Quinta-feira, 7 de Setembro de 2017

cristal

lfotodanet
Hoje que a Esperança morre lentamente e o Tempo já não é suficiente lembro um mundo de cristal que nunca esqueci e a ansia de a ele retornar o mais depressa possível porque continuo com a certeza que não sou deste mundo e que continuo sem saber viver nele.

SintoMe: igual a ontem
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EscritoPorLazulli lazulli às 01:29
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

São lágrimas, senhor, são lágrimas

 

 

"São lágrimas, meu Senhor, são  lágrimas"

 

 

lágrimaAzul

 


Lágrimas 
 

dizeis vós

senhora minha...

como podeis guardar lágrimas em Vossas mãos

se vos amo

desde o raiar da aurora

até ao descer do manto que cobre o mundo

dizei-me vós

senhora minha

a verdade

não me oculteis a razão

do vosso deambular

por jardins

que são unicamente meus

senhor

de todos eles

o que escondeis em vossas mãos

senhora das mãos de prata.

 
 
 


"Lágrimas, meu senhor, lágrimas ."

 


Pelos deuses

não me desespereis mais

abri vossas mãos

quero ver o que trazeis

e o que me ocultais.

 
 


"Já vos disse, Senhor, são lágrimas ."

 


Desesperais aquele que vos ama

desafiais

a paciência de quem amais

com vosso silêncio e persistência

abri vossas mãos

agora

vos ordeno

que o façais.

 
 


"Senhor, vos digo que são lágrimas ."

 

Lágrimas que guardei

neste deambular

e afins

acreditei

que guardando-as

junto a meu peito

nelas recolheria vossas promessas

o amor de meu senhor

perdoai-me

mas não

não me pedis

tamanho sacrifício

pois com sacrifico as guardei

e em mim as mantenho

não posso senhor

fazer vossa vontade

porque

são mesmo  lágrimas o que trago

aconchegado

em minhas mãos

desde que aqui cheguei.

 

Não é prata senhor

muito menos palavras

como aquelas que bem conheceis

as vãs palavras

muito menos palavras vãs

esses raros bens

eu não possuo

só possuo as minhas mãos

que bem conheceis

e o que nelas guardo.

 

 


Quero ver senhora

só assim acreditarei

em vós

vendo com meus olhos

o que nelas guardais

mostrai-me

o que trazeis

guardado em vossas mãos

hermeticamente seladas

numa concha impenetrável

não tolero mais olhar-vos

e ver-vos sempre com o mesmo ar

não mais demandas à luz da aurora

nem na noite oculta

quando a lua não se vem ali colocar

para a alumiar

não tolero mais tanta demanda

em busca do impossível

senhora das mãos de prata

abri vossas mãos

mostrai-me o que elas contêm

não acredito mais em vós

nem naquilo que dizeis

ordeno

que me obedeçais

neste momento

onde minha paciência

já esgotada

vos considera

menos que nada

então em que ficais

mostrais

ou não mostrais.

 

 

 

 

Senhora das mãos de prata

liberta as mãos

lágrimas.gif

 

 

 Abre as mãos e deixa que se expanda serpenteando por todo o solo a luz que dela emana.

(duas lágrimas de prata deslizam pelo rosto da alma que pena pelos jardins do castelo apalaçado e assombrado, guardado pelas torres lá do alto, onde os olhos vigiam...)

(de olhos erguidos, em frente ao rosto amado, como outrora, abre as mãos de prata e logo as águas de luz argêntea deslizam pelos jardins assombrados do tenebroso jardim de onde foi expulsa sem uma palavra)

 

 

lágrimas.jpg

 

 


E logo as duas águas se misturam

na água única

as que nascem de novo

e as recolhidas

carinhosamente

na penosa demanda

pelos jardins desconhecidos

pequenos cursos

irradiam a luz do dia

sob o olhar atento do Sol

que lhes abrilhanta ainda mais

a cor da dor

encerrada em cada gota

de prata

serpenteando pelo imenso jardim

as águas mil

de mil segredos

de mil medos

e do amor eterno

inundam o jardim assombrado

ameaçando afogar

no seu inesgotável

aumento

o amor maior

que em si encerram

 

                                     


Eu disse-vos senhor

eu avisei meu amado.

 
 
 

Senhora

perdoai minha desconfiança

eram lágrimas

lágrimas de cristais

perdoai

minha desconfiança

perdoai vosso senhor

e fechai a fonte de onde brotam

as águas inesgotáveis

eu vos ajudo

a consegui-lo.

