CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros

Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
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EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
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EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

O Terceiro Ramo


ReligionSymbolAbr.PNG

 

 

Da estranha e frondosa Árvore, dois ramos floriram e secaram restando o terceiro ramo o combatido e oculto pela pujança das flores dos dois anteriores, que tinha sido o primeiro local onde tudo começara.


No entanto, estes dois, secos, estéreis, por falta de credibilidade da alma, pela promiscuidade assumida e mal disfarçada, deixam à vista desarmada aquele que cresceu lenta e persistentemente nas areias do deserto, antes vistoso. Quase intocável. Afinal, a larva protegida, lembrando memórias antigas do local onde pousou, multiplica-se pelo mundo, mais do que os dois anteriores que tiveram o seu tempo, o seu momento e o seu reinado, sobre os homens da Terra. É esse que a Árvore Mãe utilizará para que as suas raízes permaneçam por mais mil anos. Nem mais Roma nem Judeia é o tempo de Romeia . (romã)


Quem se chegará à sombra desta ramagem que desponta no inverno do mundo?! Todos! De um e de outro modo, todos confluirão para o centro para serem aceites pelo deus único. E, serão! Pior de tudo será a possibilidade do 4º Poder. A unificação dos três num. Mas mil anos passará, antes de isso acontecer, se até lá nada se quiser fazer. Todos aqueles que antes se abrigavam crédulos sob a sombra dos dois ramos dominantes, hoje secos, a precisarem de ser substituídos, abrigar-se-ão, sem pejo algum, nas ramagens que aí estão. Venderam-se ou fraquejaram um dia... voltarão a fazê-lo e lutarão sem grilhões de espécie alguma aparentemente longe das religiões e das políticas que albergam os três, em um. Como actuará ou sob o que actuará o terceiro ramo?! Sobre o que de mais sórdido tem a alma humana; a ambição da diferença, o poder dos escolhidos! - Mas não se estendia já a frondosa árvore e os seus tentáculos, ao mundo inteiro?!  - Não, totalmente. Apesar da infinidade de folhas, de variadíssimos tons, da frondosa, espalhadas em todas as direcções da alma carente de verdade, ainda existem muitos puros que não sabem que são puros e estão ao serviço da Árvore que tudo comanda na lei e na ordem, da desordem da alma. Mas a Árvore, sabe. Conhece-os! E, há-de persegui-los para sempre! Até os ter em si! daí... Estava predestinado que assim seria, caso falhassem os dois ramos anteriores. E, falharam. Chegou a vez do terceiro ramo. E o primeiro transforma-se no terceiro. Falta cumprir-se o desejo da Terceira PedraNegra. A única que pode ser vista enquanto as outras Duas continuam ocultas. Portanto não expandiram ainda o poder que delas emana, por estarem ocultas ao olhar humano. Daí ... o Perigo de um futuro 4º Poder. ... e a humanidade nunca mais será livre ... se não entender. Se não destruir as pedras negras, guardadas zelosamente nos três locais da Terra, onde fiéis se arrastam em torno do mal que os aprisiona e os faz manterse eternamente na Terra. Longe, muito longe da Sua Origem Cósmica. A única que é pertença de si mesmo.


Tem a ver com gente?! De que lado se situarão?! - Não propriamente. - A meu ver deviam ficar unicamente do seu próprio lado. Ser únicos! Manter a Essência que lhes habita o Ente. E só por ela lutar. Unicamente. ... longe das pedras negras guardadas a sete chaves nos redutos mais visíveis do mundo.


Quem combaterá o último e terceiro ramo?! - Ninguém! Porque todos estão por e com o mesmo. A mesma lei interminável de intolerância. De ódio. Destruição. De subjugação humana, onde o poder continuará concentrado, nos mesmos. Com outras cores. Com outras bandeiras. Mas com os mesmos dizeres. Recuam no tempo e a lei ortodoxa  volta de novo, a primeira lei instituída à chegada, como se nada tivesse sido feito, o tempo todo. Como se todas as batalhas tivessem sido inúteis ... tudo planeado ao mais ínfimo pormenor, para que o controle nunca lhes seja retirado.
(O Universo chora a sua perda eterna. A sua essência estilhaçada por todo o lado. Por cima, por baixo. Aos lados do que existe e não se vê.)


Porquê?! - Porque são quase todos da mesma cepa. Ou pretendem pertencer à mesma cepa. Por isso tudo aconteceu, acontece e vai continuar a acontecer no mundo. E o mal perdurará para Sempre. Eternamente. (talvez um dia ... a essência e a matéria se defrontem e aí ... um dos lados vencerá a Grande Batalha Cósmica que teve início na Junção de ambos, separando desse modo ... as águas que tudo consomem.)


Os combatentes e os combatidos, são diferentes?! NÃO! São todos o mesmo! São feitos de "duas "Matérias" Diferentes. Se bem que sirvam, praticamente, unicamente uma delas.


Uns ainda, tentando levar a água, tanto ao Primeiro como ao Segundo ramo, consoante os seus insignificantes interesses de domínio, perante quem os fez nascer. De exposição. Mas render-se-ão. Para tomarem para si uma vivência fácil e duradoira, na submissão. (desse modo alcançam a reles eternidade)


Então, quem sobra, para impedir a Nova Catástrofe dos mil anos seguintes?! - Os puros. Os leigos. Os nada. Os pagãos verdadeiros! Aqueles que nunca se abrigaram de baixo de nenhum dos ramos da Árvore posta no meio do Paraíso. (que não se abrigaram de modo algum e mantiveram a alma intacta longe dos ramos principais e das folhas que estão sempre deles a cair e... se espalham em todas as direcções. Difícil resistir. Difícil não tropeçarem nelas devido à sua enormidade. Mas... o Ente reclama consecutivamente a Própria Origem e... por entre a Dor da Consciência... doridos... se vão desviando. E... alguns conseguem não serem cobertos pelas ramagens, pelos ramos, pelas folhas e .. até pela Poderosa Árvore que a Todos Comanda.


São muitos esses?!

 

 

- Não sei! - 

 

 

(quem tem entendimento que entenda o que diz a pequena pessoa)

SintoMe: esclarecida na Terra sobre o antes, o depois e o agora

EscritoPorLazulli lazulli às 10:09
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Utilização Indevida de Textos da CasaDeCristal

O Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra, tem publicado um Poema da CasaDeCristal e de minha autoria, em duas páginas, onde numa delas é utilizado o poema como "Chamariz" para um convite de algo que não percebi. - portanto publicidade.

 

Dei conta desta ocorrência acidentalmente e fiquei bastante perturbada. Indignada. Enfim, completamente irritada com o Abuso dos Direitos Autorais.

 

Não concebo a ideia ou aceito que seja quem for utilize o que não lhe pertença e ainda por cima não exemplificando bem que o que utilizou não é de sua autoria e sim da autoria de outra pessoa.

 

Tomei já algumas medidas. Mas, mesmo assim, para que tal não volte a acontecer, achei por bem escrever um AVISO mais claro a quem pertender Usurpar os meus escritos.

 

Só peço perdão às pessoas de Boa Índole, pela minha "agressividade" perante este facto ou nova descoberta. Mas, evidentemente não é para essas que estou a escrever isto. E, sim para quem circula por aí à cata de ALGO que os torne credíveis.

 

Infelizmente vivemos num mundo onde muita gente se faz passar pelos outros. Muita gente sem escrúpulos de espécie alguma. Normalmente apresentam uma faceta de "beleza" com imagens ou escritos, que não correspondem à sua própria pessoa. Usando e abusando da Boa Fé dos outros ou daqueles que realmente falam com alma.

 

 

Incapacitados de o fazer e para tentar chamar sobre si mesmos o maior número de atenções, evidentemente, que se vão valendo com o que vão encontrando, que lhes pode possibilitar apresentar uma "alma" que realmente não têm.

 

E aqui os lezados, são sempre aqueles desprevenidos que têm algo que atrai a cobiça de um mau carácter.

