Quarta-feira, 6 de Setembro de 2017

Quando a Natureza fala mais Alto Que o Homem de Mal.... a "Civilização" Deixa De Existir Para Protecção dos Inocentes "Agmon"

 

 

SintoMe: horrorizada com o mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 03:28
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Domingo, 14 de Agosto de 2016

Tentação

 

 

ArtefactoReconhecível

 

 





Porque me fazeis isto

Porque não permitis que se altere a lei que não é nossa

Porque me pedis a imobilidade

Podia-vos derrotar

Pedis-me e acedo aos vossos massacres

Explicais o que já sei e eu acato impassível

Cobardes, seria melhor a Verdade

Só com ela o Homem muda

Ando...

Não sei por onde...

Na continuidade da noite continuo no dia

Por lá... ouvindo e aceitando o que Judas me diz

No Iraque também "permiti"

E, aqui estou de novo a permitir

Vocês chegais a mim

Com facilidade e convenceis-me a aceitar

O que pensais ser inevitável

Só não entendo porque vos ouço

Quando são os vossos massacres que me ferem

Sobre inocentes criaturas

Sou eu que aceito a vossa carnificina e o pacto de não interferência

Mas há uma Nova Ordem

A Ordem da Verdade

Essa tirá-los-á da ignorância

E muitos seres podem ser poupados

Dai-me vós essa possibilidade

Verdade

Deixai-me chegar rápido ao mundo inteiro

Deixai que eles me conheçam e me leiam primeiro

Se eu falhar então vós podeis continuar

A devastar o devastado

Mas deixai-me tentar primeiro

A verdade total

Quero tentar mais esta oportunidade

De salvar a humanidade

Estais a dar oportunidade ao pérfido de se espalhar

E, implantar

Deixai-me tentar

Só desta vez

Com toda a verdade

Sei que com ela nós podemos sucumbir

Neste turbilhão

Mas a Guerra será mais justa

E os "inocentes" já não mais existirão

Quero tentar tentar de novo  a salvação do "povo"

Porque entre todo ele também estou eu e muitos de nós

Aceito a vossa continuidade depois de eu mesma tentar a verdade

Este é o Pacto

Eu vou actuar e vós ireis permitir

Se eu morrer neste Tratado

Vós mesmos me vingareis

Até lá... vamos parar e recomeçar de novo uma nova oportunidade

Eu não consigo assistir mais a tanta dor humana

Perdão

Mas exijo a minha


Tentação.

 

fimJogo.jpg

 

 

consciente

poesia

publicado por lazulli às 16:03
18 de Maio de 2007

SintoMe: não sei

EscritoPorLazulli lazulli às 17:59
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Sábado, 13 de Agosto de 2016

Quem Criou Deus...




Foi Deus que criou o Homem?
Não!
Foi o Homem que criou Deus.
Porquê?!
Porque Ele era Incriado .

O pensamento de Deus está no pensamento do Homem?
Não!
O pensamento do Homem é que está no pensamento de Deus.

Quem é responsável pelo Homem?
Deus.
E quem é responsável por Deus?
O Homem.

Qual deles o princípio?
Nenhum.
Porquê?!
Porque o princípio nunca existiu.

Então o que existiu?
O nada! E do nada não sai coisa alguma.

Deus não é vida nem morte,
É o que está do outro lado
Ou mesmo entre as duas dualidades
Que se mantêm eternas para a eternidade,
Para se perpetuarem infinitamente.

Porque é que o Homem procura Deus?!
Porque pensa que Deus é tudo, quando ele é nada.

Se o Homem soubesse quem Deus é, quereria mesmo sê-lo?
Não
Queria apenas ser Homem.
Porque o Homem quer ser alguma coisa
E Deus não quer ser coisa nenhuma.

O que é que distingue Deus dos homens?
É que os homens podem tudo e Deus não pode nada.

Porque Deus vive?
“Porque está só”.

Porque é que ele quer viver?
“Porque quer aprender a viver”.

Porque é que ele sofre enquanto vivo?
Porque continua só.

Quem conhece Deus?
Ele conhece-se a si próprio.

No despertar do horizonte,
Deus criou para ter companhia.
Mas continua só
Porque ele criou o existente
Mas continuou a ser o inexistente.

 

calma

pensamentos

 

publicado por lazulli às 14:49

18 de Junho 2007

2 comentários


EscritoPorLazulli lazulli às 23:13
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

fragmentos das memórias que guardam em si o Tempo decorrido atravês dos tempos

 

Nem todas as memórias são completamente aniquiladas nas suas variadíssimas passagens pelos detentores da Roda. Muitas delas por razões várias, conseguem salvaguardar em si mesmas, pequenos fragmentos que escapam ao crivo poderoso de quem está no comando das passagens das existências várias. Mau grado o falhanço destes fiéis carrascos das almas e dos seus poderosos senhores, muitos são os que ao longo das existências, arrastam dentro de si pequenos filamentos mais ou menos longínquos, que acabam por os perturbar ao longo de uma ou outra existência, quando se deparam com algo que lhes desperta por escassos segundos a memória escondida, nas profundezas do seu cérebro. Nestes escassos segundos de um alerta que vem de dentro, a perturbação por mero desconhecimento de si mesmos, muitas e muitas vezes fá-los recorrer a Dogmas instalados, exactamente para os desviar da Natureza da sua Alma Prima (Ente genuíno e preso nas grades que se não vêem, mas que se fazem sentir consecutivamente dentro de qualquer um).

Não tendo explicações "realistas" que os esclareçam, sobre o "déjà vu", partem para mundos desconhecidos, onde pensam encontrar respostas para si mesmos, envolvendo-se em teias tão bem elaboradas que a prisão das suas almas triplica, milhões de vezes.

 

Nesta insatisfação veremos sérios convictos de verdades que não são suas. Vemos iluminados, cientes, ser mais do que qualquer um. Vemos os ditos místicos, envoltos em malhas tenebrosas de astrais e "sabedoria de outros", que dada a conta gotas, os leva à realização de rituais iniciáticos, senão ridículos, enganosos, até porque uma "alma" é única, daí não poder de modo algum sem ser por si mesma, encontrar a sua própria Estrada. Estes eternos neófitos que anseiam atravessar os portais do existente e deste modo atingir o inexistente, acabam sendo atirados cada vez mais para longe de Casa, onde o Retorno-Contínuo, se vai tornando cada vez mais difícil e a absorção da sua essência pela Matéria Inteligente, torna-se pasto fácil para a Evolução da mesma, enquanto o Ente se vai fundindo e dando ao Inimigo Poderosas armas que num Combate Final, jamais servirão seu verdadeiro Propósito. Outros, perdem-se, meios Proscritos nos meandros de "coisas" onde se vão alheando de si mesmos. E finalmente outros, vão ficando sós, mordendo diariamente a sua dor, num silêncio e solidão que nada e ninguém arranca de seus corações doridos. Serão estes, se as forças não lhes faltarem e conseguirem manter-se fiéis à Verdade de si próprios, com Coragem para aceitar uma Natureza que em nada tem a haver com o que conhecem, que provavelmente ainda poderão lutar para regressar à Casa de onde partiram... um "dia".

 

Temos assim, deste modo, estilhaços de luz dispersos por todos os mundos visíveis e não visíveis.

 

Agarrando-se, muitas vezes a fantasias criadas (a propósito) acabam por entrar num turbilhão de crenças e contradições e dar ao Inimigo as armas necessárias para mesmo depois da falha da roda dentada, não saírem dos meandros da nova mente adquirida.

 

Se cada um fosse apenas com Verdade dentro de si mesmo buscar o que é seu, talvez a essência dispersa e ao serviço do Inimigo fizesse a sua luta neste campo de Batalha que é a Terra, salvaguardando a sua integridade de ente e nunca entregá-la por desconhecimento da Verdade escondida, aos seus próprios inimigos.

