Segunda-feira, 25 de Julho de 2016

A Grande Mãe IV

 

 

 

Lá fora, no espaço exterior que parecia correr à velocidade da luz, tudo continuava escuro. Só distantes pontos luminosos pareciam assinalar, como luzeiros, algum determinado caminho. Tudo era silêncio no compartimento abafado onde dormiam ou se remexiam esporadicamente milhares de formas de vida. O movimento semi reptilíneo, parecia silvos de cobras cuspideiras no encantamento das suas presas. Uma luminosidade amarelo brilhante inundava a chocadeira, de uma letargia constante. Em todas as prateleiras, suspensas, minúsculos ovos transparentes deixavam ver o desenvolvimento das crias. De quando em vez, um enorme sáurio espreitava pela película oval que envolvia todo o compartimento e dava uma olhadela acidental. E, indiferente para com o que os seus olhos amendoados viam através da película, enfastiado, voltava com enfado as costas e remexia num pequeno botão, introduzindo mais calor às formas de vida ali em formação. Depois, arrastava-se por entre películas e mais películas de paredes e mais paredes, até à presença de homens de carne e osso. Estes, altivos, seguros e arrogantes, nem pareciam dar conta da entrada dos vários sáurios que se iam aproximando, como se soubessem o que queriam ou lhes fosse indiferente a sua presença. Mas, não era verdade. A verdade, é que liam o minúsculo cérebro destes seus servidores e sabiam que na nave tudo continuava bem.

 

Tinham partido de Orion há muitos decrons já e também eles se sentiam fatigados com esta nova missão. Depor mais ovos na Terra. Irra, quando é que se fartariam de enviar sementes? Desta vez a missão era interferência, parecia que lá para onde iam as coisas estavam mal. Os humanos tinham-se desentendido e era preciso dar-lhes nova civilização, pois como animais viviam encurralados em buracos cavados dentro da terra e aos senhores era triste a sua semente não poder proliferar livremente e não ter como e por onde o fazer. Parece que estavam sujeitos a regras impostas pelos depositários.

 

- Os vasos tornaram-se exigentes! - Ouviu-se a voz dura de um louro atraente e devasso.

– Pery, sabes se o tempo nos será descontado no fim da missão? É que desta vez a missão pode bem ser demorada. Parece que a queda do homem foi grande. Dizem que ele e a sua companheira se separaram e elas os impedem de procriar daí a necessidade de novas sementes.

– Não sei. Mas lá demorado vai ser. Os homens perderam o interesse porque sabem que se enganaram e de um modo ou de outro, directa ou indirectamente, são os causadores do fim da sua civilização. Daí, não terem forças para conquistar ou se igualar às filhas da Terra.

– Bem o podes dizer, filhas da Terra. Se fossem filhas do céu, talvez tudo mudasse de figura. Além dos ovos que transportam as sementes, quantos viventes transportamos nós?
– Milhões! A catástrofe já decorreu há muito, mas a devastação foi grande. Precisamos equilibrar a natureza e restituir-lhe alguma força.
– Por mim, que a Terra acabasse e os viventes com ela. Estou cansado de viajar a salvar mundos que não são nossos.
– Estás enganado! Nós criamos ou provocamos o aparecimento de muitos destes mundos.

– Não sei para quê. Parece que em nenhum deles conseguimos criar uma raça digna de nós.

– Por isso mesmo, sua Senhoria insiste ainda nessa possibilidade. Daí, temos que nos contentar com as suas decisões e determinações.
– Tu que já lá estiveste, achas que vai ser difícil a implantação e renovação da nova raça entre eles?
– Não sei. Espero bem que não. Pois não quero ficar lá perdido para sempre.
– Pudera! - A sua gargalhada pareceu atravessar todas as membranas da nave que oscilaram ao toque do som que Percy havia provocado. - Viverias eternamente de vida em vida até que conseguíssemos encontrar-te no meio daqueles biliões inúteis.
– Não sejas sarcástico. Quando os conheceres vais verificar a tua mudança de opinião.
– Vou.....
– É, pelo menos no que se refere à companheira. E, pelos vistos, hoje a desequilibradora .
– Quem mandou fazê-la assim?!
– Não. Ela não foi criada, engendrada ou gerada.
– Então?!...
– Surpreende-te ... Mas apareceu pura e simplesmente. Ou melhor... Sempre lá esteve, desde o princípio
– Queres dizer que ela sempre existiu?!
– Pois, parece que sim.
– E, como não sabe disso ...
– Não sabe, nem vai saber nunca! Nós nos encarregaremos de a impedir.
– Parece bárbaro. É um ser inteligente. Um ser inteiro
– Assim parece ser. Mas, é melhor irmos comer. Está na hora de nos deliciarmos enquanto podemos. Tão cedo provaremos a similitude não a originalidade.
– A propósito , são muitos os novatos que embarcaram desta vez?
– Creio que sim
– Bem, apressemo-nos. Não vão eles também começarem a querer saber demais e anteciparem o já antecipado.
 

 

 

rectificação
livros

publicado por lazulli às 18:46
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
12 comentários

 

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:05
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

`pelas almas que aqui Estão e pelas que Virão

(Antes do prometido nas Palavras anteriores, ainda este pequeno poema, a meu ver bem inserido entre umas e outras Palavras, por de algum modo, a ambas dizerem respeito).

 

 

 

   Não cansem meus ouvidos com palavras vãs

criadas para manter a ilusão da existência

quando não sabeis

quem sois

muito menos quem éreis

e menos ainda quem sereis.

