Domingo, 21 de Agosto de 2016

... desisti

 

talvez porque deixei de acreditar

talvez porque não interesse mais

talvez porque seja o que o meu intimo mais quer

talvez porque tenha que ser

ou estivesse escrito em algum lugar

mas quero que fique registado

que deixei em silêncio de cumprir

o esperado.

AVozDosDeuses.jpg

 

 

 

(escrito 2008)


EscritoPorLazulli lazulli às 03:36
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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016

manto negro

 

 

 

A coberto de manto negro

pesado manto

de luto extremo

oculto está o sorriso

que o amor transporta

agrilhoado

às vontades

de insanas criaturas

mandatárias

de deuses desconhecidos

mas assim mesmo

hediondos

 

 

Arrasta a vida sob os pés

de passos incertos

inseguros

varre o pó do Deserto

bem como à vida

que lhe impuseram

O manto é grande

pesado

A vida não respira

chora

às escondidas

sob o manto que a cobre.

 

 

Não, não é mentira

é verdade

Mentira são as leis

que a tinta fez e faz correr

no decorrer dos milénios

que passaram e estão por vir

registadas em papiros

pergaminhos

folhas

papéis

Qualquer artefacto

servia e serve

para as tornar

cada vez mais credíveis

à alma desprevenida

não consciente

da Sua Origem

da beleza

do seu início.

 

 

E há-dem correr muitas mais tintas

Serão gastos muitos mais papéis

para o mesmo final

se o manto não for rasgado

em mil pedaços

Não será apenas tinta que continuará a correr

para a terra

O sangue  também continuará a correr

terra dentro

ininterruptamente

Como o tem sido desde sempre.

 

 

Os registos, sim

dos Livros Grandes

são a grande mentira

deste manto que tudo cobre e encobre

para que a Vida

continue morta

Biliões de litros desde o início

Primeiro púrpura

depois

qualquer uma servia

ao papel amargo

onde eram registados

os absurdos

da vida

da existência

da Ordem

do antes e do depois

do Alfa e do Ómega

Tudo coisas desconhecidas

dos austeros utilizadores

de tinta

Das vontades da prevalência

sobre os mais frágeis

Eis a Civilização

gerada na tinta

vinda do nada

mas que tapou rostos

corpos

almas

O Amor Verdadeiro

A Verdadeira Origem.

 

 

Com elas

as leis ditas divinas

criaram-se e fizeram-se absurdos

Implantaram-se horrores

pela Terra inteira

e o mundo foi alterado

do seu curso Natural

desviado

da sua própria verdade

A Liberdade

 

 

Mentes diabólicas

desalmadas

recebem treinos

treinos intensos

técnicas de persuasão

eficazes

A perfeição da maldade

atinge o esplendor

na execução

Daqui

saem mantos

pesados

para as leves

mantos negros

pelos mentores engendrados.

 

 

Escuridão

Perpetua é a escuridão

das leis inúteis

sem sentido

sem verdade

que sufocam a alma que busca

a verdade

que se interroga

porquê

ninguém responde

ninguém se interroga

ninguém indaga

Apontam os livros diabólicos

das mentes insanas

que prometem

Paraísos Perdidos

Inexistentes.

 

 

E sob o negro manto

de olhar fechado

clama-se por justiça

junto dos próprios carrascos

Pede-se clemência

Divina

Mas a Divindade

continua surda

muda

indiferente

Pudera

não foi ela que fez os Livros dos homens

estes os criaram

por interesse próprio

obrigando a aceitar

aos que vêem com os olhos da carne

como com os olhos do espírito

a prisão da alma humana

vidamorta.jpg

 

que dorme morta na vida

e que como inferior

sonha pela liberdade

no Paraíso inexistente

dos seus próprios algozes

Carrascos da humanidade

 

 

O manto que lhe impuseram

que a cobre

até aos pés

pra tão frágil criatura

que desconhece

que a Terra é sua

que nela pode

tem o direito

de viver livre

livre de todas as prisões

de todas as vontades

que lhe são alheias

porque não são

nunca foram suas,

 

 

São ilusões

quimeras

de uma vontade maior que a sua

A dos homens

que continuam

descarada ou surreptivelmente

a outorgar-se esse direito

O único que os faz Maior

perante um qualquer maior

p'ra isso

sempre tem um poder

o dela.

 

 

Mete-lhe um manto

cobre-lhe a beleza

espezinha-a

humilha-a

usa-a por mero prazer

Devassidão

de acordo com a própria Natureza

de onde descende

A Criação

Contente

no inútil pedestal

continua a arrogar-se

ser dono e senhor

da Terra que não é dele

nem de seu Ilustre

Usurpador

O Predador

do Espaço fechado .

 

 

À vida

foi imposta a morte

por poderes desconhecidos

paternalistas indignos

de seu nome

Sem crédito no Universo

onde vagam as grandes criaturas

refugia-se na Terra

local propício

à devassidão que carregam

À expansão que pretendem

para continuar a existir.

 

 

 

Trazem o conhecimento das grandes almas

E com ele

exploram as sagradas criaturas

Não conquistam

tomam para si o que lhes aprove tomar

desde tempos imemoriais

fazem-se donos do que é dos outros

A raiva e fúria da sua eterna incapacidade

leva-os a dizerem-se legítimos

dadores da vida

da vida que não transportam

da vida que não criam

Que não têm

 

 

Querem deixar prol

eternizar-se

inventam

hostilizam

seguindo e fazendo seguir

uma existência

dúbia

que não é de todos

e nem todos a querem

ou dela precisam.

 

 

Mas

a prol

só ela a senhora

sabe a quem a permitiu 

Os danados

não passam de peças mortas

que exigem vida

imortalidade

deficientemente alcançada

que nunca tiveram

mas continuam procurando.

 

 

Aqui está o mundo

ao qual sempre quis fugir

A Abominação total

da alma

 

 

Como moluscos

Rastejam-se

por entre vontades próprias

e absorvem

a liberdade de quem a tem.

 

 

São eles

os fazedores de religiões

descontentes com a sua

abominada condição

de criaturas inferiores

porque é de facto o que são

perante o Universo inteiro.

 

Desprezados pelo Amor

Banidos de todo o Universo

Fincam pés no seu último reduto

arrastando tudo e todos

às mais tenebrosas

abominações

pertença

do mundo de onde vieram.

 

 

Dizem que são transportadores da vida

Que recebem ordem de um supremo

Dizem que a lei é esta

Que todos ganharão um céu

que não existe para ninguém

nem nunca existiu.

 

Ei-los

Seguros

Convictos

da sua Nojenta superioridade

esquecendo o mais elementar dos actos

que distingue o humano do verme

de verdade

O Amor à Humanidade.

 

 

Torturam. Matam. Abusam

Praticam os mais hediondos actos

 

 

Malditos sejam para toda a eternidade

a eles nunca seja dada oportunidade

de redenção

e sim a exterminação

O pior dos horrores do universo

perda

da imortalidade da alma

para sempre

E, para sempre deixarão de existir.

 

O manto negro

os envolverá

na sua própria mortalha

e lentamente

os exterminará!

 

(escrito 2009)

SintoMe: ... sem Esperança

EscritoPorLazulli lazulli às 03:49
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Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015

No Rio Do Esquecimento

(.... e, sucumbi... agora... tento recuperar em prol da Verdade.... a humanidade...)
                                                               
 
Predestinação                                                                        Reconhecimento
      (2007)                                                                                                                     (2015)
 
 
 
A ave
nos céus
paira ferida

ensombrada

por setas humanas

certeiras
vacila no voo alado
que lhe estava à muito
predestinado.                                                                                                          E não queria.

