Sábado, 13 de Agosto de 2016

Quem Criou Deus...




Foi Deus que criou o Homem?
Não!
Foi o Homem que criou Deus.
Porquê?!
Porque Ele era Incriado .

O pensamento de Deus está no pensamento do Homem?
Não!
O pensamento do Homem é que está no pensamento de Deus.

Quem é responsável pelo Homem?
Deus.
E quem é responsável por Deus?
O Homem.

Qual deles o princípio?
Nenhum.
Porquê?!
Porque o princípio nunca existiu.

Então o que existiu?
O nada! E do nada não sai coisa alguma.

Deus não é vida nem morte,
É o que está do outro lado
Ou mesmo entre as duas dualidades
Que se mantêm eternas para a eternidade,
Para se perpetuarem infinitamente.

Porque é que o Homem procura Deus?!
Porque pensa que Deus é tudo, quando ele é nada.

Se o Homem soubesse quem Deus é, quereria mesmo sê-lo?
Não
Queria apenas ser Homem.
Porque o Homem quer ser alguma coisa
E Deus não quer ser coisa nenhuma.

O que é que distingue Deus dos homens?
É que os homens podem tudo e Deus não pode nada.

Porque Deus vive?
“Porque está só”.

Porque é que ele quer viver?
“Porque quer aprender a viver”.

Porque é que ele sofre enquanto vivo?
Porque continua só.

Quem conhece Deus?
Ele conhece-se a si próprio.

No despertar do horizonte,
Deus criou para ter companhia.
Mas continua só
Porque ele criou o existente
Mas continuou a ser o inexistente.

 

calma

pensamentos

 

publicado por lazulli às 14:49

18 de Junho 2007

2 comentários


EscritoPorLazulli lazulli às 23:13
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Segunda-feira, 25 de Julho de 2016

A Grande Mãe IV

 

 

 

Lá fora, no espaço exterior que parecia correr à velocidade da luz, tudo continuava escuro. Só distantes pontos luminosos pareciam assinalar, como luzeiros, algum determinado caminho. Tudo era silêncio no compartimento abafado onde dormiam ou se remexiam esporadicamente milhares de formas de vida. O movimento semi reptilíneo, parecia silvos de cobras cuspideiras no encantamento das suas presas. Uma luminosidade amarelo brilhante inundava a chocadeira, de uma letargia constante. Em todas as prateleiras, suspensas, minúsculos ovos transparentes deixavam ver o desenvolvimento das crias. De quando em vez, um enorme sáurio espreitava pela película oval que envolvia todo o compartimento e dava uma olhadela acidental. E, indiferente para com o que os seus olhos amendoados viam através da película, enfastiado, voltava com enfado as costas e remexia num pequeno botão, introduzindo mais calor às formas de vida ali em formação. Depois, arrastava-se por entre películas e mais películas de paredes e mais paredes, até à presença de homens de carne e osso. Estes, altivos, seguros e arrogantes, nem pareciam dar conta da entrada dos vários sáurios que se iam aproximando, como se soubessem o que queriam ou lhes fosse indiferente a sua presença. Mas, não era verdade. A verdade, é que liam o minúsculo cérebro destes seus servidores e sabiam que na nave tudo continuava bem.

 

Tinham partido de Orion há muitos decrons já e também eles se sentiam fatigados com esta nova missão. Depor mais ovos na Terra. Irra, quando é que se fartariam de enviar sementes? Desta vez a missão era interferência, parecia que lá para onde iam as coisas estavam mal. Os humanos tinham-se desentendido e era preciso dar-lhes nova civilização, pois como animais viviam encurralados em buracos cavados dentro da terra e aos senhores era triste a sua semente não poder proliferar livremente e não ter como e por onde o fazer. Parece que estavam sujeitos a regras impostas pelos depositários.

 

- Os vasos tornaram-se exigentes! - Ouviu-se a voz dura de um louro atraente e devasso.

– Pery, sabes se o tempo nos será descontado no fim da missão? É que desta vez a missão pode bem ser demorada. Parece que a queda do homem foi grande. Dizem que ele e a sua companheira se separaram e elas os impedem de procriar daí a necessidade de novas sementes.

– Não sei. Mas lá demorado vai ser. Os homens perderam o interesse porque sabem que se enganaram e de um modo ou de outro, directa ou indirectamente, são os causadores do fim da sua civilização. Daí, não terem forças para conquistar ou se igualar às filhas da Terra.

– Bem o podes dizer, filhas da Terra. Se fossem filhas do céu, talvez tudo mudasse de figura. Além dos ovos que transportam as sementes, quantos viventes transportamos nós?
– Milhões! A catástrofe já decorreu há muito, mas a devastação foi grande. Precisamos equilibrar a natureza e restituir-lhe alguma força.
– Por mim, que a Terra acabasse e os viventes com ela. Estou cansado de viajar a salvar mundos que não são nossos.
– Estás enganado! Nós criamos ou provocamos o aparecimento de muitos destes mundos.

– Não sei para quê. Parece que em nenhum deles conseguimos criar uma raça digna de nós.

– Por isso mesmo, sua Senhoria insiste ainda nessa possibilidade. Daí, temos que nos contentar com as suas decisões e determinações.
– Tu que já lá estiveste, achas que vai ser difícil a implantação e renovação da nova raça entre eles?
– Não sei. Espero bem que não. Pois não quero ficar lá perdido para sempre.
– Pudera! - A sua gargalhada pareceu atravessar todas as membranas da nave que oscilaram ao toque do som que Percy havia provocado. - Viverias eternamente de vida em vida até que conseguíssemos encontrar-te no meio daqueles biliões inúteis.
– Não sejas sarcástico. Quando os conheceres vais verificar a tua mudança de opinião.
– Vou.....
– É, pelo menos no que se refere à companheira. E, pelos vistos, hoje a desequilibradora .
– Quem mandou fazê-la assim?!
– Não. Ela não foi criada, engendrada ou gerada.
– Então?!...
– Surpreende-te ... Mas apareceu pura e simplesmente. Ou melhor... Sempre lá esteve, desde o princípio
– Queres dizer que ela sempre existiu?!
– Pois, parece que sim.
– E, como não sabe disso ...
– Não sabe, nem vai saber nunca! Nós nos encarregaremos de a impedir.
– Parece bárbaro. É um ser inteligente. Um ser inteiro
– Assim parece ser. Mas, é melhor irmos comer. Está na hora de nos deliciarmos enquanto podemos. Tão cedo provaremos a similitude não a originalidade.
– A propósito , são muitos os novatos que embarcaram desta vez?
– Creio que sim
– Bem, apressemo-nos. Não vão eles também começarem a querer saber demais e anteciparem o já antecipado.
 

 

 

rectificação
livros

publicado por lazulli às 18:46
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
12 comentários

 

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:05
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

`pelas almas que aqui Estão e pelas que Virão

(Antes do prometido nas Palavras anteriores, ainda este pequeno poema, a meu ver bem inserido entre umas e outras Palavras, por de algum modo, a ambas dizerem respeito).

 

 

 

   Não cansem meus ouvidos com palavras vãs

criadas para manter a ilusão da existência

quando não sabeis

quem sois

muito menos quem éreis

e menos ainda quem sereis.

 

 

Agarrais-vos a dogmas

convenientes às vossas mais puras ilusões

inventais um mundo cada vez pior

na esperança de um vallaha

doce e eterno

onde por fim

vereis realizados

vossos sonhos de ser felizes

para sempre

adiados

por vós mesmos.

 

 

Aqui vos deixo

a definitiva

queda das almas

porque

foi exactamente por elas

pelas almas azuis

eternamente ligadas

que este pequeno mundo

(CasaDeCristal)

se criou

para no fim

assim como nossas vidas

ser um nada

sem importância alguma

este pequeno mundo

vale tanto quanto todos nós

por vós ele nasceu

fosteis vós que lhe desteis vida

por isso aqui as tendes

As Almas

as nossas almas

que não querendes

depois de terdes dito

que as amaríeis

para sempre.

 

 

Gritai-me antes

o que se esconde

dentro da vossa mágoa

é o que eu faço na CasaDeCristal

Grito a minha "alma" perdida

dentro da Vida.

Dizei-me vós criaturas sem Destino

que trilhais o Destino concebido

por nossos inimigos

que agis por amor

contra o amor único.

 

 

Escravos de todos os poderes

quantas lágrimas já vertesteis

no silêncio de vós mesmos

sufocando

arrastando e ocultando a vossa verdadeira dor

incentivando outros

à Criação da "vida"

quando os outros têm e terão

o mesmo destino

que todos nós.