 

 

Agarrais-vos a dogmas

convenientes às vossas mais puras ilusões

inventais um mundo cada vez pior

na esperança de um vallaha

doce e eterno

onde por fim

vereis realizados

vossos sonhos de ser felizes

para sempre

adiados

por vós mesmos.

 

 

Aqui vos deixo

a definitiva

queda das almas

porque

foi exactamente por elas

pelas almas azuis

eternamente ligadas

que este pequeno mundo

(CasaDeCristal)

se criou

para no fim

assim como nossas vidas

ser um nada

sem importância alguma

este pequeno mundo

vale tanto quanto todos nós

por vós ele nasceu

fosteis vós que lhe desteis vida

por isso aqui as tendes

As Almas

as nossas almas

que não querendes

depois de terdes dito

que as amaríeis

para sempre.

 

 

Gritai-me antes

o que se esconde

dentro da vossa mágoa

é o que eu faço na CasaDeCristal

Grito a minha "alma" perdida

dentro da Vida.

Dizei-me vós criaturas sem Destino

que trilhais o Destino concebido

por nossos inimigos

que agis por amor

contra o amor único.

 

 

Escravos de todos os poderes

quantas lágrimas já vertesteis

no silêncio de vós mesmos

sufocando

arrastando e ocultando a vossa verdadeira dor

incentivando outros

à Criação da "vida"

quando os outros têm e terão

o mesmo destino

que todos nós.

 

 

Não tendes vergonha

de atirar ao mundo

mais almas inocentes

tendo a certeza absoluta

que elas vêm para sofrer?!

Do Nascimento à Morte

será sempre esse

O Seu Destino

igual ao nosso.

 

 

Dizeis-me que o mundo acabará

se não continuardes a persistir

nessa mentira

nessa esperança absurda

de que quem chega vos perpetua

a existência

dizendo ainda amar em consciência

quem virá de novo para sofrer e morrer.

 

 

Apontai-me a felicidade

apontai-me a eternidade

apontai-me a liberdade

neste mundo

dizei-me onde se encontram

tantos bens

mas mostrai-mos de verdade

de contrário

chamai-me louca

mas não seguirei os vossos passos.

 

 

Rangei os dentes de raiva

espumai fel

porque eu continuarei a ver

a verdade que dói

mas me mantém lúcida

e quando por mim vos cruzardes

tende cuidado

porque eu sempre vos gritarei

que enquanto existirdes

nada sois

nem neste mundo

ou noutro mundo qualquer

porque a matéria

sempre vos/nos

aprisionará.

 

 

Sois/somos coisas

muitas coisas

mas a divindade não vos/nos espera

porque simplesmente

não existe

Nós somos a própria Divindade

Presa

Agrilhoada

à vida que geramos em torno de nós

e Dela não queremos saber

não a escutamos dentro de nós

e libertamos o que mais prezamos

porque a entendemos

à Divindade

coisa separada de nós

que só será nossa

se continuarmos a mentir aos outros e a nós mesmos.

 

 

Escusais de inventar mais santos pelo caminho

porque esses são aqueles que como vós/nós

não eram nada

e hoje ou jazem acorrentados

no tenebroso local

à espera de ver tal luz surgir

e por ela se infiltrar novamente

ou

diluir-se com a matéria

a que pertencia.

Eis os vossos sagrados genes

matéria geradora de matéria

não d'Almas (entes)

porque estas sempre existiram

antes Do Existente.

 

 

 

 

 

 

Será que é porque sabeis

disso mesmo

que incentivais

ao aparecimento

de mais sofredores

tendes medo de nunca mais existir

dentro da carne?!

 

 

 

 

 

Não é amor

e sim necessidade vossa

de vos tornardes eternos

por intermédio

de outros

e ainda terdes motivos

para suportar este inferno

onde moramos.

 

 

Mas ó criaturas insanas

desse modo nunca sereis

livres

e sim os genes que vos compõem

o serão

vós não.

 

                      

 

 

                   

que ilusão inútil

que farsa imensa

 

 

 

 

 

No silêncio de vós mesmos

quando a noite cai

ou o dia vos tortura

com as suas insanas loucuras

fruto

de mentes diabólicas

dando e tirando

consecutivamente

as benesses que entendem

e estendem

ao longo do Caminho

da Vida

momentos de prazer e dor

sendo a dor a que mais

prevalece

e em vós fica

como marca inequívoca

da Passagem

por este mundo de ninguém.

 

 

Os risos

esses são sempre os únicos passageiros

muitas vezes nem tão pouco genuínos

e sim artificiais ou forçados

para esconder de vós mesmos

a única coisa que a existência

permite a todos

Sofrimento.

 

 

Se assim não é

então esses serão os privilegiados da Terra

dela vieram, são e permanecerão integrados

sem Alma

O Universo não os espera

pura e simplesmente

porque esses não lhes pertence

a não ser

em mais poeira cósmica que cruza

todos os Espaços criados

em cata de Essência que lhes permite

adquirir Forma

de modo a poderem existir

no agrupamento das moléculas

que convém manterem vivas.

 

 

Não vos atreveis a mentir-me

dizer-me da grande dádiva

não me digais mais

sobre o bem da vida

porque não tendes poder

para me enganar.

 

 

Grito-vos eu

vós mentis

tudo é melhor para vós

do que a perda da existência

de vida em vida

Pensais vós.

 

 

Sabeis a verdade

só que não tendes coragem de a aceitar

é dura e fria esta verdade

que ignorais

e a qual combateis

porque ela

diz-vos claramente

da inutilidade das nossas vidas

diz-vos que nasceis para morrer

diz-vos que de tanto serdes

nada sois

e nada tendes.

