Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

Pântano

 

Agitam-se
as águas do Pântano
por um momento.
Por um momento,
adormece os sentidos
num torpor mágico
de encantamento,
deslumbrada
pelo mistério d'almas que se mostram.

 

 

 

Inconsciente,

insiste em atravessar descalça
as águas lodosas que se movem,
confiante
que consegue
ver o inexistente.
O que foi
e que não será mais.
o que era
Mas nunca chegará a ser.

 

 

 

Eram as palavras
e o seu constante bailado,
fruto de mentes diabólicas
que se expandiam sem pudôr
como predadoras d'almas
instantâneas.
Frenesim inquieto d'palavras
treinadas
onde a verdade nunca existe.
A ilusão
com intenção
É a mentira
descarada,
deslavada.


Queria a integração
nas s'vivências
no estender suave das suas mãos
nas águas tépidas
que aclaram à passagem de ventos suaves.
Mas, não consegue,
essa não é a sua natureza.



Movem-se lianas e abetos
quando o vento por eles passa.
Luzes escondidas
surgem acanhadas nas brumas do Pântano.



O voo do pássaro
permanece,
já não inseguro,
receoso,
pela Pradaria imensa
que por baixo dele se estende.

Mas pousar
o pássaro não pousa,
a sua natureza não lhe permite.

Tentar permanecer
em solo firme,
atormenta-o.
É pequeno
muito pequeno

o pequeno pássaro.

 

Quer sobrevoar a Pradaria sem medo
mas nela não quer ficar.


Afasta-se de si neste estar que não é seu
neste instante pendente de si
neste desencanto da s'alma
tenta encontrar uma razão para aqui estar

permanecer

ouvindo os sorrisos e sorrir.
Mas dois são os motivos

só por eles permanecerá
porque foi por eles
unicamente por eles que ficou.
Que iniciou a travessia
do Pântano sombrio da Pradaria.

Sorriu às almas que lhe sorriram
num gesto de agradecimento meigo e terno.
Retribuo-lhes o estender das suas mãos num gesto seu

de ser ela mesmo ela,

só dando e recolhendo deste modo unicamente seu

é digna dos seus sorrisos e do estender das suas mãos

como almas se se tocam e reconhecem do Antes Do Tudo Nada De Tudo.

 


Num instante tudo parecia possível ,

podia rodopiar alegre, dançar no ar, misturar-me com os elementos

pertencer e ali permanecer,

participar da vida de um Pântano profundo deste mundo.

Mas o desencanto magoa a alma que traz em si

não pode continuar

não sabe tentar

continuar pousada de lugar em lugar.

Não pode.

 

Sobra uma paz, uma certeza, um saber que a contenta.

Não é mais a vida no Pântano e do Pântano na Pradaria imensa que lhe provoca dor.

É ela que não pode ser o que não é

ao tentar ser igual às boas almas que ali estão.

Sabe a resposta que procurou

por isso pode ficar aqui a sorrir.

Mas não pode permanecer.

As almas sorriram-lhe por um momento mágico.
Nesse deslumbramento de si,
seu coração, alegre, quis ficar.
Permanecer por mais tempo

junto de quem amavelmente lhe sorriu.

Demorou a voltar,  mas voltou só.

Sem medo do Pântano da Pradaria distante.

Hoje ela sabe como saltar de plátano em plátano,

de liana e liana,

sem mais temer cair e afundar-se nas águas lodosas do Pântano maldito

que tanto a perturbou.

 

 

 

 

Hoje, suas mãos ágeis

elevam-se às lianas que lhe asseguram asas nos pés

e a fazem chegar e estar em local seguro

Na Sua Casa

a CasaDeCristal

A sua própria Alma,

onde só o Azul dos céus nela permanece e permanecerá

Intocável.

 

 

(Escrito à 4 anos e composto hoje para meu deleite e deleite de quem quiser permanecer por aqui)

 


EscritoPorLazulli lazulli às 10:18
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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (13)

 

 

XIII

 

 

Sentada sobre um finíssimo pó, dourado, de onde emanavam tons etéreos que a envolviam numa aura mágica de eterno sentir, brincava com os reflexos que se iam escapando, suavemente, pelos dedos erguidos à altura de seu rosto, como melodias inaudíveis. Encantada, com esta visão indescritível, permite que esta envolvência se assenhore de si. Perdida no nada de si mesma, incapaz de vislumbrar um único pensamento, como uma criança longe do mundo físico de que faz parte, envolta na luminosidade que se movimentava suavemente em torno de seu corpo, olha de olhos estáticos, inebriada de fascínio e, vai pousando suavemente a sua pequena alma, no fundo de si mesma, como se estivesse num regresso à sua origem. Integrada na harmonia deste novo mundo, sentia que nunca nenhumas mãos estranhas, intrusas ou nefastas, a pegariam do seu próprio habitat e ali a colocariam, possibilitando-lhe esta paz. Esta certeza, tranquilizava a sua pequena e desgastada alma e, ia estando, permanecendo, apenas permitindo a entrada deste mundo dentro dela.


 

Ergue os olhos verdes, da mais verde planta que o mundo podia conter e, como se a um chamado oculto reagisse, avista a águia dos sonhos eternos. Bela e gigantesca, voando ao longe, parecia dirigir-se a seu encontro. Não mais retirou os olhos do seu voo alado enquanto a sentia aproximar-se de si. Parecia-lhe que conseguia sentir a ave a sorrir, como se um só sorriso existisse entre ambas. Intrigada, mas não receosa, começou a parecer-lhe que o seu sonho era já demorado (aliás, como todos os sonhos que tivera desde a terrível catástrofe, que se abatera sobre toda a deficiente civilização dos presunçosos civilizados) e, que, despertar tardava. Mas, no seu íntimo, não sentia necessidade de tal acontecer. Queria permanecer ali, para sempre! Longe da vida e da morte. Longe de tudo quanto a tinha magoado. Longe da implacável existência, sem sentido algum. Mas, continuava a interrogar-se, recriminando-se por pensamentos tão incómodos, sobre a natureza deste estranho lugar e, acima de tudo, o que estaria ela ali a fazer ou como teria ali ido parar. Sem retirar os olhos da majestosa que se ia aproximando, ia observando extasiada, as suas transformações em pleno voo, em milhares de figuras, como se nessas transformações quase simultâneas , se pudesse desdobrar delicadamente sobre si mesma em finas cambraias, de milhares de cores transparentes que lembrava a Mary, asas de libelinhas. Daquelas que recolhia em criança, dos regatos de água límpida por onde gostava de meter os pés nus e caminhar até onde lhe era permitido. Fantástica e majestosa visão entra pelos seus olhos, fazendo as pupilas dilatarem-se até ao máximo da sua pequena capacidade, perante beleza nunca vista. A gigantesca ave parecia brincar com a sua perturbação, enquanto a sobrevoava, mostrando-lhe a plenitude das suas façanhas.

Apetecia-lhe correr, correr tanto, que seus pés continuariam a caminhar mesmo suspensos do ar e alcançar aquele ser. Mas, não se moveu. Continuou a olhar extasiada, tanta beleza incompreensível, para ela, simples e deficiente mortal. Mortal?! Ou será que morrera e este era um outro mundo? Não fora assim que imaginara um outro mundo. Mas, era este, um outro mundo?! Sempre quisera estar só. Tinha-o conseguido?! Com bênção tão magnânima, como ter por companhia um ser que ultrapassava as mais fantasiosas visões, do mundo mágico posto a descoberto, pelas mais fantásticas imaginações das almas que buscam, ainda pensava, se, se podia chamar pensamento à desordenada linguagem que ia tentando descodificar dentro do seu pequeno cérebro, quando a vê pousar, a alguma distancia, que lhe permitia, erguendo-se, quase tocar a ponta de uma das asas deste ser. Se quisesse tocar nas suas penas e afagá-la, senti-la no toque das suas mãos, teria que percorrer uns bons metros e assim o fez, erguendo-se, como pode, sob o olhar atento e brincalhão da enorme ave, à sua instabilidade, provocada pelo ameno o ar que a percorrera e fez vacilar para um e outro lado, devido às dimensões descomunais de Lahra, tinha-se desequilibrado com o bater das asas sagradas quando estas planaram junto a si, e caminhou devagar em sua direcção.


