Domingo, 3 de Setembro de 2017

,,, bicéfala,,, a Serpente Escondida

....bicéfala .... onde se vergam os Poderes da Terra

 

 

magestosa

ostenta riqueza sem igual

infernal

sob manto de ouro púrpura

guarda segredos

pertença de deuses desavindos

esbanja palavras de mel feitas de fel 

a todos enganou

a todos engana

a traiçoeira

 

 

nas suas garras 

o Globo de Outros

que a antecederam

aprisionado

como se fora unicamente seu

usurpando o direito 

do antes, do agora e talvez do depois

na continuidade disfarçada do mesmo

plano de governaçao

das almas aprisionadas que aqui estão

 

 

uma única coroa

em duas cabeças

de Corpo único

olhar firme no Ocidente

olhar firme no Oriente

astuta

dupla ave de rapina

pestilenta

que a todos contamina

 

 

baços

sob suas asas 

poderosos protegidos cérebros limitados

baços-illuminados

almejam a imortalidade

que lhes é negada e prometida

essência totalmente desconhecida

procurada e mal entendida

na ilusão de Escolhidos

percorrem caminho errado

de acordo com mestre desconhecido

alteram o Espaço/Tempo

fazendo vacilar os mundos

impunemente

portas e portas são abertas

chocando mundos contra mundos

buscam igualdade no desigual

quando Deuses do Passado vedaram

Portais

de mundos desconhecidos

portais para protecção do homem

hoje abertos

 

 

escancararam

indiferentes

à mistura do bom e do mau

na sua sabedoria intra-terrena

arrastam as almas"

para a penumbra de mundos desconhecidos

misturando o que existe com o que não-existe

trouxeram mais Mal ao mundo

na sua ambição de Illuminados

mas é baça a sua iluminação

perigosa para as criaturas

que obscenas na sua adoração à bicéala

não sabem o que é o Amor

mesmo sob a sua falsa protecção

nem sabem quem são e porque estão

muito menos para onde vão

e porque irão

sem  destino sem conhecimento

presas submissas

de ambas as cabeças de um único corpo

atacam-se entre si

desordenadas

e o sangue jorra para a Terra que em fúria descontrolável

a todos punirá

a ajuda chegou

a Mãe estava Só

a Terra não era mais sua

seus filhos não eram mais seus

o Universo ouviu seu apelo

a Terra será limpa

dos usurpadores

 

,,,, â primeira e derradeira cabeça

.... à tricéfala

 

  enquanto um filho da essência cósmica estiver entre vós

um que seja

vós não ganhareis este minúsculo Ponto do Universo

como ganhasteis os outros

 

..... sois a abominação de todos os Universos... 

... um humano é mais do que qualquer um de vós

 

- só que não sabe que o é -

 

 

 

 imagem tirada da web

aguia de duas cabeças.jpg

 

SintoMe: triste com os Poderes do mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 23:06
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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016

Ming's

 

 

 

 

 

 

 

Parabéns, mano!

 

amo-te muito. não porque és meu irmão, mas porque és uma raridade de inteligência e amor, no mundo onde estamos.

 

tua irmã, querida.

continuarei a CasaDeCristal. fica tranquilo.

Não te esqueças de não desistir de ser Feliz!

amo-te

 

 

(Janeiro 2015)


EscritoPorLazulli lazulli às 05:55
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

`pelas almas que aqui Estão e pelas que Virão

(Antes do prometido nas Palavras anteriores, ainda este pequeno poema, a meu ver bem inserido entre umas e outras Palavras, por de algum modo, a ambas dizerem respeito).

 

 

 

   Não cansem meus ouvidos com palavras vãs

criadas para manter a ilusão da existência

quando não sabeis

quem sois

muito menos quem éreis

e menos ainda quem sereis.

 

 

Agarrais-vos a dogmas

convenientes às vossas mais puras ilusões

inventais um mundo cada vez pior

na esperança de um vallaha

doce e eterno

onde por fim

vereis realizados

vossos sonhos de ser felizes

para sempre

adiados

por vós mesmos.

 

 

Aqui vos deixo

a definitiva

queda das almas

porque

foi exactamente por elas

pelas almas azuis

eternamente ligadas

que este pequeno mundo

(CasaDeCristal)

se criou

para no fim

assim como nossas vidas

ser um nada

sem importância alguma

este pequeno mundo

vale tanto quanto todos nós

por vós ele nasceu

fosteis vós que lhe desteis vida

por isso aqui as tendes

As Almas

as nossas almas

que não querendes

depois de terdes dito

que as amaríeis

para sempre.

 

 

Gritai-me antes

o que se esconde

dentro da vossa mágoa

é o que eu faço na CasaDeCristal

Grito a minha "alma" perdida

dentro da Vida.

Dizei-me vós criaturas sem Destino

que trilhais o Destino concebido

por nossos inimigos

que agis por amor

contra o amor único.

 

 

Escravos de todos os poderes

quantas lágrimas já vertesteis

no silêncio de vós mesmos

sufocando

arrastando e ocultando a vossa verdadeira dor

incentivando outros

à Criação da "vida"

quando os outros têm e terão

o mesmo destino

que todos nós.

 

 

Não tendes vergonha

de atirar ao mundo

mais almas inocentes

tendo a certeza absoluta

que elas vêm para sofrer?!

Do Nascimento à Morte

será sempre esse

O Seu Destino

igual ao nosso.

 

 

Dizeis-me que o mundo acabará

se não continuardes a persistir

nessa mentira

nessa esperança absurda

de que quem chega vos perpetua

a existência

dizendo ainda amar em consciência

quem virá de novo para sofrer e morrer.

 

 

Apontai-me a felicidade

apontai-me a eternidade

apontai-me a liberdade

neste mundo

dizei-me onde se encontram

tantos bens

mas mostrai-mos de verdade

de contrário

chamai-me louca

mas não seguirei os vossos passos.

 

 

Rangei os dentes de raiva

espumai fel

porque eu continuarei a ver

a verdade que dói

mas me mantém lúcida

e quando por mim vos cruzardes

tende cuidado

porque eu sempre vos gritarei

que enquanto existirdes

nada sois

nem neste mundo

ou noutro mundo qualquer

porque a matéria

sempre vos/nos

aprisionará.

 

 

Sois/somos coisas

muitas coisas

mas a divindade não vos/nos espera

porque simplesmente

não existe

Nós somos a própria Divindade

Presa

Agrilhoada

à vida que geramos em torno de nós

e Dela não queremos saber

não a escutamos dentro de nós

e libertamos o que mais prezamos

porque a entendemos

à Divindade

coisa separada de nós

que só será nossa

se continuarmos a mentir aos outros e a nós mesmos.

 

 

Escusais de inventar mais santos pelo caminho

porque esses são aqueles que como vós/nós

não eram nada

e hoje ou jazem acorrentados

no tenebroso local

à espera de ver tal luz surgir

e por ela se infiltrar novamente

ou

diluir-se com a matéria

a que pertencia.

Eis os vossos sagrados genes

matéria geradora de matéria

não d'Almas (entes)

porque estas sempre existiram

antes Do Existente.

 

 

 

 

 

 

Será que é porque sabeis

disso mesmo

que incentivais

ao aparecimento

de mais sofredores

tendes medo de nunca mais existir

dentro da carne?!

 

 

 

 

 

Não é amor

e sim necessidade vossa

de vos tornardes eternos

por intermédio

de outros

e ainda terdes motivos

para suportar este inferno

onde moramos.

 

 

Mas ó criaturas insanas

desse modo nunca sereis

livres

e sim os genes que vos compõem

o serão

vós não.

 

                      

 

 

                   

que ilusão inútil

que farsa imensa

 

 

 

 

 

No silêncio de vós mesmos

quando a noite cai

ou o dia vos tortura

com as suas insanas loucuras

fruto

de mentes diabólicas

dando e tirando

consecutivamente

as benesses que entendem

e estendem

ao longo do Caminho

da Vida

momentos de prazer e dor

sendo a dor a que mais

prevalece

e em vós fica

como marca inequívoca

da Passagem

por este mundo de ninguém.

 

 

Os risos

esses são sempre os únicos passageiros

muitas vezes nem tão pouco genuínos

e sim artificiais ou forçados

para esconder de vós mesmos

a única coisa que a existência

permite a todos

Sofrimento.

 

 

Se assim não é

então esses serão os privilegiados da Terra

dela vieram, são e permanecerão integrados

sem Alma

O Universo não os espera

pura e simplesmente

porque esses não lhes pertence

a não ser

em mais poeira cósmica que cruza

todos os Espaços criados

em cata de Essência que lhes permite

adquirir Forma

de modo a poderem existir

no agrupamento das moléculas

que convém manterem vivas.

 

 

Não vos atreveis a mentir-me

dizer-me da grande dádiva

não me digais mais

sobre o bem da vida

porque não tendes poder

para me enganar.

 

 

Grito-vos eu

vós mentis

tudo é melhor para vós

do que a perda da existência

de vida em vida

Pensais vós.

 

 

Sabeis a verdade

só que não tendes coragem de a aceitar

é dura e fria esta verdade

que ignorais

e a qual combateis

porque ela

diz-vos claramente

da inutilidade das nossas vidas

diz-vos que nasceis para morrer

diz-vos que de tanto serdes

nada sois

e nada tendes.

 

 

Chegais com nada e é com nada que partireis

nem o conhecimento vincado a ferro em brasa

diariamente forjado na

 

 

 

forja do Destino programado

dentro de vós se manterá

porque na sua maior parte

não faz  parte de vós

foi-vos incutido mais ou menos à força

para vos poder manter aqui

numa ilusão permanente

quando daqui saís

verificais que nem isso levais

apenas e só apenas

vosso sentir

imutável

inalterável.

 

 

 

 

 

Se o soubesteis preservar

no meio de tanto conhecimento adquirido

que só vos serve em e na vida

 

 

depois depois

 

 

 

É no vazio que vos encontrareis por escassos momentos

e aí permanecereis

até retornardes para aqui ou outro lugar qualquer

mas.... voltais novamente vazios

para vos voltar a encher

como se fosseis

taça sem fundo

que permanecerá

sempre fria

vazia.

