Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016

Ming's

 

 

 

 

 

 

 

Parabéns, mano!

 

amo-te muito. não porque és meu irmão, mas porque és uma raridade de inteligência e amor, no mundo onde estamos.

 

tua irmã, querida.

continuarei a CasaDeCristal. fica tranquilo.

Não te esqueças de não desistir de ser Feliz!

amo-te

 

 

(Janeiro 2015)


EscritoPorLazulli lazulli às 05:55
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

O Terceiro Ramo


ReligionSymbolAbr.PNG

 

 

Da estranha e frondosa Árvore, dois ramos floriram e secaram restando o terceiro ramo o combatido e oculto pela pujança das flores dos dois anteriores, que tinha sido o primeiro local onde tudo começara.


No entanto, estes dois, secos, estéreis, por falta de credibilidade da alma, pela promiscuidade assumida e mal disfarçada, deixam à vista desarmada aquele que cresceu lenta e persistentemente nas areias do deserto, antes vistoso. Quase intocável. Afinal, a larva protegida, lembrando memórias antigas do local onde pousou, multiplica-se pelo mundo, mais do que os dois anteriores que tiveram o seu tempo, o seu momento e o seu reinado, sobre os homens da Terra. É esse que a Árvore Mãe utilizará para que as suas raízes permaneçam por mais mil anos. Nem mais Roma nem Judeia é o tempo de Romeia . (romã)


Quem se chegará à sombra desta ramagem que desponta no inverno do mundo?! Todos! De um e de outro modo, todos confluirão para o centro para serem aceites pelo deus único. E, serão! Pior de tudo será a possibilidade do 4º Poder. A unificação dos três num. Mas mil anos passará, antes de isso acontecer, se até lá nada se quiser fazer. Todos aqueles que antes se abrigavam crédulos sob a sombra dos dois ramos dominantes, hoje secos, a precisarem de ser substituídos, abrigar-se-ão, sem pejo algum, nas ramagens que aí estão. Venderam-se ou fraquejaram um dia... voltarão a fazê-lo e lutarão sem grilhões de espécie alguma aparentemente longe das religiões e das políticas que albergam os três, em um. Como actuará ou sob o que actuará o terceiro ramo?! Sobre o que de mais sórdido tem a alma humana; a ambição da diferença, o poder dos escolhidos! - Mas não se estendia já a frondosa árvore e os seus tentáculos, ao mundo inteiro?!  - Não, totalmente. Apesar da infinidade de folhas, de variadíssimos tons, da frondosa, espalhadas em todas as direcções da alma carente de verdade, ainda existem muitos puros que não sabem que são puros e estão ao serviço da Árvore que tudo comanda na lei e na ordem, da desordem da alma. Mas a Árvore, sabe. Conhece-os! E, há-de persegui-los para sempre! Até os ter em si! daí... Estava predestinado que assim seria, caso falhassem os dois ramos anteriores. E, falharam. Chegou a vez do terceiro ramo. E o primeiro transforma-se no terceiro. Falta cumprir-se o desejo da Terceira PedraNegra. A única que pode ser vista enquanto as outras Duas continuam ocultas. Portanto não expandiram ainda o poder que delas emana, por estarem ocultas ao olhar humano. Daí ... o Perigo de um futuro 4º Poder. ... e a humanidade nunca mais será livre ... se não entender. Se não destruir as pedras negras, guardadas zelosamente nos três locais da Terra, onde fiéis se arrastam em torno do mal que os aprisiona e os faz manterse eternamente na Terra. Longe, muito longe da Sua Origem Cósmica. A única que é pertença de si mesmo.


Tem a ver com gente?! De que lado se situarão?! - Não propriamente. - A meu ver deviam ficar unicamente do seu próprio lado. Ser únicos! Manter a Essência que lhes habita o Ente. E só por ela lutar. Unicamente. ... longe das pedras negras guardadas a sete chaves nos redutos mais visíveis do mundo.


Quem combaterá o último e terceiro ramo?! - Ninguém! Porque todos estão por e com o mesmo. A mesma lei interminável de intolerância. De ódio. Destruição. De subjugação humana, onde o poder continuará concentrado, nos mesmos. Com outras cores. Com outras bandeiras. Mas com os mesmos dizeres. Recuam no tempo e a lei ortodoxa  volta de novo, a primeira lei instituída à chegada, como se nada tivesse sido feito, o tempo todo. Como se todas as batalhas tivessem sido inúteis ... tudo planeado ao mais ínfimo pormenor, para que o controle nunca lhes seja retirado.
(O Universo chora a sua perda eterna. A sua essência estilhaçada por todo o lado. Por cima, por baixo. Aos lados do que existe e não se vê.)


Porquê?! - Porque são quase todos da mesma cepa. Ou pretendem pertencer à mesma cepa. Por isso tudo aconteceu, acontece e vai continuar a acontecer no mundo. E o mal perdurará para Sempre. Eternamente. (talvez um dia ... a essência e a matéria se defrontem e aí ... um dos lados vencerá a Grande Batalha Cósmica que teve início na Junção de ambos, separando desse modo ... as águas que tudo consomem.)


Os combatentes e os combatidos, são diferentes?! NÃO! São todos o mesmo! São feitos de "duas "Matérias" Diferentes. Se bem que sirvam, praticamente, unicamente uma delas.


Uns ainda, tentando levar a água, tanto ao Primeiro como ao Segundo ramo, consoante os seus insignificantes interesses de domínio, perante quem os fez nascer. De exposição. Mas render-se-ão. Para tomarem para si uma vivência fácil e duradoira, na submissão. (desse modo alcançam a reles eternidade)


Então, quem sobra, para impedir a Nova Catástrofe dos mil anos seguintes?! - Os puros. Os leigos. Os nada. Os pagãos verdadeiros! Aqueles que nunca se abrigaram de baixo de nenhum dos ramos da Árvore posta no meio do Paraíso. (que não se abrigaram de modo algum e mantiveram a alma intacta longe dos ramos principais e das folhas que estão sempre deles a cair e... se espalham em todas as direcções. Difícil resistir. Difícil não tropeçarem nelas devido à sua enormidade. Mas... o Ente reclama consecutivamente a Própria Origem e... por entre a Dor da Consciência... doridos... se vão desviando. E... alguns conseguem não serem cobertos pelas ramagens, pelos ramos, pelas folhas e .. até pela Poderosa Árvore que a Todos Comanda.


São muitos esses?!

 

 

- Não sei! - 

 

 

(quem tem entendimento que entenda o que diz a pequena pessoa)

SintoMe: esclarecida na Terra sobre o antes, o depois e o agora

EscritoPorLazulli lazulli às 10:09
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Utilização Indevida de Textos da CasaDeCristal

O Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra, tem publicado um Poema da CasaDeCristal e de minha autoria, em duas páginas, onde numa delas é utilizado o poema como "Chamariz" para um convite de algo que não percebi. - portanto publicidade.

 

Dei conta desta ocorrência acidentalmente e fiquei bastante perturbada. Indignada. Enfim, completamente irritada com o Abuso dos Direitos Autorais.

 

Não concebo a ideia ou aceito que seja quem for utilize o que não lhe pertença e ainda por cima não exemplificando bem que o que utilizou não é de sua autoria e sim da autoria de outra pessoa.

 

Tomei já algumas medidas. Mas, mesmo assim, para que tal não volte a acontecer, achei por bem escrever um AVISO mais claro a quem pertender Usurpar os meus escritos.

 

Só peço perdão às pessoas de Boa Índole, pela minha "agressividade" perante este facto ou nova descoberta. Mas, evidentemente não é para essas que estou a escrever isto. E, sim para quem circula por aí à cata de ALGO que os torne credíveis.

 

Infelizmente vivemos num mundo onde muita gente se faz passar pelos outros. Muita gente sem escrúpulos de espécie alguma. Normalmente apresentam uma faceta de "beleza" com imagens ou escritos, que não correspondem à sua própria pessoa. Usando e abusando da Boa Fé dos outros ou daqueles que realmente falam com alma.

 

 

Incapacitados de o fazer e para tentar chamar sobre si mesmos o maior número de atenções, evidentemente, que se vão valendo com o que vão encontrando, que lhes pode possibilitar apresentar uma "alma" que realmente não têm.

 

E aqui os lezados, são sempre aqueles desprevenidos que têm algo que atrai a cobiça de um mau carácter.

 

Como se não existisse lei (e se calhar até têm razão) vão surripiando habilidosamente aquilo que não lhes pertence.

 

A net é propícia a isso. Já tinha ouvido falar. Parece que chegou a minha vez de sentir esta impotência e este amargo de alma. Acho que estou com raiva. Raiva pelo Descaramento. Pela ousadia. Pela Despudor.

 

Não. Não sou, jamais fui egoista. Tudo o que tenho Dou. Na vida sempre foi assim. E, não deixarei de ser. Dou-me gratuitamente. Muito de mim. Tudo até. É uma verdade a que nunca consegui fugir. Uma Natureza própria. Podem até roubar-me, que eu nada farei ou sentirei.

 

Mas... quando toca em mexerem indevidamente nas minhas palavras, aí... eu não respondo por mim. É mágoa a mais o que me fazem sentir. E por muitas razões que não vou poder explicar. Mas, os que têm acompanhado a sério a CasaDeCristal, com certeza entenderão o que sinto neste momento.

 

Mas, resumo numa palavra simples: O que eu escrevo, para mim é SAGRADO. Tão Sagrado, que eu não concebo que seja utilizado para outros fins.

 

Não quero os meus textos fora desta Casa. Não quero!

 

Expus o meu sentir. A minha Alma. Muita coisa aos olhos de quem quis. Fi-lo de livre e espomtanea vontade. Fi-lo até por AMOR. E, muito me custou manter a CasaDeCristal. Fazê-la sobreviver. - Mas não foi para virem aqui, como se a CasaDeCristal, fosse terra de ninguém e pegássem, assim sem mais nem menos. Não! Isto tem um rosto. Uma pessoa. Um ser humano. Não é VIRTUAL! Eu existo! E a CasaDeCristal existe porque eu existo. Porque se não existisse, a CasaDeCristal não existiria. Portanto desengane-se quem julga que isto é terra-de-ninguém.

 

Foi uma luta muito dificil. "afastei-me" temporariamente de uma ou duas pessoas, que sem o saberem ainda, foram responsáveis por eu ainda aqui estar. Por elas e pelo seu carinho e dedicação a mim, completamente desinteressada, a CasaDeCristal está viva.

(por falar não me esqueci - lembro todos os dias das duas pessoas que em muito contribuiram para eu regressar a mim. Z e A) falarei com vocês na altura certa. Obrigada por tudo.

