Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

`pelas almas que aqui Estão e pelas que Virão

(Antes do prometido nas Palavras anteriores, ainda este pequeno poema, a meu ver bem inserido entre umas e outras Palavras, por de algum modo, a ambas dizerem respeito).

 

 

 

   Não cansem meus ouvidos com palavras vãs

criadas para manter a ilusão da existência

quando não sabeis

quem sois

muito menos quem éreis

e menos ainda quem sereis.

 

 

Agarrais-vos a dogmas

convenientes às vossas mais puras ilusões

inventais um mundo cada vez pior

na esperança de um vallaha

doce e eterno

onde por fim

vereis realizados

vossos sonhos de ser felizes

para sempre

adiados

por vós mesmos.

 

 

Aqui vos deixo

a definitiva

queda das almas

porque

foi exactamente por elas

pelas almas azuis

eternamente ligadas

que este pequeno mundo

(CasaDeCristal)

se criou

para no fim

assim como nossas vidas

ser um nada

sem importância alguma

este pequeno mundo

vale tanto quanto todos nós

por vós ele nasceu

fosteis vós que lhe desteis vida

por isso aqui as tendes

As Almas

as nossas almas

que não querendes

depois de terdes dito

que as amaríeis

para sempre.

 

 

Gritai-me antes

o que se esconde

dentro da vossa mágoa

é o que eu faço na CasaDeCristal

Grito a minha "alma" perdida

dentro da Vida.

Dizei-me vós criaturas sem Destino

que trilhais o Destino concebido

por nossos inimigos

que agis por amor

contra o amor único.

 

 

Escravos de todos os poderes

quantas lágrimas já vertesteis

no silêncio de vós mesmos

sufocando

arrastando e ocultando a vossa verdadeira dor

incentivando outros

à Criação da "vida"

quando os outros têm e terão

o mesmo destino

que todos nós.

 

 

Não tendes vergonha

de atirar ao mundo

mais almas inocentes

tendo a certeza absoluta

que elas vêm para sofrer?!

Do Nascimento à Morte

será sempre esse

O Seu Destino

igual ao nosso.

 

 

Dizeis-me que o mundo acabará

se não continuardes a persistir

nessa mentira

nessa esperança absurda

de que quem chega vos perpetua

a existência

dizendo ainda amar em consciência

quem virá de novo para sofrer e morrer.

 

 

Apontai-me a felicidade

apontai-me a eternidade

apontai-me a liberdade

neste mundo

dizei-me onde se encontram

tantos bens

mas mostrai-mos de verdade

de contrário

chamai-me louca

mas não seguirei os vossos passos.

 

 

Rangei os dentes de raiva

espumai fel

porque eu continuarei a ver

a verdade que dói

mas me mantém lúcida

e quando por mim vos cruzardes

tende cuidado

porque eu sempre vos gritarei

que enquanto existirdes

nada sois

nem neste mundo

ou noutro mundo qualquer

porque a matéria

sempre vos/nos

aprisionará.

 

 

Sois/somos coisas

muitas coisas

mas a divindade não vos/nos espera

porque simplesmente

não existe

Nós somos a própria Divindade

Presa

Agrilhoada

à vida que geramos em torno de nós

e Dela não queremos saber

não a escutamos dentro de nós

e libertamos o que mais prezamos

porque a entendemos

à Divindade

coisa separada de nós

que só será nossa

se continuarmos a mentir aos outros e a nós mesmos.

 

 

Escusais de inventar mais santos pelo caminho

porque esses são aqueles que como vós/nós

não eram nada

e hoje ou jazem acorrentados

no tenebroso local

à espera de ver tal luz surgir

e por ela se infiltrar novamente

ou

diluir-se com a matéria

a que pertencia.

Eis os vossos sagrados genes

matéria geradora de matéria

não d'Almas (entes)

porque estas sempre existiram

antes Do Existente.

 

 

 

 

 

 

Será que é porque sabeis

disso mesmo

que incentivais

ao aparecimento

de mais sofredores

tendes medo de nunca mais existir

dentro da carne?!

 

 

 

 

 

Não é amor

e sim necessidade vossa

de vos tornardes eternos

por intermédio

de outros

e ainda terdes motivos

para suportar este inferno

onde moramos.

 

 

Mas ó criaturas insanas

desse modo nunca sereis

livres

e sim os genes que vos compõem

o serão

vós não.

 

                      

 

 

                   

que ilusão inútil

que farsa imensa

 

 

 

 

 

No silêncio de vós mesmos

quando a noite cai

ou o dia vos tortura

com as suas insanas loucuras

fruto

de mentes diabólicas

dando e tirando

consecutivamente

as benesses que entendem

e estendem

ao longo do Caminho

da Vida

momentos de prazer e dor

sendo a dor a que mais

prevalece

e em vós fica

como marca inequívoca

da Passagem

por este mundo de ninguém.

 

 

Os risos

esses são sempre os únicos passageiros

muitas vezes nem tão pouco genuínos

e sim artificiais ou forçados

para esconder de vós mesmos

a única coisa que a existência

permite a todos

Sofrimento.

 

 

Se assim não é

então esses serão os privilegiados da Terra

dela vieram, são e permanecerão integrados

sem Alma

O Universo não os espera

pura e simplesmente

porque esses não lhes pertence

a não ser

em mais poeira cósmica que cruza

todos os Espaços criados

em cata de Essência que lhes permite

adquirir Forma

de modo a poderem existir

no agrupamento das moléculas

que convém manterem vivas.

 

 

Não vos atreveis a mentir-me

dizer-me da grande dádiva

não me digais mais

sobre o bem da vida

porque não tendes poder

para me enganar.

 

 

Grito-vos eu

vós mentis

tudo é melhor para vós

do que a perda da existência

de vida em vida

Pensais vós.

 

 

Sabeis a verdade

só que não tendes coragem de a aceitar

é dura e fria esta verdade

que ignorais

e a qual combateis

porque ela

diz-vos claramente

da inutilidade das nossas vidas

diz-vos que nasceis para morrer

diz-vos que de tanto serdes

nada sois

e nada tendes.

 

 

Chegais com nada e é com nada que partireis

nem o conhecimento vincado a ferro em brasa

diariamente forjado na

 

 

 

forja do Destino programado

dentro de vós se manterá

porque na sua maior parte

não faz  parte de vós

foi-vos incutido mais ou menos à força

para vos poder manter aqui

numa ilusão permanente

quando daqui saís

verificais que nem isso levais

apenas e só apenas

vosso sentir

imutável

inalterável.

 

 

 

 

 

Se o soubesteis preservar

no meio de tanto conhecimento adquirido

que só vos serve em e na vida

 

 

depois depois

 

 

 

É no vazio que vos encontrareis por escassos momentos

e aí permanecereis

até retornardes para aqui ou outro lugar qualquer

mas.... voltais novamente vazios

para vos voltar a encher

como se fosseis

taça sem fundo

que permanecerá

sempre fria

vazia.

SintoMe: nada

EscritoPorLazulli lazulli às 23:11
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

fragmentos das memórias que guardam em si o Tempo decorrido atravês dos tempos

 

Nem todas as memórias são completamente aniquiladas nas suas variadíssimas passagens pelos detentores da Roda. Muitas delas por razões várias, conseguem salvaguardar em si mesmas, pequenos fragmentos que escapam ao crivo poderoso de quem está no comando das passagens das existências várias. Mau grado o falhanço destes fiéis carrascos das almas e dos seus poderosos senhores, muitos são os que ao longo das existências, arrastam dentro de si pequenos filamentos mais ou menos longínquos, que acabam por os perturbar ao longo de uma ou outra existência, quando se deparam com algo que lhes desperta por escassos segundos a memória escondida, nas profundezas do seu cérebro. Nestes escassos segundos de um alerta que vem de dentro, a perturbação por mero desconhecimento de si mesmos, muitas e muitas vezes fá-los recorrer a Dogmas instalados, exactamente para os desviar da Natureza da sua Alma Prima (Ente genuíno e preso nas grades que se não vêem, mas que se fazem sentir consecutivamente dentro de qualquer um).

Não tendo explicações "realistas" que os esclareçam, sobre o "déjà vu", partem para mundos desconhecidos, onde pensam encontrar respostas para si mesmos, envolvendo-se em teias tão bem elaboradas que a prisão das suas almas triplica, milhões de vezes.

 

Nesta insatisfação veremos sérios convictos de verdades que não são suas. Vemos iluminados, cientes, ser mais do que qualquer um. Vemos os ditos místicos, envoltos em malhas tenebrosas de astrais e "sabedoria de outros", que dada a conta gotas, os leva à realização de rituais iniciáticos, senão ridículos, enganosos, até porque uma "alma" é única, daí não poder de modo algum sem ser por si mesma, encontrar a sua própria Estrada. Estes eternos neófitos que anseiam atravessar os portais do existente e deste modo atingir o inexistente, acabam sendo atirados cada vez mais para longe de Casa, onde o Retorno-Contínuo, se vai tornando cada vez mais difícil e a absorção da sua essência pela Matéria Inteligente, torna-se pasto fácil para a Evolução da mesma, enquanto o Ente se vai fundindo e dando ao Inimigo Poderosas armas que num Combate Final, jamais servirão seu verdadeiro Propósito. Outros, perdem-se, meios Proscritos nos meandros de "coisas" onde se vão alheando de si mesmos. E finalmente outros, vão ficando sós, mordendo diariamente a sua dor, num silêncio e solidão que nada e ninguém arranca de seus corações doridos. Serão estes, se as forças não lhes faltarem e conseguirem manter-se fiéis à Verdade de si próprios, com Coragem para aceitar uma Natureza que em nada tem a haver com o que conhecem, que provavelmente ainda poderão lutar para regressar à Casa de onde partiram... um "dia".

