Sexta-feira, 23 de Setembro de 2016

São lágrimas, senhor, são lágrimas

 

 

"São lágrimas, meu Senhor, são  lágrimas"

 

 

lágrimaAzul

 


Lágrimas 
 

dizeis vós

senhora minha...

como podeis guardar lágrimas em Vossas mãos

se vos amo

desde o raiar da aurora

até ao descer do manto que cobre o mundo

dizei-me vós

senhora minha

a verdade

não me oculteis a razão

do vosso deambular

por jardins

que são unicamente meus

senhor

de todos eles

o que escondeis em vossas mãos

senhora das mãos de prata.

 
 
 


"Lágrimas, meu senhor, lágrimas ."

 


Pelos deuses

não me desespereis mais

abri vossas mãos

quero ver o que trazeis

e o que me ocultais.

 
 


"Já vos disse, Senhor, são lágrimas ."

 


Desesperais aquele que vos ama

desafiais

a paciência de quem amais

com vosso silêncio e persistência

abri vossas mãos

agora

vos ordeno

que o façais.

 
 


"Senhor, vos digo que são lágrimas ."

 

Lágrimas que guardei

neste deambular

e afins

acreditei

que guardando-as

junto a meu peito

nelas recolheria vossas promessas

o amor de meu senhor

perdoai-me

mas não

não me pedis

tamanho sacrifício

pois com sacrifico as guardei

e em mim as mantenho

não posso senhor

fazer vossa vontade

porque

são mesmo  lágrimas o que trago

aconchegado

em minhas mãos

desde que aqui cheguei.

 

Não é prata senhor

muito menos palavras

como aquelas que bem conheceis

as vãs palavras

muito menos palavras vãs

esses raros bens

eu não possuo

só possuo as minhas mãos

que bem conheceis

e o que nelas guardo.

 

 


Quero ver senhora

só assim acreditarei

em vós

vendo com meus olhos

o que nelas guardais

mostrai-me

o que trazeis

guardado em vossas mãos

hermeticamente seladas

numa concha impenetrável

não tolero mais olhar-vos

e ver-vos sempre com o mesmo ar

não mais demandas à luz da aurora

nem na noite oculta

quando a lua não se vem ali colocar

para a alumiar

não tolero mais tanta demanda

em busca do impossível

senhora das mãos de prata

abri vossas mãos

mostrai-me o que elas contêm

não acredito mais em vós

nem naquilo que dizeis

ordeno

que me obedeçais

neste momento

onde minha paciência

já esgotada

vos considera

menos que nada

então em que ficais

mostrais

ou não mostrais.

 

 

 

 

Senhora das mãos de prata

liberta as mãos

lágrimas.gif

 

 

 Abre as mãos e deixa que se expanda serpenteando por todo o solo a luz que dela emana.

(duas lágrimas de prata deslizam pelo rosto da alma que pena pelos jardins do castelo apalaçado e assombrado, guardado pelas torres lá do alto, onde os olhos vigiam...)

(de olhos erguidos, em frente ao rosto amado, como outrora, abre as mãos de prata e logo as águas de luz argêntea deslizam pelos jardins assombrados do tenebroso jardim de onde foi expulsa sem uma palavra)

 

 

lágrimas.jpg

 

 


E logo as duas águas se misturam

na água única

as que nascem de novo

e as recolhidas

carinhosamente

na penosa demanda

pelos jardins desconhecidos

pequenos cursos

irradiam a luz do dia

sob o olhar atento do Sol

que lhes abrilhanta ainda mais

a cor da dor

encerrada em cada gota

de prata

serpenteando pelo imenso jardim

as águas mil

de mil segredos

de mil medos

e do amor eterno

inundam o jardim assombrado

ameaçando afogar

no seu inesgotável

aumento

o amor maior

que em si encerram

 

                                     


Eu disse-vos senhor

eu avisei meu amado.

 
 
 

Senhora

perdoai minha desconfiança

eram lágrimas

lágrimas de cristais

perdoai

minha desconfiança

perdoai vosso senhor

e fechai a fonte de onde brotam

as águas inesgotáveis

eu vos ajudo

a consegui-lo.

 

 


Agora é tarde

meu senhor

as águas mil

deambularam por todos os recantos

do jardim já assombrado

assombrando novamente nossas almas

até á eternidade

porque meu senhor

não confiastes

naquela que vos ama desde a eternidade

fechasteis palácios

jardins

deixasteis morrer o mundo

com a a vossa desconfiança

e matasteis o sagrado

para sempre

condenando aquilo que mais amasteis

eternamente.

Perdoo-te senhor

quando chegar o dia

em que puderdes perdoar a vós mesmos.

Correi agora

parai as águas do meu mundo

que serão mais eternas

que a eternidade

que nos separou.

 
 


Procurai

buscai em todas as esquinas

ide numa demanda

até me encontrardes de novo

porque vossa amada

Tem que partir novamente

para o lugar

de onde veio

mesmo ali

perscrutarei

todos os os vossos movimentos

aguardarei

pelo vosso entendimento

e recolherei as lágrimas

que puderdes recolher nessa demanda

que ireis fazer.

