Quinta-feira, 7 de Setembro de 2017

cristal

lfotodanet
Hoje que a Esperança morre lentamente e o Tempo já não é suficiente lembro um mundo de cristal que nunca esqueci e a ansia de a ele retornar o mais depressa possível porque continuo com a certeza que não sou deste mundo e que continuo sem saber viver nele.

SintoMe: igual a ontem
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 01:29
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Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016

... IMAGINE THERE'S NO ISLAM...

 

 

SintoMe: ... observando o mal Islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 19:33
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015

No Rio Do Esquecimento

(.... e, sucumbi... agora... tento recuperar em prol da Verdade.... a humanidade...)
                                                               
 
Predestinação                                                                        Reconhecimento
      (2007)                                                                                                                     (2015)
 
 
 
A ave
nos céus
paira ferida

ensombrada

por setas humanas

certeiras
vacila no voo alado
que lhe estava à muito
predestinado.                                                                                                          E não queria.

 

Seus propósitos

ensombrados

por humanos

que pisam a terra dura

parecem ficar adiados   
e mergulharem                                                                                                   E mergulharam
no rio-do-esquecimento.                                                                                     Profundamente                                                                                                                                                 

 

Porque a ave                                                                                         No rio-do-esquecimento

não sabe falar a língua dos homens                                                                            aprendeu

não sabe exprimir                                                                                 a falar a língua maldita

o seu sentir                                                                                                                sem Sentido

sagrado                                                                                                       a língua dos homens

e destinado                                                                                                                sem destino.

ao Sentido.                                                          

 

Como os homens não sabem voar

para a alcançar

preferem feri-la

fazê-la mergulhar

no rio-do-esquecimento.                                                                                     E conseguiram.

 

 

Interpretam-na

de acordo com a terra que pisam

abandonam-na

na sua queda

que já se avizinha

abandonando os seus propósitos                                                              Por desconhecimento

de a ter                                                                                                                    de si próprios

de a saber                                                                                                              da sua Origem

de a proteger                                                                                                         do seu destino.

de si mesma.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

 

Vacilante

voa desequilibrada

sobre o nada                                                                                                                         E cai

e a pequena sombra que projecta                                                     Nas águas mais profundas

é a do seu voo alado                                                                                                       Do nada

danificado

por tão má interpretação

à sua tão

indecifrável linguagem.

 

 

O rio

que corre

são as lágrimas que verte                                                                               E nele mergulhou

de mágoa                                                                                                  E nele continua presa

de dor                                                                                                  a lianas que a entrelaçam

de culpa                                                                                das quais não se consegue libertar

por esperar                                                                                                                plenamente.

por aguardar                                                                         

por não querer

acreditar.

 

Desespero                                                                                                       Por não conseguir

por não se fazer entender                                                                  Soltar suas asas molhadas

e deitar tudo a perder                                                                                                        E voar

na tentativa                                                                           Esquecendo a língua dos homens

de usar                                                                                                                       Corrompida

a língua                                                                                      Que não queria ter aprendido.

dos tradutores

desconhecidos.

 

Não existe um sentido

nas palavras

existe um som inaudível

que vem de muito longe

antes do Tempo

mas sua alma

ferida

perdida

desacreditada

está no nada.                                                                                  Mais ou menos mergulhada.

 

As asas

projectam à terra

seca

palavras sem poder

palavras

de um tempo esquecido

de um tempo

onde dois                                                                                                                            E hoje

eram um.                                                                                                              Não é nenhum.

 

E, se as asas

no seu voo

incompreensível

ensombrarem                                                                                 

a terra

e os que nela estão?!                                                                                            Ensombraram.

 

 

Então                                                                                               

mergulhará também                                                                 

no rio                                                                                 

das suas próprias águas                                                                                         E mergulhou

sombrias                                                                                                                      sem querer

frias                                                                                                                               sem saber

distantes                                                                                                               nas águas frias

pela sua própria sombra                                                                                         deste mundo.

do eterno perdido                                                                                                  

e nunca esquecido                                                                                                  

por não mais acreditar

na Promessa

no Amor Maior

e na Verdade                                         

assumindo para Sempre      

a sua Culpa!   

