CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros

Domingo, 14 de Agosto de 2016

Tentação

 

 

ArtefactoReconhecível

 

 





Porque me fazeis isto

Porque não permitis que se altere a lei que não é nossa

Porque me pedis a imobilidade

Podia-vos derrotar

Pedis-me e acedo aos vossos massacres

Explicais o que já sei e eu acato impassível

Cobardes, seria melhor a Verdade

Só com ela o Homem muda

Ando...

Não sei por onde...

Na continuidade da noite continuo no dia

Por lá... ouvindo e aceitando o que Judas me diz

No Iraque também "permiti"

E, aqui estou de novo a permitir

Vocês chegais a mim

Com facilidade e convenceis-me a aceitar

O que pensais ser inevitável

Só não entendo porque vos ouço

Quando são os vossos massacres que me ferem

Sobre inocentes criaturas

Sou eu que aceito a vossa carnificina e o pacto de não interferência

Mas há uma Nova Ordem

A Ordem da Verdade

Essa tirá-los-á da ignorância

E muitos seres podem ser poupados

Dai-me vós essa possibilidade

Verdade

Deixai-me chegar rápido ao mundo inteiro

Deixai que eles me conheçam e me leiam primeiro

Se eu falhar então vós podeis continuar

A devastar o devastado

Mas deixai-me tentar primeiro

A verdade total

Quero tentar mais esta oportunidade

De salvar a humanidade

Estais a dar oportunidade ao pérfido de se espalhar

E, implantar

Deixai-me tentar

Só desta vez

Com toda a verdade

Sei que com ela nós podemos sucumbir

Neste turbilhão

Mas a Guerra será mais justa

E os "inocentes" já não mais existirão

Quero tentar tentar de novo  a salvação do "povo"

Porque entre todo ele também estou eu e muitos de nós

Aceito a vossa continuidade depois de eu mesma tentar a verdade

Este é o Pacto

Eu vou actuar e vós ireis permitir

Se eu morrer neste Tratado

Vós mesmos me vingareis

Até lá... vamos parar e recomeçar de novo uma nova oportunidade

Eu não consigo assistir mais a tanta dor humana

Perdão

Mas exijo a minha


Tentação.

 

fimJogo.jpg

 

 

consciente

poesia

publicado por lazulli às 16:03
18 de Maio de 2007

SintoMe: não sei

EscritoPorLazulli lazulli às 17:59
| comentar
Segunda-feira, 25 de Julho de 2016

A Grande Mãe IV

 

 

 

Lá fora, no espaço exterior que parecia correr à velocidade da luz, tudo continuava escuro. Só distantes pontos luminosos pareciam assinalar, como luzeiros, algum determinado caminho. Tudo era silêncio no compartimento abafado onde dormiam ou se remexiam esporadicamente milhares de formas de vida. O movimento semi reptilíneo, parecia silvos de cobras cuspideiras no encantamento das suas presas. Uma luminosidade amarelo brilhante inundava a chocadeira, de uma letargia constante. Em todas as prateleiras, suspensas, minúsculos ovos transparentes deixavam ver o desenvolvimento das crias. De quando em vez, um enorme sáurio espreitava pela película oval que envolvia todo o compartimento e dava uma olhadela acidental. E, indiferente para com o que os seus olhos amendoados viam através da película, enfastiado, voltava com enfado as costas e remexia num pequeno botão, introduzindo mais calor às formas de vida ali em formação. Depois, arrastava-se por entre películas e mais películas de paredes e mais paredes, até à presença de homens de carne e osso. Estes, altivos, seguros e arrogantes, nem pareciam dar conta da entrada dos vários sáurios que se iam aproximando, como se soubessem o que queriam ou lhes fosse indiferente a sua presença. Mas, não era verdade. A verdade, é que liam o minúsculo cérebro destes seus servidores e sabiam que na nave tudo continuava bem.

 

Tinham partido de Orion há muitos decrons já e também eles se sentiam fatigados com esta nova missão. Depor mais ovos na Terra. Irra, quando é que se fartariam de enviar sementes? Desta vez a missão era interferência, parecia que lá para onde iam as coisas estavam mal. Os humanos tinham-se desentendido e era preciso dar-lhes nova civilização, pois como animais viviam encurralados em buracos cavados dentro da terra e aos senhores era triste a sua semente não poder proliferar livremente e não ter como e por onde o fazer. Parece que estavam sujeitos a regras impostas pelos depositários.

 

- Os vasos tornaram-se exigentes! - Ouviu-se a voz dura de um louro atraente e devasso.

– Pery, sabes se o tempo nos será descontado no fim da missão? É que desta vez a missão pode bem ser demorada. Parece que a queda do homem foi grande. Dizem que ele e a sua companheira se separaram e elas os impedem de procriar daí a necessidade de novas sementes.

