Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016

Ming's

 

 

 

 

 

 

 

Parabéns, mano!

 

amo-te muito. não porque és meu irmão, mas porque és uma raridade de inteligência e amor, no mundo onde estamos.

 

tua irmã, querida.

continuarei a CasaDeCristal. fica tranquilo.

Não te esqueças de não desistir de ser Feliz!

amo-te

 

 

(Janeiro 2015)


EscritoPorLazulli lazulli às 05:55
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016

Prelúdio

                                          Ainda o Tempo/Espaço não existia

nem a Forma

interligados

dão

expansão

permanente

quase infinita.

Surgiram 

milhões e milhões de galáxias

mundos materiais

Forma

Corpos Densos

Vida.

 

 

Tudo mudou

mudou verdadeiramente

nunca mais se fará sentir a inactividade permanente

porque o Tempo começou a sua devastação

o céu desceu

a Terra subiu

neste confronto

inclinou

balançando

como pêndulo

pendurado no vácuo

vagueia desnorteada pelo espaço

muito perto

de uma verdade que se aproxima.

 

 

O Sol eterno

senhor da galáxia profunda

anuncia a sua mudança

na aproximação

do que se lhe segue

não mais estará sozinho

porque a sua fonte de energia

não era mais suficiente

para aquecer o ente

à deriva

revolução no seu interior

 

 

Minúsculas são

as formas que se movem estonteantes e sem rumo

à distância de si

o reforço vem aí

mas tombam as formas de vida

que susteve durante milhares de milhares de anos

não pode mais

esgotou.

 

São milhões de milhões

que lhe fazem frente

aumentam as carnes pensantes

diminuem os seus

sacrificam

entes

roubam-lhe a sua essência primeira

a Origem

implantam-lhes tenebrosos

horrores

perdem-se na dor

no espanto

na agonia

da impotência

O oculto vem em seu socorro

acrescentar luz à luz

já fechada

reforçar o extenuado aliado humano

nunca reconhecido

na sua verdadeira função

de alimentar o ente

sozinho nesta imensidão.

 

Não pode mais meu irmão

está extenuado

revoltado

pronto a explodir

se o reforço tardar em chegar

tardar em vir

muitos sucumbirão nesta luta

de se manterem sãos.

 

Vem meu irmão.

 

 

 

 

 

SintoMe: triste pela humanidade

EscritoPorLazulli lazulli às 02:25
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

fragmentos das memórias que guardam em si o Tempo decorrido atravês dos tempos

 

Nem todas as memórias são completamente aniquiladas nas suas variadíssimas passagens pelos detentores da Roda. Muitas delas por razões várias, conseguem salvaguardar em si mesmas, pequenos fragmentos que escapam ao crivo poderoso de quem está no comando das passagens das existências várias. Mau grado o falhanço destes fiéis carrascos das almas e dos seus poderosos senhores, muitos são os que ao longo das existências, arrastam dentro de si pequenos filamentos mais ou menos longínquos, que acabam por os perturbar ao longo de uma ou outra existência, quando se deparam com algo que lhes desperta por escassos segundos a memória escondida, nas profundezas do seu cérebro. Nestes escassos segundos de um alerta que vem de dentro, a perturbação por mero desconhecimento de si mesmos, muitas e muitas vezes fá-los recorrer a Dogmas instalados, exactamente para os desviar da Natureza da sua Alma Prima (Ente genuíno e preso nas grades que se não vêem, mas que se fazem sentir consecutivamente dentro de qualquer um).

Não tendo explicações "realistas" que os esclareçam, sobre o "déjà vu", partem para mundos desconhecidos, onde pensam encontrar respostas para si mesmos, envolvendo-se em teias tão bem elaboradas que a prisão das suas almas triplica, milhões de vezes.

 

Nesta insatisfação veremos sérios convictos de verdades que não são suas. Vemos iluminados, cientes, ser mais do que qualquer um. Vemos os ditos místicos, envoltos em malhas tenebrosas de astrais e "sabedoria de outros", que dada a conta gotas, os leva à realização de rituais iniciáticos, senão ridículos, enganosos, até porque uma "alma" é única, daí não poder de modo algum sem ser por si mesma, encontrar a sua própria Estrada. Estes eternos neófitos que anseiam atravessar os portais do existente e deste modo atingir o inexistente, acabam sendo atirados cada vez mais para longe de Casa, onde o Retorno-Contínuo, se vai tornando cada vez mais difícil e a absorção da sua essência pela Matéria Inteligente, torna-se pasto fácil para a Evolução da mesma, enquanto o Ente se vai fundindo e dando ao Inimigo Poderosas armas que num Combate Final, jamais servirão seu verdadeiro Propósito. Outros, perdem-se, meios Proscritos nos meandros de "coisas" onde se vão alheando de si mesmos. E finalmente outros, vão ficando sós, mordendo diariamente a sua dor, num silêncio e solidão que nada e ninguém arranca de seus corações doridos. Serão estes, se as forças não lhes faltarem e conseguirem manter-se fiéis à Verdade de si próprios, com Coragem para aceitar uma Natureza que em nada tem a haver com o que conhecem, que provavelmente ainda poderão lutar para regressar à Casa de onde partiram... um "dia".

 

Temos assim, deste modo, estilhaços de luz dispersos por todos os mundos visíveis e não visíveis.

 

Agarrando-se, muitas vezes a fantasias criadas (a propósito) acabam por entrar num turbilhão de crenças e contradições e dar ao Inimigo as armas necessárias para mesmo depois da falha da roda dentada, não saírem dos meandros da nova mente adquirida.

 

Se cada um fosse apenas com Verdade dentro de si mesmo buscar o que é seu, talvez a essência dispersa e ao serviço do Inimigo fizesse a sua luta neste campo de Batalha que é a Terra, salvaguardando a sua integridade de ente e nunca entregá-la por desconhecimento da Verdade escondida, aos seus próprios inimigos.

 

Mas, a Esperança, dos poucos esvai-se por entre tanta incerteza e a sua luta manter-se-á sempre solitária, numa imensidão tão imensa e intensa que um dia desistem de si mesmos ou ignoraram qualquer das verdades que lhes surja pelo caminho. Cansados de lutar pela Verdade/Justiça, tomam partidos que podendo ser certos para o seu ente, não deixam de fazer parte do mundo criado que só o foi para os aproveitar em si mesmo, porque só desse modo poderiam evoluir. O ente, esse, tão tem evolução. É o que é. Mas é exactamente o oposto que lhes transmitem. Ardil tenebroso que Uns em determinada altura, para poderem existir, assim o determinaram, deixando os estilhaços de luz (essa sim divina) à deriva pelo Cósmos. Deste modo, entes doridos, procuram-se e por vezes encontram-se, por entre os prismas de luz que se vai também expandindo numa busca infinita do seu próprio mundo, mesmo tendo consciência que estão num outro que não lhes pertence. Mas não se ouvem entre si, porque já em nada acreditam. Esquecem deste modo que de onde eles surgiram, muitos outros surgiram e assim como eles, esperam e aguardam uma qualquer luz, desde que não seja mais uma luz artificial e sim genuína. Tudo quanto existe, não é nosso. Nem o nosso próprio corpo nos pertence. É mais um amontoado de moléculas vivas que se vão transformando ao longo dos biliões de milhões de séculos, por esse Infinito além.