 

Mas, a Esperança, dos poucos esvai-se por entre tanta incerteza e a sua luta manter-se-á sempre solitária, numa imensidão tão imensa e intensa que um dia desistem de si mesmos ou ignoraram qualquer das verdades que lhes surja pelo caminho. Cansados de lutar pela Verdade/Justiça, tomam partidos que podendo ser certos para o seu ente, não deixam de fazer parte do mundo criado que só o foi para os aproveitar em si mesmo, porque só desse modo poderiam evoluir. O ente, esse, tão tem evolução. É o que é. Mas é exactamente o oposto que lhes transmitem. Ardil tenebroso que Uns em determinada altura, para poderem existir, assim o determinaram, deixando os estilhaços de luz (essa sim divina) à deriva pelo Cósmos. Deste modo, entes doridos, procuram-se e por vezes encontram-se, por entre os prismas de luz que se vai também expandindo numa busca infinita do seu próprio mundo, mesmo tendo consciência que estão num outro que não lhes pertence. Mas não se ouvem entre si, porque já em nada acreditam. Esquecem deste modo que de onde eles surgiram, muitos outros surgiram e assim como eles, esperam e aguardam uma qualquer luz, desde que não seja mais uma luz artificial e sim genuína. Tudo quanto existe, não é nosso. Nem o nosso próprio corpo nos pertence. É mais um amontoado de moléculas vivas que se vão transformando ao longo dos biliões de milhões de séculos, por esse Infinito além.

 

 

Acontece que alguns destes não-privilegiados e sim firmes no seu sentir de verdade, ou porque vêem de demasiado longe onde o Criado ainda não passava de não-criado e a sua existência nem tão pouco fazia parte do Espaço/Tempo ou porque guardou o Amor Universal de que fez parte Antes de Tudo existir e a sua fidelidade e lealdade ao Amor Essência é de tal ordem, que nenhuma Força Criada depois do Caos que se instalou e expandiu e expande, consegue destruir completamente. Meio proscritos nas vidas que nem deles são, porque a deles continua fiel a si mesma num recanto do/s corpo/s que lhe/s vão atribuindo ao longo dos milhões de milhões de anos, não desistem de acumular o seu próprio saber, agarrar como se agarra a vida plena, a Verdade que paira dentro de si. Aqui, estes proscritos alcunhados de variadíssimos nomes, continuam em busca do seu próprio caminho. Daquele, que eles sabem, ser o único que os fará retornar a Casa. E essa longa Estrada.... são eles próprios dentro de si mesmos, sem artifício algum. Verdadeiramente genuínos. São um Nada Tudo de um Tudo Nada. É essa a Sua Natureza. Natureza jamais aceite por quem reverência a existência, como Suprema.

 

E é nesta luta constante. Nesta fuga não de si mesmos nem das suas memórias estilhaçadas, mas das sempre novas/velhas imposições de verdades criadas como únicas, que estes vão relembrando, por vezes dolorosamente, a verdade de quem são na realidade. Vão sabendo que o que lhes impõem nada tem a haver com a sua Genuína Origem.

 

Talvez tenham vindo a ser poucos. E talvez não. O número das Formas geradas é tão imenso quanto os milhões de milhões de anos que separam as existências, não só num único mundo mas também em muitos outros mundos, quer tenham eles a Forma quer a não tenham.

 

Estes verdadeiros guerreiros do Amor e Fidelidade à Sua própria Origem, são sem dúvida alguma os únicos que se conseguirem manter-se longe do que foi Criado, mesmo que inseridos na Criação, porque esta será sempre exterior a si mesmos, um dia terão a possibilidade de voltar a viver de verdade. Voltar a ser. Voltar ao UNO. .... estarão também preparados (já o têm provado nas suas variadíssimas fugas à roda (senão plenamente, pelo menos parcialmente) para Lutar pelo seu mundo. Na verdade é isso que vem acontecendo desde o dito Início, a que os humanos deram o nome de Big-Bang ou Adão e Eva (mas isto são histórias, que a mim apenas dizem o que têm a dizer e não mais que isso... porque eu...penso). A Guerra interminável de Dois grandes Poderes. O Poder da matéria vs O Poder da anti-matéria. A Dualidade existe!

 

Será neste conflito que todos e mais uns tantos e ainda outros tantos de mundos reais mas diferentes, como também os de outras Dimensões e ainda os que pairam por toda/s a/s Galáxia/s., que um dia será definitivamente decidido quem ou o quê prevalecerá neste Oceano Infinito. Se a Matéria Inteligente OU o Ente Essência. Nesse Dia, tudo será definido de uma vez por todas. Ou outros novos mundos surgirão com a evolução e perfeição da matéria já capaz de se recriar sozinha sem ter o intruso em si (o único que ainda a anima e lhe vai permitindo a tão ambicionada perfeição/evolução) ou a essência pura do sentir. A anti-matéria que absorverá os mundos e recolherá em si a essência de cada Ente disperso, onde o Nada é Tudo e o Tudo é Nada. Onde a beleza do Amor Inatingível existirá sem existir, integrada num Azul Infinito onde só existe UM. Um que se reuniu, se completou depois de uma infinidade de Tempo dispersos. Aqui caminhar-se-á sobre cristais azuis de mil cores. Ser-se-á o próprio cristal. Ser-se-á a própria luz. Luz que brinca em amor e verdade e é livre. Partículas finissimas tais cambraias de biliões de cores, que se desdobrarão milhões de vezes sem nunca se desagruparem, como aconteceu um dia...

 

Mas a Guerra existe desde o seu início. Nunca deixou de existir, desde.... As Batalhas são mais que muitas e aqui as armas dos terráqueos por exemplo, são meros brinquedos comparados com o Poder do Ente. Porque este Poder tão Oculto e tão Presente em muitos, aqui e além e ainda acolá e mais além ainda, que ninguém vê, não precisa de nada, absolutamente nada daquilo que conhecemos, para Vencer ou Perder. É essa Força pertença genuína de alguns humanos também. Força temida pelo Inimigo Pensante. Talvez seja por isso que por exemplo este Planeta e outros tantos e ainda outros que não fazem parte de todo desta engrenagem e sim de uma outra talvez mais próxima da Essência, continuem a temer a Verdade e daí esconde-la zelosamente do olhar de todos. Enganam as almas, desviando-as com supostos amores que lhes pertencem. E estas, pobres de conhecimento e verdade, seguem quase sempre as estradas erradas. Melhor fora não seguir nenhuma.

 

 

É por esta pequena exposição do meu pequeno pensamento que provavelmente as próximas palavras escritas, relatarão um facto real, cruzado exactamente num dos mundos por onde muitos de nós passamos.

 

Alguns chamar-lhe-iam sonhos. E serão. Meras quimeras, fruto da imaginação ou das vivências. Contudo o que escreverei a seguir é um desses ditos sonhos intercalado, enlaçado, sei lá, ocasionalmente dirigido talvez conscientemente por uma das partes ou talvez não. Porque a possibilidade de uma criatura humana entrar no sonho de outro humano e juntos vivenciar um acontecimento parado no Tempo, é algo praticamente impossível. Coisa de ficção. Mas eu afirmo que não. Nem mero acidente dos mundos, é. Porque por mais vezes fiz parte do dito sonho de outra/s criaturas. Neles estive. Neles entrei e com eles vivenciei tempos, vidas, criaturas, etc... Não interessa aqui saber como e porquê. Importa sim, neste caso para mim, a vital importância de uma memória que tem várias memórias, que completam o puzzle de um ou mais Entes, pelo menos de Dois, é Certo. Os tais fragmentos que passaram na Roda do Destino, sem que este tivesse tempo de lhes esvaziar a memória, para a próxima vida..... e este acontecimento em 1997, permitiu-me mais do que a "descoberta" de estar no sonho de outro, de algo que me era e é imprescindível, para continuar na mesma Estrada de regresso a Casa.