Trazei de novo a mim

as minhas lágrimas senhor

essa é vossa tarefa

para sempre.

 

O mundo e o que o mundo contém

morrerá

por minha dor

Senhor

Porque não me reconhecesteis

E o grito d'alma

atravessou o infinito

e se fez ouvir

por todo o Espaço Criado

assim como o nºao criado

expergindo as lágrimas

do Amor Maior

 

Tenho Pena

Tenho Dor

Tenho magoa

Por minhas lágrimas.

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Eram lágrimas Senhor, eram lágrimas. 

 

Final do poema "Sao lagrimas, meu Senhor, sao lagrimas, escrito no ano 2007

 

SintoMe: ... a espera

EscritoPorLazulli lazulli às 18:27
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Domingo, 18 de Setembro de 2016

alma

... a alma não engana nunca os sentidos
o que engana os sentidos
é a razão humana---

SintoMe: ... olhando o céu

EscritoPorLazulli lazulli às 04:51
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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016

manto negro

 

 

 

A coberto de manto negro

pesado manto

de luto extremo

oculto está o sorriso

que o amor transporta

agrilhoado

às vontades

de insanas criaturas

mandatárias

de deuses desconhecidos

mas assim mesmo

hediondos

 

 

Arrasta a vida sob os pés

de passos incertos

inseguros

varre o pó do Deserto

bem como à vida

que lhe impuseram

O manto é grande

pesado

A vida não respira

chora

às escondidas

sob o manto que a cobre.

 

 

Não, não é mentira

é verdade

Mentira são as leis

que a tinta fez e faz correr

no decorrer dos milénios

que passaram e estão por vir

registadas em papiros

pergaminhos

folhas

papéis

Qualquer artefacto

servia e serve

para as tornar

cada vez mais credíveis

à alma desprevenida

não consciente

da Sua Origem

da beleza

do seu início.

 

 

E há-dem correr muitas mais tintas

Serão gastos muitos mais papéis

para o mesmo final

se o manto não for rasgado

em mil pedaços

Não será apenas tinta que continuará a correr

para a terra

O sangue  também continuará a correr

terra dentro

ininterruptamente

Como o tem sido desde sempre.

 

 

Os registos, sim

dos Livros Grandes

são a grande mentira

deste manto que tudo cobre e encobre

para que a Vida

continue morta

Biliões de litros desde o início

Primeiro púrpura

depois

qualquer uma servia

ao papel amargo

onde eram registados

os absurdos

da vida

da existência

da Ordem

do antes e do depois

do Alfa e do Ómega

Tudo coisas desconhecidas

dos austeros utilizadores

de tinta

Das vontades da prevalência

sobre os mais frágeis

Eis a Civilização

gerada na tinta

vinda do nada

mas que tapou rostos

corpos

almas

O Amor Verdadeiro

A Verdadeira Origem.

 

 

Com elas

as leis ditas divinas

criaram-se e fizeram-se absurdos

Implantaram-se horrores

pela Terra inteira

e o mundo foi alterado

do seu curso Natural

desviado

da sua própria verdade

A Liberdade

 

 

Mentes diabólicas

desalmadas

recebem treinos

treinos intensos

técnicas de persuasão

eficazes

A perfeição da maldade

atinge o esplendor

na execução

Daqui

saem mantos

pesados

para as leves

mantos negros

pelos mentores engendrados.

 

 

Escuridão

Perpetua é a escuridão

das leis inúteis

sem sentido

sem verdade

que sufocam a alma que busca

a verdade

que se interroga

porquê

ninguém responde

ninguém se interroga

ninguém indaga

Apontam os livros diabólicos

das mentes insanas

que prometem

Paraísos Perdidos

Inexistentes.

 

 

E sob o negro manto

de olhar fechado

clama-se por justiça

junto dos próprios carrascos

Pede-se clemência

Divina

Mas a Divindade

continua surda

muda

indiferente

Pudera

não foi ela que fez os Livros dos homens

estes os criaram

por interesse próprio

obrigando a aceitar

aos que vêem com os olhos da carne

como com os olhos do espírito

a prisão da alma humana

vidamorta.jpg

 

que dorme morta na vida

e que como inferior

sonha pela liberdade

no Paraíso inexistente

dos seus próprios algozes

Carrascos da humanidade

 

 

O manto que lhe impuseram

que a cobre

até aos pés

pra tão frágil criatura

que desconhece

que a Terra é sua

que nela pode

tem o direito

de viver livre

livre de todas as prisões

de todas as vontades

que lhe são alheias

porque não são

nunca foram suas,

 

 

São ilusões

quimeras

de uma vontade maior que a sua

A dos homens

que continuam

descarada ou surreptivelmente

a outorgar-se esse direito

O único que os faz Maior

perante um qualquer maior

p'ra isso

sempre tem um poder

o dela.

 

 

Mete-lhe um manto

cobre-lhe a beleza

espezinha-a

humilha-a

usa-a por mero prazer

Devassidão

de acordo com a própria Natureza

de onde descende

A Criação

Contente

no inútil pedestal

continua a arrogar-se

ser dono e senhor

da Terra que não é dele

nem de seu Ilustre

Usurpador

O Predador

do Espaço fechado .