 

 

 

                                                                      Entendeu

                                                                      por mágoa e desespero

                                                                    que se Um não é Dois

                                                                    e Dois não é Um

                                                                    nada tem razão de existir

                                                                    e mergulhou

                                                                    no rio-do-esquecimento

                                                                    porque sem um

                                                                   não existe o outro

                                                                  E o mundo perdeu

                                                                 A sua própria perda

                                                                 lá do fundo das águas frias

                                                                 olha o desenvolvimento repentino

                                                                 do adormecido

                                                                E sente Culpa!

                                                                        

(09.04.2007) (Diálogo com o meu amado eterno perdido e esquecido de mim. O único que perceberá a minha língua que nunca ensombrará os seus propósitos) Poderei enganar-me se um humano, falar para mim a minha própria língua? Como pode quem não é, ser?! Como ficarei se isso acontecer?!: - Como a ave, morrerei de dor e culpa. Esse engano não pode acontecer. Se acontecer, como o desfazer?! - Onde estás, TAUDUS?! Onde estás?! Não deixes que mortal algum use a tua língua sagrada. De contrário eu morro, na minha própria culpa e, sucumbirei no rio-do-esquecimento.

 

procura imortal terminada na Terra

 

 

(09.04.2007) Sinto dificuldade em saírem palavras de dentro de mim. Parece que tudo que escrevo leva outro sentido. Não "controlo" mais o meu Ente. Por enquanto não sei falar. As palavras minhas não corrompidas têm o poder de fazer e desfazer o que se calhar não tem que ser. Mas, não sei como parar esta dor. Esta mágoa, do engano perpétuo, que ainda não me convenceu de poder acontecer. O Universo não previu isso. Nos genes estava escrita a certeza. E, agora, estou doente, porque não entendo. Não me conformo com a possibilidade de um engano. Diz-me toda a partícula, que é assim. Continua a dizer-me. Todos os genes, continuam num reconhecimento dos sentidos. Mas, a realidade, diz que não. Estou confusa. Torturada com esta dor que para mim é a única razão porque existo, porque existi e porque existirei. Sempre. Se o Universo não me socorrer. Não sei. Mas, sucumbirei. Sei!

lágrimas no rio-do-esquecimento

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:04
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Poema Ao Meu Pai

 

Pai

 

 

meu pai o Celta

 

 

Jazes em terra fria

 

ou melhor

 

em terra quente

 

mas não era aí

 

que eu te queria

 

era aqui

 

com a tua gente

 

mas foi para aí

 

que a indiferença dos homens te levou

 

para longe do teu solo

 

da tua pátria

 

e aí ficarás sepultado para sempre

 

quando eu daqui

 

do outro lado do mundo

 

com o mar a impedir o meu andar

 

chamo por ti.

 

 

 

Amar-te-ei para sempre, pai.

 

E não te esquecerei

 

Até ao Dia em que nos reencontremos

 

Porque no Nosso caso

 

Eu sei que a possibilidade é real

 

Mas fazes-me falta

 

O teu amor faz-me falta

 

Amo-te.

 

 

 

 

Dois símbolos que te representam, pai. Não tendo comigo uma das ruas obras de arte, que muito bem cinzelavas, quando eu era criança, ficando junto de ti a admirar-te, encontrei esta, que pela sua semelhança, bem que poderia ser uma das tuas realizações. Não sei. Infelizmente não sei. Mas aqui, fica registada a Tua Memória, o Teu valor e o meu amor por ti. Sempre tive orgulho de ti e da tua arte. Continuas vivo em mim.

Tua filha, amada. Obrigada por me teres amado muito. (o teu amor)


EscritoPorLazulli lazulli às 11:16
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Humanidade Escravizada (XI)


(continuação)


 