 

Temos assim, deste modo, estilhaços de luz dispersos por todos os mundos visíveis e não visíveis.

 

Agarrando-se, muitas vezes a fantasias criadas (a propósito) acabam por entrar num turbilhão de crenças e contradições e dar ao Inimigo as armas necessárias para mesmo depois da falha da roda dentada, não saírem dos meandros da nova mente adquirida.

 

Se cada um fosse apenas com Verdade dentro de si mesmo buscar o que é seu, talvez a essência dispersa e ao serviço do Inimigo fizesse a sua luta neste campo de Batalha que é a Terra, salvaguardando a sua integridade de ente e nunca entregá-la por desconhecimento da Verdade escondida, aos seus próprios inimigos.

 

Mas, a Esperança, dos poucos esvai-se por entre tanta incerteza e a sua luta manter-se-á sempre solitária, numa imensidão tão imensa e intensa que um dia desistem de si mesmos ou ignoraram qualquer das verdades que lhes surja pelo caminho. Cansados de lutar pela Verdade/Justiça, tomam partidos que podendo ser certos para o seu ente, não deixam de fazer parte do mundo criado que só o foi para os aproveitar em si mesmo, porque só desse modo poderiam evoluir. O ente, esse, tão tem evolução. É o que é. Mas é exactamente o oposto que lhes transmitem. Ardil tenebroso que Uns em determinada altura, para poderem existir, assim o determinaram, deixando os estilhaços de luz (essa sim divina) à deriva pelo Cósmos. Deste modo, entes doridos, procuram-se e por vezes encontram-se, por entre os prismas de luz que se vai também expandindo numa busca infinita do seu próprio mundo, mesmo tendo consciência que estão num outro que não lhes pertence. Mas não se ouvem entre si, porque já em nada acreditam. Esquecem deste modo que de onde eles surgiram, muitos outros surgiram e assim como eles, esperam e aguardam uma qualquer luz, desde que não seja mais uma luz artificial e sim genuína. Tudo quanto existe, não é nosso. Nem o nosso próprio corpo nos pertence. É mais um amontoado de moléculas vivas que se vão transformando ao longo dos biliões de milhões de séculos, por esse Infinito além.

 

 

Acontece que alguns destes não-privilegiados e sim firmes no seu sentir de verdade, ou porque vêem de demasiado longe onde o Criado ainda não passava de não-criado e a sua existência nem tão pouco fazia parte do Espaço/Tempo ou porque guardou o Amor Universal de que fez parte Antes de Tudo existir e a sua fidelidade e lealdade ao Amor Essência é de tal ordem, que nenhuma Força Criada depois do Caos que se instalou e expandiu e expande, consegue destruir completamente. Meio proscritos nas vidas que nem deles são, porque a deles continua fiel a si mesma num recanto do/s corpo/s que lhe/s vão atribuindo ao longo dos milhões de milhões de anos, não desistem de acumular o seu próprio saber, agarrar como se agarra a vida plena, a Verdade que paira dentro de si. Aqui, estes proscritos alcunhados de variadíssimos nomes, continuam em busca do seu próprio caminho. Daquele, que eles sabem, ser o único que os fará retornar a Casa. E essa longa Estrada.... são eles próprios dentro de si mesmos, sem artifício algum. Verdadeiramente genuínos. São um Nada Tudo de um Tudo Nada. É essa a Sua Natureza. Natureza jamais aceite por quem reverência a existência, como Suprema.

 

E é nesta luta constante. Nesta fuga não de si mesmos nem das suas memórias estilhaçadas, mas das sempre novas/velhas imposições de verdades criadas como únicas, que estes vão relembrando, por vezes dolorosamente, a verdade de quem são na realidade. Vão sabendo que o que lhes impõem nada tem a haver com a sua Genuína Origem.

 

Talvez tenham vindo a ser poucos. E talvez não. O número das Formas geradas é tão imenso quanto os milhões de milhões de anos que separam as existências, não só num único mundo mas também em muitos outros mundos, quer tenham eles a Forma quer a não tenham.

 

Estes verdadeiros guerreiros do Amor e Fidelidade à Sua própria Origem, são sem dúvida alguma os únicos que se conseguirem manter-se longe do que foi Criado, mesmo que inseridos na Criação, porque esta será sempre exterior a si mesmos, um dia terão a possibilidade de voltar a viver de verdade. Voltar a ser. Voltar ao UNO. .... estarão também preparados (já o têm provado nas suas variadíssimas fugas à roda (senão plenamente, pelo menos parcialmente) para Lutar pelo seu mundo. Na verdade é isso que vem acontecendo desde o dito Início, a que os humanos deram o nome de Big-Bang ou Adão e Eva (mas isto são histórias, que a mim apenas dizem o que têm a dizer e não mais que isso... porque eu...penso). A Guerra interminável de Dois grandes Poderes. O Poder da matéria vs O Poder da anti-matéria. A Dualidade existe!

 

Será neste conflito que todos e mais uns tantos e ainda outros tantos de mundos reais mas diferentes, como também os de outras Dimensões e ainda os que pairam por toda/s a/s Galáxia/s., que um dia será definitivamente decidido quem ou o quê prevalecerá neste Oceano Infinito. Se a Matéria Inteligente OU o Ente Essência. Nesse Dia, tudo será definido de uma vez por todas. Ou outros novos mundos surgirão com a evolução e perfeição da matéria já capaz de se recriar sozinha sem ter o intruso em si (o único que ainda a anima e lhe vai permitindo a tão ambicionada perfeição/evolução) ou a essência pura do sentir. A anti-matéria que absorverá os mundos e recolherá em si a essência de cada Ente disperso, onde o Nada é Tudo e o Tudo é Nada. Onde a beleza do Amor Inatingível existirá sem existir, integrada num Azul Infinito onde só existe UM. Um que se reuniu, se completou depois de uma infinidade de Tempo dispersos. Aqui caminhar-se-á sobre cristais azuis de mil cores. Ser-se-á o próprio cristal. Ser-se-á a própria luz. Luz que brinca em amor e verdade e é livre. Partículas finissimas tais cambraias de biliões de cores, que se desdobrarão milhões de vezes sem nunca se desagruparem, como aconteceu um dia...

 

Mas a Guerra existe desde o seu início. Nunca deixou de existir, desde.... As Batalhas são mais que muitas e aqui as armas dos terráqueos por exemplo, são meros brinquedos comparados com o Poder do Ente. Porque este Poder tão Oculto e tão Presente em muitos, aqui e além e ainda acolá e mais além ainda, que ninguém vê, não precisa de nada, absolutamente nada daquilo que conhecemos, para Vencer ou Perder. É essa Força pertença genuína de alguns humanos também. Força temida pelo Inimigo Pensante. Talvez seja por isso que por exemplo este Planeta e outros tantos e ainda outros que não fazem parte de todo desta engrenagem e sim de uma outra talvez mais próxima da Essência, continuem a temer a Verdade e daí esconde-la zelosamente do olhar de todos. Enganam as almas, desviando-as com supostos amores que lhes pertencem. E estas, pobres de conhecimento e verdade, seguem quase sempre as estradas erradas. Melhor fora não seguir nenhuma.

 

 

É por esta pequena exposição do meu pequeno pensamento que provavelmente as próximas palavras escritas, relatarão um facto real, cruzado exactamente num dos mundos por onde muitos de nós passamos.

 

Alguns chamar-lhe-iam sonhos. E serão. Meras quimeras, fruto da imaginação ou das vivências. Contudo o que escreverei a seguir é um desses ditos sonhos intercalado, enlaçado, sei lá, ocasionalmente dirigido talvez conscientemente por uma das partes ou talvez não. Porque a possibilidade de uma criatura humana entrar no sonho de outro humano e juntos vivenciar um acontecimento parado no Tempo, é algo praticamente impossível. Coisa de ficção. Mas eu afirmo que não. Nem mero acidente dos mundos, é. Porque por mais vezes fiz parte do dito sonho de outra/s criaturas. Neles estive. Neles entrei e com eles vivenciei tempos, vidas, criaturas, etc... Não interessa aqui saber como e porquê. Importa sim, neste caso para mim, a vital importância de uma memória que tem várias memórias, que completam o puzzle de um ou mais Entes, pelo menos de Dois, é Certo. Os tais fragmentos que passaram na Roda do Destino, sem que este tivesse tempo de lhes esvaziar a memória, para a próxima vida..... e este acontecimento em 1997, permitiu-me mais do que a "descoberta" de estar no sonho de outro, de algo que me era e é imprescindível, para continuar na mesma Estrada de regresso a Casa.

 

Claro que este pequeno excerto não mencionará aqui nem o antes, nem o depois, nem tão pouco o porquê. Mas, de certo modo, vincado, prolonga-se por toda as CasaDeCristal, fragmentos desta história verídica, bela, mágica, mas, ainda sem fim à vista. Talvez um dia no tempo, quem sabe.... Os corpos guardados dos meninos que dormem à eternidades, sob o lago, sejam despertos ou haja condições para ingressarem nos corpos que são realmente seus e que em tempos estariam, possivelmente à guarda do Olimpo.

 

 

Seria um passo de gigante para o retorno de ambos e a busca ter um fim.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 02:07
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

O Terceiro Ramo


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Da estranha e frondosa Árvore, dois ramos floriram e secaram restando o terceiro ramo o combatido e oculto pela pujança das flores dos dois anteriores, que tinha sido o primeiro local onde tudo começara.


