Quinta-feira, 7 de Setembro de 2017

cristal

lfotodanet
Hoje que a Esperança morre lentamente e o Tempo já não é suficiente lembro um mundo de cristal que nunca esqueci e a ansia de a ele retornar o mais depressa possível porque continuo com a certeza que não sou deste mundo e que continuo sem saber viver nele.

SintoMe: igual a ontem
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 01:29
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

fragmentos das memórias que guardam em si o Tempo decorrido atravês dos tempos

 

Nem todas as memórias são completamente aniquiladas nas suas variadíssimas passagens pelos detentores da Roda. Muitas delas por razões várias, conseguem salvaguardar em si mesmas, pequenos fragmentos que escapam ao crivo poderoso de quem está no comando das passagens das existências várias. Mau grado o falhanço destes fiéis carrascos das almas e dos seus poderosos senhores, muitos são os que ao longo das existências, arrastam dentro de si pequenos filamentos mais ou menos longínquos, que acabam por os perturbar ao longo de uma ou outra existência, quando se deparam com algo que lhes desperta por escassos segundos a memória escondida, nas profundezas do seu cérebro. Nestes escassos segundos de um alerta que vem de dentro, a perturbação por mero desconhecimento de si mesmos, muitas e muitas vezes fá-los recorrer a Dogmas instalados, exactamente para os desviar da Natureza da sua Alma Prima (Ente genuíno e preso nas grades que se não vêem, mas que se fazem sentir consecutivamente dentro de qualquer um).

Não tendo explicações "realistas" que os esclareçam, sobre o "déjà vu", partem para mundos desconhecidos, onde pensam encontrar respostas para si mesmos, envolvendo-se em teias tão bem elaboradas que a prisão das suas almas triplica, milhões de vezes.

 

Nesta insatisfação veremos sérios convictos de verdades que não são suas. Vemos iluminados, cientes, ser mais do que qualquer um. Vemos os ditos místicos, envoltos em malhas tenebrosas de astrais e "sabedoria de outros", que dada a conta gotas, os leva à realização de rituais iniciáticos, senão ridículos, enganosos, até porque uma "alma" é única, daí não poder de modo algum sem ser por si mesma, encontrar a sua própria Estrada. Estes eternos neófitos que anseiam atravessar os portais do existente e deste modo atingir o inexistente, acabam sendo atirados cada vez mais para longe de Casa, onde o Retorno-Contínuo, se vai tornando cada vez mais difícil e a absorção da sua essência pela Matéria Inteligente, torna-se pasto fácil para a Evolução da mesma, enquanto o Ente se vai fundindo e dando ao Inimigo Poderosas armas que num Combate Final, jamais servirão seu verdadeiro Propósito. Outros, perdem-se, meios Proscritos nos meandros de "coisas" onde se vão alheando de si mesmos. E finalmente outros, vão ficando sós, mordendo diariamente a sua dor, num silêncio e solidão que nada e ninguém arranca de seus corações doridos. Serão estes, se as forças não lhes faltarem e conseguirem manter-se fiéis à Verdade de si próprios, com Coragem para aceitar uma Natureza que em nada tem a haver com o que conhecem, que provavelmente ainda poderão lutar para regressar à Casa de onde partiram... um "dia".

 

Temos assim, deste modo, estilhaços de luz dispersos por todos os mundos visíveis e não visíveis.

 

Agarrando-se, muitas vezes a fantasias criadas (a propósito) acabam por entrar num turbilhão de crenças e contradições e dar ao Inimigo as armas necessárias para mesmo depois da falha da roda dentada, não saírem dos meandros da nova mente adquirida.

 

Se cada um fosse apenas com Verdade dentro de si mesmo buscar o que é seu, talvez a essência dispersa e ao serviço do Inimigo fizesse a sua luta neste campo de Batalha que é a Terra, salvaguardando a sua integridade de ente e nunca entregá-la por desconhecimento da Verdade escondida, aos seus próprios inimigos.

 

Mas, a Esperança, dos poucos esvai-se por entre tanta incerteza e a sua luta manter-se-á sempre solitária, numa imensidão tão imensa e intensa que um dia desistem de si mesmos ou ignoraram qualquer das verdades que lhes surja pelo caminho. Cansados de lutar pela Verdade/Justiça, tomam partidos que podendo ser certos para o seu ente, não deixam de fazer parte do mundo criado que só o foi para os aproveitar em si mesmo, porque só desse modo poderiam evoluir. O ente, esse, tão tem evolução. É o que é. Mas é exactamente o oposto que lhes transmitem. Ardil tenebroso que Uns em determinada altura, para poderem existir, assim o determinaram, deixando os estilhaços de luz (essa sim divina) à deriva pelo Cósmos. Deste modo, entes doridos, procuram-se e por vezes encontram-se, por entre os prismas de luz que se vai também expandindo numa busca infinita do seu próprio mundo, mesmo tendo consciência que estão num outro que não lhes pertence. Mas não se ouvem entre si, porque já em nada acreditam. Esquecem deste modo que de onde eles surgiram, muitos outros surgiram e assim como eles, esperam e aguardam uma qualquer luz, desde que não seja mais uma luz artificial e sim genuína. Tudo quanto existe, não é nosso. Nem o nosso próprio corpo nos pertence. É mais um amontoado de moléculas vivas que se vão transformando ao longo dos biliões de milhões de séculos, por esse Infinito além.

 

 

Acontece que alguns destes não-privilegiados e sim firmes no seu sentir de verdade, ou porque vêem de demasiado longe onde o Criado ainda não passava de não-criado e a sua existência nem tão pouco fazia parte do Espaço/Tempo ou porque guardou o Amor Universal de que fez parte Antes de Tudo existir e a sua fidelidade e lealdade ao Amor Essência é de tal ordem, que nenhuma Força Criada depois do Caos que se instalou e expandiu e expande, consegue destruir completamente. Meio proscritos nas vidas que nem deles são, porque a deles continua fiel a si mesma num recanto do/s corpo/s que lhe/s vão atribuindo ao longo dos milhões de milhões de anos, não desistem de acumular o seu próprio saber, agarrar como se agarra a vida plena, a Verdade que paira dentro de si. Aqui, estes proscritos alcunhados de variadíssimos nomes, continuam em busca do seu próprio caminho. Daquele, que eles sabem, ser o único que os fará retornar a Casa. E essa longa Estrada.... são eles próprios dentro de si mesmos, sem artifício algum. Verdadeiramente genuínos. São um Nada Tudo de um Tudo Nada. É essa a Sua Natureza. Natureza jamais aceite por quem reverência a existência, como Suprema.

 

E é nesta luta constante. Nesta fuga não de si mesmos nem das suas memórias estilhaçadas, mas das sempre novas/velhas imposições de verdades criadas como únicas, que estes vão relembrando, por vezes dolorosamente, a verdade de quem são na realidade. Vão sabendo que o que lhes impõem nada tem a haver com a sua Genuína Origem.

 

Talvez tenham vindo a ser poucos. E talvez não. O número das Formas geradas é tão imenso quanto os milhões de milhões de anos que separam as existências, não só num único mundo mas também em muitos outros mundos, quer tenham eles a Forma quer a não tenham.

 

Estes verdadeiros guerreiros do Amor e Fidelidade à Sua própria Origem, são sem dúvida alguma os únicos que se conseguirem manter-se longe do que foi Criado, mesmo que inseridos na Criação, porque esta será sempre exterior a si mesmos, um dia terão a possibilidade de voltar a viver de verdade. Voltar a ser. Voltar ao UNO. .... estarão também preparados (já o têm provado nas suas variadíssimas fugas à roda (senão plenamente, pelo menos parcialmente) para Lutar pelo seu mundo. Na verdade é isso que vem acontecendo desde o dito Início, a que os humanos deram o nome de Big-Bang ou Adão e Eva (mas isto são histórias, que a mim apenas dizem o que têm a dizer e não mais que isso... porque eu...penso). A Guerra interminável de Dois grandes Poderes. O Poder da matéria vs O Poder da anti-matéria. A Dualidade existe!

 

Será neste conflito que todos e mais uns tantos e ainda outros tantos de mundos reais mas diferentes, como também os de outras Dimensões e ainda os que pairam por toda/s a/s Galáxia/s., que um dia será definitivamente decidido quem ou o quê prevalecerá neste Oceano Infinito. Se a Matéria Inteligente OU o Ente Essência. Nesse Dia, tudo será definido de uma vez por todas. Ou outros novos mundos surgirão com a evolução e perfeição da matéria já capaz de se recriar sozinha sem ter o intruso em si (o único que ainda a anima e lhe vai permitindo a tão ambicionada perfeição/evolução) ou a essência pura do sentir. A anti-matéria que absorverá os mundos e recolherá em si a essência de cada Ente disperso, onde o Nada é Tudo e o Tudo é Nada. Onde a beleza do Amor Inatingível existirá sem existir, integrada num Azul Infinito onde só existe UM. Um que se reuniu, se completou depois de uma infinidade de Tempo dispersos. Aqui caminhar-se-á sobre cristais azuis de mil cores. Ser-se-á o próprio cristal. Ser-se-á a própria luz. Luz que brinca em amor e verdade e é livre. Partículas finissimas tais cambraias de biliões de cores, que se desdobrarão milhões de vezes sem nunca se desagruparem, como aconteceu um dia...

 

Mas a Guerra existe desde o seu início. Nunca deixou de existir, desde.... As Batalhas são mais que muitas e aqui as armas dos terráqueos por exemplo, são meros brinquedos comparados com o Poder do Ente. Porque este Poder tão Oculto e tão Presente em muitos, aqui e além e ainda acolá e mais além ainda, que ninguém vê, não precisa de nada, absolutamente nada daquilo que conhecemos, para Vencer ou Perder. É essa Força pertença genuína de alguns humanos também. Força temida pelo Inimigo Pensante. Talvez seja por isso que por exemplo este Planeta e outros tantos e ainda outros que não fazem parte de todo desta engrenagem e sim de uma outra talvez mais próxima da Essência, continuem a temer a Verdade e daí esconde-la zelosamente do olhar de todos. Enganam as almas, desviando-as com supostos amores que lhes pertencem. E estas, pobres de conhecimento e verdade, seguem quase sempre as estradas erradas. Melhor fora não seguir nenhuma.

 

 

É por esta pequena exposição do meu pequeno pensamento que provavelmente as próximas palavras escritas, relatarão um facto real, cruzado exactamente num dos mundos por onde muitos de nós passamos.

