Domingo, 3 de Setembro de 2017

,,, bicéfala,,, a Serpente Escondida

....bicéfala .... onde se vergam os Poderes da Terra

 

 

magestosa

ostenta riqueza sem igual

infernal

sob manto de ouro púrpura

guarda segredos

pertença de deuses desavindos

esbanja palavras de mel feitas de fel 

a todos enganou

a todos engana

a traiçoeira

 

 

nas suas garras 

o Globo de Outros

que a antecederam

aprisionado

como se fora unicamente seu

usurpando o direito 

do antes, do agora e talvez do depois

na continuidade disfarçada do mesmo

plano de governaçao

das almas aprisionadas que aqui estão

 

 

uma única coroa

em duas cabeças

de Corpo único

olhar firme no Ocidente

olhar firme no Oriente

astuta

dupla ave de rapina

pestilenta

que a todos contamina

 

 

baços

sob suas asas 

poderosos protegidos cérebros limitados

baços-illuminados

almejam a imortalidade

que lhes é negada e prometida

essência totalmente desconhecida

procurada e mal entendida

na ilusão de Escolhidos

percorrem caminho errado

de acordo com mestre desconhecido

alteram o Espaço/Tempo

fazendo vacilar os mundos

impunemente

portas e portas são abertas

chocando mundos contra mundos

buscam igualdade no desigual

quando Deuses do Passado vedaram

Portais

de mundos desconhecidos

portais para protecção do homem

hoje abertos

 

 

escancararam

indiferentes

à mistura do bom e do mau

na sua sabedoria intra-terrena

arrastam as almas"

para a penumbra de mundos desconhecidos

misturando o que existe com o que não-existe

trouxeram mais Mal ao mundo

na sua ambição de Illuminados

mas é baça a sua iluminação

perigosa para as criaturas

que obscenas na sua adoração à bicéala

não sabem o que é o Amor

mesmo sob a sua falsa protecção

nem sabem quem são e porque estão

muito menos para onde vão

e porque irão

sem  destino sem conhecimento

presas submissas

de ambas as cabeças de um único corpo

atacam-se entre si

desordenadas

e o sangue jorra para a Terra que em fúria descontrolável

a todos punirá

a ajuda chegou

a Mãe estava Só

a Terra não era mais sua

seus filhos não eram mais seus

o Universo ouviu seu apelo

a Terra será limpa

dos usurpadores

 

,,,, â primeira e derradeira cabeça

.... à tricéfala

 

  enquanto um filho da essência cósmica estiver entre vós

um que seja

vós não ganhareis este minúsculo Ponto do Universo

como ganhasteis os outros

 

..... sois a abominação de todos os Universos... 

... um humano é mais do que qualquer um de vós

 

- só que não sabe que o é -

 

 

 

 imagem tirada da web

aguia de duas cabeças.jpg

 

SintoMe: triste com os Poderes do mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 23:06
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

São lágrimas, senhor, são lágrimas

 

 

"São lágrimas, meu Senhor, são  lágrimas"

 

 

lágrimaAzul

 


Lágrimas 
 

dizeis vós

senhora minha...

como podeis guardar lágrimas em Vossas mãos

se vos amo

desde o raiar da aurora

até ao descer do manto que cobre o mundo

dizei-me vós

senhora minha

a verdade

não me oculteis a razão

do vosso deambular

por jardins

que são unicamente meus

senhor

de todos eles

o que escondeis em vossas mãos

senhora das mãos de prata.

 
 
 


"Lágrimas, meu senhor, lágrimas ."

 


Pelos deuses

não me desespereis mais

abri vossas mãos

quero ver o que trazeis

e o que me ocultais.

 
 


"Já vos disse, Senhor, são lágrimas ."

 


Desesperais aquele que vos ama

desafiais

a paciência de quem amais

com vosso silêncio e persistência

abri vossas mãos

agora

vos ordeno

que o façais.

 
 


"Senhor, vos digo que são lágrimas ."

 

Lágrimas que guardei

neste deambular

e afins

acreditei

que guardando-as

junto a meu peito

nelas recolheria vossas promessas

o amor de meu senhor

perdoai-me

mas não

não me pedis

tamanho sacrifício

pois com sacrifico as guardei

e em mim as mantenho

não posso senhor

fazer vossa vontade

porque

são mesmo  lágrimas o que trago

aconchegado

em minhas mãos

desde que aqui cheguei.

 

Não é prata senhor

muito menos palavras

como aquelas que bem conheceis

as vãs palavras

muito menos palavras vãs

esses raros bens

eu não possuo

só possuo as minhas mãos

que bem conheceis

e o que nelas guardo.

 

 


Quero ver senhora

só assim acreditarei

em vós

vendo com meus olhos

o que nelas guardais

mostrai-me

o que trazeis

guardado em vossas mãos

hermeticamente seladas

numa concha impenetrável

não tolero mais olhar-vos

e ver-vos sempre com o mesmo ar

não mais demandas à luz da aurora

nem na noite oculta

quando a lua não se vem ali colocar

para a alumiar

não tolero mais tanta demanda

em busca do impossível

senhora das mãos de prata

abri vossas mãos

mostrai-me o que elas contêm

não acredito mais em vós

nem naquilo que dizeis

ordeno

que me obedeçais

neste momento

onde minha paciência

já esgotada

vos considera

menos que nada

então em que ficais

mostrais

ou não mostrais.

 

 

 

 

Senhora das mãos de prata

liberta as mãos

lágrimas.gif

 

 

 Abre as mãos e deixa que se expanda serpenteando por todo o solo a luz que dela emana.

(duas lágrimas de prata deslizam pelo rosto da alma que pena pelos jardins do castelo apalaçado e assombrado, guardado pelas torres lá do alto, onde os olhos vigiam...)

(de olhos erguidos, em frente ao rosto amado, como outrora, abre as mãos de prata e logo as águas de luz argêntea deslizam pelos jardins assombrados do tenebroso jardim de onde foi expulsa sem uma palavra)

 

 

lágrimas.jpg

 

 


E logo as duas águas se misturam

na água única

as que nascem de novo

e as recolhidas

carinhosamente

na penosa demanda

pelos jardins desconhecidos

pequenos cursos

irradiam a luz do dia

sob o olhar atento do Sol

que lhes abrilhanta ainda mais

a cor da dor

encerrada em cada gota

de prata

serpenteando pelo imenso jardim

as águas mil

de mil segredos

de mil medos

e do amor eterno

inundam o jardim assombrado

ameaçando afogar

no seu inesgotável

aumento

o amor maior

que em si encerram

 

                                     


Eu disse-vos senhor

eu avisei meu amado.

 
 
 

Senhora

perdoai minha desconfiança

eram lágrimas

lágrimas de cristais

perdoai

minha desconfiança

perdoai vosso senhor

e fechai a fonte de onde brotam

as águas inesgotáveis

eu vos ajudo

a consegui-lo.

 

 


Agora é tarde

meu senhor

as águas mil

deambularam por todos os recantos

do jardim já assombrado

assombrando novamente nossas almas

até á eternidade

porque meu senhor

não confiastes

naquela que vos ama desde a eternidade

fechasteis palácios

jardins

deixasteis morrer o mundo

com a a vossa desconfiança

e matasteis o sagrado

para sempre

condenando aquilo que mais amasteis

eternamente.

Perdoo-te senhor

quando chegar o dia

em que puderdes perdoar a vós mesmos.

Correi agora

parai as águas do meu mundo

que serão mais eternas

que a eternidade

que nos separou.

 
 


Procurai

buscai em todas as esquinas

ide numa demanda

até me encontrardes de novo

porque vossa amada

Tem que partir novamente

para o lugar

de onde veio

mesmo ali

perscrutarei

todos os os vossos movimentos

aguardarei

pelo vosso entendimento

e recolherei as lágrimas

que puderdes recolher nessa demanda

que ireis fazer.

Trazei de novo a mim

as minhas lágrimas senhor

essa é vossa tarefa

para sempre.

 

O mundo e o que o mundo contém

morrerá

por minha dor

Senhor

Porque não me reconhecesteis

E o grito d'alma

atravessou o infinito

e se fez ouvir

por todo o Espaço Criado

assim como o nºao criado

expergindo as lágrimas

do Amor Maior

 

Tenho Pena

Tenho Dor

Tenho magoa

Por minhas lágrimas.

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Eram lágrimas Senhor, eram lágrimas. 

 

Final do poema "Sao lagrimas, meu Senhor, sao lagrimas, escrito no ano 2007

 

SintoMe: ... a espera

EscritoPorLazulli lazulli às 18:27
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

`pelas almas que aqui Estão e pelas que Virão

(Antes do prometido nas Palavras anteriores, ainda este pequeno poema, a meu ver bem inserido entre umas e outras Palavras, por de algum modo, a ambas dizerem respeito).

 

 

 

   Não cansem meus ouvidos com palavras vãs

criadas para manter a ilusão da existência

quando não sabeis

quem sois

muito menos quem éreis

e menos ainda quem sereis.

 

 

Agarrais-vos a dogmas

convenientes às vossas mais puras ilusões

inventais um mundo cada vez pior

na esperança de um vallaha

doce e eterno

onde por fim

vereis realizados

vossos sonhos de ser felizes

para sempre

adiados

por vós mesmos.

 

 

Aqui vos deixo

a definitiva

queda das almas

porque

foi exactamente por elas

pelas almas azuis

eternamente ligadas

que este pequeno mundo

(CasaDeCristal)

se criou

para no fim

assim como nossas vidas

ser um nada

sem importância alguma

este pequeno mundo

vale tanto quanto todos nós

por vós ele nasceu

fosteis vós que lhe desteis vida

por isso aqui as tendes

As Almas

as nossas almas

que não querendes

depois de terdes dito

que as amaríeis

para sempre.

