Quinta-feira, 7 de Setembro de 2017

cristal

lfotodanet
Hoje que a Esperança morre lentamente e o Tempo já não é suficiente lembro um mundo de cristal que nunca esqueci e a ansia de a ele retornar o mais depressa possível porque continuo com a certeza que não sou deste mundo e que continuo sem saber viver nele.

SintoMe: igual a ontem
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 01:29
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Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

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SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

`pelas almas que aqui Estão e pelas que Virão

(Antes do prometido nas Palavras anteriores, ainda este pequeno poema, a meu ver bem inserido entre umas e outras Palavras, por de algum modo, a ambas dizerem respeito).

 

 

 

   Não cansem meus ouvidos com palavras vãs

criadas para manter a ilusão da existência

quando não sabeis

quem sois

muito menos quem éreis

e menos ainda quem sereis.

 

 

Agarrais-vos a dogmas

convenientes às vossas mais puras ilusões

inventais um mundo cada vez pior

na esperança de um vallaha

doce e eterno

onde por fim

vereis realizados

vossos sonhos de ser felizes

para sempre

adiados

por vós mesmos.

 

 

Aqui vos deixo

a definitiva

queda das almas

porque

foi exactamente por elas

pelas almas azuis

eternamente ligadas

que este pequeno mundo

(CasaDeCristal)

se criou

para no fim

assim como nossas vidas

ser um nada

sem importância alguma

este pequeno mundo

vale tanto quanto todos nós

por vós ele nasceu

fosteis vós que lhe desteis vida

por isso aqui as tendes

As Almas

as nossas almas

que não querendes

depois de terdes dito

que as amaríeis

para sempre.

 

 

Gritai-me antes

o que se esconde

dentro da vossa mágoa

é o que eu faço na CasaDeCristal

Grito a minha "alma" perdida

dentro da Vida.

Dizei-me vós criaturas sem Destino

que trilhais o Destino concebido

por nossos inimigos

que agis por amor

contra o amor único.

 

 

Escravos de todos os poderes

quantas lágrimas já vertesteis

no silêncio de vós mesmos

sufocando

arrastando e ocultando a vossa verdadeira dor

incentivando outros

à Criação da "vida"

quando os outros têm e terão

o mesmo destino

que todos nós.

 

 

Não tendes vergonha

de atirar ao mundo

mais almas inocentes

tendo a certeza absoluta

que elas vêm para sofrer?!

Do Nascimento à Morte

será sempre esse

O Seu Destino

igual ao nosso.

 

 

Dizeis-me que o mundo acabará

se não continuardes a persistir

nessa mentira

nessa esperança absurda

de que quem chega vos perpetua

a existência

dizendo ainda amar em consciência

quem virá de novo para sofrer e morrer.

 

 

Apontai-me a felicidade

apontai-me a eternidade

apontai-me a liberdade

neste mundo

dizei-me onde se encontram

tantos bens

mas mostrai-mos de verdade

de contrário

chamai-me louca

mas não seguirei os vossos passos.

 

 

Rangei os dentes de raiva

espumai fel

porque eu continuarei a ver

a verdade que dói

mas me mantém lúcida

e quando por mim vos cruzardes

tende cuidado

porque eu sempre vos gritarei

que enquanto existirdes

nada sois

nem neste mundo

ou noutro mundo qualquer

porque a matéria

sempre vos/nos

aprisionará.

 

 

Sois/somos coisas

muitas coisas

mas a divindade não vos/nos espera

porque simplesmente

não existe

Nós somos a própria Divindade

Presa

Agrilhoada

à vida que geramos em torno de nós

e Dela não queremos saber

não a escutamos dentro de nós

e libertamos o que mais prezamos

porque a entendemos

à Divindade

coisa separada de nós

que só será nossa

se continuarmos a mentir aos outros e a nós mesmos.

 

 

Escusais de inventar mais santos pelo caminho

porque esses são aqueles que como vós/nós

não eram nada

e hoje ou jazem acorrentados

no tenebroso local

à espera de ver tal luz surgir

e por ela se infiltrar novamente

ou

diluir-se com a matéria

a que pertencia.

Eis os vossos sagrados genes

matéria geradora de matéria

não d'Almas (entes)

porque estas sempre existiram

antes Do Existente.

 

 

 

 

 

 

Será que é porque sabeis

disso mesmo

que incentivais

ao aparecimento

de mais sofredores

tendes medo de nunca mais existir

dentro da carne?!

 

 

 

 

 

Não é amor

e sim necessidade vossa

de vos tornardes eternos

por intermédio

de outros

e ainda terdes motivos

para suportar este inferno

onde moramos.

 

 

Mas ó criaturas insanas

desse modo nunca sereis

livres

e sim os genes que vos compõem

o serão

vós não.

 

                      

 

 

                   

que ilusão inútil

que farsa imensa

 

 

 

 

 

No silêncio de vós mesmos

quando a noite cai

ou o dia vos tortura

com as suas insanas loucuras

fruto

de mentes diabólicas

dando e tirando

consecutivamente

as benesses que entendem

e estendem

ao longo do Caminho

da Vida

momentos de prazer e dor

sendo a dor a que mais

prevalece

e em vós fica

como marca inequívoca

da Passagem

por este mundo de ninguém.

 

 

Os risos

esses são sempre os únicos passageiros

muitas vezes nem tão pouco genuínos

e sim artificiais ou forçados

para esconder de vós mesmos

a única coisa que a existência

permite a todos

Sofrimento.

 

 

Se assim não é

então esses serão os privilegiados da Terra

dela vieram, são e permanecerão integrados

sem Alma

O Universo não os espera

pura e simplesmente

porque esses não lhes pertence

a não ser

em mais poeira cósmica que cruza

todos os Espaços criados

em cata de Essência que lhes permite

adquirir Forma

de modo a poderem existir

no agrupamento das moléculas

que convém manterem vivas.

 

 

Não vos atreveis a mentir-me

dizer-me da grande dádiva

não me digais mais

sobre o bem da vida

porque não tendes poder

para me enganar.

 

 

Grito-vos eu

vós mentis

tudo é melhor para vós

do que a perda da existência

de vida em vida

Pensais vós.

 

 

Sabeis a verdade

só que não tendes coragem de a aceitar

é dura e fria esta verdade

que ignorais

e a qual combateis

porque ela

diz-vos claramente

da inutilidade das nossas vidas

diz-vos que nasceis para morrer

diz-vos que de tanto serdes

nada sois

e nada tendes.

 

 

Chegais com nada e é com nada que partireis

nem o conhecimento vincado a ferro em brasa

diariamente forjado na

 

 

 

forja do Destino programado

dentro de vós se manterá

porque na sua maior parte

não faz  parte de vós

foi-vos incutido mais ou menos à força

para vos poder manter aqui

numa ilusão permanente

quando daqui saís

verificais que nem isso levais

apenas e só apenas

vosso sentir

imutável

inalterável.

 

 

 

 

 

Se o soubesteis preservar

no meio de tanto conhecimento adquirido

que só vos serve em e na vida

 

 

depois depois

 

 

 

É no vazio que vos encontrareis por escassos momentos

e aí permanecereis

até retornardes para aqui ou outro lugar qualquer

mas.... voltais novamente vazios

para vos voltar a encher

como se fosseis

taça sem fundo

que permanecerá

sempre fria

vazia.