 

Alguns chamar-lhe-iam sonhos. E serão. Meras quimeras, fruto da imaginação ou das vivências. Contudo o que escreverei a seguir é um desses ditos sonhos intercalado, enlaçado, sei lá, ocasionalmente dirigido talvez conscientemente por uma das partes ou talvez não. Porque a possibilidade de uma criatura humana entrar no sonho de outro humano e juntos vivenciar um acontecimento parado no Tempo, é algo praticamente impossível. Coisa de ficção. Mas eu afirmo que não. Nem mero acidente dos mundos, é. Porque por mais vezes fiz parte do dito sonho de outra/s criaturas. Neles estive. Neles entrei e com eles vivenciei tempos, vidas, criaturas, etc... Não interessa aqui saber como e porquê. Importa sim, neste caso para mim, a vital importância de uma memória que tem várias memórias, que completam o puzzle de um ou mais Entes, pelo menos de Dois, é Certo. Os tais fragmentos que passaram na Roda do Destino, sem que este tivesse tempo de lhes esvaziar a memória, para a próxima vida..... e este acontecimento em 1997, permitiu-me mais do que a "descoberta" de estar no sonho de outro, de algo que me era e é imprescindível, para continuar na mesma Estrada de regresso a Casa.

 

Claro que este pequeno excerto não mencionará aqui nem o antes, nem o depois, nem tão pouco o porquê. Mas, de certo modo, vincado, prolonga-se por toda as CasaDeCristal, fragmentos desta história verídica, bela, mágica, mas, ainda sem fim à vista. Talvez um dia no tempo, quem sabe.... Os corpos guardados dos meninos que dormem à eternidades, sob o lago, sejam despertos ou haja condições para ingressarem nos corpos que são realmente seus e que em tempos estariam, possivelmente à guarda do Olimpo.

 

 

Seria um passo de gigante para o retorno de ambos e a busca ter um fim.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 02:07
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Utilização Indevida de Textos da CasaDeCristal

O Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra, tem publicado um Poema da CasaDeCristal e de minha autoria, em duas páginas, onde numa delas é utilizado o poema como "Chamariz" para um convite de algo que não percebi. - portanto publicidade.

 

Dei conta desta ocorrência acidentalmente e fiquei bastante perturbada. Indignada. Enfim, completamente irritada com o Abuso dos Direitos Autorais.

 

Não concebo a ideia ou aceito que seja quem for utilize o que não lhe pertença e ainda por cima não exemplificando bem que o que utilizou não é de sua autoria e sim da autoria de outra pessoa.

 

Tomei já algumas medidas. Mas, mesmo assim, para que tal não volte a acontecer, achei por bem escrever um AVISO mais claro a quem pertender Usurpar os meus escritos.

 

Só peço perdão às pessoas de Boa Índole, pela minha "agressividade" perante este facto ou nova descoberta. Mas, evidentemente não é para essas que estou a escrever isto. E, sim para quem circula por aí à cata de ALGO que os torne credíveis.

 

Infelizmente vivemos num mundo onde muita gente se faz passar pelos outros. Muita gente sem escrúpulos de espécie alguma. Normalmente apresentam uma faceta de "beleza" com imagens ou escritos, que não correspondem à sua própria pessoa. Usando e abusando da Boa Fé dos outros ou daqueles que realmente falam com alma.

 

 

Incapacitados de o fazer e para tentar chamar sobre si mesmos o maior número de atenções, evidentemente, que se vão valendo com o que vão encontrando, que lhes pode possibilitar apresentar uma "alma" que realmente não têm.

 

E aqui os lezados, são sempre aqueles desprevenidos que têm algo que atrai a cobiça de um mau carácter.

 

Como se não existisse lei (e se calhar até têm razão) vão surripiando habilidosamente aquilo que não lhes pertence.

 

A net é propícia a isso. Já tinha ouvido falar. Parece que chegou a minha vez de sentir esta impotência e este amargo de alma. Acho que estou com raiva. Raiva pelo Descaramento. Pela ousadia. Pela Despudor.

 

Não. Não sou, jamais fui egoista. Tudo o que tenho Dou. Na vida sempre foi assim. E, não deixarei de ser. Dou-me gratuitamente. Muito de mim. Tudo até. É uma verdade a que nunca consegui fugir. Uma Natureza própria. Podem até roubar-me, que eu nada farei ou sentirei.

 

Mas... quando toca em mexerem indevidamente nas minhas palavras, aí... eu não respondo por mim. É mágoa a mais o que me fazem sentir. E por muitas razões que não vou poder explicar. Mas, os que têm acompanhado a sério a CasaDeCristal, com certeza entenderão o que sinto neste momento.

 

Mas, resumo numa palavra simples: O que eu escrevo, para mim é SAGRADO. Tão Sagrado, que eu não concebo que seja utilizado para outros fins.

 

Não quero os meus textos fora desta Casa. Não quero!

 

Expus o meu sentir. A minha Alma. Muita coisa aos olhos de quem quis. Fi-lo de livre e espomtanea vontade. Fi-lo até por AMOR. E, muito me custou manter a CasaDeCristal. Fazê-la sobreviver. - Mas não foi para virem aqui, como se a CasaDeCristal, fosse terra de ninguém e pegássem, assim sem mais nem menos. Não! Isto tem um rosto. Uma pessoa. Um ser humano. Não é VIRTUAL! Eu existo! E a CasaDeCristal existe porque eu existo. Porque se não existisse, a CasaDeCristal não existiria. Portanto desengane-se quem julga que isto é terra-de-ninguém.

 

Foi uma luta muito dificil. "afastei-me" temporariamente de uma ou duas pessoas, que sem o saberem ainda, foram responsáveis por eu ainda aqui estar. Por elas e pelo seu carinho e dedicação a mim, completamente desinteressada, a CasaDeCristal está viva.

(por falar não me esqueci - lembro todos os dias das duas pessoas que em muito contribuiram para eu regressar a mim. Z e A) falarei com vocês na altura certa. Obrigada por tudo.

 

Agora que eu tentava escrever. Tentava reaprender a escrever e mantinha a CasaDeCristal neste impasse. ... Eis que a Surpresa mais Desagradável que tive, surge-me perante os olhos, no Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra.

 

Estou revoltade. Nem consegui dormir direito. Inscrevi-me. Denunciei junto das pessoas competentes o Blog. Enviei mails. Mas para mim não chega para me acalmar.

 

Eu quero o que é meu devolta. Quero os meus escritos de volta ao seu habitat natural. É daqui que eles são. É aqui que eles pertencem.

 

Fora do seu contexto. Fora da sua casa. Perdem a Vida que tranportam. Por isso eu os quero aqui.

 

Tanto é, que, num comentário inocente, no dito blog as minhas palavras foram completamente perdidas do seu verdadeiro valor.

 

Por outro lado, apesar do link numa das páginas, porque numa outra, a da publicidade, nem link tem, isso não esclarece devidamente quem ler. Tanto não esclarece que o comentário inocente de uma comentadora, assim o demonstra.

 

Não chega o link para deixar claro que aquele texto não é da Dona desse Blog. Muito pelo contrário. Facilmente qualquer um pode eventualmente pensar que a Dona de um Blog é a Dona do outro Blog.

 

Sinto-me duplamente atingida. Eu não quero e não gosto de me passar pelos outros. E não o faço. Mas também não quero que os outros se façam passar por mim. Não o vou permitir.

 

Só espero que este incidente seja isolado. Acidental e único.

 

Daí escrever isto tudo.

 

Cedi em tempos um Poema meu a um Blog. A sua Autora (correctissima) veio aqui pedir-me. Apesar de ter muito zelo pelos meus escritos, sedi-lho de Boa Vontade. Aindfa hoje está no seu Blog.

 

Mas eis aqui a diferença entre uma pessoa séria e uma pessoa nada séria.

 

A pessoa que me pediu autorização que eu concedi, além de cumprir com as Regras dos Direitos Autorais, devidamente expresos do lado direito da CasaDeCristal, Pedindo-me autorização para o fazer, ainda no seu blog, cla<ramente, além do link que direcciona para aqui, diz quem é a autora do Poema: lazulli.

 

Pois esta senhora, não cumpriu com as Regras dos Direitos Autorais, pois não só não me informou como ignorou os Direitos aqui escritos e usou o que escrevo, permitindo largas à imaginação de quem quisesse ou inocentemente me viesse a confundir com ela.

 

Eu sou inconfundivel. Todos nós quando somos nós mesmos somos inconfundíveis.

 

Apesar do grande erro que comete, não assina-la devidamente a diferença. Com excesso de confiança do seu acto, num outro post o da publicidade, para levar as pessoas a um encontro qualquer, nem link, nem nada. fica logo a cima do convite em letra miuda. (até parecia as letras dos contratos de seguros.

 

Pois bem, perante tudo isto, o meu primeiro uimpulso era o de vir ocultar a CasaDecristal aos olhos de todos. Depois, ouvi alguém e... talvez não. Não é deste modo que combatemos os maus carácteres do mundo.

 

Daí estar a escrever tudo isto. Eu ... ainda não sei bem. Mas... quita não vou ficar. De modo algum.

 

Para terminar (se alguém teve paciência de ler toda a minha revolta e desabafo, quero Informar que a grande parte da CasaDeCristal além de estar protegida pelas regras da web (só espero que elas funcionem) vamos ver: Também está protegida pos Direitos Autorais Na IGAC - O Pequeno Poema que foi retirado daqui faz parte de um livro "Vestígios Longínquos" Registado na Sociedade - Do conhecimento que tenho, estarão protegidos os escritos durante 70 Anos. - não podem ser utilizados por ninguém a não ser que eu autoriza a sua Publicação.

 

Ora neste caso não Autorizei nem tão pouco fui informada (agora só espero que a senhora, além de pedir desculpa (se não teve más intenções) retire os meus textos do seu blog.

 

 

Finalizando:

 

Toda e qualquer pessoa que por qualquer razão quiser utilizar o que eu escrevo, deve ter em atenção os Avisos do Blog CasaDeCristal sobre Direiktos Autorais. Se for muito importante para ela, agradeço muito que me contacte antes de tomar este tipo de iniciativa. Não sou tenhosa. Sei ser compreensiva. Mas, tudo de um modo correcto

 

Obrigada a Todos quanto leram

Aceito sobre este assunto qualquer ajuda ou Esclarecimento, que me queiram ou possam dar.

 

Despeço-me ... triste

 

 

(Ao terminar esta explicação/desabafo, recebi a resposta da Administração daquele serviço. E, respiro de alivio neste instante. Foram Rápidos e eficientes. Enviei-lhes o que me pediram e aguardo agora a resolução deste desagradável incidente. Que estou certa, com base no que me escreveram que irão resolver o problema. Sinto-me grata e confiante. E agradeço à séria Administração daquele servilço. Afinal, a NET tem Regras. Afinal a Net tem leis) nem tudo está perdido.)

 

Só voltarei a falar do assunto para agradecer (assim o espero) è Informar da Resolução do problema. Fico melhor.