 

 

Chegais com nada e é com nada que partireis

nem o conhecimento vincado a ferro em brasa

diariamente forjado na

 

 

 

forja do Destino programado

dentro de vós se manterá

porque na sua maior parte

não faz  parte de vós

foi-vos incutido mais ou menos à força

para vos poder manter aqui

numa ilusão permanente

quando daqui saís

verificais que nem isso levais

apenas e só apenas

vosso sentir

imutável

inalterável.

 

 

 

 

 

Se o soubesteis preservar

no meio de tanto conhecimento adquirido

que só vos serve em e na vida

 

 

depois depois

 

 

 

É no vazio que vos encontrareis por escassos momentos

e aí permanecereis

até retornardes para aqui ou outro lugar qualquer

mas.... voltais novamente vazios

para vos voltar a encher

como se fosseis

taça sem fundo

que permanecerá

sempre fria

vazia.

SintoMe: nada

EscritoPorLazulli lazulli às 23:11
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Terça-feira, 22 de Maio de 2012

Do Nascimento à Morte

 

 

 

 

           Depois de tanto querer saber; de tanto vasculhar por entre viveres, mentes e escritos. Depois de tanto raciocínio e atenção ao que me cerca. Depois de tanto esclarecimento, não quero saber mais nada. Tento recuar no caminho dolorosamente já percorrido, agora que o fim das buscas se aproximam e a Sua Revelação está perante os Olhares de Todos os Viventes, com Os Senhores Do Mundo no Comando Das Nossas Vidas e Destinos. Tento desesperadamente retornar, na tentativa de nesse início, já nada recordar. Apagar tudo quanto soube antecipadamente. Sei que não quero a confirmação de todas as minhas suspeitas, porque tenho a consciência da confirmação estar no fim deste caminho, que voluntariamente quis percorrer, quando pensei como foi enganado o ser humano. Mas a verdade não é fácil de aceitar pelo menos quando se encontram do lado dos perdedores. Todos aqueles que iniciam esta busca, torturando-se com descobertas consecutivas do plano diabólico que cai sobre nós, melhor fora que nunca o tivessem feito e ignorassem pura e simplesmente o mundo e quem nele habita, sem esse direito.

       Usurpadores são aos milhares e milhares de milhões. Desafiam constantemente a nossa teimosia e armadilham todo o nosso caminho. E, assim, como o mais simples mortal, caímos em buracos armadilhados que nos foram estendendo à passagem das nossas mentes, sempre nos libertando desta sua forma de nos destruir. Pensamos que estamos no caminho certo para a verdade, tanto a nossa como a dos outros e, de repente, damos conta que sem querer já nos envolvemos neste processo diabólico de existência. E, aquilo que nos parece simples e real, torna-se no maior absurdo ficcionário que qualquer mente pensante, pode elaborar. E, eles, riem! Riem da nossa persistência. Creio, até, que se divertem às nossas custas. Como ratos num labirinto, andamos às voltas, intermináveis, sem encontrarar a saída. Além disso, só percorremos as malhas do labirinto previamente predestinadas para nós. Cobaias perfeitas para o entendimento do humano, propriamente dito. Nós somos aquilo a que qualquer cientista chamaria, a sua chave de ouro, para a descoberta da sua tese/teoria. É a nós que eles querem, porque somos nós, a rara espécie, que permite um estudo certo e prefeito, da existência e inteligência humana e não humana. A mistura dos dois mundos, num só mundo. Em vez de sermos comparados a ratos de laboratório, deveríamos ser comparados a burros. Porque é isso que nós somos. Trazemos dentro de nós o conhecimento ancestral da humanidade universal e, entretanto, depois de tanto ser, decidimos não ser coisa nenhuma, ao entretermo-nos a ocupar o tempo, de quem não gostamos mesmo nada, pela eterna duração desse mesmo tempo, alimentando estes conscientes e sábios seres.

     Quando o tempo acaba para qualquer um de nós, deixamos a esta pobre Civilização (quando não fazemos pior, ao participar na sua construção e duração quase eterna), restos das nossas memórias já desfeitas por vezes, até, enlouquecendo neste processo a que nos dedicamos, sem fim à vista.

   Partimos, mais angustiados do que quando chegamos e, ainda não percebemos, que somos peças de um jogo, do qual perderemos com toda a certeza, porque temos vindo a usar os seus meios para descobrir os nossos próprios meios.

     Esta verdade tão simples para qualquer um de nós, tem vindo a ser consecutivamente adiada. Por essa razão, não quero ser mais uma das suas experiências e nem tão pouco pretendo ouvir as suas transmissões cada vez mais perfeitas.

 

 

É tudo mentira. Uma enorme mentira. Todo o meio de comunicação é uma farsa interminável para nos levar a cada um em particular a reagir segundo um determinado plano que desconhecemos. E nós caímos que nem patinhos.

Mais um premiozinho para exemplo da nossa má conduta. Eles colocam-nos perante os olhos e ouvidos um enorme bolo pronto a servir e nós dividimo-nos de imediato em dois grupos. Uns gostam do bolo e outros não. A primeira divisão está feita. Depois destes dois grupos principais saem milhares de subgrupos que reagem ao bolo de diferentes maneiras mas quase sempre com tanta paixão que defendem muitas das vezes até a morte própria ou do seu semelhante, até com violência. Mas a ELES, aos Intocáveis, (hoje cada vez mais visíveis) não atingimos. Mas não fomos nós os criadores desta ideia monumental, foram eles! Eles já nos traziam a ideia pronta para nos obrigar a reagir, de acordo com os Seus próprios propósitos, desgastando-nos interna e externamente.Destruindo-nos.

