Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

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SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Utilização Indevida de Textos da CasaDeCristal

O Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra, tem publicado um Poema da CasaDeCristal e de minha autoria, em duas páginas, onde numa delas é utilizado o poema como "Chamariz" para um convite de algo que não percebi. - portanto publicidade.

 

Dei conta desta ocorrência acidentalmente e fiquei bastante perturbada. Indignada. Enfim, completamente irritada com o Abuso dos Direitos Autorais.

 

Não concebo a ideia ou aceito que seja quem for utilize o que não lhe pertença e ainda por cima não exemplificando bem que o que utilizou não é de sua autoria e sim da autoria de outra pessoa.

 

Tomei já algumas medidas. Mas, mesmo assim, para que tal não volte a acontecer, achei por bem escrever um AVISO mais claro a quem pertender Usurpar os meus escritos.

 

Só peço perdão às pessoas de Boa Índole, pela minha "agressividade" perante este facto ou nova descoberta. Mas, evidentemente não é para essas que estou a escrever isto. E, sim para quem circula por aí à cata de ALGO que os torne credíveis.

 

Infelizmente vivemos num mundo onde muita gente se faz passar pelos outros. Muita gente sem escrúpulos de espécie alguma. Normalmente apresentam uma faceta de "beleza" com imagens ou escritos, que não correspondem à sua própria pessoa. Usando e abusando da Boa Fé dos outros ou daqueles que realmente falam com alma.

 

 

Incapacitados de o fazer e para tentar chamar sobre si mesmos o maior número de atenções, evidentemente, que se vão valendo com o que vão encontrando, que lhes pode possibilitar apresentar uma "alma" que realmente não têm.

 

E aqui os lezados, são sempre aqueles desprevenidos que têm algo que atrai a cobiça de um mau carácter.

 

Como se não existisse lei (e se calhar até têm razão) vão surripiando habilidosamente aquilo que não lhes pertence.

 

A net é propícia a isso. Já tinha ouvido falar. Parece que chegou a minha vez de sentir esta impotência e este amargo de alma. Acho que estou com raiva. Raiva pelo Descaramento. Pela ousadia. Pela Despudor.

 

Não. Não sou, jamais fui egoista. Tudo o que tenho Dou. Na vida sempre foi assim. E, não deixarei de ser. Dou-me gratuitamente. Muito de mim. Tudo até. É uma verdade a que nunca consegui fugir. Uma Natureza própria. Podem até roubar-me, que eu nada farei ou sentirei.

 

Mas... quando toca em mexerem indevidamente nas minhas palavras, aí... eu não respondo por mim. É mágoa a mais o que me fazem sentir. E por muitas razões que não vou poder explicar. Mas, os que têm acompanhado a sério a CasaDeCristal, com certeza entenderão o que sinto neste momento.

 

Mas, resumo numa palavra simples: O que eu escrevo, para mim é SAGRADO. Tão Sagrado, que eu não concebo que seja utilizado para outros fins.

 

Não quero os meus textos fora desta Casa. Não quero!

 

Expus o meu sentir. A minha Alma. Muita coisa aos olhos de quem quis. Fi-lo de livre e espomtanea vontade. Fi-lo até por AMOR. E, muito me custou manter a CasaDeCristal. Fazê-la sobreviver. - Mas não foi para virem aqui, como se a CasaDeCristal, fosse terra de ninguém e pegássem, assim sem mais nem menos. Não! Isto tem um rosto. Uma pessoa. Um ser humano. Não é VIRTUAL! Eu existo! E a CasaDeCristal existe porque eu existo. Porque se não existisse, a CasaDeCristal não existiria. Portanto desengane-se quem julga que isto é terra-de-ninguém.

 

Foi uma luta muito dificil. "afastei-me" temporariamente de uma ou duas pessoas, que sem o saberem ainda, foram responsáveis por eu ainda aqui estar. Por elas e pelo seu carinho e dedicação a mim, completamente desinteressada, a CasaDeCristal está viva.

(por falar não me esqueci - lembro todos os dias das duas pessoas que em muito contribuiram para eu regressar a mim. Z e A) falarei com vocês na altura certa. Obrigada por tudo.

 

Agora que eu tentava escrever. Tentava reaprender a escrever e mantinha a CasaDeCristal neste impasse. ... Eis que a Surpresa mais Desagradável que tive, surge-me perante os olhos, no Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra.

 

Estou revoltade. Nem consegui dormir direito. Inscrevi-me. Denunciei junto das pessoas competentes o Blog. Enviei mails. Mas para mim não chega para me acalmar.

 

Eu quero o que é meu devolta. Quero os meus escritos de volta ao seu habitat natural. É daqui que eles são. É aqui que eles pertencem.

 

Fora do seu contexto. Fora da sua casa. Perdem a Vida que tranportam. Por isso eu os quero aqui.

 

Tanto é, que, num comentário inocente, no dito blog as minhas palavras foram completamente perdidas do seu verdadeiro valor.

 

Por outro lado, apesar do link numa das páginas, porque numa outra, a da publicidade, nem link tem, isso não esclarece devidamente quem ler. Tanto não esclarece que o comentário inocente de uma comentadora, assim o demonstra.

 

Não chega o link para deixar claro que aquele texto não é da Dona desse Blog. Muito pelo contrário. Facilmente qualquer um pode eventualmente pensar que a Dona de um Blog é a Dona do outro Blog.

 

Sinto-me duplamente atingida. Eu não quero e não gosto de me passar pelos outros. E não o faço. Mas também não quero que os outros se façam passar por mim. Não o vou permitir.

 

Só espero que este incidente seja isolado. Acidental e único.

 

Daí escrever isto tudo.

 

Cedi em tempos um Poema meu a um Blog. A sua Autora (correctissima) veio aqui pedir-me. Apesar de ter muito zelo pelos meus escritos, sedi-lho de Boa Vontade. Aindfa hoje está no seu Blog.

 

Mas eis aqui a diferença entre uma pessoa séria e uma pessoa nada séria.

 

A pessoa que me pediu autorização que eu concedi, além de cumprir com as Regras dos Direitos Autorais, devidamente expresos do lado direito da CasaDeCristal, Pedindo-me autorização para o fazer, ainda no seu blog, cla<ramente, além do link que direcciona para aqui, diz quem é a autora do Poema: lazulli.

 

Pois esta senhora, não cumpriu com as Regras dos Direitos Autorais, pois não só não me informou como ignorou os Direitos aqui escritos e usou o que escrevo, permitindo largas à imaginação de quem quisesse ou inocentemente me viesse a confundir com ela.

 

Eu sou inconfundivel. Todos nós quando somos nós mesmos somos inconfundíveis.

 

Apesar do grande erro que comete, não assina-la devidamente a diferença. Com excesso de confiança do seu acto, num outro post o da publicidade, para levar as pessoas a um encontro qualquer, nem link, nem nada. fica logo a cima do convite em letra miuda. (até parecia as letras dos contratos de seguros.

 

Pois bem, perante tudo isto, o meu primeiro uimpulso era o de vir ocultar a CasaDecristal aos olhos de todos. Depois, ouvi alguém e... talvez não. Não é deste modo que combatemos os maus carácteres do mundo.

 

Daí estar a escrever tudo isto. Eu ... ainda não sei bem. Mas... quita não vou ficar. De modo algum.

 

Para terminar (se alguém teve paciência de ler toda a minha revolta e desabafo, quero Informar que a grande parte da CasaDeCristal além de estar protegida pelas regras da web (só espero que elas funcionem) vamos ver: Também está protegida pos Direitos Autorais Na IGAC - O Pequeno Poema que foi retirado daqui faz parte de um livro "Vestígios Longínquos" Registado na Sociedade - Do conhecimento que tenho, estarão protegidos os escritos durante 70 Anos. - não podem ser utilizados por ninguém a não ser que eu autoriza a sua Publicação.

 

Ora neste caso não Autorizei nem tão pouco fui informada (agora só espero que a senhora, além de pedir desculpa (se não teve más intenções) retire os meus textos do seu blog.

 

 

Finalizando:

 

Toda e qualquer pessoa que por qualquer razão quiser utilizar o que eu escrevo, deve ter em atenção os Avisos do Blog CasaDeCristal sobre Direiktos Autorais. Se for muito importante para ela, agradeço muito que me contacte antes de tomar este tipo de iniciativa. Não sou tenhosa. Sei ser compreensiva. Mas, tudo de um modo correcto

 

Obrigada a Todos quanto leram

Aceito sobre este assunto qualquer ajuda ou Esclarecimento, que me queiram ou possam dar.

 

Despeço-me ... triste

 

 

(Ao terminar esta explicação/desabafo, recebi a resposta da Administração daquele serviço. E, respiro de alivio neste instante. Foram Rápidos e eficientes. Enviei-lhes o que me pediram e aguardo agora a resolução deste desagradável incidente. Que estou certa, com base no que me escreveram que irão resolver o problema. Sinto-me grata e confiante. E agradeço à séria Administração daquele servilço. Afinal, a NET tem Regras. Afinal a Net tem leis) nem tudo está perdido.)

 

Só voltarei a falar do assunto para agradecer (assim o espero) è Informar da Resolução do problema. Fico melhor.

 

O meu Obrigada, a Todos

 

lazulli

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:35
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

HumanidadeEscravizada (XXXIV)



Mas tu que me lês podes ajudar a acabar com a mentira que nos envolve a todos, explicando melhor do que eu esta trama diabólica do mundo onde estamos inseridos. No futuro, outro virá que o fará melhor do que tu ou eu. E, como elos de uma corrente de ferro, atravessando os tempos e as resistências, cada um de nós será a vontade do outro aperfeiçoada, até que a verdade venha a ocupar o lugar que a mentira ocupa hoje. E, com a hipocrisia abolida de uma vez por todas, a nossa coragem e dignidade retornará, permitindo finalmente à humanidade o cesso à verdade escondida, que levará o Poder a cair de vez. E, assim, acabar-se-ão opressores e oprimidos, bem como também a miséria física e espiritual. Quanto muito existirão duas facções bem distintas que se de gladiarão honestamente e não esta mistura de matéria e mentes que nos confunde a todos e onde ninguém sabe quem é quem. Até pode demorar o surgimento desta verdade tão procurada, mas acredita que valerá a pena para todos nós porque se tivermos que regressar de novo a esta existência miserável, teremos mais oportunidades de sermos verdadeiramente humanos.