 

 


Agora é tarde

meu senhor

as águas mil

deambularam por todos os recantos

do jardim já assombrado

assombrando novamente nossas almas

até á eternidade

porque meu senhor

não confiastes

naquela que vos ama desde a eternidade

fechasteis palácios

jardins

deixasteis morrer o mundo

com a a vossa desconfiança

e matasteis o sagrado

para sempre

condenando aquilo que mais amasteis

eternamente.

Perdoo-te senhor

quando chegar o dia

em que puderdes perdoar a vós mesmos.

Correi agora

parai as águas do meu mundo

que serão mais eternas

que a eternidade

que nos separou.

 
 


Procurai

buscai em todas as esquinas

ide numa demanda

até me encontrardes de novo

porque vossa amada

Tem que partir novamente

para o lugar

de onde veio

mesmo ali

perscrutarei

todos os os vossos movimentos

aguardarei

pelo vosso entendimento

e recolherei as lágrimas

que puderdes recolher nessa demanda

que ireis fazer.

Trazei de novo a mim

as minhas lágrimas senhor

essa é vossa tarefa

para sempre.

 

O mundo e o que o mundo contém

morrerá

por minha dor

Senhor

Porque não me reconhecesteis

E o grito d'alma

atravessou o infinito

e se fez ouvir

por todo o Espaço Criado

assim como o nºao criado

expergindo as lágrimas

do Amor Maior

 

Tenho Pena

Tenho Dor

Tenho magoa

Por minhas lágrimas.

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Eram lágrimas Senhor, eram lágrimas. 

 

Final do poema "Sao lagrimas, meu Senhor, sao lagrimas, escrito no ano 2007

 

SintoMe: ... a espera

EscritoPorLazulli lazulli às 18:27
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Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

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SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
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EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015

No Rio Do Esquecimento

(.... e, sucumbi... agora... tento recuperar em prol da Verdade.... a humanidade...)
                                                               
 
Predestinação                                                                        Reconhecimento
      (2007)                                                                                                                     (2015)
 
 
 
A ave
nos céus
paira ferida

ensombrada

por setas humanas

certeiras
vacila no voo alado
que lhe estava à muito
predestinado.                                                                                                          E não queria.

 

Seus propósitos

ensombrados

por humanos

que pisam a terra dura

parecem ficar adiados   
e mergulharem                                                                                                   E mergulharam
no rio-do-esquecimento.                                                                                     Profundamente                                                                                                                                                 

 

Porque a ave                                                                                         No rio-do-esquecimento

não sabe falar a língua dos homens                                                                            aprendeu

não sabe exprimir                                                                                 a falar a língua maldita

o seu sentir                                                                                                                sem Sentido

sagrado                                                                                                       a língua dos homens

e destinado                                                                                                                sem destino.

ao Sentido.                                                          

 

Como os homens não sabem voar

para a alcançar

preferem feri-la

fazê-la mergulhar

no rio-do-esquecimento.                                                                                     E conseguiram.

 

 

Interpretam-na

de acordo com a terra que pisam

abandonam-na

na sua queda

que já se avizinha

abandonando os seus propósitos                                                              Por desconhecimento

de a ter                                                                                                                    de si próprios

de a saber                                                                                                              da sua Origem

de a proteger                                                                                                         do seu destino.

de si mesma.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

 

Vacilante

voa desequilibrada

sobre o nada                                                                                                                         E cai

e a pequena sombra que projecta                                                     Nas águas mais profundas

é a do seu voo alado                                                                                                       Do nada

danificado

por tão má interpretação

à sua tão

indecifrável linguagem.

 

 

O rio

que corre

são as lágrimas que verte                                                                               E nele mergulhou

de mágoa                                                                                                  E nele continua presa

de dor                                                                                                  a lianas que a entrelaçam

de culpa                                                                                das quais não se consegue libertar

por esperar                                                                                                                plenamente.

por aguardar                                                                         

por não querer

acreditar.

 

Desespero                                                                                                       Por não conseguir

por não se fazer entender                                                                  Soltar suas asas molhadas

e deitar tudo a perder                                                                                                        E voar

na tentativa                                                                           Esquecendo a língua dos homens

de usar                                                                                                                       Corrompida

a língua                                                                                      Que não queria ter aprendido.

dos tradutores

desconhecidos.

 

Não existe um sentido

nas palavras

existe um som inaudível

que vem de muito longe

antes do Tempo

mas sua alma

ferida

perdida

desacreditada

está no nada.                                                                                  Mais ou menos mergulhada.

 

As asas

projectam à terra

seca

palavras sem poder

palavras

de um tempo esquecido

de um tempo

onde dois                                                                                                                            E hoje

eram um.                                                                                                              Não é nenhum.