 

 

À vida

foi imposta a morte

por poderes desconhecidos

paternalistas indignos

de seu nome

Sem crédito no Universo

onde vagam as grandes criaturas

refugia-se na Terra

local propício

à devassidão que carregam

À expansão que pretendem

para continuar a existir.

 

 

 

Trazem o conhecimento das grandes almas

E com ele

exploram as sagradas criaturas

Não conquistam

tomam para si o que lhes aprove tomar

desde tempos imemoriais

fazem-se donos do que é dos outros

A raiva e fúria da sua eterna incapacidade

leva-os a dizerem-se legítimos

dadores da vida

da vida que não transportam

da vida que não criam

Que não têm

 

 

Querem deixar prol

eternizar-se

inventam

hostilizam

seguindo e fazendo seguir

uma existência

dúbia

que não é de todos

e nem todos a querem

ou dela precisam.

 

 

Mas

a prol

só ela a senhora

sabe a quem a permitiu 

Os danados

não passam de peças mortas

que exigem vida

imortalidade

deficientemente alcançada

que nunca tiveram

mas continuam procurando.

 

 

Aqui está o mundo

ao qual sempre quis fugir

A Abominação total

da alma

 

 

Como moluscos

Rastejam-se

por entre vontades próprias

e absorvem

a liberdade de quem a tem.

 

 

São eles

os fazedores de religiões

descontentes com a sua

abominada condição

de criaturas inferiores

porque é de facto o que são

perante o Universo inteiro.

 

Desprezados pelo Amor

Banidos de todo o Universo

Fincam pés no seu último reduto

arrastando tudo e todos

às mais tenebrosas

abominações

pertença

do mundo de onde vieram.

 

 

Dizem que são transportadores da vida

Que recebem ordem de um supremo

Dizem que a lei é esta

Que todos ganharão um céu

que não existe para ninguém

nem nunca existiu.

 

Ei-los

Seguros

Convictos

da sua Nojenta superioridade

esquecendo o mais elementar dos actos

que distingue o humano do verme

de verdade

O Amor à Humanidade.

 

 

Torturam. Matam. Abusam

Praticam os mais hediondos actos

 

 

Malditos sejam para toda a eternidade

a eles nunca seja dada oportunidade

de redenção

e sim a exterminação

O pior dos horrores do universo

perda

da imortalidade da alma

para sempre

E, para sempre deixarão de existir.

 

O manto negro

os envolverá

na sua própria mortalha

e lentamente

os exterminará!

 

(escrito 2009)

SintoMe: ... sem Esperança

EscritoPorLazulli lazulli às 03:49
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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016

... vivo em Tiamat?!

 

senti-te aqui.gif

Ouvi-te chamas-te-me depois de tanto tempo te esperando fechado e resguardado de tudo quase temendo que nunca nesta vida me encontrasses e eu tão perto de ti falta pouco muito pouco para que se realize o nosso encontro e dentro de ti já estou eu cheio de vida queria ver-te como te senti e embora perto estou longe de ti quase que o mundo deixou de existir porque tu estás aí à minha espera respirei-te como te respirei senti dentro de mim todo o teu ser e quase desapareci de ti como nos visualizarmos como manter este segredo como fazer queria estar contigo sentir-te amar-te deixa-me só contigo ama-me eu quero ter o teu amor que não existe tantos milénios de dor do que existe aqui respirei o teu ar e o teu amor e cheguei neste lugar cheia de dor a quem interessa o que sinto estás vivo Tiamat e tão perto nunca nunca me passaria pela mente poder te encontrar neste lugar sonhei o sonho da verdade meu amado senhor.

 

 

(entre 1997/2003)


EscritoPorLazulli lazulli às 06:35
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... do livro de Dzyan...

(hipóteses sobre a Criação do mundo)


Segundo o Livro de Dzyan, os primeiros homens da Terra eram descendentes dos Celestes, ou Pitris, vindos da Lua. O texto descreve a evolução do homem desde a primeira raça até à quinta "a nossa" que pára na morte de Krisna, há cinco mil anos. Escrito numa linguagem totalmente desconhecida, o Senzar, foi ditado aos Atlantes, diz-se, por seres divinos. O Livro de Dzyan fala das Dinastias Atlantes divinas e evoca os "reis do Sol" que ocupavam "tronos celestes". O Livro de Dzyan conta "diz-se"a história da evolução do mundo. Há dezoito milhões de anos, seres sem ossos e sem inteligência povoariam a Terra. Depois teria nascido uma raça pacífica, e, paralelamente, desenvolver-se-ia uma raça de gigantes monstruosos, mais próximos do animal que do homem. No ano 9564 a. C. ter-se-iam afundado terras no oceano.

 



Livro de Dyzan

Estrofe I:
"... Só a obscuridade enchia o todo infinito...
... Não existia tempo, ele repousava no seio infinito da duração...
... E a vida palpitava inconscientemente no universo.
... Os sete nobres senhores e as sete verdades haviam cessado de ser..."

Estrofe II:
"... Onde estavam os construtores, os filhos luminosos... os que tomaram a forma do informe, a raiz do mundo.
... Ainda não havia soado a hora; o raio não tinha ainda atravessado o germe..."