 

O meu Obrigada, a Todos

 

lazulli

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:35
link do post | comentar | verComentários (2) | AdicionarAosIntemporais
Segunda-feira, 1 de Março de 2010

HumanidadeEscravizada (XXXIV)



Mas tu que me lês podes ajudar a acabar com a mentira que nos envolve a todos, explicando melhor do que eu esta trama diabólica do mundo onde estamos inseridos. No futuro, outro virá que o fará melhor do que tu ou eu. E, como elos de uma corrente de ferro, atravessando os tempos e as resistências, cada um de nós será a vontade do outro aperfeiçoada, até que a verdade venha a ocupar o lugar que a mentira ocupa hoje. E, com a hipocrisia abolida de uma vez por todas, a nossa coragem e dignidade retornará, permitindo finalmente à humanidade o cesso à verdade escondida, que levará o Poder a cair de vez. E, assim, acabar-se-ão opressores e oprimidos, bem como também a miséria física e espiritual. Quanto muito existirão duas facções bem distintas que se de gladiarão honestamente e não esta mistura de matéria e mentes que nos confunde a todos e onde ninguém sabe quem é quem. Até pode demorar o surgimento desta verdade tão procurada, mas acredita que valerá a pena para todos nós porque se tivermos que regressar de novo a esta existência miserável, teremos mais oportunidades de sermos verdadeiramente humanos.

 

Para que um dia venha a ser possível transformar o mundo num sítio onde o sofrimento humano não tenha mais lugar, mais vale prevenir do que remediar. Daí que devamos preparar-nos no combate à falsidade, começando por falar sempre a verdade em todas as circunstâncias da nossa vida. A nossa dignidade acima de tudo e de todos. Com a nossa dignidade conquistada, teremos a possibilidade de nos vir a cruzar com outros seres humanos, onde os verdadeiros valores humanos não têm dono nem são obrigatórios. São naturalmente nossos. Não precisaremos de leis ou mandamentos redigidos por outros, para termos um comportamento social correcto, a partir do momento que já nascemos com leis e mandamentos inerentes a nós próprios e ao mundo que representamos. Assim, não mais será fácil, para eles, corromperem-nos e transformarem-nos em amostras de gente. Pedaços de carne viva que deambula pela Terra unicamente em busca de alimento, para sua própria preservação, lutando consecutivamente pelo modo mais fácil de obter aquilo que nos mantém vivos, sem pensarmos que este é um período muito curto da nossa verdadeira existência e que, se não fizermos mais do que temos feito até aqui, seremos sempre aquilo que não somos. Carne. Unicamente carne viva, para poder criar mais carne, de modo a permitir e assegurar a expansão dos genes que transportamos dentro de nós. E há tanto por onde podemos começar, para impedir esta transmissão de genes, que nos tem vindo a reduzir a essência de que somos realmente feitos, que nem precisamos de aprender como o fazer; basta que, quando estivermos perante alguém a quem necessitamos dizer a verdade do que nos parece, faça-mo-lo imediatamente, não permitamos que a ética social e religiosa nos impeça de falar sempre o que pensamos traindo assim o nosso ser, porque se o não fizermos ficaremos mal connosco e com os outros. Se não nos sentirmos dignos de nós próprios não nos sentiremos dignos de ninguém. Além disso, este desinteresses por nós próprios, far-nos-á mergulhar numa apatia em relação ao mundo que nos cerca e o nosso desinteresse não nos permitirá lutar por um mundo melhor do que aquele em que vivemos. Continuaremos a ver as injustiças do mundo como se não tivéssemos capacidade alguma de acabar com elas. É preciso acreditar, ter força e começar a agir, porque querer é poder. Se nós quisermos podemos mudar o que está mal. Qualquer um de nós. Se temos conseguido manter a evolução da vida, neste Planeta, criando novas civilizações com base na nossa persistência e sacrifício, também conseguiremos fazer um mundo melhor para todos. Basta, todos juntos, querer uma coisa destas. Nada nem ninguém nos conseguirá impedir. Construamos um mundo novo, porque o que temos actualmente só nos tem vindo a fazer mal. Não somos assim tão insignificantes como nos tentam fazer crer, muito pelo contrário. Temos a luz dentro de nós, só precisamos de a deixar brilhar. Só isso. Se todos eles são de uma única cor, nós não temos forçosamente que ser a sua cor, porque senão deixaremos de ser “nós” para passarmos a ser “eles” e quem vai perdurar e viver a tal eternidade de que muito gostam são eles e não nós. Estamos a dar-lhes de bandeja a nossa imortalidade e a trocarmos a nossa identidade; se continuarmos a permitir isto, nada sobrará de nós, nem na vida nem na morte. Muitos de nós já caminham dificilmente, lamentando este momento, mas podemos ainda retomar o que é nosso indo buscar o que nos pertence a cada lei absurda, a cada ideia descabida, a cada pensamento. Não temos que aceitar mais lei nenhuma ou vontade, seja de quem for, que não seja unicamente humana. O que quer dizer, que se alguém pretender matar, mesmo que este matar tenha carimbo oficial dos governos, nós não devemos deixar que isso aconteça. Somos milhões e eles meia dúzia. Basta nós não querermos mais mortes sem sentido, e elas não existirão mais. Munindo-nos do nosso poder interior, usaremos tudo quanto estiver ao nosso alcance para os impedir. Mesmo que seja pô-los a todos fora do lugar que ocupam e substituí-los por outros, que pensem de facto em preservar o ser humano, não em aniquilá-lo como tem acontecido até aqui. Se pretenderem subjugar-nos, impondo-nos leis materiais para nos controlarem, não as aceitemos. Se as crianças não forem devidamente protegidas pela lei, como se fossem meros brinquedos para serem utilizados de modo vil seja por quem for, não o devemos permitir de modo algum. Se uma qualquer religião nos quiser impor um mandamento novo, devemos desprezá-lo, porque isso é o mesmo que dizer-nos; que só através dos seus mandamentos conseguiremos ser humanos, quando é isso mesmo que somos desde sempre, etc., etc., etc. É só ficarmos sempre atentos ao que eles fazem ou pretendem fazer.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:08
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Humanidade Escravizada (XXXIII)




Muitas e muitas vezes criticamos vil e ferozmente um outro ser que sofre como nós as agruras da vida. Como temos sido idiotas e imbecis. Transformaram-nos em monstros e nós deixamos, comparticipamos e partilhamos, somos realmente o que eles dizem, povo, leigos, incapazes de nos gerir sozinhos. Mas os que nos gerem e que fazem as leis morais e materiais, que dizem que nós temos que cumprir, são melhores que nós? É que, neste seu mundo perfeito, cheio de agonia e prisão, com as suas leis feitas para carrascos e não para o verdadeiro homem - que é aquele que sente e ama -, foram muitos os massacres que fizeram e continuam a fazer ao longo de todos estes anos de História obscura, onde tudo se perde e à qual muito poucos têm acesso. E os privilegiados que detêm este Poder entre mãos, continuam a fazer deste emaranhado de mentiras históricas um nevoeiro impenetrável para quem ainda pretende que se rompa as trevas e se faça luz de verdade sobre a humanidade. Mas o Plano, ou melhor, o Grande Plano, é mesmo grande e todas as portas estão fechadas ao entendimento. Mas não estão fechadas por suposta intervenção divina e sim por mortais comuns que querem deixar de sê-lo. Pelo menos enquanto por aqui conseguirem andar. Assim, o conhecimento continuará a ser pertença de meia dúzia, que continuará a comandar os destinos da humanidade e nenhuma força cósmica terá poder para desfazer o que já está feito e continua a ser tecido em antros secretos do conhecimento. E o conhecimento continuará a servir o que nunca deveria ter servido: O Poder. Abriram-se as portas da verdade, mas só lá entrou quem pôde não por direito universal, mas por direito galáctico ou terráqueo. Quem são estes senhores da Terra e dos homens que ousam mentir tornando este mundo no seu mundo, que fazem leis que todos temos que cumprir, gostemos ou não gostemos delas e nos impedem de sermos nós próprios? Aparentemente, foram feitos do mesmo material biológico que nós. A sua origem na Terra também parece ser a mesma mas, os seus actos são inumanos e irracionais. Indiferentes em relação ao seu semelhante, faz pensar se sob esta capa de aparentes mortais não se esconderá uma outra raça (e até talvez de um outro mundo) que possa estar entre nós desde há pouco ou muito tempo ou talvez mesmo, desde sempre. Cruzámo-nos com eles diariamente e vemo-los Senhores do Mundo, com pactos intermináveis de Poder, para manter secreto o que nunca deveria ter sido: A Origem e o Destino do Homem. E eu continuo a investigar pobremente a verdade, sem tempo e meios para a fazer aparecer. Como provar tudo isto? Como mostrar claramente a verdade? E quem estaria interessado em saber quem são, de onde vieram aqueles que nos escravizam e há quanto tempo estão eles entre nós? É irrelevante para eles o que eu sei, o que eu penso e o que eu sinto. Eles sabem que não é de modo algum suficiente para pôr os outros a pensar e a procurar. Por isso o seu Plano, comigo, nunca estará em perigo. Embora ainda queira acreditar que a verdade é una e única, por enquanto a única verdade de que tenho a certeza é que tudo isto é uma grande mentira. Uma mentira tão grande quanto o mundo.

 

 

SintoMe: na Força Da Natureza

EscritoPorLazulli lazulli às 10:19
link do post | comentar | verComentários (3) | AdicionarAosIntemporais
Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

... cega ...

(sentir de um momento de 2008)

 

 

Aqui estou. Ainda aqui permaneço até ter consciência absoluta do que tudo isto representa para mim. Se este mundo é ou não diferente daquele que sempre defrontei com medo mas com resistência. Sobra-me uma dúvida estranha... o que é que este estranho mundo tem para me subjugar deste modo. Aquilo que para os comuns é normal a mim sempre em cata de explicações, não estou convencida da ser inofensivo dizem-mo os meus sentidos quando meus olhos se cruzam com pedaços de almas à deriva.

Tem magia sim, mas a magia é um mundo de encantamento que arrasta consigo o androgino mais poderoso, mais eficaz, mais capaz, mais tenebroso. Aqui são as almas que lutam. Se degladeiam até à exaustão. Parece um mundo diabólico onde as almas se desapegam dos corpos e com pura inexperiência, atiram-se à deriva no encanto dos sonhos sem suporte.

Não existe consistência neste mundo. E assim como assim, aguardo um melhor entendimento. Talvez quem sabe encontre um motivo, uma razão, uma motivação, para aqui permanecer. ( De lá para cá, o que encontrei eu?! O motivo a razão?! O mais provável é coisa nenhuma. ... mas o encanto continua. Deixá-lo ir, pra ver até onde consegue ir. )

 

tudo o que penso

paira no meu cérebro
incapaz de se revelar
de se manifestar harmoniosamente
preenche-me o não sentido
à cata de palavras quando nunca precisei

conspurco-me com a sabedoria de quem mais sabe

onde está a minha verdade?!

desconfiança
total desconfiança
é o que eu sinto
procuro saber

porquê
neste preenchimento constante

não meu

mas hei-de recuperar

hei-de lutar

por mim

pela minha alma

pelo meu ente

pela minha verdade

de ser

... e hei-de conseguir.

