CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros

Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

Desencantos

... porque o silêncio falou mais alto que eu ....



perseguem meus passos inocentes
quando atravessava atravessava a medo
em busca de pedaço seco
sou eu eu que não posso continuar por este caminho
com risco de cada vez mais me doer
esta mistura afastar-me de mim mesma não
posso tentar fazê-lo é magoar com uma dor maior e persistente

descubro os segredos do pântano que atravesso
o medo dissipa-se
mas a certeza do regresso a mim mesma permanece
preciso ficar só
preciso

agitaram-se as águas do pântano
por um momento
e, por um momento
adormeci os sentidos de mim
num torpor magico de encantamento
deslumbrada
pelo mistério das almas que se mostravam
Inconsciente, insisti em atravessar descalça
as águas, que se moviam
confiante
que conseguiria e queria a integração
nas suas vivencias
e no estender das suas mãos
das águas tépidas
que aclaravam à passagem de ventos suaves
mas, não consigo
essa não é a minha Natureza.

movem-se lianas abetos
quando o vento por eles passou
e as luzes escondidas
surgiram acanhadas nas brumas do pântano

o voou do pássaro
permanece
já não inseguro
receoso
pela pradaria imensa
que por baixo dele se estende

mas pousar
o pássaro não pode
é a sua Natureza que lhe não permite

tentar permanecer
em solo firme
atormenta-o
é pequeno
muito pequeno

quer sobrevoar a pradaria sem medo
mas nela não quer ficar


mas não afasto-me de mim neste estar que não é o meu
neste instante pendente de mim
neste desencanto da minha alma
tento encontrar uma razão para aqui estar permanecer ouvindo os sorrisos e sorrir
mas são dois os motivos e só por eles permanecerei

porque foi por eles
unicamente por eles que fiquei
que iniciei a travessia
do pântano sombrio e da sua pradaria

sorri às almas que me sorriem
num gesto de agradecimento meigo e terno
e retribuo-lhes o estender das suas mãos num gesto meu de eu ser mesmo eu, só recolhendo só assim sou eu e digna dos seus sorrisos e do estender das suas mãos .

num instante tudo parecia possível, podia rodopiar alegre dançar no ar, e misturar-me com os elementos pertencer ali permanecer, participar da vida de um pântano profundo deste mundo, mas o desencanto magoa a alma que trago em mim não posso não sei tentei, continuar pousada de lugar em lugar não posso

sobra uma paz uma certeza um saber que me contenta não é mais a vida no pântano e do pântano na pradaria imensa que me provoca dor sou eu que não posso ser o que não sou tentar ser igual às boas almas que nele estão.

sei a resposta que procurei por isso posso ficar aqui a sorrir mas não posso permanecer

as almas sorriram-me por um momento
mágico foi esse deslumbramento de mim
meu coração alegre quis ficar
permanecer junto
mas,,,,

ONTEM:2016

 

 

HOJE: 2018

... agora não é mais o pântano contaminado que me impede...

... o silencio de mim, trouxe as respostas...

 

é o Pântano Contaminado do Mundo

onde a Raça-Humana

mostra claramente

a sua animalidade

 

Também aqui as águas se misturam

Já ninguém sabe quem é quem

 

Urge a separação destas águas-pútridas

Que a todos tenta corromper e intimidar

 

LUTAR POR NÓS E PELO QUE MAIS TEMOS DE VALIOSO

AS NOSSAS ALMAS CÓSMICAS

NÃO PERMITIR QUE O MAL AVANCE

 

PROTEGER OS INOCENTES!

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SintoMe:

EscritoPorLazulli lazulli às 17:13
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

São lágrimas, senhor, são lágrimas

 

 

"São lágrimas, meu Senhor, são  lágrimas"

 

 

lágrimaAzul

 


Lágrimas 
 

dizeis vós

senhora minha...

como podeis guardar lágrimas em Vossas mãos

se vos amo

desde o raiar da aurora

até ao descer do manto que cobre o mundo

dizei-me vós

senhora minha

a verdade

não me oculteis a razão

do vosso deambular

por jardins

que são unicamente meus

senhor

de todos eles

o que escondeis em vossas mãos

senhora das mãos de prata.

 
 
 


"Lágrimas, meu senhor, lágrimas ."

 


Pelos deuses

não me desespereis mais

abri vossas mãos

quero ver o que trazeis

e o que me ocultais.