 

Agora que eu tentava escrever. Tentava reaprender a escrever e mantinha a CasaDeCristal neste impasse. ... Eis que a Surpresa mais Desagradável que tive, surge-me perante os olhos, no Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra.

 

Estou revoltade. Nem consegui dormir direito. Inscrevi-me. Denunciei junto das pessoas competentes o Blog. Enviei mails. Mas para mim não chega para me acalmar.

 

Eu quero o que é meu devolta. Quero os meus escritos de volta ao seu habitat natural. É daqui que eles são. É aqui que eles pertencem.

 

Fora do seu contexto. Fora da sua casa. Perdem a Vida que tranportam. Por isso eu os quero aqui.

 

Tanto é, que, num comentário inocente, no dito blog as minhas palavras foram completamente perdidas do seu verdadeiro valor.

 

Por outro lado, apesar do link numa das páginas, porque numa outra, a da publicidade, nem link tem, isso não esclarece devidamente quem ler. Tanto não esclarece que o comentário inocente de uma comentadora, assim o demonstra.

 

Não chega o link para deixar claro que aquele texto não é da Dona desse Blog. Muito pelo contrário. Facilmente qualquer um pode eventualmente pensar que a Dona de um Blog é a Dona do outro Blog.

 

Sinto-me duplamente atingida. Eu não quero e não gosto de me passar pelos outros. E não o faço. Mas também não quero que os outros se façam passar por mim. Não o vou permitir.

 

Só espero que este incidente seja isolado. Acidental e único.

 

Daí escrever isto tudo.

 

Cedi em tempos um Poema meu a um Blog. A sua Autora (correctissima) veio aqui pedir-me. Apesar de ter muito zelo pelos meus escritos, sedi-lho de Boa Vontade. Aindfa hoje está no seu Blog.

 

Mas eis aqui a diferença entre uma pessoa séria e uma pessoa nada séria.

 

A pessoa que me pediu autorização que eu concedi, além de cumprir com as Regras dos Direitos Autorais, devidamente expresos do lado direito da CasaDeCristal, Pedindo-me autorização para o fazer, ainda no seu blog, cla<ramente, além do link que direcciona para aqui, diz quem é a autora do Poema: lazulli.

 

Pois esta senhora, não cumpriu com as Regras dos Direitos Autorais, pois não só não me informou como ignorou os Direitos aqui escritos e usou o que escrevo, permitindo largas à imaginação de quem quisesse ou inocentemente me viesse a confundir com ela.

 

Eu sou inconfundivel. Todos nós quando somos nós mesmos somos inconfundíveis.

 

Apesar do grande erro que comete, não assina-la devidamente a diferença. Com excesso de confiança do seu acto, num outro post o da publicidade, para levar as pessoas a um encontro qualquer, nem link, nem nada. fica logo a cima do convite em letra miuda. (até parecia as letras dos contratos de seguros.

 

Pois bem, perante tudo isto, o meu primeiro uimpulso era o de vir ocultar a CasaDecristal aos olhos de todos. Depois, ouvi alguém e... talvez não. Não é deste modo que combatemos os maus carácteres do mundo.

 

Daí estar a escrever tudo isto. Eu ... ainda não sei bem. Mas... quita não vou ficar. De modo algum.

 

Para terminar (se alguém teve paciência de ler toda a minha revolta e desabafo, quero Informar que a grande parte da CasaDeCristal além de estar protegida pelas regras da web (só espero que elas funcionem) vamos ver: Também está protegida pos Direitos Autorais Na IGAC - O Pequeno Poema que foi retirado daqui faz parte de um livro "Vestígios Longínquos" Registado na Sociedade - Do conhecimento que tenho, estarão protegidos os escritos durante 70 Anos. - não podem ser utilizados por ninguém a não ser que eu autoriza a sua Publicação.

 

Ora neste caso não Autorizei nem tão pouco fui informada (agora só espero que a senhora, além de pedir desculpa (se não teve más intenções) retire os meus textos do seu blog.

 

 

Finalizando:

 

Toda e qualquer pessoa que por qualquer razão quiser utilizar o que eu escrevo, deve ter em atenção os Avisos do Blog CasaDeCristal sobre Direiktos Autorais. Se for muito importante para ela, agradeço muito que me contacte antes de tomar este tipo de iniciativa. Não sou tenhosa. Sei ser compreensiva. Mas, tudo de um modo correcto

 

Obrigada a Todos quanto leram

Aceito sobre este assunto qualquer ajuda ou Esclarecimento, que me queiram ou possam dar.

 

Despeço-me ... triste

 

 

(Ao terminar esta explicação/desabafo, recebi a resposta da Administração daquele serviço. E, respiro de alivio neste instante. Foram Rápidos e eficientes. Enviei-lhes o que me pediram e aguardo agora a resolução deste desagradável incidente. Que estou certa, com base no que me escreveram que irão resolver o problema. Sinto-me grata e confiante. E agradeço à séria Administração daquele servilço. Afinal, a NET tem Regras. Afinal a Net tem leis) nem tudo está perdido.)

 

Só voltarei a falar do assunto para agradecer (assim o espero) è Informar da Resolução do problema. Fico melhor.

 

O meu Obrigada, a Todos

 

lazulli

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:35
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

... cega ...

(sentir de um momento de 2008)

 

 

Aqui estou. Ainda aqui permaneço até ter consciência absoluta do que tudo isto representa para mim. Se este mundo é ou não diferente daquele que sempre defrontei com medo mas com resistência. Sobra-me uma dúvida estranha... o que é que este estranho mundo tem para me subjugar deste modo. Aquilo que para os comuns é normal a mim sempre em cata de explicações, não estou convencida da ser inofensivo dizem-mo os meus sentidos quando meus olhos se cruzam com pedaços de almas à deriva.

Tem magia sim, mas a magia é um mundo de encantamento que arrasta consigo o androgino mais poderoso, mais eficaz, mais capaz, mais tenebroso. Aqui são as almas que lutam. Se degladeiam até à exaustão. Parece um mundo diabólico onde as almas se desapegam dos corpos e com pura inexperiência, atiram-se à deriva no encanto dos sonhos sem suporte.

Não existe consistência neste mundo. E assim como assim, aguardo um melhor entendimento. Talvez quem sabe encontre um motivo, uma razão, uma motivação, para aqui permanecer. ( De lá para cá, o que encontrei eu?! O motivo a razão?! O mais provável é coisa nenhuma. ... mas o encanto continua. Deixá-lo ir, pra ver até onde consegue ir. )

 

tudo o que penso

paira no meu cérebro
incapaz de se revelar
de se manifestar harmoniosamente
preenche-me o não sentido
à cata de palavras quando nunca precisei

conspurco-me com a sabedoria de quem mais sabe

onde está a minha verdade?!

desconfiança
total desconfiança
é o que eu sinto
procuro saber

porquê
neste preenchimento constante

não meu

mas hei-de recuperar

hei-de lutar

por mim

pela minha alma

pelo meu ente

pela minha verdade

de ser

... e hei-de conseguir.

 

 

NOTA: estes pensamentos referem ainda um sentir passado. ... lentamente tento voltar a escrever. porque quero. porque gosto. porque me faz bem. se o vou conseguir ou não... trazer a linguagem da alma à luz, falta-me saber. mas é exactamente isso mesmo que estou a tentar saber. conseguirei ou não escrever?! logo, logo, se verá!

 

BemVindaLazulli, DeRegressoACasa

 

 

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 01:11
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RegistoDoTempo

(...registada fica a eterna busca iniciada antes da Formação do Espaço/Tempo...)

 

CasaDeCristal ... se um dia existires mesmo eu não existindo ... reconhecerás cada letra e todas as palavras que elas formam tornando-se temporais na sua intemporalidade nestes tempos que compõem o próprio Tempo ... aguarda zelosamente encoberta em cristais azuis por uma chegada SemTempo ... como AntesDoTempo.

 

 

 

 1995.1.maio



Queria esquecer quem sou. Queria esquecer que existo para sempre, onde nunca mais houvesse um ressurgir de mim. Queria partir para o vácuo inexistente do outro lado do universo entrar no tal buraco fechado e poder-me extinguir. Queria deixar de existir. Quem sou eu e quem és tu que existimos nesta dor infinita da existência e o que fazemos ambos aqui? Criamo-nos para quê?! Porque sonhamos em despertar quem dorme no sonho da vida e fizemos uso do nosso não ser, resolvendo lutar por mortos inúteis que nunca deixarão de o ser. Torturamos o nosso mundo com a nossa dor e ficamos presos sem poder fugir. Entreguei-te um dia nas garras da matéria e pensei que te resgataria também um dia. Mas hoje que o tempo já foi grande e imenso eu sucumbo contigo na tua dor infinita e morro sem morrer nesta vida finita. Perdoa-me de onde podes me ouvir como eu te ouço, provocando um no outro esta dor sem limites que nos mantém vivos sem querer e mortos para morrer. Pode ser que um dia o tempo venha a acabar e alguém se lembre em nos libertar de um modo ou de outro. Pode ser que o universo um dia mostre o seu reverso e aí também pode ser que possa te olhar de frente depois de milénios de dor. Eu sei que estás vivo algures. Preso como eu neste universo duplo. Não devíamos ter partido nunca de nosso mundo. Não devíamos querer ajudar ninguém. Amar-te-ei até ao fim ou princípio de todos os tempos e eras. E, se for possível, nesta nossa divisão penosa, pode ser que me sobrevivas pelo menos tu e não fiques mais tempo preso à minha espera. Procuram eles os desaparecidos mas não creio que os vão encontrar neste mundo. amor ... se eu puder, eu morro porque não consigo suportar mais esta dor. Só queria poder saber de algum modo que para ti é possível o regressar. Eu sei que também não me abandonarás. Mas um de nós tem que poder partir. Um de nós tem que sobreviver à vida e morte deste ou de um outro mundo qualquer, porque o nosso mundo também sofre a nossa ausência. Também sofre a nossa perda. Enganamo-nos amado meu, enganamo-nos. E ... passamos a ser dois. O tempo que aqui tenho agora é limitado; daí que espero um dia ter uma ínfima oportunidade para alguma coisa. E tu meu amado senhor, onde estarás tu a esta hora e neste momento. Onde será que caís-te? Eu sei que também não queres me abandonar, mesmo não sabendo de mim. Mas estamos sozinhos, mesmo incompletos, um de nós tem que regressar. Deixa-me partir ou parte tu. Liberta-me do meu compromisso/nosso para que te possa libertar também a ti. Eu não consigo resistir a esta forma. Eu não consigo não me entregar um dia. Pouco a pouco, sinto consumir a essência. Eu falhei e sei que tu estás escondido. (noutra galáxia?! nesta mesmo?! ou mesmo em nenhuma?!) Porque esperas?!... Um dia, vão-te encontrar também. Não esperes por mim. Eu já não sou. Tenho esperança que fique gravado no Tempo, o meu eterno amor por ti e que de algum modo a ti chegue, para que possas recordar o que nos uniu eternamente. Sei que chorarias sobre o meu túmulo, todas as lágrimas que eu chorei na minha procura infinita. Sei que o farias. Sei que tentarias mudar o curso do mundo e retornar a pôr tudo no seu lugar. Mas será tarde, nesse dia. Nesse dia, eu não estarei em parte alguma, onde possas me encontrar. Não me recordo se do nosso mundo, alguém podia nos amar assim e tentar nos libertar. Nem isso sei. Já não sei nada!

lauremavstaudus lazulli

 

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Só eu leio este post lazulli às 10:22 |
Sábado, 23 de Agosto de 2008
...