No entanto, estes dois, secos, estéreis, por falta de credibilidade da alma, pela promiscuidade assumida e mal disfarçada, deixam à vista desarmada aquele que cresceu lenta e persistentemente nas areias do deserto, antes vistoso. Quase intocável. Afinal, a larva protegida, lembrando memórias antigas do local onde pousou, multiplica-se pelo mundo, mais do que os dois anteriores que tiveram o seu tempo, o seu momento e o seu reinado, sobre os homens da Terra. É esse que a Árvore Mãe utilizará para que as suas raízes permaneçam por mais mil anos. Nem mais Roma nem Judeia é o tempo de Romeia . (romã)


Quem se chegará à sombra desta ramagem que desponta no inverno do mundo?! Todos! De um e de outro modo, todos confluirão para o centro para serem aceites pelo deus único. E, serão! Pior de tudo será a possibilidade do 4º Poder. A unificação dos três num. Mas mil anos passará, antes de isso acontecer, se até lá nada se quiser fazer. Todos aqueles que antes se abrigavam crédulos sob a sombra dos dois ramos dominantes, hoje secos, a precisarem de ser substituídos, abrigar-se-ão, sem pejo algum, nas ramagens que aí estão. Venderam-se ou fraquejaram um dia... voltarão a fazê-lo e lutarão sem grilhões de espécie alguma aparentemente longe das religiões e das políticas que albergam os três, em um. Como actuará ou sob o que actuará o terceiro ramo?! Sobre o que de mais sórdido tem a alma humana; a ambição da diferença, o poder dos escolhidos! - Mas não se estendia já a frondosa árvore e os seus tentáculos, ao mundo inteiro?!  - Não, totalmente. Apesar da infinidade de folhas, de variadíssimos tons, da frondosa, espalhadas em todas as direcções da alma carente de verdade, ainda existem muitos puros que não sabem que são puros e estão ao serviço da Árvore que tudo comanda na lei e na ordem, da desordem da alma. Mas a Árvore, sabe. Conhece-os! E, há-de persegui-los para sempre! Até os ter em si! daí... Estava predestinado que assim seria, caso falhassem os dois ramos anteriores. E, falharam. Chegou a vez do terceiro ramo. E o primeiro transforma-se no terceiro. Falta cumprir-se o desejo da Terceira PedraNegra. A única que pode ser vista enquanto as outras Duas continuam ocultas. Portanto não expandiram ainda o poder que delas emana, por estarem ocultas ao olhar humano. Daí ... o Perigo de um futuro 4º Poder. ... e a humanidade nunca mais será livre ... se não entender. Se não destruir as pedras negras, guardadas zelosamente nos três locais da Terra, onde fiéis se arrastam em torno do mal que os aprisiona e os faz manterse eternamente na Terra. Longe, muito longe da Sua Origem Cósmica. A única que é pertença de si mesmo.


Tem a ver com gente?! De que lado se situarão?! - Não propriamente. - A meu ver deviam ficar unicamente do seu próprio lado. Ser únicos! Manter a Essência que lhes habita o Ente. E só por ela lutar. Unicamente. ... longe das pedras negras guardadas a sete chaves nos redutos mais visíveis do mundo.


Quem combaterá o último e terceiro ramo?! - Ninguém! Porque todos estão por e com o mesmo. A mesma lei interminável de intolerância. De ódio. Destruição. De subjugação humana, onde o poder continuará concentrado, nos mesmos. Com outras cores. Com outras bandeiras. Mas com os mesmos dizeres. Recuam no tempo e a lei ortodoxa  volta de novo, a primeira lei instituída à chegada, como se nada tivesse sido feito, o tempo todo. Como se todas as batalhas tivessem sido inúteis ... tudo planeado ao mais ínfimo pormenor, para que o controle nunca lhes seja retirado.
(O Universo chora a sua perda eterna. A sua essência estilhaçada por todo o lado. Por cima, por baixo. Aos lados do que existe e não se vê.)


Porquê?! - Porque são quase todos da mesma cepa. Ou pretendem pertencer à mesma cepa. Por isso tudo aconteceu, acontece e vai continuar a acontecer no mundo. E o mal perdurará para Sempre. Eternamente. (talvez um dia ... a essência e a matéria se defrontem e aí ... um dos lados vencerá a Grande Batalha Cósmica que teve início na Junção de ambos, separando desse modo ... as águas que tudo consomem.)


Os combatentes e os combatidos, são diferentes?! NÃO! São todos o mesmo! São feitos de "duas "Matérias" Diferentes. Se bem que sirvam, praticamente, unicamente uma delas.


Uns ainda, tentando levar a água, tanto ao Primeiro como ao Segundo ramo, consoante os seus insignificantes interesses de domínio, perante quem os fez nascer. De exposição. Mas render-se-ão. Para tomarem para si uma vivência fácil e duradoira, na submissão. (desse modo alcançam a reles eternidade)


Então, quem sobra, para impedir a Nova Catástrofe dos mil anos seguintes?! - Os puros. Os leigos. Os nada. Os pagãos verdadeiros! Aqueles que nunca se abrigaram de baixo de nenhum dos ramos da Árvore posta no meio do Paraíso. (que não se abrigaram de modo algum e mantiveram a alma intacta longe dos ramos principais e das folhas que estão sempre deles a cair e... se espalham em todas as direcções. Difícil resistir. Difícil não tropeçarem nelas devido à sua enormidade. Mas... o Ente reclama consecutivamente a Própria Origem e... por entre a Dor da Consciência... doridos... se vão desviando. E... alguns conseguem não serem cobertos pelas ramagens, pelos ramos, pelas folhas e .. até pela Poderosa Árvore que a Todos Comanda.


São muitos esses?!

 

 

- Não sei! - 

 

 

(quem tem entendimento que entenda o que diz a pequena pessoa)

SintoMe: esclarecida na Terra sobre o antes, o depois e o agora

EscritoPorLazulli lazulli às 10:09
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Utilização Indevida de Textos da CasaDeCristal

O Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra, tem publicado um Poema da CasaDeCristal e de minha autoria, em duas páginas, onde numa delas é utilizado o poema como "Chamariz" para um convite de algo que não percebi. - portanto publicidade.

 

Dei conta desta ocorrência acidentalmente e fiquei bastante perturbada. Indignada. Enfim, completamente irritada com o Abuso dos Direitos Autorais.

 

Não concebo a ideia ou aceito que seja quem for utilize o que não lhe pertença e ainda por cima não exemplificando bem que o que utilizou não é de sua autoria e sim da autoria de outra pessoa.

 

Tomei já algumas medidas. Mas, mesmo assim, para que tal não volte a acontecer, achei por bem escrever um AVISO mais claro a quem pertender Usurpar os meus escritos.

 

Só peço perdão às pessoas de Boa Índole, pela minha "agressividade" perante este facto ou nova descoberta. Mas, evidentemente não é para essas que estou a escrever isto. E, sim para quem circula por aí à cata de ALGO que os torne credíveis.

 

Infelizmente vivemos num mundo onde muita gente se faz passar pelos outros. Muita gente sem escrúpulos de espécie alguma. Normalmente apresentam uma faceta de "beleza" com imagens ou escritos, que não correspondem à sua própria pessoa. Usando e abusando da Boa Fé dos outros ou daqueles que realmente falam com alma.

 

 

Incapacitados de o fazer e para tentar chamar sobre si mesmos o maior número de atenções, evidentemente, que se vão valendo com o que vão encontrando, que lhes pode possibilitar apresentar uma "alma" que realmente não têm.

 

E aqui os lezados, são sempre aqueles desprevenidos que têm algo que atrai a cobiça de um mau carácter.

 

Como se não existisse lei (e se calhar até têm razão) vão surripiando habilidosamente aquilo que não lhes pertence.

 

A net é propícia a isso. Já tinha ouvido falar. Parece que chegou a minha vez de sentir esta impotência e este amargo de alma. Acho que estou com raiva. Raiva pelo Descaramento. Pela ousadia. Pela Despudor.

 

Não. Não sou, jamais fui egoista. Tudo o que tenho Dou. Na vida sempre foi assim. E, não deixarei de ser. Dou-me gratuitamente. Muito de mim. Tudo até. É uma verdade a que nunca consegui fugir. Uma Natureza própria. Podem até roubar-me, que eu nada farei ou sentirei.

 

Mas... quando toca em mexerem indevidamente nas minhas palavras, aí... eu não respondo por mim. É mágoa a mais o que me fazem sentir. E por muitas razões que não vou poder explicar. Mas, os que têm acompanhado a sério a CasaDeCristal, com certeza entenderão o que sinto neste momento.

 

Mas, resumo numa palavra simples: O que eu escrevo, para mim é SAGRADO. Tão Sagrado, que eu não concebo que seja utilizado para outros fins.

 

Não quero os meus textos fora desta Casa. Não quero!

 

Expus o meu sentir. A minha Alma. Muita coisa aos olhos de quem quis. Fi-lo de livre e espomtanea vontade. Fi-lo até por AMOR. E, muito me custou manter a CasaDeCristal. Fazê-la sobreviver. - Mas não foi para virem aqui, como se a CasaDeCristal, fosse terra de ninguém e pegássem, assim sem mais nem menos. Não! Isto tem um rosto. Uma pessoa. Um ser humano. Não é VIRTUAL! Eu existo! E a CasaDeCristal existe porque eu existo. Porque se não existisse, a CasaDeCristal não existiria. Portanto desengane-se quem julga que isto é terra-de-ninguém.

 

Foi uma luta muito dificil. "afastei-me" temporariamente de uma ou duas pessoas, que sem o saberem ainda, foram responsáveis por eu ainda aqui estar. Por elas e pelo seu carinho e dedicação a mim, completamente desinteressada, a CasaDeCristal está viva.

(por falar não me esqueci - lembro todos os dias das duas pessoas que em muito contribuiram para eu regressar a mim. Z e A) falarei com vocês na altura certa. Obrigada por tudo.