 
 


"Já vos disse, Senhor, são lágrimas ."

 


Desesperais aquele que vos ama

desafiais

a paciência de quem amais

com vosso silêncio e persistência

abri vossas mãos

agora

vos ordeno

que o façais.

 
 


"Senhor, vos digo que são lágrimas ."

 

Lágrimas que guardei

neste deambular

e afins

acreditei

que guardando-as

junto a meu peito

nelas recolheria vossas promessas

o amor de meu senhor

perdoai-me

mas não

não me pedis

tamanho sacrifício

pois com sacrifico as guardei

e em mim as mantenho

não posso senhor

fazer vossa vontade

porque

são mesmo  lágrimas o que trago

aconchegado

em minhas mãos

desde que aqui cheguei.

 

Não é prata senhor

muito menos palavras

como aquelas que bem conheceis

as vãs palavras

muito menos palavras vãs

esses raros bens

eu não possuo

só possuo as minhas mãos

que bem conheceis

e o que nelas guardo.

 

 


Quero ver senhora

só assim acreditarei

em vós

vendo com meus olhos

o que nelas guardais

mostrai-me

o que trazeis

guardado em vossas mãos

hermeticamente seladas

numa concha impenetrável

não tolero mais olhar-vos

e ver-vos sempre com o mesmo ar

não mais demandas à luz da aurora

nem na noite oculta

quando a lua não se vem ali colocar

para a alumiar

não tolero mais tanta demanda

em busca do impossível

senhora das mãos de prata

abri vossas mãos

mostrai-me o que elas contêm

não acredito mais em vós

nem naquilo que dizeis

ordeno

que me obedeçais

neste momento

onde minha paciência

já esgotada

vos considera

menos que nada

então em que ficais

mostrais

ou não mostrais.

 

 

 

 

Senhora das mãos de prata

liberta as mãos

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 Abre as mãos e deixa que se expanda serpenteando por todo o solo a luz que dela emana.

(duas lágrimas de prata deslizam pelo rosto da alma que pena pelos jardins do castelo apalaçado e assombrado, guardado pelas torres lá do alto, onde os olhos vigiam...)

(de olhos erguidos, em frente ao rosto amado, como outrora, abre as mãos de prata e logo as águas de luz argêntea deslizam pelos jardins assombrados do tenebroso jardim de onde foi expulsa sem uma palavra)

 

 

lágrimas.jpg

 

 


E logo as duas águas se misturam

na água única

as que nascem de novo

e as recolhidas

carinhosamente

na penosa demanda

pelos jardins desconhecidos

pequenos cursos

irradiam a luz do dia

sob o olhar atento do Sol

que lhes abrilhanta ainda mais

a cor da dor

encerrada em cada gota

de prata

serpenteando pelo imenso jardim

as águas mil

de mil segredos

de mil medos

e do amor eterno

inundam o jardim assombrado

ameaçando afogar

no seu inesgotável

aumento

o amor maior

que em si encerram

 

                                     


Eu disse-vos senhor

eu avisei meu amado.

 
 
 

Senhora

perdoai minha desconfiança

eram lágrimas

lágrimas de cristais

perdoai

minha desconfiança

perdoai vosso senhor

e fechai a fonte de onde brotam

as águas inesgotáveis

eu vos ajudo

a consegui-lo.

 

 


Agora é tarde

meu senhor

as águas mil

deambularam por todos os recantos

do jardim já assombrado

assombrando novamente nossas almas

até á eternidade

porque meu senhor

não confiastes

naquela que vos ama desde a eternidade

fechasteis palácios

jardins

deixasteis morrer o mundo

com a a vossa desconfiança

e matasteis o sagrado

para sempre

condenando aquilo que mais amasteis

eternamente.

Perdoo-te senhor

quando chegar o dia

em que puderdes perdoar a vós mesmos.

Correi agora

parai as águas do meu mundo

que serão mais eternas

que a eternidade

que nos separou.

 
 


Procurai

buscai em todas as esquinas

ide numa demanda

até me encontrardes de novo

porque vossa amada

Tem que partir novamente

para o lugar

de onde veio

mesmo ali

perscrutarei

todos os os vossos movimentos

aguardarei

pelo vosso entendimento

e recolherei as lágrimas

que puderdes recolher nessa demanda

que ireis fazer.

Trazei de novo a mim

as minhas lágrimas senhor

essa é vossa tarefa

para sempre.