 

lazulli às 00:28 |
...

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lazulli às 00:25 |
...

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lazulli às 00:23 |

Foi Publicado em: Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

EsteFoiOÚltimoTextoDosAnteriormenteColocados.EstavaEsquecidoEmesmoAssim,CreioQue"PerdiUm"

APartirDaquiSegueUmaNovaFase,Talvez Com: EstilhaçosDe... Ficção

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:41
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

máscara mil


 

 

Diz-me a vontade para continuar

A verdade diz-me não valer

a pena

O mundo diz-me que tudo está para acontecer

Eu digo

Não sei o que fazer.

 

 

 

 

Depois de vaguear sem rumo certo

À deriva

Por caminhos possíveis de percorrer

A verdade procurada chega numa frase curta

Inesperada.

 

O cair

Da máscara.

 

Livre de fantasmas inúteis

Sem sentido

Interrogo o tempo perdido.

 

Questiono agora a vontade e o valor

Já que não existe necessidade

Desta verdade.

 

Tudo seria fácil e simples

Por vontade nobre

Se ela existisse

Mas a máscara

Oculta O Pérfido

Uma dissimulação de nobreza

Descoberta.

 

Coisa assim

Não tinha como impedir

A CasaDeCristal existir

E o Oculto Revelado

Surge inesperado

À alma de todos os tormentos

Provocados

Numa máscara

Mil.

 

Se a máscara não existisse

A CasaDeCristal

Ter-se-ia mantido ou desaparecido

Ou mesmo

Nunca teria existido.

 

Para sempre oculta a todos os olhares

A todos os sentidos

Segredo dela

Do universo que os escreveu

Junto com ela

Numa indescritível sintonia de Amor

De presença eterna

Amor verdadeiro.

 

Por maldição ou ingenuidade

Ou por desconhecimento

da existência de máscaras

Vacilou com tudo

Todos

Perigou o mundo à sua volta

Sem vontade própria

Mergulhou no limbo profundo

Deambulou cega

Fugiu da luz

Nas trevas mergulhada

Por castigo da sua não-culpa

Tinha que encontrar

O caminho de regresso

E encontrou

No fim dele

A máscara mil.

 

O Universo chora

Chorará o homem

O Universo

Enganado.

 

Como lidar com o Sentido

Que não é sentido

Como lidar com o Saber

Que nada é

o que parece ser

Como perceber se vale a pena

depois de Nada valer a pena

Como entender.

 

Resposta rápida a mim espero

Se sem valor ou interesse

posso e devo continuar

a dar forma ao meu pensar

E com ele

Olhar as letras azuis

e ficar tristemente feliz

por me ver

em todas elas

Apesar de não existir mais razão para existirem

ou não existirem

Não e Sim

Sim e não

Daria a sua anulação.

 

Mas deixaria a minha alma de existir

Ou o meu ente

O meu ser

A minha genuína verdade

O meu entendimento

do mundo e das coisas do mundo

ou de mim mesma?!

Não! Continuará

a ser imutável

Manifestado ou não

Continuará a existir

enquanto da existência fizer parte

Por isso

Talvez

Continuar a dar forma à minha própria alma

e aqui a deixar pousar

Apesar de saber

de nada mais importar.

 

Viro o rosto oculto pelo rosto que me cobre o rosto

e olho o indecifrável Passado

Viro-o de novo na direcção do Futuro

Mais do que indecifrável

Vejo-o vago

Olho o Presente

O eterno Presente de tudo quanto É

E sinto mágoa

Apatia

Ausência minha

que unifica o Passado e o Futuro

num só Presente.

 


EscritoPorLazulli lazulli às 10:59
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Sábado, 31 de Outubro de 2009

...

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fotodanet

 

publicado por lazulli às 16:43
14 de Julho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 12:00
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Sábado, 24 de Outubro de 2009

Humanidade Escravizada (XXXI)

 

 

Terceiro capítulo






Não somos todos filhos de Deus

 

 




Não é tarde para o Homem acordar desta letargia que o destrói dia à dia e faz continuar a viver numa ignorância tão grande que até o pode impedir de tentar preservar a nível cósmico a sua verdadeira identidade. Sabe o Homem para onde vai depois deste martírio forçado? Sabe o Homem se é verdade ou mentira tudo o que lhe disseram? Se por acaso algum dia lhe sobrar tempo para pensar, porque não começar por uma pergunta simples:
 – Quem sou eu?
Diria que é o Joaquim, o Manuel, a Maria, etc...
– E tem a certeza que o Joaquim é mesmo o Joaquim? E se eu lhe disser que o Joaquim é apenas um nome, só um nome. Um nome que nem sequer corresponde ao Ser que existe dentro de si?
Responder-me-ia que o Joaquim é mesmo o Joaquim, mesmo sabendo que esta não é a verdade. A não ser que queira fazer o jogo das Instituições, quer sejam de carácter político, quer sejam de carácter religioso, onde o nome atribuído a um indivíduo é o próprio indivíduo e o indivíduo é o próprio nome, não havendo distinção entre nome e pessoa. É como se a pessoa fosse o nome e o nome fosse a pessoa. E, se continuar a seguir por este caminho, é garantido que continuará sem respostas concretas aos seus anseios, às suas dúvidas.
Poderá também questionar-se, perguntando simplesmente, quem escreveu aquilo que dizem que devemos seguir e encontrará uma resposta bem simples:
 – Outros homens como nós!
Mas poderá ainda na sua ignorância obscura, insistir.
 – Mas esses homens eram divinizados.
– Tanto quanto eu! Nasceram na Terra do mesmo modo e através do mesmo processo, porque seriam então divinizados?
 – Porque Deus os escolheu entre os Homens para levarem a mensagem de esperança.
­
– Se assim é, porque Deus não diviniza também as pobres e boas criaturas que habitam a Terra?
­
– Ah! Deus lá sabe.
E eu respondo que não entendo.
Se todos eles são predestinados por Deus, porque nós não podemos ter nem saber tudo, quem são então os filhos de Deus? Todos? Não acredito! É que não vivemos todos do mesmo modo e as diferenças a todos os níveis, entre os seres humanos, são tão grandes que qualquer leigo (estúpido), como nos chamam, sabe que não pode ser verdade. Porque se assim fosse, que tipo de Deus seria este que massacrava a maior parte dos seus filhos, fazendo-os rastejar uma vida inteira de dor aos pés dos seus filhos maiores? Será que estes seus filhos, que fazem as leis da Humanidade, que pensam e dizem que a Terra é deles, vão ser castigados? Quando? Depois de morrerem? Que tardio castigo, nessa altura já não deve interessar a ninguém a paga pelo que fizeram passar a Humanidade durante todos estes milhares de anos. Até porque este Pai misericordioso, este Deus fantástico, exigirá de todos os seus filhos oprimidos o perdão aos seus opressores e, além disso, perdoará todos, menos aqueles que não se arrependerem (não sei de quê), não o adorarem e não acreditarem nele. E como o dinheiro paga tudo, até o reino dos céus (que ninguém viu), fica o dito pelo não dito e tudo em águas de bacalhau. E, para a Igreja, este bem precioso que é o dinheiro é de todo indispensável e serve perfeitamente para absolver os pecadores. Até Deus não o dispensa quando se trata da sua amada e sagrada Igreja. A sua casa (embora esteja sempre ausente dela) é recheada de cofres pequenos e bem fechados espalhados pelos seus milhares de templos por todo o mundo com a função de esvaziar os magros ou gordos recursos de cada um. Tudo se move em torno do dinheiro. Os crentes e os leigos, os fiéis e os infiéis, os santos e os pecadores. Mas Deus perdoa tudo e todos. Do violador ao assassino, todos serão perdoados desde que haja arrependimento e se pague todos os serviços de Deus a peso de ouro. Arrependei-vos porque o tempo do Senhor é chegado. Mas que Senhor?! Que tempo?! Sabem quantos por acaso já entregaram os seus pequenos ou grandes recursos para serem salvos? Dizei-me vós, seres pensantes, acreditais mesmo que sereis perdoados? Acreditais mesmo nisto? É que eles perdoam e absolvem em nome de Deus, mas no nome de Deus tem-se feito tanta coisa, até perdoar os vossos arrependimentos que sempre foram e serão temporários. Ao contrário deles, eu metia-vos a vós, santos e pecadores, todos no mesmo saco e atirá-lo-ia pela borda do Planeta. Talvez assim ele ficasse mais leve, porque sois demasiado pesados, vós e as vossas fortunas (que nem sequer são vossas, mas de todos os desgraçados que trabalharam toda a vida para vos enriquecer) que vos pagarão um lugar no céu, onde pelos vistos se encontra esse famoso Deus que vejo apregoar por tudo quanto é canto. Aquele que tanto sabe, tanto protege e tanto perdoa. Não sou céptica e quero muito poder acreditar nesse vosso Deus e em todos os seus atributos. Preciso tanto que, mesmo sabendo não o poder ver, acredito. Se me mostrarem que ele existe de verdade. Mas não posso, não consigo acreditar nas parvoíces que todos eles pregam: são tão ridículas, tão sem sentido, tão infames, que então esse seu Deus é o Diabo, ou eles mesmos são o Diabo que se faz passar por Deus.
É que, na verdade, todos eles se dizem filhos de Deus mas mentem, matam, destroem, falam, falam, mas não dizem nada. Dizem que o Messias está prestes a chegar, mas se alguém se intitula filho de Deus, perseguem-no e/ou matam-no. Porquê?! É assim tão insólito alguém se declarar filho de Deus? Não somos todos filhos dele? Mas, se foram eles mesmos que nos disseram que éramos seus filhos, o que os leva a tomar este tipo de atitudes, perante tal manifestação? Na presença de qualquer um que se diga filho de Deus, reagem como se sobre eles pesasse de imediato uma enorme ameaça. Mas, não são filhos de Deus também? Afinal, qual é o seu problema? Não os entendo. Ou melhor, entendo. Qualquer que se venha a intitular filho de Deus é um seu inimigo potencial, pois pode vir a retirar-lhes o Poder de governar as massas humanas, tanto na sua forma física como mental. E, também, como podem ter eles tanta certeza que não é mesmo o filho de Deus esperado que se anuncia sempre que alguém afirma sê-lo? Esta sua certeza não será porque sabem que Deus não existe, pelo menos nos termos em que o apresentam? É que, senão, não se atreveriam a fazer o que têm feito e se preparam para continuar a fazer. O que significa que nunca seguiram a Lei de Deus e sim a Lei da Igreja, o que, por mais que queiram, não é de modo algum a mesma coisa. De contrário, ficariam felizes quando alguém aparece e diz ser seu filho. Mas não, preferem silenciá-lo pois acham-se suficientemente deuses para ser preciso mais algum. E se por acaso ou por alguma razão, vierem a necessitar de um, o melhor será eles mesmos apresentarem um ao Mundo e, de preferência, muito dócil e submisso, de modo a poder vir a ser um bom exemplo para toda a humanidade.

