Domingo, 3 de Setembro de 2017

,,, bicéfala,,, a Serpente Escondida

....bicéfala .... onde se vergam os Poderes da Terra

 

 

magestosa

ostenta riqueza sem igual

infernal

sob manto de ouro púrpura

guarda segredos

pertença de deuses desavindos

esbanja palavras de mel feitas de fel 

a todos enganou

a todos engana

a traiçoeira

 

 

nas suas garras 

o Globo de Outros

que a antecederam

aprisionado

como se fora unicamente seu

usurpando o direito 

do antes, do agora e talvez do depois

na continuidade disfarçada do mesmo

plano de governaçao

das almas aprisionadas que aqui estão

 

 

uma única coroa

em duas cabeças

de Corpo único

olhar firme no Ocidente

olhar firme no Oriente

astuta

dupla ave de rapina

pestilenta

que a todos contamina

 

 

baços

sob suas asas 

poderosos protegidos cérebros limitados

baços-illuminados

almejam a imortalidade

que lhes é negada e prometida

essência totalmente desconhecida

procurada e mal entendida

na ilusão de Escolhidos

percorrem caminho errado

de acordo com mestre desconhecido

alteram o Espaço/Tempo

fazendo vacilar os mundos

impunemente

portas e portas são abertas

chocando mundos contra mundos

buscam igualdade no desigual

quando Deuses do Passado vedaram

Portais

de mundos desconhecidos

portais para protecção do homem

hoje abertos

 

 

escancararam

indiferentes

à mistura do bom e do mau

na sua sabedoria intra-terrena

arrastam as almas"

para a penumbra de mundos desconhecidos

misturando o que existe com o que não-existe

trouxeram mais Mal ao mundo

na sua ambição de Illuminados

mas é baça a sua iluminação

perigosa para as criaturas

que obscenas na sua adoração à bicéala

não sabem o que é o Amor

mesmo sob a sua falsa protecção

nem sabem quem são e porque estão

muito menos para onde vão

e porque irão

sem  destino sem conhecimento

presas submissas

de ambas as cabeças de um único corpo

atacam-se entre si

desordenadas

e o sangue jorra para a Terra que em fúria descontrolável

a todos punirá

a ajuda chegou

a Mãe estava Só

a Terra não era mais sua

seus filhos não eram mais seus

o Universo ouviu seu apelo

a Terra será limpa

dos usurpadores

 

,,,, â primeira e derradeira cabeça

.... à tricéfala

 

  enquanto um filho da essência cósmica estiver entre vós

um que seja

vós não ganhareis este minúsculo Ponto do Universo

como ganhasteis os outros

 

..... sois a abominação de todos os Universos... 

... um humano é mais do que qualquer um de vós

 

- só que não sabe que o é -

 

 

 

 imagem tirada da web

aguia de duas cabeças.jpg

 

SintoMe: triste com os Poderes do mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 23:06
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Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Utilização Indevida de Textos da CasaDeCristal

O Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra, tem publicado um Poema da CasaDeCristal e de minha autoria, em duas páginas, onde numa delas é utilizado o poema como "Chamariz" para um convite de algo que não percebi. - portanto publicidade.

 

Dei conta desta ocorrência acidentalmente e fiquei bastante perturbada. Indignada. Enfim, completamente irritada com o Abuso dos Direitos Autorais.

 

Não concebo a ideia ou aceito que seja quem for utilize o que não lhe pertença e ainda por cima não exemplificando bem que o que utilizou não é de sua autoria e sim da autoria de outra pessoa.

 

Tomei já algumas medidas. Mas, mesmo assim, para que tal não volte a acontecer, achei por bem escrever um AVISO mais claro a quem pertender Usurpar os meus escritos.

 

Só peço perdão às pessoas de Boa Índole, pela minha "agressividade" perante este facto ou nova descoberta. Mas, evidentemente não é para essas que estou a escrever isto. E, sim para quem circula por aí à cata de ALGO que os torne credíveis.

 

Infelizmente vivemos num mundo onde muita gente se faz passar pelos outros. Muita gente sem escrúpulos de espécie alguma. Normalmente apresentam uma faceta de "beleza" com imagens ou escritos, que não correspondem à sua própria pessoa. Usando e abusando da Boa Fé dos outros ou daqueles que realmente falam com alma.

 

 

Incapacitados de o fazer e para tentar chamar sobre si mesmos o maior número de atenções, evidentemente, que se vão valendo com o que vão encontrando, que lhes pode possibilitar apresentar uma "alma" que realmente não têm.

 

E aqui os lezados, são sempre aqueles desprevenidos que têm algo que atrai a cobiça de um mau carácter.

 

Como se não existisse lei (e se calhar até têm razão) vão surripiando habilidosamente aquilo que não lhes pertence.

 

A net é propícia a isso. Já tinha ouvido falar. Parece que chegou a minha vez de sentir esta impotência e este amargo de alma. Acho que estou com raiva. Raiva pelo Descaramento. Pela ousadia. Pela Despudor.

 

Não. Não sou, jamais fui egoista. Tudo o que tenho Dou. Na vida sempre foi assim. E, não deixarei de ser. Dou-me gratuitamente. Muito de mim. Tudo até. É uma verdade a que nunca consegui fugir. Uma Natureza própria. Podem até roubar-me, que eu nada farei ou sentirei.

 

Mas... quando toca em mexerem indevidamente nas minhas palavras, aí... eu não respondo por mim. É mágoa a mais o que me fazem sentir. E por muitas razões que não vou poder explicar. Mas, os que têm acompanhado a sério a CasaDeCristal, com certeza entenderão o que sinto neste momento.

 

Mas, resumo numa palavra simples: O que eu escrevo, para mim é SAGRADO. Tão Sagrado, que eu não concebo que seja utilizado para outros fins.

 

Não quero os meus textos fora desta Casa. Não quero!

 

Expus o meu sentir. A minha Alma. Muita coisa aos olhos de quem quis. Fi-lo de livre e espomtanea vontade. Fi-lo até por AMOR. E, muito me custou manter a CasaDeCristal. Fazê-la sobreviver. - Mas não foi para virem aqui, como se a CasaDeCristal, fosse terra de ninguém e pegássem, assim sem mais nem menos. Não! Isto tem um rosto. Uma pessoa. Um ser humano. Não é VIRTUAL! Eu existo! E a CasaDeCristal existe porque eu existo. Porque se não existisse, a CasaDeCristal não existiria. Portanto desengane-se quem julga que isto é terra-de-ninguém.

 

Foi uma luta muito dificil. "afastei-me" temporariamente de uma ou duas pessoas, que sem o saberem ainda, foram responsáveis por eu ainda aqui estar. Por elas e pelo seu carinho e dedicação a mim, completamente desinteressada, a CasaDeCristal está viva.

(por falar não me esqueci - lembro todos os dias das duas pessoas que em muito contribuiram para eu regressar a mim. Z e A) falarei com vocês na altura certa. Obrigada por tudo.

 

Agora que eu tentava escrever. Tentava reaprender a escrever e mantinha a CasaDeCristal neste impasse. ... Eis que a Surpresa mais Desagradável que tive, surge-me perante os olhos, no Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra.

 

Estou revoltade. Nem consegui dormir direito. Inscrevi-me. Denunciei junto das pessoas competentes o Blog. Enviei mails. Mas para mim não chega para me acalmar.

 

Eu quero o que é meu devolta. Quero os meus escritos de volta ao seu habitat natural. É daqui que eles são. É aqui que eles pertencem.

 

Fora do seu contexto. Fora da sua casa. Perdem a Vida que tranportam. Por isso eu os quero aqui.

 

Tanto é, que, num comentário inocente, no dito blog as minhas palavras foram completamente perdidas do seu verdadeiro valor.

 

Por outro lado, apesar do link numa das páginas, porque numa outra, a da publicidade, nem link tem, isso não esclarece devidamente quem ler. Tanto não esclarece que o comentário inocente de uma comentadora, assim o demonstra.

 

Não chega o link para deixar claro que aquele texto não é da Dona desse Blog. Muito pelo contrário. Facilmente qualquer um pode eventualmente pensar que a Dona de um Blog é a Dona do outro Blog.