 

Seus propósitos

ensombrados

por humanos

que pisam a terra dura

parecem ficar adiados   
e mergulharem                                                                                                   E mergulharam
no rio-do-esquecimento.                                                                                     Profundamente                                                                                                                                                 

 

Porque a ave                                                                                         No rio-do-esquecimento

não sabe falar a língua dos homens                                                                            aprendeu

não sabe exprimir                                                                                 a falar a língua maldita

o seu sentir                                                                                                                sem Sentido

sagrado                                                                                                       a língua dos homens

e destinado                                                                                                                sem destino.

ao Sentido.                                                          

 

Como os homens não sabem voar

para a alcançar

preferem feri-la

fazê-la mergulhar

no rio-do-esquecimento.                                                                                     E conseguiram.

 

 

Interpretam-na

de acordo com a terra que pisam

abandonam-na

na sua queda

que já se avizinha

abandonando os seus propósitos                                                              Por desconhecimento

de a ter                                                                                                                    de si próprios

de a saber                                                                                                              da sua Origem

de a proteger                                                                                                         do seu destino.

de si mesma.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

 

Vacilante

voa desequilibrada

sobre o nada                                                                                                                         E cai

e a pequena sombra que projecta                                                     Nas águas mais profundas

é a do seu voo alado                                                                                                       Do nada

danificado

por tão má interpretação

à sua tão

indecifrável linguagem.

 

 

O rio

que corre

são as lágrimas que verte                                                                               E nele mergulhou

de mágoa                                                                                                  E nele continua presa

de dor                                                                                                  a lianas que a entrelaçam

de culpa                                                                                das quais não se consegue libertar

por esperar                                                                                                                plenamente.

por aguardar                                                                         

por não querer

acreditar.

 

Desespero                                                                                                       Por não conseguir

por não se fazer entender                                                                  Soltar suas asas molhadas

e deitar tudo a perder                                                                                                        E voar

na tentativa                                                                           Esquecendo a língua dos homens

de usar                                                                                                                       Corrompida

a língua                                                                                      Que não queria ter aprendido.

dos tradutores

desconhecidos.

 

Não existe um sentido

nas palavras

existe um som inaudível

que vem de muito longe

antes do Tempo

mas sua alma

ferida

perdida

desacreditada

está no nada.                                                                                  Mais ou menos mergulhada.

 

As asas

projectam à terra

seca

palavras sem poder

palavras

de um tempo esquecido

de um tempo

onde dois                                                                                                                            E hoje

eram um.                                                                                                              Não é nenhum.

 

E, se as asas

no seu voo

incompreensível

ensombrarem                                                                                 

a terra

e os que nela estão?!                                                                                            Ensombraram.

 

 

Então                                                                                               

mergulhará também                                                                 

no rio                                                                                 

das suas próprias águas                                                                                         E mergulhou

sombrias                                                                                                                      sem querer

frias                                                                                                                               sem saber

distantes                                                                                                               nas águas frias

pela sua própria sombra                                                                                         deste mundo.

do eterno perdido                                                                                                  

e nunca esquecido                                                                                                  

por não mais acreditar

na Promessa

no Amor Maior

e na Verdade                                         

assumindo para Sempre      

a sua Culpa!   

 

 

 

                                                                      Entendeu

                                                                      por mágoa e desespero

                                                                    que se Um não é Dois

                                                                    e Dois não é Um

                                                                    nada tem razão de existir

                                                                    e mergulhou

                                                                    no rio-do-esquecimento

                                                                    porque sem um

                                                                   não existe o outro

                                                                  E o mundo perdeu

                                                                 A sua própria perda

                                                                 lá do fundo das águas frias

                                                                 olha o desenvolvimento repentino

                                                                 do adormecido

                                                                E sente Culpa!

                                                                        

(09.04.2007) (Diálogo com o meu amado eterno perdido e esquecido de mim. O único que perceberá a minha língua que nunca ensombrará os seus propósitos) Poderei enganar-me se um humano, falar para mim a minha própria língua? Como pode quem não é, ser?! Como ficarei se isso acontecer?!: - Como a ave, morrerei de dor e culpa. Esse engano não pode acontecer. Se acontecer, como o desfazer?! - Onde estás, TAUDUS?! Onde estás?! Não deixes que mortal algum use a tua língua sagrada. De contrário eu morro, na minha própria culpa e, sucumbirei no rio-do-esquecimento.

 

procura imortal terminada na Terra

 

 

(09.04.2007) Sinto dificuldade em saírem palavras de dentro de mim. Parece que tudo que escrevo leva outro sentido. Não "controlo" mais o meu Ente. Por enquanto não sei falar. As palavras minhas não corrompidas têm o poder de fazer e desfazer o que se calhar não tem que ser. Mas, não sei como parar esta dor. Esta mágoa, do engano perpétuo, que ainda não me convenceu de poder acontecer. O Universo não previu isso. Nos genes estava escrita a certeza. E, agora, estou doente, porque não entendo. Não me conformo com a possibilidade de um engano. Diz-me toda a partícula, que é assim. Continua a dizer-me. Todos os genes, continuam num reconhecimento dos sentidos. Mas, a realidade, diz que não. Estou confusa. Torturada com esta dor que para mim é a única razão porque existo, porque existi e porque existirei. Sempre. Se o Universo não me socorrer. Não sei. Mas, sucumbirei. Sei!

lágrimas no rio-do-esquecimento

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:04
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Domingo, 13 de Dezembro de 2015

O Regresso Dos Eloins

 

 

 

Após A Queda Da Raça-Humana ELES Também Não Governarão O Mundo.

A Terra Não É E Nunca Foi Deles

SintoMe: mui atenta

EscritoPorLazulli lazulli às 03:57
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Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Reabertura Da CasaDeCristal

 

A Última Batalha

 

 

 

 

 

SintoMe: Apreensiva com o que está a acontecer no Planeta

EscritoPorLazulli lazulli às 22:51
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

O Terceiro Ramo


ReligionSymbolAbr.PNG

 

 

Da estranha e frondosa Árvore, dois ramos floriram e secaram restando o terceiro ramo o combatido e oculto pela pujança das flores dos dois anteriores, que tinha sido o primeiro local onde tudo começara.