Claro que para entender a sua origem e o porquê da sua existência, bastaria que o Homem pensasse seriamente na função da matéria e dele próprio, tentando perceber se a matéria existe para que o Homem possa existir ou se, pelo contrário, é o Homem que tem que existir para que a matéria possa existir e qual destes dois beneficia ou perde com a existência do outro. Se por acaso for o Homem que dá vida à matéria, então só a existência do Homem é que faz viver a matéria. Só ele é que move esta imponência «morta». É o escravo da matéria. O escravo que a mantém viva ao longo dos tempos. O que seria da matéria se o Homem não fosse seu escravo? Com toda a sua inteligência, ela só por si, como viveria? Se, por acaso, esta junção de matéria e ente coexiste porque quer ou se uma está sujeita à outra irremediavelmente ou não, é algo que aparentemente ninguém sabe. Com certeza, se o Homem começasse por analisar, por exemplo, o início da sua formação física e em simultâneo o seu sentir interior, talvez dê-se o primeiro passo para um entendimento sobre o porquê da sua existência. Mas, realmente, são já tantos os estudiosos que se dedicam a este tema que adverti-los da verdade a eles, os entendidos na «matéria», cheios de diplomas a confirmara sua douta sabedoria, seria no mínimo caricato. E a verdade, é que com a Verdade diante de si não a vêem. Pior que o cego é aquele que vê e não quer ver, isto sim é uma verdade. É que ninguém já parece acreditar seja no que for, mas continuam fingindo que acreditam. Ninguém mais parece preocupado se é verdade ou não o que a tradição diz. Parece que têm consciência que de nada lhes adiantaria a procura da verdade. Até já dizem que o que é verdade para um pode não ser para outro. Pergunto-me, imbecilmente, se a verdade só por si não deveria ser uma única, igual e imutável para todos. Num mundo, onde a mentira é conhecida de todos, parece que ninguém quer pôr a hipótese que vivemos assim porque alguém quer uma enorme mentira. Mas, se todos os homens mentem e todos os homens falam a verdade, porque será que o ser humano não se interroga se foi mesmo a verdade que lhe transmitiram ou se, pelo contrário, lhe mentiram? Aliás, há tantos e tantos motivos para pôr em dúvida o porquê da vida, que não entendo toda esta inércia humana, esta letargia, este desinteresse por si próprios, como se de dentro deles viesse um aviso de perda de tempo na busca desta verdade tão necessária a todos. Mesmo assim, continuo a aguardar o som de qualquer voz que chegue, de alguém a dizer a verdade de uma vez por todas, acabando com este mito horrendo de que a verdade não existe. Até pode ser. Aliás, neste mundo tudo pode ser e continuar a ser até ao infinito. Mas eu continuo a pensar e a sentir, daí que tudo farei, em cada segundo desta minha parca vida, para tentar impedir que continuem a manter esta farsa existencial vil e velhaca, alegando ser este o modo de vida perfeito, de uma civilização perfeita, num mundo também perfeito. As consequências das suas tentativas de melhorar toda esta perfeição imperfeita atingem a plenitude do engano perpétuo e, cada vez mais, o ser humano deixa de ser ele próprio para passar a ser os outros. Mas, para ser possível levantar este pesado e escuro véu que paira sobre todos nós, sobre a nossa origem e a nossa existência, seria necessário que o homem acabasse com o desinteresse que tem por si próprio e acreditasse que a verdade existe algures bem guardada à espera de ser encontrada. Talvez começando por investigar onde, quando e porquê se iniciou o último começo de toda esta trama diabólica ao desprevenido ser humano que caiu neste universo sempre em expansão, com a memória desgastada de um passado longínquo real e doloroso. Que tivesse consciência que só foi acatando tudo quanto viu e ouviu porque a dor apregoada era-lhe familiar, como uma outra dor que dentro de si estava mal lembrada. E chegou o dia em que a dor que não existia passou, de facto, a existir, substituindo a dor antiga e apagando de vez com essa lembrança remota de um tempo esquecido: A sua origem. Ao acatar bem e mal a transmissão de séculos, a sua resistência foi diminuindo e, hoje, depois de todas as ilusões e desilusões, não há nada em que acredite porque a incompreensão e a dor dentro de si tomou uma forma alarmante, parte integrante desta trama tão profunda que é o Planeta em que vivemos.