 

E, se as asas

no seu voo

incompreensível

ensombrarem                                                                                 

a terra

e os que nela estão?!                                                                                            Ensombraram.

 

 

Então                                                                                               

mergulhará também                                                                 

no rio                                                                                 

das suas próprias águas                                                                                         E mergulhou

sombrias                                                                                                                      sem querer

frias                                                                                                                               sem saber

distantes                                                                                                               nas águas frias

pela sua própria sombra                                                                                         deste mundo.

do eterno perdido                                                                                                  

e nunca esquecido                                                                                                  

por não mais acreditar

na Promessa

no Amor Maior

e na Verdade                                         

assumindo para Sempre      

a sua Culpa!   

 

 

 

                                                                      Entendeu

                                                                      por mágoa e desespero

                                                                    que se Um não é Dois

                                                                    e Dois não é Um

                                                                    nada tem razão de existir

                                                                    e mergulhou

                                                                    no rio-do-esquecimento

                                                                    porque sem um

                                                                   não existe o outro

                                                                  E o mundo perdeu

                                                                 A sua própria perda

                                                                 lá do fundo das águas frias

                                                                 olha o desenvolvimento repentino

                                                                 do adormecido

                                                                E sente Culpa!

                                                                        

(09.04.2007) (Diálogo com o meu amado eterno perdido e esquecido de mim. O único que perceberá a minha língua que nunca ensombrará os seus propósitos) Poderei enganar-me se um humano, falar para mim a minha própria língua? Como pode quem não é, ser?! Como ficarei se isso acontecer?!: - Como a ave, morrerei de dor e culpa. Esse engano não pode acontecer. Se acontecer, como o desfazer?! - Onde estás, TAUDUS?! Onde estás?! Não deixes que mortal algum use a tua língua sagrada. De contrário eu morro, na minha própria culpa e, sucumbirei no rio-do-esquecimento.

 

procura imortal terminada na Terra

 

 

(09.04.2007) Sinto dificuldade em saírem palavras de dentro de mim. Parece que tudo que escrevo leva outro sentido. Não "controlo" mais o meu Ente. Por enquanto não sei falar. As palavras minhas não corrompidas têm o poder de fazer e desfazer o que se calhar não tem que ser. Mas, não sei como parar esta dor. Esta mágoa, do engano perpétuo, que ainda não me convenceu de poder acontecer. O Universo não previu isso. Nos genes estava escrita a certeza. E, agora, estou doente, porque não entendo. Não me conformo com a possibilidade de um engano. Diz-me toda a partícula, que é assim. Continua a dizer-me. Todos os genes, continuam num reconhecimento dos sentidos. Mas, a realidade, diz que não. Estou confusa. Torturada com esta dor que para mim é a única razão porque existo, porque existi e porque existirei. Sempre. Se o Universo não me socorrer. Não sei. Mas, sucumbirei. Sei!

lágrimas no rio-do-esquecimento

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:04
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Domingo, 13 de Dezembro de 2015

O Regresso Dos Eloins

 

 

 

Após A Queda Da Raça-Humana ELES Também Não Governarão O Mundo.

A Terra Não É E Nunca Foi Deles

SintoMe: mui atenta

EscritoPorLazulli lazulli às 03:57
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

O Terceiro Ramo


ReligionSymbolAbr.PNG

 

 

Da estranha e frondosa Árvore, dois ramos floriram e secaram restando o terceiro ramo o combatido e oculto pela pujança das flores dos dois anteriores, que tinha sido o primeiro local onde tudo começara.


No entanto, estes dois, secos, estéreis, por falta de credibilidade da alma, pela promiscuidade assumida e mal disfarçada, deixam à vista desarmada aquele que cresceu lenta e persistentemente nas areias do deserto, antes vistoso. Quase intocável. Afinal, a larva protegida, lembrando memórias antigas do local onde pousou, multiplica-se pelo mundo, mais do que os dois anteriores que tiveram o seu tempo, o seu momento e o seu reinado, sobre os homens da Terra. É esse que a Árvore Mãe utilizará para que as suas raízes permaneçam por mais mil anos. Nem mais Roma nem Judeia é o tempo de Romeia . (romã)


