Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Terça-feira, 22 de Maio de 2012

Do Nascimento à Morte

 

 

 

 

           Depois de tanto querer saber; de tanto vasculhar por entre viveres, mentes e escritos. Depois de tanto raciocínio e atenção ao que me cerca. Depois de tanto esclarecimento, não quero saber mais nada. Tento recuar no caminho dolorosamente já percorrido, agora que o fim das buscas se aproximam e a Sua Revelação está perante os Olhares de Todos os Viventes, com Os Senhores Do Mundo no Comando Das Nossas Vidas e Destinos. Tento desesperadamente retornar, na tentativa de nesse início, já nada recordar. Apagar tudo quanto soube antecipadamente. Sei que não quero a confirmação de todas as minhas suspeitas, porque tenho a consciência da confirmação estar no fim deste caminho, que voluntariamente quis percorrer, quando pensei como foi enganado o ser humano. Mas a verdade não é fácil de aceitar pelo menos quando se encontram do lado dos perdedores. Todos aqueles que iniciam esta busca, torturando-se com descobertas consecutivas do plano diabólico que cai sobre nós, melhor fora que nunca o tivessem feito e ignorassem pura e simplesmente o mundo e quem nele habita, sem esse direito.

       Usurpadores são aos milhares e milhares de milhões. Desafiam constantemente a nossa teimosia e armadilham todo o nosso caminho. E, assim, como o mais simples mortal, caímos em buracos armadilhados que nos foram estendendo à passagem das nossas mentes, sempre nos libertando desta sua forma de nos destruir. Pensamos que estamos no caminho certo para a verdade, tanto a nossa como a dos outros e, de repente, damos conta que sem querer já nos envolvemos neste processo diabólico de existência. E, aquilo que nos parece simples e real, torna-se no maior absurdo ficcionário que qualquer mente pensante, pode elaborar. E, eles, riem! Riem da nossa persistência. Creio, até, que se divertem às nossas custas. Como ratos num labirinto, andamos às voltas, intermináveis, sem encontrarar a saída. Além disso, só percorremos as malhas do labirinto previamente predestinadas para nós. Cobaias perfeitas para o entendimento do humano, propriamente dito. Nós somos aquilo a que qualquer cientista chamaria, a sua chave de ouro, para a descoberta da sua tese/teoria. É a nós que eles querem, porque somos nós, a rara espécie, que permite um estudo certo e prefeito, da existência e inteligência humana e não humana. A mistura dos dois mundos, num só mundo. Em vez de sermos comparados a ratos de laboratório, deveríamos ser comparados a burros. Porque é isso que nós somos. Trazemos dentro de nós o conhecimento ancestral da humanidade universal e, entretanto, depois de tanto ser, decidimos não ser coisa nenhuma, ao entretermo-nos a ocupar o tempo, de quem não gostamos mesmo nada, pela eterna duração desse mesmo tempo, alimentando estes conscientes e sábios seres.

     Quando o tempo acaba para qualquer um de nós, deixamos a esta pobre Civilização (quando não fazemos pior, ao participar na sua construção e duração quase eterna), restos das nossas memórias já desfeitas por vezes, até, enlouquecendo neste processo a que nos dedicamos, sem fim à vista.

   Partimos, mais angustiados do que quando chegamos e, ainda não percebemos, que somos peças de um jogo, do qual perderemos com toda a certeza, porque temos vindo a usar os seus meios para descobrir os nossos próprios meios.

     Esta verdade tão simples para qualquer um de nós, tem vindo a ser consecutivamente adiada. Por essa razão, não quero ser mais uma das suas experiências e nem tão pouco pretendo ouvir as suas transmissões cada vez mais perfeitas.

 

 

É tudo mentira. Uma enorme mentira. Todo o meio de comunicação é uma farsa interminável para nos levar a cada um em particular a reagir segundo um determinado plano que desconhecemos. E nós caímos que nem patinhos.

Mais um premiozinho para exemplo da nossa má conduta. Eles colocam-nos perante os olhos e ouvidos um enorme bolo pronto a servir e nós dividimo-nos de imediato em dois grupos. Uns gostam do bolo e outros não. A primeira divisão está feita. Depois destes dois grupos principais saem milhares de subgrupos que reagem ao bolo de diferentes maneiras mas quase sempre com tanta paixão que defendem muitas das vezes até a morte própria ou do seu semelhante, até com violência. Mas a ELES, aos Intocáveis, (hoje cada vez mais visíveis) não atingimos. Mas não fomos nós os criadores desta ideia monumental, foram eles! Eles já nos traziam a ideia pronta para nos obrigar a reagir, de acordo com os Seus próprios propósitos, desgastando-nos interna e externamente.Destruindo-nos.