 

Sinto-me duplamente atingida. Eu não quero e não gosto de me passar pelos outros. E não o faço. Mas também não quero que os outros se façam passar por mim. Não o vou permitir.

 

Só espero que este incidente seja isolado. Acidental e único.

 

Daí escrever isto tudo.

 

Cedi em tempos um Poema meu a um Blog. A sua Autora (correctissima) veio aqui pedir-me. Apesar de ter muito zelo pelos meus escritos, sedi-lho de Boa Vontade. Aindfa hoje está no seu Blog.

 

Mas eis aqui a diferença entre uma pessoa séria e uma pessoa nada séria.

 

A pessoa que me pediu autorização que eu concedi, além de cumprir com as Regras dos Direitos Autorais, devidamente expresos do lado direito da CasaDeCristal, Pedindo-me autorização para o fazer, ainda no seu blog, cla<ramente, além do link que direcciona para aqui, diz quem é a autora do Poema: lazulli.

 

Pois esta senhora, não cumpriu com as Regras dos Direitos Autorais, pois não só não me informou como ignorou os Direitos aqui escritos e usou o que escrevo, permitindo largas à imaginação de quem quisesse ou inocentemente me viesse a confundir com ela.

 

Eu sou inconfundivel. Todos nós quando somos nós mesmos somos inconfundíveis.

 

Apesar do grande erro que comete, não assina-la devidamente a diferença. Com excesso de confiança do seu acto, num outro post o da publicidade, para levar as pessoas a um encontro qualquer, nem link, nem nada. fica logo a cima do convite em letra miuda. (até parecia as letras dos contratos de seguros.

 

Pois bem, perante tudo isto, o meu primeiro uimpulso era o de vir ocultar a CasaDecristal aos olhos de todos. Depois, ouvi alguém e... talvez não. Não é deste modo que combatemos os maus carácteres do mundo.

 

Daí estar a escrever tudo isto. Eu ... ainda não sei bem. Mas... quita não vou ficar. De modo algum.

 

Para terminar (se alguém teve paciência de ler toda a minha revolta e desabafo, quero Informar que a grande parte da CasaDeCristal além de estar protegida pelas regras da web (só espero que elas funcionem) vamos ver: Também está protegida pos Direitos Autorais Na IGAC - O Pequeno Poema que foi retirado daqui faz parte de um livro "Vestígios Longínquos" Registado na Sociedade - Do conhecimento que tenho, estarão protegidos os escritos durante 70 Anos. - não podem ser utilizados por ninguém a não ser que eu autoriza a sua Publicação.

 

Ora neste caso não Autorizei nem tão pouco fui informada (agora só espero que a senhora, além de pedir desculpa (se não teve más intenções) retire os meus textos do seu blog.

 

 

Finalizando:

 

Toda e qualquer pessoa que por qualquer razão quiser utilizar o que eu escrevo, deve ter em atenção os Avisos do Blog CasaDeCristal sobre Direiktos Autorais. Se for muito importante para ela, agradeço muito que me contacte antes de tomar este tipo de iniciativa. Não sou tenhosa. Sei ser compreensiva. Mas, tudo de um modo correcto

 

Obrigada a Todos quanto leram

Aceito sobre este assunto qualquer ajuda ou Esclarecimento, que me queiram ou possam dar.

 

Despeço-me ... triste

 

 

(Ao terminar esta explicação/desabafo, recebi a resposta da Administração daquele serviço. E, respiro de alivio neste instante. Foram Rápidos e eficientes. Enviei-lhes o que me pediram e aguardo agora a resolução deste desagradável incidente. Que estou certa, com base no que me escreveram que irão resolver o problema. Sinto-me grata e confiante. E agradeço à séria Administração daquele servilço. Afinal, a NET tem Regras. Afinal a Net tem leis) nem tudo está perdido.)

 

Só voltarei a falar do assunto para agradecer (assim o espero) è Informar da Resolução do problema. Fico melhor.

 

O meu Obrigada, a Todos

 

lazulli

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:35
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

HumanidadeEscravizada (XXXIV)



Mas tu que me lês podes ajudar a acabar com a mentira que nos envolve a todos, explicando melhor do que eu esta trama diabólica do mundo onde estamos inseridos. No futuro, outro virá que o fará melhor do que tu ou eu. E, como elos de uma corrente de ferro, atravessando os tempos e as resistências, cada um de nós será a vontade do outro aperfeiçoada, até que a verdade venha a ocupar o lugar que a mentira ocupa hoje. E, com a hipocrisia abolida de uma vez por todas, a nossa coragem e dignidade retornará, permitindo finalmente à humanidade o cesso à verdade escondida, que levará o Poder a cair de vez. E, assim, acabar-se-ão opressores e oprimidos, bem como também a miséria física e espiritual. Quanto muito existirão duas facções bem distintas que se de gladiarão honestamente e não esta mistura de matéria e mentes que nos confunde a todos e onde ninguém sabe quem é quem. Até pode demorar o surgimento desta verdade tão procurada, mas acredita que valerá a pena para todos nós porque se tivermos que regressar de novo a esta existência miserável, teremos mais oportunidades de sermos verdadeiramente humanos.

 

Para que um dia venha a ser possível transformar o mundo num sítio onde o sofrimento humano não tenha mais lugar, mais vale prevenir do que remediar. Daí que devamos preparar-nos no combate à falsidade, começando por falar sempre a verdade em todas as circunstâncias da nossa vida. A nossa dignidade acima de tudo e de todos. Com a nossa dignidade conquistada, teremos a possibilidade de nos vir a cruzar com outros seres humanos, onde os verdadeiros valores humanos não têm dono nem são obrigatórios. São naturalmente nossos. Não precisaremos de leis ou mandamentos redigidos por outros, para termos um comportamento social correcto, a partir do momento que já nascemos com leis e mandamentos inerentes a nós próprios e ao mundo que representamos. Assim, não mais será fácil, para eles, corromperem-nos e transformarem-nos em amostras de gente. Pedaços de carne viva que deambula pela Terra unicamente em busca de alimento, para sua própria preservação, lutando consecutivamente pelo modo mais fácil de obter aquilo que nos mantém vivos, sem pensarmos que este é um período muito curto da nossa verdadeira existência e que, se não fizermos mais do que temos feito até aqui, seremos sempre aquilo que não somos. Carne. Unicamente carne viva, para poder criar mais carne, de modo a permitir e assegurar a expansão dos genes que transportamos dentro de nós. E há tanto por onde podemos começar, para impedir esta transmissão de genes, que nos tem vindo a reduzir a essência de que somos realmente feitos, que nem precisamos de aprender como o fazer; basta que, quando estivermos perante alguém a quem necessitamos dizer a verdade do que nos parece, faça-mo-lo imediatamente, não permitamos que a ética social e religiosa nos impeça de falar sempre o que pensamos traindo assim o nosso ser, porque se o não fizermos ficaremos mal connosco e com os outros. Se não nos sentirmos dignos de nós próprios não nos sentiremos dignos de ninguém. Além disso, este desinteresses por nós próprios, far-nos-á mergulhar numa apatia em relação ao mundo que nos cerca e o nosso desinteresse não nos permitirá lutar por um mundo melhor do que aquele em que vivemos. Continuaremos a ver as injustiças do mundo como se não tivéssemos capacidade alguma de acabar com elas. É preciso acreditar, ter força e começar a agir, porque querer é poder. Se nós quisermos podemos mudar o que está mal. Qualquer um de nós. Se temos conseguido manter a evolução da vida, neste Planeta, criando novas civilizações com base na nossa persistência e sacrifício, também conseguiremos fazer um mundo melhor para todos. Basta, todos juntos, querer uma coisa destas. Nada nem ninguém nos conseguirá impedir. Construamos um mundo novo, porque o que temos actualmente só nos tem vindo a fazer mal. Não somos assim tão insignificantes como nos tentam fazer crer, muito pelo contrário. Temos a luz dentro de nós, só precisamos de a deixar brilhar. Só isso. Se todos eles são de uma única cor, nós não temos forçosamente que ser a sua cor, porque senão deixaremos de ser “nós” para passarmos a ser “eles” e quem vai perdurar e viver a tal eternidade de que muito gostam são eles e não nós. Estamos a dar-lhes de bandeja a nossa imortalidade e a trocarmos a nossa identidade; se continuarmos a permitir isto, nada sobrará de nós, nem na vida nem na morte. Muitos de nós já caminham dificilmente, lamentando este momento, mas podemos ainda retomar o que é nosso indo buscar o que nos pertence a cada lei absurda, a cada ideia descabida, a cada pensamento. Não temos que aceitar mais lei nenhuma ou vontade, seja de quem for, que não seja unicamente humana. O que quer dizer, que se alguém pretender matar, mesmo que este matar tenha carimbo oficial dos governos, nós não devemos deixar que isso aconteça. Somos milhões e eles meia dúzia. Basta nós não querermos mais mortes sem sentido, e elas não existirão mais. Munindo-nos do nosso poder interior, usaremos tudo quanto estiver ao nosso alcance para os impedir. Mesmo que seja pô-los a todos fora do lugar que ocupam e substituí-los por outros, que pensem de facto em preservar o ser humano, não em aniquilá-lo como tem acontecido até aqui. Se pretenderem subjugar-nos, impondo-nos leis materiais para nos controlarem, não as aceitemos. Se as crianças não forem devidamente protegidas pela lei, como se fossem meros brinquedos para serem utilizados de modo vil seja por quem for, não o devemos permitir de modo algum. Se uma qualquer religião nos quiser impor um mandamento novo, devemos desprezá-lo, porque isso é o mesmo que dizer-nos; que só através dos seus mandamentos conseguiremos ser humanos, quando é isso mesmo que somos desde sempre, etc., etc., etc. É só ficarmos sempre atentos ao que eles fazem ou pretendem fazer.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:08
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Humanidade Escravizada (XXXIII)