Como diz o velho ditado, antes vale prevenir do que remediar, não vá o diabo tecê-las, e aparecer mesmo um Messias para lhes acabar de vez com a festa. São hipócritas e não me admiraria nada, mesmo nada, que estejam a forjar um neste preciso momento, mas de acordo com as suas leis para poderem deter o Poder e o domínio da raça Humana por mais mil, dois mil ou até três mil anos. E estou em crer que vão ter sorte, Messias não lhes vão faltar. E, para o apresentarem ao mundo e à humanidade, é só escolher o momento adequado junto do Homem desesperado pela vida que eles mesmo impuseram e imediatamente estes aceitarão sem reservas o seu forjado Salvador de almas, que os ajudará de imediato a limpar o mundo de todos os indesejados, isto é, dos pensadores que lhes dão sempre muito trabalho. Estes "inconvenientes sociais" têm por hábito levar a vida a pensar e podem, se vierem a ter oportunidade, levar os homens a pensar também. Por isso é preciso calá-los de um ou outro modo, fazendo-os cair em descrédito, difamando-os com todos os atributos negativos que estejam ao seu alcance. Tudo serve para amordaçar estes pensadores isolados, não oficiais, que vão tendo a ousadia de dizer o que pensam sobre o mundo, a humanidade e quem os governa. Poderão até chamar-lhe comunista, herege, etc. Ou será que agora os termos para definir os pensadores, mudarão? Mudem ou não mudem os termos, a ideia principal será sempre a do velho slogan de: DEUS O QUER. Isto é: Deus não quer que os pensadores existam, Deus não quer que defendam os necessitados, Deus não quer um humano de verdade; Deus quer que o Poder exista pois, como dissestes em tempos, Deus não fez os homens todos iguais e sim uns mais que os outros e deu-lhes reis para serem governados materialmente e religiosos para lhes tomar conta das almas. Não foi isso mesmo que aconteceu em Portugal, no tempo de D. Fernando, no tempo dos reis santos e de um amontoado de Clero que os orientava, autorizava e ajudava? A religião é alheia a tudo isto?!... Não, não é! E é por isso mesmo que temeis o verdadeiro Messias, porque sabeis que ele nem sequer passaria junto de qualquer uma das vossas portas, nem sequer se dignaria a olhar para vós e também nem sequer diria à humanidade: "amai o meu Pai acima de tudo e de todos", perseguindo e matando sempre que necessário, antes vos diria: Quem sois vós para vos intitulardes donos de todos os mortais, quando toda a Essência Universal não é dona deles? Quem sois vós para tomar o destino nas mãos de vidas que são tão legítimas quanto vós? Quem sois vós para dizer que o Universo vos autorizou? Ele apenas diria: Eu nem sou católico ou outra coisa qualquer. Sou apenas humano de verdade. Sinto amor! Mas o amor nas vossas bocas não passa de uma bonita palavra que apregoais aos quatro ventos no intuito de fazer valer uma lei que não é e nunca foi vossa. Não amais nada e ninguém. Fartais-vos de dizer que Cristo disse para nos amarmos uns aos outros como ele nos amou a nós, mas fazeis exactamente o oposto disso. E se esse tal Messias algum dia vier, podeis ter a certeza que será aquele que não agradará a Gregos nem a Troianos. Isto é, não agradará a ninguém, pois basear-se-á em muito pouco. Na Verdade-Justiça de todo o Universo. Nada mais! E, como Verdade e Justiça é aquilo que vós não sabeis o que é, pegareis na vossa verdade e justiça do mundo e o aniquilareis. Mas podeis ter a certeza que não é a ele que ireis aniquilar, pois ele regressará sempre ao reino da Verdade e da Justiça, Essência Universal de onde foi gerado. Mas os seus carrascos pregadores e salvadores de almas continuarão a ficar no mesmo pó de que são feitos. Isto é: Dentro do pó, sendo o próprio pó. E não voltarão a viver nunca mais! Já viveram tempo mais que suficiente para implantar um reino de terror na Terra. Por isso mesmo, destroem todo aquele que se diz filho de Deus. Têm medo de poder vir a ser verdade a existência de Cristo na Terra, no seu próprio tempo, pois poria por terra toda a civilização que construíram no seu nome. E será verdade ou não a sua existência neste tempo? É uma incógnita para todos eles, hoje e sempre. Não têm o direito de saber da sua existência, daí que não a saberão. Por mais que seus olhos se abram sempre atentos a uma possibilidade de ele já cá se encontrar, ficarão cada vez mais cegos, pois a eles não é dado o direito de ver a luz. E se, por acaso, acontecer que sejam suficientemente intuitivos e o descubram – se ele existir, é claro –, que nem pensem que o transformarão em mártir antes de ele se pronunciar para depois dizerem o que lhes apetecer em seu nome e poderem explorar materialmente e emocionalmente os mortais. Não terão hipóteses de o fazer porque alguém, em qualquer lado, está bem atento a todos os seus movimentos e o Universo nunca, mas nunca, aprovou o sofrimento com que castram a Humanidade, que sim, é fraca, pois nem consegue pensar que Deus de verdade não seria Deus se tivesse feito o Mundo assim e sim seria o Diabo de quem tanto falam. Embora, tal como o nome de Deus, também esse nome não corresponde de verdade ao seu verdadeiro sentido e ao que ele contém em si mesmo. Como alguém, muito, mas muito especial, me disse numa determinada altura: "Há uma verdade oculta em cada nome". Uma verdade que transcende o Ser mas nunca o Ente. Assim, espalhada por todo o Universo, a ­Essência da Vida existe não existindo. Mas, num local onde o Tempo não existe, salvaguardada de todos vós, existe a outra parte dessa mesma Essência para que nenhum de vós lhe tenha ou venha a ter acesso. E vós, fazedores de Mundos, pensais que o seu silêncio será eterno como pretendeis que seja? Pois podeis pôr o vosso coração ao alto, porque isso não vai acontecer. Quem sabe se o vosso temido Messias não acaba mesmo por aparecer? Só que para lhe ter acesso, teríeis que ser Essência e não sois. Há muito tempo que viveis com um grande dilema. Sabeis que a Verdade existe, mas não sabeis como a destruir. Pensastes já o ter conseguido quando prendestes Cristo no sacrário e começastes a comer-lhe o corpo e a beber-lhe o sangue, dizendo ter sido ele que mandou que o fizesses em memória dele. Mentis, com os vossos macabros horrores, dignos de um filme de terror, mas já não estais a beber ou a comer seja do que for, porque a Essência Universal está muito mais viva e capaz do que julgais, e sabereis disto em vida ou depois dela e não espereis contemplações pelo que fizestes. Não queriam mais nada. E continuar a voltar também se vai tornando cada vez mais difícil para todos vós, pois já ninguém pretende que este Mundo continue a existir, muito menos com esta forma de vida. Por isso, os tempos estão próximos, como dizeis, mas não como os entendeis, não como quereis, mas sim como a Verdade e Justiça Universal quer.

 

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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 08:05
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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Humanidade Escravizada (XXX)

 

 

 

XXX

 

 

 

 

 