No entanto, estes dois, secos, estéreis, por falta de credibilidade da alma, pela promiscuidade assumida e mal disfarçada, deixam à vista desarmada aquele que cresceu lenta e persistentemente nas areias do deserto, antes vistoso. Quase intocável. Afinal, a larva protegida, lembrando memórias antigas do local onde pousou, multiplica-se pelo mundo, mais do que os dois anteriores que tiveram o seu tempo, o seu momento e o seu reinado, sobre os homens da Terra. É esse que a Árvore Mãe utilizará para que as suas raízes permaneçam por mais mil anos. Nem mais Roma nem Judeia é o tempo de Romeia . (romã)


Quem se chegará à sombra desta ramagem que desponta no inverno do mundo?! Todos! De um e de outro modo, todos confluirão para o centro para serem aceites pelo deus único. E, serão! Pior de tudo será a possibilidade do 4º Poder. A unificação dos três num. Mas mil anos passará, antes de isso acontecer, se até lá nada se quiser fazer. Todos aqueles que antes se abrigavam crédulos sob a sombra dos dois ramos dominantes, hoje secos, a precisarem de ser substituídos, abrigar-se-ão, sem pejo algum, nas ramagens que aí estão. Venderam-se ou fraquejaram um dia... voltarão a fazê-lo e lutarão sem grilhões de espécie alguma aparentemente longe das religiões e das políticas que albergam os três, em um. Como actuará ou sob o que actuará o terceiro ramo?! Sobre o que de mais sórdido tem a alma humana; a ambição da diferença, o poder dos escolhidos! - Mas não se estendia já a frondosa árvore e os seus tentáculos, ao mundo inteiro?!  - Não, totalmente. Apesar da infinidade de folhas, de variadíssimos tons, da frondosa, espalhadas em todas as direcções da alma carente de verdade, ainda existem muitos puros que não sabem que são puros e estão ao serviço da Árvore que tudo comanda na lei e na ordem, da desordem da alma. Mas a Árvore, sabe. Conhece-os! E, há-de persegui-los para sempre! Até os ter em si! daí... Estava predestinado que assim seria, caso falhassem os dois ramos anteriores. E, falharam. Chegou a vez do terceiro ramo. E o primeiro transforma-se no terceiro. Falta cumprir-se o desejo da Terceira PedraNegra. A única que pode ser vista enquanto as outras Duas continuam ocultas. Portanto não expandiram ainda o poder que delas emana, por estarem ocultas ao olhar humano. Daí ... o Perigo de um futuro 4º Poder. ... e a humanidade nunca mais será livre ... se não entender. Se não destruir as pedras negras, guardadas zelosamente nos três locais da Terra, onde fiéis se arrastam em torno do mal que os aprisiona e os faz manterse eternamente na Terra. Longe, muito longe da Sua Origem Cósmica. A única que é pertença de si mesmo.


Tem a ver com gente?! De que lado se situarão?! - Não propriamente. - A meu ver deviam ficar unicamente do seu próprio lado. Ser únicos! Manter a Essência que lhes habita o Ente. E só por ela lutar. Unicamente. ... longe das pedras negras guardadas a sete chaves nos redutos mais visíveis do mundo.


Quem combaterá o último e terceiro ramo?! - Ninguém! Porque todos estão por e com o mesmo. A mesma lei interminável de intolerância. De ódio. Destruição. De subjugação humana, onde o poder continuará concentrado, nos mesmos. Com outras cores. Com outras bandeiras. Mas com os mesmos dizeres. Recuam no tempo e a lei ortodoxa  volta de novo, a primeira lei instituída à chegada, como se nada tivesse sido feito, o tempo todo. Como se todas as batalhas tivessem sido inúteis ... tudo planeado ao mais ínfimo pormenor, para que o controle nunca lhes seja retirado.
(O Universo chora a sua perda eterna. A sua essência estilhaçada por todo o lado. Por cima, por baixo. Aos lados do que existe e não se vê.)


Porquê?! - Porque são quase todos da mesma cepa. Ou pretendem pertencer à mesma cepa. Por isso tudo aconteceu, acontece e vai continuar a acontecer no mundo. E o mal perdurará para Sempre. Eternamente. (talvez um dia ... a essência e a matéria se defrontem e aí ... um dos lados vencerá a Grande Batalha Cósmica que teve início na Junção de ambos, separando desse modo ... as águas que tudo consomem.)


Os combatentes e os combatidos, são diferentes?! NÃO! São todos o mesmo! São feitos de "duas "Matérias" Diferentes. Se bem que sirvam, praticamente, unicamente uma delas.


Uns ainda, tentando levar a água, tanto ao Primeiro como ao Segundo ramo, consoante os seus insignificantes interesses de domínio, perante quem os fez nascer. De exposição. Mas render-se-ão. Para tomarem para si uma vivência fácil e duradoira, na submissão. (desse modo alcançam a reles eternidade)


Então, quem sobra, para impedir a Nova Catástrofe dos mil anos seguintes?! - Os puros. Os leigos. Os nada. Os pagãos verdadeiros! Aqueles que nunca se abrigaram de baixo de nenhum dos ramos da Árvore posta no meio do Paraíso. (que não se abrigaram de modo algum e mantiveram a alma intacta longe dos ramos principais e das folhas que estão sempre deles a cair e... se espalham em todas as direcções. Difícil resistir. Difícil não tropeçarem nelas devido à sua enormidade. Mas... o Ente reclama consecutivamente a Própria Origem e... por entre a Dor da Consciência... doridos... se vão desviando. E... alguns conseguem não serem cobertos pelas ramagens, pelos ramos, pelas folhas e .. até pela Poderosa Árvore que a Todos Comanda.


São muitos esses?!

 

 

- Não sei! - 

 

 

(quem tem entendimento que entenda o que diz a pequena pessoa)

SintoMe: esclarecida na Terra sobre o antes, o depois e o agora

EscritoPorLazulli lazulli às 10:09
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Humanidade Escravizada (XVII)

 


(continuação)

 

 

Mas contentemo-nos todos nós, mortais, porque estes privilegiados de Sua Senhoria-Deus também deambulam pela Terra e estão sujeitos às mesmas leis materiais que todos nós. Embora, curiosamente, de humanidade não tenham nada. Dão-se ao luxo de guiar a Humanidade para um precipício de dor e ignorância, porque dizem que a Humanidade é incapaz de se governar a si própria. Enfim, a Humanidade é burra. Então, o dito Senhor deu-nos divinizados espirituais e temporais para que, depois de sermos «filhos» de Deus, tenhamos que ser «filhos» da Igreja e dos políticos/governantes que nos mantêm com o mínimo indispensável, tanto material como espiritualmente.

Se a dura realidade nos diz que «todo» o homem deve trabalhar interminavelmente para garantir o seu sustento, ficamos praticamente privados de ­tempo e mesmo meios (apesar de recebermos um «salário justo» pelo trabalho que desenvolvemos) para nos dedicarmos a nós próprios e, assim, entendermos a razão fundamental da nossa existência. Além disso, como o trabalho é algo muito honrado e agrada bastante a Deus, não gostando este de parasitas e de malandros e sim de homens honestos e trabalhadores que trabalhem incansavelmente até ao fim dos seus dias, os adeptos deste Deus incrível estão sempre atentos a quem não seguir estas regras, que o Mundo tem há anos e anos sem conta, fazendo-os pagar sempre a sua falta a este cumprimento, com todo o tipo de represálias, de modo a que estes «marginais» saibam quem manda e o que acontece a quem não cumprir com o que o seu «Deus» estipulou para o Homem. Daí criarem uma infinidade de leis, canónicas e estatais, que tiram a coragem a quem ousa não seguir a lei da sobrevivência, com castigos atrozes que vão desde o aniquilamento da sua sobrevivência material até à sua ­destruição mental, fazendo-o, consecutivamente, construir tudo aquilo que será inevitavelmente destruído para voltar a ser construído . Esta é a Lei da vida que tanto apregoam como valiosa. Instável como o próprio ser humano, que mais parece um louco a correr à volta de uma casa, sem entender quando começou a corrida ou quando esta terminou ou deve terminar. E é desta vivência incompreensível e cheia de lamentos de toda esta Humanidade acorrentada que partem todos eles, mais ignorantes do que no dia em que deram o ­primeiro grito. É assim que nascem e morrem, sem puderem dizer chega! Vamos acabar com isto! Ou se vive ou não se vive! Vegetamos, isso sim, acatando leis sobre leis que se sobrepõem umas às outras e nos sufocam, acabando por nos tornar escravos de tudo e de nada e, até, de nós mesmos.