 

 

NOTA: estes pensamentos referem ainda um sentir passado. ... lentamente tento voltar a escrever. porque quero. porque gosto. porque me faz bem. se o vou conseguir ou não... trazer a linguagem da alma à luz, falta-me saber. mas é exactamente isso mesmo que estou a tentar saber. conseguirei ou não escrever?! logo, logo, se verá!

 

BemVindaLazulli, DeRegressoACasa

 

 

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 01:11
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais

RegistoDoTempo

(...registada fica a eterna busca iniciada antes da Formação do Espaço/Tempo...)

 

CasaDeCristal ... se um dia existires mesmo eu não existindo ... reconhecerás cada letra e todas as palavras que elas formam tornando-se temporais na sua intemporalidade nestes tempos que compõem o próprio Tempo ... aguarda zelosamente encoberta em cristais azuis por uma chegada SemTempo ... como AntesDoTempo.

 

 

 

 1995.1.maio



Queria esquecer quem sou. Queria esquecer que existo para sempre, onde nunca mais houvesse um ressurgir de mim. Queria partir para o vácuo inexistente do outro lado do universo entrar no tal buraco fechado e poder-me extinguir. Queria deixar de existir. Quem sou eu e quem és tu que existimos nesta dor infinita da existência e o que fazemos ambos aqui? Criamo-nos para quê?! Porque sonhamos em despertar quem dorme no sonho da vida e fizemos uso do nosso não ser, resolvendo lutar por mortos inúteis que nunca deixarão de o ser. Torturamos o nosso mundo com a nossa dor e ficamos presos sem poder fugir. Entreguei-te um dia nas garras da matéria e pensei que te resgataria também um dia. Mas hoje que o tempo já foi grande e imenso eu sucumbo contigo na tua dor infinita e morro sem morrer nesta vida finita. Perdoa-me de onde podes me ouvir como eu te ouço, provocando um no outro esta dor sem limites que nos mantém vivos sem querer e mortos para morrer. Pode ser que um dia o tempo venha a acabar e alguém se lembre em nos libertar de um modo ou de outro. Pode ser que o universo um dia mostre o seu reverso e aí também pode ser que possa te olhar de frente depois de milénios de dor. Eu sei que estás vivo algures. Preso como eu neste universo duplo. Não devíamos ter partido nunca de nosso mundo. Não devíamos querer ajudar ninguém. Amar-te-ei até ao fim ou princípio de todos os tempos e eras. E, se for possível, nesta nossa divisão penosa, pode ser que me sobrevivas pelo menos tu e não fiques mais tempo preso à minha espera. Procuram eles os desaparecidos mas não creio que os vão encontrar neste mundo. amor ... se eu puder, eu morro porque não consigo suportar mais esta dor. Só queria poder saber de algum modo que para ti é possível o regressar. Eu sei que também não me abandonarás. Mas um de nós tem que poder partir. Um de nós tem que sobreviver à vida e morte deste ou de um outro mundo qualquer, porque o nosso mundo também sofre a nossa ausência. Também sofre a nossa perda. Enganamo-nos amado meu, enganamo-nos. E ... passamos a ser dois. O tempo que aqui tenho agora é limitado; daí que espero um dia ter uma ínfima oportunidade para alguma coisa. E tu meu amado senhor, onde estarás tu a esta hora e neste momento. Onde será que caís-te? Eu sei que também não queres me abandonar, mesmo não sabendo de mim. Mas estamos sozinhos, mesmo incompletos, um de nós tem que regressar. Deixa-me partir ou parte tu. Liberta-me do meu compromisso/nosso para que te possa libertar também a ti. Eu não consigo resistir a esta forma. Eu não consigo não me entregar um dia. Pouco a pouco, sinto consumir a essência. Eu falhei e sei que tu estás escondido. (noutra galáxia?! nesta mesmo?! ou mesmo em nenhuma?!) Porque esperas?!... Um dia, vão-te encontrar também. Não esperes por mim. Eu já não sou. Tenho esperança que fique gravado no Tempo, o meu eterno amor por ti e que de algum modo a ti chegue, para que possas recordar o que nos uniu eternamente. Sei que chorarias sobre o meu túmulo, todas as lágrimas que eu chorei na minha procura infinita. Sei que o farias. Sei que tentarias mudar o curso do mundo e retornar a pôr tudo no seu lugar. Mas será tarde, nesse dia. Nesse dia, eu não estarei em parte alguma, onde possas me encontrar. Não me recordo se do nosso mundo, alguém podia nos amar assim e tentar nos libertar. Nem isso sei. Já não sei nada!

lauremavstaudus lazulli

 

tags: , ,
Só eu leio este post lazulli às 10:22 |
Sábado, 23 de Agosto de 2008
...

 

lazulli às 00:28 |
...

tags:
lazulli às 00:25 |
...

tags:

lazulli às 00:23 |

Foi Publicado em: Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

EsteFoiOÚltimoTextoDosAnteriormenteColocados.EstavaEsquecidoEmesmoAssim,CreioQue"PerdiUm"

APartirDaquiSegueUmaNovaFase,Talvez Com: EstilhaçosDe... Ficção

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:41
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

máscara mil


 

 

Diz-me a vontade para continuar

A verdade diz-me não valer

a pena

O mundo diz-me que tudo está para acontecer

Eu digo

Não sei o que fazer.

 

 

 

 

Depois de vaguear sem rumo certo

À deriva

Por caminhos possíveis de percorrer

A verdade procurada chega numa frase curta

Inesperada.

 

O cair

Da máscara.

 

Livre de fantasmas inúteis

Sem sentido

Interrogo o tempo perdido.

 

Questiono agora a vontade e o valor

Já que não existe necessidade

Desta verdade.

 

Tudo seria fácil e simples

Por vontade nobre

Se ela existisse

Mas a máscara

Oculta O Pérfido

Uma dissimulação de nobreza

Descoberta.

 

Coisa assim

Não tinha como impedir

A CasaDeCristal existir

E o Oculto Revelado

Surge inesperado

À alma de todos os tormentos

Provocados

Numa máscara

Mil.

 

Se a máscara não existisse

A CasaDeCristal

Ter-se-ia mantido ou desaparecido

Ou mesmo

Nunca teria existido.

 

Para sempre oculta a todos os olhares

A todos os sentidos

Segredo dela

Do universo que os escreveu

Junto com ela

Numa indescritível sintonia de Amor

De presença eterna

Amor verdadeiro.

 

Por maldição ou ingenuidade

Ou por desconhecimento

da existência de máscaras

Vacilou com tudo

Todos

Perigou o mundo à sua volta

Sem vontade própria

Mergulhou no limbo profundo

Deambulou cega

Fugiu da luz

Nas trevas mergulhada

Por castigo da sua não-culpa

Tinha que encontrar

O caminho de regresso

E encontrou

No fim dele

A máscara mil.

 

O Universo chora

Chorará o homem

O Universo

Enganado.

 

Como lidar com o Sentido

Que não é sentido

Como lidar com o Saber

Que nada é

o que parece ser

Como perceber se vale a pena

depois de Nada valer a pena

Como entender.

 

Resposta rápida a mim espero

Se sem valor ou interesse

posso e devo continuar

a dar forma ao meu pensar

E com ele

Olhar as letras azuis

e ficar tristemente feliz

por me ver

em todas elas

Apesar de não existir mais razão para existirem

ou não existirem

Não e Sim

Sim e não

Daria a sua anulação.

 

Mas deixaria a minha alma de existir

Ou o meu ente

O meu ser

A minha genuína verdade

O meu entendimento

do mundo e das coisas do mundo

ou de mim mesma?!

Não! Continuará

a ser imutável

Manifestado ou não

Continuará a existir

enquanto da existência fizer parte

Por isso

Talvez

Continuar a dar forma à minha própria alma

e aqui a deixar pousar

Apesar de saber

de nada mais importar.

 

Viro o rosto oculto pelo rosto que me cobre o rosto

e olho o indecifrável Passado

Viro-o de novo na direcção do Futuro

Mais do que indecifrável

Vejo-o vago

Olho o Presente

O eterno Presente de tudo quanto É

E sinto mágoa

Apatia

Ausência minha

que unifica o Passado e o Futuro

num só Presente.

 


EscritoPorLazulli lazulli às 10:59
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Sábado, 24 de Outubro de 2009

Humanidade Escravizada (XXXI)

 

 

Terceiro capítulo






Não somos todos filhos de Deus

 

 