 

Para que um dia venha a ser possível transformar o mundo num sítio onde o sofrimento humano não tenha mais lugar, mais vale prevenir do que remediar. Daí que devamos preparar-nos no combate à falsidade, começando por falar sempre a verdade em todas as circunstâncias da nossa vida. A nossa dignidade acima de tudo e de todos. Com a nossa dignidade conquistada, teremos a possibilidade de nos vir a cruzar com outros seres humanos, onde os verdadeiros valores humanos não têm dono nem são obrigatórios. São naturalmente nossos. Não precisaremos de leis ou mandamentos redigidos por outros, para termos um comportamento social correcto, a partir do momento que já nascemos com leis e mandamentos inerentes a nós próprios e ao mundo que representamos. Assim, não mais será fácil, para eles, corromperem-nos e transformarem-nos em amostras de gente. Pedaços de carne viva que deambula pela Terra unicamente em busca de alimento, para sua própria preservação, lutando consecutivamente pelo modo mais fácil de obter aquilo que nos mantém vivos, sem pensarmos que este é um período muito curto da nossa verdadeira existência e que, se não fizermos mais do que temos feito até aqui, seremos sempre aquilo que não somos. Carne. Unicamente carne viva, para poder criar mais carne, de modo a permitir e assegurar a expansão dos genes que transportamos dentro de nós. E há tanto por onde podemos começar, para impedir esta transmissão de genes, que nos tem vindo a reduzir a essência de que somos realmente feitos, que nem precisamos de aprender como o fazer; basta que, quando estivermos perante alguém a quem necessitamos dizer a verdade do que nos parece, faça-mo-lo imediatamente, não permitamos que a ética social e religiosa nos impeça de falar sempre o que pensamos traindo assim o nosso ser, porque se o não fizermos ficaremos mal connosco e com os outros. Se não nos sentirmos dignos de nós próprios não nos sentiremos dignos de ninguém. Além disso, este desinteresses por nós próprios, far-nos-á mergulhar numa apatia em relação ao mundo que nos cerca e o nosso desinteresse não nos permitirá lutar por um mundo melhor do que aquele em que vivemos. Continuaremos a ver as injustiças do mundo como se não tivéssemos capacidade alguma de acabar com elas. É preciso acreditar, ter força e começar a agir, porque querer é poder. Se nós quisermos podemos mudar o que está mal. Qualquer um de nós. Se temos conseguido manter a evolução da vida, neste Planeta, criando novas civilizações com base na nossa persistência e sacrifício, também conseguiremos fazer um mundo melhor para todos. Basta, todos juntos, querer uma coisa destas. Nada nem ninguém nos conseguirá impedir. Construamos um mundo novo, porque o que temos actualmente só nos tem vindo a fazer mal. Não somos assim tão insignificantes como nos tentam fazer crer, muito pelo contrário. Temos a luz dentro de nós, só precisamos de a deixar brilhar. Só isso. Se todos eles são de uma única cor, nós não temos forçosamente que ser a sua cor, porque senão deixaremos de ser “nós” para passarmos a ser “eles” e quem vai perdurar e viver a tal eternidade de que muito gostam são eles e não nós. Estamos a dar-lhes de bandeja a nossa imortalidade e a trocarmos a nossa identidade; se continuarmos a permitir isto, nada sobrará de nós, nem na vida nem na morte. Muitos de nós já caminham dificilmente, lamentando este momento, mas podemos ainda retomar o que é nosso indo buscar o que nos pertence a cada lei absurda, a cada ideia descabida, a cada pensamento. Não temos que aceitar mais lei nenhuma ou vontade, seja de quem for, que não seja unicamente humana. O que quer dizer, que se alguém pretender matar, mesmo que este matar tenha carimbo oficial dos governos, nós não devemos deixar que isso aconteça. Somos milhões e eles meia dúzia. Basta nós não querermos mais mortes sem sentido, e elas não existirão mais. Munindo-nos do nosso poder interior, usaremos tudo quanto estiver ao nosso alcance para os impedir. Mesmo que seja pô-los a todos fora do lugar que ocupam e substituí-los por outros, que pensem de facto em preservar o ser humano, não em aniquilá-lo como tem acontecido até aqui. Se pretenderem subjugar-nos, impondo-nos leis materiais para nos controlarem, não as aceitemos. Se as crianças não forem devidamente protegidas pela lei, como se fossem meros brinquedos para serem utilizados de modo vil seja por quem for, não o devemos permitir de modo algum. Se uma qualquer religião nos quiser impor um mandamento novo, devemos desprezá-lo, porque isso é o mesmo que dizer-nos; que só através dos seus mandamentos conseguiremos ser humanos, quando é isso mesmo que somos desde sempre, etc., etc., etc. É só ficarmos sempre atentos ao que eles fazem ou pretendem fazer.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:08
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

... cega ...

(sentir de um momento de 2008)

 

 

Aqui estou. Ainda aqui permaneço até ter consciência absoluta do que tudo isto representa para mim. Se este mundo é ou não diferente daquele que sempre defrontei com medo mas com resistência. Sobra-me uma dúvida estranha... o que é que este estranho mundo tem para me subjugar deste modo. Aquilo que para os comuns é normal a mim sempre em cata de explicações, não estou convencida da ser inofensivo dizem-mo os meus sentidos quando meus olhos se cruzam com pedaços de almas à deriva.

Tem magia sim, mas a magia é um mundo de encantamento que arrasta consigo o androgino mais poderoso, mais eficaz, mais capaz, mais tenebroso. Aqui são as almas que lutam. Se degladeiam até à exaustão. Parece um mundo diabólico onde as almas se desapegam dos corpos e com pura inexperiência, atiram-se à deriva no encanto dos sonhos sem suporte.

Não existe consistência neste mundo. E assim como assim, aguardo um melhor entendimento. Talvez quem sabe encontre um motivo, uma razão, uma motivação, para aqui permanecer. ( De lá para cá, o que encontrei eu?! O motivo a razão?! O mais provável é coisa nenhuma. ... mas o encanto continua. Deixá-lo ir, pra ver até onde consegue ir. )

 

tudo o que penso

paira no meu cérebro
incapaz de se revelar
de se manifestar harmoniosamente
preenche-me o não sentido
à cata de palavras quando nunca precisei

conspurco-me com a sabedoria de quem mais sabe

onde está a minha verdade?!

desconfiança
total desconfiança
é o que eu sinto
procuro saber

porquê
neste preenchimento constante

não meu

mas hei-de recuperar

hei-de lutar

por mim

pela minha alma

pelo meu ente

pela minha verdade

de ser

... e hei-de conseguir.

 

 

NOTA: estes pensamentos referem ainda um sentir passado. ... lentamente tento voltar a escrever. porque quero. porque gosto. porque me faz bem. se o vou conseguir ou não... trazer a linguagem da alma à luz, falta-me saber. mas é exactamente isso mesmo que estou a tentar saber. conseguirei ou não escrever?! logo, logo, se verá!

 

BemVindaLazulli, DeRegressoACasa

 

 

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 01:11
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RegistoDoTempo

(...registada fica a eterna busca iniciada antes da Formação do Espaço/Tempo...)

 

CasaDeCristal ... se um dia existires mesmo eu não existindo ... reconhecerás cada letra e todas as palavras que elas formam tornando-se temporais na sua intemporalidade nestes tempos que compõem o próprio Tempo ... aguarda zelosamente encoberta em cristais azuis por uma chegada SemTempo ... como AntesDoTempo.

 

 

 

 1995.1.maio



Queria esquecer quem sou. Queria esquecer que existo para sempre, onde nunca mais houvesse um ressurgir de mim. Queria partir para o vácuo inexistente do outro lado do universo entrar no tal buraco fechado e poder-me extinguir. Queria deixar de existir. Quem sou eu e quem és tu que existimos nesta dor infinita da existência e o que fazemos ambos aqui? Criamo-nos para quê?! Porque sonhamos em despertar quem dorme no sonho da vida e fizemos uso do nosso não ser, resolvendo lutar por mortos inúteis que nunca deixarão de o ser. Torturamos o nosso mundo com a nossa dor e ficamos presos sem poder fugir. Entreguei-te um dia nas garras da matéria e pensei que te resgataria também um dia. Mas hoje que o tempo já foi grande e imenso eu sucumbo contigo na tua dor infinita e morro sem morrer nesta vida finita. Perdoa-me de onde podes me ouvir como eu te ouço, provocando um no outro esta dor sem limites que nos mantém vivos sem querer e mortos para morrer. Pode ser que um dia o tempo venha a acabar e alguém se lembre em nos libertar de um modo ou de outro. Pode ser que o universo um dia mostre o seu reverso e aí também pode ser que possa te olhar de frente depois de milénios de dor. Eu sei que estás vivo algures. Preso como eu neste universo duplo. Não devíamos ter partido nunca de nosso mundo. Não devíamos querer ajudar ninguém. Amar-te-ei até ao fim ou princípio de todos os tempos e eras. E, se for possível, nesta nossa divisão penosa, pode ser que me sobrevivas pelo menos tu e não fiques mais tempo preso à minha espera. Procuram eles os desaparecidos mas não creio que os vão encontrar neste mundo. amor ... se eu puder, eu morro porque não consigo suportar mais esta dor. Só queria poder saber de algum modo que para ti é possível o regressar. Eu sei que também não me abandonarás. Mas um de nós tem que poder partir. Um de nós tem que sobreviver à vida e morte deste ou de um outro mundo qualquer, porque o nosso mundo também sofre a nossa ausência. Também sofre a nossa perda. Enganamo-nos amado meu, enganamo-nos. E ... passamos a ser dois. O tempo que aqui tenho agora é limitado; daí que espero um dia ter uma ínfima oportunidade para alguma coisa. E tu meu amado senhor, onde estarás tu a esta hora e neste momento. Onde será que caís-te? Eu sei que também não queres me abandonar, mesmo não sabendo de mim. Mas estamos sozinhos, mesmo incompletos, um de nós tem que regressar. Deixa-me partir ou parte tu. Liberta-me do meu compromisso/nosso para que te possa libertar também a ti. Eu não consigo resistir a esta forma. Eu não consigo não me entregar um dia. Pouco a pouco, sinto consumir a essência. Eu falhei e sei que tu estás escondido. (noutra galáxia?! nesta mesmo?! ou mesmo em nenhuma?!) Porque esperas?!... Um dia, vão-te encontrar também. Não esperes por mim. Eu já não sou. Tenho esperança que fique gravado no Tempo, o meu eterno amor por ti e que de algum modo a ti chegue, para que possas recordar o que nos uniu eternamente. Sei que chorarias sobre o meu túmulo, todas as lágrimas que eu chorei na minha procura infinita. Sei que o farias. Sei que tentarias mudar o curso do mundo e retornar a pôr tudo no seu lugar. Mas será tarde, nesse dia. Nesse dia, eu não estarei em parte alguma, onde possas me encontrar. Não me recordo se do nosso mundo, alguém podia nos amar assim e tentar nos libertar. Nem isso sei. Já não sei nada!

lauremavstaudus lazulli

 

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Só eu leio este post lazulli às 10:22 |
Sábado, 23 de Agosto de 2008
...

 

lazulli às 00:28 |
...

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lazulli às 00:25 |
...

