Quinta-feira, 7 de Setembro de 2017

cristal

lfotodanet
Hoje que a Esperança morre lentamente e o Tempo já não é suficiente lembro um mundo de cristal que nunca esqueci e a ansia de a ele retornar o mais depressa possível porque continuo com a certeza que não sou deste mundo e que continuo sem saber viver nele.

SintoMe: igual a ontem
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 01:29
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Quarta-feira, 6 de Setembro de 2017

Quando a Natureza fala mais Alto Que o Homem de Mal.... a "Civilização" Deixa De Existir Para Protecção dos Inocentes "Agmon"

 

 

SintoMe: horrorizada com o mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 03:28
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Domingo, 3 de Setembro de 2017

,,, bicéfala,,, a Serpente Escondida

....bicéfala .... onde se vergam os Poderes da Terra

 

 

magestosa

ostenta riqueza sem igual

infernal

sob manto de ouro púrpura

guarda segredos

pertença de deuses desavindos

esbanja palavras de mel feitas de fel 

a todos enganou

a todos engana

a traiçoeira

 

 

nas suas garras 

o Globo de Outros

que a antecederam

aprisionado

como se fora unicamente seu

usurpando o direito 

do antes, do agora e talvez do depois

na continuidade disfarçada do mesmo

plano de governaçao

das almas aprisionadas que aqui estão

 

 

uma única coroa

em duas cabeças

de Corpo único

olhar firme no Ocidente

olhar firme no Oriente

astuta

dupla ave de rapina

pestilenta

que a todos contamina

 

 

baços

sob suas asas 

poderosos protegidos cérebros limitados

baços-illuminados

almejam a imortalidade

que lhes é negada e prometida

essência totalmente desconhecida

procurada e mal entendida

na ilusão de Escolhidos

percorrem caminho errado

de acordo com mestre desconhecido

alteram o Espaço/Tempo

fazendo vacilar os mundos

impunemente

portas e portas são abertas

chocando mundos contra mundos

buscam igualdade no desigual

quando Deuses do Passado vedaram

Portais

de mundos desconhecidos

portais para protecção do homem

hoje abertos

 

 

escancararam

indiferentes

à mistura do bom e do mau

na sua sabedoria intra-terrena

arrastam as almas"

para a penumbra de mundos desconhecidos

misturando o que existe com o que não-existe

trouxeram mais Mal ao mundo

na sua ambição de Illuminados

mas é baça a sua iluminação

perigosa para as criaturas

que obscenas na sua adoração à bicéala

não sabem o que é o Amor

mesmo sob a sua falsa protecção

nem sabem quem são e porque estão

muito menos para onde vão

e porque irão

sem  destino sem conhecimento

presas submissas

de ambas as cabeças de um único corpo

atacam-se entre si

desordenadas

e o sangue jorra para a Terra que em fúria descontrolável

a todos punirá

a ajuda chegou

a Mãe estava Só

a Terra não era mais sua

seus filhos não eram mais seus

o Universo ouviu seu apelo

a Terra será limpa

dos usurpadores

 

,,,, â primeira e derradeira cabeça

.... à tricéfala

 

  enquanto um filho da essência cósmica estiver entre vós

um que seja

vós não ganhareis este minúsculo Ponto do Universo

como ganhasteis os outros

 

..... sois a abominação de todos os Universos... 

... um humano é mais do que qualquer um de vós

 

- só que não sabe que o é -

 

 

 

 imagem tirada da web

aguia de duas cabeças.jpg

 

SintoMe: triste com os Poderes do mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 23:06
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Humanidade Escravizada (XVII)

 


(continuação)

 

 

Mas contentemo-nos todos nós, mortais, porque estes privilegiados de Sua Senhoria-Deus também deambulam pela Terra e estão sujeitos às mesmas leis materiais que todos nós. Embora, curiosamente, de humanidade não tenham nada. Dão-se ao luxo de guiar a Humanidade para um precipício de dor e ignorância, porque dizem que a Humanidade é incapaz de se governar a si própria. Enfim, a Humanidade é burra. Então, o dito Senhor deu-nos divinizados espirituais e temporais para que, depois de sermos «filhos» de Deus, tenhamos que ser «filhos» da Igreja e dos políticos/governantes que nos mantêm com o mínimo indispensável, tanto material como espiritualmente.