Muitas e muitas vezes criticamos vil e ferozmente um outro ser que sofre como nós as agruras da vida. Como temos sido idiotas e imbecis. Transformaram-nos em monstros e nós deixamos, comparticipamos e partilhamos, somos realmente o que eles dizem, povo, leigos, incapazes de nos gerir sozinhos. Mas os que nos gerem e que fazem as leis morais e materiais, que dizem que nós temos que cumprir, são melhores que nós? É que, neste seu mundo perfeito, cheio de agonia e prisão, com as suas leis feitas para carrascos e não para o verdadeiro homem - que é aquele que sente e ama -, foram muitos os massacres que fizeram e continuam a fazer ao longo de todos estes anos de História obscura, onde tudo se perde e à qual muito poucos têm acesso. E os privilegiados que detêm este Poder entre mãos, continuam a fazer deste emaranhado de mentiras históricas um nevoeiro impenetrável para quem ainda pretende que se rompa as trevas e se faça luz de verdade sobre a humanidade. Mas o Plano, ou melhor, o Grande Plano, é mesmo grande e todas as portas estão fechadas ao entendimento. Mas não estão fechadas por suposta intervenção divina e sim por mortais comuns que querem deixar de sê-lo. Pelo menos enquanto por aqui conseguirem andar. Assim, o conhecimento continuará a ser pertença de meia dúzia, que continuará a comandar os destinos da humanidade e nenhuma força cósmica terá poder para desfazer o que já está feito e continua a ser tecido em antros secretos do conhecimento. E o conhecimento continuará a servir o que nunca deveria ter servido: O Poder. Abriram-se as portas da verdade, mas só lá entrou quem pôde não por direito universal, mas por direito galáctico ou terráqueo. Quem são estes senhores da Terra e dos homens que ousam mentir tornando este mundo no seu mundo, que fazem leis que todos temos que cumprir, gostemos ou não gostemos delas e nos impedem de sermos nós próprios? Aparentemente, foram feitos do mesmo material biológico que nós. A sua origem na Terra também parece ser a mesma mas, os seus actos são inumanos e irracionais. Indiferentes em relação ao seu semelhante, faz pensar se sob esta capa de aparentes mortais não se esconderá uma outra raça (e até talvez de um outro mundo) que possa estar entre nós desde há pouco ou muito tempo ou talvez mesmo, desde sempre. Cruzámo-nos com eles diariamente e vemo-los Senhores do Mundo, com pactos intermináveis de Poder, para manter secreto o que nunca deveria ter sido: A Origem e o Destino do Homem. E eu continuo a investigar pobremente a verdade, sem tempo e meios para a fazer aparecer. Como provar tudo isto? Como mostrar claramente a verdade? E quem estaria interessado em saber quem são, de onde vieram aqueles que nos escravizam e há quanto tempo estão eles entre nós? É irrelevante para eles o que eu sei, o que eu penso e o que eu sinto. Eles sabem que não é de modo algum suficiente para pôr os outros a pensar e a procurar. Por isso o seu Plano, comigo, nunca estará em perigo. Embora ainda queira acreditar que a verdade é una e única, por enquanto a única verdade de que tenho a certeza é que tudo isto é uma grande mentira. Uma mentira tão grande quanto o mundo.

 

 

SintoMe: na Força Da Natureza

EscritoPorLazulli lazulli às 10:19
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

... cega ...

(sentir de um momento de 2008)

 

 

Aqui estou. Ainda aqui permaneço até ter consciência absoluta do que tudo isto representa para mim. Se este mundo é ou não diferente daquele que sempre defrontei com medo mas com resistência. Sobra-me uma dúvida estranha... o que é que este estranho mundo tem para me subjugar deste modo. Aquilo que para os comuns é normal a mim sempre em cata de explicações, não estou convencida da ser inofensivo dizem-mo os meus sentidos quando meus olhos se cruzam com pedaços de almas à deriva.

Tem magia sim, mas a magia é um mundo de encantamento que arrasta consigo o androgino mais poderoso, mais eficaz, mais capaz, mais tenebroso. Aqui são as almas que lutam. Se degladeiam até à exaustão. Parece um mundo diabólico onde as almas se desapegam dos corpos e com pura inexperiência, atiram-se à deriva no encanto dos sonhos sem suporte.

Não existe consistência neste mundo. E assim como assim, aguardo um melhor entendimento. Talvez quem sabe encontre um motivo, uma razão, uma motivação, para aqui permanecer. ( De lá para cá, o que encontrei eu?! O motivo a razão?! O mais provável é coisa nenhuma. ... mas o encanto continua. Deixá-lo ir, pra ver até onde consegue ir. )

 

tudo o que penso

paira no meu cérebro
incapaz de se revelar
de se manifestar harmoniosamente
preenche-me o não sentido
à cata de palavras quando nunca precisei

conspurco-me com a sabedoria de quem mais sabe

onde está a minha verdade?!

desconfiança
total desconfiança
é o que eu sinto
procuro saber

porquê
neste preenchimento constante

não meu

mas hei-de recuperar

hei-de lutar

por mim

pela minha alma

pelo meu ente

pela minha verdade

de ser

... e hei-de conseguir.

 

 

NOTA: estes pensamentos referem ainda um sentir passado. ... lentamente tento voltar a escrever. porque quero. porque gosto. porque me faz bem. se o vou conseguir ou não... trazer a linguagem da alma à luz, falta-me saber. mas é exactamente isso mesmo que estou a tentar saber. conseguirei ou não escrever?! logo, logo, se verá!

 

BemVindaLazulli, DeRegressoACasa

 

 

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 01:11
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

máscara mil


 

 

Diz-me a vontade para continuar

A verdade diz-me não valer

a pena

O mundo diz-me que tudo está para acontecer

Eu digo

Não sei o que fazer.

 

 

 

 

Depois de vaguear sem rumo certo

À deriva

Por caminhos possíveis de percorrer

A verdade procurada chega numa frase curta

Inesperada.

 

O cair

Da máscara.

 

Livre de fantasmas inúteis

Sem sentido

Interrogo o tempo perdido.

 

Questiono agora a vontade e o valor

Já que não existe necessidade

Desta verdade.

 

Tudo seria fácil e simples

Por vontade nobre

Se ela existisse

Mas a máscara

Oculta O Pérfido

Uma dissimulação de nobreza

Descoberta.

 

Coisa assim

Não tinha como impedir

A CasaDeCristal existir

E o Oculto Revelado

Surge inesperado

À alma de todos os tormentos

Provocados

Numa máscara

Mil.