Este Deus não me convence e digo-lhes que não tenho medo absolutamente nenhum dele, eu tenho é medo deles, porque foram Eles que inventaram todas estas leis com a cobertura de Deus, mas não foi ele que os autorizou a nada disto, nada! Além disso, nem tão pouco sei a cor deste Deus de quem todos Eles falam ou melhor, ainda não sei que raças pôs ele na Terra. A única coisa que sei, como nascida no Continente Europeu, é que o Deus da Europa fez o Adão e a Eva brancos e, como foram os únicos viventes Criados por sua ­Senhoria Deus, as outras raças não existem, são mero fruto da nossa imaginação colectiva. Deve ser por isso que são tratados abaixo de cão e mortos sem o mínimo de consideração humana. Afinal, o Deus, não só da Terra mas também do Universo (que ousadia), só fez um homem e uma mulher e não os fez de várias cores. Por isso, quem são os outros? O que são? Provavelmente inferiores, escravos com que o seu senhor os presenteou, de modo a que não gastassem a sua preciosa energia na força do trabalho que tanto apregoam ser necessário, e contra isto nada. Para sobreviver é realmente necessário trabalhar mas, como é evidente, não para eles que tiveram o privilégio de receber para seus vassalos, raças e seres inferiores, que infelizmente para Eles, em muito se lhes assemelham, não só na sua forma humana, como também na sua mente pensante que tanto lhes custou a admitir. Digamos que a bondade do seu senhor se transformou num erro crasso para aqueles que, apesar da sua cor ou condição, não os distingue de todos Eles. Um dos erros que cometeram na criação desta civilização forjada, com base na tal origem inexplicável, de descendermos todos de um único Deus, leva-os agora a encontrarem-se num beco sem saída. Não saberão explicar como é que acreditando nisto, conseguiram escravizar todos aqueles, que era suposto serem seus irmãos. Tanto os de raça diferente da sua, assim como os da sua própria raça. Filhos do mesmo Pai que tanto veneram desde o princípio. Mas que, pelos vistos, os não impediu de aperfeiçoar a escravatura adaptando-a a todas as épocas, chegando ao cúmulo de até as crianças não serem poupadas para servir os seus maquiavélicos instintos. Como podem, então, continuar a dizer-nos: Todos diferentes, todos iguais? Deviam dizer: Todos iguais, todos diferentes, pois é realmente assim que pensam e agem. O pior de tudo é que construíram uma civilização por cima de premissas erradas: Ou não é verdade que esse seu Deus, que fez o Céu e a Terra, fez um homem e uma mulher de onde descendem todas as criaturas humanas? Se assim fosse, não teriam eles que ser de uma única raça? Mas na Terra existem e sempre existiram tantas raças que seria de perguntar quantos Adões e quantas Evas o Senhor cá pôs como semente para povoamento ou repovoamento da Terra. Fizeram-nos crer, por tanto tempo, que Deus fez unicamente um homem e uma mulher que deram origem a biliões de homens e mulheres, que não terão nunca resposta a perguntas tão simples. Com esta sua atitude ao longo dos tempos, por certo esperavam que os homens não tivessem nunca o acesso à ciência que os desmascararia, como acabou por acontecer. Por isso mesmo, neste momento nenhum deles menciona este assunto tão importante, porque seria demasiado incómodo ter que explicar porque tiveram necessidade de mentir à humanidade. E, com certeza, isso poderia levar as pessoas a pensar que esta mentira civilizacional, aparentemente inofensiva, não é a única. ­Habilmente, nenhum deles comenta este seu erro, para que as mentes humanas continuem adormecidas. Mas até quando? Até quando o seu silêncio medroso se manterá? Penso que só manterão o silêncio e a indiferença dos outros até ao dia em que o ser humano se torne digno de verdade e, aí, muito se espantarão ao descobrirem que afinal o ser humano até é inteligente e finalmente despertou deste sono meio perpétuo que o tem entorpecido em relação à sua verdadeira origem e aos seus verdadeiros direitos de ser humano, que é ser dono da Terra tanto quanto Eles. É que, quer queiram ou não, o Universo não é dono de nada e de ninguém e também não quer escravos para nada; aquilo que se pretende é exactamente reconstituir o reino da essência e voltar a unir o que um dia foi desunido, desunindo aquilo que se encontra unido. As leis da Terra são completamente insignificantes comparadas com todo o Universo sensível. Ninguém, mas ninguém, quer a humanidade submissa. Cheia de medos e pavores. Ninguém, a não ser apenas Eles, pretende ser adorado na Terra seja por quem for. O que realmente se pretende é que o ser humano deixe de ser um escravo da existência e lute para ser feliz. Isto ele conseguirá de verdade, quando se guiar pelo mais profundo do seu íntimo, abolindo de vez com todas as leis que imperam na Terra, feitas por todos Eles, para servir única e exclusivamente os seus interesses comuns e que só têm servido para destruir a humanidade cada vez mais.

 

penso: doente

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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008


EscritoPorLazulli lazulli às 23:41
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Dissertação Filosófica

 

Ave.JPG

                          

 

 

 

 

 

 

 

 

... há procura de mim (2)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Era ainda muito pequena, pelo menos o corpo que a cobria, era-o. Ainda não tinha a força do desenvolvimento, mas já caminhava, já falava, já pensava e já sentia. E o que sentia esta criança planetária? Vivia entre dois mundos, no mínimo. Poucos eram os instantes de tempo que descia vertiginosamente a este mundo concreto e o olhava e via. O resto do tempo, não tinha memória. Pura e simplesmente, não existia. Não era. Simplesmente, não era. E assim foi, por muito e longo tempo. Eram tão escassos estes momentos reais, que traz na memória, que os pensamentos deste tempo passado, continuam a ser presente, mas não sabe se serão futuro.

Uma das vezes, a criança, que não tinha mais de 5 anos; do fim de uns poucos degraus de escadas de pedra nua, que davam acesso à casa onde morava - hoje, disso tem consciência, porque por essa altura, a criança, é como se tivesse acordado ali mesmo, naquele instante, assim, sem mais nem menos. O primeiro pensamento. O primeiro sentir. A primeira interrogação. A primeira surpresa. E, também, a primeira certeza de si. Da diferença. E, até, da superioridade inferior, como se, de certo modo, os papéis estivessem invertidos; viu uma mulher ainda jovem que a olhava e sorria, carinhosamente. A criança, parada, fitava-a com complacência e devolvia o sorriso à sorridente e confiante senhora, que não sabia quem era ou o que era e que via pela primeira vez. Pelo menos, foi aí, naquele exacto instante, que teve consciência da sua existência. Nesse momento não sabia o que era uma mulher, uma jovem, nem tão pouco um ser humano e muito menos o que era uma mãe. E foi esta não consciência de mãe, por essa altura, que mais tarde a fez pensar, porque não teria ela tido o sentimento igual à das outras crianças, pois se até um simples bebé reconhece a voz e o rosto do "leito" materno?! Num pedestal mental inimaginável para tão pequena criatura, observava, tranquilamente, parecendo estar mais, a fazer um sereno reconhecimento do momento, do que ter qualquer espécie de sentimento ou outra coisa qualquer, como se fora uma pequena divindade, acabada de despertar, mas que de certo modo, saberia o que iria encontrar. Só tinha que apreender e aceitar. Esquisito. Estranho, o pensamento (se se pode chamar de pensamento) desta pequena e serena criatura, enquanto observava, a jovem senhora.
Só muito mais tarde, a criança percebeu a importância e o insólito deste instante solto no tempo.

Daí, "cruzando-o" com diversos factores, comparando-o com outras emoções reais, analisou. Agora, com a capacidade de raciocínio inerente a um ser, verdadeiramente, pensante. Achava estranha, aquela criança. Ela mesma se interrogava, sobre a sua natureza. Isto quando, lhe ia sendo permitido momentos raros de lucidez, lúcida! Pois, não foram sempre lá muito frequentes. Porque aquela apática não existência, daquela primeira vez, estava muitas vezes presente.

E, assim, olhou à distância esse momento e registou-o, por ela mesma, hoje pessoa, entender que foi o primeiro momento, em que acordou para a vida! Se bem que por essa altura, lhe fosse completamente inexistente.

 

Reconhecia na dita senhora, quem quer que esta fosse, que esta gostava dela e parecia conhece-la. Mas ela, a criança, não a reconheceu ou conheceu. Sabia que ela estava ali para tomar conta dela e, o seu pequeno pensamento, foi de lamento por tão grande fardo, mas confiante e nada perturbada, observava-a e, por um instante, chegou até... lembra-se perfeitamente... de ter tido pena dela, mas que, um dia... ela seria recompensada, só que não sabia. Mas a pequena criança, sabia. Sempre sabia o que não sabia. E isso reconfortava-a, já ali. Mas... pena?! Aqui, em "bom português" é que a "porca torce o rabo". Pena?! Pena de quê?! Foi um Deus que nos acuda quando teve consciência disso mesmo! Porquê e qual a razão, pela qual a criança teria tido pena da mulher?! Há distância... não via porquê, tal "sentimento". Mas ele existiu! Como existiu! Daí foi querer entender da Vida. Dos seus porquês. De Tudo quanto o mundo continha. Queria saber de si. E... foi em procura de si mesma. E... soube! Soube porquê! A única coisa que não soube naquele momento, foi o que era uma mãe. Deveria, sabê-lo?! Talvez na tenra idade seja normal uma criança não reconhecer a própria mãe. Talvez. Mas não foi isso que aprendeu no decorrer da vida. Até porque, aconteceram algumas outras raríssimas, situações semelhantes, ao longo de todo o percurso. Uma delas com o próprio irmão, que por mais que a um metro de si, quase lhe gritasse para ela o ouvir, ela continuava estagnada em frente a ele, sem entender quem era ele. ou o que era ele. Aí, lembra-se que confusa, tentava desesperadamente perceber o que lhe estava a acontecer. Mas, assim como a longínqua criança, ligava-se ou desligava-se ou lá o que fosse, sem que ela disso tivesse qualquer tipo de consciência. Isso valia-lhe uma reprimenda, muitas vezes, pelas suas "estranhas" brincadeiras. Nunca esclareceu. Nunca justificou. Em silêncio, retornava à realidade, normalmente, e não ligava para o assunto, como se de algum modo soubesse, o porquê de tudo isso. Dizer que a criança lá do tempo ido, ficou de algum modo traumatizada com este seu primeiro despertar, não corresponde à verdade, porque a criança dessa altura, na sua não sabedoria, sabia muito mais do que a criança de hoje. Porque no nada do seu saber, estava tudo quanto ela necessitava saber. Porque o que a criança hoje sabia, as coisas necessárias e não necessárias, aquelas que se perderão no tempo, delas nunca teve tanta necessidade assim. Aquelas que se esfumarão sem relevância nenhuma. E o único conhecimento que se manterá perpetuo, é aquilo que veio consigo. O imutável saber do Nada. Aquele que ela ama verdadeiramente. Aquele porque luta, com todas as forças, para nunca lhe ser roubado. E ela vencerá sobre todas as coisas. Defrontará todas as coisas, para levar incólume o seu pequeno entendimento. Aquele daquela criança que tanto a perturbou, no decorrer do tempo, como a fascinou. Aquela que ela protegerá sempre, à falta de protector à altura. Aquela que não precisava do entendimento das coisas. Era. Pura e simplesmente, era. E... continua a ser. Depois... sempre viveu, naquilo a que ela chamava de... o seu mundo. Mundo que foi conhecendo lentamente. E... conhecendo-o, amou-o ainda mais e percebeu os porquês das coisas. Os meandros do que se move. O infinito labirinto, onde tudo navega preso. Onde as memórias se perdem. Sempre. Se misturam. Se cruzam. Enfim, um manancial assustador de poder infinito. E... foi-se cada vez mais, afastando deste, preservando a única coisa que valia a pena preservar. Assim, solitária, permanecia só na sua própria aparência. E não reconhecia as leis e os conceitos, que não eram seus, desde o dia em que despertou. Cumpre a mais difícil tarefa: Nunca deixar de ser nada, num mundo cheio de tudo.