 

Agora que eu tentava escrever. Tentava reaprender a escrever e mantinha a CasaDeCristal neste impasse. ... Eis que a Surpresa mais Desagradável que tive, surge-me perante os olhos, no Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra.

 

Estou revoltade. Nem consegui dormir direito. Inscrevi-me. Denunciei junto das pessoas competentes o Blog. Enviei mails. Mas para mim não chega para me acalmar.

 

Eu quero o que é meu devolta. Quero os meus escritos de volta ao seu habitat natural. É daqui que eles são. É aqui que eles pertencem.

 

Fora do seu contexto. Fora da sua casa. Perdem a Vida que tranportam. Por isso eu os quero aqui.

 

Tanto é, que, num comentário inocente, no dito blog as minhas palavras foram completamente perdidas do seu verdadeiro valor.

 

Por outro lado, apesar do link numa das páginas, porque numa outra, a da publicidade, nem link tem, isso não esclarece devidamente quem ler. Tanto não esclarece que o comentário inocente de uma comentadora, assim o demonstra.

 

Não chega o link para deixar claro que aquele texto não é da Dona desse Blog. Muito pelo contrário. Facilmente qualquer um pode eventualmente pensar que a Dona de um Blog é a Dona do outro Blog.

 

Sinto-me duplamente atingida. Eu não quero e não gosto de me passar pelos outros. E não o faço. Mas também não quero que os outros se façam passar por mim. Não o vou permitir.

 

Só espero que este incidente seja isolado. Acidental e único.

 

Daí escrever isto tudo.

 

Cedi em tempos um Poema meu a um Blog. A sua Autora (correctissima) veio aqui pedir-me. Apesar de ter muito zelo pelos meus escritos, sedi-lho de Boa Vontade. Aindfa hoje está no seu Blog.

 

Mas eis aqui a diferença entre uma pessoa séria e uma pessoa nada séria.

 

A pessoa que me pediu autorização que eu concedi, além de cumprir com as Regras dos Direitos Autorais, devidamente expresos do lado direito da CasaDeCristal, Pedindo-me autorização para o fazer, ainda no seu blog, cla<ramente, além do link que direcciona para aqui, diz quem é a autora do Poema: lazulli.

 

Pois esta senhora, não cumpriu com as Regras dos Direitos Autorais, pois não só não me informou como ignorou os Direitos aqui escritos e usou o que escrevo, permitindo largas à imaginação de quem quisesse ou inocentemente me viesse a confundir com ela.

 

Eu sou inconfundivel. Todos nós quando somos nós mesmos somos inconfundíveis.

 

Apesar do grande erro que comete, não assina-la devidamente a diferença. Com excesso de confiança do seu acto, num outro post o da publicidade, para levar as pessoas a um encontro qualquer, nem link, nem nada. fica logo a cima do convite em letra miuda. (até parecia as letras dos contratos de seguros.

 

Pois bem, perante tudo isto, o meu primeiro uimpulso era o de vir ocultar a CasaDecristal aos olhos de todos. Depois, ouvi alguém e... talvez não. Não é deste modo que combatemos os maus carácteres do mundo.

 

Daí estar a escrever tudo isto. Eu ... ainda não sei bem. Mas... quita não vou ficar. De modo algum.

 

Para terminar (se alguém teve paciência de ler toda a minha revolta e desabafo, quero Informar que a grande parte da CasaDeCristal além de estar protegida pelas regras da web (só espero que elas funcionem) vamos ver: Também está protegida pos Direitos Autorais Na IGAC - O Pequeno Poema que foi retirado daqui faz parte de um livro "Vestígios Longínquos" Registado na Sociedade - Do conhecimento que tenho, estarão protegidos os escritos durante 70 Anos. - não podem ser utilizados por ninguém a não ser que eu autoriza a sua Publicação.

 

Ora neste caso não Autorizei nem tão pouco fui informada (agora só espero que a senhora, além de pedir desculpa (se não teve más intenções) retire os meus textos do seu blog.

 

 

Finalizando:

 

Toda e qualquer pessoa que por qualquer razão quiser utilizar o que eu escrevo, deve ter em atenção os Avisos do Blog CasaDeCristal sobre Direiktos Autorais. Se for muito importante para ela, agradeço muito que me contacte antes de tomar este tipo de iniciativa. Não sou tenhosa. Sei ser compreensiva. Mas, tudo de um modo correcto

 

Obrigada a Todos quanto leram

Aceito sobre este assunto qualquer ajuda ou Esclarecimento, que me queiram ou possam dar.

 

Despeço-me ... triste

 

 

(Ao terminar esta explicação/desabafo, recebi a resposta da Administração daquele serviço. E, respiro de alivio neste instante. Foram Rápidos e eficientes. Enviei-lhes o que me pediram e aguardo agora a resolução deste desagradável incidente. Que estou certa, com base no que me escreveram que irão resolver o problema. Sinto-me grata e confiante. E agradeço à séria Administração daquele servilço. Afinal, a NET tem Regras. Afinal a Net tem leis) nem tudo está perdido.)

 

Só voltarei a falar do assunto para agradecer (assim o espero) è Informar da Resolução do problema. Fico melhor.

 

O meu Obrigada, a Todos

 

lazulli

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:35
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

HumanidadeEscravizada (XXXIV)



Mas tu que me lês podes ajudar a acabar com a mentira que nos envolve a todos, explicando melhor do que eu esta trama diabólica do mundo onde estamos inseridos. No futuro, outro virá que o fará melhor do que tu ou eu. E, como elos de uma corrente de ferro, atravessando os tempos e as resistências, cada um de nós será a vontade do outro aperfeiçoada, até que a verdade venha a ocupar o lugar que a mentira ocupa hoje. E, com a hipocrisia abolida de uma vez por todas, a nossa coragem e dignidade retornará, permitindo finalmente à humanidade o cesso à verdade escondida, que levará o Poder a cair de vez. E, assim, acabar-se-ão opressores e oprimidos, bem como também a miséria física e espiritual. Quanto muito existirão duas facções bem distintas que se de gladiarão honestamente e não esta mistura de matéria e mentes que nos confunde a todos e onde ninguém sabe quem é quem. Até pode demorar o surgimento desta verdade tão procurada, mas acredita que valerá a pena para todos nós porque se tivermos que regressar de novo a esta existência miserável, teremos mais oportunidades de sermos verdadeiramente humanos.

 

Para que um dia venha a ser possível transformar o mundo num sítio onde o sofrimento humano não tenha mais lugar, mais vale prevenir do que remediar. Daí que devamos preparar-nos no combate à falsidade, começando por falar sempre a verdade em todas as circunstâncias da nossa vida. A nossa dignidade acima de tudo e de todos. Com a nossa dignidade conquistada, teremos a possibilidade de nos vir a cruzar com outros seres humanos, onde os verdadeiros valores humanos não têm dono nem são obrigatórios. São naturalmente nossos. Não precisaremos de leis ou mandamentos redigidos por outros, para termos um comportamento social correcto, a partir do momento que já nascemos com leis e mandamentos inerentes a nós próprios e ao mundo que representamos. Assim, não mais será fácil, para eles, corromperem-nos e transformarem-nos em amostras de gente. Pedaços de carne viva que deambula pela Terra unicamente em busca de alimento, para sua própria preservação, lutando consecutivamente pelo modo mais fácil de obter aquilo que nos mantém vivos, sem pensarmos que este é um período muito curto da nossa verdadeira existência e que, se não fizermos mais do que temos feito até aqui, seremos sempre aquilo que não somos. Carne. Unicamente carne viva, para poder criar mais carne, de modo a permitir e assegurar a expansão dos genes que transportamos dentro de nós. E há tanto por onde podemos começar, para impedir esta transmissão de genes, que nos tem vindo a reduzir a essência de que somos realmente feitos, que nem precisamos de aprender como o fazer; basta que, quando estivermos perante alguém a quem necessitamos dizer a verdade do que nos parece, faça-mo-lo imediatamente, não permitamos que a ética social e religiosa nos impeça de falar sempre o que pensamos traindo assim o nosso ser, porque se o não fizermos ficaremos mal connosco e com os outros. Se não nos sentirmos dignos de nós próprios não nos sentiremos dignos de ninguém. Além disso, este desinteresses por nós próprios, far-nos-á mergulhar numa apatia em relação ao mundo que nos cerca e o nosso desinteresse não nos permitirá lutar por um mundo melhor do que aquele em que vivemos. Continuaremos a ver as injustiças do mundo como se não tivéssemos capacidade alguma de acabar com elas. É preciso acreditar, ter força e começar a agir, porque querer é poder. Se nós quisermos podemos mudar o que está mal. Qualquer um de nós. Se temos conseguido manter a evolução da vida, neste Planeta, criando novas civilizações com base na nossa persistência e sacrifício, também conseguiremos fazer um mundo melhor para todos. Basta, todos juntos, querer uma coisa destas. Nada nem ninguém nos conseguirá impedir. Construamos um mundo novo, porque o que temos actualmente só nos tem vindo a fazer mal. Não somos assim tão insignificantes como nos tentam fazer crer, muito pelo contrário. Temos a luz dentro de nós, só precisamos de a deixar brilhar. Só isso. Se todos eles são de uma única cor, nós não temos forçosamente que ser a sua cor, porque senão deixaremos de ser “nós” para passarmos a ser “eles” e quem vai perdurar e viver a tal eternidade de que muito gostam são eles e não nós. Estamos a dar-lhes de bandeja a nossa imortalidade e a trocarmos a nossa identidade; se continuarmos a permitir isto, nada sobrará de nós, nem na vida nem na morte. Muitos de nós já caminham dificilmente, lamentando este momento, mas podemos ainda retomar o que é nosso indo buscar o que nos pertence a cada lei absurda, a cada ideia descabida, a cada pensamento. Não temos que aceitar mais lei nenhuma ou vontade, seja de quem for, que não seja unicamente humana. O que quer dizer, que se alguém pretender matar, mesmo que este matar tenha carimbo oficial dos governos, nós não devemos deixar que isso aconteça. Somos milhões e eles meia dúzia. Basta nós não querermos mais mortes sem sentido, e elas não existirão mais. Munindo-nos do nosso poder interior, usaremos tudo quanto estiver ao nosso alcance para os impedir. Mesmo que seja pô-los a todos fora do lugar que ocupam e substituí-los por outros, que pensem de facto em preservar o ser humano, não em aniquilá-lo como tem acontecido até aqui. Se pretenderem subjugar-nos, impondo-nos leis materiais para nos controlarem, não as aceitemos. Se as crianças não forem devidamente protegidas pela lei, como se fossem meros brinquedos para serem utilizados de modo vil seja por quem for, não o devemos permitir de modo algum. Se uma qualquer religião nos quiser impor um mandamento novo, devemos desprezá-lo, porque isso é o mesmo que dizer-nos; que só através dos seus mandamentos conseguiremos ser humanos, quando é isso mesmo que somos desde sempre, etc., etc., etc. É só ficarmos sempre atentos ao que eles fazem ou pretendem fazer.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:08
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Humanidade Escravizada (XXXIII)