 

Se a máscara não existisse

A CasaDeCristal

Ter-se-ia mantido ou desaparecido

Ou mesmo

Nunca teria existido.

 

Para sempre oculta a todos os olhares

A todos os sentidos

Segredo dela

Do universo que os escreveu

Junto com ela

Numa indescritível sintonia de Amor

De presença eterna

Amor verdadeiro.

 

Por maldição ou ingenuidade

Ou por desconhecimento

da existência de máscaras

Vacilou com tudo

Todos

Perigou o mundo à sua volta

Sem vontade própria

Mergulhou no limbo profundo

Deambulou cega

Fugiu da luz

Nas trevas mergulhada

Por castigo da sua não-culpa

Tinha que encontrar

O caminho de regresso

E encontrou

No fim dele

A máscara mil.

 

O Universo chora

Chorará o homem

O Universo

Enganado.

 

Como lidar com o Sentido

Que não é sentido

Como lidar com o Saber

Que nada é

o que parece ser

Como perceber se vale a pena

depois de Nada valer a pena

Como entender.

 

Resposta rápida a mim espero

Se sem valor ou interesse

posso e devo continuar

a dar forma ao meu pensar

E com ele

Olhar as letras azuis

e ficar tristemente feliz

por me ver

em todas elas

Apesar de não existir mais razão para existirem

ou não existirem

Não e Sim

Sim e não

Daria a sua anulação.

 

Mas deixaria a minha alma de existir

Ou o meu ente

O meu ser

A minha genuína verdade

O meu entendimento

do mundo e das coisas do mundo

ou de mim mesma?!

Não! Continuará

a ser imutável

Manifestado ou não

Continuará a existir

enquanto da existência fizer parte

Por isso

Talvez

Continuar a dar forma à minha própria alma

e aqui a deixar pousar

Apesar de saber

de nada mais importar.

 

Viro o rosto oculto pelo rosto que me cobre o rosto

e olho o indecifrável Passado

Viro-o de novo na direcção do Futuro

Mais do que indecifrável

Vejo-o vago

Olho o Presente

O eterno Presente de tudo quanto É

E sinto mágoa

Apatia

Ausência minha

que unifica o Passado e o Futuro

num só Presente.

 


EscritoPorLazulli lazulli às 10:59
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

...

 

águasinfinitas

 

 

 

penso: umtudonadadetudo

publicado por lazulli às 15:34

EscritoPorLazulli lazulli às 10:32
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

mãos que se movem

 

 

 

... ontem e hoje

 

 

 

 

 

 

... nas pregas do tempo

 

 

 

Por vezes, muitas vezes, mais vezes do que o meu ser desejaria, sinto a essência das palavras escritas ou faladas. Sinto-as em mim em toda a sua plenitude. Penetram-me as células vivas, num constante rodopio que magoa o Ente, envolvendo-me a "alma", ferindo-a, de mil tormentos inexistentes. Sinto-as tão fora do Tempo e do Espaço, pertença de uma outra dimensão do Tempo, que mesmo eu e seus autores, desconhecem a origem, de onde emanam, estes laivos de luz e trevas, de tão perto e tão longe que estão, das mãos que as transportam, desse mundo mágico, para este mundo real, materializando-as, infinitamente e inconsequentemente. E, elas, cortam como gumes de lâminas afiadas, no mestre dos mestres dos ferreiros, mais experimentados do Universo. A cada golpe um nove golpe que dá ou rouba a vida, de quem as sente e por elas é absorvido ou as observe. Não sabemos, que as carregamos levemente, para que atravessem o Tempo e cheguem com todo o seu poder, toda a sua mensagem, ao mundo mortal dos infelizes imortais, que não têm defesa, perante Poder tão brutal, criado nas suas próprias forjas do Tempo Perdido, mas ainda não completamente Esquecido, por... uns.

 

Eis uma delas. Completa. Plena. E o sentir humano já se manifesta ou tenta manifestar no divino que se esconde perpetuamente.

 

Recua... com vontade morta de regressar a estas armas que de um canto, paradas, silenciosas, numa quietude movimentada, clamam com esta voz de longe que veio de perto, à realização do necessário justo, do valoroso valor da verdade.

 

Desvio o olhar e, tento que os escassos segundos deste tempo, recuem quanto possam, até ao momento da plenitude da palavra. Por ser verdade. Por ser vontade. Misto de humano e divino que se esvai, numa dor lenta que consome a alma frágil, que, dolente, adormece os sentidos em toda a sua dormência interior que ameaça alcançar, o exterior de/a si.

 

A outras e outras palavras com o mesmo movimento em espiral que vertiginosamente também atravessam o Tempo, vindas de um outro lado, movimentadas e com forma, transportadas por outras mãos, estas, obra do acaso inexistente, em centenas de mãos. Milhares. O olhar enigmático, foge para evitar a fúria e... lamenta-se, engana-se, força-se a enganar-se, para evitar o apelo às armas que sabe necessárias e sempre prontas.


Mas, a esta mais que justa luta e até necessária, quase não consegue fugir!


Quantas vezes a luta a que desesperadamente foge e tenta esconder de si, esteve presente, trazida por tantas mãos e tantas vozes, por tantos movimentos reptilínios que se mantiveram no tempo real do Real Tempo. Sabe-los, força a tristeza dos mundos desiguais. A tristeza de um amor que quer só chorar silenciosamente a longitude do seu mundo. Tão longe... que se não lutar, chegará lá na mesma. E, se lutar, esvair-se-á numa tristeza infinita, para chegar onde a esperam. Para quê, então?! Porquê?! O que mudou?! Sabe-o, no interior de si mesma e no interior do exterior que começa a dar sinais de desanimo, esgotamento. Desinteresse. Tudo ficará inalterado. Imutável. Até ao dia da metamorfose. Encobre a alma doce, com um manto transparente e dali observa, triste, a luta permanente dos homens. Entre ir e ficar. Preferia a partida muito antes do movimento a que a própria vida obriga. Mas já as mãos se movimentam, num estado febril, querendo participar e reclamar, todo este movimento perpetuo, impedindo um tão pequeno desejo. Estar. Apenas estar. Pudera continuar a trilhar o caminho como um qualquer "viajante", mortal?!
 lâminas que cortam


Mas...

A lembrança de lutas e guerras, vencidas e perdidas.

A lembrança das batalhas ganhas, com as armas pesadas de tão leves.

... pegar-lhes de novo... usar as armas ao seu dispor... e, depois, quando as luzes de todas elas, leves como plumas imperceptíveis, não visíveis, começarem a desferir golpes invisíveis nos sequiosos destruidores da essência... quando o inexplicável acontecer... ela, voltará a ver o campo repleto de dores inexplicáveis. Memórias. Memórias dolorosas. E, como noutros tempos e noutras eras, chorará sobre as armas que transporta e que ama, por fazer delas uso. De novo o aço que se entrecruza, num som estridente que propaga ao ente magoado, o som inaudível, de batalhas sempre inacabadas.

Chorar sobre o inimigo mais do que avisado. Chorar por querer só sonhar. Só ser e estar. Não lhe compete a si e sim a forças maiores e determinadas em alterar todos os destinos, mesmo aqueles que ainda não estão traçados. A luta prenunciada, transportada do seu próprio mundo, está a chamar a águia que paira agonizante noutros campos de batalhas ainda passadas e vai afastando os abutres que insistem em permanecer até que seu choro a adormeça.... para sempre.

 

Por um instante de tempo curto. Só um instante. Chegou a esperança, mas logo se arredou da semi-viva. Finalmente a Promessa se tornava visível a olhos mortais. Real. Palpável. Perceptível aos cinco sentidos. Mas foi curto e breve o instante do tempo em que o véu se ergueu e deixou que o Universo contemplasse, a Promessa, agora quebrada, mas guardada dentro do ser. O que farão os senhores do Destino, com o seu fracasso?! Sim! Porque foram eles que fracassaram, ao não preverem a ténue vontade humana. Deponhõe-em em suas mãos a Promessa e ficam fracos, para a manter. Porque então a revelar?! Porque então mostrá-la?! Fracos são os deuses mais do que as pequenas criaturas que sabem de verdade viver. Condeno pois, eu os deuses, pela sua incúria e pela sua incapacidade, de proteger o que sempre prometeram.