 

Um turbilhão de pensamentos, insistiam em permanecer dentro de Mary , atrapalhando-lhe o momento que estava a viver. Esfregando os olhos, alisando com as mãos os cabelos ásperos e escassos, ora limpando a cara e as mãos, como se para chegar apresentável junto da majestosa, continuava a caminhar em sua direcção, levando estampado no rosto um sorriso teimoso, apesar de tanta inquietação. Já não sabia quem era ou o que era e também parecia que nada disso tinha mais importância. Só queria chegar perto, muito perto dela. Sentia que esta a aceitaria. Mais! Sentia que a amava. Que a conhecia!

 

(continua)

 

penso: em paz
amor, ficção, futuro, livros
publicado por lazulli às 12:17
Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
(3) comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 01:28
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Humanidade Escravizada (XXII)

 

 

(XXII)

 




Hereges da Idade Média

 

 

 


 

Os Cátaros, (Albigenses, Patarins, Valdenses), também chamados bons homens e boas mulheres ou perfeitos, designação da qual provavelmente muitos nunca ouviram falar, foram todos dizimados em lindas fogueiras da Inquisição, criadas pelo poder Papal, apenas porque eram verdadeiros humanistas. Eram chamados os «puros» exactamente porque sabiam distinguir o bem do mal. O mal para eles não era Deus mas sim o poder feudal e clerical, porque estes dois poderes, em nome de Deus, usavam toda a população unicamente para defender os seus próprios interesses económicos. Acreditavam num Deus do Bem e do Espírito e um Deus do Mal e da Matéria. Para eles, o homem é o palco de um conflito permanente entre dois princípios no qual participa como num combate contra si mesmo e que pode ser travado no decurso de várias vidas. O Inferno está na Terra e todos os homens, se ganharem esta guerra entre a dualidade, matéria/essência, chegarão um dia ao «Paraíso». Isto é: À sua Origem. Na sua convicção, os Cátaros denunciavam que a obra do Mal era perpetuada pela procriação. Porque era e é através dela, que os seres vivem e revivem num ciclo fechado de existência eterna, onde a morte não é realmente morte nem a vida é realmente vida. Assim sendo, o casamento era a instituição demoníaca primacial, que perpetuaria eternamente a existência do Homem na Terra, onde as pessoas existirão sem terem que existir. Continuarão a estar de forma para forma, porque não sabem que viver sem forma é serem elas mesmas.

Muito antes de tão pouco conhecer a palavra Cátaro, já eu tinha pensamento Cátaro e levei muito tempo a saber que felizmente não era a única, embora tendo todos desaparecido quando a Igreja, com medo que a verdade se expandisse por toda a Terra, os exterminou. Convido o leitor mais interessado a procurar literatura sobre este assunto que, embora rara, existe. Porque o que aqui escrevo é manifestamente muito pouco para esclarecer devidamente quem de facto foram os Cátaros. Eram eles os heréticos, queimados aos milhares pela vossa Santa Inquisição. Entre 1240 e 1260/1270, a repressão atingiu um tal grau de violência, que os heréticos foram perseguidos e ­dizimados para sempre. Essa explosão de crueldade, que conduziu a espantosos excessos, a «cruzada» contra os Albigenses (cátaros instalados na região de Albi, no sul da França) teve um lugar importante e facilitou a introdução de medidas sangrentas.

Já a 22 de Julho do ano 1209, os cruzados escalaram os muros da cidade de Beziers, tornando-se donos e senhores da praça. O seu fanático zelo religioso primou pelo exercício da mais raivada e desumana matança. Nada foi capaz de impedir os golpes desapiedados dos cristãos, tudo foi derrubado sob a sua espada morticida. A virgindade, a inocência, a velhice e as crianças, era tudo a mesma coisa. Vítimas destinadas à mais brutal carnificina.

Os cruzados cristãos deram morte indistintamente a católicos e Albigenses.

Mataram cruelmente todos quanto encontraram pelo caminho. Nenhuma criatura humana escapou. Mesmo aqueles que não professavam os princípios dos ditos hereges, tiveram a mesma sorte. A defesa do Cristianismo teve um excesso tão requintado que nem os templos e altares sagrados serviram para abrigo dos infelizes que, fugindo espavoridos às espadas sangrentas dos cruzados, se refugiavam nos lugares que julgavam poder parar estes senhores macabros. Aí mesmo, nos lugares supostamente santos, foram imolados e depois incendiados para que nada restasse deste povo que não temia Deus, mas acreditava nele de um outro modo. O balanço desta carnificina foi templos e edifícios devorados pelas chamas e 60 000 mortos de todos os sexos, idades, estados e condições.

E tudo isto porque temíeis que a verdade sobre a verdadeira natureza do Homem fosse revelada e entendida e, assim, não pudésseis governar mais o mundo e os homens. Era um poder que não queríeis perder e não perdestes. Na História não devíeis ter camuflado esse período negro da humanidade ocultando sempre a verdade sobre um herege. Mas penso que o fizestes por medo. Medo da verdade.

Assassinados violentamente por vós eles morreram no passado, mas a sua verdade prevaleceu dentro daqueles que realmente não são só constituídos por matéria. E, apesar de não terem tido tempo para espalhar a verdade sobre as vossas verdadeiras intenções para com a humanidade, a verdade do interior do ser humano não é apagada com a vossa História porque a verdade continua igual a si própria, não é alterada. Não sois tão poderosos ao ponto de poder alterar a verdade da Origem da Humanidade. Só por terdes abafado a História, pensais ter conseguido afastar da mente do homem a sua origem, mas sois muito ignorantes sobre tudo o que se passou e continua a passar, ou muito defensores da matéria viva para não perceber o que é verdadeiramente um herege.

 

penso: nem a gregos nem a troianos

actualidade, ensaio, história, homem, humanidade, livros, morte, mulher, religião, vida

publicado por lazulli às 13:23

Sexta-feira, dia 21 de Dezembro de 2007

(6) comentários


EscritoPorLazulli lazulli às 01:47
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Sábado, 29 de Agosto de 2009

... Desencantos

 


... voando dentro de mim

 



Cravam-se em mim

numa insistente e permanente dor

garras dum sentir

doente

doente de amor

eternamente.

 


D'um amor desconhecido

dos sentidos humanos

sempre ausente.

Estou doente

em busca do desconhecido

e, desisto

e... ao desistir... é de mim que desisto

para sempre.


Mas os sonhos

de terna e doce esperança

futura

viraram pesadelos

reais

tão reais

que adoeço

ininterruptamente.

 


Traz-me aos sentidos

este som

imagens e dores inaudíveis

de mundos primeiros

inexistentes

mas ainda sentidos internamente

cordas vibrantes

de mil cores

de mil dores

de mil formas

disformes

que se entrelaçam

no meu próprio ser

melodias profundas

na minha alma

que mostram claramente

a minha dor

a mim.

 


Os outros?!...

nunca entenderão

este sentir desconhecido

pelo eterno desconhecido.

 


Queria não sentir

assim

Ou sentir um sentimento

igual

a um comum mortal

 


Tentei ser igual

como um qualquer mortal

tentei...

 


Mas é o amor

desconhecido

que me chama

das terras longínquas

de memórias distantes

de mundos também desconhecidos

quase impenetráveis

inalcançáveis.

 


Não vagueia por águas deste mundo

o Eterno Desconhecido

que me sabe

que me conhece

fortalece

que me ama.

 


Falhei

 


Por esta dor constante

de desencantos de mim mesma

não são mais as águas do pântano desconhecido

as areias antes movediças

a lama onde me atolava imprudente

p'ra conhecer

todos os recantos

mesmo os mais guardados

e inexplicáveis

nem tão pouco a diversidades de abetos

rastejantes e suspensos

por onde voava a medo

dos olhos semi ocultos

que perscrutavam meus passos

inseguros e ignorantes

de tudo.

 


Nem as pedras que hoje caiem

e saltitam ao acaso

em torno de mim

ou o simples ignorar

da minha existência

que antes

disformes

agudas e certeiras

que nem lançadas por "bestas"

das mãos de ágeis guerreiros

conhecedores da arte oculta

me ferem mais

não mais que o amor

ao eterno desconhecido

esse sim

continuará a ferir-me de morte

para lá da vida

que transporto.