 

 

Gritai-me antes

o que se esconde

dentro da vossa mágoa

é o que eu faço na CasaDeCristal

Grito a minha "alma" perdida

dentro da Vida.

Dizei-me vós criaturas sem Destino

que trilhais o Destino concebido

por nossos inimigos

que agis por amor

contra o amor único.

 

 

Escravos de todos os poderes

quantas lágrimas já vertesteis

no silêncio de vós mesmos

sufocando

arrastando e ocultando a vossa verdadeira dor

incentivando outros

à Criação da "vida"

quando os outros têm e terão

o mesmo destino

que todos nós.

 

 

Não tendes vergonha

de atirar ao mundo

mais almas inocentes

tendo a certeza absoluta

que elas vêm para sofrer?!

Do Nascimento à Morte

será sempre esse

O Seu Destino

igual ao nosso.

 

 

Dizeis-me que o mundo acabará

se não continuardes a persistir

nessa mentira

nessa esperança absurda

de que quem chega vos perpetua

a existência

dizendo ainda amar em consciência

quem virá de novo para sofrer e morrer.

 

 

Apontai-me a felicidade

apontai-me a eternidade

apontai-me a liberdade

neste mundo

dizei-me onde se encontram

tantos bens

mas mostrai-mos de verdade

de contrário

chamai-me louca

mas não seguirei os vossos passos.

 

 

Rangei os dentes de raiva

espumai fel

porque eu continuarei a ver

a verdade que dói

mas me mantém lúcida

e quando por mim vos cruzardes

tende cuidado

porque eu sempre vos gritarei

que enquanto existirdes

nada sois

nem neste mundo

ou noutro mundo qualquer

porque a matéria

sempre vos/nos

aprisionará.

 

 

Sois/somos coisas

muitas coisas

mas a divindade não vos/nos espera

porque simplesmente

não existe

Nós somos a própria Divindade

Presa

Agrilhoada

à vida que geramos em torno de nós

e Dela não queremos saber

não a escutamos dentro de nós

e libertamos o que mais prezamos

porque a entendemos

à Divindade

coisa separada de nós

que só será nossa

se continuarmos a mentir aos outros e a nós mesmos.

 

 

Escusais de inventar mais santos pelo caminho

porque esses são aqueles que como vós/nós

não eram nada

e hoje ou jazem acorrentados

no tenebroso local

à espera de ver tal luz surgir

e por ela se infiltrar novamente

ou

diluir-se com a matéria

a que pertencia.

Eis os vossos sagrados genes

matéria geradora de matéria

não d'Almas (entes)

porque estas sempre existiram

antes Do Existente.

 

 

 

 

 

 

Será que é porque sabeis

disso mesmo

que incentivais

ao aparecimento

de mais sofredores

tendes medo de nunca mais existir

dentro da carne?!

 

 

 

 

 

Não é amor

e sim necessidade vossa

de vos tornardes eternos

por intermédio

de outros

e ainda terdes motivos

para suportar este inferno

onde moramos.

 

 

Mas ó criaturas insanas

desse modo nunca sereis

livres

e sim os genes que vos compõem

o serão

vós não.

 

                      

 

 

                   

que ilusão inútil

que farsa imensa

 

 

 

 

 

No silêncio de vós mesmos

quando a noite cai

ou o dia vos tortura

com as suas insanas loucuras

fruto

de mentes diabólicas

dando e tirando

consecutivamente

as benesses que entendem

e estendem

ao longo do Caminho

da Vida

momentos de prazer e dor

sendo a dor a que mais

prevalece

e em vós fica

como marca inequívoca

da Passagem

por este mundo de ninguém.

 

 

Os risos

esses são sempre os únicos passageiros

muitas vezes nem tão pouco genuínos

e sim artificiais ou forçados

para esconder de vós mesmos

a única coisa que a existência

permite a todos

Sofrimento.

 

 

Se assim não é

então esses serão os privilegiados da Terra

dela vieram, são e permanecerão integrados

sem Alma

O Universo não os espera

pura e simplesmente

porque esses não lhes pertence

a não ser

em mais poeira cósmica que cruza

todos os Espaços criados

em cata de Essência que lhes permite

adquirir Forma

de modo a poderem existir

no agrupamento das moléculas

que convém manterem vivas.

 

 

Não vos atreveis a mentir-me

dizer-me da grande dádiva

não me digais mais

sobre o bem da vida

porque não tendes poder

para me enganar.

 

 

Grito-vos eu

vós mentis

tudo é melhor para vós

do que a perda da existência

de vida em vida

Pensais vós.

 

 

Sabeis a verdade

só que não tendes coragem de a aceitar

é dura e fria esta verdade

que ignorais

e a qual combateis

porque ela

diz-vos claramente

da inutilidade das nossas vidas

diz-vos que nasceis para morrer

diz-vos que de tanto serdes

nada sois

e nada tendes.

 

 

Chegais com nada e é com nada que partireis

nem o conhecimento vincado a ferro em brasa

diariamente forjado na

 

 

 

forja do Destino programado

dentro de vós se manterá

porque na sua maior parte

não faz  parte de vós

foi-vos incutido mais ou menos à força

para vos poder manter aqui

numa ilusão permanente

quando daqui saís

verificais que nem isso levais

apenas e só apenas

vosso sentir

imutável

inalterável.

 

 

 

 

 

Se o soubesteis preservar

no meio de tanto conhecimento adquirido

que só vos serve em e na vida

 

 

depois depois

 

 

 

É no vazio que vos encontrareis por escassos momentos

e aí permanecereis

até retornardes para aqui ou outro lugar qualquer

mas.... voltais novamente vazios

para vos voltar a encher

como se fosseis

taça sem fundo

que permanecerá

sempre fria

vazia.

SintoMe: nada

EscritoPorLazulli lazulli às 23:11
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012

maldição

 

 

Areias do Tempo
trazidas por ventos do sul
varridas pelos ventos do norte



Na noite escura

no ermitério do mundo desconhecido

no topo do ainda não vivido

os fogos crepitavam em montículos isolados

circundados por fantasmagóricas criaturas.



Vestes coloridas

misturas de todas as vidas

Aí reinava a magia

e os fazedores dela

concentravam-se na ordem dos tempos por devir.



Olhos fixavam o fogo vivo e meditavam no que viam
um dos fogos perto muito activo
mostrava outras paragens longínquas
naquelas onde o Ser permanecia
doente

e o mundo distante estava em perigo
a pequena alma

o iria destruir aquando a altura chegasse.



Eram precisos voluntários

para impedir a pequena alma

mas as vestes ondulavam impacientes

por sua eterna indecisão

medo

pela iminente partida de qualquer um deles

desde que a má-sorte

não lhe coubesse a si

mesmo sabendo

da necessidade da partida

mais ou menos forçada.

 

 

 

Nenhum queria sair de perto do fogo vivo

que crepitava sem parança

lançando no ar

formas de vidas inacabadas

 

transformadas

num tudo nada nada tudo

de coisa alguma

enquanto a pequena alma doente

sofria todas as vivências

 

a que se obrigara

numa busca

inglória.

 

 

Apesar do saber vivo

do apelo

dos observadores

do Todo

ninguém queria despir as vestes

e partir

para local tão inóspito

traiçoeiro

onde a queda

no não-retorno

eram quase certos.

 

 

 



Eis que depois de silêncio prolongado

das vestes de mil cores

uma se ergue para dizer

"eu vou"

O alivio dos restantes magos caiu dos rostos cansados.

 



 

 

E o primeiro mago o mais velho ancião que traz a marca do tempo infinito,

ergue-se de bastão na mão e acelera a entrada no mundo antigo

da alma que se oferece em sacrifício

para impedir a pequena alma

de agir

por desespero

da promessa inacabada

do encontro

não reconhecido.



"Vai e impede a pequena alma à destruição".

E eis que a magia se cumpre e a pequena alma recebe o mago feito gente.

 

O mundo está temporariamente salvo
e a pequena alma Sofre pelo poder do mago existente

transformado em gente

humana

nem a interferência da essência

impede a sua entrada

neste mundo

por poder absoluto

da pequena alma

traindo a si mesma

aumentando deste modo

sua agonia

agora mais prolongada.



Quanta coisa por dizer quanta coisa oculta.
Ama-a e salvarás o mundo

se a não amares

estarás a condená-la a mais vidas indesejadas.
Encontra-a.

Cumpre a promessa.

Fica até ao encontro.

Mas está a promessa incompleta.
Porque não a amaste

 

Condenaste-a
a vidas indesejadas
a vindas nunca queridas
foste o seu carrasco
por forma humana
te transformaste

Não sabe o futuro
mas sabe que a condenaste a viver
para sempre
e com ela percorrerás todas as existências
indesejadas
até que conheças a sua alma e a ames.

Condenas-te-a a viver
Magoaste todo o seu ser
Do futuro agora não sabe
mas sabe não quer viver
e tu condenas-te-a

no encontro

de reconhecimento

anunciado

e mil vidas

prometido

Não te queria.

Só o teu amor e reconhecimento
a ternura do teu ser no seu ente.

No teu sentido entendimento

nada entendeste

e deixas que o destino

se cumpra

e a promessa

fique mais uma vez

adiada

mantendo assim

a maldição

de quem só quer

a união

do dois

num.

 

(Dedicado a Ti Cris, com amor, baseado num dos fragmentos da Tua memória.Por teu e meu sacrifício, desnecessários. Amor eterno)


EscritoPorLazulli lazulli às 02:05
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

Pântano

 

Agitam-se
as águas do Pântano
por um momento.
Por um momento,
adormece os sentidos
num torpor mágico
de encantamento,
deslumbrada
pelo mistério d'almas que se mostram.

 

 

 

Inconsciente,

insiste em atravessar descalça
as águas lodosas que se movem,
confiante
que consegue
ver o inexistente.
O que foi
e que não será mais.
o que era
Mas nunca chegará a ser.