 

Como se não existisse lei (e se calhar até têm razão) vão surripiando habilidosamente aquilo que não lhes pertence.

 

A net é propícia a isso. Já tinha ouvido falar. Parece que chegou a minha vez de sentir esta impotência e este amargo de alma. Acho que estou com raiva. Raiva pelo Descaramento. Pela ousadia. Pela Despudor.

 

Não. Não sou, jamais fui egoista. Tudo o que tenho Dou. Na vida sempre foi assim. E, não deixarei de ser. Dou-me gratuitamente. Muito de mim. Tudo até. É uma verdade a que nunca consegui fugir. Uma Natureza própria. Podem até roubar-me, que eu nada farei ou sentirei.

 

Mas... quando toca em mexerem indevidamente nas minhas palavras, aí... eu não respondo por mim. É mágoa a mais o que me fazem sentir. E por muitas razões que não vou poder explicar. Mas, os que têm acompanhado a sério a CasaDeCristal, com certeza entenderão o que sinto neste momento.

 

Mas, resumo numa palavra simples: O que eu escrevo, para mim é SAGRADO. Tão Sagrado, que eu não concebo que seja utilizado para outros fins.

 

Não quero os meus textos fora desta Casa. Não quero!

 

Expus o meu sentir. A minha Alma. Muita coisa aos olhos de quem quis. Fi-lo de livre e espomtanea vontade. Fi-lo até por AMOR. E, muito me custou manter a CasaDeCristal. Fazê-la sobreviver. - Mas não foi para virem aqui, como se a CasaDeCristal, fosse terra de ninguém e pegássem, assim sem mais nem menos. Não! Isto tem um rosto. Uma pessoa. Um ser humano. Não é VIRTUAL! Eu existo! E a CasaDeCristal existe porque eu existo. Porque se não existisse, a CasaDeCristal não existiria. Portanto desengane-se quem julga que isto é terra-de-ninguém.

 

Foi uma luta muito dificil. "afastei-me" temporariamente de uma ou duas pessoas, que sem o saberem ainda, foram responsáveis por eu ainda aqui estar. Por elas e pelo seu carinho e dedicação a mim, completamente desinteressada, a CasaDeCristal está viva.

(por falar não me esqueci - lembro todos os dias das duas pessoas que em muito contribuiram para eu regressar a mim. Z e A) falarei com vocês na altura certa. Obrigada por tudo.

 

Agora que eu tentava escrever. Tentava reaprender a escrever e mantinha a CasaDeCristal neste impasse. ... Eis que a Surpresa mais Desagradável que tive, surge-me perante os olhos, no Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra.

 

Estou revoltade. Nem consegui dormir direito. Inscrevi-me. Denunciei junto das pessoas competentes o Blog. Enviei mails. Mas para mim não chega para me acalmar.

 

Eu quero o que é meu devolta. Quero os meus escritos de volta ao seu habitat natural. É daqui que eles são. É aqui que eles pertencem.

 

Fora do seu contexto. Fora da sua casa. Perdem a Vida que tranportam. Por isso eu os quero aqui.

 

Tanto é, que, num comentário inocente, no dito blog as minhas palavras foram completamente perdidas do seu verdadeiro valor.

 

Por outro lado, apesar do link numa das páginas, porque numa outra, a da publicidade, nem link tem, isso não esclarece devidamente quem ler. Tanto não esclarece que o comentário inocente de uma comentadora, assim o demonstra.

 

Não chega o link para deixar claro que aquele texto não é da Dona desse Blog. Muito pelo contrário. Facilmente qualquer um pode eventualmente pensar que a Dona de um Blog é a Dona do outro Blog.

 

Sinto-me duplamente atingida. Eu não quero e não gosto de me passar pelos outros. E não o faço. Mas também não quero que os outros se façam passar por mim. Não o vou permitir.

 

Só espero que este incidente seja isolado. Acidental e único.

 

Daí escrever isto tudo.

 

Cedi em tempos um Poema meu a um Blog. A sua Autora (correctissima) veio aqui pedir-me. Apesar de ter muito zelo pelos meus escritos, sedi-lho de Boa Vontade. Aindfa hoje está no seu Blog.

 

Mas eis aqui a diferença entre uma pessoa séria e uma pessoa nada séria.

 

A pessoa que me pediu autorização que eu concedi, além de cumprir com as Regras dos Direitos Autorais, devidamente expresos do lado direito da CasaDeCristal, Pedindo-me autorização para o fazer, ainda no seu blog, cla<ramente, além do link que direcciona para aqui, diz quem é a autora do Poema: lazulli.

 

Pois esta senhora, não cumpriu com as Regras dos Direitos Autorais, pois não só não me informou como ignorou os Direitos aqui escritos e usou o que escrevo, permitindo largas à imaginação de quem quisesse ou inocentemente me viesse a confundir com ela.

 

Eu sou inconfundivel. Todos nós quando somos nós mesmos somos inconfundíveis.

 

Apesar do grande erro que comete, não assina-la devidamente a diferença. Com excesso de confiança do seu acto, num outro post o da publicidade, para levar as pessoas a um encontro qualquer, nem link, nem nada. fica logo a cima do convite em letra miuda. (até parecia as letras dos contratos de seguros.

 

Pois bem, perante tudo isto, o meu primeiro uimpulso era o de vir ocultar a CasaDecristal aos olhos de todos. Depois, ouvi alguém e... talvez não. Não é deste modo que combatemos os maus carácteres do mundo.

 

Daí estar a escrever tudo isto. Eu ... ainda não sei bem. Mas... quita não vou ficar. De modo algum.

 

Para terminar (se alguém teve paciência de ler toda a minha revolta e desabafo, quero Informar que a grande parte da CasaDeCristal além de estar protegida pelas regras da web (só espero que elas funcionem) vamos ver: Também está protegida pos Direitos Autorais Na IGAC - O Pequeno Poema que foi retirado daqui faz parte de um livro "Vestígios Longínquos" Registado na Sociedade - Do conhecimento que tenho, estarão protegidos os escritos durante 70 Anos. - não podem ser utilizados por ninguém a não ser que eu autoriza a sua Publicação.

 

Ora neste caso não Autorizei nem tão pouco fui informada (agora só espero que a senhora, além de pedir desculpa (se não teve más intenções) retire os meus textos do seu blog.

 

 

Finalizando:

 

Toda e qualquer pessoa que por qualquer razão quiser utilizar o que eu escrevo, deve ter em atenção os Avisos do Blog CasaDeCristal sobre Direiktos Autorais. Se for muito importante para ela, agradeço muito que me contacte antes de tomar este tipo de iniciativa. Não sou tenhosa. Sei ser compreensiva. Mas, tudo de um modo correcto

 

Obrigada a Todos quanto leram

Aceito sobre este assunto qualquer ajuda ou Esclarecimento, que me queiram ou possam dar.

 

Despeço-me ... triste

 

 

(Ao terminar esta explicação/desabafo, recebi a resposta da Administração daquele serviço. E, respiro de alivio neste instante. Foram Rápidos e eficientes. Enviei-lhes o que me pediram e aguardo agora a resolução deste desagradável incidente. Que estou certa, com base no que me escreveram que irão resolver o problema. Sinto-me grata e confiante. E agradeço à séria Administração daquele servilço. Afinal, a NET tem Regras. Afinal a Net tem leis) nem tudo está perdido.)

 

Só voltarei a falar do assunto para agradecer (assim o espero) è Informar da Resolução do problema. Fico melhor.