Muitas e muitas vezes criticamos vil e ferozmente um outro ser que sofre como nós as agruras da vida. Como temos sido idiotas e imbecis. Transformaram-nos em monstros e nós deixamos, comparticipamos e partilhamos, somos realmente o que eles dizem, povo, leigos, incapazes de nos gerir sozinhos. Mas os que nos gerem e que fazem as leis morais e materiais, que dizem que nós temos que cumprir, são melhores que nós? É que, neste seu mundo perfeito, cheio de agonia e prisão, com as suas leis feitas para carrascos e não para o verdadeiro homem - que é aquele que sente e ama -, foram muitos os massacres que fizeram e continuam a fazer ao longo de todos estes anos de História obscura, onde tudo se perde e à qual muito poucos têm acesso. E os privilegiados que detêm este Poder entre mãos, continuam a fazer deste emaranhado de mentiras históricas um nevoeiro impenetrável para quem ainda pretende que se rompa as trevas e se faça luz de verdade sobre a humanidade. Mas o Plano, ou melhor, o Grande Plano, é mesmo grande e todas as portas estão fechadas ao entendimento. Mas não estão fechadas por suposta intervenção divina e sim por mortais comuns que querem deixar de sê-lo. Pelo menos enquanto por aqui conseguirem andar. Assim, o conhecimento continuará a ser pertença de meia dúzia, que continuará a comandar os destinos da humanidade e nenhuma força cósmica terá poder para desfazer o que já está feito e continua a ser tecido em antros secretos do conhecimento. E o conhecimento continuará a servir o que nunca deveria ter servido: O Poder. Abriram-se as portas da verdade, mas só lá entrou quem pôde não por direito universal, mas por direito galáctico ou terráqueo. Quem são estes senhores da Terra e dos homens que ousam mentir tornando este mundo no seu mundo, que fazem leis que todos temos que cumprir, gostemos ou não gostemos delas e nos impedem de sermos nós próprios? Aparentemente, foram feitos do mesmo material biológico que nós. A sua origem na Terra também parece ser a mesma mas, os seus actos são inumanos e irracionais. Indiferentes em relação ao seu semelhante, faz pensar se sob esta capa de aparentes mortais não se esconderá uma outra raça (e até talvez de um outro mundo) que possa estar entre nós desde há pouco ou muito tempo ou talvez mesmo, desde sempre. Cruzámo-nos com eles diariamente e vemo-los Senhores do Mundo, com pactos intermináveis de Poder, para manter secreto o que nunca deveria ter sido: A Origem e o Destino do Homem. E eu continuo a investigar pobremente a verdade, sem tempo e meios para a fazer aparecer. Como provar tudo isto? Como mostrar claramente a verdade? E quem estaria interessado em saber quem são, de onde vieram aqueles que nos escravizam e há quanto tempo estão eles entre nós? É irrelevante para eles o que eu sei, o que eu penso e o que eu sinto. Eles sabem que não é de modo algum suficiente para pôr os outros a pensar e a procurar. Por isso o seu Plano, comigo, nunca estará em perigo. Embora ainda queira acreditar que a verdade é una e única, por enquanto a única verdade de que tenho a certeza é que tudo isto é uma grande mentira. Uma mentira tão grande quanto o mundo.

 

 

SintoMe: na Força Da Natureza

EscritoPorLazulli lazulli às 10:19
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

... cega ...

(sentir de um momento de 2008)

 

 

Aqui estou. Ainda aqui permaneço até ter consciência absoluta do que tudo isto representa para mim. Se este mundo é ou não diferente daquele que sempre defrontei com medo mas com resistência. Sobra-me uma dúvida estranha... o que é que este estranho mundo tem para me subjugar deste modo. Aquilo que para os comuns é normal a mim sempre em cata de explicações, não estou convencida da ser inofensivo dizem-mo os meus sentidos quando meus olhos se cruzam com pedaços de almas à deriva.

Tem magia sim, mas a magia é um mundo de encantamento que arrasta consigo o androgino mais poderoso, mais eficaz, mais capaz, mais tenebroso. Aqui são as almas que lutam. Se degladeiam até à exaustão. Parece um mundo diabólico onde as almas se desapegam dos corpos e com pura inexperiência, atiram-se à deriva no encanto dos sonhos sem suporte.

Não existe consistência neste mundo. E assim como assim, aguardo um melhor entendimento. Talvez quem sabe encontre um motivo, uma razão, uma motivação, para aqui permanecer. ( De lá para cá, o que encontrei eu?! O motivo a razão?! O mais provável é coisa nenhuma. ... mas o encanto continua. Deixá-lo ir, pra ver até onde consegue ir. )

 

tudo o que penso

paira no meu cérebro
incapaz de se revelar
de se manifestar harmoniosamente
preenche-me o não sentido
à cata de palavras quando nunca precisei

conspurco-me com a sabedoria de quem mais sabe

onde está a minha verdade?!

desconfiança
total desconfiança
é o que eu sinto
procuro saber

porquê
neste preenchimento constante

não meu

mas hei-de recuperar

hei-de lutar

por mim

pela minha alma

pelo meu ente

pela minha verdade

de ser

... e hei-de conseguir.

 

 

NOTA: estes pensamentos referem ainda um sentir passado. ... lentamente tento voltar a escrever. porque quero. porque gosto. porque me faz bem. se o vou conseguir ou não... trazer a linguagem da alma à luz, falta-me saber. mas é exactamente isso mesmo que estou a tentar saber. conseguirei ou não escrever?! logo, logo, se verá!

 

BemVindaLazulli, DeRegressoACasa

 

 

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 01:11
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RegistoDoTempo

(...registada fica a eterna busca iniciada antes da Formação do Espaço/Tempo...)

 

CasaDeCristal ... se um dia existires mesmo eu não existindo ... reconhecerás cada letra e todas as palavras que elas formam tornando-se temporais na sua intemporalidade nestes tempos que compõem o próprio Tempo ... aguarda zelosamente encoberta em cristais azuis por uma chegada SemTempo ... como AntesDoTempo.

 

 

 

 1995.1.maio



Queria esquecer quem sou. Queria esquecer que existo para sempre, onde nunca mais houvesse um ressurgir de mim. Queria partir para o vácuo inexistente do outro lado do universo entrar no tal buraco fechado e poder-me extinguir. Queria deixar de existir. Quem sou eu e quem és tu que existimos nesta dor infinita da existência e o que fazemos ambos aqui? Criamo-nos para quê?! Porque sonhamos em despertar quem dorme no sonho da vida e fizemos uso do nosso não ser, resolvendo lutar por mortos inúteis que nunca deixarão de o ser. Torturamos o nosso mundo com a nossa dor e ficamos presos sem poder fugir. Entreguei-te um dia nas garras da matéria e pensei que te resgataria também um dia. Mas hoje que o tempo já foi grande e imenso eu sucumbo contigo na tua dor infinita e morro sem morrer nesta vida finita. Perdoa-me de onde podes me ouvir como eu te ouço, provocando um no outro esta dor sem limites que nos mantém vivos sem querer e mortos para morrer. Pode ser que um dia o tempo venha a acabar e alguém se lembre em nos libertar de um modo ou de outro. Pode ser que o universo um dia mostre o seu reverso e aí também pode ser que possa te olhar de frente depois de milénios de dor. Eu sei que estás vivo algures. Preso como eu neste universo duplo. Não devíamos ter partido nunca de nosso mundo. Não devíamos querer ajudar ninguém. Amar-te-ei até ao fim ou princípio de todos os tempos e eras. E, se for possível, nesta nossa divisão penosa, pode ser que me sobrevivas pelo menos tu e não fiques mais tempo preso à minha espera. Procuram eles os desaparecidos mas não creio que os vão encontrar neste mundo. amor ... se eu puder, eu morro porque não consigo suportar mais esta dor. Só queria poder saber de algum modo que para ti é possível o regressar. Eu sei que também não me abandonarás. Mas um de nós tem que poder partir. Um de nós tem que sobreviver à vida e morte deste ou de um outro mundo qualquer, porque o nosso mundo também sofre a nossa ausência. Também sofre a nossa perda. Enganamo-nos amado meu, enganamo-nos. E ... passamos a ser dois. O tempo que aqui tenho agora é limitado; daí que espero um dia ter uma ínfima oportunidade para alguma coisa. E tu meu amado senhor, onde estarás tu a esta hora e neste momento. Onde será que caís-te? Eu sei que também não queres me abandonar, mesmo não sabendo de mim. Mas estamos sozinhos, mesmo incompletos, um de nós tem que regressar. Deixa-me partir ou parte tu. Liberta-me do meu compromisso/nosso para que te possa libertar também a ti. Eu não consigo resistir a esta forma. Eu não consigo não me entregar um dia. Pouco a pouco, sinto consumir a essência. Eu falhei e sei que tu estás escondido. (noutra galáxia?! nesta mesmo?! ou mesmo em nenhuma?!) Porque esperas?!... Um dia, vão-te encontrar também. Não esperes por mim. Eu já não sou. Tenho esperança que fique gravado no Tempo, o meu eterno amor por ti e que de algum modo a ti chegue, para que possas recordar o que nos uniu eternamente. Sei que chorarias sobre o meu túmulo, todas as lágrimas que eu chorei na minha procura infinita. Sei que o farias. Sei que tentarias mudar o curso do mundo e retornar a pôr tudo no seu lugar. Mas será tarde, nesse dia. Nesse dia, eu não estarei em parte alguma, onde possas me encontrar. Não me recordo se do nosso mundo, alguém podia nos amar assim e tentar nos libertar. Nem isso sei. Já não sei nada!

lauremavstaudus lazulli

 

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Só eu leio este post lazulli às 10:22 |
Sábado, 23 de Agosto de 2008
...