Não é tarde para o Homem acordar desta letargia que o destrói dia à dia e faz continuar a viver numa ignorância tão grande que até o pode impedir de tentar preservar a nível cósmico a sua verdadeira identidade. Sabe o Homem para onde vai depois deste martírio forçado? Sabe o Homem se é verdade ou mentira tudo o que lhe disseram? Se por acaso algum dia lhe sobrar tempo para pensar, porque não começar por uma pergunta simples:
 – Quem sou eu?
Diria que é o Joaquim, o Manuel, a Maria, etc...
– E tem a certeza que o Joaquim é mesmo o Joaquim? E se eu lhe disser que o Joaquim é apenas um nome, só um nome. Um nome que nem sequer corresponde ao Ser que existe dentro de si?
Responder-me-ia que o Joaquim é mesmo o Joaquim, mesmo sabendo que esta não é a verdade. A não ser que queira fazer o jogo das Instituições, quer sejam de carácter político, quer sejam de carácter religioso, onde o nome atribuído a um indivíduo é o próprio indivíduo e o indivíduo é o próprio nome, não havendo distinção entre nome e pessoa. É como se a pessoa fosse o nome e o nome fosse a pessoa. E, se continuar a seguir por este caminho, é garantido que continuará sem respostas concretas aos seus anseios, às suas dúvidas.
Poderá também questionar-se, perguntando simplesmente, quem escreveu aquilo que dizem que devemos seguir e encontrará uma resposta bem simples:
 – Outros homens como nós!
Mas poderá ainda na sua ignorância obscura, insistir.
 – Mas esses homens eram divinizados.
– Tanto quanto eu! Nasceram na Terra do mesmo modo e através do mesmo processo, porque seriam então divinizados?
 – Porque Deus os escolheu entre os Homens para levarem a mensagem de esperança.
­
– Se assim é, porque Deus não diviniza também as pobres e boas criaturas que habitam a Terra?
­
– Ah! Deus lá sabe.
E eu respondo que não entendo.
Se todos eles são predestinados por Deus, porque nós não podemos ter nem saber tudo, quem são então os filhos de Deus? Todos? Não acredito! É que não vivemos todos do mesmo modo e as diferenças a todos os níveis, entre os seres humanos, são tão grandes que qualquer leigo (estúpido), como nos chamam, sabe que não pode ser verdade. Porque se assim fosse, que tipo de Deus seria este que massacrava a maior parte dos seus filhos, fazendo-os rastejar uma vida inteira de dor aos pés dos seus filhos maiores? Será que estes seus filhos, que fazem as leis da Humanidade, que pensam e dizem que a Terra é deles, vão ser castigados? Quando? Depois de morrerem? Que tardio castigo, nessa altura já não deve interessar a ninguém a paga pelo que fizeram passar a Humanidade durante todos estes milhares de anos. Até porque este Pai misericordioso, este Deus fantástico, exigirá de todos os seus filhos oprimidos o perdão aos seus opressores e, além disso, perdoará todos, menos aqueles que não se arrependerem (não sei de quê), não o adorarem e não acreditarem nele. E como o dinheiro paga tudo, até o reino dos céus (que ninguém viu), fica o dito pelo não dito e tudo em águas de bacalhau. E, para a Igreja, este bem precioso que é o dinheiro é de todo indispensável e serve perfeitamente para absolver os pecadores. Até Deus não o dispensa quando se trata da sua amada e sagrada Igreja. A sua casa (embora esteja sempre ausente dela) é recheada de cofres pequenos e bem fechados espalhados pelos seus milhares de templos por todo o mundo com a função de esvaziar os magros ou gordos recursos de cada um. Tudo se move em torno do dinheiro. Os crentes e os leigos, os fiéis e os infiéis, os santos e os pecadores. Mas Deus perdoa tudo e todos. Do violador ao assassino, todos serão perdoados desde que haja arrependimento e se pague todos os serviços de Deus a peso de ouro. Arrependei-vos porque o tempo do Senhor é chegado. Mas que Senhor?! Que tempo?! Sabem quantos por acaso já entregaram os seus pequenos ou grandes recursos para serem salvos? Dizei-me vós, seres pensantes, acreditais mesmo que sereis perdoados? Acreditais mesmo nisto? É que eles perdoam e absolvem em nome de Deus, mas no nome de Deus tem-se feito tanta coisa, até perdoar os vossos arrependimentos que sempre foram e serão temporários. Ao contrário deles, eu metia-vos a vós, santos e pecadores, todos no mesmo saco e atirá-lo-ia pela borda do Planeta. Talvez assim ele ficasse mais leve, porque sois demasiado pesados, vós e as vossas fortunas (que nem sequer são vossas, mas de todos os desgraçados que trabalharam toda a vida para vos enriquecer) que vos pagarão um lugar no céu, onde pelos vistos se encontra esse famoso Deus que vejo apregoar por tudo quanto é canto. Aquele que tanto sabe, tanto protege e tanto perdoa. Não sou céptica e quero muito poder acreditar nesse vosso Deus e em todos os seus atributos. Preciso tanto que, mesmo sabendo não o poder ver, acredito. Se me mostrarem que ele existe de verdade. Mas não posso, não consigo acreditar nas parvoíces que todos eles pregam: são tão ridículas, tão sem sentido, tão infames, que então esse seu Deus é o Diabo, ou eles mesmos são o Diabo que se faz passar por Deus.
É que, na verdade, todos eles se dizem filhos de Deus mas mentem, matam, destroem, falam, falam, mas não dizem nada. Dizem que o Messias está prestes a chegar, mas se alguém se intitula filho de Deus, perseguem-no e/ou matam-no. Porquê?! É assim tão insólito alguém se declarar filho de Deus? Não somos todos filhos dele? Mas, se foram eles mesmos que nos disseram que éramos seus filhos, o que os leva a tomar este tipo de atitudes, perante tal manifestação? Na presença de qualquer um que se diga filho de Deus, reagem como se sobre eles pesasse de imediato uma enorme ameaça. Mas, não são filhos de Deus também? Afinal, qual é o seu problema? Não os entendo. Ou melhor, entendo. Qualquer que se venha a intitular filho de Deus é um seu inimigo potencial, pois pode vir a retirar-lhes o Poder de governar as massas humanas, tanto na sua forma física como mental. E, também, como podem ter eles tanta certeza que não é mesmo o filho de Deus esperado que se anuncia sempre que alguém afirma sê-lo? Esta sua certeza não será porque sabem que Deus não existe, pelo menos nos termos em que o apresentam? É que, senão, não se atreveriam a fazer o que têm feito e se preparam para continuar a fazer. O que significa que nunca seguiram a Lei de Deus e sim a Lei da Igreja, o que, por mais que queiram, não é de modo algum a mesma coisa. De contrário, ficariam felizes quando alguém aparece e diz ser seu filho. Mas não, preferem silenciá-lo pois acham-se suficientemente deuses para ser preciso mais algum. E se por acaso ou por alguma razão, vierem a necessitar de um, o melhor será eles mesmos apresentarem um ao Mundo e, de preferência, muito dócil e submisso, de modo a poder vir a ser um bom exemplo para toda a humanidade.

Como diz o velho ditado, antes vale prevenir do que remediar, não vá o diabo tecê-las, e aparecer mesmo um Messias para lhes acabar de vez com a festa. São hipócritas e não me admiraria nada, mesmo nada, que estejam a forjar um neste preciso momento, mas de acordo com as suas leis para poderem deter o Poder e o domínio da raça Humana por mais mil, dois mil ou até três mil anos. E estou em crer que vão ter sorte, Messias não lhes vão faltar. E, para o apresentarem ao mundo e à humanidade, é só escolher o momento adequado junto do Homem desesperado pela vida que eles mesmo impuseram e imediatamente estes aceitarão sem reservas o seu forjado Salvador de almas, que os ajudará de imediato a limpar o mundo de todos os indesejados, isto é, dos pensadores que lhes dão sempre muito trabalho. Estes "inconvenientes sociais" têm por hábito levar a vida a pensar e podem, se vierem a ter oportunidade, levar os homens a pensar também. Por isso é preciso calá-los de um ou outro modo, fazendo-os cair em descrédito, difamando-os com todos os atributos negativos que estejam ao seu alcance. Tudo serve para amordaçar estes pensadores isolados, não oficiais, que vão tendo a ousadia de dizer o que pensam sobre o mundo, a humanidade e quem os governa. Poderão até chamar-lhe comunista, herege, etc. Ou será que agora os termos para definir os pensadores, mudarão? Mudem ou não mudem os termos, a ideia principal será sempre a do velho slogan de: DEUS O QUER. Isto é: Deus não quer que os pensadores existam, Deus não quer que defendam os necessitados, Deus não quer um humano de verdade; Deus quer que o Poder exista pois, como dissestes em tempos, Deus não fez os homens todos iguais e sim uns mais que os outros e deu-lhes reis para serem governados materialmente e religiosos para lhes tomar conta das almas. Não foi isso mesmo que aconteceu em Portugal, no tempo de D. Fernando, no tempo dos reis santos e de um amontoado de Clero que os orientava, autorizava e ajudava? A religião é alheia a tudo isto?!... Não, não é! E é por isso mesmo que temeis o verdadeiro Messias, porque sabeis que ele nem sequer passaria junto de qualquer uma das vossas portas, nem sequer se dignaria a olhar para vós e também nem sequer diria à humanidade: "amai o meu Pai acima de tudo e de todos", perseguindo e matando sempre que necessário, antes vos diria: Quem sois vós para vos intitulardes donos de todos os mortais, quando toda a Essência Universal não é dona deles? Quem sois vós para tomar o destino nas mãos de vidas que são tão legítimas quanto vós? Quem sois vós para dizer que o Universo vos autorizou? Ele apenas diria: Eu nem sou católico ou outra coisa qualquer. Sou apenas humano de verdade. Sinto amor! Mas o amor nas vossas bocas não passa de uma bonita palavra que apregoais aos quatro ventos no intuito de fazer valer uma lei que não é e nunca foi vossa. Não amais nada e ninguém. Fartais-vos de dizer que Cristo disse para nos amarmos uns aos outros como ele nos amou a nós, mas fazeis exactamente o oposto disso. E se esse tal Messias algum dia vier, podeis ter a certeza que será aquele que não agradará a Gregos nem a Troianos. Isto é, não agradará a ninguém, pois basear-se-á em muito pouco. Na Verdade-Justiça de todo o Universo. Nada mais! E, como Verdade e Justiça é aquilo que vós não sabeis o que é, pegareis na vossa verdade e justiça do mundo e o aniquilareis. Mas podeis ter a certeza que não é a ele que ireis aniquilar, pois ele regressará sempre ao reino da Verdade e da Justiça, Essência Universal de onde foi gerado. Mas os seus carrascos pregadores e salvadores de almas continuarão a ficar no mesmo pó de que são feitos. Isto é: Dentro do pó, sendo o próprio pó. E não voltarão a viver nunca mais! Já viveram tempo mais que suficiente para implantar um reino de terror na Terra. Por isso mesmo, destroem todo aquele que se diz filho de Deus. Têm medo de poder vir a ser verdade a existência de Cristo na Terra, no seu próprio tempo, pois poria por terra toda a civilização que construíram no seu nome. E será verdade ou não a sua existência neste tempo? É uma incógnita para todos eles, hoje e sempre. Não têm o direito de saber da sua existência, daí que não a saberão. Por mais que seus olhos se abram sempre atentos a uma possibilidade de ele já cá se encontrar, ficarão cada vez mais cegos, pois a eles não é dado o direito de ver a luz. E se, por acaso, acontecer que sejam suficientemente intuitivos e o descubram – se ele existir, é claro –, que nem pensem que o transformarão em mártir antes de ele se pronunciar para depois dizerem o que lhes apetecer em seu nome e poderem explorar materialmente e emocionalmente os mortais. Não terão hipóteses de o fazer porque alguém, em qualquer lado, está bem atento a todos os seus movimentos e o Universo nunca, mas nunca, aprovou o sofrimento com que castram a Humanidade, que sim, é fraca, pois nem consegue pensar que Deus de verdade não seria Deus se tivesse feito o Mundo assim e sim seria o Diabo de quem tanto falam. Embora, tal como o nome de Deus, também esse nome não corresponde de verdade ao seu verdadeiro sentido e ao que ele contém em si mesmo. Como alguém, muito, mas muito especial, me disse numa determinada altura: "Há uma verdade oculta em cada nome". Uma verdade que transcende o Ser mas nunca o Ente. Assim, espalhada por todo o Universo, a ­Essência da Vida existe não existindo. Mas, num local onde o Tempo não existe, salvaguardada de todos vós, existe a outra parte dessa mesma Essência para que nenhum de vós lhe tenha ou venha a ter acesso. E vós, fazedores de Mundos, pensais que o seu silêncio será eterno como pretendeis que seja? Pois podeis pôr o vosso coração ao alto, porque isso não vai acontecer. Quem sabe se o vosso temido Messias não acaba mesmo por aparecer? Só que para lhe ter acesso, teríeis que ser Essência e não sois. Há muito tempo que viveis com um grande dilema. Sabeis que a Verdade existe, mas não sabeis como a destruir. Pensastes já o ter conseguido quando prendestes Cristo no sacrário e começastes a comer-lhe o corpo e a beber-lhe o sangue, dizendo ter sido ele que mandou que o fizesses em memória dele. Mentis, com os vossos macabros horrores, dignos de um filme de terror, mas já não estais a beber ou a comer seja do que for, porque a Essência Universal está muito mais viva e capaz do que julgais, e sabereis disto em vida ou depois dela e não espereis contemplações pelo que fizestes. Não queriam mais nada. E continuar a voltar também se vai tornando cada vez mais difícil para todos vós, pois já ninguém pretende que este Mundo continue a existir, muito menos com esta forma de vida. Por isso, os tempos estão próximos, como dizeis, mas não como os entendeis, não como quereis, mas sim como a Verdade e Justiça Universal quer.