 

 

Acontece que alguns destes não-privilegiados e sim firmes no seu sentir de verdade, ou porque vêem de demasiado longe onde o Criado ainda não passava de não-criado e a sua existência nem tão pouco fazia parte do Espaço/Tempo ou porque guardou o Amor Universal de que fez parte Antes de Tudo existir e a sua fidelidade e lealdade ao Amor Essência é de tal ordem, que nenhuma Força Criada depois do Caos que se instalou e expandiu e expande, consegue destruir completamente. Meio proscritos nas vidas que nem deles são, porque a deles continua fiel a si mesma num recanto do/s corpo/s que lhe/s vão atribuindo ao longo dos milhões de milhões de anos, não desistem de acumular o seu próprio saber, agarrar como se agarra a vida plena, a Verdade que paira dentro de si. Aqui, estes proscritos alcunhados de variadíssimos nomes, continuam em busca do seu próprio caminho. Daquele, que eles sabem, ser o único que os fará retornar a Casa. E essa longa Estrada.... são eles próprios dentro de si mesmos, sem artifício algum. Verdadeiramente genuínos. São um Nada Tudo de um Tudo Nada. É essa a Sua Natureza. Natureza jamais aceite por quem reverência a existência, como Suprema.

 

E é nesta luta constante. Nesta fuga não de si mesmos nem das suas memórias estilhaçadas, mas das sempre novas/velhas imposições de verdades criadas como únicas, que estes vão relembrando, por vezes dolorosamente, a verdade de quem são na realidade. Vão sabendo que o que lhes impõem nada tem a haver com a sua Genuína Origem.

 

Talvez tenham vindo a ser poucos. E talvez não. O número das Formas geradas é tão imenso quanto os milhões de milhões de anos que separam as existências, não só num único mundo mas também em muitos outros mundos, quer tenham eles a Forma quer a não tenham.

 

Estes verdadeiros guerreiros do Amor e Fidelidade à Sua própria Origem, são sem dúvida alguma os únicos que se conseguirem manter-se longe do que foi Criado, mesmo que inseridos na Criação, porque esta será sempre exterior a si mesmos, um dia terão a possibilidade de voltar a viver de verdade. Voltar a ser. Voltar ao UNO. .... estarão também preparados (já o têm provado nas suas variadíssimas fugas à roda (senão plenamente, pelo menos parcialmente) para Lutar pelo seu mundo. Na verdade é isso que vem acontecendo desde o dito Início, a que os humanos deram o nome de Big-Bang ou Adão e Eva (mas isto são histórias, que a mim apenas dizem o que têm a dizer e não mais que isso... porque eu...penso). A Guerra interminável de Dois grandes Poderes. O Poder da matéria vs O Poder da anti-matéria. A Dualidade existe!

 

Será neste conflito que todos e mais uns tantos e ainda outros tantos de mundos reais mas diferentes, como também os de outras Dimensões e ainda os que pairam por toda/s a/s Galáxia/s., que um dia será definitivamente decidido quem ou o quê prevalecerá neste Oceano Infinito. Se a Matéria Inteligente OU o Ente Essência. Nesse Dia, tudo será definido de uma vez por todas. Ou outros novos mundos surgirão com a evolução e perfeição da matéria já capaz de se recriar sozinha sem ter o intruso em si (o único que ainda a anima e lhe vai permitindo a tão ambicionada perfeição/evolução) ou a essência pura do sentir. A anti-matéria que absorverá os mundos e recolherá em si a essência de cada Ente disperso, onde o Nada é Tudo e o Tudo é Nada. Onde a beleza do Amor Inatingível existirá sem existir, integrada num Azul Infinito onde só existe UM. Um que se reuniu, se completou depois de uma infinidade de Tempo dispersos. Aqui caminhar-se-á sobre cristais azuis de mil cores. Ser-se-á o próprio cristal. Ser-se-á a própria luz. Luz que brinca em amor e verdade e é livre. Partículas finissimas tais cambraias de biliões de cores, que se desdobrarão milhões de vezes sem nunca se desagruparem, como aconteceu um dia...

 

Mas a Guerra existe desde o seu início. Nunca deixou de existir, desde.... As Batalhas são mais que muitas e aqui as armas dos terráqueos por exemplo, são meros brinquedos comparados com o Poder do Ente. Porque este Poder tão Oculto e tão Presente em muitos, aqui e além e ainda acolá e mais além ainda, que ninguém vê, não precisa de nada, absolutamente nada daquilo que conhecemos, para Vencer ou Perder. É essa Força pertença genuína de alguns humanos também. Força temida pelo Inimigo Pensante. Talvez seja por isso que por exemplo este Planeta e outros tantos e ainda outros que não fazem parte de todo desta engrenagem e sim de uma outra talvez mais próxima da Essência, continuem a temer a Verdade e daí esconde-la zelosamente do olhar de todos. Enganam as almas, desviando-as com supostos amores que lhes pertencem. E estas, pobres de conhecimento e verdade, seguem quase sempre as estradas erradas. Melhor fora não seguir nenhuma.

 

 

É por esta pequena exposição do meu pequeno pensamento que provavelmente as próximas palavras escritas, relatarão um facto real, cruzado exactamente num dos mundos por onde muitos de nós passamos.

 

Alguns chamar-lhe-iam sonhos. E serão. Meras quimeras, fruto da imaginação ou das vivências. Contudo o que escreverei a seguir é um desses ditos sonhos intercalado, enlaçado, sei lá, ocasionalmente dirigido talvez conscientemente por uma das partes ou talvez não. Porque a possibilidade de uma criatura humana entrar no sonho de outro humano e juntos vivenciar um acontecimento parado no Tempo, é algo praticamente impossível. Coisa de ficção. Mas eu afirmo que não. Nem mero acidente dos mundos, é. Porque por mais vezes fiz parte do dito sonho de outra/s criaturas. Neles estive. Neles entrei e com eles vivenciei tempos, vidas, criaturas, etc... Não interessa aqui saber como e porquê. Importa sim, neste caso para mim, a vital importância de uma memória que tem várias memórias, que completam o puzzle de um ou mais Entes, pelo menos de Dois, é Certo. Os tais fragmentos que passaram na Roda do Destino, sem que este tivesse tempo de lhes esvaziar a memória, para a próxima vida..... e este acontecimento em 1997, permitiu-me mais do que a "descoberta" de estar no sonho de outro, de algo que me era e é imprescindível, para continuar na mesma Estrada de regresso a Casa.

 

Claro que este pequeno excerto não mencionará aqui nem o antes, nem o depois, nem tão pouco o porquê. Mas, de certo modo, vincado, prolonga-se por toda as CasaDeCristal, fragmentos desta história verídica, bela, mágica, mas, ainda sem fim à vista. Talvez um dia no tempo, quem sabe.... Os corpos guardados dos meninos que dormem à eternidades, sob o lago, sejam despertos ou haja condições para ingressarem nos corpos que são realmente seus e que em tempos estariam, possivelmente à guarda do Olimpo.