 

lazulli às 00:28 |
...

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lazulli às 00:25 |
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lazulli às 00:23 |

Foi Publicado em: Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

EsteFoiOÚltimoTextoDosAnteriormenteColocados.EstavaEsquecidoEmesmoAssim,CreioQue"PerdiUm"

APartirDaquiSegueUmaNovaFase,Talvez Com: EstilhaçosDe... Ficção

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:41
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

máscara mil


 

 

Diz-me a vontade para continuar

A verdade diz-me não valer

a pena

O mundo diz-me que tudo está para acontecer

Eu digo

Não sei o que fazer.

 

 

 

 

Depois de vaguear sem rumo certo

À deriva

Por caminhos possíveis de percorrer

A verdade procurada chega numa frase curta

Inesperada.

 

O cair

Da máscara.

 

Livre de fantasmas inúteis

Sem sentido

Interrogo o tempo perdido.

 

Questiono agora a vontade e o valor

Já que não existe necessidade

Desta verdade.

 

Tudo seria fácil e simples

Por vontade nobre

Se ela existisse

Mas a máscara

Oculta O Pérfido

Uma dissimulação de nobreza

Descoberta.

 

Coisa assim

Não tinha como impedir

A CasaDeCristal existir

E o Oculto Revelado

Surge inesperado

À alma de todos os tormentos

Provocados

Numa máscara

Mil.

 

Se a máscara não existisse

A CasaDeCristal

Ter-se-ia mantido ou desaparecido

Ou mesmo

Nunca teria existido.

 

Para sempre oculta a todos os olhares

A todos os sentidos

Segredo dela

Do universo que os escreveu

Junto com ela

Numa indescritível sintonia de Amor

De presença eterna

Amor verdadeiro.

 

Por maldição ou ingenuidade

Ou por desconhecimento

da existência de máscaras

Vacilou com tudo

Todos

Perigou o mundo à sua volta

Sem vontade própria

Mergulhou no limbo profundo

Deambulou cega

Fugiu da luz

Nas trevas mergulhada

Por castigo da sua não-culpa

Tinha que encontrar

O caminho de regresso

E encontrou

No fim dele

A máscara mil.

 

O Universo chora

Chorará o homem

O Universo

Enganado.

 

Como lidar com o Sentido

Que não é sentido

Como lidar com o Saber

Que nada é

o que parece ser

Como perceber se vale a pena

depois de Nada valer a pena

Como entender.

 

Resposta rápida a mim espero

Se sem valor ou interesse

posso e devo continuar

a dar forma ao meu pensar

E com ele

Olhar as letras azuis

e ficar tristemente feliz

por me ver

em todas elas

Apesar de não existir mais razão para existirem

ou não existirem

Não e Sim

Sim e não

Daria a sua anulação.

 

Mas deixaria a minha alma de existir

Ou o meu ente

O meu ser

A minha genuína verdade

O meu entendimento

do mundo e das coisas do mundo

ou de mim mesma?!

Não! Continuará

a ser imutável

Manifestado ou não

Continuará a existir

enquanto da existência fizer parte

Por isso

Talvez

Continuar a dar forma à minha própria alma

e aqui a deixar pousar

Apesar de saber

de nada mais importar.

 

Viro o rosto oculto pelo rosto que me cobre o rosto

e olho o indecifrável Passado

Viro-o de novo na direcção do Futuro

Mais do que indecifrável

Vejo-o vago

Olho o Presente

O eterno Presente de tudo quanto É

E sinto mágoa

Apatia

Ausência minha

que unifica o Passado e o Futuro

num só Presente.

 


EscritoPorLazulli lazulli às 10:59
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

mãos que se movem

 

 

 

... ontem e hoje

 

 

 

 

 

 

... nas pregas do tempo

 

 

 

Por vezes, muitas vezes, mais vezes do que o meu ser desejaria, sinto a essência das palavras escritas ou faladas. Sinto-as em mim em toda a sua plenitude. Penetram-me as células vivas, num constante rodopio que magoa o Ente, envolvendo-me a "alma", ferindo-a, de mil tormentos inexistentes. Sinto-as tão fora do Tempo e do Espaço, pertença de uma outra dimensão do Tempo, que mesmo eu e seus autores, desconhecem a origem, de onde emanam, estes laivos de luz e trevas, de tão perto e tão longe que estão, das mãos que as transportam, desse mundo mágico, para este mundo real, materializando-as, infinitamente e inconsequentemente. E, elas, cortam como gumes de lâminas afiadas, no mestre dos mestres dos ferreiros, mais experimentados do Universo. A cada golpe um nove golpe que dá ou rouba a vida, de quem as sente e por elas é absorvido ou as observe. Não sabemos, que as carregamos levemente, para que atravessem o Tempo e cheguem com todo o seu poder, toda a sua mensagem, ao mundo mortal dos infelizes imortais, que não têm defesa, perante Poder tão brutal, criado nas suas próprias forjas do Tempo Perdido, mas ainda não completamente Esquecido, por... uns.

 

Eis uma delas. Completa. Plena. E o sentir humano já se manifesta ou tenta manifestar no divino que se esconde perpetuamente.

 

Recua... com vontade morta de regressar a estas armas que de um canto, paradas, silenciosas, numa quietude movimentada, clamam com esta voz de longe que veio de perto, à realização do necessário justo, do valoroso valor da verdade.

 

Desvio o olhar e, tento que os escassos segundos deste tempo, recuem quanto possam, até ao momento da plenitude da palavra. Por ser verdade. Por ser vontade. Misto de humano e divino que se esvai, numa dor lenta que consome a alma frágil, que, dolente, adormece os sentidos em toda a sua dormência interior que ameaça alcançar, o exterior de/a si.

 

A outras e outras palavras com o mesmo movimento em espiral que vertiginosamente também atravessam o Tempo, vindas de um outro lado, movimentadas e com forma, transportadas por outras mãos, estas, obra do acaso inexistente, em centenas de mãos. Milhares. O olhar enigmático, foge para evitar a fúria e... lamenta-se, engana-se, força-se a enganar-se, para evitar o apelo às armas que sabe necessárias e sempre prontas.


Mas, a esta mais que justa luta e até necessária, quase não consegue fugir!


Quantas vezes a luta a que desesperadamente foge e tenta esconder de si, esteve presente, trazida por tantas mãos e tantas vozes, por tantos movimentos reptilínios que se mantiveram no tempo real do Real Tempo. Sabe-los, força a tristeza dos mundos desiguais. A tristeza de um amor que quer só chorar silenciosamente a longitude do seu mundo. Tão longe... que se não lutar, chegará lá na mesma. E, se lutar, esvair-se-á numa tristeza infinita, para chegar onde a esperam. Para quê, então?! Porquê?! O que mudou?! Sabe-o, no interior de si mesma e no interior do exterior que começa a dar sinais de desanimo, esgotamento. Desinteresse. Tudo ficará inalterado. Imutável. Até ao dia da metamorfose. Encobre a alma doce, com um manto transparente e dali observa, triste, a luta permanente dos homens. Entre ir e ficar. Preferia a partida muito antes do movimento a que a própria vida obriga. Mas já as mãos se movimentam, num estado febril, querendo participar e reclamar, todo este movimento perpetuo, impedindo um tão pequeno desejo. Estar. Apenas estar. Pudera continuar a trilhar o caminho como um qualquer "viajante", mortal?!
 lâminas que cortam


Mas...

A lembrança de lutas e guerras, vencidas e perdidas.

A lembrança das batalhas ganhas, com as armas pesadas de tão leves.

... pegar-lhes de novo... usar as armas ao seu dispor... e, depois, quando as luzes de todas elas, leves como plumas imperceptíveis, não visíveis, começarem a desferir golpes invisíveis nos sequiosos destruidores da essência... quando o inexplicável acontecer... ela, voltará a ver o campo repleto de dores inexplicáveis. Memórias. Memórias dolorosas. E, como noutros tempos e noutras eras, chorará sobre as armas que transporta e que ama, por fazer delas uso. De novo o aço que se entrecruza, num som estridente que propaga ao ente magoado, o som inaudível, de batalhas sempre inacabadas.

Chorar sobre o inimigo mais do que avisado. Chorar por querer só sonhar. Só ser e estar. Não lhe compete a si e sim a forças maiores e determinadas em alterar todos os destinos, mesmo aqueles que ainda não estão traçados. A luta prenunciada, transportada do seu próprio mundo, está a chamar a águia que paira agonizante noutros campos de batalhas ainda passadas e vai afastando os abutres que insistem em permanecer até que seu choro a adormeça.... para sempre.