 

O mundo e o que o mundo contém

morrerá

por minha dor

Senhor

Porque não me reconhecesteis

E o grito d'alma

atravessou o infinito

e se fez ouvir

por todo o Espaço Criado

assim como o nºao criado

expergindo as lágrimas

do Amor Maior

 

Tenho Pena

Tenho Dor

Tenho magoa

Por minhas lágrimas.

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Eram lágrimas Senhor, eram lágrimas. 

 

Final do poema "Sao lagrimas, meu Senhor, sao lagrimas, escrito no ano 2007

 

SintoMe: ... a espera

EscritoPorLazulli lazulli às 18:27
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Domingo, 18 de Setembro de 2016

alma

... a alma não engana nunca os sentidos
o que engana os sentidos
é a razão humana---

SintoMe: ... olhando o céu

EscritoPorLazulli lazulli às 04:51
| comentar
Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016

manto negro

 

 

 

A coberto de manto negro

pesado manto

de luto extremo

oculto está o sorriso

que o amor transporta

agrilhoado

às vontades

de insanas criaturas

mandatárias

de deuses desconhecidos

mas assim mesmo

hediondos

 

 

Arrasta a vida sob os pés

de passos incertos

inseguros

varre o pó do Deserto

bem como à vida

que lhe impuseram

O manto é grande

pesado

A vida não respira

chora

às escondidas

sob o manto que a cobre.

 

 

Não, não é mentira

é verdade

Mentira são as leis

que a tinta fez e faz correr

no decorrer dos milénios

que passaram e estão por vir

registadas em papiros

pergaminhos

folhas

papéis

Qualquer artefacto

servia e serve

para as tornar

cada vez mais credíveis

à alma desprevenida

não consciente

da Sua Origem

da beleza

do seu início.

 

 

E há-dem correr muitas mais tintas

Serão gastos muitos mais papéis

para o mesmo final

se o manto não for rasgado

em mil pedaços

Não será apenas tinta que continuará a correr

para a terra

O sangue  também continuará a correr

terra dentro

ininterruptamente

Como o tem sido desde sempre.

 

 

Os registos, sim

dos Livros Grandes

são a grande mentira

deste manto que tudo cobre e encobre

para que a Vida

continue morta

Biliões de litros desde o início

Primeiro púrpura

depois

qualquer uma servia

ao papel amargo

onde eram registados

os absurdos

da vida

da existência

da Ordem

do antes e do depois

do Alfa e do Ómega

Tudo coisas desconhecidas

dos austeros utilizadores

de tinta

Das vontades da prevalência

sobre os mais frágeis

Eis a Civilização

gerada na tinta

vinda do nada

mas que tapou rostos

corpos

almas

O Amor Verdadeiro

A Verdadeira Origem.

 

 

Com elas

as leis ditas divinas

criaram-se e fizeram-se absurdos

Implantaram-se horrores

pela Terra inteira

e o mundo foi alterado

do seu curso Natural

desviado

da sua própria verdade

A Liberdade

 

 

Mentes diabólicas

desalmadas

recebem treinos

treinos intensos

técnicas de persuasão

eficazes

A perfeição da maldade

atinge o esplendor

na execução

Daqui

saem mantos

pesados

para as leves

mantos negros

pelos mentores engendrados.

 

 

Escuridão

Perpetua é a escuridão

das leis inúteis

sem sentido

sem verdade

que sufocam a alma que busca

a verdade

que se interroga

porquê

ninguém responde

ninguém se interroga

ninguém indaga

Apontam os livros diabólicos

das mentes insanas

que prometem

Paraísos Perdidos

Inexistentes.

 

 

E sob o negro manto

de olhar fechado

clama-se por justiça

junto dos próprios carrascos

Pede-se clemência

Divina

Mas a Divindade

continua surda

muda

indiferente

Pudera

não foi ela que fez os Livros dos homens

estes os criaram

por interesse próprio

obrigando a aceitar

aos que vêem com os olhos da carne

como com os olhos do espírito

a prisão da alma humana

vidamorta.jpg

 

que dorme morta na vida

e que como inferior

sonha pela liberdade

no Paraíso inexistente

dos seus próprios algozes

Carrascos da humanidade

 

 

O manto que lhe impuseram

que a cobre

até aos pés

pra tão frágil criatura

que desconhece

que a Terra é sua

que nela pode

tem o direito

de viver livre

livre de todas as prisões

de todas as vontades

que lhe são alheias

porque não são

nunca foram suas,

 

 

São ilusões

quimeras

de uma vontade maior que a sua

A dos homens

que continuam

descarada ou surreptivelmente

a outorgar-se esse direito

O único que os faz Maior

perante um qualquer maior

p'ra isso

sempre tem um poder

o dela.