 

 

 

Eram as palavras
e o seu constante bailado,
fruto de mentes diabólicas
que se expandiam sem pudôr
como predadoras d'almas
instantâneas.
Frenesim inquieto d'palavras
treinadas
onde a verdade nunca existe.
A ilusão
com intenção
É a mentira
descarada,
deslavada.


Queria a integração
nas s'vivências
no estender suave das suas mãos
nas águas tépidas
que aclaram à passagem de ventos suaves.
Mas, não consegue,
essa não é a sua natureza.



Movem-se lianas e abetos
quando o vento por eles passa.
Luzes escondidas
surgem acanhadas nas brumas do Pântano.



O voo do pássaro
permanece,
já não inseguro,
receoso,
pela Pradaria imensa
que por baixo dele se estende.

Mas pousar
o pássaro não pousa,
a sua natureza não lhe permite.

Tentar permanecer
em solo firme,
atormenta-o.
É pequeno
muito pequeno

o pequeno pássaro.

 

Quer sobrevoar a Pradaria sem medo
mas nela não quer ficar.


Afasta-se de si neste estar que não é seu
neste instante pendente de si
neste desencanto da s'alma
tenta encontrar uma razão para aqui estar

permanecer

ouvindo os sorrisos e sorrir.
Mas dois são os motivos

só por eles permanecerá
porque foi por eles
unicamente por eles que ficou.
Que iniciou a travessia
do Pântano sombrio da Pradaria.

Sorriu às almas que lhe sorriram
num gesto de agradecimento meigo e terno.
Retribuo-lhes o estender das suas mãos num gesto seu

de ser ela mesmo ela,

só dando e recolhendo deste modo unicamente seu

é digna dos seus sorrisos e do estender das suas mãos

como almas se se tocam e reconhecem do Antes Do Tudo Nada De Tudo.

 


Num instante tudo parecia possível ,

podia rodopiar alegre, dançar no ar, misturar-me com os elementos

pertencer e ali permanecer,

participar da vida de um Pântano profundo deste mundo.

Mas o desencanto magoa a alma que traz em si

não pode continuar

não sabe tentar

continuar pousada de lugar em lugar.

Não pode.

 

Sobra uma paz, uma certeza, um saber que a contenta.

Não é mais a vida no Pântano e do Pântano na Pradaria imensa que lhe provoca dor.

É ela que não pode ser o que não é

ao tentar ser igual às boas almas que ali estão.

Sabe a resposta que procurou

por isso pode ficar aqui a sorrir.

Mas não pode permanecer.

As almas sorriram-lhe por um momento mágico.
Nesse deslumbramento de si,
seu coração, alegre, quis ficar.
Permanecer por mais tempo

junto de quem amavelmente lhe sorriu.

Demorou a voltar,  mas voltou só.

Sem medo do Pântano da Pradaria distante.

Hoje ela sabe como saltar de plátano em plátano,

de liana e liana,

sem mais temer cair e afundar-se nas águas lodosas do Pântano maldito

que tanto a perturbou.

 

 

 

 

Hoje, suas mãos ágeis

elevam-se às lianas que lhe asseguram asas nos pés

e a fazem chegar e estar em local seguro

Na Sua Casa

a CasaDeCristal

A sua própria Alma,

onde só o Azul dos céus nela permanece e permanecerá

Intocável.

 

 

(Escrito à 4 anos e composto hoje para meu deleite e deleite de quem quiser permanecer por aqui)

 


EscritoPorLazulli lazulli às 10:18
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Sexta-feira, 29 de Junho de 2012

... a espera

Tarda a prometida idade de ouro

 


Por nada

 


Acto solene
Do mais profundo sentir

Cegueira
Para os verdadeiros cegos
Os que vêem
Unicamente a aparência das coisas

Véu da semideusa
Mal coberta
Que já não vê luz no céu
Porque esta
Fez sua aparição
Na Terra

A vida é feita
De esperas infinitas
E as pedras duras
Os lugares
Por onde se caminha

A alma terna
Recolheu
Na espera
Da luz que veio dos céus
E aqui jaz
Morta

 

O retorno da luz
Rompe as sombras
Que envolvem
O grito
Preso no Infinito

Às vezes

 


Os murmúrios do silêncio sem sentido
Às vezes
O tesouro mal guardado
Às vezes
O licor é sangue servido
Por uma TAÇA

De ouro frio...

 





EscritoPorLazulli lazulli às 13:04
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

O Terceiro Ramo


ReligionSymbolAbr.PNG

 

 

Da estranha e frondosa Árvore, dois ramos floriram e secaram restando o terceiro ramo o combatido e oculto pela pujança das flores dos dois anteriores, que tinha sido o primeiro local onde tudo começara.


No entanto, estes dois, secos, estéreis, por falta de credibilidade da alma, pela promiscuidade assumida e mal disfarçada, deixam à vista desarmada aquele que cresceu lenta e persistentemente nas areias do deserto, antes vistoso. Quase intocável. Afinal, a larva protegida, lembrando memórias antigas do local onde pousou, multiplica-se pelo mundo, mais do que os dois anteriores que tiveram o seu tempo, o seu momento e o seu reinado, sobre os homens da Terra. É esse que a Árvore Mãe utilizará para que as suas raízes permaneçam por mais mil anos. Nem mais Roma nem Judeia é o tempo de Romeia . (romã)


Quem se chegará à sombra desta ramagem que desponta no inverno do mundo?! Todos! De um e de outro modo, todos confluirão para o centro para serem aceites pelo deus único. E, serão! Pior de tudo será a possibilidade do 4º Poder. A unificação dos três num. Mas mil anos passará, antes de isso acontecer, se até lá nada se quiser fazer. Todos aqueles que antes se abrigavam crédulos sob a sombra dos dois ramos dominantes, hoje secos, a precisarem de ser substituídos, abrigar-se-ão, sem pejo algum, nas ramagens que aí estão. Venderam-se ou fraquejaram um dia... voltarão a fazê-lo e lutarão sem grilhões de espécie alguma aparentemente longe das religiões e das políticas que albergam os três, em um. Como actuará ou sob o que actuará o terceiro ramo?! Sobre o que de mais sórdido tem a alma humana; a ambição da diferença, o poder dos escolhidos! - Mas não se estendia já a frondosa árvore e os seus tentáculos, ao mundo inteiro?!  - Não, totalmente. Apesar da infinidade de folhas, de variadíssimos tons, da frondosa, espalhadas em todas as direcções da alma carente de verdade, ainda existem muitos puros que não sabem que são puros e estão ao serviço da Árvore que tudo comanda na lei e na ordem, da desordem da alma. Mas a Árvore, sabe. Conhece-os! E, há-de persegui-los para sempre! Até os ter em si! daí... Estava predestinado que assim seria, caso falhassem os dois ramos anteriores. E, falharam. Chegou a vez do terceiro ramo. E o primeiro transforma-se no terceiro. Falta cumprir-se o desejo da Terceira PedraNegra. A única que pode ser vista enquanto as outras Duas continuam ocultas. Portanto não expandiram ainda o poder que delas emana, por estarem ocultas ao olhar humano. Daí ... o Perigo de um futuro 4º Poder. ... e a humanidade nunca mais será livre ... se não entender. Se não destruir as pedras negras, guardadas zelosamente nos três locais da Terra, onde fiéis se arrastam em torno do mal que os aprisiona e os faz manterse eternamente na Terra. Longe, muito longe da Sua Origem Cósmica. A única que é pertença de si mesmo.


Tem a ver com gente?! De que lado se situarão?! - Não propriamente. - A meu ver deviam ficar unicamente do seu próprio lado. Ser únicos! Manter a Essência que lhes habita o Ente. E só por ela lutar. Unicamente. ... longe das pedras negras guardadas a sete chaves nos redutos mais visíveis do mundo.


Quem combaterá o último e terceiro ramo?! - Ninguém! Porque todos estão por e com o mesmo. A mesma lei interminável de intolerância. De ódio. Destruição. De subjugação humana, onde o poder continuará concentrado, nos mesmos. Com outras cores. Com outras bandeiras. Mas com os mesmos dizeres. Recuam no tempo e a lei ortodoxa  volta de novo, a primeira lei instituída à chegada, como se nada tivesse sido feito, o tempo todo. Como se todas as batalhas tivessem sido inúteis ... tudo planeado ao mais ínfimo pormenor, para que o controle nunca lhes seja retirado.
(O Universo chora a sua perda eterna. A sua essência estilhaçada por todo o lado. Por cima, por baixo. Aos lados do que existe e não se vê.)


Porquê?! - Porque são quase todos da mesma cepa. Ou pretendem pertencer à mesma cepa. Por isso tudo aconteceu, acontece e vai continuar a acontecer no mundo. E o mal perdurará para Sempre. Eternamente. (talvez um dia ... a essência e a matéria se defrontem e aí ... um dos lados vencerá a Grande Batalha Cósmica que teve início na Junção de ambos, separando desse modo ... as águas que tudo consomem.)


Os combatentes e os combatidos, são diferentes?! NÃO! São todos o mesmo! São feitos de "duas "Matérias" Diferentes. Se bem que sirvam, praticamente, unicamente uma delas.


Uns ainda, tentando levar a água, tanto ao Primeiro como ao Segundo ramo, consoante os seus insignificantes interesses de domínio, perante quem os fez nascer. De exposição. Mas render-se-ão. Para tomarem para si uma vivência fácil e duradoira, na submissão. (desse modo alcançam a reles eternidade)


Então, quem sobra, para impedir a Nova Catástrofe dos mil anos seguintes?! - Os puros. Os leigos. Os nada. Os pagãos verdadeiros! Aqueles que nunca se abrigaram de baixo de nenhum dos ramos da Árvore posta no meio do Paraíso. (que não se abrigaram de modo algum e mantiveram a alma intacta longe dos ramos principais e das folhas que estão sempre deles a cair e... se espalham em todas as direcções. Difícil resistir. Difícil não tropeçarem nelas devido à sua enormidade. Mas... o Ente reclama consecutivamente a Própria Origem e... por entre a Dor da Consciência... doridos... se vão desviando. E... alguns conseguem não serem cobertos pelas ramagens, pelos ramos, pelas folhas e .. até pela Poderosa Árvore que a Todos Comanda.