 

 

Não tendes vergonha

de atirar ao mundo

mais almas inocentes

tendo a certeza absoluta

que elas vêm para sofrer?!

Do Nascimento à Morte

será sempre esse

O Seu Destino

igual ao nosso.

 

 

Dizeis-me que o mundo acabará

se não continuardes a persistir

nessa mentira

nessa esperança absurda

de que quem chega vos perpetua

a existência

dizendo ainda amar em consciência

quem virá de novo para sofrer e morrer.

 

 

Apontai-me a felicidade

apontai-me a eternidade

apontai-me a liberdade

neste mundo

dizei-me onde se encontram

tantos bens

mas mostrai-mos de verdade

de contrário

chamai-me louca

mas não seguirei os vossos passos.

 

 

Rangei os dentes de raiva

espumai fel

porque eu continuarei a ver

a verdade que dói

mas me mantém lúcida

e quando por mim vos cruzardes

tende cuidado

porque eu sempre vos gritarei

que enquanto existirdes

nada sois

nem neste mundo

ou noutro mundo qualquer

porque a matéria

sempre vos/nos

aprisionará.

 

 

Sois/somos coisas

muitas coisas

mas a divindade não vos/nos espera

porque simplesmente

não existe

Nós somos a própria Divindade

Presa

Agrilhoada

à vida que geramos em torno de nós

e Dela não queremos saber

não a escutamos dentro de nós

e libertamos o que mais prezamos

porque a entendemos

à Divindade

coisa separada de nós

que só será nossa

se continuarmos a mentir aos outros e a nós mesmos.

 

 

Escusais de inventar mais santos pelo caminho

porque esses são aqueles que como vós/nós

não eram nada

e hoje ou jazem acorrentados

no tenebroso local

à espera de ver tal luz surgir

e por ela se infiltrar novamente

ou

diluir-se com a matéria

a que pertencia.

Eis os vossos sagrados genes

matéria geradora de matéria

não d'Almas (entes)

porque estas sempre existiram

antes Do Existente.

 

 

 

 

 

 

Será que é porque sabeis

disso mesmo

que incentivais

ao aparecimento

de mais sofredores

tendes medo de nunca mais existir

dentro da carne?!

 

 

 

 

 

Não é amor

e sim necessidade vossa

de vos tornardes eternos

por intermédio

de outros

e ainda terdes motivos

para suportar este inferno

onde moramos.

 

 

Mas ó criaturas insanas

desse modo nunca sereis

livres

e sim os genes que vos compõem

o serão

vós não.

 

                      

 

 

                   

que ilusão inútil

que farsa imensa

 

 

 

 

 

No silêncio de vós mesmos

quando a noite cai

ou o dia vos tortura

com as suas insanas loucuras

fruto

de mentes diabólicas

dando e tirando

consecutivamente

as benesses que entendem

e estendem

ao longo do Caminho

da Vida

momentos de prazer e dor

sendo a dor a que mais

prevalece

e em vós fica

como marca inequívoca

da Passagem

por este mundo de ninguém.

 

 

Os risos

esses são sempre os únicos passageiros

muitas vezes nem tão pouco genuínos

e sim artificiais ou forçados

para esconder de vós mesmos

a única coisa que a existência

permite a todos

Sofrimento.

 

 

Se assim não é

então esses serão os privilegiados da Terra

dela vieram, são e permanecerão integrados

sem Alma

O Universo não os espera

pura e simplesmente

porque esses não lhes pertence

a não ser

em mais poeira cósmica que cruza

todos os Espaços criados

em cata de Essência que lhes permite

adquirir Forma

de modo a poderem existir

no agrupamento das moléculas

que convém manterem vivas.

 

 

Não vos atreveis a mentir-me

dizer-me da grande dádiva

não me digais mais

sobre o bem da vida

porque não tendes poder

para me enganar.

 

 

Grito-vos eu

vós mentis

tudo é melhor para vós

do que a perda da existência

de vida em vida

Pensais vós.

 

 

Sabeis a verdade

só que não tendes coragem de a aceitar

é dura e fria esta verdade

que ignorais

e a qual combateis

porque ela

diz-vos claramente

da inutilidade das nossas vidas

diz-vos que nasceis para morrer

diz-vos que de tanto serdes

nada sois

e nada tendes.

 

 

Chegais com nada e é com nada que partireis

nem o conhecimento vincado a ferro em brasa

diariamente forjado na

 

 

 

forja do Destino programado

dentro de vós se manterá

porque na sua maior parte

não faz  parte de vós

foi-vos incutido mais ou menos à força

para vos poder manter aqui

numa ilusão permanente

quando daqui saís

verificais que nem isso levais

apenas e só apenas

vosso sentir

imutável

inalterável.

 

 

 

 

 

Se o soubesteis preservar

no meio de tanto conhecimento adquirido

que só vos serve em e na vida

 

 

depois depois

 

 

 

É no vazio que vos encontrareis por escassos momentos

e aí permanecereis

até retornardes para aqui ou outro lugar qualquer

mas.... voltais novamente vazios

para vos voltar a encher

como se fosseis

taça sem fundo

que permanecerá

sempre fria

vazia.

SintoMe: nada

EscritoPorLazulli lazulli às 23:11
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012

maldição

 

 

Areias do Tempo
trazidas por ventos do sul
varridas pelos ventos do norte



Na noite escura

no ermitério do mundo desconhecido

no topo do ainda não vivido

os fogos crepitavam em montículos isolados

circundados por fantasmagóricas criaturas.



Vestes coloridas

misturas de todas as vidas

Aí reinava a magia

e os fazedores dela

concentravam-se na ordem dos tempos por devir.



Olhos fixavam o fogo vivo e meditavam no que viam
um dos fogos perto muito activo
mostrava outras paragens longínquas
naquelas onde o Ser permanecia
doente

e o mundo distante estava em perigo
a pequena alma

o iria destruir aquando a altura chegasse.



Eram precisos voluntários

para impedir a pequena alma

mas as vestes ondulavam impacientes

por sua eterna indecisão

medo

pela iminente partida de qualquer um deles

desde que a má-sorte

não lhe coubesse a si

mesmo sabendo

da necessidade da partida

mais ou menos forçada.

 

 

 

Nenhum queria sair de perto do fogo vivo

que crepitava sem parança

lançando no ar

formas de vidas inacabadas

 

transformadas

num tudo nada nada tudo

de coisa alguma

enquanto a pequena alma doente

sofria todas as vivências

 

a que se obrigara

numa busca

inglória.

 

 

Apesar do saber vivo

do apelo

dos observadores

do Todo

ninguém queria despir as vestes

e partir

para local tão inóspito

traiçoeiro

onde a queda

no não-retorno

eram quase certos.

 

 

 



Eis que depois de silêncio prolongado

das vestes de mil cores

uma se ergue para dizer

"eu vou"

O alivio dos restantes magos caiu dos rostos cansados.

 



 

 

E o primeiro mago o mais velho ancião que traz a marca do tempo infinito,

ergue-se de bastão na mão e acelera a entrada no mundo antigo

da alma que se oferece em sacrifício

para impedir a pequena alma

de agir

por desespero

da promessa inacabada

do encontro

não reconhecido.



"Vai e impede a pequena alma à destruição".

E eis que a magia se cumpre e a pequena alma recebe o mago feito gente.

 

O mundo está temporariamente salvo
e a pequena alma Sofre pelo poder do mago existente

transformado em gente

humana

nem a interferência da essência

impede a sua entrada

neste mundo

por poder absoluto

da pequena alma

traindo a si mesma

aumentando deste modo

sua agonia

agora mais prolongada.



Quanta coisa por dizer quanta coisa oculta.
Ama-a e salvarás o mundo

se a não amares

estarás a condená-la a mais vidas indesejadas.
Encontra-a.

Cumpre a promessa.

Fica até ao encontro.

Mas está a promessa incompleta.
Porque não a amaste

 

Condenaste-a
a vidas indesejadas
a vindas nunca queridas
foste o seu carrasco
por forma humana
te transformaste

Não sabe o futuro
mas sabe que a condenaste a viver
para sempre
e com ela percorrerás todas as existências
indesejadas
até que conheças a sua alma e a ames.

Condenas-te-a a viver
Magoaste todo o seu ser
Do futuro agora não sabe
mas sabe não quer viver
e tu condenas-te-a

no encontro

de reconhecimento

anunciado

e mil vidas

prometido

Não te queria.

Só o teu amor e reconhecimento
a ternura do teu ser no seu ente.