 


- Hoje estou assim. Mais perto e mais longe de mim. -

 

 

 

os mesmos pesadelos

eu, poema, poemas, poesia

 

publicado por lazulli às 14:55

Quarta-feira, 7 de Novembro 2007

Comentários (2)

 

 

EscritoPorLazulli lazulli às 12:34
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (10)

(continuação)

 

 

X

 

 

 


- Senhor, ouço-te, mas a dor perturba-me como se fora antes da formação. Fica comigo, até sabermos se Laurema, regressa do sono da morte e orienta meu Ser.

 

- O amor, Taudus, o amor. Lembra-te do que é o amor e trás minha filha de volta, porque quero que regresses com ela ao teu mundo, quando ele estiver completamente restituído.

 

- Senhor, se Laurema regressar à vida, como poderá, com este corpo, existir neste mundo, nesta dimensão?

 

- Primeiro trá-la à vida. Depois, os elementos da essência, se encarregarão de lentamente, ir substituindo a matéria grosseira que a cobre. Ademais, que esta já está morta. Esta, guerreiro, é a tua maior batalha. Não deixes que a dor do que já passou, te impossibilite de ser. Senão, nem tu terás a tua amada, nem eu terei a minha menina. E ela já sofreu demais, te digo eu, dentro da expansão e afirmação, da forma sólida..

 

Taudus, depositou Laurema sobre a montanha de pedras de mil cores, que irradiavam em simultâneo, uma infinidade de tons, violeta, azul, amarelo, escarlate, verde, vermelho, ocre, púrpura, etc., que se encontrava perto de si e, de imediato, parecendo entender o propósito do Guerreiro Sagrado, envolveram o corpo inerte de Laurema, com tal intensidade, que o pequeno corpo, jazendo isento de vida, completamente inconsciente de si, parecia ser a fonte de toda a luz ali existente. Todas as cores do Universo pareciam estar presentes, naquele instante, como que chamadas a intervir, numa tarefa aparentemente de todo impossível.

 

O Sol, aumentando a intensidade da sua força, lançou seus raios vivos sobre o corpo de Laurema e com a sua fonte de calor, inesgotável, penetrou cada partícula, de que este era composto, retirando dele, a rigidez gélida que o possuía, e parecia insistir em permanecer nele para sempre.

 

Travava-se, ali, uma luta magnânima, sem equivalência, na Guerra dos Mundos Eternos, tal era a importância, do pequeno objecto, ali presente, que ia, enquanto as forças actuavam sobre si, revelando metamorfose atrás de metamorfose, que pareciam não ir ter fim. Centenas de formas, já extintas, iam-se manifestando por escassos segundos, no pequeno e insignificante, corpo. Matérias puras ou ainda no seu estado evolutivo, reagrupavam-se insolentes, mostrando todo o seu poder de continuidade, na transformação de si próprias. Mas, nenhuma força actuante, se subjugava, perante aquilo a que assistia. Continuavam expelindo de si mesmos, toda a natureza de que eram compostos e concentravam-na no Inimigo de sempre. Que, astuto e poderoso por todo o Cosmos Criado, tentava impedir, consciente do seu domínio, sobre a vida e sobre a morte, esta vontade, de todos eles realizarem, o aparentemente impossível.

Já as guerras tinham sido muitas e muitas mais se seguiriam, até ao momento decisivo, onde uma das Forças, seria definitivamente aniquilada, para se atemorizarem, com a afronta visível, ali mesmo, num pequeno corpo, manifestada. Ah! Se Laurema, não tivesse optado, pela suspensão, ela mesma podia intervir, ajudando a menos desgaste de todas as energias, de seus Entes. Mas, mesmo sem a sua ajuda, nenhum desistira, do seu propósito de a trazer à Vida, fazendo exactamente o oposto daquilo por que lutavam. Continuariam a introduzir em Laurema, energia suficiente, para que esta despertasse do sono profundo a que se votara, aprisionando dentro dela a Essência da Vida. Nem que, para isso, tivessem que sucumbir todos e correr o sério risco de serem diluídos e integrados, também na matéria, pelo Predador incansável. O grande criador de mundos materiais. O temor era grande, elementais e elementos, guardavam, no seu intimo, o medo do fracasso, mas nenhum deles, revelou, por um instante que fosse aos outros, o seu próprio temor. As guerras e batalhas ganhas por todos eles, nos mundos das formas, já solidificadas, tinham sido igualmente difíceis de vencer e nem sempre o haviam conseguido com sucesso, porque muitos elementais não tinham consciência da sua própria natureza e eram os inesgotáveis aliados, dos seus próprios inimigos. A Grande Força Criadora, geradora, de mundos quase eternos.

 

Aqui, lutava-se, não só por Laurema, mas também por um futuro distante, onde a possibilidade do Retorno à Origem, pudesse realmente, um dia, ser uma possibilidade para todos. Era por isto, que Taudus e todos os outros, combatiam à milhões de makróns de tempo, em todas as esferas existentes. No entanto, não estavam sós, estes destemidos guerreiros, que descuravam a sua própria protecção, para dar vida à morte, lutando deste modo, num processo nunca visto - a permissão voluntária e consciente, da vida na matéria deste pequeno corpo, de modo a poder continuar o seu processo embrionário, até à plena realização da matéria pura -, num sitio distante, onde o Tempo e o Espaço não tinham penetrado, naqueles gigantescos vértices, espalhados por todo o Universo misturado, que sendo visíveis, abririam uma infinidade de espirais igualmente, gigantescas, que desintegrariam em simultâneo, qualquer matéria que a eles se chegasse; muitos outros, sem ocuparem, o Tempo/Espaço, ali permaneciam, resguardados de qualquer usurpação e davam o seu contributo, intensificando toda a luz do que sobrara do universo brilhante, impedindo uma aproximação à Terra Dupla, dos fazedores dos mundos.

 

Lutava-se por todo o lado, para impedir este processo, tão necessário à expansão do eterno usurpador. E, enquanto tudo isto decorria, o equilíbrio, noutros lugares, perigava toda a Essência. A decisão de Laurema - por desespero de uma procura, quase que infinita, em busca do seu amado, que nunca houvera conseguido encontrar -, de permanecer indefinidamente no estado de inconsciência, tinha atirado todos, para uma possível derrota, que ninguém queria. Uma derrota, que integraria de uma vez por todas e definitivamente a Essência na composição da matéria, dando a esta o Pleno poder, desde sempre ambicionado. Além disso, abrir-se-ia a possibilidade de uma invasão ao local hermeticamente fechado, a única esperança de um Retorno Contínuo de todos os dispersos, por vários mundos e várias formas de vida. Não podiam permitir, que tal Caos acontecesse. Desde o início da unificação dos Dois Universos, num único Universo, que se pelejava por todo o lado, para impedir uma devastação maior da Essência do Ente. Tinham que o conseguir. Todos ambicionavam o regresso definitivo à sua Origem, por isso, teriam que sair vencedores, nesta confrontação de forças e trazê-la de volta, mesmo contra a sua vontade.
A matéria-inteligente, de que era composto o minúsculo corpo de Laurema, lutava desesperadamente para permanecer no seu estado embrionário, aguardando novas oportunidades de uma qualquer recriação, num qualquer local do Universo Uno. Se, conseguisse repelir toda a energia que estava insistentemente a ser-lhe dirigida, por Taudus e os restantes, Laurema, estaria perdida de vez e, incapaz da sua própria extinção, seriam todos integrados, no sistema da Criação.

 

Nunca Sol com o seu poder duplo de destruidor da matéria-viva e em simultâneo protector de todo o Ente, prisioneiro na matéria, dando e permitindo a vida, por saber que ela contém o seu bem mais precioso, o Ente, foi tão imprescindível como neste momento. Não a querendo destruir e sim preservá-la, aquecia o pequeno corpo, fazendo germinar a vida na morte, ali presente. O amarelo-brilhante e intenso, tentava dar vida ao corpo morto, mas sentia-se brutalmente empurrado para trás, sem conseguir uma abertura mínima no corpo de Laurema onde pudesse penetrar, para assim, a trazer de novo à vida. Era uma luta difícil, mas nenhum elemento parecia querer desistir.