Estrofe III:
"... A última vibração da sétima eternidade penetra a infinidade.
... A vibração propaga-se, com a sua asa viva ela toca o universo inteiro e o germe que habita a escuridão, que respira acima da água dormente da vida...
... A raiz da vida estava contida em cada gota do oceano da imortalidade e o oceano era luz irradiante, e esta luz era fogo, calor e movimento. A obscuridade desapareceu, já não existia...
... Vejam o espaço claro que é filho do espaço sombrio... Doravante brilha como o Sol: é o divino dragão flamejante da sabedoria.
... Onde estava o germe, onde estava então a obscuridade?...
... O germe do pai obscuro e escondido."

Estrofe IV:
... Filhos da terra, escutem os vossos mestres, os filhos do fogo...
... Escutem o que nós, descendentes dos Sete Originais, nós que nascemos da chama original, escutem o que nos ensinaram os nossos pais...
... Do brilho da luz, que irradiava na noite eterna, jorraram no espaço as energias despertadas... E dos homens-deuses emanaram as formas, as chispas, os animais santos e os mensageiros dos pais santos.

Estrofe V:
... Por seu lado, os sete primeiros sopros do dragão da sabedoria criaram o vento de fogo turbilhonante graças ao sopro santo que girava.
... O filho ágil dos filhos divinos... descreve círculos e cumpre a sua missão... Atravessa as nuvens flamejantes como o relâmpago...
... Ele é o espírito que os conduz e o seu guia. Para começar o seu trabalho envia para todos os lados as chispas do reino inferior, que planam, tremem de alegria nas suas moradas irradiantes...

Estrofe VI:
... O Rápido e o Irradiante... coloca o universo sobre estas pedras eternas...
... Ele constitui-as segundo o modelo de rodas muito antigas, e fixa-as no centro por elementos imperecíveis.
... Como foram elas constituídas por Fora? Ele junta a poeira de fogo. Faz bolas de fogo, atravessa-as, gira em volta delas e dá-lhes vida, depois põe-nas em movimento... Estão frias, ele aquece-as. Estão secas, ele humedece-as. Elas iluminam, ele dás-lhes ar e acalma-as. Tal é o trabalho de Fohat de um crepúsculo ao outro, nas sete eternidades...
... A semente maternal enchia o todo. Travaram-se combates entre os criadores e os destruidores, travaram-se combates pelo espaço.

Estrofe VII
... Vejam o começo da vida sensível que não tem forma. Em principio o Divino, o espírito maternal que é uno...
... Este raio único multiplica os mais pequenos raios...
... Depois os construtores, que envergaram novamente os seus primeiros trajos, descem para a Terra irradiante e reinam sobre os homens e o que eles próprios são...

 

 

(... finalmente, algo meu, verdadeiramente meu, cruza-se neste Caminho desconhecido, onde a palavra perdeu a magia, na fala dos homens, corrompida.

.... não há felicidade nem alegria, na certeza desta certeza, também ela, levemente corrompida

... mas o conforto da minha própria magia.

bigbang

 

... o Sétimo dos sétimos, afinal sempre existia)



Nota pessoal. - Na Busca da Verdade
saudades do Todo Infinito


EscritoPorLazulli lazulli às 06:28
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Ming's

 

 

 

 

 

 

 

Parabéns, mano!

 

amo-te muito. não porque és meu irmão, mas porque és uma raridade de inteligência e amor, no mundo onde estamos.

 

tua irmã, querida.

continuarei a CasaDeCristal. fica tranquilo.

Não te esqueças de não desistir de ser Feliz!

amo-te

 

 

(Janeiro 2015)


EscritoPorLazulli lazulli às 05:55
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2016

O Universo em mim

 

 