No teu sentido entendimento

nada entendeste

e deixas que o destino

se cumpra

e a promessa

fique mais uma vez

adiada

mantendo assim

a maldição

de quem só quer

a união

do dois

num.

 

(Dedicado a Ti Cris, com amor, baseado num dos fragmentos da Tua memória.Por teu e meu sacrifício, desnecessários. Amor eterno)


EscritoPorLazulli lazulli às 02:05
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Segunda-feira, 25 de Junho de 2012

Balada Para Um Sorriso Roubado

 

 

 

 

Balada para um sorriso roubado

 

 


Ficaram as palavras proibidas

No principio do fogo do teu sangue

Que nas memórias do silêncio

Possesso rompeu a tua fúria

Ficou a chama rubra da tua alma

No limite dos teus gestos e dos teus sonhos

E da Terra ensopada de lágrimas

Romperam gritos sedentos de revolta.

E assim caiu, apenas, o teu corpo desnudado

E pagaste a tua amarga fome

Com a seiva madura da tua vida

Mas o vento traz o teu nome

Ao coração dos homens que aprenderam contigo

A voz eterna da liberdade.

 

Dedicado por Edu (apolo)

 

... escrito à 3/4 anos atrás... aqui aguardou, por este momento.

 

 

Exclusividade De/Para Os Que Me São Queridos

 

Inicio aqui a partilha da CasaDeCristal com os meus mais fieis amigos, com alguns textos de suas autorias, que me foram dirigidos . Por Amor a eles, espalhados que estão e sabendo que talvez nunca aqui os venham ler, é uma homenagem de gratidão, de quem sempre vos amou. Eu, a vossa eterna menina. Vós me entendereis se, alguns de vós por aqui passar. E, se a CasaDeCristal , estiver para permanecer, (não a consigo apagar) um dia, alguns de vós, ireis ler. Os que aqui não vier a colocar, ou porque os seus gestos, não passaram pelas palavras escritas, fica igualmente o meu amor por cada um de vós. Que continuará eterno. Com especial relevo a todos quanto estiveram presentes e activos, neste último ano. Em Amizade não existe gratidão, porque a palavra é intensa o suficiente para englobar todos os sentimentos. Mesmo assim, daqui, arrisco O Dr. J. A., Titj.., F'Alv.., P'Salvador., Baht.., N'Per..., Ani.... se esquecer algum nome, não é por esquecimento e sim por continuar gravado a Fogo a alma de cada um. Que a Felicidade contemple vossas vidas, estejam onde estiverem. Em mim, estareis sempre presentes. Daqui que, abrir uma excepção e algumas palavras vossas de um dia no tempo..... aqui vos farão homenagem, para que nunca a Palavra Esquecimento reine entre nós, aconteça o que acontecer ao e no mundo em que estamos. Assinalarei vossos nomes, sempre que os colocar na CasaDeCristal.

 

É uma tentativa de eu mesma me recuperar de algo que me aconteceu neste mundo estranho que eu não consegui evitar. e com o qual pela primeira vez não sei lidar.

 


Sei que passe o tempo que passar e aconteça o que acontecer, estarei sempre em vossas almas como vós na minha.

 


Apelo ao vosso entendimento e percebais que estou mais uma vez a tentar seguir Aquela minha Alma sem me interrogar, porquê. Não fiqueis grandes demais. É o meu pedido especial, a todos vós. Todos! - eu sei que Viseu esteve aqui. E, é o único, de que tenho conhecimento. (tinha. hoje sei que outros por aqui passaram. Pediram-me para eu reabrir a CasaDeCristal. Aqui estou, de novo, a tentar que Ela permaneça.

 

A CasaDeCristal é também pertença vossa e de todos quanto quiserem, se as palavras de algum modo, lhes fizer bem.

 

Agradeço o Vosso eterno silêncio, mesmo aqui vindo. E peço autorização a todos aqueles que vier aqui a expressar os vossos escritos. São tão dignos da Casade cristal como os meus. Tenho necessidade de vos ter aqui presentes deste modo.

 


Preciso fazer isto. Preciso desprender de mim esta estranha dor que este estranho mundo me provocou.

 


Inicio consigo Edu (Apolo) talvez para me redimir deste meu silêncio demasiado prolongado. Eu sei. Eu sei que o poderia fazer de um outro modo, mas, foi este que minh'Alma escolheu.

 


Sabe a única coisa neste mundo de ninguém que poderia me perturbar, não sabe?! Que poderia elevar-me no éter ou afundar a minha alma de vez?! Melhor que ninguém, você sabe.... é esse o nome. Talvez tivesse razão quando há tempos atrás me disse, que não podia ser. Não sei meu amigo. Hoje deixei de saber. A única coisa que sobra é uma dor demasiado profunda.

 


Pois é meu querido e amado amigo. Se não pode então esse será um nome maldito. Quero que me olhe e veja. Você pode sentir-me. Sei que deveria estar mais tempo do seu lado. Mas hoje não sou mais capaz de estar do lado de ninguém. Um mar imenso de uma dor estranha e inexplicável preencheu todo o meu ente. Não consigo sair. Poderia ter-lhe pedido ajuda ou a outros e não o fiz. (já fiz) E, não estou a fazer. Preciso livrar-me disto sozinha. Preciso.


Peço-lhe agora autorização para expor o que um dia  (me)escreveu. E peço aos deuses que me abandonaram depois de comigo terem brincado que pelo menos nisto cumpram o seu dever.

 
E como disse: 2 nada e ninguém me retiraria de si". E, não retirou. Nem de ninguém. Mas... preencheu-me de tal dor que... Libertei-me?! Não sei. Não vejo NADA para além de mim. Há distância, nem a penumbra preenche mais os ares. Digamos que.... Estou Suspença e regresso aqui na Esperança de regressar a mim a Escrita.... que... parece ter perdido.


Abro assim esta centelha de Luz sobre a Minha CasaDe Cristais Azuis, com um Poema seu. Não o escolhi, veio à mão. Pelo menos isso ainda não perdi:

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 16:33
link do post | comentar | verComentários (2) | AdicionarAosIntemporais
Sábado, 23 de Junho de 2012

Apollo

 

 

"Para o meu amigo querido, Apolo"

 


 

 

 

 

O Tempo não altera O Ente.

Este mantem-se eternamente fiel a si mesmo.

Inalterável no seu Sentir e Conduta.

Por essa razão O Hoje é Igual ao Ontem e o Ontem igual ao Hoje.

Estas palavras foram escritas ... antes.

As agruras do Tempo com as Suas Habituais Devastações, não foram suficientemente Fortes, para alterar a Pequena Criatura.

Por esse motivo aqui As exponho, na Esperança que as venha a ler.

Até porque resolvi ir Reabrindo lentamente a CasaDeCristal e deste modo as minhas palavras chegarem aos que amo como a Todos quanto as desejem ler.

 

 

- Quero dizer-lhe, quando por aqui poder passar, sei que a sua actividade quase não lhe dá espaço, que me perdoe todo este silêncio durante estes últimos tempos. A distância fisica não me permite poder lhe explicar o porquê do meu silêncio e até parecendo afastamento. Foram tempos insólitos. Tanto... que precisei de o ter perto de mim, para melhor suportar tudo quanto foi acontecendo. A "magia" de Apolo, aumentou os tempos e suas contrariedades, no entanto, no final de tudo.... sobrevivi a todas as entempéries. Não foi fácil para mim lidar com muitas situações completamente novas e inéditas. Sem si por perto para me apoiar, foi deveras dificil.