 

 

 

 

 

É tempo de parar. É tempo de não acreditar. É tempo mais que tempo de não queremos ouvir nada e de nada ver, que DELES venha, por qualquer meio. Utilizar a Linguagem Do Nosso Próprio Ente. Talvez assim consigamos ter paz. O problema é que já nos envolvemos no labirinto das ideias preconcebidas e sair daqui tem que ser o nosso objectivo e a perfeição do nosso ser só com a destruição de todo o labirinto. Mas será que teremos poder para isso?! Capacidade de resistir aos apelos sistemáticos destes Poderosos Senhores que já envolveram tudo e todos?! Encontra-los, defronta-los de frente?! Não parece coisa viável. Como prova disso mesmo, este século está repleto de tentativas inúteis, de milhares de seres humanos, por todos os cantos da Terra, sem consequência alguma para O Poder Do Mundo. Se um de nós pelo menos chegasse ao fim do caminho e os destruísse. Mas não me parece.De Todo. Quase diria.... que ELES ganharam sobre Todos Nós. .... cobaias de Raças Estranhas, implantadas no Planeta à milhares e milhares de anos. Já lhes vejo a Terra Prometida. .... (A Nossa Própria Terra)

 

    O corpo que me transporta tem cinco sentidos e estes reagiram sempre ao contacto com o produto que lhes dá existência . Não querem nem vão adormecer. Irão persistir nesta luta silenciosa de os Derrotar, não lhes dando o que demais tenho precioso. Que sou eu mesma. O meu Ente Original, que partirá intocável como chegou, apesar das agruras da Existência criada para animais irracionais. Bestas. .... mas no meu Ente, ainda sou eu que mando.... isso ELES nunca terão. Mesmo sucumbindo dia-a.dia, com tanta miséria humana e cegueira absoluta, por parte dos mortais cada vez mais inactivos.... a "minha alma" prevalecerá, agindo eternamente de acordo com a minha verdadeira Origem. Vou tentar só tentar nada mais saber. Mas pressinto que me será tremendamente difícil conseguir, porque os gritos surdos já penetram o silêncio imposto ao próprio Ar e Tempo, para não falar do Espaço que se expande ou retrai, já de acordo com as Suas actuações Artificiais.

 

 

O Mundo Começou a Sua demonstração De Poder Sobre Todas As Criaturas Humanas, Porque Estas Nunca Se Preocuparam em Saber por si mesmas, Quem ou o Que Eram, Nem tão Pouco de onde Vinham ou porque aqui se Encontravam. Resultado final: Morrerão como Nasceram.

 

(escrito em 27 de Junho de 1999)

 


EscritoPorLazulli lazulli às 09:03
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Humanidade Escravizada (XII)

(continuação)



Criados, gerados e engendrados

 

 

 

 

 
Como se levou o homem ao esquecimento de si próprio e do seu passado remoto, que ameaça ser sem retorno? A primeira ideia – pelo menos de que tenho memória – foi de que tudo teve início quando se decidiu que todo o homem descendia de um Deus único e poderoso, capaz de amar e castigar justamente. E logo todos os injustos se sentiram bem com esta profecia que nunca se cumpriu. Tinham para amar um pai misericordioso que os recompensaria com uma vida melhor, bastava que qualquer baixo instinto dissesse pura e simplesmente: Eu acredito. Mas quem é que não acredita quando lhe convém?! Ao saberem que foi este Deus que os fez, lhes deu a Terra para viver e os dotou do Poder sobre as outras espécies, permitiu-lhes, na sua arrogância de legítimos donos da Terra, feitos à imagem e semelhança deste fantástico Deus permissivo, que milénios de existência, de engano e mentira fossem ficando para trás, impunes, sem que nenhuma alteração de fundo se fizesse para que o homem pelo menos tentasse ter um maior entendimento de si próprio e de todos os outros viventes. Claro que se Deus fez o Homem e o Homem fez o semelhante a si mesmo e o semelhante ao Homem fez o semelhante a si próprio, tanto «o verdadeiro homem», como «o filho do homem» e ainda «a semente do filho do homem», no processo de criação, todos copiaram os seus criadores. A partir do momento que os Criados (por Deus), os «gerados» (pelo homem) e os engendrados, seguiram as directrizes que receberam de cada um dos seus criadores, não só tudo foi como é permissivo, tanto por Deus para com os Homens, como pelos Homens para com o semelhante a ele mesmo.
A partir do momento em que o Homem acredita cegamente na interpretação bíblica feita por outros – que é filho de Deus e por isso mesmo tem o direito de submeter e dominar a Terra, tendo-lhe sido oferecido como alimento tudo o que tem movimento e vida (Génesis 9, 1-17) – em vez de ele mesmo ir verificar se a interpretação corresponde ou não ao que está lá escrito, acreditará sempre numa verdade inexistente, tanto para a sua origem como também para a razão da sua existência. Mas, está ao alcance de qualquer um perceber, já não digo a origem do homem, mas pelo menos, o porquê do sofrimento da humanidade. Se nos limitarmos apenas e unicamente ao que está escrito, será de perguntar aos autorizados e credenciados teólogos, quem são os homens criados por Deus e quem são os animais e, já agora, de que se deviam todos ter alimentado ao longo dos tempos. Ler sem esforço e com atenção, no Antigo Testamento, o pequeno relato bíblico do Génesis, teria levado qualquer ser humano a perceber que tem vivido completamente enganado sobre a sua verdadeira origem. Parece-me que o homem mencionado por Deus, criado à sua imagem e semelhança, não são todos como nos querem fazer crer. E a realidade da existência humana assim o confirma, quando o homem criado por e à imagem e semelhança de Deus (o homem verdadeiro) tem o poder de dominar a seu bel-prazer todas as espécies do céu, da terra, do mar e animais vivos segundo a espécie da própria terra, – que também tem autoridade para submeter – e concretiza há milénios este seu poder sobre todos os outros viventes que não têm a mesma ascendência que ele tem. Continuam a humilhar, a comer e a utilizar todas as espécies e o seu semelhante «não igual» de um modo bárbaro e inumano. Não são eles os seres superiores? Donos de tudo e de todos?



