Quinta-feira, 7 de Setembro de 2017

cristal

lfotodanet
Hoje que a Esperança morre lentamente e o Tempo já não é suficiente lembro um mundo de cristal que nunca esqueci e a ansia de a ele retornar o mais depressa possível porque continuo com a certeza que não sou deste mundo e que continuo sem saber viver nele.

SintoMe: igual a ontem
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EscritoPorLazulli lazulli às 01:29
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Sábado, 13 de Agosto de 2016

Quem Criou Deus...




Foi Deus que criou o Homem?
Não!
Foi o Homem que criou Deus.
Porquê?!
Porque Ele era Incriado .

O pensamento de Deus está no pensamento do Homem?
Não!
O pensamento do Homem é que está no pensamento de Deus.

Quem é responsável pelo Homem?
Deus.
E quem é responsável por Deus?
O Homem.

Qual deles o princípio?
Nenhum.
Porquê?!
Porque o princípio nunca existiu.

Então o que existiu?
O nada! E do nada não sai coisa alguma.

Deus não é vida nem morte,
É o que está do outro lado
Ou mesmo entre as duas dualidades
Que se mantêm eternas para a eternidade,
Para se perpetuarem infinitamente.

Porque é que o Homem procura Deus?!
Porque pensa que Deus é tudo, quando ele é nada.

Se o Homem soubesse quem Deus é, quereria mesmo sê-lo?
Não
Queria apenas ser Homem.
Porque o Homem quer ser alguma coisa
E Deus não quer ser coisa nenhuma.

O que é que distingue Deus dos homens?
É que os homens podem tudo e Deus não pode nada.

Porque Deus vive?
“Porque está só”.

Porque é que ele quer viver?
“Porque quer aprender a viver”.

Porque é que ele sofre enquanto vivo?
Porque continua só.

Quem conhece Deus?
Ele conhece-se a si próprio.

No despertar do horizonte,
Deus criou para ter companhia.
Mas continua só
Porque ele criou o existente
Mas continuou a ser o inexistente.

 

calma

pensamentos

 

publicado por lazulli às 14:49

18 de Junho 2007

2 comentários


EscritoPorLazulli lazulli às 23:13
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Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
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EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
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EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

O Terceiro Ramo


ReligionSymbolAbr.PNG

 

 

Da estranha e frondosa Árvore, dois ramos floriram e secaram restando o terceiro ramo o combatido e oculto pela pujança das flores dos dois anteriores, que tinha sido o primeiro local onde tudo começara.


No entanto, estes dois, secos, estéreis, por falta de credibilidade da alma, pela promiscuidade assumida e mal disfarçada, deixam à vista desarmada aquele que cresceu lenta e persistentemente nas areias do deserto, antes vistoso. Quase intocável. Afinal, a larva protegida, lembrando memórias antigas do local onde pousou, multiplica-se pelo mundo, mais do que os dois anteriores que tiveram o seu tempo, o seu momento e o seu reinado, sobre os homens da Terra. É esse que a Árvore Mãe utilizará para que as suas raízes permaneçam por mais mil anos. Nem mais Roma nem Judeia é o tempo de Romeia . (romã)


Quem se chegará à sombra desta ramagem que desponta no inverno do mundo?! Todos! De um e de outro modo, todos confluirão para o centro para serem aceites pelo deus único. E, serão! Pior de tudo será a possibilidade do 4º Poder. A unificação dos três num. Mas mil anos passará, antes de isso acontecer, se até lá nada se quiser fazer. Todos aqueles que antes se abrigavam crédulos sob a sombra dos dois ramos dominantes, hoje secos, a precisarem de ser substituídos, abrigar-se-ão, sem pejo algum, nas ramagens que aí estão. Venderam-se ou fraquejaram um dia... voltarão a fazê-lo e lutarão sem grilhões de espécie alguma aparentemente longe das religiões e das políticas que albergam os três, em um. Como actuará ou sob o que actuará o terceiro ramo?! Sobre o que de mais sórdido tem a alma humana; a ambição da diferença, o poder dos escolhidos! - Mas não se estendia já a frondosa árvore e os seus tentáculos, ao mundo inteiro?!  - Não, totalmente. Apesar da infinidade de folhas, de variadíssimos tons, da frondosa, espalhadas em todas as direcções da alma carente de verdade, ainda existem muitos puros que não sabem que são puros e estão ao serviço da Árvore que tudo comanda na lei e na ordem, da desordem da alma. Mas a Árvore, sabe. Conhece-os! E, há-de persegui-los para sempre! Até os ter em si! daí... Estava predestinado que assim seria, caso falhassem os dois ramos anteriores. E, falharam. Chegou a vez do terceiro ramo. E o primeiro transforma-se no terceiro. Falta cumprir-se o desejo da Terceira PedraNegra. A única que pode ser vista enquanto as outras Duas continuam ocultas. Portanto não expandiram ainda o poder que delas emana, por estarem ocultas ao olhar humano. Daí ... o Perigo de um futuro 4º Poder. ... e a humanidade nunca mais será livre ... se não entender. Se não destruir as pedras negras, guardadas zelosamente nos três locais da Terra, onde fiéis se arrastam em torno do mal que os aprisiona e os faz manterse eternamente na Terra. Longe, muito longe da Sua Origem Cósmica. A única que é pertença de si mesmo.


Tem a ver com gente?! De que lado se situarão?! - Não propriamente. - A meu ver deviam ficar unicamente do seu próprio lado. Ser únicos! Manter a Essência que lhes habita o Ente. E só por ela lutar. Unicamente. ... longe das pedras negras guardadas a sete chaves nos redutos mais visíveis do mundo.


Quem combaterá o último e terceiro ramo?! - Ninguém! Porque todos estão por e com o mesmo. A mesma lei interminável de intolerância. De ódio. Destruição. De subjugação humana, onde o poder continuará concentrado, nos mesmos. Com outras cores. Com outras bandeiras. Mas com os mesmos dizeres. Recuam no tempo e a lei ortodoxa  volta de novo, a primeira lei instituída à chegada, como se nada tivesse sido feito, o tempo todo. Como se todas as batalhas tivessem sido inúteis ... tudo planeado ao mais ínfimo pormenor, para que o controle nunca lhes seja retirado.
(O Universo chora a sua perda eterna. A sua essência estilhaçada por todo o lado. Por cima, por baixo. Aos lados do que existe e não se vê.)


Porquê?! - Porque são quase todos da mesma cepa. Ou pretendem pertencer à mesma cepa. Por isso tudo aconteceu, acontece e vai continuar a acontecer no mundo. E o mal perdurará para Sempre. Eternamente. (talvez um dia ... a essência e a matéria se defrontem e aí ... um dos lados vencerá a Grande Batalha Cósmica que teve início na Junção de ambos, separando desse modo ... as águas que tudo consomem.)


Os combatentes e os combatidos, são diferentes?! NÃO! São todos o mesmo! São feitos de "duas "Matérias" Diferentes. Se bem que sirvam, praticamente, unicamente uma delas.


Uns ainda, tentando levar a água, tanto ao Primeiro como ao Segundo ramo, consoante os seus insignificantes interesses de domínio, perante quem os fez nascer. De exposição. Mas render-se-ão. Para tomarem para si uma vivência fácil e duradoira, na submissão. (desse modo alcançam a reles eternidade)


Então, quem sobra, para impedir a Nova Catástrofe dos mil anos seguintes?! - Os puros. Os leigos. Os nada. Os pagãos verdadeiros! Aqueles que nunca se abrigaram de baixo de nenhum dos ramos da Árvore posta no meio do Paraíso. (que não se abrigaram de modo algum e mantiveram a alma intacta longe dos ramos principais e das folhas que estão sempre deles a cair e... se espalham em todas as direcções. Difícil resistir. Difícil não tropeçarem nelas devido à sua enormidade. Mas... o Ente reclama consecutivamente a Própria Origem e... por entre a Dor da Consciência... doridos... se vão desviando. E... alguns conseguem não serem cobertos pelas ramagens, pelos ramos, pelas folhas e .. até pela Poderosa Árvore que a Todos Comanda.