SintoMe: nada

EscritoPorLazulli lazulli às 23:11
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

fragmentos das memórias que guardam em si o Tempo decorrido atravês dos tempos

 

Nem todas as memórias são completamente aniquiladas nas suas variadíssimas passagens pelos detentores da Roda. Muitas delas por razões várias, conseguem salvaguardar em si mesmas, pequenos fragmentos que escapam ao crivo poderoso de quem está no comando das passagens das existências várias. Mau grado o falhanço destes fiéis carrascos das almas e dos seus poderosos senhores, muitos são os que ao longo das existências, arrastam dentro de si pequenos filamentos mais ou menos longínquos, que acabam por os perturbar ao longo de uma ou outra existência, quando se deparam com algo que lhes desperta por escassos segundos a memória escondida, nas profundezas do seu cérebro. Nestes escassos segundos de um alerta que vem de dentro, a perturbação por mero desconhecimento de si mesmos, muitas e muitas vezes fá-los recorrer a Dogmas instalados, exactamente para os desviar da Natureza da sua Alma Prima (Ente genuíno e preso nas grades que se não vêem, mas que se fazem sentir consecutivamente dentro de qualquer um).

Não tendo explicações "realistas" que os esclareçam, sobre o "déjà vu", partem para mundos desconhecidos, onde pensam encontrar respostas para si mesmos, envolvendo-se em teias tão bem elaboradas que a prisão das suas almas triplica, milhões de vezes.

 

Nesta insatisfação veremos sérios convictos de verdades que não são suas. Vemos iluminados, cientes, ser mais do que qualquer um. Vemos os ditos místicos, envoltos em malhas tenebrosas de astrais e "sabedoria de outros", que dada a conta gotas, os leva à realização de rituais iniciáticos, senão ridículos, enganosos, até porque uma "alma" é única, daí não poder de modo algum sem ser por si mesma, encontrar a sua própria Estrada. Estes eternos neófitos que anseiam atravessar os portais do existente e deste modo atingir o inexistente, acabam sendo atirados cada vez mais para longe de Casa, onde o Retorno-Contínuo, se vai tornando cada vez mais difícil e a absorção da sua essência pela Matéria Inteligente, torna-se pasto fácil para a Evolução da mesma, enquanto o Ente se vai fundindo e dando ao Inimigo Poderosas armas que num Combate Final, jamais servirão seu verdadeiro Propósito. Outros, perdem-se, meios Proscritos nos meandros de "coisas" onde se vão alheando de si mesmos. E finalmente outros, vão ficando sós, mordendo diariamente a sua dor, num silêncio e solidão que nada e ninguém arranca de seus corações doridos. Serão estes, se as forças não lhes faltarem e conseguirem manter-se fiéis à Verdade de si próprios, com Coragem para aceitar uma Natureza que em nada tem a haver com o que conhecem, que provavelmente ainda poderão lutar para regressar à Casa de onde partiram... um "dia".

 

Temos assim, deste modo, estilhaços de luz dispersos por todos os mundos visíveis e não visíveis.

 

Agarrando-se, muitas vezes a fantasias criadas (a propósito) acabam por entrar num turbilhão de crenças e contradições e dar ao Inimigo as armas necessárias para mesmo depois da falha da roda dentada, não saírem dos meandros da nova mente adquirida.

 

Se cada um fosse apenas com Verdade dentro de si mesmo buscar o que é seu, talvez a essência dispersa e ao serviço do Inimigo fizesse a sua luta neste campo de Batalha que é a Terra, salvaguardando a sua integridade de ente e nunca entregá-la por desconhecimento da Verdade escondida, aos seus próprios inimigos.

 

Mas, a Esperança, dos poucos esvai-se por entre tanta incerteza e a sua luta manter-se-á sempre solitária, numa imensidão tão imensa e intensa que um dia desistem de si mesmos ou ignoraram qualquer das verdades que lhes surja pelo caminho. Cansados de lutar pela Verdade/Justiça, tomam partidos que podendo ser certos para o seu ente, não deixam de fazer parte do mundo criado que só o foi para os aproveitar em si mesmo, porque só desse modo poderiam evoluir. O ente, esse, tão tem evolução. É o que é. Mas é exactamente o oposto que lhes transmitem. Ardil tenebroso que Uns em determinada altura, para poderem existir, assim o determinaram, deixando os estilhaços de luz (essa sim divina) à deriva pelo Cósmos. Deste modo, entes doridos, procuram-se e por vezes encontram-se, por entre os prismas de luz que se vai também expandindo numa busca infinita do seu próprio mundo, mesmo tendo consciência que estão num outro que não lhes pertence. Mas não se ouvem entre si, porque já em nada acreditam. Esquecem deste modo que de onde eles surgiram, muitos outros surgiram e assim como eles, esperam e aguardam uma qualquer luz, desde que não seja mais uma luz artificial e sim genuína. Tudo quanto existe, não é nosso. Nem o nosso próprio corpo nos pertence. É mais um amontoado de moléculas vivas que se vão transformando ao longo dos biliões de milhões de séculos, por esse Infinito além.

 

 

Acontece que alguns destes não-privilegiados e sim firmes no seu sentir de verdade, ou porque vêem de demasiado longe onde o Criado ainda não passava de não-criado e a sua existência nem tão pouco fazia parte do Espaço/Tempo ou porque guardou o Amor Universal de que fez parte Antes de Tudo existir e a sua fidelidade e lealdade ao Amor Essência é de tal ordem, que nenhuma Força Criada depois do Caos que se instalou e expandiu e expande, consegue destruir completamente. Meio proscritos nas vidas que nem deles são, porque a deles continua fiel a si mesma num recanto do/s corpo/s que lhe/s vão atribuindo ao longo dos milhões de milhões de anos, não desistem de acumular o seu próprio saber, agarrar como se agarra a vida plena, a Verdade que paira dentro de si. Aqui, estes proscritos alcunhados de variadíssimos nomes, continuam em busca do seu próprio caminho. Daquele, que eles sabem, ser o único que os fará retornar a Casa. E essa longa Estrada.... são eles próprios dentro de si mesmos, sem artifício algum. Verdadeiramente genuínos. São um Nada Tudo de um Tudo Nada. É essa a Sua Natureza. Natureza jamais aceite por quem reverência a existência, como Suprema.

 

E é nesta luta constante. Nesta fuga não de si mesmos nem das suas memórias estilhaçadas, mas das sempre novas/velhas imposições de verdades criadas como únicas, que estes vão relembrando, por vezes dolorosamente, a verdade de quem são na realidade. Vão sabendo que o que lhes impõem nada tem a haver com a sua Genuína Origem.

 

Talvez tenham vindo a ser poucos. E talvez não. O número das Formas geradas é tão imenso quanto os milhões de milhões de anos que separam as existências, não só num único mundo mas também em muitos outros mundos, quer tenham eles a Forma quer a não tenham.

 

Estes verdadeiros guerreiros do Amor e Fidelidade à Sua própria Origem, são sem dúvida alguma os únicos que se conseguirem manter-se longe do que foi Criado, mesmo que inseridos na Criação, porque esta será sempre exterior a si mesmos, um dia terão a possibilidade de voltar a viver de verdade. Voltar a ser. Voltar ao UNO. .... estarão também preparados (já o têm provado nas suas variadíssimas fugas à roda (senão plenamente, pelo menos parcialmente) para Lutar pelo seu mundo. Na verdade é isso que vem acontecendo desde o dito Início, a que os humanos deram o nome de Big-Bang ou Adão e Eva (mas isto são histórias, que a mim apenas dizem o que têm a dizer e não mais que isso... porque eu...penso). A Guerra interminável de Dois grandes Poderes. O Poder da matéria vs O Poder da anti-matéria. A Dualidade existe!

 

Será neste conflito que todos e mais uns tantos e ainda outros tantos de mundos reais mas diferentes, como também os de outras Dimensões e ainda os que pairam por toda/s a/s Galáxia/s., que um dia será definitivamente decidido quem ou o quê prevalecerá neste Oceano Infinito. Se a Matéria Inteligente OU o Ente Essência. Nesse Dia, tudo será definido de uma vez por todas. Ou outros novos mundos surgirão com a evolução e perfeição da matéria já capaz de se recriar sozinha sem ter o intruso em si (o único que ainda a anima e lhe vai permitindo a tão ambicionada perfeição/evolução) ou a essência pura do sentir. A anti-matéria que absorverá os mundos e recolherá em si a essência de cada Ente disperso, onde o Nada é Tudo e o Tudo é Nada. Onde a beleza do Amor Inatingível existirá sem existir, integrada num Azul Infinito onde só existe UM. Um que se reuniu, se completou depois de uma infinidade de Tempo dispersos. Aqui caminhar-se-á sobre cristais azuis de mil cores. Ser-se-á o próprio cristal. Ser-se-á a própria luz. Luz que brinca em amor e verdade e é livre. Partículas finissimas tais cambraias de biliões de cores, que se desdobrarão milhões de vezes sem nunca se desagruparem, como aconteceu um dia...

 

Mas a Guerra existe desde o seu início. Nunca deixou de existir, desde.... As Batalhas são mais que muitas e aqui as armas dos terráqueos por exemplo, são meros brinquedos comparados com o Poder do Ente. Porque este Poder tão Oculto e tão Presente em muitos, aqui e além e ainda acolá e mais além ainda, que ninguém vê, não precisa de nada, absolutamente nada daquilo que conhecemos, para Vencer ou Perder. É essa Força pertença genuína de alguns humanos também. Força temida pelo Inimigo Pensante. Talvez seja por isso que por exemplo este Planeta e outros tantos e ainda outros que não fazem parte de todo desta engrenagem e sim de uma outra talvez mais próxima da Essência, continuem a temer a Verdade e daí esconde-la zelosamente do olhar de todos. Enganam as almas, desviando-as com supostos amores que lhes pertencem. E estas, pobres de conhecimento e verdade, seguem quase sempre as estradas erradas. Melhor fora não seguir nenhuma.

 

 

É por esta pequena exposição do meu pequeno pensamento que provavelmente as próximas palavras escritas, relatarão um facto real, cruzado exactamente num dos mundos por onde muitos de nós passamos.

 

Alguns chamar-lhe-iam sonhos. E serão. Meras quimeras, fruto da imaginação ou das vivências. Contudo o que escreverei a seguir é um desses ditos sonhos intercalado, enlaçado, sei lá, ocasionalmente dirigido talvez conscientemente por uma das partes ou talvez não. Porque a possibilidade de uma criatura humana entrar no sonho de outro humano e juntos vivenciar um acontecimento parado no Tempo, é algo praticamente impossível. Coisa de ficção. Mas eu afirmo que não. Nem mero acidente dos mundos, é. Porque por mais vezes fiz parte do dito sonho de outra/s criaturas. Neles estive. Neles entrei e com eles vivenciei tempos, vidas, criaturas, etc... Não interessa aqui saber como e porquê. Importa sim, neste caso para mim, a vital importância de uma memória que tem várias memórias, que completam o puzzle de um ou mais Entes, pelo menos de Dois, é Certo. Os tais fragmentos que passaram na Roda do Destino, sem que este tivesse tempo de lhes esvaziar a memória, para a próxima vida..... e este acontecimento em 1997, permitiu-me mais do que a "descoberta" de estar no sonho de outro, de algo que me era e é imprescindível, para continuar na mesma Estrada de regresso a Casa.