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lazulli às 00:23 |

Foi Publicado em: Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

EsteFoiOÚltimoTextoDosAnteriormenteColocados.EstavaEsquecidoEmesmoAssim,CreioQue"PerdiUm"

APartirDaquiSegueUmaNovaFase,Talvez Com: EstilhaçosDe... Ficção

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:41
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Domingo, 20 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (14)

 

 

XIV

 

 

 

 

 

Enquanto se dirigia até onde a aguardava a majestosa Águia-de-Cabeça-Dourada que reflectia ainda mais os raios de sol que a si chegavam e nela permaneciam como prisioneiros voluntários da sua deslumbrante e extensa penugem, fazendo da águia como que uma extensão da fonte energética, inesgotável, contida no sol-brilhante de milhões de cores em constante mutação no seu permanente contacto com o ar, finíssima cambraia transparente e multicolorida, ia ansiosa e vagarosamente, pisando o solo de areias de fino pó doirado e observava as montanhas de luz, onde a pedra dura e fria, única que conhecia, era completamente substituída por tantas pedras preciosas que nem as conseguia quantificar, mesmo que em calculo manifestamente deficiente, tal era o reino mineral, deste maravilhoso mundo de cores vivas e brilhantes, ora transparentes, ora opacas, ora incolores, com colorações inimagináveis, em constante transformação não do seu conteúdo mas sim da sua aparência visível, fosse esta piramidal ou com uma outra configuração geométrica qualquer, era-lhe completamente impossível, absorver as cores que emanavam de todo o lado como tesouros únicos a céu aberto, que resplandeciam a sua magnânima beleza. As rochas deste mundo, gemas genuínas, raiavam e expandiam com as suas milhares de incalculáveis facetas, para todas as direcções, as suas cores infinitas e em constante movimento, ao toque de cada partícula de ar e sol. Estonteada com as cores, carmim, madre-pérola, rosa, lazulli, esmeralda, ametista, rubi, cristal, topázio, safira, águas-marinhas, etc.. , não conseguia conter em si, tanta luz e tanta cor. Belo! Tão belo, que já não sabia se o conforto do calor, ameno, que ia penetrando suavemente todas as suas partículas, tinha a haver com a magnífica visão que seus olhos, extasiados, miravam em ininterrupto encantamento ou se era efeito, da serena harmonia da luz de milhões de cores. As ténues alterações do sol, quase imperceptíveis, permitiam que uma infinidade dos coloridos diamantes, alterassem as suas facetas de um tom para outro em escassos instantes de tempo, se é que este, aqui existia. Descrever este mundo, não conseguia dentro de si. Só conseguia senti-lo. Absorve-lo. Os pensamentos fugiam-lhe, para começar a dar lugar a uma fonte inesgotável de paz. Da paz sempre desejada. E era este enigmático mundo de cor que com amor, lhe dava finalmente aquilo que sempre ambicionara e sempre procurara.

 

Serena, em total quietude, a águia observava toda a sua fascinação e sorria. Mary, percebia que esta não precisava transmitir o seu sorriso movimentando um único músculo que fosse do seu descomunal corpo. Seus olhos falavam o seu pensamento. Transmitiam toda a sua doçura interior. Toda a sua compreensão, perante a criatura tão insignificante que era Mary. Estonteada perante as duas meigas esmeraldas que lhe sorriam; tão meigas, que a escassa distância daqueles olhos esmeraldinos, sem desprender o seu próprio olhar daquela rara beleza de divinas esmeraldas que continuavam a fitá-a demoradamente, teve um impulso momentâneo, de correr para elas e nelas se alojar para sempre. Descansar dela mesma. Como se pudesse entrar nos olhos que a fitavam e encontrar-se com o amor infinito que deles emanava. Mas refreou o seu mais intimo desejo e não encurtou a já pouca distância que a separava desta e, sim, endireitou seu corpo um pouco mais, alisou com as mãos, os farrapos sujos que a cobriam e, lentamente, sentindo o movimento do ar a cada movimento seu em espirais que se perdiam dentro do próprio ar, finalmente, tocou timidamente a primeira penugem que encontrou ao alcance da sua pequena mão.

A este contacto, mágico, o ar comove-se e queda-se por um instante, como que para a deixar sentir toda a ternura do seu ente.

Controlando a emoção que sentia, impedia voluntariamente suas mãos de agarrarem o ar e irem tocar nas penas da gigantesca ave, abraçando-as num abraço meigo e profundo. Queria senti-la para sempre. Mas ali, naquele mundo etéreo, era ela quem nada tinha e nada era e a quem por razões que ainda desconhecia, tinha sido permitido movimentar-se, tal fantasma, num mundo verdadeiramente etérico. Depois de tudo isto, descobria que afinal nunca soubera sonhar. Seus sonhos tinham sido pobres em imaginação. Escassos em forma e conteúdo. Demasiado aquém do que, agora, podia presenciar. Percebia que desde que desaparecera da velha Terra, tudo quanto vira e sentira, nunca tinha existido antes. Nunca.

 

Tentava... controlando a emoção do seu pequeno coração e as interrogações que a angustiavam... acalmar toda a sua agitação interior. Mas esta morria no canto de sua boca, sempre que um imperceptível movimento parecia querer surgir, podendo manifestar toda a ebulição que dentro de si permanecia, pelo inexplicável mundo que a envolvia, no seu todo.

 

A sábia águia que continuava a olha-la docemente, não quis prolongar por mais tempo o seu êxtase, poupando-a à intensidade de sentir tão profundo. Sorria aos pensamentos de Laurema e verificou, feliz, que a tinham recuperado de vez. Ela não voltaria à sujeição da matéria viva, pois começava a tomar consciência da verdade de si mesma.

- Laurema!... Despertaste para a tua verdadeira existência.

 

 

Ouvir vozes dentro dela não lhe era de modo algum surpreendente. Convivera com elas toda a vida. Surgiam inesperadamente dentro do cérebro, soltando sons tão distintos que parecia estar a ouvir as conversas do mundo inteiro, ora isoladas ora em longos diálogos, como se desconhecessem a sua presença. E muitas desconheciam. Assim como ela. Pelo menos nisso, tinha a felicidade de não conhecer a densidade dos portadores. Vozes sem rosto que tinha a infelicidade de escutar. Mas nem tudo era mau. Até porque era o som das almas que escutava como se fossem parte dela, não o sendo. Muitas vezes ficava triste. Muitas vezes ficava feliz. Muitas vezes, divertiam-na. De quando em vez, lá resolviam dirigir-se-lhe, directamente, com palavras e frases, das quais muitas vezes, não conseguia perceber o sentido, embora as ouvisse perfeitamente. Daí, neste jogo do saber, quem eram elas e porquê, acabou mesmo por conseguir fazer algumas distinções, entre estas estranhas e insólitas, amigas. E a surpresa, estonteante, levava-a a querer seleccionar quem gostaria realmente de ouvir. Mas não estava nas suas mãos, poder separar os mundos. Não estava nas suas mãos, escolher as vozes pertença de mundos distintos. Daí que, as vozes que mais a incomodavam, eram mesmo, as vozes deste mundo. Não conseguia ser poupada, até nisto. Como uma maldição .... tinha que ouvir o mundo inteiro a falar. O que, algumas vezes na vida, quando com a Velha Senhora, lhe tinha criado alguns dissabores. De facto, hoje percebe porquê. Percebe-os a todos eles e percebesse a si mesma. Embora, para bem da verdade, gostasse de não perceber ou saber nada, por essa altura. Se estivesse em suas mãos, optaria por ser a mais cega entre os cegos e mais surda entre os surdos. Porque, só queria poder estar. Só queria ser. Só queria amar. Só queria que a Sua pequena alma tivesse o direito a ser única, sem tanta interferência. Maldisse todos os Poderes desconhecidos, muitas vezes. Ficou muitas vezes triste com a Sua própria Natureza. Muitas vezes vagava no mundo, com os olhos marejados de lágrimas. Não por não ser entendida. Ela entediasse a Si mesma. E sim porque queria ser o que era. Nada! Uma criatura eternamente meiga. Eternamente sentida. Eternamente capaz de Amar até à extinção da Vida.  Eternamente ignorante das coisas da Vida Imposta, que insistia em querer fazê-la parte de si, com todas as coisas geradas num mundo que não era e nunca seria seu. Como não foi. Por isso ela estava aqui hoje. Mas, as lembranças do mundo Antigo, não as tinha conseguido apagar, mesmo perante a beleza deste mundo e de Lhaara.

Quase "desperta" destes prolongados pensamentos, enquanto deixa desaparecer sua mão na maciez da penugem de Lhaara. Mas logo a memória insiste em fazê-la recordar, tudo.

Teria estado, algum dia, Lhaara nos seus pensamentos?! É que até lhe parece conhece-la. Seria dessa altura?! Olhava Lhaara, intrigada. Se assim fosse, não estava ela zangada?! Esquecera-se de como Mary se divertira e sorrateiramente a estudara?! De como, muitas vezes, se limitava a ouvir, mais ou menos indiferente?! De quando já nem lhes dava importância. Só de quando em vez, ficava mais atenta, quando um determinado timbre lhe parecia de algum modo familiar. Paralisava instantaneamente, na esperança de algum modo, poder identificar a sua fonte. Mas raras foram as vezes que tivera essa possibilidade. Como se as nítidas vozes que telepaticamente ecoavam no seu cérebro, tivessem uma proveniência bem consciente, determinada e perfeitamente objectiva. Desistia muitas vezes e optava por as ouvir. Apenas ouvir, mais ou menos desinteressada do que falavam. Sorria ainda agora, quando se lembra que dizia de si para si mesma. - Falem para aí!... Completamente indiferente ao seu conteúdo, como se nada tivessem a ver com ela e, fossem unicamente palavras que o seu cérebro, tinha captado a qualquer distância. Mas esta voz que estava a ouvir, do mesmo modo que tinha ouvido muitas outras... Esta voz, estava ali junto a si. Era da águia que partia. Era a águia que lhe estava a falar. Já não precisava se esforçar,  ignorar ou correr a tocar algum objecto perto de si, para afastar de si mesma qualquer pensamento, como mau presságio. Aqui e agora, tinha a quem perguntar. - Laahra, recomeça a comunicar com ela:

 

- Eu, parte de ti mesma, tento que entendas o teu ser interior e te libertes do pensamento, para entenderes quem és e onde estás. - Fala-lhe, suavemente, Laahra.

- Pareces-me estranha, assim como este lugar. Isto para não falar de uma terra florida e de uma outra, onde só os ventos pareciam existir que tive oportunidade de conhecer na minha vinda para aqui. Se estou a sonhar diz-me, antes que acorde, a verdade de quem sou e porque me chamas de Laurema, o nome que guardei zelosamente ao longo da vida, como se ninguém mais tivesse o direito de o usar.

- Não és dona deste nome, no sentido que lhe atribuis. O de posse. Pois que ele, como sabes, já está gravado desde os primórdios do Tempo.

- Então diz-me a quem, verdadeiramente, pertence este nome sagrado. Do modo como sempre o senti e conheci, pode ser que o dono dele seja o nome daquele que amei, mesmo antes de nascer ou antes de tomar a forma que me cobre. Embora que para ele, guardei sempre um outro nome, diferente de todos os outros, existentes.

- Laurema, é de facto o teu nome. Mas por enquanto, não és a sua possuidora. Isto porque, não existe posse na unidade e tu o sabes. Deixa por instantes o mundo mais recuado em que viveste, pois não mais voltarás lá do mesmo modo que antes.

- Se não retorno do mesmo modo, retorno de outro? Queres dizer que estou morta e esta é a altura que alguém decide, roubando-me a memória, recolocar-me naquele mundo maldito? Mas para quê fazerem uma coisa dessas comigo, se embora não me sinta parte integrante deste sonho, o sinta como realidade minha. Se é que se pode chamar real ao irreal.