Mas o medo que têm do Deus deste mundo é tão grande que nunca se atreverão a pensar em voz alta e as dúvidas que povoam as suas mentes pensantes acerca deste seu suposto Deus, cheio de mistérios escuros e que ­deixa os Homens divagar livremente sobre si, indiferente às mentiras que inventam, continuam por esclarecer. Daí que nenhum deles seja capaz de responder que Deus é este de quem tanto falam, porque têm medo dele e, ainda, porque apontam o dedo inquisidor quando alguém se atreve a dizer que este famoso Deus não existe ou que, pelo menos, não é o Deus de toda a Humanidade, devido às diferenças enormes que existem entre os seres humanos. Esta ­ousadia e afronta às suas crenças, que tanto os escandaliza, fá-los mais filhos de Deus do que realmente são? Ou será unicamente medo o que têm, por ­desconhecerem tudo e não terem a certeza absoluta de quem são, de onde vieram e para onde irão, nesse seu final mais que predestinado por esse Deus completamente desconhecido de todos eles? A sua falta de conhecimento é tão grande que não conseguem discernir o Deus real do Deus irreal, nem tão pouco o que serão eles ou como serão de verdade. Daí ficarem ofendidos e crucificarem todos os livres pensadores, alcunhando-os de difamadores e perigosos, quando tomam a defesa de um Deus que dizem amar acima de todas as coisas. Embora, para bem da verdade, Ele vá passando quase que despercebido pelas suas vidas, não obstante a dedicação que lhe dedicam no seu dia a dia. Se não fosse terem necessidade dos seus favores, bem que Ele não seria recordado por nenhum deles. O amor que dedicam a este seu suposto pai limita-se a um peditório constante, para uma melhor vivência. Pedidos e súplicas desesperadas que ­ficam sempre por atender e que ecoam por toda a Terra sem terem quem as ouça. A indiferença do «seu» Deus às suas súplicas é de uma incompreensão tão grande que, quando os vejo, espalhados ao deus-dará pela Terra imensa, ­interrogo-me se realmente têm consciência de não passarem de marionetas movidas por fios invisíveis, ao sabor do querer, de uma força maior, que não podem ouvir, amar, contactar, derrotar... até porque nem sequer a conhecem e, pelos vistos, não estão interessados em conhecer. De qualquer modo, a Deus, também pouco importa se os Homens o amam ou não. Quer, sim, que o ­adorem, que cumpram a sua lei (que se é o que as religiões nos tentam impingir estamos mal, porque é a lei do diz e não faz). Isto é: – fala de amor e pratica o ódio e a indiferença pelos outros. O amor não é coisa que interesse muito a esse Deus, nem tão pouco a verdade; quer sim que o adorem acima de tudo. Gostaria de saber o que ganha ele com isso. Cá para mim, o ego dele e a sua megalomania é a maior do Universo. Mas não quero desviar o meu pensamento pequenino no meio de tanta grandeza. É que, como descendente do homem, passei a ser subalterna deste e, como tal, um ser inferior que teve o privilégio de sua ­senhoria Deus Pai de todos os homens (o que creio ser verdade) de ser dada, ofertada, ao meu irmão homem para que este criasse a civilização, na Terra que Deus lhe deu. Daí que o meu pensamento seja realmente pequenino no meio de todas estas superioridades, mas não tanto assim que me impeça de perceber que, como mulher, eu crio e dou a vida (claro que só depois do ataque dos espermatozóides masculinos aos indefesos óvulos femininos) e, assim, saber que o homem descende da mulher e nunca a mulher do homem, pois é dentro do ventre dela que se gera e se cria a vida. Mas este Deus mentiroso reclama para si e os seus homens os meus direitos da criação, alegando o absurdo de eu ter descendido do homem. Daí que, legitimamente, afirme que este Deus não é o meu e sim um Deus dos homens e não sei se não cumprirão estes realmente com os desígnios obscuros deste seu Senhor poderoso ao implantar leis que causam dor e sofrimento a toda a humanidade. Mesmo que me digam, e com bastante frequência, que é o Homem que provoca a fome e a dor a outros seres humanos e que Deus não tem nada a ver com isso, porque é que Ele não os impede? Porque será? Porque não quer, não pode, ou porque não é o seu Deus? Se o seu Deus pudesse impedir, mas quisesse e permitisse todo este império do mal que alastra pela Terra, era o Deus que esperam? Deviam pensar sobre isto. Quanto a mim, quero é que esse Deus de quem todos falam se lixe juntamente com os filhos dele, porque não venero ninguém que permite a desigualdade humana em todos os aspectos. E como não sou primata, pelo menos no conceito dos mortais, não receio o desconhecido, nem lhe presto homenagem, em vida ou na morte. E depois, não gosto de megalómanos que só querem ser adorados, já me chega os que existem cá em baixo (ou cá em cima...!). Se não houver um Deus como eu o entendo fico sozinha, pois mais vale só do que mal acompanhada.


(continua)

 

doente

 

publicado por lazulli às 16:01
"reeditado"
SintoMe: ... em busca dos enganadores de povos

EscritoPorLazulli lazulli às 01:16
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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Humanidade Escravizada (XIV)

 
 

 

(continuação)

 

 

 

 

 

Para nós terráqueos, filhos da Terra também ela submetida pelo homem que veio do céu, é melhor de uma vez por todas, sabermos quem de facto somos, do que pensarmos a vida toda que somos quem na realidade não somos. Não creio que a verdade sobre nós próprios, nos retire o poder de ser verdadeiros seres humanos, aquilo que já fomos no passado longínquo. Com a plena consciência e aceitação da nossa verdadeira natureza humana, teríamos a capacidade incrível de transformar este mundo num lugar digno de se viver, mostrando ao homem criado por Deus que os “animais” não só têm capacidade de se governarem a si próprios como também humanidade, coisa que lhes falta em doses demasiado elevadas, a eles, seres superiores em tudo. Depende de todos nós não continuarmos a permitir todo este mal entendido, de contrário, todas as explicações existentes – mórbidas e infantis –, continuarão a proliferar atravessando todos os séculos e todas as gentes e, os nossos pobres descendentes continuarão a ser escravos destes divinos mal amanhados. Devemos à humanidade futura uma oportunidade de libertação para que possa, verdadeiramente, ser feliz. Com determinação, exijamos a verdade. A nossa verdade. Continuando a ter medo do seu poder, que em nada nos tem ajudado a ser felizes, muito pelo contrário, não honramos a antiguidade. Não honramos os nossos valentes antepassados quando os combateram, aquando nos invadiram. Todo o sangue derramado desse tempo longínquo de nada serviu, porque hoje aceitamos este Deus e a sua corja, como se fosse nosso. E ainda lhe agradecemos por tão má existência. Depois de tanto tempo, com provas reais de toda a sua desumanidade, ainda se ouve no fim deste século, também marcado pela ignorância civilizacional, o grande e o pequeno, o rico e o pobre, o culto e o inculto dizer: «Meu Deus». Meu Deus! digo eu, quando os vejo criando fábulas imensas que têm o impressionante Poder do Verbo de que todos falam e ninguém entende. Capaz de fazer acreditar o mais prevenido dos homens. O assombro que sinto por tanta ignorância, que vai dos níveis mais instruídos aos mais baixos de formação, espantam-me! Todos carecem da vontade de querer saber a verdade de si próprios, como se esta não lhes fosse necessária. Assusta-me tanta ignorância e mais os assustará a eles, um dia, quando souberem a verdade sobre si próprios. E, como será evidente, sempre que tiverem contacto com a verdade, morrerão de novo e não sairão do ciclo eterno da existência, rodando nesta roda do destino Criado, este sim, por alguém, sem terem hipótese alguma de se libertarem e de se encontrarem. E, quando chegar o momento do confronto inevitável com a verdade, provavelmente muitos estarão já definitivamente perdidos ou mesmo não mais farão parte de algo... De qualquer modo, continuam a existir os que mantêm dentro de si a centelha da essência da vida e não sei como farão para entenderem a verdade de si mesmos. Enfurece-me que tenha sido e continue a ser assim, porque vejo a Humanidade, excepto no que diz respeito à matéria que os cobre (onde estão mais aptos a respostas concretas e que nem por isso são as mais profundas), a nascer e a morrer todos os dias, sem entender o seu nascimento e a sua morte e sem saber mais do que o seu nome, sobre si próprios, preferindo, assim, aceitar as mais variadas teorias que existem sobre a existência do Homem, todas elas unânimes no que refere ao valor sagrado da vida como sendo o maior bem da Humanidade. E, assim sendo, há que preserva-la a qualquer preço: e como cordeiros, todos em conjunto, dão razão a esta existência sem sentido, que alguém está interessado em perpetuar, sabe-se lá porque razão.