 

Lahra olhava fixa os olhos fechados de Laurema, que parecia querer continuar inanimada, para que logo que estes se abrissem, os aprisionar nos seus e reter-lhe o pensamento, mantendo-o. Mas, sentia que no sono em que se encontrava, Laurema estava completamente inexistente, à mercê da matéria-inteligente que a rodeava, a aguardar que esta acordasse para a aprisionar sem demora noutra forma de vida.

 

Era difícil esta luta de mundos opostos e Laurema nem podia ajudar, pois não queria acordar com medo de ter que regressar à matéria. Só o amor de Taudus a poderia despertar deste sono de morte, e se, por escassos segundos, Laurema percebesse que havia encontrado o seu Senhor, nenhuma força do Universo a venceria, porque ele era a razão de seu Ser.

 

Taudus acarinhava seu rosto pequeno e, quando tudo parecia querer que Laurema dormiria eternamente, suspensa entre o existir e o não existir, Taudus despertou o Som-Do-Verbo dentro de si, utilizando a razão de sua existência.

 

 

(continua)


Saudades da D. BeataDaAldeia

amor, eu, ficção, livros

Sábado, 3 de Novembro de 2007

publicado por lazulli às 01:48


EscritoPorLazulli lazulli às 00:36
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Palavra

ab) Não sabem Senhora. Não recordam. Nem querem recordar...

 

 

Que por ti e contigo, ainda hoje, os homens lutam em todas as frentes do Campo de Batalha. Em todas as Guerras existentes. Naquelas onde continuam a usar as armas, que criaram com a tua Sabedoria mas que tão mau uso lhes dão, como sempre... eternamente incapazes de te entender. E... nas outras: Nas guerras da Alma, onde pensam levar vantagem sobre ti. A Senhora do Amor Eterno. Musa inspiradora de todos os poetas. De todos os amantes e também destruidora implacável, no jogo da Sedução. Não perdoas ou poupas ninguém. Porque, também tu não os entendes. Dás-te docilmente. Cândida. Inocente. E, eles, repudiam-te, logo após seus prazeres saciados. Suas vontades. Suas vitórias, de conquistadores, do sempre inconquistado . O Amor. Porque este não se conquista. Não se procura. Não se ganha. Tem-se ou não se tem, unicamente. Ficando tu sem entender e eles a receber o justo castigo, por te enganarem sempre. O caçador vira caça, desta descomunal utilização do Maior Poder que a Terra transporta dentro de si. Buscam-te, incessantemente. Esgotam-te. Pensam manipular-te. Mas és tu, Guerreira Sagrada, que acompanhas os seus quereres, sempre. Atenta. E, teces a teia que lanças sobre cada um deles, no sítio certo. Na hora certa. No momento imprevisível e muitas vezes, já distante. Longe do ocorrido. Nada faz prever, que tudo tenha a ver contigo. Mas, a tua fonte inesgotável de sabedoria, estende-se para além do possível e impossível. Do visível e do invisível . Para além do que é suposto. Porque, tu, és todas as coisas criadas em permanente expansão e flutuas até à tua extrema realização. Realização interminável. Como a ondulação de um Lago agitado, por coisa alheia. Nem mesmo eles, teus aparentes criadores, que na verdade são unicamente os teus utilizadores, entendem, como foi tudo a acontecer. Continuam sem conhecer o teu Poder. Sem te entender. Pensando sempre serem os realizadores e criadores da Palavra manipulável, por suas mentes pensantes, quando são unicamente o meio por onde tu te fazes presente, na Vida dos homens.

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Na tua inocência, de criança eterna, agirás de acordo com a utilização que te dão. Tal caixa de Pandora aberta. Devassada. Acompanhas todos os seus actos e, por eles, o bem e o mal nascem e tu assistes impassível, na tua inocência de criança eterna. Desconhecedora do bem e do mal. Não sabes o que é o entendimento que eles procuram. Tu, que em ti mesma conténs Tudo, desconheces tudo, minha Amada Palavra. Tenho vontade de te defender. Mas, sou apenas uma das tuas letras e, embora uma única letra, comporte o infinito de ti, sou ainda mais jovem que tu, Anciã dos Tempos. Incapaz de defender Poder tão imenso como o teu. Tão Magnânimo e Avassalador. Movo-me por entre todas as tuas realizações e sou apanhada na teia constante que tecem os teus vassalos, desprevenidos e, apanhada nela, como insecto minúsculo de todos quanto te criam. E... choro esta prisão tão bem guardada. Choro a Palavra tão mal utilizada. Choro, por, por vezes, amar mais os homens do que a Ti, Senhora minha. E, tentar contentá-los, falando a língua deles. Quando a Tua Língua, é a única, que eu reconheço, digna e pura. Simples e imortal. Bela como Tu. Aquela, que só um Poeta da Alma, consegue, acarinhar, nos seus devaneios de Amor Eterno. Como vês, por mais que te ame, por mais que te respeite, por mais que te reconheça, também eu sou presa fácil, das palavras tuas que utilizo, também frequentemente, com receio de eu mesma estar abrir mais uma estrada sem precedentes.

 

Perdoa-me esta vontade. Perdoa-me este Amor. Perdoa-me a minha inconsciência, de Te utilizar, por vezes, com uma linguagem que não mereces, nem eu, apenas no intuito, de me fazer entender. E, mesmo assim, nesta constante incerteza, como és Senhora Poderosa, cada vez menos, eles me entendem. Porque traduzem-nos quando deviam, viver-nos. Perdemos Ambas, nesta minha estupidez. Na minha constante insanidade, de querer o Impossível. O Amor entre os homens. A Verdade e a Justiça, do Teu Reino, eternamente presente, dentro de mim.

 

penso: a ausência do sr. Vasconcelos

publicado por lazulli às 11:08

5 comentários

Sábado, 27 de Outubro de 2007

 


EscritoPorLazulli lazulli às 19:25
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Humanidade Escravizada (XVII)

 


(continuação)

 

 

Mas contentemo-nos todos nós, mortais, porque estes privilegiados de Sua Senhoria-Deus também deambulam pela Terra e estão sujeitos às mesmas leis materiais que todos nós. Embora, curiosamente, de humanidade não tenham nada. Dão-se ao luxo de guiar a Humanidade para um precipício de dor e ignorância, porque dizem que a Humanidade é incapaz de se governar a si própria. Enfim, a Humanidade é burra. Então, o dito Senhor deu-nos divinizados espirituais e temporais para que, depois de sermos «filhos» de Deus, tenhamos que ser «filhos» da Igreja e dos políticos/governantes que nos mantêm com o mínimo indispensável, tanto material como espiritualmente.

Se a dura realidade nos diz que «todo» o homem deve trabalhar interminavelmente para garantir o seu sustento, ficamos praticamente privados de ­tempo e mesmo meios (apesar de recebermos um «salário justo» pelo trabalho que desenvolvemos) para nos dedicarmos a nós próprios e, assim, entendermos a razão fundamental da nossa existência. Além disso, como o trabalho é algo muito honrado e agrada bastante a Deus, não gostando este de parasitas e de malandros e sim de homens honestos e trabalhadores que trabalhem incansavelmente até ao fim dos seus dias, os adeptos deste Deus incrível estão sempre atentos a quem não seguir estas regras, que o Mundo tem há anos e anos sem conta, fazendo-os pagar sempre a sua falta a este cumprimento, com todo o tipo de represálias, de modo a que estes «marginais» saibam quem manda e o que acontece a quem não cumprir com o que o seu «Deus» estipulou para o Homem. Daí criarem uma infinidade de leis, canónicas e estatais, que tiram a coragem a quem ousa não seguir a lei da sobrevivência, com castigos atrozes que vão desde o aniquilamento da sua sobrevivência material até à sua ­destruição mental, fazendo-o, consecutivamente, construir tudo aquilo que será inevitavelmente destruído para voltar a ser construído . Esta é a Lei da vida que tanto apregoam como valiosa. Instável como o próprio ser humano, que mais parece um louco a correr à volta de uma casa, sem entender quando começou a corrida ou quando esta terminou ou deve terminar. E é desta vivência incompreensível e cheia de lamentos de toda esta Humanidade acorrentada que partem todos eles, mais ignorantes do que no dia em que deram o ­primeiro grito. É assim que nascem e morrem, sem puderem dizer chega! Vamos acabar com isto! Ou se vive ou não se vive! Vegetamos, isso sim, acatando leis sobre leis que se sobrepõem umas às outras e nos sufocam, acabando por nos tornar escravos de tudo e de nada e, até, de nós mesmos.