- Não posso dar-te todas as respostas que desejarias. Outros o farão por mim em devido tempo. Por ora, recorda o Senhor que anseias, pois ele não é fruto da ilusão do mundo último e anterior, onde essa tua forma foi criada. A realidade é que nasceste e aprendeste o que não devias, mas ser, nunca o serás, porque tu já és muito antes de seres. Tenta ser tu, porque aqui nada e ninguém te impedirá de ser o que és. E sossega o teu espírito, porque a tua memória não te será roubada ou retirada, muito pelo contrário. Eu – e a fantástica ave, num gesto gracioso, sacode levemente a sua penugem multicolorida – sou quem temes que eu seja, tu és quem és, e o que te rodeia é parte de ti, e aquele que regressará em breve é aquele a quem chamas de teu Amado Senhor.

 

 

- Quer dizer que então morri, embora continuando com o mesmo corpo? Pode então a matéria viver depois de morta? Estava infiltrada no pó quando morri. Ninguém estava presente para atear fogo ao corpo que me cobre... não entendo... diz-me quem é o meu Senhor e onde está Deus. Quero falar com ele e dizer-lhe o que aconteceu comigo, perguntar-lhe porque fez o mundo de onde venho, onde a única lei é o sofrimento ilimitado de cada ser humano que tem a infeliz desdita de ali nascer, seja no antes, no agora ou no depois. Perguntar-lhe porque permitiu tudo quanto aconteceu neste mundo e vai continuar a acontecer, sem interferir para parar tanto massacre humano. Se és o seu mensageiro e não me for permitido vê-lo, leva-lhe uma mensagem, porque todas as que lhe transmiti na vivência ele ignorou. Se foi ele que criou o mundo como eu o conheço e, se podendo, nada fez, eu não o quero, porque me fez nascer lá e me ignorou todos estes anos de martírio, estando desde o princípio ao fim dessa existência, sujeita a leis que não eram as minhas, sofrendo humilhações, tendo que ser o que não era, impotente perante todo o sofrimento humano que existia.

 

- Pobre Laurema, que não consegues entender que nem estás viva nem estás morta. Que continuas a usar as mesmas definições do mundo que sempre desprezaste, até para exprimires o teu próprio mundo que não tem definições: Apenas é! É tão simples como o teu ser interior e, neste momento, nem o consegues pôr a agir. Usarias tu no outro mundo o teu interior e neste mundo o teu exterior? Estás também a alterar a Ordem da Lei. Como queres tu entender?!... não consegues situar-te... mas nós sabemos como será difícil para ti entender esta verdade, depois de viver presa na matéria.

- Se é como dizes, que não estou morta nem viva, então o que sou neste momento?

 

Descendo levemente uma de suas asas, alongando-a na horizontal até onde se encontrava Laurema, Laahra, convida-a com o seu nobre gesto, a subir e instalar-se confortavelmente num rectângulo acabado de aparecer, magicamente, com tantas cores que Mary recostada nele nem se distinguia a olho nu.

- Vou mostrar-te um pouco deste mundo e dos que lhe estão interligados. As passagens intermédias de uns para outros. Em cada um, conforme o seu curso de vida, difere em lei e em ordem. Mas, antes disso, quero contar-te como aqui vieste parar.

 

 

E enquanto planava por entre todos os céus, Laahra conta-lhe todos os ínfimos pormenores da recuperação dela das garras da matéria e do sono que tinha se imposto a si própria, quando a morte do seu corpo tinha chegado.

- Laahra, onde está o meu Senhor Amado? Preciso de o recordar.

- Eu sei que só quando tu o tocares é que o conhecimento total da Verdade-Justiça e do passado longínquo, voltará a ti. Mas terás que aguardar junto comigo que ele regresse da Cidade-Brilhante. Até lá, mostrar-te-ei a Terra, isto é: Uma das suas quatro partes, para que te familiarizes com o mundo exterior onde te encontras, que é o teu interior ao contrário do mundo em que viveste.

 

 

E foi assim que Laurema foi vivendo os dias sem princípio nem fim deste mundo.

 


amor, essência, ficção, livro, matéria, morte, vida

publicado por lazulli às 17:53
Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008
SintoMe: com sono

EscritoPorLazulli lazulli às 02:07
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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (13)

 

 

XIII

 

 

Sentada sobre um finíssimo pó, dourado, de onde emanavam tons etéreos que a envolviam numa aura mágica de eterno sentir, brincava com os reflexos que se iam escapando, suavemente, pelos dedos erguidos à altura de seu rosto, como melodias inaudíveis. Encantada, com esta visão indescritível, permite que esta envolvência se assenhore de si. Perdida no nada de si mesma, incapaz de vislumbrar um único pensamento, como uma criança longe do mundo físico de que faz parte, envolta na luminosidade que se movimentava suavemente em torno de seu corpo, olha de olhos estáticos, inebriada de fascínio e, vai pousando suavemente a sua pequena alma, no fundo de si mesma, como se estivesse num regresso à sua origem. Integrada na harmonia deste novo mundo, sentia que nunca nenhumas mãos estranhas, intrusas ou nefastas, a pegariam do seu próprio habitat e ali a colocariam, possibilitando-lhe esta paz. Esta certeza, tranquilizava a sua pequena e desgastada alma e, ia estando, permanecendo, apenas permitindo a entrada deste mundo dentro dela.


 

Ergue os olhos verdes, da mais verde planta que o mundo podia conter e, como se a um chamado oculto reagisse, avista a águia dos sonhos eternos. Bela e gigantesca, voando ao longe, parecia dirigir-se a seu encontro. Não mais retirou os olhos do seu voo alado enquanto a sentia aproximar-se de si. Parecia-lhe que conseguia sentir a ave a sorrir, como se um só sorriso existisse entre ambas. Intrigada, mas não receosa, começou a parecer-lhe que o seu sonho era já demorado (aliás, como todos os sonhos que tivera desde a terrível catástrofe, que se abatera sobre toda a deficiente civilização dos presunçosos civilizados) e, que, despertar tardava. Mas, no seu íntimo, não sentia necessidade de tal acontecer. Queria permanecer ali, para sempre! Longe da vida e da morte. Longe de tudo quanto a tinha magoado. Longe da implacável existência, sem sentido algum. Mas, continuava a interrogar-se, recriminando-se por pensamentos tão incómodos, sobre a natureza deste estranho lugar e, acima de tudo, o que estaria ela ali a fazer ou como teria ali ido parar. Sem retirar os olhos da majestosa que se ia aproximando, ia observando extasiada, as suas transformações em pleno voo, em milhares de figuras, como se nessas transformações quase simultâneas , se pudesse desdobrar delicadamente sobre si mesma em finas cambraias, de milhares de cores transparentes que lembrava a Mary, asas de libelinhas. Daquelas que recolhia em criança, dos regatos de água límpida por onde gostava de meter os pés nus e caminhar até onde lhe era permitido. Fantástica e majestosa visão entra pelos seus olhos, fazendo as pupilas dilatarem-se até ao máximo da sua pequena capacidade, perante beleza nunca vista. A gigantesca ave parecia brincar com a sua perturbação, enquanto a sobrevoava, mostrando-lhe a plenitude das suas façanhas.

Apetecia-lhe correr, correr tanto, que seus pés continuariam a caminhar mesmo suspensos do ar e alcançar aquele ser. Mas, não se moveu. Continuou a olhar extasiada, tanta beleza incompreensível, para ela, simples e deficiente mortal. Mortal?! Ou será que morrera e este era um outro mundo? Não fora assim que imaginara um outro mundo. Mas, era este, um outro mundo?! Sempre quisera estar só. Tinha-o conseguido?! Com bênção tão magnânima, como ter por companhia um ser que ultrapassava as mais fantasiosas visões, do mundo mágico posto a descoberto, pelas mais fantásticas imaginações das almas que buscam, ainda pensava, se, se podia chamar pensamento à desordenada linguagem que ia tentando descodificar dentro do seu pequeno cérebro, quando a vê pousar, a alguma distancia, que lhe permitia, erguendo-se, quase tocar a ponta de uma das asas deste ser. Se quisesse tocar nas suas penas e afagá-la, senti-la no toque das suas mãos, teria que percorrer uns bons metros e assim o fez, erguendo-se, como pode, sob o olhar atento e brincalhão da enorme ave, à sua instabilidade, provocada pelo ameno o ar que a percorrera e fez vacilar para um e outro lado, devido às dimensões descomunais de Lahra, tinha-se desequilibrado com o bater das asas sagradas quando estas planaram junto a si, e caminhou devagar em sua direcção.


 

Um turbilhão de pensamentos, insistiam em permanecer dentro de Mary , atrapalhando-lhe o momento que estava a viver. Esfregando os olhos, alisando com as mãos os cabelos ásperos e escassos, ora limpando a cara e as mãos, como se para chegar apresentável junto da majestosa, continuava a caminhar em sua direcção, levando estampado no rosto um sorriso teimoso, apesar de tanta inquietação. Já não sabia quem era ou o que era e também parecia que nada disso tinha mais importância. Só queria chegar perto, muito perto dela. Sentia que esta a aceitaria. Mais! Sentia que a amava. Que a conhecia!

 

(continua)

 

penso: em paz
amor, ficção, futuro, livros
publicado por lazulli às 12:17
Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
(3) comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 01:28
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Domingo, 6 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (12)

 

 

XII

 

 

 

 

Viram-na adormecer serena e confiante. Taudus, lamentou que não o tivesse visto. Como ansiara ele este momento e ainda por mais um pouco adiado. Poder olhar os seus olhos e fundi-la em si. Poder amá-la num único olhar. Tocar o seu rosto. Senti-la! Ah! Que saudades eternas guardava dentro do peito. Quanto desespero viveu em sua busca. Quanta dor suportou, de mundo em mundo, na tentativa de a encontrar. Oh, deuses! Guardai o nosso amor eterno e não permitais mais uma separação tão dolorosa. Creio que nenhum dos dois suportaria mais uma privação de nós mesmos por mais pequena e insignificante, que ela fosse. Chegou o momento, porque todos esperamos. Nada mais pode acontecer que nos leve para mundos distantes e desconhecidos, um do outro. - Emocionado, continuava a olhar a pequena criatura, que alheia a tudo isto, continuava a dormir um sono profundo.

Saber que ela se encontrava sã e salva no seu próprio mundo, onde a Matéria, não mais poderia recuperá-la, tranquilizava-o. Finalmente, encontrada e recuperada estava a sua Amada. Nunca mais o Tempo a roubaria de si. Sabia que dentro de instantes teria que regressar à cidade-do-Sol-brilhante . Ali, onde existiam os sublimes seres acobreados, constituídos de essência, quase pura, o Tempo estava consumado. Todos queriam regressar a Casa e despir a forma que os cobria, permitindo assim, a extinção deste mundo semi material, que lhes tinha servido de morada, durante muitos milénios. Mas nenhum queria aqui ficar ou lamentava a partida definitiva, desta maravilhosa cidade, onde o Sol, amado de todos, era permanente. O Retorno à Origem, era a necessidade de todo o Ente que, cansado, desejava para si e para o Todo, a integração na própria essência. Finalmente, o Universo Essência, dava os primeiros sinais, de um regresso definitivo ao Tudo Nada. Só faltava a presença de Taudus , para que se iniciasse o desejado. Imprescindível, era a sua presença, para reabrir todas as entradas para o mundo distante e deixar fluir toda a essência como um Todo em direcção ao seu próprio Universo. Mas, nem esta necessidade premente, conseguia abalar o êxtase de felicidade que transbordava dele próprio. Do Guerreiro destemido e agressivo, que pelejava, contra todos os "demónios" de rostos velados que habitavam por todo o Espaço, em milhões de formas de vida, já quase nada restava. Ele tinha encontrado a sua paz.