 

(continua)

 


actualidade, ensaio, homem, livros, vida

publicado por lazulli às 15:27 - 2007

SintoMe: ... preocupada com a falta de verdade da raça-humana

EscritoPorLazulli lazulli às 16:12
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Humanidade Escravizada (XII)

(continuação)



Criados, gerados e engendrados

 

 

 

 

 
Como se levou o homem ao esquecimento de si próprio e do seu passado remoto, que ameaça ser sem retorno? A primeira ideia – pelo menos de que tenho memória – foi de que tudo teve início quando se decidiu que todo o homem descendia de um Deus único e poderoso, capaz de amar e castigar justamente. E logo todos os injustos se sentiram bem com esta profecia que nunca se cumpriu. Tinham para amar um pai misericordioso que os recompensaria com uma vida melhor, bastava que qualquer baixo instinto dissesse pura e simplesmente: Eu acredito. Mas quem é que não acredita quando lhe convém?! Ao saberem que foi este Deus que os fez, lhes deu a Terra para viver e os dotou do Poder sobre as outras espécies, permitiu-lhes, na sua arrogância de legítimos donos da Terra, feitos à imagem e semelhança deste fantástico Deus permissivo, que milénios de existência, de engano e mentira fossem ficando para trás, impunes, sem que nenhuma alteração de fundo se fizesse para que o homem pelo menos tentasse ter um maior entendimento de si próprio e de todos os outros viventes. Claro que se Deus fez o Homem e o Homem fez o semelhante a si mesmo e o semelhante ao Homem fez o semelhante a si próprio, tanto «o verdadeiro homem», como «o filho do homem» e ainda «a semente do filho do homem», no processo de criação, todos copiaram os seus criadores. A partir do momento que os Criados (por Deus), os «gerados» (pelo homem) e os engendrados, seguiram as directrizes que receberam de cada um dos seus criadores, não só tudo foi como é permissivo, tanto por Deus para com os Homens, como pelos Homens para com o semelhante a ele mesmo.
A partir do momento em que o Homem acredita cegamente na interpretação bíblica feita por outros – que é filho de Deus e por isso mesmo tem o direito de submeter e dominar a Terra, tendo-lhe sido oferecido como alimento tudo o que tem movimento e vida (Génesis 9, 1-17) – em vez de ele mesmo ir verificar se a interpretação corresponde ou não ao que está lá escrito, acreditará sempre numa verdade inexistente, tanto para a sua origem como também para a razão da sua existência. Mas, está ao alcance de qualquer um perceber, já não digo a origem do homem, mas pelo menos, o porquê do sofrimento da humanidade. Se nos limitarmos apenas e unicamente ao que está escrito, será de perguntar aos autorizados e credenciados teólogos, quem são os homens criados por Deus e quem são os animais e, já agora, de que se deviam todos ter alimentado ao longo dos tempos. Ler sem esforço e com atenção, no Antigo Testamento, o pequeno relato bíblico do Génesis, teria levado qualquer ser humano a perceber que tem vivido completamente enganado sobre a sua verdadeira origem. Parece-me que o homem mencionado por Deus, criado à sua imagem e semelhança, não são todos como nos querem fazer crer. E a realidade da existência humana assim o confirma, quando o homem criado por e à imagem e semelhança de Deus (o homem verdadeiro) tem o poder de dominar a seu bel-prazer todas as espécies do céu, da terra, do mar e animais vivos segundo a espécie da própria terra, – que também tem autoridade para submeter – e concretiza há milénios este seu poder sobre todos os outros viventes que não têm a mesma ascendência que ele tem. Continuam a humilhar, a comer e a utilizar todas as espécies e o seu semelhante «não igual» de um modo bárbaro e inumano. Não são eles os seres superiores? Donos de tudo e de todos?



(continua)

 

indiferente
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publicado por lazulli às 15:11
Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

 

SintoMe: ... com Esperança no Homem de Verdade para combater esta Pérfida Civilização Tanto Espiritual como T

EscritoPorLazulli lazulli às 11:36
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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Humanidade Escravizada (X)


(continuação)

 
 Presos na Matéria
 
 


 