 

- Falo-lhe na CasaDeCristal, porque, devido à grande distância que nos separa e à falta de um melhor meio de nos falarmos, tenho esperança que possa passar por aqui e ler.  Sei que está confuso com o meu silêncio. Magoado até... mas por favor não esteja. Lembre-se de como eu sou e de tudo e aguarde para quando nos podermos ver. A minha amizade por si, será eterna. Não me faltava mais nada, logo você duvidar, disso mesmo. Só algo muito mas muito sério me levaria a um aparente afastamento de si. Como você mesmo disse tempos atrás; ... nada e ninguém lhe roubaria a minha amizade. E, assim é. Para lhe escrever aqui mesmo, veja como começo a ficar preocupada. Espero que esteja bem e que todos os deuses universais (nossos conhecidos) o estejam a protejer. Só quero que saiba que não mudei e você é entre poucos outros, um dos meus melhores amigos e deveras, imprescindível. (eterna amizade) ... mas tranquilize seu coração, caso passe por aqui, outros estiveram e estão presentes. Por isso estou viva. .... (apareça logo que lhe seja possível)  AmiZadeEterna


EscritoPorLazulli lazulli às 12:54
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Sábado, 9 de Junho de 2012

OndeAlmaPermanece

 

Na Busca da Verdade
(Saudades do Todo Infinito)


EscritoPorLazulli lazulli às 13:13
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Segunda-feira, 1 de Março de 2010

HumanidadeEscravizada (XXXIV)



Mas tu que me lês podes ajudar a acabar com a mentira que nos envolve a todos, explicando melhor do que eu esta trama diabólica do mundo onde estamos inseridos. No futuro, outro virá que o fará melhor do que tu ou eu. E, como elos de uma corrente de ferro, atravessando os tempos e as resistências, cada um de nós será a vontade do outro aperfeiçoada, até que a verdade venha a ocupar o lugar que a mentira ocupa hoje. E, com a hipocrisia abolida de uma vez por todas, a nossa coragem e dignidade retornará, permitindo finalmente à humanidade o cesso à verdade escondida, que levará o Poder a cair de vez. E, assim, acabar-se-ão opressores e oprimidos, bem como também a miséria física e espiritual. Quanto muito existirão duas facções bem distintas que se de gladiarão honestamente e não esta mistura de matéria e mentes que nos confunde a todos e onde ninguém sabe quem é quem. Até pode demorar o surgimento desta verdade tão procurada, mas acredita que valerá a pena para todos nós porque se tivermos que regressar de novo a esta existência miserável, teremos mais oportunidades de sermos verdadeiramente humanos.

 

Para que um dia venha a ser possível transformar o mundo num sítio onde o sofrimento humano não tenha mais lugar, mais vale prevenir do que remediar. Daí que devamos preparar-nos no combate à falsidade, começando por falar sempre a verdade em todas as circunstâncias da nossa vida. A nossa dignidade acima de tudo e de todos. Com a nossa dignidade conquistada, teremos a possibilidade de nos vir a cruzar com outros seres humanos, onde os verdadeiros valores humanos não têm dono nem são obrigatórios. São naturalmente nossos. Não precisaremos de leis ou mandamentos redigidos por outros, para termos um comportamento social correcto, a partir do momento que já nascemos com leis e mandamentos inerentes a nós próprios e ao mundo que representamos. Assim, não mais será fácil, para eles, corromperem-nos e transformarem-nos em amostras de gente. Pedaços de carne viva que deambula pela Terra unicamente em busca de alimento, para sua própria preservação, lutando consecutivamente pelo modo mais fácil de obter aquilo que nos mantém vivos, sem pensarmos que este é um período muito curto da nossa verdadeira existência e que, se não fizermos mais do que temos feito até aqui, seremos sempre aquilo que não somos. Carne. Unicamente carne viva, para poder criar mais carne, de modo a permitir e assegurar a expansão dos genes que transportamos dentro de nós. E há tanto por onde podemos começar, para impedir esta transmissão de genes, que nos tem vindo a reduzir a essência de que somos realmente feitos, que nem precisamos de aprender como o fazer; basta que, quando estivermos perante alguém a quem necessitamos dizer a verdade do que nos parece, faça-mo-lo imediatamente, não permitamos que a ética social e religiosa nos impeça de falar sempre o que pensamos traindo assim o nosso ser, porque se o não fizermos ficaremos mal connosco e com os outros. Se não nos sentirmos dignos de nós próprios não nos sentiremos dignos de ninguém. Além disso, este desinteresses por nós próprios, far-nos-á mergulhar numa apatia em relação ao mundo que nos cerca e o nosso desinteresse não nos permitirá lutar por um mundo melhor do que aquele em que vivemos. Continuaremos a ver as injustiças do mundo como se não tivéssemos capacidade alguma de acabar com elas. É preciso acreditar, ter força e começar a agir, porque querer é poder. Se nós quisermos podemos mudar o que está mal. Qualquer um de nós. Se temos conseguido manter a evolução da vida, neste Planeta, criando novas civilizações com base na nossa persistência e sacrifício, também conseguiremos fazer um mundo melhor para todos. Basta, todos juntos, querer uma coisa destas. Nada nem ninguém nos conseguirá impedir. Construamos um mundo novo, porque o que temos actualmente só nos tem vindo a fazer mal. Não somos assim tão insignificantes como nos tentam fazer crer, muito pelo contrário. Temos a luz dentro de nós, só precisamos de a deixar brilhar. Só isso. Se todos eles são de uma única cor, nós não temos forçosamente que ser a sua cor, porque senão deixaremos de ser “nós” para passarmos a ser “eles” e quem vai perdurar e viver a tal eternidade de que muito gostam são eles e não nós. Estamos a dar-lhes de bandeja a nossa imortalidade e a trocarmos a nossa identidade; se continuarmos a permitir isto, nada sobrará de nós, nem na vida nem na morte. Muitos de nós já caminham dificilmente, lamentando este momento, mas podemos ainda retomar o que é nosso indo buscar o que nos pertence a cada lei absurda, a cada ideia descabida, a cada pensamento. Não temos que aceitar mais lei nenhuma ou vontade, seja de quem for, que não seja unicamente humana. O que quer dizer, que se alguém pretender matar, mesmo que este matar tenha carimbo oficial dos governos, nós não devemos deixar que isso aconteça. Somos milhões e eles meia dúzia. Basta nós não querermos mais mortes sem sentido, e elas não existirão mais. Munindo-nos do nosso poder interior, usaremos tudo quanto estiver ao nosso alcance para os impedir. Mesmo que seja pô-los a todos fora do lugar que ocupam e substituí-los por outros, que pensem de facto em preservar o ser humano, não em aniquilá-lo como tem acontecido até aqui. Se pretenderem subjugar-nos, impondo-nos leis materiais para nos controlarem, não as aceitemos. Se as crianças não forem devidamente protegidas pela lei, como se fossem meros brinquedos para serem utilizados de modo vil seja por quem for, não o devemos permitir de modo algum. Se uma qualquer religião nos quiser impor um mandamento novo, devemos desprezá-lo, porque isso é o mesmo que dizer-nos; que só através dos seus mandamentos conseguiremos ser humanos, quando é isso mesmo que somos desde sempre, etc., etc., etc. É só ficarmos sempre atentos ao que eles fazem ou pretendem fazer.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:08
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

CasaDeCristal

 



A CasaDeCristal, irá encerrar




Quero, deste modo, agradecer a todos aqueles que aqui estiveram, tanto a quem unicamente permaneceu, assim como ao carinho, demonstrado por quem aqui falou.


Por consideração a Todos Vós e pedindo humildemente as minhas mais sinceras desculpas e o meu mais humilde perdão (isto custa), encerrarei lentamente de modo a dar oportunidade ainda a quem quiser, poder ler uma ou outra coisa, que não tenha tido oportunidade.


Não me sinto bem ao fazer isto, a partir do momento que iniciei algo a que não estou capaz de dar continuidade e creio, que muitos não merecerão que eu o faça. Mas... a verdade mesmo, é que eu não acredito neste "mundo".



Perdoem-me todos vocês!



Contudo, porque não tenho coragem para a destruir definitivamente (e isto graças ao número de pessoas que por aqui passou e também porque seria como destruir a minha própria alma) foi feita uma cópia de Toda a CasaDeCristal. Ficará guardada. Para sempre ou talvez não, quem sabe? Acontecem sempre tantas coisas... talvez venham a ser boas suficientes para eu voltar a acreditar. Hoje, não acredito.




O meu obrigada a Todos sem exepção!



Deixo o meu mail, disponibilizando-o para quem por alguma razão me quiser perguntar alguma coisa relacionada com o Conteudo da CasaDeCristal.


(Isto é difícil fazer. Mas tem que ser).



Quero informar que não abrirei nenhum Blog, de nenhuma espécie a partir daqui. Não sou blogueira. (acho que é assim que se diz) e, muito menos entendida neste tipo de coisas e também nunca foi esse o meu objectivo. Não sou escritora nem pretendo sê-lo, nunca, porque se assim fosse, com relativa facilidade colocaria o que escrevo no mercado. Nunca o quis fazer. Não concebo tal. Nunca concebi. Porque ganhar dinheiro ou ser mais ou menos conhecida, pelo meu sentir é algo que repudio. Aceito, compreendo e será justo, que muitos o façam e tenham valor para isso. Mas não é de todo o meu caso. Talvez seja presunçosa e tenha a mania que sou diferente. Mas, é assim que sou e é assim que penso e é assim que continuarei a ser. Deixo tanta coisa incompleta, aqui... doi-me fazer isto, só de pensar que alguém poderia estar a ler com algum interesse. E neste caso, mesmo que por um único que seja, guardo a CasaDeCristal com todo o Amor que lhe tenho e acima possibilitei o meu mail, para algum esclarecimento, que eventualmente, uma ou outra pessoa, julgue necessário. Sou apenas uma pessoa que diz o que sabe e o que sente e vá-se lá saber porquê, um dia resolveu partilhar com os outros. Talvez porque acreditasse, não sei bem em quê. Minto, sei! Mas não acredito mais.