Antes de "voar" ao encontro dos que o aguardavam, tinha que demonstrar a sua imensa gratidão, para com todas as forças universais que, piedosamente, lhe haviam cedido as suas inesgotáveis energias, de modo à reconstituição da matéria-inerte no frágil corpo de Laurema , sem as quais lhe teria sido de todo impossível, vencer tamanha resistência. Só unidos todos num gigantesco querer tinham conseguido vencer a vida renovando-a novamente. Não partiria sem primeiro agradecer à Essência da Vida e aos Eternos que aguardavam longe e que muito tinham contribuído para o encontro e volta de Laurema . Daí, que, com sua espada flamejante, ateou um punhado de pó multicolor, deixando ao éter a simbiose perfeita da integração da luz com a luz, em agradecimento àquele que se encontrava longe. E o céu viu e ouviu o seu gesto de amor eterno.

 

 

 

Depois do seu acto, olhou o corpo de Laurema como para guardar dentro de si a pequena criatura que era parte de si mesmo. Sorria ainda quando, de um salto só, se acomoda sobre o dorso de Drackin . Sussurra-lhe com voz suave e Drackin, percebe a necessidade e ânsia, de seu senhor amado e parte veloz para lá das areias infinitas, fazendo crer a quem o observasse, ser possuidor de invisíveis asas aladas, que os levaria a ambos à cidade-do-Sol-brilhante para fazer o que tinha que ser feito e dar a boa nova. Tudo se consumiria de ora em diante, graças ao aparecimento de Laurema, nesta dimensão do Tempo. Mas antes de partir, Taudus não se esquece do pedido desnecessário, tal é a sua agitação interior e, pede a Lahra, sua eterna companheira, que desta vez não vai participar na consumação de um novo mundo, que cuidasse de Laurema até que esta regressasse a si mesma e aprendesse parte do seu mundo, que era este.

 

 

penso: não interessa

 amor, ficção, futuro, livros, passado, presente

 publicado por lazulli às 09:06

 Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

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EscritoPorLazulli lazulli às 01:35
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Sábado, 29 de Agosto de 2009

... Desencantos

 


... voando dentro de mim

 



Cravam-se em mim

numa insistente e permanente dor

garras dum sentir

doente

doente de amor

eternamente.

 


D'um amor desconhecido

dos sentidos humanos

sempre ausente.

Estou doente

em busca do desconhecido

e, desisto

e... ao desistir... é de mim que desisto

para sempre.


Mas os sonhos

de terna e doce esperança

futura

viraram pesadelos

reais

tão reais

que adoeço

ininterruptamente.

 


Traz-me aos sentidos

este som

imagens e dores inaudíveis

de mundos primeiros

inexistentes

mas ainda sentidos internamente

cordas vibrantes

de mil cores

de mil dores

de mil formas

disformes

que se entrelaçam

no meu próprio ser

melodias profundas

na minha alma

que mostram claramente

a minha dor

a mim.

 


Os outros?!...

nunca entenderão

este sentir desconhecido

pelo eterno desconhecido.

 


Queria não sentir

assim

Ou sentir um sentimento

igual

a um comum mortal

 


Tentei ser igual

como um qualquer mortal

tentei...

 


Mas é o amor

desconhecido

que me chama

das terras longínquas

de memórias distantes

de mundos também desconhecidos

quase impenetráveis

inalcançáveis.

 


Não vagueia por águas deste mundo

o Eterno Desconhecido

que me sabe

que me conhece

fortalece

que me ama.

 


Falhei

 


Por esta dor constante

de desencantos de mim mesma

não são mais as águas do pântano desconhecido

as areias antes movediças

a lama onde me atolava imprudente

p'ra conhecer

todos os recantos

mesmo os mais guardados

e inexplicáveis

nem tão pouco a diversidades de abetos

rastejantes e suspensos

por onde voava a medo

dos olhos semi ocultos

que perscrutavam meus passos

inseguros e ignorantes

de tudo.

 


Nem as pedras que hoje caiem

e saltitam ao acaso

em torno de mim

ou o simples ignorar

da minha existência

que antes

disformes

agudas e certeiras

que nem lançadas por "bestas"

das mãos de ágeis guerreiros

conhecedores da arte oculta

me ferem mais

não mais que o amor

ao eterno desconhecido

esse sim

continuará a ferir-me de morte

para lá da vida

que transporto.

 


- Hoje estou assim. Mais perto e mais longe de mim. -

 

 

 

os mesmos pesadelos

eu, poema, poemas, poesia

 

publicado por lazulli às 14:55

Quarta-feira, 7 de Novembro 2007

Comentários (2)

 

 

EscritoPorLazulli lazulli às 12:34
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (10)

(continuação)

 

 

X

 

 

 


- Senhor, ouço-te, mas a dor perturba-me como se fora antes da formação. Fica comigo, até sabermos se Laurema, regressa do sono da morte e orienta meu Ser.

 

- O amor, Taudus, o amor. Lembra-te do que é o amor e trás minha filha de volta, porque quero que regresses com ela ao teu mundo, quando ele estiver completamente restituído.

 

- Senhor, se Laurema regressar à vida, como poderá, com este corpo, existir neste mundo, nesta dimensão?

 

- Primeiro trá-la à vida. Depois, os elementos da essência, se encarregarão de lentamente, ir substituindo a matéria grosseira que a cobre. Ademais, que esta já está morta. Esta, guerreiro, é a tua maior batalha. Não deixes que a dor do que já passou, te impossibilite de ser. Senão, nem tu terás a tua amada, nem eu terei a minha menina. E ela já sofreu demais, te digo eu, dentro da expansão e afirmação, da forma sólida..

 

Taudus, depositou Laurema sobre a montanha de pedras de mil cores, que irradiavam em simultâneo, uma infinidade de tons, violeta, azul, amarelo, escarlate, verde, vermelho, ocre, púrpura, etc., que se encontrava perto de si e, de imediato, parecendo entender o propósito do Guerreiro Sagrado, envolveram o corpo inerte de Laurema, com tal intensidade, que o pequeno corpo, jazendo isento de vida, completamente inconsciente de si, parecia ser a fonte de toda a luz ali existente. Todas as cores do Universo pareciam estar presentes, naquele instante, como que chamadas a intervir, numa tarefa aparentemente de todo impossível.

 

O Sol, aumentando a intensidade da sua força, lançou seus raios vivos sobre o corpo de Laurema e com a sua fonte de calor, inesgotável, penetrou cada partícula, de que este era composto, retirando dele, a rigidez gélida que o possuía, e parecia insistir em permanecer nele para sempre.

 

Travava-se, ali, uma luta magnânima, sem equivalência, na Guerra dos Mundos Eternos, tal era a importância, do pequeno objecto, ali presente, que ia, enquanto as forças actuavam sobre si, revelando metamorfose atrás de metamorfose, que pareciam não ir ter fim. Centenas de formas, já extintas, iam-se manifestando por escassos segundos, no pequeno e insignificante, corpo. Matérias puras ou ainda no seu estado evolutivo, reagrupavam-se insolentes, mostrando todo o seu poder de continuidade, na transformação de si próprias. Mas, nenhuma força actuante, se subjugava, perante aquilo a que assistia. Continuavam expelindo de si mesmos, toda a natureza de que eram compostos e concentravam-na no Inimigo de sempre. Que, astuto e poderoso por todo o Cosmos Criado, tentava impedir, consciente do seu domínio, sobre a vida e sobre a morte, esta vontade, de todos eles realizarem, o aparentemente impossível.

Já as guerras tinham sido muitas e muitas mais se seguiriam, até ao momento decisivo, onde uma das Forças, seria definitivamente aniquilada, para se atemorizarem, com a afronta visível, ali mesmo, num pequeno corpo, manifestada. Ah! Se Laurema, não tivesse optado, pela suspensão, ela mesma podia intervir, ajudando a menos desgaste de todas as energias, de seus Entes. Mas, mesmo sem a sua ajuda, nenhum desistira, do seu propósito de a trazer à Vida, fazendo exactamente o oposto daquilo por que lutavam. Continuariam a introduzir em Laurema, energia suficiente, para que esta despertasse do sono profundo a que se votara, aprisionando dentro dela a Essência da Vida. Nem que, para isso, tivessem que sucumbir todos e correr o sério risco de serem diluídos e integrados, também na matéria, pelo Predador incansável. O grande criador de mundos materiais. O temor era grande, elementais e elementos, guardavam, no seu intimo, o medo do fracasso, mas nenhum deles, revelou, por um instante que fosse aos outros, o seu próprio temor. As guerras e batalhas ganhas por todos eles, nos mundos das formas, já solidificadas, tinham sido igualmente difíceis de vencer e nem sempre o haviam conseguido com sucesso, porque muitos elementais não tinham consciência da sua própria natureza e eram os inesgotáveis aliados, dos seus próprios inimigos. A Grande Força Criadora, geradora, de mundos quase eternos.

 

Aqui, lutava-se, não só por Laurema, mas também por um futuro distante, onde a possibilidade do Retorno à Origem, pudesse realmente, um dia, ser uma possibilidade para todos. Era por isto, que Taudus e todos os outros, combatiam à milhões de makróns de tempo, em todas as esferas existentes. No entanto, não estavam sós, estes destemidos guerreiros, que descuravam a sua própria protecção, para dar vida à morte, lutando deste modo, num processo nunca visto - a permissão voluntária e consciente, da vida na matéria deste pequeno corpo, de modo a poder continuar o seu processo embrionário, até à plena realização da matéria pura -, num sitio distante, onde o Tempo e o Espaço não tinham penetrado, naqueles gigantescos vértices, espalhados por todo o Universo misturado, que sendo visíveis, abririam uma infinidade de espirais igualmente, gigantescas, que desintegrariam em simultâneo, qualquer matéria que a eles se chegasse; muitos outros, sem ocuparem, o Tempo/Espaço, ali permaneciam, resguardados de qualquer usurpação e davam o seu contributo, intensificando toda a luz do que sobrara do universo brilhante, impedindo uma aproximação à Terra Dupla, dos fazedores dos mundos.