 

Claro que este pequeno excerto não mencionará aqui nem o antes, nem o depois, nem tão pouco o porquê. Mas, de certo modo, vincado, prolonga-se por toda as CasaDeCristal, fragmentos desta história verídica, bela, mágica, mas, ainda sem fim à vista. Talvez um dia no tempo, quem sabe.... Os corpos guardados dos meninos que dormem à eternidades, sob o lago, sejam despertos ou haja condições para ingressarem nos corpos que são realmente seus e que em tempos estariam, possivelmente à guarda do Olimpo.

 

 

Seria um passo de gigante para o retorno de ambos e a busca ter um fim.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 02:07
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

Pântano

 

Agitam-se
as águas do Pântano
por um momento.
Por um momento,
adormece os sentidos
num torpor mágico
de encantamento,
deslumbrada
pelo mistério d'almas que se mostram.

 

 

 

Inconsciente,

insiste em atravessar descalça
as águas lodosas que se movem,
confiante
que consegue
ver o inexistente.
O que foi
e que não será mais.
o que era
Mas nunca chegará a ser.

 

 

 

Eram as palavras
e o seu constante bailado,
fruto de mentes diabólicas
que se expandiam sem pudôr
como predadoras d'almas
instantâneas.
Frenesim inquieto d'palavras
treinadas
onde a verdade nunca existe.
A ilusão
com intenção
É a mentira
descarada,
deslavada.


Queria a integração
nas s'vivências
no estender suave das suas mãos
nas águas tépidas
que aclaram à passagem de ventos suaves.
Mas, não consegue,
essa não é a sua natureza.



Movem-se lianas e abetos
quando o vento por eles passa.
Luzes escondidas
surgem acanhadas nas brumas do Pântano.



O voo do pássaro
permanece,
já não inseguro,
receoso,
pela Pradaria imensa
que por baixo dele se estende.

Mas pousar
o pássaro não pousa,
a sua natureza não lhe permite.

Tentar permanecer
em solo firme,
atormenta-o.
É pequeno
muito pequeno

o pequeno pássaro.

 

Quer sobrevoar a Pradaria sem medo
mas nela não quer ficar.


Afasta-se de si neste estar que não é seu
neste instante pendente de si
neste desencanto da s'alma
tenta encontrar uma razão para aqui estar

permanecer

ouvindo os sorrisos e sorrir.
Mas dois são os motivos

só por eles permanecerá
porque foi por eles
unicamente por eles que ficou.
Que iniciou a travessia
do Pântano sombrio da Pradaria.

Sorriu às almas que lhe sorriram
num gesto de agradecimento meigo e terno.
Retribuo-lhes o estender das suas mãos num gesto seu

de ser ela mesmo ela,

só dando e recolhendo deste modo unicamente seu

é digna dos seus sorrisos e do estender das suas mãos

como almas se se tocam e reconhecem do Antes Do Tudo Nada De Tudo.

 


Num instante tudo parecia possível ,

podia rodopiar alegre, dançar no ar, misturar-me com os elementos

pertencer e ali permanecer,

participar da vida de um Pântano profundo deste mundo.

Mas o desencanto magoa a alma que traz em si

não pode continuar

não sabe tentar

continuar pousada de lugar em lugar.

Não pode.

 

Sobra uma paz, uma certeza, um saber que a contenta.

Não é mais a vida no Pântano e do Pântano na Pradaria imensa que lhe provoca dor.

É ela que não pode ser o que não é

ao tentar ser igual às boas almas que ali estão.

Sabe a resposta que procurou

por isso pode ficar aqui a sorrir.

Mas não pode permanecer.

As almas sorriram-lhe por um momento mágico.
Nesse deslumbramento de si,
seu coração, alegre, quis ficar.
Permanecer por mais tempo

junto de quem amavelmente lhe sorriu.

Demorou a voltar,  mas voltou só.

Sem medo do Pântano da Pradaria distante.

Hoje ela sabe como saltar de plátano em plátano,

de liana e liana,

sem mais temer cair e afundar-se nas águas lodosas do Pântano maldito

que tanto a perturbou.

 

 

 

 

Hoje, suas mãos ágeis

elevam-se às lianas que lhe asseguram asas nos pés

e a fazem chegar e estar em local seguro

Na Sua Casa

a CasaDeCristal

A sua própria Alma,

onde só o Azul dos céus nela permanece e permanecerá

Intocável.

 

 

(Escrito à 4 anos e composto hoje para meu deleite e deleite de quem quiser permanecer por aqui)

 


EscritoPorLazulli lazulli às 10:18
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Terça-feira, 22 de Maio de 2012

Do Nascimento à Morte

 

 

 

 

           Depois de tanto querer saber; de tanto vasculhar por entre viveres, mentes e escritos. Depois de tanto raciocínio e atenção ao que me cerca. Depois de tanto esclarecimento, não quero saber mais nada. Tento recuar no caminho dolorosamente já percorrido, agora que o fim das buscas se aproximam e a Sua Revelação está perante os Olhares de Todos os Viventes, com Os Senhores Do Mundo no Comando Das Nossas Vidas e Destinos. Tento desesperadamente retornar, na tentativa de nesse início, já nada recordar. Apagar tudo quanto soube antecipadamente. Sei que não quero a confirmação de todas as minhas suspeitas, porque tenho a consciência da confirmação estar no fim deste caminho, que voluntariamente quis percorrer, quando pensei como foi enganado o ser humano. Mas a verdade não é fácil de aceitar pelo menos quando se encontram do lado dos perdedores. Todos aqueles que iniciam esta busca, torturando-se com descobertas consecutivas do plano diabólico que cai sobre nós, melhor fora que nunca o tivessem feito e ignorassem pura e simplesmente o mundo e quem nele habita, sem esse direito.

       Usurpadores são aos milhares e milhares de milhões. Desafiam constantemente a nossa teimosia e armadilham todo o nosso caminho. E, assim, como o mais simples mortal, caímos em buracos armadilhados que nos foram estendendo à passagem das nossas mentes, sempre nos libertando desta sua forma de nos destruir. Pensamos que estamos no caminho certo para a verdade, tanto a nossa como a dos outros e, de repente, damos conta que sem querer já nos envolvemos neste processo diabólico de existência. E, aquilo que nos parece simples e real, torna-se no maior absurdo ficcionário que qualquer mente pensante, pode elaborar. E, eles, riem! Riem da nossa persistência. Creio, até, que se divertem às nossas custas. Como ratos num labirinto, andamos às voltas, intermináveis, sem encontrarar a saída. Além disso, só percorremos as malhas do labirinto previamente predestinadas para nós. Cobaias perfeitas para o entendimento do humano, propriamente dito. Nós somos aquilo a que qualquer cientista chamaria, a sua chave de ouro, para a descoberta da sua tese/teoria. É a nós que eles querem, porque somos nós, a rara espécie, que permite um estudo certo e prefeito, da existência e inteligência humana e não humana. A mistura dos dois mundos, num só mundo. Em vez de sermos comparados a ratos de laboratório, deveríamos ser comparados a burros. Porque é isso que nós somos. Trazemos dentro de nós o conhecimento ancestral da humanidade universal e, entretanto, depois de tanto ser, decidimos não ser coisa nenhuma, ao entretermo-nos a ocupar o tempo, de quem não gostamos mesmo nada, pela eterna duração desse mesmo tempo, alimentando estes conscientes e sábios seres.

     Quando o tempo acaba para qualquer um de nós, deixamos a esta pobre Civilização (quando não fazemos pior, ao participar na sua construção e duração quase eterna), restos das nossas memórias já desfeitas por vezes, até, enlouquecendo neste processo a que nos dedicamos, sem fim à vista.

   Partimos, mais angustiados do que quando chegamos e, ainda não percebemos, que somos peças de um jogo, do qual perderemos com toda a certeza, porque temos vindo a usar os seus meios para descobrir os nossos próprios meios.

     Esta verdade tão simples para qualquer um de nós, tem vindo a ser consecutivamente adiada. Por essa razão, não quero ser mais uma das suas experiências e nem tão pouco pretendo ouvir as suas transmissões cada vez mais perfeitas.

