Segunda-feira, 25 de Julho de 2016

A Grande Mãe IV

 

 

 

Lá fora, no espaço exterior que parecia correr à velocidade da luz, tudo continuava escuro. Só distantes pontos luminosos pareciam assinalar, como luzeiros, algum determinado caminho. Tudo era silêncio no compartimento abafado onde dormiam ou se remexiam esporadicamente milhares de formas de vida. O movimento semi reptilíneo, parecia silvos de cobras cuspideiras no encantamento das suas presas. Uma luminosidade amarelo brilhante inundava a chocadeira, de uma letargia constante. Em todas as prateleiras, suspensas, minúsculos ovos transparentes deixavam ver o desenvolvimento das crias. De quando em vez, um enorme sáurio espreitava pela película oval que envolvia todo o compartimento e dava uma olhadela acidental. E, indiferente para com o que os seus olhos amendoados viam através da película, enfastiado, voltava com enfado as costas e remexia num pequeno botão, introduzindo mais calor às formas de vida ali em formação. Depois, arrastava-se por entre películas e mais películas de paredes e mais paredes, até à presença de homens de carne e osso. Estes, altivos, seguros e arrogantes, nem pareciam dar conta da entrada dos vários sáurios que se iam aproximando, como se soubessem o que queriam ou lhes fosse indiferente a sua presença. Mas, não era verdade. A verdade, é que liam o minúsculo cérebro destes seus servidores e sabiam que na nave tudo continuava bem.

 

Tinham partido de Orion há muitos decrons já e também eles se sentiam fatigados com esta nova missão. Depor mais ovos na Terra. Irra, quando é que se fartariam de enviar sementes? Desta vez a missão era interferência, parecia que lá para onde iam as coisas estavam mal. Os humanos tinham-se desentendido e era preciso dar-lhes nova civilização, pois como animais viviam encurralados em buracos cavados dentro da terra e aos senhores era triste a sua semente não poder proliferar livremente e não ter como e por onde o fazer. Parece que estavam sujeitos a regras impostas pelos depositários.

 

- Os vasos tornaram-se exigentes! - Ouviu-se a voz dura de um louro atraente e devasso.

– Pery, sabes se o tempo nos será descontado no fim da missão? É que desta vez a missão pode bem ser demorada. Parece que a queda do homem foi grande. Dizem que ele e a sua companheira se separaram e elas os impedem de procriar daí a necessidade de novas sementes.

– Não sei. Mas lá demorado vai ser. Os homens perderam o interesse porque sabem que se enganaram e de um modo ou de outro, directa ou indirectamente, são os causadores do fim da sua civilização. Daí, não terem forças para conquistar ou se igualar às filhas da Terra.

– Bem o podes dizer, filhas da Terra. Se fossem filhas do céu, talvez tudo mudasse de figura. Além dos ovos que transportam as sementes, quantos viventes transportamos nós?
– Milhões! A catástrofe já decorreu há muito, mas a devastação foi grande. Precisamos equilibrar a natureza e restituir-lhe alguma força.
– Por mim, que a Terra acabasse e os viventes com ela. Estou cansado de viajar a salvar mundos que não são nossos.
– Estás enganado! Nós criamos ou provocamos o aparecimento de muitos destes mundos.

– Não sei para quê. Parece que em nenhum deles conseguimos criar uma raça digna de nós.

– Por isso mesmo, sua Senhoria insiste ainda nessa possibilidade. Daí, temos que nos contentar com as suas decisões e determinações.
– Tu que já lá estiveste, achas que vai ser difícil a implantação e renovação da nova raça entre eles?
– Não sei. Espero bem que não. Pois não quero ficar lá perdido para sempre.
– Pudera! - A sua gargalhada pareceu atravessar todas as membranas da nave que oscilaram ao toque do som que Percy havia provocado. - Viverias eternamente de vida em vida até que conseguíssemos encontrar-te no meio daqueles biliões inúteis.
– Não sejas sarcástico. Quando os conheceres vais verificar a tua mudança de opinião.
– Vou.....
– É, pelo menos no que se refere à companheira. E, pelos vistos, hoje a desequilibradora .
– Quem mandou fazê-la assim?!
– Não. Ela não foi criada, engendrada ou gerada.
– Então?!...
– Surpreende-te ... Mas apareceu pura e simplesmente. Ou melhor... Sempre lá esteve, desde o princípio
– Queres dizer que ela sempre existiu?!
– Pois, parece que sim.
– E, como não sabe disso ...
– Não sabe, nem vai saber nunca! Nós nos encarregaremos de a impedir.
– Parece bárbaro. É um ser inteligente. Um ser inteiro
– Assim parece ser. Mas, é melhor irmos comer. Está na hora de nos deliciarmos enquanto podemos. Tão cedo provaremos a similitude não a originalidade.
– A propósito , são muitos os novatos que embarcaram desta vez?
– Creio que sim
– Bem, apressemo-nos. Não vão eles também começarem a querer saber demais e anteciparem o já antecipado.
 

 

 

rectificação
livros

publicado por lazulli às 18:46
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
12 comentários

 

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:05
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Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

`pelas almas que aqui Estão e pelas que Virão

(Antes do prometido nas Palavras anteriores, ainda este pequeno poema, a meu ver bem inserido entre umas e outras Palavras, por de algum modo, a ambas dizerem respeito).

 

 

 

   Não cansem meus ouvidos com palavras vãs

criadas para manter a ilusão da existência

quando não sabeis

quem sois

muito menos quem éreis

e menos ainda quem sereis.

 

 

Agarrais-vos a dogmas

convenientes às vossas mais puras ilusões

inventais um mundo cada vez pior

na esperança de um vallaha

doce e eterno

onde por fim

vereis realizados

vossos sonhos de ser felizes

para sempre

adiados

por vós mesmos.