Quem se chegará à sombra desta ramagem que desponta no inverno do mundo?! Todos! De um e de outro modo, todos confluirão para o centro para serem aceites pelo deus único. E, serão! Pior de tudo será a possibilidade do 4º Poder. A unificação dos três num. Mas mil anos passará, antes de isso acontecer, se até lá nada se quiser fazer. Todos aqueles que antes se abrigavam crédulos sob a sombra dos dois ramos dominantes, hoje secos, a precisarem de ser substituídos, abrigar-se-ão, sem pejo algum, nas ramagens que aí estão. Venderam-se ou fraquejaram um dia... voltarão a fazê-lo e lutarão sem grilhões de espécie alguma aparentemente longe das religiões e das políticas que albergam os três, em um. Como actuará ou sob o que actuará o terceiro ramo?! Sobre o que de mais sórdido tem a alma humana; a ambição da diferença, o poder dos escolhidos! - Mas não se estendia já a frondosa árvore e os seus tentáculos, ao mundo inteiro?!  - Não, totalmente. Apesar da infinidade de folhas, de variadíssimos tons, da frondosa, espalhadas em todas as direcções da alma carente de verdade, ainda existem muitos puros que não sabem que são puros e estão ao serviço da Árvore que tudo comanda na lei e na ordem, da desordem da alma. Mas a Árvore, sabe. Conhece-os! E, há-de persegui-los para sempre! Até os ter em si! daí... Estava predestinado que assim seria, caso falhassem os dois ramos anteriores. E, falharam. Chegou a vez do terceiro ramo. E o primeiro transforma-se no terceiro. Falta cumprir-se o desejo da Terceira PedraNegra. A única que pode ser vista enquanto as outras Duas continuam ocultas. Portanto não expandiram ainda o poder que delas emana, por estarem ocultas ao olhar humano. Daí ... o Perigo de um futuro 4º Poder. ... e a humanidade nunca mais será livre ... se não entender. Se não destruir as pedras negras, guardadas zelosamente nos três locais da Terra, onde fiéis se arrastam em torno do mal que os aprisiona e os faz manterse eternamente na Terra. Longe, muito longe da Sua Origem Cósmica. A única que é pertença de si mesmo.


Tem a ver com gente?! De que lado se situarão?! - Não propriamente. - A meu ver deviam ficar unicamente do seu próprio lado. Ser únicos! Manter a Essência que lhes habita o Ente. E só por ela lutar. Unicamente. ... longe das pedras negras guardadas a sete chaves nos redutos mais visíveis do mundo.


Quem combaterá o último e terceiro ramo?! - Ninguém! Porque todos estão por e com o mesmo. A mesma lei interminável de intolerância. De ódio. Destruição. De subjugação humana, onde o poder continuará concentrado, nos mesmos. Com outras cores. Com outras bandeiras. Mas com os mesmos dizeres. Recuam no tempo e a lei ortodoxa  volta de novo, a primeira lei instituída à chegada, como se nada tivesse sido feito, o tempo todo. Como se todas as batalhas tivessem sido inúteis ... tudo planeado ao mais ínfimo pormenor, para que o controle nunca lhes seja retirado.
(O Universo chora a sua perda eterna. A sua essência estilhaçada por todo o lado. Por cima, por baixo. Aos lados do que existe e não se vê.)


Porquê?! - Porque são quase todos da mesma cepa. Ou pretendem pertencer à mesma cepa. Por isso tudo aconteceu, acontece e vai continuar a acontecer no mundo. E o mal perdurará para Sempre. Eternamente. (talvez um dia ... a essência e a matéria se defrontem e aí ... um dos lados vencerá a Grande Batalha Cósmica que teve início na Junção de ambos, separando desse modo ... as águas que tudo consomem.)


Os combatentes e os combatidos, são diferentes?! NÃO! São todos o mesmo! São feitos de "duas "Matérias" Diferentes. Se bem que sirvam, praticamente, unicamente uma delas.


Uns ainda, tentando levar a água, tanto ao Primeiro como ao Segundo ramo, consoante os seus insignificantes interesses de domínio, perante quem os fez nascer. De exposição. Mas render-se-ão. Para tomarem para si uma vivência fácil e duradoira, na submissão. (desse modo alcançam a reles eternidade)


Então, quem sobra, para impedir a Nova Catástrofe dos mil anos seguintes?! - Os puros. Os leigos. Os nada. Os pagãos verdadeiros! Aqueles que nunca se abrigaram de baixo de nenhum dos ramos da Árvore posta no meio do Paraíso. (que não se abrigaram de modo algum e mantiveram a alma intacta longe dos ramos principais e das folhas que estão sempre deles a cair e... se espalham em todas as direcções. Difícil resistir. Difícil não tropeçarem nelas devido à sua enormidade. Mas... o Ente reclama consecutivamente a Própria Origem e... por entre a Dor da Consciência... doridos... se vão desviando. E... alguns conseguem não serem cobertos pelas ramagens, pelos ramos, pelas folhas e .. até pela Poderosa Árvore que a Todos Comanda.