 

 

É tudo mentira. Uma enorme mentira. Todo o meio de comunicação é uma farsa interminável para nos levar a cada um em particular a reagir segundo um determinado plano que desconhecemos. E nós caímos que nem patinhos.

Mais um premiozinho para exemplo da nossa má conduta. Eles colocam-nos perante os olhos e ouvidos um enorme bolo pronto a servir e nós dividimo-nos de imediato em dois grupos. Uns gostam do bolo e outros não. A primeira divisão está feita. Depois destes dois grupos principais saem milhares de subgrupos que reagem ao bolo de diferentes maneiras mas quase sempre com tanta paixão que defendem muitas das vezes até a morte própria ou do seu semelhante, até com violência. Mas a ELES, aos Intocáveis, (hoje cada vez mais visíveis) não atingimos. Mas não fomos nós os criadores desta ideia monumental, foram eles! Eles já nos traziam a ideia pronta para nos obrigar a reagir, de acordo com os Seus próprios propósitos, desgastando-nos interna e externamente.Destruindo-nos.

 

 

 

 

 

É tempo de parar. É tempo de não acreditar. É tempo mais que tempo de não queremos ouvir nada e de nada ver, que DELES venha, por qualquer meio. Utilizar a Linguagem Do Nosso Próprio Ente. Talvez assim consigamos ter paz. O problema é que já nos envolvemos no labirinto das ideias preconcebidas e sair daqui tem que ser o nosso objectivo e a perfeição do nosso ser só com a destruição de todo o labirinto. Mas será que teremos poder para isso?! Capacidade de resistir aos apelos sistemáticos destes Poderosos Senhores que já envolveram tudo e todos?! Encontra-los, defronta-los de frente?! Não parece coisa viável. Como prova disso mesmo, este século está repleto de tentativas inúteis, de milhares de seres humanos, por todos os cantos da Terra, sem consequência alguma para O Poder Do Mundo. Se um de nós pelo menos chegasse ao fim do caminho e os destruísse. Mas não me parece.De Todo. Quase diria.... que ELES ganharam sobre Todos Nós. .... cobaias de Raças Estranhas, implantadas no Planeta à milhares e milhares de anos. Já lhes vejo a Terra Prometida. .... (A Nossa Própria Terra)

 

    O corpo que me transporta tem cinco sentidos e estes reagiram sempre ao contacto com o produto que lhes dá existência . Não querem nem vão adormecer. Irão persistir nesta luta silenciosa de os Derrotar, não lhes dando o que demais tenho precioso. Que sou eu mesma. O meu Ente Original, que partirá intocável como chegou, apesar das agruras da Existência criada para animais irracionais. Bestas. .... mas no meu Ente, ainda sou eu que mando.... isso ELES nunca terão. Mesmo sucumbindo dia-a.dia, com tanta miséria humana e cegueira absoluta, por parte dos mortais cada vez mais inactivos.... a "minha alma" prevalecerá, agindo eternamente de acordo com a minha verdadeira Origem. Vou tentar só tentar nada mais saber. Mas pressinto que me será tremendamente difícil conseguir, porque os gritos surdos já penetram o silêncio imposto ao próprio Ar e Tempo, para não falar do Espaço que se expande ou retrai, já de acordo com as Suas actuações Artificiais.

 

 

O Mundo Começou a Sua demonstração De Poder Sobre Todas As Criaturas Humanas, Porque Estas Nunca Se Preocuparam em Saber por si mesmas, Quem ou o Que Eram, Nem tão Pouco de onde Vinham ou porque aqui se Encontravam. Resultado final: Morrerão como Nasceram.

 

(escrito em 27 de Junho de 1999)

 


EscritoPorLazulli lazulli às 09:03
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

O Terceiro Ramo


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Da estranha e frondosa Árvore, dois ramos floriram e secaram restando o terceiro ramo o combatido e oculto pela pujança das flores dos dois anteriores, que tinha sido o primeiro local onde tudo começara.


No entanto, estes dois, secos, estéreis, por falta de credibilidade da alma, pela promiscuidade assumida e mal disfarçada, deixam à vista desarmada aquele que cresceu lenta e persistentemente nas areias do deserto, antes vistoso. Quase intocável. Afinal, a larva protegida, lembrando memórias antigas do local onde pousou, multiplica-se pelo mundo, mais do que os dois anteriores que tiveram o seu tempo, o seu momento e o seu reinado, sobre os homens da Terra. É esse que a Árvore Mãe utilizará para que as suas raízes permaneçam por mais mil anos. Nem mais Roma nem Judeia é o tempo de Romeia . (romã)


Quem se chegará à sombra desta ramagem que desponta no inverno do mundo?! Todos! De um e de outro modo, todos confluirão para o centro para serem aceites pelo deus único. E, serão! Pior de tudo será a possibilidade do 4º Poder. A unificação dos três num. Mas mil anos passará, antes de isso acontecer, se até lá nada se quiser fazer. Todos aqueles que antes se abrigavam crédulos sob a sombra dos dois ramos dominantes, hoje secos, a precisarem de ser substituídos, abrigar-se-ão, sem pejo algum, nas ramagens que aí estão. Venderam-se ou fraquejaram um dia... voltarão a fazê-lo e lutarão sem grilhões de espécie alguma aparentemente longe das religiões e das políticas que albergam os três, em um. Como actuará ou sob o que actuará o terceiro ramo?! Sobre o que de mais sórdido tem a alma humana; a ambição da diferença, o poder dos escolhidos! - Mas não se estendia já a frondosa árvore e os seus tentáculos, ao mundo inteiro?!  - Não, totalmente. Apesar da infinidade de folhas, de variadíssimos tons, da frondosa, espalhadas em todas as direcções da alma carente de verdade, ainda existem muitos puros que não sabem que são puros e estão ao serviço da Árvore que tudo comanda na lei e na ordem, da desordem da alma. Mas a Árvore, sabe. Conhece-os! E, há-de persegui-los para sempre! Até os ter em si! daí... Estava predestinado que assim seria, caso falhassem os dois ramos anteriores. E, falharam. Chegou a vez do terceiro ramo. E o primeiro transforma-se no terceiro. Falta cumprir-se o desejo da Terceira PedraNegra. A única que pode ser vista enquanto as outras Duas continuam ocultas. Portanto não expandiram ainda o poder que delas emana, por estarem ocultas ao olhar humano. Daí ... o Perigo de um futuro 4º Poder. ... e a humanidade nunca mais será livre ... se não entender. Se não destruir as pedras negras, guardadas zelosamente nos três locais da Terra, onde fiéis se arrastam em torno do mal que os aprisiona e os faz manterse eternamente na Terra. Longe, muito longe da Sua Origem Cósmica. A única que é pertença de si mesmo.


Tem a ver com gente?! De que lado se situarão?! - Não propriamente. - A meu ver deviam ficar unicamente do seu próprio lado. Ser únicos! Manter a Essência que lhes habita o Ente. E só por ela lutar. Unicamente. ... longe das pedras negras guardadas a sete chaves nos redutos mais visíveis do mundo.


Quem combaterá o último e terceiro ramo?! - Ninguém! Porque todos estão por e com o mesmo. A mesma lei interminável de intolerância. De ódio. Destruição. De subjugação humana, onde o poder continuará concentrado, nos mesmos. Com outras cores. Com outras bandeiras. Mas com os mesmos dizeres. Recuam no tempo e a lei ortodoxa  volta de novo, a primeira lei instituída à chegada, como se nada tivesse sido feito, o tempo todo. Como se todas as batalhas tivessem sido inúteis ... tudo planeado ao mais ínfimo pormenor, para que o controle nunca lhes seja retirado.
(O Universo chora a sua perda eterna. A sua essência estilhaçada por todo o lado. Por cima, por baixo. Aos lados do que existe e não se vê.)


Porquê?! - Porque são quase todos da mesma cepa. Ou pretendem pertencer à mesma cepa. Por isso tudo aconteceu, acontece e vai continuar a acontecer no mundo. E o mal perdurará para Sempre. Eternamente. (talvez um dia ... a essência e a matéria se defrontem e aí ... um dos lados vencerá a Grande Batalha Cósmica que teve início na Junção de ambos, separando desse modo ... as águas que tudo consomem.)