 

 

Pode sim, pode lutar! Mas hoje ... queria poder continuar a olhar sempre para cima, para a sua luz e esperar.

O que dói, é que a voz que alerta, que impulsiona à nobre mais que humana, sabe que a luta tem que começar. Já não há como a evitar. Debruçada ainda sobre as feridas expostas por todo o campo que provocou pela visibilidade da Promessa inacabada, com as armas que transporta, enquanto na metamorfose e em simultâneo, vagueia pelo ares dos campos, porque não teve, uma mão amiga que a mantivesse quieta e uma insignificante criatura. Apenas só uma criatura, como qualquer outra, livre do peso do mundo que nunca quis para si. A luta pelo nada, parece fracassar, mais do que antes, porque encontrou o que nunca achou ser possível encontrar. A verdade. A sua verdade. Que agora achada e perdida para sempre, realizou o feito que sempre ignorou, tornando-o visível, aos olhos de todos. Daí, já não vive. Já não sonha. Olha para o céu triste e espera, com a água a correr ininterruptamente dentro de si, ocupando todos os lugares, antes vazios e, um oceano profundo de águas amenas, nasce ali todos os dias.

 

Adormecer... quase que tinha conseguido adormecer nos céus da Terra, enquanto planava e dirigia os olhos ao solo perscrutando o sucedido, mas já as asas planavam, para a não deixar morrer no seu próprio sono. Dormia, chorando, tentando misturar-se com as partes que ali jaziam... de si.

 

Quase que um guerreiro nobre de outros tempos, mais preparado, despertava do sono profundo, mas... assim como um deus perdido... era fraco... optava pelo mundo. Mais um deus-guerreiro, moribundo, que desconhece a própria origem. O mundo estava cheio deles. Vencidos ou vendidos?! Quem saberá?! Já não lhe interessa. Que morram os homens e os deuses, de uma vez por todas para a deixar permanecer no estado letárgico de gente... humana.

 

 

(original realizado a: Quinta-feira, 18 janeiro 2007

e... composto hoje)

 

penso: consegui

amor, canto, conto, desabafos, divagação filosófica, elemento, essência, estado, estrelas, eternidade, eu, existência, ficção, fogo, futuro, letras, lisboa, literatura, lágrimas, matéria, metamorfose, morte, mulher, natureza, pessoal, porto, prosa, texto

publicado por lazulli às 09:33
Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 22:25
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

menino...

 








Carlos

(... não deixes o tempo passar)


 

 

Tinha nascido

Era meigo e querido

E mantinha a inocência do Ente dentro de si

Cresceu sozinho, sempre sozinho

E o pensamento tardava a vir

O seu Ente não entendia o mundo que o cercava

Porque continuava puro desde a Origem que o formara

Mas foi o tempo longo demais e seu inimigo

E ele continuou a olhar

Ouve um dia

Só um dia no tempo

Só um momento que andou

E sentiu frio quando despertou

Olhou e nada viu

Ele não era de nada e de ninguém

E também ninguém era seu

Não entendeu

Não entendeu e sofreu em silêncio o seu espanto

Todos tinham alguma coisa

Todos faziam parte de algo ou de alguém

Todos pertenciam a um lugar, a um sitio

Todos tinham alguma coisa sua

E ele não tinha nada, não era nada, nem ninguém.

A solidão foi forte

Quando gritou e ninguém o ouviu

A dor foi grande

Tão grande que o Universo ouviu e estremeceu quando o perdeu

Porque o menino queria arrancar esta agonia de ser diferente de toda a gente

Começou a caminhar com a dor da descoberta ainda estampada no rosto

E seguiu pelo caminho onde caminhavam todos

Conquistando a simpatia desses que antes não entendia

E esta simpatia perdeu-o completamente

Quanto mais queria ser igual a eles

Mais desigual se tornava ele dentro de si

Algo não o abandonava

Experimentou tudo quanto viu

Seguiu fielmente os passos dos seus vizinhos e conseguiu

Conseguiu estar com eles

E fazer como eles

Falar como eles

“Ser” como eles

Mas o menino não sabe que morreu ao querer ser igual a eles

Porque nunca poderá ser quem não é

O menino predestinado a crescer dentro de si

Para que o Universo dele tivesse orgulho

Não sabe que a sua diferença continua a existir

E vai reclamar sempre o seu direito de ser

Por mais insignificante mediocridade que lance sobre si

Um dia vai prestar contas a si mesmo do que fez consigo próprio

O menino não é um ser do mundo

E tem que saber isso

O menino é mais que nada, é tudo

Mas é tudo quanto não é

O Universo está cansado da sua luta pela Verdade-Justiça do Cosmos

Existe o teu lugar, menino

Existe o teu Mundo do outro lado da Vida.

 

Dedicado ao meu irmão Carlitos
 


Agosto de 1992

 

 


amizade, amor, essência, lágrimas, pensamento, pessoal, poema, poemas, poesia, porto, presente

publicado por lazulli às 01:32
Terça-feira, 6 de Maio de 2008
(2) comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 10:36
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

lazulli na net

 

 

Não desperdiço o "meu" Tempo, em procura de mim mesma, desde sempre. Daí, na CasaDeCristal , irão surgir ao longo do percurso, Dois Temas Novos que transcreverão o mais fielmente possível a minha existência neste mundo estranho, mágico e perigoso para os nossos sentidos. Sinto isso como uma obrigação, se calhar desnecessária, porque burros como eu, são quase extintos. Mas, as raridades da alma existem. E, mesmo que exista uma única alma, burra como eu, merece que eu transcreva:" lazulli na net " e "no mundo de mercúrio" duas formas de contar uma e a mesma história, sem contudo desvirtuar a verdade desta dualidade-una que sou eu, dentro e fora de mim mesma. Talvez, deste modo, possa vir a poupar algum inocente/inexperiente, de dores profundas e desnecessárias.

 


Não consigo viver nas trevas. E, se elas me envolvem ou tentam envolver, sempre procuro a luz, tacteando no escuro, e as réstias que rasgam as sombras de quando em vez, nunca são suficientes para caminhar em paz e com a minha paz, interior, que salvaguardo acima de tudo. Não alteraria, o meu Ente, nem que a humanidade toda, feita de milhões de almas supostamente pensantes, me dissesse que na escuridão é que se está bem. E, não por mera arrogância da diferença e sim, porque só assim, estarei bem comigo própria, com o mundo e com os outros, consoante for capaz, irei expondo estes Dois mundos que são Um. Um ficcionado o outro real, sem contudo falar de locais, nomes ou pessoas, quer sejam elas integras ou não, por uma questão de ética, integridade, lealdade e também porque lazulli na net " e no "mundo de mercúrio" visa só apenas e unicamente apenas, servir, se for necessário, a algum inocente e inexperiente, de modo a não ter que vir a sentir por inexperiência, bondade e gentileza, aquilo que eu senti e me fizeram sentir, só porque um dia resolvi, como qualquer outro, aqui vir. As minhas lutas são assim mesmo deste modo. Sempre visando o ser e o estar sem nenhum espécie de interesse além do nada. Apenas ser. Estar. E, quando me tentam impedir de um qualquer modo, ser ou estar, pura e simplesmente como se o mundo e as coisas do mundo, tivessem já donos próprios que decidem por outros como estes têm que ser ou estar, de acordo não com a pessoa e sim de acordo com o que é determinado, por meia dúzia se querem pertencer ou partilhar do já instituído (e neste caso a invisibilidade pode sempre traduzir-se nos maiores valores interiores de cada um ou nos mais pérfidos instintos; é garantido que poderia até levar milhões de anos mas ia lutar para continuar a ser eu mesma e estar sem perturbação. Não escolho por ninguém. Não permito que façam as minhas próprias escolhas. Vindo elas claras ou sorrateiramente disfarçadas. Aqui, começo a aprender a lutar como sempre o fiz na vida. Julguei não ser necessário. Tudo me parecia bom. Limpo. Nem eu imaginava a dimensão impressionante do manancial do bom e o mau (como eu os entendo) que é possível criar aqui dentro. Magoa-me. Mas, isto não passa de uma extensão do mundo. E, esse, julgo eu conhecer bem. Mas, continuarão a existir coisas que continuarei a preferir delas não tomar conhecimento. Se puder evito sempre saber o que não me é necessário. Nem sempre o consigo. As coisas vão acontecendo e por vezes sem querermos estão diante dos nossos olhos. Mesmo assim, nada me fará fazer parte integrante do que me desagrada. Nisto sempre tenho o poder de decisão. Fazer parte do que me agrada é que não depende só de mim. Mas manifestar-me, como sou, isso posso se quiser. Talvez ainda a pureza da minha alma não esteja completamente recuperada. Mas acredito hoje que a minha alma respira de novo tranquilamente e poderei estar de regresso ao meu próprio caminho. Não sofro de espécie alguma de dogma ou necessidade de afirmação. Não tenho a mania da perfeição, seja esta falsa ou verdadeira. Mas continuo a ter a mania de não suportar injustiças. A ter a mania de não me deixar enganar, a ter a mania que toda a verdade é mais válida do que uma simples e aparente inofensiva mentira. Porque nela, (na verdade) eu sempre sei caminhar sem medo e não sofro perigos ou emboscadas e posso continuar a ser. Sofro sim, da necessidade de viver sempre e permanentemente o meu estado de ser, que eu mesma considero Único!