O Homem é prisioneiro de si mesmo porque lhe ocuparam o cérebro com uma data de coisas inúteis, impossibilitando-o de se sentir. Não haverá amanhã para todas estas almas penadas se não entenderem a tempo o que lhes aconteceu no passado, que passou à tanto tempo que os homens esqueceram já ter existido, ou pior, privilégio guardado por algumas castas, que querem continuar a comandar os seres viventes. E foram tantos os que tentaram na busca de verdades perdidas, naquele tempo ido... que a própria verdade deixou de ter significado e ficou para sempre oculta ao entendimento dos homens. Nesse tempo, que o próprio Tempo fez questão que deixasse de existir na memória dos homens, fossem eles ou não procuradores da verdade sobre a razão da sua existência, o mundo existia sem viver e sem grandes aspirações, a não ser a de deixar de fazer parte do Espaço/Tempo. Mas o corpo que cobria os homens começava por querer mais do que lhe estava destinado. E o pensamento envolvido e desenvolvido por aqueles que mais depressa foram ocupados pelos seus opositores espaciais, indicou o caminho que nos levou a poder existir para sempre, com a «descoberta» da criação dos corpos por intermédio de outros corpos. Pois para eles era muito mais importante existir do que não existir. Ter sempre a possibilidade de se tornar denso, mesmo que para isso se tivesse que condenar toda a humanidade existente assim como a não existente. A própria verdade era demasiado simples e implacável para que aceitassem a sua inferioridade perante os grandes construtores da própria vida. Assim, preferiram alterar o curso das coisas quando esta verdade lhes foi de um modo ou de outro revelada por todos os grandes iniciados (pensadores, sábios e filósofos), como Zoroastro, Manes, Nietzsche, Jesus, Platão, etc...., que só não encontraram nem deram a Verdade à Humanidade (embora já tivessem consciência da dualidade) porque a certeza comum a todos eles era que a vida era uma dádiva benéfica e a preservar. Não me parece que algum dia tenham posto em campos opostos a Matéria e a Essência, muito pelo contrário. Faziam-nas depender irremediavelmente uma da outra, como se sem uma não pudesse existir a outra. É verdade que a Matéria não ­adquiriria vida e teria que se sujeitar ao seu estado primeiro sem transformação ou evolução de espécie alguma, mas a Essência continuaria a existir sem ter que viver impregnada de uma coisa que lhe não pertence e que é sua inimiga muito antes de qualquer início de vida, como a conhecemos e entendemos. A união forçada, não voluntária, da Matéria e da Essência, obrigará o ente (partícula de essência cósmica) a tomar forma sempre que a vida se manifeste e o homem continuará a pensar que ele e o seu corpo são um só. Não conseguirá perceber que a matéria inteligente de que é constituído é completamente distinta do seu ser e tem necessidades muito diferentes das suas. Devido ao alto valor de preservação que todos dão à existência, a descoberta da Verdade tem estado e continuará a estar dificultada. Mesmo os pensadores não se distinguiram desta crença dogmática permitindo, a partir daí, toda uma série de filosofias dualistas que no fundo convergem e se completam umas às outras. Mas isto só aconteceu, porque se basearam sempre unicamente nos conhecimentos ao seu alcance. Aqueles que a vida na Terra lhes proporcionava. Faziam as suas próprias deduções e observações, com base na observação e dedução de outros anteriores a eles. O que estava dito e escrito, tomado como certo, era o seu ponto de partida. Não pondo em causa esses «ensinamentos», não usando a imaginação e não acreditando numa verdade completamente diferente da contada até ali, todas as suas tentativas de uma filosofia diferente, ainda hoje, não passam disso mesmo, meras suposições filosóficas. E, assim, a vida, não pode existir sem ser tal como a conhecemos, nem ter outro motivo para acontecer, para além daquele que nos têm dito. Que foi Deus que criou a Vida e criou-a porque lhe apeteceu. Sendo este, o ponto de partida de tudo quanto existe, percebe-se a dificuldade dos sábios, eruditos e ignorantes, durante muito tempo (e ainda hoje), terem dificuldade em acreditar em vida inteligente no Universo. Para eles só existirá vida inteligente no Universo, se essa mesma vida tiver a mesma forma e manifestação, que temos todos nós. Como se nós (terráqueos) fossemos inteligentes. E, assim sendo, todas as entidades oficiais, isoladas ou colectivamente, sempre souberam (e muito bem!) escamotear a verdade, de maneira a não permitir à grande maioria desta humanidade escravizada entender o porquê da sua existência.


(continua)

 

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publicado por lazulli às 15:46

Quinta-feira, 30 de Agosto de 2008

SintoMe: a lutar contra o Islamismo

EscritoPorLazulli lazulli às 23:14
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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Humanidade Escravizada (VIII)

 

(continuação)

 


Apesar de todos saberem qual o verdadeiro valor da vida, o que vão ganhando e perdendo com o decorrer dos anos e também o que lhes sobra no fim, criam seres indefesos e completamente ignorantes deste mundo para que possam reviver na continuidade, a vida que já foi vivida por outros, na esperança de se perpetuarem neles para sempre. Mas quando se está consciente da vida, do mundo e da civilização existente, só porque acreditamos em algo que nos incutiram ao longo dos tempos, não temos o direito de decidir o nascimento de um ser. É desumano fazer um outro vir viver a vida que ninguém quis ter. Sem opção, sem escolha, sem poder de decisão. Todas essas frágeis e inocentes criaturas nascem aqui, sem partilharem da decisão de existir, vivem sem optarem pela forma de vida que mais os favoreceria e morrem sem querer e completamente apavorados com o eterno desconhecido, na esperança de acordarem num mundo semelhante a este.

 

 

 

 

 

 

Filhos de Deus e Filhos do Homem

 


 

 

Será que o Homem nunca entendeu a sua angústia interior? Que a procura da felicidade é o querer ser ele, o se encontrar consigo próprio; e se continuar por este caminho não só não se encontra, como também se perde? Onde está o Homem Original? E este original não se confunde, por mais que a palavra seja igual, com os primitivos Adão e Eva, porque estes nunca existiram. E é fácil constatar esta certeza incerta. Basta que para isso se tenha uma noção aproximada do que é a árvore genealógica de uma pessoa. Tomando como exemplo um qualquer ser humano existente nos dias de hoje e indo recuando passo a passo até à sua origem, o que ao de leve nos parece que terminará num único casal – princípio primeiro desta pessoa – terminará infalivelmente numa infinidade de seres humanos. O seu número só nos é de todo impossível determinar devido à incrível escassez de meios escritos que nos permitam chegar ao fim deste princípio e aí ter a certeza absoluta que jamais qualquer um de nós poderia descender de um único homem e de uma única mulher, mas sim de milhares de homens e mulheres. Consoante recuamos, mais nos surpreendemos com a infinidade de seres que tiveram que existir para que um qualquer de nós possa existir hoje. Isto é, para que hoje possa existir um, tiveram que existir muitos para a sua formação. Bastaria que um único antepassado da cadeia biológica de uma pessoa não tivesse existido para que essa mesma pessoa não existisse. Na composição biológica de um único ser existe a composição de milhares de seres biológicos anteriores. E o aperfeiçoamento biológico de todos estes seres só terminará quando a cadeia humana que os liga entre si, isto é, a linhagem de que são portadores, for quebrada por algum motivo. Se numa única genealogia verificamos isto, que número incrível iríamos encontrar no final da linha se pudéssemos verificar todas as linhagens existentes de todos os seres humanos vivos hoje sobre a face do Planeta?

 

Se tivermos em linha de conta que cada ser tem sempre unicamente, um pai e uma mãe, quatro avós (2 maternos e 2 paternos); oito bisavós (quatro paternos e quatro maternos); 16 trisavós (oito maternos e oito paternos); 32 tetravós (dezasseis maternos e dezasseis paternos), etc., nunca será unicamente dois (Adão e Eva) para existir muitos e sim muitos para existir um.

 

Quer isto dizer que se, por exemplo, duas pessoas, uma Europeia e outra Asiática, começarem por fazer cada uma a sua árvore genealógica até aos seus dectavós (10º), dará por cada uma delas exactamente 1024 antepassados até este momento; mesmo que tenham a sorte de encontrar, entre estes seus antecessores, um que seja comum a ambas, continuarão a existir 1023 antepassados não comuns por cada uma. O que, mesmo assim, será difícil encontrar a partir do momento que estas duas pessoas são oriundas de continentes completamente diferentes, não sendo tão fácil quanto isso a ligação genética entre elas, devido não só às dificuldades existentes por causa do espaço geográfico de cada uma delas mas, também, por uma cultura completamente distinta entre si. Se convidarmos mais um habitante da África e um outro das Américas e se o referido dectavó fosse ainda o mesmo (fantástica coincidência), o número total de antepassados não comuns entre todos eles seria de 4092. E estou apenas a falar de 4 seres humanos.

