Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Humanidade Escravizada (XVII)

 


(continuação)

 

 

Mas contentemo-nos todos nós, mortais, porque estes privilegiados de Sua Senhoria-Deus também deambulam pela Terra e estão sujeitos às mesmas leis materiais que todos nós. Embora, curiosamente, de humanidade não tenham nada. Dão-se ao luxo de guiar a Humanidade para um precipício de dor e ignorância, porque dizem que a Humanidade é incapaz de se governar a si própria. Enfim, a Humanidade é burra. Então, o dito Senhor deu-nos divinizados espirituais e temporais para que, depois de sermos «filhos» de Deus, tenhamos que ser «filhos» da Igreja e dos políticos/governantes que nos mantêm com o mínimo indispensável, tanto material como espiritualmente.

Se a dura realidade nos diz que «todo» o homem deve trabalhar interminavelmente para garantir o seu sustento, ficamos praticamente privados de ­tempo e mesmo meios (apesar de recebermos um «salário justo» pelo trabalho que desenvolvemos) para nos dedicarmos a nós próprios e, assim, entendermos a razão fundamental da nossa existência. Além disso, como o trabalho é algo muito honrado e agrada bastante a Deus, não gostando este de parasitas e de malandros e sim de homens honestos e trabalhadores que trabalhem incansavelmente até ao fim dos seus dias, os adeptos deste Deus incrível estão sempre atentos a quem não seguir estas regras, que o Mundo tem há anos e anos sem conta, fazendo-os pagar sempre a sua falta a este cumprimento, com todo o tipo de represálias, de modo a que estes «marginais» saibam quem manda e o que acontece a quem não cumprir com o que o seu «Deus» estipulou para o Homem. Daí criarem uma infinidade de leis, canónicas e estatais, que tiram a coragem a quem ousa não seguir a lei da sobrevivência, com castigos atrozes que vão desde o aniquilamento da sua sobrevivência material até à sua ­destruição mental, fazendo-o, consecutivamente, construir tudo aquilo que será inevitavelmente destruído para voltar a ser construído . Esta é a Lei da vida que tanto apregoam como valiosa. Instável como o próprio ser humano, que mais parece um louco a correr à volta de uma casa, sem entender quando começou a corrida ou quando esta terminou ou deve terminar. E é desta vivência incompreensível e cheia de lamentos de toda esta Humanidade acorrentada que partem todos eles, mais ignorantes do que no dia em que deram o ­primeiro grito. É assim que nascem e morrem, sem puderem dizer chega! Vamos acabar com isto! Ou se vive ou não se vive! Vegetamos, isso sim, acatando leis sobre leis que se sobrepõem umas às outras e nos sufocam, acabando por nos tornar escravos de tudo e de nada e, até, de nós mesmos.