 

(continua)

 

quase no fim da cruzada

ensaio, homem, livros, mulher, vida

publicado por lazulli às 16:27 (Do Livro De Ensaio Sobre O Homem "Humanidade Escravizada"

Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

SintoMe: ... a olhar meca de soslaio

EscritoPorLazulli lazulli às 00:46
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (2)

 


(continuação)
 
O Sol brilha no firmamento, atirando sobre a terra seu calor reconfortante, como se pretendesse despertar todas as formas de vida existentes naquele local. Não sabendo quanto tempo tinha permanecido ali, deitada, de novo sentiu a angústia e a desolação de se encontrar ainda viva e na Terra. Embora que numa Nova Terra, surgida do nada, que lhe era completamente estranha e totalmente desconhecida. Olhando queda, para o céu azul turquesa , passou-lhe de relance pela ideia que talvez se encontrasse do outro lado da Terra. A dualidade desconhecida de uma Terra já destruída, que preserva em si este paraíso perdido ou esquecido. A incompreensão tomou-a de novo, mas seu corpo (mais parecendo um cadáver vivente), despertou-lhe a necessidade de sobrevivência. Ah! que sobressalto se apossa de seu corpo tão carenciado de alimento. A fome, que a tornava cada vez mais fraca para perceber o que na realidade a rodeava (tal como o viajante no deserto junto ao Oásis, onde a febre provocada pela sua sede, o impede de beber na imagem de sua própria ilusão) provocando-lhe uma angústia permanente, quase a levando à loucura ou a uma morte certa. Por várias vezes, tentou manter seu corpo de pé mas, sua fragilidade física e psíquica, atiravam de novo seu corpo para o solo. Esgotada e meio inconsciente, rastejou pela poeira do chão, num dos longos carreiros distribuídos por todo o “jardim”, como um verme moribundo, mordendo o pó da terra de onde tinha surgido, como se sua ossada quisesse penetrar no solo de onde havia nascido, e se pudesse desfazer por entre cada partícula de pó e infiltrar de uma só vez por entre a névoa que se ia elevando no ar em torno de seu corpo semimorto. O barulho do riacho aproximava-se lentamente, quase que inaudível a seus ouvidos, já tão pouco capazes de captar ruídos exteriores, provavelmente provocado, pelo deflagrar do cataclismo a que assistira e vivera, ou mesmo pelo silêncio tumular que adveio após. Na Terra de ninguém ou na Terra das radiações, actualmente donas e senhoras da Velha-Terra , onde predomina a insanidade mental dos outrora donos do Planeta, acaba de ser instaurada uma nova lei de vida, em que a própria Natureza está a ser dominada a bel-prazer pelos seus actuais habitantes, restos humanos da queda do Mundo, meio Homens meio mutantes, dando assim novas formas de vida à Natureza. Ao ficar sem reservas naturais para a sobrevivência material e psíquica do Homem, devido aos átomos radioactivos que permaneceram na atmosfera e na água, e que durante muitos e muitos anos, emitirão nocivas radiações a todos os organismos vivos e provocarão alterações cromossomas neles e nas futuras gerações, a Terra “permitiu” que o Homem alterasse o curso normal da sua evolução, tornando o Planeta num caos de vida evolutiva e levando-o a colocar-se no fim da escala da espécie animal, ao procurar na maioria das vezes alimento para a sua sobrevivência entre os seus semelhantes acabando por se alimentar da carne da sua própria carne.

(continua)
hoje está lua cheia
livros
publicado por lazulli às 00:20
SintoMe: em luta com o Islão

EscritoPorLazulli lazulli às 10:40
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Sempre Eterno

 

 

Há quanto tempo...

Foi há tanto... que pensei ter esquecido

Mas a verdade nunca me deixa só

E continuo a acordar, mesmo quando teimo dormir

Evitando assim

Lutas desgastantes com humanos ignorantes da verdade

Tentei em determinada altura, esquecer quem sou

Mas sempre algo ou alguém me relembra

E desperta de um sono profundo e eterno

O meu forçado esquecimento

Da minha essência, nem perdida ou esquecida

E, o ignaro pérfido ou bizarro me desperta

Para que não durma eternamente

Saberão eles o que fazem quando me despertam?!

Não me deixam dormir ou esquecer

Usam sempre uma nova arma

Para o meu não esquecimento

E, assim, aqui estou eu de novo

Olhando o interior de um mundo estranho e desconhecido

Sempre eterno

E, lá está o Tempo inimigo persistente

A marcar a presença daquela que depôs

Haverá acabar para o Nada?

Tento de novo dormir ou fico de novo acordada?