São muitos esses?!

 

 

- Não sei! - 

 

 

(quem tem entendimento que entenda o que diz a pequena pessoa)

SintoMe: esclarecida na Terra sobre o antes, o depois e o agora

EscritoPorLazulli lazulli às 10:09
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

HumanidadeEscravizada (XXXIV)



Mas tu que me lês podes ajudar a acabar com a mentira que nos envolve a todos, explicando melhor do que eu esta trama diabólica do mundo onde estamos inseridos. No futuro, outro virá que o fará melhor do que tu ou eu. E, como elos de uma corrente de ferro, atravessando os tempos e as resistências, cada um de nós será a vontade do outro aperfeiçoada, até que a verdade venha a ocupar o lugar que a mentira ocupa hoje. E, com a hipocrisia abolida de uma vez por todas, a nossa coragem e dignidade retornará, permitindo finalmente à humanidade o cesso à verdade escondida, que levará o Poder a cair de vez. E, assim, acabar-se-ão opressores e oprimidos, bem como também a miséria física e espiritual. Quanto muito existirão duas facções bem distintas que se de gladiarão honestamente e não esta mistura de matéria e mentes que nos confunde a todos e onde ninguém sabe quem é quem. Até pode demorar o surgimento desta verdade tão procurada, mas acredita que valerá a pena para todos nós porque se tivermos que regressar de novo a esta existência miserável, teremos mais oportunidades de sermos verdadeiramente humanos.

 

Para que um dia venha a ser possível transformar o mundo num sítio onde o sofrimento humano não tenha mais lugar, mais vale prevenir do que remediar. Daí que devamos preparar-nos no combate à falsidade, começando por falar sempre a verdade em todas as circunstâncias da nossa vida. A nossa dignidade acima de tudo e de todos. Com a nossa dignidade conquistada, teremos a possibilidade de nos vir a cruzar com outros seres humanos, onde os verdadeiros valores humanos não têm dono nem são obrigatórios. São naturalmente nossos. Não precisaremos de leis ou mandamentos redigidos por outros, para termos um comportamento social correcto, a partir do momento que já nascemos com leis e mandamentos inerentes a nós próprios e ao mundo que representamos. Assim, não mais será fácil, para eles, corromperem-nos e transformarem-nos em amostras de gente. Pedaços de carne viva que deambula pela Terra unicamente em busca de alimento, para sua própria preservação, lutando consecutivamente pelo modo mais fácil de obter aquilo que nos mantém vivos, sem pensarmos que este é um período muito curto da nossa verdadeira existência e que, se não fizermos mais do que temos feito até aqui, seremos sempre aquilo que não somos. Carne. Unicamente carne viva, para poder criar mais carne, de modo a permitir e assegurar a expansão dos genes que transportamos dentro de nós. E há tanto por onde podemos começar, para impedir esta transmissão de genes, que nos tem vindo a reduzir a essência de que somos realmente feitos, que nem precisamos de aprender como o fazer; basta que, quando estivermos perante alguém a quem necessitamos dizer a verdade do que nos parece, faça-mo-lo imediatamente, não permitamos que a ética social e religiosa nos impeça de falar sempre o que pensamos traindo assim o nosso ser, porque se o não fizermos ficaremos mal connosco e com os outros. Se não nos sentirmos dignos de nós próprios não nos sentiremos dignos de ninguém. Além disso, este desinteresses por nós próprios, far-nos-á mergulhar numa apatia em relação ao mundo que nos cerca e o nosso desinteresse não nos permitirá lutar por um mundo melhor do que aquele em que vivemos. Continuaremos a ver as injustiças do mundo como se não tivéssemos capacidade alguma de acabar com elas. É preciso acreditar, ter força e começar a agir, porque querer é poder. Se nós quisermos podemos mudar o que está mal. Qualquer um de nós. Se temos conseguido manter a evolução da vida, neste Planeta, criando novas civilizações com base na nossa persistência e sacrifício, também conseguiremos fazer um mundo melhor para todos. Basta, todos juntos, querer uma coisa destas. Nada nem ninguém nos conseguirá impedir. Construamos um mundo novo, porque o que temos actualmente só nos tem vindo a fazer mal. Não somos assim tão insignificantes como nos tentam fazer crer, muito pelo contrário. Temos a luz dentro de nós, só precisamos de a deixar brilhar. Só isso. Se todos eles são de uma única cor, nós não temos forçosamente que ser a sua cor, porque senão deixaremos de ser “nós” para passarmos a ser “eles” e quem vai perdurar e viver a tal eternidade de que muito gostam são eles e não nós. Estamos a dar-lhes de bandeja a nossa imortalidade e a trocarmos a nossa identidade; se continuarmos a permitir isto, nada sobrará de nós, nem na vida nem na morte. Muitos de nós já caminham dificilmente, lamentando este momento, mas podemos ainda retomar o que é nosso indo buscar o que nos pertence a cada lei absurda, a cada ideia descabida, a cada pensamento. Não temos que aceitar mais lei nenhuma ou vontade, seja de quem for, que não seja unicamente humana. O que quer dizer, que se alguém pretender matar, mesmo que este matar tenha carimbo oficial dos governos, nós não devemos deixar que isso aconteça. Somos milhões e eles meia dúzia. Basta nós não querermos mais mortes sem sentido, e elas não existirão mais. Munindo-nos do nosso poder interior, usaremos tudo quanto estiver ao nosso alcance para os impedir. Mesmo que seja pô-los a todos fora do lugar que ocupam e substituí-los por outros, que pensem de facto em preservar o ser humano, não em aniquilá-lo como tem acontecido até aqui. Se pretenderem subjugar-nos, impondo-nos leis materiais para nos controlarem, não as aceitemos. Se as crianças não forem devidamente protegidas pela lei, como se fossem meros brinquedos para serem utilizados de modo vil seja por quem for, não o devemos permitir de modo algum. Se uma qualquer religião nos quiser impor um mandamento novo, devemos desprezá-lo, porque isso é o mesmo que dizer-nos; que só através dos seus mandamentos conseguiremos ser humanos, quando é isso mesmo que somos desde sempre, etc., etc., etc. É só ficarmos sempre atentos ao que eles fazem ou pretendem fazer.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:08
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Humanidade Escravizada (XXXIII)




Muitas e muitas vezes criticamos vil e ferozmente um outro ser que sofre como nós as agruras da vida. Como temos sido idiotas e imbecis. Transformaram-nos em monstros e nós deixamos, comparticipamos e partilhamos, somos realmente o que eles dizem, povo, leigos, incapazes de nos gerir sozinhos. Mas os que nos gerem e que fazem as leis morais e materiais, que dizem que nós temos que cumprir, são melhores que nós? É que, neste seu mundo perfeito, cheio de agonia e prisão, com as suas leis feitas para carrascos e não para o verdadeiro homem - que é aquele que sente e ama -, foram muitos os massacres que fizeram e continuam a fazer ao longo de todos estes anos de História obscura, onde tudo se perde e à qual muito poucos têm acesso. E os privilegiados que detêm este Poder entre mãos, continuam a fazer deste emaranhado de mentiras históricas um nevoeiro impenetrável para quem ainda pretende que se rompa as trevas e se faça luz de verdade sobre a humanidade. Mas o Plano, ou melhor, o Grande Plano, é mesmo grande e todas as portas estão fechadas ao entendimento. Mas não estão fechadas por suposta intervenção divina e sim por mortais comuns que querem deixar de sê-lo. Pelo menos enquanto por aqui conseguirem andar. Assim, o conhecimento continuará a ser pertença de meia dúzia, que continuará a comandar os destinos da humanidade e nenhuma força cósmica terá poder para desfazer o que já está feito e continua a ser tecido em antros secretos do conhecimento. E o conhecimento continuará a servir o que nunca deveria ter servido: O Poder. Abriram-se as portas da verdade, mas só lá entrou quem pôde não por direito universal, mas por direito galáctico ou terráqueo. Quem são estes senhores da Terra e dos homens que ousam mentir tornando este mundo no seu mundo, que fazem leis que todos temos que cumprir, gostemos ou não gostemos delas e nos impedem de sermos nós próprios? Aparentemente, foram feitos do mesmo material biológico que nós. A sua origem na Terra também parece ser a mesma mas, os seus actos são inumanos e irracionais. Indiferentes em relação ao seu semelhante, faz pensar se sob esta capa de aparentes mortais não se esconderá uma outra raça (e até talvez de um outro mundo) que possa estar entre nós desde há pouco ou muito tempo ou talvez mesmo, desde sempre. Cruzámo-nos com eles diariamente e vemo-los Senhores do Mundo, com pactos intermináveis de Poder, para manter secreto o que nunca deveria ter sido: A Origem e o Destino do Homem. E eu continuo a investigar pobremente a verdade, sem tempo e meios para a fazer aparecer. Como provar tudo isto? Como mostrar claramente a verdade? E quem estaria interessado em saber quem são, de onde vieram aqueles que nos escravizam e há quanto tempo estão eles entre nós? É irrelevante para eles o que eu sei, o que eu penso e o que eu sinto. Eles sabem que não é de modo algum suficiente para pôr os outros a pensar e a procurar. Por isso o seu Plano, comigo, nunca estará em perigo. Embora ainda queira acreditar que a verdade é una e única, por enquanto a única verdade de que tenho a certeza é que tudo isto é uma grande mentira. Uma mentira tão grande quanto o mundo.

 

 

SintoMe: na Força Da Natureza

EscritoPorLazulli lazulli às 10:19
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

RegistoDoTempo

(...registada fica a eterna busca iniciada antes da Formação do Espaço/Tempo...)