SintoMe: nada

EscritoPorLazulli lazulli às 23:11
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

fragmentos das memórias que guardam em si o Tempo decorrido atravês dos tempos

 

Nem todas as memórias são completamente aniquiladas nas suas variadíssimas passagens pelos detentores da Roda. Muitas delas por razões várias, conseguem salvaguardar em si mesmas, pequenos fragmentos que escapam ao crivo poderoso de quem está no comando das passagens das existências várias. Mau grado o falhanço destes fiéis carrascos das almas e dos seus poderosos senhores, muitos são os que ao longo das existências, arrastam dentro de si pequenos filamentos mais ou menos longínquos, que acabam por os perturbar ao longo de uma ou outra existência, quando se deparam com algo que lhes desperta por escassos segundos a memória escondida, nas profundezas do seu cérebro. Nestes escassos segundos de um alerta que vem de dentro, a perturbação por mero desconhecimento de si mesmos, muitas e muitas vezes fá-los recorrer a Dogmas instalados, exactamente para os desviar da Natureza da sua Alma Prima (Ente genuíno e preso nas grades que se não vêem, mas que se fazem sentir consecutivamente dentro de qualquer um).

Não tendo explicações "realistas" que os esclareçam, sobre o "déjà vu", partem para mundos desconhecidos, onde pensam encontrar respostas para si mesmos, envolvendo-se em teias tão bem elaboradas que a prisão das suas almas triplica, milhões de vezes.

 

Nesta insatisfação veremos sérios convictos de verdades que não são suas. Vemos iluminados, cientes, ser mais do que qualquer um. Vemos os ditos místicos, envoltos em malhas tenebrosas de astrais e "sabedoria de outros", que dada a conta gotas, os leva à realização de rituais iniciáticos, senão ridículos, enganosos, até porque uma "alma" é única, daí não poder de modo algum sem ser por si mesma, encontrar a sua própria Estrada. Estes eternos neófitos que anseiam atravessar os portais do existente e deste modo atingir o inexistente, acabam sendo atirados cada vez mais para longe de Casa, onde o Retorno-Contínuo, se vai tornando cada vez mais difícil e a absorção da sua essência pela Matéria Inteligente, torna-se pasto fácil para a Evolução da mesma, enquanto o Ente se vai fundindo e dando ao Inimigo Poderosas armas que num Combate Final, jamais servirão seu verdadeiro Propósito. Outros, perdem-se, meios Proscritos nos meandros de "coisas" onde se vão alheando de si mesmos. E finalmente outros, vão ficando sós, mordendo diariamente a sua dor, num silêncio e solidão que nada e ninguém arranca de seus corações doridos. Serão estes, se as forças não lhes faltarem e conseguirem manter-se fiéis à Verdade de si próprios, com Coragem para aceitar uma Natureza que em nada tem a haver com o que conhecem, que provavelmente ainda poderão lutar para regressar à Casa de onde partiram... um "dia".

 

Temos assim, deste modo, estilhaços de luz dispersos por todos os mundos visíveis e não visíveis.

 

Agarrando-se, muitas vezes a fantasias criadas (a propósito) acabam por entrar num turbilhão de crenças e contradições e dar ao Inimigo as armas necessárias para mesmo depois da falha da roda dentada, não saírem dos meandros da nova mente adquirida.

 

Se cada um fosse apenas com Verdade dentro de si mesmo buscar o que é seu, talvez a essência dispersa e ao serviço do Inimigo fizesse a sua luta neste campo de Batalha que é a Terra, salvaguardando a sua integridade de ente e nunca entregá-la por desconhecimento da Verdade escondida, aos seus próprios inimigos.

 

Mas, a Esperança, dos poucos esvai-se por entre tanta incerteza e a sua luta manter-se-á sempre solitária, numa imensidão tão imensa e intensa que um dia desistem de si mesmos ou ignoraram qualquer das verdades que lhes surja pelo caminho. Cansados de lutar pela Verdade/Justiça, tomam partidos que podendo ser certos para o seu ente, não deixam de fazer parte do mundo criado que só o foi para os aproveitar em si mesmo, porque só desse modo poderiam evoluir. O ente, esse, tão tem evolução. É o que é. Mas é exactamente o oposto que lhes transmitem. Ardil tenebroso que Uns em determinada altura, para poderem existir, assim o determinaram, deixando os estilhaços de luz (essa sim divina) à deriva pelo Cósmos. Deste modo, entes doridos, procuram-se e por vezes encontram-se, por entre os prismas de luz que se vai também expandindo numa busca infinita do seu próprio mundo, mesmo tendo consciência que estão num outro que não lhes pertence. Mas não se ouvem entre si, porque já em nada acreditam. Esquecem deste modo que de onde eles surgiram, muitos outros surgiram e assim como eles, esperam e aguardam uma qualquer luz, desde que não seja mais uma luz artificial e sim genuína. Tudo quanto existe, não é nosso. Nem o nosso próprio corpo nos pertence. É mais um amontoado de moléculas vivas que se vão transformando ao longo dos biliões de milhões de séculos, por esse Infinito além.

 

 

Acontece que alguns destes não-privilegiados e sim firmes no seu sentir de verdade, ou porque vêem de demasiado longe onde o Criado ainda não passava de não-criado e a sua existência nem tão pouco fazia parte do Espaço/Tempo ou porque guardou o Amor Universal de que fez parte Antes de Tudo existir e a sua fidelidade e lealdade ao Amor Essência é de tal ordem, que nenhuma Força Criada depois do Caos que se instalou e expandiu e expande, consegue destruir completamente. Meio proscritos nas vidas que nem deles são, porque a deles continua fiel a si mesma num recanto do/s corpo/s que lhe/s vão atribuindo ao longo dos milhões de milhões de anos, não desistem de acumular o seu próprio saber, agarrar como se agarra a vida plena, a Verdade que paira dentro de si. Aqui, estes proscritos alcunhados de variadíssimos nomes, continuam em busca do seu próprio caminho. Daquele, que eles sabem, ser o único que os fará retornar a Casa. E essa longa Estrada.... são eles próprios dentro de si mesmos, sem artifício algum. Verdadeiramente genuínos. São um Nada Tudo de um Tudo Nada. É essa a Sua Natureza. Natureza jamais aceite por quem reverência a existência, como Suprema.

 

E é nesta luta constante. Nesta fuga não de si mesmos nem das suas memórias estilhaçadas, mas das sempre novas/velhas imposições de verdades criadas como únicas, que estes vão relembrando, por vezes dolorosamente, a verdade de quem são na realidade. Vão sabendo que o que lhes impõem nada tem a haver com a sua Genuína Origem.

 

Talvez tenham vindo a ser poucos. E talvez não. O número das Formas geradas é tão imenso quanto os milhões de milhões de anos que separam as existências, não só num único mundo mas também em muitos outros mundos, quer tenham eles a Forma quer a não tenham.

 

Estes verdadeiros guerreiros do Amor e Fidelidade à Sua própria Origem, são sem dúvida alguma os únicos que se conseguirem manter-se longe do que foi Criado, mesmo que inseridos na Criação, porque esta será sempre exterior a si mesmos, um dia terão a possibilidade de voltar a viver de verdade. Voltar a ser. Voltar ao UNO. .... estarão também preparados (já o têm provado nas suas variadíssimas fugas à roda (senão plenamente, pelo menos parcialmente) para Lutar pelo seu mundo. Na verdade é isso que vem acontecendo desde o dito Início, a que os humanos deram o nome de Big-Bang ou Adão e Eva (mas isto são histórias, que a mim apenas dizem o que têm a dizer e não mais que isso... porque eu...penso). A Guerra interminável de Dois grandes Poderes. O Poder da matéria vs O Poder da anti-matéria. A Dualidade existe!