ave.jpg

Ouvir a tua voz ao longe é perder-me sempre que tento te encontrar. Tu que nasceste do Nada, pouco ou nada deves esperar. Sabes que o Tempo, é teu e Nosso inimigo, e continuas à procura deste encontro que nunca há-de chegar. Antes de ti, era eu que existia e nem por isso temi tanto o existente, porque te sabia aqui a zelar por mim, nesta troca milenária de Nosso Ser, preservando sempre a Outra parte do Ser para que se não desintegre até à Unificação do Todo. Tu estás frágil e preocupas todos Nós. Eu sei que não é fácil. Todos Nós sabemos e tu também sabes. Mas deixas teu Ser demasiado débil e credível a todos os pensamentos humanos, ao ponto de nem saberes quem és, e isto sim, já se torna importante e Nos leva a ter que tomar uma decisão, de modo a que não pereça toda a Nossa “forma” de vida. Podia neste momento, amor, dizer-te o amor que te temos, mas em nada te ia aliviar. A tua actuação no “teu” mundo, tem que ser mais forte e decisiva; não podemos correr o risco de te perder, mas é grande a Nossa decisão, e temos medo de tomá-la. Estamos a dar-te tempo, para que regresses a ti, e bem melhor seria, do que fazermos o que temos a fazer. Se pudéssemos te falar livremente, sem ter que te expor a Nós, já o teríamos feito. Deixas todo o Universo a reclamar vingança ou a sucumbir. Poucas são as alternativas que Nos deixas, e olhamos apreensivos esse teu desenrolar mental tão instável e tão doente. Que falar sobre ti ou sobre Nós, que já não tenhas conhecimento? Só te podemos dizer que só nos deixás-te um modo de agir. Se até lá, não descobrires um modo de segurar teu espírito doentio. Nada nem ninguém poderá te tocar, ao invés do que queres te convencer. És tu que fazes a vida e a morte, és tu que fazes com que elas existam. Qual grandiosidade?! Tu és por acaso feita do mesmo modo que eles? Como nasceste tu? Não foi pelo mesmo processo de nascimento, nem aí foste concebida, na metamorfose da vida, sem descendentes e antecedentes. Tu já passaste a morte e a vida, mas não só cá, mas também lá e em conjunto desse sítio miserável, onde te foram buscar. Assume-te! Tanto te pedimos para te assumires dentro de ti e de tanto modo te demos inícios de Caminho, que te conduziam a ti mesma. Mas o sentimento incompreensível, tomou posse de ti. Tu não és Humana! És o embrião que nasceu antes de o Tempo ter lugar! És O que está oculta! És O Ser que não pode morrer. Não ponhas a perder tantos Entes, tanta vida! Como queres tu conceber um mundo teu, num mundo que sabes que não é o teu mundo? Que comparações parecidas ou semelhantes, podes tu tirar nesse mundo tão aberrante? Esse não é o teu mundo! Não queiras entender o teu, por esse, pois afastar-te-ás e machucarás. Lembra, lembra bem, porque foste para aí, e vê que não é o pensamento que te dará a resposta, mas tu dentro de ti própria. Sei o que não sei e não sei o que sei. Mas sei que é Verdade o que está dentro de mim, sem palavras e sem forma, mas estou confusa. Estou sem entender o meu Ser e não consigo me encontrar. Não consigo chegar a vós e não sei se é importante para a essência do Ente, perdido no Tempo. Queria perceber o que é que me dá toda esta angústia, é de ti Senhor que eu sinto falta. A ânsia de não fazer parte deste Mundo tão incompreensível e tão estranho. Não estou no meu Mundo, e não entendo porque não deva estar. E, mesmo que viesse a entender, como aceitar esta vivência tão isolada da essência? Deve existir algum modo de me ajudares a me encontrar, não penseis que deixei de amar e sentir falta e carência da Verdade-Justiça. Carência do Universo sem Tempo e carência de algo, do meu próprio mundo. São leis doutro Mundo e de uma outra vida, e não podemos ou devemos interferir naquilo que em nada é Nosso. Mas tu sim, fazes parte de Nós! Quiseste ir a um Mundo que não era o teu, e programamos a tua estadia. Leva contigo o Ser, e deposita-O no túmulo da vida. Espera.

 

(19....)


EscritoPorLazulli lazulli às 05:26
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Domingo, 14 de Agosto de 2016

Tentação

 

 

ArtefactoReconhecível

 

 





Porque me fazeis isto

Porque não permitis que se altere a lei que não é nossa

Porque me pedis a imobilidade

Podia-vos derrotar

Pedis-me e acedo aos vossos massacres

Explicais o que já sei e eu acato impassível

Cobardes, seria melhor a Verdade

Só com ela o Homem muda

Ando...

Não sei por onde...

Na continuidade da noite continuo no dia

Por lá... ouvindo e aceitando o que Judas me diz

No Iraque também "permiti"

E, aqui estou de novo a permitir

Vocês chegais a mim

Com facilidade e convenceis-me a aceitar

O que pensais ser inevitável

Só não entendo porque vos ouço

Quando são os vossos massacres que me ferem

Sobre inocentes criaturas

Sou eu que aceito a vossa carnificina e o pacto de não interferência

Mas há uma Nova Ordem

A Ordem da Verdade

Essa tirá-los-á da ignorância

E muitos seres podem ser poupados

Dai-me vós essa possibilidade

Verdade

Deixai-me chegar rápido ao mundo inteiro

Deixai que eles me conheçam e me leiam primeiro

Se eu falhar então vós podeis continuar

A devastar o devastado

Mas deixai-me tentar primeiro

A verdade total

Quero tentar mais esta oportunidade

De salvar a humanidade

Estais a dar oportunidade ao pérfido de se espalhar

E, implantar

Deixai-me tentar

Só desta vez

Com toda a verdade

Sei que com ela nós podemos sucumbir

Neste turbilhão

Mas a Guerra será mais justa

E os "inocentes" já não mais existirão

Quero tentar tentar de novo  a salvação do "povo"

Porque entre todo ele também estou eu e muitos de nós

Aceito a vossa continuidade depois de eu mesma tentar a verdade

Este é o Pacto

Eu vou actuar e vós ireis permitir

Se eu morrer neste Tratado

Vós mesmos me vingareis

Até lá... vamos parar e recomeçar de novo uma nova oportunidade

Eu não consigo assistir mais a tanta dor humana

Perdão

Mas exijo a minha


Tentação.

 

fimJogo.jpg

 

 

consciente

poesia

publicado por lazulli às 16:03
18 de Maio de 2007

SintoMe: não sei

EscritoPorLazulli lazulli às 17:59
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Sábado, 13 de Agosto de 2016

Quem Criou Deus...




