CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros

Quarta-feira, 6 de Setembro de 2017

Quando a Natureza fala mais Alto Que o Homem de Mal.... a "Civilização" Deixa De Existir Para Protecção dos Inocentes "Agmon"

 

 

SintoMe: horrorizada com o mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 03:28
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 O que é?
Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
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EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
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EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Terça-feira, 31 de Março de 2009

Humanidade Escravizada XV)

 

 

 

Ainda criança, alguém o alimenta, evitando o corre-corre ao alimento imprescindível. E isto se tiver a sorte que alguém o alimente, senão deambulará desde cedo pelas ruas das cidades do mundo, comendo os restos que vão sobrando pelo caminho de alguém mais abastado do que ele. E neste espaço de tempo que vai sendo alimentado, desde criança até à fase adulta, ele tem uma vantagem: é que o seu corpo não o vence, porque está por sua vez a vencer outros corpos (Pais), que não só cuidam de si como o poupam a tão duro sofrimento imediato. E assim caminha ele, inocente, cheio de ilusões de vivência que nunca se irão concretizar no que diz respeito aos seus pensamentos mais íntimos. Poderá, com muita sorte, ter um décimo daquilo que foi sentindo, deste período em que alguém o tentou proteger, escondendo o que lhe estava reservado no futuro. Mas, inevitavelmente, esse dia há-de chegar para este «protegido» da vida, porque os caminhos da sua sobrevivência já lhe estão a ser preparados de modo a que, quando chegar a sua vez (como acontece com qualquer espécie animal que habita a Terra), saiba como arranjar comida e outras coisas mais. Porque vão-se-lhe deparar inúmeras alternativas em todo este processo de crescimento que o impedirão de chegar ao entendimento de si mesmo. E a única coisa de que vai tendo consciência ao longo da vida é que para não sucumbir pelas ruas das cidades do Mundo precisa de trabalhar; e isto para que não lhe venha a acontecer o que já está a acontecer a muitos, que deambulam indiferentes à espera que algo aconteça, seja o que for, mas que não seja igual ao dia anterior.

Parece que o Mundo foi sempre assim... Imutável como a vida, que vai desgastando os seres sem lhes dar uma solução válida. É um ciclo que não acaba, desde há milénios que se repete, sem que ninguém pretenda acabar com este absurdo. Pelo contrário, eles alimentam os sonhos do Homem pequeno, com a tal malfadada Tradição, dizendo que a vida dura sempre e que ele, quando for grande, vai ser... Vai ser o quê? Mais um escravo humanizado, ou da humanidade, um escravo que viverá uma vida inteira a levantar-se de manhã para regressar à noite, cansado, sem tempo para si próprio e sem entender porquê. E, no dia seguinte, recomeçará de novo este ritual sem fim, esquecendo quem foi e sem saber quem é, apenas recordando o seu nome que mais parece uma marca, para que não esqueça de quem é. Um nome. Apenas um nome. Um nome que, logo que nasce, também em nome de uma comunidade organizada para o bem estar de todos (dizem eles) é-lhe posto, como uma marca, um rótulo que não passa de um controle de registo que vai direitinho para os arquivos da sociedade, e tudo quanto fizer e disser daí para a frente nunca será unicamente dele e sim de uma civilização que pretende o controle de todos os seres humanos que habitam sobre a face da Terra. Com este nome, "obrigam-no" a seguir de imediato qualquer política e religião de acordo com o País em que nasceu e, pelo menos, neste momento crucial da sua vida, não lhe fazem falta nenhuma. Marcado imediatamente à nascença como um qualquer animal irracional, não lhe é permitido, assim, agir livremente como seria de esperar de um legítimo filho de Deus. Controlado até ao mais ínfimo pormenor, para ele é como se a «morte» tivesse vindo no instante em que «nasceu». Mesmo assim, mantém dentro de si uma fé inabalável no futuro. A crença de que vai encontrar uma luz ao fundo do túnel.

Mas, infelizmente para ele, é uma luz que, se existe, não alcança ao longo de toda a sua vida porque a morte continua a ser o destino de toda esta Humanidade que, cansada, caminha para um fim certo, mas que continua a teimar em esconder de si própria este fim inevitável.