 

divagações

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Terça-feira, 18 de Março de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 00:37
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Domingo, 20 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (14)

 

 

XIV

 

 

 

 

 

Enquanto se dirigia até onde a aguardava a majestosa Águia-de-Cabeça-Dourada que reflectia ainda mais os raios de sol que a si chegavam e nela permaneciam como prisioneiros voluntários da sua deslumbrante e extensa penugem, fazendo da águia como que uma extensão da fonte energética, inesgotável, contida no sol-brilhante de milhões de cores em constante mutação no seu permanente contacto com o ar, finíssima cambraia transparente e multicolorida, ia ansiosa e vagarosamente, pisando o solo de areias de fino pó doirado e observava as montanhas de luz, onde a pedra dura e fria, única que conhecia, era completamente substituída por tantas pedras preciosas que nem as conseguia quantificar, mesmo que em calculo manifestamente deficiente, tal era o reino mineral, deste maravilhoso mundo de cores vivas e brilhantes, ora transparentes, ora opacas, ora incolores, com colorações inimagináveis, em constante transformação não do seu conteúdo mas sim da sua aparência visível, fosse esta piramidal ou com uma outra configuração geométrica qualquer, era-lhe completamente impossível, absorver as cores que emanavam de todo o lado como tesouros únicos a céu aberto, que resplandeciam a sua magnânima beleza. As rochas deste mundo, gemas genuínas, raiavam e expandiam com as suas milhares de incalculáveis facetas, para todas as direcções, as suas cores infinitas e em constante movimento, ao toque de cada partícula de ar e sol. Estonteada com as cores, carmim, madre-pérola, rosa, lazulli, esmeralda, ametista, rubi, cristal, topázio, safira, águas-marinhas, etc.. , não conseguia conter em si, tanta luz e tanta cor. Belo! Tão belo, que já não sabia se o conforto do calor, ameno, que ia penetrando suavemente todas as suas partículas, tinha a haver com a magnífica visão que seus olhos, extasiados, miravam em ininterrupto encantamento ou se era efeito, da serena harmonia da luz de milhões de cores. As ténues alterações do sol, quase imperceptíveis, permitiam que uma infinidade dos coloridos diamantes, alterassem as suas facetas de um tom para outro em escassos instantes de tempo, se é que este, aqui existia. Descrever este mundo, não conseguia dentro de si. Só conseguia senti-lo. Absorve-lo. Os pensamentos fugiam-lhe, para começar a dar lugar a uma fonte inesgotável de paz. Da paz sempre desejada. E era este enigmático mundo de cor que com amor, lhe dava finalmente aquilo que sempre ambicionara e sempre procurara.

 

Serena, em total quietude, a águia observava toda a sua fascinação e sorria. Mary, percebia que esta não precisava transmitir o seu sorriso movimentando um único músculo que fosse do seu descomunal corpo. Seus olhos falavam o seu pensamento. Transmitiam toda a sua doçura interior. Toda a sua compreensão, perante a criatura tão insignificante que era Mary. Estonteada perante as duas meigas esmeraldas que lhe sorriam; tão meigas, que a escassa distância daqueles olhos esmeraldinos, sem desprender o seu próprio olhar daquela rara beleza de divinas esmeraldas que continuavam a fitá-a demoradamente, teve um impulso momentâneo, de correr para elas e nelas se alojar para sempre. Descansar dela mesma. Como se pudesse entrar nos olhos que a fitavam e encontrar-se com o amor infinito que deles emanava. Mas refreou o seu mais intimo desejo e não encurtou a já pouca distância que a separava desta e, sim, endireitou seu corpo um pouco mais, alisou com as mãos, os farrapos sujos que a cobriam e, lentamente, sentindo o movimento do ar a cada movimento seu em espirais que se perdiam dentro do próprio ar, finalmente, tocou timidamente a primeira penugem que encontrou ao alcance da sua pequena mão.

A este contacto, mágico, o ar comove-se e queda-se por um instante, como que para a deixar sentir toda a ternura do seu ente.

Controlando a emoção que sentia, impedia voluntariamente suas mãos de agarrarem o ar e irem tocar nas penas da gigantesca ave, abraçando-as num abraço meigo e profundo. Queria senti-la para sempre. Mas ali, naquele mundo etéreo, era ela quem nada tinha e nada era e a quem por razões que ainda desconhecia, tinha sido permitido movimentar-se, tal fantasma, num mundo verdadeiramente etérico. Depois de tudo isto, descobria que afinal nunca soubera sonhar. Seus sonhos tinham sido pobres em imaginação. Escassos em forma e conteúdo. Demasiado aquém do que, agora, podia presenciar. Percebia que desde que desaparecera da velha Terra, tudo quanto vira e sentira, nunca tinha existido antes. Nunca.

 

Tentava... controlando a emoção do seu pequeno coração e as interrogações que a angustiavam... acalmar toda a sua agitação interior. Mas esta morria no canto de sua boca, sempre que um imperceptível movimento parecia querer surgir, podendo manifestar toda a ebulição que dentro de si permanecia, pelo inexplicável mundo que a envolvia, no seu todo.

 

A sábia águia que continuava a olha-la docemente, não quis prolongar por mais tempo o seu êxtase, poupando-a à intensidade de sentir tão profundo. Sorria aos pensamentos de Laurema e verificou, feliz, que a tinham recuperado de vez. Ela não voltaria à sujeição da matéria viva, pois começava a tomar consciência da verdade de si mesma.

- Laurema!... Despertaste para a tua verdadeira existência.

 

 

Ouvir vozes dentro dela não lhe era de modo algum surpreendente. Convivera com elas toda a vida. Surgiam inesperadamente dentro do cérebro, soltando sons tão distintos que parecia estar a ouvir as conversas do mundo inteiro, ora isoladas ora em longos diálogos, como se desconhecessem a sua presença. E muitas desconheciam. Assim como ela. Pelo menos nisso, tinha a felicidade de não conhecer a densidade dos portadores. Vozes sem rosto que tinha a infelicidade de escutar. Mas nem tudo era mau. Até porque era o som das almas que escutava como se fossem parte dela, não o sendo. Muitas vezes ficava triste. Muitas vezes ficava feliz. Muitas vezes, divertiam-na. De quando em vez, lá resolviam dirigir-se-lhe, directamente, com palavras e frases, das quais muitas vezes, não conseguia perceber o sentido, embora as ouvisse perfeitamente. Daí, neste jogo do saber, quem eram elas e porquê, acabou mesmo por conseguir fazer algumas distinções, entre estas estranhas e insólitas, amigas. E a surpresa, estonteante, levava-a a querer seleccionar quem gostaria realmente de ouvir. Mas não estava nas suas mãos, poder separar os mundos. Não estava nas suas mãos, escolher as vozes pertença de mundos distintos. Daí que, as vozes que mais a incomodavam, eram mesmo, as vozes deste mundo. Não conseguia ser poupada, até nisto. Como uma maldição .... tinha que ouvir o mundo inteiro a falar. O que, algumas vezes na vida, quando com a Velha Senhora, lhe tinha criado alguns dissabores. De facto, hoje percebe porquê. Percebe-os a todos eles e percebesse a si mesma. Embora, para bem da verdade, gostasse de não perceber ou saber nada, por essa altura. Se estivesse em suas mãos, optaria por ser a mais cega entre os cegos e mais surda entre os surdos. Porque, só queria poder estar. Só queria ser. Só queria amar. Só queria que a Sua pequena alma tivesse o direito a ser única, sem tanta interferência. Maldisse todos os Poderes desconhecidos, muitas vezes. Ficou muitas vezes triste com a Sua própria Natureza. Muitas vezes vagava no mundo, com os olhos marejados de lágrimas. Não por não ser entendida. Ela entediasse a Si mesma. E sim porque queria ser o que era. Nada! Uma criatura eternamente meiga. Eternamente sentida. Eternamente capaz de Amar até à extinção da Vida.  Eternamente ignorante das coisas da Vida Imposta, que insistia em querer fazê-la parte de si, com todas as coisas geradas num mundo que não era e nunca seria seu. Como não foi. Por isso ela estava aqui hoje. Mas, as lembranças do mundo Antigo, não as tinha conseguido apagar, mesmo perante a beleza deste mundo e de Lhaara.

Quase "desperta" destes prolongados pensamentos, enquanto deixa desaparecer sua mão na maciez da penugem de Lhaara. Mas logo a memória insiste em fazê-la recordar, tudo.

Teria estado, algum dia, Lhaara nos seus pensamentos?! É que até lhe parece conhece-la. Seria dessa altura?! Olhava Lhaara, intrigada. Se assim fosse, não estava ela zangada?! Esquecera-se de como Mary se divertira e sorrateiramente a estudara?! De como, muitas vezes, se limitava a ouvir, mais ou menos indiferente?! De quando já nem lhes dava importância. Só de quando em vez, ficava mais atenta, quando um determinado timbre lhe parecia de algum modo familiar. Paralisava instantaneamente, na esperança de algum modo, poder identificar a sua fonte. Mas raras foram as vezes que tivera essa possibilidade. Como se as nítidas vozes que telepaticamente ecoavam no seu cérebro, tivessem uma proveniência bem consciente, determinada e perfeitamente objectiva. Desistia muitas vezes e optava por as ouvir. Apenas ouvir, mais ou menos desinteressada do que falavam. Sorria ainda agora, quando se lembra que dizia de si para si mesma. - Falem para aí!... Completamente indiferente ao seu conteúdo, como se nada tivessem a ver com ela e, fossem unicamente palavras que o seu cérebro, tinha captado a qualquer distância. Mas esta voz que estava a ouvir, do mesmo modo que tinha ouvido muitas outras... Esta voz, estava ali junto a si. Era da águia que partia. Era a águia que lhe estava a falar. Já não precisava se esforçar,  ignorar ou correr a tocar algum objecto perto de si, para afastar de si mesma qualquer pensamento, como mau presságio. Aqui e agora, tinha a quem perguntar. - Laahra, recomeça a comunicar com ela:

 

- Eu, parte de ti mesma, tento que entendas o teu ser interior e te libertes do pensamento, para entenderes quem és e onde estás. - Fala-lhe, suavemente, Laahra.

- Pareces-me estranha, assim como este lugar. Isto para não falar de uma terra florida e de uma outra, onde só os ventos pareciam existir que tive oportunidade de conhecer na minha vinda para aqui. Se estou a sonhar diz-me, antes que acorde, a verdade de quem sou e porque me chamas de Laurema, o nome que guardei zelosamente ao longo da vida, como se ninguém mais tivesse o direito de o usar.

- Não és dona deste nome, no sentido que lhe atribuis. O de posse. Pois que ele, como sabes, já está gravado desde os primórdios do Tempo.

- Então diz-me a quem, verdadeiramente, pertence este nome sagrado. Do modo como sempre o senti e conheci, pode ser que o dono dele seja o nome daquele que amei, mesmo antes de nascer ou antes de tomar a forma que me cobre. Embora que para ele, guardei sempre um outro nome, diferente de todos os outros, existentes.

- Laurema, é de facto o teu nome. Mas por enquanto, não és a sua possuidora. Isto porque, não existe posse na unidade e tu o sabes. Deixa por instantes o mundo mais recuado em que viveste, pois não mais voltarás lá do mesmo modo que antes.