 


E para eu fazer seja o que for eu tenho que acreditar que vale a pena, de contrário recolho-me à minha insignificancia.


Um beijo com Carinho

Sempre

Da


(lazulli)


cristallazulli@hotmail.com

 

 

Nota: quanto à História da Humanidade e à VozDoSangue, ainda não decidi se permanecerão ou não. Se vier a decidir, fechá-los, como à CasaDeCristal, farei um pequeno comunicado.

 

 

Bem Hajam!

 

lazulli

 

 

2007, alma, amor, canto, contos, deus, divagação filosófica, dogmas, essência, eu, existência, ficção, justiça, letras, livros, lágrimas, nação, palavra, pensamentos, pessoal, poesia, porto, portugal, tempo, tristeza, universo, verdade, águas mil

 

publicado por lazulli às 18:00

quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

 

NOTA de hoje: Coincidência ou não, este texto, colocado à um ano atrás, vem ao encontro do que sinto no momento. Talvez por outras razões ou as mesmas. Não sei bem. Mas, para não me precipitar, hoje não digo que vou encerrar a CasaDeCristal e sim mantê-la SuspensaNoTempo. Depois se verá. Colocarei mais uma coisa ou outra, já feita, só para a poder completar, na sua fase anterior. Depois... depois... aqui ficará. Obrigada a Todos. (Isto pode não ser um parar definitivo.) às vezes sofro de falta de acreditar, que vale a pena. Interrogo-me porquê. Porque iniciei eu uma exposição que nunca quis. eu mesma, ainda não entendo. E, enquanto não entender porquê, os altos e baixos, do meu estado emocional com a minha CasaDeCristal, sempre existirão. Por essa razão, pelo menos porenquanto é melhor parar um pouco. Bem Haja a Todos


EscritoPorLazulli lazulli às 23:42
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

encoberto

 

 

 

 

 

 

atravessei todas as esferas

 

caminhei em todos os caminhos

 

galguei montanhas

 

até ao topo

 

subi pedra a pedra

 

resvalei encosta a baixo

 

magoei meus pés descalços

 

lavei-me com minhas lágrimas

 

sentei-me

 

no silêncio da minha alma

 

levando-a nos meus olhos

 

parados

 

ao infinito daqui

 

interrogando-o:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- Porquê?!

 

alma, essência, estrelas, eternidade, eu, existência, futuro, justiça, letras, literatura, lágrimas, mentira, mercúrio, metamorfose, natureza, palavra, passado, pensamentos, poema, poemas, poesia, porto, portugalportugal, prese, tempo, tristeza, universo, verdade
publicado por lazullilazulli às 22:55
2008 (13) comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 11:46
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Sábado, 24 de Outubro de 2009

Humanidade Escravizada (XXXI)

 

 

Terceiro capítulo






Não somos todos filhos de Deus

 

 




Não é tarde para o Homem acordar desta letargia que o destrói dia à dia e faz continuar a viver numa ignorância tão grande que até o pode impedir de tentar preservar a nível cósmico a sua verdadeira identidade. Sabe o Homem para onde vai depois deste martírio forçado? Sabe o Homem se é verdade ou mentira tudo o que lhe disseram? Se por acaso algum dia lhe sobrar tempo para pensar, porque não começar por uma pergunta simples:
 – Quem sou eu?
Diria que é o Joaquim, o Manuel, a Maria, etc...
– E tem a certeza que o Joaquim é mesmo o Joaquim? E se eu lhe disser que o Joaquim é apenas um nome, só um nome. Um nome que nem sequer corresponde ao Ser que existe dentro de si?
Responder-me-ia que o Joaquim é mesmo o Joaquim, mesmo sabendo que esta não é a verdade. A não ser que queira fazer o jogo das Instituições, quer sejam de carácter político, quer sejam de carácter religioso, onde o nome atribuído a um indivíduo é o próprio indivíduo e o indivíduo é o próprio nome, não havendo distinção entre nome e pessoa. É como se a pessoa fosse o nome e o nome fosse a pessoa. E, se continuar a seguir por este caminho, é garantido que continuará sem respostas concretas aos seus anseios, às suas dúvidas.
Poderá também questionar-se, perguntando simplesmente, quem escreveu aquilo que dizem que devemos seguir e encontrará uma resposta bem simples:
 – Outros homens como nós!
Mas poderá ainda na sua ignorância obscura, insistir.
 – Mas esses homens eram divinizados.
– Tanto quanto eu! Nasceram na Terra do mesmo modo e através do mesmo processo, porque seriam então divinizados?
 – Porque Deus os escolheu entre os Homens para levarem a mensagem de esperança.
­
– Se assim é, porque Deus não diviniza também as pobres e boas criaturas que habitam a Terra?
­
– Ah! Deus lá sabe.
E eu respondo que não entendo.
Se todos eles são predestinados por Deus, porque nós não podemos ter nem saber tudo, quem são então os filhos de Deus? Todos? Não acredito! É que não vivemos todos do mesmo modo e as diferenças a todos os níveis, entre os seres humanos, são tão grandes que qualquer leigo (estúpido), como nos chamam, sabe que não pode ser verdade. Porque se assim fosse, que tipo de Deus seria este que massacrava a maior parte dos seus filhos, fazendo-os rastejar uma vida inteira de dor aos pés dos seus filhos maiores? Será que estes seus filhos, que fazem as leis da Humanidade, que pensam e dizem que a Terra é deles, vão ser castigados? Quando? Depois de morrerem? Que tardio castigo, nessa altura já não deve interessar a ninguém a paga pelo que fizeram passar a Humanidade durante todos estes milhares de anos. Até porque este Pai misericordioso, este Deus fantástico, exigirá de todos os seus filhos oprimidos o perdão aos seus opressores e, além disso, perdoará todos, menos aqueles que não se arrependerem (não sei de quê), não o adorarem e não acreditarem nele. E como o dinheiro paga tudo, até o reino dos céus (que ninguém viu), fica o dito pelo não dito e tudo em águas de bacalhau. E, para a Igreja, este bem precioso que é o dinheiro é de todo indispensável e serve perfeitamente para absolver os pecadores. Até Deus não o dispensa quando se trata da sua amada e sagrada Igreja. A sua casa (embora esteja sempre ausente dela) é recheada de cofres pequenos e bem fechados espalhados pelos seus milhares de templos por todo o mundo com a função de esvaziar os magros ou gordos recursos de cada um. Tudo se move em torno do dinheiro. Os crentes e os leigos, os fiéis e os infiéis, os santos e os pecadores. Mas Deus perdoa tudo e todos. Do violador ao assassino, todos serão perdoados desde que haja arrependimento e se pague todos os serviços de Deus a peso de ouro. Arrependei-vos porque o tempo do Senhor é chegado. Mas que Senhor?! Que tempo?! Sabem quantos por acaso já entregaram os seus pequenos ou grandes recursos para serem salvos? Dizei-me vós, seres pensantes, acreditais mesmo que sereis perdoados? Acreditais mesmo nisto? É que eles perdoam e absolvem em nome de Deus, mas no nome de Deus tem-se feito tanta coisa, até perdoar os vossos arrependimentos que sempre foram e serão temporários. Ao contrário deles, eu metia-vos a vós, santos e pecadores, todos no mesmo saco e atirá-lo-ia pela borda do Planeta. Talvez assim ele ficasse mais leve, porque sois demasiado pesados, vós e as vossas fortunas (que nem sequer são vossas, mas de todos os desgraçados que trabalharam toda a vida para vos enriquecer) que vos pagarão um lugar no céu, onde pelos vistos se encontra esse famoso Deus que vejo apregoar por tudo quanto é canto. Aquele que tanto sabe, tanto protege e tanto perdoa. Não sou céptica e quero muito poder acreditar nesse vosso Deus e em todos os seus atributos. Preciso tanto que, mesmo sabendo não o poder ver, acredito. Se me mostrarem que ele existe de verdade. Mas não posso, não consigo acreditar nas parvoíces que todos eles pregam: são tão ridículas, tão sem sentido, tão infames, que então esse seu Deus é o Diabo, ou eles mesmos são o Diabo que se faz passar por Deus.
É que, na verdade, todos eles se dizem filhos de Deus mas mentem, matam, destroem, falam, falam, mas não dizem nada. Dizem que o Messias está prestes a chegar, mas se alguém se intitula filho de Deus, perseguem-no e/ou matam-no. Porquê?! É assim tão insólito alguém se declarar filho de Deus? Não somos todos filhos dele? Mas, se foram eles mesmos que nos disseram que éramos seus filhos, o que os leva a tomar este tipo de atitudes, perante tal manifestação? Na presença de qualquer um que se diga filho de Deus, reagem como se sobre eles pesasse de imediato uma enorme ameaça. Mas, não são filhos de Deus também? Afinal, qual é o seu problema? Não os entendo. Ou melhor, entendo. Qualquer que se venha a intitular filho de Deus é um seu inimigo potencial, pois pode vir a retirar-lhes o Poder de governar as massas humanas, tanto na sua forma física como mental. E, também, como podem ter eles tanta certeza que não é mesmo o filho de Deus esperado que se anuncia sempre que alguém afirma sê-lo? Esta sua certeza não será porque sabem que Deus não existe, pelo menos nos termos em que o apresentam? É que, senão, não se atreveriam a fazer o que têm feito e se preparam para continuar a fazer. O que significa que nunca seguiram a Lei de Deus e sim a Lei da Igreja, o que, por mais que queiram, não é de modo algum a mesma coisa. De contrário, ficariam felizes quando alguém aparece e diz ser seu filho. Mas não, preferem silenciá-lo pois acham-se suficientemente deuses para ser preciso mais algum. E se por acaso ou por alguma razão, vierem a necessitar de um, o melhor será eles mesmos apresentarem um ao Mundo e, de preferência, muito dócil e submisso, de modo a poder vir a ser um bom exemplo para toda a humanidade.

