o seu país desocupado de invasores, que tão mal lhe fazia. E hoje, Timor, País independente, deve a este terrorista para uns, mas herói nacional para outros, a sua libertação definitiva do jugo dos carrascos. Os exemplos destes terroristas são tantos, que é difícil enumerá-los. Homens corajosos que não se vergam à humilhação e lutam pelos menos capazes, tentando a libertação dos seus irmãos e dos seus países. Mas parece que actualmente, terrorista é todo aquele que mata com bombas seres inocentes. Desculpem a minha insensibilidade, mas não vejo diferença entre uma bomba colocada num determinado local e uma bomba lançada de um avião. Ambas são mortais, devastadoras e matam inocentes. Se tiver que chamar terroristas a uns terei que chamar terroristas a outros. ­Parece que vivemos cercados de terrorismo. Tanto o terrorismo oficial como o terrorismo clandestino. E há ainda os intervenientes religiosos que nos seus palpites sempre tão piedosos, lá vão dizendo que é preciso acabar com o terrorismo. Gostaria que alguém, para esclarecimento pessoal, até para me poder defender de alguma inconveniência verbal usada inadvertidamente, me explicasse o que é isto de terrorismo. De contrário, não sei, se por desconhecimento (confesso) da lei actual desta Nova Ordem Mundial, ao escrever este livro, uma qualquer mente esclarecida, não poderá acusar-me de ser defensora deles ou, pior ainda, de sê-lo. Sei lá, já vi tanta coisa. Como hoje, com a maior das facilidades, se transforma o preto em branco e o branco em preto, não me surpreenderia. Pois bem, para quem não matou sequer uma mosca até aos dias de hoje, para quem entende que toda a humanidade armada oficialmente ou não, deveria depor as armas em sua posse, aos pés dos «encobertos» enganadores de povos; eu daria uma muito má terrorista ou defensora deles. Será que a palavra escrita mata?! Poderão acusar-me de tal?! Bem, se assim for, sou culpada de pensar, analisar e expressar o que penso desta barbárie toda que grassa por toda a Terra. Então, condenem-me mas, quer queiram quer não, não deixarei de pensar como penso e de continuar a procurar a verdade, esteja ela onde estiver.

É dura e difícil a procura da verdade, a que toda a gente sem excepção tem direito legítimo, mas esse dia irá chegar e a humanidade, depois de todas as armas destruídas, ressurgirá na busca da sua essência cósmica. Quantos mais souberem ler mais hipóteses teremos. Mas saber ler não chega, é preciso ler para saber. Eu sei que muitos de vós escrevem como legítimos pensadores de reformas e contra-reformas, mas os vossos livros retratam políticas e religiões que em nada tem a ver com a nossa verdadeira natureza divina.

O Universo é imenso de tal modo que a ninguém é permitido tão pouco imaginar o tamanho da sua grandeza. O que dentro dele existe é de tal modo variado e multifacetado que ninguém, por enquanto, tem capacidade de perceber como ele é de facto. Mas, se puser a imaginação a funcionar, talvez o céu estrelado que nossos olhos alcançam seja um imenso mar cheio de ilhas e continentes, todos interligados entre si, e era bom que, com este pensamento, os homens fossem ao descobrimento do espaço como o foram em tempos ao descobrimento do mar. Pelo menos a mesquinhez e a estupidez, com certeza, teriam tendência a acabar. É evidente que outras maldades se levantariam dentro dos homens, mas seriam maldades que poderiam servir um bem maior: o entendimento. Pois parecem animaizinhos sem inteligência; até os bichos os conseguem superar... podem não aprender nada, mas pelo menos mantêm-se como são desde sempre.

Queria muito que nas mentes do ser humano em geral se fizesse luz. É que não somos só nós que existimos neste «oceano». Vai haver um dia de junção de forças Universais e o combate entre a verdade e a mentira existirá a um outro nível e com outros meios. Chega de fazer os outros acreditar nos vossos escritos quando cada homem só por si é um livro.

 

 

continua...

democracia, ensaio, guerra, homem, livro, morte nação, terrorismo, vida

publicado por lazulli às 01:06
Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 09:13
| comentar
Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Humanidade Escravizada (XVII)

 


(continuação)

 

 

Mas contentemo-nos todos nós, mortais, porque estes privilegiados de Sua Senhoria-Deus também deambulam pela Terra e estão sujeitos às mesmas leis materiais que todos nós. Embora, curiosamente, de humanidade não tenham nada. Dão-se ao luxo de guiar a Humanidade para um precipício de dor e ignorância, porque dizem que a Humanidade é incapaz de se governar a si própria. Enfim, a Humanidade é burra. Então, o dito Senhor deu-nos divinizados espirituais e temporais para que, depois de sermos «filhos» de Deus, tenhamos que ser «filhos» da Igreja e dos políticos/governantes que nos mantêm com o mínimo indispensável, tanto material como espiritualmente.