Os seus pobres pensamentos estão tão confusos, tão sem solução, que nunca a Humanidade se erguerá, infelizmente para todos nós. Além disso, o silêncio de Deus é tão grande que o Homem nem consegue acordar com tão pouco barulho. Clama no deserto, porque continua a insistir em acreditar a vida ter sido criada por um tal Deus para deleite de uma Humanidade cansada e torturada, onde até o direito de raciocinar lhe foi, é e será retirado numa convergência de interesses entre o Poder Estatal e o Poder Eclesiástico. Onde um toma conta do corpo do homem, com uma civilização política que nos arrasta para uma penosa sobrevivência, e o outro toma conta da alma, como detentor de verdades inacabadas que nos destroem a razão. Assim, continuam a manter de pé esta estranha civilização que nos destrói a existência e nos afasta da verdade. E é exactamente aqui que entram os tais que talvez saibam a dita verdade para nos impulsionar para a frente, com promessas que nunca se cumprirão. Nunca! Mas se a humanidade tivesse certeza disto, seria um caos, e é este caos que alguns tentam evitar, deixando a humanidade às cegas e incapaz de fazer o seu próprio destino. E assim... Nascem todos os dias religiosos sem sentido, para dar sentido à humanidade, mantendo uma esperança de futuro que nunca há-de chegar. Pensam e governam por todos, pois os seres humanos em geral são incapazes de se governarem a si próprios. Para quê, se têm quem os governe? E quem disse que alguém tem que ser governado por ele próprio ou por um outro? Ninguém disse, ninguém! Mas assim é mais fácil manter por muito mais tempo esta farsa interminável; e, enquanto durar, também vão durar todos aqueles que, mais rápido que os outros, apenas quiseram viver. E se viver é o que todos nós sabemos, esta luta consecutiva pela sobrevivência que nos angustia dia após dia ao longo de toda a vida, então eles fizeram-no bem, para que a sua própria escravidão fosse menor. Só não conseguiram vencer a morte, mas para lá caminham. Pelo menos buscam desesperadamente os conhecimentos antigos das sociedades «ocultas» ao nosso entendimento actual (que julgam existir, de um modo ou de outro), para que a imortalidade, como a entendem, lhes seja revelada. E vão tentar, se vão! Esperando talvez conseguir o conhecimento supremo, como forma de deterem o Poder Total, que lhes permitirá ser igual ou mais do que o seu próprio Deus imaginário.

Também é verdade que alguém poderia ter dito alguma coisa e, até, abrir uma centelha de luz num caminho desconhecido que os levaria ao tão desejado caminho. Mas conseguiram convencer os interessados na verdade que não é o que está para lá do caminho o que interessa e sim um meio de ser e pertencer ao Grande, ao ­Maior, ao Sublime. E já são tão Grandes nas suas actuações neste mundo, Maiores no Poder e Sublimes nas suas estúpidas decisões.

 

calma
ensaio, homem, livros, morte, vida
 
publicado por lazulli às 21:17
Sábado, 6 de Outubro de 2007
SintoMe: ... aterrorizada com o mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 20:09
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

maria

 



Maria, teu nome ecoa pelos confins do Universo inexplorado

Gritando ainda o teu direito à vida que roubaram.

O fogo queimava teu corpo, teu ventre.

Quisera eu voltar para ti de novo...

Quem acreditaria que em tempos estive contigo,

No teu mundo tão guardado do existente e inexplorado?

Saí contigo no paraíso

Junto com os homens do castigo.

O tempo não existe

Nem tão pouco o espaço.

Ainda não existe a razão.

Ainda não existe nada! Existes tu. Só tu,

Massa de fogo incandescente, brotando energia viva, luz.

Gritos de angústia se movem ao teu encontro,

reclamando o teu espírito

tão sedento de lava.

O Universo inteiro procura-te, insatisfeito

Com a sua amargura,

com a sua solidão.

Acorda...

 

 

sorrio...

publicado por lazulli às 16:56

Segunda-feira, 7 de Maio de 2007



SintoMe: ... apreensiva com o retorno das trevas

EscritoPorLazulli lazulli às 16:28
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Prisioneira Do Tempo




Foi Prisioneira do Tempo que te conheci

E o mesmo Tempo, continua a aprisionar-me e a confundir-me

Ao relembrar-me de ti...

