CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros

Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

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SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
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EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Sábado, 5 de Dezembro de 2015

SenhoraDasMãosDePrata

O Despertar Do Ente Contra O Poder Do Mundo (Invasores PES)

 

À RaçaHumana

 

Não Serve nenhuma Ideologia Política

Não Serve nenhuma Ideologia Religiosa

 

Só a LUCIDEZ!

 

 

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Na Encruzilhada Do Mundo, a Saga Humana Continua

SintoMe: à Espera De Um Milagre

EscritoPorLazulli lazulli às 02:49
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Humanidade Escravizada (XVI)

 

 

 

Vida um presente envenenado

 
 

 

 

 

Porque insiste o Homem em tornar perpétua uma coisa que nunca trouxe, que se tenha conhecimento, a felicidade tão desejada, e sim a dor e a miséria humana?
Será porque a vida é um presente desse suposto Deus que, criando-a para que todos nós pudéssemos existir, a tornou no bem mais sagrado do Planeta? E o que me garante que assim foi? Mesmo com esta garantia teria que dizer que este Deus mais se assemelhava ao pior dos males ao conceder-nos uma espécie de presente envenenado, que não nos permite de modo algum sermos felizes, nem controlarmos totalmente as nossas próprias vidas.
No que me diz respeito, não sei de onde venho ou mesmo se venho de algum lado, mas de uma coisa tenho a certeza: não sou filha deste Deus, nem quero ser, até porque é um Deus inumano e cheio de mistérios impenetráveis, que nos faz nascer sem querer nascer, viver sem querer viver e morrer sem querer morrer. Como posso então conceber que a minha essência esteja ligada a um Ser tão vil, que atira os homens à Terra ao deus-dará e lhes diz: – Dei-vos a vida, é sagrada, matem se necessário for para que ela nunca desapareça, mas eu retirá-la-ei de todos vós quando me aprouver porque sou dono e senhor absoluto de vossas vidas e destinos.
E os mortais continuam a falar no futuro e sempre a longo prazo, como se este futuro realmente existisse em qualquer lado e eles fossem lá chegar, quando eles vão morrer com toda a certeza e, sem consciência da morte que os aguarda, a qualquer instante da vida, vão fazendo projectos intermináveis como se fossem eternos.
Para quê ou para quem, verdadeiramente, fazem eles tantos projectos futuros se, a vida de um qualquer mortal se resume mais ou menos nisto: num dado momento da existência, ele, mortal, rompe para a vida e o seu grito inconsciente confirma a sua existência humana. Neste primeiro instante de vivência, indefeso, fica de imediato à mercê de tudo o que existe, sem se poder defender seja do que for. Nada tem, nada dá, nada recebe. É alimentado e amado (quando é), e fica a crescer lentamente sem entender o mundo que gira à sua volta e o que lhe aconteceu. Até à velhice (se lá chegar) ele não entenderá nada daquilo que o cerca ou de si mesmo porque, muito subtilmente, ao longo de todo este percurso, vão-lhe metendo informações estereotipadas de existência no cérebro, com o objectivo único de, quando as suas pernas se puderem aguentar sozinhas, vir a servir o Mundo, porque é o Mundo quem ele vai servir, de um modo ou de outro, quer queira quer não. Sobre ele mesmo, tarde ou nunca entenderá que nada aprendeu, nada soube e tudo ficará por saber. Ao longo dos anos, vai-se contentando em sonhar, pelo menos enquanto não perceber o que é a vida que o rodeia e, quando descobre, se chegar a descobrir, o desespero é total e o desânimo, pelo modo como funciona o mundo onde está inserido, quase o levam à loucura. Tem de fazer com urgência alguma coisa por ele próprio para não sucumbir e, curiosamente, dedica-se à vida com todas as forças e dá ao Mundo mais motivos para que este se torne mais poderoso e seja mais capaz de escravizar os que vêm a seguir. É neste processo de crescimento, até que a morte o pegue de surpresa, porque ela chega sempre de surpresa, que o homem vai tendo os tão famosos altos e baixos, ao longo da vida, que lhe vão permitindo suportá-la. Vive aos solavancos, como o motor de um carro avariado, sem se aperceber da inutilidade da sua vida, daquela que dá gratuitamente à ­existência.
Embora não se questione, ao longo dos vários instantes da parca e precária vida que vai vivendo, se esta é a vida que ele necessita para si mesmo, tem consciência que algo está errado consigo, mas não consegue ir bem dentro de si e descobrir qual é de verdade a sua falta, que assim fica limitada ao ter de comer, porque o seu corpo diariamente lhe reclama a necessidade de alimento e corre, quando pode e quanto pode, para satisfazer a necessidade deste seu corpo, que não o poupa quando, a cada instante, a genética deste se vai modificando, para dar lugar a um corpo trôpego, que já nem tão pouco consegue andar, mesmo na procura deste alimento eternamente reclamado. Mas o homem ouve o apelo sistemático deste seu corpo faminto que nem pelo esforço do seu próprio dono em sustentá-lo uma vida inteira o poupa no princípio ou no fim da vida. Suga-lhe todas as reservas do pensamento interior, fazendo o Homem esquecer-se de si próprio.