 

Será neste conflito que todos e mais uns tantos e ainda outros tantos de mundos reais mas diferentes, como também os de outras Dimensões e ainda os que pairam por toda/s a/s Galáxia/s., que um dia será definitivamente decidido quem ou o quê prevalecerá neste Oceano Infinito. Se a Matéria Inteligente OU o Ente Essência. Nesse Dia, tudo será definido de uma vez por todas. Ou outros novos mundos surgirão com a evolução e perfeição da matéria já capaz de se recriar sozinha sem ter o intruso em si (o único que ainda a anima e lhe vai permitindo a tão ambicionada perfeição/evolução) ou a essência pura do sentir. A anti-matéria que absorverá os mundos e recolherá em si a essência de cada Ente disperso, onde o Nada é Tudo e o Tudo é Nada. Onde a beleza do Amor Inatingível existirá sem existir, integrada num Azul Infinito onde só existe UM. Um que se reuniu, se completou depois de uma infinidade de Tempo dispersos. Aqui caminhar-se-á sobre cristais azuis de mil cores. Ser-se-á o próprio cristal. Ser-se-á a própria luz. Luz que brinca em amor e verdade e é livre. Partículas finissimas tais cambraias de biliões de cores, que se desdobrarão milhões de vezes sem nunca se desagruparem, como aconteceu um dia...

 

Mas a Guerra existe desde o seu início. Nunca deixou de existir, desde.... As Batalhas são mais que muitas e aqui as armas dos terráqueos por exemplo, são meros brinquedos comparados com o Poder do Ente. Porque este Poder tão Oculto e tão Presente em muitos, aqui e além e ainda acolá e mais além ainda, que ninguém vê, não precisa de nada, absolutamente nada daquilo que conhecemos, para Vencer ou Perder. É essa Força pertença genuína de alguns humanos também. Força temida pelo Inimigo Pensante. Talvez seja por isso que por exemplo este Planeta e outros tantos e ainda outros que não fazem parte de todo desta engrenagem e sim de uma outra talvez mais próxima da Essência, continuem a temer a Verdade e daí esconde-la zelosamente do olhar de todos. Enganam as almas, desviando-as com supostos amores que lhes pertencem. E estas, pobres de conhecimento e verdade, seguem quase sempre as estradas erradas. Melhor fora não seguir nenhuma.

 

 

É por esta pequena exposição do meu pequeno pensamento que provavelmente as próximas palavras escritas, relatarão um facto real, cruzado exactamente num dos mundos por onde muitos de nós passamos.

 

Alguns chamar-lhe-iam sonhos. E serão. Meras quimeras, fruto da imaginação ou das vivências. Contudo o que escreverei a seguir é um desses ditos sonhos intercalado, enlaçado, sei lá, ocasionalmente dirigido talvez conscientemente por uma das partes ou talvez não. Porque a possibilidade de uma criatura humana entrar no sonho de outro humano e juntos vivenciar um acontecimento parado no Tempo, é algo praticamente impossível. Coisa de ficção. Mas eu afirmo que não. Nem mero acidente dos mundos, é. Porque por mais vezes fiz parte do dito sonho de outra/s criaturas. Neles estive. Neles entrei e com eles vivenciei tempos, vidas, criaturas, etc... Não interessa aqui saber como e porquê. Importa sim, neste caso para mim, a vital importância de uma memória que tem várias memórias, que completam o puzzle de um ou mais Entes, pelo menos de Dois, é Certo. Os tais fragmentos que passaram na Roda do Destino, sem que este tivesse tempo de lhes esvaziar a memória, para a próxima vida..... e este acontecimento em 1997, permitiu-me mais do que a "descoberta" de estar no sonho de outro, de algo que me era e é imprescindível, para continuar na mesma Estrada de regresso a Casa.

 

Claro que este pequeno excerto não mencionará aqui nem o antes, nem o depois, nem tão pouco o porquê. Mas, de certo modo, vincado, prolonga-se por toda as CasaDeCristal, fragmentos desta história verídica, bela, mágica, mas, ainda sem fim à vista. Talvez um dia no tempo, quem sabe.... Os corpos guardados dos meninos que dormem à eternidades, sob o lago, sejam despertos ou haja condições para ingressarem nos corpos que são realmente seus e que em tempos estariam, possivelmente à guarda do Olimpo.

 

 

Seria um passo de gigante para o retorno de ambos e a busca ter um fim.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 02:07
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2012

Balada Para Um Sorriso Roubado

 

 

 

 

Balada para um sorriso roubado

 

 


Ficaram as palavras proibidas

No principio do fogo do teu sangue

Que nas memórias do silêncio

Possesso rompeu a tua fúria

Ficou a chama rubra da tua alma

No limite dos teus gestos e dos teus sonhos

E da Terra ensopada de lágrimas

Romperam gritos sedentos de revolta.

E assim caiu, apenas, o teu corpo desnudado

E pagaste a tua amarga fome

Com a seiva madura da tua vida

Mas o vento traz o teu nome

Ao coração dos homens que aprenderam contigo

A voz eterna da liberdade.

 

Dedicado por Edu (apolo)

 

... escrito à 3/4 anos atrás... aqui aguardou, por este momento.

 

 

Exclusividade De/Para Os Que Me São Queridos

 

Inicio aqui a partilha da CasaDeCristal com os meus mais fieis amigos, com alguns textos de suas autorias, que me foram dirigidos . Por Amor a eles, espalhados que estão e sabendo que talvez nunca aqui os venham ler, é uma homenagem de gratidão, de quem sempre vos amou. Eu, a vossa eterna menina. Vós me entendereis se, alguns de vós por aqui passar. E, se a CasaDeCristal , estiver para permanecer, (não a consigo apagar) um dia, alguns de vós, ireis ler. Os que aqui não vier a colocar, ou porque os seus gestos, não passaram pelas palavras escritas, fica igualmente o meu amor por cada um de vós. Que continuará eterno. Com especial relevo a todos quanto estiveram presentes e activos, neste último ano. Em Amizade não existe gratidão, porque a palavra é intensa o suficiente para englobar todos os sentimentos. Mesmo assim, daqui, arrisco O Dr. J. A., Titj.., F'Alv.., P'Salvador., Baht.., N'Per..., Ani.... se esquecer algum nome, não é por esquecimento e sim por continuar gravado a Fogo a alma de cada um. Que a Felicidade contemple vossas vidas, estejam onde estiverem. Em mim, estareis sempre presentes. Daqui que, abrir uma excepção e algumas palavras vossas de um dia no tempo..... aqui vos farão homenagem, para que nunca a Palavra Esquecimento reine entre nós, aconteça o que acontecer ao e no mundo em que estamos. Assinalarei vossos nomes, sempre que os colocar na CasaDeCristal.

 

É uma tentativa de eu mesma me recuperar de algo que me aconteceu neste mundo estranho que eu não consegui evitar. e com o qual pela primeira vez não sei lidar.

 


Sei que passe o tempo que passar e aconteça o que acontecer, estarei sempre em vossas almas como vós na minha.

 


Apelo ao vosso entendimento e percebais que estou mais uma vez a tentar seguir Aquela minha Alma sem me interrogar, porquê. Não fiqueis grandes demais. É o meu pedido especial, a todos vós. Todos! - eu sei que Viseu esteve aqui. E, é o único, de que tenho conhecimento. (tinha. hoje sei que outros por aqui passaram. Pediram-me para eu reabrir a CasaDeCristal. Aqui estou, de novo, a tentar que Ela permaneça.

 

A CasaDeCristal é também pertença vossa e de todos quanto quiserem, se as palavras de algum modo, lhes fizer bem.

 

Agradeço o Vosso eterno silêncio, mesmo aqui vindo. E peço autorização a todos aqueles que vier aqui a expressar os vossos escritos. São tão dignos da Casade cristal como os meus. Tenho necessidade de vos ter aqui presentes deste modo.

 


Preciso fazer isto. Preciso desprender de mim esta estranha dor que este estranho mundo me provocou.