Em conflito, com a tua e minha existência

A medo... relembro-te e esqueço-te

Mas o meu pensamento persiste inseguro, incerto e temeroso

Mas preciso de um amigo

E esse amigo és tu

Só podes ser tu

“A Grandiosidade da Divindade” continua a existir

Ajuda-me a sair deste emaranhado em que me encontro

Ajuda-me a libertar-me desta loucura

Ou então atenua a minha existência, num mundo que não é meu

Sê o meu confidente

Não me deixes sozinha aqui

Preciso de ti.


penso: "VestígiosLongínquos" - do livro de poesia

publicado por lazulli às 10:47

SintoMe: ... olhar o mundo apreensiva
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EscritoPorLazulli lazulli às 00:43
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Sábado, 18 de Outubro de 2008

Epopeia Da Terra Ocupada

Leva-me mar ao meu lugar e esconde-me

Leva-me mar ao meu lugar e defende-me
E, ainda, se puderes
Tapa os meus sonhos de mulher
Diz às gentes que aqui estão
Do meu perdão
Lembra o mundo que passou
A vida que restou de um mundo que findou
Recorda ainda do tempo em que chegaram
E logo retrataram o mundo que não era Seu nem Meu
Caminhei pela Terra e vi o meu lugar
Foi noutro tempo e noutra Era onde eu estive.
 

Princesa adormecida

Princesa minha
 

 

Procuro um tempo

Dentro do Tempo

 

Na vida que não é vida

Percorro o Tempo
E vejo o momento em que aqui estão.
Está pilhado o céu de gente
Luz e trovões rasgam os ares altíssimos
Trazendo morte e destruição
À Terra viva
E aos habitantes que nela estão.
 
 

Pela Terra

Ocupada por gente alada

Vagueiam sonhos vivos
Maltrapilhos despojados.
Atarantadas
As inocentes e incompetentes criaturas
Vergam os corpos à terra
Escondem os rostos
nas mãos sujas e peludas
e suplicam perdão
ao Poder desconhecido.
Aterrados
refugiam-se em cavernas
Escondem-se dentro da terra
dos olhos dos deuses
Omnipotentes
que chegam por entre o ribombar
do altíssimo que cospe fogo vivo.
 

 

Quando chegaram eram tantos

Que os céus
Pejados de restos de naves que se cruzavam e despenhavam
Relampejavam e lampejavam
Fogo vivo
Trovões incandescentes de outras gentes
Perseguidores e perseguidos
Eram tantos que se matavam
atropelando em fúria insana
as águas do pequeno mundo
no fogo mais que atiçado.
A brisa atravessava o Planeta de lado a lado
E, por onde passava
Deixava restos de um sonho alado.
A gente que vivia no pequeno Planeta desprotegido
a sua própria evolução primária
mas legítima
de naturais da Terra/terra
e nela plenamente integrados
Fustigados pela fúria da Natureza
Não mais amiga
Escondiam-se apavorados.
 

 

Até esse dia...

Guerreiras montando os sagrados
Velozmente percorriam todos os prados
E, eram livres
Todos os rostos sorriam
Todas viviam
Pequenas ou grandes
Esvoaçavam seus cabelos ao vento
Semi despidas corriam pela vida integradas
Viviam Sem mas Com
Até que um dia
Os céus rugiram
Abriram-se
E cuspiram o que traziam em si
E, o pavor das meninas guerreiras aturdidas com o céu a cair
Fizeram-nas fugir e enfiar-se dentro da terra
Esconder-se.
 

 

Perseguidas esventradas possuídas

Estavam as guerreiras feridas
Todos vinham poderosos
Sujar a vida limpa contida na Terra
A humilhação de todas elas
Fez gritar a Terra
 

 

Grande

A mãe chorava
E suas filhas matavam-se
A dor deu lugar à sujeição
para preservar as que restavam
 

Ninguém lhes acudiu

O inferno instalou-se na Terra que era delas
E, com o tempo surgiu um momento de possessão.
 