– Não sei. Mas lá demorado vai ser. Os homens perderam o interesse porque sabem que se enganaram e de um modo ou de outro, directa ou indirectamente, são os causadores do fim da sua civilização. Daí, não terem forças para conquistar ou se igualar às filhas da Terra.

– Bem o podes dizer, filhas da Terra. Se fossem filhas do céu, talvez tudo mudasse de figura. Além dos ovos que transportam as sementes, quantos viventes transportamos nós?
– Milhões! A catástrofe já decorreu há muito, mas a devastação foi grande. Precisamos equilibrar a natureza e restituir-lhe alguma força.
– Por mim, que a Terra acabasse e os viventes com ela. Estou cansado de viajar a salvar mundos que não são nossos.
– Estás enganado! Nós criamos ou provocamos o aparecimento de muitos destes mundos.

– Não sei para quê. Parece que em nenhum deles conseguimos criar uma raça digna de nós.

– Por isso mesmo, sua Senhoria insiste ainda nessa possibilidade. Daí, temos que nos contentar com as suas decisões e determinações.
– Tu que já lá estiveste, achas que vai ser difícil a implantação e renovação da nova raça entre eles?
– Não sei. Espero bem que não. Pois não quero ficar lá perdido para sempre.
– Pudera! - A sua gargalhada pareceu atravessar todas as membranas da nave que oscilaram ao toque do som que Percy havia provocado. - Viverias eternamente de vida em vida até que conseguíssemos encontrar-te no meio daqueles biliões inúteis.
– Não sejas sarcástico. Quando os conheceres vais verificar a tua mudança de opinião.
– Vou.....
– É, pelo menos no que se refere à companheira. E, pelos vistos, hoje a desequilibradora .
– Quem mandou fazê-la assim?!
– Não. Ela não foi criada, engendrada ou gerada.
– Então?!...
– Surpreende-te ... Mas apareceu pura e simplesmente. Ou melhor... Sempre lá esteve, desde o princípio
– Queres dizer que ela sempre existiu?!
– Pois, parece que sim.
– E, como não sabe disso ...
– Não sabe, nem vai saber nunca! Nós nos encarregaremos de a impedir.
– Parece bárbaro. É um ser inteligente. Um ser inteiro
– Assim parece ser. Mas, é melhor irmos comer. Está na hora de nos deliciarmos enquanto podemos. Tão cedo provaremos a similitude não a originalidade.
– A propósito , são muitos os novatos que embarcaram desta vez?
– Creio que sim
– Bem, apressemo-nos. Não vão eles também começarem a querer saber demais e anteciparem o já antecipado.
 

 

 

rectificação
livros

publicado por lazulli às 18:46
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
12 comentários

 

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:05
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
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EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016

... IMAGINE THERE'S NO ISLAM...

 

 

SintoMe: ... observando o mal Islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 19:33
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

`pelas almas que aqui Estão e pelas que Virão

(Antes do prometido nas Palavras anteriores, ainda este pequeno poema, a meu ver bem inserido entre umas e outras Palavras, por de algum modo, a ambas dizerem respeito).

 

 

 

   Não cansem meus ouvidos com palavras vãs

criadas para manter a ilusão da existência

quando não sabeis

quem sois

muito menos quem éreis

e menos ainda quem sereis.

 

 

Agarrais-vos a dogmas

convenientes às vossas mais puras ilusões

inventais um mundo cada vez pior

na esperança de um vallaha

doce e eterno

onde por fim

vereis realizados

vossos sonhos de ser felizes

para sempre

adiados

por vós mesmos.

 

 

Aqui vos deixo

a definitiva

queda das almas

porque

foi exactamente por elas

pelas almas azuis

eternamente ligadas

que este pequeno mundo

(CasaDeCristal)

se criou

para no fim

assim como nossas vidas

ser um nada

sem importância alguma

este pequeno mundo

vale tanto quanto todos nós

por vós ele nasceu

fosteis vós que lhe desteis vida

por isso aqui as tendes

As Almas

as nossas almas

que não querendes

depois de terdes dito

que as amaríeis

para sempre.

 

 

Gritai-me antes

o que se esconde

dentro da vossa mágoa

é o que eu faço na CasaDeCristal

Grito a minha "alma" perdida

dentro da Vida.

Dizei-me vós criaturas sem Destino

que trilhais o Destino concebido

por nossos inimigos

que agis por amor

contra o amor único.

 

 

Escravos de todos os poderes

quantas lágrimas já vertesteis

no silêncio de vós mesmos

sufocando

arrastando e ocultando a vossa verdadeira dor

incentivando outros

à Criação da "vida"

quando os outros têm e terão

o mesmo destino

que todos nós.

 

 

Não tendes vergonha

de atirar ao mundo

mais almas inocentes

tendo a certeza absoluta

que elas vêm para sofrer?!

Do Nascimento à Morte

será sempre esse

O Seu Destino

igual ao nosso.