 


Inicio consigo Edu (Apolo) talvez para me redimir deste meu silêncio demasiado prolongado. Eu sei. Eu sei que o poderia fazer de um outro modo, mas, foi este que minh'Alma escolheu.

 


Sabe a única coisa neste mundo de ninguém que poderia me perturbar, não sabe?! Que poderia elevar-me no éter ou afundar a minha alma de vez?! Melhor que ninguém, você sabe.... é esse o nome. Talvez tivesse razão quando há tempos atrás me disse, que não podia ser. Não sei meu amigo. Hoje deixei de saber. A única coisa que sobra é uma dor demasiado profunda.

 


Pois é meu querido e amado amigo. Se não pode então esse será um nome maldito. Quero que me olhe e veja. Você pode sentir-me. Sei que deveria estar mais tempo do seu lado. Mas hoje não sou mais capaz de estar do lado de ninguém. Um mar imenso de uma dor estranha e inexplicável preencheu todo o meu ente. Não consigo sair. Poderia ter-lhe pedido ajuda ou a outros e não o fiz. (já fiz) E, não estou a fazer. Preciso livrar-me disto sozinha. Preciso.


Peço-lhe agora autorização para expor o que um dia  (me)escreveu. E peço aos deuses que me abandonaram depois de comigo terem brincado que pelo menos nisto cumpram o seu dever.

 
E como disse: 2 nada e ninguém me retiraria de si". E, não retirou. Nem de ninguém. Mas... preencheu-me de tal dor que... Libertei-me?! Não sei. Não vejo NADA para além de mim. Há distância, nem a penumbra preenche mais os ares. Digamos que.... Estou Suspença e regresso aqui na Esperança de regressar a mim a Escrita.... que... parece ter perdido.


Abro assim esta centelha de Luz sobre a Minha CasaDe Cristais Azuis, com um Poema seu. Não o escolhi, veio à mão. Pelo menos isso ainda não perdi:

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 16:33
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Poema Ao Meu Pai

 

Pai

 

 

meu pai o Celta

 

 

Jazes em terra fria

 

ou melhor

 

em terra quente

 

mas não era aí

 

que eu te queria

 

era aqui

 

com a tua gente

 

mas foi para aí

 

que a indiferença dos homens te levou

 

para longe do teu solo

 

da tua pátria

 

e aí ficarás sepultado para sempre

 

quando eu daqui

 

do outro lado do mundo

 

com o mar a impedir o meu andar

 

chamo por ti.

 

 

 

Amar-te-ei para sempre, pai.

 

E não te esquecerei

 

Até ao Dia em que nos reencontremos

 

Porque no Nosso caso

 

Eu sei que a possibilidade é real

 

Mas fazes-me falta

 

O teu amor faz-me falta

 

Amo-te.

 

 

 

 

Dois símbolos que te representam, pai. Não tendo comigo uma das ruas obras de arte, que muito bem cinzelavas, quando eu era criança, ficando junto de ti a admirar-te, encontrei esta, que pela sua semelhança, bem que poderia ser uma das tuas realizações. Não sei. Infelizmente não sei. Mas aqui, fica registada a Tua Memória, o Teu valor e o meu amor por ti. Sempre tive orgulho de ti e da tua arte. Continuas vivo em mim.

Tua filha, amada. Obrigada por me teres amado muito. (o teu amor)


EscritoPorLazulli lazulli às 11:16
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Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Humanidade Escravizada (IX)

 

(continuação)

 

 

De qualquer modo, nem tão pouco é preciso basearmos-nos na Bíblia para confirmamos a não existência do Adão e da Eva, de onde dizem termos origem. Basta sabermos de onde veio cada um de nós, fazermos contas e utilizarmos as mais modernas tecnologias ao nosso dispor hoje em dia para confirmarmos estes dados. Se tiverem curiosidade de confirmar isto e consultarem a vossa árvore genealógica, verificarão esta realidade tão simples e deixarão de ter definitivamente dúvidas sobre se realmente esse tal Deus criador pôs mesmo um homem e uma mulher na Terra, para darem início a esta humanidade tão diferente entre si.

Segundo a Bíblia Sagrada, traduzida dos textos originais, com notas, dirigida pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma – Edições Paulistas, 1978, no Génesis, nessas mesmas notas, está mencionado que «A criação do céu e da terra (1,1-2,3), é como que o prólogo do grandioso drama, que se divide em duas partes, e tem por protagonistas os cinco grandes patriarcas : Adão e Noé, patriarcas do género humano; Abraão, Isaac e Jacó, patriarcas do povo hebreu. O todo é enquadrado pelo autor sagrado em dez tábuas genealógicas...» Dez tábuas genealógicas?! Não era só uma?! Mais ainda, qual a diferença entre género humano e povo hebreu? Então o género humano chegou primeiro que o povo hebreu? E em que altura chegaram estes últimos à Terra? Será que isto significa que há de facto diferença entre filhos de Deus e filhos do Homem, tal como é mencionado ao longo da Bíblia em várias ocasiões como, por exemplo, no Génesis (6,1-2) «Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e geraram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram-nas como esposas a seu gosto.» Ou em Ezequiel (2,1) ­«Filho do homem, põe-te de pé, que vou falar-te». Se o próprio Deus, se dirige ao homem, por «filho do homem» e não por «meu filho», isto não pode ter nenhuma interpretação além daquela que está escrita. Que não somos todos filhos de Deus. Além disso, até no Novo Testamento, em (Mt. 15:13) é mencionado esta coisa espantosa: «Toda a planta que meu pai que está nos céus não tiver plantado será arrancada». Parece que muitos de nós não escaparão, façam o que fizerem. Pelos vistos o senhor não nos plantou a todos. Vai daí, quem teria «plantado» os outros?

Como vimos, a Bíblia faz várias referências a filhos de Deus e a filhos do Homem, o que significa que existem, pelo menos, duas espécies reconhecidas e devidamente diferenciadas por Deus ao longo de toda a Bíblia. Uma delas parece de facto, ter origem em Deus, mas a outra, provavelmente terá origem no próprio Homem que vem de Deus e/ou mesmo na própria Terra. Perante esta dura realidade, parece-me, que não tendo todos nós a mesma origem nem a mesma natureza, logicamente não temos também os mesmos direitos, a mesma razão de existir e a mesma finalidade. Daí, a pretensão dos cristãos de virem a ser filhos de Deus, através do baptismo, mesmo que este baptismo lhes dê unicamente o direito (segundo dizem) de ser filhos adoptivos deste ­«fantástico» Deus. O arrancador de plantas.

Mas neste momento não me interessa discutir a possível distinção entre filho do Homem e filho de Deus tão mencionada em toda a Bíblia, sejam eles criados, gerados ou engendrados; deixo isso para quem pretender saber mais sobre o assunto. Interessa-me sim mostrar, se possível, que não descendemos de um único casal e sim de vários, originários do nosso planeta ou de um outro qualquer.