Como diz o velho ditado, antes vale prevenir do que remediar, não vá o diabo tecê-las, e aparecer mesmo um Messias para lhes acabar de vez com a festa. São hipócritas e não me admiraria nada, mesmo nada, que estejam a forjar um neste preciso momento, mas de acordo com as suas leis para poderem deter o Poder e o domínio da raça Humana por mais mil, dois mil ou até três mil anos. E estou em crer que vão ter sorte, Messias não lhes vão faltar. E, para o apresentarem ao mundo e à humanidade, é só escolher o momento adequado junto do Homem desesperado pela vida que eles mesmo impuseram e imediatamente estes aceitarão sem reservas o seu forjado Salvador de almas, que os ajudará de imediato a limpar o mundo de todos os indesejados, isto é, dos pensadores que lhes dão sempre muito trabalho. Estes "inconvenientes sociais" têm por hábito levar a vida a pensar e podem, se vierem a ter oportunidade, levar os homens a pensar também. Por isso é preciso calá-los de um ou outro modo, fazendo-os cair em descrédito, difamando-os com todos os atributos negativos que estejam ao seu alcance. Tudo serve para amordaçar estes pensadores isolados, não oficiais, que vão tendo a ousadia de dizer o que pensam sobre o mundo, a humanidade e quem os governa. Poderão até chamar-lhe comunista, herege, etc. Ou será que agora os termos para definir os pensadores, mudarão? Mudem ou não mudem os termos, a ideia principal será sempre a do velho slogan de: DEUS O QUER. Isto é: Deus não quer que os pensadores existam, Deus não quer que defendam os necessitados, Deus não quer um humano de verdade; Deus quer que o Poder exista pois, como dissestes em tempos, Deus não fez os homens todos iguais e sim uns mais que os outros e deu-lhes reis para serem governados materialmente e religiosos para lhes tomar conta das almas. Não foi isso mesmo que aconteceu em Portugal, no tempo de D. Fernando, no tempo dos reis santos e de um amontoado de Clero que os orientava, autorizava e ajudava? A religião é alheia a tudo isto?!... Não, não é! E é por isso mesmo que temeis o verdadeiro Messias, porque sabeis que ele nem sequer passaria junto de qualquer uma das vossas portas, nem sequer se dignaria a olhar para vós e também nem sequer diria à humanidade: "amai o meu Pai acima de tudo e de todos", perseguindo e matando sempre que necessário, antes vos diria: Quem sois vós para vos intitulardes donos de todos os mortais, quando toda a Essência Universal não é dona deles? Quem sois vós para tomar o destino nas mãos de vidas que são tão legítimas quanto vós? Quem sois vós para dizer que o Universo vos autorizou? Ele apenas diria: Eu nem sou católico ou outra coisa qualquer. Sou apenas humano de verdade. Sinto amor! Mas o amor nas vossas bocas não passa de uma bonita palavra que apregoais aos quatro ventos no intuito de fazer valer uma lei que não é e nunca foi vossa. Não amais nada e ninguém. Fartais-vos de dizer que Cristo disse para nos amarmos uns aos outros como ele nos amou a nós, mas fazeis exactamente o oposto disso. E se esse tal Messias algum dia vier, podeis ter a certeza que será aquele que não agradará a Gregos nem a Troianos. Isto é, não agradará a ninguém, pois basear-se-á em muito pouco. Na Verdade-Justiça de todo o Universo. Nada mais! E, como Verdade e Justiça é aquilo que vós não sabeis o que é, pegareis na vossa verdade e justiça do mundo e o aniquilareis. Mas podeis ter a certeza que não é a ele que ireis aniquilar, pois ele regressará sempre ao reino da Verdade e da Justiça, Essência Universal de onde foi gerado. Mas os seus carrascos pregadores e salvadores de almas continuarão a ficar no mesmo pó de que são feitos. Isto é: Dentro do pó, sendo o próprio pó. E não voltarão a viver nunca mais! Já viveram tempo mais que suficiente para implantar um reino de terror na Terra. Por isso mesmo, destroem todo aquele que se diz filho de Deus. Têm medo de poder vir a ser verdade a existência de Cristo na Terra, no seu próprio tempo, pois poria por terra toda a civilização que construíram no seu nome. E será verdade ou não a sua existência neste tempo? É uma incógnita para todos eles, hoje e sempre. Não têm o direito de saber da sua existência, daí que não a saberão. Por mais que seus olhos se abram sempre atentos a uma possibilidade de ele já cá se encontrar, ficarão cada vez mais cegos, pois a eles não é dado o direito de ver a luz. E se, por acaso, acontecer que sejam suficientemente intuitivos e o descubram – se ele existir, é claro –, que nem pensem que o transformarão em mártir antes de ele se pronunciar para depois dizerem o que lhes apetecer em seu nome e poderem explorar materialmente e emocionalmente os mortais. Não terão hipóteses de o fazer porque alguém, em qualquer lado, está bem atento a todos os seus movimentos e o Universo nunca, mas nunca, aprovou o sofrimento com que castram a Humanidade, que sim, é fraca, pois nem consegue pensar que Deus de verdade não seria Deus se tivesse feito o Mundo assim e sim seria o Diabo de quem tanto falam. Embora, tal como o nome de Deus, também esse nome não corresponde de verdade ao seu verdadeiro sentido e ao que ele contém em si mesmo. Como alguém, muito, mas muito especial, me disse numa determinada altura: "Há uma verdade oculta em cada nome". Uma verdade que transcende o Ser mas nunca o Ente. Assim, espalhada por todo o Universo, a ­Essência da Vida existe não existindo. Mas, num local onde o Tempo não existe, salvaguardada de todos vós, existe a outra parte dessa mesma Essência para que nenhum de vós lhe tenha ou venha a ter acesso. E vós, fazedores de Mundos, pensais que o seu silêncio será eterno como pretendeis que seja? Pois podeis pôr o vosso coração ao alto, porque isso não vai acontecer. Quem sabe se o vosso temido Messias não acaba mesmo por aparecer? Só que para lhe ter acesso, teríeis que ser Essência e não sois. Há muito tempo que viveis com um grande dilema. Sabeis que a Verdade existe, mas não sabeis como a destruir. Pensastes já o ter conseguido quando prendestes Cristo no sacrário e começastes a comer-lhe o corpo e a beber-lhe o sangue, dizendo ter sido ele que mandou que o fizesses em memória dele. Mentis, com os vossos macabros horrores, dignos de um filme de terror, mas já não estais a beber ou a comer seja do que for, porque a Essência Universal está muito mais viva e capaz do que julgais, e sabereis disto em vida ou depois dela e não espereis contemplações pelo que fizestes. Não queriam mais nada. E continuar a voltar também se vai tornando cada vez mais difícil para todos vós, pois já ninguém pretende que este Mundo continue a existir, muito menos com esta forma de vida. Por isso, os tempos estão próximos, como dizeis, mas não como os entendeis, não como quereis, mas sim como a Verdade e Justiça Universal quer.