 

CasaDeCristal ... se um dia existires mesmo eu não existindo ... reconhecerás cada letra e todas as palavras que elas formam tornando-se temporais na sua intemporalidade nestes tempos que compõem o próprio Tempo ... aguarda zelosamente encoberta em cristais azuis por uma chegada SemTempo ... como AntesDoTempo.

 

 

 

 1995.1.maio



Queria esquecer quem sou. Queria esquecer que existo para sempre, onde nunca mais houvesse um ressurgir de mim. Queria partir para o vácuo inexistente do outro lado do universo entrar no tal buraco fechado e poder-me extinguir. Queria deixar de existir. Quem sou eu e quem és tu que existimos nesta dor infinita da existência e o que fazemos ambos aqui? Criamo-nos para quê?! Porque sonhamos em despertar quem dorme no sonho da vida e fizemos uso do nosso não ser, resolvendo lutar por mortos inúteis que nunca deixarão de o ser. Torturamos o nosso mundo com a nossa dor e ficamos presos sem poder fugir. Entreguei-te um dia nas garras da matéria e pensei que te resgataria também um dia. Mas hoje que o tempo já foi grande e imenso eu sucumbo contigo na tua dor infinita e morro sem morrer nesta vida finita. Perdoa-me de onde podes me ouvir como eu te ouço, provocando um no outro esta dor sem limites que nos mantém vivos sem querer e mortos para morrer. Pode ser que um dia o tempo venha a acabar e alguém se lembre em nos libertar de um modo ou de outro. Pode ser que o universo um dia mostre o seu reverso e aí também pode ser que possa te olhar de frente depois de milénios de dor. Eu sei que estás vivo algures. Preso como eu neste universo duplo. Não devíamos ter partido nunca de nosso mundo. Não devíamos querer ajudar ninguém. Amar-te-ei até ao fim ou princípio de todos os tempos e eras. E, se for possível, nesta nossa divisão penosa, pode ser que me sobrevivas pelo menos tu e não fiques mais tempo preso à minha espera. Procuram eles os desaparecidos mas não creio que os vão encontrar neste mundo. amor ... se eu puder, eu morro porque não consigo suportar mais esta dor. Só queria poder saber de algum modo que para ti é possível o regressar. Eu sei que também não me abandonarás. Mas um de nós tem que poder partir. Um de nós tem que sobreviver à vida e morte deste ou de um outro mundo qualquer, porque o nosso mundo também sofre a nossa ausência. Também sofre a nossa perda. Enganamo-nos amado meu, enganamo-nos. E ... passamos a ser dois. O tempo que aqui tenho agora é limitado; daí que espero um dia ter uma ínfima oportunidade para alguma coisa. E tu meu amado senhor, onde estarás tu a esta hora e neste momento. Onde será que caís-te? Eu sei que também não queres me abandonar, mesmo não sabendo de mim. Mas estamos sozinhos, mesmo incompletos, um de nós tem que regressar. Deixa-me partir ou parte tu. Liberta-me do meu compromisso/nosso para que te possa libertar também a ti. Eu não consigo resistir a esta forma. Eu não consigo não me entregar um dia. Pouco a pouco, sinto consumir a essência. Eu falhei e sei que tu estás escondido. (noutra galáxia?! nesta mesmo?! ou mesmo em nenhuma?!) Porque esperas?!... Um dia, vão-te encontrar também. Não esperes por mim. Eu já não sou. Tenho esperança que fique gravado no Tempo, o meu eterno amor por ti e que de algum modo a ti chegue, para que possas recordar o que nos uniu eternamente. Sei que chorarias sobre o meu túmulo, todas as lágrimas que eu chorei na minha procura infinita. Sei que o farias. Sei que tentarias mudar o curso do mundo e retornar a pôr tudo no seu lugar. Mas será tarde, nesse dia. Nesse dia, eu não estarei em parte alguma, onde possas me encontrar. Não me recordo se do nosso mundo, alguém podia nos amar assim e tentar nos libertar. Nem isso sei. Já não sei nada!

lauremavstaudus lazulli

 

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Só eu leio este post lazulli às 10:22 |
Sábado, 23 de Agosto de 2008
...

 

lazulli às 00:28 |
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lazulli às 00:25 |
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lazulli às 00:23 |

Foi Publicado em: Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

EsteFoiOÚltimoTextoDosAnteriormenteColocados.EstavaEsquecidoEmesmoAssim,CreioQue"PerdiUm"

APartirDaquiSegueUmaNovaFase,Talvez Com: EstilhaçosDe... Ficção

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:41
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

máscara mil


 

 

Diz-me a vontade para continuar

A verdade diz-me não valer

a pena

O mundo diz-me que tudo está para acontecer

Eu digo

Não sei o que fazer.

 

 

 

 

Depois de vaguear sem rumo certo

À deriva

Por caminhos possíveis de percorrer

A verdade procurada chega numa frase curta

Inesperada.

 

O cair

Da máscara.

 

Livre de fantasmas inúteis

Sem sentido

Interrogo o tempo perdido.

 

Questiono agora a vontade e o valor

Já que não existe necessidade

Desta verdade.

 

Tudo seria fácil e simples

Por vontade nobre

Se ela existisse

Mas a máscara

Oculta O Pérfido

Uma dissimulação de nobreza

Descoberta.

 

Coisa assim

Não tinha como impedir

A CasaDeCristal existir

E o Oculto Revelado

Surge inesperado

À alma de todos os tormentos

Provocados

Numa máscara

Mil.

 

Se a máscara não existisse

A CasaDeCristal

Ter-se-ia mantido ou desaparecido

Ou mesmo

Nunca teria existido.

 

Para sempre oculta a todos os olhares

A todos os sentidos

Segredo dela

Do universo que os escreveu

Junto com ela

Numa indescritível sintonia de Amor

De presença eterna

Amor verdadeiro.

 

Por maldição ou ingenuidade

Ou por desconhecimento

da existência de máscaras

Vacilou com tudo

Todos

Perigou o mundo à sua volta

Sem vontade própria

Mergulhou no limbo profundo

Deambulou cega

Fugiu da luz

Nas trevas mergulhada

Por castigo da sua não-culpa

Tinha que encontrar

O caminho de regresso

E encontrou

No fim dele

A máscara mil.

 

O Universo chora

Chorará o homem

O Universo

Enganado.

 

Como lidar com o Sentido

Que não é sentido

Como lidar com o Saber

Que nada é

o que parece ser

Como perceber se vale a pena

depois de Nada valer a pena

Como entender.

 

Resposta rápida a mim espero

Se sem valor ou interesse

posso e devo continuar

a dar forma ao meu pensar

E com ele

Olhar as letras azuis

e ficar tristemente feliz

por me ver

em todas elas

Apesar de não existir mais razão para existirem

ou não existirem

Não e Sim

Sim e não

Daria a sua anulação.

 

Mas deixaria a minha alma de existir

Ou o meu ente

O meu ser

A minha genuína verdade

O meu entendimento

do mundo e das coisas do mundo

ou de mim mesma?!

Não! Continuará

a ser imutável

Manifestado ou não

Continuará a existir

enquanto da existência fizer parte

Por isso

Talvez

Continuar a dar forma à minha própria alma

e aqui a deixar pousar

Apesar de saber

de nada mais importar.

 

Viro o rosto oculto pelo rosto que me cobre o rosto

e olho o indecifrável Passado

Viro-o de novo na direcção do Futuro

Mais do que indecifrável

Vejo-o vago

Olho o Presente

O eterno Presente de tudo quanto É

E sinto mágoa

Apatia

Ausência minha

que unifica o Passado e o Futuro

num só Presente.

 


EscritoPorLazulli lazulli às 10:59
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Sábado, 24 de Outubro de 2009

Humanidade Escravizada (XXXI)

 

 

Terceiro capítulo






Não somos todos filhos de Deus

 

 