Se a dura realidade nos diz que «todo» o homem deve trabalhar interminavelmente para garantir o seu sustento, ficamos praticamente privados de ­tempo e mesmo meios (apesar de recebermos um «salário justo» pelo trabalho que desenvolvemos) para nos dedicarmos a nós próprios e, assim, entendermos a razão fundamental da nossa existência. Além disso, como o trabalho é algo muito honrado e agrada bastante a Deus, não gostando este de parasitas e de malandros e sim de homens honestos e trabalhadores que trabalhem incansavelmente até ao fim dos seus dias, os adeptos deste Deus incrível estão sempre atentos a quem não seguir estas regras, que o Mundo tem há anos e anos sem conta, fazendo-os pagar sempre a sua falta a este cumprimento, com todo o tipo de represálias, de modo a que estes «marginais» saibam quem manda e o que acontece a quem não cumprir com o que o seu «Deus» estipulou para o Homem. Daí criarem uma infinidade de leis, canónicas e estatais, que tiram a coragem a quem ousa não seguir a lei da sobrevivência, com castigos atrozes que vão desde o aniquilamento da sua sobrevivência material até à sua ­destruição mental, fazendo-o, consecutivamente, construir tudo aquilo que será inevitavelmente destruído para voltar a ser construído . Esta é a Lei da vida que tanto apregoam como valiosa. Instável como o próprio ser humano, que mais parece um louco a correr à volta de uma casa, sem entender quando começou a corrida ou quando esta terminou ou deve terminar. E é desta vivência incompreensível e cheia de lamentos de toda esta Humanidade acorrentada que partem todos eles, mais ignorantes do que no dia em que deram o ­primeiro grito. É assim que nascem e morrem, sem puderem dizer chega! Vamos acabar com isto! Ou se vive ou não se vive! Vegetamos, isso sim, acatando leis sobre leis que se sobrepõem umas às outras e nos sufocam, acabando por nos tornar escravos de tudo e de nada e, até, de nós mesmos.

Mas o medo que têm do Deus deste mundo é tão grande que nunca se atreverão a pensar em voz alta e as dúvidas que povoam as suas mentes pensantes acerca deste seu suposto Deus, cheio de mistérios escuros e que ­deixa os Homens divagar livremente sobre si, indiferente às mentiras que inventam, continuam por esclarecer. Daí que nenhum deles seja capaz de responder que Deus é este de quem tanto falam, porque têm medo dele e, ainda, porque apontam o dedo inquisidor quando alguém se atreve a dizer que este famoso Deus não existe ou que, pelo menos, não é o Deus de toda a Humanidade, devido às diferenças enormes que existem entre os seres humanos. Esta ­ousadia e afronta às suas crenças, que tanto os escandaliza, fá-los mais filhos de Deus do que realmente são? Ou será unicamente medo o que têm, por ­desconhecerem tudo e não terem a certeza absoluta de quem são, de onde vieram e para onde irão, nesse seu final mais que predestinado por esse Deus completamente desconhecido de todos eles? A sua falta de conhecimento é tão grande que não conseguem discernir o Deus real do Deus irreal, nem tão pouco o que serão eles ou como serão de verdade. Daí ficarem ofendidos e crucificarem todos os livres pensadores, alcunhando-os de difamadores e perigosos, quando tomam a defesa de um Deus que dizem amar acima de todas as coisas. Embora, para bem da verdade, Ele vá passando quase que despercebido pelas suas vidas, não obstante a dedicação que lhe dedicam no seu dia a dia. Se não fosse terem necessidade dos seus favores, bem que Ele não seria recordado por nenhum deles. O amor que dedicam a este seu suposto pai limita-se a um peditório constante, para uma melhor vivência. Pedidos e súplicas desesperadas que ­ficam sempre por atender e que ecoam por toda a Terra sem terem quem as ouça. A indiferença do «seu» Deus às suas súplicas é de uma incompreensão tão grande que, quando os vejo, espalhados ao deus-dará pela Terra imensa, ­interrogo-me se realmente têm consciência de não passarem de marionetas movidas por fios invisíveis, ao sabor do querer, de uma força maior, que não podem ouvir, amar, contactar, derrotar... até porque nem sequer a conhecem e, pelos vistos, não estão interessados em conhecer. De qualquer modo, a Deus, também pouco importa se os Homens o amam ou não. Quer, sim, que o ­adorem, que cumpram a sua lei (que se é o que as religiões nos tentam impingir estamos mal, porque é a lei do diz e não faz). Isto é: – fala de amor e pratica o ódio e a indiferença pelos outros. O amor não é coisa que interesse muito a esse Deus, nem tão pouco a verdade; quer sim que o adorem acima de tudo. Gostaria de saber o que ganha ele com isso. Cá para mim, o ego dele e a sua megalomania é a maior do Universo. Mas não quero desviar o meu pensamento pequenino no meio de tanta grandeza. É que, como descendente do homem, passei a ser subalterna deste e, como tal, um ser inferior que teve o privilégio de sua ­senhoria Deus Pai de todos os homens (o que creio ser verdade) de ser dada, ofertada, ao meu irmão homem para que este criasse a civilização, na Terra que Deus lhe deu. Daí que o meu pensamento seja realmente pequenino no meio de todas estas superioridades, mas não tanto assim que me impeça de perceber que, como mulher, eu crio e dou a vida (claro que só depois do ataque dos espermatozóides masculinos aos indefesos óvulos femininos) e, assim, saber que o homem descende da mulher e nunca a mulher do homem, pois é dentro do ventre dela que se gera e se cria a vida. Mas este Deus mentiroso reclama para si e os seus homens os meus direitos da criação, alegando o absurdo de eu ter descendido do homem. Daí que, legitimamente, afirme que este Deus não é o meu e sim um Deus dos homens e não sei se não cumprirão estes realmente com os desígnios obscuros deste seu Senhor poderoso ao implantar leis que causam dor e sofrimento a toda a humanidade. Mesmo que me digam, e com bastante frequência, que é o Homem que provoca a fome e a dor a outros seres humanos e que Deus não tem nada a ver com isso, porque é que Ele não os impede? Porque será? Porque não quer, não pode, ou porque não é o seu Deus? Se o seu Deus pudesse impedir, mas quisesse e permitisse todo este império do mal que alastra pela Terra, era o Deus que esperam? Deviam pensar sobre isto. Quanto a mim, quero é que esse Deus de quem todos falam se lixe juntamente com os filhos dele, porque não venero ninguém que permite a desigualdade humana em todos os aspectos. E como não sou primata, pelo menos no conceito dos mortais, não receio o desconhecido, nem lhe presto homenagem, em vida ou na morte. E depois, não gosto de megalómanos que só querem ser adorados, já me chega os que existem cá em baixo (ou cá em cima...!). Se não houver um Deus como eu o entendo fico sozinha, pois mais vale só do que mal acompanhada.