 

Lutava-se por todo o lado, para impedir este processo, tão necessário à expansão do eterno usurpador. E, enquanto tudo isto decorria, o equilíbrio, noutros lugares, perigava toda a Essência. A decisão de Laurema - por desespero de uma procura, quase que infinita, em busca do seu amado, que nunca houvera conseguido encontrar -, de permanecer indefinidamente no estado de inconsciência, tinha atirado todos, para uma possível derrota, que ninguém queria. Uma derrota, que integraria de uma vez por todas e definitivamente a Essência na composição da matéria, dando a esta o Pleno poder, desde sempre ambicionado. Além disso, abrir-se-ia a possibilidade de uma invasão ao local hermeticamente fechado, a única esperança de um Retorno Contínuo de todos os dispersos, por vários mundos e várias formas de vida. Não podiam permitir, que tal Caos acontecesse. Desde o início da unificação dos Dois Universos, num único Universo, que se pelejava por todo o lado, para impedir uma devastação maior da Essência do Ente. Tinham que o conseguir. Todos ambicionavam o regresso definitivo à sua Origem, por isso, teriam que sair vencedores, nesta confrontação de forças e trazê-la de volta, mesmo contra a sua vontade.
A matéria-inteligente, de que era composto o minúsculo corpo de Laurema, lutava desesperadamente para permanecer no seu estado embrionário, aguardando novas oportunidades de uma qualquer recriação, num qualquer local do Universo Uno. Se, conseguisse repelir toda a energia que estava insistentemente a ser-lhe dirigida, por Taudus e os restantes, Laurema, estaria perdida de vez e, incapaz da sua própria extinção, seriam todos integrados, no sistema da Criação.

 

Nunca Sol com o seu poder duplo de destruidor da matéria-viva e em simultâneo protector de todo o Ente, prisioneiro na matéria, dando e permitindo a vida, por saber que ela contém o seu bem mais precioso, o Ente, foi tão imprescindível como neste momento. Não a querendo destruir e sim preservá-la, aquecia o pequeno corpo, fazendo germinar a vida na morte, ali presente. O amarelo-brilhante e intenso, tentava dar vida ao corpo morto, mas sentia-se brutalmente empurrado para trás, sem conseguir uma abertura mínima no corpo de Laurema onde pudesse penetrar, para assim, a trazer de novo à vida. Era uma luta difícil, mas nenhum elemento parecia querer desistir.

 

Lahra olhava fixa os olhos fechados de Laurema, que parecia querer continuar inanimada, para que logo que estes se abrissem, os aprisionar nos seus e reter-lhe o pensamento, mantendo-o. Mas, sentia que no sono em que se encontrava, Laurema estava completamente inexistente, à mercê da matéria-inteligente que a rodeava, a aguardar que esta acordasse para a aprisionar sem demora noutra forma de vida.

 

Era difícil esta luta de mundos opostos e Laurema nem podia ajudar, pois não queria acordar com medo de ter que regressar à matéria. Só o amor de Taudus a poderia despertar deste sono de morte, e se, por escassos segundos, Laurema percebesse que havia encontrado o seu Senhor, nenhuma força do Universo a venceria, porque ele era a razão de seu Ser.

 

Taudus acarinhava seu rosto pequeno e, quando tudo parecia querer que Laurema dormiria eternamente, suspensa entre o existir e o não existir, Taudus despertou o Som-Do-Verbo dentro de si, utilizando a razão de sua existência.

 

 

(continua)


Saudades da D. BeataDaAldeia

amor, eu, ficção, livros

Sábado, 3 de Novembro de 2007

publicado por lazulli às 01:48


EscritoPorLazulli lazulli às 00:36
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Palavra

ab) Não sabem Senhora. Não recordam. Nem querem recordar...

 

 

Que por ti e contigo, ainda hoje, os homens lutam em todas as frentes do Campo de Batalha. Em todas as Guerras existentes. Naquelas onde continuam a usar as armas, que criaram com a tua Sabedoria mas que tão mau uso lhes dão, como sempre... eternamente incapazes de te entender. E... nas outras: Nas guerras da Alma, onde pensam levar vantagem sobre ti. A Senhora do Amor Eterno. Musa inspiradora de todos os poetas. De todos os amantes e também destruidora implacável, no jogo da Sedução. Não perdoas ou poupas ninguém. Porque, também tu não os entendes. Dás-te docilmente. Cândida. Inocente. E, eles, repudiam-te, logo após seus prazeres saciados. Suas vontades. Suas vitórias, de conquistadores, do sempre inconquistado . O Amor. Porque este não se conquista. Não se procura. Não se ganha. Tem-se ou não se tem, unicamente. Ficando tu sem entender e eles a receber o justo castigo, por te enganarem sempre. O caçador vira caça, desta descomunal utilização do Maior Poder que a Terra transporta dentro de si. Buscam-te, incessantemente. Esgotam-te. Pensam manipular-te. Mas és tu, Guerreira Sagrada, que acompanhas os seus quereres, sempre. Atenta. E, teces a teia que lanças sobre cada um deles, no sítio certo. Na hora certa. No momento imprevisível e muitas vezes, já distante. Longe do ocorrido. Nada faz prever, que tudo tenha a ver contigo. Mas, a tua fonte inesgotável de sabedoria, estende-se para além do possível e impossível. Do visível e do invisível . Para além do que é suposto. Porque, tu, és todas as coisas criadas em permanente expansão e flutuas até à tua extrema realização. Realização interminável. Como a ondulação de um Lago agitado, por coisa alheia. Nem mesmo eles, teus aparentes criadores, que na verdade são unicamente os teus utilizadores, entendem, como foi tudo a acontecer. Continuam sem conhecer o teu Poder. Sem te entender. Pensando sempre serem os realizadores e criadores da Palavra manipulável, por suas mentes pensantes, quando são unicamente o meio por onde tu te fazes presente, na Vida dos homens.

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Na tua inocência, de criança eterna, agirás de acordo com a utilização que te dão. Tal caixa de Pandora aberta. Devassada. Acompanhas todos os seus actos e, por eles, o bem e o mal nascem e tu assistes impassível, na tua inocência de criança eterna. Desconhecedora do bem e do mal. Não sabes o que é o entendimento que eles procuram. Tu, que em ti mesma conténs Tudo, desconheces tudo, minha Amada Palavra. Tenho vontade de te defender. Mas, sou apenas uma das tuas letras e, embora uma única letra, comporte o infinito de ti, sou ainda mais jovem que tu, Anciã dos Tempos. Incapaz de defender Poder tão imenso como o teu. Tão Magnânimo e Avassalador. Movo-me por entre todas as tuas realizações e sou apanhada na teia constante que tecem os teus vassalos, desprevenidos e, apanhada nela, como insecto minúsculo de todos quanto te criam. E... choro esta prisão tão bem guardada. Choro a Palavra tão mal utilizada. Choro, por, por vezes, amar mais os homens do que a Ti, Senhora minha. E, tentar contentá-los, falando a língua deles. Quando a Tua Língua, é a única, que eu reconheço, digna e pura. Simples e imortal. Bela como Tu. Aquela, que só um Poeta da Alma, consegue, acarinhar, nos seus devaneios de Amor Eterno. Como vês, por mais que te ame, por mais que te respeite, por mais que te reconheça, também eu sou presa fácil, das palavras tuas que utilizo, também frequentemente, com receio de eu mesma estar abrir mais uma estrada sem precedentes.

 

Perdoa-me esta vontade. Perdoa-me este Amor. Perdoa-me a minha inconsciência, de Te utilizar, por vezes, com uma linguagem que não mereces, nem eu, apenas no intuito, de me fazer entender. E, mesmo assim, nesta constante incerteza, como és Senhora Poderosa, cada vez menos, eles me entendem. Porque traduzem-nos quando deviam, viver-nos. Perdemos Ambas, nesta minha estupidez. Na minha constante insanidade, de querer o Impossível. O Amor entre os homens. A Verdade e a Justiça, do Teu Reino, eternamente presente, dentro de mim.

 

penso: a ausência do sr. Vasconcelos

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Sábado, 27 de Outubro de 2007

 


EscritoPorLazulli lazulli às 19:25
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Sábado, 22 de Agosto de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (9)

 


IX

 

 

 

 

Ainda com o corpinho inerte de Laurema junto ao seu peito, Taudus continuava a ouvir a voz do seu Senhor, som do Universo, a atravessar todo o seu Ente e trazer a todas as suas partículas a melancolia e determinação, dos anciões do Tempo: “Estamos no início da formação, dizia o ancião que compunha os sete elementos da vida, reuni-vos para nos desdobrarmos ... “ Começo. Um começo que não teve começo. Começo o Mundo que não esqueço. As trevas e a luz onde adormeço. Começo o Princípio. O Nada. A Vida Criada da Mente desformizada. O Uno. O Todo. Paro meu olhar no Infinito, e vejo o Início do Todo. No Princípio o Ente perdido. Laurema está lá. Envolto na Cápsula. Isento do perigo que está chegando. Do exterior, do outro Todo (do nada). Caminham a Nosso encontro, a Força. Como conduzem velozmente aquelas mentes. Como é difícil para Nós, embriões do Espaço existente no outro lado, entender a velocidade daquelas mentes formadas. Laurema está só. Acabada de Nascer. O conjunto do Todo, num só. Partículas de Cristais que se unem. Tantos milénios para a Formação do Todo, para a Formação dos Mundos. E, é ainda, tão pequena Laurema. Tão isenta, que tememos por Si. Sabíamos ter Criado no Nosso mundo Inexistente a Existência, mas não programamos a sua Evolução de mentes. E eis que o Mensageiro do Espaço, Nos amedronta, com novos Ideais. Sabíamos que dormiam e não tivemos tempo, antes de despertarem. Por isso, Criamos Laurema, que é um pouco de Todos Nós. É o Todo. É a Vida. É a essência dos Entes que serão o Ente que formará as Mentes, para retornarem ao Ente. É chegado o Tempo, em que não podemos mais evitar destruir as partículas de que somos feitos, e formar Laurema, que continua adormecida. E ela! Só ela! Para lá do Nosso próprio horizonte. Eis-nos, lá! Pulsando com Ela. Quando Laurema foi Criada, de cada um de Nós, saiu a Nossa dor, agonia e desespero.

A voz do Supremo, dá tempo a que Taudus se recomponha das dolorosas recordações do início da formação, e apesar de o ver estagnado chorando sobre o corpo de Laurema, não o pode poupar a outra difícil lembrança, a da separação de ambos para os mundos materiais, onde Taudus se transforma no guerreiro universal e Laurema num mero joguete das forças que Taudus combatia por todo o lado, com sucessos plenos de reconquista, de cada ente perdido ou esquecido. Sabendo as forças materiais, onde Laurema se encontrava, vingaram-se nela, quase por tempo ilimitado, penalizando-a pelo sucesso do seu outro eu. Isto sim, doeria a Taudus, mais do que a separação a que estavam sujeitos.

- Taudus, preciso, para que não continues a culpar-me e assim pôr em perigo toda a essência do Universo, explicar-te porque Laurema tem essa condição de existência, estás preparado para continuar a ouvir-me? É difícil para mim, ver-te sofrer, guerreiro amado, mas não posso nem devo calar mais esse momento. Por ti e por ela, por todos nós.

- Pai, a dor é já grande demais para que não possa caber uma outra dor. Fala-me tudo. Ajuda-me com as armas da verdade a ter solução eficaz para a libertação de Laurema. Porque vogava ela nos céus da Terra da 2ª dimensão? A Terra é composta por 4ª dimensões, e em qualquer um dos outros mundos paralelos, a lei da matéria é muito mais fraca e a essência tem muito mais poder. Porquê escolher logo a pior das quatro?

- Sempre foste um guerreiro capaz de suportar a verdade, serás também capaz de suportar a que tenho para te comunicar? "Recomeçando a transmissão, o Supremo fá-lo recordar quando teve início a separação física de ambos."