Os combatentes e os combatidos, são diferentes?! NÃO! São todos o mesmo! São feitos de "duas "Matérias" Diferentes. Se bem que sirvam, praticamente, unicamente uma delas.


Uns ainda, tentando levar a água, tanto ao Primeiro como ao Segundo ramo, consoante os seus insignificantes interesses de domínio, perante quem os fez nascer. De exposição. Mas render-se-ão. Para tomarem para si uma vivência fácil e duradoira, na submissão. (desse modo alcançam a reles eternidade)


Então, quem sobra, para impedir a Nova Catástrofe dos mil anos seguintes?! - Os puros. Os leigos. Os nada. Os pagãos verdadeiros! Aqueles que nunca se abrigaram de baixo de nenhum dos ramos da Árvore posta no meio do Paraíso. (que não se abrigaram de modo algum e mantiveram a alma intacta longe dos ramos principais e das folhas que estão sempre deles a cair e... se espalham em todas as direcções. Difícil resistir. Difícil não tropeçarem nelas devido à sua enormidade. Mas... o Ente reclama consecutivamente a Própria Origem e... por entre a Dor da Consciência... doridos... se vão desviando. E... alguns conseguem não serem cobertos pelas ramagens, pelos ramos, pelas folhas e .. até pela Poderosa Árvore que a Todos Comanda.


São muitos esses?!

 

 

- Não sei! - 

 

 

(quem tem entendimento que entenda o que diz a pequena pessoa)

SintoMe: esclarecida na Terra sobre o antes, o depois e o agora

EscritoPorLazulli lazulli às 10:09
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Humanidade Escravizada (XXXIII)




Muitas e muitas vezes criticamos vil e ferozmente um outro ser que sofre como nós as agruras da vida. Como temos sido idiotas e imbecis. Transformaram-nos em monstros e nós deixamos, comparticipamos e partilhamos, somos realmente o que eles dizem, povo, leigos, incapazes de nos gerir sozinhos. Mas os que nos gerem e que fazem as leis morais e materiais, que dizem que nós temos que cumprir, são melhores que nós? É que, neste seu mundo perfeito, cheio de agonia e prisão, com as suas leis feitas para carrascos e não para o verdadeiro homem - que é aquele que sente e ama -, foram muitos os massacres que fizeram e continuam a fazer ao longo de todos estes anos de História obscura, onde tudo se perde e à qual muito poucos têm acesso. E os privilegiados que detêm este Poder entre mãos, continuam a fazer deste emaranhado de mentiras históricas um nevoeiro impenetrável para quem ainda pretende que se rompa as trevas e se faça luz de verdade sobre a humanidade. Mas o Plano, ou melhor, o Grande Plano, é mesmo grande e todas as portas estão fechadas ao entendimento. Mas não estão fechadas por suposta intervenção divina e sim por mortais comuns que querem deixar de sê-lo. Pelo menos enquanto por aqui conseguirem andar. Assim, o conhecimento continuará a ser pertença de meia dúzia, que continuará a comandar os destinos da humanidade e nenhuma força cósmica terá poder para desfazer o que já está feito e continua a ser tecido em antros secretos do conhecimento. E o conhecimento continuará a servir o que nunca deveria ter servido: O Poder. Abriram-se as portas da verdade, mas só lá entrou quem pôde não por direito universal, mas por direito galáctico ou terráqueo. Quem são estes senhores da Terra e dos homens que ousam mentir tornando este mundo no seu mundo, que fazem leis que todos temos que cumprir, gostemos ou não gostemos delas e nos impedem de sermos nós próprios? Aparentemente, foram feitos do mesmo material biológico que nós. A sua origem na Terra também parece ser a mesma mas, os seus actos são inumanos e irracionais. Indiferentes em relação ao seu semelhante, faz pensar se sob esta capa de aparentes mortais não se esconderá uma outra raça (e até talvez de um outro mundo) que possa estar entre nós desde há pouco ou muito tempo ou talvez mesmo, desde sempre. Cruzámo-nos com eles diariamente e vemo-los Senhores do Mundo, com pactos intermináveis de Poder, para manter secreto o que nunca deveria ter sido: A Origem e o Destino do Homem. E eu continuo a investigar pobremente a verdade, sem tempo e meios para a fazer aparecer. Como provar tudo isto? Como mostrar claramente a verdade? E quem estaria interessado em saber quem são, de onde vieram aqueles que nos escravizam e há quanto tempo estão eles entre nós? É irrelevante para eles o que eu sei, o que eu penso e o que eu sinto. Eles sabem que não é de modo algum suficiente para pôr os outros a pensar e a procurar. Por isso o seu Plano, comigo, nunca estará em perigo. Embora ainda queira acreditar que a verdade é una e única, por enquanto a única verdade de que tenho a certeza é que tudo isto é uma grande mentira. Uma mentira tão grande quanto o mundo.

 

 

SintoMe: na Força Da Natureza

EscritoPorLazulli lazulli às 10:19
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

... cega ...

(sentir de um momento de 2008)

 

 

Aqui estou. Ainda aqui permaneço até ter consciência absoluta do que tudo isto representa para mim. Se este mundo é ou não diferente daquele que sempre defrontei com medo mas com resistência. Sobra-me uma dúvida estranha... o que é que este estranho mundo tem para me subjugar deste modo. Aquilo que para os comuns é normal a mim sempre em cata de explicações, não estou convencida da ser inofensivo dizem-mo os meus sentidos quando meus olhos se cruzam com pedaços de almas à deriva.

Tem magia sim, mas a magia é um mundo de encantamento que arrasta consigo o androgino mais poderoso, mais eficaz, mais capaz, mais tenebroso. Aqui são as almas que lutam. Se degladeiam até à exaustão. Parece um mundo diabólico onde as almas se desapegam dos corpos e com pura inexperiência, atiram-se à deriva no encanto dos sonhos sem suporte.

Não existe consistência neste mundo. E assim como assim, aguardo um melhor entendimento. Talvez quem sabe encontre um motivo, uma razão, uma motivação, para aqui permanecer. ( De lá para cá, o que encontrei eu?! O motivo a razão?! O mais provável é coisa nenhuma. ... mas o encanto continua. Deixá-lo ir, pra ver até onde consegue ir. )

 

tudo o que penso

paira no meu cérebro
incapaz de se revelar
de se manifestar harmoniosamente
preenche-me o não sentido
à cata de palavras quando nunca precisei

conspurco-me com a sabedoria de quem mais sabe

onde está a minha verdade?!

desconfiança
total desconfiança
é o que eu sinto
procuro saber

porquê
neste preenchimento constante

não meu

mas hei-de recuperar

hei-de lutar

por mim

pela minha alma

pelo meu ente

pela minha verdade

de ser

... e hei-de conseguir.

 

 

NOTA: estes pensamentos referem ainda um sentir passado. ... lentamente tento voltar a escrever. porque quero. porque gosto. porque me faz bem. se o vou conseguir ou não... trazer a linguagem da alma à luz, falta-me saber. mas é exactamente isso mesmo que estou a tentar saber. conseguirei ou não escrever?! logo, logo, se verá!

 

BemVindaLazulli, DeRegressoACasa

 

 

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 01:11
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RegistoDoTempo

(...registada fica a eterna busca iniciada antes da Formação do Espaço/Tempo...)

 

CasaDeCristal ... se um dia existires mesmo eu não existindo ... reconhecerás cada letra e todas as palavras que elas formam tornando-se temporais na sua intemporalidade nestes tempos que compõem o próprio Tempo ... aguarda zelosamente encoberta em cristais azuis por uma chegada SemTempo ... como AntesDoTempo.