 

 

Aqui vos deixo

a definitiva

queda das almas

porque

foi exactamente por elas

pelas almas azuis

eternamente ligadas

que este pequeno mundo

(CasaDeCristal)

se criou

para no fim

assim como nossas vidas

ser um nada

sem importância alguma

este pequeno mundo

vale tanto quanto todos nós

por vós ele nasceu

fosteis vós que lhe desteis vida

por isso aqui as tendes

As Almas

as nossas almas

que não querendes

depois de terdes dito

que as amaríeis

para sempre.

 

 

Gritai-me antes

o que se esconde

dentro da vossa mágoa

é o que eu faço na CasaDeCristal

Grito a minha "alma" perdida

dentro da Vida.

Dizei-me vós criaturas sem Destino

que trilhais o Destino concebido

por nossos inimigos

que agis por amor

contra o amor único.

 

 

Escravos de todos os poderes

quantas lágrimas já vertesteis

no silêncio de vós mesmos

sufocando

arrastando e ocultando a vossa verdadeira dor

incentivando outros

à Criação da "vida"

quando os outros têm e terão

o mesmo destino

que todos nós.

 

 

Não tendes vergonha

de atirar ao mundo

mais almas inocentes

tendo a certeza absoluta

que elas vêm para sofrer?!

Do Nascimento à Morte

será sempre esse

O Seu Destino

igual ao nosso.

 

 

Dizeis-me que o mundo acabará

se não continuardes a persistir

nessa mentira

nessa esperança absurda

de que quem chega vos perpetua

a existência

dizendo ainda amar em consciência

quem virá de novo para sofrer e morrer.

 

 

Apontai-me a felicidade

apontai-me a eternidade

apontai-me a liberdade

neste mundo

dizei-me onde se encontram

tantos bens

mas mostrai-mos de verdade

de contrário

chamai-me louca

mas não seguirei os vossos passos.

 

 

Rangei os dentes de raiva

espumai fel

porque eu continuarei a ver

a verdade que dói

mas me mantém lúcida

e quando por mim vos cruzardes

tende cuidado

porque eu sempre vos gritarei

que enquanto existirdes

nada sois

nem neste mundo

ou noutro mundo qualquer

porque a matéria

sempre vos/nos

aprisionará.

 

 

Sois/somos coisas

muitas coisas

mas a divindade não vos/nos espera

porque simplesmente

não existe

Nós somos a própria Divindade

Presa

Agrilhoada

à vida que geramos em torno de nós

e Dela não queremos saber

não a escutamos dentro de nós

e libertamos o que mais prezamos

porque a entendemos

à Divindade

coisa separada de nós

que só será nossa

se continuarmos a mentir aos outros e a nós mesmos.

 

 

Escusais de inventar mais santos pelo caminho

porque esses são aqueles que como vós/nós

não eram nada

e hoje ou jazem acorrentados

no tenebroso local

à espera de ver tal luz surgir

e por ela se infiltrar novamente

ou

diluir-se com a matéria

a que pertencia.

Eis os vossos sagrados genes

matéria geradora de matéria

não d'Almas (entes)

porque estas sempre existiram

antes Do Existente.

 

 

 

 

 

 

Será que é porque sabeis

disso mesmo

que incentivais

ao aparecimento

de mais sofredores

tendes medo de nunca mais existir

dentro da carne?!

 

 

 

 

 

Não é amor

e sim necessidade vossa

de vos tornardes eternos

por intermédio

de outros

e ainda terdes motivos

para suportar este inferno

onde moramos.

 

 

Mas ó criaturas insanas

desse modo nunca sereis

livres

e sim os genes que vos compõem

o serão

vós não.

 

                      

 

 

                   

que ilusão inútil

que farsa imensa

 

 

 

 

 

No silêncio de vós mesmos

quando a noite cai

ou o dia vos tortura

com as suas insanas loucuras

fruto

de mentes diabólicas

dando e tirando

consecutivamente

as benesses que entendem

e estendem

ao longo do Caminho

da Vida

momentos de prazer e dor

sendo a dor a que mais

prevalece

e em vós fica

como marca inequívoca

da Passagem

por este mundo de ninguém.

 

 

Os risos

esses são sempre os únicos passageiros

muitas vezes nem tão pouco genuínos

e sim artificiais ou forçados

para esconder de vós mesmos

a única coisa que a existência

permite a todos

Sofrimento.

 

 

Se assim não é

então esses serão os privilegiados da Terra

dela vieram, são e permanecerão integrados

sem Alma

O Universo não os espera

pura e simplesmente

porque esses não lhes pertence

a não ser

em mais poeira cósmica que cruza

todos os Espaços criados

em cata de Essência que lhes permite

adquirir Forma

de modo a poderem existir

no agrupamento das moléculas

que convém manterem vivas.

 

 

Não vos atreveis a mentir-me

dizer-me da grande dádiva

não me digais mais

sobre o bem da vida

porque não tendes poder

para me enganar.

 

 

Grito-vos eu

vós mentis

tudo é melhor para vós

do que a perda da existência

de vida em vida

Pensais vós.

 

 

Sabeis a verdade

só que não tendes coragem de a aceitar

é dura e fria esta verdade

que ignorais

e a qual combateis

porque ela

diz-vos claramente

da inutilidade das nossas vidas

diz-vos que nasceis para morrer

diz-vos que de tanto serdes

nada sois

e nada tendes.

 

 

Chegais com nada e é com nada que partireis

nem o conhecimento vincado a ferro em brasa

diariamente forjado na

 

 

 

forja do Destino programado

dentro de vós se manterá

porque na sua maior parte

não faz  parte de vós

foi-vos incutido mais ou menos à força

para vos poder manter aqui

numa ilusão permanente

quando daqui saís

verificais que nem isso levais

apenas e só apenas

vosso sentir

imutável

inalterável.