 

de regresso a mim
ensaio, homem, livros, vida
publicado por lazulli às 00:51
Em 2007

 

SintoMe: ... já não acredito na humanidade

EscritoPorLazulli lazulli às 13:56
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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Humanidade Escravizada (XIV)

 
 

 

(continuação)

 

 

 

 

 

Para nós terráqueos, filhos da Terra também ela submetida pelo homem que veio do céu, é melhor de uma vez por todas, sabermos quem de facto somos, do que pensarmos a vida toda que somos quem na realidade não somos. Não creio que a verdade sobre nós próprios, nos retire o poder de ser verdadeiros seres humanos, aquilo que já fomos no passado longínquo. Com a plena consciência e aceitação da nossa verdadeira natureza humana, teríamos a capacidade incrível de transformar este mundo num lugar digno de se viver, mostrando ao homem criado por Deus que os “animais” não só têm capacidade de se governarem a si próprios como também humanidade, coisa que lhes falta em doses demasiado elevadas, a eles, seres superiores em tudo. Depende de todos nós não continuarmos a permitir todo este mal entendido, de contrário, todas as explicações existentes – mórbidas e infantis –, continuarão a proliferar atravessando todos os séculos e todas as gentes e, os nossos pobres descendentes continuarão a ser escravos destes divinos mal amanhados. Devemos à humanidade futura uma oportunidade de libertação para que possa, verdadeiramente, ser feliz. Com determinação, exijamos a verdade. A nossa verdade. Continuando a ter medo do seu poder, que em nada nos tem ajudado a ser felizes, muito pelo contrário, não honramos a antiguidade. Não honramos os nossos valentes antepassados quando os combateram, aquando nos invadiram. Todo o sangue derramado desse tempo longínquo de nada serviu, porque hoje aceitamos este Deus e a sua corja, como se fosse nosso. E ainda lhe agradecemos por tão má existência. Depois de tanto tempo, com provas reais de toda a sua desumanidade, ainda se ouve no fim deste século, também marcado pela ignorância civilizacional, o grande e o pequeno, o rico e o pobre, o culto e o inculto dizer: «Meu Deus». Meu Deus! digo eu, quando os vejo criando fábulas imensas que têm o impressionante Poder do Verbo de que todos falam e ninguém entende. Capaz de fazer acreditar o mais prevenido dos homens. O assombro que sinto por tanta ignorância, que vai dos níveis mais instruídos aos mais baixos de formação, espantam-me! Todos carecem da vontade de querer saber a verdade de si próprios, como se esta não lhes fosse necessária. Assusta-me tanta ignorância e mais os assustará a eles, um dia, quando souberem a verdade sobre si próprios. E, como será evidente, sempre que tiverem contacto com a verdade, morrerão de novo e não sairão do ciclo eterno da existência, rodando nesta roda do destino Criado, este sim, por alguém, sem terem hipótese alguma de se libertarem e de se encontrarem. E, quando chegar o momento do confronto inevitável com a verdade, provavelmente muitos estarão já definitivamente perdidos ou mesmo não mais farão parte de algo... De qualquer modo, continuam a existir os que mantêm dentro de si a centelha da essência da vida e não sei como farão para entenderem a verdade de si mesmos. Enfurece-me que tenha sido e continue a ser assim, porque vejo a Humanidade, excepto no que diz respeito à matéria que os cobre (onde estão mais aptos a respostas concretas e que nem por isso são as mais profundas), a nascer e a morrer todos os dias, sem entender o seu nascimento e a sua morte e sem saber mais do que o seu nome, sobre si próprios, preferindo, assim, aceitar as mais variadas teorias que existem sobre a existência do Homem, todas elas unânimes no que refere ao valor sagrado da vida como sendo o maior bem da Humanidade. E, assim sendo, há que preserva-la a qualquer preço: e como cordeiros, todos em conjunto, dão razão a esta existência sem sentido, que alguém está interessado em perpetuar, sabe-se lá porque razão.