Dentro de mim a forçar quanta vez recalcada

Insiste em actuar a Força, pouco transformada

Eu “simples humana” preferia não ter que a defrontar

Mas os meios trazem à luz a força desconhecida

Que não quero usar

Castigando pela sua também ignorância de um mundo feito

Esperança... esperança... humana

Que um dia deporia

Ouviria o som do meu som, dizer uma palavra

Materializa-la e, piedosamente, depositá-la num Amor Maior

Que não me exigisse nada

A ternura eterna dos sentimentos pequenos.

Mas esse dia nunca chegou

Ninguém neste mundo realizado

Foi para mim suficiente

E, já não acredito

Porque este jogo, é grande, muito maior do que eu

Você seria... nunca acreditei... mas hoje será que me enganei?

Mas, nem tive tempo para começar

E já se entranhou o estranho entre nós

Mais um tempo adiado

Um cristal de luz doente

Continuará doente

Prisioneiro da luz que não quer para si, nem distribuir

Ínfima centelha invisível

Quantas vezes atravessas-te o ar

Desconhecida...

E depositaste claridade nos merecidos

e também nos ignaros

Retraíste-te, contraíste-te , tornando-te prisioneira

Do cristal enegrecido com pensamentos alheios

Poderosos seres

Continuarão a enegrecer-te

Se continuares a dormir.


(2003 maio )

 
publicado por lazulli às 12:09
Quinta-feira, 26 de Abril de 2007
SintoMe: ... apreensiva com a encruzilhada do mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 20:23
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Sábado, 25 de Outubro de 2008

A Grande Mãe (I)


 

 

I Capítulo

 

 

 

 

Leda cavalgava já há muito tempo pelas planícies onde habitavam os homens. Destes quase só tinha ouvido falar, agachada nos recantos da caverna onde se juntavam as mais velhas, não lhe sendo permitido, ainda, frequentar a caverna onde em cada lua cheia se reuniam desde as anciãs até às jovens guerreiras, Leda sentia-se à parte por a considerarem ainda nova demais para participar nas decisões da vida, como todas as outras. O seu espírito livre e inquisidor, sem arreios, levava-a muitas vezes a fazer o percurso tortuoso das montanhas galgando pedregulhos e armadilhas pondo em perigo muitas das vezes a sua própria vida, mas a curiosidade e a indisciplina do seu espírito, valia-lhe todos os riscos e secretamente quando a lua começava a aparecer no céu estrelado levantava-se sorrateira por entre as meninas que dormiam e entre os gemidos de umas e de outras, lá ia conseguindo chegar à entrada da tenda de peles de toda a sorte de répteis, existentes na planície, habilidosamente unidas umas às outras com fios retirados das crinas dos seus fogosos cavalos, feitos pelas mulheres mais velhas. Aquelas que já não montavam por a sua idade avançada não lhes permitir saltar para cima de um cavalo quanto mais manterem-se direitas em cima dele. Embora muitas destas mulheres transportarem em si o conhecimento da vida e orientarem todas as outras. Perspicazes, eram sempre elas que se apercebiam quando alguma coisa não estava bem não só na tribo como também no mundo. Temiam os homens embora os dominassem com um simples olhar. Eram cuidadosas nas suas análises sobre estes e compreensivas mas também determinadas quando de quando em vez alguns deles nas suas entradas no clã com autorização destas ou porque iam levar a caça com que trocavam utilidades que só elas sabiam construir. Nunca conseguiram que a tribo de Leda nas trocas que faziam, lhes fornecessem manufacturas de ferro. O lugar da forja jamais fora visto por qualquer um deles mesmo quando permaneciam por mais tempo nos domínios das mulheres com o intuito de estas aumentarem a sua prol. Não eram muitas as vezes que isto acontecia e quando acontecia todo o clã ficava em silêncio e alerta. A pouca idade de leda não lhe permitia perceber porque tantos cuidados e tanto receio mas de qualquer modo também não simpatizava com estes peludos meio vergados e mal cheirosos quando estes ali permaneciam. Lembrava-se quando a sua primeira mãe aquela de onde tinha surgido recebeu um destes animais tímidos mas raivosos. Lembrava-se bem do olhar carregado de ódio que lhe lançava de soslaio como se não estivesse a ser observado e pudesse de um momento para o outro saltar-lhe em cima. Mas era na caverna dentro da montanha que eram ditos todos os segredos da vida e um segredo só existe porque encobre alguma coisa má. E ela continuava a tentar descobrir o que seria tão mau que lhe escondiam e embora lhe tivessem prometido que quando tivesse 10 luas começaria a participar junto com todas as outras destas reuniões sentia que não conseguia esperar tanto tempo para saber. Mas toda a gente na tribo conhecia Leda pela sua irrequietude e ansiedade. A a primeira da sua primeira avó, mãe primeira da sua primeira mãe, ainda tinha sido a única a compreender Leda e contar-lhe histórias antigas mas que em vez de incutir em Leda calma e espera surtiu efeito contrário. Aí sim, Leda teve a certeza que todas lhe escondiam alguma coisa grave.