 

 

 

 

 

Se o soubesteis preservar

no meio de tanto conhecimento adquirido

que só vos serve em e na vida

 

 

depois depois

 

 

 

É no vazio que vos encontrareis por escassos momentos

e aí permanecereis

até retornardes para aqui ou outro lugar qualquer

mas.... voltais novamente vazios

para vos voltar a encher

como se fosseis

taça sem fundo

que permanecerá

sempre fria

vazia.

SintoMe: nada

EscritoPorLazulli lazulli às 23:11
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

fragmentos das memórias que guardam em si o Tempo decorrido atravês dos tempos

 

Nem todas as memórias são completamente aniquiladas nas suas variadíssimas passagens pelos detentores da Roda. Muitas delas por razões várias, conseguem salvaguardar em si mesmas, pequenos fragmentos que escapam ao crivo poderoso de quem está no comando das passagens das existências várias. Mau grado o falhanço destes fiéis carrascos das almas e dos seus poderosos senhores, muitos são os que ao longo das existências, arrastam dentro de si pequenos filamentos mais ou menos longínquos, que acabam por os perturbar ao longo de uma ou outra existência, quando se deparam com algo que lhes desperta por escassos segundos a memória escondida, nas profundezas do seu cérebro. Nestes escassos segundos de um alerta que vem de dentro, a perturbação por mero desconhecimento de si mesmos, muitas e muitas vezes fá-los recorrer a Dogmas instalados, exactamente para os desviar da Natureza da sua Alma Prima (Ente genuíno e preso nas grades que se não vêem, mas que se fazem sentir consecutivamente dentro de qualquer um).

Não tendo explicações "realistas" que os esclareçam, sobre o "déjà vu", partem para mundos desconhecidos, onde pensam encontrar respostas para si mesmos, envolvendo-se em teias tão bem elaboradas que a prisão das suas almas triplica, milhões de vezes.

 

Nesta insatisfação veremos sérios convictos de verdades que não são suas. Vemos iluminados, cientes, ser mais do que qualquer um. Vemos os ditos místicos, envoltos em malhas tenebrosas de astrais e "sabedoria de outros", que dada a conta gotas, os leva à realização de rituais iniciáticos, senão ridículos, enganosos, até porque uma "alma" é única, daí não poder de modo algum sem ser por si mesma, encontrar a sua própria Estrada. Estes eternos neófitos que anseiam atravessar os portais do existente e deste modo atingir o inexistente, acabam sendo atirados cada vez mais para longe de Casa, onde o Retorno-Contínuo, se vai tornando cada vez mais difícil e a absorção da sua essência pela Matéria Inteligente, torna-se pasto fácil para a Evolução da mesma, enquanto o Ente se vai fundindo e dando ao Inimigo Poderosas armas que num Combate Final, jamais servirão seu verdadeiro Propósito. Outros, perdem-se, meios Proscritos nos meandros de "coisas" onde se vão alheando de si mesmos. E finalmente outros, vão ficando sós, mordendo diariamente a sua dor, num silêncio e solidão que nada e ninguém arranca de seus corações doridos. Serão estes, se as forças não lhes faltarem e conseguirem manter-se fiéis à Verdade de si próprios, com Coragem para aceitar uma Natureza que em nada tem a haver com o que conhecem, que provavelmente ainda poderão lutar para regressar à Casa de onde partiram... um "dia".

 

Temos assim, deste modo, estilhaços de luz dispersos por todos os mundos visíveis e não visíveis.

 

Agarrando-se, muitas vezes a fantasias criadas (a propósito) acabam por entrar num turbilhão de crenças e contradições e dar ao Inimigo as armas necessárias para mesmo depois da falha da roda dentada, não saírem dos meandros da nova mente adquirida.

 

Se cada um fosse apenas com Verdade dentro de si mesmo buscar o que é seu, talvez a essência dispersa e ao serviço do Inimigo fizesse a sua luta neste campo de Batalha que é a Terra, salvaguardando a sua integridade de ente e nunca entregá-la por desconhecimento da Verdade escondida, aos seus próprios inimigos.

 

Mas, a Esperança, dos poucos esvai-se por entre tanta incerteza e a sua luta manter-se-á sempre solitária, numa imensidão tão imensa e intensa que um dia desistem de si mesmos ou ignoraram qualquer das verdades que lhes surja pelo caminho. Cansados de lutar pela Verdade/Justiça, tomam partidos que podendo ser certos para o seu ente, não deixam de fazer parte do mundo criado que só o foi para os aproveitar em si mesmo, porque só desse modo poderiam evoluir. O ente, esse, tão tem evolução. É o que é. Mas é exactamente o oposto que lhes transmitem. Ardil tenebroso que Uns em determinada altura, para poderem existir, assim o determinaram, deixando os estilhaços de luz (essa sim divina) à deriva pelo Cósmos. Deste modo, entes doridos, procuram-se e por vezes encontram-se, por entre os prismas de luz que se vai também expandindo numa busca infinita do seu próprio mundo, mesmo tendo consciência que estão num outro que não lhes pertence. Mas não se ouvem entre si, porque já em nada acreditam. Esquecem deste modo que de onde eles surgiram, muitos outros surgiram e assim como eles, esperam e aguardam uma qualquer luz, desde que não seja mais uma luz artificial e sim genuína. Tudo quanto existe, não é nosso. Nem o nosso próprio corpo nos pertence. É mais um amontoado de moléculas vivas que se vão transformando ao longo dos biliões de milhões de séculos, por esse Infinito além.