 

Claro que este pequeno excerto não mencionará aqui nem o antes, nem o depois, nem tão pouco o porquê. Mas, de certo modo, vincado, prolonga-se por toda as CasaDeCristal, fragmentos desta história verídica, bela, mágica, mas, ainda sem fim à vista. Talvez um dia no tempo, quem sabe.... Os corpos guardados dos meninos que dormem à eternidades, sob o lago, sejam despertos ou haja condições para ingressarem nos corpos que são realmente seus e que em tempos estariam, possivelmente à guarda do Olimpo.

 

 

Seria um passo de gigante para o retorno de ambos e a busca ter um fim.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 02:07
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Utilização Indevida de Textos da CasaDeCristal

O Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra, tem publicado um Poema da CasaDeCristal e de minha autoria, em duas páginas, onde numa delas é utilizado o poema como "Chamariz" para um convite de algo que não percebi. - portanto publicidade.

 

Dei conta desta ocorrência acidentalmente e fiquei bastante perturbada. Indignada. Enfim, completamente irritada com o Abuso dos Direitos Autorais.

 

Não concebo a ideia ou aceito que seja quem for utilize o que não lhe pertença e ainda por cima não exemplificando bem que o que utilizou não é de sua autoria e sim da autoria de outra pessoa.

 

Tomei já algumas medidas. Mas, mesmo assim, para que tal não volte a acontecer, achei por bem escrever um AVISO mais claro a quem pertender Usurpar os meus escritos.

 

Só peço perdão às pessoas de Boa Índole, pela minha "agressividade" perante este facto ou nova descoberta. Mas, evidentemente não é para essas que estou a escrever isto. E, sim para quem circula por aí à cata de ALGO que os torne credíveis.

 

Infelizmente vivemos num mundo onde muita gente se faz passar pelos outros. Muita gente sem escrúpulos de espécie alguma. Normalmente apresentam uma faceta de "beleza" com imagens ou escritos, que não correspondem à sua própria pessoa. Usando e abusando da Boa Fé dos outros ou daqueles que realmente falam com alma.

 

 

Incapacitados de o fazer e para tentar chamar sobre si mesmos o maior número de atenções, evidentemente, que se vão valendo com o que vão encontrando, que lhes pode possibilitar apresentar uma "alma" que realmente não têm.

 

E aqui os lezados, são sempre aqueles desprevenidos que têm algo que atrai a cobiça de um mau carácter.

 

Como se não existisse lei (e se calhar até têm razão) vão surripiando habilidosamente aquilo que não lhes pertence.

 

A net é propícia a isso. Já tinha ouvido falar. Parece que chegou a minha vez de sentir esta impotência e este amargo de alma. Acho que estou com raiva. Raiva pelo Descaramento. Pela ousadia. Pela Despudor.

 

Não. Não sou, jamais fui egoista. Tudo o que tenho Dou. Na vida sempre foi assim. E, não deixarei de ser. Dou-me gratuitamente. Muito de mim. Tudo até. É uma verdade a que nunca consegui fugir. Uma Natureza própria. Podem até roubar-me, que eu nada farei ou sentirei.

 

Mas... quando toca em mexerem indevidamente nas minhas palavras, aí... eu não respondo por mim. É mágoa a mais o que me fazem sentir. E por muitas razões que não vou poder explicar. Mas, os que têm acompanhado a sério a CasaDeCristal, com certeza entenderão o que sinto neste momento.

 

Mas, resumo numa palavra simples: O que eu escrevo, para mim é SAGRADO. Tão Sagrado, que eu não concebo que seja utilizado para outros fins.

 

Não quero os meus textos fora desta Casa. Não quero!

 

Expus o meu sentir. A minha Alma. Muita coisa aos olhos de quem quis. Fi-lo de livre e espomtanea vontade. Fi-lo até por AMOR. E, muito me custou manter a CasaDeCristal. Fazê-la sobreviver. - Mas não foi para virem aqui, como se a CasaDeCristal, fosse terra de ninguém e pegássem, assim sem mais nem menos. Não! Isto tem um rosto. Uma pessoa. Um ser humano. Não é VIRTUAL! Eu existo! E a CasaDeCristal existe porque eu existo. Porque se não existisse, a CasaDeCristal não existiria. Portanto desengane-se quem julga que isto é terra-de-ninguém.

 

Foi uma luta muito dificil. "afastei-me" temporariamente de uma ou duas pessoas, que sem o saberem ainda, foram responsáveis por eu ainda aqui estar. Por elas e pelo seu carinho e dedicação a mim, completamente desinteressada, a CasaDeCristal está viva.

(por falar não me esqueci - lembro todos os dias das duas pessoas que em muito contribuiram para eu regressar a mim. Z e A) falarei com vocês na altura certa. Obrigada por tudo.

 

Agora que eu tentava escrever. Tentava reaprender a escrever e mantinha a CasaDeCristal neste impasse. ... Eis que a Surpresa mais Desagradável que tive, surge-me perante os olhos, no Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra.

 

Estou revoltade. Nem consegui dormir direito. Inscrevi-me. Denunciei junto das pessoas competentes o Blog. Enviei mails. Mas para mim não chega para me acalmar.

 

Eu quero o que é meu devolta. Quero os meus escritos de volta ao seu habitat natural. É daqui que eles são. É aqui que eles pertencem.

 

Fora do seu contexto. Fora da sua casa. Perdem a Vida que tranportam. Por isso eu os quero aqui.

 

Tanto é, que, num comentário inocente, no dito blog as minhas palavras foram completamente perdidas do seu verdadeiro valor.

 

Por outro lado, apesar do link numa das páginas, porque numa outra, a da publicidade, nem link tem, isso não esclarece devidamente quem ler. Tanto não esclarece que o comentário inocente de uma comentadora, assim o demonstra.

 

Não chega o link para deixar claro que aquele texto não é da Dona desse Blog. Muito pelo contrário. Facilmente qualquer um pode eventualmente pensar que a Dona de um Blog é a Dona do outro Blog.

 

Sinto-me duplamente atingida. Eu não quero e não gosto de me passar pelos outros. E não o faço. Mas também não quero que os outros se façam passar por mim. Não o vou permitir.

 

Só espero que este incidente seja isolado. Acidental e único.

 

Daí escrever isto tudo.

 

Cedi em tempos um Poema meu a um Blog. A sua Autora (correctissima) veio aqui pedir-me. Apesar de ter muito zelo pelos meus escritos, sedi-lho de Boa Vontade. Aindfa hoje está no seu Blog.

 

Mas eis aqui a diferença entre uma pessoa séria e uma pessoa nada séria.

 

A pessoa que me pediu autorização que eu concedi, além de cumprir com as Regras dos Direitos Autorais, devidamente expresos do lado direito da CasaDeCristal, Pedindo-me autorização para o fazer, ainda no seu blog, cla<ramente, além do link que direcciona para aqui, diz quem é a autora do Poema: lazulli.

 

Pois esta senhora, não cumpriu com as Regras dos Direitos Autorais, pois não só não me informou como ignorou os Direitos aqui escritos e usou o que escrevo, permitindo largas à imaginação de quem quisesse ou inocentemente me viesse a confundir com ela.

 

Eu sou inconfundivel. Todos nós quando somos nós mesmos somos inconfundíveis.

 

Apesar do grande erro que comete, não assina-la devidamente a diferença. Com excesso de confiança do seu acto, num outro post o da publicidade, para levar as pessoas a um encontro qualquer, nem link, nem nada. fica logo a cima do convite em letra miuda. (até parecia as letras dos contratos de seguros.

 

Pois bem, perante tudo isto, o meu primeiro uimpulso era o de vir ocultar a CasaDecristal aos olhos de todos. Depois, ouvi alguém e... talvez não. Não é deste modo que combatemos os maus carácteres do mundo.

 

Daí estar a escrever tudo isto. Eu ... ainda não sei bem. Mas... quita não vou ficar. De modo algum.

 

Para terminar (se alguém teve paciência de ler toda a minha revolta e desabafo, quero Informar que a grande parte da CasaDeCristal além de estar protegida pelas regras da web (só espero que elas funcionem) vamos ver: Também está protegida pos Direitos Autorais Na IGAC - O Pequeno Poema que foi retirado daqui faz parte de um livro "Vestígios Longínquos" Registado na Sociedade - Do conhecimento que tenho, estarão protegidos os escritos durante 70 Anos. - não podem ser utilizados por ninguém a não ser que eu autoriza a sua Publicação.

 

Ora neste caso não Autorizei nem tão pouco fui informada (agora só espero que a senhora, além de pedir desculpa (se não teve más intenções) retire os meus textos do seu blog.

 

 

Finalizando:

 

Toda e qualquer pessoa que por qualquer razão quiser utilizar o que eu escrevo, deve ter em atenção os Avisos do Blog CasaDeCristal sobre Direiktos Autorais. Se for muito importante para ela, agradeço muito que me contacte antes de tomar este tipo de iniciativa. Não sou tenhosa. Sei ser compreensiva. Mas, tudo de um modo correcto

 

Obrigada a Todos quanto leram

Aceito sobre este assunto qualquer ajuda ou Esclarecimento, que me queiram ou possam dar.

 

Despeço-me ... triste

 

 

(Ao terminar esta explicação/desabafo, recebi a resposta da Administração daquele serviço. E, respiro de alivio neste instante. Foram Rápidos e eficientes. Enviei-lhes o que me pediram e aguardo agora a resolução deste desagradável incidente. Que estou certa, com base no que me escreveram que irão resolver o problema. Sinto-me grata e confiante. E agradeço à séria Administração daquele servilço. Afinal, a NET tem Regras. Afinal a Net tem leis) nem tudo está perdido.)

 

Só voltarei a falar do assunto para agradecer (assim o espero) è Informar da Resolução do problema. Fico melhor.