 

(continua)

 

penso: ficção

Sexta-feira, 20 de Abril de 2007

publicado por lazulli às 19:11

 

SintoMe: ficção

EscritoPorLazulli lazulli às 11:41
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

1999 abril

 

A partir daqui, o Mundo nunca mais será o mesmo. É, este, o resultado da guerra, que os Estados Unidos da América, levando a reboque todos os governos da Europa, pertencentes à Nato ou OTAN, como queiram chamar, conseguiu com o ataque à Jugoslávia. Todos os cobardes ou diabólicos governos, que compactuaram com esta agressão, a um País que tem o direito de o ser, como qualquer um destes países que o ataca, a pretexto de ir defender uma minoria de Albaneses no Kosovo (província da Jugoslávia e parte integrante deste mesmo País). Segundo País, nesta escala de violência, levada a cabo pela América e Nato. O primeiro País, a sofrer desta violência inexplicável, foi o Iraque, em 1989, que de tantas e tantas armas de destruição massiva que possuía, não lançou nenhuma. Com certeza, porque as não tinha, de contrário, os famosos "Aliados", nem se teriam atrevido a tanto. Além de que, ainda hoje, não se percebem bem, os reais objectivos deste ataque. Quanto mistério! Quanta destruição! Quanta dor! Os mais fortes continuam a vencer os mais fracos, e continuam impunes. Intocáveis! Arrogantes e senhores de tudo e todos. Quem os parará? Quem? Por enquanto, parece que ninguém. Parece que o desarmamento bélico só foi para alguns. E os que mandaram desarmar continuaram a armar-se. Também parece que o mundo inteiro está a dormir. Não vê o óbvio. Porque será? Devíamos oferecer uns óculos a todos ou aconselhar, os governos do mundo inteiro, a ir ao oftalmologista. A sua cegueira parece cada vez maior. O futuro da humanidade político, social, económico e religioso, nunca mais será o mesmo neste planeta já por si frágil em todas estas estruturas. Não haverá mais liberdade para o pensamento. Não haverá mais liberdade para ser. Penso até que de hoje em diante, a escalada de ocupação mundial dentro de todos estes sectores, será tão rápida que não teremos tempo de respirar entre um e outro ataque às nossas liberdades de evolução como seres humanos livres. Permitimos tudo isto, com os nossos votos ridículos em homens ambiciosos e demoníacos. Ao longo dos tempos, enganaram-nos e permitimos que nos explorassem, escravizassem e não dissemos, basta. Permitimos calados e hoje será difícil retroceder este Plano tão bem montado por todos eles. Que pretenderão? Não sei bem. Estarão sozinhos? Também não tenho a certeza. Mas sei que o mundo deu neste milénio o primeiro passo para a sua definitiva mudança. E não mostra ser para melhor. Iniciamos com mortes, massacres e perda de identidade, substituída com carimbos nas palmas das mãos, este processo. Cegos, estamos todos cegos. Talvez, para estes Senhores do Mundo, tivesse chegado o momento ideal para pôr em prática aquilo que têm vindo a preparar à muito tempo. O Plano, está em curso a toda a velocidade. E não é verdade que o ser humano está no ponto? Este foi o século da manipulação mental do homem. O que se segue, não será mais que o século da sua concretização. À tanto tempo que antevia a manipulação do Homem... eu mesma tive dificuldade em não me deixar manipular por toda a imprensa mundial e pela sua cabala. Hoje estou e sou livre para pensar e raciocinar livremente. Não me tiraram a razão. Mas foram tantos e tantos de qualquer idade e condição que se deixaram ir nesta torrente, que as suas mentes já se encontram perdidas em um qualquer oceano desconhecido. Nem sei bem o que fazer pró futuro, apenas em silêncio e calmamente, estou atenta a todos os seus movimentos. Não serei apanhada desprevenida, neste seu processo de aniquilação mental e não só, do ser humano. Se eu acreditasse em deus do mesmo modo que esta maioria da humanidade, também lhe pedia ajuda, antes que do homem sobrem apenas bonecos. Queria acreditar em forças maiores de protecção ao ser humano. Queria acreditar que não será tão nefasto este processo e esta nova civilização que se encontra à porta do mundo; mas, não vejo como, porque não acredito de modo algum nas suas implantações cerebrais. Talvez remotamente exista uma possibilidade. Se não estão sozinhos estão acompanhados e se o estão, outros ainda além destes, podem existir e um dia interferir. Se estão sós, só ao Homem compete impedir este evoluir. Talvez, quem sabe, ir em busca do seu graal, no tal oceano desconhecido, e, recuperar, a sua essência perdida. Não permitir uma Civilização igual nem diferente e sim construir uma completamente diferente de todas as que existiram e as que virão. “Deus” ajude os humanos a perceber a verdade e o seu verdadeiro sentido de ser humano.