Mas o medo que têm do Deus deste mundo é tão grande que nunca se atreverão a pensar em voz alta e as dúvidas que povoam as suas mentes pensantes acerca deste seu suposto Deus, cheio de mistérios escuros e que ­deixa os Homens divagar livremente sobre si, indiferente às mentiras que inventam, continuam por esclarecer. Daí que nenhum deles seja capaz de responder que Deus é este de quem tanto falam, porque têm medo dele e, ainda, porque apontam o dedo inquisidor quando alguém se atreve a dizer que este famoso Deus não existe ou que, pelo menos, não é o Deus de toda a Humanidade, devido às diferenças enormes que existem entre os seres humanos. Esta ­ousadia e afronta às suas crenças, que tanto os escandaliza, fá-los mais filhos de Deus do que realmente são? Ou será unicamente medo o que têm, por ­desconhecerem tudo e não terem a certeza absoluta de quem são, de onde vieram e para onde irão, nesse seu final mais que predestinado por esse Deus completamente desconhecido de todos eles? A sua falta de conhecimento é tão grande que não conseguem discernir o Deus real do Deus irreal, nem tão pouco o que serão eles ou como serão de verdade. Daí ficarem ofendidos e crucificarem todos os livres pensadores, alcunhando-os de difamadores e perigosos, quando tomam a defesa de um Deus que dizem amar acima de todas as coisas. Embora, para bem da verdade, Ele vá passando quase que despercebido pelas suas vidas, não obstante a dedicação que lhe dedicam no seu dia a dia. Se não fosse terem necessidade dos seus favores, bem que Ele não seria recordado por nenhum deles. O amor que dedicam a este seu suposto pai limita-se a um peditório constante, para uma melhor vivência. Pedidos e súplicas desesperadas que ­ficam sempre por atender e que ecoam por toda a Terra sem terem quem as ouça. A indiferença do «seu» Deus às suas súplicas é de uma incompreensão tão grande que, quando os vejo, espalhados ao deus-dará pela Terra imensa, ­interrogo-me se realmente têm consciência de não passarem de marionetas movidas por fios invisíveis, ao sabor do querer, de uma força maior, que não podem ouvir, amar, contactar, derrotar... até porque nem sequer a conhecem e, pelos vistos, não estão interessados em conhecer. De qualquer modo, a Deus, também pouco importa se os Homens o amam ou não. Quer, sim, que o ­adorem, que cumpram a sua lei (que se é o que as religiões nos tentam impingir estamos mal, porque é a lei do diz e não faz). Isto é: – fala de amor e pratica o ódio e a indiferença pelos outros. O amor não é coisa que interesse muito a esse Deus, nem tão pouco a verdade; quer sim que o adorem acima de tudo. Gostaria de saber o que ganha ele com isso. Cá para mim, o ego dele e a sua megalomania é a maior do Universo. Mas não quero desviar o meu pensamento pequenino no meio de tanta grandeza. É que, como descendente do homem, passei a ser subalterna deste e, como tal, um ser inferior que teve o privilégio de sua ­senhoria Deus Pai de todos os homens (o que creio ser verdade) de ser dada, ofertada, ao meu irmão homem para que este criasse a civilização, na Terra que Deus lhe deu. Daí que o meu pensamento seja realmente pequenino no meio de todas estas superioridades, mas não tanto assim que me impeça de perceber que, como mulher, eu crio e dou a vida (claro que só depois do ataque dos espermatozóides masculinos aos indefesos óvulos femininos) e, assim, saber que o homem descende da mulher e nunca a mulher do homem, pois é dentro do ventre dela que se gera e se cria a vida. Mas este Deus mentiroso reclama para si e os seus homens os meus direitos da criação, alegando o absurdo de eu ter descendido do homem. Daí que, legitimamente, afirme que este Deus não é o meu e sim um Deus dos homens e não sei se não cumprirão estes realmente com os desígnios obscuros deste seu Senhor poderoso ao implantar leis que causam dor e sofrimento a toda a humanidade. Mesmo que me digam, e com bastante frequência, que é o Homem que provoca a fome e a dor a outros seres humanos e que Deus não tem nada a ver com isso, porque é que Ele não os impede? Porque será? Porque não quer, não pode, ou porque não é o seu Deus? Se o seu Deus pudesse impedir, mas quisesse e permitisse todo este império do mal que alastra pela Terra, era o Deus que esperam? Deviam pensar sobre isto. Quanto a mim, quero é que esse Deus de quem todos falam se lixe juntamente com os filhos dele, porque não venero ninguém que permite a desigualdade humana em todos os aspectos. E como não sou primata, pelo menos no conceito dos mortais, não receio o desconhecido, nem lhe presto homenagem, em vida ou na morte. E depois, não gosto de megalómanos que só querem ser adorados, já me chega os que existem cá em baixo (ou cá em cima...!). Se não houver um Deus como eu o entendo fico sozinha, pois mais vale só do que mal acompanhada.


(continua)

 

doente

 

publicado por lazulli às 16:01
"reeditado"
SintoMe: ... em busca dos enganadores de povos

EscritoPorLazulli lazulli às 01:16
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Silêncio das Palavras por dizer

 

 

 

 

 

 

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 17:29
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Mary Paz - Segundo Capítulo (4)


 

IV

 

 

 

 

 

Entrava no mundo do sonho com a realidade que sempre a perturbara e quase não sabia distinguir o que era verdade. Se este mundo ou se aquele de onde viera. Esta actual existência, surgida do nada, fazia-a sentir a vida que nunca ousara escolher porque a  lei da sobrevivência opunha-se, consecutivamente, ao seu Ser, obrigando-a a participar de um mundo nunca sentido como seu. De toda essa anterior existência, fracassada e sem nenhuma razão de ser, restava  uma angústia permanente e um sem fim de perguntas e respostas, que a relançavam para novas e intermináveis perguntas, enquanto existisse. E, continuava a existir. Não tinha dúvidas que existia enquanto caminhava dentro deste estranho e maravilhoso mundo, intensamente salpicado de uma variedade tão grande de flores, que tinha dificuldade em identificar aquelas que de algum modo, independentemente da sua cor e dos locais de onde surgiam, se assemelhavam a algumas que tinha visto na  Velha-Terra, devido à enorme quantidade e diversidade de plantas e flores, que se espelhava por todo o lado, numa flora vasta e intensa, incomparável. Contemplava Cravos, Cravinas e Crisântemos, entrelaçados em Angélicas, Chuvas de Prata, perfumadas por  Gardénias que pareciam beijar as Dendróbiuns que presas das árvores se estendiam em direcção ao chão atapetado de pétalas aveludadas que pareciam sempre ali terem estado, viçosas e frescas, agitavam-se suavemente como que num bailado invisível e só perceptível a sentidos pouco comuns.

Não tinha a quem agradecer toda esta beleza mas não seria por isso que deixaria de olhar as Delphinium, Amarílis, as Heather, as Íris, parecendo belas deusas gregas do arco íris, ali representadas. As Blues, Gerberas, Astromeias, Alpinas Vermelhas e Rosas, Anémonas e as Antúrio. A extravagância das Rosas Azuis,  as suas favoritas naquele imenso jardim colorido, que parecia dono e senhor absoluto desta paisagem idílica onde nunca existiriam trevas capazes de ali penetrar a não ser as trevas da sua própria mente em constante divagação. Os nenúfares de cores brilhantes e de núcleo dourado, agitavam-se levemente como que a chamar-lhe a atenção para a desviar de pensamentos tão descabidos num mundo destes. Extasiada com tanta beleza, confusa e perplexa, olhava os reluzentes cursos de água prateada que enxameavam velozmente e no auge da excitação, as Stephanotis, Gardénias, as Tulipas e os Narcisos, estonteantes.  Os jasmins, as heras, madressilvas e as camélias, juntas a arbustos mais densos, pareciam luzeiros no meio das sebes, das trepadeiras com gavinhas que pareciam ir para lado nenhum e heras roxas, vermelhas, amarelas, azuis de todos os tons, desde o azul marinho aos azuis violeta, âmbar e açafrão, por entre verdes, castanhos, dourados e prateados, que compunham uma flora única. A variedade das finas e sensíveis Orquídeas, Oncidiuns, logo a faziam correr com o olhar até aos Gladius em forma de espada que ficavam meio a propósito junto dos Protea.  Tudo o que via, enquanto caminhava metida dentro de si mesma, em busca de ténues luzes que lhe dessem uma explicação para tudo quanto vivera, agregado ao mundo físico ou não, era de uma inolvidável e intrínseca beleza onde só a luz com ausência total de escuridão aparecia resplandecente como uma fatalidade eterna, às suas insistentes e persistentes interrogações. Por escassos segundos, parava os olhos cansados nesta imensidão, como para os reconfortar de toda a fealdade que tinham visto antes de ali chegar e deixava que as gotículas que lhe caiam pelo rosto em grande velocidade até ao chão, com pressa de se integrarem nos riachos que corriam suaves por todos os recantos, desaparecessem perante o seu olhar molhado, na água prateada que lhe parecia sorrir.