 

 

 

 

 

É tempo de parar. É tempo de não acreditar. É tempo mais que tempo de não queremos ouvir nada e de nada ver, que DELES venha, por qualquer meio. Utilizar a Linguagem Do Nosso Próprio Ente. Talvez assim consigamos ter paz. O problema é que já nos envolvemos no labirinto das ideias preconcebidas e sair daqui tem que ser o nosso objectivo e a perfeição do nosso ser só com a destruição de todo o labirinto. Mas será que teremos poder para isso?! Capacidade de resistir aos apelos sistemáticos destes Poderosos Senhores que já envolveram tudo e todos?! Encontra-los, defronta-los de frente?! Não parece coisa viável. Como prova disso mesmo, este século está repleto de tentativas inúteis, de milhares de seres humanos, por todos os cantos da Terra, sem consequência alguma para O Poder Do Mundo. Se um de nós pelo menos chegasse ao fim do caminho e os destruísse. Mas não me parece.De Todo. Quase diria.... que ELES ganharam sobre Todos Nós. .... cobaias de Raças Estranhas, implantadas no Planeta à milhares e milhares de anos. Já lhes vejo a Terra Prometida. .... (A Nossa Própria Terra)

 

    O corpo que me transporta tem cinco sentidos e estes reagiram sempre ao contacto com o produto que lhes dá existência . Não querem nem vão adormecer. Irão persistir nesta luta silenciosa de os Derrotar, não lhes dando o que demais tenho precioso. Que sou eu mesma. O meu Ente Original, que partirá intocável como chegou, apesar das agruras da Existência criada para animais irracionais. Bestas. .... mas no meu Ente, ainda sou eu que mando.... isso ELES nunca terão. Mesmo sucumbindo dia-a.dia, com tanta miséria humana e cegueira absoluta, por parte dos mortais cada vez mais inactivos.... a "minha alma" prevalecerá, agindo eternamente de acordo com a minha verdadeira Origem. Vou tentar só tentar nada mais saber. Mas pressinto que me será tremendamente difícil conseguir, porque os gritos surdos já penetram o silêncio imposto ao próprio Ar e Tempo, para não falar do Espaço que se expande ou retrai, já de acordo com as Suas actuações Artificiais.

 

 

O Mundo Começou a Sua demonstração De Poder Sobre Todas As Criaturas Humanas, Porque Estas Nunca Se Preocuparam em Saber por si mesmas, Quem ou o Que Eram, Nem tão Pouco de onde Vinham ou porque aqui se Encontravam. Resultado final: Morrerão como Nasceram.

 

(escrito em 27 de Junho de 1999)

 


EscritoPorLazulli lazulli às 09:03
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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Humanidade Escravizada (X)


(continuação)

 
 Presos na Matéria
 
 


 

O Homem é prisioneiro de si mesmo porque lhe ocuparam o cérebro com uma data de coisas inúteis, impossibilitando-o de se sentir. Não haverá amanhã para todas estas almas penadas se não entenderem a tempo o que lhes aconteceu no passado, que passou à tanto tempo que os homens esqueceram já ter existido, ou pior, privilégio guardado por algumas castas, que querem continuar a comandar os seres viventes. E foram tantos os que tentaram na busca de verdades perdidas, naquele tempo ido... que a própria verdade deixou de ter significado e ficou para sempre oculta ao entendimento dos homens. Nesse tempo, que o próprio Tempo fez questão que deixasse de existir na memória dos homens, fossem eles ou não procuradores da verdade sobre a razão da sua existência, o mundo existia sem viver e sem grandes aspirações, a não ser a de deixar de fazer parte do Espaço/Tempo. Mas o corpo que cobria os homens começava por querer mais do que lhe estava destinado. E o pensamento envolvido e desenvolvido por aqueles que mais depressa foram ocupados pelos seus opositores espaciais, indicou o caminho que nos levou a poder existir para sempre, com a «descoberta» da criação dos corpos por intermédio de outros corpos. Pois para eles era muito mais importante existir do que não existir. Ter sempre a possibilidade de se tornar denso, mesmo que para isso se tivesse que condenar toda a humanidade existente assim como a não existente. A própria verdade era demasiado simples e implacável para que aceitassem a sua inferioridade perante os grandes construtores da própria vida. Assim, preferiram alterar o curso das coisas quando esta verdade lhes foi de um modo ou de outro revelada por todos os grandes iniciados (pensadores, sábios e filósofos), como Zoroastro, Manes, Nietzsche, Jesus, Platão, etc...., que só não encontraram nem deram a Verdade à Humanidade (embora já tivessem consciência da dualidade) porque a certeza comum a todos eles era que a vida era uma dádiva benéfica e a preservar. Não me parece que algum dia tenham posto em campos opostos a Matéria e a Essência, muito pelo contrário. Faziam-nas depender irremediavelmente uma da outra, como se sem uma não pudesse existir a outra. É verdade que a Matéria não ­adquiriria vida e teria que se sujeitar ao seu estado primeiro sem transformação ou evolução de espécie alguma, mas a Essência continuaria a existir sem ter que viver impregnada de uma coisa que lhe não pertence e que é sua inimiga muito antes de qualquer início de vida, como a conhecemos e entendemos. A união forçada, não voluntária, da Matéria e da Essência, obrigará o ente (partícula de essência cósmica) a tomar forma sempre que a vida se manifeste e o homem continuará a pensar que ele e o seu corpo são um só. Não conseguirá perceber que a matéria inteligente de que é constituído é completamente distinta do seu ser e tem necessidades muito diferentes das suas. Devido ao alto valor de preservação que todos dão à existência, a descoberta da Verdade tem estado e continuará a estar dificultada. Mesmo os pensadores não se distinguiram desta crença dogmática permitindo, a partir daí, toda uma série de filosofias dualistas que no fundo convergem e se completam umas às outras. Mas isto só aconteceu, porque se basearam sempre unicamente nos conhecimentos ao seu alcance. Aqueles que a vida na Terra lhes proporcionava. Faziam as suas próprias deduções e observações, com base na observação e dedução de outros anteriores a eles. O que estava dito e escrito, tomado como certo, era o seu ponto de partida. Não pondo em causa esses «ensinamentos», não usando a imaginação e não acreditando numa verdade completamente diferente da contada até ali, todas as suas tentativas de uma filosofia diferente, ainda hoje, não passam disso mesmo, meras suposições filosóficas. E, assim, a vida, não pode existir sem ser tal como a conhecemos, nem ter outro motivo para acontecer, para além daquele que nos têm dito. Que foi Deus que criou a Vida e criou-a porque lhe apeteceu. Sendo este, o ponto de partida de tudo quanto existe, percebe-se a dificuldade dos sábios, eruditos e ignorantes, durante muito tempo (e ainda hoje), terem dificuldade em acreditar em vida inteligente no Universo. Para eles só existirá vida inteligente no Universo, se essa mesma vida tiver a mesma forma e manifestação, que temos todos nós. Como se nós (terráqueos) fossemos inteligentes. E, assim sendo, todas as entidades oficiais, isoladas ou colectivamente, sempre souberam (e muito bem!) escamotear a verdade, de maneira a não permitir à grande maioria desta humanidade escravizada entender o porquê da sua existência.