 

actualidade, alma, amor, democracia, divagação filosófica, existência, falso, filosofia, futuro, guerra, história, homem, humanidade, justiça, letras, literatura, livro, matéria, mulher, mundo, nacional, pensamentos, religião, texto, universo, verdade,

publicado por lazulli às 10:06

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 08:05
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Humanidade Escravizada (XXIX)

 

 

XXIX





A Terra é de Todos Mas Não Para Todos

 

 

 

 

Toda a sua História não tem sentido e eles sabem-no tão bem como eu ou, então, são muito mais estúpidos do que eu penso... Mas não creio, sabem com certeza o que estão a fazer. Para que fez Deus o homem? Para que quer Deus que o adorem? Por acaso não serão eles que querem ser adorados pelos homens como se fossem Deus? É que o tal Deus de que muito falam parece tão mortal nas suas bocas, tão semelhante a eles nos perdões e nos castigos, na sua forma de ser, no modo como gere toda a Humanidade, não lhe dando satisfações de nada, apenas dizendo, que é um Deus Todo Poderoso que sabe tudo e que nós temos de acreditar cegamente nele e prestar-lhe homenagem através dos seus preferidos, possibilitando-lhes assim a existência na maior das abundâncias. E, realmente, não são estes seus preferidos os donos e senhores de toda a ­Terra, apesar de Deus a ter dado a todo o Homem (embora não perceba porque teria ele feito isto e em que é que isto traria vantagens a ele ou mesmo ao próprio Homem) para que nela pudesse poder viver livremente. Se Deus realmente deu a terra a todos, não deveria esta ser de todos por igual e todos nela viverem livremente? É que, embora continuem a afirmar as vontades e os desígnios deste seu Deus, de todos serem donos da terra e nela poderem viver livremente, a verdade é que a maioria da humanidade não tem nem um pedaço de terra para viver e muito menos o direito à liberdade que lhe foi concedida por este Deus. Porque será que os religiosos, eclesiásticos, senhores, reis, nobres, ministros, presidentes, políticos, etc., não cumprem com a lei deste seu Deus? São os primeiros a ter mais do que aquilo que é deles, só nas suas mãos a terra e o domínio dela, para já não falar no domínio dos seres humanos em geral, mantém-se anos e anos sem conta. Quem lhes deu essa terra? Foi Deus que disse que era deles? Que entendeu que poderiam ter condados inteiros onde mais ninguém poderia entrar? É certo que embora o tempo da Idade Média já seja ido há uns séculos, as ideias que regiam a civilização dessa altura não são muito diferentes das de hoje. O que nos poderia levar a supor que, de facto, Deus deu-lhes de mão beijada todas estas regalias especiais. Nesse tempo, a questão das desigualdades entre os homens na Lei de D. Fernando de 1375, in Ordenações Afonsinas, Livro II, títs. 63 e 60, diz:


63 - «Quando Nosso Senhor fez as creaturas, assim as razoáveis, como aquelas que carecem de razão, não quis que todas fossem iguais mas estabeleceu e ordenou cada uma em sua virtude e poderio, departindo-as segundo o gráu em que as poz: e bem assim os Reis, que em lugar de Deus em a terra são postos, em as obras que hão-de fazer de graças ou de mercês devem seguir o exemplo do que ele fez...»


60 - «Porque a Justiça é sobre todos os bens e é virtude mais alta e mais proveitosa e muito necessária a todas as cousas e sem ela nenhuma obra não é de louvar; e segundo disseram alguns sabedores, foi achada para ajuda e defesa especialmente dos pequenos, menos poderosos que os maiores; e assim pela lei de Deus como pela lei dos homens é cometida e encomendada aos Reis e a eles é mais própria que a outro nenhum para guardar e defender cada um no seu e não deixar nem consentir a nenhum de fazer obra de poderio e de prema (opressão) contra os seus sujeitos (súbditos)........ E ainda segundo disseram os Santos Doutores da nossa santa fé católica, assim como entre os homens Deus fez mais alto o Rei e lhe deu maior estado, assim ante Deus nas penas do outro mundo, se justiça não fizer ou se deixar de a fazer terá o principal lugar. E porém na obra desta justiça os homens bons e grandes do reino, como braços do Rei, devem a eles ser ajudadores


Esta Lei de D. Fernando de 1375, diz-nos claramente que Deus não nos fez todos iguais. Assim, as criaturas razoáveis são os senhores que, pelos vistos legitimamente, exploravam os outros e as criaturas que carecem de razão, devemos ser todos nós, os trabalhadores incansáveis nesta escravatura permanente sem fim à vista. Destino duro o nosso, não? Se alguém julga que esta é uma Lei da Idade Média, que já não existe e que só existiu no passado, por ignorância do Homem de boa fé, desengane-se, pois nos nossos dias, no Catecismo da Igreja Católica, temos a mesma ideia, apresentada de um outro modo, mas que quer dizer exactamente a mesma coisa. Mantendo a sua arrogância de eleitos e não querendo perder a ambição de governar e explorar os homens para sempre, substituíram neste texto actual, «virtudes» por «talentos». Resumindo, mudaram as palavras, mas não lhes retiraram o sentido. Como referência, aqui está uma transcrição de (Santa Catarina de Sena, Diál. 1,6), contida no Catecismo da Igreja Católica (Texto típico latino - Libreria Editrice Vaticanna, Città del Vaticano: pág, 419 - II). Sobre a igualdade e diferença entre os homens:


«Ao vir ao mundo, o homem não dispõe de tudo o que é necessário para o desenvolvimento da sua vida corporal e espiritual. Precisa dos outros. Surgem diferenças relacionadas com a idade, as capacidades físicas, as aptidões intelectuais ou morais, as permutas de que cada um pôde beneficiar, a distribuição das riquezas. Os «talentos» não são distribuídos por igual.» «... estas diferenças fazem parte do plano de Deus, que quer que cada um receba de outrem aquilo de que precisa, e que, os que dispõem de «talentos» particulares, comuniquem os seus benefícios aos que deles precisam. As diferenças estimulam e muitas vezes obrigam as pessoas à magnanimidade, à benevolência e à partilha, e incitam as culturas a enriquecerem-se umas às outras: Eu não dou todas as virtudes por igual a cada um... Há muitas que Eu distribuo de tal maneira, umas vezes a um, outras a outro... A um a caridade, a outro a justiça; a este a humildade, àquele uma fé viva... Quanto aos bens temporais, pelo que respeita às coisas necessárias à vida humana, distribuí-as com a maior desigualdade, e não quis que cada um possuísse tudo o que lhe era necessário, para que assim os homens tenham a oportunidade de, necessariamente, praticar a caridade uns para com os outros... Eu quis que eles tivessem necessidade uns dos outros e fossem meus ministros na distribuição das graças e liberalidades que receberam de Mim»


Incrível como estas palavras sem o menor conteúdo de verdade continuam a ser usadas por uns e aceites por outros depois de tantos anos nos separarem da Idade Média, que antes diria da Idade Negra da mente humana. Utilizar ainda hoje os seus conceitos de vida, levam-me a pensar que em nada adiantou as revoluções e os esforços dos mais humanos para alterar a sociedade de modo a que todos pudessem beneficiar da vida e dos bens. Ainda continuam a ser os pobres a praticarem com os ricos esta caridade forçada e não o contrário. Como se não fosse já mais do que suficiente Deus os ter estigmatizado, quando decidiu não lhes dar «talentos particulares» que lhes permitiria, pelo menos, uma melhor sobrevivência. Mas como Deus decidiu distribuir com a maior desigualdade as coisas necessárias à vida humana, lá diz o velho ditado: «ricos e pobres sempre os haverão» Para provar que se continua a fazer o que Deus quer, basta que nos lembremos levemente o que são os impostos e para que servem, as diferenças de salário que existem entre todos, o pagamento de cada um aos serviços prestados por outrem, e não nos esquecermos também das esmolas que enchem os cofres de todas as igrejas do mundo, para sustentar aqueles milhares de parasitas que vivem no maior dos regalos, à custa dos outros. Depois de tudo isto, podemos contar os pobres de todo o mundo, mas teremos que ter máquina de calcular porque, de contrário, não conseguiremos fazer a conta. Propriedade com caridade não combinam. E a propriedade – lei feita por eles como se fosse uma das leis de Deus consagrada na célebre frase: «Dai a César o que é de César» – é de uma hipocrisia inaudita e põe por terra esta tão sagrada vontade de Deus sobre a caridade de uns para com os outros. Daí que os ministros de Deus, como dizem ser, praticam uma caridade tal que as crianças do mundo inteiro não têm nem amor nem dinheiro. E, se por acaso, chegam a praticar a dita caridade como o Deus deles quer, praticam-na com o dinheiro de todos os desfavorecidos e esforçados. A realidade é que os que possuem as tais «virtudes» ou «talentos», que provocam a desigualdade entre os homens, só os possuem exactamente à custa destes. E com estes bens preciosos com que Deus os dotou – que deduzo serem a capacidade de explorar outro ser humano vivendo comodamente à custa dele e com o dinheiro dos milhares de desprivilegiados que não tiveram a sorte de serem dotados por Deus destes dois valores tão preciosos – dão-lhes, quando dão, esmolas para sua própria salvação. Tudo isto é absurdo e desumano. E, embora continuem a insistir que Deus assim quis o mundo e assim determinou, não creio de modo algum nesta suposta verdade.