Por isso mesmo, se continuarmos a partir do antes para o agora, evidentemente nunca chegaremos a conclusão alguma, pois estaremos a partir do falso para o verdadeiro. Daquilo que não temos a certeza de ter existido para aquilo que temos a certeza de existir. É como se o nosso raciocínio seja imediatamente bloqueado. Imaginamos duas pessoas e aumentamos o seu número a partir daí, e achamos isto perfeitamente lógico, mas se conseguirmos fazer o caminho inverso, pegando na nossa própria pessoa e formos andando para trás, abstendo-nos daquilo que nos incutiram como certo, perceberemos facilmente que não pode ser de modo algum aquilo que nos disseram ao longo dos séculos. Se por acaso as árvores genealógicas da humanidade – e não digo da árvore genealógica da humanidade, pela simples razão de que não pode ter existido uma única árvore comum a todos, quanto muito houve várias árvores genealógicas que a partir daí se foram interligando umas nas outras – pararem abruptamente em algum lado, parará sempre em muitos mais, mas muitos mais do que dois seres humanos. Até parece que alguém pretendeu com a «sua lógica» bloquear-nos o pensamento, impedindo-nos de raciocinar. Percorrer o caminho sobre a nossa origem na Terra, a partir de um princípio incerto para um fim certo e não o contrário, não nos esclarecerá nunca de onde viemos nós e obrigar-nos-á a meras suposições. Quantos filhos teriam tido de facto Adão e Eva? E netos? E bisnetos?... E se os tiveram, com quem casaram estes? Uns com os outros? Mesmo assim teriam que ser espantosamente férteis. Além disso, que espécie de seres biológicos seriam eles para nos seus genes transportarem mais do que uma raça distinta, que nos veio a dar origem? Com espantoso assombro verificaremos que quanto mais para trás andarmos mais aumenta o número de pessoas que tiveram que existir para nos dar origem. Daí que nunca um homem e uma mulher deram origem à humanidade e os supostos Adão e Eva em número teriam forçosamente que ser muitos mais. E, segundo o relato bíblico, foram-no de facto, porque quando se trata de dizer que toda a humanidade descende do Adão e da Eva esquecem-se, voluntária ou intencionalmente, que a Bíblia narra a descendência do género humano por duas vezes; uma antes de Noé e outra depois dele. Se até Noé, todos os outros descenderam de Adão e Eva não faço a mais pequena ideia, mas nós hoje descenderemos, quanto muito, de Noé e da sua prole, até porque para trás parece que o dilúvio os extinguiu a todos.

 


(continua)

 

sentindo-me

eu, homem, livros, pensamentos, vida

publicado por lazulli às 11:54

Quarta-feira, 22 de Agosto de 2007

SintoMe: triste com a humanidade

EscritoPorLazulli lazulli às 23:36
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (VI)

 

(continuação)

 

 

 

Por acaso, já repararam bem num velho no fim da sua vida? Ele falar-­vos­­-á da vida que viveu e não entendeu, só sabe que nela participou, mas não sabe bem porquê e para quê. E quando o seu pobre corpo, gasto, já não serve para mais nada, a única coisa de que tem consciência é que o atiram para um canto e ele passa a ser para todos um empecilho sem interesse. As suas rugas mostram-nos claramente uma incógnita: Porque veio, está e deixará em breve de estar, ele na Terra? Porque viveu ele?! Pobremente diz: Porque tinha que viver. Veio sem nada e parte sem nada, sem tão pouco ter chegado a ser de verdade ele mesmo. Mas a verdade, é que ao longo de toda a sua vida negou a si próprio o direito de querer saber de si, como se o que existisse dentro de si não tivesse valor algum, quando é ao que dá mais valor ao longo de toda a sua existência, alimentando o seu ego com inutilidades frustrantes que nunca o preenchem, dando-lhe a insatisfação característica dos mortais. Passa uns «miseráveis» anos à procura da felicidade sempre inalcançável . E isto, porque procura sempre para a alma o que é do corpo. Segue os mais variados caminhos da vida, numa busca desgastante, quando a verdade o habita bem dentro de si. Vai fora buscar o que já dentro de si mora muito antes do seu nascimento, acabando por se perder de tal modo que não mais se encontra, perturbado pela falta do que procura sem encontrar. Dá à vida a sua última esperança, dedicando-lhe tudo o que tem – que é ele próprio – e morre esgotado de si, por tanto dar e nada receber. Pratica os maiores crimes, primeiro contra si próprio e depois contra os outros, nesta dedicação cega à vida sem sentido e deleita-se na ilusão da existência, preferindo a ignorância arrogante de todos os néscios. Não quer saber porque já sabe tudo. Tem o que precisa e, muitas vezes, mais do que isso. Mas tem o que precisa sempre para satisfação do seu corpo, nunca para ele mesmo. Nasce sem nada e morre sem nada, mas apenas porque quer, porque dentro dele sempre habitou a verdade que ele preferiu ignorar a ter que descobrir.

 

 

 

(continua)

 

...
livros

 

publicado por lazulli às 12:10
Quinta-feira,19 de Julho de 2007
SintoMe: com "medo" do islão

EscritoPorLazulli lazulli às 01:14
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (III)

(continuação)

As teorias, tanto as científicas como as filosóficas, carecem de um entendimento profundo do porquê do antes. Daí que tanto umas como outras, normalmente, para explicarem a Origem da Vida se baseiem em factos visíveis, isto é, já manifestados, e a partir destes vão deduzindo tudo quanto existe e não existe. Supor isto ou aquilo com base no que se conhece, e é muito pouco o conhecimento do homem sobre o que o cerca quanto mais sobre o que o não cerca, leva a suposições que muitas das vezes, senão quase sempre, não se podem provar. Bastaria observar atentamente, sem arrogância e sem medo da descoberta, o desenvolvimento da vida e em simultâneo o do homem, para chegar a muitos porquês que até hoje continuam sem resposta. Sim, porque as suas certezas são ainda muito incertas, o homem continua por saber de onde vem, o que aqui está a fazer, para onde vai e porquê. Continuarem a estudar a coisa visível, sem quererem entender o porquê da existência dela, nunca os levará ao antes ou ao depois de coisa alguma. Deste modo, continuarão a adaptar a Origem da Vida assim como a ideia de Deus, de acordo com os rarefeitos conhecimentos que possuem e o desejo de cada um, impedindo que a Vida se demonstre, aos nossos olhos, em toda a sua plenitude. Assim, embora expliquem razoavelmente o agora, o antes e o depois, continuarão ocultos e não passarão de meras suposições, com base em algo que já vem de trás. Se, por acaso, o conhecimento que vem de trás estiver errado, as suas conclusões, tanto no campo científico como filosófico, correm o risco de serem também erradas ou não conclusivas. E assim, de erro para erro, vamos catalogando teorias sobre teorias à espera de uma oportunidade de as transformar em realidades. Aperfeiçoando ou não as teorias científicas anteriores, tornando-as verdadeiras ou falsas, ou continuando a basearmos-nos em escritos muitas das vezes reescritos e adaptados a cada época, feitos sabe-se-lá por quem e com que objectivo, leva a que este procedimento consecutivo de ambas as partes não traga nada de verdadeiramente novo ao conhecimento humano. Isto porque, com receio de se contradizerem uma à outra no essencial, para que se não desmorone o edifício civilizacional tão dificilmente construído e mantido até hoje, tanto a corrente científica como a religiosa, fazem com que os conhecimentos que cada uma diz possuir, caminhem paralelamente e na mesma direcção. No entanto, apesar de não existir qualquer espécie de convergência entre ambas, a verdade é que caminham de mãos dadas, numa tentativa esforçada de se manterem mais ou menos ligadas e mais ou menos de acordo uma com a outra. A cumplicidade existente entre a ciência e a religião dá a ideia de que o Homem, a exemplo dele próprio, que é constituído por duas naturezas diferentes, uma delas material e a outra supostamente espiritual, pretende unificar a todo custo estas duas correntes de pensamento. Assim sendo, vemos cientistas a acreditarem em dogmas e teólogos a acreditarem na ciência, embora cada um isoladamente continue teimosamente a afirmar as suas próprias convicções ou descobertas. Apetece-me dizer-lhes que se decidam de uma vez por todas, para nos dizerem qual delas é verdadeiramente certa. Ou a ciência ou a religião. As duas é que não pode ser. Se a ciência estuda o visível e através dele pode provar ou desmentir uma série de coisas, o mesmo não se pode dizer em relação à religião. O que dá quase a certeza de ser ela, religião, uma mera invenção para controlo mental da humanidade. Se não têm capacidade de separar verdadeiramente o trigo do joio, pondo a ciência de um lado e a religião do outro, pelo menos saibam perceber o que verdadeiramente têm em comum. E por mais que tenham em comum, a ­Origem é que não é de certeza absoluta. Nenhuma delas até hoje conseguiu explicar verdadeiramente a origem do Homem na Terra.