 

 

 

Voltarei a estes dois preciosos temas, com o início de:

 

 

lazulli na net

e

no mundo de mercúrio


amor sol, conto, desabafos, ficção, justiça, lágrimas, mentira, pensamentos, pessoal, portugal, tristeza, verdade

publicado por lazulli às 22:58
Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 12:11
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Palavra

 

ad)

 

 

Senhora, que encerras em ti todos os mistérios da vida e da morte, por tudo isto e muito mais de que isto, pelejaram e pelejam, feroz e constantemente, uns contra os outros, desconhecendo o teu Poder maior que o mundo. Maior do que o próprio Universo. Estão sempre a dar-te novas formas. A interpretar-te de acordo consigo mesmos, porque se julgam a si próprios, detentores da Criação. Eleitos por um qualquer poder. E, desconhecem completamente, ser um universo, dentro do teu próprio Universo. Que fazem parte de um Todo, completamente interligado, até a que tudo se consuma. Assim... o fim, não chegará nunca. Talvez seja por isso, que a Criação é constante e eterna. Imortal. Ninguém quer abandonar o que cria ou criou. E, aí está ela, a infinita Criação. Enquanto existires, Senhora Suprema, dentro de cada um, todos existirão junto com o tudo que criam e criarão. Contigo, darão novas formas ao mundo e transformarão ininterruptamente o Homem, em... depende de como de Ti tiverem entendimento. Aguardemos, para ver o que irão fazer do Poder que lhes foi dado no Início de Todos os Inícios. Aguardemos. Mas, Senhora Suprema, o meu ente, perde a Esperança diariamente, de que eles algum dia, possam de verdade, atingir o teu Conhecimento.

 

Por enquanto... Armas de fogo vivo, criadas pelo teu Poder. Armas emocionais. Armas físicas. Que combatem constantemente, o Amor e o Ódio e pelo Amor e o Ódio. Do mais ínfimo ao maior pormenor, estás sempre presente. No pequeno e no grande, lá estás Tu. Solta. Com a liberdade que Te é em tudo característica. E, sem pudor., usando-te sem consciência, ignorando-te completamente, enfeitando-te, como peça de luxo inútil e fútil, exibem-te p'ra olhos verem. Recolhem louros como se fossem taças, troféus da sua especialidade incomparável, nas suas Paixões privadas sobre os seus pequenos entendimentos, sobre tudo. Misturam-te, com outras palavras já existentes, de um outro qualquer. Fazem diversões e exercícios mentais, reafirmando, muitas vezes a mais perigosa e impura eficácia que vem de ti. Entras em competição, completamente alheia a ti e ficas sentada a tentar, tu, também, traduzir a Tua própria Palavra e quase não a reconheces de tanto enfeite que lhe puseram. De tanto significado que lhe atribuíram . Tanta roupa bela, tanta jóia. Tanta coisa bonita que te obriga a tentar desencalhar-te de roupagens tão preciosas para desnudares aquilo que é teu e poderes ver a Alma da tua própria Palavra. A tua alma. Pelo teu imenso Poder, os homens ainda não sabem utilizar-te ou compreender-te. Julgam-se teus criadores, quando na verdade, és tu que os vais criando, alimentando ou exterminando, consoante, eles mesmo determinam, aquando da Tua utilização. Na paixão do amor e do ódio, tu és o Tudo Nada e o Nada Tudo, que dormita dentro de cada um. Quase não tens descanso, enquanto o ente dorme, no fundo de si mesmo!


Eu, pequena paladina da Palavra Sagrada. Da grande Palavra que engloba todas as palavras e em todas as línguas - até nisto não te distingues no poder imenso de que és criada -, sou insuficiente, para te defender. Ainda não sei em plenitude, transformar a minha própria alma, em palavras dignas de ti mesma. E, também por essa mesma insuficiência, não atinjo o coração do Homem, chamando-o a a conhecer-te. Para que desse modo, ele soubesse do que és capaz e usar-te convenientemente. Mas, na tua Infinita Sabedoria, tu sabes, porque sou eu tão deficiente a defender-te. Se calhar... porque ao Homem continua a não poder ser dado todo o conhecimento. Todo o poder. Isto mesmo porque ele já demonstrou claramente, como usaria esta tua sabedoria. Mas é justo Senhora, um punhado de meros mortais, ter acesso à tua sabedoria e mesmo assim, utilizá-la para a péssima governação do mundo?! Com uma só palavra Tua, eles podem criar mundos. Transformá-los. Dirigi-los. Enfim, eles podem tudo, embrenhados no Teu poder imenso. E, eu, temo o teu imenso Poder, num mundo que não está preparado para te receber. Se tivesse que existir uma deusa, tu serias a escolhida entre todas elas. Porque, continuas a ser Tu, que dás a voz aos deuses. Talvez, por isso, eles se coíbam hoje, de usar-te despudoradamente, como fazem os humanos, porque Te conhecem e sabem do teu Poder. Da espada de todos os gumes de que és constituída. E, benditos sejam os deuses, por estarem a respeitar no silêncio, o teu uso. Mas, um dia... eles conseguirão manter por muito mais tempo, a sua promessa?!


Ah, Senhora minha, se os deuses não sabem o que fazer com a tua Plenitude, muito menos eu, guardiã carinhosa da tua dor oculta. Luto para te manter dormente dentro de mim. Não desperto o teu Poder. A Tua fúria. Porque sei do que és capaz. Sei do teu Poder de transformação. Todo o toque dos mundos, da vida e da morte, é Criação Tua. E, ainda, quando os homens te usam... penso, defender-te. Mas sei que não precisas da minha protecção. Nem que te defenda. Porque és Tu que incluis a eterna sabedoria dos Tempos. Mas, eu amo-te!... e, suavemente, deixo que te soltes, levando-te através de mim. Deixo que te expandas, sempre, receosa, do efeito das minhas próprias palavras, que afinal, são tuas. Darei eu, bom uso, à tua sabedoria?! Temo. Temo, não o dar na perfeição. Sinto-o! E, receio, por mais boas intenções que a minha alma tenha, estar a contribuir para mais um engano, mais uma mentira, mais uma nova criação, desnecessária. Peço-te perdão, por eventualmente, ser sem querer, o perigo que vem de ti. Do teu imenso Poder e pureza. Pureza que cega o mundo, feiticeira divina. Sei que me amas por nunca te trair. Sei que sou parte de ti, guardiã sem armas. Mas, temo não saber o que estou a fazer. Como se, não fosse eu a decidir, sobre coisa nenhuma. Tudo se tem vindo a transformar. E, o impensável, mas previsto por Vós, se transformou, inexplicavelmente, em realidade, como prometestes um dia... mas... sinto-me pequena e impreparada, para tudo isto. Palavra amada, o mundo da Tua criação, faz-me recuar muitas vezes, querer pegar-te e levar-te para um outro lugar, escondido, guardar-te como antes, onde ninguém possa fazer de ti uso de seus devaneios e ânsias. Usar-te. Ajuda-me amada eterna. Não deixes cair em tentação a verdade e a mentira. O Tudo e o Nada. O Amor e o Ódio. A Criação e Traição.