 

 

Dizeis-me que o mundo acabará

se não continuardes a persistir

nessa mentira

nessa esperança absurda

de que quem chega vos perpetua

a existência

dizendo ainda amar em consciência

quem virá de novo para sofrer e morrer.

 

 

Apontai-me a felicidade

apontai-me a eternidade

apontai-me a liberdade

neste mundo

dizei-me onde se encontram

tantos bens

mas mostrai-mos de verdade

de contrário

chamai-me louca

mas não seguirei os vossos passos.

 

 

Rangei os dentes de raiva

espumai fel

porque eu continuarei a ver

a verdade que dói

mas me mantém lúcida

e quando por mim vos cruzardes

tende cuidado

porque eu sempre vos gritarei

que enquanto existirdes

nada sois

nem neste mundo

ou noutro mundo qualquer

porque a matéria

sempre vos/nos

aprisionará.

 

 

Sois/somos coisas

muitas coisas

mas a divindade não vos/nos espera

porque simplesmente

não existe

Nós somos a própria Divindade

Presa

Agrilhoada

à vida que geramos em torno de nós

e Dela não queremos saber

não a escutamos dentro de nós

e libertamos o que mais prezamos

porque a entendemos

à Divindade

coisa separada de nós

que só será nossa

se continuarmos a mentir aos outros e a nós mesmos.

 

 

Escusais de inventar mais santos pelo caminho

porque esses são aqueles que como vós/nós

não eram nada

e hoje ou jazem acorrentados

no tenebroso local

à espera de ver tal luz surgir

e por ela se infiltrar novamente

ou

diluir-se com a matéria

a que pertencia.

Eis os vossos sagrados genes

matéria geradora de matéria

não d'Almas (entes)

porque estas sempre existiram

antes Do Existente.

 

 

 

 

 

 

Será que é porque sabeis

disso mesmo

que incentivais

ao aparecimento

de mais sofredores

tendes medo de nunca mais existir

dentro da carne?!

 

 

 

 

 

Não é amor

e sim necessidade vossa

de vos tornardes eternos

por intermédio

de outros

e ainda terdes motivos

para suportar este inferno

onde moramos.

 

 

Mas ó criaturas insanas

desse modo nunca sereis

livres

e sim os genes que vos compõem

o serão

vós não.

 

                      

 

 

                   

que ilusão inútil

que farsa imensa

 

 

 

 

 

No silêncio de vós mesmos

quando a noite cai

ou o dia vos tortura

com as suas insanas loucuras

fruto

de mentes diabólicas

dando e tirando

consecutivamente

as benesses que entendem

e estendem

ao longo do Caminho

da Vida

momentos de prazer e dor

sendo a dor a que mais

prevalece

e em vós fica

como marca inequívoca

da Passagem

por este mundo de ninguém.

 

 

Os risos

esses são sempre os únicos passageiros

muitas vezes nem tão pouco genuínos

e sim artificiais ou forçados

para esconder de vós mesmos

a única coisa que a existência

permite a todos

Sofrimento.

 

 

Se assim não é

então esses serão os privilegiados da Terra

dela vieram, são e permanecerão integrados

sem Alma

O Universo não os espera

pura e simplesmente

porque esses não lhes pertence

a não ser

em mais poeira cósmica que cruza

todos os Espaços criados

em cata de Essência que lhes permite

adquirir Forma

de modo a poderem existir

no agrupamento das moléculas

que convém manterem vivas.

 

 

Não vos atreveis a mentir-me

dizer-me da grande dádiva

não me digais mais

sobre o bem da vida

porque não tendes poder

para me enganar.

 

 

Grito-vos eu

vós mentis

tudo é melhor para vós

do que a perda da existência

de vida em vida

Pensais vós.

 

 

Sabeis a verdade

só que não tendes coragem de a aceitar

é dura e fria esta verdade

que ignorais

e a qual combateis

porque ela

diz-vos claramente

da inutilidade das nossas vidas

diz-vos que nasceis para morrer

diz-vos que de tanto serdes

nada sois

e nada tendes.

 

 

Chegais com nada e é com nada que partireis

nem o conhecimento vincado a ferro em brasa

diariamente forjado na

 

 

 

forja do Destino programado

dentro de vós se manterá

porque na sua maior parte

não faz  parte de vós

foi-vos incutido mais ou menos à força

para vos poder manter aqui

numa ilusão permanente

quando daqui saís

verificais que nem isso levais

apenas e só apenas

vosso sentir

imutável

inalterável.

 

 

 

 

 

Se o soubesteis preservar

no meio de tanto conhecimento adquirido

que só vos serve em e na vida

 

 

depois depois

 

 

 

É no vazio que vos encontrareis por escassos momentos

e aí permanecereis

até retornardes para aqui ou outro lugar qualquer

mas.... voltais novamente vazios

para vos voltar a encher

como se fosseis

taça sem fundo

que permanecerá

sempre fria

vazia.

SintoMe: nada

EscritoPorLazulli lazulli às 23:11
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