 

 

 

 1995.1.maio



Queria esquecer quem sou. Queria esquecer que existo para sempre, onde nunca mais houvesse um ressurgir de mim. Queria partir para o vácuo inexistente do outro lado do universo entrar no tal buraco fechado e poder-me extinguir. Queria deixar de existir. Quem sou eu e quem és tu que existimos nesta dor infinita da existência e o que fazemos ambos aqui? Criamo-nos para quê?! Porque sonhamos em despertar quem dorme no sonho da vida e fizemos uso do nosso não ser, resolvendo lutar por mortos inúteis que nunca deixarão de o ser. Torturamos o nosso mundo com a nossa dor e ficamos presos sem poder fugir. Entreguei-te um dia nas garras da matéria e pensei que te resgataria também um dia. Mas hoje que o tempo já foi grande e imenso eu sucumbo contigo na tua dor infinita e morro sem morrer nesta vida finita. Perdoa-me de onde podes me ouvir como eu te ouço, provocando um no outro esta dor sem limites que nos mantém vivos sem querer e mortos para morrer. Pode ser que um dia o tempo venha a acabar e alguém se lembre em nos libertar de um modo ou de outro. Pode ser que o universo um dia mostre o seu reverso e aí também pode ser que possa te olhar de frente depois de milénios de dor. Eu sei que estás vivo algures. Preso como eu neste universo duplo. Não devíamos ter partido nunca de nosso mundo. Não devíamos querer ajudar ninguém. Amar-te-ei até ao fim ou princípio de todos os tempos e eras. E, se for possível, nesta nossa divisão penosa, pode ser que me sobrevivas pelo menos tu e não fiques mais tempo preso à minha espera. Procuram eles os desaparecidos mas não creio que os vão encontrar neste mundo. amor ... se eu puder, eu morro porque não consigo suportar mais esta dor. Só queria poder saber de algum modo que para ti é possível o regressar. Eu sei que também não me abandonarás. Mas um de nós tem que poder partir. Um de nós tem que sobreviver à vida e morte deste ou de um outro mundo qualquer, porque o nosso mundo também sofre a nossa ausência. Também sofre a nossa perda. Enganamo-nos amado meu, enganamo-nos. E ... passamos a ser dois. O tempo que aqui tenho agora é limitado; daí que espero um dia ter uma ínfima oportunidade para alguma coisa. E tu meu amado senhor, onde estarás tu a esta hora e neste momento. Onde será que caís-te? Eu sei que também não queres me abandonar, mesmo não sabendo de mim. Mas estamos sozinhos, mesmo incompletos, um de nós tem que regressar. Deixa-me partir ou parte tu. Liberta-me do meu compromisso/nosso para que te possa libertar também a ti. Eu não consigo resistir a esta forma. Eu não consigo não me entregar um dia. Pouco a pouco, sinto consumir a essência. Eu falhei e sei que tu estás escondido. (noutra galáxia?! nesta mesmo?! ou mesmo em nenhuma?!) Porque esperas?!... Um dia, vão-te encontrar também. Não esperes por mim. Eu já não sou. Tenho esperança que fique gravado no Tempo, o meu eterno amor por ti e que de algum modo a ti chegue, para que possas recordar o que nos uniu eternamente. Sei que chorarias sobre o meu túmulo, todas as lágrimas que eu chorei na minha procura infinita. Sei que o farias. Sei que tentarias mudar o curso do mundo e retornar a pôr tudo no seu lugar. Mas será tarde, nesse dia. Nesse dia, eu não estarei em parte alguma, onde possas me encontrar. Não me recordo se do nosso mundo, alguém podia nos amar assim e tentar nos libertar. Nem isso sei. Já não sei nada!

lauremavstaudus lazulli

 

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Só eu leio este post lazulli às 10:22 |
Sábado, 23 de Agosto de 2008
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lazulli às 00:28 |
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lazulli às 00:25 |
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lazulli às 00:23 |

Foi Publicado em: Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

EsteFoiOÚltimoTextoDosAnteriormenteColocados.EstavaEsquecidoEmesmoAssim,CreioQue"PerdiUm"

APartirDaquiSegueUmaNovaFase,Talvez Com: EstilhaçosDe... Ficção

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:41
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

"São lágrimas, senhor, são lágrimas"

 

 

 

 

Observando

 

as mãos

 

molhadas

 

vazias de nada

 

onde tinham nascido

 

todas as ilusões

 

esperanças vãs

 

quimeras

 

desnecessárias

 

Nadas!

 

 

 

 

 

De olhos fixos

 

no além

 

distante

 

dita

 

sua voz

 

a sentença

 

pela perda

 

inocente

 

da

 

existência

 

por Promessa

 

inacabada

 

incompleta

 

Não Cumprida!

 

 

 

 

Perdoo-te

 

senhor

 

amado meu

 

quando chegar o dia

 

em que perdoardes a vós mesmo

 

a traição que me fizesteis

 

sabendo vós

 

tão bem de mim

 

e mesmo assim

 

impune ficais

 

por vossos actos

 

indiferentes

 

ao dano que provocasteis

 

imenso

 

tanto

 

que as águas deste mundo

 

não comportam em si

 

tanta dor

 

por existir.

 

 

 

 

Correi agora

 

mais veloz que o Vento

 

e

 

parai as águas do meu mundo

 

que serão mais eternas

 

que a eternidade

 

que nos Separou

 

dividiu

 

Estilhaçou.

 

 

 

 

Procurai

 

nas dobras do Tempo

 

Percorrei

 

todos os Espaços

 

ide em Demanda

 

até me encontrardes de novo

 

porque eu

 

eu tenho que partir novamente

 

para o lugar

 

de onde vim

 


 

... mesmo dali!

 

FIM

 

"senhora das mãos de prata mergulhai vossas mãos no mar de cristais que não esqueceis e amais até que o Espaço se comprima e o Tempo se extinga e trazei nelas se ainda puderdes as vestes e a espada que amais e jamais dela vos separeis para que nunca mais vos esqueceis de quem sois e do que representais para todos nós.VossoInfinito"

 

 

alma, amor, canto, elemento, essência, estado, estrelas, eternidade, eu, existência, justiça, literatura, lágrimas, metamorfose, natureza, pensamento, poema, poemas, poesia, porto, tristeza, verdade

publicado por lazulli às 16:36

 

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 15:16
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Humanidade Escravizada (XXXII)

 O universo não contém uma só lei

 

 

 