 

Por um instante de tempo curto. Só um instante. Chegou a esperança, mas logo se arredou da semi-viva. Finalmente a Promessa se tornava visível a olhos mortais. Real. Palpável. Perceptível aos cinco sentidos. Mas foi curto e breve o instante do tempo em que o véu se ergueu e deixou que o Universo contemplasse, a Promessa, agora quebrada, mas guardada dentro do ser. O que farão os senhores do Destino, com o seu fracasso?! Sim! Porque foram eles que fracassaram, ao não preverem a ténue vontade humana. Deponhõe-em em suas mãos a Promessa e ficam fracos, para a manter. Porque então a revelar?! Porque então mostrá-la?! Fracos são os deuses mais do que as pequenas criaturas que sabem de verdade viver. Condeno pois, eu os deuses, pela sua incúria e pela sua incapacidade, de proteger o que sempre prometeram.

 

 

Pode sim, pode lutar! Mas hoje ... queria poder continuar a olhar sempre para cima, para a sua luz e esperar.

O que dói, é que a voz que alerta, que impulsiona à nobre mais que humana, sabe que a luta tem que começar. Já não há como a evitar. Debruçada ainda sobre as feridas expostas por todo o campo que provocou pela visibilidade da Promessa inacabada, com as armas que transporta, enquanto na metamorfose e em simultâneo, vagueia pelo ares dos campos, porque não teve, uma mão amiga que a mantivesse quieta e uma insignificante criatura. Apenas só uma criatura, como qualquer outra, livre do peso do mundo que nunca quis para si. A luta pelo nada, parece fracassar, mais do que antes, porque encontrou o que nunca achou ser possível encontrar. A verdade. A sua verdade. Que agora achada e perdida para sempre, realizou o feito que sempre ignorou, tornando-o visível, aos olhos de todos. Daí, já não vive. Já não sonha. Olha para o céu triste e espera, com a água a correr ininterruptamente dentro de si, ocupando todos os lugares, antes vazios e, um oceano profundo de águas amenas, nasce ali todos os dias.

 

Adormecer... quase que tinha conseguido adormecer nos céus da Terra, enquanto planava e dirigia os olhos ao solo perscrutando o sucedido, mas já as asas planavam, para a não deixar morrer no seu próprio sono. Dormia, chorando, tentando misturar-se com as partes que ali jaziam... de si.

 

Quase que um guerreiro nobre de outros tempos, mais preparado, despertava do sono profundo, mas... assim como um deus perdido... era fraco... optava pelo mundo. Mais um deus-guerreiro, moribundo, que desconhece a própria origem. O mundo estava cheio deles. Vencidos ou vendidos?! Quem saberá?! Já não lhe interessa. Que morram os homens e os deuses, de uma vez por todas para a deixar permanecer no estado letárgico de gente... humana.

 

 

(original realizado a: Quinta-feira, 18 janeiro 2007

e... composto hoje)

 

penso: consegui

amor, canto, conto, desabafos, divagação filosófica, elemento, essência, estado, estrelas, eternidade, eu, existência, ficção, fogo, futuro, letras, lisboa, literatura, lágrimas, matéria, metamorfose, morte, mulher, natureza, pessoal, porto, prosa, texto

publicado por lazulli às 09:33
Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 22:25
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

menino...

 








Carlos

(... não deixes o tempo passar)


 

 

Tinha nascido

Era meigo e querido

E mantinha a inocência do Ente dentro de si

Cresceu sozinho, sempre sozinho

E o pensamento tardava a vir

O seu Ente não entendia o mundo que o cercava

Porque continuava puro desde a Origem que o formara

Mas foi o tempo longo demais e seu inimigo

E ele continuou a olhar

Ouve um dia

Só um dia no tempo

Só um momento que andou

E sentiu frio quando despertou

Olhou e nada viu

Ele não era de nada e de ninguém

E também ninguém era seu

Não entendeu

Não entendeu e sofreu em silêncio o seu espanto

Todos tinham alguma coisa

Todos faziam parte de algo ou de alguém

Todos pertenciam a um lugar, a um sitio

Todos tinham alguma coisa sua

E ele não tinha nada, não era nada, nem ninguém.

A solidão foi forte

Quando gritou e ninguém o ouviu

A dor foi grande

Tão grande que o Universo ouviu e estremeceu quando o perdeu

Porque o menino queria arrancar esta agonia de ser diferente de toda a gente

Começou a caminhar com a dor da descoberta ainda estampada no rosto

E seguiu pelo caminho onde caminhavam todos

Conquistando a simpatia desses que antes não entendia

E esta simpatia perdeu-o completamente

Quanto mais queria ser igual a eles

Mais desigual se tornava ele dentro de si

Algo não o abandonava

Experimentou tudo quanto viu

Seguiu fielmente os passos dos seus vizinhos e conseguiu

Conseguiu estar com eles

E fazer como eles

Falar como eles

“Ser” como eles

Mas o menino não sabe que morreu ao querer ser igual a eles

Porque nunca poderá ser quem não é

O menino predestinado a crescer dentro de si

Para que o Universo dele tivesse orgulho

Não sabe que a sua diferença continua a existir

E vai reclamar sempre o seu direito de ser

Por mais insignificante mediocridade que lance sobre si

Um dia vai prestar contas a si mesmo do que fez consigo próprio

O menino não é um ser do mundo

E tem que saber isso

O menino é mais que nada, é tudo

Mas é tudo quanto não é

O Universo está cansado da sua luta pela Verdade-Justiça do Cosmos

Existe o teu lugar, menino

Existe o teu Mundo do outro lado da Vida.

 

Dedicado ao meu irmão Carlitos
 


Agosto de 1992

 

 


amizade, amor, essência, lágrimas, pensamento, pessoal, poema, poemas, poesia, porto, presente

publicado por lazulli às 01:32
Terça-feira, 6 de Maio de 2008
(2) comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 10:36
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Palavra

 

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Senhora, que encerras em ti todos os mistérios da vida e da morte, por tudo isto e muito mais de que isto, pelejaram e pelejam, feroz e constantemente, uns contra os outros, desconhecendo o teu Poder maior que o mundo. Maior do que o próprio Universo. Estão sempre a dar-te novas formas. A interpretar-te de acordo consigo mesmos, porque se julgam a si próprios, detentores da Criação. Eleitos por um qualquer poder. E, desconhecem completamente, ser um universo, dentro do teu próprio Universo. Que fazem parte de um Todo, completamente interligado, até a que tudo se consuma. Assim... o fim, não chegará nunca. Talvez seja por isso, que a Criação é constante e eterna. Imortal. Ninguém quer abandonar o que cria ou criou. E, aí está ela, a infinita Criação. Enquanto existires, Senhora Suprema, dentro de cada um, todos existirão junto com o tudo que criam e criarão. Contigo, darão novas formas ao mundo e transformarão ininterruptamente o Homem, em... depende de como de Ti tiverem entendimento. Aguardemos, para ver o que irão fazer do Poder que lhes foi dado no Início de Todos os Inícios. Aguardemos. Mas, Senhora Suprema, o meu ente, perde a Esperança diariamente, de que eles algum dia, possam de verdade, atingir o teu Conhecimento.

 

Por enquanto... Armas de fogo vivo, criadas pelo teu Poder. Armas emocionais. Armas físicas. Que combatem constantemente, o Amor e o Ódio e pelo Amor e o Ódio. Do mais ínfimo ao maior pormenor, estás sempre presente. No pequeno e no grande, lá estás Tu. Solta. Com a liberdade que Te é em tudo característica. E, sem pudor., usando-te sem consciência, ignorando-te completamente, enfeitando-te, como peça de luxo inútil e fútil, exibem-te p'ra olhos verem. Recolhem louros como se fossem taças, troféus da sua especialidade incomparável, nas suas Paixões privadas sobre os seus pequenos entendimentos, sobre tudo. Misturam-te, com outras palavras já existentes, de um outro qualquer. Fazem diversões e exercícios mentais, reafirmando, muitas vezes a mais perigosa e impura eficácia que vem de ti. Entras em competição, completamente alheia a ti e ficas sentada a tentar, tu, também, traduzir a Tua própria Palavra e quase não a reconheces de tanto enfeite que lhe puseram. De tanto significado que lhe atribuíram . Tanta roupa bela, tanta jóia. Tanta coisa bonita que te obriga a tentar desencalhar-te de roupagens tão preciosas para desnudares aquilo que é teu e poderes ver a Alma da tua própria Palavra. A tua alma. Pelo teu imenso Poder, os homens ainda não sabem utilizar-te ou compreender-te. Julgam-se teus criadores, quando na verdade, és tu que os vais criando, alimentando ou exterminando, consoante, eles mesmo determinam, aquando da Tua utilização. Na paixão do amor e do ódio, tu és o Tudo Nada e o Nada Tudo, que dormita dentro de cada um. Quase não tens descanso, enquanto o ente dorme, no fundo de si mesmo!