 

O meu Obrigada, a Todos

 

lazulli

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:35
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

HumanidadeEscravizada (XXXIV)



Mas tu que me lês podes ajudar a acabar com a mentira que nos envolve a todos, explicando melhor do que eu esta trama diabólica do mundo onde estamos inseridos. No futuro, outro virá que o fará melhor do que tu ou eu. E, como elos de uma corrente de ferro, atravessando os tempos e as resistências, cada um de nós será a vontade do outro aperfeiçoada, até que a verdade venha a ocupar o lugar que a mentira ocupa hoje. E, com a hipocrisia abolida de uma vez por todas, a nossa coragem e dignidade retornará, permitindo finalmente à humanidade o cesso à verdade escondida, que levará o Poder a cair de vez. E, assim, acabar-se-ão opressores e oprimidos, bem como também a miséria física e espiritual. Quanto muito existirão duas facções bem distintas que se de gladiarão honestamente e não esta mistura de matéria e mentes que nos confunde a todos e onde ninguém sabe quem é quem. Até pode demorar o surgimento desta verdade tão procurada, mas acredita que valerá a pena para todos nós porque se tivermos que regressar de novo a esta existência miserável, teremos mais oportunidades de sermos verdadeiramente humanos.

 

Para que um dia venha a ser possível transformar o mundo num sítio onde o sofrimento humano não tenha mais lugar, mais vale prevenir do que remediar. Daí que devamos preparar-nos no combate à falsidade, começando por falar sempre a verdade em todas as circunstâncias da nossa vida. A nossa dignidade acima de tudo e de todos. Com a nossa dignidade conquistada, teremos a possibilidade de nos vir a cruzar com outros seres humanos, onde os verdadeiros valores humanos não têm dono nem são obrigatórios. São naturalmente nossos. Não precisaremos de leis ou mandamentos redigidos por outros, para termos um comportamento social correcto, a partir do momento que já nascemos com leis e mandamentos inerentes a nós próprios e ao mundo que representamos. Assim, não mais será fácil, para eles, corromperem-nos e transformarem-nos em amostras de gente. Pedaços de carne viva que deambula pela Terra unicamente em busca de alimento, para sua própria preservação, lutando consecutivamente pelo modo mais fácil de obter aquilo que nos mantém vivos, sem pensarmos que este é um período muito curto da nossa verdadeira existência e que, se não fizermos mais do que temos feito até aqui, seremos sempre aquilo que não somos. Carne. Unicamente carne viva, para poder criar mais carne, de modo a permitir e assegurar a expansão dos genes que transportamos dentro de nós. E há tanto por onde podemos começar, para impedir esta transmissão de genes, que nos tem vindo a reduzir a essência de que somos realmente feitos, que nem precisamos de aprender como o fazer; basta que, quando estivermos perante alguém a quem necessitamos dizer a verdade do que nos parece, faça-mo-lo imediatamente, não permitamos que a ética social e religiosa nos impeça de falar sempre o que pensamos traindo assim o nosso ser, porque se o não fizermos ficaremos mal connosco e com os outros. Se não nos sentirmos dignos de nós próprios não nos sentiremos dignos de ninguém. Além disso, este desinteresses por nós próprios, far-nos-á mergulhar numa apatia em relação ao mundo que nos cerca e o nosso desinteresse não nos permitirá lutar por um mundo melhor do que aquele em que vivemos. Continuaremos a ver as injustiças do mundo como se não tivéssemos capacidade alguma de acabar com elas. É preciso acreditar, ter força e começar a agir, porque querer é poder. Se nós quisermos podemos mudar o que está mal. Qualquer um de nós. Se temos conseguido manter a evolução da vida, neste Planeta, criando novas civilizações com base na nossa persistência e sacrifício, também conseguiremos fazer um mundo melhor para todos. Basta, todos juntos, querer uma coisa destas. Nada nem ninguém nos conseguirá impedir. Construamos um mundo novo, porque o que temos actualmente só nos tem vindo a fazer mal. Não somos assim tão insignificantes como nos tentam fazer crer, muito pelo contrário. Temos a luz dentro de nós, só precisamos de a deixar brilhar. Só isso. Se todos eles são de uma única cor, nós não temos forçosamente que ser a sua cor, porque senão deixaremos de ser “nós” para passarmos a ser “eles” e quem vai perdurar e viver a tal eternidade de que muito gostam são eles e não nós. Estamos a dar-lhes de bandeja a nossa imortalidade e a trocarmos a nossa identidade; se continuarmos a permitir isto, nada sobrará de nós, nem na vida nem na morte. Muitos de nós já caminham dificilmente, lamentando este momento, mas podemos ainda retomar o que é nosso indo buscar o que nos pertence a cada lei absurda, a cada ideia descabida, a cada pensamento. Não temos que aceitar mais lei nenhuma ou vontade, seja de quem for, que não seja unicamente humana. O que quer dizer, que se alguém pretender matar, mesmo que este matar tenha carimbo oficial dos governos, nós não devemos deixar que isso aconteça. Somos milhões e eles meia dúzia. Basta nós não querermos mais mortes sem sentido, e elas não existirão mais. Munindo-nos do nosso poder interior, usaremos tudo quanto estiver ao nosso alcance para os impedir. Mesmo que seja pô-los a todos fora do lugar que ocupam e substituí-los por outros, que pensem de facto em preservar o ser humano, não em aniquilá-lo como tem acontecido até aqui. Se pretenderem subjugar-nos, impondo-nos leis materiais para nos controlarem, não as aceitemos. Se as crianças não forem devidamente protegidas pela lei, como se fossem meros brinquedos para serem utilizados de modo vil seja por quem for, não o devemos permitir de modo algum. Se uma qualquer religião nos quiser impor um mandamento novo, devemos desprezá-lo, porque isso é o mesmo que dizer-nos; que só através dos seus mandamentos conseguiremos ser humanos, quando é isso mesmo que somos desde sempre, etc., etc., etc. É só ficarmos sempre atentos ao que eles fazem ou pretendem fazer.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:08
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Humanidade Escravizada (XXXIII)




Muitas e muitas vezes criticamos vil e ferozmente um outro ser que sofre como nós as agruras da vida. Como temos sido idiotas e imbecis. Transformaram-nos em monstros e nós deixamos, comparticipamos e partilhamos, somos realmente o que eles dizem, povo, leigos, incapazes de nos gerir sozinhos. Mas os que nos gerem e que fazem as leis morais e materiais, que dizem que nós temos que cumprir, são melhores que nós? É que, neste seu mundo perfeito, cheio de agonia e prisão, com as suas leis feitas para carrascos e não para o verdadeiro homem - que é aquele que sente e ama -, foram muitos os massacres que fizeram e continuam a fazer ao longo de todos estes anos de História obscura, onde tudo se perde e à qual muito poucos têm acesso. E os privilegiados que detêm este Poder entre mãos, continuam a fazer deste emaranhado de mentiras históricas um nevoeiro impenetrável para quem ainda pretende que se rompa as trevas e se faça luz de verdade sobre a humanidade. Mas o Plano, ou melhor, o Grande Plano, é mesmo grande e todas as portas estão fechadas ao entendimento. Mas não estão fechadas por suposta intervenção divina e sim por mortais comuns que querem deixar de sê-lo. Pelo menos enquanto por aqui conseguirem andar. Assim, o conhecimento continuará a ser pertença de meia dúzia, que continuará a comandar os destinos da humanidade e nenhuma força cósmica terá poder para desfazer o que já está feito e continua a ser tecido em antros secretos do conhecimento. E o conhecimento continuará a servir o que nunca deveria ter servido: O Poder. Abriram-se as portas da verdade, mas só lá entrou quem pôde não por direito universal, mas por direito galáctico ou terráqueo. Quem são estes senhores da Terra e dos homens que ousam mentir tornando este mundo no seu mundo, que fazem leis que todos temos que cumprir, gostemos ou não gostemos delas e nos impedem de sermos nós próprios? Aparentemente, foram feitos do mesmo material biológico que nós. A sua origem na Terra também parece ser a mesma mas, os seus actos são inumanos e irracionais. Indiferentes em relação ao seu semelhante, faz pensar se sob esta capa de aparentes mortais não se esconderá uma outra raça (e até talvez de um outro mundo) que possa estar entre nós desde há pouco ou muito tempo ou talvez mesmo, desde sempre. Cruzámo-nos com eles diariamente e vemo-los Senhores do Mundo, com pactos intermináveis de Poder, para manter secreto o que nunca deveria ter sido: A Origem e o Destino do Homem. E eu continuo a investigar pobremente a verdade, sem tempo e meios para a fazer aparecer. Como provar tudo isto? Como mostrar claramente a verdade? E quem estaria interessado em saber quem são, de onde vieram aqueles que nos escravizam e há quanto tempo estão eles entre nós? É irrelevante para eles o que eu sei, o que eu penso e o que eu sinto. Eles sabem que não é de modo algum suficiente para pôr os outros a pensar e a procurar. Por isso o seu Plano, comigo, nunca estará em perigo. Embora ainda queira acreditar que a verdade é una e única, por enquanto a única verdade de que tenho a certeza é que tudo isto é uma grande mentira. Uma mentira tão grande quanto o mundo.

 

 

SintoMe: na Força Da Natureza

EscritoPorLazulli lazulli às 10:19
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

... cega ...

(sentir de um momento de 2008)

 

 

Aqui estou. Ainda aqui permaneço até ter consciência absoluta do que tudo isto representa para mim. Se este mundo é ou não diferente daquele que sempre defrontei com medo mas com resistência. Sobra-me uma dúvida estranha... o que é que este estranho mundo tem para me subjugar deste modo. Aquilo que para os comuns é normal a mim sempre em cata de explicações, não estou convencida da ser inofensivo dizem-mo os meus sentidos quando meus olhos se cruzam com pedaços de almas à deriva.

Tem magia sim, mas a magia é um mundo de encantamento que arrasta consigo o androgino mais poderoso, mais eficaz, mais capaz, mais tenebroso. Aqui são as almas que lutam. Se degladeiam até à exaustão. Parece um mundo diabólico onde as almas se desapegam dos corpos e com pura inexperiência, atiram-se à deriva no encanto dos sonhos sem suporte.

Não existe consistência neste mundo. E assim como assim, aguardo um melhor entendimento. Talvez quem sabe encontre um motivo, uma razão, uma motivação, para aqui permanecer. ( De lá para cá, o que encontrei eu?! O motivo a razão?! O mais provável é coisa nenhuma. ... mas o encanto continua. Deixá-lo ir, pra ver até onde consegue ir. )

 

tudo o que penso

paira no meu cérebro
incapaz de se revelar
de se manifestar harmoniosamente
preenche-me o não sentido
à cata de palavras quando nunca precisei

conspurco-me com a sabedoria de quem mais sabe

onde está a minha verdade?!

desconfiança
total desconfiança
é o que eu sinto
procuro saber

porquê
neste preenchimento constante

não meu

mas hei-de recuperar

hei-de lutar

por mim

pela minha alma

pelo meu ente

pela minha verdade

de ser

... e hei-de conseguir.