Mas o medo que têm do Deus deste mundo é tão grande que nunca se atreverão a pensar em voz alta e as dúvidas que povoam as suas mentes pensantes acerca deste seu suposto Deus, cheio de mistérios escuros e que ­deixa os Homens divagar livremente sobre si, indiferente às mentiras que inventam, continuam por esclarecer. Daí que nenhum deles seja capaz de responder que Deus é este de quem tanto falam, porque têm medo dele e, ainda, porque apontam o dedo inquisidor quando alguém se atreve a dizer que este famoso Deus não existe ou que, pelo menos, não é o Deus de toda a Humanidade, devido às diferenças enormes que existem entre os seres humanos. Esta ­ousadia e afronta às suas crenças, que tanto os escandaliza, fá-los mais filhos de Deus do que realmente são? Ou será unicamente medo o que têm, por ­desconhecerem tudo e não terem a certeza absoluta de quem são, de onde vieram e para onde irão, nesse seu final mais que predestinado por esse Deus completamente desconhecido de todos eles? A sua falta de conhecimento é tão grande que não conseguem discernir o Deus real do Deus irreal, nem tão pouco o que serão eles ou como serão de verdade. Daí ficarem ofendidos e crucificarem todos os livres pensadores, alcunhando-os de difamadores e perigosos, quando tomam a defesa de um Deus que dizem amar acima de todas as coisas. Embora, para bem da verdade, Ele vá passando quase que despercebido pelas suas vidas, não obstante a dedicação que lhe dedicam no seu dia a dia. Se não fosse terem necessidade dos seus favores, bem que Ele não seria recordado por nenhum deles. O amor que dedicam a este seu suposto pai limita-se a um peditório constante, para uma melhor vivência. Pedidos e súplicas desesperadas que ­ficam sempre por atender e que ecoam por toda a Terra sem terem quem as ouça. A indiferença do «seu» Deus às suas súplicas é de uma incompreensão tão grande que, quando os vejo, espalhados ao deus-dará pela Terra imensa, ­interrogo-me se realmente têm consciência de não passarem de marionetas movidas por fios invisíveis, ao sabor do querer, de uma força maior, que não podem ouvir, amar, contactar, derrotar... até porque nem sequer a conhecem e, pelos vistos, não estão interessados em conhecer. De qualquer modo, a Deus, também pouco importa se os Homens o amam ou não. Quer, sim, que o ­adorem, que cumpram a sua lei (que se é o que as religiões nos tentam impingir estamos mal, porque é a lei do diz e não faz). Isto é: – fala de amor e pratica o ódio e a indiferença pelos outros. O amor não é coisa que interesse muito a esse Deus, nem tão pouco a verdade; quer sim que o adorem acima de tudo. Gostaria de saber o que ganha ele com isso. Cá para mim, o ego dele e a sua megalomania é a maior do Universo. Mas não quero desviar o meu pensamento pequenino no meio de tanta grandeza. É que, como descendente do homem, passei a ser subalterna deste e, como tal, um ser inferior que teve o privilégio de sua ­senhoria Deus Pai de todos os homens (o que creio ser verdade) de ser dada, ofertada, ao meu irmão homem para que este criasse a civilização, na Terra que Deus lhe deu. Daí que o meu pensamento seja realmente pequenino no meio de todas estas superioridades, mas não tanto assim que me impeça de perceber que, como mulher, eu crio e dou a vida (claro que só depois do ataque dos espermatozóides masculinos aos indefesos óvulos femininos) e, assim, saber que o homem descende da mulher e nunca a mulher do homem, pois é dentro do ventre dela que se gera e se cria a vida. Mas este Deus mentiroso reclama para si e os seus homens os meus direitos da criação, alegando o absurdo de eu ter descendido do homem. Daí que, legitimamente, afirme que este Deus não é o meu e sim um Deus dos homens e não sei se não cumprirão estes realmente com os desígnios obscuros deste seu Senhor poderoso ao implantar leis que causam dor e sofrimento a toda a humanidade. Mesmo que me digam, e com bastante frequência, que é o Homem que provoca a fome e a dor a outros seres humanos e que Deus não tem nada a ver com isso, porque é que Ele não os impede? Porque será? Porque não quer, não pode, ou porque não é o seu Deus? Se o seu Deus pudesse impedir, mas quisesse e permitisse todo este império do mal que alastra pela Terra, era o Deus que esperam? Deviam pensar sobre isto. Quanto a mim, quero é que esse Deus de quem todos falam se lixe juntamente com os filhos dele, porque não venero ninguém que permite a desigualdade humana em todos os aspectos. E como não sou primata, pelo menos no conceito dos mortais, não receio o desconhecido, nem lhe presto homenagem, em vida ou na morte. E depois, não gosto de megalómanos que só querem ser adorados, já me chega os que existem cá em baixo (ou cá em cima...!). Se não houver um Deus como eu o entendo fico sozinha, pois mais vale só do que mal acompanhada.


(continua)

 

doente

 

publicado por lazulli às 16:01
"reeditado"
SintoMe: ... em busca dos enganadores de povos

EscritoPorLazulli lazulli às 01:16
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Humanidade Escravizada (XVI)

 

 

 

Vida um presente envenenado

 
 

 

 

 