São muitos esses?!

 

 

- Não sei! - 

 

 

(quem tem entendimento que entenda o que diz a pequena pessoa)

SintoMe: esclarecida na Terra sobre o antes, o depois e o agora

EscritoPorLazulli lazulli às 10:09
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

HumanidadeEscravizada (XXXIV)



Mas tu que me lês podes ajudar a acabar com a mentira que nos envolve a todos, explicando melhor do que eu esta trama diabólica do mundo onde estamos inseridos. No futuro, outro virá que o fará melhor do que tu ou eu. E, como elos de uma corrente de ferro, atravessando os tempos e as resistências, cada um de nós será a vontade do outro aperfeiçoada, até que a verdade venha a ocupar o lugar que a mentira ocupa hoje. E, com a hipocrisia abolida de uma vez por todas, a nossa coragem e dignidade retornará, permitindo finalmente à humanidade o cesso à verdade escondida, que levará o Poder a cair de vez. E, assim, acabar-se-ão opressores e oprimidos, bem como também a miséria física e espiritual. Quanto muito existirão duas facções bem distintas que se de gladiarão honestamente e não esta mistura de matéria e mentes que nos confunde a todos e onde ninguém sabe quem é quem. Até pode demorar o surgimento desta verdade tão procurada, mas acredita que valerá a pena para todos nós porque se tivermos que regressar de novo a esta existência miserável, teremos mais oportunidades de sermos verdadeiramente humanos.

 

Para que um dia venha a ser possível transformar o mundo num sítio onde o sofrimento humano não tenha mais lugar, mais vale prevenir do que remediar. Daí que devamos preparar-nos no combate à falsidade, começando por falar sempre a verdade em todas as circunstâncias da nossa vida. A nossa dignidade acima de tudo e de todos. Com a nossa dignidade conquistada, teremos a possibilidade de nos vir a cruzar com outros seres humanos, onde os verdadeiros valores humanos não têm dono nem são obrigatórios. São naturalmente nossos. Não precisaremos de leis ou mandamentos redigidos por outros, para termos um comportamento social correcto, a partir do momento que já nascemos com leis e mandamentos inerentes a nós próprios e ao mundo que representamos. Assim, não mais será fácil, para eles, corromperem-nos e transformarem-nos em amostras de gente. Pedaços de carne viva que deambula pela Terra unicamente em busca de alimento, para sua própria preservação, lutando consecutivamente pelo modo mais fácil de obter aquilo que nos mantém vivos, sem pensarmos que este é um período muito curto da nossa verdadeira existência e que, se não fizermos mais do que temos feito até aqui, seremos sempre aquilo que não somos. Carne. Unicamente carne viva, para poder criar mais carne, de modo a permitir e assegurar a expansão dos genes que transportamos dentro de nós. E há tanto por onde podemos começar, para impedir esta transmissão de genes, que nos tem vindo a reduzir a essência de que somos realmente feitos, que nem precisamos de aprender como o fazer; basta que, quando estivermos perante alguém a quem necessitamos dizer a verdade do que nos parece, faça-mo-lo imediatamente, não permitamos que a ética social e religiosa nos impeça de falar sempre o que pensamos traindo assim o nosso ser, porque se o não fizermos ficaremos mal connosco e com os outros. Se não nos sentirmos dignos de nós próprios não nos sentiremos dignos de ninguém. Além disso, este desinteresses por nós próprios, far-nos-á mergulhar numa apatia em relação ao mundo que nos cerca e o nosso desinteresse não nos permitirá lutar por um mundo melhor do que aquele em que vivemos. Continuaremos a ver as injustiças do mundo como se não tivéssemos capacidade alguma de acabar com elas. É preciso acreditar, ter força e começar a agir, porque querer é poder. Se nós quisermos podemos mudar o que está mal. Qualquer um de nós. Se temos conseguido manter a evolução da vida, neste Planeta, criando novas civilizações com base na nossa persistência e sacrifício, também conseguiremos fazer um mundo melhor para todos. Basta, todos juntos, querer uma coisa destas. Nada nem ninguém nos conseguirá impedir. Construamos um mundo novo, porque o que temos actualmente só nos tem vindo a fazer mal. Não somos assim tão insignificantes como nos tentam fazer crer, muito pelo contrário. Temos a luz dentro de nós, só precisamos de a deixar brilhar. Só isso. Se todos eles são de uma única cor, nós não temos forçosamente que ser a sua cor, porque senão deixaremos de ser “nós” para passarmos a ser “eles” e quem vai perdurar e viver a tal eternidade de que muito gostam são eles e não nós. Estamos a dar-lhes de bandeja a nossa imortalidade e a trocarmos a nossa identidade; se continuarmos a permitir isto, nada sobrará de nós, nem na vida nem na morte. Muitos de nós já caminham dificilmente, lamentando este momento, mas podemos ainda retomar o que é nosso indo buscar o que nos pertence a cada lei absurda, a cada ideia descabida, a cada pensamento. Não temos que aceitar mais lei nenhuma ou vontade, seja de quem for, que não seja unicamente humana. O que quer dizer, que se alguém pretender matar, mesmo que este matar tenha carimbo oficial dos governos, nós não devemos deixar que isso aconteça. Somos milhões e eles meia dúzia. Basta nós não querermos mais mortes sem sentido, e elas não existirão mais. Munindo-nos do nosso poder interior, usaremos tudo quanto estiver ao nosso alcance para os impedir. Mesmo que seja pô-los a todos fora do lugar que ocupam e substituí-los por outros, que pensem de facto em preservar o ser humano, não em aniquilá-lo como tem acontecido até aqui. Se pretenderem subjugar-nos, impondo-nos leis materiais para nos controlarem, não as aceitemos. Se as crianças não forem devidamente protegidas pela lei, como se fossem meros brinquedos para serem utilizados de modo vil seja por quem for, não o devemos permitir de modo algum. Se uma qualquer religião nos quiser impor um mandamento novo, devemos desprezá-lo, porque isso é o mesmo que dizer-nos; que só através dos seus mandamentos conseguiremos ser humanos, quando é isso mesmo que somos desde sempre, etc., etc., etc. É só ficarmos sempre atentos ao que eles fazem ou pretendem fazer.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:08
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

... cega ...

(sentir de um momento de 2008)

 

 

Aqui estou. Ainda aqui permaneço até ter consciência absoluta do que tudo isto representa para mim. Se este mundo é ou não diferente daquele que sempre defrontei com medo mas com resistência. Sobra-me uma dúvida estranha... o que é que este estranho mundo tem para me subjugar deste modo. Aquilo que para os comuns é normal a mim sempre em cata de explicações, não estou convencida da ser inofensivo dizem-mo os meus sentidos quando meus olhos se cruzam com pedaços de almas à deriva.

Tem magia sim, mas a magia é um mundo de encantamento que arrasta consigo o androgino mais poderoso, mais eficaz, mais capaz, mais tenebroso. Aqui são as almas que lutam. Se degladeiam até à exaustão. Parece um mundo diabólico onde as almas se desapegam dos corpos e com pura inexperiência, atiram-se à deriva no encanto dos sonhos sem suporte.

Não existe consistência neste mundo. E assim como assim, aguardo um melhor entendimento. Talvez quem sabe encontre um motivo, uma razão, uma motivação, para aqui permanecer. ( De lá para cá, o que encontrei eu?! O motivo a razão?! O mais provável é coisa nenhuma. ... mas o encanto continua. Deixá-lo ir, pra ver até onde consegue ir. )

 

tudo o que penso

paira no meu cérebro
incapaz de se revelar
de se manifestar harmoniosamente
preenche-me o não sentido
à cata de palavras quando nunca precisei

conspurco-me com a sabedoria de quem mais sabe

onde está a minha verdade?!

desconfiança
total desconfiança
é o que eu sinto
procuro saber

porquê
neste preenchimento constante

não meu

mas hei-de recuperar

hei-de lutar

por mim

pela minha alma

pelo meu ente

pela minha verdade

de ser

... e hei-de conseguir.