Daqui, deste lugar que não escolhi, sou uma das tuas letras e brilho sozinha no negro da noite escondida à espera das tuas outras letras, para fazer todo o teu alfabeto, mas, fosse eu todas as letras de que és composta e guardava-te para sempre em mim. Tirava a Palavra dada ao Homem um dia no tempo ido que se perde nas brumas impenetráveis do tempo e recolher-te-ia para não sofreres mais com o Poder de ti própria .

Criança inocente que não pensa que não sente que não ama ou odeia apenas sente a Palavra...

ESTA.jpg

 

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publicado por lazulli às 23:32
Terça-feira, 15 de Abril de 2008
SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 00:16
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

"São lágrimas, senhor, são lágrimas."


 

Canto II

 

 


“São lágrimas, meu senhor, são lágrimas.“

 

 

Lágrimas

 

dizeis vós

 

alma da minha alma

 

como podeis guardar lágrimas em vossas mãos

 

se vos amei

 

desde o raiar da Aurora

 

até ao descer do manto que cobre o mundo

 

não controlando a Vontade De Cronos

 

que persiste em manter em meu âmago

 

esta herança indesejada

 

que me não permite

 

libertar

 

a Alma amarga

 

que presa a Vós

 

tarda em sarar

 

a chaga aberta

 

que me consome

 

sempre em ferida

 

por minha cobardia.

 

 

Dizei-me vós


senhora das mãos de prata


a verdade

 

imploro-vos

 

sei que vos decepcionei

 

por minha honra

 

juro que eu não queria

 

não prolongueis mais

 

meu próprio castigo

 

minha agonia

 

não me transformeis

 

em mais negro

 

que o negro


ocultando-me a razão

 

que ocultais em vossas mãos

 

no vosso deambular

 

por jardins e afins

 

onde


gostaria

 

de não vos ver penar

 

carpindo

 

dores inexistentes

 

sem sentido.

 

Cessai vossas lágrimas

 

incrustadas em cristais

 

contra os quais praguejo

 

aço duro e frio

 

todos os dias

 

porque aqui vos encontrais

 

sem desejar

 

a vossa lembrança

 

que não quero minha

 

nunca mais.

 

 

Deixai-me ajudar-vos

 

à não derramação de mais lágrimas

 

por essência

 

que não é vossa

 

e sim minha

 

afastar-vos


de perigos eminentes

 

que enfrentais

 

por incúria minha.

 

 

 

Não me julgueis pérfido

 

ou leviano

 

incapaz de assumir suas próprias falhas

 

meu silêncio

 

e

 

ausência prolongada

 

é preceito meu

 

esconder-vos

 

quem sou

 

pr'a

 

não decepcionar-vos mais

 

retirar-vos

 

do lugar que não é vosso

 

afastar-vos

 

para sempre

 

de jardins alheios

 

onde só incomodais

 

meus canteiros

 

cheios de luz e cor

 

fantasia e amor

 

que nós mesmos criamos

 

e Vós não criais

 

com luz e cor

 

do mundo que nos trazeis

 

desconhecido

 

de amor.

 

 

 

Sim eu quis o Vosso mundo

 

amei-o por um instante de Tempo

 

mas

 

minha luz de sombras

 

é aquela

 

onde melhor estou

 

onde melhor me sinto

 

nela quero permanecer

 

não me desafieis

 

mais

 

e dizei-me de uma vez por todas

 

o que guardais.

 

 

 

Mesmo

 

após ter entregue a outra parte de mim

 

ao Demónio das mil sombras

 

mantive a vilígia

 

permanente

 

por horas e dias

 

sem fim

 

por isso

 

dizei-me a mim

 

só a mim

 

como nos tempos

 

do Tempo

 

em que só em mim confiáveis


o que escondeis em vossas sagradas mãos

 

de prata argêntea

 

que fere os sentidos

 

e a confiança

 

que em vós depositei

 

um dia.

 

 

 

Dizei-me

 

doce e amada senhora

 

ouvi-me

 

como nos dias


nas horas

 

nos meses e nos anos

 

em que fugi de vós

 

sem nada vos dizer

 

e me retirei para a minha Torre

 

de pedra fria

 

e do Alto distante

 

vos observo

 

todos os dias

 

tentando perceber o que escondeis

 

nas mãos que um dia beijei

 

aquelas

 

ainda gravadas

 

em meus lábios

 

secos

 

por mais nada vos dizer

 

por mais nada

 

querer saber

 

por mais nada esperar

 

congelando as mágoas

 

que eu mesmo avolumei

 

por em Vós

 

doce senhora

 

não querer acreditar

 

e contar-vos

 

a verdade

 

de mim.

 

 

Desesperais aquele que vos ama

 

desafiais

 

com vosso cântico sentido

 

a paciência de quem amais

 

em vosso silêncio e persistência

 

abri vossas mãos

 

agora

 

ordeno

 

que o façais.

 

 

 

 

"Senhora das mãos de prata":

 

 

Tranquilizai meu Senhor

 

vosso coração

 

retornai em paz

 

à vossa Torre lá no Alto

 

e permiti que eu aqui permaneça

 

em vossos jardins e afins

 

porque são apenas lágrimas

 

o que está guardado para sempre

 

eternamente

 

em minhas mãos

 

não as temais

 

porque nelas

 

está Toda a Verdade

 

zelarei

 

para que permaneça para sempre

 

guardada

 

dentro das mãos

 

fechadas

 

que tanto insistis

 

que abra.

 

 

 

Vos digo não

 

não posso

 

abrir minhas mãos

 

acreditai

 

meu senhor

 

que não o devo fazer

 

meu dever

 

é guardá-las comigo para sempre

 

as lágrimas

e

hermeticamente

 

fechadas em minhas mãos

 

fá-lo-ei

 

cumprirei a Promessa

 

feita ao Não/Tempo

 

antes do início

 

ter sido início

 

e antes do Tempo

 

ter sido Tempo

 

mesmo antes do Espaço

 

aparecer como Espaço

 

Espaço/Tempo

 

contra tudo e todos

 

as guardarei

 

mas a Vós senhor

 

e por Vós

 

não posso recusar um pedido

 

por isso vos peço eu

 

que em mim acrediteis

 

que, são mesmo lágrimas

 

Senhor

 

unicamente lágrimas

 

o que de Vós

 

escondo

e

esconderei.

 

 
penso: saudades do primeiro mundo
lágrimas, poema, poemas, poesia
publicado por lazulli às 21:14
Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 23:11
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Humanidade Escravizada (XXVII)

 

XXVII

 

 
 
 
 