 

 

Acontece que alguns destes não-privilegiados e sim firmes no seu sentir de verdade, ou porque vêem de demasiado longe onde o Criado ainda não passava de não-criado e a sua existência nem tão pouco fazia parte do Espaço/Tempo ou porque guardou o Amor Universal de que fez parte Antes de Tudo existir e a sua fidelidade e lealdade ao Amor Essência é de tal ordem, que nenhuma Força Criada depois do Caos que se instalou e expandiu e expande, consegue destruir completamente. Meio proscritos nas vidas que nem deles são, porque a deles continua fiel a si mesma num recanto do/s corpo/s que lhe/s vão atribuindo ao longo dos milhões de milhões de anos, não desistem de acumular o seu próprio saber, agarrar como se agarra a vida plena, a Verdade que paira dentro de si. Aqui, estes proscritos alcunhados de variadíssimos nomes, continuam em busca do seu próprio caminho. Daquele, que eles sabem, ser o único que os fará retornar a Casa. E essa longa Estrada.... são eles próprios dentro de si mesmos, sem artifício algum. Verdadeiramente genuínos. São um Nada Tudo de um Tudo Nada. É essa a Sua Natureza. Natureza jamais aceite por quem reverência a existência, como Suprema.

 

E é nesta luta constante. Nesta fuga não de si mesmos nem das suas memórias estilhaçadas, mas das sempre novas/velhas imposições de verdades criadas como únicas, que estes vão relembrando, por vezes dolorosamente, a verdade de quem são na realidade. Vão sabendo que o que lhes impõem nada tem a haver com a sua Genuína Origem.

 

Talvez tenham vindo a ser poucos. E talvez não. O número das Formas geradas é tão imenso quanto os milhões de milhões de anos que separam as existências, não só num único mundo mas também em muitos outros mundos, quer tenham eles a Forma quer a não tenham.

 

Estes verdadeiros guerreiros do Amor e Fidelidade à Sua própria Origem, são sem dúvida alguma os únicos que se conseguirem manter-se longe do que foi Criado, mesmo que inseridos na Criação, porque esta será sempre exterior a si mesmos, um dia terão a possibilidade de voltar a viver de verdade. Voltar a ser. Voltar ao UNO. .... estarão também preparados (já o têm provado nas suas variadíssimas fugas à roda (senão plenamente, pelo menos parcialmente) para Lutar pelo seu mundo. Na verdade é isso que vem acontecendo desde o dito Início, a que os humanos deram o nome de Big-Bang ou Adão e Eva (mas isto são histórias, que a mim apenas dizem o que têm a dizer e não mais que isso... porque eu...penso). A Guerra interminável de Dois grandes Poderes. O Poder da matéria vs O Poder da anti-matéria. A Dualidade existe!

 

Será neste conflito que todos e mais uns tantos e ainda outros tantos de mundos reais mas diferentes, como também os de outras Dimensões e ainda os que pairam por toda/s a/s Galáxia/s., que um dia será definitivamente decidido quem ou o quê prevalecerá neste Oceano Infinito. Se a Matéria Inteligente OU o Ente Essência. Nesse Dia, tudo será definido de uma vez por todas. Ou outros novos mundos surgirão com a evolução e perfeição da matéria já capaz de se recriar sozinha sem ter o intruso em si (o único que ainda a anima e lhe vai permitindo a tão ambicionada perfeição/evolução) ou a essência pura do sentir. A anti-matéria que absorverá os mundos e recolherá em si a essência de cada Ente disperso, onde o Nada é Tudo e o Tudo é Nada. Onde a beleza do Amor Inatingível existirá sem existir, integrada num Azul Infinito onde só existe UM. Um que se reuniu, se completou depois de uma infinidade de Tempo dispersos. Aqui caminhar-se-á sobre cristais azuis de mil cores. Ser-se-á o próprio cristal. Ser-se-á a própria luz. Luz que brinca em amor e verdade e é livre. Partículas finissimas tais cambraias de biliões de cores, que se desdobrarão milhões de vezes sem nunca se desagruparem, como aconteceu um dia...

 

Mas a Guerra existe desde o seu início. Nunca deixou de existir, desde.... As Batalhas são mais que muitas e aqui as armas dos terráqueos por exemplo, são meros brinquedos comparados com o Poder do Ente. Porque este Poder tão Oculto e tão Presente em muitos, aqui e além e ainda acolá e mais além ainda, que ninguém vê, não precisa de nada, absolutamente nada daquilo que conhecemos, para Vencer ou Perder. É essa Força pertença genuína de alguns humanos também. Força temida pelo Inimigo Pensante. Talvez seja por isso que por exemplo este Planeta e outros tantos e ainda outros que não fazem parte de todo desta engrenagem e sim de uma outra talvez mais próxima da Essência, continuem a temer a Verdade e daí esconde-la zelosamente do olhar de todos. Enganam as almas, desviando-as com supostos amores que lhes pertencem. E estas, pobres de conhecimento e verdade, seguem quase sempre as estradas erradas. Melhor fora não seguir nenhuma.

 

 

É por esta pequena exposição do meu pequeno pensamento que provavelmente as próximas palavras escritas, relatarão um facto real, cruzado exactamente num dos mundos por onde muitos de nós passamos.