Se a dura realidade nos diz que «todo» o homem deve trabalhar interminavelmente para garantir o seu sustento, ficamos praticamente privados de ­tempo e mesmo meios (apesar de recebermos um «salário justo» pelo trabalho que desenvolvemos) para nos dedicarmos a nós próprios e, assim, entendermos a razão fundamental da nossa existência. Além disso, como o trabalho é algo muito honrado e agrada bastante a Deus, não gostando este de parasitas e de malandros e sim de homens honestos e trabalhadores que trabalhem incansavelmente até ao fim dos seus dias, os adeptos deste Deus incrível estão sempre atentos a quem não seguir estas regras, que o Mundo tem há anos e anos sem conta, fazendo-os pagar sempre a sua falta a este cumprimento, com todo o tipo de represálias, de modo a que estes «marginais» saibam quem manda e o que acontece a quem não cumprir com o que o seu «Deus» estipulou para o Homem. Daí criarem uma infinidade de leis, canónicas e estatais, que tiram a coragem a quem ousa não seguir a lei da sobrevivência, com castigos atrozes que vão desde o aniquilamento da sua sobrevivência material até à sua ­destruição mental, fazendo-o, consecutivamente, construir tudo aquilo que será inevitavelmente destruído para voltar a ser construído . Esta é a Lei da vida que tanto apregoam como valiosa. Instável como o próprio ser humano, que mais parece um louco a correr à volta de uma casa, sem entender quando começou a corrida ou quando esta terminou ou deve terminar. E é desta vivência incompreensível e cheia de lamentos de toda esta Humanidade acorrentada que partem todos eles, mais ignorantes do que no dia em que deram o ­primeiro grito. É assim que nascem e morrem, sem puderem dizer chega! Vamos acabar com isto! Ou se vive ou não se vive! Vegetamos, isso sim, acatando leis sobre leis que se sobrepõem umas às outras e nos sufocam, acabando por nos tornar escravos de tudo e de nada e, até, de nós mesmos.