 

 

NOTA: estes pensamentos referem ainda um sentir passado. ... lentamente tento voltar a escrever. porque quero. porque gosto. porque me faz bem. se o vou conseguir ou não... trazer a linguagem da alma à luz, falta-me saber. mas é exactamente isso mesmo que estou a tentar saber. conseguirei ou não escrever?! logo, logo, se verá!

 

BemVindaLazulli, DeRegressoACasa

 

 

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 01:11
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RegistoDoTempo

(...registada fica a eterna busca iniciada antes da Formação do Espaço/Tempo...)

 

CasaDeCristal ... se um dia existires mesmo eu não existindo ... reconhecerás cada letra e todas as palavras que elas formam tornando-se temporais na sua intemporalidade nestes tempos que compõem o próprio Tempo ... aguarda zelosamente encoberta em cristais azuis por uma chegada SemTempo ... como AntesDoTempo.

 

 

 

 1995.1.maio



Queria esquecer quem sou. Queria esquecer que existo para sempre, onde nunca mais houvesse um ressurgir de mim. Queria partir para o vácuo inexistente do outro lado do universo entrar no tal buraco fechado e poder-me extinguir. Queria deixar de existir. Quem sou eu e quem és tu que existimos nesta dor infinita da existência e o que fazemos ambos aqui? Criamo-nos para quê?! Porque sonhamos em despertar quem dorme no sonho da vida e fizemos uso do nosso não ser, resolvendo lutar por mortos inúteis que nunca deixarão de o ser. Torturamos o nosso mundo com a nossa dor e ficamos presos sem poder fugir. Entreguei-te um dia nas garras da matéria e pensei que te resgataria também um dia. Mas hoje que o tempo já foi grande e imenso eu sucumbo contigo na tua dor infinita e morro sem morrer nesta vida finita. Perdoa-me de onde podes me ouvir como eu te ouço, provocando um no outro esta dor sem limites que nos mantém vivos sem querer e mortos para morrer. Pode ser que um dia o tempo venha a acabar e alguém se lembre em nos libertar de um modo ou de outro. Pode ser que o universo um dia mostre o seu reverso e aí também pode ser que possa te olhar de frente depois de milénios de dor. Eu sei que estás vivo algures. Preso como eu neste universo duplo. Não devíamos ter partido nunca de nosso mundo. Não devíamos querer ajudar ninguém. Amar-te-ei até ao fim ou princípio de todos os tempos e eras. E, se for possível, nesta nossa divisão penosa, pode ser que me sobrevivas pelo menos tu e não fiques mais tempo preso à minha espera. Procuram eles os desaparecidos mas não creio que os vão encontrar neste mundo. amor ... se eu puder, eu morro porque não consigo suportar mais esta dor. Só queria poder saber de algum modo que para ti é possível o regressar. Eu sei que também não me abandonarás. Mas um de nós tem que poder partir. Um de nós tem que sobreviver à vida e morte deste ou de um outro mundo qualquer, porque o nosso mundo também sofre a nossa ausência. Também sofre a nossa perda. Enganamo-nos amado meu, enganamo-nos. E ... passamos a ser dois. O tempo que aqui tenho agora é limitado; daí que espero um dia ter uma ínfima oportunidade para alguma coisa. E tu meu amado senhor, onde estarás tu a esta hora e neste momento. Onde será que caís-te? Eu sei que também não queres me abandonar, mesmo não sabendo de mim. Mas estamos sozinhos, mesmo incompletos, um de nós tem que regressar. Deixa-me partir ou parte tu. Liberta-me do meu compromisso/nosso para que te possa libertar também a ti. Eu não consigo resistir a esta forma. Eu não consigo não me entregar um dia. Pouco a pouco, sinto consumir a essência. Eu falhei e sei que tu estás escondido. (noutra galáxia?! nesta mesmo?! ou mesmo em nenhuma?!) Porque esperas?!... Um dia, vão-te encontrar também. Não esperes por mim. Eu já não sou. Tenho esperança que fique gravado no Tempo, o meu eterno amor por ti e que de algum modo a ti chegue, para que possas recordar o que nos uniu eternamente. Sei que chorarias sobre o meu túmulo, todas as lágrimas que eu chorei na minha procura infinita. Sei que o farias. Sei que tentarias mudar o curso do mundo e retornar a pôr tudo no seu lugar. Mas será tarde, nesse dia. Nesse dia, eu não estarei em parte alguma, onde possas me encontrar. Não me recordo se do nosso mundo, alguém podia nos amar assim e tentar nos libertar. Nem isso sei. Já não sei nada!

lauremavstaudus lazulli

 

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Só eu leio este post lazulli às 10:22 |
Sábado, 23 de Agosto de 2008
...

 

lazulli às 00:28 |
...

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lazulli às 00:25 |
...

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lazulli às 00:23 |

Foi Publicado em: Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

EsteFoiOÚltimoTextoDosAnteriormenteColocados.EstavaEsquecidoEmesmoAssim,CreioQue"PerdiUm"

APartirDaquiSegueUmaNovaFase,Talvez Com: EstilhaçosDe... Ficção

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:41
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

máscara mil


 

 

Diz-me a vontade para continuar

A verdade diz-me não valer

a pena

O mundo diz-me que tudo está para acontecer

Eu digo

Não sei o que fazer.

 

 

 

 

Depois de vaguear sem rumo certo

À deriva

Por caminhos possíveis de percorrer

A verdade procurada chega numa frase curta

Inesperada.

 

O cair

Da máscara.

 

Livre de fantasmas inúteis

Sem sentido

Interrogo o tempo perdido.

 

Questiono agora a vontade e o valor

Já que não existe necessidade

Desta verdade.

 

Tudo seria fácil e simples

Por vontade nobre

Se ela existisse

Mas a máscara

Oculta O Pérfido

Uma dissimulação de nobreza

Descoberta.

 

Coisa assim

Não tinha como impedir

A CasaDeCristal existir

E o Oculto Revelado

Surge inesperado

À alma de todos os tormentos

Provocados

Numa máscara

Mil.

 

Se a máscara não existisse

A CasaDeCristal

Ter-se-ia mantido ou desaparecido

Ou mesmo

Nunca teria existido.

 

Para sempre oculta a todos os olhares

A todos os sentidos

Segredo dela

Do universo que os escreveu

Junto com ela

Numa indescritível sintonia de Amor

De presença eterna

Amor verdadeiro.

 

Por maldição ou ingenuidade

Ou por desconhecimento

da existência de máscaras

Vacilou com tudo

Todos

Perigou o mundo à sua volta

Sem vontade própria

Mergulhou no limbo profundo

Deambulou cega

Fugiu da luz

Nas trevas mergulhada

Por castigo da sua não-culpa

Tinha que encontrar

O caminho de regresso

E encontrou

No fim dele

A máscara mil.

 

O Universo chora

Chorará o homem

O Universo

Enganado.

 

Como lidar com o Sentido

Que não é sentido

Como lidar com o Saber

Que nada é

o que parece ser

Como perceber se vale a pena

depois de Nada valer a pena

Como entender.

 

Resposta rápida a mim espero

Se sem valor ou interesse

posso e devo continuar

a dar forma ao meu pensar

E com ele

Olhar as letras azuis

e ficar tristemente feliz

por me ver

em todas elas

Apesar de não existir mais razão para existirem

ou não existirem

Não e Sim

Sim e não

Daria a sua anulação.

 

Mas deixaria a minha alma de existir

Ou o meu ente

O meu ser

A minha genuína verdade

O meu entendimento

do mundo e das coisas do mundo

ou de mim mesma?!

Não! Continuará

a ser imutável

Manifestado ou não

Continuará a existir

enquanto da existência fizer parte

Por isso

Talvez

Continuar a dar forma à minha própria alma

e aqui a deixar pousar

Apesar de saber

de nada mais importar.

 

Viro o rosto oculto pelo rosto que me cobre o rosto

e olho o indecifrável Passado

Viro-o de novo na direcção do Futuro

Mais do que indecifrável

Vejo-o vago

Olho o Presente

O eterno Presente de tudo quanto É

E sinto mágoa

Apatia

Ausência minha

que unifica o Passado e o Futuro

num só Presente.

 


EscritoPorLazulli lazulli às 10:59
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

alcateia das sombras

laivos de luz - rasgam-me a alma - como garras de lobos esfomeados - que em matilha - povoam as trevas do mundo.

 

mulher e a pomba-thumb.jpg

publicado por lazulli às 10:54
Quinta-feira, 20 de Março de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 18:47
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Dissertação Filosófica

 

Ave.JPG

                          

 

 

 

 

 

 

 

 

... há procura de mim (2)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Era ainda muito pequena, pelo menos o corpo que a cobria, era-o. Ainda não tinha a força do desenvolvimento, mas já caminhava, já falava, já pensava e já sentia. E o que sentia esta criança planetária? Vivia entre dois mundos, no mínimo. Poucos eram os instantes de tempo que descia vertiginosamente a este mundo concreto e o olhava e via. O resto do tempo, não tinha memória. Pura e simplesmente, não existia. Não era. Simplesmente, não era. E assim foi, por muito e longo tempo. Eram tão escassos estes momentos reais, que traz na memória, que os pensamentos deste tempo passado, continuam a ser presente, mas não sabe se serão futuro.

Uma das vezes, a criança, que não tinha mais de 5 anos; do fim de uns poucos degraus de escadas de pedra nua, que davam acesso à casa onde morava - hoje, disso tem consciência, porque por essa altura, a criança, é como se tivesse acordado ali mesmo, naquele instante, assim, sem mais nem menos. O primeiro pensamento. O primeiro sentir. A primeira interrogação. A primeira surpresa. E, também, a primeira certeza de si. Da diferença. E, até, da superioridade inferior, como se, de certo modo, os papéis estivessem invertidos; viu uma mulher ainda jovem que a olhava e sorria, carinhosamente. A criança, parada, fitava-a com complacência e devolvia o sorriso à sorridente e confiante senhora, que não sabia quem era ou o que era e que via pela primeira vez. Pelo menos, foi aí, naquele exacto instante, que teve consciência da sua existência. Nesse momento não sabia o que era uma mulher, uma jovem, nem tão pouco um ser humano e muito menos o que era uma mãe. E foi esta não consciência de mãe, por essa altura, que mais tarde a fez pensar, porque não teria ela tido o sentimento igual à das outras crianças, pois se até um simples bebé reconhece a voz e o rosto do "leito" materno?! Num pedestal mental inimaginável para tão pequena criatura, observava, tranquilamente, parecendo estar mais, a fazer um sereno reconhecimento do momento, do que ter qualquer espécie de sentimento ou outra coisa qualquer, como se fora uma pequena divindade, acabada de despertar, mas que de certo modo, saberia o que iria encontrar. Só tinha que apreender e aceitar. Esquisito. Estranho, o pensamento (se se pode chamar de pensamento) desta pequena e serena criatura, enquanto observava, a jovem senhora.
Só muito mais tarde, a criança percebeu a importância e o insólito deste instante solto no tempo.