 


(continua)

 

voando sobre o pântano
homem, literatura, livros, vida
publicado por lazulli às 15:30
Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
SintoMe: horrorizada com o mundo islâmico

EscritoPorLazulli lazulli às 01:10
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Palavra


a)
 
 
 
 
Senhora Divina, Pitonisa dos Tempos e dos mundos. Do antes, do depois e do agora. Senhora Criadora de mundos, de coisas, de viventes. Destruidora Implacável. Pandora Eterna, solta no mundo desde a altura em que o Som foi teu aliado. És tu o único Poder dos homens. És tu a sua única salvação ou destruição. O seu único castigo ou recompensa. Desesperados, procuram eles todos os mistérios encobertos, quer os da Vida, quer os da Morte. Do visível e do Invisível. A verdade suprema sempre inalcançável. O entendimento de um Poder Supremo que os ame, que os proteja, que os recompense. Quando tudo o que procuram, além... dorme, dormente, num sono profundo, dentro de cada um. Despertam pela sua ambição de ser, a sua única razão de existir e utilizam a Palavra Sagrada, sem consciência. Procuram o entendimento de um deus, de deuses e ela a Palavra silenciosa sempre lhes responde, sempre permite que cada um faça de si mesma, uma utilização plena. Dá-lhes esse direito, esse privilégio, essa Sabedoria dos Tempos, a Rainha do Mundo. A Senhora Absoluta de tudo e de todos. A Senhora Absoluta da morte e da vida. Do amor e do ódio. Da verdade e da mentira. A Plena Senhora, justiceira atenta e aparentemente indiferente à sua utilização. Observadora Pacífica sorridente, chorando e rindo eternamente, a loucura dos que a conhecem desconhecendo. Temendo ela Própria, a sua expansão ilimitada. Transformação permanente. Eterna. O reverso de si mesma, é doloroso. Essa bênção, essa preferência, essa benevolência e cedência de si mesma... que ninguém sabe a plenitude e do desfecho de cada coisa dita e escrita. E, eles contentes e felizes porque a podem utilizar, machucam-na, dobram-na e desdobram-na, desconhecedores da sua dor, da sua agonia, do seu amor. Não sabem do seu verdadeiro Poder. Do seu imenso amor e desamor. Do seu não ser. Ela, Rainha Eterna, habita cada coisa vivente. No ar, no mar, na terra e no fogo vivo, Ela é permanente. Permanente em tudo e em todas as coisas. O homem, 5º elemento, contém também o quinto elemento da essência de todas as coisas e por isso mesmo tem o Poder de A utilizar, de a burilar de a transformar. Mas não sabe que é ela a Senhora Suprema de Todos os Poderes e não ele, o Incompleto Ser. Já a Natureza envolvente dos quatro elementos incompletos/completos, demonstra uma maior sabedoria dos seus recursos, únicos. Não usa ou abusa da Sagrada Palavra. Aquela que contém todas as coisas que existem e que não existem. Está integrada na Própria Senhora, geradora ou destruidora de todos os mundos e reconhece gentilmente a sua Força. E com Ela e por Ela, actua no mundo, de acordo com as transformações que vai sofrendo, respeitando a sua Paz ou a sua Fúria. Ah, Sagrada Natureza, que deixas que o Som te penetre e não poluis a tua Sagrada Dádiva. Mas o homem, animal ignaro, detentor desse mesmo Poder, não aprendeu e não aprenderá a utilizar o Grande Bem que lhe foi concebido, por aquele tempo. Ele sim, tem o poder da matéria no próprio ser e, o seu cérebro, máquina perfeita da imperfeição cósmica, manipula o Sagrado do Sagrado que o habita.
 


 
 
 
 
 
Os teus dois aliados eternos, o fogo e o ar, deixam-te penetrar todas as suas partículas, porque eles sabem que sem ti, nem tão pouco existiriam. Nenhuma deusa ou deus se te compara, porque todos eles existem e têm o privilégio de te guardar dentro de si mesmos. E, guardam. Eles aprenderam com os erros distantes no Tempo. Mas até eles em determinada altura erraram, quando interferiram no teu Poder Infinito. Até os deuses te desconheceram. Queriam praticar o Bem mas não preveniram o Poder da Tua Própria Natureza, do Nada que o Tudo contém. O poder do verbo é o maior poder do mundo. É esta palavra dita de tantos modos e maneiras. Infinita.
Por ti, Senhora, Rainha do mundo dos homens e dos Deuses; os homens pelejaram. Defenderam ou subjugaram. Amaram e odiaram. Por ti, pegaram em fundas, pedras nuas, paus longos e longas espadas. Cutelos, machados, bestas e setas certeiras. Arcos danados e belos. Por ti, as harpas cantaram, os pianos soaram e o mundo sorriu. Por ti e contigo, aliada de tudo e todos, ganharam-se e perderam-se batalhas. Ganharam-se e perderam-se Guerras Intermináveis! Deixaste, permitiste, a tua própria utilização. Nunca te negaste a ninguém, oh, Sagrada! Mas eles desconhecem a tua vontade própria, mais antiga que o Próprio Tempo. Mais antiga que o Espaço que os alberga. Não sabem da tua vontade. Do teu tudo e do teu nada. Não sabem da tua dimensão! Do teu Poder imenso. Do teu Amor. Da tua verdade e da tua Implacável Justiça. Desconhecem completamente a realização de Todo o Teu Poder e usam-te até à exaustão e caiem extenuados pela sua própria criação. Criação esta que emana de ti... interminavelmente.
Pensam ter o poder de brincar contigo, quando és tu, inocente criança, que brincas com eles, sempre...
Não sabem que és ainda uma Criança Eterna. E, que deveriam ser eles a conduzir-te!.... Não sabem!!!!

indo, não sei onde nem porquê
pensamentos
publicado por lazulli às 15:21
Sexta-feira, 27 de Julho de 2007
(imagensdanet)

EscritoPorLazulli lazulli às 17:15
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

lobos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu e os lobos... a solidão verdadeira...


(Dentro destas grades estão presos lobos solitários, tristes, ausentes.) Mas... no mundo cá fora, ficaram os lobisomens. Aqueles que nunca serão lobos. Mas serão sempre homens. Por isso eu amo os lobos.


"Cada dia é uma nova espera para um fim que não existe".

 

criativa e boa
pensamentos
publicado por lazulli às 11:13
Julho de 2007
2 comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 00:59
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (9)

(continuação)

 


Procurou com o olhar, por aquele amontoado de carne humana, na esperança de vê-la, mas o infortúnio tinha tendência a manter-se ou mesmo quem sabe a aumentar. Não a encontrou ali. Ela não estava lá! Lhia, continuava perdida, algures, chorando pela mãe que não chegava. A lembrança de Lhia aaumentava o sofrimento dentro de si. Onde estaria o seu Ser indefeso? Quem a protegeria daquele pesadelo? Repentinamente, sentiu a espada nas mãos e uma raiva incontrolável apossou-se de si. Era Lhia que ela deveria ter procurado. Era Lhia que ela deveria ter encontrado, em vez de a salvar a ela, devia ter encontrado a sua filha. Antes mesmo de penetrar nas ruínas onde aguardavam a sua chegada, arremessou a espada para longe. Não tinha que cumprir nenhum destino. Mais uma vez, fica por cumprir, os desejos dos eternos desconhecidos. Sem Lhia, ela não ficaria muito tempo numa vida que não era definitivamente a sua e que de modo algum quereria. Eles mesmos viessem realizar os seus próprios planos. Mary não o faria. Por ela ficara e por ela partiria e, mostrar-lhes-ia que Lhia era a sua espada. A sua verdadeira espada da Verdade e da Justiça. Daria por terminado o que nunca houvera começado. O irmão olhava atento a sua manifestação de revolta e parecia entender o seu comportamento. Pegou-lhe na mão e dirigiram-se para o interior/exterior, porque tecto só o enegrecido céu que os cobria e, ficaram de frente a todos aqueles olhares vazios.

Ao olhá-los, Mary, sentiu como que uma vela, que acabada de acender, repentinamente se extinguia num lugar isento de qualquer tipo de luz.

Os Deuses estavam a ignorar a sua dor e o seu apelo. Tinha perdido Lhia para sempre e como recompensa entregavam-lhe a família destroçada. Quase não vivente. Uma centelha de realidade atravessou sua mente perturbada pelos últimos acontecimentos e, arregalou os seus olhos desmesuradamente, num animal morto que jazia junto deles. A carne já dilacerada, mostrava ter sido um instante antes, o festim de alguém ou de alguma coisa: Deles! A verdade, é que esta carne que jazia diante dela, tinha servido para os manter vivos.