 

(continua)

 


actualidade, ensaio, homem, livros, vida

publicado por lazulli às 15:27 - 2007

SintoMe: ... preocupada com a falta de verdade da raça-humana

EscritoPorLazulli lazulli às 16:12
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Humanidade Escravizada (XI)


(continuação)


 

Claro que para entender a sua origem e o porquê da sua existência, bastaria que o Homem pensasse seriamente na função da matéria e dele próprio, tentando perceber se a matéria existe para que o Homem possa existir ou se, pelo contrário, é o Homem que tem que existir para que a matéria possa existir e qual destes dois beneficia ou perde com a existência do outro. Se por acaso for o Homem que dá vida à matéria, então só a existência do Homem é que faz viver a matéria. Só ele é que move esta imponência «morta». É o escravo da matéria. O escravo que a mantém viva ao longo dos tempos. O que seria da matéria se o Homem não fosse seu escravo? Com toda a sua inteligência, ela só por si, como viveria? Se, por acaso, esta junção de matéria e ente coexiste porque quer ou se uma está sujeita à outra irremediavelmente ou não, é algo que aparentemente ninguém sabe. Com certeza, se o Homem começasse por analisar, por exemplo, o início da sua formação física e em simultâneo o seu sentir interior, talvez dê-se o primeiro passo para um entendimento sobre o porquê da sua existência. Mas, realmente, são já tantos os estudiosos que se dedicam a este tema que adverti-los da verdade a eles, os entendidos na «matéria», cheios de diplomas a confirmara sua douta sabedoria, seria no mínimo caricato. E a verdade, é que com a Verdade diante de si não a vêem. Pior que o cego é aquele que vê e não quer ver, isto sim é uma verdade. É que ninguém já parece acreditar seja no que for, mas continuam fingindo que acreditam. Ninguém mais parece preocupado se é verdade ou não o que a tradição diz. Parece que têm consciência que de nada lhes adiantaria a procura da verdade. Até já dizem que o que é verdade para um pode não ser para outro. Pergunto-me, imbecilmente, se a verdade só por si não deveria ser uma única, igual e imutável para todos. Num mundo, onde a mentira é conhecida de todos, parece que ninguém quer pôr a hipótese que vivemos assim porque alguém quer uma enorme mentira. Mas, se todos os homens mentem e todos os homens falam a verdade, porque será que o ser humano não se interroga se foi mesmo a verdade que lhe transmitiram ou se, pelo contrário, lhe mentiram? Aliás, há tantos e tantos motivos para pôr em dúvida o porquê da vida, que não entendo toda esta inércia humana, esta letargia, este desinteresse por si próprios, como se de dentro deles viesse um aviso de perda de tempo na busca desta verdade tão necessária a todos. Mesmo assim, continuo a aguardar o som de qualquer voz que chegue, de alguém a dizer a verdade de uma vez por todas, acabando com este mito horrendo de que a verdade não existe. Até pode ser. Aliás, neste mundo tudo pode ser e continuar a ser até ao infinito. Mas eu continuo a pensar e a sentir, daí que tudo farei, em cada segundo desta minha parca vida, para tentar impedir que continuem a manter esta farsa existencial vil e velhaca, alegando ser este o modo de vida perfeito, de uma civilização perfeita, num mundo também perfeito. As consequências das suas tentativas de melhorar toda esta perfeição imperfeita atingem a plenitude do engano perpétuo e, cada vez mais, o ser humano deixa de ser ele próprio para passar a ser os outros. Mas, para ser possível levantar este pesado e escuro véu que paira sobre todos nós, sobre a nossa origem e a nossa existência, seria necessário que o homem acabasse com o desinteresse que tem por si próprio e acreditasse que a verdade existe algures bem guardada à espera de ser encontrada. Talvez começando por investigar onde, quando e porquê se iniciou o último começo de toda esta trama diabólica ao desprevenido ser humano que caiu neste universo sempre em expansão, com a memória desgastada de um passado longínquo real e doloroso. Que tivesse consciência que só foi acatando tudo quanto viu e ouviu porque a dor apregoada era-lhe familiar, como uma outra dor que dentro de si estava mal lembrada. E chegou o dia em que a dor que não existia passou, de facto, a existir, substituindo a dor antiga e apagando de vez com essa lembrança remota de um tempo esquecido: A sua origem. Ao acatar bem e mal a transmissão de séculos, a sua resistência foi diminuindo e, hoje, depois de todas as ilusões e desilusões, não há nada em que acredite porque a incompreensão e a dor dentro de si tomou uma forma alarmante, parte integrante desta trama tão profunda que é o Planeta em que vivemos.

 

(continua)

 

quase no fim da cruzada

ensaio, homem, livros, mulher, vida

publicado por lazulli às 16:27 (Do Livro De Ensaio Sobre O Homem "Humanidade Escravizada"

Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

SintoMe: ... a olhar meca de soslaio

EscritoPorLazulli lazulli às 00:46
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (III)

(continuação)