Porque insiste o Homem em tornar perpétua uma coisa que nunca trouxe, que se tenha conhecimento, a felicidade tão desejada, e sim a dor e a miséria humana?
Será porque a vida é um presente desse suposto Deus que, criando-a para que todos nós pudéssemos existir, a tornou no bem mais sagrado do Planeta? E o que me garante que assim foi? Mesmo com esta garantia teria que dizer que este Deus mais se assemelhava ao pior dos males ao conceder-nos uma espécie de presente envenenado, que não nos permite de modo algum sermos felizes, nem controlarmos totalmente as nossas próprias vidas.
No que me diz respeito, não sei de onde venho ou mesmo se venho de algum lado, mas de uma coisa tenho a certeza: não sou filha deste Deus, nem quero ser, até porque é um Deus inumano e cheio de mistérios impenetráveis, que nos faz nascer sem querer nascer, viver sem querer viver e morrer sem querer morrer. Como posso então conceber que a minha essência esteja ligada a um Ser tão vil, que atira os homens à Terra ao deus-dará e lhes diz: – Dei-vos a vida, é sagrada, matem se necessário for para que ela nunca desapareça, mas eu retirá-la-ei de todos vós quando me aprouver porque sou dono e senhor absoluto de vossas vidas e destinos.
E os mortais continuam a falar no futuro e sempre a longo prazo, como se este futuro realmente existisse em qualquer lado e eles fossem lá chegar, quando eles vão morrer com toda a certeza e, sem consciência da morte que os aguarda, a qualquer instante da vida, vão fazendo projectos intermináveis como se fossem eternos.
Para quê ou para quem, verdadeiramente, fazem eles tantos projectos futuros se, a vida de um qualquer mortal se resume mais ou menos nisto: num dado momento da existência, ele, mortal, rompe para a vida e o seu grito inconsciente confirma a sua existência humana. Neste primeiro instante de vivência, indefeso, fica de imediato à mercê de tudo o que existe, sem se poder defender seja do que for. Nada tem, nada dá, nada recebe. É alimentado e amado (quando é), e fica a crescer lentamente sem entender o mundo que gira à sua volta e o que lhe aconteceu. Até à velhice (se lá chegar) ele não entenderá nada daquilo que o cerca ou de si mesmo porque, muito subtilmente, ao longo de todo este percurso, vão-lhe metendo informações estereotipadas de existência no cérebro, com o objectivo único de, quando as suas pernas se puderem aguentar sozinhas, vir a servir o Mundo, porque é o Mundo quem ele vai servir, de um modo ou de outro, quer queira quer não. Sobre ele mesmo, tarde ou nunca entenderá que nada aprendeu, nada soube e tudo ficará por saber. Ao longo dos anos, vai-se contentando em sonhar, pelo menos enquanto não perceber o que é a vida que o rodeia e, quando descobre, se chegar a descobrir, o desespero é total e o desânimo, pelo modo como funciona o mundo onde está inserido, quase o levam à loucura. Tem de fazer com urgência alguma coisa por ele próprio para não sucumbir e, curiosamente, dedica-se à vida com todas as forças e dá ao Mundo mais motivos para que este se torne mais poderoso e seja mais capaz de escravizar os que vêm a seguir. É neste processo de crescimento, até que a morte o pegue de surpresa, porque ela chega sempre de surpresa, que o homem vai tendo os tão famosos altos e baixos, ao longo da vida, que lhe vão permitindo suportá-la. Vive aos solavancos, como o motor de um carro avariado, sem se aperceber da inutilidade da sua vida, daquela que dá gratuitamente à ­existência.
Embora não se questione, ao longo dos vários instantes da parca e precária vida que vai vivendo, se esta é a vida que ele necessita para si mesmo, tem consciência que algo está errado consigo, mas não consegue ir bem dentro de si e descobrir qual é de verdade a sua falta, que assim fica limitada ao ter de comer, porque o seu corpo diariamente lhe reclama a necessidade de alimento e corre, quando pode e quanto pode, para satisfazer a necessidade deste seu corpo, que não o poupa quando, a cada instante, a genética deste se vai modificando, para dar lugar a um corpo trôpego, que já nem tão pouco consegue andar, mesmo na procura deste alimento eternamente reclamado. Mas o homem ouve o apelo sistemático deste seu corpo faminto que nem pelo esforço do seu próprio dono em sustentá-lo uma vida inteira o poupa no princípio ou no fim da vida. Suga-lhe todas as reservas do pensamento interior, fazendo o Homem esquecer-se de si próprio.

 

de regresso a mim
ensaio, homem, livros, vida
publicado por lazulli às 00:51
Em 2007

 

SintoMe: ... já não acredito na humanidade

EscritoPorLazulli lazulli às 13:56
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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Humanidade Escravizada (XIV)

 
 

 

(continuação)

 

 

 

 

 

Para nós terráqueos, filhos da Terra também ela submetida pelo homem que veio do céu, é melhor de uma vez por todas, sabermos quem de facto somos, do que pensarmos a vida toda que somos quem na realidade não somos. Não creio que a verdade sobre nós próprios, nos retire o poder de ser verdadeiros seres humanos, aquilo que já fomos no passado longínquo. Com a plena consciência e aceitação da nossa verdadeira natureza humana, teríamos a capacidade incrível de transformar este mundo num lugar digno de se viver, mostrando ao homem criado por Deus que os “animais” não só têm capacidade de se governarem a si próprios como também humanidade, coisa que lhes falta em doses demasiado elevadas, a eles, seres superiores em tudo. Depende de todos nós não continuarmos a permitir todo este mal entendido, de contrário, todas as explicações existentes – mórbidas e infantis –, continuarão a proliferar atravessando todos os séculos e todas as gentes e, os nossos pobres descendentes continuarão a ser escravos destes divinos mal amanhados. Devemos à humanidade futura uma oportunidade de libertação para que possa, verdadeiramente, ser feliz. Com determinação, exijamos a verdade. A nossa verdade. Continuando a ter medo do seu poder, que em nada nos tem ajudado a ser felizes, muito pelo contrário, não honramos a antiguidade. Não honramos os nossos valentes antepassados quando os combateram, aquando nos invadiram. Todo o sangue derramado desse tempo longínquo de nada serviu, porque hoje aceitamos este Deus e a sua corja, como se fosse nosso. E ainda lhe agradecemos por tão má existência. Depois de tanto tempo, com provas reais de toda a sua desumanidade, ainda se ouve no fim deste século, também marcado pela ignorância civilizacional, o grande e o pequeno, o rico e o pobre, o culto e o inculto dizer: «Meu Deus». Meu Deus! digo eu, quando os vejo criando fábulas imensas que têm o impressionante Poder do Verbo de que todos falam e ninguém entende. Capaz de fazer acreditar o mais prevenido dos homens. O assombro que sinto por tanta ignorância, que vai dos níveis mais instruídos aos mais baixos de formação, espantam-me! Todos carecem da vontade de querer saber a verdade de si próprios, como se esta não lhes fosse necessária. Assusta-me tanta ignorância e mais os assustará a eles, um dia, quando souberem a verdade sobre si próprios. E, como será evidente, sempre que tiverem contacto com a verdade, morrerão de novo e não sairão do ciclo eterno da existência, rodando nesta roda do destino Criado, este sim, por alguém, sem terem hipótese alguma de se libertarem e de se encontrarem. E, quando chegar o momento do confronto inevitável com a verdade, provavelmente muitos estarão já definitivamente perdidos ou mesmo não mais farão parte de algo... De qualquer modo, continuam a existir os que mantêm dentro de si a centelha da essência da vida e não sei como farão para entenderem a verdade de si mesmos. Enfurece-me que tenha sido e continue a ser assim, porque vejo a Humanidade, excepto no que diz respeito à matéria que os cobre (onde estão mais aptos a respostas concretas e que nem por isso são as mais profundas), a nascer e a morrer todos os dias, sem entender o seu nascimento e a sua morte e sem saber mais do que o seu nome, sobre si próprios, preferindo, assim, aceitar as mais variadas teorias que existem sobre a existência do Homem, todas elas unânimes no que refere ao valor sagrado da vida como sendo o maior bem da Humanidade. E, assim sendo, há que preserva-la a qualquer preço: e como cordeiros, todos em conjunto, dão razão a esta existência sem sentido, que alguém está interessado em perpetuar, sabe-se lá porque razão.