(continua)

 

actualidade, ensaio, homem, livros, vida

publicado por lazulli às 15:46

Quinta-feira, 30 de Agosto de 2008

SintoMe: a lutar contra o Islamismo

EscritoPorLazulli lazulli às 23:14
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (VII)

 


(continuação)

 


 

É que, como Ser material que é, só à matéria deve a sua Forma e ocupação do Espaço/Tempo. Vive animado não pela Matéria mas por algo que na maior parte das vezes nega: a Essência. Porque entende como existente o que como ele tem Forma e ocupa Espaço, sem entender que para se mover e ocupar Espaço, teve que ter esse interior tantas vezes posto em causa, a alma para muitos, que ninguém sabe situar dentro de cada um. Nem os mais eruditos de todos entre todos se atrevem a tocar de verdade nesta Verdade, preferindo ignorar, mais ou menos, algo que defendem piamente. Que é a invenção das suas próprias doutrinas, de carácter ocultista ou misticista que proliferam por todo o globo e que vão iludindo a humanidade, que continua sem esperança e sem futuro. A não ser que nunca tivessem pretendido saber a verdade da sua verdadeira Origem, mas apenas o que já sabiam: Como nasceram no Planeta Terra, quando aconteceu o fenómeno de ocupação e usurpação que os ­sujeitou a uma vivência que os pode levar a um sem fim de ciclos quase que imutáveis e eternos de sujeição à matéria que os cobre. E é evidente que assim nunca chegarão a saber a verdade sobre sua verdadeira Origem, porque pretendem que ela seja como a idealizam. Por exemplo, um melhor mundo material onde possam existir eternamente; daí sonharem com o Paraíso, o Nirvana, o Wallhala, etc., de todas as teologias e filosofias existentes. E, convém dizer, em bom abono da verdade, que estas supostas verdades deixam muito a desejar de tão descabidas e desprovidas de conteúdo que são. É que na procura de uma verdade para uma existência que não percebem, quando a existência para essa verdade nem sequer existe, ficam envoltos em teias e crenças que os arrastam cada vez mais para uma ignorância atroz que lhes devora o conhecimento e os torna cada vez mais impotentes para perceber o porquê da sua própria existência na Terra. Procurando a verdade nestes termos, que não são nem mais nem menos as leis da Terra onde habitam, não chegarão sequer ao fim do princípio desse conhecimento tão necessário para a sua libertação e concretização do Ser. Pelo contrário, não só se afastarão no sentido reverso à Verdade sobre si próprios, como também se baralharão e magoarão cada vez mais, ao irem ao encontro das leis criadas na Terra. Leis estas criadas por homens que pretendiam unicamente assegurar a sua existência num mundo material, indiferentes para com a humanidade que os cercava como se dela não fizessem parte. Daí que quando procuramos onde nasceram todas estas «verdades» científicas e filosóficas tão cheias de lógica e que convergem para um único centro, não andamos nem um milímetro no caminho que começamos a percorrer. E o que era antes continua a ser o que é depois. Quanto a mim, como sou um elemento difícil de contentar, continuarei na procura da minha verdadeira Origem, mesmo suspeitando que quanto mais para trás ando nesta busca desgastante mais à frente me encontro do que já me tinham proporcionado. Estou descontente comigo, mas não vencida, embora tema, com fortes razões, que sairei desta vida com o conhecimento que já tinha, através da realidade existente que me absorve num emaranhado de contradições, não me possibilitando muitas das vezes decidir se devo parar por aqui ou continuar nas minhas pobres buscas da verdade total. A verdade que se me está a tornar demasiado vaga e incompreensível, quase ao ponto de dizer como todos eles que a verdade não existe. Mas não existe porque todas as teologias e filosofias que explicam o porquê da existência, criadas pelos Senhores do Mundo, tinham como único objectivo a criação de uma péssima civilização, que os serve bem, unicamente a eles. E, por causa destas crenças, completamente absurdas e inexplicáveis, o Homem imagina um céu igual à Terra, um Deus igual ao homem e uma vida futura de privilégios que os recompensará de todo o sofrimento que tiveram na Terra enquanto nela viveram.