(continua)

 

indiferente
actualidade, ensaio, homem, livros, vida

publicado por lazulli às 15:11
Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

 

SintoMe: ... com Esperança no Homem de Verdade para combater esta Pérfida Civilização Tanto Espiritual como T

EscritoPorLazulli lazulli às 11:36
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Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Humanidade Escravizada (IX)

 

(continuação)

 

 

De qualquer modo, nem tão pouco é preciso basearmos-nos na Bíblia para confirmamos a não existência do Adão e da Eva, de onde dizem termos origem. Basta sabermos de onde veio cada um de nós, fazermos contas e utilizarmos as mais modernas tecnologias ao nosso dispor hoje em dia para confirmarmos estes dados. Se tiverem curiosidade de confirmar isto e consultarem a vossa árvore genealógica, verificarão esta realidade tão simples e deixarão de ter definitivamente dúvidas sobre se realmente esse tal Deus criador pôs mesmo um homem e uma mulher na Terra, para darem início a esta humanidade tão diferente entre si.

Segundo a Bíblia Sagrada, traduzida dos textos originais, com notas, dirigida pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma – Edições Paulistas, 1978, no Génesis, nessas mesmas notas, está mencionado que «A criação do céu e da terra (1,1-2,3), é como que o prólogo do grandioso drama, que se divide em duas partes, e tem por protagonistas os cinco grandes patriarcas : Adão e Noé, patriarcas do género humano; Abraão, Isaac e Jacó, patriarcas do povo hebreu. O todo é enquadrado pelo autor sagrado em dez tábuas genealógicas...» Dez tábuas genealógicas?! Não era só uma?! Mais ainda, qual a diferença entre género humano e povo hebreu? Então o género humano chegou primeiro que o povo hebreu? E em que altura chegaram estes últimos à Terra? Será que isto significa que há de facto diferença entre filhos de Deus e filhos do Homem, tal como é mencionado ao longo da Bíblia em várias ocasiões como, por exemplo, no Génesis (6,1-2) «Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e geraram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram-nas como esposas a seu gosto.» Ou em Ezequiel (2,1) ­«Filho do homem, põe-te de pé, que vou falar-te». Se o próprio Deus, se dirige ao homem, por «filho do homem» e não por «meu filho», isto não pode ter nenhuma interpretação além daquela que está escrita. Que não somos todos filhos de Deus. Além disso, até no Novo Testamento, em (Mt. 15:13) é mencionado esta coisa espantosa: «Toda a planta que meu pai que está nos céus não tiver plantado será arrancada». Parece que muitos de nós não escaparão, façam o que fizerem. Pelos vistos o senhor não nos plantou a todos. Vai daí, quem teria «plantado» os outros?

Como vimos, a Bíblia faz várias referências a filhos de Deus e a filhos do Homem, o que significa que existem, pelo menos, duas espécies reconhecidas e devidamente diferenciadas por Deus ao longo de toda a Bíblia. Uma delas parece de facto, ter origem em Deus, mas a outra, provavelmente terá origem no próprio Homem que vem de Deus e/ou mesmo na própria Terra. Perante esta dura realidade, parece-me, que não tendo todos nós a mesma origem nem a mesma natureza, logicamente não temos também os mesmos direitos, a mesma razão de existir e a mesma finalidade. Daí, a pretensão dos cristãos de virem a ser filhos de Deus, através do baptismo, mesmo que este baptismo lhes dê unicamente o direito (segundo dizem) de ser filhos adoptivos deste ­«fantástico» Deus. O arrancador de plantas.

Mas neste momento não me interessa discutir a possível distinção entre filho do Homem e filho de Deus tão mencionada em toda a Bíblia, sejam eles criados, gerados ou engendrados; deixo isso para quem pretender saber mais sobre o assunto. Interessa-me sim mostrar, se possível, que não descendemos de um único casal e sim de vários, originários do nosso planeta ou de um outro qualquer.