Só neste momento, se deu conta da dimensão de tal caos.

As entranhas de seu corpo, moveram-se e soltaram para fora, a agonia que sentia. Os seres que mais amava, os que lhe pertenciam directamente na Terra, tinham ingerido aquele animal imundo. Eis a sua recompensa por defender toda a vida a Verdade e a Justiça. Roubam-lhe a filha indiferentes à sua dor e transformam a sua família em semi viventes. Uma ira, contida, cresce dentro dela. Havia de se vingar da vida. Da vida dos homens, da vida da Terra e da vida dos deuses. Havia de se vingar defrontando todas as forças materiais do universo. Um dia... Um dia iria conseguir isto e nunca mais ninguém decidiria sobre o destino fosse de quem fosse.

Virgínia levantou-se lenta mas dignamente e dirigiu-se até ao sítio onde ela se encontrava. Fitou-a bem dentro dos olhos. Seu olhar transmitiu a claridade que aquele lugar lubregue não conseguia ter com a luz do “dia”. Parecia que seu olhar transportava, todos os raios solares do Sol saudoso do passado-recente e que parecia renascer na claridade e no calor dos olhos de Virgínia. Quase a abraçaria como quando crianças, naquele tempo ido, se não fora a voz de Virgínia ter soado distinta, sobre todo o silêncio existente.

– O Mundo acabou, como disseste um dia... Mas também como disseste, continua... E, nós?! Nós restamos não só para assistir, mas também para participar deste caos, continuando a existir. Não nos foi dado o privilégio de não existir aqui, neste momento. O amanhã já não existia. E o ontem?! É como se nunca tivesse existido. Abominas essa carne pejada no solo, que nos está a alimentar; mas ainda não nos comemos uns aos outros, como já o estão a fazer todos aqueles que como nós tiveram o infortúnio de sobreviver. Come pois do que resta do que já comemos, e mantém-te viva junto de nós. Depois de tanta gente perdida dos seus; nós continuamos juntos. Queremos-te como antes. E, queremos-te viva! Perder-te, seria um caos ainda maior do que aquele em que vivemos. E, pegando do chão a carne macilenta que restava do banquete forçado pela necessidade de sobrevivência, entregou-lha.

O toque mágico proferido pelas palavras de Virgínia, tinham tocado o mais profundo do seu Ser. Decidida, levou à boca com as mãos, a carne que lhe havia sido entregue, e mastigou como um mastim faminto, a carne que à pouco a tinha agoniado.

Todos os olhos presentes, estavam presos nos seus, trazendo até si uma mensagem de esperança. De uma esperança, num mundo que nunca sonharam poder existir, mas que acreditavam existir algures.

O sabor amargo da carne que comia, quase que rejeitado pela matéria de seu corpo – mesmo a matéria, sabendo que este alimento repugnando-a ou não, a faria prevalecer viva – provocava-lhe vómitos, que controlava dificilmente. Por instantes os olhos encheram-se-lhe de água, quase a impossibilitando de ver mesmo a pouca distância de si, os únicos mais que todos que lhe haviam tocado a existência e a tinham mantido entre tão abominável forma de vida. Todo o seu saber, todo o seu conhecimento do “desconhecido” e o amor infinito que a manteve ligada ao infinito; não tinham tão pouco servido, para poupar o sofrimento dos que mais amava na Terra. Sentia-se culpada por todos eles, como se o poder estivesse em si, para poder evitar uma catástrofe tão evidente ou mesmo tivesse a responsabilidade de tanta agonia.

Os gritos da multidão, continuavam a fazer-se ouvir por todo o lado, e pareciam correr loucamente contra todo o seu ser. O silêncio, a dor, a fome, os gritos, o medo e por fim, o amor que a levaram a “assassinar” os seus – termo que a lei punia severamente, quando ninguém tinha ficado para os punir, de um assassinato em massa de biliões de seres por toda a Terra.

Lembrava-se do cianeto... Ah! Onde o tinha arranjado mesmo? Não conseguia lembrar-se ao certo como o havia conseguido, mas lembrava ainda porque o havia escondido.

Estávamos no ano de 19...., quando o Noticiário, transmitiu ao Mundo, a notícia de que os estudantes de uma Faculdade dos Estados Unidos, estavam a exigir cápsulas de cianeto nas farmácias das Faculdades, por recearem num futuro próximo ou longo, o deflagrar de uma Terceira Guerra Mundial. Após não mais que um mês, um filme: a Teia, réplica do Day After “depois do fim”. Este filme fez com que seus olhos vertessem lágrimas de dor, receio e revolta. E, no dia seguinte... também no dia seguinte... Poucos eram os que comentavam a mensagem do filme. E os que o faziam, não aprofundavam ou sentiam a sua dor. Entretanto os que podiam fazer alguma coisa, continuavam sem fazer nada para evitar uma guerra nuclear. Muito pelo contrário, iam gastando mais e mais dinheiro em armamento, cada vez mais sofisticado, e tempo em colóquios que não os levavam a nada. Os que não podiam, mas queriam fazer alguma coisa para evitar esta evidente catástrofe, viam-se impotentes, perante uma massa humana de estupidez e presunção.

Apesar de ainda imatura e do seu ainda pouco entendimento, sobre o mundo e sobre as coisas do mundo, foi exactamente neste período que ela havia tomado a decisão de guardar o cianeto, para um futuro longínquo ou não, em que fosse necessário utilizá-lo, com aqueles que amava, para lhes poupar o horror de uma vida demasiado miserável. E o dia tinha chegado, para utilizar o cianeto à anos guardado. Sabia que o utilizaria um dia... Quando?... Quando visse os seus a sofrer de dor e desespero.
Desprezava a vida na Terra desde que nascera, por isso mesmo não lhe seria penoso faze-los ingerir o veneno, um dia que isso fosse necessário; daí que o utilizou fria e calmamente. Talvez fosse apenas mais um dia para todos eles naquele tormento, se se pode realmente chamar dia, a uma coisa que já não existe, de tal modo a noite e o dia se tinham fundido não deixando perceber, uma réstia de divisão, entre ambos.


(continua)

 

... filhos do Sol"

livros

publicado por lazulli às 16:11

Sexta-feira, 20 de Julho 2007


EscritoPorLazulli lazulli às 13:09
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (I)



 
 

 

 

PRIMEIRO CAPÍTULO

 

 
 
 
 
 
 
CRIAÇÃO: CIÊNCIA OU RELIGIÃO?
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os dias me pergunto qual a verdadeira razão da existência do Homem na Terra e por mais que raciocine, tentando arranjar uma explicação lógica para a existência da Humanidade, fico perdida dentro de um emaranhado de perguntas e respostas que tendem a ter cada vez menos sentido:
– Qual o verdadeiro sentido da vida?
– O verdadeiro sentido da vida é existir.
– Existir para quê?
– Para viver.
– Viver o quê?
– Viver a vida.
– E o que é a vida?
­ – É o tempo que tem qualquer ser vivo, desde que «nasce» até que ­«morre».
– Para que lhe serve esse tempo e essa vida?
– Para viver.
– Viver para quê?
– Para quê?... Para viver!
 