 

 

Seria um passo de gigante para o retorno de ambos e a busca ter um fim.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 02:07
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

Pântano

 

Agitam-se
as águas do Pântano
por um momento.
Por um momento,
adormece os sentidos
num torpor mágico
de encantamento,
deslumbrada
pelo mistério d'almas que se mostram.

 

 

 

Inconsciente,

insiste em atravessar descalça
as águas lodosas que se movem,
confiante
que consegue
ver o inexistente.
O que foi
e que não será mais.
o que era
Mas nunca chegará a ser.

 

 

 

Eram as palavras
e o seu constante bailado,
fruto de mentes diabólicas
que se expandiam sem pudôr
como predadoras d'almas
instantâneas.
Frenesim inquieto d'palavras
treinadas
onde a verdade nunca existe.
A ilusão
com intenção
É a mentira
descarada,
deslavada.


Queria a integração
nas s'vivências
no estender suave das suas mãos
nas águas tépidas
que aclaram à passagem de ventos suaves.
Mas, não consegue,
essa não é a sua natureza.



Movem-se lianas e abetos
quando o vento por eles passa.
Luzes escondidas
surgem acanhadas nas brumas do Pântano.



O voo do pássaro
permanece,
já não inseguro,
receoso,
pela Pradaria imensa
que por baixo dele se estende.

Mas pousar
o pássaro não pousa,
a sua natureza não lhe permite.

Tentar permanecer
em solo firme,
atormenta-o.
É pequeno
muito pequeno

o pequeno pássaro.

 

Quer sobrevoar a Pradaria sem medo
mas nela não quer ficar.


Afasta-se de si neste estar que não é seu
neste instante pendente de si
neste desencanto da s'alma
tenta encontrar uma razão para aqui estar

permanecer

ouvindo os sorrisos e sorrir.
Mas dois são os motivos

só por eles permanecerá
porque foi por eles
unicamente por eles que ficou.
Que iniciou a travessia
do Pântano sombrio da Pradaria.

Sorriu às almas que lhe sorriram
num gesto de agradecimento meigo e terno.
Retribuo-lhes o estender das suas mãos num gesto seu

de ser ela mesmo ela,

só dando e recolhendo deste modo unicamente seu

é digna dos seus sorrisos e do estender das suas mãos

como almas se se tocam e reconhecem do Antes Do Tudo Nada De Tudo.

 


Num instante tudo parecia possível ,

podia rodopiar alegre, dançar no ar, misturar-me com os elementos

pertencer e ali permanecer,

participar da vida de um Pântano profundo deste mundo.

Mas o desencanto magoa a alma que traz em si

não pode continuar

não sabe tentar

continuar pousada de lugar em lugar.

Não pode.

 

Sobra uma paz, uma certeza, um saber que a contenta.

Não é mais a vida no Pântano e do Pântano na Pradaria imensa que lhe provoca dor.

É ela que não pode ser o que não é

ao tentar ser igual às boas almas que ali estão.

Sabe a resposta que procurou

por isso pode ficar aqui a sorrir.

Mas não pode permanecer.

As almas sorriram-lhe por um momento mágico.
Nesse deslumbramento de si,
seu coração, alegre, quis ficar.
Permanecer por mais tempo

junto de quem amavelmente lhe sorriu.

Demorou a voltar,  mas voltou só.

Sem medo do Pântano da Pradaria distante.

Hoje ela sabe como saltar de plátano em plátano,

de liana e liana,

sem mais temer cair e afundar-se nas águas lodosas do Pântano maldito

que tanto a perturbou.

 

 

 

 

Hoje, suas mãos ágeis

elevam-se às lianas que lhe asseguram asas nos pés

e a fazem chegar e estar em local seguro

Na Sua Casa

a CasaDeCristal

A sua própria Alma,

onde só o Azul dos céus nela permanece e permanecerá

Intocável.

 

 

(Escrito à 4 anos e composto hoje para meu deleite e deleite de quem quiser permanecer por aqui)

 


EscritoPorLazulli lazulli às 10:18
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Sexta-feira, 29 de Junho de 2012

... a espera

Tarda a prometida idade de ouro

 


Por nada

 


Acto solene
Do mais profundo sentir

Cegueira
Para os verdadeiros cegos
Os que vêem
Unicamente a aparência das coisas

Véu da semideusa
Mal coberta
Que já não vê luz no céu
Porque esta
Fez sua aparição
Na Terra

A vida é feita
De esperas infinitas
E as pedras duras
Os lugares
Por onde se caminha

A alma terna
Recolheu
Na espera
Da luz que veio dos céus
E aqui jaz
Morta

 

O retorno da luz
Rompe as sombras
Que envolvem
O grito
Preso no Infinito

Às vezes

 


Os murmúrios do silêncio sem sentido
Às vezes
O tesouro mal guardado
Às vezes
O licor é sangue servido
Por uma TAÇA

De ouro frio...

 





EscritoPorLazulli lazulli às 13:04
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Utilização Indevida de Textos da CasaDeCristal

O Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra, tem publicado um Poema da CasaDeCristal e de minha autoria, em duas páginas, onde numa delas é utilizado o poema como "Chamariz" para um convite de algo que não percebi. - portanto publicidade.

 

Dei conta desta ocorrência acidentalmente e fiquei bastante perturbada. Indignada. Enfim, completamente irritada com o Abuso dos Direitos Autorais.

 

Não concebo a ideia ou aceito que seja quem for utilize o que não lhe pertença e ainda por cima não exemplificando bem que o que utilizou não é de sua autoria e sim da autoria de outra pessoa.

 

Tomei já algumas medidas. Mas, mesmo assim, para que tal não volte a acontecer, achei por bem escrever um AVISO mais claro a quem pertender Usurpar os meus escritos.

 

Só peço perdão às pessoas de Boa Índole, pela minha "agressividade" perante este facto ou nova descoberta. Mas, evidentemente não é para essas que estou a escrever isto. E, sim para quem circula por aí à cata de ALGO que os torne credíveis.

 

Infelizmente vivemos num mundo onde muita gente se faz passar pelos outros. Muita gente sem escrúpulos de espécie alguma. Normalmente apresentam uma faceta de "beleza" com imagens ou escritos, que não correspondem à sua própria pessoa. Usando e abusando da Boa Fé dos outros ou daqueles que realmente falam com alma.

 

 

Incapacitados de o fazer e para tentar chamar sobre si mesmos o maior número de atenções, evidentemente, que se vão valendo com o que vão encontrando, que lhes pode possibilitar apresentar uma "alma" que realmente não têm.

 

E aqui os lezados, são sempre aqueles desprevenidos que têm algo que atrai a cobiça de um mau carácter.

 

Como se não existisse lei (e se calhar até têm razão) vão surripiando habilidosamente aquilo que não lhes pertence.

 

A net é propícia a isso. Já tinha ouvido falar. Parece que chegou a minha vez de sentir esta impotência e este amargo de alma. Acho que estou com raiva. Raiva pelo Descaramento. Pela ousadia. Pela Despudor.