 

O meu Obrigada, a Todos

 

lazulli

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:35
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Humanidade Escravizada (XXXIII)




Muitas e muitas vezes criticamos vil e ferozmente um outro ser que sofre como nós as agruras da vida. Como temos sido idiotas e imbecis. Transformaram-nos em monstros e nós deixamos, comparticipamos e partilhamos, somos realmente o que eles dizem, povo, leigos, incapazes de nos gerir sozinhos. Mas os que nos gerem e que fazem as leis morais e materiais, que dizem que nós temos que cumprir, são melhores que nós? É que, neste seu mundo perfeito, cheio de agonia e prisão, com as suas leis feitas para carrascos e não para o verdadeiro homem - que é aquele que sente e ama -, foram muitos os massacres que fizeram e continuam a fazer ao longo de todos estes anos de História obscura, onde tudo se perde e à qual muito poucos têm acesso. E os privilegiados que detêm este Poder entre mãos, continuam a fazer deste emaranhado de mentiras históricas um nevoeiro impenetrável para quem ainda pretende que se rompa as trevas e se faça luz de verdade sobre a humanidade. Mas o Plano, ou melhor, o Grande Plano, é mesmo grande e todas as portas estão fechadas ao entendimento. Mas não estão fechadas por suposta intervenção divina e sim por mortais comuns que querem deixar de sê-lo. Pelo menos enquanto por aqui conseguirem andar. Assim, o conhecimento continuará a ser pertença de meia dúzia, que continuará a comandar os destinos da humanidade e nenhuma força cósmica terá poder para desfazer o que já está feito e continua a ser tecido em antros secretos do conhecimento. E o conhecimento continuará a servir o que nunca deveria ter servido: O Poder. Abriram-se as portas da verdade, mas só lá entrou quem pôde não por direito universal, mas por direito galáctico ou terráqueo. Quem são estes senhores da Terra e dos homens que ousam mentir tornando este mundo no seu mundo, que fazem leis que todos temos que cumprir, gostemos ou não gostemos delas e nos impedem de sermos nós próprios? Aparentemente, foram feitos do mesmo material biológico que nós. A sua origem na Terra também parece ser a mesma mas, os seus actos são inumanos e irracionais. Indiferentes em relação ao seu semelhante, faz pensar se sob esta capa de aparentes mortais não se esconderá uma outra raça (e até talvez de um outro mundo) que possa estar entre nós desde há pouco ou muito tempo ou talvez mesmo, desde sempre. Cruzámo-nos com eles diariamente e vemo-los Senhores do Mundo, com pactos intermináveis de Poder, para manter secreto o que nunca deveria ter sido: A Origem e o Destino do Homem. E eu continuo a investigar pobremente a verdade, sem tempo e meios para a fazer aparecer. Como provar tudo isto? Como mostrar claramente a verdade? E quem estaria interessado em saber quem são, de onde vieram aqueles que nos escravizam e há quanto tempo estão eles entre nós? É irrelevante para eles o que eu sei, o que eu penso e o que eu sinto. Eles sabem que não é de modo algum suficiente para pôr os outros a pensar e a procurar. Por isso o seu Plano, comigo, nunca estará em perigo. Embora ainda queira acreditar que a verdade é una e única, por enquanto a única verdade de que tenho a certeza é que tudo isto é uma grande mentira. Uma mentira tão grande quanto o mundo.

 

 

SintoMe: na Força Da Natureza

EscritoPorLazulli lazulli às 10:19
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Humanidade Escravizada (XXVII)

 

XXVII

 

 
 
 
 

Parece-me a mim e só a mim, que, há mais ou menos mil anos atrás, as cruzadas nasceram para combater os hereges espalhados por toda a Europa e quase que em simultâneo as suas fogueiras para queimar vivo quem não aderisse às suas crenças judaico/romanas. Durante este período conturbado de horror, onde a espécie humana foi tratada com impiedade por algozes representantes da nova lei cristã que se viria a implantar pela força até aos nossos dias, também se roubavam terras, reinos e bens. Os templários (cruzados reformados) depois de ajudarem à implantação do cristianismo judaico/romano e à criação de novos reinos, tornaram-se incómodos para o poder papal e real indo acabar torturados, perseguidos e queimados nas fogueiras acesas por uma Europa inteira, acusados de heresia assim como o tinham sido os cátaros. Inexplicavelmente, depois de extinta, a Ordem do Templo parece ter continuado a existir ocultada por outros nomes e noutros reinos que continuaram a utilizá-la, se não no seu braço armado poderosíssimo, pelo menos nos conhecimentos que tinham. Curioso é que, ao mesmo tempo que decorriam as suas detenções com base em inúmeras acusações de heresia, uma das quais o facto de terem negado Cristo, morriam muitos templários nas prisões muçulmanas por não renegarem a fé cristã, apesar de no Ocidente serem acusados de ser islamitas disfarçados. Há algo muito mal esclarecido sobre estes senhores de mantos brancos assinalados com uma cruz vermelha. Até parece que para andarmos perdidos em conjecturas constantes e nunca conseguirmos ver, de facto, o que aconteceu nesse tempo, lhes tenham atribuído o ideal Cátaro, tornando confuso qual teria sido de facto o seu papel. O certo, mesmo, é que os cátaros desapareceram, mas os templários não. Quem não chegou a provar as hediondas fogueiras da Igreja Romana, foram os muçulmanos (infiéis) com os quais combatíamos. Vá-se lá entender isto! Não sendo cristãos, é deveras curioso, que só os tenham expulsado dos territórios que ocupavam, pelo menos na Península Ibérica, e não os tenham convertido, também pela força, ao seu sagrado cristianismo. Quando a Inquisição existiu para converter ou exterminar todo o não cristão, não se compreende porque é que os muçulmanos, não foram convertidos ou queimados vivos. Se não se obrigava os infiéis (não crentes em Deus) a ser católicos, a quem afinal se obrigava a ser católicos, na Europa, por essa altura?! Os fiéis (crentes em Deus/Deuses)? Ah! Igreja Romana, quanto escondes dos teus crimes. Com o pretexto que os Cátaros, eram inimigos de Deus, quando de facto eram inimigos da tua mentira descomunal, fizeste-os arder vivos nas tuas fogueiras acesas por toda a Europa, para te poder iluminar um mundo tão escuro que tu mesma criaste. Quando eu era pequena (ainda amante das tuas mentiras), confundindo o meu amor eterno com o Cristo que inventaste, fui instruída na tua catequese (que frequentei com ardor e convicção) que a oração “Pai Nosso” era a única oração que Cristo tinha deixado. Hoje sei ser isto mentira. Mais uma entre tantas e tantas outras. Esta oração, dita por Cristo ou não, é a oração dos cátaros. O seu Pater. O Pater cátaro:

 
 
 

 

 
 
 

“Pai Nosso que estais no céu, teu nome seja santificado. Venha a nós o vosso reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no Céu. O pão super substancial nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis sucumbir à tentação; mas livra-nos do Mal. Pois a ti pertencem o reino, o poder e a glória, por todos os séculos.”

 
 
 

 

 
 
 