 

 

Mete-lhe um manto

cobre-lhe a beleza

espezinha-a

humilha-a

usa-a por mero prazer

Devassidão

de acordo com a própria Natureza

de onde descende

A Criação

Contente

no inútil pedestal

continua a arrogar-se

ser dono e senhor

da Terra que não é dele

nem de seu Ilustre

Usurpador

O Predador

do Espaço fechado .

 

 

À vida

foi imposta a morte

por poderes desconhecidos

paternalistas indignos

de seu nome

Sem crédito no Universo

onde vagam as grandes criaturas

refugia-se na Terra

local propício

à devassidão que carregam

À expansão que pretendem

para continuar a existir.

 

 

 

Trazem o conhecimento das grandes almas

E com ele

exploram as sagradas criaturas

Não conquistam

tomam para si o que lhes aprove tomar

desde tempos imemoriais

fazem-se donos do que é dos outros

A raiva e fúria da sua eterna incapacidade

leva-os a dizerem-se legítimos

dadores da vida

da vida que não transportam

da vida que não criam

Que não têm

 

 

Querem deixar prol

eternizar-se

inventam

hostilizam

seguindo e fazendo seguir

uma existência

dúbia

que não é de todos

e nem todos a querem

ou dela precisam.

 

 

Mas

a prol

só ela a senhora

sabe a quem a permitiu 

Os danados

não passam de peças mortas

que exigem vida

imortalidade

deficientemente alcançada

que nunca tiveram

mas continuam procurando.

 

 

Aqui está o mundo

ao qual sempre quis fugir

A Abominação total

da alma

 

 

Como moluscos

Rastejam-se

por entre vontades próprias

e absorvem

a liberdade de quem a tem.

 

 

São eles

os fazedores de religiões

descontentes com a sua

abominada condição

de criaturas inferiores

porque é de facto o que são

perante o Universo inteiro.

 

Desprezados pelo Amor

Banidos de todo o Universo

Fincam pés no seu último reduto

arrastando tudo e todos

às mais tenebrosas

abominações

pertença

do mundo de onde vieram.

 

 

Dizem que são transportadores da vida

Que recebem ordem de um supremo

Dizem que a lei é esta

Que todos ganharão um céu

que não existe para ninguém

nem nunca existiu.

 

Ei-los

Seguros

Convictos

da sua Nojenta superioridade

esquecendo o mais elementar dos actos

que distingue o humano do verme

de verdade

O Amor à Humanidade.

 

 

Torturam. Matam. Abusam

Praticam os mais hediondos actos

 

 

Malditos sejam para toda a eternidade

a eles nunca seja dada oportunidade

de redenção

e sim a exterminação

O pior dos horrores do universo

perda

da imortalidade da alma

para sempre

E, para sempre deixarão de existir.

 

O manto negro

os envolverá

na sua própria mortalha

e lentamente

os exterminará!

 

(escrito 2009)

SintoMe: ... sem Esperança

EscritoPorLazulli lazulli às 03:49
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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016

... vivo em Tiamat?!

 

senti-te aqui.gif

Ouvi-te chamas-te-me depois de tanto tempo te esperando fechado e resguardado de tudo quase temendo que nunca nesta vida me encontrasses e eu tão perto de ti falta pouco muito pouco para que se realize o nosso encontro e dentro de ti já estou eu cheio de vida queria ver-te como te senti e embora perto estou longe de ti quase que o mundo deixou de existir porque tu estás aí à minha espera respirei-te como te respirei senti dentro de mim todo o teu ser e quase desapareci de ti como nos visualizarmos como manter este segredo como fazer queria estar contigo sentir-te amar-te deixa-me só contigo ama-me eu quero ter o teu amor que não existe tantos milénios de dor do que existe aqui respirei o teu ar e o teu amor e cheguei neste lugar cheia de dor a quem interessa o que sinto estás vivo Tiamat e tão perto nunca nunca me passaria pela mente poder te encontrar neste lugar sonhei o sonho da verdade meu amado senhor.

 

 

(entre 1997/2003)


EscritoPorLazulli lazulli às 06:35
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