 

Alguns chamar-lhe-iam sonhos. E serão. Meras quimeras, fruto da imaginação ou das vivências. Contudo o que escreverei a seguir é um desses ditos sonhos intercalado, enlaçado, sei lá, ocasionalmente dirigido talvez conscientemente por uma das partes ou talvez não. Porque a possibilidade de uma criatura humana entrar no sonho de outro humano e juntos vivenciar um acontecimento parado no Tempo, é algo praticamente impossível. Coisa de ficção. Mas eu afirmo que não. Nem mero acidente dos mundos, é. Porque por mais vezes fiz parte do dito sonho de outra/s criaturas. Neles estive. Neles entrei e com eles vivenciei tempos, vidas, criaturas, etc... Não interessa aqui saber como e porquê. Importa sim, neste caso para mim, a vital importância de uma memória que tem várias memórias, que completam o puzzle de um ou mais Entes, pelo menos de Dois, é Certo. Os tais fragmentos que passaram na Roda do Destino, sem que este tivesse tempo de lhes esvaziar a memória, para a próxima vida..... e este acontecimento em 1997, permitiu-me mais do que a "descoberta" de estar no sonho de outro, de algo que me era e é imprescindível, para continuar na mesma Estrada de regresso a Casa.

 

Claro que este pequeno excerto não mencionará aqui nem o antes, nem o depois, nem tão pouco o porquê. Mas, de certo modo, vincado, prolonga-se por toda as CasaDeCristal, fragmentos desta história verídica, bela, mágica, mas, ainda sem fim à vista. Talvez um dia no tempo, quem sabe.... Os corpos guardados dos meninos que dormem à eternidades, sob o lago, sejam despertos ou haja condições para ingressarem nos corpos que são realmente seus e que em tempos estariam, possivelmente à guarda do Olimpo.

 

 

Seria um passo de gigante para o retorno de ambos e a busca ter um fim.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 02:07
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

Pântano

 

Agitam-se
as águas do Pântano
por um momento.
Por um momento,
adormece os sentidos
num torpor mágico
de encantamento,
deslumbrada
pelo mistério d'almas que se mostram.

 

 

 

Inconsciente,

insiste em atravessar descalça
as águas lodosas que se movem,
confiante
que consegue
ver o inexistente.
O que foi
e que não será mais.
o que era
Mas nunca chegará a ser.

 

 

 

Eram as palavras
e o seu constante bailado,
fruto de mentes diabólicas
que se expandiam sem pudôr
como predadoras d'almas
instantâneas.
Frenesim inquieto d'palavras
treinadas
onde a verdade nunca existe.
A ilusão
com intenção
É a mentira
descarada,
deslavada.


Queria a integração
nas s'vivências
no estender suave das suas mãos
nas águas tépidas
que aclaram à passagem de ventos suaves.
Mas, não consegue,
essa não é a sua natureza.



Movem-se lianas e abetos
quando o vento por eles passa.
Luzes escondidas
surgem acanhadas nas brumas do Pântano.



O voo do pássaro
permanece,
já não inseguro,
receoso,
pela Pradaria imensa
que por baixo dele se estende.

Mas pousar
o pássaro não pousa,
a sua natureza não lhe permite.

Tentar permanecer
em solo firme,
atormenta-o.
É pequeno
muito pequeno

o pequeno pássaro.

 

Quer sobrevoar a Pradaria sem medo
mas nela não quer ficar.


Afasta-se de si neste estar que não é seu
neste instante pendente de si
neste desencanto da s'alma
tenta encontrar uma razão para aqui estar

permanecer

ouvindo os sorrisos e sorrir.
Mas dois são os motivos

só por eles permanecerá
porque foi por eles
unicamente por eles que ficou.
Que iniciou a travessia
do Pântano sombrio da Pradaria.

Sorriu às almas que lhe sorriram
num gesto de agradecimento meigo e terno.
Retribuo-lhes o estender das suas mãos num gesto seu

de ser ela mesmo ela,

só dando e recolhendo deste modo unicamente seu

é digna dos seus sorrisos e do estender das suas mãos

como almas se se tocam e reconhecem do Antes Do Tudo Nada De Tudo.

 


Num instante tudo parecia possível ,

podia rodopiar alegre, dançar no ar, misturar-me com os elementos

pertencer e ali permanecer,

participar da vida de um Pântano profundo deste mundo.

Mas o desencanto magoa a alma que traz em si

não pode continuar

não sabe tentar

continuar pousada de lugar em lugar.

Não pode.

 

Sobra uma paz, uma certeza, um saber que a contenta.

Não é mais a vida no Pântano e do Pântano na Pradaria imensa que lhe provoca dor.

É ela que não pode ser o que não é

ao tentar ser igual às boas almas que ali estão.

Sabe a resposta que procurou

por isso pode ficar aqui a sorrir.

Mas não pode permanecer.

As almas sorriram-lhe por um momento mágico.
Nesse deslumbramento de si,
seu coração, alegre, quis ficar.
Permanecer por mais tempo

junto de quem amavelmente lhe sorriu.

Demorou a voltar,  mas voltou só.

Sem medo do Pântano da Pradaria distante.

Hoje ela sabe como saltar de plátano em plátano,

de liana e liana,

sem mais temer cair e afundar-se nas águas lodosas do Pântano maldito

que tanto a perturbou.

 

 

 

 

Hoje, suas mãos ágeis

elevam-se às lianas que lhe asseguram asas nos pés

e a fazem chegar e estar em local seguro

Na Sua Casa

a CasaDeCristal

A sua própria Alma,

onde só o Azul dos céus nela permanece e permanecerá

Intocável.

 

 

(Escrito à 4 anos e composto hoje para meu deleite e deleite de quem quiser permanecer por aqui)

 


EscritoPorLazulli lazulli às 10:18
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Sexta-feira, 29 de Junho de 2012

... a espera

Tarda a prometida idade de ouro

 


Por nada

 


Acto solene
Do mais profundo sentir

Cegueira
Para os verdadeiros cegos
Os que vêem
Unicamente a aparência das coisas

Véu da semideusa
Mal coberta
Que já não vê luz no céu
Porque esta
Fez sua aparição
Na Terra

A vida é feita
De esperas infinitas
E as pedras duras
Os lugares
Por onde se caminha

A alma terna
Recolheu
Na espera
Da luz que veio dos céus
E aqui jaz
Morta

 

O retorno da luz
Rompe as sombras
Que envolvem
O grito
Preso no Infinito

Às vezes

 


Os murmúrios do silêncio sem sentido
Às vezes
O tesouro mal guardado
Às vezes
O licor é sangue servido
Por uma TAÇA

De ouro frio...