 


(continua)

 

voando sobre o pântano
homem, literatura, livros, vida
publicado por lazulli às 15:30
Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
SintoMe: horrorizada com o mundo islâmico

EscritoPorLazulli lazulli às 01:10
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (VII)

 


(continuação)

 


 

É que, como Ser material que é, só à matéria deve a sua Forma e ocupação do Espaço/Tempo. Vive animado não pela Matéria mas por algo que na maior parte das vezes nega: a Essência. Porque entende como existente o que como ele tem Forma e ocupa Espaço, sem entender que para se mover e ocupar Espaço, teve que ter esse interior tantas vezes posto em causa, a alma para muitos, que ninguém sabe situar dentro de cada um. Nem os mais eruditos de todos entre todos se atrevem a tocar de verdade nesta Verdade, preferindo ignorar, mais ou menos, algo que defendem piamente. Que é a invenção das suas próprias doutrinas, de carácter ocultista ou misticista que proliferam por todo o globo e que vão iludindo a humanidade, que continua sem esperança e sem futuro. A não ser que nunca tivessem pretendido saber a verdade da sua verdadeira Origem, mas apenas o que já sabiam: Como nasceram no Planeta Terra, quando aconteceu o fenómeno de ocupação e usurpação que os ­sujeitou a uma vivência que os pode levar a um sem fim de ciclos quase que imutáveis e eternos de sujeição à matéria que os cobre. E é evidente que assim nunca chegarão a saber a verdade sobre sua verdadeira Origem, porque pretendem que ela seja como a idealizam. Por exemplo, um melhor mundo material onde possam existir eternamente; daí sonharem com o Paraíso, o Nirvana, o Wallhala, etc., de todas as teologias e filosofias existentes. E, convém dizer, em bom abono da verdade, que estas supostas verdades deixam muito a desejar de tão descabidas e desprovidas de conteúdo que são. É que na procura de uma verdade para uma existência que não percebem, quando a existência para essa verdade nem sequer existe, ficam envoltos em teias e crenças que os arrastam cada vez mais para uma ignorância atroz que lhes devora o conhecimento e os torna cada vez mais impotentes para perceber o porquê da sua própria existência na Terra. Procurando a verdade nestes termos, que não são nem mais nem menos as leis da Terra onde habitam, não chegarão sequer ao fim do princípio desse conhecimento tão necessário para a sua libertação e concretização do Ser. Pelo contrário, não só se afastarão no sentido reverso à Verdade sobre si próprios, como também se baralharão e magoarão cada vez mais, ao irem ao encontro das leis criadas na Terra. Leis estas criadas por homens que pretendiam unicamente assegurar a sua existência num mundo material, indiferentes para com a humanidade que os cercava como se dela não fizessem parte. Daí que quando procuramos onde nasceram todas estas «verdades» científicas e filosóficas tão cheias de lógica e que convergem para um único centro, não andamos nem um milímetro no caminho que começamos a percorrer. E o que era antes continua a ser o que é depois. Quanto a mim, como sou um elemento difícil de contentar, continuarei na procura da minha verdadeira Origem, mesmo suspeitando que quanto mais para trás ando nesta busca desgastante mais à frente me encontro do que já me tinham proporcionado. Estou descontente comigo, mas não vencida, embora tema, com fortes razões, que sairei desta vida com o conhecimento que já tinha, através da realidade existente que me absorve num emaranhado de contradições, não me possibilitando muitas das vezes decidir se devo parar por aqui ou continuar nas minhas pobres buscas da verdade total. A verdade que se me está a tornar demasiado vaga e incompreensível, quase ao ponto de dizer como todos eles que a verdade não existe. Mas não existe porque todas as teologias e filosofias que explicam o porquê da existência, criadas pelos Senhores do Mundo, tinham como único objectivo a criação de uma péssima civilização, que os serve bem, unicamente a eles. E, por causa destas crenças, completamente absurdas e inexplicáveis, o Homem imagina um céu igual à Terra, um Deus igual ao homem e uma vida futura de privilégios que os recompensará de todo o sofrimento que tiveram na Terra enquanto nela viveram.

 

(continua)

 

bem e criativa

livros

publicado por lazulli às 11:50

Terça-feira, 24 de Julho 2007

SintoMe: alerta

EscritoPorLazulli lazulli às 00:18
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (II)

 

 

(continuação)

 

Ora, se recolhida a célula clonada de um determinado indivíduo, tendo em vista a criação de um outro indivíduo, tem que ser introduzida num outro indivíduo e este feminino, de modo a que a gestação do novo ser, até ao seu aparecimento, se possa finalmente concretizar. Perante isto, Deus não teve alternativa senão ter que recorrer a um corpo feminino já existente, para o aparecimento do seu amado Adão. A criação concretizada, só acontece depois de gerada, de contrário, no que diz respeito ao ser humano propriamente dito, nenhum ser existiria. Um corpo feminino terá que ter sido imprescindível em todo este processo, senão, não teríamos o aparecimento do Adão e da Eva. Como Paraíso quer dizer, em hebraico, segundo o mencionado em “Eram os Deuses Astronautas” por Erich von Daniken, pomar de fruta ou laboratório espacial, a possibilidade da raça humana ter sido clonada por este Deus Cientista, não é de todo de se desprezar. Penso que a conclusão de Erich von Daniken, se baseia na própria designação de Paraíso, onde um jardim fechado num recinto, é mencionado de vários modos:

 

Do antigo Persa, apiri-doeza ou poridoeza (pomar rodeado de um muro; recinto circular).

Hebraico: pordés (jardim)

 

Grego: poradeiros

Éden: jardim plantado no meio de um campo feliz.

 

Com tantas possíveis divagações sobre o aparecimento do Homem na Terra, tinham logo que optar por uma fantasia ridícula e insignificante digna de aceitação, só por parte de mentecaptos.