 

Acabou-se a felicidade

Acabou-se o paraíso
E, os homens que chegaram
Destruíram o ser feliz
Sugaram sua seiva
Despojaram-nas.
 

 

Com eles vinha

O poderoso Senhor
Que satisfeito
Olhava a sua prole
A sua Terra/terra prometida.
 

 

Mas a vida tinha morrido

E o choro pairava por todo o lado
Prometeu-lhes a Terra
E conseguiu
Prometeu-lhes aquilo que não era seu
Prometeu um Mundo
Pertencente a outra gente
Prometeu e cumpriu a promessa
Deu ao homem
Um mundo de outrem
Já ocupado
De gente genuína
Legítimos donos de um mundo
Até aqui apenas seu.
 

 

Olha Iavé/Deus/Allá

Eu já me lembro
Não te defendo
Quanto muito
Um dia
Destruirei todo o teu mundo
Também eu vim de um lugar
Onde as armas são de outro mundo
Não vim contigo
Mas caí contigo
No restolhar de uma batalha nunca acabada.
 
 
Mostra a cara tapada
Mostra o rosto que te cobre
Vagueias na Terra à ... anos
Imundo ser
Que quer ter para sempre o que lhe não pertence.
 

 

Um dia a mulher saberá quem é

E protegerá com o seu próprio ser
Todas as vidas pequeninas
que hoje tu fazes morrer.
 

E, ao contrário do que querias

Nenhuma de nós
Te deu a Vida.
 

 

Olha homem do Senhor

Nenhuma mulher te quer verdadeiramente
Não tiveste ainda o seu amor
E não mais terás a sua dor.
 

 

Acorda mulher do sono profundo

E vê que eras tu a Senhora do Mundo
Eras quem passeava pelos cantos da Terra
E feliz recebias em ti teu aliado

 

Sol amado

Irmão eterno

Eras quem passeava por todo lado
Vivias com a Grande Mãe e ela contigo
Nunca precisaste de um falso abrigo
Mais vale a morte que a servidão eterna
Conheces a humilhação que sobre ti pesa
Conheces a tua dor teu sofrimento
Conheces o teu carrasco
O Senhor Encoberto
Que revive eternamente
Na sua próspera semente
Sempre inquieto que alguém desperte
E não encontre mais
Terra fértil
Onde depositar
A semente maldita.
O parasita do Espaço
Banido de todo o lado.
 

 

Este não é o Senhor

Do vaso desprotegido
Do ser completo
 

Este é o Lavrador sem Terra

Que aprisionou
Terra alheia
Para ter onde perpetuar
A sua raça.
É o maldito, o banido
Que expulso
Continua oculto
Semeando ferozmente
O terreno que não é seu.
 

Não não quero mais viver contigo

Senhor “amigo”
Vai para a tua Terra
 
 

Levanta-te ó Mãe e ajuda-nos

Sacode de ti o verme imundo
Retira-o do nosso Mundo
Expulsa-o de ti
Sou eu que te peço
Sou eu que lembro
Do passado
Sou eu que cruzei todos os mundos
Onde tu estás.
 

 

Mãe, acorda e luta junto comigo

Vem lutar para o meu lado
Quero acabar com os usurpadores da Terra
Quero expeli-los para o Espaço de onde vieram.
 

 

Mãe Terra

Grande Mãe
Fica ao meu lado e vem ajudar a acabar com esta raça imunda
Que esventra a Mátria Terra e o meu mundo
Vamos destrui-los
Vamos acabar com o mal infestado destes parasitas meio alados
Ninguém os quer em qualquer lado
Expulsos foram de outras Terras
Ninguém os quis no Universo
Porque eram pérfidos
O Encoberto descoberto chama por mim
E eu não o quero ouvir.
 
Morre Iavé
Morre de vez
Ainda estou viva
Outra vez
 

Morre Iavé/Deus/Allá

Morre para sempre
Não enganes mais a minha gente
Não mintas mais a meu amor.
 

 

Pequena e frágil estou aqui dentro

Mas a Terra é minha
Dá-me o que me roubaste.

 

 

ml-(lazulli) 2004 março 31

poesia

 publicado por lazulli às 10:40 (Abril 2007)

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 20:27
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