São muitos esses?!

 

 

- Não sei! - 

 

 

(quem tem entendimento que entenda o que diz a pequena pessoa)

SintoMe: esclarecida na Terra sobre o antes, o depois e o agora

EscritoPorLazulli lazulli às 10:09
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (IV)

(continuação)

 


Escravo do nascimento à morte

 

 


 

 

 

Porque será que existe o Homem na Terra, se nada do que lhe diz directamente respeito interessa ao Deus seu criador? A não ser que esse suposto Deus tenha criado a Terra e o Homem nela, apenas com o objectivo de servir os seus próprios intentos, ainda hoje após milhões de anos de existência, completamente desconhecidos de todos nós, apesar dos variadíssimos esforços feitos numa tentativa de aproximação à verdade sempre desconhecida. Nas intenções deste Deus, tivessem sido elas quais fossem, nunca esteve presente com certeza a permanência do Homem na Terra, porque ao Homem criado neste Mundo nem sequer é dada a possibilidade de vir a viver nele futuramente, porque a simples verdade ao alcance de todos nós é que todo o Homem nasce para morrer. Nem um só, nesta imensidão de Tempo, deixou de o fazer. De morrer. Apesar de que, segundo a afirmação de alguns que falam da vida, com a morte a olhar para nós, (e provavelmente a rir-se, da nossa tão estranha loucura, pois talvez sejamos os únicos seres da Galáxia que afirmamos uma coisa com a certeza absoluta de uma outra completamente diferente) talvez Deus tenha feito o Homem para que este pudesse viver. Mais! Ter-lhe-ia dado a Terra e tudo quanto ela contém de modo a que nada lhe faltasse para a sua sobrevivência. Mas o que é mais revoltante e intrigante é que depois de todas estas benesses determinou-lhe o fim sem dó nem piedade, esperando cinicamente que o Homem alterasse o destino que lhe havia concedido. No mínimo, posso dizer que este Deus (se é que existe ou existiu) é um cínico que se esconde nas brumas de cada ser e espera atento que o Homem decida sobre um destino que já está mais do que decidido. Assim sendo, este Senhor poderoso, que de um sopro faz um Planeta e nele alberga milhares de espécies, não o criou para o Homem, mas sim com um outro objectivo qualquer até ao momento completamente desconhecido de todos nós. Sendo ele o único detentor da verdade da existência do Homem e persistindo em manter-nos nesta ignorância sobre a nossa própria existência, nunca saberemos a verdade sobre nós próprios. Não fôssemos nós impedi-lo (ao sabermos a verdade sobre a nossa própria existência) de concretizar as suas secretas intenções, pondo em perigo todos os seus secretos objectivos!

 

 

 

Com todo este seu secretismo, para não atrapalharmos os seus planos neste seu belo e perfeito mundo, com as suas milhares de espécies – às quais, francamente, pela atenção silenciosa e indiferente que presta a qualquer uma delas, não me parece que as consiga distinguir umas das outras – acabou por nos sujeitar a uma ignorância eterna que transformou a realidade deste seu mundo paradisíaco (criado com «amor» para o Homem) na destruição de todas estas espécies, com o aumento e a criação do ódio entre todas elas. Apesar dos teólogos de qualquer credo insistirem em afirmar, com o maior dos descaramentos, que o Homem é o grande destruidor de todas as espécies e até dele mesmo, devido a possuir o tal «livre arbítrio» (liberdade de escolha para poder fazer o que quiser da sua própria vida), o qual lhe terá sido concedido nos princípios dos tempos! Só que, logo à nascença de cada um de nós, neste mundo que Deus quis equilibrado segundo as suas próprias leis, somos obrigados a sujeitar-nos às suas decisões e determinações sobre como iriam sobreviver as suas espécies. Daí que aceitamos quase sem contestar e até agradecemos humildemente o direito que nos é concedido de abater outras espécies para nós próprios podermos sobreviver. Por sua vez outras espécies no Planeta, de acordo com a sua própria natureza e poder sobre os mais fracos ou mais desprevenidos, fazem o mesmo e, assim, lá vamos indo todos nós comendo-nos uns aos outros de modo a alimentar este corpo tão perfeito e tão necessitado com que o ­Senhor nos doou. É exactamente esta lei da sobrevivência que leva o Homem muitas das vezes, senão quase sempre, a ter que escolher, não o que mais desejaria de acordo com os seus próprios princípios interiores, mas sim a sujeitar-se a uma escolha mais ou menos forçada, imposta pela própria vida, de modo a poder sobreviver sem ter que sucumbir às exigências impostas pela existência, «gentilmente» cedidas a todos nós pelo nosso próprio Deus.