(continua)

 

doente

 

publicado por lazulli às 16:01
"reeditado"
SintoMe: ... em busca dos enganadores de povos

EscritoPorLazulli lazulli às 01:16
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (3)


(... continuação)

 

A lei do Homem que come outro Homem, para a preservação desta nova raça, (meio homem, meio mutante) é o ser útil à sociedade presente. Lei esta que acaba por ser uma sequência da lei implantada na Terra desde os primórdios dos tempos. Assim sendo, a sociedade vigente, continuaria a ser até ao fim dos Tempos, (caso estes venham algum dia a existir) a continuidade das leis das sociedades anteriores, pois que em todas elas o poder dos mais fortes sobre os mais fracos, sempre foi a que o Homem adoptou na sua vida na Terra, de forma a poder subjugar os mais frágeis em prol dele mesmo. Isto, porque, na memória dos Homens, estava registado que um tal Deus deu a Terra ao Ser mais capaz, de forma a que este dela soubesse tirar proveito. Realmente, a criação deste Deus, bem que soube tirar proveito desta Terra que lhe foi dada por herança, consumindo-a até que dela não pudesse tirar mais nada, deixando-a completamente despida de vida. Mas este Senhor poderoso que é o Homem que Deus criou à sua imagem e semelhança, não se contentando em destruir o que o seu Deus lhe tinha dado para viver, começou por fim ou princípio, a consumir os filhos de Deus para seu próprio sustento. Embora que já desde o princípio da humanidade lhes tenha vindo a consumir a alma com falsas verdades, desviando-os assim dos seus verdadeiros fins.

 

 

 

Parece até ironia do destino. O Homem que Deus fez, ultrapassou o seu Criador. Dele, hoje não resta mais nada a não ser um “Ser”, que não é o Homem que Deus criou e colocou sobre a Terra, nem tão pouco o filho da Terra que lhe deu o corpo, pois que a esta, também este acaba de destruir, prescindindo dela para sobreviver, com a arrogância que sempre o susteve. A ambos, o Homem sempre soube retirar o que mais lhe aprouve e talvez quem sabe, tenhamos pela frente um novo Deus, surgido provavelmente de uma vingança para com os que o fizeram: A Terra e Deus. Neste momento, passámos a ter três Deuses neste mundo:

A Terra, Deus e o Homem.

Neste momento o Homem era mais um Deus do que um simples "mortal".

Não prescindia ele das leis essenciais à vida, das duas forças que o sustiveram durante milénios? Ele estava, até, pronto a desafíá-las.

Como será o futuro com o aparecimento desta nova espécie? Mary desejava não ter nunca que se defrontar com nenhuma destas três forças, pois às três conhecia bem. Não era também ela, um pouco de todas elas?

 


(continua...)