Provavelmente o futuro que a aguardava nesta Nova-Terra, dentro de uns tantos outros anos, dar-lhe-ia as respostas às perguntas que a haviam perturbado ao longo de toda a miserável existência a que “alguém” a havia sujeitado, indiferente ao seu querer de não existência, obrigando-a a suportar uma vida sempre indesejada. Uma vida que sempre sentiu não ser a sua. Por mais que os olhasse de perto e os tentasse igualar, cumprindo desse modo a sua função de vida, que era nunca por em causa o precioso e raro bem, que era  esta existência e amá-la sobre tudo e sobre todos, a sua pobre alma opunha-se a esta firme filosofia, numa resistência sem limites como se dentro dela o grito da vida estivesse ainda preso em sua garganta. A dor de nascer tinha ficado tão agarrada a si, que ainda hoje a sentia e doía-lhe ter nascido. Questionara todos. Indagara. Mas não obtivera resposta inteligente de todos aqueles letrados da Vida. Perante ela, de cada vez que os indagava e deles obtinha as provas duma iliteracia que mais do que a alma lhe magoava a mente sempre pequena, parecia-lhe que nem um herege era tão estigmatizado quanto ela o fora, por negar desde criança o maior e único bem de toda a Existência. A Vida. A Grande Preciosidade. O tesouro único a que todos deviam humildade, obediência, devoção. Sentia-se insana com a insanidade deles. Alguém estava ou era louco. Alguém estava ou era cego. Ela, nos seus momentos de maior doçura, tentava, esforçava-se por ver esse precioso tesouro. Abria desmesuradamente os olhos. Esfregava-os desesperada. Queria ver o que eles viam mas não conseguia. Só o seu irmão, lá no topo onde não lhe podia chegar lhe reconstituía as células gastas de tanto esforço e parecia dizer-lhe: "- Não penses querida. Eles não sabem o que é a vida. Não sofras. " Encostava o rosto ao vidro da janela e deixava as lágrimas correrem de dor. Olhava-o e interrogava-o em silêncio sofrido. Porquê?! Como resposta sentia-o entrar dentro de si e inundá-la completamente. Adormecia-a. Acarinhava-a. Confortava-a e ... deixava que por instantes o tempo parasse e ela não existisse. Quando os olhos se abriam, sorria-lhe a agradecer-lhe mais uma vez o seu cuidado com a sua mente para que esta não se perdesse de vez no mundo da ilusão. E, era assim que o tempo ia correndo e ela o contava ansiosa para que ele terminasse definitivamente para si. Sonhava todos os dias no regresso a Casa. À Casa dela. Àquela que embora não conseguisse, mentalmente, fazer uma reconstituição perfeita de como era por lhe haverem apagado quase toda a memória na Passagem dos mundos, sentia-a ali algures à sua espera. E ela ia voltar um dia e nunca que iria aqui voltar. Para isso se preparava. Queria estar pronta para poder novamente pegar na sua espada de lâmina reluzente e afiada. Sentir o movimento dos pulsos quando a bramia no Ar e rasgava o vazio ou o aço forjado a fogo encontrava na sua veloz trajectória Matéria Essência para queimar. Destruir. Aniquilar. Olhar o desaparecer e extinção de mais uma daquelas coisas que aprisionava quase para sempre  e irremediavelmente, o ente. Ah, que saudades de si mesma nesta Batalha interminável, por todo o Universo visível assim como o invisível. Por todo o Universo material assim como o imaterial. Que saudades da sua própria dignidade. Da sua verdadeira e única luta. Tinha que conseguir, voltar a envergar as suas verdadeiras vestes e encimar as fileiras dos combatentes pela Essência do Universo Essência.

Entrar nesta matéria  grosseira ou qualquer outra, era algo que repudiava veemente. Não queria ter que voltar a ver um único lado da beleza da vida e da forma das coisas. Um lado que todos viam mas que negavam perante si mesmos ou perante os outros ou ainda lhe atribuíam todas as necessidades necessárias à vida. Como se o bem estivesse dependente do mal. Como se o bem só existisse porque o mal existia. Não! Não entendia! E ninguém será capaz de mostrar a lógica desta ilógica toda. Não queria aprender, perceber, entender e muito menos aceitar a belíssima lógica deles. Se existiam culpados para todo este engano, ela queria saber quem eram. Ela queria saber porquê. O porquê da morte, do sangue, da fome, da dor, da mentira, do engano, do desespero, da tragédia, da descrença. Do caos. Do pérfido. Das lágrimas perpétuas de toda uma humanidade sofrida. Viu sangue. Viu morte. Viu o caos humano entranhado nesta vã filosofia. E não entendia. Não percebia, como podiam eles sentir o Sol em suas existências, se aceitavam o bem e o mal com o mesmo enlevo e ainda agradeciam todas as dores, quando as não negavam! Se era verdade que eles não a entendiam não deixava também de ser verdade que contra todas as filosofias e sabedorias, ela vivera para sempre, até este momento que se poderia chamar de mágico ou de sagrado desprezando os seus ridículos conceitos de vida, até porque todos eles os asfixiavam do nascimento à morte, premiando-os uma vida inteira com a prisão da sua alma. A único bem que deveria ser amado por todos eles! Mas não. Preferiam uma escravidão sem limites e virar o rosto à verdade que gritava ou chorava dentro de cada um.

Ela nunca aceitaria a versão dos homens e sim a Verdade plena. Tinha que existir uma razão para a sua existência e bem que poderia percorrer o universo inteiro, durante biliões de anos e ocupar todas as formas de vida, mas no final ela saberia a verdade. Queria olha-la de frente e aí saber se finalmente o seu choro pararia ou se pelo contrário seria eterno. Se afinal, existiria diferença entre o choro dela e o choro deles. Se tinha valido a pena mais eternidade do que tinha sentido sobre ela, até ao momento, não deveria existir. E, se existisse, ela já lhe conhecia a dolorosa sensação. Acreditava estar preparada para tudo. Por isso siga os trilhos meio mágicos que serpenteavam por entre  anémonas, Não queria nunca mais ter que magoar o seu ente com o absurdo da vida lógica e sagrada a todos. Ela não aceitaria viesse de onde viesse qualquer verdade. Por isso caminharia até deixar de ser. Seria tão persistente aqui como o fora até aqui. Incomodaria todos os sistemas. Procuraria todas as engrenagens e ou se apressavam em dizer-lhe a verdade ou poderiam estar certos que a luta pela alma dela continuaria.

 

Não existia passado nem presente, como ousar então ousar pensar existir um futuro, que esclarecesse toda esta sua indignação? Indignação esta à qual nunca ninguém pôs termo. Que pretenderiam afinal os Senhores do Universo, com estas mudanças de existências inexplicáveis, se é que realmente estes existiam.

 

Era o existir no não existir que se fundiam, sempre imutáveis como a vida e a morte. E que lhe venham falar do que eles próprios não fazem ideia, dando consecutivas justificações – senão razões – para o que nem sabem o que é ou como é. Para eles só conta que existem e fazem existir. Sendo existir o supremo bem que o Universo nos concedeu. E ela?! Que fará ela neste ou noutro mundo qualquer, amarfanhando a vida dentro de si, sem que tenha a esperança num acabar definitivo, para o seu Ser torturado que nasceu com um misto muito maior de deus do que dos homens? Quem ouve o seu apelo distante e tão desesperado, que se compadeça de sua existência tão indesejada? Mas lutar por um acabar, ela o iria fazer num futuro próximo, sabe Deus com que leis e com que armas, para destruir uma existência inútil e sem sentido.