Não é tarde para o Homem acordar desta letargia que o destrói dia à dia e faz continuar a viver numa ignorância tão grande que até o pode impedir de tentar preservar a nível cósmico a sua verdadeira identidade. Sabe o Homem para onde vai depois deste martírio forçado? Sabe o Homem se é verdade ou mentira tudo o que lhe disseram? Se por acaso algum dia lhe sobrar tempo para pensar, porque não começar por uma pergunta simples:
 – Quem sou eu?
Diria que é o Joaquim, o Manuel, a Maria, etc...
– E tem a certeza que o Joaquim é mesmo o Joaquim? E se eu lhe disser que o Joaquim é apenas um nome, só um nome. Um nome que nem sequer corresponde ao Ser que existe dentro de si?
Responder-me-ia que o Joaquim é mesmo o Joaquim, mesmo sabendo que esta não é a verdade. A não ser que queira fazer o jogo das Instituições, quer sejam de carácter político, quer sejam de carácter religioso, onde o nome atribuído a um indivíduo é o próprio indivíduo e o indivíduo é o próprio nome, não havendo distinção entre nome e pessoa. É como se a pessoa fosse o nome e o nome fosse a pessoa. E, se continuar a seguir por este caminho, é garantido que continuará sem respostas concretas aos seus anseios, às suas dúvidas.
Poderá também questionar-se, perguntando simplesmente, quem escreveu aquilo que dizem que devemos seguir e encontrará uma resposta bem simples:
 – Outros homens como nós!
Mas poderá ainda na sua ignorância obscura, insistir.
 – Mas esses homens eram divinizados.
– Tanto quanto eu! Nasceram na Terra do mesmo modo e através do mesmo processo, porque seriam então divinizados?
 – Porque Deus os escolheu entre os Homens para levarem a mensagem de esperança.
­
– Se assim é, porque Deus não diviniza também as pobres e boas criaturas que habitam a Terra?
­
– Ah! Deus lá sabe.
E eu respondo que não entendo.
Se todos eles são predestinados por Deus, porque nós não podemos ter nem saber tudo, quem são então os filhos de Deus? Todos? Não acredito! É que não vivemos todos do mesmo modo e as diferenças a todos os níveis, entre os seres humanos, são tão grandes que qualquer leigo (estúpido), como nos chamam, sabe que não pode ser verdade. Porque se assim fosse, que tipo de Deus seria este que massacrava a maior parte dos seus filhos, fazendo-os rastejar uma vida inteira de dor aos pés dos seus filhos maiores? Será que estes seus filhos, que fazem as leis da Humanidade, que pensam e dizem que a Terra é deles, vão ser castigados? Quando? Depois de morrerem? Que tardio castigo, nessa altura já não deve interessar a ninguém a paga pelo que fizeram passar a Humanidade durante todos estes milhares de anos. Até porque este Pai misericordioso, este Deus fantástico, exigirá de todos os seus filhos oprimidos o perdão aos seus opressores e, além disso, perdoará todos, menos aqueles que não se arrependerem (não sei de quê), não o adorarem e não acreditarem nele. E como o dinheiro paga tudo, até o reino dos céus (que ninguém viu), fica o dito pelo não dito e tudo em águas de bacalhau. E, para a Igreja, este bem precioso que é o dinheiro é de todo indispensável e serve perfeitamente para absolver os pecadores. Até Deus não o dispensa quando se trata da sua amada e sagrada Igreja. A sua casa (embora esteja sempre ausente dela) é recheada de cofres pequenos e bem fechados espalhados pelos seus milhares de templos por todo o mundo com a função de esvaziar os magros ou gordos recursos de cada um. Tudo se move em torno do dinheiro. Os crentes e os leigos, os fiéis e os infiéis, os santos e os pecadores. Mas Deus perdoa tudo e todos. Do violador ao assassino, todos serão perdoados desde que haja arrependimento e se pague todos os serviços de Deus a peso de ouro. Arrependei-vos porque o tempo do Senhor é chegado. Mas que Senhor?! Que tempo?! Sabem quantos por acaso já entregaram os seus pequenos ou grandes recursos para serem salvos? Dizei-me vós, seres pensantes, acreditais mesmo que sereis perdoados? Acreditais mesmo nisto? É que eles perdoam e absolvem em nome de Deus, mas no nome de Deus tem-se feito tanta coisa, até perdoar os vossos arrependimentos que sempre foram e serão temporários. Ao contrário deles, eu metia-vos a vós, santos e pecadores, todos no mesmo saco e atirá-lo-ia pela borda do Planeta. Talvez assim ele ficasse mais leve, porque sois demasiado pesados, vós e as vossas fortunas (que nem sequer são vossas, mas de todos os desgraçados que trabalharam toda a vida para vos enriquecer) que vos pagarão um lugar no céu, onde pelos vistos se encontra esse famoso Deus que vejo apregoar por tudo quanto é canto. Aquele que tanto sabe, tanto protege e tanto perdoa. Não sou céptica e quero muito poder acreditar nesse vosso Deus e em todos os seus atributos. Preciso tanto que, mesmo sabendo não o poder ver, acredito. Se me mostrarem que ele existe de verdade. Mas não posso, não consigo acreditar nas parvoíces que todos eles pregam: são tão ridículas, tão sem sentido, tão infames, que então esse seu Deus é o Diabo, ou eles mesmos são o Diabo que se faz passar por Deus.
É que, na verdade, todos eles se dizem filhos de Deus mas mentem, matam, destroem, falam, falam, mas não dizem nada. Dizem que o Messias está prestes a chegar, mas se alguém se intitula filho de Deus, perseguem-no e/ou matam-no. Porquê?! É assim tão insólito alguém se declarar filho de Deus? Não somos todos filhos dele? Mas, se foram eles mesmos que nos disseram que éramos seus filhos, o que os leva a tomar este tipo de atitudes, perante tal manifestação? Na presença de qualquer um que se diga filho de Deus, reagem como se sobre eles pesasse de imediato uma enorme ameaça. Mas, não são filhos de Deus também? Afinal, qual é o seu problema? Não os entendo. Ou melhor, entendo. Qualquer que se venha a intitular filho de Deus é um seu inimigo potencial, pois pode vir a retirar-lhes o Poder de governar as massas humanas, tanto na sua forma física como mental. E, também, como podem ter eles tanta certeza que não é mesmo o filho de Deus esperado que se anuncia sempre que alguém afirma sê-lo? Esta sua certeza não será porque sabem que Deus não existe, pelo menos nos termos em que o apresentam? É que, senão, não se atreveriam a fazer o que têm feito e se preparam para continuar a fazer. O que significa que nunca seguiram a Lei de Deus e sim a Lei da Igreja, o que, por mais que queiram, não é de modo algum a mesma coisa. De contrário, ficariam felizes quando alguém aparece e diz ser seu filho. Mas não, preferem silenciá-lo pois acham-se suficientemente deuses para ser preciso mais algum. E se por acaso ou por alguma razão, vierem a necessitar de um, o melhor será eles mesmos apresentarem um ao Mundo e, de preferência, muito dócil e submisso, de modo a poder vir a ser um bom exemplo para toda a humanidade.

Como diz o velho ditado, antes vale prevenir do que remediar, não vá o diabo tecê-las, e aparecer mesmo um Messias para lhes acabar de vez com a festa. São hipócritas e não me admiraria nada, mesmo nada, que estejam a forjar um neste preciso momento, mas de acordo com as suas leis para poderem deter o Poder e o domínio da raça Humana por mais mil, dois mil ou até três mil anos. E estou em crer que vão ter sorte, Messias não lhes vão faltar. E, para o apresentarem ao mundo e à humanidade, é só escolher o momento adequado junto do Homem desesperado pela vida que eles mesmo impuseram e imediatamente estes aceitarão sem reservas o seu forjado Salvador de almas, que os ajudará de imediato a limpar o mundo de todos os indesejados, isto é, dos pensadores que lhes dão sempre muito trabalho. Estes "inconvenientes sociais" têm por hábito levar a vida a pensar e podem, se vierem a ter oportunidade, levar os homens a pensar também. Por isso é preciso calá-los de um ou outro modo, fazendo-os cair em descrédito, difamando-os com todos os atributos negativos que estejam ao seu alcance. Tudo serve para amordaçar estes pensadores isolados, não oficiais, que vão tendo a ousadia de dizer o que pensam sobre o mundo, a humanidade e quem os governa. Poderão até chamar-lhe comunista, herege, etc. Ou será que agora os termos para definir os pensadores, mudarão? Mudem ou não mudem os termos, a ideia principal será sempre a do velho slogan de: DEUS O QUER. Isto é: Deus não quer que os pensadores existam, Deus não quer que defendam os necessitados, Deus não quer um humano de verdade; Deus quer que o Poder exista pois, como dissestes em tempos, Deus não fez os homens todos iguais e sim uns mais que os outros e deu-lhes reis para serem governados materialmente e religiosos para lhes tomar conta das almas. Não foi isso mesmo que aconteceu em Portugal, no tempo de D. Fernando, no tempo dos reis santos e de um amontoado de Clero que os orientava, autorizava e ajudava? A religião é alheia a tudo isto?!... Não, não é! E é por isso mesmo que temeis o verdadeiro Messias, porque sabeis que ele nem sequer passaria junto de qualquer uma das vossas portas, nem sequer se dignaria a olhar para vós e também nem sequer diria à humanidade: "amai o meu Pai acima de tudo e de todos", perseguindo e matando sempre que necessário, antes vos diria: Quem sois vós para vos intitulardes donos de todos os mortais, quando toda a Essência Universal não é dona deles? Quem sois vós para tomar o destino nas mãos de vidas que são tão legítimas quanto vós? Quem sois vós para dizer que o Universo vos autorizou? Ele apenas diria: Eu nem sou católico ou outra coisa qualquer. Sou apenas humano de verdade. Sinto amor! Mas o amor nas vossas bocas não passa de uma bonita palavra que apregoais aos quatro ventos no intuito de fazer valer uma lei que não é e nunca foi vossa. Não amais nada e ninguém. Fartais-vos de dizer que Cristo disse para nos amarmos uns aos outros como ele nos amou a nós, mas fazeis exactamente o oposto disso. E se esse tal Messias algum dia vier, podeis ter a certeza que será aquele que não agradará a Gregos nem a Troianos. Isto é, não agradará a ninguém, pois basear-se-á em muito pouco. Na Verdade-Justiça de todo o Universo. Nada mais! E, como Verdade e Justiça é aquilo que vós não sabeis o que é, pegareis na vossa verdade e justiça do mundo e o aniquilareis. Mas podeis ter a certeza que não é a ele que ireis aniquilar, pois ele regressará sempre ao reino da Verdade e da Justiça, Essência Universal de onde foi gerado. Mas os seus carrascos pregadores e salvadores de almas continuarão a ficar no mesmo pó de que são feitos. Isto é: Dentro do pó, sendo o próprio pó. E não voltarão a viver nunca mais! Já viveram tempo mais que suficiente para implantar um reino de terror na Terra. Por isso mesmo, destroem todo aquele que se diz filho de Deus. Têm medo de poder vir a ser verdade a existência de Cristo na Terra, no seu próprio tempo, pois poria por terra toda a civilização que construíram no seu nome. E será verdade ou não a sua existência neste tempo? É uma incógnita para todos eles, hoje e sempre. Não têm o direito de saber da sua existência, daí que não a saberão. Por mais que seus olhos se abram sempre atentos a uma possibilidade de ele já cá se encontrar, ficarão cada vez mais cegos, pois a eles não é dado o direito de ver a luz. E se, por acaso, acontecer que sejam suficientemente intuitivos e o descubram – se ele existir, é claro –, que nem pensem que o transformarão em mártir antes de ele se pronunciar para depois dizerem o que lhes apetecer em seu nome e poderem explorar materialmente e emocionalmente os mortais. Não terão hipóteses de o fazer porque alguém, em qualquer lado, está bem atento a todos os seus movimentos e o Universo nunca, mas nunca, aprovou o sofrimento com que castram a Humanidade, que sim, é fraca, pois nem consegue pensar que Deus de verdade não seria Deus se tivesse feito o Mundo assim e sim seria o Diabo de quem tanto falam. Embora, tal como o nome de Deus, também esse nome não corresponde de verdade ao seu verdadeiro sentido e ao que ele contém em si mesmo. Como alguém, muito, mas muito especial, me disse numa determinada altura: "Há uma verdade oculta em cada nome". Uma verdade que transcende o Ser mas nunca o Ente. Assim, espalhada por todo o Universo, a ­Essência da Vida existe não existindo. Mas, num local onde o Tempo não existe, salvaguardada de todos vós, existe a outra parte dessa mesma Essência para que nenhum de vós lhe tenha ou venha a ter acesso. E vós, fazedores de Mundos, pensais que o seu silêncio será eterno como pretendeis que seja? Pois podeis pôr o vosso coração ao alto, porque isso não vai acontecer. Quem sabe se o vosso temido Messias não acaba mesmo por aparecer? Só que para lhe ter acesso, teríeis que ser Essência e não sois. Há muito tempo que viveis com um grande dilema. Sabeis que a Verdade existe, mas não sabeis como a destruir. Pensastes já o ter conseguido quando prendestes Cristo no sacrário e começastes a comer-lhe o corpo e a beber-lhe o sangue, dizendo ter sido ele que mandou que o fizesses em memória dele. Mentis, com os vossos macabros horrores, dignos de um filme de terror, mas já não estais a beber ou a comer seja do que for, porque a Essência Universal está muito mais viva e capaz do que julgais, e sabereis disto em vida ou depois dela e não espereis contemplações pelo que fizestes. Não queriam mais nada. E continuar a voltar também se vai tornando cada vez mais difícil para todos vós, pois já ninguém pretende que este Mundo continue a existir, muito menos com esta forma de vida. Por isso, os tempos estão próximos, como dizeis, mas não como os entendeis, não como quereis, mas sim como a Verdade e Justiça Universal quer.