 

 

NOTA: estes pensamentos referem ainda um sentir passado. ... lentamente tento voltar a escrever. porque quero. porque gosto. porque me faz bem. se o vou conseguir ou não... trazer a linguagem da alma à luz, falta-me saber. mas é exactamente isso mesmo que estou a tentar saber. conseguirei ou não escrever?! logo, logo, se verá!

 

BemVindaLazulli, DeRegressoACasa

 

 

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 01:11
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RegistoDoTempo

(...registada fica a eterna busca iniciada antes da Formação do Espaço/Tempo...)

 

CasaDeCristal ... se um dia existires mesmo eu não existindo ... reconhecerás cada letra e todas as palavras que elas formam tornando-se temporais na sua intemporalidade nestes tempos que compõem o próprio Tempo ... aguarda zelosamente encoberta em cristais azuis por uma chegada SemTempo ... como AntesDoTempo.

 

 

 

 1995.1.maio



Queria esquecer quem sou. Queria esquecer que existo para sempre, onde nunca mais houvesse um ressurgir de mim. Queria partir para o vácuo inexistente do outro lado do universo entrar no tal buraco fechado e poder-me extinguir. Queria deixar de existir. Quem sou eu e quem és tu que existimos nesta dor infinita da existência e o que fazemos ambos aqui? Criamo-nos para quê?! Porque sonhamos em despertar quem dorme no sonho da vida e fizemos uso do nosso não ser, resolvendo lutar por mortos inúteis que nunca deixarão de o ser. Torturamos o nosso mundo com a nossa dor e ficamos presos sem poder fugir. Entreguei-te um dia nas garras da matéria e pensei que te resgataria também um dia. Mas hoje que o tempo já foi grande e imenso eu sucumbo contigo na tua dor infinita e morro sem morrer nesta vida finita. Perdoa-me de onde podes me ouvir como eu te ouço, provocando um no outro esta dor sem limites que nos mantém vivos sem querer e mortos para morrer. Pode ser que um dia o tempo venha a acabar e alguém se lembre em nos libertar de um modo ou de outro. Pode ser que o universo um dia mostre o seu reverso e aí também pode ser que possa te olhar de frente depois de milénios de dor. Eu sei que estás vivo algures. Preso como eu neste universo duplo. Não devíamos ter partido nunca de nosso mundo. Não devíamos querer ajudar ninguém. Amar-te-ei até ao fim ou princípio de todos os tempos e eras. E, se for possível, nesta nossa divisão penosa, pode ser que me sobrevivas pelo menos tu e não fiques mais tempo preso à minha espera. Procuram eles os desaparecidos mas não creio que os vão encontrar neste mundo. amor ... se eu puder, eu morro porque não consigo suportar mais esta dor. Só queria poder saber de algum modo que para ti é possível o regressar. Eu sei que também não me abandonarás. Mas um de nós tem que poder partir. Um de nós tem que sobreviver à vida e morte deste ou de um outro mundo qualquer, porque o nosso mundo também sofre a nossa ausência. Também sofre a nossa perda. Enganamo-nos amado meu, enganamo-nos. E ... passamos a ser dois. O tempo que aqui tenho agora é limitado; daí que espero um dia ter uma ínfima oportunidade para alguma coisa. E tu meu amado senhor, onde estarás tu a esta hora e neste momento. Onde será que caís-te? Eu sei que também não queres me abandonar, mesmo não sabendo de mim. Mas estamos sozinhos, mesmo incompletos, um de nós tem que regressar. Deixa-me partir ou parte tu. Liberta-me do meu compromisso/nosso para que te possa libertar também a ti. Eu não consigo resistir a esta forma. Eu não consigo não me entregar um dia. Pouco a pouco, sinto consumir a essência. Eu falhei e sei que tu estás escondido. (noutra galáxia?! nesta mesmo?! ou mesmo em nenhuma?!) Porque esperas?!... Um dia, vão-te encontrar também. Não esperes por mim. Eu já não sou. Tenho esperança que fique gravado no Tempo, o meu eterno amor por ti e que de algum modo a ti chegue, para que possas recordar o que nos uniu eternamente. Sei que chorarias sobre o meu túmulo, todas as lágrimas que eu chorei na minha procura infinita. Sei que o farias. Sei que tentarias mudar o curso do mundo e retornar a pôr tudo no seu lugar. Mas será tarde, nesse dia. Nesse dia, eu não estarei em parte alguma, onde possas me encontrar. Não me recordo se do nosso mundo, alguém podia nos amar assim e tentar nos libertar. Nem isso sei. Já não sei nada!

lauremavstaudus lazulli

 

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Sábado, 23 de Agosto de 2008
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Foi Publicado em: Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

EsteFoiOÚltimoTextoDosAnteriormenteColocados.EstavaEsquecidoEmesmoAssim,CreioQue"PerdiUm"

APartirDaquiSegueUmaNovaFase,Talvez Com: EstilhaçosDe... Ficção

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:41
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

CasaDeCristal

 



A CasaDeCristal, irá encerrar




Quero, deste modo, agradecer a todos aqueles que aqui estiveram, tanto a quem unicamente permaneceu, assim como ao carinho, demonstrado por quem aqui falou.


Por consideração a Todos Vós e pedindo humildemente as minhas mais sinceras desculpas e o meu mais humilde perdão (isto custa), encerrarei lentamente de modo a dar oportunidade ainda a quem quiser, poder ler uma ou outra coisa, que não tenha tido oportunidade.


Não me sinto bem ao fazer isto, a partir do momento que iniciei algo a que não estou capaz de dar continuidade e creio, que muitos não merecerão que eu o faça. Mas... a verdade mesmo, é que eu não acredito neste "mundo".



Perdoem-me todos vocês!



Contudo, porque não tenho coragem para a destruir definitivamente (e isto graças ao número de pessoas que por aqui passou e também porque seria como destruir a minha própria alma) foi feita uma cópia de Toda a CasaDeCristal. Ficará guardada. Para sempre ou talvez não, quem sabe? Acontecem sempre tantas coisas... talvez venham a ser boas suficientes para eu voltar a acreditar. Hoje, não acredito.




O meu obrigada a Todos sem exepção!



Deixo o meu mail, disponibilizando-o para quem por alguma razão me quiser perguntar alguma coisa relacionada com o Conteudo da CasaDeCristal.


(Isto é difícil fazer. Mas tem que ser).



Quero informar que não abrirei nenhum Blog, de nenhuma espécie a partir daqui. Não sou blogueira. (acho que é assim que se diz) e, muito menos entendida neste tipo de coisas e também nunca foi esse o meu objectivo. Não sou escritora nem pretendo sê-lo, nunca, porque se assim fosse, com relativa facilidade colocaria o que escrevo no mercado. Nunca o quis fazer. Não concebo tal. Nunca concebi. Porque ganhar dinheiro ou ser mais ou menos conhecida, pelo meu sentir é algo que repudio. Aceito, compreendo e será justo, que muitos o façam e tenham valor para isso. Mas não é de todo o meu caso. Talvez seja presunçosa e tenha a mania que sou diferente. Mas, é assim que sou e é assim que penso e é assim que continuarei a ser. Deixo tanta coisa incompleta, aqui... doi-me fazer isto, só de pensar que alguém poderia estar a ler com algum interesse. E neste caso, mesmo que por um único que seja, guardo a CasaDeCristal com todo o Amor que lhe tenho e acima possibilitei o meu mail, para algum esclarecimento, que eventualmente, uma ou outra pessoa, julgue necessário. Sou apenas uma pessoa que diz o que sabe e o que sente e vá-se lá saber porquê, um dia resolveu partilhar com os outros. Talvez porque acreditasse, não sei bem em quê. Minto, sei! Mas não acredito mais.