 





EscritoPorLazulli lazulli às 13:04
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Terça-feira, 31 de Março de 2009

Humanidade Escravizada XV)

 

 

 

Ainda criança, alguém o alimenta, evitando o corre-corre ao alimento imprescindível. E isto se tiver a sorte que alguém o alimente, senão deambulará desde cedo pelas ruas das cidades do mundo, comendo os restos que vão sobrando pelo caminho de alguém mais abastado do que ele. E neste espaço de tempo que vai sendo alimentado, desde criança até à fase adulta, ele tem uma vantagem: é que o seu corpo não o vence, porque está por sua vez a vencer outros corpos (Pais), que não só cuidam de si como o poupam a tão duro sofrimento imediato. E assim caminha ele, inocente, cheio de ilusões de vivência que nunca se irão concretizar no que diz respeito aos seus pensamentos mais íntimos. Poderá, com muita sorte, ter um décimo daquilo que foi sentindo, deste período em que alguém o tentou proteger, escondendo o que lhe estava reservado no futuro. Mas, inevitavelmente, esse dia há-de chegar para este «protegido» da vida, porque os caminhos da sua sobrevivência já lhe estão a ser preparados de modo a que, quando chegar a sua vez (como acontece com qualquer espécie animal que habita a Terra), saiba como arranjar comida e outras coisas mais. Porque vão-se-lhe deparar inúmeras alternativas em todo este processo de crescimento que o impedirão de chegar ao entendimento de si mesmo. E a única coisa de que vai tendo consciência ao longo da vida é que para não sucumbir pelas ruas das cidades do Mundo precisa de trabalhar; e isto para que não lhe venha a acontecer o que já está a acontecer a muitos, que deambulam indiferentes à espera que algo aconteça, seja o que for, mas que não seja igual ao dia anterior.

Parece que o Mundo foi sempre assim... Imutável como a vida, que vai desgastando os seres sem lhes dar uma solução válida. É um ciclo que não acaba, desde há milénios que se repete, sem que ninguém pretenda acabar com este absurdo. Pelo contrário, eles alimentam os sonhos do Homem pequeno, com a tal malfadada Tradição, dizendo que a vida dura sempre e que ele, quando for grande, vai ser... Vai ser o quê? Mais um escravo humanizado, ou da humanidade, um escravo que viverá uma vida inteira a levantar-se de manhã para regressar à noite, cansado, sem tempo para si próprio e sem entender porquê. E, no dia seguinte, recomeçará de novo este ritual sem fim, esquecendo quem foi e sem saber quem é, apenas recordando o seu nome que mais parece uma marca, para que não esqueça de quem é. Um nome. Apenas um nome. Um nome que, logo que nasce, também em nome de uma comunidade organizada para o bem estar de todos (dizem eles) é-lhe posto, como uma marca, um rótulo que não passa de um controle de registo que vai direitinho para os arquivos da sociedade, e tudo quanto fizer e disser daí para a frente nunca será unicamente dele e sim de uma civilização que pretende o controle de todos os seres humanos que habitam sobre a face da Terra. Com este nome, "obrigam-no" a seguir de imediato qualquer política e religião de acordo com o País em que nasceu e, pelo menos, neste momento crucial da sua vida, não lhe fazem falta nenhuma. Marcado imediatamente à nascença como um qualquer animal irracional, não lhe é permitido, assim, agir livremente como seria de esperar de um legítimo filho de Deus. Controlado até ao mais ínfimo pormenor, para ele é como se a «morte» tivesse vindo no instante em que «nasceu». Mesmo assim, mantém dentro de si uma fé inabalável no futuro. A crença de que vai encontrar uma luz ao fundo do túnel.

Mas, infelizmente para ele, é uma luz que, se existe, não alcança ao longo de toda a sua vida porque a morte continua a ser o destino de toda esta Humanidade que, cansada, caminha para um fim certo, mas que continua a teimar em esconder de si própria este fim inevitável.

Os seus pobres pensamentos estão tão confusos, tão sem solução, que nunca a Humanidade se erguerá, infelizmente para todos nós. Além disso, o silêncio de Deus é tão grande que o Homem nem consegue acordar com tão pouco barulho. Clama no deserto, porque continua a insistir em acreditar a vida ter sido criada por um tal Deus para deleite de uma Humanidade cansada e torturada, onde até o direito de raciocinar lhe foi, é e será retirado numa convergência de interesses entre o Poder Estatal e o Poder Eclesiástico. Onde um toma conta do corpo do homem, com uma civilização política que nos arrasta para uma penosa sobrevivência, e o outro toma conta da alma, como detentor de verdades inacabadas que nos destroem a razão. Assim, continuam a manter de pé esta estranha civilização que nos destrói a existência e nos afasta da verdade. E é exactamente aqui que entram os tais que talvez saibam a dita verdade para nos impulsionar para a frente, com promessas que nunca se cumprirão. Nunca! Mas se a humanidade tivesse certeza disto, seria um caos, e é este caos que alguns tentam evitar, deixando a humanidade às cegas e incapaz de fazer o seu próprio destino. E assim... Nascem todos os dias religiosos sem sentido, para dar sentido à humanidade, mantendo uma esperança de futuro que nunca há-de chegar. Pensam e governam por todos, pois os seres humanos em geral são incapazes de se governarem a si próprios. Para quê, se têm quem os governe? E quem disse que alguém tem que ser governado por ele próprio ou por um outro? Ninguém disse, ninguém! Mas assim é mais fácil manter por muito mais tempo esta farsa interminável; e, enquanto durar, também vão durar todos aqueles que, mais rápido que os outros, apenas quiseram viver. E se viver é o que todos nós sabemos, esta luta consecutiva pela sobrevivência que nos angustia dia após dia ao longo de toda a vida, então eles fizeram-no bem, para que a sua própria escravidão fosse menor. Só não conseguiram vencer a morte, mas para lá caminham. Pelo menos buscam desesperadamente os conhecimentos antigos das sociedades «ocultas» ao nosso entendimento actual (que julgam existir, de um modo ou de outro), para que a imortalidade, como a entendem, lhes seja revelada. E vão tentar, se vão! Esperando talvez conseguir o conhecimento supremo, como forma de deterem o Poder Total, que lhes permitirá ser igual ou mais do que o seu próprio Deus imaginário.