Claro que o facto de se substituir o termo super substancial ” por “quotidiano” continuará a não ter resposta de espécie alguma por parte dos tão sábios teólogos que pairam por todo o mundo. A fé continuará a ser mais do que suficiente para se ser salvo. E é isto que todos pretendem: ser salvos! Mas ser salvos de quê e de quem? E depois, quem precisa ser salvo? Só se for de todos vós, e não é com certeza com essa fé cega a que nos sujeitaram ao longo dos tempos, dizendo-nos que não precisávamos de pensar, que não tínhamos sido feitos para isso e sim para acatar sem ver, sem saber. Deverias ter dito assim: se pensares sabereis que nós vos mentimos descaradamente para poder manter o nosso nível de vida. O raciocínio que vos foi dado não foi para ser usado, mas sim para ser recalcado. Não foi o raciocínio dado a todos os filhos de Deus? Se Deus não queria que este fosse usado, porque dotou o Homem com o mesmo? Porque o reino dos céus será dos humilhados e dos oprimidos. Dá para pensar porque é que será que toda a casta sacerdotal de todos os tipos de religiões e as políticas poderosas que acompanham estas mesmas religiões por todo o mundo não temem este augúrio de Deus, não trocando a sua riqueza pela pobreza. Não se deixam humilhar e oprimir. Muito pelo contrário. Continuam a humilhar e a oprimir todos aqueles que não aderem aos seus costumes. Eu sei que todos eles dizem viver para os outros e até fazer voto de pobreza, castidade, obediência, etc. Mas que grande hipocrisia, não é assim que eles vivem! Não temem a penalização dos infernos com que atemorizam toda a gente. O inferno parece não ter sido feito para todos eles e sim para todos aqueles que não os escutarem. “Olhai para o que eu digo, não olheis para o que eu faço”. Como são espertos estes donos do mundo, fazedores de leis e de religiões! Nos “seus” livros, base das religiões vigentes (um dos quais a Bíblia dos Ocidentais, e digo dos Ocidentais - embora que estes, já numa fase avançada do esquecimento voluntário ou forçado, das perdas das suas próprias raízes religiosas, que existiam, muito antes de aqui ter chegado o cristianismo, este sim, vindo do outro lado do mundo, precisamente, o do mundo, que supostamente combatíamos - pois, foram eles, que depois de aderirem a essa Nova Vaga Religiosa, trazida do Oriente e nunca nascida no Ocidente, se intitularam possuidores da religião verdadeira, embora eu continue sem entender a sua necessidade na vida dos seres humanos), a religião existiu e existe, para que o Homem passe de mau a bom. Mas não foi isto que aconteceu, muito pelo contrário. O Homem parece continuar no caminho da bestialidade, ultrapassando até nas suas atitudes qualquer besta existente, começando até por dar lugar à verdadeira besta; e as tão faladas bestas lá continuam iguais a si próprias, preocupando-se em manter a sua espécie de um modo muito mais sadio e agradável. Se foi para que o Homem fosse mais capaz de entender a vida que o cerca, cada vez está mais longe de a entender. Se é porque foi e é necessário acreditar em Deus, eu pergunto-me porquê e para quê, pois continuo a ver que todos os religiosos assumidos acreditam essencialmente é neles próprios, usando a religião como uma forma de poder espiritual sobre um outro, de modo a que este outro sirva sem se questionar qualquer tipo de Poder. O que eu vejo de utilidade nas religiões é pôr o ser humano mais estúpido e mais incapaz. As religiões sempre deram a uns Poder e a outros Submissão. Não têm servido para mais do que isto. Para o Homem se encontrar de verdade nunca serviu ela, pois já lá vão tantos e tantos anos em que as religiões existem e ainda o Homem não se encontrou de modo algum e, pelo andar das coisas, não se vai encontrar nunca. Só os bichos precisam de religião para se saberem comportar como gente, mas quem é verdadeiramente gente não precisa da religião para nada porque nasceu com ela. E se quer ter uma religião que tenha a sua, agindo sempre com a verdade do seu interior. Deste modo, não será tratado pelos religiosos como idiota e incapaz, como o tem vindo a ser até aos dias de hoje. Tratados como autênticos atrasados mentais que precisam de crer em todos aqueles que por “direito” especial concedido por este Deus estão capazes de governar todos os outros. Segundo a religião, como ser divino que é, o Homem devia ter capacidade para se governar a si próprio. Mas, para que isso nunca viesse a acontecer, foi necessário castrar-lhe o pensamento. De contrário, poderia vir a saber tanto quanto eles e, assim, todos estes pretensos iniciados ficariam sem os seus privilégios de governar toda uma Humanidade, criando Estados e Sociedades convenientes a si próprios, que lhes garantiria ao longo de todos os tempos um bem estar sem limites.

 


ensaio, homem, livros, portugal, religião

publicado por lazulli às 11:47
Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 15:53
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 O que é?
Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Humanidade Escravizada (XVII)

 


(continuação)

 

 

Mas contentemo-nos todos nós, mortais, porque estes privilegiados de Sua Senhoria-Deus também deambulam pela Terra e estão sujeitos às mesmas leis materiais que todos nós. Embora, curiosamente, de humanidade não tenham nada. Dão-se ao luxo de guiar a Humanidade para um precipício de dor e ignorância, porque dizem que a Humanidade é incapaz de se governar a si própria. Enfim, a Humanidade é burra. Então, o dito Senhor deu-nos divinizados espirituais e temporais para que, depois de sermos «filhos» de Deus, tenhamos que ser «filhos» da Igreja e dos políticos/governantes que nos mantêm com o mínimo indispensável, tanto material como espiritualmente.

Se a dura realidade nos diz que «todo» o homem deve trabalhar interminavelmente para garantir o seu sustento, ficamos praticamente privados de ­tempo e mesmo meios (apesar de recebermos um «salário justo» pelo trabalho que desenvolvemos) para nos dedicarmos a nós próprios e, assim, entendermos a razão fundamental da nossa existência. Além disso, como o trabalho é algo muito honrado e agrada bastante a Deus, não gostando este de parasitas e de malandros e sim de homens honestos e trabalhadores que trabalhem incansavelmente até ao fim dos seus dias, os adeptos deste Deus incrível estão sempre atentos a quem não seguir estas regras, que o Mundo tem há anos e anos sem conta, fazendo-os pagar sempre a sua falta a este cumprimento, com todo o tipo de represálias, de modo a que estes «marginais» saibam quem manda e o que acontece a quem não cumprir com o que o seu «Deus» estipulou para o Homem. Daí criarem uma infinidade de leis, canónicas e estatais, que tiram a coragem a quem ousa não seguir a lei da sobrevivência, com castigos atrozes que vão desde o aniquilamento da sua sobrevivência material até à sua ­destruição mental, fazendo-o, consecutivamente, construir tudo aquilo que será inevitavelmente destruído para voltar a ser construído . Esta é a Lei da vida que tanto apregoam como valiosa. Instável como o próprio ser humano, que mais parece um louco a correr à volta de uma casa, sem entender quando começou a corrida ou quando esta terminou ou deve terminar. E é desta vivência incompreensível e cheia de lamentos de toda esta Humanidade acorrentada que partem todos eles, mais ignorantes do que no dia em que deram o ­primeiro grito. É assim que nascem e morrem, sem puderem dizer chega! Vamos acabar com isto! Ou se vive ou não se vive! Vegetamos, isso sim, acatando leis sobre leis que se sobrepõem umas às outras e nos sufocam, acabando por nos tornar escravos de tudo e de nada e, até, de nós mesmos.