Desde muito antes do Homem e da própria Terra, existem poderes bem maiores e elevados que querer comparar a vossa história com a história Universal é de uma ousadia infinitamente ridícula nos «anais» de todo o Cosmos, esteja ele misturado ou separado. Tudo existia antes, menos esta insignificância (religiosa) com um valor tão grande. Quando vos dirigis a Deus, todo o ­Universo se ri de desprezo pela vossa ousadia tão vil e mesquinha, tão inqualificável. Sois demasiado pequenos para caber no pensamento de Deus ou demasiado grandes para se lhe comparar.
Embora continueis a procurar a pedra filosofal (a essência do Ser perdido), estais já há biliões e biliões de anos sem ela. E não a tereis nunca! Nunca a encontrareis! Aproveitai o saber dos poucos que vos abriram as portas para o conhecimento (cientistas, filósofos, pensadores, músicos, escritores, etc...) e aproveitai bem o seu esforço e coragem para poder chegar até vós a verdade. Porque até ao momento, todos eles, de um ou de outro modo, vos abriram as portas da vossa ganância com a sua sabedoria, porque a luz da Verdade ofuscou-vos e dela só tivestes uma ténue percepção. De qualquer modo, ela não vos será nunca suficiente para serdes deuses – o que tanto ambicionais! nem tão pouco deuses deste ­Mundo. Caminhais num sentido reverso à Verdade e Justiça Universal e o caminho que percorrestes até aqui é já muito longo e nunca é desfeito o que foi feito. Nos "anais" do Universo, todos vós constais como assassinos hediondos do Ser; e nada nem ninguém vos poupará, assim como vós não poupais os indefesos que todos os dias são atingidos pelas vossas leis ridículas e sem sentido, em todas as directrizes da vida e da própria existência. As vossas leis estão gastas, limitadas e corruptas. Mas a Lei, essa Lei de que só conheceis a palavra e não o conteúdo, essa não atingireis, porque essa é a Lei que vos espera nos confins do Universo.
Claro que para todos vós, que só conheceis as leis que fizestes à vossa própria medida, é inconcebível que assim seja. E, no vosso insignificante mundo, quem sou eu para poder dizer que assim será? Os representantes de Deus sois todos vós, não eu; e o que ligardes e desligardes na Terra, será ligado e desligado em simultâneo no céu. Sois os ministros de Deus, com autoridade legítima, dada por Deus até para perdoardes todo aquele que se ajoelha diante de vós, no intuito de obter o perdão para os «crimes» que cometeu com o seu semelhante. Pelos vistos sois vós que podeis fazer tudo isto e muito mais. Parece não intrigar ninguém o facto de que se não recebessem um centavo para ­«darem» o dito perdão de Deus, não perdoariam ninguém. Tenho a certeza que não concederiam o reino de Deus a ninguém nem tão pouco seriam seus servidores. Neste mundo, os serviços prestados pagam-se bem. Porque este serviço seria diferente dos outros serviços? O confessor também é um trabalhador, por isso mesmo tem que se pagar pelo trabalho prestado. Assim sendo ele não está errado. Limita-se a receber o seu salário. Mas dizer que perdoa todo aquele que busca o perdão, em nome de Deus? O que é isto?! Onde está isso escrito? E se está, quem escreveu tal coisa? Será que foram os doutores da Igreja? Se foram, a sua arrogância não tem limites ao querer equiparar-se a Deus. Nem o seu próprio Deus respeitam, ao decidirem do perdão ou não, dos assustados pecadores, que a única coisa que pretendem é ficar com a consciência tranquila. Isto é: «Já me confessei, já fui perdoado e me penitenciei quando rezei Três Pais Nossos e duas Avé-Marias e tive direito à óstia sagrada que me limpou de todos os pecados. Se amanhã voltar a cair, volto ao confessor e ele volta a absolver-me e, assim, quando morrer, tenho a certeza que vou para o céu porque os meus «crimes» já foram todos perdoados». Estão todos enganados. Que Justiça seria a deste Deus se fosse tão deficiente como a dos Homens? Tantos milhares... tantos... a acreditar nas infames leis da Igreja, como se estas fossem de Deus. Como se não houvesse diferença entre Deus/Igreja e Igreja/Deus. No entanto, não seria difícil para ninguém avaliar esta irracionalidade que nos impingem ousadamente e sem temor algum a Deus. Um Estado dentro de um Estado, justificando o seu modo de vida com métodos que passam por manter o temor dos homens e ainda atribuindo a Deus todos os seus actos. Desavergonhados e ignóbeis, ainda se atrevem a dizer que o representam. É incrível como se continua a abusar do nome de Deus desta maneira. Se a marca da «besta» existe, não é difícil para ninguém encontrar-lhe o rastro, só precisam procurar as possíveis marcas na fronte e na mão de qualquer mortal. Parafraseando o Apocalipse, contido no Novo Testamento:

13, 15.18 "Foi-lhe permitido dar espírito à imagem da besta, de modo que até falasse, e de fazer com que morressem quantos não adorassem a imagem da besta. Obtêm de todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, que se façam uma marca na mão direita ou na fronte, de tal maneira que ninguém possa comprar ou vender senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui é questão de inteligência. Quem tem conhecimento calcule o número da besta; é, de facto, número de um homem: o seu número é 666."

22, 3.5 "Não haverá mais coisa alguma sujeita à maldição. Estará nela, ao invés, o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos prestar-lhe-ão culto; verão a sua face, e o seu nome estará escrito nas frontes deles. Não haverá mais noite, nem terão necessidade da luz de lâmpada nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles e reinarão por todos os séculos".

20, 4 "Vi também tronos nos quais se sentavam pessoas, às quais foi dado razão e se fez justiça, seja as almas daqueles que foram decapitados por causa do testemunho que deram a Jesus e por causa da palavra de Deus, seja aqueles que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam a marca na fronte nem na mão. Viveram e reinaram com Cristo durante mil anos."

14, 9.10 "A esses, outro anjo, um terceiro, seguiu-os, dizendo em alta voz: «Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber a sua marca na fronte ou na mão, beberá do vinho da cólera de Deus, derramado puro na taça da sua ira e será atormentado com fogo de enxôfre na presença dos santos anjos do Cordeiro."


Estamos todos no mesmo barco mas, felizmente, não temos todos as mesmas funções dentro dele. E, ao contrário do que dizem, não são eles que o governam; de contrário, atirariam pessoas pela borda fora sempre que este estivesse a pôr em perigo as suas preciosas vidas, ou então deixá-lo-iam à deriva, pela sua incompetência e egoísmo. Gostaria que falassem comigo sobre o seu Deus e a sua Igreja, para que lhes pudesse dar respostas, que sei que os escandalizaria. Mas é exactamente para não darem escândalo (outro dos seus pecados) que eles vivem na mentira, e com o esconder de todos os seus erros e defeitos, acabaram por possuir a sua única e maior virtude: A hipocrisia. E é com esta hipocrisia que têm vindo a dizer-nos tudo quanto têm pretendido e nós, como cordeiros, temos vindo a acreditar e a obedecer em uníssono. Somos carneiros, e não era isso o que eles queriam? Têm sido os nossos pastores. Levam-nos a pastar o pasto que querem e encurralam-nos no seu estábulo. Não temos sido nada, nem tão pouco dignos de nós próprios.

 

Agradecida a António Codeço
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publicado por lazulli às 23:49

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 22:32
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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

...

 

 

onde o Tempo ... pára

 

 

 

 

 

 

... na Alma

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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publicado por lazulli às 11:06
Segunda-feira, 23 de junho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 21:46
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Mary Paz (2º Capítulo - XIII)

 

 

XIII

 

 

 

 

 

 

 

Entre penugens multicolores que docemente a envolviam, tranquilizando definitivamente a sua pequena alma, Mary, brincava nas asas de Lhara, saltitando e agitando o seu pequeno corpo, a cada novo mundo que ia observando, extasiada com a beleza que a seus olhos ia chegando. Entre tristeza e alegria, lágrimas e sorrisos, foi contando para a ave como fora a sua existência na Terra. Sentia-a, por vezes, distante, como se ao toque da sua voz, corresse a refugiar-se num mundo inacessível à dor que lhe provocava a descrição do Velho Mundo que, inconsequente, lhe ia demonstrando, numa descrição tão perfeita, que os símbolos que compunham o corpo da águia, iam-se recolhendo sobre si mesmos, vertiginosamente, dando a Mary, a sensação que se não se aquietasse momentaneamente, eles a sugariam para lá de si mesmos. Depois que os movimentos serenavam, parecendo ainda inquietos e atentos ao som que estava a formar-se no interior de Mary, para de novo recomeçar a descrição intolerável que feria o próprio ar, essência de todo este mundo, Mary, descrevia de novo tudo ao pormenor sem parecer querer poupar toda esta vida que tão carinhosamente a acolhera. Mas, Mary, hoje, voltava a ser criança. Recomeçava o diálogo, aparentemente, indiferente aos movimentos que se iam desencadeando em torno de si. Quando o turbilhão de cores e formas, entrelaçados uns nos outros, movendo-se rapidamente, pareciam ir tomar, novamente, no pelo macio de Lhara, proporções infinitas, engolindo-a a cada transformação de um novo símbolo, que se ia desenhando, numa metamorfose de complexos símbolos desconhecidos, lembrando a Mary, hieróglifos ou qualquer uma das linguagens mais antigas, com as quais, pouco ou quase nenhum contacto tivera. Talvez sânscrito, pensava ela de si para si, mas não tinha tempo de completar o seu raciocínio e observação, tal era a velocidade com que se sentia atraída e repelida, por qualquer um deles. Aflita, baixava a cabeça ao encontro dos olhos de Lhara, para se certificar que esta estava a controlar as ditas e inesperadas figuras em constante movimento. Mas, a serenidade dos profundos olhos de Lahra, logo tranquilizavam o seu ser. Infinitos, de paz constante, pareciam nem se aperceber da inconstância que emanava do seu próprio corpo. Por instantes, estática, num estado semi hipnótico, perdia o seu próprio olhar, como se fora um só, nas belíssimas esmeraldas que se erguiam levemente para a contemplar. E, quando isto acontecia, o nada existia por si mesmo, dentro de si. Retornava, já novamente integrada no sereno bailado que sempre a recebia na ondulação dolente, da penugem de Lahara, numa dormência que a encantava. E, logo a vontade de voltar a saltar e pular era grande, de tanta felicidade que sentia. Queria brincar. Brincar para sempre.