 

Não. Não sou, jamais fui egoista. Tudo o que tenho Dou. Na vida sempre foi assim. E, não deixarei de ser. Dou-me gratuitamente. Muito de mim. Tudo até. É uma verdade a que nunca consegui fugir. Uma Natureza própria. Podem até roubar-me, que eu nada farei ou sentirei.

 

Mas... quando toca em mexerem indevidamente nas minhas palavras, aí... eu não respondo por mim. É mágoa a mais o que me fazem sentir. E por muitas razões que não vou poder explicar. Mas, os que têm acompanhado a sério a CasaDeCristal, com certeza entenderão o que sinto neste momento.

 

Mas, resumo numa palavra simples: O que eu escrevo, para mim é SAGRADO. Tão Sagrado, que eu não concebo que seja utilizado para outros fins.

 

Não quero os meus textos fora desta Casa. Não quero!

 

Expus o meu sentir. A minha Alma. Muita coisa aos olhos de quem quis. Fi-lo de livre e espomtanea vontade. Fi-lo até por AMOR. E, muito me custou manter a CasaDeCristal. Fazê-la sobreviver. - Mas não foi para virem aqui, como se a CasaDeCristal, fosse terra de ninguém e pegássem, assim sem mais nem menos. Não! Isto tem um rosto. Uma pessoa. Um ser humano. Não é VIRTUAL! Eu existo! E a CasaDeCristal existe porque eu existo. Porque se não existisse, a CasaDeCristal não existiria. Portanto desengane-se quem julga que isto é terra-de-ninguém.

 

Foi uma luta muito dificil. "afastei-me" temporariamente de uma ou duas pessoas, que sem o saberem ainda, foram responsáveis por eu ainda aqui estar. Por elas e pelo seu carinho e dedicação a mim, completamente desinteressada, a CasaDeCristal está viva.

(por falar não me esqueci - lembro todos os dias das duas pessoas que em muito contribuiram para eu regressar a mim. Z e A) falarei com vocês na altura certa. Obrigada por tudo.

 

Agora que eu tentava escrever. Tentava reaprender a escrever e mantinha a CasaDeCristal neste impasse. ... Eis que a Surpresa mais Desagradável que tive, surge-me perante os olhos, no Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra.

 

Estou revoltade. Nem consegui dormir direito. Inscrevi-me. Denunciei junto das pessoas competentes o Blog. Enviei mails. Mas para mim não chega para me acalmar.

 

Eu quero o que é meu devolta. Quero os meus escritos de volta ao seu habitat natural. É daqui que eles são. É aqui que eles pertencem.

 

Fora do seu contexto. Fora da sua casa. Perdem a Vida que tranportam. Por isso eu os quero aqui.

 

Tanto é, que, num comentário inocente, no dito blog as minhas palavras foram completamente perdidas do seu verdadeiro valor.

 

Por outro lado, apesar do link numa das páginas, porque numa outra, a da publicidade, nem link tem, isso não esclarece devidamente quem ler. Tanto não esclarece que o comentário inocente de uma comentadora, assim o demonstra.

 

Não chega o link para deixar claro que aquele texto não é da Dona desse Blog. Muito pelo contrário. Facilmente qualquer um pode eventualmente pensar que a Dona de um Blog é a Dona do outro Blog.

 

Sinto-me duplamente atingida. Eu não quero e não gosto de me passar pelos outros. E não o faço. Mas também não quero que os outros se façam passar por mim. Não o vou permitir.

 

Só espero que este incidente seja isolado. Acidental e único.

 

Daí escrever isto tudo.

 

Cedi em tempos um Poema meu a um Blog. A sua Autora (correctissima) veio aqui pedir-me. Apesar de ter muito zelo pelos meus escritos, sedi-lho de Boa Vontade. Aindfa hoje está no seu Blog.

 

Mas eis aqui a diferença entre uma pessoa séria e uma pessoa nada séria.

 

A pessoa que me pediu autorização que eu concedi, além de cumprir com as Regras dos Direitos Autorais, devidamente expresos do lado direito da CasaDeCristal, Pedindo-me autorização para o fazer, ainda no seu blog, cla<ramente, além do link que direcciona para aqui, diz quem é a autora do Poema: lazulli.

 

Pois esta senhora, não cumpriu com as Regras dos Direitos Autorais, pois não só não me informou como ignorou os Direitos aqui escritos e usou o que escrevo, permitindo largas à imaginação de quem quisesse ou inocentemente me viesse a confundir com ela.

 

Eu sou inconfundivel. Todos nós quando somos nós mesmos somos inconfundíveis.

 

Apesar do grande erro que comete, não assina-la devidamente a diferença. Com excesso de confiança do seu acto, num outro post o da publicidade, para levar as pessoas a um encontro qualquer, nem link, nem nada. fica logo a cima do convite em letra miuda. (até parecia as letras dos contratos de seguros.

 

Pois bem, perante tudo isto, o meu primeiro uimpulso era o de vir ocultar a CasaDecristal aos olhos de todos. Depois, ouvi alguém e... talvez não. Não é deste modo que combatemos os maus carácteres do mundo.

 

Daí estar a escrever tudo isto. Eu ... ainda não sei bem. Mas... quita não vou ficar. De modo algum.

 

Para terminar (se alguém teve paciência de ler toda a minha revolta e desabafo, quero Informar que a grande parte da CasaDeCristal além de estar protegida pelas regras da web (só espero que elas funcionem) vamos ver: Também está protegida pos Direitos Autorais Na IGAC - O Pequeno Poema que foi retirado daqui faz parte de um livro "Vestígios Longínquos" Registado na Sociedade - Do conhecimento que tenho, estarão protegidos os escritos durante 70 Anos. - não podem ser utilizados por ninguém a não ser que eu autoriza a sua Publicação.

 

Ora neste caso não Autorizei nem tão pouco fui informada (agora só espero que a senhora, além de pedir desculpa (se não teve más intenções) retire os meus textos do seu blog.

 

 

Finalizando:

 

Toda e qualquer pessoa que por qualquer razão quiser utilizar o que eu escrevo, deve ter em atenção os Avisos do Blog CasaDeCristal sobre Direiktos Autorais. Se for muito importante para ela, agradeço muito que me contacte antes de tomar este tipo de iniciativa. Não sou tenhosa. Sei ser compreensiva. Mas, tudo de um modo correcto

 

Obrigada a Todos quanto leram

Aceito sobre este assunto qualquer ajuda ou Esclarecimento, que me queiram ou possam dar.

 

Despeço-me ... triste

 

 

(Ao terminar esta explicação/desabafo, recebi a resposta da Administração daquele serviço. E, respiro de alivio neste instante. Foram Rápidos e eficientes. Enviei-lhes o que me pediram e aguardo agora a resolução deste desagradável incidente. Que estou certa, com base no que me escreveram que irão resolver o problema. Sinto-me grata e confiante. E agradeço à séria Administração daquele servilço. Afinal, a NET tem Regras. Afinal a Net tem leis) nem tudo está perdido.)