Mas o medo que têm do Deus deste mundo é tão grande que nunca se atreverão a pensar em voz alta e as dúvidas que povoam as suas mentes pensantes acerca deste seu suposto Deus, cheio de mistérios escuros e que ­deixa os Homens divagar livremente sobre si, indiferente às mentiras que inventam, continuam por esclarecer. Daí que nenhum deles seja capaz de responder que Deus é este de quem tanto falam, porque têm medo dele e, ainda, porque apontam o dedo inquisidor quando alguém se atreve a dizer que este famoso Deus não existe ou que, pelo menos, não é o Deus de toda a Humanidade, devido às diferenças enormes que existem entre os seres humanos. Esta ­ousadia e afronta às suas crenças, que tanto os escandaliza, fá-los mais filhos de Deus do que realmente são? Ou será unicamente medo o que têm, por ­desconhecerem tudo e não terem a certeza absoluta de quem são, de onde vieram e para onde irão, nesse seu final mais que predestinado por esse Deus completamente desconhecido de todos eles? A sua falta de conhecimento é tão grande que não conseguem discernir o Deus real do Deus irreal, nem tão pouco o que serão eles ou como serão de verdade. Daí ficarem ofendidos e crucificarem todos os livres pensadores, alcunhando-os de difamadores e perigosos, quando tomam a defesa de um Deus que dizem amar acima de todas as coisas. Embora, para bem da verdade, Ele vá passando quase que despercebido pelas suas vidas, não obstante a dedicação que lhe dedicam no seu dia a dia. Se não fosse terem necessidade dos seus favores, bem que Ele não seria recordado por nenhum deles. O amor que dedicam a este seu suposto pai limita-se a um peditório constante, para uma melhor vivência. Pedidos e súplicas desesperadas que ­ficam sempre por atender e que ecoam por toda a Terra sem terem quem as ouça. A indiferença do «seu» Deus às suas súplicas é de uma incompreensão tão grande que, quando os vejo, espalhados ao deus-dará pela Terra imensa, ­interrogo-me se realmente têm consciência de não passarem de marionetas movidas por fios invisíveis, ao sabor do querer, de uma força maior, que não podem ouvir, amar, contactar, derrotar... até porque nem sequer a conhecem e, pelos vistos, não estão interessados em conhecer. De qualquer modo, a Deus, também pouco importa se os Homens o amam ou não. Quer, sim, que o ­adorem, que cumpram a sua lei (que se é o que as religiões nos tentam impingir estamos mal, porque é a lei do diz e não faz). Isto é: – fala de amor e pratica o ódio e a indiferença pelos outros. O amor não é coisa que interesse muito a esse Deus, nem tão pouco a verdade; quer sim que o adorem acima de tudo. Gostaria de saber o que ganha ele com isso. Cá para mim, o ego dele e a sua megalomania é a maior do Universo. Mas não quero desviar o meu pensamento pequenino no meio de tanta grandeza. É que, como descendente do homem, passei a ser subalterna deste e, como tal, um ser inferior que teve o privilégio de sua ­senhoria Deus Pai de todos os homens (o que creio ser verdade) de ser dada, ofertada, ao meu irmão homem para que este criasse a civilização, na Terra que Deus lhe deu. Daí que o meu pensamento seja realmente pequenino no meio de todas estas superioridades, mas não tanto assim que me impeça de perceber que, como mulher, eu crio e dou a vida (claro que só depois do ataque dos espermatozóides masculinos aos indefesos óvulos femininos) e, assim, saber que o homem descende da mulher e nunca a mulher do homem, pois é dentro do ventre dela que se gera e se cria a vida. Mas este Deus mentiroso reclama para si e os seus homens os meus direitos da criação, alegando o absurdo de eu ter descendido do homem. Daí que, legitimamente, afirme que este Deus não é o meu e sim um Deus dos homens e não sei se não cumprirão estes realmente com os desígnios obscuros deste seu Senhor poderoso ao implantar leis que causam dor e sofrimento a toda a humanidade. Mesmo que me digam, e com bastante frequência, que é o Homem que provoca a fome e a dor a outros seres humanos e que Deus não tem nada a ver com isso, porque é que Ele não os impede? Porque será? Porque não quer, não pode, ou porque não é o seu Deus? Se o seu Deus pudesse impedir, mas quisesse e permitisse todo este império do mal que alastra pela Terra, era o Deus que esperam? Deviam pensar sobre isto. Quanto a mim, quero é que esse Deus de quem todos falam se lixe juntamente com os filhos dele, porque não venero ninguém que permite a desigualdade humana em todos os aspectos. E como não sou primata, pelo menos no conceito dos mortais, não receio o desconhecido, nem lhe presto homenagem, em vida ou na morte. E depois, não gosto de megalómanos que só querem ser adorados, já me chega os que existem cá em baixo (ou cá em cima...!). Se não houver um Deus como eu o entendo fico sozinha, pois mais vale só do que mal acompanhada.


(continua)

 

doente

 

publicado por lazulli às 16:01
"reeditado"
SintoMe: ... em busca dos enganadores de povos

EscritoPorLazulli lazulli às 01:16
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Silêncio das Palavras por dizer

 

 

 

 

 

 

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 17:29
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Mary Paz - Segundo Capítulo (4)


 

IV

 

 

 

 

 

Entrava no mundo do sonho com a realidade que sempre a perturbara e quase não sabia distinguir o que era verdade. Se este mundo ou se aquele de onde viera. Esta actual existência, surgida do nada, fazia-a sentir a vida que nunca ousara escolher porque a  lei da sobrevivência opunha-se, consecutivamente, ao seu Ser, obrigando-a a participar de um mundo nunca sentido como seu. De toda essa anterior existência, fracassada e sem nenhuma razão de ser, restava  uma angústia permanente e um sem fim de perguntas e respostas, que a relançavam para novas e intermináveis perguntas, enquanto existisse. E, continuava a existir. Não tinha dúvidas que existia enquanto caminhava dentro deste estranho e maravilhoso mundo, intensamente salpicado de uma variedade tão grande de flores, que tinha dificuldade em identificar aquelas que de algum modo, independentemente da sua cor e dos locais de onde surgiam, se assemelhavam a algumas que tinha visto na  Velha-Terra, devido à enorme quantidade e diversidade de plantas e flores, que se espelhava por todo o lado, numa flora vasta e intensa, incomparável. Contemplava Cravos, Cravinas e Crisântemos, entrelaçados em Angélicas, Chuvas de Prata, perfumadas por  Gardénias que pareciam beijar as Dendróbiuns que presas das árvores se estendiam em direcção ao chão atapetado de pétalas aveludadas que pareciam sempre ali terem estado, viçosas e frescas, agitavam-se suavemente como que num bailado invisível e só perceptível a sentidos pouco comuns.

Não tinha a quem agradecer toda esta beleza mas não seria por isso que deixaria de olhar as Delphinium, Amarílis, as Heather, as Íris, parecendo belas deusas gregas do arco íris, ali representadas. As Blues, Gerberas, Astromeias, Alpinas Vermelhas e Rosas, Anémonas e as Antúrio. A extravagância das Rosas Azuis,  as suas favoritas naquele imenso jardim colorido, que parecia dono e senhor absoluto desta paisagem idílica onde nunca existiriam trevas capazes de ali penetrar a não ser as trevas da sua própria mente em constante divagação. Os nenúfares de cores brilhantes e de núcleo dourado, agitavam-se levemente como que a chamar-lhe a atenção para a desviar de pensamentos tão descabidos num mundo destes. Extasiada com tanta beleza, confusa e perplexa, olhava os reluzentes cursos de água prateada que enxameavam velozmente e no auge da excitação, as Stephanotis, Gardénias, as Tulipas e os Narcisos, estonteantes.  Os jasmins, as heras, madressilvas e as camélias, juntas a arbustos mais densos, pareciam luzeiros no meio das sebes, das trepadeiras com gavinhas que pareciam ir para lado nenhum e heras roxas, vermelhas, amarelas, azuis de todos os tons, desde o azul marinho aos azuis violeta, âmbar e açafrão, por entre verdes, castanhos, dourados e prateados, que compunham uma flora única. A variedade das finas e sensíveis Orquídeas, Oncidiuns, logo a faziam correr com o olhar até aos Gladius em forma de espada que ficavam meio a propósito junto dos Protea.  Tudo o que via, enquanto caminhava metida dentro de si mesma, em busca de ténues luzes que lhe dessem uma explicação para tudo quanto vivera, agregado ao mundo físico ou não, era de uma inolvidável e intrínseca beleza onde só a luz com ausência total de escuridão aparecia resplandecente como uma fatalidade eterna, às suas insistentes e persistentes interrogações. Por escassos segundos, parava os olhos cansados nesta imensidão, como para os reconfortar de toda a fealdade que tinham visto antes de ali chegar e deixava que as gotículas que lhe caiam pelo rosto em grande velocidade até ao chão, com pressa de se integrarem nos riachos que corriam suaves por todos os recantos, desaparecessem perante o seu olhar molhado, na água prateada que lhe parecia sorrir.