 

(continua)

 


actualidade, ensaio, homem, livros, vida

publicado por lazulli às 15:27 - 2007

SintoMe: ... preocupada com a falta de verdade da raça-humana

EscritoPorLazulli lazulli às 16:12
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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

Humanidade Escravizada (XIII)


 

(continuação)

 


Se os semelhantes ao Homem, em vez de quererem ser seus iguais, até porque nunca o serão, pensassem, talvez pelo menos as milhões de espécies que existem, pudessem vir a ser tratadas com mais humanidade em vez de termos que continuar a assistir a torturas constantes de seres indefesos para deleite e consumo dos homens. Tanto os semelhantes ao homem como os que deles descendem, deveriam aprender a ler e a perceber que afinal não são para Deus tão importantes quanto pensam. Quem sabe, assim, a sua existência possa vir a ser melhorada, em vez de serem escravos eternos de um poder maior e venham até a ser temidos e respeitados por estes poderosos intrusos, conquistando pelo verdadeiro saber e consciência a igualdade com estes senhores do céu, em vez de aceitarem a escravatura eterna que eles nos impuseram. Talvez lhes pudessem vir a ensinar: Verdade, Justiça, Amor e Liberdade. Porque desde o início da sua intrusão na Terra, não respeitando a nossa inferioridade, ensinaram-nos exactamente o oposto, transformando-nos naquilo que sempre desejaram para nós: Bestialidade. Não somos bestas. Somos seres humanos. De 2ª e 3ª categoria é certo. Mas seres humanos. Embora, neste ano que decorre de 2003, a actual prática de vida, de todos nós, nos diga que «eles» atingiram os seus objectivos de nos bestializarem. Crimes consecutivos que são praticados diariamente sobre tudo e todos. A insanidade e indiferença que nos caracteriza neste momento, dá-lhes razão. Só nos preocupamos com nós mesmos, e mal. Não lutamos pela verdade ou justiça e sim permitimos tudo quanto eles fazem, e ainda os ajudamos a crucificarmos-nos a todos. Será que eles conseguiram bestializar-nos? Será que dentro de nós não resta nada de humano? O medo da má sobrevivência nesta vida sem sentido, leva-nos a uma agressividade tal que daqui a pouco nem nos reconhecemos. É preciso, todos em conjunto, despertar e começar a recuperar a nossa humanidade, que não sendo divina, é melhor que a deles. Em vez de querer ser filhos de Deus, seria bem melhor para nós aceitarmos a nossa condição de meros humanos e mostrar-lhes que não só não precisamos deles para nada, como também não os queremos mais a interferir na nossa vida, que viveremos segundo a nossa própria natureza e condição.

 

(continua)

 

leve

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publicado por lazulli às 10:21

Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

SintoMe: ... olhando o mundo apreensiva

EscritoPorLazulli lazulli às 09:56
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Humanidade Escravizada (XII)

(continuação)



Criados, gerados e engendrados

 

 

 

 