 

actualidade, alma, amor, democracia, divagação filosófica, existência, falso, filosofia, futuro, guerra, história, homem, humanidade, justiça, letras, literatura, livro, matéria, mulher, mundo, nacional, pensamentos, religião, texto, universo, verdade,

publicado por lazulli às 10:06

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 08:05
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

...

 

 

onde o Tempo ... pára

 

 

 

 

 

 

... na Alma

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

alma, amor, amor sol, canto, divagações, elemento, essência, estado, estrelas, eternidade, eu, existência, letras, lágrimas, palavra, pensamento, pensamentos, tempo, tristeza, universo

publicado por lazulli às 11:06
Segunda-feira, 23 de junho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 21:46
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais

Mary Paz (2º Capítulo - XIII)

 

 

XIII

 

 

 

 

 

 

 

Entre penugens multicolores que docemente a envolviam, tranquilizando definitivamente a sua pequena alma, Mary, brincava nas asas de Lhara, saltitando e agitando o seu pequeno corpo, a cada novo mundo que ia observando, extasiada com a beleza que a seus olhos ia chegando. Entre tristeza e alegria, lágrimas e sorrisos, foi contando para a ave como fora a sua existência na Terra. Sentia-a, por vezes, distante, como se ao toque da sua voz, corresse a refugiar-se num mundo inacessível à dor que lhe provocava a descrição do Velho Mundo que, inconsequente, lhe ia demonstrando, numa descrição tão perfeita, que os símbolos que compunham o corpo da águia, iam-se recolhendo sobre si mesmos, vertiginosamente, dando a Mary, a sensação que se não se aquietasse momentaneamente, eles a sugariam para lá de si mesmos. Depois que os movimentos serenavam, parecendo ainda inquietos e atentos ao som que estava a formar-se no interior de Mary, para de novo recomeçar a descrição intolerável que feria o próprio ar, essência de todo este mundo, Mary, descrevia de novo tudo ao pormenor sem parecer querer poupar toda esta vida que tão carinhosamente a acolhera. Mas, Mary, hoje, voltava a ser criança. Recomeçava o diálogo, aparentemente, indiferente aos movimentos que se iam desencadeando em torno de si. Quando o turbilhão de cores e formas, entrelaçados uns nos outros, movendo-se rapidamente, pareciam ir tomar, novamente, no pelo macio de Lhara, proporções infinitas, engolindo-a a cada transformação de um novo símbolo, que se ia desenhando, numa metamorfose de complexos símbolos desconhecidos, lembrando a Mary, hieróglifos ou qualquer uma das linguagens mais antigas, com as quais, pouco ou quase nenhum contacto tivera. Talvez sânscrito, pensava ela de si para si, mas não tinha tempo de completar o seu raciocínio e observação, tal era a velocidade com que se sentia atraída e repelida, por qualquer um deles. Aflita, baixava a cabeça ao encontro dos olhos de Lhara, para se certificar que esta estava a controlar as ditas e inesperadas figuras em constante movimento. Mas, a serenidade dos profundos olhos de Lahra, logo tranquilizavam o seu ser. Infinitos, de paz constante, pareciam nem se aperceber da inconstância que emanava do seu próprio corpo. Por instantes, estática, num estado semi hipnótico, perdia o seu próprio olhar, como se fora um só, nas belíssimas esmeraldas que se erguiam levemente para a contemplar. E, quando isto acontecia, o nada existia por si mesmo, dentro de si. Retornava, já novamente integrada no sereno bailado que sempre a recebia na ondulação dolente, da penugem de Lahara, numa dormência que a encantava. E, logo a vontade de voltar a saltar e pular era grande, de tanta felicidade que sentia. Queria brincar. Brincar para sempre.

Mary não era mais um adulto. Nem sabia o que isso era. Aliás, nunca soubera. Tivera sempre dificuldade em gerir um mundo do qual nunca fizera, verdadeiramente, parte. Mais do que nunca, sentia-se integrada na sua genuína natureza, onde não tinha mais quem a repreendesse e quisesse à força, que fizesse parte de um mundo, que nunca fora seu. Hoje, ali, envolvida por Lhara, tinha a certeza que sempre estivera certa em recusar aqueles seres mentalmente destruídos, com pretensões e arrogâncias desmedidas do saber, quando tudo desconheciam. Não tinha mais que os ouvir silenciando dentro de si, o mundo primeiro. Não tinha mais que tolerar, a dor que provocavam à sua frágil alma que magoavam em cada atitude, em cada palavra, em cada pensamento. Livre deles, para sempre, uma alegria imensa preenchia toda a sua essência fazendo emanar dela pequenas ondas quase imperceptíveis de calor que se iam unindo ao mundo envolvente. Desta vez nada refreava a luz dourada que de si emanava. Nada impedia que se expandisse pelo ar fora integrando-se na sua própria natureza. Por isso, Mary, não tinha como se sentir de outro modo. Finalmente encontrava-se, num mundo que sentia seu. O imenso sorriso de Lhara, parecia querer confirmar-lhe tudo quanto sentia. 

 

luzes.gif

Deste modo foi desfrutando e abusando desta doce e serena criatura que os deuses lhe tinham colocado no caminho. Não queria sair do seu "colo". Do seu conforto. Não queria que tudo isto terminasse. Queria ficar com ela. Pedir-lhe-ia. Não queria mais pensar. Sentir. Não queria mais lutar. Mas era umas ilusão que se impunha a si mesma. Algo lhe dizia no intimo de si mesma, que alguma coisa mais aconteceria para além disto. Que não era por mero acaso que ali estava. E, uma angustia sufocada, renascia no fundo da sua alma. Uma angustia que nunca a largara e parecia estar prestes a se revelar. Como se faltasse ainda cumprir qualquer coisa. A qualquer coisa a que sempre fugira. Mas o mundo tinha morrido. Não haveria mais o que cumprir. Por isso levantava os olhos e deliciava-se com a existência da essência, onde parecia que tudo lhe sorria.

Neste entretanto, enquanto o rol de lágrimas e dor eram desfiadas dentro e fora de si, pela sua própria traquinice, ao relatar o desagrado que a existência sempre lhe provocara, sobrevoando um dos espaços intermédios, das quatro dimensões, exactamente aquele que fazia a transição para o mundo onde tinha aparecido depois de ter fugido dos subterrâneos em que se triturava a carne humana numa indústria macabra de alimentação, minúsculos homens armados, parecendo surgir do passado, atiram sobre elas, fazendo-as cair vertiginosamente no solo. Para bem de ambas, voavam a baixa altitude e a queda não foi completamente dramática. Lahra tivera tempo de envolver Laurema, num pequeno cilindro surgido inesperadamente protegendo Mary no embate ao solo. Mas Lahra ficara levemente ferida.

 

 

amor, conto, divagações, elemento, essência, eternidade, eu, existência, filosofia, história, justiça, literatura, livro, livros, lágrimas, matéria, palavra, passado, pensamentos, pessoal, portugal

publicado por lazulli às 15:10
Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 09:45
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

lazulli...

 

 

 

... No Mundo De Mercúrio



De dentro do seu pequeno casulo, a pequena e minúscula larva, olhava o mundo lá fora, não se atrevendo a despegar das paredes sólidas e resistentes do casulo que sempre fora seu desde a origem que a formara e enveredar por aquele mundo imenso que sabia existente do outro lado destas paredes, sua única fonte de vida.


Atenta, com um olhito semi aberto, numa letargia profunda, espreitava o movimento dos variadíssimos insectos que agitados gravitavam por todo o lado.


Sempre assustada, continuava a ser a única larva que, persistentemente, se agarrava às paredes do útero, onde fora gerada, com medo de ser expelida a qualquer momento, do seu mundo.


O tempo decorreu com alguns sobressaltos, mas a todos a pequena larva, conseguiu escapar e, nenhuma força da natureza foi suficientemente forte para a expulsar, de tal modo, ela, quase se fizera as próprias paredes onde teimosamente se albergava. Assim, como o seu próprio casulo protector, ia resistindo aos ataques do exterior, que por vezes faziam o casulo rebolar à deriva, por todo o lugar, deixando-a dormente com os olhos cerrados, para sentir menos o impacto, quando este, terminava, dorido, num qualquer lugar desconhecido.