 


E para eu fazer seja o que for eu tenho que acreditar que vale a pena, de contrário recolho-me à minha insignificancia.


Um beijo com Carinho

Sempre

Da


(lazulli)


cristallazulli@hotmail.com

 

 

Nota: quanto à História da Humanidade e à VozDoSangue, ainda não decidi se permanecerão ou não. Se vier a decidir, fechá-los, como à CasaDeCristal, farei um pequeno comunicado.

 

 

Bem Hajam!

 

lazulli

 

 

2007, alma, amor, canto, contos, deus, divagação filosófica, dogmas, essência, eu, existência, ficção, justiça, letras, livros, lágrimas, nação, palavra, pensamentos, pessoal, poesia, porto, portugal, tempo, tristeza, universo, verdade, águas mil

 

publicado por lazulli às 18:00

quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

 

NOTA de hoje: Coincidência ou não, este texto, colocado à um ano atrás, vem ao encontro do que sinto no momento. Talvez por outras razões ou as mesmas. Não sei bem. Mas, para não me precipitar, hoje não digo que vou encerrar a CasaDeCristal e sim mantê-la SuspensaNoTempo. Depois se verá. Colocarei mais uma coisa ou outra, já feita, só para a poder completar, na sua fase anterior. Depois... depois... aqui ficará. Obrigada a Todos. (Isto pode não ser um parar definitivo.) às vezes sofro de falta de acreditar, que vale a pena. Interrogo-me porquê. Porque iniciei eu uma exposição que nunca quis. eu mesma, ainda não entendo. E, enquanto não entender porquê, os altos e baixos, do meu estado emocional com a minha CasaDeCristal, sempre existirão. Por essa razão, pelo menos porenquanto é melhor parar um pouco. Bem Haja a Todos


EscritoPorLazulli lazulli às 23:42
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Humanidade Escravizada (XXXII)

 O universo não contém uma só lei

 

 

 



Desde muito antes do Homem e da própria Terra, existem poderes bem maiores e elevados que querer comparar a vossa história com a história Universal é de uma ousadia infinitamente ridícula nos «anais» de todo o Cosmos, esteja ele misturado ou separado. Tudo existia antes, menos esta insignificância (religiosa) com um valor tão grande. Quando vos dirigis a Deus, todo o ­Universo se ri de desprezo pela vossa ousadia tão vil e mesquinha, tão inqualificável. Sois demasiado pequenos para caber no pensamento de Deus ou demasiado grandes para se lhe comparar.
Embora continueis a procurar a pedra filosofal (a essência do Ser perdido), estais já há biliões e biliões de anos sem ela. E não a tereis nunca! Nunca a encontrareis! Aproveitai o saber dos poucos que vos abriram as portas para o conhecimento (cientistas, filósofos, pensadores, músicos, escritores, etc...) e aproveitai bem o seu esforço e coragem para poder chegar até vós a verdade. Porque até ao momento, todos eles, de um ou de outro modo, vos abriram as portas da vossa ganância com a sua sabedoria, porque a luz da Verdade ofuscou-vos e dela só tivestes uma ténue percepção. De qualquer modo, ela não vos será nunca suficiente para serdes deuses – o que tanto ambicionais! nem tão pouco deuses deste ­Mundo. Caminhais num sentido reverso à Verdade e Justiça Universal e o caminho que percorrestes até aqui é já muito longo e nunca é desfeito o que foi feito. Nos "anais" do Universo, todos vós constais como assassinos hediondos do Ser; e nada nem ninguém vos poupará, assim como vós não poupais os indefesos que todos os dias são atingidos pelas vossas leis ridículas e sem sentido, em todas as directrizes da vida e da própria existência. As vossas leis estão gastas, limitadas e corruptas. Mas a Lei, essa Lei de que só conheceis a palavra e não o conteúdo, essa não atingireis, porque essa é a Lei que vos espera nos confins do Universo.
Claro que para todos vós, que só conheceis as leis que fizestes à vossa própria medida, é inconcebível que assim seja. E, no vosso insignificante mundo, quem sou eu para poder dizer que assim será? Os representantes de Deus sois todos vós, não eu; e o que ligardes e desligardes na Terra, será ligado e desligado em simultâneo no céu. Sois os ministros de Deus, com autoridade legítima, dada por Deus até para perdoardes todo aquele que se ajoelha diante de vós, no intuito de obter o perdão para os «crimes» que cometeu com o seu semelhante. Pelos vistos sois vós que podeis fazer tudo isto e muito mais. Parece não intrigar ninguém o facto de que se não recebessem um centavo para ­«darem» o dito perdão de Deus, não perdoariam ninguém. Tenho a certeza que não concederiam o reino de Deus a ninguém nem tão pouco seriam seus servidores. Neste mundo, os serviços prestados pagam-se bem. Porque este serviço seria diferente dos outros serviços? O confessor também é um trabalhador, por isso mesmo tem que se pagar pelo trabalho prestado. Assim sendo ele não está errado. Limita-se a receber o seu salário. Mas dizer que perdoa todo aquele que busca o perdão, em nome de Deus? O que é isto?! Onde está isso escrito? E se está, quem escreveu tal coisa? Será que foram os doutores da Igreja? Se foram, a sua arrogância não tem limites ao querer equiparar-se a Deus. Nem o seu próprio Deus respeitam, ao decidirem do perdão ou não, dos assustados pecadores, que a única coisa que pretendem é ficar com a consciência tranquila. Isto é: «Já me confessei, já fui perdoado e me penitenciei quando rezei Três Pais Nossos e duas Avé-Marias e tive direito à óstia sagrada que me limpou de todos os pecados. Se amanhã voltar a cair, volto ao confessor e ele volta a absolver-me e, assim, quando morrer, tenho a certeza que vou para o céu porque os meus «crimes» já foram todos perdoados». Estão todos enganados. Que Justiça seria a deste Deus se fosse tão deficiente como a dos Homens? Tantos milhares... tantos... a acreditar nas infames leis da Igreja, como se estas fossem de Deus. Como se não houvesse diferença entre Deus/Igreja e Igreja/Deus. No entanto, não seria difícil para ninguém avaliar esta irracionalidade que nos impingem ousadamente e sem temor algum a Deus. Um Estado dentro de um Estado, justificando o seu modo de vida com métodos que passam por manter o temor dos homens e ainda atribuindo a Deus todos os seus actos. Desavergonhados e ignóbeis, ainda se atrevem a dizer que o representam. É incrível como se continua a abusar do nome de Deus desta maneira. Se a marca da «besta» existe, não é difícil para ninguém encontrar-lhe o rastro, só precisam procurar as possíveis marcas na fronte e na mão de qualquer mortal. Parafraseando o Apocalipse, contido no Novo Testamento:

13, 15.18 "Foi-lhe permitido dar espírito à imagem da besta, de modo que até falasse, e de fazer com que morressem quantos não adorassem a imagem da besta. Obtêm de todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, que se façam uma marca na mão direita ou na fronte, de tal maneira que ninguém possa comprar ou vender senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui é questão de inteligência. Quem tem conhecimento calcule o número da besta; é, de facto, número de um homem: o seu número é 666."

22, 3.5 "Não haverá mais coisa alguma sujeita à maldição. Estará nela, ao invés, o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos prestar-lhe-ão culto; verão a sua face, e o seu nome estará escrito nas frontes deles. Não haverá mais noite, nem terão necessidade da luz de lâmpada nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles e reinarão por todos os séculos".