Daí, "cruzando-o" com diversos factores, comparando-o com outras emoções reais, analisou. Agora, com a capacidade de raciocínio inerente a um ser, verdadeiramente, pensante. Achava estranha, aquela criança. Ela mesma se interrogava, sobre a sua natureza. Isto quando, lhe ia sendo permitido momentos raros de lucidez, lúcida! Pois, não foram sempre lá muito frequentes. Porque aquela apática não existência, daquela primeira vez, estava muitas vezes presente.

E, assim, olhou à distância esse momento e registou-o, por ela mesma, hoje pessoa, entender que foi o primeiro momento, em que acordou para a vida! Se bem que por essa altura, lhe fosse completamente inexistente.

 

Reconhecia na dita senhora, quem quer que esta fosse, que esta gostava dela e parecia conhece-la. Mas ela, a criança, não a reconheceu ou conheceu. Sabia que ela estava ali para tomar conta dela e, o seu pequeno pensamento, foi de lamento por tão grande fardo, mas confiante e nada perturbada, observava-a e, por um instante, chegou até... lembra-se perfeitamente... de ter tido pena dela, mas que, um dia... ela seria recompensada, só que não sabia. Mas a pequena criança, sabia. Sempre sabia o que não sabia. E isso reconfortava-a, já ali. Mas... pena?! Aqui, em "bom português" é que a "porca torce o rabo". Pena?! Pena de quê?! Foi um Deus que nos acuda quando teve consciência disso mesmo! Porquê e qual a razão, pela qual a criança teria tido pena da mulher?! Há distância... não via porquê, tal "sentimento". Mas ele existiu! Como existiu! Daí foi querer entender da Vida. Dos seus porquês. De Tudo quanto o mundo continha. Queria saber de si. E... foi em procura de si mesma. E... soube! Soube porquê! A única coisa que não soube naquele momento, foi o que era uma mãe. Deveria, sabê-lo?! Talvez na tenra idade seja normal uma criança não reconhecer a própria mãe. Talvez. Mas não foi isso que aprendeu no decorrer da vida. Até porque, aconteceram algumas outras raríssimas, situações semelhantes, ao longo de todo o percurso. Uma delas com o próprio irmão, que por mais que a um metro de si, quase lhe gritasse para ela o ouvir, ela continuava estagnada em frente a ele, sem entender quem era ele. ou o que era ele. Aí, lembra-se que confusa, tentava desesperadamente perceber o que lhe estava a acontecer. Mas, assim como a longínqua criança, ligava-se ou desligava-se ou lá o que fosse, sem que ela disso tivesse qualquer tipo de consciência. Isso valia-lhe uma reprimenda, muitas vezes, pelas suas "estranhas" brincadeiras. Nunca esclareceu. Nunca justificou. Em silêncio, retornava à realidade, normalmente, e não ligava para o assunto, como se de algum modo soubesse, o porquê de tudo isso. Dizer que a criança lá do tempo ido, ficou de algum modo traumatizada com este seu primeiro despertar, não corresponde à verdade, porque a criança dessa altura, na sua não sabedoria, sabia muito mais do que a criança de hoje. Porque no nada do seu saber, estava tudo quanto ela necessitava saber. Porque o que a criança hoje sabia, as coisas necessárias e não necessárias, aquelas que se perderão no tempo, delas nunca teve tanta necessidade assim. Aquelas que se esfumarão sem relevância nenhuma. E o único conhecimento que se manterá perpetuo, é aquilo que veio consigo. O imutável saber do Nada. Aquele que ela ama verdadeiramente. Aquele porque luta, com todas as forças, para nunca lhe ser roubado. E ela vencerá sobre todas as coisas. Defrontará todas as coisas, para levar incólume o seu pequeno entendimento. Aquele daquela criança que tanto a perturbou, no decorrer do tempo, como a fascinou. Aquela que ela protegerá sempre, à falta de protector à altura. Aquela que não precisava do entendimento das coisas. Era. Pura e simplesmente, era. E... continua a ser. Depois... sempre viveu, naquilo a que ela chamava de... o seu mundo. Mundo que foi conhecendo lentamente. E... conhecendo-o, amou-o ainda mais e percebeu os porquês das coisas. Os meandros do que se move. O infinito labirinto, onde tudo navega preso. Onde as memórias se perdem. Sempre. Se misturam. Se cruzam. Enfim, um manancial assustador de poder infinito. E... foi-se cada vez mais, afastando deste, preservando a única coisa que valia a pena preservar. Assim, solitária, permanecia só na sua própria aparência. E não reconhecia as leis e os conceitos, que não eram seus, desde o dia em que despertou. Cumpre a mais difícil tarefa: Nunca deixar de ser nada, num mundo cheio de tudo.

 

divagações

publicado por lazulli às 00:48
Terça-feira, 18 de Março de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 00:37
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Domingo, 20 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (14)

 

 

XIV

 

 

 

 

 

Enquanto se dirigia até onde a aguardava a majestosa Águia-de-Cabeça-Dourada que reflectia ainda mais os raios de sol que a si chegavam e nela permaneciam como prisioneiros voluntários da sua deslumbrante e extensa penugem, fazendo da águia como que uma extensão da fonte energética, inesgotável, contida no sol-brilhante de milhões de cores em constante mutação no seu permanente contacto com o ar, finíssima cambraia transparente e multicolorida, ia ansiosa e vagarosamente, pisando o solo de areias de fino pó doirado e observava as montanhas de luz, onde a pedra dura e fria, única que conhecia, era completamente substituída por tantas pedras preciosas que nem as conseguia quantificar, mesmo que em calculo manifestamente deficiente, tal era o reino mineral, deste maravilhoso mundo de cores vivas e brilhantes, ora transparentes, ora opacas, ora incolores, com colorações inimagináveis, em constante transformação não do seu conteúdo mas sim da sua aparência visível, fosse esta piramidal ou com uma outra configuração geométrica qualquer, era-lhe completamente impossível, absorver as cores que emanavam de todo o lado como tesouros únicos a céu aberto, que resplandeciam a sua magnânima beleza. As rochas deste mundo, gemas genuínas, raiavam e expandiam com as suas milhares de incalculáveis facetas, para todas as direcções, as suas cores infinitas e em constante movimento, ao toque de cada partícula de ar e sol. Estonteada com as cores, carmim, madre-pérola, rosa, lazulli, esmeralda, ametista, rubi, cristal, topázio, safira, águas-marinhas, etc.. , não conseguia conter em si, tanta luz e tanta cor. Belo! Tão belo, que já não sabia se o conforto do calor, ameno, que ia penetrando suavemente todas as suas partículas, tinha a haver com a magnífica visão que seus olhos, extasiados, miravam em ininterrupto encantamento ou se era efeito, da serena harmonia da luz de milhões de cores. As ténues alterações do sol, quase imperceptíveis, permitiam que uma infinidade dos coloridos diamantes, alterassem as suas facetas de um tom para outro em escassos instantes de tempo, se é que este, aqui existia. Descrever este mundo, não conseguia dentro de si. Só conseguia senti-lo. Absorve-lo. Os pensamentos fugiam-lhe, para começar a dar lugar a uma fonte inesgotável de paz. Da paz sempre desejada. E era este enigmático mundo de cor que com amor, lhe dava finalmente aquilo que sempre ambicionara e sempre procurara.

 

Serena, em total quietude, a águia observava toda a sua fascinação e sorria. Mary, percebia que esta não precisava transmitir o seu sorriso movimentando um único músculo que fosse do seu descomunal corpo. Seus olhos falavam o seu pensamento. Transmitiam toda a sua doçura interior. Toda a sua compreensão, perante a criatura tão insignificante que era Mary. Estonteada perante as duas meigas esmeraldas que lhe sorriam; tão meigas, que a escassa distância daqueles olhos esmeraldinos, sem desprender o seu próprio olhar daquela rara beleza de divinas esmeraldas que continuavam a fitá-a demoradamente, teve um impulso momentâneo, de correr para elas e nelas se alojar para sempre. Descansar dela mesma. Como se pudesse entrar nos olhos que a fitavam e encontrar-se com o amor infinito que deles emanava. Mas refreou o seu mais intimo desejo e não encurtou a já pouca distância que a separava desta e, sim, endireitou seu corpo um pouco mais, alisou com as mãos, os farrapos sujos que a cobriam e, lentamente, sentindo o movimento do ar a cada movimento seu em espirais que se perdiam dentro do próprio ar, finalmente, tocou timidamente a primeira penugem que encontrou ao alcance da sua pequena mão.

A este contacto, mágico, o ar comove-se e queda-se por um instante, como que para a deixar sentir toda a ternura do seu ente.

Controlando a emoção que sentia, impedia voluntariamente suas mãos de agarrarem o ar e irem tocar nas penas da gigantesca ave, abraçando-as num abraço meigo e profundo. Queria senti-la para sempre. Mas ali, naquele mundo etéreo, era ela quem nada tinha e nada era e a quem por razões que ainda desconhecia, tinha sido permitido movimentar-se, tal fantasma, num mundo verdadeiramente etérico. Depois de tudo isto, descobria que afinal nunca soubera sonhar. Seus sonhos tinham sido pobres em imaginação. Escassos em forma e conteúdo. Demasiado aquém do que, agora, podia presenciar. Percebia que desde que desaparecera da velha Terra, tudo quanto vira e sentira, nunca tinha existido antes. Nunca.

 

Tentava... controlando a emoção do seu pequeno coração e as interrogações que a angustiavam... acalmar toda a sua agitação interior. Mas esta morria no canto de sua boca, sempre que um imperceptível movimento parecia querer surgir, podendo manifestar toda a ebulição que dentro de si permanecia, pelo inexplicável mundo que a envolvia, no seu todo.