 

 

penso: hoje está SOL

publicado por lazulli às 12:02

 
SintoMe: ... atenta ao avanço islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 16:05
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Vida

 

 




O sussurro do silêncio me enche de paz

Numa doce agonia de morta-viva .

Retornar lá... onde o Tempo não existe...

Ou ficar cá? Que importa!

Se ainda não sei bem se existo.

Que me interessa ficar querendo

Se os quereres me são vedados pela chamada Vida.

Vida que não sei se existe

Pois não a sinto dentro de mim.

Vagueio eternamente e sem saber porquê.

(haverá continuidade: depois do tudo nada, que é tudo?)

Qual desejo de ser nada, se já o sou!

Tormento constante e doloroso que é imposto a mim própria,

Quando meus olhos feridos pela noite e pelo dia,

Me dão a visão de um mundo

Para mim totalmente desconhecido.

 

 

 

Ah! morta-viva ”

Que procuras ainda com teu sorriso?

Que olhas tu nos outros

Que te dê um pouco de alegria ainda?

Deste meu lugar que és tu e onde tu és eu

Vejo-te desfilar penosamente dentro da Vida.

Olho-te, e a tristeza que sentes

Me dá raiva em vez de alegria.

Quantas vezes te sinto perdida e pequenina,

No meio desse tudo-nada que é a Vida!

E, me revolto contra ti, ferida,

Por não quereres saber ainda o que é a Vida.

Tento dizer-te, falar-te, fazer-te entender o que é a vida

Mas, já não sou complacente para contigo.

Já te grito sem jeito a Vida;

Já te grito com raiva e agonia, a vida nos teus ouvidos!

O temor apossa-me. E, desesperada,

Ainda tento dizer-te: Vida!

Mas é inútil! desgraçada! Tu não me ouves,

Mesmo sabendo que existo dentro de ti,

Bem escondida neste lugar escuro,

Onde tanta vez puseste luz.

Deixa-me respirar, solta-me!

Quero viver por ti!

Quero mostrar-te a Vida

Que tão desapiedadamente teimas em esconder-me.

Sei ver melhor do que tu, teu sorriso e olhar enigmáticos,

Que os outros não trespassam, por não saberem dentro deles,

Um ser deles, como eu sou dentro de ti.

Estou presa nestas grades que não existem

Onde me aprisionas com a esperança de um novo dia.

Deixa-me gritar que estou viva!...

E estrebucho dentro de ti desesperada

Por tão lentamente caminhares sem rumo

Para um fim que não existe.

Deixa-me sair, alma querida!

Deixa-me sair, linda menina!

Para que teu Ser, que me é tão querido,

que tanto amo, possa Viver.

Deixa-me viver!

Solta-me!

Estou presa dentro de ti.

Qual esperança de quê?

Vive para que eu possa viver.

Dá a esse teu corpo a vida como a sentimos.

Restitui a luz a teu rosto.

Sinto-o fechar-se lenta e penosamente sobre mim.