Provavelmente o futuro que a aguardava nesta Nova-Terra, dentro de uns tantos outros anos, dar-lhe-ia as respostas às perguntas que a haviam perturbado ao longo de toda a miserável existência a que “alguém” a havia sujeitado, indiferente ao seu querer de não existência, obrigando-a a suportar uma vida sempre indesejada. Uma vida que sempre sentiu não ser a sua. Por mais que os olhasse de perto e os tentasse igualar, cumprindo desse modo a sua função de vida, que era nunca por em causa o precioso e raro bem, que era  esta existência e amá-la sobre tudo e sobre todos, a sua pobre alma opunha-se a esta firme filosofia, numa resistência sem limites como se dentro dela o grito da vida estivesse ainda preso em sua garganta. A dor de nascer tinha ficado tão agarrada a si, que ainda hoje a sentia e doía-lhe ter nascido. Questionara todos. Indagara. Mas não obtivera resposta inteligente de todos aqueles letrados da Vida. Perante ela, de cada vez que os indagava e deles obtinha as provas duma iliteracia que mais do que a alma lhe magoava a mente sempre pequena, parecia-lhe que nem um herege era tão estigmatizado quanto ela o fora, por negar desde criança o maior e único bem de toda a Existência. A Vida. A Grande Preciosidade. O tesouro único a que todos deviam humildade, obediência, devoção. Sentia-se insana com a insanidade deles. Alguém estava ou era louco. Alguém estava ou era cego. Ela, nos seus momentos de maior doçura, tentava, esforçava-se por ver esse precioso tesouro. Abria desmesuradamente os olhos. Esfregava-os desesperada. Queria ver o que eles viam mas não conseguia. Só o seu irmão, lá no topo onde não lhe podia chegar lhe reconstituía as células gastas de tanto esforço e parecia dizer-lhe: "- Não penses querida. Eles não sabem o que é a vida. Não sofras. " Encostava o rosto ao vidro da janela e deixava as lágrimas correrem de dor. Olhava-o e interrogava-o em silêncio sofrido. Porquê?! Como resposta sentia-o entrar dentro de si e inundá-la completamente. Adormecia-a. Acarinhava-a. Confortava-a e ... deixava que por instantes o tempo parasse e ela não existisse. Quando os olhos se abriam, sorria-lhe a agradecer-lhe mais uma vez o seu cuidado com a sua mente para que esta não se perdesse de vez no mundo da ilusão. E, era assim que o tempo ia correndo e ela o contava ansiosa para que ele terminasse definitivamente para si. Sonhava todos os dias no regresso a Casa. À Casa dela. Àquela que embora não conseguisse, mentalmente, fazer uma reconstituição perfeita de como era por lhe haverem apagado quase toda a memória na Passagem dos mundos, sentia-a ali algures à sua espera. E ela ia voltar um dia e nunca que iria aqui voltar. Para isso se preparava. Queria estar pronta para poder novamente pegar na sua espada de lâmina reluzente e afiada. Sentir o movimento dos pulsos quando a bramia no Ar e rasgava o vazio ou o aço forjado a fogo encontrava na sua veloz trajectória Matéria Essência para queimar. Destruir. Aniquilar. Olhar o desaparecer e extinção de mais uma daquelas coisas que aprisionava quase para sempre  e irremediavelmente, o ente. Ah, que saudades de si mesma nesta Batalha interminável, por todo o Universo visível assim como o invisível. Por todo o Universo material assim como o imaterial. Que saudades da sua própria dignidade. Da sua verdadeira e única luta. Tinha que conseguir, voltar a envergar as suas verdadeiras vestes e encimar as fileiras dos combatentes pela Essência do Universo Essência.

Entrar nesta matéria  grosseira ou qualquer outra, era algo que repudiava veemente. Não queria ter que voltar a ver um único lado da beleza da vida e da forma das coisas. Um lado que todos viam mas que negavam perante si mesmos ou perante os outros ou ainda lhe atribuíam todas as necessidades necessárias à vida. Como se o bem estivesse dependente do mal. Como se o bem só existisse porque o mal existia. Não! Não entendia! E ninguém será capaz de mostrar a lógica desta ilógica toda. Não queria aprender, perceber, entender e muito menos aceitar a belíssima lógica deles. Se existiam culpados para todo este engano, ela queria saber quem eram. Ela queria saber porquê. O porquê da morte, do sangue, da fome, da dor, da mentira, do engano, do desespero, da tragédia, da descrença. Do caos. Do pérfido. Das lágrimas perpétuas de toda uma humanidade sofrida. Viu sangue. Viu morte. Viu o caos humano entranhado nesta vã filosofia. E não entendia. Não percebia, como podiam eles sentir o Sol em suas existências, se aceitavam o bem e o mal com o mesmo enlevo e ainda agradeciam todas as dores, quando as não negavam! Se era verdade que eles não a entendiam não deixava também de ser verdade que contra todas as filosofias e sabedorias, ela vivera para sempre, até este momento que se poderia chamar de mágico ou de sagrado desprezando os seus ridículos conceitos de vida, até porque todos eles os asfixiavam do nascimento à morte, premiando-os uma vida inteira com a prisão da sua alma. A único bem que deveria ser amado por todos eles! Mas não. Preferiam uma escravidão sem limites e virar o rosto à verdade que gritava ou chorava dentro de cada um.

Ela nunca aceitaria a versão dos homens e sim a Verdade plena. Tinha que existir uma razão para a sua existência e bem que poderia percorrer o universo inteiro, durante biliões de anos e ocupar todas as formas de vida, mas no final ela saberia a verdade. Queria olha-la de frente e aí saber se finalmente o seu choro pararia ou se pelo contrário seria eterno. Se afinal, existiria diferença entre o choro dela e o choro deles. Se tinha valido a pena mais eternidade do que tinha sentido sobre ela, até ao momento, não deveria existir. E, se existisse, ela já lhe conhecia a dolorosa sensação. Acreditava estar preparada para tudo. Por isso siga os trilhos meio mágicos que serpenteavam por entre  anémonas, Não queria nunca mais ter que magoar o seu ente com o absurdo da vida lógica e sagrada a todos. Ela não aceitaria viesse de onde viesse qualquer verdade. Por isso caminharia até deixar de ser. Seria tão persistente aqui como o fora até aqui. Incomodaria todos os sistemas. Procuraria todas as engrenagens e ou se apressavam em dizer-lhe a verdade ou poderiam estar certos que a luta pela alma dela continuaria.

 

Não existia passado nem presente, como ousar então ousar pensar existir um futuro, que esclarecesse toda esta sua indignação? Indignação esta à qual nunca ninguém pôs termo. Que pretenderiam afinal os Senhores do Universo, com estas mudanças de existências inexplicáveis, se é que realmente estes existiam.

 

Era o existir no não existir que se fundiam, sempre imutáveis como a vida e a morte. E que lhe venham falar do que eles próprios não fazem ideia, dando consecutivas justificações – senão razões – para o que nem sabem o que é ou como é. Para eles só conta que existem e fazem existir. Sendo existir o supremo bem que o Universo nos concedeu. E ela?! Que fará ela neste ou noutro mundo qualquer, amarfanhando a vida dentro de si, sem que tenha a esperança num acabar definitivo, para o seu Ser torturado que nasceu com um misto muito maior de deus do que dos homens? Quem ouve o seu apelo distante e tão desesperado, que se compadeça de sua existência tão indesejada? Mas lutar por um acabar, ela o iria fazer num futuro próximo, sabe Deus com que leis e com que armas, para destruir uma existência inútil e sem sentido.

 

- Deixai-me morrer ou deixai-me viver, mas não permitais que se prolongue o meu Ser tão cheio do inexistente. Dai-me então num mundo onde o não existir, seja o supremo prazer de existir.