As teorias, tanto as científicas como as filosóficas, carecem de um entendimento profundo do porquê do antes. Daí que tanto umas como outras, normalmente, para explicarem a Origem da Vida se baseiem em factos visíveis, isto é, já manifestados, e a partir destes vão deduzindo tudo quanto existe e não existe. Supor isto ou aquilo com base no que se conhece, e é muito pouco o conhecimento do homem sobre o que o cerca quanto mais sobre o que o não cerca, leva a suposições que muitas das vezes, senão quase sempre, não se podem provar. Bastaria observar atentamente, sem arrogância e sem medo da descoberta, o desenvolvimento da vida e em simultâneo o do homem, para chegar a muitos porquês que até hoje continuam sem resposta. Sim, porque as suas certezas são ainda muito incertas, o homem continua por saber de onde vem, o que aqui está a fazer, para onde vai e porquê. Continuarem a estudar a coisa visível, sem quererem entender o porquê da existência dela, nunca os levará ao antes ou ao depois de coisa alguma. Deste modo, continuarão a adaptar a Origem da Vida assim como a ideia de Deus, de acordo com os rarefeitos conhecimentos que possuem e o desejo de cada um, impedindo que a Vida se demonstre, aos nossos olhos, em toda a sua plenitude. Assim, embora expliquem razoavelmente o agora, o antes e o depois, continuarão ocultos e não passarão de meras suposições, com base em algo que já vem de trás. Se, por acaso, o conhecimento que vem de trás estiver errado, as suas conclusões, tanto no campo científico como filosófico, correm o risco de serem também erradas ou não conclusivas. E assim, de erro para erro, vamos catalogando teorias sobre teorias à espera de uma oportunidade de as transformar em realidades. Aperfeiçoando ou não as teorias científicas anteriores, tornando-as verdadeiras ou falsas, ou continuando a basearmos-nos em escritos muitas das vezes reescritos e adaptados a cada época, feitos sabe-se-lá por quem e com que objectivo, leva a que este procedimento consecutivo de ambas as partes não traga nada de verdadeiramente novo ao conhecimento humano. Isto porque, com receio de se contradizerem uma à outra no essencial, para que se não desmorone o edifício civilizacional tão dificilmente construído e mantido até hoje, tanto a corrente científica como a religiosa, fazem com que os conhecimentos que cada uma diz possuir, caminhem paralelamente e na mesma direcção. No entanto, apesar de não existir qualquer espécie de convergência entre ambas, a verdade é que caminham de mãos dadas, numa tentativa esforçada de se manterem mais ou menos ligadas e mais ou menos de acordo uma com a outra. A cumplicidade existente entre a ciência e a religião dá a ideia de que o Homem, a exemplo dele próprio, que é constituído por duas naturezas diferentes, uma delas material e a outra supostamente espiritual, pretende unificar a todo custo estas duas correntes de pensamento. Assim sendo, vemos cientistas a acreditarem em dogmas e teólogos a acreditarem na ciência, embora cada um isoladamente continue teimosamente a afirmar as suas próprias convicções ou descobertas. Apetece-me dizer-lhes que se decidam de uma vez por todas, para nos dizerem qual delas é verdadeiramente certa. Ou a ciência ou a religião. As duas é que não pode ser. Se a ciência estuda o visível e através dele pode provar ou desmentir uma série de coisas, o mesmo não se pode dizer em relação à religião. O que dá quase a certeza de ser ela, religião, uma mera invenção para controlo mental da humanidade. Se não têm capacidade de separar verdadeiramente o trigo do joio, pondo a ciência de um lado e a religião do outro, pelo menos saibam perceber o que verdadeiramente têm em comum. E por mais que tenham em comum, a ­Origem é que não é de certeza absoluta. Nenhuma delas até hoje conseguiu explicar verdadeiramente a origem do Homem na Terra.

 

 

Não descendemos do macaco, porque senão este já não existiria e o elo que dizem ter perdido que comprovaria a transição do animal para o Homem, não tendo sido nunca encontrado, fica por provar esta ousada afirmação. Nem tão pouco descendemos de duas únicas pessoas, magicamente aqui colocadas por um ser que nunca ninguém viu e, por conseguinte, se nunca ninguém o viu, também não pode ser provada a sua existência. Mas tanto as explicações científicas que existem para a Origem da Vida e do Homem como as explicações dogmáticas, continuam a insistir no seu preciosíssimo valor da vida. Uns porque a vida tende a evoluir e outros porque o Homem há-de evoluir. Até ver, parece que nenhum dos lados, porque partiram sempre de premissas erradas, consegue encontrar a resposta certa e definitiva, por não terem percebido ainda o óbvio: a matéria vai-se transformando e o Homem na sua verdadeira essência continua igual a si mesmo. Afinal, que bem genético ou espiritual é este que continuamos hereditariamente a doar a todos aqueles que fazemos nascer ou renascer num mundo que nos é, desde sempre, hostil, tanto nas suas manifestações físicas como nas metafísicas?

 

(continua)...

livros
 
publicado por lazulli às 15:47
Julho de 2007
SintoMe: alarmada... meu livro humanidadeescravizada está a desaparecer... what?! Why?!

EscritoPorLazulli lazulli às 11:58
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Os "Deuses" Também Choram

 

 

 

Choram desde o Dia em que os humanos os confrontaram

Tomando para si mesmos o controle das suas vidas

Por essa altura surge-lhes um poderoso aliado

Que expelido do Espaço

Aqui encontra terreno fértil às suas ambições.