 


(continua)

 

está SOL

livros


publicado por lazulli às 11:31

Julho de 2007

SintoMe: ... a pensar nos Curdos

EscritoPorLazulli lazulli às 23:01
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (I)



 
 

 

 

PRIMEIRO CAPÍTULO

 

 
 
 
 
 
 
CRIAÇÃO: CIÊNCIA OU RELIGIÃO?
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os dias me pergunto qual a verdadeira razão da existência do Homem na Terra e por mais que raciocine, tentando arranjar uma explicação lógica para a existência da Humanidade, fico perdida dentro de um emaranhado de perguntas e respostas que tendem a ter cada vez menos sentido:
– Qual o verdadeiro sentido da vida?
– O verdadeiro sentido da vida é existir.
– Existir para quê?
– Para viver.
– Viver o quê?
– Viver a vida.
– E o que é a vida?
­ – É o tempo que tem qualquer ser vivo, desde que «nasce» até que ­«morre».
– Para que lhe serve esse tempo e essa vida?
– Para viver.
– Viver para quê?
– Para quê?... Para viver!
 
 
Há muitas maneiras de responder a todas estas perguntas, mas nenhuma resposta dá ao Homem uma certeza que lhe permita saber a verdadeira razão da sua existência, porque desde a mais remota antiguidade (como se fosse possível localizar a antiguidade, de tal modo ela se perde nas brumas de um tempo passado que o Homem esqueceu ou do qual nunca chegou (mesmo) a ter conhecimento), vários homens, preocupados em saber qual a Origem da Humanidade e o porquê da sua existência, dedicaram-se a incansáveis buscas para tentar responder ao porquê da vida, sem conseguirem mais que o esboço de uma leve explicação para a Origem do Homem, atribuindo-lhe um reino a que nunca ninguém teve acesso, baseando-se num Deus que também nunca ninguém viu. A história é simples, mas sem sentido. O mito do Adão e da Eva é tão pobre que as crianças, fantasiando, têm capacidade para imaginar uma história bem mais credível. Como pode Deus ter feito primeiramente um Homem e depois uma Mulher, se sem um não pode existir o outro? Pelo menos é o que nos dizem os conhecimentos, confirmadíssimos, que temos sobre a Criação. Não há homem sem mulher, nem mulher sem homem. Se pretendem continuar a manter o mito do Adão e da Eva, terão que o explicar de uma, das duas maneiras seguintes: Ou Deus é Hermafrodita ou Cientista. Se é hermafrodita (dois num), possui em si o poder de criar e gerar em simultâneo e aí, pode de facto ter criado o Homem. Que, vindo assim directamente de um Deus masculino/feminino, já pode ser concebido. Depois desta primeira criação, este Deus hermafrodita terá que criar uma outra oposta à primeira, isto se quer a proliferação desta nova espécie. Porque a criação deste Deus binário não é hermafrodita como ele. Se é Cientista, também pode criar um clone à sua imagem e semelhança. Mas, se assim for, segundo os conhecimentos que temos actualmente sobre o assunto, que diz que a clonagem consiste basicamente na reprodução assexuada de indivíduos geneticamente iguais, onde, depois de se ter removido o material genético de um óvulo não-fertilizado, este é substituído pelo DNA de uma célula do ser que se quer clonar. Sob condições apropriadas, o óvulo começa a dividir-se e a formar um embrião, que por sua vez é implantado num útero. Assim sendo, em todo este processo, tem que se recorrer ao elemento feminino por duas vezes. A primeira, no óvulo enucleado (célula reprodutiva feminina à qual lhe foi retirado o núcleo) por micro manipulação (aspiração, neste caso, dos cromossomas constituintes do DNA haplóide da célula germinal feminina, com uma pipeta especial) de modo a proceder à implantação de uma célula, que contém a informação genética, do indivíduo que se quer clonar ou duplicar. A segunda, é depois de se ter provocado por estímulos químicos e eléctricos apropriados, a divisão do ovócito , este é transferido para um útero.
(continua)