- Se não retorno do mesmo modo, retorno de outro? Queres dizer que estou morta e esta é a altura que alguém decide, roubando-me a memória, recolocar-me naquele mundo maldito? Mas para quê fazerem uma coisa dessas comigo, se embora não me sinta parte integrante deste sonho, o sinta como realidade minha. Se é que se pode chamar real ao irreal.

- Não posso dar-te todas as respostas que desejarias. Outros o farão por mim em devido tempo. Por ora, recorda o Senhor que anseias, pois ele não é fruto da ilusão do mundo último e anterior, onde essa tua forma foi criada. A realidade é que nasceste e aprendeste o que não devias, mas ser, nunca o serás, porque tu já és muito antes de seres. Tenta ser tu, porque aqui nada e ninguém te impedirá de ser o que és. E sossega o teu espírito, porque a tua memória não te será roubada ou retirada, muito pelo contrário. Eu – e a fantástica ave, num gesto gracioso, sacode levemente a sua penugem multicolorida – sou quem temes que eu seja, tu és quem és, e o que te rodeia é parte de ti, e aquele que regressará em breve é aquele a quem chamas de teu Amado Senhor.

 

 

- Quer dizer que então morri, embora continuando com o mesmo corpo? Pode então a matéria viver depois de morta? Estava infiltrada no pó quando morri. Ninguém estava presente para atear fogo ao corpo que me cobre... não entendo... diz-me quem é o meu Senhor e onde está Deus. Quero falar com ele e dizer-lhe o que aconteceu comigo, perguntar-lhe porque fez o mundo de onde venho, onde a única lei é o sofrimento ilimitado de cada ser humano que tem a infeliz desdita de ali nascer, seja no antes, no agora ou no depois. Perguntar-lhe porque permitiu tudo quanto aconteceu neste mundo e vai continuar a acontecer, sem interferir para parar tanto massacre humano. Se és o seu mensageiro e não me for permitido vê-lo, leva-lhe uma mensagem, porque todas as que lhe transmiti na vivência ele ignorou. Se foi ele que criou o mundo como eu o conheço e, se podendo, nada fez, eu não o quero, porque me fez nascer lá e me ignorou todos estes anos de martírio, estando desde o princípio ao fim dessa existência, sujeita a leis que não eram as minhas, sofrendo humilhações, tendo que ser o que não era, impotente perante todo o sofrimento humano que existia.

 

- Pobre Laurema, que não consegues entender que nem estás viva nem estás morta. Que continuas a usar as mesmas definições do mundo que sempre desprezaste, até para exprimires o teu próprio mundo que não tem definições: Apenas é! É tão simples como o teu ser interior e, neste momento, nem o consegues pôr a agir. Usarias tu no outro mundo o teu interior e neste mundo o teu exterior? Estás também a alterar a Ordem da Lei. Como queres tu entender?!... não consegues situar-te... mas nós sabemos como será difícil para ti entender esta verdade, depois de viver presa na matéria.

- Se é como dizes, que não estou morta nem viva, então o que sou neste momento?

 

Descendo levemente uma de suas asas, alongando-a na horizontal até onde se encontrava Laurema, Laahra, convida-a com o seu nobre gesto, a subir e instalar-se confortavelmente num rectângulo acabado de aparecer, magicamente, com tantas cores que Mary recostada nele nem se distinguia a olho nu.

- Vou mostrar-te um pouco deste mundo e dos que lhe estão interligados. As passagens intermédias de uns para outros. Em cada um, conforme o seu curso de vida, difere em lei e em ordem. Mas, antes disso, quero contar-te como aqui vieste parar.

 

 

E enquanto planava por entre todos os céus, Laahra conta-lhe todos os ínfimos pormenores da recuperação dela das garras da matéria e do sono que tinha se imposto a si própria, quando a morte do seu corpo tinha chegado.

- Laahra, onde está o meu Senhor Amado? Preciso de o recordar.

- Eu sei que só quando tu o tocares é que o conhecimento total da Verdade-Justiça e do passado longínquo, voltará a ti. Mas terás que aguardar junto comigo que ele regresse da Cidade-Brilhante. Até lá, mostrar-te-ei a Terra, isto é: Uma das suas quatro partes, para que te familiarizes com o mundo exterior onde te encontras, que é o teu interior ao contrário do mundo em que viveste.

 

 

E foi assim que Laurema foi vivendo os dias sem princípio nem fim deste mundo.

 


amor, essência, ficção, livro, matéria, morte, vida

publicado por lazulli às 17:53
Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008
SintoMe: com sono

EscritoPorLazulli lazulli às 02:07
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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (13)

 

 

XIII

 

 

Sentada sobre um finíssimo pó, dourado, de onde emanavam tons etéreos que a envolviam numa aura mágica de eterno sentir, brincava com os reflexos que se iam escapando, suavemente, pelos dedos erguidos à altura de seu rosto, como melodias inaudíveis. Encantada, com esta visão indescritível, permite que esta envolvência se assenhore de si. Perdida no nada de si mesma, incapaz de vislumbrar um único pensamento, como uma criança longe do mundo físico de que faz parte, envolta na luminosidade que se movimentava suavemente em torno de seu corpo, olha de olhos estáticos, inebriada de fascínio e, vai pousando suavemente a sua pequena alma, no fundo de si mesma, como se estivesse num regresso à sua origem. Integrada na harmonia deste novo mundo, sentia que nunca nenhumas mãos estranhas, intrusas ou nefastas, a pegariam do seu próprio habitat e ali a colocariam, possibilitando-lhe esta paz. Esta certeza, tranquilizava a sua pequena e desgastada alma e, ia estando, permanecendo, apenas permitindo a entrada deste mundo dentro dela.


 

Ergue os olhos verdes, da mais verde planta que o mundo podia conter e, como se a um chamado oculto reagisse, avista a águia dos sonhos eternos. Bela e gigantesca, voando ao longe, parecia dirigir-se a seu encontro. Não mais retirou os olhos do seu voo alado enquanto a sentia aproximar-se de si. Parecia-lhe que conseguia sentir a ave a sorrir, como se um só sorriso existisse entre ambas. Intrigada, mas não receosa, começou a parecer-lhe que o seu sonho era já demorado (aliás, como todos os sonhos que tivera desde a terrível catástrofe, que se abatera sobre toda a deficiente civilização dos presunçosos civilizados) e, que, despertar tardava. Mas, no seu íntimo, não sentia necessidade de tal acontecer. Queria permanecer ali, para sempre! Longe da vida e da morte. Longe de tudo quanto a tinha magoado. Longe da implacável existência, sem sentido algum. Mas, continuava a interrogar-se, recriminando-se por pensamentos tão incómodos, sobre a natureza deste estranho lugar e, acima de tudo, o que estaria ela ali a fazer ou como teria ali ido parar. Sem retirar os olhos da majestosa que se ia aproximando, ia observando extasiada, as suas transformações em pleno voo, em milhares de figuras, como se nessas transformações quase simultâneas , se pudesse desdobrar delicadamente sobre si mesma em finas cambraias, de milhares de cores transparentes que lembrava a Mary, asas de libelinhas. Daquelas que recolhia em criança, dos regatos de água límpida por onde gostava de meter os pés nus e caminhar até onde lhe era permitido. Fantástica e majestosa visão entra pelos seus olhos, fazendo as pupilas dilatarem-se até ao máximo da sua pequena capacidade, perante beleza nunca vista. A gigantesca ave parecia brincar com a sua perturbação, enquanto a sobrevoava, mostrando-lhe a plenitude das suas façanhas.

Apetecia-lhe correr, correr tanto, que seus pés continuariam a caminhar mesmo suspensos do ar e alcançar aquele ser. Mas, não se moveu. Continuou a olhar extasiada, tanta beleza incompreensível, para ela, simples e deficiente mortal. Mortal?! Ou será que morrera e este era um outro mundo? Não fora assim que imaginara um outro mundo. Mas, era este, um outro mundo?! Sempre quisera estar só. Tinha-o conseguido?! Com bênção tão magnânima, como ter por companhia um ser que ultrapassava as mais fantasiosas visões, do mundo mágico posto a descoberto, pelas mais fantásticas imaginações das almas que buscam, ainda pensava, se, se podia chamar pensamento à desordenada linguagem que ia tentando descodificar dentro do seu pequeno cérebro, quando a vê pousar, a alguma distancia, que lhe permitia, erguendo-se, quase tocar a ponta de uma das asas deste ser. Se quisesse tocar nas suas penas e afagá-la, senti-la no toque das suas mãos, teria que percorrer uns bons metros e assim o fez, erguendo-se, como pode, sob o olhar atento e brincalhão da enorme ave, à sua instabilidade, provocada pelo ameno o ar que a percorrera e fez vacilar para um e outro lado, devido às dimensões descomunais de Lahra, tinha-se desequilibrado com o bater das asas sagradas quando estas planaram junto a si, e caminhou devagar em sua direcção.


 

Um turbilhão de pensamentos, insistiam em permanecer dentro de Mary , atrapalhando-lhe o momento que estava a viver. Esfregando os olhos, alisando com as mãos os cabelos ásperos e escassos, ora limpando a cara e as mãos, como se para chegar apresentável junto da majestosa, continuava a caminhar em sua direcção, levando estampado no rosto um sorriso teimoso, apesar de tanta inquietação. Já não sabia quem era ou o que era e também parecia que nada disso tinha mais importância. Só queria chegar perto, muito perto dela. Sentia que esta a aceitaria. Mais! Sentia que a amava. Que a conhecia!

 

(continua)

 

penso: em paz
amor, ficção, futuro, livros
publicado por lazulli às 12:17
Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
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EscritoPorLazulli lazulli às 01:28
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Humanidade Escravizada (XXII)

 

 

(XXII)

 




Hereges da Idade Média

 

 

 


 

Os Cátaros, (Albigenses, Patarins, Valdenses), também chamados bons homens e boas mulheres ou perfeitos, designação da qual provavelmente muitos nunca ouviram falar, foram todos dizimados em lindas fogueiras da Inquisição, criadas pelo poder Papal, apenas porque eram verdadeiros humanistas. Eram chamados os «puros» exactamente porque sabiam distinguir o bem do mal. O mal para eles não era Deus mas sim o poder feudal e clerical, porque estes dois poderes, em nome de Deus, usavam toda a população unicamente para defender os seus próprios interesses económicos. Acreditavam num Deus do Bem e do Espírito e um Deus do Mal e da Matéria. Para eles, o homem é o palco de um conflito permanente entre dois princípios no qual participa como num combate contra si mesmo e que pode ser travado no decurso de várias vidas. O Inferno está na Terra e todos os homens, se ganharem esta guerra entre a dualidade, matéria/essência, chegarão um dia ao «Paraíso». Isto é: À sua Origem. Na sua convicção, os Cátaros denunciavam que a obra do Mal era perpetuada pela procriação. Porque era e é através dela, que os seres vivem e revivem num ciclo fechado de existência eterna, onde a morte não é realmente morte nem a vida é realmente vida. Assim sendo, o casamento era a instituição demoníaca primacial, que perpetuaria eternamente a existência do Homem na Terra, onde as pessoas existirão sem terem que existir. Continuarão a estar de forma para forma, porque não sabem que viver sem forma é serem elas mesmas.