 

(continua)

 

bem e criativa

livros

publicado por lazulli às 11:50

Terça-feira, 24 de Julho 2007

SintoMe: alerta

EscritoPorLazulli lazulli às 00:18
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (IV)

(continuação)

 


Escravo do nascimento à morte

 

 


 

 

 

Porque será que existe o Homem na Terra, se nada do que lhe diz directamente respeito interessa ao Deus seu criador? A não ser que esse suposto Deus tenha criado a Terra e o Homem nela, apenas com o objectivo de servir os seus próprios intentos, ainda hoje após milhões de anos de existência, completamente desconhecidos de todos nós, apesar dos variadíssimos esforços feitos numa tentativa de aproximação à verdade sempre desconhecida. Nas intenções deste Deus, tivessem sido elas quais fossem, nunca esteve presente com certeza a permanência do Homem na Terra, porque ao Homem criado neste Mundo nem sequer é dada a possibilidade de vir a viver nele futuramente, porque a simples verdade ao alcance de todos nós é que todo o Homem nasce para morrer. Nem um só, nesta imensidão de Tempo, deixou de o fazer. De morrer. Apesar de que, segundo a afirmação de alguns que falam da vida, com a morte a olhar para nós, (e provavelmente a rir-se, da nossa tão estranha loucura, pois talvez sejamos os únicos seres da Galáxia que afirmamos uma coisa com a certeza absoluta de uma outra completamente diferente) talvez Deus tenha feito o Homem para que este pudesse viver. Mais! Ter-lhe-ia dado a Terra e tudo quanto ela contém de modo a que nada lhe faltasse para a sua sobrevivência. Mas o que é mais revoltante e intrigante é que depois de todas estas benesses determinou-lhe o fim sem dó nem piedade, esperando cinicamente que o Homem alterasse o destino que lhe havia concedido. No mínimo, posso dizer que este Deus (se é que existe ou existiu) é um cínico que se esconde nas brumas de cada ser e espera atento que o Homem decida sobre um destino que já está mais do que decidido. Assim sendo, este Senhor poderoso, que de um sopro faz um Planeta e nele alberga milhares de espécies, não o criou para o Homem, mas sim com um outro objectivo qualquer até ao momento completamente desconhecido de todos nós. Sendo ele o único detentor da verdade da existência do Homem e persistindo em manter-nos nesta ignorância sobre a nossa própria existência, nunca saberemos a verdade sobre nós próprios. Não fôssemos nós impedi-lo (ao sabermos a verdade sobre a nossa própria existência) de concretizar as suas secretas intenções, pondo em perigo todos os seus secretos objectivos!

 

 

 

Com todo este seu secretismo, para não atrapalharmos os seus planos neste seu belo e perfeito mundo, com as suas milhares de espécies – às quais, francamente, pela atenção silenciosa e indiferente que presta a qualquer uma delas, não me parece que as consiga distinguir umas das outras – acabou por nos sujeitar a uma ignorância eterna que transformou a realidade deste seu mundo paradisíaco (criado com «amor» para o Homem) na destruição de todas estas espécies, com o aumento e a criação do ódio entre todas elas. Apesar dos teólogos de qualquer credo insistirem em afirmar, com o maior dos descaramentos, que o Homem é o grande destruidor de todas as espécies e até dele mesmo, devido a possuir o tal «livre arbítrio» (liberdade de escolha para poder fazer o que quiser da sua própria vida), o qual lhe terá sido concedido nos princípios dos tempos! Só que, logo à nascença de cada um de nós, neste mundo que Deus quis equilibrado segundo as suas próprias leis, somos obrigados a sujeitar-nos às suas decisões e determinações sobre como iriam sobreviver as suas espécies. Daí que aceitamos quase sem contestar e até agradecemos humildemente o direito que nos é concedido de abater outras espécies para nós próprios podermos sobreviver. Por sua vez outras espécies no Planeta, de acordo com a sua própria natureza e poder sobre os mais fracos ou mais desprevenidos, fazem o mesmo e, assim, lá vamos indo todos nós comendo-nos uns aos outros de modo a alimentar este corpo tão perfeito e tão necessitado com que o ­Senhor nos doou. É exactamente esta lei da sobrevivência que leva o Homem muitas das vezes, senão quase sempre, a ter que escolher, não o que mais desejaria de acordo com os seus próprios princípios interiores, mas sim a sujeitar-se a uma escolha mais ou menos forçada, imposta pela própria vida, de modo a poder sobreviver sem ter que sucumbir às exigências impostas pela existência, «gentilmente» cedidas a todos nós pelo nosso próprio Deus.