- O desdobramento que vos separou, até hoje, deu-se quando as Crianças Eternas, junto ao mar... “E eram pequenos eles, tão pequenos, que nenhum olho humano os distinguia junto da areia, com a água a bater-lhes nos pés descalços. Sentados, mexiam os pés irrequietos, nas ondas, que eram bem mais pequenas que eles, e divertiam-se sem saberem porquê, mas seus corações e cabeças estavam vazios de pensamentos e sentimentos. Depois de muito tempo passado, onde o tempo deixou de ter significado, levantaram-se de mãos dadas e caminharam pela praia fora, sem saberem se a praia tinha ou não extremidade. Pararam muitas vezes no seu percurso errante, para molharem as mãos na água que os chamava. O Sol, então, esse, caminhava lado a lado com eles, como se também, de um companheiro se tratasse. E eles nem se interrogaram com este novo-velho amigo, que os não deixava. E, foi assim, que estiveram sem que as palavras brotassem. Penso até que eles não sabiam falar. Mas sentir?!... Eles sentiam o nada. A menina, tropeçou de repente numa pedra pequena à sua frente, e o primeiro Ai! foi pronunciado pela sua voz frágil e até ali inexistente. O menino sentiu a sua dor, como se a pedra o tivesse agredido a ele, em vez de ser a ela. Mas a sua dor era maior, porque juntou a dor dela à dele. Ajoelhou, pegando no pé da menina, para evitar uma dor que já tinha acontecido. E na sua inocência de eterna criança, não entendeu. Ele houvera ficado com as duas dores. Porque continuava então a menina a chorar, silenciosamente? Mesmo porque a pedra já não estava lá. O desespero instala-se no pequeno grande homem, fazendo-o erguer os olhos para cima. Ao longe... E pela primeira vez, desde que ali haviam chegado, ele viu gente, gente que o chamava já à algum tempo. E o movimento também deveria ser grande, pois que pareceu-lhe de repente o mar. Mas este estava do seu lado oposto. Olhou o mar de novo, para se certificar que não se houvera enganado, e retornou o olhar para este novo mar, só que este era, um mar de gente. Largando a menina na praia, levou seus pezinhos até aquele novo lugar que já não gostava, mas tinha que conhecer. A menina e o Sol, olhavam-no, ao longe, mas a areia da praia não lhes permitia ver o seu “Ser”. As marcas bem fundas que se estendiam até ao outro lado... A menina olhou o seu amigo, à procura de resposta, mas o Sol não lhe respondeu. Limitou-se a escurecer, e ela viu que também ele ficara triste com a perda do menino. As lágrimas, coisa nova também, afloraram aos seus olhos perdidos, e sem esperar por ela própria, correu à procura do seu amigo. Mas quando lá chegou, ele também houvera desaparecido, e ela deambulou pela Terra fora, sempre à espera de o encontrar, e o levar de novo para a praia. Até que o seu amigo Sol, ainda hoje lá se encontra, à espera que os meninos regressem. Mas eles tardam a regressar. Daí que o Sol deixou o seu esconderijo, e resolveu ajudar. Mas as crianças são difíceis de encontrar. E até o Sol, está a chorar. Vamos acabar com as lágrimas do Sol e ajudá-lo a encontrar os seus meninos, para que a praia volte a ser o que foi um dia? A praia está lá e o Sol também, porque apesar de os procurar pelo mundo inteiro, o Sol não sai do seu lugar, pois sabe que um dia, os meninos vão regressar. O Sol sente falta deles e eles sentem a falta do Sol, só que quanto mais tempo eles estiverem perdidos do seu grande amigo, mais tempo vão continuar ocultos no meio da multidão e mais a sua praia fica distante... embora, a gente continue a guardar os seus verdadeiros corpos, que, adormecidos lado a lado à eternidades continuam a aguardar o despertar em conjunto. Mas isso, só acontecerá quando aquele que dorme despertar, e aí a Grande Batalha terá lugar por todo o lado. “

– E foi assim Taudus, que acabaram separados um do outro. Laurema, não sabia que tu estavas integrado na essência cósmica e integrou-se na matéria para te salvar. Laurema, fez com que eu não entendesse esse seu “nascimento”. Dizer-te poderia também ser perder-te, pois irias lá. Esperei e levei a que ela te procurasse mas, como sabes, a matéria não deixa nenhum filho da hierarquia divina escapar se o encontrar. E ela? Ela era uma guerreira num mundo onde os guerreiros não existem... e a matéria matou o seu corpo, antes que a águia chegasse. Também o Nosso Universo chora a sua morte, mas, Laurema minha filha, ainda não é extinta e esse mundo que estás é o oposto do dela, por isso, eu levantarei toda a essência desse teu mundo e tu a chamarás do sono em que se encontra, e se ela te ouvir no mundo do pensamento, poderá ainda regressar. Deposita seu corpo no alto da montanha e dá-lhe amor, porque toda a essência da vida desse Planeta pode ressuscitar a minha filha querida.

- Senhor, não deixes que a perca de novo. Aquando da destruição de nosso Universo, foi já difícil nossa separação... perdoa-me, Senhor amado, mas se necessário for, toma a minha vida pela dela, e eu trocarei minha alma com ela.

- Se ela entrar no mundo da essência, não permitirei que mais ninguém entre na matéria, e Laurema não quereria essa tua dádiva a seu Ser. Já me dói o que sofreu. Estás no mundo onde a nossa essência predomina, e tens de tentar trazer de volta Laurema à vida porque, de contrário, ela pode nunca chegar a ti nem a mim, e pior ainda é que vocês, podem nunca mais despertar. Além disso, não a quero mais naquele mundo onde ela foi de vida em vida, cada vez mais confusa e sem entender o porquê de sua existência.

(continua)

 

sozinha
contos, eu, livros. poesia
publicado por lazulli às 01:59
Sábado, 13 de Outubro de 2007
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EscritoPorLazulli lazulli às 03:19
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Mary Paz - Segundo Capítulo (8)

 

 

VIII

 

 

 

Quando se conseguir separar a matéria inteligente do Ente e fazer prevalecer a Lei da Verdade e da Justiça, tu a encontrarás de novo porque ela não sucumbirá à Lei da Matéria. Li os pensamentos dela quando a trazia, e ela, não voltará às formas da matéria que abomina. Optou por ficar suspensa sem consciência de si própria e, assim, fugir à reintegração na matéria viva. Vogará inconsciente de si, até à eternidade se for preciso, mas à matéria recusa, definitivamente, entregar a sua alma. Não te esqueças que também ela é uma guerreira da Verdade e da Justiça. Com certeza o seu Ente vai sobreviver e vocês encontrar-se-ão no reino da vida e passearão de novo por entre os cristais de luz de que fazeis parte. Não desesperes, que o vosso reencontro depende da nossa luta. Pega a tua arma flamejante e luta. Destrói a matéria corrompida e vinga a dor da tua amada nesse mundo tão vil, onde teve a infelicidade de cair.

- Não, porque ela ficará presa no Tempo se conseguir lutar para não regressar à roda da vida, e o seu pensamento sofrerá mais por não poder lutar, por saber que nada pode enquanto estiver presa no maldito Tempo criado por intermédio dos Espaços abertos e em permanente expansão para a preservação da matéria. Se eu a tivesse encontrado ainda com vida, poderia anular o poder da matéria e libertá-la! Os deuses nada fizeram para que isto fosse possível! Quero estar com ela, quero amar o seu Ser depois destes milénios. Não posso permitir a sua morte, por mim e por ela. Pai!... Porque nos abandonaste?! Porque permitiste que Laurema sofresse a Lei da Matéria, tão directamente!? O que fazes tu no teu mundo inexistente?! Porque deixaste morrer aquela que é tua filha directa!? Porque me provocas tanta dor depois de tanta luta!? Libertei tantos seres das garras da matéria em tantos mundos de tantas formas, e não me orientaste para salvar aquela que amo e, tu sim, ouvias os seus apelos distantes e sabias onde se encontrava, porque a tua parte está em toda a parte, ou parte de ti, exista ou não exista.

- Taudus!

Uma voz penetrou o seu Ente e toda a vida do mundo brilhante fervilhava ao som do verbo.

- Não me acuses do que não tenho culpa. Levei-te Laurema como te prometi e, também eu, tenho sofrido a sua dor; mais ainda.... porque a ouvia e sabia onde se encontrava. Mas quero que saibas porque Laurema entrou na roda da vida: Foi por ti! Era a ti que ela procurava quando decidiu entrar livremente nessa forma de vida. Era a ti que ela queria salvar. Tinha-te já procurado em todos os mundos e decidiu, ao contrário de ti, procurar-te naquele em que nenhum Ente da hierarquia quer cair, por saber que busca a sua própria morte. Foi por amor, que ela o fez. Por amor a ti. Por essa altura já não pude fazer nada. Quando a tentei impedir, já ela ponto de luz vogando pelos céus da Terra da 2ª dimensão, se dirigia vertiginosamente para nele se alojar, ao corpo de um pequeníssimo ser acabado de ser criado há muito pouco tempo. Estava um dia de sol radioso, nessa manhã, sobre aquela parte da Terra e uma mulher carregava um pequeno ser no intuito de o levar à mãe; mas a meio do carreiro ornado de silvas agrestes que seguia, bebe o leite do bebé que chora de fome. Laurema, dá-se conta dessa monstruosidade quando olhava o campo de erva que era atravessado por esse mesmo carreiro e decide salvar o bebé que estava envolto num xaile branco que irradiava uma aura branca e brilhante, com os raios que o sol, pousava suavemente sobre ele. Nesse instante, só pensou em salvar o bébe luminoso lá ao fundo e acabou presa dentro dele. Se ela pensou, que o bebé poderias ser tu, não sei... só sei que não aceitou o comportamento da mulher. Sentiu o bebé em perigo. Mas, mediante as circunstâncias é provável o seu engano perante o quadro a que assistiu lá do alto. O bebé era diferente e estava em perigo. Daí ela passou a ser o bebé e o bebé a ser ela, simultaneamente. Mais uma divindade apanhada na matéria mais ou menos grosseira. Mais uma divindade que se esquece esporadicamente de todo o mal que os próprios humanos lhe podem provocar. Mais uma divindade que vai em socorro daqueles que na remota antiguidade os combateram para ficar com a Terra só para si. A tristeza, também me invade por mais esta perda. Estou cansado de não conseguir impedir a loucura instantânea de qualquer deus ou deusa, que imprevidente, sempre cai em mundos que não lhes pertence, arriscando toda a sua imortalidade. O corpo que repousa, inerte, nos teus braços, é o bebé indefeso de à anos atrás, que contém o Ente de Laurema minha filha.

E, com a voz desgastada pela enorme dor que sentia, o Supremo continuou a comunicar com Taudus, numa tentativa de ele entender e interferir nesta imensa catástrofe, que era a perda da menina.

- Apesar da tua entrada nos mundos materiais ter permitido a Grande Luta Universal contra os usurpadores da Essência, não te esqueças do princípio da formação quando Urion foi invadido pelos Gorquis e nenhum de nós pôde prevalecer, sendo obrigados a desdobrarmo-nos em pensamento naquele que teria por lei lutar até à sua própria destruição e assim fazer-nos ressurgir dele próprio. Como sabes, muitos Espaços abertos surgiram no Tempo, porque ao ser criado o Tempo e o Espaço, poderíamos existir eternamente. Assim, ao criarmos Laurema, o embrião do Espaço, teríamos a garantia do Retorno Contínuo, mas, não precisando dizer-te quem é ou quem são Laurema, porque o amor eterno e para a eternidade manter-vos-á sempre conscientes de vós próprios, devo informar-te como e quando se deu a separação do Um em Dois, mesmo continuando na sua verdadeira essência a ser Um.