20, 4 "Vi também tronos nos quais se sentavam pessoas, às quais foi dado razão e se fez justiça, seja as almas daqueles que foram decapitados por causa do testemunho que deram a Jesus e por causa da palavra de Deus, seja aqueles que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam a marca na fronte nem na mão. Viveram e reinaram com Cristo durante mil anos."

14, 9.10 "A esses, outro anjo, um terceiro, seguiu-os, dizendo em alta voz: «Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber a sua marca na fronte ou na mão, beberá do vinho da cólera de Deus, derramado puro na taça da sua ira e será atormentado com fogo de enxôfre na presença dos santos anjos do Cordeiro."


Estamos todos no mesmo barco mas, felizmente, não temos todos as mesmas funções dentro dele. E, ao contrário do que dizem, não são eles que o governam; de contrário, atirariam pessoas pela borda fora sempre que este estivesse a pôr em perigo as suas preciosas vidas, ou então deixá-lo-iam à deriva, pela sua incompetência e egoísmo. Gostaria que falassem comigo sobre o seu Deus e a sua Igreja, para que lhes pudesse dar respostas, que sei que os escandalizaria. Mas é exactamente para não darem escândalo (outro dos seus pecados) que eles vivem na mentira, e com o esconder de todos os seus erros e defeitos, acabaram por possuir a sua única e maior virtude: A hipocrisia. E é com esta hipocrisia que têm vindo a dizer-nos tudo quanto têm pretendido e nós, como cordeiros, temos vindo a acreditar e a obedecer em uníssono. Somos carneiros, e não era isso o que eles queriam? Têm sido os nossos pastores. Levam-nos a pastar o pasto que querem e encurralam-nos no seu estábulo. Não temos sido nada, nem tão pouco dignos de nós próprios.

 

Agradecida a António Codeço
actualidade, amor, desabafos, deus, divagação filosófica, dogmas, ensaio, essência, estrelas, eternidade, existência, filosofia, futuro, história, inquisição, letras, literatura, livro, livros, matéria, mentira, natureza, palavra, passado, pensamento, por

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Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 22:32
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Domingo, 25 de Outubro de 2009

"São lágrimas, senhor, são lágrimas"

 

 

 

Canto IV

 

 

 

 

 

 

 

 

Não pode evitar

as águas

soltas

das frágeis e pequenas mãos

nascentes

de mil dores

guardadas

que correm suavemente

ao encontro da terra

e nela se infiltram

espalham

distendem

sob o olhar triste

da pequena senhora

que nada pode fazer

para impedir o caudilho

das águas inesgotáveis.

 

 

Duas lágrimas

de prata

e outras duas

mais as que se seguirão

desprendem-se

do singelo rosto

da alma que chora

nos jardins

do castelo assombrado

guardado

pelas torres

lá do alto

olhos vigiam.

sob o olhar atento do Sol

que lhes abrilhanta ainda mais

a cor da dor

as águas mil

segredos

de mil medos

do amor eterno

inundam

o jardim tenebroso

ameaçando afogar

com seus inesgotáveis

caudais

o Amor

que em si encerram.

 

 

 

Eu disse-vos

avisei meu amado

senhor

que eram lágrimas

apenas lágrimas

nada mais

lágrimas existênciais.

 

 

 

 

 

Perdoai

amada minha

alma da minha alma

minha desconfiança

meu descuido

minha desatenção

perante Vós

sim

eram lágrimas

lágrimas de cristais

perdoai

vosso

amado senhor

e fechai a fonte

de onde brotam

as águas imparáveis

eu ajudo-vos a consegui-lo.

 


 

 

É tarde meu senhor

as águas mil

deambularão

por

todos os recantos

do jardim

ensombrando

novamente nossas

almas

até à eternidade

porque

meu senhor

não confiastes

naquela que vos ama

desde a eternidade

fechastes vossos palácios

subistes à torre mais alta

e tornastes impenetráveis à alma

humana

o maior dos sentidos

de sua existência.

 

 

 

 

 

Mas

senhor meu

desconheceis vós

que sois eu

a inexistência

da minha alma

humana

só a desconheceis

porque não olhastes

quando o loureiro

queimava

lá no cimo da torre

atirando suas fragrâncias

ao encontro

do deus

encoberto

que em silêncio

de costas

para o mundo

via as cores

do seu mundo.

 

 

 

 

 

Se tivésseis olhado meu senhor

erguido vossos olhos e vosso corpo

Se não estivesses perdido

nas coisas do mundo

teríeis visto

aquilo com que sempre sonhastes

porque

estava ali

naquele momento

envolvendo

a doce criatura

semi humana

mas

vós não vistes

porque não acreditastes

no impossível.

 

 

 

 

 

Agora é tarde meu senhor

muito tarde

com vossos gestos

medos

desconfiança

vossa descrença

e

indiferença

deixastes morrer o mundo

e matastes o sagrado

elemento

para sempre.

 

 

 

 

 

 

Sois culpado

condenastes

aquilo que mais amastes

e

encerraste a nobre alma

em cada gota de prata

que vedes deslizar

serpenteando

por vossos jardins

nunca desejados

amados

 

 

 

nunca

queridos.

 


 

 

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publicado por lazulli às 19:09

Domingo, 29 de Junho de 2008
(8) comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 21:23
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

alcateia das sombras

laivos de luz - rasgam-me a alma - como garras de lobos esfomeados - que em matilha - povoam as trevas do mundo.

 

mulher e a pomba-thumb.jpg

publicado por lazulli às 10:54
Quinta-feira, 20 de Março de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 18:47
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Humanidade Escravizada (XXV)

 

(... continuação)

 

 

Retornando aos Cátaros, esses massacrados da Idade Média, que por não professarem o mesmo modo de vida do Poder instituído, foram exterminados aos milhares juntamente com os seus preciosos escritos, que hoje muita falta nos fazem para entender a verdade de quem somos, os príncipes e os bispos tal como os conhecemos, eram para eles, os representantes da ordem do Mal. E não estariam eles certos? Se olharmos hoje, para todas as vitórias do passado na implantação pela força, de uma crença religiosa «benigna», verificaremos que tivemos 1000 anos de dor e incompreensão ao querer acreditar num Deus que era unicamente deles, mas que eles ardilosamente o impuseram a todos nós como se fosse nosso. Mas há mais culpados em todo este processo. Muitos mais. Culpados semi ocultos que ainda estão por aí como vítimas de todos os outros, mas que na realidade são os grandes causadores de tanto sofrimento humano com a implantação do seu monoteísmo trazido de longe... de muito longe... «os regentes (arcontes) queriam enganar o homem, porque viram que ele tinha parentesco com aqueles que são verdadeiramente bons. Queriam apoderar-se do homem livre e torná-lo seu escravo para sempre». E não é que o conseguiram?!

Consta esta frase e seguintes do Evangelho de Felipe, dos Livros Apócrifos da Bíblia. «Jesus é um nome oculto, Cristo é um nome revelado». «Quando éramos hebreus, éramos órfãos e só tínhamos a nossa mãe, mas, quando nos tornamos cristãos, tivemos tanto pai como mãe». Quem ouve a palavra «Deus» não percebe o que é correcto, mas sim o incorrecto. O mesmo ocorre com «Pai», «Filho» e «Espírito Santo», «Vida», «Luz», Ressurreição», «Igreja» e tudo o mais. As pessoas não percebem o que é correcto mas sim o incorrecto, a menos que tenham aprendido o que é correcto. Os nomes que se ouvem estão no mundo enganam».