 

A sábia águia que continuava a olha-la docemente, não quis prolongar por mais tempo o seu êxtase, poupando-a à intensidade de sentir tão profundo. Sorria aos pensamentos de Laurema e verificou, feliz, que a tinham recuperado de vez. Ela não voltaria à sujeição da matéria viva, pois começava a tomar consciência da verdade de si mesma.

- Laurema!... Despertaste para a tua verdadeira existência.

 

 

Ouvir vozes dentro dela não lhe era de modo algum surpreendente. Convivera com elas toda a vida. Surgiam inesperadamente dentro do cérebro, soltando sons tão distintos que parecia estar a ouvir as conversas do mundo inteiro, ora isoladas ora em longos diálogos, como se desconhecessem a sua presença. E muitas desconheciam. Assim como ela. Pelo menos nisso, tinha a felicidade de não conhecer a densidade dos portadores. Vozes sem rosto que tinha a infelicidade de escutar. Mas nem tudo era mau. Até porque era o som das almas que escutava como se fossem parte dela, não o sendo. Muitas vezes ficava triste. Muitas vezes ficava feliz. Muitas vezes, divertiam-na. De quando em vez, lá resolviam dirigir-se-lhe, directamente, com palavras e frases, das quais muitas vezes, não conseguia perceber o sentido, embora as ouvisse perfeitamente. Daí, neste jogo do saber, quem eram elas e porquê, acabou mesmo por conseguir fazer algumas distinções, entre estas estranhas e insólitas, amigas. E a surpresa, estonteante, levava-a a querer seleccionar quem gostaria realmente de ouvir. Mas não estava nas suas mãos, poder separar os mundos. Não estava nas suas mãos, escolher as vozes pertença de mundos distintos. Daí que, as vozes que mais a incomodavam, eram mesmo, as vozes deste mundo. Não conseguia ser poupada, até nisto. Como uma maldição .... tinha que ouvir o mundo inteiro a falar. O que, algumas vezes na vida, quando com a Velha Senhora, lhe tinha criado alguns dissabores. De facto, hoje percebe porquê. Percebe-os a todos eles e percebesse a si mesma. Embora, para bem da verdade, gostasse de não perceber ou saber nada, por essa altura. Se estivesse em suas mãos, optaria por ser a mais cega entre os cegos e mais surda entre os surdos. Porque, só queria poder estar. Só queria ser. Só queria amar. Só queria que a Sua pequena alma tivesse o direito a ser única, sem tanta interferência. Maldisse todos os Poderes desconhecidos, muitas vezes. Ficou muitas vezes triste com a Sua própria Natureza. Muitas vezes vagava no mundo, com os olhos marejados de lágrimas. Não por não ser entendida. Ela entediasse a Si mesma. E sim porque queria ser o que era. Nada! Uma criatura eternamente meiga. Eternamente sentida. Eternamente capaz de Amar até à extinção da Vida.  Eternamente ignorante das coisas da Vida Imposta, que insistia em querer fazê-la parte de si, com todas as coisas geradas num mundo que não era e nunca seria seu. Como não foi. Por isso ela estava aqui hoje. Mas, as lembranças do mundo Antigo, não as tinha conseguido apagar, mesmo perante a beleza deste mundo e de Lhaara.

Quase "desperta" destes prolongados pensamentos, enquanto deixa desaparecer sua mão na maciez da penugem de Lhaara. Mas logo a memória insiste em fazê-la recordar, tudo.

Teria estado, algum dia, Lhaara nos seus pensamentos?! É que até lhe parece conhece-la. Seria dessa altura?! Olhava Lhaara, intrigada. Se assim fosse, não estava ela zangada?! Esquecera-se de como Mary se divertira e sorrateiramente a estudara?! De como, muitas vezes, se limitava a ouvir, mais ou menos indiferente?! De quando já nem lhes dava importância. Só de quando em vez, ficava mais atenta, quando um determinado timbre lhe parecia de algum modo familiar. Paralisava instantaneamente, na esperança de algum modo, poder identificar a sua fonte. Mas raras foram as vezes que tivera essa possibilidade. Como se as nítidas vozes que telepaticamente ecoavam no seu cérebro, tivessem uma proveniência bem consciente, determinada e perfeitamente objectiva. Desistia muitas vezes e optava por as ouvir. Apenas ouvir, mais ou menos desinteressada do que falavam. Sorria ainda agora, quando se lembra que dizia de si para si mesma. - Falem para aí!... Completamente indiferente ao seu conteúdo, como se nada tivessem a ver com ela e, fossem unicamente palavras que o seu cérebro, tinha captado a qualquer distância. Mas esta voz que estava a ouvir, do mesmo modo que tinha ouvido muitas outras... Esta voz, estava ali junto a si. Era da águia que partia. Era a águia que lhe estava a falar. Já não precisava se esforçar,  ignorar ou correr a tocar algum objecto perto de si, para afastar de si mesma qualquer pensamento, como mau presságio. Aqui e agora, tinha a quem perguntar. - Laahra, recomeça a comunicar com ela:

 

- Eu, parte de ti mesma, tento que entendas o teu ser interior e te libertes do pensamento, para entenderes quem és e onde estás. - Fala-lhe, suavemente, Laahra.

- Pareces-me estranha, assim como este lugar. Isto para não falar de uma terra florida e de uma outra, onde só os ventos pareciam existir que tive oportunidade de conhecer na minha vinda para aqui. Se estou a sonhar diz-me, antes que acorde, a verdade de quem sou e porque me chamas de Laurema, o nome que guardei zelosamente ao longo da vida, como se ninguém mais tivesse o direito de o usar.

- Não és dona deste nome, no sentido que lhe atribuis. O de posse. Pois que ele, como sabes, já está gravado desde os primórdios do Tempo.

- Então diz-me a quem, verdadeiramente, pertence este nome sagrado. Do modo como sempre o senti e conheci, pode ser que o dono dele seja o nome daquele que amei, mesmo antes de nascer ou antes de tomar a forma que me cobre. Embora que para ele, guardei sempre um outro nome, diferente de todos os outros, existentes.

- Laurema, é de facto o teu nome. Mas por enquanto, não és a sua possuidora. Isto porque, não existe posse na unidade e tu o sabes. Deixa por instantes o mundo mais recuado em que viveste, pois não mais voltarás lá do mesmo modo que antes.

- Se não retorno do mesmo modo, retorno de outro? Queres dizer que estou morta e esta é a altura que alguém decide, roubando-me a memória, recolocar-me naquele mundo maldito? Mas para quê fazerem uma coisa dessas comigo, se embora não me sinta parte integrante deste sonho, o sinta como realidade minha. Se é que se pode chamar real ao irreal.

- Não posso dar-te todas as respostas que desejarias. Outros o farão por mim em devido tempo. Por ora, recorda o Senhor que anseias, pois ele não é fruto da ilusão do mundo último e anterior, onde essa tua forma foi criada. A realidade é que nasceste e aprendeste o que não devias, mas ser, nunca o serás, porque tu já és muito antes de seres. Tenta ser tu, porque aqui nada e ninguém te impedirá de ser o que és. E sossega o teu espírito, porque a tua memória não te será roubada ou retirada, muito pelo contrário. Eu – e a fantástica ave, num gesto gracioso, sacode levemente a sua penugem multicolorida – sou quem temes que eu seja, tu és quem és, e o que te rodeia é parte de ti, e aquele que regressará em breve é aquele a quem chamas de teu Amado Senhor.

 

 

- Quer dizer que então morri, embora continuando com o mesmo corpo? Pode então a matéria viver depois de morta? Estava infiltrada no pó quando morri. Ninguém estava presente para atear fogo ao corpo que me cobre... não entendo... diz-me quem é o meu Senhor e onde está Deus. Quero falar com ele e dizer-lhe o que aconteceu comigo, perguntar-lhe porque fez o mundo de onde venho, onde a única lei é o sofrimento ilimitado de cada ser humano que tem a infeliz desdita de ali nascer, seja no antes, no agora ou no depois. Perguntar-lhe porque permitiu tudo quanto aconteceu neste mundo e vai continuar a acontecer, sem interferir para parar tanto massacre humano. Se és o seu mensageiro e não me for permitido vê-lo, leva-lhe uma mensagem, porque todas as que lhe transmiti na vivência ele ignorou. Se foi ele que criou o mundo como eu o conheço e, se podendo, nada fez, eu não o quero, porque me fez nascer lá e me ignorou todos estes anos de martírio, estando desde o princípio ao fim dessa existência, sujeita a leis que não eram as minhas, sofrendo humilhações, tendo que ser o que não era, impotente perante todo o sofrimento humano que existia.

 

- Pobre Laurema, que não consegues entender que nem estás viva nem estás morta. Que continuas a usar as mesmas definições do mundo que sempre desprezaste, até para exprimires o teu próprio mundo que não tem definições: Apenas é! É tão simples como o teu ser interior e, neste momento, nem o consegues pôr a agir. Usarias tu no outro mundo o teu interior e neste mundo o teu exterior? Estás também a alterar a Ordem da Lei. Como queres tu entender?!... não consegues situar-te... mas nós sabemos como será difícil para ti entender esta verdade, depois de viver presa na matéria.

- Se é como dizes, que não estou morta nem viva, então o que sou neste momento?

 

Descendo levemente uma de suas asas, alongando-a na horizontal até onde se encontrava Laurema, Laahra, convida-a com o seu nobre gesto, a subir e instalar-se confortavelmente num rectângulo acabado de aparecer, magicamente, com tantas cores que Mary recostada nele nem se distinguia a olho nu.

- Vou mostrar-te um pouco deste mundo e dos que lhe estão interligados. As passagens intermédias de uns para outros. Em cada um, conforme o seu curso de vida, difere em lei e em ordem. Mas, antes disso, quero contar-te como aqui vieste parar.

 

 

E enquanto planava por entre todos os céus, Laahra conta-lhe todos os ínfimos pormenores da recuperação dela das garras da matéria e do sono que tinha se imposto a si própria, quando a morte do seu corpo tinha chegado.

- Laahra, onde está o meu Senhor Amado? Preciso de o recordar.

- Eu sei que só quando tu o tocares é que o conhecimento total da Verdade-Justiça e do passado longínquo, voltará a ti. Mas terás que aguardar junto comigo que ele regresse da Cidade-Brilhante. Até lá, mostrar-te-ei a Terra, isto é: Uma das suas quatro partes, para que te familiarizes com o mundo exterior onde te encontras, que é o teu interior ao contrário do mundo em que viveste.

 

 

E foi assim que Laurema foi vivendo os dias sem princípio nem fim deste mundo.