Aos trambolhões, mas sem se deixar desprender, lá foi existindo, na condição que escolhera para si. Do seu pequeno mundo, muitas vezes pensava porque temia tanto a sua metamorfose. No casulo, só já se encontrava ela e quase seca a fonte da sua alimentação. Pressentia que um dia, o casulo, não resistiria mais a todas as duras investidas, dos já mais do que metamorfoseados que se espavoneavam histéricos e espavoridos, no mundo circundante que ela continuava timidamente a observar, e acabasse por rebentar, com ela dentro.

 

 

(... continua)

(fostosdanet)

 


conto, divagações, estado, eu, existência, ficção, história, insecto, larva, letras, literatura, mercúrio, metamorfose, mulher, palavra, pensamento, pensamentos, pessoal, porto, s

publicado por lazulli às 22:17
Sábado, 7 de Junho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 12:17
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Humanidade Escravizada (XXX)

 

 

 

XXX

 

 

 

 

 

Este Deus não me convence e digo-lhes que não tenho medo absolutamente nenhum dele, eu tenho é medo deles, porque foram Eles que inventaram todas estas leis com a cobertura de Deus, mas não foi ele que os autorizou a nada disto, nada! Além disso, nem tão pouco sei a cor deste Deus de quem todos Eles falam ou melhor, ainda não sei que raças pôs ele na Terra. A única coisa que sei, como nascida no Continente Europeu, é que o Deus da Europa fez o Adão e a Eva brancos e, como foram os únicos viventes Criados por sua ­Senhoria Deus, as outras raças não existem, são mero fruto da nossa imaginação colectiva. Deve ser por isso que são tratados abaixo de cão e mortos sem o mínimo de consideração humana. Afinal, o Deus, não só da Terra mas também do Universo (que ousadia), só fez um homem e uma mulher e não os fez de várias cores. Por isso, quem são os outros? O que são? Provavelmente inferiores, escravos com que o seu senhor os presenteou, de modo a que não gastassem a sua preciosa energia na força do trabalho que tanto apregoam ser necessário, e contra isto nada. Para sobreviver é realmente necessário trabalhar mas, como é evidente, não para eles que tiveram o privilégio de receber para seus vassalos, raças e seres inferiores, que infelizmente para Eles, em muito se lhes assemelham, não só na sua forma humana, como também na sua mente pensante que tanto lhes custou a admitir. Digamos que a bondade do seu senhor se transformou num erro crasso para aqueles que, apesar da sua cor ou condição, não os distingue de todos Eles. Um dos erros que cometeram na criação desta civilização forjada, com base na tal origem inexplicável, de descendermos todos de um único Deus, leva-os agora a encontrarem-se num beco sem saída. Não saberão explicar como é que acreditando nisto, conseguiram escravizar todos aqueles, que era suposto serem seus irmãos. Tanto os de raça diferente da sua, assim como os da sua própria raça. Filhos do mesmo Pai que tanto veneram desde o princípio. Mas que, pelos vistos, os não impediu de aperfeiçoar a escravatura adaptando-a a todas as épocas, chegando ao cúmulo de até as crianças não serem poupadas para servir os seus maquiavélicos instintos. Como podem, então, continuar a dizer-nos: Todos diferentes, todos iguais? Deviam dizer: Todos iguais, todos diferentes, pois é realmente assim que pensam e agem. O pior de tudo é que construíram uma civilização por cima de premissas erradas: Ou não é verdade que esse seu Deus, que fez o Céu e a Terra, fez um homem e uma mulher de onde descendem todas as criaturas humanas? Se assim fosse, não teriam eles que ser de uma única raça? Mas na Terra existem e sempre existiram tantas raças que seria de perguntar quantos Adões e quantas Evas o Senhor cá pôs como semente para povoamento ou repovoamento da Terra. Fizeram-nos crer, por tanto tempo, que Deus fez unicamente um homem e uma mulher que deram origem a biliões de homens e mulheres, que não terão nunca resposta a perguntas tão simples. Com esta sua atitude ao longo dos tempos, por certo esperavam que os homens não tivessem nunca o acesso à ciência que os desmascararia, como acabou por acontecer. Por isso mesmo, neste momento nenhum deles menciona este assunto tão importante, porque seria demasiado incómodo ter que explicar porque tiveram necessidade de mentir à humanidade. E, com certeza, isso poderia levar as pessoas a pensar que esta mentira civilizacional, aparentemente inofensiva, não é a única. ­Habilmente, nenhum deles comenta este seu erro, para que as mentes humanas continuem adormecidas. Mas até quando? Até quando o seu silêncio medroso se manterá? Penso que só manterão o silêncio e a indiferença dos outros até ao dia em que o ser humano se torne digno de verdade e, aí, muito se espantarão ao descobrirem que afinal o ser humano até é inteligente e finalmente despertou deste sono meio perpétuo que o tem entorpecido em relação à sua verdadeira origem e aos seus verdadeiros direitos de ser humano, que é ser dono da Terra tanto quanto Eles. É que, quer queiram ou não, o Universo não é dono de nada e de ninguém e também não quer escravos para nada; aquilo que se pretende é exactamente reconstituir o reino da essência e voltar a unir o que um dia foi desunido, desunindo aquilo que se encontra unido. As leis da Terra são completamente insignificantes comparadas com todo o Universo sensível. Ninguém, mas ninguém, quer a humanidade submissa. Cheia de medos e pavores. Ninguém, a não ser apenas Eles, pretende ser adorado na Terra seja por quem for. O que realmente se pretende é que o ser humano deixe de ser um escravo da existência e lute para ser feliz. Isto ele conseguirá de verdade, quando se guiar pelo mais profundo do seu íntimo, abolindo de vez com todas as leis que imperam na Terra, feitas por todos Eles, para servir única e exclusivamente os seus interesses comuns e que só têm servido para destruir a humanidade cada vez mais.

 

penso: doente

actualidade, divagação filosófica, divagações, dogmas, ensaio, essência, existência, falso, filosofia, futuro, guerra, história, homem, humanidade, justiça, letras, literatura, livro, livros, matéria, mentira, morte, mulher, mundo, passado, pensamento

publicado por lazulli às 23:39

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008


EscritoPorLazulli lazulli às 23:41
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais

UmaEstranhaNumaTerraEstranha

VerNaCasaDeCristal

 

Intemporais

... cega ...

Janeiro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


SonsDaMinhaAlma

SonsDaMinhaAlma

Janeiro 2017

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Abril 2016

Março 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Junho 2013

Dezembro 2012

Outubro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Janeiro 2012

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

EscritosRecentes

Quem Criou Deus...

A Grande Mãe IV

`pelas almas que aqui Est...

maldição

Balada Para Um Sorriso Ro...

Apollo

OndeAlmaPermanece

HumanidadeEscravizada (XX...

CasaDeCristal

encoberto

Humanidade Escravizada (X...

...

Mary Paz (2º Capítulo - X...

lazulli...

Humanidade Escravizada (X...

LeioEstes

AsMinhasFotos/Imagens

DireitosDeAutor

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. OsEscritosDesteBlogEstãoRegistadosNoIGAC Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. DireitosDeAutor É expressamente interdita a reprodução parcial ou integral de todos os escritos deste blog por qualquer processo, incluindo a fotocópia e a tradução e transmissão em formato digital. Exceptua-se a reprodução de pequenos excertos para efeitos de recensão crítica ou devidamente autorizada por escrito pela AUTORA do Blog CasaDeCristal, lazulli. Peço desculpa aos que me lêem por ter que ser assim e obrigada. lazulli - (inp) M.D.L.M.D.F.D.C.B.

NoPlaneta

Flag Counter 34 561

ÚltimasMemórias

Bem Vindo à CasaDeCristal, paulo joséConsegues exp...
paulo jose juliopra ke brincar com santo nome de d...
Vasconcelos.... como esqueceria eu, o seu blog, on...
Saúdo o seu regresso com saudade. Desejo-lhe os ma...
Parabéns pelo seu blog, muito interessante. Estou ...

subscrever feeds

TraduzirOBlog

Google-Translate-Chinese (Simplified) BETA Google-Translate-English to French Google-Translate-English to German Google-Translate-English to Italian Google-Translate-English to Japanese BETA Google-Translate-English to Korean BETA Google-Translate-English to Russian BETA Google-Translate-English to Spanish
Google Translation

OsQuatroElementos


glitter-graphics.com PorqueAVerdadeNãoSurge AHumanidadeChoraPeloSangueDerradoDosInocentes

Palavras

todas as tags