Também é verdade que alguém poderia ter dito alguma coisa e, até, abrir uma centelha de luz num caminho desconhecido que os levaria ao tão desejado caminho. Mas conseguiram convencer os interessados na verdade que não é o que está para lá do caminho o que interessa e sim um meio de ser e pertencer ao Grande, ao ­Maior, ao Sublime. E já são tão Grandes nas suas actuações neste mundo, Maiores no Poder e Sublimes nas suas estúpidas decisões.

 

calma
ensaio, homem, livros, morte, vida
 
publicado por lazulli às 21:17
Sábado, 6 de Outubro de 2007
SintoMe: ... aterrorizada com o mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 20:09
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

lobos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu e os lobos... a solidão verdadeira...


(Dentro destas grades estão presos lobos solitários, tristes, ausentes.) Mas... no mundo cá fora, ficaram os lobisomens. Aqueles que nunca serão lobos. Mas serão sempre homens. Por isso eu amo os lobos.


"Cada dia é uma nova espera para um fim que não existe".

 

criativa e boa
pensamentos
publicado por lazulli às 11:13
Julho de 2007
2 comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 00:59
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

A Grande Mãe IV

 

 

 

Lá fora, no espaço exterior que parecia correr à velocidade da luz, tudo continuava escuro. Só distantes pontos luminosos pareciam assinalar, como luzeiros, algum determinado caminho. Tudo era silêncio no compartimento abafado onde dormiam ou se remexiam esporadicamente milhares de formas de vida. O movimento semi reptilíneo, parecia silvos de cobras cuspideiras no encantamento das suas presas. Uma luminosidade amarelo brilhante inundava a chocadeira, de uma letargia constante. Em todas as prateleiras, suspensas, minúsculos ovos transparentes deixavam ver o desenvolvimento das crias. De quando em vez, um enorme sáurio espreitava pela película oval que envolvia todo o compartimento e dava uma olhadela acidental. E, indiferente para com o que os seus olhos amendoados viam através da película, enfastiado, voltava com enfado as costas e remexia num pequeno botão, introduzindo mais calor às formas de vida ali em formação. Depois, arrastava-se por entre películas e mais películas de paredes e mais paredes, até à presença de homens de carne e osso. Estes, altivos, seguros e arrogantes, nem pareciam dar conta da entrada dos vários sáurios que se iam aproximando, como se soubessem o que queriam ou lhes fosse indiferente a sua presença. Mas, não era verdade. A verdade, é que liam o minúsculo cérebro destes seus servidores e sabiam que na nave tudo continuava bem.

 

Tinham partido de Orion há muitos decrons já e também eles se sentiam fatigados com esta nova missão. Depor mais ovos na Terra. Irra, quando é que se fartariam de enviar sementes? Desta vez a missão era interferência, parecia que lá para onde iam as coisas estavam mal. Os humanos tinham-se desentendido e era preciso dar-lhes nova civilização, pois como animais viviam encurralados em buracos cavados dentro da terra e aos senhores era triste a sua semente não poder proliferar livremente e não ter como e por onde o fazer. Parece que estavam sujeitos a regras impostas pelos depositários.

 

- Os vasos tornaram-se exigentes! - Ouviu-se a voz dura de um louro atraente e devasso.

– Pery, sabes se o tempo nos será descontado no fim da missão? É que desta vez a missão pode bem ser demorada. Parece que a queda do homem foi grande. Dizem que ele e a sua companheira se separaram e elas os impedem de procriar daí a necessidade de novas sementes.

– Não sei. Mas lá demorado vai ser. Os homens perderam o interesse porque sabem que se enganaram e de um modo ou de outro, directa ou indirectamente, são os causadores do fim da sua civilização. Daí, não terem forças para conquistar ou se igualar às filhas da Terra.

– Bem o podes dizer, filhas da Terra. Se fossem filhas do céu, talvez tudo mudasse de figura. Além dos ovos que transportam as sementes, quantos viventes transportamos nós?
– Milhões! A catástrofe já decorreu há muito, mas a devastação foi grande. Precisamos equilibrar a natureza e restituir-lhe alguma força.
– Por mim, que a Terra acabasse e os viventes com ela. Estou cansado de viajar a salvar mundos que não são nossos.
– Estás enganado! Nós criamos ou provocamos o aparecimento de muitos destes mundos.

– Não sei para quê. Parece que em nenhum deles conseguimos criar uma raça digna de nós.