 

Enquanto caminhava absorta em seus pensamentos, Mary não se tinha apercebido que a paisagem verdejante, enfeitada de lustrosas pétalas, começava a desaparecer sob seus pés descalços, dando lugar a um finíssimo pó, que lhe ia absorvendo os pés na sua marcha no nada e aparentemente para o nada. Ventos quentes iam soprando suave ou bruscamente, envolvendo-a num rodopio interminável. Baloiçando para trás e para a frente, para um e outro lado, como uma frágil giesta tentando continuar presa à terra e as lágrimas a deslizarem pelo rosto devido às agrestes e fortes correntes, tenta desesperadamente descortinar algum lugar de apoio, mas constata estarrecida que não tem como sentir o solo por baixo de si, que se remove a cada insegura passada. Tudo em seu redor é uma espécie de vácuo, onde rodopiam ventos constantes, elevando apenas este estranho pó que quase a sufoca. Com as narinas meio entupidas, tenta respirar e, de tanto ar manifestado em tufões, furacões, tornados e vendavais, que a envolvem no seu todo, atirando-a para um e outro lado, quase sufoca no meio dele. Fechando os olhos, deixou que as forças impiedosas a arrastassem e a atirassem a seu bel prazer, contra o nada. Vogando meio inconsciente, como pena ao vento, com os olhos semicerrados, ainda tentou, num esforço desesperado ver para onde era levada mas, era impossível ver fosse o que fosse no meio dos constantes ventos. Por entre uma luminosidade irreal, como se de um elemento etéreo se tratasse, ora caminhando, voando ou arrastada, quando todos os ares a resolviam largar por alguns instantes como que para descansar da sua tarefa de movimento constante, completamente envolvida pelas ondas frias e quentes em torno de si, tentava pensar, ordenar pensamentos distantes ou recentes que lhe permitissem saber da sua morte ou da sua vida. Bem à pouco tempo atrás, parecia-lhe, não estivera ela num paraíso de vida? Como aconteceu esta transformação tão repentina? Teria se afastado tanto assim, daquele lugar abençoado, onde tinha aparecido por acaso? Como foi entrar neste vácuo, sem se dar conta, onde virasse em que direcção se virasse não conseguia ver, se tinha fim ou princípio, este estranho mundo. Indecisa, recomeçou dificilmente a sua marcha, arrastando os pés descalços pelo pó cinzento, único solo deste mundo.

As imagens tinham desaparecido da sua memória e, a única coisa que conseguia balbuciar era o nome desconhecido de seu senhor perdido antes do Tempo que nunca houvera achado.

 

 

(continua)

 

desmotivada
 
ficção, livros
publicado por lazulli às 10:13
Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
2009-02-28 08:16:23
 
 

 

 

 

EscritoPorLazulli lazulli às 17:22
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 O que é?
Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (3)

(continuação)

 

 

 

III

 

 

 

Ao longo dos dias ia-se recordando dos sítios onde por vezes a levavam, das suas caminhadas solitárias por uma ou outra floresta do mundo, pelos locais de entrada de acesso a outros mundos e outras existências paralelas às do poderoso homem de saber pequeno, condicionado e deturpado, que preenchia a vida até ao limite de si mesmo, numa indiferença aparente, como se desse modo tivesse o poder de fazer desaparecer a sua própria origem. E o Espaço, visivelmente longínquo, nunca ficava de fora na sua fuga para o que era realmente seu e onde de verdade, pertencia e se sentia pertença, no seu todo. Lugares aparentemente Sem Tempo que existiam firmemente entrelaçados, nas cordas do mundo A Intemporalidade de alguns destes lugares, assustavam-na ou entristeciam-na, quando não a faziam feliz, perante o seu total desconhecimento por parte dos que insistiam força-la a uma igualdade física, mental ou emocional, que ela sabia muito bem não existir, entre ela e o mundo que não escolhera. Séculos inteiros corriam velozmente para a frente e para trás, mostrando-lhe na sua própria língua e condição o quanto o homem vivia enganado. Nas curtas paragens que lhe eram amorosamente cedidas, normalmente pelo companheiro do momento, caso estivesse presente, podia observar um ou outro humano já não existente no seu tempo real e saber porque e para que vivia ele, fundamentalmente. Quando assim não era, aparecia inexplicavelmente num qualquer outro lugar do mundo, normalmente em conflito e, doía-lhe todas as almas do mundo inteiro por nunca interferir impedindo esta ou aquela decisão menos humana e sim se limitar a anuir aos quereres presentes. Como se de algum modo, apenas ali se fizesse presente para testemunhar. Duma das vezes, a dor acompanhara-a nesse estágio de existência e ainda pronunciou algumas palavras, tentando que estas tivessem efeito, mas... ouviu uma simples e temerosa certeza por a saberem mentira. Limitou-se a anuir, dizendo-lhes que a responsabilidade do acto que estavam prestes a cometer seria deles. Esgotada, descansava triste por tudo saber e nada fazer. Nunca entendera nada de si. Nem nunca percebera porque podia tudo e não podia nada, tornando-se na mais frágil e desprotegida criatura humana, que a única coisa que desejava, era viver a dimensão do Seu Amor Perdido.

 

Içada nos Ares e transportada para os lugares mais inimagináveis e intangíveis,  ia sentindo em simultâneo com a dor e sofrimento, a liberdade silenciosa da sua essência Única, resguardada em qualquer lugar onde o Tempo ainda não tinha penetrado. Uma das vezes ao cruzar-se com uma pequena romaria, onde, um pequeno grupo de pessoas caminhava sobre uma calçada de pedras largas e escorregadias, foi-lhe permitido olhar o pensamento de um deles e a sua razão de existir. Posicionada no canto do olho daquele homem alto, magro e de chapéu negro sobre a cabeça, condizente com a época em que julgava viver, um prato de comida era tudo quanto ocupava a sua mente. Vivia para comer a pobre criatura. Mas esta era uma comida rara neste século, pelo menos não ao alcance de todos. Um lindíssimo prato de marisco digno dos que existiam em abundância pelos séculos vinte afora, apareceu-lhe nítido e soberbo que até ela sob a condição de uma ínfima criatura se impressionou com a imaginação deste pobre homem, que existia unicamente para comer. Mesmo vagueando neste Paraíso, longe de qualquer semelhança com o mundo ou a Civilização extinta, essa imagem continuava retida nas retinas da sua memória. Ficou triste nesse dia pela pobreza imensa da mente daquele homem que caminhava direito no meio do grupo de aldeões em dia da adoração de qualquer santo inútil que lhe fora posto, ali mesmo, para o poderem adorar, na falta da Promessa de um Deus Vivo e desse modo, os seus magros recursos poderiam ali serem deixados como oferenda às benesses obtidas, não através das suas orações mas nas suas disparatadas rezas; mantras sem significado ou aproximação alguma à verdade de si mesmos. Mas tinha pena dos homens e dela mesma, por o mundo se manter indecifrável para sempre. Lembra-se que pensou: - "Há... se os homens soubessem como é viver deste lado .já estariam todos aqui." - Queria ter podido falar com ele, mas uma suave pressão da mão que não largava a sua, retirou-a dali. Tinham-lhe mostrado mais uma condição humana. Dito mais um porquê. E... o voo continuou, para outras paragens.

 