Muito antes de tão pouco conhecer a palavra Cátaro, já eu tinha pensamento Cátaro e levei muito tempo a saber que felizmente não era a única, embora tendo todos desaparecido quando a Igreja, com medo que a verdade se expandisse por toda a Terra, os exterminou. Convido o leitor mais interessado a procurar literatura sobre este assunto que, embora rara, existe. Porque o que aqui escrevo é manifestamente muito pouco para esclarecer devidamente quem de facto foram os Cátaros. Eram eles os heréticos, queimados aos milhares pela vossa Santa Inquisição. Entre 1240 e 1260/1270, a repressão atingiu um tal grau de violência, que os heréticos foram perseguidos e ­dizimados para sempre. Essa explosão de crueldade, que conduziu a espantosos excessos, a «cruzada» contra os Albigenses (cátaros instalados na região de Albi, no sul da França) teve um lugar importante e facilitou a introdução de medidas sangrentas.

Já a 22 de Julho do ano 1209, os cruzados escalaram os muros da cidade de Beziers, tornando-se donos e senhores da praça. O seu fanático zelo religioso primou pelo exercício da mais raivada e desumana matança. Nada foi capaz de impedir os golpes desapiedados dos cristãos, tudo foi derrubado sob a sua espada morticida. A virgindade, a inocência, a velhice e as crianças, era tudo a mesma coisa. Vítimas destinadas à mais brutal carnificina.

Os cruzados cristãos deram morte indistintamente a católicos e Albigenses.

Mataram cruelmente todos quanto encontraram pelo caminho. Nenhuma criatura humana escapou. Mesmo aqueles que não professavam os princípios dos ditos hereges, tiveram a mesma sorte. A defesa do Cristianismo teve um excesso tão requintado que nem os templos e altares sagrados serviram para abrigo dos infelizes que, fugindo espavoridos às espadas sangrentas dos cruzados, se refugiavam nos lugares que julgavam poder parar estes senhores macabros. Aí mesmo, nos lugares supostamente santos, foram imolados e depois incendiados para que nada restasse deste povo que não temia Deus, mas acreditava nele de um outro modo. O balanço desta carnificina foi templos e edifícios devorados pelas chamas e 60 000 mortos de todos os sexos, idades, estados e condições.

E tudo isto porque temíeis que a verdade sobre a verdadeira natureza do Homem fosse revelada e entendida e, assim, não pudésseis governar mais o mundo e os homens. Era um poder que não queríeis perder e não perdestes. Na História não devíeis ter camuflado esse período negro da humanidade ocultando sempre a verdade sobre um herege. Mas penso que o fizestes por medo. Medo da verdade.

Assassinados violentamente por vós eles morreram no passado, mas a sua verdade prevaleceu dentro daqueles que realmente não são só constituídos por matéria. E, apesar de não terem tido tempo para espalhar a verdade sobre as vossas verdadeiras intenções para com a humanidade, a verdade do interior do ser humano não é apagada com a vossa História porque a verdade continua igual a si própria, não é alterada. Não sois tão poderosos ao ponto de poder alterar a verdade da Origem da Humanidade. Só por terdes abafado a História, pensais ter conseguido afastar da mente do homem a sua origem, mas sois muito ignorantes sobre tudo o que se passou e continua a passar, ou muito defensores da matéria viva para não perceber o que é verdadeiramente um herege.

 

penso: nem a gregos nem a troianos

actualidade, ensaio, história, homem, humanidade, livros, morte, mulher, religião, vida

publicado por lazulli às 13:23

Sexta-feira, dia 21 de Dezembro de 2007

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EscritoPorLazulli lazulli às 01:47
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Humanidade Escravizada (XXI)

 

 

XXI

 

 

 

Era bem melhor que deixassem os rituais ridículos e colaborassem no sentido de dar à humanidade a verdade para que os homens um dia pudessem realmente viver em paz. Mas isso não lhes seria conveniente, porque se o ser humano atingir a verdadeira capacidade de pensar todos serão iguais; e sendo iguais, deixará de haver neste mundo um abismo profundo, nestas desigualdades que separam o homem e aí deixarão de existir privilegiados e despriviligiados e, como esse tal Deus do Homem disse, haverá sempre ricos e pobres. Mas claro que dos pobres é que será o reino dos céus, que nunca ninguém viu nem tem a certeza que exista, mas acreditam (têm fé) ser verdade que um dia, só porque cumpriram as regras da Igreja e do Estado (dois poderosos aliados, da governação humana), alcançarão esse lugar eterno. É espantosa esta lei da fé. Só é preciso acreditar sem questionar. E a troco da promessa do paraíso eterno, feita pelos homens do Poder, vergam-se aos seus caprichos, perdendo a sua verdadeira identidade. Essa "lei" que nos diz para acreditarmos em tudo quanto os dois poderes do Mundo nos dizem. Acreditar sem ver, acreditar em quem nos diz, e quem nos diz são homens que na maioria das vezes vivem despreocupados com a sua sobrevivência que é assegurada por todos estes crentes/fiéis; e histórias para nos convencer não faltam. Mas, a propósito de herege, gostaria de relembrar alguns e outros informar, na medida do possível, o que há praticamente mil anos atrás significava o termo "herege", a quem foi associado e as consequências que daí adviriam para todos os "hereges".

 

penso: bem
estado, existência, homem, humanidade, livros, morte, ensaio, religião

publicado por lazulli às 19:27

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007
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EscritoPorLazulli lazulli às 16:32
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Domingo, 6 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (12)

 

 

XII

 

 

 

 

Viram-na adormecer serena e confiante. Taudus, lamentou que não o tivesse visto. Como ansiara ele este momento e ainda por mais um pouco adiado. Poder olhar os seus olhos e fundi-la em si. Poder amá-la num único olhar. Tocar o seu rosto. Senti-la! Ah! Que saudades eternas guardava dentro do peito. Quanto desespero viveu em sua busca. Quanta dor suportou, de mundo em mundo, na tentativa de a encontrar. Oh, deuses! Guardai o nosso amor eterno e não permitais mais uma separação tão dolorosa. Creio que nenhum dos dois suportaria mais uma privação de nós mesmos por mais pequena e insignificante, que ela fosse. Chegou o momento, porque todos esperamos. Nada mais pode acontecer que nos leve para mundos distantes e desconhecidos, um do outro. - Emocionado, continuava a olhar a pequena criatura, que alheia a tudo isto, continuava a dormir um sono profundo.

Saber que ela se encontrava sã e salva no seu próprio mundo, onde a Matéria, não mais poderia recuperá-la, tranquilizava-o. Finalmente, encontrada e recuperada estava a sua Amada. Nunca mais o Tempo a roubaria de si. Sabia que dentro de instantes teria que regressar à cidade-do-Sol-brilhante . Ali, onde existiam os sublimes seres acobreados, constituídos de essência, quase pura, o Tempo estava consumado. Todos queriam regressar a Casa e despir a forma que os cobria, permitindo assim, a extinção deste mundo semi material, que lhes tinha servido de morada, durante muitos milénios. Mas nenhum queria aqui ficar ou lamentava a partida definitiva, desta maravilhosa cidade, onde o Sol, amado de todos, era permanente. O Retorno à Origem, era a necessidade de todo o Ente que, cansado, desejava para si e para o Todo, a integração na própria essência. Finalmente, o Universo Essência, dava os primeiros sinais, de um regresso definitivo ao Tudo Nada. Só faltava a presença de Taudus , para que se iniciasse o desejado. Imprescindível, era a sua presença, para reabrir todas as entradas para o mundo distante e deixar fluir toda a essência como um Todo em direcção ao seu próprio Universo. Mas, nem esta necessidade premente, conseguia abalar o êxtase de felicidade que transbordava dele próprio. Do Guerreiro destemido e agressivo, que pelejava, contra todos os "demónios" de rostos velados que habitavam por todo o Espaço, em milhões de formas de vida, já quase nada restava. Ele tinha encontrado a sua paz.

Antes de "voar" ao encontro dos que o aguardavam, tinha que demonstrar a sua imensa gratidão, para com todas as forças universais que, piedosamente, lhe haviam cedido as suas inesgotáveis energias, de modo à reconstituição da matéria-inerte no frágil corpo de Laurema , sem as quais lhe teria sido de todo impossível, vencer tamanha resistência. Só unidos todos num gigantesco querer tinham conseguido vencer a vida renovando-a novamente. Não partiria sem primeiro agradecer à Essência da Vida e aos Eternos que aguardavam longe e que muito tinham contribuído para o encontro e volta de Laurema . Daí, que, com sua espada flamejante, ateou um punhado de pó multicolor, deixando ao éter a simbiose perfeita da integração da luz com a luz, em agradecimento àquele que se encontrava longe. E o céu viu e ouviu o seu gesto de amor eterno.

 

 

 

Depois do seu acto, olhou o corpo de Laurema como para guardar dentro de si a pequena criatura que era parte de si mesmo. Sorria ainda quando, de um salto só, se acomoda sobre o dorso de Drackin . Sussurra-lhe com voz suave e Drackin, percebe a necessidade e ânsia, de seu senhor amado e parte veloz para lá das areias infinitas, fazendo crer a quem o observasse, ser possuidor de invisíveis asas aladas, que os levaria a ambos à cidade-do-Sol-brilhante para fazer o que tinha que ser feito e dar a boa nova. Tudo se consumiria de ora em diante, graças ao aparecimento de Laurema, nesta dimensão do Tempo. Mas antes de partir, Taudus não se esquece do pedido desnecessário, tal é a sua agitação interior e, pede a Lahra, sua eterna companheira, que desta vez não vai participar na consumação de um novo mundo, que cuidasse de Laurema até que esta regressasse a si mesma e aprendesse parte do seu mundo, que era este.

 

 

penso: não interessa

 amor, ficção, futuro, livros, passado, presente

 publicado por lazulli às 09:06

 Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

(2) comentários


EscritoPorLazulli lazulli às 01:35
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