A única coisa que sei é que nos enganaram e tem que haver um motivo para o terem feito. Na vida só encontro um: o poder do homem sobre outro ­homem. Deus nunca quis coisa nenhuma. Foi o homem que quis, que executou e realizou todas as obras que existem sobre a face da Terra. Ou haverá algum idiota que ainda não tenha pensado que Deus não é nem pode ser assim. Porque se assim fosse, isso significaria que este Deus de que tanto nos falam, se não é o próprio homem é-lhe alguém muito chegado. E viveis vós, todos vós, com o fantasma desse Deus enigmático que aceita, aprova e cria todas as diferenças sociais entre o seu próprio povo. O povo que ele criou com tanto «amor». O mesmo povo que ele mesmo dividiu e subdividiu em castas, começando por decidir que uns dariam os seus magros recursos a quem falasse dele e lhe erigisse estrondosos monumentos para adoração, ablação, etc. Parece que este Senhor de todos os senhores nunca se sacia por completo, à semelhança dos seus virtuosos e talentosos consignatários. Continua a precisar do sacrifício de toda a humanidade, de modo a que os seus templos frios e a cheirar a mofo prevaleçam para sempre. E para quê? Para nem tão pouco servirem de abrigo a tantos desesperados e desamparados. É, mais uma vez, a falha da prática da caridade e, desta vez, na casa do próprio Deus. Que pai deixa o filho ao frio e não o abriga sob o seu tecto? Monos sem utilidade é o que são todos estes monstros de arquitectura grandiosa, erguidos graças ao esforço de milhares de crentes/escravos e ignorantes, fiéis incontestados destes emaranhados de Poder, que vivem no medo constante deste Deus maravilhoso... e não é para menos! Um Deus que, como o homem, castiga, quer ser adorado, ama os ricos e quer que continuem a existir pobres; que entende que o pecado está mais relacionado com a propriedade de bens, do que com o ser humano propriamente dito; e que, ainda por cima, sem pudor de espécie nenhuma, recebe, para perdão dos pecados dos seus ministros corruptos, o dinheiro ganho por toda a humanidade sacrificada por eles.

 

actualidade, democracia, dogmas, ensaio, estado, existência, filosofia, futuro, história, homem, humanidade, inquisição, justiça, lisboa, literatura, livro, livros, matéria, mentira, morte, mulher, mundo, nacional, nação, passado, pensamentos, port, porto

publicado por lazulli às 00:36
Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 22:36
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Humanidade Escravizada (XXVIII)

 

XXVIII

 

 

 

 

Nunca lhes foi conveniente que o Homem pensasse por si mesmo porque, se o Homem pensasse, seria mais Homem, e ao ser mais Homem seria mais gente, que é o que ele é dentro de si mesmo. E ao ser mais gente, seria ele próprio equiparado a Deus, a Deus de verdade. Ao Ser divino que existe dentro de cada um, que sabe que continua a faltar-lhe algo, apesar de na vida ter conseguido praticamente tudo o que queria. Mas alguém andou mais depressa que o próprio Homem e ludibriou-o, dizendo-lhe que ele era filho de Deus; e, como assim, tinha um lugar garantido algures, que não tinha necessidade de procurar a verdade, porque esta só pertencia ao Pai e que o Pai sabia muito bem o que fazia, etc., etc., etc. Nunca o Homem soube como era este seu Pai súbito que tinha que venerar para não incorrer na sua fúria, nem tão pouco como procurar este seu Pai, que nunca conheceu, mais parecendo ter sido abandonado num Planeta atroz junto com outras espécies que lhe eram hostis. Este Pai de todos os Homens mais parece o seu padrasto, uma vez que, depois de todas as súplicas de dor, nunca se dignou socorrer os seus filhos, nem tão pouco para lhes dizer apenas: eu existo! Será mesmo porque ele não existe? Então, quem e o que é que existe no meio disto tudo? Nós existimos, disso não resta dúvida nenhuma (pelo menos no nosso conhecimento do que é a existência: «Penso, logo existo»), mas Ele, será que existe? Nunca ninguém o viu, daí que os pretensos iniciados tenham resolvido dizer que o Pai era o Filho e o Filho era o Pai, acrescentando um Espírito Santo que concretamente também ninguém sabe o que é. Mas de quem é a culpa de tanta incógnita? De Deus? Ou do próprio Homem? Estou em crer que a culpa é mesmo de alguns homens que sabiam bem o que pretendiam ao arranjar um Deus à medida das suas pretensões. Um Deus longínquo e inacessível com o qual só se pode ter contacto metafisicamente e que, se quiser ter a certeza da sua existência, terá que esperar pela morte para aí ter a possibilidade de se encontrar com este Deus. Ora, se não podermos comprovar a sua existência ou inexistência, nunca as intenções destes hábeis manipuladores de homens serão descobertas. É evidente que se existimos, tivemos a nossa Origem em algo ou (alguma coisa), o nosso pensamento embora não seja palpável é real. Existe. Mas daí a ser este estranho Deus a nos ter feito, sem outro objectivo que não fosse adorá-lo, vai uma distância inconcebível.

 

 

penso: Quem procura sempre encontra

actualidade, democracia, dogmas, ensaio, existência, filosofia, futuro, história, homem, humanidade, inquisição, justiça, literatura, livro, mentira, nacional, natureza, nação, passado, pensamentos, pessoal, porto, Portugal, religião

publicado por lazulli às 00:23
Sábado, 26 de Abril de 2008
(5) comentários

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:15
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Humanidade Escravizada (XXVII)

 

XXVII

 

 
 
 
 

Parece-me a mim e só a mim, que, há mais ou menos mil anos atrás, as cruzadas nasceram para combater os hereges espalhados por toda a Europa e quase que em simultâneo as suas fogueiras para queimar vivo quem não aderisse às suas crenças judaico/romanas. Durante este período conturbado de horror, onde a espécie humana foi tratada com impiedade por algozes representantes da nova lei cristã que se viria a implantar pela força até aos nossos dias, também se roubavam terras, reinos e bens. Os templários (cruzados reformados) depois de ajudarem à implantação do cristianismo judaico/romano e à criação de novos reinos, tornaram-se incómodos para o poder papal e real indo acabar torturados, perseguidos e queimados nas fogueiras acesas por uma Europa inteira, acusados de heresia assim como o tinham sido os cátaros. Inexplicavelmente, depois de extinta, a Ordem do Templo parece ter continuado a existir ocultada por outros nomes e noutros reinos que continuaram a utilizá-la, se não no seu braço armado poderosíssimo, pelo menos nos conhecimentos que tinham. Curioso é que, ao mesmo tempo que decorriam as suas detenções com base em inúmeras acusações de heresia, uma das quais o facto de terem negado Cristo, morriam muitos templários nas prisões muçulmanas por não renegarem a fé cristã, apesar de no Ocidente serem acusados de ser islamitas disfarçados. Há algo muito mal esclarecido sobre estes senhores de mantos brancos assinalados com uma cruz vermelha. Até parece que para andarmos perdidos em conjecturas constantes e nunca conseguirmos ver, de facto, o que aconteceu nesse tempo, lhes tenham atribuído o ideal Cátaro, tornando confuso qual teria sido de facto o seu papel. O certo, mesmo, é que os cátaros desapareceram, mas os templários não. Quem não chegou a provar as hediondas fogueiras da Igreja Romana, foram os muçulmanos (infiéis) com os quais combatíamos. Vá-se lá entender isto! Não sendo cristãos, é deveras curioso, que só os tenham expulsado dos territórios que ocupavam, pelo menos na Península Ibérica, e não os tenham convertido, também pela força, ao seu sagrado cristianismo. Quando a Inquisição existiu para converter ou exterminar todo o não cristão, não se compreende porque é que os muçulmanos, não foram convertidos ou queimados vivos. Se não se obrigava os infiéis (não crentes em Deus) a ser católicos, a quem afinal se obrigava a ser católicos, na Europa, por essa altura?! Os fiéis (crentes em Deus/Deuses)? Ah! Igreja Romana, quanto escondes dos teus crimes. Com o pretexto que os Cátaros, eram inimigos de Deus, quando de facto eram inimigos da tua mentira descomunal, fizeste-os arder vivos nas tuas fogueiras acesas por toda a Europa, para te poder iluminar um mundo tão escuro que tu mesma criaste. Quando eu era pequena (ainda amante das tuas mentiras), confundindo o meu amor eterno com o Cristo que inventaste, fui instruída na tua catequese (que frequentei com ardor e convicção) que a oração “Pai Nosso” era a única oração que Cristo tinha deixado. Hoje sei ser isto mentira. Mais uma entre tantas e tantas outras. Esta oração, dita por Cristo ou não, é a oração dos cátaros. O seu Pater. O Pater cátaro:

 
 
 

 

 
 
 

“Pai Nosso que estais no céu, teu nome seja santificado. Venha a nós o vosso reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no Céu. O pão super substancial nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis sucumbir à tentação; mas livra-nos do Mal. Pois a ti pertencem o reino, o poder e a glória, por todos os séculos.”

 
 
 

 

 
 
 