Desde que o Homem apareceu na Terra – e este aparecimento perde-se na noite dos milhões de anos passados – justificou-se sempre o seu início e o seu fim de todos os modos que a palavra escrita e falada nos possibilitou, sem tão pouco algum dia termos percebido como, porquê e para quê este seu «aparecimento». Talvez por isso, procuramos e não encontramos, porque nada há para ser encontrado. O princípio, que ninguém pode afirmar que tenha ou não tenha existido, e o fim, que aparentemente parece existir em tudo, não é certo para nada nem para ninguém.

Culpa de quem, este mistério da vida? Quem é ou quem são os responsáveis por todo este silêncio perpétuo, que tende a manter-se cada vez mais inacessível à grande maioria dos que ainda cá se encontram, dos que hão-de vir e dos que por cá já passaram sem resposta?

Só obtemos o resultado final de um problema se tivermos o enunciado desse mesmo problema e também o que se pretende saber. Na vida, não temos o enunciado nem tão pouco sabemos o que se pretende com a existência humana e, não só mas também, com a existência de todas as outras espécies. Daí que nos seja praticamente impossível saber o produto final. Isto é, se alguém pretender saber porque realmente existe, as parcas e insuficientes explicações que tem à luz dos conhecimentos actuais, façam eles parte do passado, do presente ou do futuro, são: nasceu da união sexual de dois corpos humanos a quem Deus, anteriormente, já tinha dado a vida, permitindo-lhes, assim, produzirem outros indivíduos semelhantes a si mesmos, de modo a manter e perpetuar a sua espécie. Como resultado do cruzamento destes dois elementos, obtém-se um terceiro elemento que é o produto da sua tão zelosa reprodução. E com este novo elemento, retirado dos dois anteriores, surge a família, a qual por sua vez, garantirá para sempre a continuidade da imortalidade com a criação de novas famílias que se perpetuarão até ao infinito. Neste processo de multiplicação infinita, assegurar-se-á a criação do homem pelo homem, onde a procriação fará jus ao lema:


«Prolificai e multiplicai-vos.»


Realmente, a espécie humana e todas as outras, existem graças ao processo da sua própria multiplicação. Mas, na sua essência, ninguém explica o porquê de assim ser, como tudo isto começou ou mesmo com que finalidade. Nem a teoria de Charles Darwin relativamente ao problema da origem e evolução das espécies – que demonstra que a vida surgiu gradualmente na Terra e que os seres vivos se desenvolveram de acordo com um processo evolutivo, das formas inferiores às superiores –, nem tão pouco pura e simplesmente acreditar que a vida é um bem precioso que tivemos a felicidade de obter de um ser bondoso, que ninguém conhece, conhecendo nós, apenas, os nossos progenitores/criadores, que são os nossos pais, que não só nos dão a vida como nos criam neste vale de lágrimas infinito onde vamos caminhando sem rumo e sem destino.

 


(continua)

 

...
livros
 
publicado por lazulli às 14:22
Terça-feira, 3 de Julho de 2007
SintoMe: impressionada com a inércia dos humanos e as suas alterações mentais egoístas

EscritoPorLazulli lazulli às 01:10
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

A Grande Mãe (II)


 

Talvez porque fosse muito velhinha e seus cabelinhos brancos fossem tão brancos que reflectiam luz junto ao fogo da tenda principal onde também nos dias em que o tempo mostrava a sua força e rugia ameaçadoramente, cá fora, se sentavam em torno do fogo que se encontrava no centro da tenda. Num desses dias, onde a água lá fora caía do céu aos trambolhões e todas as mulheres mais velhas se encolhiam umas nas outras assustadas e as mais novas afagavam as mais pequenas e as mulheres activas, as guerreiras das tribos, as únicas a quem era permitido cavalgar para onde bem entendessem, continuavam sob o assustador rugido do ar que se deslocava furiosamente de um lado para o outro, a guardar odo o clã, deduzia que como a tribo era muito grande elas estivessem por todo o lado. Eram tão silenciosas, que apareciam e desapareciam de repente, de qualquer lugar. Sua primeira mãe, era uma destas jovens guerreiras, que pouco tempo tinha para ela e por isso mesmo as tarefas eram distribuídas de tal modo que nunca nenhuma das mais pequenas ficava só e a ternura com que as outras tomavam conta não lhes permitia sentir falta das primeiras mães.

Mas Leda não era como as outras. Queria ter uma só mãe e só para si. Por isso, vagueava muitas vezes sozinha, quando o sol no alto do céu era quente e luminoso, por todos os lugares que lhe era permitido e também por aqueles onde estava expressamente proibida de ir. Nunca prestava muita atenção aos marcos que as guerreiras puseram em torno do grande clã e muitas das vezes era recambiada e repreendida quando uma destas guerreias a interceptava, fora dos domínios das mulheres. Cabisbaixa, lá era obrigada a tomar o caminho de regresso. Por isso, nunca tinha ido tão longe como desejaria. Nunca conseguiu passar dos domínios da sua tribo e queria muito saber o que haveria para além deles. Devia haver mais mulheres, animais e até homens, porque estes também deviam viver em algum lado. Para Leda, deviam viver num local muito sujo. Talvez num pântano... pois, estavam sempre cobertos de lama. A terra seca cobria-os quase por completo. Na terra deles não deveriam ter água como a delas pois, logo que entravam na tribo, eram obrigados a banhar-se no lago cristalino dos domínios e sempre guardados pelas guerreias de várias idades que circulavam sempre a cavalo em torno de si, não lhes permitindo andar mais ou menos, do que elas mesmo queriam.