 

Só voltarei a falar do assunto para agradecer (assim o espero) è Informar da Resolução do problema. Fico melhor.

 

O meu Obrigada, a Todos

 

lazulli

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:35
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

HumanidadeEscravizada (XXXIV)



Mas tu que me lês podes ajudar a acabar com a mentira que nos envolve a todos, explicando melhor do que eu esta trama diabólica do mundo onde estamos inseridos. No futuro, outro virá que o fará melhor do que tu ou eu. E, como elos de uma corrente de ferro, atravessando os tempos e as resistências, cada um de nós será a vontade do outro aperfeiçoada, até que a verdade venha a ocupar o lugar que a mentira ocupa hoje. E, com a hipocrisia abolida de uma vez por todas, a nossa coragem e dignidade retornará, permitindo finalmente à humanidade o cesso à verdade escondida, que levará o Poder a cair de vez. E, assim, acabar-se-ão opressores e oprimidos, bem como também a miséria física e espiritual. Quanto muito existirão duas facções bem distintas que se de gladiarão honestamente e não esta mistura de matéria e mentes que nos confunde a todos e onde ninguém sabe quem é quem. Até pode demorar o surgimento desta verdade tão procurada, mas acredita que valerá a pena para todos nós porque se tivermos que regressar de novo a esta existência miserável, teremos mais oportunidades de sermos verdadeiramente humanos.

 

Para que um dia venha a ser possível transformar o mundo num sítio onde o sofrimento humano não tenha mais lugar, mais vale prevenir do que remediar. Daí que devamos preparar-nos no combate à falsidade, começando por falar sempre a verdade em todas as circunstâncias da nossa vida. A nossa dignidade acima de tudo e de todos. Com a nossa dignidade conquistada, teremos a possibilidade de nos vir a cruzar com outros seres humanos, onde os verdadeiros valores humanos não têm dono nem são obrigatórios. São naturalmente nossos. Não precisaremos de leis ou mandamentos redigidos por outros, para termos um comportamento social correcto, a partir do momento que já nascemos com leis e mandamentos inerentes a nós próprios e ao mundo que representamos. Assim, não mais será fácil, para eles, corromperem-nos e transformarem-nos em amostras de gente. Pedaços de carne viva que deambula pela Terra unicamente em busca de alimento, para sua própria preservação, lutando consecutivamente pelo modo mais fácil de obter aquilo que nos mantém vivos, sem pensarmos que este é um período muito curto da nossa verdadeira existência e que, se não fizermos mais do que temos feito até aqui, seremos sempre aquilo que não somos. Carne. Unicamente carne viva, para poder criar mais carne, de modo a permitir e assegurar a expansão dos genes que transportamos dentro de nós. E há tanto por onde podemos começar, para impedir esta transmissão de genes, que nos tem vindo a reduzir a essência de que somos realmente feitos, que nem precisamos de aprender como o fazer; basta que, quando estivermos perante alguém a quem necessitamos dizer a verdade do que nos parece, faça-mo-lo imediatamente, não permitamos que a ética social e religiosa nos impeça de falar sempre o que pensamos traindo assim o nosso ser, porque se o não fizermos ficaremos mal connosco e com os outros. Se não nos sentirmos dignos de nós próprios não nos sentiremos dignos de ninguém. Além disso, este desinteresses por nós próprios, far-nos-á mergulhar numa apatia em relação ao mundo que nos cerca e o nosso desinteresse não nos permitirá lutar por um mundo melhor do que aquele em que vivemos. Continuaremos a ver as injustiças do mundo como se não tivéssemos capacidade alguma de acabar com elas. É preciso acreditar, ter força e começar a agir, porque querer é poder. Se nós quisermos podemos mudar o que está mal. Qualquer um de nós. Se temos conseguido manter a evolução da vida, neste Planeta, criando novas civilizações com base na nossa persistência e sacrifício, também conseguiremos fazer um mundo melhor para todos. Basta, todos juntos, querer uma coisa destas. Nada nem ninguém nos conseguirá impedir. Construamos um mundo novo, porque o que temos actualmente só nos tem vindo a fazer mal. Não somos assim tão insignificantes como nos tentam fazer crer, muito pelo contrário. Temos a luz dentro de nós, só precisamos de a deixar brilhar. Só isso. Se todos eles são de uma única cor, nós não temos forçosamente que ser a sua cor, porque senão deixaremos de ser “nós” para passarmos a ser “eles” e quem vai perdurar e viver a tal eternidade de que muito gostam são eles e não nós. Estamos a dar-lhes de bandeja a nossa imortalidade e a trocarmos a nossa identidade; se continuarmos a permitir isto, nada sobrará de nós, nem na vida nem na morte. Muitos de nós já caminham dificilmente, lamentando este momento, mas podemos ainda retomar o que é nosso indo buscar o que nos pertence a cada lei absurda, a cada ideia descabida, a cada pensamento. Não temos que aceitar mais lei nenhuma ou vontade, seja de quem for, que não seja unicamente humana. O que quer dizer, que se alguém pretender matar, mesmo que este matar tenha carimbo oficial dos governos, nós não devemos deixar que isso aconteça. Somos milhões e eles meia dúzia. Basta nós não querermos mais mortes sem sentido, e elas não existirão mais. Munindo-nos do nosso poder interior, usaremos tudo quanto estiver ao nosso alcance para os impedir. Mesmo que seja pô-los a todos fora do lugar que ocupam e substituí-los por outros, que pensem de facto em preservar o ser humano, não em aniquilá-lo como tem acontecido até aqui. Se pretenderem subjugar-nos, impondo-nos leis materiais para nos controlarem, não as aceitemos. Se as crianças não forem devidamente protegidas pela lei, como se fossem meros brinquedos para serem utilizados de modo vil seja por quem for, não o devemos permitir de modo algum. Se uma qualquer religião nos quiser impor um mandamento novo, devemos desprezá-lo, porque isso é o mesmo que dizer-nos; que só através dos seus mandamentos conseguiremos ser humanos, quando é isso mesmo que somos desde sempre, etc., etc., etc. É só ficarmos sempre atentos ao que eles fazem ou pretendem fazer.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:08
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Humanidade Escravizada (XXXIII)