Desprotegidos, depois de a seu lado lutarem

Hoje são pasto emocional de um “Deus” expelido


Os homens não amam mais os “Deuses”

Amam um homem

Que se intitula “Deus”.


“Demo” ambicionou tomar conta da Galáxia só p’ra ele

Fazer dela o seu domínio exclusivo

E, conseguiu

Conseguiu vencer

No pequeno globo antes protegido por seres da Essência Cósmica.


Choram os “Deuses” a sua derrota

Choram os “Deuses” os homens ambiciosos

Que se juntaram ao Pérfido Vingador

Choram os “Deuses” toda a humanidade

Que esquecida

Rasteja na baba viscosa largada por toda a terra

De um “Deus” único

Vindo de longe

De muito longe...


Choram os “Deuses”, a sua própria existência

Quando pela eternidade fora

Vão vivendo uma vida indesejada

Longe dos seus

Choram cada humano que com eles se cruza e diz que não entende

Que não os conhece

Que eles não são “deuses”

São homens...


Choram a diferença

A Indiferença

O desprezo e a arrogância

O desamor e a falta de entendimento

Numa terra que decidiram nos primórdios adoptar.


Porque se não foram embora

Acompanhando os seus irmãos


E...

Insistiram em ficar

Para lutar

Lutar na sombra

Sem Glória

Sem conforto

Sem Amor

Perderam até hoje

E, perderão sempre

Porque nunca se entregaram

Ou entregarão

Aos que aqui estão

E... choram

Choram sempre

O Desamor

A Mentira

E... a dor


Choram a grandeza da sua pequenez

E, da sua perda.


Saudade


Saudade de mais um tempo

De

Cada tempo que foi mais um tempo que passou.


A Casa ficou distante

Cada vez mais distante


Chora “deus” a tua incompreensão

Por tão grande piedade

Morres às mãos daqueles que vivem por ti verdades inacabadas

 

 

Incompletas...

 

Parem as lágrimas dos “deuses” menores

Que querem continuar a ser o que são


Nada!

 

 

 

...

poesia

publicado por lazulli às 18:26

Junho de 2007

comentários 4

SintoMe: atenta

EscritoPorLazulli lazulli às 16:00
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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (4)


(... continuação)

 

 

A imagem longínqua de uma jovem mulher, absorvendo descontraidamente os limites da vida, ao longo da imensidão de uma praia deserta, continuava a perturbar-lhe o espírito de tão nítida que estava dentro de si. Esta imagem fá-la reviver um passado já passado, mas que não a impede de lhe parecer vivo, apesar de sua total inexistência no actual momento.

A imensidão do mar... A extensão da praia que se perdia do olhar e o inacreditável mundo vivo por cima da Terra... Queria tentar apagar esta imagem viva dentro de si. Esquecer! Como se esquecer fosse possível a qualquer Ente, se este faz exactamente parte da vida “presa”. Vida esta que vem resgatando continuamente o seu terreno, numa luta sem tréguas, desde o início da existência, da formação de tudo. Como pode o Ente apagar o pensamento, se ele não passa exactamente do pensamento? Mas, é para que o pensamento viva livre e eternamente, que ele continua a aprisionar dentro de qualquer matéria viva, a sua existência. Esquecer, seria aniquilar a sua própria existência e assim destruir o seu próprio mundo: a essência.

“Tenho medo de reviver a loucura que vivi. Tenho medo de tocar no meu pensamento vivo. Tenho medo de recordar! A dor de ver o que já passou e se extinguiu. O medo de relembrar... Ficou gravado em mim, o contraste repentino “desta” imagem da vida e do deflagrar há tanto tempo discutido, sábia ou ignorantemente por todos, de uma Guerra Nuclear.”

Neste momento ela continuava viva, mais viva do que nunca! Por isso mesmo, o seu pensamento vivia mais intensamente todo o passado vivente. Não mataria a lembrança que lhe doía. Seu pensamento sofria e continuava a mostrar-lhe o “momento”.