Foi Deus que criou o Homem?
Não!
Foi o Homem que criou Deus.
Porquê?!
Porque Ele era Incriado .

O pensamento de Deus está no pensamento do Homem?
Não!
O pensamento do Homem é que está no pensamento de Deus.

Quem é responsável pelo Homem?
Deus.
E quem é responsável por Deus?
O Homem.

Qual deles o princípio?
Nenhum.
Porquê?!
Porque o princípio nunca existiu.

Então o que existiu?
O nada! E do nada não sai coisa alguma.

Deus não é vida nem morte,
É o que está do outro lado
Ou mesmo entre as duas dualidades
Que se mantêm eternas para a eternidade,
Para se perpetuarem infinitamente.

Porque é que o Homem procura Deus?!
Porque pensa que Deus é tudo, quando ele é nada.

Se o Homem soubesse quem Deus é, quereria mesmo sê-lo?
Não
Queria apenas ser Homem.
Porque o Homem quer ser alguma coisa
E Deus não quer ser coisa nenhuma.

O que é que distingue Deus dos homens?
É que os homens podem tudo e Deus não pode nada.

Porque Deus vive?
“Porque está só”.

Porque é que ele quer viver?
“Porque quer aprender a viver”.

Porque é que ele sofre enquanto vivo?
Porque continua só.

Quem conhece Deus?
Ele conhece-se a si próprio.

No despertar do horizonte,
Deus criou para ter companhia.
Mas continua só
Porque ele criou o existente
Mas continuou a ser o inexistente.

 

calma

pensamentos

 

publicado por lazulli às 14:49

18 de Junho 2007

2 comentários


EscritoPorLazulli lazulli às 23:13
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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

simples mas sentido...

... a ti dedico (manel)

 

 

 



caminhando.jpg"nascida" numa Terra desconhecida
palmilhei um mundo não meu
de gente estranha
descabida
suportei todas as lutas
as mais insólitas
numa tortura constante
levei a luz da verdade
de um Amor Maior

a gentes desconhecidas

amei-os.

 

  ergui-os de trevas profundas
       mostrei-lhes o meu mundo desconhecido
                                    isento de preconceitos sem sentido
                  sempre temendo
                      perder-me dentro de mim
               quase aconteceu
            quase me perdi
            de dor e mágoa
    incompreensível
         tornei-meu ente imortal
       na Batalha Final.


a Ti o devo
meu grande amigo.

juízVerdadeiro.jpg 


(enquanto a justiça for aplicada por um homem-bom... o mundo pode ter esperança)


EscritoPorLazulli lazulli às 19:11
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2016

A Grande Mãe IV

 

 

 

Lá fora, no espaço exterior que parecia correr à velocidade da luz, tudo continuava escuro. Só distantes pontos luminosos pareciam assinalar, como luzeiros, algum determinado caminho. Tudo era silêncio no compartimento abafado onde dormiam ou se remexiam esporadicamente milhares de formas de vida. O movimento semi reptilíneo, parecia silvos de cobras cuspideiras no encantamento das suas presas. Uma luminosidade amarelo brilhante inundava a chocadeira, de uma letargia constante. Em todas as prateleiras, suspensas, minúsculos ovos transparentes deixavam ver o desenvolvimento das crias. De quando em vez, um enorme sáurio espreitava pela película oval que envolvia todo o compartimento e dava uma olhadela acidental. E, indiferente para com o que os seus olhos amendoados viam através da película, enfastiado, voltava com enfado as costas e remexia num pequeno botão, introduzindo mais calor às formas de vida ali em formação. Depois, arrastava-se por entre películas e mais películas de paredes e mais paredes, até à presença de homens de carne e osso. Estes, altivos, seguros e arrogantes, nem pareciam dar conta da entrada dos vários sáurios que se iam aproximando, como se soubessem o que queriam ou lhes fosse indiferente a sua presença. Mas, não era verdade. A verdade, é que liam o minúsculo cérebro destes seus servidores e sabiam que na nave tudo continuava bem.

 

Tinham partido de Orion há muitos decrons já e também eles se sentiam fatigados com esta nova missão. Depor mais ovos na Terra. Irra, quando é que se fartariam de enviar sementes? Desta vez a missão era interferência, parecia que lá para onde iam as coisas estavam mal. Os humanos tinham-se desentendido e era preciso dar-lhes nova civilização, pois como animais viviam encurralados em buracos cavados dentro da terra e aos senhores era triste a sua semente não poder proliferar livremente e não ter como e por onde o fazer. Parece que estavam sujeitos a regras impostas pelos depositários.

 

- Os vasos tornaram-se exigentes! - Ouviu-se a voz dura de um louro atraente e devasso.

– Pery, sabes se o tempo nos será descontado no fim da missão? É que desta vez a missão pode bem ser demorada. Parece que a queda do homem foi grande. Dizem que ele e a sua companheira se separaram e elas os impedem de procriar daí a necessidade de novas sementes.

– Não sei. Mas lá demorado vai ser. Os homens perderam o interesse porque sabem que se enganaram e de um modo ou de outro, directa ou indirectamente, são os causadores do fim da sua civilização. Daí, não terem forças para conquistar ou se igualar às filhas da Terra.