 


(continua)

 

está SOL

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publicado por lazulli às 11:31

Julho de 2007

SintoMe: ... a pensar nos Curdos

EscritoPorLazulli lazulli às 23:01
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

A Grande Mãe IV

 

 

 

Lá fora, no espaço exterior que parecia correr à velocidade da luz, tudo continuava escuro. Só distantes pontos luminosos pareciam assinalar, como luzeiros, algum determinado caminho. Tudo era silêncio no compartimento abafado onde dormiam ou se remexiam esporadicamente milhares de formas de vida. O movimento semi reptilíneo, parecia silvos de cobras cuspideiras no encantamento das suas presas. Uma luminosidade amarelo brilhante inundava a chocadeira, de uma letargia constante. Em todas as prateleiras, suspensas, minúsculos ovos transparentes deixavam ver o desenvolvimento das crias. De quando em vez, um enorme sáurio espreitava pela película oval que envolvia todo o compartimento e dava uma olhadela acidental. E, indiferente para com o que os seus olhos amendoados viam através da película, enfastiado, voltava com enfado as costas e remexia num pequeno botão, introduzindo mais calor às formas de vida ali em formação. Depois, arrastava-se por entre películas e mais películas de paredes e mais paredes, até à presença de homens de carne e osso. Estes, altivos, seguros e arrogantes, nem pareciam dar conta da entrada dos vários sáurios que se iam aproximando, como se soubessem o que queriam ou lhes fosse indiferente a sua presença. Mas, não era verdade. A verdade, é que liam o minúsculo cérebro destes seus servidores e sabiam que na nave tudo continuava bem.

 

Tinham partido de Orion há muitos decrons já e também eles se sentiam fatigados com esta nova missão. Depor mais ovos na Terra. Irra, quando é que se fartariam de enviar sementes? Desta vez a missão era interferência, parecia que lá para onde iam as coisas estavam mal. Os humanos tinham-se desentendido e era preciso dar-lhes nova civilização, pois como animais viviam encurralados em buracos cavados dentro da terra e aos senhores era triste a sua semente não poder proliferar livremente e não ter como e por onde o fazer. Parece que estavam sujeitos a regras impostas pelos depositários.

 

- Os vasos tornaram-se exigentes! - Ouviu-se a voz dura de um louro atraente e devasso.

– Pery, sabes se o tempo nos será descontado no fim da missão? É que desta vez a missão pode bem ser demorada. Parece que a queda do homem foi grande. Dizem que ele e a sua companheira se separaram e elas os impedem de procriar daí a necessidade de novas sementes.

– Não sei. Mas lá demorado vai ser. Os homens perderam o interesse porque sabem que se enganaram e de um modo ou de outro, directa ou indirectamente, são os causadores do fim da sua civilização. Daí, não terem forças para conquistar ou se igualar às filhas da Terra.

– Bem o podes dizer, filhas da Terra. Se fossem filhas do céu, talvez tudo mudasse de figura. Além dos ovos que transportam as sementes, quantos viventes transportamos nós?
– Milhões! A catástrofe já decorreu há muito, mas a devastação foi grande. Precisamos equilibrar a natureza e restituir-lhe alguma força.
– Por mim, que a Terra acabasse e os viventes com ela. Estou cansado de viajar a salvar mundos que não são nossos.
– Estás enganado! Nós criamos ou provocamos o aparecimento de muitos destes mundos.

– Não sei para quê. Parece que em nenhum deles conseguimos criar uma raça digna de nós.

– Por isso mesmo, sua Senhoria insiste ainda nessa possibilidade. Daí, temos que nos contentar com as suas decisões e determinações.
– Tu que já lá estiveste, achas que vai ser difícil a implantação e renovação da nova raça entre eles?
– Não sei. Espero bem que não. Pois não quero ficar lá perdido para sempre.
– Pudera! - A sua gargalhada pareceu atravessar todas as membranas da nave que oscilaram ao toque do som que Percy havia provocado. - Viverias eternamente de vida em vida até que conseguíssemos encontrar-te no meio daqueles biliões inúteis.
– Não sejas sarcástico. Quando os conheceres vais verificar a tua mudança de opinião.
– Vou.....
– É, pelo menos no que se refere à companheira. E, pelos vistos, hoje a desequilibradora .
– Quem mandou fazê-la assim?!
– Não. Ela não foi criada, engendrada ou gerada.
– Então?!...
– Surpreende-te ... Mas apareceu pura e simplesmente. Ou melhor... Sempre lá esteve, desde o princípio
– Queres dizer que ela sempre existiu?!
– Pois, parece que sim.
– E, como não sabe disso ...
– Não sabe, nem vai saber nunca! Nós nos encarregaremos de a impedir.
– Parece bárbaro. É um ser inteligente. Um ser inteiro
– Assim parece ser. Mas, é melhor irmos comer. Está na hora de nos deliciarmos enquanto podemos. Tão cedo provaremos a similitude não a originalidade.
– A propósito , são muitos os novatos que embarcaram desta vez?
– Creio que sim
– Bem, apressemos-nos. Não vão eles também começarem a querer saber demais e anteciparem o já antecipado.
 

 

rectificação
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publicado por lazulli às 18:46
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
12 comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 17:36
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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (4)


(... continuação)

 

 

A imagem longínqua de uma jovem mulher, absorvendo descontraidamente os limites da vida, ao longo da imensidão de uma praia deserta, continuava a perturbar-lhe o espírito de tão nítida que estava dentro de si. Esta imagem fá-la reviver um passado já passado, mas que não a impede de lhe parecer vivo, apesar de sua total inexistência no actual momento.

A imensidão do mar... A extensão da praia que se perdia do olhar e o inacreditável mundo vivo por cima da Terra... Queria tentar apagar esta imagem viva dentro de si. Esquecer! Como se esquecer fosse possível a qualquer Ente, se este faz exactamente parte da vida “presa”. Vida esta que vem resgatando continuamente o seu terreno, numa luta sem tréguas, desde o início da existência, da formação de tudo. Como pode o Ente apagar o pensamento, se ele não passa exactamente do pensamento? Mas, é para que o pensamento viva livre e eternamente, que ele continua a aprisionar dentro de qualquer matéria viva, a sua existência. Esquecer, seria aniquilar a sua própria existência e assim destruir o seu próprio mundo: a essência.