 


amor, essência, ficção, livro, matéria, morte, vida

publicado por lazulli às 17:53
Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008
SintoMe: com sono

EscritoPorLazulli lazulli às 02:07
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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (13)

 

 

XIII

 

 

Sentada sobre um finíssimo pó, dourado, de onde emanavam tons etéreos que a envolviam numa aura mágica de eterno sentir, brincava com os reflexos que se iam escapando, suavemente, pelos dedos erguidos à altura de seu rosto, como melodias inaudíveis. Encantada, com esta visão indescritível, permite que esta envolvência se assenhore de si. Perdida no nada de si mesma, incapaz de vislumbrar um único pensamento, como uma criança longe do mundo físico de que faz parte, envolta na luminosidade que se movimentava suavemente em torno de seu corpo, olha de olhos estáticos, inebriada de fascínio e, vai pousando suavemente a sua pequena alma, no fundo de si mesma, como se estivesse num regresso à sua origem. Integrada na harmonia deste novo mundo, sentia que nunca nenhumas mãos estranhas, intrusas ou nefastas, a pegariam do seu próprio habitat e ali a colocariam, possibilitando-lhe esta paz. Esta certeza, tranquilizava a sua pequena e desgastada alma e, ia estando, permanecendo, apenas permitindo a entrada deste mundo dentro dela.


 

Ergue os olhos verdes, da mais verde planta que o mundo podia conter e, como se a um chamado oculto reagisse, avista a águia dos sonhos eternos. Bela e gigantesca, voando ao longe, parecia dirigir-se a seu encontro. Não mais retirou os olhos do seu voo alado enquanto a sentia aproximar-se de si. Parecia-lhe que conseguia sentir a ave a sorrir, como se um só sorriso existisse entre ambas. Intrigada, mas não receosa, começou a parecer-lhe que o seu sonho era já demorado (aliás, como todos os sonhos que tivera desde a terrível catástrofe, que se abatera sobre toda a deficiente civilização dos presunçosos civilizados) e, que, despertar tardava. Mas, no seu íntimo, não sentia necessidade de tal acontecer. Queria permanecer ali, para sempre! Longe da vida e da morte. Longe de tudo quanto a tinha magoado. Longe da implacável existência, sem sentido algum. Mas, continuava a interrogar-se, recriminando-se por pensamentos tão incómodos, sobre a natureza deste estranho lugar e, acima de tudo, o que estaria ela ali a fazer ou como teria ali ido parar. Sem retirar os olhos da majestosa que se ia aproximando, ia observando extasiada, as suas transformações em pleno voo, em milhares de figuras, como se nessas transformações quase simultâneas , se pudesse desdobrar delicadamente sobre si mesma em finas cambraias, de milhares de cores transparentes que lembrava a Mary, asas de libelinhas. Daquelas que recolhia em criança, dos regatos de água límpida por onde gostava de meter os pés nus e caminhar até onde lhe era permitido. Fantástica e majestosa visão entra pelos seus olhos, fazendo as pupilas dilatarem-se até ao máximo da sua pequena capacidade, perante beleza nunca vista. A gigantesca ave parecia brincar com a sua perturbação, enquanto a sobrevoava, mostrando-lhe a plenitude das suas façanhas.

Apetecia-lhe correr, correr tanto, que seus pés continuariam a caminhar mesmo suspensos do ar e alcançar aquele ser. Mas, não se moveu. Continuou a olhar extasiada, tanta beleza incompreensível, para ela, simples e deficiente mortal. Mortal?! Ou será que morrera e este era um outro mundo? Não fora assim que imaginara um outro mundo. Mas, era este, um outro mundo?! Sempre quisera estar só. Tinha-o conseguido?! Com bênção tão magnânima, como ter por companhia um ser que ultrapassava as mais fantasiosas visões, do mundo mágico posto a descoberto, pelas mais fantásticas imaginações das almas que buscam, ainda pensava, se, se podia chamar pensamento à desordenada linguagem que ia tentando descodificar dentro do seu pequeno cérebro, quando a vê pousar, a alguma distancia, que lhe permitia, erguendo-se, quase tocar a ponta de uma das asas deste ser. Se quisesse tocar nas suas penas e afagá-la, senti-la no toque das suas mãos, teria que percorrer uns bons metros e assim o fez, erguendo-se, como pode, sob o olhar atento e brincalhão da enorme ave, à sua instabilidade, provocada pelo ameno o ar que a percorrera e fez vacilar para um e outro lado, devido às dimensões descomunais de Lahra, tinha-se desequilibrado com o bater das asas sagradas quando estas planaram junto a si, e caminhou devagar em sua direcção.


 

Um turbilhão de pensamentos, insistiam em permanecer dentro de Mary , atrapalhando-lhe o momento que estava a viver. Esfregando os olhos, alisando com as mãos os cabelos ásperos e escassos, ora limpando a cara e as mãos, como se para chegar apresentável junto da majestosa, continuava a caminhar em sua direcção, levando estampado no rosto um sorriso teimoso, apesar de tanta inquietação. Já não sabia quem era ou o que era e também parecia que nada disso tinha mais importância. Só queria chegar perto, muito perto dela. Sentia que esta a aceitaria. Mais! Sentia que a amava. Que a conhecia!

 

(continua)

 

penso: em paz
amor, ficção, futuro, livros
publicado por lazulli às 12:17
Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
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EscritoPorLazulli lazulli às 01:28
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Humanidade Escravizada (XXII)

 

 

(XXII)

 




Hereges da Idade Média

 

 

 


 

Os Cátaros, (Albigenses, Patarins, Valdenses), também chamados bons homens e boas mulheres ou perfeitos, designação da qual provavelmente muitos nunca ouviram falar, foram todos dizimados em lindas fogueiras da Inquisição, criadas pelo poder Papal, apenas porque eram verdadeiros humanistas. Eram chamados os «puros» exactamente porque sabiam distinguir o bem do mal. O mal para eles não era Deus mas sim o poder feudal e clerical, porque estes dois poderes, em nome de Deus, usavam toda a população unicamente para defender os seus próprios interesses económicos. Acreditavam num Deus do Bem e do Espírito e um Deus do Mal e da Matéria. Para eles, o homem é o palco de um conflito permanente entre dois princípios no qual participa como num combate contra si mesmo e que pode ser travado no decurso de várias vidas. O Inferno está na Terra e todos os homens, se ganharem esta guerra entre a dualidade, matéria/essência, chegarão um dia ao «Paraíso». Isto é: À sua Origem. Na sua convicção, os Cátaros denunciavam que a obra do Mal era perpetuada pela procriação. Porque era e é através dela, que os seres vivem e revivem num ciclo fechado de existência eterna, onde a morte não é realmente morte nem a vida é realmente vida. Assim sendo, o casamento era a instituição demoníaca primacial, que perpetuaria eternamente a existência do Homem na Terra, onde as pessoas existirão sem terem que existir. Continuarão a estar de forma para forma, porque não sabem que viver sem forma é serem elas mesmas.

Muito antes de tão pouco conhecer a palavra Cátaro, já eu tinha pensamento Cátaro e levei muito tempo a saber que felizmente não era a única, embora tendo todos desaparecido quando a Igreja, com medo que a verdade se expandisse por toda a Terra, os exterminou. Convido o leitor mais interessado a procurar literatura sobre este assunto que, embora rara, existe. Porque o que aqui escrevo é manifestamente muito pouco para esclarecer devidamente quem de facto foram os Cátaros. Eram eles os heréticos, queimados aos milhares pela vossa Santa Inquisição. Entre 1240 e 1260/1270, a repressão atingiu um tal grau de violência, que os heréticos foram perseguidos e ­dizimados para sempre. Essa explosão de crueldade, que conduziu a espantosos excessos, a «cruzada» contra os Albigenses (cátaros instalados na região de Albi, no sul da França) teve um lugar importante e facilitou a introdução de medidas sangrentas.

Já a 22 de Julho do ano 1209, os cruzados escalaram os muros da cidade de Beziers, tornando-se donos e senhores da praça. O seu fanático zelo religioso primou pelo exercício da mais raivada e desumana matança. Nada foi capaz de impedir os golpes desapiedados dos cristãos, tudo foi derrubado sob a sua espada morticida. A virgindade, a inocência, a velhice e as crianças, era tudo a mesma coisa. Vítimas destinadas à mais brutal carnificina.

Os cruzados cristãos deram morte indistintamente a católicos e Albigenses.

Mataram cruelmente todos quanto encontraram pelo caminho. Nenhuma criatura humana escapou. Mesmo aqueles que não professavam os princípios dos ditos hereges, tiveram a mesma sorte. A defesa do Cristianismo teve um excesso tão requintado que nem os templos e altares sagrados serviram para abrigo dos infelizes que, fugindo espavoridos às espadas sangrentas dos cruzados, se refugiavam nos lugares que julgavam poder parar estes senhores macabros. Aí mesmo, nos lugares supostamente santos, foram imolados e depois incendiados para que nada restasse deste povo que não temia Deus, mas acreditava nele de um outro modo. O balanço desta carnificina foi templos e edifícios devorados pelas chamas e 60 000 mortos de todos os sexos, idades, estados e condições.

E tudo isto porque temíeis que a verdade sobre a verdadeira natureza do Homem fosse revelada e entendida e, assim, não pudésseis governar mais o mundo e os homens. Era um poder que não queríeis perder e não perdestes. Na História não devíeis ter camuflado esse período negro da humanidade ocultando sempre a verdade sobre um herege. Mas penso que o fizestes por medo. Medo da verdade.

Assassinados violentamente por vós eles morreram no passado, mas a sua verdade prevaleceu dentro daqueles que realmente não são só constituídos por matéria. E, apesar de não terem tido tempo para espalhar a verdade sobre as vossas verdadeiras intenções para com a humanidade, a verdade do interior do ser humano não é apagada com a vossa História porque a verdade continua igual a si própria, não é alterada. Não sois tão poderosos ao ponto de poder alterar a verdade da Origem da Humanidade. Só por terdes abafado a História, pensais ter conseguido afastar da mente do homem a sua origem, mas sois muito ignorantes sobre tudo o que se passou e continua a passar, ou muito defensores da matéria viva para não perceber o que é verdadeiramente um herege.

 

penso: nem a gregos nem a troianos

actualidade, ensaio, história, homem, humanidade, livros, morte, mulher, religião, vida

publicado por lazulli às 13:23

Sexta-feira, dia 21 de Dezembro de 2007

(6) comentários


EscritoPorLazulli lazulli às 01:47
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