 
Como se levou o homem ao esquecimento de si próprio e do seu passado remoto, que ameaça ser sem retorno? A primeira ideia – pelo menos de que tenho memória – foi de que tudo teve início quando se decidiu que todo o homem descendia de um Deus único e poderoso, capaz de amar e castigar justamente. E logo todos os injustos se sentiram bem com esta profecia que nunca se cumpriu. Tinham para amar um pai misericordioso que os recompensaria com uma vida melhor, bastava que qualquer baixo instinto dissesse pura e simplesmente: Eu acredito. Mas quem é que não acredita quando lhe convém?! Ao saberem que foi este Deus que os fez, lhes deu a Terra para viver e os dotou do Poder sobre as outras espécies, permitiu-lhes, na sua arrogância de legítimos donos da Terra, feitos à imagem e semelhança deste fantástico Deus permissivo, que milénios de existência, de engano e mentira fossem ficando para trás, impunes, sem que nenhuma alteração de fundo se fizesse para que o homem pelo menos tentasse ter um maior entendimento de si próprio e de todos os outros viventes. Claro que se Deus fez o Homem e o Homem fez o semelhante a si mesmo e o semelhante ao Homem fez o semelhante a si próprio, tanto «o verdadeiro homem», como «o filho do homem» e ainda «a semente do filho do homem», no processo de criação, todos copiaram os seus criadores. A partir do momento que os Criados (por Deus), os «gerados» (pelo homem) e os engendrados, seguiram as directrizes que receberam de cada um dos seus criadores, não só tudo foi como é permissivo, tanto por Deus para com os Homens, como pelos Homens para com o semelhante a ele mesmo.
A partir do momento em que o Homem acredita cegamente na interpretação bíblica feita por outros – que é filho de Deus e por isso mesmo tem o direito de submeter e dominar a Terra, tendo-lhe sido oferecido como alimento tudo o que tem movimento e vida (Génesis 9, 1-17) – em vez de ele mesmo ir verificar se a interpretação corresponde ou não ao que está lá escrito, acreditará sempre numa verdade inexistente, tanto para a sua origem como também para a razão da sua existência. Mas, está ao alcance de qualquer um perceber, já não digo a origem do homem, mas pelo menos, o porquê do sofrimento da humanidade. Se nos limitarmos apenas e unicamente ao que está escrito, será de perguntar aos autorizados e credenciados teólogos, quem são os homens criados por Deus e quem são os animais e, já agora, de que se deviam todos ter alimentado ao longo dos tempos. Ler sem esforço e com atenção, no Antigo Testamento, o pequeno relato bíblico do Génesis, teria levado qualquer ser humano a perceber que tem vivido completamente enganado sobre a sua verdadeira origem. Parece-me que o homem mencionado por Deus, criado à sua imagem e semelhança, não são todos como nos querem fazer crer. E a realidade da existência humana assim o confirma, quando o homem criado por e à imagem e semelhança de Deus (o homem verdadeiro) tem o poder de dominar a seu bel-prazer todas as espécies do céu, da terra, do mar e animais vivos segundo a espécie da própria terra, – que também tem autoridade para submeter – e concretiza há milénios este seu poder sobre todos os outros viventes que não têm a mesma ascendência que ele tem. Continuam a humilhar, a comer e a utilizar todas as espécies e o seu semelhante «não igual» de um modo bárbaro e inumano. Não são eles os seres superiores? Donos de tudo e de todos?



(continua)

 

indiferente
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publicado por lazulli às 15:11
Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

 

SintoMe: ... com Esperança no Homem de Verdade para combater esta Pérfida Civilização Tanto Espiritual como T

EscritoPorLazulli lazulli às 11:36
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Selva Desconhecida

 

 

Aventurou-se

na densa Selva desconhecida

na busca da luz perdida

deixou-se conduzir pelo instinto

como qualquer animal

só animal

mas a Selva

revelou-se com muitos perigos

para os próprios animais

só animais

e

ela ia nessa condição

na condição de animal

só animal

a réstia de luz

fugia-lhe

em sua busca

tropeçou muito pelo caminho

machucou seus joelhos

magoou seus pés descalços

e

com o sangue vertido

sobre a terra seca

da Selva desconhecida

foi fermentando

os escassos e apertados caminhos

perdeu-se

na noite selvagem onde penetrou

olhos furtivos

espreitavam seus passos inseguros

no caminho mal traçado

mal iluminado

nem a lua

ali entrava

e

quando seus passos

inseguros

de animal só animal

a conduziam para lugar mais seguro

logo um rugido se ouvia

chorava

desprotegida

na selva habitada por animais

que não eram só animais

possantes

perigosos na sua diversidade

grandes

não descodificava o som de cada rugido

não os distinguia

quando a ameaça chegava aos seus ouvidos

não passava de

uma caminhante perdida

sem autorização para avançar

mas insistia

em continuar sem caminho

seu destino

em busca da luz

que a guiava

na Selva que não era dela

que tinha donos

sem pedir autorização

falta de humildade

a dela

enfurecia os verdadeiros

mas não legítimos donos da Selva

aqueles que não são

só animais

 

 

com o medo

de mais se magoar

e a terra da selva fertilizar

porque era sangue

o adubo

que acidentalmente vertia

chegou o medo

e com ele

o som do silêncio

quedou-se dentro de si

a escutar

um modo como regressar

mas, já se tinha perdido

de vez

sozinha

não tinha quem lhe indicasse o caminho

e a luz

não se vislumbrava

haviam luzes

mas não eram naturais

eram olhos

os olhos que tudo viam

que tudo guardavam

que tudo queriam

e

não sabendo como regressar

para onde ir

parou numa clareira de pedra cristalizada

ergueu o seu reduto feito de nada

e ali ficou

à espera

que ele imita luz suficiente

para lhe iluminar os caminhos da Selva invisível

e assim poder ver

por onde anda

sem ter que se

voltar a magoar.

até a luz

encontrar.