 

sem perdão
livros
 

 

publicado por lazulli às 14:11
Segunda-feira, 2 de Julho de 2007
 
nota - só se manterá esta imagem no Humanidade Escravizada, por ser muito semelhante à tela que tenho para a capa, feita pelo Pintor Sr. Luís Cardoso, ao qual agradeço a gentileza e a boa vontade. Mas, preciso de a digitalizar,  primeiro. Se um dia, por mero acaso, venha a ter conhecimento que aqui estou a expôr o livro, quero reafirmar, que a capa será a que o senhor, me fez. Obrigada Sr. Luís Cardoso.
Finalmente - encontrei a pintura feita exclusivamente para a capa de Humanidade Escravizada. Volto a agradecer ao Pintor Sr. Luís Cardoso a sua enorme gentileza. Um muito obrigada. Não me esqueci. Desejo-lhe e a toda a sua família, felicidades, esperando que tudo esteja bem com vocês todos. M.L. (foto de Arquivo Pessoal)
SintoMe: "caminhandosobrepregos"

EscritoPorLazulli lazulli às 09:52
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (2)

 


(continuação)
 
O Sol brilha no firmamento, atirando sobre a terra seu calor reconfortante, como se pretendesse despertar todas as formas de vida existentes naquele local. Não sabendo quanto tempo tinha permanecido ali, deitada, de novo sentiu a angústia e a desolação de se encontrar ainda viva e na Terra. Embora que numa Nova Terra, surgida do nada, que lhe era completamente estranha e totalmente desconhecida. Olhando queda, para o céu azul turquesa , passou-lhe de relance pela ideia que talvez se encontrasse do outro lado da Terra. A dualidade desconhecida de uma Terra já destruída, que preserva em si este paraíso perdido ou esquecido. A incompreensão tomou-a de novo, mas seu corpo (mais parecendo um cadáver vivente), despertou-lhe a necessidade de sobrevivência. Ah! que sobressalto se apossa de seu corpo tão carenciado de alimento. A fome, que a tornava cada vez mais fraca para perceber o que na realidade a rodeava (tal como o viajante no deserto junto ao Oásis, onde a febre provocada pela sua sede, o impede de beber na imagem de sua própria ilusão) provocando-lhe uma angústia permanente, quase a levando à loucura ou a uma morte certa. Por várias vezes, tentou manter seu corpo de pé mas, sua fragilidade física e psíquica, atiravam de novo seu corpo para o solo. Esgotada e meio inconsciente, rastejou pela poeira do chão, num dos longos carreiros distribuídos por todo o “jardim”, como um verme moribundo, mordendo o pó da terra de onde tinha surgido, como se sua ossada quisesse penetrar no solo de onde havia nascido, e se pudesse desfazer por entre cada partícula de pó e infiltrar de uma só vez por entre a névoa que se ia elevando no ar em torno de seu corpo semimorto. O barulho do riacho aproximava-se lentamente, quase que inaudível a seus ouvidos, já tão pouco capazes de captar ruídos exteriores, provavelmente provocado, pelo deflagrar do cataclismo a que assistira e vivera, ou mesmo pelo silêncio tumular que adveio após. Na Terra de ninguém ou na Terra das radiações, actualmente donas e senhoras da Velha-Terra , onde predomina a insanidade mental dos outrora donos do Planeta, acaba de ser instaurada uma nova lei de vida, em que a própria Natureza está a ser dominada a bel-prazer pelos seus actuais habitantes, restos humanos da queda do Mundo, meio Homens meio mutantes, dando assim novas formas de vida à Natureza. Ao ficar sem reservas naturais para a sobrevivência material e psíquica do Homem, devido aos átomos radioactivos que permaneceram na atmosfera e na água, e que durante muitos e muitos anos, emitirão nocivas radiações a todos os organismos vivos e provocarão alterações cromossomas neles e nas futuras gerações, a Terra “permitiu” que o Homem alterasse o curso normal da sua evolução, tornando o Planeta num caos de vida evolutiva e levando-o a colocar-se no fim da escala da espécie animal, ao procurar na maioria das vezes alimento para a sua sobrevivência entre os seus semelhantes acabando por se alimentar da carne da sua própria carne.

(continua)
hoje está lua cheia
livros
publicado por lazulli às 00:20
SintoMe: em luta com o Islão

EscritoPorLazulli lazulli às 10:40
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

A Grande Mãe (II)


 

Talvez porque fosse muito velhinha e seus cabelinhos brancos fossem tão brancos que reflectiam luz junto ao fogo da tenda principal onde também nos dias em que o tempo mostrava a sua força e rugia ameaçadoramente, cá fora, se sentavam em torno do fogo que se encontrava no centro da tenda. Num desses dias, onde a água lá fora caía do céu aos trambolhões e todas as mulheres mais velhas se encolhiam umas nas outras assustadas e as mais novas afagavam as mais pequenas e as mulheres activas, as guerreiras das tribos, as únicas a quem era permitido cavalgar para onde bem entendessem, continuavam sob o assustador rugido do ar que se deslocava furiosamente de um lado para o outro, a guardar odo o clã, deduzia que como a tribo era muito grande elas estivessem por todo o lado. Eram tão silenciosas, que apareciam e desapareciam de repente, de qualquer lugar. Sua primeira mãe, era uma destas jovens guerreiras, que pouco tempo tinha para ela e por isso mesmo as tarefas eram distribuídas de tal modo que nunca nenhuma das mais pequenas ficava só e a ternura com que as outras tomavam conta não lhes permitia sentir falta das primeiras mães.