 

bem...

livros

publicado por lazulli às 10:37

Junho de 2007

SintoMe: saindo de cima para tentar impedir o que rasteja pelo mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 22:36
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (2)

 


(continuação)
 
O Sol brilha no firmamento, atirando sobre a terra seu calor reconfortante, como se pretendesse despertar todas as formas de vida existentes naquele local. Não sabendo quanto tempo tinha permanecido ali, deitada, de novo sentiu a angústia e a desolação de se encontrar ainda viva e na Terra. Embora que numa Nova Terra, surgida do nada, que lhe era completamente estranha e totalmente desconhecida. Olhando queda, para o céu azul turquesa , passou-lhe de relance pela ideia que talvez se encontrasse do outro lado da Terra. A dualidade desconhecida de uma Terra já destruída, que preserva em si este paraíso perdido ou esquecido. A incompreensão tomou-a de novo, mas seu corpo (mais parecendo um cadáver vivente), despertou-lhe a necessidade de sobrevivência. Ah! que sobressalto se apossa de seu corpo tão carenciado de alimento. A fome, que a tornava cada vez mais fraca para perceber o que na realidade a rodeava (tal como o viajante no deserto junto ao Oásis, onde a febre provocada pela sua sede, o impede de beber na imagem de sua própria ilusão) provocando-lhe uma angústia permanente, quase a levando à loucura ou a uma morte certa. Por várias vezes, tentou manter seu corpo de pé mas, sua fragilidade física e psíquica, atiravam de novo seu corpo para o solo. Esgotada e meio inconsciente, rastejou pela poeira do chão, num dos longos carreiros distribuídos por todo o “jardim”, como um verme moribundo, mordendo o pó da terra de onde tinha surgido, como se sua ossada quisesse penetrar no solo de onde havia nascido, e se pudesse desfazer por entre cada partícula de pó e infiltrar de uma só vez por entre a névoa que se ia elevando no ar em torno de seu corpo semimorto. O barulho do riacho aproximava-se lentamente, quase que inaudível a seus ouvidos, já tão pouco capazes de captar ruídos exteriores, provavelmente provocado, pelo deflagrar do cataclismo a que assistira e vivera, ou mesmo pelo silêncio tumular que adveio após. Na Terra de ninguém ou na Terra das radiações, actualmente donas e senhoras da Velha-Terra , onde predomina a insanidade mental dos outrora donos do Planeta, acaba de ser instaurada uma nova lei de vida, em que a própria Natureza está a ser dominada a bel-prazer pelos seus actuais habitantes, restos humanos da queda do Mundo, meio Homens meio mutantes, dando assim novas formas de vida à Natureza. Ao ficar sem reservas naturais para a sobrevivência material e psíquica do Homem, devido aos átomos radioactivos que permaneceram na atmosfera e na água, e que durante muitos e muitos anos, emitirão nocivas radiações a todos os organismos vivos e provocarão alterações cromossomas neles e nas futuras gerações, a Terra “permitiu” que o Homem alterasse o curso normal da sua evolução, tornando o Planeta num caos de vida evolutiva e levando-o a colocar-se no fim da escala da espécie animal, ao procurar na maioria das vezes alimento para a sua sobrevivência entre os seus semelhantes acabando por se alimentar da carne da sua própria carne.

(continua)
hoje está lua cheia
livros
publicado por lazulli às 00:20
SintoMe: em luta com o Islão

EscritoPorLazulli lazulli às 10:40
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Sábado, 1 de Novembro de 2008

Prisão Iraquiana



 

 



Lembra-te ó homem

da razão da tua existência

E se a memória não chegar

olha o mundo à tua volta

muito tens que olhar

parar os olhos nas imagens que te chegam

do mundo novo

que já chegou.


Dentro dos muros não derrubados

por poderes medonhos

“escondem-se” os inocentes

de olhares furtivos

Os gritos de horror

amordaçados

ecoam abafados pelo ar rarefeito

da prisão maldita

Antes e depois

mantém-se o inexplicável.


Homens e mulheres ultrajados

na sua dignidade humana

rastejam pelo chão

como vermes inumanos

Os carrascos incentivam à degradação

deleitam-se na dor e sofrimento

dos humilhados

Cães roem carnes desfeitas

Mastins comandam mastins

Trelas ao pescoço do humano

transformado em bicho.

Agressões e violações

horrendo holocausto a inocentes cidadãos.

Ó mundo para onde vais?!..

Não existe perdão em parte alguma

para tão horrendos massacres

E tu cristão

baluarte do amor e da paz

finges que não vês o visível o real

e apontas

o dedo em riste

acusando o acusado.


Mulheres violadas por homens de aparência humana

às dezenas eles observam esperando vez

salivando de prazer hediondo

rostos feridos sem esperança

do grande ser

tombam pelo chão inertes

nem Alá ou Deus

nem deuses homens ou defensores

ninguém chega para punir e acabar

com o palco mais horrendo do mundo

nenhuma guerra se lhe compara

nem as que foram ou as que estão

Caça ao humano

Caça desenfreada a gente.


Sentada

do outro lado do mundo

a alma viva morre

com a morte lenta

que lhe trespassa o Ente

percebe entende

sanidade na insanidade de um mundo doente

outros vão ocupando o lugar humano e a cobardia humana

observa os sacrifícios do seu semelhante

rezando para ser poupado

preferindo obedecer aos novos senhores da terra

Adormeço dentro de mim

estranha morte que não tem fim

tanto silêncio pai

tanto silencio

nunca o meu sono foi tão profundo

neste mundo

nunca demorei tanto a acordar.