 

- Deixai-me morrer ou deixai-me viver, mas não permitais que se prolongue o meu Ser tão cheio do inexistente. Dai-me então num mundo onde o não existir, seja o supremo prazer de existir.

 

Enquanto caminhava absorta em seus pensamentos, Mary não se tinha apercebido que a paisagem verdejante, enfeitada de lustrosas pétalas, começava a desaparecer sob seus pés descalços, dando lugar a um finíssimo pó, que lhe ia absorvendo os pés na sua marcha no nada e aparentemente para o nada. Ventos quentes iam soprando suave ou bruscamente, envolvendo-a num rodopio interminável. Baloiçando para trás e para a frente, para um e outro lado, como uma frágil giesta tentando continuar presa à terra e as lágrimas a deslizarem pelo rosto devido às agrestes e fortes correntes, tenta desesperadamente descortinar algum lugar de apoio, mas constata estarrecida que não tem como sentir o solo por baixo de si, que se remove a cada insegura passada. Tudo em seu redor é uma espécie de vácuo, onde rodopiam ventos constantes, elevando apenas este estranho pó que quase a sufoca. Com as narinas meio entupidas, tenta respirar e, de tanto ar manifestado em tufões, furacões, tornados e vendavais, que a envolvem no seu todo, atirando-a para um e outro lado, quase sufoca no meio dele. Fechando os olhos, deixou que as forças impiedosas a arrastassem e a atirassem a seu bel prazer, contra o nada. Vogando meio inconsciente, como pena ao vento, com os olhos semicerrados, ainda tentou, num esforço desesperado ver para onde era levada mas, era impossível ver fosse o que fosse no meio dos constantes ventos. Por entre uma luminosidade irreal, como se de um elemento etéreo se tratasse, ora caminhando, voando ou arrastada, quando todos os ares a resolviam largar por alguns instantes como que para descansar da sua tarefa de movimento constante, completamente envolvida pelas ondas frias e quentes em torno de si, tentava pensar, ordenar pensamentos distantes ou recentes que lhe permitissem saber da sua morte ou da sua vida. Bem à pouco tempo atrás, parecia-lhe, não estivera ela num paraíso de vida? Como aconteceu esta transformação tão repentina? Teria se afastado tanto assim, daquele lugar abençoado, onde tinha aparecido por acaso? Como foi entrar neste vácuo, sem se dar conta, onde virasse em que direcção se virasse não conseguia ver, se tinha fim ou princípio, este estranho mundo. Indecisa, recomeçou dificilmente a sua marcha, arrastando os pés descalços pelo pó cinzento, único solo deste mundo.

As imagens tinham desaparecido da sua memória e, a única coisa que conseguia balbuciar era o nome desconhecido de seu senhor perdido antes do Tempo que nunca houvera achado.

 

 

(continua)

 

desmotivada
 
ficção, livros
publicado por lazulli às 10:13
Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
2009-02-28 08:16:23
 
 

 

 

 

EscritoPorLazulli lazulli às 17:22
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Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Humanidade Escravizada (IX)

 

(continuação)

 

 

De qualquer modo, nem tão pouco é preciso basearmos-nos na Bíblia para confirmamos a não existência do Adão e da Eva, de onde dizem termos origem. Basta sabermos de onde veio cada um de nós, fazermos contas e utilizarmos as mais modernas tecnologias ao nosso dispor hoje em dia para confirmarmos estes dados. Se tiverem curiosidade de confirmar isto e consultarem a vossa árvore genealógica, verificarão esta realidade tão simples e deixarão de ter definitivamente dúvidas sobre se realmente esse tal Deus criador pôs mesmo um homem e uma mulher na Terra, para darem início a esta humanidade tão diferente entre si.

Segundo a Bíblia Sagrada, traduzida dos textos originais, com notas, dirigida pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma – Edições Paulistas, 1978, no Génesis, nessas mesmas notas, está mencionado que «A criação do céu e da terra (1,1-2,3), é como que o prólogo do grandioso drama, que se divide em duas partes, e tem por protagonistas os cinco grandes patriarcas : Adão e Noé, patriarcas do género humano; Abraão, Isaac e Jacó, patriarcas do povo hebreu. O todo é enquadrado pelo autor sagrado em dez tábuas genealógicas...» Dez tábuas genealógicas?! Não era só uma?! Mais ainda, qual a diferença entre género humano e povo hebreu? Então o género humano chegou primeiro que o povo hebreu? E em que altura chegaram estes últimos à Terra? Será que isto significa que há de facto diferença entre filhos de Deus e filhos do Homem, tal como é mencionado ao longo da Bíblia em várias ocasiões como, por exemplo, no Génesis (6,1-2) «Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e geraram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram-nas como esposas a seu gosto.» Ou em Ezequiel (2,1) ­«Filho do homem, põe-te de pé, que vou falar-te». Se o próprio Deus, se dirige ao homem, por «filho do homem» e não por «meu filho», isto não pode ter nenhuma interpretação além daquela que está escrita. Que não somos todos filhos de Deus. Além disso, até no Novo Testamento, em (Mt. 15:13) é mencionado esta coisa espantosa: «Toda a planta que meu pai que está nos céus não tiver plantado será arrancada». Parece que muitos de nós não escaparão, façam o que fizerem. Pelos vistos o senhor não nos plantou a todos. Vai daí, quem teria «plantado» os outros?

Como vimos, a Bíblia faz várias referências a filhos de Deus e a filhos do Homem, o que significa que existem, pelo menos, duas espécies reconhecidas e devidamente diferenciadas por Deus ao longo de toda a Bíblia. Uma delas parece de facto, ter origem em Deus, mas a outra, provavelmente terá origem no próprio Homem que vem de Deus e/ou mesmo na própria Terra. Perante esta dura realidade, parece-me, que não tendo todos nós a mesma origem nem a mesma natureza, logicamente não temos também os mesmos direitos, a mesma razão de existir e a mesma finalidade. Daí, a pretensão dos cristãos de virem a ser filhos de Deus, através do baptismo, mesmo que este baptismo lhes dê unicamente o direito (segundo dizem) de ser filhos adoptivos deste ­«fantástico» Deus. O arrancador de plantas.

Mas neste momento não me interessa discutir a possível distinção entre filho do Homem e filho de Deus tão mencionada em toda a Bíblia, sejam eles criados, gerados ou engendrados; deixo isso para quem pretender saber mais sobre o assunto. Interessa-me sim mostrar, se possível, que não descendemos de um único casal e sim de vários, originários do nosso planeta ou de um outro qualquer.

 


(continua)

 

voando sobre o pântano
homem, literatura, livros, vida
publicado por lazulli às 15:30
Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
SintoMe: horrorizada com o mundo islâmico

EscritoPorLazulli lazulli às 01:10
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Domingo, 30 de Novembro de 2008

RetornoDasÁguasMil

mariola, deixou um comentário ao post Mary Paz (2ºCapítulo) às 16:49, 2007-10-09

Sinto a sua falta, Amiga!

Espero que esteja tudo bem consigo.

Vasconcelos

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mariola, deixou um comentário ao post Humanidade Escravizada (XXII) às 16:46, 2007-12-21.

Desejo-lhe o mais e o melhor que o mundo tiver, para que dele se gabe em alegria e satisfação. Bom Natal e Feliz Ano Novo! Beijo Vasconcelos
_____________________________________________________________________________
Hugo Jorge, deixou um comentário ao post Mary Paz (2º Capítulo)
às 14:01, 2007-12-11.

Uma definição sobre amor: http://dr-hugo-jorge.blogspot.com/2007/12/o-amor.html

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Margarida, deixou um comentário ao post ... Desencanto
às 13:30, 2007-11-02.