– Por isso mesmo, sua Senhoria insiste ainda nessa possibilidade. Daí, temos que nos contentar com as suas decisões e determinações.
– Tu que já lá estiveste, achas que vai ser difícil a implantação e renovação da nova raça entre eles?
– Não sei. Espero bem que não. Pois não quero ficar lá perdido para sempre.
– Pudera! - A sua gargalhada pareceu atravessar todas as membranas da nave que oscilaram ao toque do som que Percy havia provocado. - Viverias eternamente de vida em vida até que conseguíssemos encontrar-te no meio daqueles biliões inúteis.
– Não sejas sarcástico. Quando os conheceres vais verificar a tua mudança de opinião.
– Vou.....
– É, pelo menos no que se refere à companheira. E, pelos vistos, hoje a desequilibradora .
– Quem mandou fazê-la assim?!
– Não. Ela não foi criada, engendrada ou gerada.
– Então?!...
– Surpreende-te ... Mas apareceu pura e simplesmente. Ou melhor... Sempre lá esteve, desde o princípio
– Queres dizer que ela sempre existiu?!
– Pois, parece que sim.
– E, como não sabe disso ...
– Não sabe, nem vai saber nunca! Nós nos encarregaremos de a impedir.
– Parece bárbaro. É um ser inteligente. Um ser inteiro
– Assim parece ser. Mas, é melhor irmos comer. Está na hora de nos deliciarmos enquanto podemos. Tão cedo provaremos a similitude não a originalidade.
– A propósito , são muitos os novatos que embarcaram desta vez?
– Creio que sim
– Bem, apressemos-nos. Não vão eles também começarem a querer saber demais e anteciparem o já antecipado.
 

 

rectificação
livros

publicado por lazulli às 18:46
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
12 comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 17:36
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

A Grande Mãe (II)


 

Talvez porque fosse muito velhinha e seus cabelinhos brancos fossem tão brancos que reflectiam luz junto ao fogo da tenda principal onde também nos dias em que o tempo mostrava a sua força e rugia ameaçadoramente, cá fora, se sentavam em torno do fogo que se encontrava no centro da tenda. Num desses dias, onde a água lá fora caía do céu aos trambolhões e todas as mulheres mais velhas se encolhiam umas nas outras assustadas e as mais novas afagavam as mais pequenas e as mulheres activas, as guerreiras das tribos, as únicas a quem era permitido cavalgar para onde bem entendessem, continuavam sob o assustador rugido do ar que se deslocava furiosamente de um lado para o outro, a guardar odo o clã, deduzia que como a tribo era muito grande elas estivessem por todo o lado. Eram tão silenciosas, que apareciam e desapareciam de repente, de qualquer lugar. Sua primeira mãe, era uma destas jovens guerreiras, que pouco tempo tinha para ela e por isso mesmo as tarefas eram distribuídas de tal modo que nunca nenhuma das mais pequenas ficava só e a ternura com que as outras tomavam conta não lhes permitia sentir falta das primeiras mães.

Mas Leda não era como as outras. Queria ter uma só mãe e só para si. Por isso, vagueava muitas vezes sozinha, quando o sol no alto do céu era quente e luminoso, por todos os lugares que lhe era permitido e também por aqueles onde estava expressamente proibida de ir. Nunca prestava muita atenção aos marcos que as guerreiras puseram em torno do grande clã e muitas das vezes era recambiada e repreendida quando uma destas guerreias a interceptava, fora dos domínios das mulheres. Cabisbaixa, lá era obrigada a tomar o caminho de regresso. Por isso, nunca tinha ido tão longe como desejaria. Nunca conseguiu passar dos domínios da sua tribo e queria muito saber o que haveria para além deles. Devia haver mais mulheres, animais e até homens, porque estes também deviam viver em algum lado. Para Leda, deviam viver num local muito sujo. Talvez num pântano... pois, estavam sempre cobertos de lama. A terra seca cobria-os quase por completo. Na terra deles não deveriam ter água como a delas pois, logo que entravam na tribo, eram obrigados a banhar-se no lago cristalino dos domínios e sempre guardados pelas guerreias de várias idades que circulavam sempre a cavalo em torno de si, não lhes permitindo andar mais ou menos, do que elas mesmo queriam.

No meio de todas as dúvidas, a primeira avó, vendo Leda muito infeliz porque ninguém lhe queria responder como era o mundo para além dos domínios disse-lhe:

- Minha pequena Leda, o tempo já quase chega até a ti e aí saberás tudo quanto é preciso saber.

- Mas vó, porque não posso saber hoje?

- Porque, Leda, és ainda muito pequena, para teres sobre ti as preocupações que todas partilhamos hoje. Tentamos proteger-te e às tuas irmãs, de um conhecimento antecipado.

- Mas eu já sou grande! Já cavalgo sem cair e domino a minha montada.

- Mas ainda é cedo. Não proteges também tu, os mais pequenos que tu, nas tuas tarefas obrigatórias em prol da tribo? Nós fazemos o mesmo, umas com as outras. A cada idade, uma responsabilidade.

- Vó... nós temos medo?

- Não, só nos protegemos umas às outras.

- Mas, porque precisamos de nos proteger? Quem pode querer nos fazer mal? Os sáurios não conseguem atravessar o pântano e só eles é que nos podem fazer mal. Ou não existem só os sáurios ?

- Não, Leda, o mundo é muito grande e o que vês, do que tens conhecimento, é como de uma recém-nascida até chegar a mim.

- Então, existe muita coisa! Diz-me algumas, que nos possam fazer mal.

- Olhar para ti Leda, faz-me sentir mais confiante. Porque, contigo, nunca o nosso domínio ficará em perigo. Mas, promete-me, que não falaras com nenhuma das outras.

- Prometo.

Leda já quase gritava de desespero. Inquieta aguardava o grande segredo.

 

 


publicado por lazulli às 09:13

Sábado, 5 de Maio de 2007

SintoMe: incapaz de mostrar a verdade ao homem

EscritoPorLazulli lazulli às 23:18
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