– Bem o podes dizer, filhas da Terra. Se fossem filhas do céu, talvez tudo mudasse de figura. Além dos ovos que transportam as sementes, quantos viventes transportamos nós?
– Milhões! A catástrofe já decorreu há muito, mas a devastação foi grande. Precisamos equilibrar a natureza e restituir-lhe alguma força.
– Por mim, que a Terra acabasse e os viventes com ela. Estou cansado de viajar a salvar mundos que não são nossos.
– Estás enganado! Nós criamos ou provocamos o aparecimento de muitos destes mundos.

– Não sei para quê. Parece que em nenhum deles conseguimos criar uma raça digna de nós.

– Por isso mesmo, sua Senhoria insiste ainda nessa possibilidade. Daí, temos que nos contentar com as suas decisões e determinações.
– Tu que já lá estiveste, achas que vai ser difícil a implantação e renovação da nova raça entre eles?
– Não sei. Espero bem que não. Pois não quero ficar lá perdido para sempre.
– Pudera! - A sua gargalhada pareceu atravessar todas as membranas da nave que oscilaram ao toque do som que Percy havia provocado. - Viverias eternamente de vida em vida até que conseguíssemos encontrar-te no meio daqueles biliões inúteis.
– Não sejas sarcástico. Quando os conheceres vais verificar a tua mudança de opinião.
– Vou.....
– É, pelo menos no que se refere à companheira. E, pelos vistos, hoje a desequilibradora .
– Quem mandou fazê-la assim?!
– Não. Ela não foi criada, engendrada ou gerada.
– Então?!...
– Surpreende-te ... Mas apareceu pura e simplesmente. Ou melhor... Sempre lá esteve, desde o princípio
– Queres dizer que ela sempre existiu?!
– Pois, parece que sim.
– E, como não sabe disso ...
– Não sabe, nem vai saber nunca! Nós nos encarregaremos de a impedir.
– Parece bárbaro. É um ser inteligente. Um ser inteiro
– Assim parece ser. Mas, é melhor irmos comer. Está na hora de nos deliciarmos enquanto podemos. Tão cedo provaremos a similitude não a originalidade.
– A propósito , são muitos os novatos que embarcaram desta vez?
– Creio que sim
– Bem, apressemo-nos. Não vão eles também começarem a querer saber demais e anteciparem o já antecipado.
 

 

 

rectificação
livros

publicado por lazulli às 18:46
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
12 comentários

 

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:05
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Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016

Prelúdio

                                          Ainda o Tempo/Espaço não existia

nem a Forma

interligados

dão

expansão

permanente

quase infinita.

Surgiram 

milhões e milhões de galáxias

mundos materiais

Forma

Corpos Densos

Vida.

 

 

Tudo mudou

mudou verdadeiramente

nunca mais se fará sentir a inactividade permanente

porque o Tempo começou a sua devastação

o céu desceu

a Terra subiu

neste confronto

inclinou

balançando

como pêndulo

pendurado no vácuo

vagueia desnorteada pelo espaço

muito perto

de uma verdade que se aproxima.

 

 

O Sol eterno

senhor da galáxia profunda

anuncia a sua mudança

na aproximação

do que se lhe segue

não mais estará sozinho

porque a sua fonte de energia

não era mais suficiente

para aquecer o ente

à deriva

revolução no seu interior

 

 

Minúsculas são

as formas que se movem estonteantes e sem rumo

à distância de si

o reforço vem aí

mas tombam as formas de vida

que susteve durante milhares de milhares de anos

não pode mais

esgotou.

 

São milhões de milhões

que lhe fazem frente

aumentam as carnes pensantes

diminuem os seus

sacrificam

entes

roubam-lhe a sua essência primeira

a Origem

implantam-lhes tenebrosos

horrores

perdem-se na dor

no espanto

na agonia

da impotência

O oculto vem em seu socorro

acrescentar luz à luz

já fechada

reforçar o extenuado aliado humano

nunca reconhecido

na sua verdadeira função

de alimentar o ente

sozinho nesta imensidão.

 

Não pode mais meu irmão

está extenuado

revoltado

pronto a explodir

se o reforço tardar em chegar

tardar em vir

muitos sucumbirão nesta luta

de se manterem sãos.

 

Vem meu irmão.

 

 

 

 

 

SintoMe: triste pela humanidade

EscritoPorLazulli lazulli às 02:25
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015

No Rio Do Esquecimento

(.... e, sucumbi... agora... tento recuperar em prol da Verdade.... a humanidade...)
                                                               
 
Predestinação                                                                        Reconhecimento
      (2007)                                                                                                                     (2015)
 
 
 
A ave
nos céus
paira ferida

ensombrada

por setas humanas

certeiras
vacila no voo alado
que lhe estava à muito
predestinado.                                                                                                          E não queria.