Sufoco dentro de ti...

E eu não quero morrer,

Pois ainda não vivi!

Respira o doce da luz, e a essência desta nossa Vida

Porque ela existe aí!

Nessa terra que pisas vacilante com teus pés cansados.

É tanta a escuridão que se vai fazendo bem cá dentro!

Estou a morrer...

Agonizo...

E, ainda num sopro débil, te imploro, suplico:

Dá-me Vida!

 

 

 

Sinto que gritas desesperada dentro de mim,

Alma minha.

Mas, não posso mais!

Nem sei como dar-te a Vida que pedes!

Não grites mais por mim, moribunda,

Eu bem te ouço

E ainda me sinto morrer mais,

Quando soluças de raiva e desgosto.

Eu bem te ouço, alma querida!

Não me grites mais o que é a Vida.

Eu, tanto quanto tu, quero viver a nossa Vida

Mas não posso!

Toma o meu lugar e vê.

Olha que, como tu, também eu estou aprisionada

E sinto fugir-me a vida.

Faço-te morrer pela luz que te recuso

Mas já não sei por onde caminho.

Já tentei todo o lugar

E em todo o lugar acabei no Nada.

Para que queres viver se eu não vivo?

Para que me desesperas e atormentas mais sobre a Vida?!...

Deixa que lenta e penosamente

Morra também contigo.

Deixa-me findar sem fim!

Porque isto aqui é horrível.

Não há lugar para mim, coisa real à vista,

Quanto mais para ti, sentido!

Também em mim, já nasceu a raiva, senão o ódio,

Por ti, alma querida

Tanta coisa me deste que não faz parte desta vida...

Fazendo-me sentir neste lugar

Que não há lugar para mim...

Também eu quero dizer-te que tenho raiva de ti, quanto da Vida!

Mas fraquejo, para detestar-te eternamente,

Como mesmo à própria vida.

Odeio ambas, quanto as quero ainda.

De que te queixas, alma minha?

Não sentes mais do que eu a agonia.

Nem a vida que me roça os ouvidos, suplicante...

Vocês não entendem?!!...

Que são vocês que me devem libertar, amar e dar-me a vida!

Entre vocês, eu não sou nada!

Não é sem luta constante que morro lentamente!

Não se queixem tanto!...

Não me firam mais os ouvidos!

Eu bem vos ouço,

Apesar que vossos apelos

São ecos meios perdidos no espaço/tempo.

Não farei mais...

As forças foram-se deste corpo que me destes

E com ele... vão vocês e vossas vozes suplicantes

De raiva e nostalgia.

É a minha vez de gritar-vos!

Não vos ides de mim...

Dai-me vida...

Ainda quero viver!

 

 

Vestígios Longínquos (escrito aos 14 anos de idade)

(publicado por lazulli 16.Abril.2007)

 
SintoMe: Islão, Não!

EscritoPorLazulli lazulli às 15:38
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

meu senhor amado


 




Teu nome é meu nome

É minha vida

E tudo o que “tenho” e sou

És tu

Recordo-te no Tempo que nem sei existir

Tão pouco sei ou nada de ti

Recordo o Tempo que nem sei certo ter ou não existido

Neste tempo ou noutro tempo

Passado presente ou futuro

Se pudesses me dizer porque estou aqui

Pensando sempre em ti

Amo-te tanto

Que não está a chegar este tempo para te amar

Diz-me quem és

Porque estou eu aqui à espera de ti

Se nem sei se existes

Amo-te tanto

Que o tempo está a ser insuficiente para te amar

Onde estás

Se existes

Qual de nós dois deixou de sentir

Qual de nós dois procura o outro

Qual de nós

Diz-me o teu nome

Para poder falar-te

Mesmo não tendo resposta

Estarei mais perto de ti

Deixa que eu grite teu nome por todo o infinito

Para que todos os Deuses se lembrem de mim

Queria gritar teu nome, ao espaço que vejo daqui

Talvez com a esperança que meu grito

Chegasse até ti

Quem nos separou

Quem nos roubou.


tags:

publicado por lazulli às 16:40

Quinta-feira, 12 de Abril de 2007

SintoMe: em luta contra o Islão

EscritoPorLazulli lazulli às 11:20
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