Lazuli Bom dia Como já lhe disse antes,venho aqui muitas vezes lê-la. agora mais à vontade, deixo-lhe aqui,umas palavras de ânimo. Entendo-a,também eu passo muitas alturas,dentro da minha própria concha. Mas sabe uma coisa? às vezes faz-nos bem no nosso deambular por este mundo,entrosar-nos com as pessoas.Nem todos nós que andamos por aqui,somos Dragões,prontos a explodir. Perca o receio amiga, e divirta-se também nestes espaços, que podem ser lúdicos e de entretenimento ,capazes muitas vezes de nos fazerem aparecer no rosto crispado um sorriso gratificante.E nós precisamos também de sorrir. A vida é triste já por si própria, e o meu entendimento é que devemos torná-la menos triste ,e tentarmos de algum modo apaziguar a nossa dor,e darmo-nos também aos outros. Acredite Lazuli, entendo o seu sentir, eu que sou escorpião de signo,tenho longos períodos de reflexão nas sombras profundas do meu ser,mas tento reagir a esse estado de espírito,que só nos faz mal. Desculpe, este meu desabafo,para consigo, mas venho a pensar há uns dias, que precisava de lhe dizer isto... Tente levar o que se escreve por aqui, não tão a sério, e verá que se sentirá melhor. Mais uma vez lhe peço que me desculpe se considerar este meu escrito um interferir na sua intimidade virtual. Um beijinho e fique melhor. A casa de cristal precisa e nós que a lemos também. Um beijinho Margarida(sem qualquer tipo de irreverência)

_____________________________________________________________________________
Venctus, deixou um comentário ao comentário
Humanidade Escravizada (XX) às 19:16, 2007-12-11.

Ola Lazulli, Creio que a Cabala é algo a estudar. As analogias lá descritas são boas para um bom entendimento de como funciona o universo. Eu sei pouco sobe a cabala, pois é preciso algum tempo para andar à volta dela, mas do que li, percebi mais ou menos. Não pratico a cabala prática, mais por curiosidade. Para aqueles que não sabem na bíblia contém muito conhecimento, claro escondido atrás das histórias no antigo testamento que é essencialmente judeu, judeus que retiraram muito conhecimento dos egípcios, de onde estes tiraram dos atlantes, de onde tiraram de Lemúria...e por ai adiante. Está tudo interligado, é só descobrir a ponta e seguir a corda. Ah, claro que só estudar a cabala e mais nada é insensato... Fica bem Lazulli Venctus

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mariola, deixou um comentário ao post
Palavra às 21:28, 2007-10-27.

Venho aqui agradecer-lhe tudo, que disse, escreveu e fez pelo "Mariola" e bem assim, pelo "Vasconcelos". OBRIGADO! Desejo-lhe as maiores felicidades, votos de boa saúde, alegria e disposição. Os melhores sucessos, pessoais, profissionais e familiares! Eu, andarei por aí de vez em quando, fazendo as visitas que se tornaram obrigatórias, como é o caso da "Casa de Cristal". Beijo Até sempre. Vasconcelos

_____________________________________________________________________________

NOTA: Continuação dos Comentários da CasaDeCristal. Agradeço a todos, o carinho. (lazulli


EscritoPorLazulli lazulli às 20:55
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Os "Deuses" Também Choram

 

 

 

Choram desde o Dia em que os humanos os confrontaram

Tomando para si mesmos o controle das suas vidas

Por essa altura surge-lhes um poderoso aliado

Que expelido do Espaço

Aqui encontra terreno fértil às suas ambições.


Desprotegidos, depois de a seu lado lutarem

Hoje são pasto emocional de um “Deus” expelido


Os homens não amam mais os “Deuses”

Amam um homem

Que se intitula “Deus”.


“Demo” ambicionou tomar conta da Galáxia só p’ra ele

Fazer dela o seu domínio exclusivo

E, conseguiu

Conseguiu vencer

No pequeno globo antes protegido por seres da Essência Cósmica.


Choram os “Deuses” a sua derrota

Choram os “Deuses” os homens ambiciosos

Que se juntaram ao Pérfido Vingador

Choram os “Deuses” toda a humanidade

Que esquecida

Rasteja na baba viscosa largada por toda a terra

De um “Deus” único

Vindo de longe

De muito longe...


Choram os “Deuses”, a sua própria existência

Quando pela eternidade fora

Vão vivendo uma vida indesejada

Longe dos seus

Choram cada humano que com eles se cruza e diz que não entende

Que não os conhece

Que eles não são “deuses”

São homens...


Choram a diferença

A Indiferença

O desprezo e a arrogância

O desamor e a falta de entendimento

Numa terra que decidiram nos primórdios adoptar.


Porque se não foram embora

Acompanhando os seus irmãos


E...

Insistiram em ficar

Para lutar

Lutar na sombra

Sem Glória

Sem conforto

Sem Amor

Perderam até hoje

E, perderão sempre

Porque nunca se entregaram

Ou entregarão

Aos que aqui estão

E... choram

Choram sempre

O Desamor

A Mentira

E... a dor


Choram a grandeza da sua pequenez

E, da sua perda.


Saudade


Saudade de mais um tempo

De

Cada tempo que foi mais um tempo que passou.


A Casa ficou distante

Cada vez mais distante


Chora “deus” a tua incompreensão

Por tão grande piedade

Morres às mãos daqueles que vivem por ti verdades inacabadas

 

 

Incompletas...

 

Parem as lágrimas dos “deuses” menores

Que querem continuar a ser o que são


Nada!

 

 

 

...

poesia

publicado por lazulli às 18:26

Junho de 2007

comentários 4

SintoMe: atenta

EscritoPorLazulli lazulli às 16:00
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Batalha Inacabada

 

 

 

 

 

Estranha forma de vida que vagueias por entre os mortos, vivo!

Tão vivo, que o teu ente toca o meu, sinto-o!

É o eterno que me chama dentro de mim me reclama

Juramento quebrado por um corpo morto que vagueia cheio de vida aparente

Injúria é o que eu sinto! Dor eterna Imortal

Move-se, clama, geme no Campo de Batalha

Vagueia em desnorte por entre destroços Morto caminha por entre os mortos

A seu lado, ouço o som das espadas quando se cruzam Trespassam-me

O choque do aço afiado. É o fim da rendição de uma Batalha Inacabada

Procuramos a promessa Encontramo-la Recomeçamos sempre a mesma busca

Vivemos no mundo dos mortos e queríamos não estar vivos Eternamente vivos

A Batalha teve um começo Deve ter que ter fim um dia

Não ganhamos Perdemos Perdemos sempre no sofrimento das dores d'um Universo inteiro

Queremos morrer porque estamos vivos O nosso eterno castigo

Vogamos de corpo em corpo à procura de um outro corpo que nos acompanha desde sempre

Não o vemos Mas sabemos que ele habita dentro de nós

Era fácil acabar com esta procura desnecessária Terminar o nosso suplício de existência

Nos impedimos esse direito O direito do Retorno

Queria dar um passo em minha direcção Obrigar-me a aceitar a cumprir o prometido

Provoco uma reacção Mas também eu não dou o passo definitivo para poder morrer de vez comigo

Nossos corpos (mentais) se reconhecem Procuramos muitos corpos (mentais) para um só corpo

Será que são mesmos muitos para Um?! As mentes talvez o sejam Mas os corpos não

Já nem tão pouco dorme dentro de mim Despertou Atormenta-me violentamente disposto a acabar comigo

Não entende porque espero Nem eu

Só queria ser nada coisa nenhuma Mortal apenas mortal Não estar viva nesta morte

É um mundo estranho este em que nos encontramos Talvez tenham existido muitos outros

Um toque com o ser vivo que habita dentro de nós Um único toque

E, o mundo explodiria em miríades e miríades de Essência Talvez aí pudesse ter paz

Mas um corpo é só um corpo Nada mais aparentemente Também quer o mundo deles E, quere-os a eles

Ainda é tempo de parar tudo isto Perceber a verdade sem medo Caminhar para ela Arriscar tudo

Talvez me salvasse desta estranha loucura Talvez me devolvesse o meu sentir

Estamos tão perto que o sinto Mas o milagre não se concretiza

Néscios é o que somos ao querer o que não é nosso Luta desnecessária pela causa  d'outrém

Guerreiros perdidos sem objectivos Desertores de nós mesmos Cobardes

Entrar num mundo vivo de batalhas e guerras intermináveis que nos desgastam

O que nos teria acontecido no passado?!... Adivinho um paraíso perdido Antevejo o sucedido

Sonho.


EscritoPorLazulli lazulli às 07:28
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