 

selvapantano.jpg

 não sei

eu, pessoal, poema, poemas, poesia

publicado por lazulli às 18:50

Terça-feira. 28 de Agosto de 2007

SintoMe: com "medo" da kaaba

EscritoPorLazulli lazulli às 13:19
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (VI)

 

(continuação)

 

 

 

Por acaso, já repararam bem num velho no fim da sua vida? Ele falar-­vos­­-á da vida que viveu e não entendeu, só sabe que nela participou, mas não sabe bem porquê e para quê. E quando o seu pobre corpo, gasto, já não serve para mais nada, a única coisa de que tem consciência é que o atiram para um canto e ele passa a ser para todos um empecilho sem interesse. As suas rugas mostram-nos claramente uma incógnita: Porque veio, está e deixará em breve de estar, ele na Terra? Porque viveu ele?! Pobremente diz: Porque tinha que viver. Veio sem nada e parte sem nada, sem tão pouco ter chegado a ser de verdade ele mesmo. Mas a verdade, é que ao longo de toda a sua vida negou a si próprio o direito de querer saber de si, como se o que existisse dentro de si não tivesse valor algum, quando é ao que dá mais valor ao longo de toda a sua existência, alimentando o seu ego com inutilidades frustrantes que nunca o preenchem, dando-lhe a insatisfação característica dos mortais. Passa uns «miseráveis» anos à procura da felicidade sempre inalcançável . E isto, porque procura sempre para a alma o que é do corpo. Segue os mais variados caminhos da vida, numa busca desgastante, quando a verdade o habita bem dentro de si. Vai fora buscar o que já dentro de si mora muito antes do seu nascimento, acabando por se perder de tal modo que não mais se encontra, perturbado pela falta do que procura sem encontrar. Dá à vida a sua última esperança, dedicando-lhe tudo o que tem – que é ele próprio – e morre esgotado de si, por tanto dar e nada receber. Pratica os maiores crimes, primeiro contra si próprio e depois contra os outros, nesta dedicação cega à vida sem sentido e deleita-se na ilusão da existência, preferindo a ignorância arrogante de todos os néscios. Não quer saber porque já sabe tudo. Tem o que precisa e, muitas vezes, mais do que isso. Mas tem o que precisa sempre para satisfação do seu corpo, nunca para ele mesmo. Nasce sem nada e morre sem nada, mas apenas porque quer, porque dentro dele sempre habitou a verdade que ele preferiu ignorar a ter que descobrir.

 

 

 

(continua)

 

...
livros

 

publicado por lazulli às 12:10
Quinta-feira,19 de Julho de 2007
SintoMe: com "medo" do islão

EscritoPorLazulli lazulli às 01:14
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (I)



 
 

 

 

PRIMEIRO CAPÍTULO

 

 
 
 
 
 
 
CRIAÇÃO: CIÊNCIA OU RELIGIÃO?
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os dias me pergunto qual a verdadeira razão da existência do Homem na Terra e por mais que raciocine, tentando arranjar uma explicação lógica para a existência da Humanidade, fico perdida dentro de um emaranhado de perguntas e respostas que tendem a ter cada vez menos sentido:
– Qual o verdadeiro sentido da vida?
– O verdadeiro sentido da vida é existir.
– Existir para quê?
– Para viver.
– Viver o quê?
– Viver a vida.
– E o que é a vida?
­ – É o tempo que tem qualquer ser vivo, desde que «nasce» até que ­«morre».
– Para que lhe serve esse tempo e essa vida?
– Para viver.
– Viver para quê?
– Para quê?... Para viver!
 
 
Há muitas maneiras de responder a todas estas perguntas, mas nenhuma resposta dá ao Homem uma certeza que lhe permita saber a verdadeira razão da sua existência, porque desde a mais remota antiguidade (como se fosse possível localizar a antiguidade, de tal modo ela se perde nas brumas de um tempo passado que o Homem esqueceu ou do qual nunca chegou (mesmo) a ter conhecimento), vários homens, preocupados em saber qual a Origem da Humanidade e o porquê da sua existência, dedicaram-se a incansáveis buscas para tentar responder ao porquê da vida, sem conseguirem mais que o esboço de uma leve explicação para a Origem do Homem, atribuindo-lhe um reino a que nunca ninguém teve acesso, baseando-se num Deus que também nunca ninguém viu. A história é simples, mas sem sentido. O mito do Adão e da Eva é tão pobre que as crianças, fantasiando, têm capacidade para imaginar uma história bem mais credível. Como pode Deus ter feito primeiramente um Homem e depois uma Mulher, se sem um não pode existir o outro? Pelo menos é o que nos dizem os conhecimentos, confirmadíssimos, que temos sobre a Criação. Não há homem sem mulher, nem mulher sem homem. Se pretendem continuar a manter o mito do Adão e da Eva, terão que o explicar de uma, das duas maneiras seguintes: Ou Deus é Hermafrodita ou Cientista. Se é hermafrodita (dois num), possui em si o poder de criar e gerar em simultâneo e aí, pode de facto ter criado o Homem. Que, vindo assim directamente de um Deus masculino/feminino, já pode ser concebido. Depois desta primeira criação, este Deus hermafrodita terá que criar uma outra oposta à primeira, isto se quer a proliferação desta nova espécie. Porque a criação deste Deus binário não é hermafrodita como ele. Se é Cientista, também pode criar um clone à sua imagem e semelhança. Mas, se assim for, segundo os conhecimentos que temos actualmente sobre o assunto, que diz que a clonagem consiste basicamente na reprodução assexuada de indivíduos geneticamente iguais, onde, depois de se ter removido o material genético de um óvulo não-fertilizado, este é substituído pelo DNA de uma célula do ser que se quer clonar. Sob condições apropriadas, o óvulo começa a dividir-se e a formar um embrião, que por sua vez é implantado num útero. Assim sendo, em todo este processo, tem que se recorrer ao elemento feminino por duas vezes. A primeira, no óvulo enucleado (célula reprodutiva feminina à qual lhe foi retirado o núcleo) por micro manipulação (aspiração, neste caso, dos cromossomas constituintes do DNA haplóide da célula germinal feminina, com uma pipeta especial) de modo a proceder à implantação de uma célula, que contém a informação genética, do indivíduo que se quer clonar ou duplicar. A segunda, é depois de se ter provocado por estímulos químicos e eléctricos apropriados, a divisão do ovócito , este é transferido para um útero.
(continua)