O tempo acaba

e chega ao fim

Nunca mais...

nunca mais...

Voltarei

A este mundo


(2004 maio )

sem sol

 

publicado por lazulli às 12:05

Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

SintoMe: ... indiferente

EscritoPorLazulli lazulli às 00:15
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Prisioneira Do Tempo




Foi Prisioneira do Tempo que te conheci

E o mesmo Tempo, continua a aprisionar-me e a confundir-me

Ao relembrar-me de ti...

Em conflito, com a tua e minha existência

A medo... relembro-te e esqueço-te

Mas o meu pensamento persiste inseguro, incerto e temeroso

Mas preciso de um amigo

E esse amigo és tu

Só podes ser tu

“A Grandiosidade da Divindade” continua a existir

Ajuda-me a sair deste emaranhado em que me encontro

Ajuda-me a libertar-me desta loucura

Ou então atenua a minha existência, num mundo que não é meu

Sê o meu confidente

Não me deixes sozinha aqui

Preciso de ti.


penso: "VestígiosLongínquos" - do livro de poesia

publicado por lazulli às 10:47

SintoMe: ... olhar o mundo apreensiva
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EscritoPorLazulli lazulli às 00:43
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

1999 abril

 

A partir daqui, o Mundo nunca mais será o mesmo. É, este, o resultado da guerra, que os Estados Unidos da América, levando a reboque todos os governos da Europa, pertencentes à Nato ou OTAN, como queiram chamar, conseguiu com o ataque à Jugoslávia. Todos os cobardes ou diabólicos governos, que compactuaram com esta agressão, a um País que tem o direito de o ser, como qualquer um destes países que o ataca, a pretexto de ir defender uma minoria de Albaneses no Kosovo (província da Jugoslávia e parte integrante deste mesmo País). Segundo País, nesta escala de violência, levada a cabo pela América e Nato. O primeiro País, a sofrer desta violência inexplicável, foi o Iraque, em 1989, que de tantas e tantas armas de destruição massiva que possuía, não lançou nenhuma. Com certeza, porque as não tinha, de contrário, os famosos "Aliados", nem se teriam atrevido a tanto. Além de que, ainda hoje, não se percebem bem, os reais objectivos deste ataque. Quanto mistério! Quanta destruição! Quanta dor! Os mais fortes continuam a vencer os mais fracos, e continuam impunes. Intocáveis! Arrogantes e senhores de tudo e todos. Quem os parará? Quem? Por enquanto, parece que ninguém. Parece que o desarmamento bélico só foi para alguns. E os que mandaram desarmar continuaram a armar-se. Também parece que o mundo inteiro está a dormir. Não vê o óbvio. Porque será? Devíamos oferecer uns óculos a todos ou aconselhar, os governos do mundo inteiro, a ir ao oftalmologista. A sua cegueira parece cada vez maior. O futuro da humanidade político, social, económico e religioso, nunca mais será o mesmo neste planeta já por si frágil em todas estas estruturas. Não haverá mais liberdade para o pensamento. Não haverá mais liberdade para ser. Penso até que de hoje em diante, a escalada de ocupação mundial dentro de todos estes sectores, será tão rápida que não teremos tempo de respirar entre um e outro ataque às nossas liberdades de evolução como seres humanos livres. Permitimos tudo isto, com os nossos votos ridículos em homens ambiciosos e demoníacos. Ao longo dos tempos, enganaram-nos e permitimos que nos explorassem, escravizassem e não dissemos, basta. Permitimos calados e hoje será difícil retroceder este Plano tão bem montado por todos eles. Que pretenderão? Não sei bem. Estarão sozinhos? Também não tenho a certeza. Mas sei que o mundo deu neste milénio o primeiro passo para a sua definitiva mudança. E não mostra ser para melhor. Iniciamos com mortes, massacres e perda de identidade, substituída com carimbos nas palmas das mãos, este processo. Cegos, estamos todos cegos. Talvez, para estes Senhores do Mundo, tivesse chegado o momento ideal para pôr em prática aquilo que têm vindo a preparar à muito tempo. O Plano, está em curso a toda a velocidade. E não é verdade que o ser humano está no ponto? Este foi o século da manipulação mental do homem. O que se segue, não será mais que o século da sua concretização. À tanto tempo que antevia a manipulação do Homem... eu mesma tive dificuldade em não me deixar manipular por toda a imprensa mundial e pela sua cabala. Hoje estou e sou livre para pensar e raciocinar livremente. Não me tiraram a razão. Mas foram tantos e tantos de qualquer idade e condição que se deixaram ir nesta torrente, que as suas mentes já se encontram perdidas em um qualquer oceano desconhecido. Nem sei bem o que fazer pró futuro, apenas em silêncio e calmamente, estou atenta a todos os seus movimentos. Não serei apanhada desprevenida, neste seu processo de aniquilação mental e não só, do ser humano. Se eu acreditasse em deus do mesmo modo que esta maioria da humanidade, também lhe pedia ajuda, antes que do homem sobrem apenas bonecos. Queria acreditar em forças maiores de protecção ao ser humano. Queria acreditar que não será tão nefasto este processo e esta nova civilização que se encontra à porta do mundo; mas, não vejo como, porque não acredito de modo algum nas suas implantações cerebrais. Talvez remotamente exista uma possibilidade. Se não estão sozinhos estão acompanhados e se o estão, outros ainda além destes, podem existir e um dia interferir. Se estão sós, só ao Homem compete impedir este evoluir. Talvez, quem sabe, ir em busca do seu graal, no tal oceano desconhecido, e, recuperar, a sua essência perdida. Não permitir uma Civilização igual nem diferente e sim construir uma completamente diferente de todas as que existiram e as que virão. “Deus” ajude os humanos a perceber a verdade e o seu verdadeiro sentido de ser humano.