Não tinha havido talvez uns centimilionésimos de segundo entre o momento junto à praia e a terrífica destruição dessa mesma vida, com a reacção em cadeia de uma qualquer substância, que pode muito bem ter sido de Urânio ou Plutónio, e a explosão tão inesperada, tão incompreensível, que parecia que bocados de vida e de morte se haviam entre cruzado no espaço. O céu em fogo lembrava pinceladas de um qualquer pintor com as cores bem combinadas de todo o mundo desconhecido. Sobre ela continuavam a cair os estilhaços da morte na vida e os da vida na morte, projectados pelo impacto de um poder que desconhecia mas que teve tempo de observar quando muito lentamente, como se todos os seus sentidos tivessem sofrido uma mutação, se virou e olhou o horizonte. Ainda fumegava o célebre cogumelo, tal qual o tinha visto em inúmeras fontes de informação, que iam desde a informação visual até à informação escrita. Tudo era tão confuso, tão absurdo, que ficou parada como suspensa entre o espaço/tempo sem consciência da sua própria existência, a olhar 500 quilotons a libertar toda a sua energia no céu da Terra. O seu consciente recusava-se a aceitar o que o seu subconsciente absorvera no primeiro instante. O cérebro entorpecido impedia-a de agir racionalmente. Caminhou sem destino sob o mundo de fogo que a cobria e envolvia, até que suas mãos agindo a um qualquer comando interior começaram a agarrar desesperadamente os estilhaços que continuavam a cair, numa tentativa de limpar o ar e restituir-lhe o seu próprio espaço. Mas eram tantos os pedaços e tão estranhos, que suas mãos iam ficando macilentas de lhes pegar, fazendo-a sentir-se cada vez mais fatigada.

Desesperada, percorre o lugar seu que há um instante atrás era ali! E o pânico apodera-se de seu Ser, pois, não existia mais! E ela sozinha, não tinha conseguido atirar os estilhaços da morte, para o sítio de onde tinham surgido.

Arranha seu corpo e sua roupa, mas seus dedos resvalam trémulos por uma massa viscosa e peganhenta que a cobre, horrorizando-a. Ela existe ali, igual a si mesma, mas não estava lá! Tal qual a calmaria da praia deserta, que à instantes atrás fazia parte integrante dela mesma. Agitou seu corpo ao que pensou ser o vento, mas mesmo este ar não era o que conhecia, pois sentiu-o bater no corpo, atirando-a contra a dureza de um chão pejado de destroços. A vida tinha-lhe fugido e ela continuava viva. A incompreensão tomou posse de seu Ser, perante tão dura realidade.

Correu sem rumo certo (pelo menos pensa que correu) para junto das milhares de pernas que passavam perto dela. E no meio destes milhares de pernas de massa vivente que se moviam, numa corrida louca e desenfreada, via correrem as dela, numa corrida que parecia não ter fim, na busca de um caminho que já não existia. Mas sem caminho a seguir, para a levar de volta ao seu sítio, sentiu-se perdida. Vagueou nos destroços da morte... O tempo?!... Esse também tinha deixado de existir. A força que antes a mantinha de pé, tinha-a abandonado, fazendo-a correr lentamente sem destino certo, deixando para trás, o que havia mesmo em frente: desolação.

 

(continua...)

 

livro... dos "filhos do sol"

livros

publicado por lazulli às 18:48

Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

SintoMe: ... atenta ao avanço islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 12:11
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (1)

(fotodanet)

 

 

 