Mary não era mais um adulto. Nem sabia o que isso era. Aliás, nunca soubera. Tivera sempre dificuldade em gerir um mundo do qual nunca fizera, verdadeiramente, parte. Mais do que nunca, sentia-se integrada na sua genuína natureza, onde não tinha mais quem a repreendesse e quisesse à força, que fizesse parte de um mundo, que nunca fora seu. Hoje, ali, envolvida por Lhara, tinha a certeza que sempre estivera certa em recusar aqueles seres mentalmente destruídos, com pretensões e arrogâncias desmedidas do saber, quando tudo desconheciam. Não tinha mais que os ouvir silenciando dentro de si, o mundo primeiro. Não tinha mais que tolerar, a dor que provocavam à sua frágil alma que magoavam em cada atitude, em cada palavra, em cada pensamento. Livre deles, para sempre, uma alegria imensa preenchia toda a sua essência fazendo emanar dela pequenas ondas quase imperceptíveis de calor que se iam unindo ao mundo envolvente. Desta vez nada refreava a luz dourada que de si emanava. Nada impedia que se expandisse pelo ar fora integrando-se na sua própria natureza. Por isso, Mary, não tinha como se sentir de outro modo. Finalmente encontrava-se, num mundo que sentia seu. O imenso sorriso de Lhara, parecia querer confirmar-lhe tudo quanto sentia. 

 

luzes.gif

Deste modo foi desfrutando e abusando desta doce e serena criatura que os deuses lhe tinham colocado no caminho. Não queria sair do seu "colo". Do seu conforto. Não queria que tudo isto terminasse. Queria ficar com ela. Pedir-lhe-ia. Não queria mais pensar. Sentir. Não queria mais lutar. Mas era umas ilusão que se impunha a si mesma. Algo lhe dizia no intimo de si mesma, que alguma coisa mais aconteceria para além disto. Que não era por mero acaso que ali estava. E, uma angustia sufocada, renascia no fundo da sua alma. Uma angustia que nunca a largara e parecia estar prestes a se revelar. Como se faltasse ainda cumprir qualquer coisa. A qualquer coisa a que sempre fugira. Mas o mundo tinha morrido. Não haveria mais o que cumprir. Por isso levantava os olhos e deliciava-se com a existência da essência, onde parecia que tudo lhe sorria.

Neste entretanto, enquanto o rol de lágrimas e dor eram desfiadas dentro e fora de si, pela sua própria traquinice, ao relatar o desagrado que a existência sempre lhe provocara, sobrevoando um dos espaços intermédios, das quatro dimensões, exactamente aquele que fazia a transição para o mundo onde tinha aparecido depois de ter fugido dos subterrâneos em que se triturava a carne humana numa indústria macabra de alimentação, minúsculos homens armados, parecendo surgir do passado, atiram sobre elas, fazendo-as cair vertiginosamente no solo. Para bem de ambas, voavam a baixa altitude e a queda não foi completamente dramática. Lahra tivera tempo de envolver Laurema, num pequeno cilindro surgido inesperadamente protegendo Mary no embate ao solo. Mas Lahra ficara levemente ferida.

 

 

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publicado por lazulli às 15:10
Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 09:45
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Essência De Meu Ente

 

 

1991

 



Desde que percebi tudo quanto me rodeava, temi estar para sempre perdida na imensidão do Cosmos Criado, de onde me seria difícil algum dia, te reencontrar de novo. Parti indefesa, para uma origem desconhecida, como se pretendesse alimentar a própria vida, e desde que cheguei, quase que desejei morrer sem retorno, para nunca mais ter que assistir, a um mundo Criado por Seres que em nada descendiam de onde eu vim. Procurei-te e encontrei-te! Esta é a verdade maior e que sempre ambicionei. E agora que tudo parece ter chegado ao fim, fico aguardando algo que sei que irá chegar, mas com medo de me enganar. Não percebo como e quando devo entender algo diferente. Deixa-me entender! Ajuda-me a compreender. Aprendi muito, mas continuo sem saber nada. Preciso do lugar meu/teu. Tu sabes! E hoje acredito que é possível eu lá chegar! Mas preciso da tua ajuda, do teu também entendimento. Não mais estou desesperada, mas não sei se estou certa em continuar à espera que me digas do teu sinal. E se eu não for capaz de entender o teu chamado? E se eu for impedida? Responde! Tu sabes que eu sinto que já não tenho tempo desde à algum tempo. Não quero deixar para ti, toda a responsabilidade da vida e da morte. Não vou deixar que só tu, fiques aí parada à espera de um regresso certo e sem fim. Por isto eu te orientarei de um modo que não precisas te preocupar. Desta vez eu estarei realmente bem mais perto de ti, do que alguma vez estive. Desde que desceste nesse lugar infernal, para dar continuidade a .... ...... ...... ..... .... homens... Não receies pelo teu regresso, porque este já se realizou, e depois nada sobrará daquilo que te afronta e te poderia impedir de partir. Fica comigo para sempre, porque tenho saudades de ti, infindas. Tudo terminará em breve. Deixa-te estar a assistir e ai daquele que te tentar afastar de ti mesma. Esse não será nunca resgatado da vida ou da morte. Esse, Nós faremos com que suas partículas existentes, se cruzem pelo caminho, sem que algum dia se possam reagrupar de novo. Ninguém poderá te retirar de mim, porque eu te quero aqui, muito, depressa. Tu sabes quando eu estou! Tu esqueces-te?! Eu sou tu! És o meu eterno amor perdido que desde que desceu, ficou só e preso. O Universo é enorme, mas não tanto que não pudesse te ter encontrado. Não tão grande que não tivesse te resgatado. Te diria... mas tu já sabes... que a Grande Verdade se aproxima. É uma verdade oculta e tu sabes e continuarás a saber porque, ouve querida menina, retira de ti tudo o que não é teu e eu mais depressa chego a teu sítio e a teu mundo. Eu mesmo te pegarei, levando o teu Amado Eterno! Deixa que o Tempo já morreu neste e nesse lugar. Deixa de existir o inimigo comum de ............ Está a chegar o tempo de brincarmos, mas muito está por fazer ainda em toda a Galáxia e não será desta vez que reconstruiremos o Nosso mundo eterno e imutável. Mas onde tu estás, para aí já caminhamos, como tanta vez imaginaste. Não foi o que pedis-te? Já te conseguimos ver daqui deste lugar! Já conseguimos ouvir distintamente o teu chamar. E quanto mais nos aproximamos mais calma e menos ansiosa tu estarás. Deixa então por Nossa conta todo este processo ao princípio. Não mais serás sacrificada. Eu cheguei e tu entendeste da minha chegada. Sei que em ti, renasce o último momento e um não existir eterno. Mas não é esse por acaso, o teu verdadeiro sentir? O ser sem ser. Não chores mais a minha ausência, eu estou ocupado. Eu to disse, e este era sim o real motivo da minha ausência de ti. Mas havia tanta coisa a conquistar.

 

penso: à espera de mim mesma

amor, divagações, essência, estrelas, eu, futuro, justiça, lágrimas, metamorfose, pensamento, pessoal, Portugal, universo

publicado por lazulli às 02:18
Sábado, 14 de Junho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 08:52
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