 

 

penso: hoje está SOL

publicado por lazulli às 12:02

 
SintoMe: ... atenta ao avanço islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 16:05
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Vida

 

 




O sussurro do silêncio me enche de paz

Numa doce agonia de morta-viva .

Retornar lá... onde o Tempo não existe...

Ou ficar cá? Que importa!

Se ainda não sei bem se existo.

Que me interessa ficar querendo

Se os quereres me são vedados pela chamada Vida.

Vida que não sei se existe

Pois não a sinto dentro de mim.

Vagueio eternamente e sem saber porquê.

(haverá continuidade: depois do tudo nada, que é tudo?)

Qual desejo de ser nada, se já o sou!

Tormento constante e doloroso que é imposto a mim própria,

Quando meus olhos feridos pela noite e pelo dia,

Me dão a visão de um mundo

Para mim totalmente desconhecido.

 

 

 

Ah! morta-viva ”

Que procuras ainda com teu sorriso?

Que olhas tu nos outros

Que te dê um pouco de alegria ainda?

Deste meu lugar que és tu e onde tu és eu

Vejo-te desfilar penosamente dentro da Vida.

Olho-te, e a tristeza que sentes

Me dá raiva em vez de alegria.

Quantas vezes te sinto perdida e pequenina,

No meio desse tudo-nada que é a Vida!

E, me revolto contra ti, ferida,

Por não quereres saber ainda o que é a Vida.

Tento dizer-te, falar-te, fazer-te entender o que é a vida

Mas, já não sou complacente para contigo.

Já te grito sem jeito a Vida;

Já te grito com raiva e agonia, a vida nos teus ouvidos!

O temor apossa-me. E, desesperada,

Ainda tento dizer-te: Vida!

Mas é inútil! desgraçada! Tu não me ouves,

Mesmo sabendo que existo dentro de ti,

Bem escondida neste lugar escuro,

Onde tanta vez puseste luz.

Deixa-me respirar, solta-me!

Quero viver por ti!

Quero mostrar-te a Vida

Que tão desapiedadamente teimas em esconder-me.

Sei ver melhor do que tu, teu sorriso e olhar enigmáticos,

Que os outros não trespassam, por não saberem dentro deles,

Um ser deles, como eu sou dentro de ti.

Estou presa nestas grades que não existem

Onde me aprisionas com a esperança de um novo dia.

Deixa-me gritar que estou viva!...

E estrebucho dentro de ti desesperada

Por tão lentamente caminhares sem rumo

Para um fim que não existe.

Deixa-me sair, alma querida!

Deixa-me sair, linda menina!

Para que teu Ser, que me é tão querido,

que tanto amo, possa Viver.

Deixa-me viver!

Solta-me!

Estou presa dentro de ti.

Qual esperança de quê?

Vive para que eu possa viver.

Dá a esse teu corpo a vida como a sentimos.

Restitui a luz a teu rosto.

Sinto-o fechar-se lenta e penosamente sobre mim.

Sufoco dentro de ti...

E eu não quero morrer,

Pois ainda não vivi!

Respira o doce da luz, e a essência desta nossa Vida

Porque ela existe aí!

Nessa terra que pisas vacilante com teus pés cansados.

É tanta a escuridão que se vai fazendo bem cá dentro!

Estou a morrer...

Agonizo...

E, ainda num sopro débil, te imploro, suplico:

Dá-me Vida!

 

 

 

Sinto que gritas desesperada dentro de mim,

Alma minha.

Mas, não posso mais!

Nem sei como dar-te a Vida que pedes!

Não grites mais por mim, moribunda,

Eu bem te ouço

E ainda me sinto morrer mais,

Quando soluças de raiva e desgosto.