 

 

Não descendemos do macaco, porque senão este já não existiria e o elo que dizem ter perdido que comprovaria a transição do animal para o Homem, não tendo sido nunca encontrado, fica por provar esta ousada afirmação. Nem tão pouco descendemos de duas únicas pessoas, magicamente aqui colocadas por um ser que nunca ninguém viu e, por conseguinte, se nunca ninguém o viu, também não pode ser provada a sua existência. Mas tanto as explicações científicas que existem para a Origem da Vida e do Homem como as explicações dogmáticas, continuam a insistir no seu preciosíssimo valor da vida. Uns porque a vida tende a evoluir e outros porque o Homem há-de evoluir. Até ver, parece que nenhum dos lados, porque partiram sempre de premissas erradas, consegue encontrar a resposta certa e definitiva, por não terem percebido ainda o óbvio: a matéria vai-se transformando e o Homem na sua verdadeira essência continua igual a si mesmo. Afinal, que bem genético ou espiritual é este que continuamos hereditariamente a doar a todos aqueles que fazemos nascer ou renascer num mundo que nos é, desde sempre, hostil, tanto nas suas manifestações físicas como nas metafísicas?

 

(continua)...

livros
 
publicado por lazulli às 15:47
Julho de 2007
SintoMe: alarmada... meu livro humanidadeescravizada está a desaparecer... what?! Why?!

EscritoPorLazulli lazulli às 11:58
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (I)



 
 

 

 

PRIMEIRO CAPÍTULO

 

 
 
 
 
 
 
CRIAÇÃO: CIÊNCIA OU RELIGIÃO?
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os dias me pergunto qual a verdadeira razão da existência do Homem na Terra e por mais que raciocine, tentando arranjar uma explicação lógica para a existência da Humanidade, fico perdida dentro de um emaranhado de perguntas e respostas que tendem a ter cada vez menos sentido:
– Qual o verdadeiro sentido da vida?
– O verdadeiro sentido da vida é existir.
– Existir para quê?
– Para viver.
– Viver o quê?
– Viver a vida.
– E o que é a vida?
­ – É o tempo que tem qualquer ser vivo, desde que «nasce» até que ­«morre».
– Para que lhe serve esse tempo e essa vida?
– Para viver.
– Viver para quê?
– Para quê?... Para viver!
 
 
Há muitas maneiras de responder a todas estas perguntas, mas nenhuma resposta dá ao Homem uma certeza que lhe permita saber a verdadeira razão da sua existência, porque desde a mais remota antiguidade (como se fosse possível localizar a antiguidade, de tal modo ela se perde nas brumas de um tempo passado que o Homem esqueceu ou do qual nunca chegou (mesmo) a ter conhecimento), vários homens, preocupados em saber qual a Origem da Humanidade e o porquê da sua existência, dedicaram-se a incansáveis buscas para tentar responder ao porquê da vida, sem conseguirem mais que o esboço de uma leve explicação para a Origem do Homem, atribuindo-lhe um reino a que nunca ninguém teve acesso, baseando-se num Deus que também nunca ninguém viu. A história é simples, mas sem sentido. O mito do Adão e da Eva é tão pobre que as crianças, fantasiando, têm capacidade para imaginar uma história bem mais credível. Como pode Deus ter feito primeiramente um Homem e depois uma Mulher, se sem um não pode existir o outro? Pelo menos é o que nos dizem os conhecimentos, confirmadíssimos, que temos sobre a Criação. Não há homem sem mulher, nem mulher sem homem. Se pretendem continuar a manter o mito do Adão e da Eva, terão que o explicar de uma, das duas maneiras seguintes: Ou Deus é Hermafrodita ou Cientista. Se é hermafrodita (dois num), possui em si o poder de criar e gerar em simultâneo e aí, pode de facto ter criado o Homem. Que, vindo assim directamente de um Deus masculino/feminino, já pode ser concebido. Depois desta primeira criação, este Deus hermafrodita terá que criar uma outra oposta à primeira, isto se quer a proliferação desta nova espécie. Porque a criação deste Deus binário não é hermafrodita como ele. Se é Cientista, também pode criar um clone à sua imagem e semelhança. Mas, se assim for, segundo os conhecimentos que temos actualmente sobre o assunto, que diz que a clonagem consiste basicamente na reprodução assexuada de indivíduos geneticamente iguais, onde, depois de se ter removido o material genético de um óvulo não-fertilizado, este é substituído pelo DNA de uma célula do ser que se quer clonar. Sob condições apropriadas, o óvulo começa a dividir-se e a formar um embrião, que por sua vez é implantado num útero. Assim sendo, em todo este processo, tem que se recorrer ao elemento feminino por duas vezes. A primeira, no óvulo enucleado (célula reprodutiva feminina à qual lhe foi retirado o núcleo) por micro manipulação (aspiração, neste caso, dos cromossomas constituintes do DNA haplóide da célula germinal feminina, com uma pipeta especial) de modo a proceder à implantação de uma célula, que contém a informação genética, do indivíduo que se quer clonar ou duplicar. A segunda, é depois de se ter provocado por estímulos químicos e eléctricos apropriados, a divisão do ovócito , este é transferido para um útero.
(continua)

 

sem perdão
livros
 

 

publicado por lazulli às 14:11
Segunda-feira, 2 de Julho de 2007
 
nota - só se manterá esta imagem no Humanidade Escravizada, por ser muito semelhante à tela que tenho para a capa, feita pelo Pintor Sr. Luís Cardoso, ao qual agradeço a gentileza e a boa vontade. Mas, preciso de a digitalizar,  primeiro. Se um dia, por mero acaso, venha a ter conhecimento que aqui estou a expôr o livro, quero reafirmar, que a capa será a que o senhor, me fez. Obrigada Sr. Luís Cardoso.
Finalmente - encontrei a pintura feita exclusivamente para a capa de Humanidade Escravizada. Volto a agradecer ao Pintor Sr. Luís Cardoso a sua enorme gentileza. Um muito obrigada. Não me esqueci. Desejo-lhe e a toda a sua família, felicidades, esperando que tudo esteja bem com vocês todos. M.L. (foto de Arquivo Pessoal)
SintoMe: "caminhandosobrepregos"

EscritoPorLazulli lazulli às 09:52
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