Se quem tem ouvidos que ouça... quem tem olhos que veja, porque retiraram da Bíblia estes e outros escritos e, também o que nos dizem eles claramente. Oculta-se o oculto no revelado e eis que como por magia perante os nossos olhares atónitos surge inesperadamente a verdade: inversão. Tudo está invertido. Os nomes, o bem, o mal, os valores... Até o mundo em que vivemos é ele mesmo uma inversão. Aquele que se esconde sob a capa do cordeiro, não é o lobo? E não são os católicos romanos e os que deles descendem em termos religiosos, que acreditam, seguem e praticam este simbolismo? Pelo menos o seu João Baptista, o grande precursor do baptismo (segundo eles mesmo dizem), cobre-se exactamente com uma capa destas. Lobos disfarçados de cordeiros, é o que temos nestes arautos da verdade que praticam uma política bem diferente daquela que pregam aos outros. Acreditam em que Deus, estes senhores? No Deus Javé Deus da guerra e da morte, Senhor de todos os exércitos. Enfim, acreditam no Deus da divisão, não no Deus da união de todos os povos. Para os hereges cátaros, a guerra sem excepção de qualquer espécie, era desonrada em todas as suas vertentes. Por isso mesmo, aqui e agora tomo a defesa e o respeito de todos esses livres pensadores na busca da sua verdadeira origem e no combate infrutífero que tiveram com os Senhores do Mundo, tanto no passado como no presente relativamente recente, porque não só nunca lhes foi feita justiça, como foram completamente aniquilados, não só na sua forma física como ideológica, através da história falseada dos homens, com lendas impenetráveis que o mais astuto dos homens tem dificuldade em descodificar. As peças do puzzle da história estão demasiado dispersas para serem encontradas numa única vida mas, como uma vida nunca foi só uma vida, continuará a ser sempre possível ir recolhendo lentamente os fragmentos da história real e reconstituir a História que nos escondem há demasiado tempo.

Daí que será de perguntar a todos os historiadores quem foram, qual a sua importância, onde estão e o que de facto fizeram os povos e grupos específicos de pessoas que a História dá como existentes em determinada altura, mas que depois parecem desaparecer sem deixarem rastro ao lhes ser atribuída uma história pouco significativa, no desenvolvimento intelectual da humanidade. Como por exemplo, os fenícios, os bizantinos, os visigodos, os merovíngios, os judeus, os hebreus, os muçulmanos (com quem supostamente o Ocidente combateu), os cruzados, os templários, etc. Como tantos outros nomes na história também estes «desaparecem», de um ou de outro modo, quase que inexplicavelmente, ou são pura e simplesmente substituídos por outros nomes e assimilados, acabando por se diluírem noutras gentes. Assim sendo, a sua continuidade está aí algures espalhada pela Terra. Mas onde?! Se não temos um fio condutor correcto, como vamos descobri-los?

 

(continua...)

 

ensaio, guerra história, homem inquisição, literatura, livros, morte, mulher, religião, vida, cátaros

publicado por lazulli às 16:54
Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 11:17
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Domingo, 20 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (14)

 

 

XIV

 

 

 

 

 

Enquanto se dirigia até onde a aguardava a majestosa Águia-de-Cabeça-Dourada que reflectia ainda mais os raios de sol que a si chegavam e nela permaneciam como prisioneiros voluntários da sua deslumbrante e extensa penugem, fazendo da águia como que uma extensão da fonte energética, inesgotável, contida no sol-brilhante de milhões de cores em constante mutação no seu permanente contacto com o ar, finíssima cambraia transparente e multicolorida, ia ansiosa e vagarosamente, pisando o solo de areias de fino pó doirado e observava as montanhas de luz, onde a pedra dura e fria, única que conhecia, era completamente substituída por tantas pedras preciosas que nem as conseguia quantificar, mesmo que em calculo manifestamente deficiente, tal era o reino mineral, deste maravilhoso mundo de cores vivas e brilhantes, ora transparentes, ora opacas, ora incolores, com colorações inimagináveis, em constante transformação não do seu conteúdo mas sim da sua aparência visível, fosse esta piramidal ou com uma outra configuração geométrica qualquer, era-lhe completamente impossível, absorver as cores que emanavam de todo o lado como tesouros únicos a céu aberto, que resplandeciam a sua magnânima beleza. As rochas deste mundo, gemas genuínas, raiavam e expandiam com as suas milhares de incalculáveis facetas, para todas as direcções, as suas cores infinitas e em constante movimento, ao toque de cada partícula de ar e sol. Estonteada com as cores, carmim, madre-pérola, rosa, lazulli, esmeralda, ametista, rubi, cristal, topázio, safira, águas-marinhas, etc.. , não conseguia conter em si, tanta luz e tanta cor. Belo! Tão belo, que já não sabia se o conforto do calor, ameno, que ia penetrando suavemente todas as suas partículas, tinha a haver com a magnífica visão que seus olhos, extasiados, miravam em ininterrupto encantamento ou se era efeito, da serena harmonia da luz de milhões de cores. As ténues alterações do sol, quase imperceptíveis, permitiam que uma infinidade dos coloridos diamantes, alterassem as suas facetas de um tom para outro em escassos instantes de tempo, se é que este, aqui existia. Descrever este mundo, não conseguia dentro de si. Só conseguia senti-lo. Absorve-lo. Os pensamentos fugiam-lhe, para começar a dar lugar a uma fonte inesgotável de paz. Da paz sempre desejada. E era este enigmático mundo de cor que com amor, lhe dava finalmente aquilo que sempre ambicionara e sempre procurara.

 

Serena, em total quietude, a águia observava toda a sua fascinação e sorria. Mary, percebia que esta não precisava transmitir o seu sorriso movimentando um único músculo que fosse do seu descomunal corpo. Seus olhos falavam o seu pensamento. Transmitiam toda a sua doçura interior. Toda a sua compreensão, perante a criatura tão insignificante que era Mary. Estonteada perante as duas meigas esmeraldas que lhe sorriam; tão meigas, que a escassa distância daqueles olhos esmeraldinos, sem desprender o seu próprio olhar daquela rara beleza de divinas esmeraldas que continuavam a fitá-a demoradamente, teve um impulso momentâneo, de correr para elas e nelas se alojar para sempre. Descansar dela mesma. Como se pudesse entrar nos olhos que a fitavam e encontrar-se com o amor infinito que deles emanava. Mas refreou o seu mais intimo desejo e não encurtou a já pouca distância que a separava desta e, sim, endireitou seu corpo um pouco mais, alisou com as mãos, os farrapos sujos que a cobriam e, lentamente, sentindo o movimento do ar a cada movimento seu em espirais que se perdiam dentro do próprio ar, finalmente, tocou timidamente a primeira penugem que encontrou ao alcance da sua pequena mão.

A este contacto, mágico, o ar comove-se e queda-se por um instante, como que para a deixar sentir toda a ternura do seu ente.

Controlando a emoção que sentia, impedia voluntariamente suas mãos de agarrarem o ar e irem tocar nas penas da gigantesca ave, abraçando-as num abraço meigo e profundo. Queria senti-la para sempre. Mas ali, naquele mundo etéreo, era ela quem nada tinha e nada era e a quem por razões que ainda desconhecia, tinha sido permitido movimentar-se, tal fantasma, num mundo verdadeiramente etérico. Depois de tudo isto, descobria que afinal nunca soubera sonhar. Seus sonhos tinham sido pobres em imaginação. Escassos em forma e conteúdo. Demasiado aquém do que, agora, podia presenciar. Percebia que desde que desaparecera da velha Terra, tudo quanto vira e sentira, nunca tinha existido antes. Nunca.

 

Tentava... controlando a emoção do seu pequeno coração e as interrogações que a angustiavam... acalmar toda a sua agitação interior. Mas esta morria no canto de sua boca, sempre que um imperceptível movimento parecia querer surgir, podendo manifestar toda a ebulição que dentro de si permanecia, pelo inexplicável mundo que a envolvia, no seu todo.

 

A sábia águia que continuava a olha-la docemente, não quis prolongar por mais tempo o seu êxtase, poupando-a à intensidade de sentir tão profundo. Sorria aos pensamentos de Laurema e verificou, feliz, que a tinham recuperado de vez. Ela não voltaria à sujeição da matéria viva, pois começava a tomar consciência da verdade de si mesma.