Eu bem te ouço, alma querida!

Não me grites mais o que é a Vida.

Eu, tanto quanto tu, quero viver a nossa Vida

Mas não posso!

Toma o meu lugar e vê.

Olha que, como tu, também eu estou aprisionada

E sinto fugir-me a vida.

Faço-te morrer pela luz que te recuso

Mas já não sei por onde caminho.

Já tentei todo o lugar

E em todo o lugar acabei no Nada.

Para que queres viver se eu não vivo?

Para que me desesperas e atormentas mais sobre a Vida?!...

Deixa que lenta e penosamente

Morra também contigo.

Deixa-me findar sem fim!

Porque isto aqui é horrível.

Não há lugar para mim, coisa real à vista,

Quanto mais para ti, sentido!

Também em mim, já nasceu a raiva, senão o ódio,

Por ti, alma querida

Tanta coisa me deste que não faz parte desta vida...

Fazendo-me sentir neste lugar

Que não há lugar para mim...

Também eu quero dizer-te que tenho raiva de ti, quanto da Vida!

Mas fraquejo, para detestar-te eternamente,

Como mesmo à própria vida.

Odeio ambas, quanto as quero ainda.

De que te queixas, alma minha?

Não sentes mais do que eu a agonia.

Nem a vida que me roça os ouvidos, suplicante...

Vocês não entendem?!!...

Que são vocês que me devem libertar, amar e dar-me a vida!

Entre vocês, eu não sou nada!

Não é sem luta constante que morro lentamente!

Não se queixem tanto!...

Não me firam mais os ouvidos!

Eu bem vos ouço,

Apesar que vossos apelos

São ecos meios perdidos no espaço/tempo.

Não farei mais...

As forças foram-se deste corpo que me destes

E com ele... vão vocês e vossas vozes suplicantes

De raiva e nostalgia.

É a minha vez de gritar-vos!

Não vos ides de mim...

Dai-me vida...

Ainda quero viver!

 

 

Vestígios Longínquos (escrito aos 14 anos de idade)

(publicado por lazulli 16.Abril.2007)

 
SintoMe: Islão, Não!

EscritoPorLazulli lazulli às 15:38
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Sábado, 18 de Outubro de 2008

Epopeia Da Terra Ocupada

Leva-me mar ao meu lugar e esconde-me

Leva-me mar ao meu lugar e defende-me
E, ainda, se puderes
Tapa os meus sonhos de mulher
Diz às gentes que aqui estão
Do meu perdão
Lembra o mundo que passou
A vida que restou de um mundo que findou
Recorda ainda do tempo em que chegaram
E logo retrataram o mundo que não era Seu nem Meu
Caminhei pela Terra e vi o meu lugar
Foi noutro tempo e noutra Era onde eu estive.
 

Princesa adormecida

Princesa minha
 

 

Procuro um tempo

Dentro do Tempo

 

Na vida que não é vida

Percorro o Tempo
E vejo o momento em que aqui estão.
Está pilhado o céu de gente
Luz e trovões rasgam os ares altíssimos
Trazendo morte e destruição
À Terra viva
E aos habitantes que nela estão.
 
 

Pela Terra

Ocupada por gente alada

Vagueiam sonhos vivos
Maltrapilhos despojados.
Atarantadas
As inocentes e incompetentes criaturas
Vergam os corpos à terra
Escondem os rostos
nas mãos sujas e peludas
e suplicam perdão
ao Poder desconhecido.
Aterrados
refugiam-se em cavernas
Escondem-se dentro da terra
dos olhos dos deuses
Omnipotentes
que chegam por entre o ribombar
do altíssimo que cospe fogo vivo.
 

 

Quando chegaram eram tantos

Que os céus
Pejados de restos de naves que se cruzavam e despenhavam
Relampejavam e lampejavam
Fogo vivo
Trovões incandescentes de outras gentes
Perseguidores e perseguidos
Eram tantos que se matavam
atropelando em fúria insana
as águas do pequeno mundo
no fogo mais que atiçado.
A brisa atravessava o Planeta de lado a lado
E, por onde passava
Deixava restos de um sonho alado.
A gente que vivia no pequeno Planeta desprotegido
a sua própria evolução primária
mas legítima
de naturais da Terra/terra
e nela plenamente integrados
Fustigados pela fúria da Natureza
Não mais amiga
Escondiam-se apavorados.
 

 

Até esse dia...

Guerreiras montando os sagrados
Velozmente percorriam todos os prados
E, eram livres
Todos os rostos sorriam
Todas viviam
Pequenas ou grandes
Esvoaçavam seus cabelos ao vento
Semi despidas corriam pela vida integradas
Viviam Sem mas Com
Até que um dia
Os céus rugiram
Abriram-se
E cuspiram o que traziam em si
E, o pavor das meninas guerreiras aturdidas com o céu a cair
Fizeram-nas fugir e enfiar-se dentro da terra
Esconder-se.
 