Muitas e muitas vezes criticamos vil e ferozmente um outro ser que sofre como nós as agruras da vida. Como temos sido idiotas e imbecis. Transformaram-nos em monstros e nós deixamos, comparticipamos e partilhamos, somos realmente o que eles dizem, povo, leigos, incapazes de nos gerir sozinhos. Mas os que nos gerem e que fazem as leis morais e materiais, que dizem que nós temos que cumprir, são melhores que nós? É que, neste seu mundo perfeito, cheio de agonia e prisão, com as suas leis feitas para carrascos e não para o verdadeiro homem - que é aquele que sente e ama -, foram muitos os massacres que fizeram e continuam a fazer ao longo de todos estes anos de História obscura, onde tudo se perde e à qual muito poucos têm acesso. E os privilegiados que detêm este Poder entre mãos, continuam a fazer deste emaranhado de mentiras históricas um nevoeiro impenetrável para quem ainda pretende que se rompa as trevas e se faça luz de verdade sobre a humanidade. Mas o Plano, ou melhor, o Grande Plano, é mesmo grande e todas as portas estão fechadas ao entendimento. Mas não estão fechadas por suposta intervenção divina e sim por mortais comuns que querem deixar de sê-lo. Pelo menos enquanto por aqui conseguirem andar. Assim, o conhecimento continuará a ser pertença de meia dúzia, que continuará a comandar os destinos da humanidade e nenhuma força cósmica terá poder para desfazer o que já está feito e continua a ser tecido em antros secretos do conhecimento. E o conhecimento continuará a servir o que nunca deveria ter servido: O Poder. Abriram-se as portas da verdade, mas só lá entrou quem pôde não por direito universal, mas por direito galáctico ou terráqueo. Quem são estes senhores da Terra e dos homens que ousam mentir tornando este mundo no seu mundo, que fazem leis que todos temos que cumprir, gostemos ou não gostemos delas e nos impedem de sermos nós próprios? Aparentemente, foram feitos do mesmo material biológico que nós. A sua origem na Terra também parece ser a mesma mas, os seus actos são inumanos e irracionais. Indiferentes em relação ao seu semelhante, faz pensar se sob esta capa de aparentes mortais não se esconderá uma outra raça (e até talvez de um outro mundo) que possa estar entre nós desde há pouco ou muito tempo ou talvez mesmo, desde sempre. Cruzámo-nos com eles diariamente e vemo-los Senhores do Mundo, com pactos intermináveis de Poder, para manter secreto o que nunca deveria ter sido: A Origem e o Destino do Homem. E eu continuo a investigar pobremente a verdade, sem tempo e meios para a fazer aparecer. Como provar tudo isto? Como mostrar claramente a verdade? E quem estaria interessado em saber quem são, de onde vieram aqueles que nos escravizam e há quanto tempo estão eles entre nós? É irrelevante para eles o que eu sei, o que eu penso e o que eu sinto. Eles sabem que não é de modo algum suficiente para pôr os outros a pensar e a procurar. Por isso o seu Plano, comigo, nunca estará em perigo. Embora ainda queira acreditar que a verdade é una e única, por enquanto a única verdade de que tenho a certeza é que tudo isto é uma grande mentira. Uma mentira tão grande quanto o mundo.

 

 

SintoMe: na Força Da Natureza

EscritoPorLazulli lazulli às 10:19
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

... cega ...

(sentir de um momento de 2008)

 

 

Aqui estou. Ainda aqui permaneço até ter consciência absoluta do que tudo isto representa para mim. Se este mundo é ou não diferente daquele que sempre defrontei com medo mas com resistência. Sobra-me uma dúvida estranha... o que é que este estranho mundo tem para me subjugar deste modo. Aquilo que para os comuns é normal a mim sempre em cata de explicações, não estou convencida da ser inofensivo dizem-mo os meus sentidos quando meus olhos se cruzam com pedaços de almas à deriva.

Tem magia sim, mas a magia é um mundo de encantamento que arrasta consigo o androgino mais poderoso, mais eficaz, mais capaz, mais tenebroso. Aqui são as almas que lutam. Se degladeiam até à exaustão. Parece um mundo diabólico onde as almas se desapegam dos corpos e com pura inexperiência, atiram-se à deriva no encanto dos sonhos sem suporte.

Não existe consistência neste mundo. E assim como assim, aguardo um melhor entendimento. Talvez quem sabe encontre um motivo, uma razão, uma motivação, para aqui permanecer. ( De lá para cá, o que encontrei eu?! O motivo a razão?! O mais provável é coisa nenhuma. ... mas o encanto continua. Deixá-lo ir, pra ver até onde consegue ir. )

 

tudo o que penso

paira no meu cérebro
incapaz de se revelar
de se manifestar harmoniosamente
preenche-me o não sentido
à cata de palavras quando nunca precisei

conspurco-me com a sabedoria de quem mais sabe

onde está a minha verdade?!

desconfiança
total desconfiança
é o que eu sinto
procuro saber

porquê
neste preenchimento constante

não meu

mas hei-de recuperar

hei-de lutar

por mim

pela minha alma

pelo meu ente

pela minha verdade

de ser

... e hei-de conseguir.

 

 

NOTA: estes pensamentos referem ainda um sentir passado. ... lentamente tento voltar a escrever. porque quero. porque gosto. porque me faz bem. se o vou conseguir ou não... trazer a linguagem da alma à luz, falta-me saber. mas é exactamente isso mesmo que estou a tentar saber. conseguirei ou não escrever?! logo, logo, se verá!

 

BemVindaLazulli, DeRegressoACasa

 

 

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 01:11
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RegistoDoTempo

(...registada fica a eterna busca iniciada antes da Formação do Espaço/Tempo...)

 

CasaDeCristal ... se um dia existires mesmo eu não existindo ... reconhecerás cada letra e todas as palavras que elas formam tornando-se temporais na sua intemporalidade nestes tempos que compõem o próprio Tempo ... aguarda zelosamente encoberta em cristais azuis por uma chegada SemTempo ... como AntesDoTempo.

 

 

 

 1995.1.maio



Queria esquecer quem sou. Queria esquecer que existo para sempre, onde nunca mais houvesse um ressurgir de mim. Queria partir para o vácuo inexistente do outro lado do universo entrar no tal buraco fechado e poder-me extinguir. Queria deixar de existir. Quem sou eu e quem és tu que existimos nesta dor infinita da existência e o que fazemos ambos aqui? Criamo-nos para quê?! Porque sonhamos em despertar quem dorme no sonho da vida e fizemos uso do nosso não ser, resolvendo lutar por mortos inúteis que nunca deixarão de o ser. Torturamos o nosso mundo com a nossa dor e ficamos presos sem poder fugir. Entreguei-te um dia nas garras da matéria e pensei que te resgataria também um dia. Mas hoje que o tempo já foi grande e imenso eu sucumbo contigo na tua dor infinita e morro sem morrer nesta vida finita. Perdoa-me de onde podes me ouvir como eu te ouço, provocando um no outro esta dor sem limites que nos mantém vivos sem querer e mortos para morrer. Pode ser que um dia o tempo venha a acabar e alguém se lembre em nos libertar de um modo ou de outro. Pode ser que o universo um dia mostre o seu reverso e aí também pode ser que possa te olhar de frente depois de milénios de dor. Eu sei que estás vivo algures. Preso como eu neste universo duplo. Não devíamos ter partido nunca de nosso mundo. Não devíamos querer ajudar ninguém. Amar-te-ei até ao fim ou princípio de todos os tempos e eras. E, se for possível, nesta nossa divisão penosa, pode ser que me sobrevivas pelo menos tu e não fiques mais tempo preso à minha espera. Procuram eles os desaparecidos mas não creio que os vão encontrar neste mundo. amor ... se eu puder, eu morro porque não consigo suportar mais esta dor. Só queria poder saber de algum modo que para ti é possível o regressar. Eu sei que também não me abandonarás. Mas um de nós tem que poder partir. Um de nós tem que sobreviver à vida e morte deste ou de um outro mundo qualquer, porque o nosso mundo também sofre a nossa ausência. Também sofre a nossa perda. Enganamo-nos amado meu, enganamo-nos. E ... passamos a ser dois. O tempo que aqui tenho agora é limitado; daí que espero um dia ter uma ínfima oportunidade para alguma coisa. E tu meu amado senhor, onde estarás tu a esta hora e neste momento. Onde será que caís-te? Eu sei que também não queres me abandonar, mesmo não sabendo de mim. Mas estamos sozinhos, mesmo incompletos, um de nós tem que regressar. Deixa-me partir ou parte tu. Liberta-me do meu compromisso/nosso para que te possa libertar também a ti. Eu não consigo resistir a esta forma. Eu não consigo não me entregar um dia. Pouco a pouco, sinto consumir a essência. Eu falhei e sei que tu estás escondido. (noutra galáxia?! nesta mesmo?! ou mesmo em nenhuma?!) Porque esperas?!... Um dia, vão-te encontrar também. Não esperes por mim. Eu já não sou. Tenho esperança que fique gravado no Tempo, o meu eterno amor por ti e que de algum modo a ti chegue, para que possas recordar o que nos uniu eternamente. Sei que chorarias sobre o meu túmulo, todas as lágrimas que eu chorei na minha procura infinita. Sei que o farias. Sei que tentarias mudar o curso do mundo e retornar a pôr tudo no seu lugar. Mas será tarde, nesse dia. Nesse dia, eu não estarei em parte alguma, onde possas me encontrar. Não me recordo se do nosso mundo, alguém podia nos amar assim e tentar nos libertar. Nem isso sei. Já não sei nada!