Primeiro Capítulo





Ao despertar de um longo e profundo sono que mais parecia ter sido o despertar de uma incontestável eternidade, Mary, depara com o “Paraíso” mesmo diante de si.
Se o tão falado jardim do Éden, realmente existiu – ao invés de ter sido uma “história” inventada pelo Homem, devido à necessidade que sempre teve de justificar o seu aparecimento na Terra, dando assim uma razão para a sua existência –, esse Paraíso Perdido, só podia ser este que se encontrava perante si neste preciso momento. Nunca seus olhos, por breves instantes que fosse, tinham tido possibilidade algum dia, de ver e apreciar beleza semelhante. Longos e estreitos carreiros, envoltos num emaranhado de grandes árvores floridas, que pendiam graciosamente até ao chão, iam-se distendendo por entre uma imensa folhagem de ramos de onde pendiam frutos de todas as cores num interminável jardim de sonho. Os estreitos carreiros, imersos numa penumbra luminosa, exalavam uma fragrância multifacetada que provinha da multitude de lírios vermelhos, magníficas flores brancas prateadas, orquídeas, anémonas, flores azul-celeste, amarelas, vermelhas, púrpura e sumptuosas flores flamejantes, alaranjadas, incrustadas irremediavelmente nos troncos de enormes árvores azuis, que pareciam depositadas, não plantadas, sobre o chão atapetado de pétalas soltas. Juncado por um tapete multicolorido, o chão, que vistosas borboletas, sobrevoavam num constante e gracioso bailado treme luzente, pareciam manter a esperança em cada partícula de vida existente, no local que a rodeava.
Na semi-inconsciência em que se encontrava, os cinco sentidos que supostamente ainda possuía, tinham deixado de exercer correctamente qualquer uma das suas funções, impedindo-a de interpretar as suas reais necessidades de compreensão e entendimento, tanto com o mundo exterior que a cercava como com aquele que a habitava interiormente. Enquanto permanecia inerte, deitada sobre si própria, com o corpo a doer-lhe, como se estivesse a desfazer-se aos poucos, só seus olhos se moviam nesta quietude de morta viva, andado de lá para cá e de cá para lá, meio aturdidos com o fantástico sítio onde tinha ido parar. Neste vaivém de imagens insólitas, com as dores a persistirem em tirar-lhe a pouca razão que lhe sobrava, sua mente, fervilhava num emaranhado de lembranças e tradições, que lhe tinham sido incutidas, numa aprendizagem insuficiente, durante a sua vivência na Velha Terra (Mundo acabado de ser destruído, pela própria Humanidade que o ergueu).
- Não! Não é possível! Não posso continuar viva neste inferno!
- Não... Isto não é o inferno em que tenho vivido. Nem tão pouco um outro mundo qualquer que tenha conhecido alguma vez. Então, que local é este, que minha memória não tem qualquer registo a não ser o da sua semelhança com a própria Terra, não no presente mas no passado?! Mas, se isto não é nem pode ser a Terra, onde estou eu?! Se realmente cheguei a morrer na minha caminhada sem fim, pelo árido caminho da vasta planície de terra queimada, envolto num denso e pesado nevoeiro; a que tipo de mundo vim parar? Lugar este, que em tanto se assemelha à Terra em que vivi e que tão pouco tempo tinha para poder desfrutar devido ao stress provocado por uma sociedade de consumo que originava em cada ser, uma vivência acelerada, numa luta consecutiva, na tentativa de uma melhor existência ou mesmo, na maioria das vezes, apenas a necessidade de sobrevivência.
- Mas como?! Perdi a capacidade de pensar. Não sei quem ou o que sou. Também não sei onde estou.
Aturdida, tentou levantar-se do solo, mas não era capaz. As forças tinham desaparecido do seu corpo, que ia de quando em vez tacteando com as mãos para ter a certeza se ainda existia. Mas, nem precisava, as dores, persistentes, continuavam a mostrar-lhe que de algum modo estava viva. À sua volta o silêncio era quebrado suavemente pela constante simbiose entre os elementos naturais e a vida propriamente dita. Árvores de especiarias várias, flores sarapintadas de várias cores, belíssimas palmeiras, árvores de toda a espécie de polidos e lisos troncos cobertas de belíssimas flores aromáticas, sebes e flores, passeavam pela relva esverdeada salpicada de flores escarlates e pequeninos botões de um fruto vermelho, que nem conhecia. A paisagem que a cercava era composta de uma infindável flora colorida. Até onde a sua vista alcançava, o “jardim” com altos e baixos, que deixavam água prateada percorrê-lo por cantos e recantos de pedras de todas as cores em suaves cascatas, entre os pequenos arvoredos e árvores de cores infindáveis, onde o azul e dourado eram predominantes, num constante movimento de vida.
A Terra é estranha, com sua vida natural e sadia. O que é isto que vejo? A mais linda Terra existente, numa Terra queimada e moribunda, onde só os pequenos vermes podem continuar vivos.
Ainda confusa com a descoberta deste mundo desconhecido, enquanto seus olhos vagueavam em redor de si mesma, vivia dentro de si própria, pensamentos e sentimentos que julga terem existido.
Nos recantos de uma coisa que talvez tivesse por nome memória, a imagem do formato e do conteúdo de um livro, no qual constava não somente a esperança da Humanidade numa nova vida, onde o nascimento, crescimento, envelhecimento e morte, um dia não existiriam, e sim, o bem estar e a felicidade eterna, numa nova Terra, feita para o efeito, pelo Criador-Deus, contendo também, a maior expiação do Homem pela vida que viveu, sem contudo lhe ter sido dado o direito de escolher como viver essa vida imposta, e mesmo se queria nascer na Terra para a viver, torturava-lhe o espírito.

O eco do passado, provavelmente longínquo, repetia-se dentro de si, de encontro a si mesma, machucando-a cada instante mais e mais, como num alerta ao seu tão já parco conhecimento sobre tudo, tornando-se lentamente num riso sarcástico que a atormentava. A promessa de um Paraíso terreno ou não, bem que podia ser este em que se encontrava acidentalmente, pois que este, retratava o pensamento e a palavra de Deus escrita pelos Homens. Onde Ele, Criador de toda a Humanidade, prometia um mundo melhor, como recompensa do sofrimento que estes haviam tido durante a sua existência na Terra, provando assim o amor que tinha para com aqueles que havia Criado, dando-lhes até livre arbítrio para a escolha de uma vivência que por “acaso” nem tiveram oportunidade de escolher. Não era este pois como o Paraíso prometido? O lugar onde o Sol beija a terra, e as plantas crescem em paz, num imutável convite à serenidade perpétua e bem estar? Lugar de recompensa dado ao Homem pelo sofrimento e sujeição provocado pela sua existência na Terra? Não era este o lugar ambicionado por todos aqueles que viveram na esperança de uma recompensa para o sofrimento que “viver” provoca, ou na sombra de um Deus Omnipotente e Omnisciente, capaz de dar a felicidade ou mesmo perdoar os revezes muitas vezes feitos em “Seu” nome, contra a Verdade e a Justiça?
Depois de uma demorada reflexão, ao pensamento do Homem no passado, Mary, retorna à inacreditável realidade que a cerca. Desalentada, deixa cair de novo seu rosto na terra seca, incapaz de caminhar para o riacho a dois passos de si e ali fica, até que a noite azul cai e desce sobre seu corpo, um manto fresco e acolhedor.