 

Perseguidas esventradas possuídas

Estavam as guerreiras feridas
Todos vinham poderosos
Sujar a vida limpa contida na Terra
A humilhação de todas elas
Fez gritar a Terra
 

 

Grande

A mãe chorava
E suas filhas matavam-se
A dor deu lugar à sujeição
para preservar as que restavam
 

Ninguém lhes acudiu

O inferno instalou-se na Terra que era delas
E, com o tempo surgiu um momento de possessão.
 

 

Acabou-se a felicidade

Acabou-se o paraíso
E, os homens que chegaram
Destruíram o ser feliz
Sugaram sua seiva
Despojaram-nas.
 

 

Com eles vinha

O poderoso Senhor
Que satisfeito
Olhava a sua prole
A sua Terra/terra prometida.
 

 

Mas a vida tinha morrido

E o choro pairava por todo o lado
Prometeu-lhes a Terra
E conseguiu
Prometeu-lhes aquilo que não era seu
Prometeu um Mundo
Pertencente a outra gente
Prometeu e cumpriu a promessa
Deu ao homem
Um mundo de outrem
Já ocupado
De gente genuína
Legítimos donos de um mundo
Até aqui apenas seu.
 

 

Olha Iavé/Deus/Allá

Eu já me lembro
Não te defendo
Quanto muito
Um dia
Destruirei todo o teu mundo
Também eu vim de um lugar
Onde as armas são de outro mundo
Não vim contigo
Mas caí contigo
No restolhar de uma batalha nunca acabada.
 
 
Mostra a cara tapada
Mostra o rosto que te cobre
Vagueias na Terra à ... anos
Imundo ser
Que quer ter para sempre o que lhe não pertence.
 

 

Um dia a mulher saberá quem é

E protegerá com o seu próprio ser
Todas as vidas pequeninas
que hoje tu fazes morrer.
 

E, ao contrário do que querias

Nenhuma de nós
Te deu a Vida.
 

 

Olha homem do Senhor

Nenhuma mulher te quer verdadeiramente
Não tiveste ainda o seu amor
E não mais terás a sua dor.
 

 

Acorda mulher do sono profundo

E vê que eras tu a Senhora do Mundo
Eras quem passeava pelos cantos da Terra
E feliz recebias em ti teu aliado

 

Sol amado

Irmão eterno

Eras quem passeava por todo lado
Vivias com a Grande Mãe e ela contigo
Nunca precisaste de um falso abrigo
Mais vale a morte que a servidão eterna
Conheces a humilhação que sobre ti pesa
Conheces a tua dor teu sofrimento
Conheces o teu carrasco
O Senhor Encoberto
Que revive eternamente
Na sua próspera semente
Sempre inquieto que alguém desperte
E não encontre mais
Terra fértil
Onde depositar
A semente maldita.
O parasita do Espaço
Banido de todo o lado.
 

 

Este não é o Senhor

Do vaso desprotegido
Do ser completo
 

Este é o Lavrador sem Terra

Que aprisionou
Terra alheia
Para ter onde perpetuar
A sua raça.
É o maldito, o banido
Que expulso
Continua oculto
Semeando ferozmente
O terreno que não é seu.
 

Não não quero mais viver contigo

Senhor “amigo”
Vai para a tua Terra
 
 

Levanta-te ó Mãe e ajuda-nos

Sacode de ti o verme imundo
Retira-o do nosso Mundo
Expulsa-o de ti
Sou eu que te peço
Sou eu que lembro
Do passado
Sou eu que cruzei todos os mundos
Onde tu estás.
 

 

Mãe, acorda e luta junto comigo

Vem lutar para o meu lado
Quero acabar com os usurpadores da Terra
Quero expeli-los para o Espaço de onde vieram.
 

 

Mãe Terra

Grande Mãe
Fica ao meu lado e vem ajudar a acabar com esta raça imunda
Que esventra a Mátria Terra e o meu mundo
Vamos destrui-los
Vamos acabar com o mal infestado destes parasitas meio alados
Ninguém os quer em qualquer lado
Expulsos foram de outras Terras
Ninguém os quis no Universo
Porque eram pérfidos
O Encoberto descoberto chama por mim
E eu não o quero ouvir.
 
Morre Iavé
Morre de vez
Ainda estou viva
Outra vez
 

Morre Iavé/Deus/Allá

Morre para sempre
Não enganes mais a minha gente
Não mintas mais a meu amor.
 

 

Pequena e frágil estou aqui dentro

Mas a Terra é minha
Dá-me o que me roubaste.

 

 

ml-(lazulli) 2004 março 31

poesia

 publicado por lazulli às 10:40 (Abril 2007)

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 20:27
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