No meio de todas as dúvidas, a primeira avó, vendo Leda muito infeliz porque ninguém lhe queria responder como era o mundo para além dos domínios disse-lhe:

- Minha pequena Leda, o tempo já quase chega até a ti e aí saberás tudo quanto é preciso saber.

- Mas vó, porque não posso saber hoje?

- Porque, Leda, és ainda muito pequena, para teres sobre ti as preocupações que todas partilhamos hoje. Tentamos proteger-te e às tuas irmãs, de um conhecimento antecipado.

- Mas eu já sou grande! Já cavalgo sem cair e domino a minha montada.

- Mas ainda é cedo. Não proteges também tu, os mais pequenos que tu, nas tuas tarefas obrigatórias em prol da tribo? Nós fazemos o mesmo, umas com as outras. A cada idade, uma responsabilidade.

- Vó... nós temos medo?

- Não, só nos protegemos umas às outras.

- Mas, porque precisamos de nos proteger? Quem pode querer nos fazer mal? Os sáurios não conseguem atravessar o pântano e só eles é que nos podem fazer mal. Ou não existem só os sáurios ?

- Não, Leda, o mundo é muito grande e o que vês, do que tens conhecimento, é como de uma recém-nascida até chegar a mim.

- Então, existe muita coisa! Diz-me algumas, que nos possam fazer mal.

- Olhar para ti Leda, faz-me sentir mais confiante. Porque, contigo, nunca o nosso domínio ficará em perigo. Mas, promete-me, que não falaras com nenhuma das outras.

- Prometo.

Leda já quase gritava de desespero. Inquieta aguardava o grande segredo.

 

 


publicado por lazulli às 09:13

Sábado, 5 de Maio de 2007

SintoMe: incapaz de mostrar a verdade ao homem

EscritoPorLazulli lazulli às 23:18
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Sempre Eterno

 

 

Há quanto tempo...

Foi há tanto... que pensei ter esquecido

Mas a verdade nunca me deixa só

E continuo a acordar, mesmo quando teimo dormir

Evitando assim

Lutas desgastantes com humanos ignorantes da verdade

Tentei em determinada altura, esquecer quem sou

Mas sempre algo ou alguém me relembra

E desperta de um sono profundo e eterno

O meu forçado esquecimento

Da minha essência, nem perdida ou esquecida

E, o ignaro pérfido ou bizarro me desperta

Para que não durma eternamente

Saberão eles o que fazem quando me despertam?!

Não me deixam dormir ou esquecer

Usam sempre uma nova arma

Para o meu não esquecimento

E, assim, aqui estou eu de novo

Olhando o interior de um mundo estranho e desconhecido

Sempre eterno

E, lá está o Tempo inimigo persistente

A marcar a presença daquela que depôs

Haverá acabar para o Nada?

Tento de novo dormir ou fico de novo acordada?

Dentro de mim a forçar quanta vez recalcada

Insiste em actuar a Força, pouco transformada

Eu “simples humana” preferia não ter que a defrontar

Mas os meios trazem à luz a força desconhecida

Que não quero usar

Castigando pela sua também ignorância de um mundo feito

Esperança... esperança... humana

Que um dia deporia

Ouviria o som do meu som, dizer uma palavra

Materializa-la e, piedosamente, depositá-la num Amor Maior

Que não me exigisse nada

A ternura eterna dos sentimentos pequenos.

Mas esse dia nunca chegou

Ninguém neste mundo realizado

Foi para mim suficiente

E, já não acredito

Porque este jogo, é grande, muito maior do que eu

Você seria... nunca acreditei... mas hoje será que me enganei?

Mas, nem tive tempo para começar

E já se entranhou o estranho entre nós

Mais um tempo adiado

Um cristal de luz doente

Continuará doente

Prisioneiro da luz que não quer para si, nem distribuir

Ínfima centelha invisível

Quantas vezes atravessas-te o ar

Desconhecida...

E depositaste claridade nos merecidos

e também nos ignaros

Retraíste-te, contraíste-te , tornando-te prisioneira

Do cristal enegrecido com pensamentos alheios

Poderosos seres

Continuarão a enegrecer-te

Se continuares a dormir.


(2003 maio )

 
publicado por lazulli às 12:09
Quinta-feira, 26 de Abril de 2007
SintoMe: ... apreensiva com a encruzilhada do mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 20:23
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Prisioneira Do Tempo




Foi Prisioneira do Tempo que te conheci

E o mesmo Tempo, continua a aprisionar-me e a confundir-me

Ao relembrar-me de ti...