lauremavstaudus lazulli

 

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Só eu leio este post lazulli às 10:22 |
Sábado, 23 de Agosto de 2008
...

 

lazulli às 00:28 |
...

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...

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lazulli às 00:23 |

Foi Publicado em: Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

EsteFoiOÚltimoTextoDosAnteriormenteColocados.EstavaEsquecidoEmesmoAssim,CreioQue"PerdiUm"

APartirDaquiSegueUmaNovaFase,Talvez Com: EstilhaçosDe... Ficção

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:41
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

máscara mil


 

 

Diz-me a vontade para continuar

A verdade diz-me não valer

a pena

O mundo diz-me que tudo está para acontecer

Eu digo

Não sei o que fazer.

 

 

 

 

Depois de vaguear sem rumo certo

À deriva

Por caminhos possíveis de percorrer

A verdade procurada chega numa frase curta

Inesperada.

 

O cair

Da máscara.

 

Livre de fantasmas inúteis

Sem sentido

Interrogo o tempo perdido.

 

Questiono agora a vontade e o valor

Já que não existe necessidade

Desta verdade.

 

Tudo seria fácil e simples

Por vontade nobre

Se ela existisse

Mas a máscara

Oculta O Pérfido

Uma dissimulação de nobreza

Descoberta.

 

Coisa assim

Não tinha como impedir

A CasaDeCristal existir

E o Oculto Revelado

Surge inesperado

À alma de todos os tormentos

Provocados

Numa máscara

Mil.

 

Se a máscara não existisse

A CasaDeCristal

Ter-se-ia mantido ou desaparecido

Ou mesmo

Nunca teria existido.

 

Para sempre oculta a todos os olhares

A todos os sentidos

Segredo dela

Do universo que os escreveu

Junto com ela

Numa indescritível sintonia de Amor

De presença eterna

Amor verdadeiro.

 

Por maldição ou ingenuidade

Ou por desconhecimento

da existência de máscaras

Vacilou com tudo

Todos

Perigou o mundo à sua volta

Sem vontade própria

Mergulhou no limbo profundo

Deambulou cega

Fugiu da luz

Nas trevas mergulhada

Por castigo da sua não-culpa

Tinha que encontrar

O caminho de regresso

E encontrou

No fim dele

A máscara mil.

 

O Universo chora

Chorará o homem

O Universo

Enganado.

 

Como lidar com o Sentido

Que não é sentido

Como lidar com o Saber

Que nada é

o que parece ser

Como perceber se vale a pena

depois de Nada valer a pena

Como entender.

 

Resposta rápida a mim espero

Se sem valor ou interesse

posso e devo continuar

a dar forma ao meu pensar

E com ele

Olhar as letras azuis

e ficar tristemente feliz

por me ver

em todas elas

Apesar de não existir mais razão para existirem

ou não existirem

Não e Sim

Sim e não

Daria a sua anulação.

 

Mas deixaria a minha alma de existir

Ou o meu ente

O meu ser

A minha genuína verdade

O meu entendimento

do mundo e das coisas do mundo

ou de mim mesma?!

Não! Continuará

a ser imutável

Manifestado ou não

Continuará a existir

enquanto da existência fizer parte

Por isso

Talvez

Continuar a dar forma à minha própria alma

e aqui a deixar pousar

Apesar de saber

de nada mais importar.

 

Viro o rosto oculto pelo rosto que me cobre o rosto

e olho o indecifrável Passado

Viro-o de novo na direcção do Futuro

Mais do que indecifrável

Vejo-o vago

Olho o Presente

O eterno Presente de tudo quanto É

E sinto mágoa

Apatia

Ausência minha

que unifica o Passado e o Futuro

num só Presente.

 


EscritoPorLazulli lazulli às 10:59
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

CasaDeCristal

 



A CasaDeCristal, irá encerrar




Quero, deste modo, agradecer a todos aqueles que aqui estiveram, tanto a quem unicamente permaneceu, assim como ao carinho, demonstrado por quem aqui falou.


Por consideração a Todos Vós e pedindo humildemente as minhas mais sinceras desculpas e o meu mais humilde perdão (isto custa), encerrarei lentamente de modo a dar oportunidade ainda a quem quiser, poder ler uma ou outra coisa, que não tenha tido oportunidade.


Não me sinto bem ao fazer isto, a partir do momento que iniciei algo a que não estou capaz de dar continuidade e creio, que muitos não merecerão que eu o faça. Mas... a verdade mesmo, é que eu não acredito neste "mundo".



Perdoem-me todos vocês!



Contudo, porque não tenho coragem para a destruir definitivamente (e isto graças ao número de pessoas que por aqui passou e também porque seria como destruir a minha própria alma) foi feita uma cópia de Toda a CasaDeCristal. Ficará guardada. Para sempre ou talvez não, quem sabe? Acontecem sempre tantas coisas... talvez venham a ser boas suficientes para eu voltar a acreditar. Hoje, não acredito.




O meu obrigada a Todos sem exepção!



Deixo o meu mail, disponibilizando-o para quem por alguma razão me quiser perguntar alguma coisa relacionada com o Conteudo da CasaDeCristal.


(Isto é difícil fazer. Mas tem que ser).