 

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publicado por lazulli às 10:06

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 08:05
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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Mary Paz (2º Capítulo - XIII)

 

 

XIII

 

 

 

 

 

 

 

Entre penugens multicolores que docemente a envolviam, tranquilizando definitivamente a sua pequena alma, Mary, brincava nas asas de Lhara, saltitando e agitando o seu pequeno corpo, a cada novo mundo que ia observando, extasiada com a beleza que a seus olhos ia chegando. Entre tristeza e alegria, lágrimas e sorrisos, foi contando para a ave como fora a sua existência na Terra. Sentia-a, por vezes, distante, como se ao toque da sua voz, corresse a refugiar-se num mundo inacessível à dor que lhe provocava a descrição do Velho Mundo que, inconsequente, lhe ia demonstrando, numa descrição tão perfeita, que os símbolos que compunham o corpo da águia, iam-se recolhendo sobre si mesmos, vertiginosamente, dando a Mary, a sensação que se não se aquietasse momentaneamente, eles a sugariam para lá de si mesmos. Depois que os movimentos serenavam, parecendo ainda inquietos e atentos ao som que estava a formar-se no interior de Mary, para de novo recomeçar a descrição intolerável que feria o próprio ar, essência de todo este mundo, Mary, descrevia de novo tudo ao pormenor sem parecer querer poupar toda esta vida que tão carinhosamente a acolhera. Mas, Mary, hoje, voltava a ser criança. Recomeçava o diálogo, aparentemente, indiferente aos movimentos que se iam desencadeando em torno de si. Quando o turbilhão de cores e formas, entrelaçados uns nos outros, movendo-se rapidamente, pareciam ir tomar, novamente, no pelo macio de Lhara, proporções infinitas, engolindo-a a cada transformação de um novo símbolo, que se ia desenhando, numa metamorfose de complexos símbolos desconhecidos, lembrando a Mary, hieróglifos ou qualquer uma das linguagens mais antigas, com as quais, pouco ou quase nenhum contacto tivera. Talvez sânscrito, pensava ela de si para si, mas não tinha tempo de completar o seu raciocínio e observação, tal era a velocidade com que se sentia atraída e repelida, por qualquer um deles. Aflita, baixava a cabeça ao encontro dos olhos de Lhara, para se certificar que esta estava a controlar as ditas e inesperadas figuras em constante movimento. Mas, a serenidade dos profundos olhos de Lahra, logo tranquilizavam o seu ser. Infinitos, de paz constante, pareciam nem se aperceber da inconstância que emanava do seu próprio corpo. Por instantes, estática, num estado semi hipnótico, perdia o seu próprio olhar, como se fora um só, nas belíssimas esmeraldas que se erguiam levemente para a contemplar. E, quando isto acontecia, o nada existia por si mesmo, dentro de si. Retornava, já novamente integrada no sereno bailado que sempre a recebia na ondulação dolente, da penugem de Lahara, numa dormência que a encantava. E, logo a vontade de voltar a saltar e pular era grande, de tanta felicidade que sentia. Queria brincar. Brincar para sempre.

Mary não era mais um adulto. Nem sabia o que isso era. Aliás, nunca soubera. Tivera sempre dificuldade em gerir um mundo do qual nunca fizera, verdadeiramente, parte. Mais do que nunca, sentia-se integrada na sua genuína natureza, onde não tinha mais quem a repreendesse e quisesse à força, que fizesse parte de um mundo, que nunca fora seu. Hoje, ali, envolvida por Lhara, tinha a certeza que sempre estivera certa em recusar aqueles seres mentalmente destruídos, com pretensões e arrogâncias desmedidas do saber, quando tudo desconheciam. Não tinha mais que os ouvir silenciando dentro de si, o mundo primeiro. Não tinha mais que tolerar, a dor que provocavam à sua frágil alma que magoavam em cada atitude, em cada palavra, em cada pensamento. Livre deles, para sempre, uma alegria imensa preenchia toda a sua essência fazendo emanar dela pequenas ondas quase imperceptíveis de calor que se iam unindo ao mundo envolvente. Desta vez nada refreava a luz dourada que de si emanava. Nada impedia que se expandisse pelo ar fora integrando-se na sua própria natureza. Por isso, Mary, não tinha como se sentir de outro modo. Finalmente encontrava-se, num mundo que sentia seu. O imenso sorriso de Lhara, parecia querer confirmar-lhe tudo quanto sentia. 

 

luzes.gif

Deste modo foi desfrutando e abusando desta doce e serena criatura que os deuses lhe tinham colocado no caminho. Não queria sair do seu "colo". Do seu conforto. Não queria que tudo isto terminasse. Queria ficar com ela. Pedir-lhe-ia. Não queria mais pensar. Sentir. Não queria mais lutar. Mas era umas ilusão que se impunha a si mesma. Algo lhe dizia no intimo de si mesma, que alguma coisa mais aconteceria para além disto. Que não era por mero acaso que ali estava. E, uma angustia sufocada, renascia no fundo da sua alma. Uma angustia que nunca a largara e parecia estar prestes a se revelar. Como se faltasse ainda cumprir qualquer coisa. A qualquer coisa a que sempre fugira. Mas o mundo tinha morrido. Não haveria mais o que cumprir. Por isso levantava os olhos e deliciava-se com a existência da essência, onde parecia que tudo lhe sorria.

Neste entretanto, enquanto o rol de lágrimas e dor eram desfiadas dentro e fora de si, pela sua própria traquinice, ao relatar o desagrado que a existência sempre lhe provocara, sobrevoando um dos espaços intermédios, das quatro dimensões, exactamente aquele que fazia a transição para o mundo onde tinha aparecido depois de ter fugido dos subterrâneos em que se triturava a carne humana numa indústria macabra de alimentação, minúsculos homens armados, parecendo surgir do passado, atiram sobre elas, fazendo-as cair vertiginosamente no solo. Para bem de ambas, voavam a baixa altitude e a queda não foi completamente dramática. Lahra tivera tempo de envolver Laurema, num pequeno cilindro surgido inesperadamente protegendo Mary no embate ao solo. Mas Lahra ficara levemente ferida.

 

 

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publicado por lazulli às 15:10
Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 09:45
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Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

"São lágrimas, meu amado senhor, são lágrimas."

 

 

CANTO III

 

 

 

 

Senhor, vos digo que são lágrimas .

 

 

Lágrimas que guardei

neste deambular

sem fim

por vossos jardins

e afins.

 

 

 

Acreditei

que guardando-as

junto a meu peito

fechadas em minhas mãos

nelas recolheria tuas promessas

e o sentido

de vossas palavras

em tempo ido.

 

 

 

E...

enquanto vagueava

perdida

por vossos jardins

secretos

mistérios da vida

belos e estranhos

envoltos em magia

e fantasias mil

inúmeras vezes

recebi a mesma morte

na subtileza

de mil tormentos incompreensíveis

recolhi lágrimas

lágrimas que guardei

com reverência

no esquecimento

de mim mesma.

 

 

 

Perdoai-me amado meu

inadvertidamente

recolhi todas as lágrimas

também essas

guardo comigo

para que o mal não se espalhe

e atinja Vossa Torre de marfim

fria e gélida

inacessível

a uma pequena viajante

do Tempo

Encoberto

que tudo guarda

e tudo vê.

 

 

 

Perco o amor de meu amado senhor

por guardar em minhas mãos

todas as lágrimas que magoam

ou podem magoar?!

 

 

 

Perdoai-me

mas não me pedis

tamanho sacrifício

pois com sacrifício as guardei

e em mim as mantenho

por meu eterno afecto

aprisionadas.

 

 

 

Não posso senhor

fazer vossa vontade

porque são mesmo lágrimas

o que retenho

guardado em minhas mãos

desde que aqui cheguei.