 

sem perdão
livros
 

 

publicado por lazulli às 14:11
Segunda-feira, 2 de Julho de 2007
 
nota - só se manterá esta imagem no Humanidade Escravizada, por ser muito semelhante à tela que tenho para a capa, feita pelo Pintor Sr. Luís Cardoso, ao qual agradeço a gentileza e a boa vontade. Mas, preciso de a digitalizar,  primeiro. Se um dia, por mero acaso, venha a ter conhecimento que aqui estou a expôr o livro, quero reafirmar, que a capa será a que o senhor, me fez. Obrigada Sr. Luís Cardoso.
Finalmente - encontrei a pintura feita exclusivamente para a capa de Humanidade Escravizada. Volto a agradecer ao Pintor Sr. Luís Cardoso a sua enorme gentileza. Um muito obrigada. Não me esqueci. Desejo-lhe e a toda a sua família, felicidades, esperando que tudo esteja bem com vocês todos. M.L. (foto de Arquivo Pessoal)
SintoMe: "caminhandosobrepregos"

EscritoPorLazulli lazulli às 09:52
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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (4)


(... continuação)

 

 

A imagem longínqua de uma jovem mulher, absorvendo descontraidamente os limites da vida, ao longo da imensidão de uma praia deserta, continuava a perturbar-lhe o espírito de tão nítida que estava dentro de si. Esta imagem fá-la reviver um passado já passado, mas que não a impede de lhe parecer vivo, apesar de sua total inexistência no actual momento.

A imensidão do mar... A extensão da praia que se perdia do olhar e o inacreditável mundo vivo por cima da Terra... Queria tentar apagar esta imagem viva dentro de si. Esquecer! Como se esquecer fosse possível a qualquer Ente, se este faz exactamente parte da vida “presa”. Vida esta que vem resgatando continuamente o seu terreno, numa luta sem tréguas, desde o início da existência, da formação de tudo. Como pode o Ente apagar o pensamento, se ele não passa exactamente do pensamento? Mas, é para que o pensamento viva livre e eternamente, que ele continua a aprisionar dentro de qualquer matéria viva, a sua existência. Esquecer, seria aniquilar a sua própria existência e assim destruir o seu próprio mundo: a essência.

“Tenho medo de reviver a loucura que vivi. Tenho medo de tocar no meu pensamento vivo. Tenho medo de recordar! A dor de ver o que já passou e se extinguiu. O medo de relembrar... Ficou gravado em mim, o contraste repentino “desta” imagem da vida e do deflagrar há tanto tempo discutido, sábia ou ignorantemente por todos, de uma Guerra Nuclear.”

Neste momento ela continuava viva, mais viva do que nunca! Por isso mesmo, o seu pensamento vivia mais intensamente todo o passado vivente. Não mataria a lembrança que lhe doía. Seu pensamento sofria e continuava a mostrar-lhe o “momento”.

Não tinha havido talvez uns centimilionésimos de segundo entre o momento junto à praia e a terrífica destruição dessa mesma vida, com a reacção em cadeia de uma qualquer substância, que pode muito bem ter sido de Urânio ou Plutónio, e a explosão tão inesperada, tão incompreensível, que parecia que bocados de vida e de morte se haviam entre cruzado no espaço. O céu em fogo lembrava pinceladas de um qualquer pintor com as cores bem combinadas de todo o mundo desconhecido. Sobre ela continuavam a cair os estilhaços da morte na vida e os da vida na morte, projectados pelo impacto de um poder que desconhecia mas que teve tempo de observar quando muito lentamente, como se todos os seus sentidos tivessem sofrido uma mutação, se virou e olhou o horizonte. Ainda fumegava o célebre cogumelo, tal qual o tinha visto em inúmeras fontes de informação, que iam desde a informação visual até à informação escrita. Tudo era tão confuso, tão absurdo, que ficou parada como suspensa entre o espaço/tempo sem consciência da sua própria existência, a olhar 500 quilotons a libertar toda a sua energia no céu da Terra. O seu consciente recusava-se a aceitar o que o seu subconsciente absorvera no primeiro instante. O cérebro entorpecido impedia-a de agir racionalmente. Caminhou sem destino sob o mundo de fogo que a cobria e envolvia, até que suas mãos agindo a um qualquer comando interior começaram a agarrar desesperadamente os estilhaços que continuavam a cair, numa tentativa de limpar o ar e restituir-lhe o seu próprio espaço. Mas eram tantos os pedaços e tão estranhos, que suas mãos iam ficando macilentas de lhes pegar, fazendo-a sentir-se cada vez mais fatigada.