Quero informar que não abrirei nenhum Blog, de nenhuma espécie a partir daqui. Não sou blogueira. (acho que é assim que se diz) e, muito menos entendida neste tipo de coisas e também nunca foi esse o meu objectivo. Não sou escritora nem pretendo sê-lo, nunca, porque se assim fosse, com relativa facilidade colocaria o que escrevo no mercado. Nunca o quis fazer. Não concebo tal. Nunca concebi. Porque ganhar dinheiro ou ser mais ou menos conhecida, pelo meu sentir é algo que repudio. Aceito, compreendo e será justo, que muitos o façam e tenham valor para isso. Mas não é de todo o meu caso. Talvez seja presunçosa e tenha a mania que sou diferente. Mas, é assim que sou e é assim que penso e é assim que continuarei a ser. Deixo tanta coisa incompleta, aqui... doi-me fazer isto, só de pensar que alguém poderia estar a ler com algum interesse. E neste caso, mesmo que por um único que seja, guardo a CasaDeCristal com todo o Amor que lhe tenho e acima possibilitei o meu mail, para algum esclarecimento, que eventualmente, uma ou outra pessoa, julgue necessário. Sou apenas uma pessoa que diz o que sabe e o que sente e vá-se lá saber porquê, um dia resolveu partilhar com os outros. Talvez porque acreditasse, não sei bem em quê. Minto, sei! Mas não acredito mais.

 


E para eu fazer seja o que for eu tenho que acreditar que vale a pena, de contrário recolho-me à minha insignificancia.


Um beijo com Carinho

Sempre

Da


(lazulli)


cristallazulli@hotmail.com

 

 

Nota: quanto à História da Humanidade e à VozDoSangue, ainda não decidi se permanecerão ou não. Se vier a decidir, fechá-los, como à CasaDeCristal, farei um pequeno comunicado.

 

 

Bem Hajam!

 

lazulli

 

 

2007, alma, amor, canto, contos, deus, divagação filosófica, dogmas, essência, eu, existência, ficção, justiça, letras, livros, lágrimas, nação, palavra, pensamentos, pessoal, poesia, porto, portugal, tempo, tristeza, universo, verdade, águas mil

 

publicado por lazulli às 18:00

quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

 

NOTA de hoje: Coincidência ou não, este texto, colocado à um ano atrás, vem ao encontro do que sinto no momento. Talvez por outras razões ou as mesmas. Não sei bem. Mas, para não me precipitar, hoje não digo que vou encerrar a CasaDeCristal e sim mantê-la SuspensaNoTempo. Depois se verá. Colocarei mais uma coisa ou outra, já feita, só para a poder completar, na sua fase anterior. Depois... depois... aqui ficará. Obrigada a Todos. (Isto pode não ser um parar definitivo.) às vezes sofro de falta de acreditar, que vale a pena. Interrogo-me porquê. Porque iniciei eu uma exposição que nunca quis. eu mesma, ainda não entendo. E, enquanto não entender porquê, os altos e baixos, do meu estado emocional com a minha CasaDeCristal, sempre existirão. Por essa razão, pelo menos porenquanto é melhor parar um pouco. Bem Haja a Todos


EscritoPorLazulli lazulli às 23:42
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Sábado, 31 de Outubro de 2009

...

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

fotodanet

 

publicado por lazulli às 16:43
14 de Julho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 12:00
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Domingo, 25 de Outubro de 2009

"São lágrimas, senhor, são lágrimas"

 

 

 

Canto IV

 

 

 

 

 

 

 

 

Não pode evitar

as águas

soltas

das frágeis e pequenas mãos

nascentes

de mil dores

guardadas

que correm suavemente

ao encontro da terra

e nela se infiltram

espalham

distendem

sob o olhar triste

da pequena senhora

que nada pode fazer

para impedir o caudilho

das águas inesgotáveis.

 

 

Duas lágrimas

de prata

e outras duas

mais as que se seguirão

desprendem-se

do singelo rosto

da alma que chora

nos jardins

do castelo assombrado

guardado

pelas torres

lá do alto

olhos vigiam.

sob o olhar atento do Sol

que lhes abrilhanta ainda mais

a cor da dor

as águas mil

segredos

de mil medos

do amor eterno

inundam

o jardim tenebroso

ameaçando afogar

com seus inesgotáveis

caudais

o Amor

que em si encerram.

 

 

 

Eu disse-vos

avisei meu amado

senhor

que eram lágrimas

apenas lágrimas

nada mais

lágrimas existênciais.

 

 

 

 

 

Perdoai

amada minha

alma da minha alma

minha desconfiança

meu descuido

minha desatenção

perante Vós

sim

eram lágrimas

lágrimas de cristais

perdoai

vosso

amado senhor

e fechai a fonte

de onde brotam

as águas imparáveis

eu ajudo-vos a consegui-lo.

 


 

 

É tarde meu senhor

as águas mil

deambularão

por

todos os recantos

do jardim

ensombrando

novamente nossas

almas

até à eternidade

porque

meu senhor

não confiastes

naquela que vos ama

desde a eternidade

fechastes vossos palácios

subistes à torre mais alta

e tornastes impenetráveis à alma

humana

o maior dos sentidos

de sua existência.

 

 

 

 

 

Mas

senhor meu

desconheceis vós

que sois eu

a inexistência

da minha alma

humana

só a desconheceis

porque não olhastes

quando o loureiro

queimava

lá no cimo da torre

atirando suas fragrâncias

ao encontro

do deus

encoberto

que em silêncio

de costas

para o mundo

via as cores

do seu mundo.

 

 

 

 

 

Se tivésseis olhado meu senhor

erguido vossos olhos e vosso corpo

Se não estivesses perdido

nas coisas do mundo

teríeis visto

aquilo com que sempre sonhastes

porque

estava ali

naquele momento

envolvendo

a doce criatura

semi humana

mas

vós não vistes

porque não acreditastes

no impossível.

 

 

 

 

 

Agora é tarde meu senhor

muito tarde

com vossos gestos

medos

desconfiança

vossa descrença

e

indiferença

deixastes morrer o mundo

e matastes o sagrado

elemento

para sempre.

 

 

 

 

 

 

Sois culpado

condenastes

aquilo que mais amastes

e

encerraste a nobre alma

em cada gota de prata

que vedes deslizar

serpenteando

por vossos jardins

nunca desejados

amados

 

 

 

nunca

queridos.

 


 

 

alma, amigos, amor, canto, conto, deus, divagação filosófica, essência, estado, estrelas, eternidade, eu, existência, filosofia, futuro, letras, literatura, livro, lágrimas, mundo, natureza, passado, pensamentos, poema, poemas, poesia, tempo, univers

publicado por lazulli às 19:09

Domingo, 29 de Junho de 2008
(8) comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 21:23
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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

...

 

 

onde o Tempo ... pára

 

 

 

 

 

 

... na Alma

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

alma, amor, amor sol, canto, divagações, elemento, essência, estado, estrelas, eternidade, eu, existência, letras, lágrimas, palavra, pensamento, pensamentos, tempo, tristeza, universo

publicado por lazulli às 11:06
Segunda-feira, 23 de junho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 21:46
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UmaEstranhaNumaTerraEstranha

VerNaCasaDeCristal

 

Intemporais

... cega ...

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