Mas Leda não era como as outras. Queria ter uma só mãe e só para si. Por isso, vagueava muitas vezes sozinha, quando o sol no alto do céu era quente e luminoso, por todos os lugares que lhe era permitido e também por aqueles onde estava expressamente proibida de ir. Nunca prestava muita atenção aos marcos que as guerreiras puseram em torno do grande clã e muitas das vezes era recambiada e repreendida quando uma destas guerreias a interceptava, fora dos domínios das mulheres. Cabisbaixa, lá era obrigada a tomar o caminho de regresso. Por isso, nunca tinha ido tão longe como desejaria. Nunca conseguiu passar dos domínios da sua tribo e queria muito saber o que haveria para além deles. Devia haver mais mulheres, animais e até homens, porque estes também deviam viver em algum lado. Para Leda, deviam viver num local muito sujo. Talvez num pântano... pois, estavam sempre cobertos de lama. A terra seca cobria-os quase por completo. Na terra deles não deveriam ter água como a delas pois, logo que entravam na tribo, eram obrigados a banhar-se no lago cristalino dos domínios e sempre guardados pelas guerreias de várias idades que circulavam sempre a cavalo em torno de si, não lhes permitindo andar mais ou menos, do que elas mesmo queriam.

No meio de todas as dúvidas, a primeira avó, vendo Leda muito infeliz porque ninguém lhe queria responder como era o mundo para além dos domínios disse-lhe:

- Minha pequena Leda, o tempo já quase chega até a ti e aí saberás tudo quanto é preciso saber.

- Mas vó, porque não posso saber hoje?

- Porque, Leda, és ainda muito pequena, para teres sobre ti as preocupações que todas partilhamos hoje. Tentamos proteger-te e às tuas irmãs, de um conhecimento antecipado.

- Mas eu já sou grande! Já cavalgo sem cair e domino a minha montada.

- Mas ainda é cedo. Não proteges também tu, os mais pequenos que tu, nas tuas tarefas obrigatórias em prol da tribo? Nós fazemos o mesmo, umas com as outras. A cada idade, uma responsabilidade.

- Vó... nós temos medo?

- Não, só nos protegemos umas às outras.

- Mas, porque precisamos de nos proteger? Quem pode querer nos fazer mal? Os sáurios não conseguem atravessar o pântano e só eles é que nos podem fazer mal. Ou não existem só os sáurios ?

- Não, Leda, o mundo é muito grande e o que vês, do que tens conhecimento, é como de uma recém-nascida até chegar a mim.

- Então, existe muita coisa! Diz-me algumas, que nos possam fazer mal.

- Olhar para ti Leda, faz-me sentir mais confiante. Porque, contigo, nunca o nosso domínio ficará em perigo. Mas, promete-me, que não falaras com nenhuma das outras.

- Prometo.

Leda já quase gritava de desespero. Inquieta aguardava o grande segredo.

 

 


publicado por lazulli às 09:13

Sábado, 5 de Maio de 2007

SintoMe: incapaz de mostrar a verdade ao homem

EscritoPorLazulli lazulli às 23:18
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Prisioneira Do Tempo




Foi Prisioneira do Tempo que te conheci

E o mesmo Tempo, continua a aprisionar-me e a confundir-me

Ao relembrar-me de ti...

Em conflito, com a tua e minha existência

A medo... relembro-te e esqueço-te

Mas o meu pensamento persiste inseguro, incerto e temeroso

Mas preciso de um amigo

E esse amigo és tu

Só podes ser tu

“A Grandiosidade da Divindade” continua a existir

Ajuda-me a sair deste emaranhado em que me encontro

Ajuda-me a libertar-me desta loucura

Ou então atenua a minha existência, num mundo que não é meu

Sê o meu confidente

Não me deixes sozinha aqui

Preciso de ti.


penso: "VestígiosLongínquos" - do livro de poesia

publicado por lazulli às 10:47

SintoMe: ... olhar o mundo apreensiva
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 00:43
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UmaEstranhaNumaTerraEstranha

VerNaCasaDeCristal

 

Intemporais

... cega ...

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