- Laurema!... Despertaste para a tua verdadeira existência.

 

 

Ouvir vozes dentro dela não lhe era de modo algum surpreendente. Convivera com elas toda a vida. Surgiam inesperadamente dentro do cérebro, soltando sons tão distintos que parecia estar a ouvir as conversas do mundo inteiro, ora isoladas ora em longos diálogos, como se desconhecessem a sua presença. E muitas desconheciam. Assim como ela. Pelo menos nisso, tinha a felicidade de não conhecer a densidade dos portadores. Vozes sem rosto que tinha a infelicidade de escutar. Mas nem tudo era mau. Até porque era o som das almas que escutava como se fossem parte dela, não o sendo. Muitas vezes ficava triste. Muitas vezes ficava feliz. Muitas vezes, divertiam-na. De quando em vez, lá resolviam dirigir-se-lhe, directamente, com palavras e frases, das quais muitas vezes, não conseguia perceber o sentido, embora as ouvisse perfeitamente. Daí, neste jogo do saber, quem eram elas e porquê, acabou mesmo por conseguir fazer algumas distinções, entre estas estranhas e insólitas, amigas. E a surpresa, estonteante, levava-a a querer seleccionar quem gostaria realmente de ouvir. Mas não estava nas suas mãos, poder separar os mundos. Não estava nas suas mãos, escolher as vozes pertença de mundos distintos. Daí que, as vozes que mais a incomodavam, eram mesmo, as vozes deste mundo. Não conseguia ser poupada, até nisto. Como uma maldição .... tinha que ouvir o mundo inteiro a falar. O que, algumas vezes na vida, quando com a Velha Senhora, lhe tinha criado alguns dissabores. De facto, hoje percebe porquê. Percebe-os a todos eles e percebesse a si mesma. Embora, para bem da verdade, gostasse de não perceber ou saber nada, por essa altura. Se estivesse em suas mãos, optaria por ser a mais cega entre os cegos e mais surda entre os surdos. Porque, só queria poder estar. Só queria ser. Só queria amar. Só queria que a Sua pequena alma tivesse o direito a ser única, sem tanta interferência. Maldisse todos os Poderes desconhecidos, muitas vezes. Ficou muitas vezes triste com a Sua própria Natureza. Muitas vezes vagava no mundo, com os olhos marejados de lágrimas. Não por não ser entendida. Ela entediasse a Si mesma. E sim porque queria ser o que era. Nada! Uma criatura eternamente meiga. Eternamente sentida. Eternamente capaz de Amar até à extinção da Vida.  Eternamente ignorante das coisas da Vida Imposta, que insistia em querer fazê-la parte de si, com todas as coisas geradas num mundo que não era e nunca seria seu. Como não foi. Por isso ela estava aqui hoje. Mas, as lembranças do mundo Antigo, não as tinha conseguido apagar, mesmo perante a beleza deste mundo e de Lhaara.

Quase "desperta" destes prolongados pensamentos, enquanto deixa desaparecer sua mão na maciez da penugem de Lhaara. Mas logo a memória insiste em fazê-la recordar, tudo.

Teria estado, algum dia, Lhaara nos seus pensamentos?! É que até lhe parece conhece-la. Seria dessa altura?! Olhava Lhaara, intrigada. Se assim fosse, não estava ela zangada?! Esquecera-se de como Mary se divertira e sorrateiramente a estudara?! De como, muitas vezes, se limitava a ouvir, mais ou menos indiferente?! De quando já nem lhes dava importância. Só de quando em vez, ficava mais atenta, quando um determinado timbre lhe parecia de algum modo familiar. Paralisava instantaneamente, na esperança de algum modo, poder identificar a sua fonte. Mas raras foram as vezes que tivera essa possibilidade. Como se as nítidas vozes que telepaticamente ecoavam no seu cérebro, tivessem uma proveniência bem consciente, determinada e perfeitamente objectiva. Desistia muitas vezes e optava por as ouvir. Apenas ouvir, mais ou menos desinteressada do que falavam. Sorria ainda agora, quando se lembra que dizia de si para si mesma. - Falem para aí!... Completamente indiferente ao seu conteúdo, como se nada tivessem a ver com ela e, fossem unicamente palavras que o seu cérebro, tinha captado a qualquer distância. Mas esta voz que estava a ouvir, do mesmo modo que tinha ouvido muitas outras... Esta voz, estava ali junto a si. Era da águia que partia. Era a águia que lhe estava a falar. Já não precisava se esforçar,  ignorar ou correr a tocar algum objecto perto de si, para afastar de si mesma qualquer pensamento, como mau presságio. Aqui e agora, tinha a quem perguntar. - Laahra, recomeça a comunicar com ela:

 

- Eu, parte de ti mesma, tento que entendas o teu ser interior e te libertes do pensamento, para entenderes quem és e onde estás. - Fala-lhe, suavemente, Laahra.

- Pareces-me estranha, assim como este lugar. Isto para não falar de uma terra florida e de uma outra, onde só os ventos pareciam existir que tive oportunidade de conhecer na minha vinda para aqui. Se estou a sonhar diz-me, antes que acorde, a verdade de quem sou e porque me chamas de Laurema, o nome que guardei zelosamente ao longo da vida, como se ninguém mais tivesse o direito de o usar.

- Não és dona deste nome, no sentido que lhe atribuis. O de posse. Pois que ele, como sabes, já está gravado desde os primórdios do Tempo.

- Então diz-me a quem, verdadeiramente, pertence este nome sagrado. Do modo como sempre o senti e conheci, pode ser que o dono dele seja o nome daquele que amei, mesmo antes de nascer ou antes de tomar a forma que me cobre. Embora que para ele, guardei sempre um outro nome, diferente de todos os outros, existentes.

- Laurema, é de facto o teu nome. Mas por enquanto, não és a sua possuidora. Isto porque, não existe posse na unidade e tu o sabes. Deixa por instantes o mundo mais recuado em que viveste, pois não mais voltarás lá do mesmo modo que antes.

- Se não retorno do mesmo modo, retorno de outro? Queres dizer que estou morta e esta é a altura que alguém decide, roubando-me a memória, recolocar-me naquele mundo maldito? Mas para quê fazerem uma coisa dessas comigo, se embora não me sinta parte integrante deste sonho, o sinta como realidade minha. Se é que se pode chamar real ao irreal.

- Não posso dar-te todas as respostas que desejarias. Outros o farão por mim em devido tempo. Por ora, recorda o Senhor que anseias, pois ele não é fruto da ilusão do mundo último e anterior, onde essa tua forma foi criada. A realidade é que nasceste e aprendeste o que não devias, mas ser, nunca o serás, porque tu já és muito antes de seres. Tenta ser tu, porque aqui nada e ninguém te impedirá de ser o que és. E sossega o teu espírito, porque a tua memória não te será roubada ou retirada, muito pelo contrário. Eu – e a fantástica ave, num gesto gracioso, sacode levemente a sua penugem multicolorida – sou quem temes que eu seja, tu és quem és, e o que te rodeia é parte de ti, e aquele que regressará em breve é aquele a quem chamas de teu Amado Senhor.

 

 

- Quer dizer que então morri, embora continuando com o mesmo corpo? Pode então a matéria viver depois de morta? Estava infiltrada no pó quando morri. Ninguém estava presente para atear fogo ao corpo que me cobre... não entendo... diz-me quem é o meu Senhor e onde está Deus. Quero falar com ele e dizer-lhe o que aconteceu comigo, perguntar-lhe porque fez o mundo de onde venho, onde a única lei é o sofrimento ilimitado de cada ser humano que tem a infeliz desdita de ali nascer, seja no antes, no agora ou no depois. Perguntar-lhe porque permitiu tudo quanto aconteceu neste mundo e vai continuar a acontecer, sem interferir para parar tanto massacre humano. Se és o seu mensageiro e não me for permitido vê-lo, leva-lhe uma mensagem, porque todas as que lhe transmiti na vivência ele ignorou. Se foi ele que criou o mundo como eu o conheço e, se podendo, nada fez, eu não o quero, porque me fez nascer lá e me ignorou todos estes anos de martírio, estando desde o princípio ao fim dessa existência, sujeita a leis que não eram as minhas, sofrendo humilhações, tendo que ser o que não era, impotente perante todo o sofrimento humano que existia.