 

 

 

Não é prata senhor

muito menos palavras

como aquelas que bem conheceis

as vãs

esses raros bens

eu não possuo

só possuo minhas mãos

que bem conheceis

e o que nelas guardei

as lágrimas.

 

 

 

Por Vossa Graça e mercê

Senhora minha

alma da minha alma

sabereis vós dar ouvidos

a quem sempre vos ouviu

atendendo

ao pedido suplicante

deste nobre

peregrino

distante do seu mundo

e abrir

vossas delicadas mãos?!

 

 

 

Quero ver senhora

com os olhos

o que tão zelosamente guardais

em vossas mãos

hermeticamente seladas

só assim acreditarei

em vós

mostrai-me

o que trazeis guardado

numa concha impenetrável

que perturba os sentidos

persistência inútil e desnecessária

efémera.

 

 

 

Não tolero

mais demandas à luz da aurora

nem na noite oculta

quando a lua não se vai colocar

para a alumiar

não mais tanta demanda

em busca do impossível.

 

 

Senhora das mãos de prata

abri vossas mãos

mostrai-me o que elas contêm

para que possa ajuizar

o que realmente escondeis

se é que escondeis

alguma coisa.

 

 

Não acredito em Vós

nem naquilo que dizeis

mostrai o que trazeis

ordeno que obedeçais

minha paciência esgotada

Vos considera menos que nada

em que ficais

mostrais ou não mostrais?!

 

 

 

(Rendida ao pranto/apelo da alma de seu amado senhor, a senhora das mãos de prata de olhos erguidos em "frente" ao "rosto" sempre amado, tristemente, abre as suas delicadas mãos e, logo, delas jorram as águas inesgotáveis de luz argêntea que vão inundar o Jardim de seu amado senhor, para sempre. E... chora a sua desdita.)

 

 

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publicado por lazulli às 10:25

Sábado, 31 de Maio de 2008


EscritoPorLazulli lazulli às 21:37
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

mãos que se movem

 

 

 

... ontem e hoje

 

 

 

 

 

 

... nas pregas do tempo

 

 

 

Por vezes, muitas vezes, mais vezes do que o meu ser desejaria, sinto a essência das palavras escritas ou faladas. Sinto-as em mim em toda a sua plenitude. Penetram-me as células vivas, num constante rodopio que magoa o Ente, envolvendo-me a "alma", ferindo-a, de mil tormentos inexistentes. Sinto-as tão fora do Tempo e do Espaço, pertença de uma outra dimensão do Tempo, que mesmo eu e seus autores, desconhecem a origem, de onde emanam, estes laivos de luz e trevas, de tão perto e tão longe que estão, das mãos que as transportam, desse mundo mágico, para este mundo real, materializando-as, infinitamente e inconsequentemente. E, elas, cortam como gumes de lâminas afiadas, no mestre dos mestres dos ferreiros, mais experimentados do Universo. A cada golpe um nove golpe que dá ou rouba a vida, de quem as sente e por elas é absorvido ou as observe. Não sabemos, que as carregamos levemente, para que atravessem o Tempo e cheguem com todo o seu poder, toda a sua mensagem, ao mundo mortal dos infelizes imortais, que não têm defesa, perante Poder tão brutal, criado nas suas próprias forjas do Tempo Perdido, mas ainda não completamente Esquecido, por... uns.

 

Eis uma delas. Completa. Plena. E o sentir humano já se manifesta ou tenta manifestar no divino que se esconde perpetuamente.

 

Recua... com vontade morta de regressar a estas armas que de um canto, paradas, silenciosas, numa quietude movimentada, clamam com esta voz de longe que veio de perto, à realização do necessário justo, do valoroso valor da verdade.

 

Desvio o olhar e, tento que os escassos segundos deste tempo, recuem quanto possam, até ao momento da plenitude da palavra. Por ser verdade. Por ser vontade. Misto de humano e divino que se esvai, numa dor lenta que consome a alma frágil, que, dolente, adormece os sentidos em toda a sua dormência interior que ameaça alcançar, o exterior de/a si.

 

A outras e outras palavras com o mesmo movimento em espiral que vertiginosamente também atravessam o Tempo, vindas de um outro lado, movimentadas e com forma, transportadas por outras mãos, estas, obra do acaso inexistente, em centenas de mãos. Milhares. O olhar enigmático, foge para evitar a fúria e... lamenta-se, engana-se, força-se a enganar-se, para evitar o apelo às armas que sabe necessárias e sempre prontas.


Mas, a esta mais que justa luta e até necessária, quase não consegue fugir!


Quantas vezes a luta a que desesperadamente foge e tenta esconder de si, esteve presente, trazida por tantas mãos e tantas vozes, por tantos movimentos reptilínios que se mantiveram no tempo real do Real Tempo. Sabe-los, força a tristeza dos mundos desiguais. A tristeza de um amor que quer só chorar silenciosamente a longitude do seu mundo. Tão longe... que se não lutar, chegará lá na mesma. E, se lutar, esvair-se-á numa tristeza infinita, para chegar onde a esperam. Para quê, então?! Porquê?! O que mudou?! Sabe-o, no interior de si mesma e no interior do exterior que começa a dar sinais de desanimo, esgotamento. Desinteresse. Tudo ficará inalterado. Imutável. Até ao dia da metamorfose. Encobre a alma doce, com um manto transparente e dali observa, triste, a luta permanente dos homens. Entre ir e ficar. Preferia a partida muito antes do movimento a que a própria vida obriga. Mas já as mãos se movimentam, num estado febril, querendo participar e reclamar, todo este movimento perpetuo, impedindo um tão pequeno desejo. Estar. Apenas estar. Pudera continuar a trilhar o caminho como um qualquer "viajante", mortal?!
 lâminas que cortam


Mas...

A lembrança de lutas e guerras, vencidas e perdidas.

A lembrança das batalhas ganhas, com as armas pesadas de tão leves.

... pegar-lhes de novo... usar as armas ao seu dispor... e, depois, quando as luzes de todas elas, leves como plumas imperceptíveis, não visíveis, começarem a desferir golpes invisíveis nos sequiosos destruidores da essência... quando o inexplicável acontecer... ela, voltará a ver o campo repleto de dores inexplicáveis. Memórias. Memórias dolorosas. E, como noutros tempos e noutras eras, chorará sobre as armas que transporta e que ama, por fazer delas uso. De novo o aço que se entrecruza, num som estridente que propaga ao ente magoado, o som inaudível, de batalhas sempre inacabadas.

Chorar sobre o inimigo mais do que avisado. Chorar por querer só sonhar. Só ser e estar. Não lhe compete a si e sim a forças maiores e determinadas em alterar todos os destinos, mesmo aqueles que ainda não estão traçados. A luta prenunciada, transportada do seu próprio mundo, está a chamar a águia que paira agonizante noutros campos de batalhas ainda passadas e vai afastando os abutres que insistem em permanecer até que seu choro a adormeça.... para sempre.

 

Por um instante de tempo curto. Só um instante. Chegou a esperança, mas logo se arredou da semi-viva. Finalmente a Promessa se tornava visível a olhos mortais. Real. Palpável. Perceptível aos cinco sentidos. Mas foi curto e breve o instante do tempo em que o véu se ergueu e deixou que o Universo contemplasse, a Promessa, agora quebrada, mas guardada dentro do ser. O que farão os senhores do Destino, com o seu fracasso?! Sim! Porque foram eles que fracassaram, ao não preverem a ténue vontade humana. Deponhõe-em em suas mãos a Promessa e ficam fracos, para a manter. Porque então a revelar?! Porque então mostrá-la?! Fracos são os deuses mais do que as pequenas criaturas que sabem de verdade viver. Condeno pois, eu os deuses, pela sua incúria e pela sua incapacidade, de proteger o que sempre prometeram.

 

 

Pode sim, pode lutar! Mas hoje ... queria poder continuar a olhar sempre para cima, para a sua luz e esperar.

O que dói, é que a voz que alerta, que impulsiona à nobre mais que humana, sabe que a luta tem que começar. Já não há como a evitar. Debruçada ainda sobre as feridas expostas por todo o campo que provocou pela visibilidade da Promessa inacabada, com as armas que transporta, enquanto na metamorfose e em simultâneo, vagueia pelo ares dos campos, porque não teve, uma mão amiga que a mantivesse quieta e uma insignificante criatura. Apenas só uma criatura, como qualquer outra, livre do peso do mundo que nunca quis para si. A luta pelo nada, parece fracassar, mais do que antes, porque encontrou o que nunca achou ser possível encontrar. A verdade. A sua verdade. Que agora achada e perdida para sempre, realizou o feito que sempre ignorou, tornando-o visível, aos olhos de todos. Daí, já não vive. Já não sonha. Olha para o céu triste e espera, com a água a correr ininterruptamente dentro de si, ocupando todos os lugares, antes vazios e, um oceano profundo de águas amenas, nasce ali todos os dias.

 

Adormecer... quase que tinha conseguido adormecer nos céus da Terra, enquanto planava e dirigia os olhos ao solo perscrutando o sucedido, mas já as asas planavam, para a não deixar morrer no seu próprio sono. Dormia, chorando, tentando misturar-se com as partes que ali jaziam... de si.

 

Quase que um guerreiro nobre de outros tempos, mais preparado, despertava do sono profundo, mas... assim como um deus perdido... era fraco... optava pelo mundo. Mais um deus-guerreiro, moribundo, que desconhece a própria origem. O mundo estava cheio deles. Vencidos ou vendidos?! Quem saberá?! Já não lhe interessa. Que morram os homens e os deuses, de uma vez por todas para a deixar permanecer no estado letárgico de gente... humana.

 

 

(original realizado a: Quinta-feira, 18 janeiro 2007

e... composto hoje)

 

penso: consegui

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publicado por lazulli às 09:33
Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 22:25
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