“Tenho medo de reviver a loucura que vivi. Tenho medo de tocar no meu pensamento vivo. Tenho medo de recordar! A dor de ver o que já passou e se extinguiu. O medo de relembrar... Ficou gravado em mim, o contraste repentino “desta” imagem da vida e do deflagrar há tanto tempo discutido, sábia ou ignorantemente por todos, de uma Guerra Nuclear.”

Neste momento ela continuava viva, mais viva do que nunca! Por isso mesmo, o seu pensamento vivia mais intensamente todo o passado vivente. Não mataria a lembrança que lhe doía. Seu pensamento sofria e continuava a mostrar-lhe o “momento”.

Não tinha havido talvez uns centimilionésimos de segundo entre o momento junto à praia e a terrífica destruição dessa mesma vida, com a reacção em cadeia de uma qualquer substância, que pode muito bem ter sido de Urânio ou Plutónio, e a explosão tão inesperada, tão incompreensível, que parecia que bocados de vida e de morte se haviam entre cruzado no espaço. O céu em fogo lembrava pinceladas de um qualquer pintor com as cores bem combinadas de todo o mundo desconhecido. Sobre ela continuavam a cair os estilhaços da morte na vida e os da vida na morte, projectados pelo impacto de um poder que desconhecia mas que teve tempo de observar quando muito lentamente, como se todos os seus sentidos tivessem sofrido uma mutação, se virou e olhou o horizonte. Ainda fumegava o célebre cogumelo, tal qual o tinha visto em inúmeras fontes de informação, que iam desde a informação visual até à informação escrita. Tudo era tão confuso, tão absurdo, que ficou parada como suspensa entre o espaço/tempo sem consciência da sua própria existência, a olhar 500 quilotons a libertar toda a sua energia no céu da Terra. O seu consciente recusava-se a aceitar o que o seu subconsciente absorvera no primeiro instante. O cérebro entorpecido impedia-a de agir racionalmente. Caminhou sem destino sob o mundo de fogo que a cobria e envolvia, até que suas mãos agindo a um qualquer comando interior começaram a agarrar desesperadamente os estilhaços que continuavam a cair, numa tentativa de limpar o ar e restituir-lhe o seu próprio espaço. Mas eram tantos os pedaços e tão estranhos, que suas mãos iam ficando macilentas de lhes pegar, fazendo-a sentir-se cada vez mais fatigada.

Desesperada, percorre o lugar seu que há um instante atrás era ali! E o pânico apodera-se de seu Ser, pois, não existia mais! E ela sozinha, não tinha conseguido atirar os estilhaços da morte, para o sítio de onde tinham surgido.

Arranha seu corpo e sua roupa, mas seus dedos resvalam trémulos por uma massa viscosa e peganhenta que a cobre, horrorizando-a. Ela existe ali, igual a si mesma, mas não estava lá! Tal qual a calmaria da praia deserta, que à instantes atrás fazia parte integrante dela mesma. Agitou seu corpo ao que pensou ser o vento, mas mesmo este ar não era o que conhecia, pois sentiu-o bater no corpo, atirando-a contra a dureza de um chão pejado de destroços. A vida tinha-lhe fugido e ela continuava viva. A incompreensão tomou posse de seu Ser, perante tão dura realidade.

Correu sem rumo certo (pelo menos pensa que correu) para junto das milhares de pernas que passavam perto dela. E no meio destes milhares de pernas de massa vivente que se moviam, numa corrida louca e desenfreada, via correrem as dela, numa corrida que parecia não ter fim, na busca de um caminho que já não existia. Mas sem caminho a seguir, para a levar de volta ao seu sítio, sentiu-se perdida. Vagueou nos destroços da morte... O tempo?!... Esse também tinha deixado de existir. A força que antes a mantinha de pé, tinha-a abandonado, fazendo-a correr lentamente sem destino certo, deixando para trás, o que havia mesmo em frente: desolação.

 

(continua...)

 

livro... dos "filhos do sol"

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publicado por lazulli às 18:48

Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

SintoMe: ... atenta ao avanço islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 12:11
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

meu senhor amado


 




Teu nome é meu nome

É minha vida

E tudo o que “tenho” e sou

És tu

Recordo-te no Tempo que nem sei existir

Tão pouco sei ou nada de ti

Recordo o Tempo que nem sei certo ter ou não existido

Neste tempo ou noutro tempo

Passado presente ou futuro

Se pudesses me dizer porque estou aqui

Pensando sempre em ti

Amo-te tanto

Que não está a chegar este tempo para te amar

Diz-me quem és

Porque estou eu aqui à espera de ti

Se nem sei se existes

Amo-te tanto

Que o tempo está a ser insuficiente para te amar

Onde estás

Se existes

Qual de nós dois deixou de sentir

Qual de nós dois procura o outro

Qual de nós

Diz-me o teu nome

Para poder falar-te

Mesmo não tendo resposta

Estarei mais perto de ti

Deixa que eu grite teu nome por todo o infinito

Para que todos os Deuses se lembrem de mim

Queria gritar teu nome, ao espaço que vejo daqui

Talvez com a esperança que meu grito

Chegasse até ti

Quem nos separou

Quem nos roubou.


tags:

publicado por lazulli às 16:40

Quinta-feira, 12 de Abril de 2007

SintoMe: em luta contra o Islão

EscritoPorLazulli lazulli às 11:20
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