Parece-me a mim e só a mim, que, há mais ou menos mil anos atrás, as cruzadas nasceram para combater os hereges espalhados por toda a Europa e quase que em simultâneo as suas fogueiras para queimar vivo quem não aderisse às suas crenças judaico/romanas. Durante este período conturbado de horror, onde a espécie humana foi tratada com impiedade por algozes representantes da nova lei cristã que se viria a implantar pela força até aos nossos dias, também se roubavam terras, reinos e bens. Os templários (cruzados reformados) depois de ajudarem à implantação do cristianismo judaico/romano e à criação de novos reinos, tornaram-se incómodos para o poder papal e real indo acabar torturados, perseguidos e queimados nas fogueiras acesas por uma Europa inteira, acusados de heresia assim como o tinham sido os cátaros. Inexplicavelmente, depois de extinta, a Ordem do Templo parece ter continuado a existir ocultada por outros nomes e noutros reinos que continuaram a utilizá-la, se não no seu braço armado poderosíssimo, pelo menos nos conhecimentos que tinham. Curioso é que, ao mesmo tempo que decorriam as suas detenções com base em inúmeras acusações de heresia, uma das quais o facto de terem negado Cristo, morriam muitos templários nas prisões muçulmanas por não renegarem a fé cristã, apesar de no Ocidente serem acusados de ser islamitas disfarçados. Há algo muito mal esclarecido sobre estes senhores de mantos brancos assinalados com uma cruz vermelha. Até parece que para andarmos perdidos em conjecturas constantes e nunca conseguirmos ver, de facto, o que aconteceu nesse tempo, lhes tenham atribuído o ideal Cátaro, tornando confuso qual teria sido de facto o seu papel. O certo, mesmo, é que os cátaros desapareceram, mas os templários não. Quem não chegou a provar as hediondas fogueiras da Igreja Romana, foram os muçulmanos (infiéis) com os quais combatíamos. Vá-se lá entender isto! Não sendo cristãos, é deveras curioso, que só os tenham expulsado dos territórios que ocupavam, pelo menos na Península Ibérica, e não os tenham convertido, também pela força, ao seu sagrado cristianismo. Quando a Inquisição existiu para converter ou exterminar todo o não cristão, não se compreende porque é que os muçulmanos, não foram convertidos ou queimados vivos. Se não se obrigava os infiéis (não crentes em Deus) a ser católicos, a quem afinal se obrigava a ser católicos, na Europa, por essa altura?! Os fiéis (crentes em Deus/Deuses)? Ah! Igreja Romana, quanto escondes dos teus crimes. Com o pretexto que os Cátaros, eram inimigos de Deus, quando de facto eram inimigos da tua mentira descomunal, fizeste-os arder vivos nas tuas fogueiras acesas por toda a Europa, para te poder iluminar um mundo tão escuro que tu mesma criaste. Quando eu era pequena (ainda amante das tuas mentiras), confundindo o meu amor eterno com o Cristo que inventaste, fui instruída na tua catequese (que frequentei com ardor e convicção) que a oração “Pai Nosso” era a única oração que Cristo tinha deixado. Hoje sei ser isto mentira. Mais uma entre tantas e tantas outras. Esta oração, dita por Cristo ou não, é a oração dos cátaros. O seu Pater. O Pater cátaro:

 
 
 

 

 
 
 

“Pai Nosso que estais no céu, teu nome seja santificado. Venha a nós o vosso reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no Céu. O pão super substancial nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis sucumbir à tentação; mas livra-nos do Mal. Pois a ti pertencem o reino, o poder e a glória, por todos os séculos.”

 
 
 

 

 
 
 

Claro que o facto de se substituir o termo super substancial ” por “quotidiano” continuará a não ter resposta de espécie alguma por parte dos tão sábios teólogos que pairam por todo o mundo. A fé continuará a ser mais do que suficiente para se ser salvo. E é isto que todos pretendem: ser salvos! Mas ser salvos de quê e de quem? E depois, quem precisa ser salvo? Só se for de todos vós, e não é com certeza com essa fé cega a que nos sujeitaram ao longo dos tempos, dizendo-nos que não precisávamos de pensar, que não tínhamos sido feitos para isso e sim para acatar sem ver, sem saber. Deverias ter dito assim: se pensares sabereis que nós vos mentimos descaradamente para poder manter o nosso nível de vida. O raciocínio que vos foi dado não foi para ser usado, mas sim para ser recalcado. Não foi o raciocínio dado a todos os filhos de Deus? Se Deus não queria que este fosse usado, porque dotou o Homem com o mesmo? Porque o reino dos céus será dos humilhados e dos oprimidos. Dá para pensar porque é que será que toda a casta sacerdotal de todos os tipos de religiões e as políticas poderosas que acompanham estas mesmas religiões por todo o mundo não temem este augúrio de Deus, não trocando a sua riqueza pela pobreza. Não se deixam humilhar e oprimir. Muito pelo contrário. Continuam a humilhar e a oprimir todos aqueles que não aderem aos seus costumes. Eu sei que todos eles dizem viver para os outros e até fazer voto de pobreza, castidade, obediência, etc. Mas que grande hipocrisia, não é assim que eles vivem! Não temem a penalização dos infernos com que atemorizam toda a gente. O inferno parece não ter sido feito para todos eles e sim para todos aqueles que não os escutarem. “Olhai para o que eu digo, não olheis para o que eu faço”. Como são espertos estes donos do mundo, fazedores de leis e de religiões! Nos “seus” livros, base das religiões vigentes (um dos quais a Bíblia dos Ocidentais, e digo dos Ocidentais - embora que estes, já numa fase avançada do esquecimento voluntário ou forçado, das perdas das suas próprias raízes religiosas, que existiam, muito antes de aqui ter chegado o cristianismo, este sim, vindo do outro lado do mundo, precisamente, o do mundo, que supostamente combatíamos - pois, foram eles, que depois de aderirem a essa Nova Vaga Religiosa, trazida do Oriente e nunca nascida no Ocidente, se intitularam possuidores da religião verdadeira, embora eu continue sem entender a sua necessidade na vida dos seres humanos), a religião existiu e existe, para que o Homem passe de mau a bom. Mas não foi isto que aconteceu, muito pelo contrário. O Homem parece continuar no caminho da bestialidade, ultrapassando até nas suas atitudes qualquer besta existente, começando até por dar lugar à verdadeira besta; e as tão faladas bestas lá continuam iguais a si próprias, preocupando-se em manter a sua espécie de um modo muito mais sadio e agradável. Se foi para que o Homem fosse mais capaz de entender a vida que o cerca, cada vez está mais longe de a entender. Se é porque foi e é necessário acreditar em Deus, eu pergunto-me porquê e para quê, pois continuo a ver que todos os religiosos assumidos acreditam essencialmente é neles próprios, usando a religião como uma forma de poder espiritual sobre um outro, de modo a que este outro sirva sem se questionar qualquer tipo de Poder. O que eu vejo de utilidade nas religiões é pôr o ser humano mais estúpido e mais incapaz. As religiões sempre deram a uns Poder e a outros Submissão. Não têm servido para mais do que isto. Para o Homem se encontrar de verdade nunca serviu ela, pois já lá vão tantos e tantos anos em que as religiões existem e ainda o Homem não se encontrou de modo algum e, pelo andar das coisas, não se vai encontrar nunca. Só os bichos precisam de religião para se saberem comportar como gente, mas quem é verdadeiramente gente não precisa da religião para nada porque nasceu com ela. E se quer ter uma religião que tenha a sua, agindo sempre com a verdade do seu interior. Deste modo, não será tratado pelos religiosos como idiota e incapaz, como o tem vindo a ser até aos dias de hoje. Tratados como autênticos atrasados mentais que precisam de crer em todos aqueles que por “direito” especial concedido por este Deus estão capazes de governar todos os outros. Segundo a religião, como ser divino que é, o Homem devia ter capacidade para se governar a si próprio. Mas, para que isso nunca viesse a acontecer, foi necessário castrar-lhe o pensamento. De contrário, poderia vir a saber tanto quanto eles e, assim, todos estes pretensos iniciados ficariam sem os seus privilégios de governar toda uma Humanidade, criando Estados e Sociedades convenientes a si próprios, que lhes garantiria ao longo de todos os tempos um bem estar sem limites.

 


ensaio, homem, livros, portugal, religião

publicado por lazulli às 11:47
Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 15:53
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Domingo, 27 de Setembro de 2009

alma

 


fala alma

 

diz-me o que tens

 

conta-me a mim que de há muito


 

te vejo deambular com os olhos fixos num único ponto


procuras tu alguma coisa?!


vejo-te sempre com o mesmo ar

 

conta-me o que te faz olhar fixamente um único e mesmo ponto

 

em torno de mim.


 
 

escuta comigo o silêncio que me preenche


nele vês o tudo de mim


aqui guardo a minha alma eterna


eterna sim


não te surpreendas com esta eternidade só porque é eternidade


porque a imensidão da eternidade machuca mais ainda a alma ferida.

 

 

 

deixei de correr de tropeçar

 

e também de deambular aflita

 

pela terra inteira

 

acalmei os meus passos

 

e deixei que minha alma se voltasse a mover

 

ao som das minhas palavras.

 

(demimparamim )


pensamentos
publicado por lazulli às 09:00
Quarta-feira, 2 de Abril de 2008
comentários (1)

EscritoPorLazulli lazulli às 22:01
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