 
Há muitas maneiras de responder a todas estas perguntas, mas nenhuma resposta dá ao Homem uma certeza que lhe permita saber a verdadeira razão da sua existência, porque desde a mais remota antiguidade (como se fosse possível localizar a antiguidade, de tal modo ela se perde nas brumas de um tempo passado que o Homem esqueceu ou do qual nunca chegou (mesmo) a ter conhecimento), vários homens, preocupados em saber qual a Origem da Humanidade e o porquê da sua existência, dedicaram-se a incansáveis buscas para tentar responder ao porquê da vida, sem conseguirem mais que o esboço de uma leve explicação para a Origem do Homem, atribuindo-lhe um reino a que nunca ninguém teve acesso, baseando-se num Deus que também nunca ninguém viu. A história é simples, mas sem sentido. O mito do Adão e da Eva é tão pobre que as crianças, fantasiando, têm capacidade para imaginar uma história bem mais credível. Como pode Deus ter feito primeiramente um Homem e depois uma Mulher, se sem um não pode existir o outro? Pelo menos é o que nos dizem os conhecimentos, confirmadíssimos, que temos sobre a Criação. Não há homem sem mulher, nem mulher sem homem. Se pretendem continuar a manter o mito do Adão e da Eva, terão que o explicar de uma, das duas maneiras seguintes: Ou Deus é Hermafrodita ou Cientista. Se é hermafrodita (dois num), possui em si o poder de criar e gerar em simultâneo e aí, pode de facto ter criado o Homem. Que, vindo assim directamente de um Deus masculino/feminino, já pode ser concebido. Depois desta primeira criação, este Deus hermafrodita terá que criar uma outra oposta à primeira, isto se quer a proliferação desta nova espécie. Porque a criação deste Deus binário não é hermafrodita como ele. Se é Cientista, também pode criar um clone à sua imagem e semelhança. Mas, se assim for, segundo os conhecimentos que temos actualmente sobre o assunto, que diz que a clonagem consiste basicamente na reprodução assexuada de indivíduos geneticamente iguais, onde, depois de se ter removido o material genético de um óvulo não-fertilizado, este é substituído pelo DNA de uma célula do ser que se quer clonar. Sob condições apropriadas, o óvulo começa a dividir-se e a formar um embrião, que por sua vez é implantado num útero. Assim sendo, em todo este processo, tem que se recorrer ao elemento feminino por duas vezes. A primeira, no óvulo enucleado (célula reprodutiva feminina à qual lhe foi retirado o núcleo) por micro manipulação (aspiração, neste caso, dos cromossomas constituintes do DNA haplóide da célula germinal feminina, com uma pipeta especial) de modo a proceder à implantação de uma célula, que contém a informação genética, do indivíduo que se quer clonar ou duplicar. A segunda, é depois de se ter provocado por estímulos químicos e eléctricos apropriados, a divisão do ovócito , este é transferido para um útero.
(continua)

 

sem perdão
livros
 

 

publicado por lazulli às 14:11
Segunda-feira, 2 de Julho de 2007
 
nota - só se manterá esta imagem no Humanidade Escravizada, por ser muito semelhante à tela que tenho para a capa, feita pelo Pintor Sr. Luís Cardoso, ao qual agradeço a gentileza e a boa vontade. Mas, preciso de a digitalizar,  primeiro. Se um dia, por mero acaso, venha a ter conhecimento que aqui estou a expôr o livro, quero reafirmar, que a capa será a que o senhor, me fez. Obrigada Sr. Luís Cardoso.
Finalmente - encontrei a pintura feita exclusivamente para a capa de Humanidade Escravizada. Volto a agradecer ao Pintor Sr. Luís Cardoso a sua enorme gentileza. Um muito obrigada. Não me esqueci. Desejo-lhe e a toda a sua família, felicidades, esperando que tudo esteja bem com vocês todos. M.L. (foto de Arquivo Pessoal)
SintoMe: "caminhandosobrepregos"

EscritoPorLazulli lazulli às 09:52
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Batalha Inacabada

 

 

 

 

 

Estranha forma de vida que vagueias por entre os mortos, vivo!

Tão vivo, que o teu ente toca o meu, sinto-o!

É o eterno que me chama dentro de mim me reclama

Juramento quebrado por um corpo morto que vagueia cheio de vida aparente

Injúria é o que eu sinto! Dor eterna Imortal

Move-se, clama, geme no Campo de Batalha

Vagueia em desnorte por entre destroços Morto caminha por entre os mortos

A seu lado, ouço o som das espadas quando se cruzam Trespassam-me

O choque do aço afiado. É o fim da rendição de uma Batalha Inacabada

Procuramos a promessa Encontramo-la Recomeçamos sempre a mesma busca

Vivemos no mundo dos mortos e queríamos não estar vivos Eternamente vivos

A Batalha teve um começo Deve ter que ter fim um dia

Não ganhamos Perdemos Perdemos sempre no sofrimento das dores d'um Universo inteiro

Queremos morrer porque estamos vivos O nosso eterno castigo

Vogamos de corpo em corpo à procura de um outro corpo que nos acompanha desde sempre

Não o vemos Mas sabemos que ele habita dentro de nós

Era fácil acabar com esta procura desnecessária Terminar o nosso suplício de existência

Nos impedimos esse direito O direito do Retorno

Queria dar um passo em minha direcção Obrigar-me a aceitar a cumprir o prometido

Provoco uma reacção Mas também eu não dou o passo definitivo para poder morrer de vez comigo

Nossos corpos (mentais) se reconhecem Procuramos muitos corpos (mentais) para um só corpo

Será que são mesmos muitos para Um?! As mentes talvez o sejam Mas os corpos não

Já nem tão pouco dorme dentro de mim Despertou Atormenta-me violentamente disposto a acabar comigo

Não entende porque espero Nem eu

Só queria ser nada coisa nenhuma Mortal apenas mortal Não estar viva nesta morte

É um mundo estranho este em que nos encontramos Talvez tenham existido muitos outros

Um toque com o ser vivo que habita dentro de nós Um único toque

E, o mundo explodiria em miríades e miríades de Essência Talvez aí pudesse ter paz

Mas um corpo é só um corpo Nada mais aparentemente Também quer o mundo deles E, quere-os a eles

Ainda é tempo de parar tudo isto Perceber a verdade sem medo Caminhar para ela Arriscar tudo

Talvez me salvasse desta estranha loucura Talvez me devolvesse o meu sentir

Estamos tão perto que o sinto Mas o milagre não se concretiza

Néscios é o que somos ao querer o que não é nosso Luta desnecessária pela causa  d'outrém

Guerreiros perdidos sem objectivos Desertores de nós mesmos Cobardes

Entrar num mundo vivo de batalhas e guerras intermináveis que nos desgastam

O que nos teria acontecido no passado?!... Adivinho um paraíso perdido Antevejo o sucedido

Sonho.