 

Seus propósitos

ensombrados

por humanos

que pisam a terra dura

parecem ficar adiados   
e mergulharem                                                                                                   E mergulharam
no rio-do-esquecimento.                                                                                     Profundamente                                                                                                                                                 

 

Porque a ave                                                                                         No rio-do-esquecimento

não sabe falar a língua dos homens                                                                            aprendeu

não sabe exprimir                                                                                 a falar a língua maldita

o seu sentir                                                                                                                sem Sentido

sagrado                                                                                                       a língua dos homens

e destinado                                                                                                                sem destino.

ao Sentido.                                                          

 

Como os homens não sabem voar

para a alcançar

preferem feri-la

fazê-la mergulhar

no rio-do-esquecimento.                                                                                     E conseguiram.

 

 

Interpretam-na

de acordo com a terra que pisam

abandonam-na

na sua queda

que já se avizinha

abandonando os seus propósitos                                                              Por desconhecimento

de a ter                                                                                                                    de si próprios

de a saber                                                                                                              da sua Origem

de a proteger                                                                                                         do seu destino.

de si mesma.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

 

Vacilante

voa desequilibrada

sobre o nada                                                                                                                         E cai

e a pequena sombra que projecta                                                     Nas águas mais profundas

é a do seu voo alado                                                                                                       Do nada

danificado

por tão má interpretação

à sua tão

indecifrável linguagem.

 

 

O rio

que corre

são as lágrimas que verte                                                                               E nele mergulhou

de mágoa                                                                                                  E nele continua presa

de dor                                                                                                  a lianas que a entrelaçam

de culpa                                                                                das quais não se consegue libertar

por esperar                                                                                                                plenamente.

por aguardar                                                                         

por não querer

acreditar.

 

Desespero                                                                                                       Por não conseguir

por não se fazer entender                                                                  Soltar suas asas molhadas

e deitar tudo a perder                                                                                                        E voar

na tentativa                                                                           Esquecendo a língua dos homens

de usar                                                                                                                       Corrompida

a língua                                                                                      Que não queria ter aprendido.

dos tradutores

desconhecidos.

 

Não existe um sentido

nas palavras

existe um som inaudível

que vem de muito longe

antes do Tempo

mas sua alma

ferida

perdida

desacreditada

está no nada.                                                                                  Mais ou menos mergulhada.

 

As asas

projectam à terra

seca

palavras sem poder

palavras

de um tempo esquecido

de um tempo

onde dois                                                                                                                            E hoje

eram um.                                                                                                              Não é nenhum.

 

E, se as asas

no seu voo

incompreensível

ensombrarem                                                                                 

a terra

e os que nela estão?!                                                                                            Ensombraram.

 

 

Então                                                                                               

mergulhará também                                                                 

no rio                                                                                 

das suas próprias águas                                                                                         E mergulhou

sombrias                                                                                                                      sem querer

frias                                                                                                                               sem saber

distantes                                                                                                               nas águas frias

pela sua própria sombra                                                                                         deste mundo.

do eterno perdido                                                                                                  

e nunca esquecido                                                                                                  

por não mais acreditar

na Promessa

no Amor Maior

e na Verdade                                         

assumindo para Sempre      

a sua Culpa!   

 

 

 

                                                                      Entendeu

                                                                      por mágoa e desespero

                                                                    que se Um não é Dois

                                                                    e Dois não é Um

                                                                    nada tem razão de existir

                                                                    e mergulhou

                                                                    no rio-do-esquecimento

                                                                    porque sem um

                                                                   não existe o outro

                                                                  E o mundo perdeu

                                                                 A sua própria perda

                                                                 lá do fundo das águas frias

                                                                 olha o desenvolvimento repentino

                                                                 do adormecido

                                                                E sente Culpa!

                                                                        

(09.04.2007) (Diálogo com o meu amado eterno perdido e esquecido de mim. O único que perceberá a minha língua que nunca ensombrará os seus propósitos) Poderei enganar-me se um humano, falar para mim a minha própria língua? Como pode quem não é, ser?! Como ficarei se isso acontecer?!: - Como a ave, morrerei de dor e culpa. Esse engano não pode acontecer. Se acontecer, como o desfazer?! - Onde estás, TAUDUS?! Onde estás?! Não deixes que mortal algum use a tua língua sagrada. De contrário eu morro, na minha própria culpa e, sucumbirei no rio-do-esquecimento.

 

procura imortal terminada na Terra

 

 

(09.04.2007) Sinto dificuldade em saírem palavras de dentro de mim. Parece que tudo que escrevo leva outro sentido. Não "controlo" mais o meu Ente. Por enquanto não sei falar. As palavras minhas não corrompidas têm o poder de fazer e desfazer o que se calhar não tem que ser. Mas, não sei como parar esta dor. Esta mágoa, do engano perpétuo, que ainda não me convenceu de poder acontecer. O Universo não previu isso. Nos genes estava escrita a certeza. E, agora, estou doente, porque não entendo. Não me conformo com a possibilidade de um engano. Diz-me toda a partícula, que é assim. Continua a dizer-me. Todos os genes, continuam num reconhecimento dos sentidos. Mas, a realidade, diz que não. Estou confusa. Torturada com esta dor que para mim é a única razão porque existo, porque existi e porque existirei. Sempre. Se o Universo não me socorrer. Não sei. Mas, sucumbirei. Sei!

lágrimas no rio-do-esquecimento

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:04
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