Claro que o facto de se substituir o termo super substancial ” por “quotidiano” continuará a não ter resposta de espécie alguma por parte dos tão sábios teólogos que pairam por todo o mundo. A fé continuará a ser mais do que suficiente para se ser salvo. E é isto que todos pretendem: ser salvos! Mas ser salvos de quê e de quem? E depois, quem precisa ser salvo? Só se for de todos vós, e não é com certeza com essa fé cega a que nos sujeitaram ao longo dos tempos, dizendo-nos que não precisávamos de pensar, que não tínhamos sido feitos para isso e sim para acatar sem ver, sem saber. Deverias ter dito assim: se pensares sabereis que nós vos mentimos descaradamente para poder manter o nosso nível de vida. O raciocínio que vos foi dado não foi para ser usado, mas sim para ser recalcado. Não foi o raciocínio dado a todos os filhos de Deus? Se Deus não queria que este fosse usado, porque dotou o Homem com o mesmo? Porque o reino dos céus será dos humilhados e dos oprimidos. Dá para pensar porque é que será que toda a casta sacerdotal de todos os tipos de religiões e as políticas poderosas que acompanham estas mesmas religiões por todo o mundo não temem este augúrio de Deus, não trocando a sua riqueza pela pobreza. Não se deixam humilhar e oprimir. Muito pelo contrário. Continuam a humilhar e a oprimir todos aqueles que não aderem aos seus costumes. Eu sei que todos eles dizem viver para os outros e até fazer voto de pobreza, castidade, obediência, etc. Mas que grande hipocrisia, não é assim que eles vivem! Não temem a penalização dos infernos com que atemorizam toda a gente. O inferno parece não ter sido feito para todos eles e sim para todos aqueles que não os escutarem. “Olhai para o que eu digo, não olheis para o que eu faço”. Como são espertos estes donos do mundo, fazedores de leis e de religiões! Nos “seus” livros, base das religiões vigentes (um dos quais a Bíblia dos Ocidentais, e digo dos Ocidentais - embora que estes, já numa fase avançada do esquecimento voluntário ou forçado, das perdas das suas próprias raízes religiosas, que existiam, muito antes de aqui ter chegado o cristianismo, este sim, vindo do outro lado do mundo, precisamente, o do mundo, que supostamente combatíamos - pois, foram eles, que depois de aderirem a essa Nova Vaga Religiosa, trazida do Oriente e nunca nascida no Ocidente, se intitularam possuidores da religião verdadeira, embora eu continue sem entender a sua necessidade na vida dos seres humanos), a religião existiu e existe, para que o Homem passe de mau a bom. Mas não foi isto que aconteceu, muito pelo contrário. O Homem parece continuar no caminho da bestialidade, ultrapassando até nas suas atitudes qualquer besta existente, começando até por dar lugar à verdadeira besta; e as tão faladas bestas lá continuam iguais a si próprias, preocupando-se em manter a sua espécie de um modo muito mais sadio e agradável. Se foi para que o Homem fosse mais capaz de entender a vida que o cerca, cada vez está mais longe de a entender. Se é porque foi e é necessário acreditar em Deus, eu pergunto-me porquê e para quê, pois continuo a ver que todos os religiosos assumidos acreditam essencialmente é neles próprios, usando a religião como uma forma de poder espiritual sobre um outro, de modo a que este outro sirva sem se questionar qualquer tipo de Poder. O que eu vejo de utilidade nas religiões é pôr o ser humano mais estúpido e mais incapaz. As religiões sempre deram a uns Poder e a outros Submissão. Não têm servido para mais do que isto. Para o Homem se encontrar de verdade nunca serviu ela, pois já lá vão tantos e tantos anos em que as religiões existem e ainda o Homem não se encontrou de modo algum e, pelo andar das coisas, não se vai encontrar nunca. Só os bichos precisam de religião para se saberem comportar como gente, mas quem é verdadeiramente gente não precisa da religião para nada porque nasceu com ela. E se quer ter uma religião que tenha a sua, agindo sempre com a verdade do seu interior. Deste modo, não será tratado pelos religiosos como idiota e incapaz, como o tem vindo a ser até aos dias de hoje. Tratados como autênticos atrasados mentais que precisam de crer em todos aqueles que por “direito” especial concedido por este Deus estão capazes de governar todos os outros. Segundo a religião, como ser divino que é, o Homem devia ter capacidade para se governar a si próprio. Mas, para que isso nunca viesse a acontecer, foi necessário castrar-lhe o pensamento. De contrário, poderia vir a saber tanto quanto eles e, assim, todos estes pretensos iniciados ficariam sem os seus privilégios de governar toda uma Humanidade, criando Estados e Sociedades convenientes a si próprios, que lhes garantiria ao longo de todos os tempos um bem estar sem limites.

 


ensaio, homem, livros, portugal, religião

publicado por lazulli às 11:47
Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 15:53
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais
Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Humanidade Escravizada (XXVI)

 


XXVI


 
 
 

É fácil fazer “desaparecer” da História da Humanidade um facto real, encobrindo-o para sempre. É tão simples quanto isto: Basta que em determinado momento da história se substitua um nome por outro nome. Dando dois pequeníssimos exemplos de como isto pode acontecer, é fácil percebermos como temos vindo a ser enganados ao longo dos tempos pelos detentores do Poder temporal e espiritual, que sempre apressados em registar a história dos homens, de acordo com os seus pontos de vista e dos seus interesses no momento, se vão esquecendo de “pequenos” pormenores que no futuro ficam de tal modo diluídos e ocultos, que até os privilegiados do saber académico têm dificuldade em provar da veracidade deste ou daquele facto.

 

Há 30 anos atrás, em Portugal, tínhamos uma ponte sobre o Tejo chamada “ponte de Oliveira Salazar”, cujo nome honrava o estadista português, António de Oliveira Salazar. Hoje temos a mesma ponte com o nome de “ponte 25 de Abril”, nome que assinala a revolução do 25 de Abril de 1974. Acontece que, se daqui a 500 anos este nome se mantiver e não for devidamente registado que o nome da ponte foi substituído por outro, explicando pormenorizadamente as razões que levaram a isso, qualquer um, que por algum motivo tente procurar onde está situada a ponte de Oliveira Salazar, não a vai encontrar, apesar de ela estar à vista de toda a gente (se ainda existir nessa altura, claro!) ou até o dito indivíduo se encontrar em cima dela no momento da sua busca.

 

Sobre a exacta localização do nosso espaço histórico/geográfico, os autores de todos os tempos têm sido férteis em propalar inexactidões fragmentárias e desconexas, viciadas, por vezes, de lendas e afirmações sem fundamento. A falta de documentação para uma história autêntica sobre o Concelho de Resende, por exemplo, que abranja todo o seu passado, leva-nos a equívocos muito grandes, quando em busca dos nossos antepassados nesse espaço geográfico, deparamos com dificuldades que nos impedem de continuar.

 

A falta de dados concretos com que nos deparamos, sobre as terras, os seus nomes e a sua verdadeira localização em determinado período da história, são de tal modo que, muitas das vezes damos a busca ao passado por encerrada, acreditando que é verdade, pelo menos no que diz respeito à genealogia de cada um, que é impossível andar mais para trás na procura de dados que nos dizem directamente respeito. Quando muito, se acreditamos que é verdade tudo quanto historicamente puseram ao nosso alcance, vamos até à 5ª geração e damos a busca por terminada. Só uma pessoa muito informada (que infelizmente não somos), céptica em relação à “verdade” histórica e determinada, persiste na busca, até encontrar o porquê da pessoa procurada se evaporar repentinamente, como por magia, como se nunca tivesse tão pouco existido. Isto acontece porque a procuramos, segundo os dados registados da última certidão de nascimento que possuímos, numa dada localidade, e a busca nessa mesma localidade mostra-nos que a pessoa nunca lá existiu. Só que se está escrito que ela lá nasceu ela tem que estar lá registada. Então porque não a encontro? É simples, a localidade em questão foi com certeza extinta, incorporada noutra, suprimida ou mesmo desmembrada noutras terras. Coisa que aconteceu por muitas vezes na história. Neste caso em particular das terras de Resende, o equívoco vem que, embora Aregos com a honra de Resende e S. Martinho de Mouros tivessem perdurado desde a Reconquista até aos tempos modernos, a legislação liberal do século passado tudo reformou e transformou, suprimindo honras, morgados, vínculos e um sem número de privilégios que vinham dos antepassados. Uma das grandes reformas liberais foi a criação dos distritos administrativos e das novas comarcas, seguindo-se, pouco depois, a redistribuição dos concelhos, com a supressão de muitos deles. Por esta razão, quando se procura uma pessoa duma destas localidades, corre-se o risco de não a encontrar porque a estamos a procurar no sitio errado. Por exemplo: Se estiver a procurar um antepassado que tenha nascido no concelho de Resende, na freguesia S. João de Fontoura, devo saber que, outrora, esta localidade não existia como freguesia, tanto no civil como no religioso e sim fazia parte integrante de S. Martinho de Mouros, e ir procurar a dita pessoa a S. Martinho de Mouros, onde me vou deparar com uma nova dificuldade: É que nos dados desta freguesia, só vão estar registados os dados das pessoas nascidas desde a data da formação desta mesma freguesia, que serão diferentes dos antigos. O mesmo se aplica ao julgado medieval de Aregos que foi extinto e incorporado no Concelho de Resende por decreto de 28 de Dezembro de 1840 e ao seu concelho que também é extinto e incorporado no de Resende por decreto de 24 de Outubro de 1855. Portanto, se quiser continuar com a investigação, vou ter que vasculhar com cuidado a história de toda aquela localidade.

 

Se os senhores historiadores soubessem o que andam a fazer, teriam mais cuidado e seriam mais precisos no registo da nossa história. Afinal, que diabo, por alguma razão não somos todos formados. Valha-nos a incompetência e incúria de muitos, para continuarmos ignorantes para sempre. Isto porque continuamos a querer acreditar que eles é que sabem. Bem, se sabem, não parece. Ou então sabem e entendem que nós não temos esse direito, guardando para a sua própria elite o conhecimento que deveria ser de todos.

 

Comparados com outros factos de encobrimento da verdade histórica, estes são exemplos mais do que simples do que tem acontecido ao longo dos séculos. Mas como não pretendo, de modo algum, reescrever a História e sim despertar no ser humano, pelo menos a curiosidade de saber se nos têm ou não mentido ao longo dos séculos, sugiro a quem estiver interessado fazer uma busca (que apesar de difícil, está ao alcance de quem quiser) à procura da verdade que nos escondem.

 


ensaio, livros, Portugal, religião

publicado por lazulli às 23:26
Sábado, 22 de Março de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 19:22
link do post | comentar | AdicionarAosIntemporais

UmaEstranhaNumaTerraEstranha


lazulli

sempretriste

. 6 seguidores

VerNaCasaDeCristal

 

Intemporais

... cega ...

Setembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


SonsDaMinhaAlma

SonsDaMinhaAlma

Setembro 2017

Janeiro 2017

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Abril 2016

Março 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Junho 2013

Dezembro 2012

Outubro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Janeiro 2012

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

EscritosRecentes

cristal

Mátria

O Perigoso Regresso Do Mo...

fragmentos das memórias q...

Utilização Indevida de Te...

HumanidadeEscravizada (XX...

Humanidade Escravizada (X...

... cega ...

RegistoDoTempo

máscara mil

Humanidade Escravizada (X...

Humanidade Escravizada (X...

Humanidade Escravizada (X...

Humanidade Escravizada (X...

Humanidade Escravizada (X...

LeioEstes

AsMinhasFotos/Imagens

DireitosDeAutor

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. OsEscritosDesteBlogEstãoRegistadosNoIGAC Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. DireitosDeAutor É expressamente interdita a reprodução parcial ou integral de todos os escritos deste blog por qualquer processo, incluindo a fotocópia e a tradução e transmissão em formato digital. Exceptua-se a reprodução de pequenos excertos para efeitos de recensão crítica ou devidamente autorizada por escrito pela AUTORA do Blog CasaDeCristal, lazulli. Peço desculpa aos que me lêem por ter que ser assim e obrigada. lazulli - (inp) M.D.L.M.D.F.D.C.B.

NoPlaneta

Flag Counter 34 561

ÚltimasMemórias

Bem Vindo à CasaDeCristal, paulo joséConsegues exp...
paulo jose juliopra ke brincar com santo nome de d...
Vasconcelos.... como esqueceria eu, o seu blog, on...
Saúdo o seu regresso com saudade. Desejo-lhe os ma...
Parabéns pelo seu blog, muito interessante. Estou ...

subscrever feeds

TraduzirOBlog

Google-Translate-Chinese (Simplified) BETA Google-Translate-English to French Google-Translate-English to German Google-Translate-English to Italian Google-Translate-English to Japanese BETA Google-Translate-English to Korean BETA Google-Translate-English to Russian BETA Google-Translate-English to Spanish
Google Translation

OsQuatroElementos


glitter-graphics.com PorqueAVerdadeNãoSurge AHumanidadeChoraPeloSangueDerradoDosInocentes