Em conflito, com a tua e minha existência

A medo... relembro-te e esqueço-te

Mas o meu pensamento persiste inseguro, incerto e temeroso

Mas preciso de um amigo

E esse amigo és tu

Só podes ser tu

“A Grandiosidade da Divindade” continua a existir

Ajuda-me a sair deste emaranhado em que me encontro

Ajuda-me a libertar-me desta loucura

Ou então atenua a minha existência, num mundo que não é meu

Sê o meu confidente

Não me deixes sozinha aqui

Preciso de ti.


penso: "VestígiosLongínquos" - do livro de poesia

publicado por lazulli às 10:47

SintoMe: ... olhar o mundo apreensiva
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 00:43
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Domingo, 26 de Outubro de 2008

Atlântida





P'ra lá do mar

Há um lugar que não conheço

Mas não esqueço

O esquecido passado longínquo

 

Relembrado e guardado por Sólon

Imortalizado nos escritos de Platão

E recordado pelos saudosos autores de nossos dias

Que deixaram antever as raízes do passado

D’uma humanidade destruída e perdida nas brumas

 

 

Tão longe e tão perto

Que a memória se perdeu

Mas não a de todos

Porque alguém continua a te recordar

Perpetuando a tua existência do passado

Não deixando esquecer

A realidade da tua veracidade

Mas muitos foram também os que quiseram

Te manter oculta

Longe de tudo e de todos

Como se nunca tivesses existido

Deram outra data ao tempo

Transformando-te num mito

Mas tu

Continuas enigmática aguardando que te façam ressurgir

De entre o mar revolto de calmaria

Silenciosa aguardas no mar do teu nome

Para que os homens saibam onde e porque erraram

No passado longínquo

Mas ressurgires

Será o acabar das lendas criadas depois de ti

Taparam as suas lendas com uma outra lenda

A tua

Inventaram-te

Quando tu existias

Esqueceram-te

Quiseram que realmente houvesses desaparecido

E desapareces-te quase totalmente

Na tua forma física

No meio e sob o mar

Nesse lugar

Que eu não encontro

Mas sei que existe

Junto do fogo adormecido

D’um vulcão inactivo

Aguardando o despertar

Quieta

Silenciosamente quieta

Continuas a aguarda que algum filósofo te devolva a vida morta

Mas os filósofos desapareceram com o passar dos tempos

Dando lugar aos políticos

Sábios do teu e nosso tempo

Quais os melhores ou piores de todos eles

Ninguém mais te relembra na tua verdadeira forma

Ou te quer fazer ressurgir

Passaste a ser mesmo lenda

Onde antes havia o provir

Quanto tempo continuarás silenciosa

Nesse aguardar eterno

Se esperas o entendimento do Homem

Acumularás sobre ti

Uma outra civilização semelhante à tua

A quem tu deste lugar um dia

Quando também procuravas uma outra

Que te tinha também antecedido

E desvanecido quase totalmente

Continuam a procurar-te

Depois de te terem encontrado

Como se fora pouco o que viram

Do que restou de ti

Pisaram teu solo

E não te reconheceram

Porque te quiseram grande

E eras pequena

É o teu conhecimento

Que procuram desesperadamente

Não a ti

Porque a ti já te encontraram

Esqueceram os restos dessa civilização

Quanto os restos que sobram de ti

Espalhados pelo oceano

Mesmo sob o teu regaço

Quando chegarem ao teu conhecimento

Nem os restos sobrarão

Não terão tempo de entenderem

Que perpetuaram o teu conhecimento

Dando-lhe a forma do saber deformado

Descontentes

Duvidam de si próprios

Porque querem a imortalidade iniciada

O poder ilimitado

E tê-lo-ão

Como tu

Até ao ressurgir de uma nova/velha civilização

Ensina-nos o caminho

Para o teu mundo guardado

Não nos dês o que sabes

Antes o que nunca soubeste

Talvez assim

A gente chegue de verdade a algum lado

Sem precisar de ser transportado

Quanto se falou de ti

E quão pouco se disse

Do que eras ou quem eras

 

 

Perdida

No meio das águas imensas

Que te cobrem

E nos pássaros que te cruzam

Todos os dias

Está a tua sabedoria

O verdadeiro saber

Para quem quiser entender

Onde está a tua cultura e o teu conhecimento

Partícula de um mundo perdido e esquecido

Vogando sobre as águas do meu mundo

Olhando o silêncio

 

 

Dizem-te um mistério

Porque a sua imaginação nunca te imaginou

Uma lenda um mito

Porque nunca te compreenderam

És o sonho de um profeta poeta um filósofo

Queriam-te física

Não espiritual

Continuam a violar as águas em teu redor

Na tentativa

De mais depressa te desvendarem

Descobrindo o véu que te envolve dentro das águas

Mas tu deixas antever

A luminosidade do teu "rosto"

Mostrando o paraíso perdido dos Açores

Querendo que se mantenha essa tranquilidade que conquistas-te

Teimosamente eles querem desmembrar-te

Violar os teus segredos

Em volta de ti

Querem adivinhar-te e um dia vão conseguir

E esse será o dia do teu ressurgir do nada

Tomando de novo forma mas esta já fechada

Fundirás em ti mais um mundo civilizado

De leis sem sentido

A que um dia no passado começaste por dar forma

Até chegar aos nossos dias

 

 