EscritoPorLazulli lazulli às 07:28
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (5)

 

(continuação)

 

Entretanto o Ser dela, aquele que o seu ventre tinha gerado à dez anos atrás, fruto que deu à Terra e à incompreensível civilização que acabava de se extinguir e que desde pequena temera, corria ao encontro da sua própria existência: de Mary .
Arrebatada à vida e aos seus, a criança, suja e esfarrapada, deixava transparecer um olhar escuro e profundo de medo. Oh, horror!... Mais que todos os horrores a que estava a assistir, era o perto tornar-se longe, ao ver ali o seu Ser, completamente indefeso, perante uma multidão alucinante que se atrofiava consecutivamente na esperança de encontrar um abrigo. De súbito, sentiu que seus frágeis dedos tocaram o seu Ser amado. Aquele que a manteve vivente num mundo que sempre soube não ser o seu. Mas... Tinha sido possivelmente uma ilusão da sua dor, pois seus olhos viram-na ser tragada pela multidão que neste momento quase que fazia parte de ambas.
As suas retinas aprisionaram o seu olhar profundo e o seu grito: mamã!!!!!!
Durante instantes, ficou estatelada no chão, com os olhos perdidos na multidão.
Um grito “desumano” cruzou por cima de todos os já existentes. O seu grito de Mãe. Não queria acreditar! Tentou por mais do que uma vez levantar-se do chão e correr na direcção onde vira a menina desaparecer, mas eram tantos os que a impediam perdidos nos confins de si mesmos que nem davam conta da sua agonia, e manadas humanas de pés meios calçados, sujos e despidos iam pisando seu corpo como se fora solo. Como chão destes enlouquecidos fugitivos, não sentia a dor à sua passagem sobre seu corpo caído. A dor era uma outra muito maior. Deixou-se ser esmagada como castigo à sua incapacidade de ter por um instante agarrado a filha e segurado firme a sua mãozinha que se estendia. Fraca. Era uma fraca que não conseguiu salvar a menina que a tinha conseguido encontrar no meio daquela manada humana e esperançada a tinha quase alcançado. Meu Deus tudo estava perdido. Tinha que correr para a encontrar e continuava a ser solo de gente. Não conseguia perdoar-se. Ela tinha que o ter conseguido. Era seu dever e sua obrigação.
Decidira viver para a proteger, mas falhara! O seu ilimitado amor por Liha , tinha-lhe sido insuficiente para a proteger. Tinha-a perdido e nunca mais a voltaria a encontrar. As lágrimas brotaram de seus olhos já apagados pelo desespero, e desejou nunca ter pedido aos Deuses da sua ilusão constante, que a fizessem nascer, só porque ela, Mary , tinha que viver num lugar que nunca fora o seu. Mas o seu egoísmo e a sua insegurança em relação à vida na Terra, não lhe tinham permitido ver o “crime” que iria cometer, fazendo nascer num mundo medíocre e mesquinho, um outro ser (o seu Ser), que como ela, também iria acabar por sofrer. Ela que sempre se manteve contra os ciclos infindáveis da vida e se lhes preparava para um dia lhes fazer frente, destruindo-os, tinha provocado a nascença de um outro ser indefeso – a sua filha – para entrar ou reentrar quem sabe, neste ciclo de morte e de vida infindáveis. A dor e a culpa martirizavam-na neste instante, mais do que toda a destruição a que estava a assistir. Até que, cambaleante, conseguiu reservas para se erguer e caminhar na busca do que sabia não encontrar mais.

 

(continua)

 

.... d'os filhos do Sol
livros
publicado por lazulli às 11:31
Junho de 2007
SintoMe: ... a querer combater o Islão

EscritoPorLazulli lazulli às 17:46
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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (4)


(... continuação)

 

 

A imagem longínqua de uma jovem mulher, absorvendo descontraidamente os limites da vida, ao longo da imensidão de uma praia deserta, continuava a perturbar-lhe o espírito de tão nítida que estava dentro de si. Esta imagem fá-la reviver um passado já passado, mas que não a impede de lhe parecer vivo, apesar de sua total inexistência no actual momento.

A imensidão do mar... A extensão da praia que se perdia do olhar e o inacreditável mundo vivo por cima da Terra... Queria tentar apagar esta imagem viva dentro de si. Esquecer! Como se esquecer fosse possível a qualquer Ente, se este faz exactamente parte da vida “presa”. Vida esta que vem resgatando continuamente o seu terreno, numa luta sem tréguas, desde o início da existência, da formação de tudo. Como pode o Ente apagar o pensamento, se ele não passa exactamente do pensamento? Mas, é para que o pensamento viva livre e eternamente, que ele continua a aprisionar dentro de qualquer matéria viva, a sua existência. Esquecer, seria aniquilar a sua própria existência e assim destruir o seu próprio mundo: a essência.

“Tenho medo de reviver a loucura que vivi. Tenho medo de tocar no meu pensamento vivo. Tenho medo de recordar! A dor de ver o que já passou e se extinguiu. O medo de relembrar... Ficou gravado em mim, o contraste repentino “desta” imagem da vida e do deflagrar há tanto tempo discutido, sábia ou ignorantemente por todos, de uma Guerra Nuclear.”

Neste momento ela continuava viva, mais viva do que nunca! Por isso mesmo, o seu pensamento vivia mais intensamente todo o passado vivente. Não mataria a lembrança que lhe doía. Seu pensamento sofria e continuava a mostrar-lhe o “momento”.

Não tinha havido talvez uns centimilionésimos de segundo entre o momento junto à praia e a terrífica destruição dessa mesma vida, com a reacção em cadeia de uma qualquer substância, que pode muito bem ter sido de Urânio ou Plutónio, e a explosão tão inesperada, tão incompreensível, que parecia que bocados de vida e de morte se haviam entre cruzado no espaço. O céu em fogo lembrava pinceladas de um qualquer pintor com as cores bem combinadas de todo o mundo desconhecido. Sobre ela continuavam a cair os estilhaços da morte na vida e os da vida na morte, projectados pelo impacto de um poder que desconhecia mas que teve tempo de observar quando muito lentamente, como se todos os seus sentidos tivessem sofrido uma mutação, se virou e olhou o horizonte. Ainda fumegava o célebre cogumelo, tal qual o tinha visto em inúmeras fontes de informação, que iam desde a informação visual até à informação escrita. Tudo era tão confuso, tão absurdo, que ficou parada como suspensa entre o espaço/tempo sem consciência da sua própria existência, a olhar 500 quilotons a libertar toda a sua energia no céu da Terra. O seu consciente recusava-se a aceitar o que o seu subconsciente absorvera no primeiro instante. O cérebro entorpecido impedia-a de agir racionalmente. Caminhou sem destino sob o mundo de fogo que a cobria e envolvia, até que suas mãos agindo a um qualquer comando interior começaram a agarrar desesperadamente os estilhaços que continuavam a cair, numa tentativa de limpar o ar e restituir-lhe o seu próprio espaço. Mas eram tantos os pedaços e tão estranhos, que suas mãos iam ficando macilentas de lhes pegar, fazendo-a sentir-se cada vez mais fatigada.

Desesperada, percorre o lugar seu que há um instante atrás era ali! E o pânico apodera-se de seu Ser, pois, não existia mais! E ela sozinha, não tinha conseguido atirar os estilhaços da morte, para o sítio de onde tinham surgido.

Arranha seu corpo e sua roupa, mas seus dedos resvalam trémulos por uma massa viscosa e peganhenta que a cobre, horrorizando-a. Ela existe ali, igual a si mesma, mas não estava lá! Tal qual a calmaria da praia deserta, que à instantes atrás fazia parte integrante dela mesma. Agitou seu corpo ao que pensou ser o vento, mas mesmo este ar não era o que conhecia, pois sentiu-o bater no corpo, atirando-a contra a dureza de um chão pejado de destroços. A vida tinha-lhe fugido e ela continuava viva. A incompreensão tomou posse de seu Ser, perante tão dura realidade.

Correu sem rumo certo (pelo menos pensa que correu) para junto das milhares de pernas que passavam perto dela. E no meio destes milhares de pernas de massa vivente que se moviam, numa corrida louca e desenfreada, via correrem as dela, numa corrida que parecia não ter fim, na busca de um caminho que já não existia. Mas sem caminho a seguir, para a levar de volta ao seu sítio, sentiu-se perdida. Vagueou nos destroços da morte... O tempo?!... Esse também tinha deixado de existir. A força que antes a mantinha de pé, tinha-a abandonado, fazendo-a correr lentamente sem destino certo, deixando para trás, o que havia mesmo em frente: desolação.

 

(continua...)

 

livro... dos "filhos do sol"

livros

publicado por lazulli às 18:48

Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

SintoMe: ... atenta ao avanço islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 12:11
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