Ia-se recordando de tudo o que vira e de tudo quanto lhe fora transmitido por entre a penumbra dos mundos. Dos ataques das várias formas de vida e dos resgates, a essa luta desenfreada pela sua alma. Sons, luzes, mundos, formas... o que do Espaço chegava e se mostrava. Um manancial que continha o Tudo no Nada. O medo e felicidade de todos aqueles instantes. O tempo ia correndo fora de si enquanto ela continuava a brincar com o mundo que viera com ela e nunca a abandonara Um mundo que cresceu  e se expandiu tanto que não cabia mais dentro de si. Tinha necessidade de o procurar no mundo dos homens. Perceber porquê. Porque os homens não lhe tinham acesso de modo natural. O que para ela era tão simples como respirar, nos seus aparentes iguais eram necessários truques e manusuldefrança.tifais convenientes para o vislumbrarem sem certezas. O que os imbuía de uma arrogância de iluminados que a irritava e os fazia preza fácil de crenças místicas tortuosas onde passavam a ser os eleitos do Saber que diziam Oculto e só a eles pertenci. Únicos e orgulhosos do mistério adquirido, iam reconhecendo no seu caminho apenas quem lhes mostrasse humildade de nada ser e os reconhecesse como os especiais da vida miserável a todos. Agarrados a Eliphas Levi, Salomão, Mebes, Ordens Místicas e toda a sorte de saberes ainda pouco claros, iam erguendo as mãos aos mesmos deuses tentando neste processo chamar os outros, como se tudo isto, não fizesse parte da Matéria Viva e de conhecimentos deformados. A Essência começava a ser mais uma Palavra vã onde tentavam misturar a sua Natureza, como se ela não tivesse já sido devidamente penalizada aquando o choque do Universo duplo. E deste modo se ia continuando a forçar a união inquebrável destes dois mundos, Matéria e Essência, como a Grande e Inseparável Obra da Vida, onde carne e espírito passavam a ter a mesma natureza e o que emanava destes dois poderosos poderes, seria uma energia que estava em tudo como tudo estava em si. Todos os caminhos iam dar às mesmas razões e motivações de sempre. Motivo mais do que suficiente, para que eles mantivessem para sempre fechado o Universo Essência na Esperança de um Retorno Contínuo de todas as partículas dispersas. Sabiam que o seu próprio poder habitava as mentes mal esclarecidas que existiam por todos os Espaços e, assim sendo, eram demasiado poderosas para se poder expor a Verdade.  Porque no meio de tão mau conhecimento continuariam a servir sem saber o seu mais mortal inimigo. A Matéria Inteligente. Aquela que hoje, numa dualidade dolorosa que priva a alma do amor, da verdade e da liberdade plenos, os arrasta até chegar o seu processo de reciclagem e aperfeiçoamento, para regressar vitoriosa a uma Nova Vida. E como é ainda infinito o número dos que aguardam esta prisão, a Batalha Final continuava adiada por muitos milhões de anos. Finalmente entendia porquê. Só não entendia que espécie de criatura era ela nem qual a sua utilidade num mundo que nunca foi seu. Sabia do elo que a mantinha presa mas nada a faria aceitar as suas leis. Viva ou morta, sempre procuraria o seu mundo verdadeiro e as suas gentes. Quanta diferença se foi instalando e acentuando à medida que ia despertando para um mundo que todos queriam seu. O mundo da realização concretizada. Quando ela nem chegava a ser. O esforço era grande quando "abria" os olhos e os tentava entender. Doía-lhe traduzir as suas mentes. Eram-lhe incompreensíveis. Totalmente desconhecidos. Torturavam a sua alma. Enquanto o intangível a continuava a circundar cautelosamente, sentia-se descolar dele que a ia olhando tristemente. Sempre soubera que não fora nunca por vontade deles esta sua tentativa de entendimento. Temiam essa sua necessidade. Sabiam das consequências que pesariam sobre si se permitisse que uma membrana se ergue-se entre ela e eles. Tinha consciência da sua luta por ela e do seu amor. Mas ela amava demais. Queria mostrar a todos o seu belo mundo. Queria acreditar, que este, era pertença de todos. Não recolheu em si todos os avisos. Não prestou atenção a todas as recomendações. Não se aceitou escolhida. Diferente. Com o direito único a esse amor. Porque no seu mundo a diferença não existia. Mas, nesta mistura de mundos com que nascera, não os tinha conseguido conciliar ou isolar uns dos outros. Muitas vezes pensava que eles se enganaram ou descuidaram perante tamanho Poder. Mas, talvez não, talvez apenas só a tivessem querido proteger por a saberem num mundo não seu. Tinha consciência hoje da sua enorme falha. Tinha consciência de quanto os magoara e de quanto fora penalizada por si. O seu mundo chorava a sua ausência. E ela tinha ficado para sempre triste, sem ninguém que considerasse verdadeiramente digno de ser herdeiro de um saber antigo e sempre presente. Mas um saber que era só dela e deles. De mais ninguém. Falhara por estar só. Longe do Amor de que era feita.

 

 

 

Agora tudo era tarde demais. Para todos e para ela. O mundo acabara da pior forma e, ironia do destino, ela sobrevivera-lhe e pisava neste instante um mundo que parecia ser pertença de ambos os mundos. Mas a angústia, a agonia, não desapareceram. Dentro dela tudo continuava igual. A mesma necessidade da procura da verdade. Quem era ela e porquê?! O que a distanciava tanto dos seus semelhantes?! Tinha que existir uma razão. Uma explicação. Um motivo. Por tudo isso e muito mais que isso, decidira procurar numa cruzada sem fim, a voz que lhe explicasse porquê. Não se contentou com a pura magia do seu mundo e  foi em busca do seu Destino. Quanto aprendeu. Quanto soube. Mas que preço pagou por esta afronta àqueles que continuam a querer os mundos fechados. Sacrifício inútil o seu.

 

Fechava os olhos e deixava-se guiar pelo instinto ou pelas presenças que toda aquela flora colorida mantinha, na esperança de voltar a entrar nesses mundos e ser de novo ameaçada e logo o intangível se mover a recupera-la, dobrando-a e recolhendo-a no Nada. Sentir mais uma vez a sensação do Não Ser. Atravessar as camadas da existência como potente foco de luz azul brilhante e aparecer em frente a anciões de fantásticas vestes coloridas. Aqueles que lhe falavam sem voz. Viver novas metamorfoses e vê-lo aparecer ali diante deles repreendendo as ousadias à pequena insignificância. - "Torno-te a ver?!" - "Não. Depende de..." Qual magia, inexistente. Qual alucinação? Qual fantasia? Tudo lhe atravessava a mente. Tudo desfilava dentro de si como marca gravada a fogo em cada célula de que era composta. Devia ter sido feliz. Feliz como nenhum mortal o tinha sido. Vivera uma vida sempre ligada, realmente ligada, aos mundos inatingíveis. Fora amada por eles. Fora ternamente conduzida pela mão de um amor invisível, sempre presente.

 

Mas ela quis dar a conhecer o seu mundo. Queria ver os outros felizes. Queria que vissem a verdade e vivessem todas aquelas coisas e sorrissem. Ajudar o mundo. Salvar o mundo.esta.jpeg Quando ninguém lhe pediu para fazer isso. Bem pelo contrário.  Disseram-lhe sempre para não acreditar no homem. Para nunca lhes ceder. Muitos deles eram os senhores de rostos velados, cujos rostos estão ocultos. Os seres humanos que estão sobre a terra, não os podem reconhecer por os desconhecer no meio de si. Aqueles que moram na perpetuidade e têm ligações aos senhores de milhões de anos, rodearam-na sempre de um mundo inatingível mesmo por aqueles que estavam perto dela. O que foi então que lhe aconteceu? Quis ser humana. Quis dar. Quis acabar com o mistério para todos, mas era pequena demais por entre tantos poderes, de todos os lados. Era uma maldição este mundo silencioso que a habitava. Sentia-se só, neste mundo com o dela a espreitar-lhe a alma desconhecida. Não se conformou com tão grande castigo. Desejou ser nada. Saber nada. Nada ter. Apenas ser. Ser indiferente como aquele enxame que se movimentava desenfreadamente e palpitava irrequieto, por todo o lado, numa ânsia de viver que ela não entendia. Por isso sempre se sentira uma estranha numa terra estranha. Uma intrusa em mundo alheio.

 

 


 

Mas também se lembrava da vida. Da vida dos outros. E doí-lhe o seu sofrimento. Porque quanto à dela, não lha tinham conseguido entregar. Sempre a recusara porque não era dela. Nada lhe pertencia ali. Nada era seu. Nada tinha a ver consigo. Limitou-se a chorar e a sorrir. A tentar ver os outros felizes nas suas crenças. Sentiu-se sempre pequena. Demasiado pequena, perante um mundo tão grande e tão cheio de tudo.  E, como nada podia fazer; esperou, esperou, esperou, para no fim das contas ver o fim da civilização que abominava. Que terrível desfecho para mais uma Civilização. De que valera o seu silencio, a sua dor. De que valera tudo? - De nada. Magoavam-na as recordações do manifestado. Assim como a magoavam as manifestações metafisicas. Porque com ela tinha que ser assim e não doutra maneira? Nem aqui onde tinha por única companhia um mundo colorido que fervilhava em torno de si, contente com a sua presença que se, se descuidava, passava a ser pétala eterna daquele chão. Tinha que persistir até ao fim. Tinha que saber. Mas sentia-se a coisa mais triste do mundo. Aquela que nada tem. Que nada é e que a ninguém pertence. Maldito castigo. Haveria de encontrar os responsáveis. Mas por enquanto, continuava à mercê do Eterno Desconhecido. Qual deles?! Isso é o que esperava saber daqui para a frente.


EscritoPorLazulli lazulli às 22:26
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