Tu aprendeste

Com a tua morte

Mas nós ainda não

Aprenderemos um dia contigo nas profundezas do teu mundo oceânico

E dormiremos também chocados com a nossa ignorância

Olhando o mundo cá em cima a copiar-nos

Esperando silenciosos que entendam a verdade

Ou aguardando também pela sua queda

 

 

Ontem

Eras um continente imenso

De querer poder e saber

Ontem

Eras o berço de uma humanidade instruída

O sonho de quem vivia

O mundo de quem sentia

E espalhavas o teu saber

Instruías como uma mãe

O mundo inteiro

Levando o teu saber aos quatro cantos do mundo

Ou seriam cinco

Perpetuaste

O teu passado oculto

Chegaste tão perto do passado

Que te transformas-te no teu próprio passado

Fundindo-te nele

O procurado

Deste a luz e as trevas a quem te viu

O saber perdido a quem te ouviu

E tu própria

Sumiste por entre as brumas de um tempo mal entendido

Passando de guia a guiado

Foste assim

Eterna na sabedoria

Foste a luz menor de um mundo maior que tu

E de ti hoje

Restamos nós aqui

Também teimosamente perpetuando o teu saber

Na nossa sabedoria ignorante

Até ao perecer de todos nós

E no futuro breve

Outros te procurarão em nós

Tentando descobrir

Este saber de ser

Quem somos nós

Qual o filho que não procura a mãe

Para ir buscar o que lhe falta

A essência do saber perdido

Todas as Pátrias das civilizações

Têm um berço comum

Que propagam um ideal de vida

No decurso de milénios

Que vai crescendo multifacetado

Dando lugar a um infinito perpétuo

Gatinha e cresce como uma criança

E assim como ela o fim chega inevitável

E só algumas sementes

Ainda em estado embrionário

Se manterão e recriarão

Para dar lugar a um novo berço

De uma nova e mesma civilização

Tu senão a primeira foste uma delas

E neste decurso moroso

Os teus rebentos

Aqui estão

Mergulhados nesta nova escuridão

Com um berço semelhante ao teu

Exibindo democracias e utopias

Que sempre mantiveste

Não entendemos que estás aqui

Dentro de nós fazendo-te ressurgir

Espalhando o teu saber pelo mundo inteiro

Exibindo as tuas leis enevoadas pelo passar do tempo

E somos nós que olhamos o teu cume físico

Aguardando um saber que já sabemos

Que fazemos ressurgir-te das cinzas

E damos vida aos teus anseios

Mas ainda nenhum de nós te entendeu

Nenhum de nós te quis manter perpétua

Transformamos-te todos os dias

Numa metamorfose doentia

Porque ainda não queremos te conhecer

Mas continuas teimosamente dentro de cada um

Ressurgindo sempre no pensamento deste morrer

 

Recordar-te-ão

Sempre que a ciência mal entendida do passado

Te relembre ao nosso lado

Na nossa própria ciência

Numa simbiose sem princípio ou fim

De tanta tradição longínqua

Que continua a atravessar os séculos

O teu mistério continua silencioso no meio das brumas

À espera que nos venhas ensinar o esquecido

Foram tantos mas tantos

Que perturbaste com a tua memória

Ao longo dos milénios

Que te confundiram

E reinventaram

Com fantasias fantasmagóricas da criação

Dando até lugar à religião

São tantas as obras que falam de ti

Tantos os costumes até aqui

Que saber-te é ver-te ressurgir em cada dia

Dentro das brumas escondidas de cada ser

Todos te conhecem

Ou julgam conhecer

 

E mesmo assim continuam quedos

Enchem os olhos com as tuas margens

Deleitando-se nas cores que te preenchem

No ar leve sob as nuvens

No mar continua a ser o teu lugar secreto

E tão perto

Que qualquer um

Te podia fazer ressurgir

Mas eles fogem obrigados

Para o outro lado do mar

E não irão regressar

Outros valores se interpuseram entre ti e eles

E só as gaivotas vagueiam sobre ti

Num lamento triste de assinalar tua presença

São os navios que te cruzam diariamente

Quanto as pequenas embarcações do passado

Levando um fugitivo isolado

Para o outro lado

Com a grandiosidade de um continente

Estás esquecida

Quiçá perdida

Imponente na tua simplicidade

Dormindo desperta um sono calmo

Onde quer que eu fique

Lembro de ti

A humanidade inteira te procura

Talvez porque ainda te recordem

Bem dentro de seu Ser

Também numa outra camada fossilizada

Procuram a verdade que escondeste nas tuas ruínas desaparecidas

Mas a vida brota incessante

Como um diamante no meio do oceano do teu nome

Ainda estás por aqui

Tão perto

Que te tocámos diariamente

Nas novas descobertas de comando da humanidade

Na esperança de um novo mundo

Dar-te-emos de novo vida

Para em seguida te destruirmos

E poderes voltar a ser de novo lenda

Para os povos a seguir te fazerem ressurgir

Nesta morte e vida perpetua

Ciclo sem princípio ou fim

Até esse esperado dia

 

Do entendimento da verdade.

 

 

"Vestígios Longínquos"

publicado por lazulli às 12:14

Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

SintoMe: ... a olhar o mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 20:19
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