 

- Pobre Laurema, que não consegues entender que nem estás viva nem estás morta. Que continuas a usar as mesmas definições do mundo que sempre desprezaste, até para exprimires o teu próprio mundo que não tem definições: Apenas é! É tão simples como o teu ser interior e, neste momento, nem o consegues pôr a agir. Usarias tu no outro mundo o teu interior e neste mundo o teu exterior? Estás também a alterar a Ordem da Lei. Como queres tu entender?!... não consegues situar-te... mas nós sabemos como será difícil para ti entender esta verdade, depois de viver presa na matéria.

- Se é como dizes, que não estou morta nem viva, então o que sou neste momento?

 

Descendo levemente uma de suas asas, alongando-a na horizontal até onde se encontrava Laurema, Laahra, convida-a com o seu nobre gesto, a subir e instalar-se confortavelmente num rectângulo acabado de aparecer, magicamente, com tantas cores que Mary recostada nele nem se distinguia a olho nu.

- Vou mostrar-te um pouco deste mundo e dos que lhe estão interligados. As passagens intermédias de uns para outros. Em cada um, conforme o seu curso de vida, difere em lei e em ordem. Mas, antes disso, quero contar-te como aqui vieste parar.

 

 

E enquanto planava por entre todos os céus, Laahra conta-lhe todos os ínfimos pormenores da recuperação dela das garras da matéria e do sono que tinha se imposto a si própria, quando a morte do seu corpo tinha chegado.

- Laahra, onde está o meu Senhor Amado? Preciso de o recordar.

- Eu sei que só quando tu o tocares é que o conhecimento total da Verdade-Justiça e do passado longínquo, voltará a ti. Mas terás que aguardar junto comigo que ele regresse da Cidade-Brilhante. Até lá, mostrar-te-ei a Terra, isto é: Uma das suas quatro partes, para que te familiarizes com o mundo exterior onde te encontras, que é o teu interior ao contrário do mundo em que viveste.

 

 

E foi assim que Laurema foi vivendo os dias sem princípio nem fim deste mundo.

 


amor, essência, ficção, livro, matéria, morte, vida

publicado por lazulli às 17:53
Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008
SintoMe: com sono

EscritoPorLazulli lazulli às 02:07
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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (13)

 

 

XIII

 

 

Sentada sobre um finíssimo pó, dourado, de onde emanavam tons etéreos que a envolviam numa aura mágica de eterno sentir, brincava com os reflexos que se iam escapando, suavemente, pelos dedos erguidos à altura de seu rosto, como melodias inaudíveis. Encantada, com esta visão indescritível, permite que esta envolvência se assenhore de si. Perdida no nada de si mesma, incapaz de vislumbrar um único pensamento, como uma criança longe do mundo físico de que faz parte, envolta na luminosidade que se movimentava suavemente em torno de seu corpo, olha de olhos estáticos, inebriada de fascínio e, vai pousando suavemente a sua pequena alma, no fundo de si mesma, como se estivesse num regresso à sua origem. Integrada na harmonia deste novo mundo, sentia que nunca nenhumas mãos estranhas, intrusas ou nefastas, a pegariam do seu próprio habitat e ali a colocariam, possibilitando-lhe esta paz. Esta certeza, tranquilizava a sua pequena e desgastada alma e, ia estando, permanecendo, apenas permitindo a entrada deste mundo dentro dela.


 

Ergue os olhos verdes, da mais verde planta que o mundo podia conter e, como se a um chamado oculto reagisse, avista a águia dos sonhos eternos. Bela e gigantesca, voando ao longe, parecia dirigir-se a seu encontro. Não mais retirou os olhos do seu voo alado enquanto a sentia aproximar-se de si. Parecia-lhe que conseguia sentir a ave a sorrir, como se um só sorriso existisse entre ambas. Intrigada, mas não receosa, começou a parecer-lhe que o seu sonho era já demorado (aliás, como todos os sonhos que tivera desde a terrível catástrofe, que se abatera sobre toda a deficiente civilização dos presunçosos civilizados) e, que, despertar tardava. Mas, no seu íntimo, não sentia necessidade de tal acontecer. Queria permanecer ali, para sempre! Longe da vida e da morte. Longe de tudo quanto a tinha magoado. Longe da implacável existência, sem sentido algum. Mas, continuava a interrogar-se, recriminando-se por pensamentos tão incómodos, sobre a natureza deste estranho lugar e, acima de tudo, o que estaria ela ali a fazer ou como teria ali ido parar. Sem retirar os olhos da majestosa que se ia aproximando, ia observando extasiada, as suas transformações em pleno voo, em milhares de figuras, como se nessas transformações quase simultâneas , se pudesse desdobrar delicadamente sobre si mesma em finas cambraias, de milhares de cores transparentes que lembrava a Mary, asas de libelinhas. Daquelas que recolhia em criança, dos regatos de água límpida por onde gostava de meter os pés nus e caminhar até onde lhe era permitido. Fantástica e majestosa visão entra pelos seus olhos, fazendo as pupilas dilatarem-se até ao máximo da sua pequena capacidade, perante beleza nunca vista. A gigantesca ave parecia brincar com a sua perturbação, enquanto a sobrevoava, mostrando-lhe a plenitude das suas façanhas.

Apetecia-lhe correr, correr tanto, que seus pés continuariam a caminhar mesmo suspensos do ar e alcançar aquele ser. Mas, não se moveu. Continuou a olhar extasiada, tanta beleza incompreensível, para ela, simples e deficiente mortal. Mortal?! Ou será que morrera e este era um outro mundo? Não fora assim que imaginara um outro mundo. Mas, era este, um outro mundo?! Sempre quisera estar só. Tinha-o conseguido?! Com bênção tão magnânima, como ter por companhia um ser que ultrapassava as mais fantasiosas visões, do mundo mágico posto a descoberto, pelas mais fantásticas imaginações das almas que buscam, ainda pensava, se, se podia chamar pensamento à desordenada linguagem que ia tentando descodificar dentro do seu pequeno cérebro, quando a vê pousar, a alguma distancia, que lhe permitia, erguendo-se, quase tocar a ponta de uma das asas deste ser. Se quisesse tocar nas suas penas e afagá-la, senti-la no toque das suas mãos, teria que percorrer uns bons metros e assim o fez, erguendo-se, como pode, sob o olhar atento e brincalhão da enorme ave, à sua instabilidade, provocada pelo ameno o ar que a percorrera e fez vacilar para um e outro lado, devido às dimensões descomunais de Lahra, tinha-se desequilibrado com o bater das asas sagradas quando estas planaram junto a si, e caminhou devagar em sua direcção.


 

Um turbilhão de pensamentos, insistiam em permanecer dentro de Mary , atrapalhando-lhe o momento que estava a viver. Esfregando os olhos, alisando com as mãos os cabelos ásperos e escassos, ora limpando a cara e as mãos, como se para chegar apresentável junto da majestosa, continuava a caminhar em sua direcção, levando estampado no rosto um sorriso teimoso, apesar de tanta inquietação. Já não sabia quem era ou o que era e também parecia que nada disso tinha mais importância. Só queria chegar perto, muito perto dela. Sentia que esta a aceitaria. Mais! Sentia que a amava. Que a conhecia!

 

(continua)

 

penso: em paz
amor, ficção, futuro, livros
publicado por lazulli às 12:17
Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
(3) comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 01:28
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