Eu, pequena paladina da Palavra Sagrada. Da grande Palavra que engloba todas as palavras e em todas as línguas - até nisto não te distingues no poder imenso de que és criada -, sou insuficiente, para te defender. Ainda não sei em plenitude, transformar a minha própria alma, em palavras dignas de ti mesma. E, também por essa mesma insuficiência, não atinjo o coração do Homem, chamando-o a a conhecer-te. Para que desse modo, ele soubesse do que és capaz e usar-te convenientemente. Mas, na tua Infinita Sabedoria, tu sabes, porque sou eu tão deficiente a defender-te. Se calhar... porque ao Homem continua a não poder ser dado todo o conhecimento. Todo o poder. Isto mesmo porque ele já demonstrou claramente, como usaria esta tua sabedoria. Mas é justo Senhora, um punhado de meros mortais, ter acesso à tua sabedoria e mesmo assim, utilizá-la para a péssima governação do mundo?! Com uma só palavra Tua, eles podem criar mundos. Transformá-los. Dirigi-los. Enfim, eles podem tudo, embrenhados no Teu poder imenso. E, eu, temo o teu imenso Poder, num mundo que não está preparado para te receber. Se tivesse que existir uma deusa, tu serias a escolhida entre todas elas. Porque, continuas a ser Tu, que dás a voz aos deuses. Talvez, por isso, eles se coíbam hoje, de usar-te despudoradamente, como fazem os humanos, porque Te conhecem e sabem do teu Poder. Da espada de todos os gumes de que és constituída. E, benditos sejam os deuses, por estarem a respeitar no silêncio, o teu uso. Mas, um dia... eles conseguirão manter por muito mais tempo, a sua promessa?!


Ah, Senhora minha, se os deuses não sabem o que fazer com a tua Plenitude, muito menos eu, guardiã carinhosa da tua dor oculta. Luto para te manter dormente dentro de mim. Não desperto o teu Poder. A Tua fúria. Porque sei do que és capaz. Sei do teu Poder de transformação. Todo o toque dos mundos, da vida e da morte, é Criação Tua. E, ainda, quando os homens te usam... penso, defender-te. Mas sei que não precisas da minha protecção. Nem que te defenda. Porque és Tu que incluis a eterna sabedoria dos Tempos. Mas, eu amo-te!... e, suavemente, deixo que te soltes, levando-te através de mim. Deixo que te expandas, sempre, receosa, do efeito das minhas próprias palavras, que afinal, são tuas. Darei eu, bom uso, à tua sabedoria?! Temo. Temo, não o dar na perfeição. Sinto-o! E, receio, por mais boas intenções que a minha alma tenha, estar a contribuir para mais um engano, mais uma mentira, mais uma nova criação, desnecessária. Peço-te perdão, por eventualmente, ser sem querer, o perigo que vem de ti. Do teu imenso Poder e pureza. Pureza que cega o mundo, feiticeira divina. Sei que me amas por nunca te trair. Sei que sou parte de ti, guardiã sem armas. Mas, temo não saber o que estou a fazer. Como se, não fosse eu a decidir, sobre coisa nenhuma. Tudo se tem vindo a transformar. E, o impensável, mas previsto por Vós, se transformou, inexplicavelmente, em realidade, como prometestes um dia... mas... sinto-me pequena e impreparada, para tudo isto. Palavra amada, o mundo da Tua criação, faz-me recuar muitas vezes, querer pegar-te e levar-te para um outro lugar, escondido, guardar-te como antes, onde ninguém possa fazer de ti uso de seus devaneios e ânsias. Usar-te. Ajuda-me amada eterna. Não deixes cair em tentação a verdade e a mentira. O Tudo e o Nada. O Amor e o Ódio. A Criação e Traição.

Daqui, deste lugar que não escolhi, sou uma das tuas letras e brilho sozinha no negro da noite escondida à espera das tuas outras letras, para fazer todo o teu alfabeto, mas, fosse eu todas as letras de que és composta e guardava-te para sempre em mim. Tirava a Palavra dada ao Homem um dia no tempo ido que se perde nas brumas impenetráveis do tempo e recolher-te-ia para não sofreres mais com o Poder de ti própria .

Criança inocente que não pensa que não sente que não ama ou odeia apenas sente a Palavra...

ESTA.jpg

 

amor, amor sol, contos, essência, estado, eternidade, eu, filosofia, letras, natureza, palavra, pensamento, pensamentos, pessoal, porto, portugal, presente, tristeza, verdade

publicado por lazulli às 23:32
Terça-feira, 15 de Abril de 2008
SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 00:16
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Humanidade Escravizada (XXVI)

 


XXVI


 
 
 

É fácil fazer “desaparecer” da História da Humanidade um facto real, encobrindo-o para sempre. É tão simples quanto isto: Basta que em determinado momento da história se substitua um nome por outro nome. Dando dois pequeníssimos exemplos de como isto pode acontecer, é fácil percebermos como temos vindo a ser enganados ao longo dos tempos pelos detentores do Poder temporal e espiritual, que sempre apressados em registar a história dos homens, de acordo com os seus pontos de vista e dos seus interesses no momento, se vão esquecendo de “pequenos” pormenores que no futuro ficam de tal modo diluídos e ocultos, que até os privilegiados do saber académico têm dificuldade em provar da veracidade deste ou daquele facto.

 

Há 30 anos atrás, em Portugal, tínhamos uma ponte sobre o Tejo chamada “ponte de Oliveira Salazar”, cujo nome honrava o estadista português, António de Oliveira Salazar. Hoje temos a mesma ponte com o nome de “ponte 25 de Abril”, nome que assinala a revolução do 25 de Abril de 1974. Acontece que, se daqui a 500 anos este nome se mantiver e não for devidamente registado que o nome da ponte foi substituído por outro, explicando pormenorizadamente as razões que levaram a isso, qualquer um, que por algum motivo tente procurar onde está situada a ponte de Oliveira Salazar, não a vai encontrar, apesar de ela estar à vista de toda a gente (se ainda existir nessa altura, claro!) ou até o dito indivíduo se encontrar em cima dela no momento da sua busca.

 

Sobre a exacta localização do nosso espaço histórico/geográfico, os autores de todos os tempos têm sido férteis em propalar inexactidões fragmentárias e desconexas, viciadas, por vezes, de lendas e afirmações sem fundamento. A falta de documentação para uma história autêntica sobre o Concelho de Resende, por exemplo, que abranja todo o seu passado, leva-nos a equívocos muito grandes, quando em busca dos nossos antepassados nesse espaço geográfico, deparamos com dificuldades que nos impedem de continuar.

 

A falta de dados concretos com que nos deparamos, sobre as terras, os seus nomes e a sua verdadeira localização em determinado período da história, são de tal modo que, muitas das vezes damos a busca ao passado por encerrada, acreditando que é verdade, pelo menos no que diz respeito à genealogia de cada um, que é impossível andar mais para trás na procura de dados que nos dizem directamente respeito. Quando muito, se acreditamos que é verdade tudo quanto historicamente puseram ao nosso alcance, vamos até à 5ª geração e damos a busca por terminada. Só uma pessoa muito informada (que infelizmente não somos), céptica em relação à “verdade” histórica e determinada, persiste na busca, até encontrar o porquê da pessoa procurada se evaporar repentinamente, como por magia, como se nunca tivesse tão pouco existido. Isto acontece porque a procuramos, segundo os dados registados da última certidão de nascimento que possuímos, numa dada localidade, e a busca nessa mesma localidade mostra-nos que a pessoa nunca lá existiu. Só que se está escrito que ela lá nasceu ela tem que estar lá registada. Então porque não a encontro? É simples, a localidade em questão foi com certeza extinta, incorporada noutra, suprimida ou mesmo desmembrada noutras terras. Coisa que aconteceu por muitas vezes na história. Neste caso em particular das terras de Resende, o equívoco vem que, embora Aregos com a honra de Resende e S. Martinho de Mouros tivessem perdurado desde a Reconquista até aos tempos modernos, a legislação liberal do século passado tudo reformou e transformou, suprimindo honras, morgados, vínculos e um sem número de privilégios que vinham dos antepassados. Uma das grandes reformas liberais foi a criação dos distritos administrativos e das novas comarcas, seguindo-se, pouco depois, a redistribuição dos concelhos, com a supressão de muitos deles. Por esta razão, quando se procura uma pessoa duma destas localidades, corre-se o risco de não a encontrar porque a estamos a procurar no sitio errado. Por exemplo: Se estiver a procurar um antepassado que tenha nascido no concelho de Resende, na freguesia S. João de Fontoura, devo saber que, outrora, esta localidade não existia como freguesia, tanto no civil como no religioso e sim fazia parte integrante de S. Martinho de Mouros, e ir procurar a dita pessoa a S. Martinho de Mouros, onde me vou deparar com uma nova dificuldade: É que nos dados desta freguesia, só vão estar registados os dados das pessoas nascidas desde a data da formação desta mesma freguesia, que serão diferentes dos antigos. O mesmo se aplica ao julgado medieval de Aregos que foi extinto e incorporado no Concelho de Resende por decreto de 28 de Dezembro de 1840 e ao seu concelho que também é extinto e incorporado no de Resende por decreto de 24 de Outubro de 1855. Portanto, se quiser continuar com a investigação, vou ter que vasculhar com cuidado a história de toda aquela localidade.

 

Se os senhores historiadores soubessem o que andam a fazer, teriam mais cuidado e seriam mais precisos no registo da nossa história. Afinal, que diabo, por alguma razão não somos todos formados. Valha-nos a incompetência e incúria de muitos, para continuarmos ignorantes para sempre. Isto porque continuamos a querer acreditar que eles é que sabem. Bem, se sabem, não parece. Ou então sabem e entendem que nós não temos esse direito, guardando para a sua própria elite o conhecimento que deveria ser de todos.

 

Comparados com outros factos de encobrimento da verdade histórica, estes são exemplos mais do que simples do que tem acontecido ao longo dos séculos. Mas como não pretendo, de modo algum, reescrever a História e sim despertar no ser humano, pelo menos a curiosidade de saber se nos têm ou não mentido ao longo dos séculos, sugiro a quem estiver interessado fazer uma busca (que apesar de difícil, está ao alcance de quem quiser) à procura da verdade que nos escondem.

 


ensaio, livros, Portugal, religião

publicado por lazulli às 23:26
Sábado, 22 de Março de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 19:22
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