SintoMe: apreensiva com o caos que se instala no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 09:54
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Domingo, 2 de Novembro de 2008

A Grande Mãe (III)

 

(continuação)


“Houve um tempo... há muito tempo... ainda eu não estava a caminho da Terra... em que os homens e as mulheres eram irmãos e coabitavam juntos. Era um mundo fantástico de harmonia e, por esse tempo, no Tempo Antigo, todos eram felizes. Não tinham armas, não tinham que se proteger, nem tão pouco da Mãe Natureza; porque, esta, amava os homens e mulheres do Tempo Antigo. Respeitava-os e entendia-os. Nesse tempo... os viventes sobre a Terra, adoravam a deusa Mãe e respeitavam-na ainda; mas só as mulheres podiam comunicar com ela. Onde quer que estivesse o mais pequeno ser feminino, lá estava a deusa Mãe a protegê-lo. Muitas das vezes, na floresta, muitas irmãs iam aconselhar-se com os gnomos, habitantes da floresta e mais próximos fisicamente da Grande Mãe e, era lá que recebiam as directrizes da vida. Nenhuma planta era cortada sem que a Mãe Natureza, para isso não desse o seu consentimento e, também, nunca nenhum animal era abatido. Todos viviam livres e felizes. Os seres. Humanos no seu todo. Animais e Natureza. Mas ouve um dia... que até a Mãe Natureza não podia alterar. Eram as forças Cósmicas em movimento, que levariam a uma luta entre a Grande Mãe e as forças de que faz parte. Forças essas que nenhum humano tem poder para combater. Nas suas viagens pela floresta, muitas de nós, foram avisadas pelo que ia acontecer. Uma guerra tremenda entre a Terra e as suas forças. Estavam revoltadas umas contra as outras. O ar, a água, o fogo e a terra. Os quatro elementos, estavam em conflito permanente, ameaçando a vida na Terra. O seio da Grande Mãe, revolvia-se porque, queria preservar a vida que continha em si e, foi alertando para o que ia acontecer. Só que os homens desse tempo, não quiseram acreditar nesse presságio, porque eles não ouviam a Mãe Natureza. Viviam nela, mas não faziam parte dela e, recusaram ouvir os apelos das musas que os alertavam. Muitos anos de polémica, estalou-se entre uns e outros, dividindo assim todo o mundo. Parece, que aí, começaram os primeiros desentendimentos entre os homens e as mulheres. As diferenças começaram a sentir-se. Elas diziam que era preciso protegerem-se das forças que estavam a caminho e eles recusavam-se a aceitar que isto fosse verdade. Se era verdade que a Mãe Natureza alertava do perigo, porque não falava ela com eles?! Eram eles filhos dela também! O despeito e a inveja, tolheram os seus olhos e, não se precaveram contra o perigo que acabaria por se dar. A Comunidade do Tempo Antigo estava dividida e ninguém conseguia estabelecer a paz quebrada entre uns e outros. Os anos iam decorrendo uns a seguir aos outros e nada acontecia, o que levou os homens, a julgarem as mulheres, pela sua irresponsabilidade e, a começar a dar-lhes menos crédito nas suas adivinhações. Eles próprios, começaram a erigir os seus próprios lugares de culto à natureza, e, aí, na tentativa de fazerem prevalecer as suas certezas, começaram por iniciar sacrificos com animais que iam apanhando. E, muito mais tarde, este sacrifício, estendeu-se aos próprios irmãos e irmãs, que discordavam abertamente, das suas opiniões. Aí, nunca mais a Terra esteve em paz. O sangue inocente jorrava incessantemente, quando estes pretendiam obter benefícios dos deuses.

A Mãe Natureza começou a ficar zangada quando via os seus filhos a serem mortos para adoração. O choro das mulheres começou a alastrar pelos cantos das florestas, enfurecendo ainda mais a Grande Mãe. Também... porque é que a Grande Mãe culpava os homens?! É um mistério... a verdade é que ela embora os tolerasse no seu meio físico... parece que a sua alma nunca foi verdadeiramente considerada. Pensamos nós, ainda hoje, ser, porque assim como ela, nós geramos e criamos a vida e, eles não. Mas... certeza não temos... porque a comunhão com ela desde esses tempos, não é a mesma, está mais ou menos quebrada.


 

(continua)

livros

publicado por lazulli às 17:03
Segunda-feira, 14 de Maio de 2007
SintoMe: ... atentado islâmico na Bélgica e continuam a fazer de conta

EscritoPorLazulli lazulli às 10:41
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