 

na mesma

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publicado por lazulli às 13:19
Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

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EscritoPorLazulli lazulli às 03:01
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Mary Paz - Segundo Capítulo (7)


 

VII

 

 

 

 


Taudus sentiu que o Universo distante gritava, em uníssono com ele, a sua dor. Não queria acreditar que este estranho Ser a seus pés, era a sua amada perdida no Tempo. Não podia ser ela, nem com esta forma, nem desaparecida outra vez no Tempo, que se podia prolongar por mais uma eternidade. A essência Universal não podia deixar que a roubassem de novo de si, nem permitir que este Ser inerte fosse a outra parte de si mesmo.

O Sol brilhou com mais intensidade, como que para confirmar o aparecimento da menina perdida, tentando dizer a Taudus que esta era a verdade.

Taudus, sabia que esta era a verdade mas não queria admiti-la para si mesmo. Não era isto pelo que tinha esperado e lutado desde os primórdios da existência. Esta insignificante criatura, não podia ser a sua amada. Não podia. Ainda seus olhos retinham a sua magnânima forma, que nunca apagara da memória. A sua beleza. A sua candura. O seu rosto, não comparável. De uma infinitude inigualável. Como aceitar isto que o Destino, tardiamente, põe perante si?! Sufoca as lágrimas de desilusão e dor que se vão espalhando por todo o seiu interior, criando um rio de luz até aqui inexistemnte. De impotência e raiva. De ira, quase incontrolável, vê cescer dentro de si tormentosas vagas de sentir que querem galgar as margens de seus póros luzidios e vir comungar com todos os elementos deste mundo de cores infinitas. Pacientes e compreensivos, todos os elementos em volta pareciam aguardar que ele entendesse e aceitasse uma realidade de um outro mundo, de uma outra dimensão, para a sua amada, fora do seu próprio Tempo e de sua própria dimensão. Todos os seus amigos presentes pareciam zelar a sua própria morte, muito antes de Taudus a sentir. Mas não eram, todos eles, parte integrante uns dos outros?

Já estavam adiantados no Tempo e a harmonia entre eles tinha-se quebrado. Que Ser estranho e enigmático, para ser parte de seu Ser, que provoca a desarmonia onde ela nunca houvera acontecido. Mas, nunca os companheiros seus, se haviam enganado na Verdade e na Justiça, e bem quisera que, desta vez, estivessem completamente equivocados, da sua certeza, que se manifestava de forma inequívoca . Mas já seu irmão Sol, havia confirmado que a seus pés, estava o resto de si mesmo. Tinha que dominar o medo que se tinha apossado dele. Não conseguia distinguir dentro de si, se receava que isto fosse a sua amada eterna que os deuses lhe haviam concedido nos primórdios do Tempo, antes da formação das coisas e das formas, ou se receava a sua morte e a sua perda. Sentia seus amigos a apoiá-lo, para defrontar a verdade a que nunca houvera fugido.

Ajoelhou lentamente junto deste Ser, e tocou ao de leve com sua mão acobreada neste corpo sem cor e sem vida, afastando os cabelos negros que lhe cobriam o rosto, incrivelmente, pequeno. O seu Ser paralisou de dor quando seus olhos lhe viram a expressão da essência da vida presa dentro do rosto. As lágrimas caíam abundantes por seu rosto brilhante e sedoso, parecendo que pequenas gotas de ouro davam mais beleza a seu rosto belo e limpo. Acarinhou a criatura frágil e sentiu que estava morta. Com suas delicadas e enormes mãos, virou-lhe o corpo e procurou o sinal seu, com que os haviam marcado para não se perderem um do outro. E, logo o Sol, projectou um raio de luz sobre a ave desenhada no fundo da espinha dorsal, desta frágil e horrenda criatura, transformando-a em luz pura neste corpo incrivelmente pequeno, pelo menos para a estatura de Taudus e de todo o seu mundo quinquidimensional .

- Laurema ... Laurema, em que estranho mundo vivias, e que forma tão insignificante te deram, amada minha, que nem eu, que à milénios te procuro e te amo, muito antes de nascermos, consegui reconhecer-te.

Não conseguia controlar a sua dor. E o guerreiro sem medo, que defrontava todos os inimigos da Verdade e da Justiça, já não parecia o mesmo. Estava prestes a revelar-se contra a sua própria essência, esquecendo a grande luta que ainda havia por defrontar. Mas Taudus não entendia, não só a morte de sua amada, como também seu pai eterno havia permitido o sofrimento dela, numa vivência tão diferente da sua. Tinha lutado pela essência... o que tinham feito para a proteger? Como os senhores da essência da vida permitiram que ela entrasse no mundo da matéria viva? Pois só podia ter sido aí que tinha vivido. Por isso nunca a tinha podido encontrar no mundo da essência.

Pegou-a nos braços, arrancou com raiva a sua espada de fogo e o seu escudo energético, e arremessou-os para longe. Seus amigos, silenciosos, seguiam-no sem ousar interferir na sua dor, pois sabiam que durante milénios ele a havia procurado por vários mundos e em várias formas de vida, mas que nunca ousara pensar que ela poderia estar perdida no ciclo eterno da matéria inteligente que era a maior prisão de todo o Cosmos, sem que os eternos senhores da vida a tivessem libertado das garras da matéria. Ele lutava contra os senhores de rostos velados, e a sua amada havia vivido no meio deles como um deles, sem poder fugir, sem ter a quem recorrer. Por isso sentia os seus apelos, sempre distantes e distorcidos. Tinha perdido o seu amor, pois era só dor o que ela poderia ter sentido. Como é que um ser hierárquico da essência da vida poderia ter entrado na roda do destino? Quanto deveria ter sofrido enquanto o procurava... quanto deveria ter chorado sem saber se eu existia, ao viver no mundo da ilusão.

Caminhava sobre a areia doirada, sem pensar em mais do que tinha sido o sofrimento dela, e ele sem poder lá estar para a proteger.

Taudus ouvia a sua companheira terna a chamá-lo docemente, e parou com o corpo inerte de Laurema junto de seu peito. Seu rosto, belo e sereno, estava desolado.

- Taudus, ela procurava-te quando a encontrei... gritava por ti... e foi o seu grito de amor e desespero que eu ouvi... mas cheguei tarde, guerreiro amado, e não consegui trazer-te a felicidade para que estavas predestinado. Ela amou-te sem te conhecer, sem te recordar, e enquanto agonizava nas minhas garras, ainda era em ti que ela pensava. As últimas palavras que a sua voz pronunciou foram: “Senhor, amo-te mesmo sem entender porque não vens”.

 

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publicado por lazulli às 14:41

Sábado, 29 de Setembro de 2007

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EscritoPorLazulli lazulli às 02:40
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (5)

(continuação)




V





 

 

Quase morta e com o peso do corpo dobrado, dificultando-lhe ainda mais a penosa marcha que parecia não ter fim por este mundo de ninguém, tentava desesperadamente não morrer sem perceber o que já tinha esquecido mas sabia que havia existido. Seus lábios secos, como a poeira que pisava, doíam-lhe, sedentos de uma humidade que não vislumbrava no horizonte, por mais que se esforçasse por isso. Até o Sol, seu eterno amigo - porque para um ar tão quente, tinha que haver um por ali, embora o não avistasse de modo algum -, parecia querer penalizá-la da sua constante ousadia, de querer saber o que ninguém sabia. Ele, que sempre estivera lá no cimo, intocável, sem sentir as agruras da existência e que sempre lhe sorrira quando a ele recorrera, parecia não aceitar a sua persistência, castigando-a com todas as dores que o mundo tinha, fazendo-a sentir-se culpada, por tudo e por todos. Tinha raiva! Raiva da vida e da morte! Pois, para ela, até morrer lhe era difícil. Não queria viver! Não estava a lutar para se manter viva! Procurava a morte teimosamente mas esta insistia em não chegar, adiando interminavelmente a satisfação do seu querer. Exausta, cria crer que lá longe num lugar inimaginável alguém se comprazia com a sua degradação atroz. Parecia-lhe ouvir as gargalhadas do Destino a desafiá-la para uma caminhada de morta-viva, sem retorno e sem regresso. Não era amor ou pena de si o que sentia. Era raiva! Raiva da sua impotência, por não poder chegar ao lugar onde os deuses com certeza se encontravam, para assistir de longe à sua queda.

Como que por magia diabólica o vazio parecia-lhe cada vez maior, na alternância dos seus estados materiais. Envolvida, consecutivamente, em mundos compostos unicamente por, Ar e Fogo, quase nada restava do seu pequeno corpo e muito menos da sua pequeníssima capacidade de pensar. Doía-lhe tudo. Meio desfalecida, olhava os turbilhões constantes, dos rugidos de um e de outro elemento, por entre as pálpebras semi-serradas e, observava o seu enorme Poder. A sua omnipotência. A Força destes dois, que ainda a não tinham morto, porque provavelmente estava morta e não tinha consciência da sua própria morte, era imponente e parecia omnisciente, enquanto a elevava no ar, transformando-a num insignificante objecto sem peso ou a atravessava por entre fogos de milhares de cores, sem que estes a quisessem realmente queimar. Ou não pudessem. quem sabe?! Mas sentia o seu corpo arder por dentro, fazendo-a soltar gritos de dor. - Ó Deuses, haveria pior inferno, do que este?! Bem dentro de si, naquele lugar sempre impenetrável, ainda se ouvia a pensar: - "Seria este mundo de contrastes, húmido e seco, o seu próprio pensamento a fabricar novas miragens, como quando fabricava o próprio sonho? Ou este seria o castigo que lhe tinham reservado para os seus crimes, enquanto habitante da Terra?

Atirou-se sobre a poeira escaldante, e começou a maldizer com a voz que ainda lhe restava, o seu bendito Deus, acusando-o e desafiando-o a vir sentir o que sentia. Queria que ele soubesse, antes que seu corpo morresse de vez, que o odiava, que o detestava, por ter feito nascer a vida onde ela não existia. Mas as lágrimas eram mais fortes e a dor de não ver o seu senhor, eram bem maiores. Não podia lutar mais contra tudo. Não havia mais lutas a ganhar ou a perder. Deixou que seu corpo caísse inerte no pó quente, deixando que este a fosse absorvendo lentamente e não se permitiu desafiar mais o que não entendia.

Tudo estava perdido.... Mas antes que seus olhos se fechassem de vez, ainda balbuciou o nome desconhecido e, ao fazê-lo, pareceu-lhe que no céu, um pássaro enormíssimo descia em sua direcção e a seu encontro... mas já a morte estava prestes a tomar conta de seu miserável corpo, fazendo-a entrar no esquecimento total.


(continua)

igual a mim mesma
ficção, livros

publicado por lazulli às 14:35

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

EscritoPorLazulli lazulli às 02:00
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