Desesperada, percorre o lugar seu que há um instante atrás era ali! E o pânico apodera-se de seu Ser, pois, não existia mais! E ela sozinha, não tinha conseguido atirar os estilhaços da morte, para o sítio de onde tinham surgido.

Arranha seu corpo e sua roupa, mas seus dedos resvalam trémulos por uma massa viscosa e peganhenta que a cobre, horrorizando-a. Ela existe ali, igual a si mesma, mas não estava lá! Tal qual a calmaria da praia deserta, que à instantes atrás fazia parte integrante dela mesma. Agitou seu corpo ao que pensou ser o vento, mas mesmo este ar não era o que conhecia, pois sentiu-o bater no corpo, atirando-a contra a dureza de um chão pejado de destroços. A vida tinha-lhe fugido e ela continuava viva. A incompreensão tomou posse de seu Ser, perante tão dura realidade.

Correu sem rumo certo (pelo menos pensa que correu) para junto das milhares de pernas que passavam perto dela. E no meio destes milhares de pernas de massa vivente que se moviam, numa corrida louca e desenfreada, via correrem as dela, numa corrida que parecia não ter fim, na busca de um caminho que já não existia. Mas sem caminho a seguir, para a levar de volta ao seu sítio, sentiu-se perdida. Vagueou nos destroços da morte... O tempo?!... Esse também tinha deixado de existir. A força que antes a mantinha de pé, tinha-a abandonado, fazendo-a correr lentamente sem destino certo, deixando para trás, o que havia mesmo em frente: desolação.

 

(continua...)

 

livro... dos "filhos do sol"

livros

publicado por lazulli às 18:48

Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

SintoMe: ... atenta ao avanço islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 12:11
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Sempre Eterno

 

 

Há quanto tempo...

Foi há tanto... que pensei ter esquecido

Mas a verdade nunca me deixa só

E continuo a acordar, mesmo quando teimo dormir

Evitando assim

Lutas desgastantes com humanos ignorantes da verdade

Tentei em determinada altura, esquecer quem sou

Mas sempre algo ou alguém me relembra

E desperta de um sono profundo e eterno

O meu forçado esquecimento

Da minha essência, nem perdida ou esquecida

E, o ignaro pérfido ou bizarro me desperta

Para que não durma eternamente

Saberão eles o que fazem quando me despertam?!

Não me deixam dormir ou esquecer

Usam sempre uma nova arma

Para o meu não esquecimento

E, assim, aqui estou eu de novo

Olhando o interior de um mundo estranho e desconhecido

Sempre eterno

E, lá está o Tempo inimigo persistente

A marcar a presença daquela que depôs

Haverá acabar para o Nada?

Tento de novo dormir ou fico de novo acordada?

Dentro de mim a forçar quanta vez recalcada

Insiste em actuar a Força, pouco transformada

Eu “simples humana” preferia não ter que a defrontar

Mas os meios trazem à luz a força desconhecida

Que não quero usar

Castigando pela sua também ignorância de um mundo feito

Esperança... esperança... humana

Que um dia deporia

Ouviria o som do meu som, dizer uma palavra

Materializa-la e, piedosamente, depositá-la num Amor Maior

Que não me exigisse nada

A ternura eterna dos sentimentos pequenos.

Mas esse dia nunca chegou

Ninguém neste mundo realizado

Foi para mim suficiente

E, já não acredito

Porque este jogo, é grande, muito maior do que eu

Você seria... nunca acreditei... mas hoje será que me enganei?

Mas, nem tive tempo para começar

E já se entranhou o estranho entre nós

Mais um tempo adiado

Um cristal de luz doente

Continuará doente

Prisioneiro da luz que não quer para si, nem distribuir

Ínfima centelha invisível

Quantas vezes atravessas-te o ar

Desconhecida...

E depositaste claridade nos merecidos

e também nos ignaros

Retraíste-te, contraíste-te , tornando-te prisioneira

Do cristal enegrecido com pensamentos alheios

Poderosos seres

Continuarão a enegrecer-te

Se continuares a dormir.


(2003 maio )

 
publicado por lazulli às 12:09
Quinta-feira, 26 de Abril de 2007
SintoMe: ... apreensiva com a encruzilhada do mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 20:23
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