Mas o medo que têm do Deus deste mundo é tão grande que nunca se atreverão a pensar em voz alta e as dúvidas que povoam as suas mentes pensantes acerca deste seu suposto Deus, cheio de mistérios escuros e que ­deixa os Homens divagar livremente sobre si, indiferente às mentiras que inventam, continuam por esclarecer. Daí que nenhum deles seja capaz de responder que Deus é este de quem tanto falam, porque têm medo dele e, ainda, porque apontam o dedo inquisidor quando alguém se atreve a dizer que este famoso Deus não existe ou que, pelo menos, não é o Deus de toda a Humanidade, devido às diferenças enormes que existem entre os seres humanos. Esta ­ousadia e afronta às suas crenças, que tanto os escandaliza, fá-los mais filhos de Deus do que realmente são? Ou será unicamente medo o que têm, por ­desconhecerem tudo e não terem a certeza absoluta de quem são, de onde vieram e para onde irão, nesse seu final mais que predestinado por esse Deus completamente desconhecido de todos eles? A sua falta de conhecimento é tão grande que não conseguem discernir o Deus real do Deus irreal, nem tão pouco o que serão eles ou como serão de verdade. Daí ficarem ofendidos e crucificarem todos os livres pensadores, alcunhando-os de difamadores e perigosos, quando tomam a defesa de um Deus que dizem amar acima de todas as coisas. Embora, para bem da verdade, Ele vá passando quase que despercebido pelas suas vidas, não obstante a dedicação que lhe dedicam no seu dia a dia. Se não fosse terem necessidade dos seus favores, bem que Ele não seria recordado por nenhum deles. O amor que dedicam a este seu suposto pai limita-se a um peditório constante, para uma melhor vivência. Pedidos e súplicas desesperadas que ­ficam sempre por atender e que ecoam por toda a Terra sem terem quem as ouça. A indiferença do «seu» Deus às suas súplicas é de uma incompreensão tão grande que, quando os vejo, espalhados ao deus-dará pela Terra imensa, ­interrogo-me se realmente têm consciência de não passarem de marionetas movidas por fios invisíveis, ao sabor do querer, de uma força maior, que não podem ouvir, amar, contactar, derrotar... até porque nem sequer a conhecem e, pelos vistos, não estão interessados em conhecer. De qualquer modo, a Deus, também pouco importa se os Homens o amam ou não. Quer, sim, que o ­adorem, que cumpram a sua lei (que se é o que as religiões nos tentam impingir estamos mal, porque é a lei do diz e não faz). Isto é: – fala de amor e pratica o ódio e a indiferença pelos outros. O amor não é coisa que interesse muito a esse Deus, nem tão pouco a verdade; quer sim que o adorem acima de tudo. Gostaria de saber o que ganha ele com isso. Cá para mim, o ego dele e a sua megalomania é a maior do Universo. Mas não quero desviar o meu pensamento pequenino no meio de tanta grandeza. É que, como descendente do homem, passei a ser subalterna deste e, como tal, um ser inferior que teve o privilégio de sua ­senhoria Deus Pai de todos os homens (o que creio ser verdade) de ser dada, ofertada, ao meu irmão homem para que este criasse a civilização, na Terra que Deus lhe deu. Daí que o meu pensamento seja realmente pequenino no meio de todas estas superioridades, mas não tanto assim que me impeça de perceber que, como mulher, eu crio e dou a vida (claro que só depois do ataque dos espermatozóides masculinos aos indefesos óvulos femininos) e, assim, saber que o homem descende da mulher e nunca a mulher do homem, pois é dentro do ventre dela que se gera e se cria a vida. Mas este Deus mentiroso reclama para si e os seus homens os meus direitos da criação, alegando o absurdo de eu ter descendido do homem. Daí que, legitimamente, afirme que este Deus não é o meu e sim um Deus dos homens e não sei se não cumprirão estes realmente com os desígnios obscuros deste seu Senhor poderoso ao implantar leis que causam dor e sofrimento a toda a humanidade. Mesmo que me digam, e com bastante frequência, que é o Homem que provoca a fome e a dor a outros seres humanos e que Deus não tem nada a ver com isso, porque é que Ele não os impede? Porque será? Porque não quer, não pode, ou porque não é o seu Deus? Se o seu Deus pudesse impedir, mas quisesse e permitisse todo este império do mal que alastra pela Terra, era o Deus que esperam? Deviam pensar sobre isto. Quanto a mim, quero é que esse Deus de quem todos falam se lixe juntamente com os filhos dele, porque não venero ninguém que permite a desigualdade humana em todos os aspectos. E como não sou primata, pelo menos no conceito dos mortais, não receio o desconhecido, nem lhe presto homenagem, em vida ou na morte. E depois, não gosto de megalómanos que só querem ser adorados, já me chega os que existem cá em baixo (ou cá em cima...!). Se não houver um Deus como eu o entendo fico sozinha, pois mais vale só do que mal acompanhada.


(continua)

 

doente

 

publicado por lazulli às 16:01
"reeditado"
SintoMe: ... em busca dos enganadores de povos

EscritoPorLazulli lazulli às 01:16
| comentar

UmaEstranhaNumaTerraEstranha

VerNaCasaDeCristal

 

ImutáveisSãoAsPalavras

Janeiro 2018

Setembro 2017

Janeiro 2017

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Abril 2016

Março 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Junho 2013

Dezembro 2012

Outubro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Janeiro 2012

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Intemporal

... cega ...

AsMinhasFotos/Imagens

DireitosDeAutor

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. OsEscritosDesteBlogEstãoRegistadosNoIGAC Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. DireitosDeAutor É expressamente interdita a reprodução parcial ou integral de todos os escritos deste blog por qualquer processo, incluindo a fotocópia e a tradução e transmissão em formato digital. Exceptua-se a reprodução de pequenos excertos para efeitos de recensão crítica ou devidamente autorizada por escrito pela AUTORA do Blog CasaDeCristal, lazulli. Peço desculpa aos que me lêem por ter que ser assim e obrigada. lazulli - (inp) M.D.L.M.D.F.D.C.B.

TraduzirOBlog

Google-Translate-Chinese (Simplified) BETA Google-Translate-English to French Google-Translate-English to German Google-Translate-English to Italian Google-Translate-English to Japanese BETA Google-Translate-English to Korean BETA Google-Translate-English to Russian BETA Google-Translate-English to Spanish
Google Translation

NoPlaneta

PalavrasMinhas

SonsDaMinhaAlma

OsQuatroElementos


glitter-graphics.com

ARaçaHumanaÉAssim