Quarta-feira, 6 de Setembro de 2017

Quando a Natureza fala mais Alto Que o Homem de Mal.... a "Civilização" Deixa De Existir Para Protecção dos Inocentes "Agmon"

 

 

SintoMe: horrorizada com o mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 03:28
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (5)

 

(continuação)

 

Entretanto o Ser dela, aquele que o seu ventre tinha gerado à dez anos atrás, fruto que deu à Terra e à incompreensível civilização que acabava de se extinguir e que desde pequena temera, corria ao encontro da sua própria existência: de Mary .
Arrebatada à vida e aos seus, a criança, suja e esfarrapada, deixava transparecer um olhar escuro e profundo de medo. Oh, horror!... Mais que todos os horrores a que estava a assistir, era o perto tornar-se longe, ao ver ali o seu Ser, completamente indefeso, perante uma multidão alucinante que se atrofiava consecutivamente na esperança de encontrar um abrigo. De súbito, sentiu que seus frágeis dedos tocaram o seu Ser amado. Aquele que a manteve vivente num mundo que sempre soube não ser o seu. Mas... Tinha sido possivelmente uma ilusão da sua dor, pois seus olhos viram-na ser tragada pela multidão que neste momento quase que fazia parte de ambas.
As suas retinas aprisionaram o seu olhar profundo e o seu grito: mamã!!!!!!
Durante instantes, ficou estatelada no chão, com os olhos perdidos na multidão.
Um grito “desumano” cruzou por cima de todos os já existentes. O seu grito de Mãe. Não queria acreditar! Tentou por mais do que uma vez levantar-se do chão e correr na direcção onde vira a menina desaparecer, mas eram tantos os que a impediam perdidos nos confins de si mesmos que nem davam conta da sua agonia, e manadas humanas de pés meios calçados, sujos e despidos iam pisando seu corpo como se fora solo. Como chão destes enlouquecidos fugitivos, não sentia a dor à sua passagem sobre seu corpo caído. A dor era uma outra muito maior. Deixou-se ser esmagada como castigo à sua incapacidade de ter por um instante agarrado a filha e segurado firme a sua mãozinha que se estendia. Fraca. Era uma fraca que não conseguiu salvar a menina que a tinha conseguido encontrar no meio daquela manada humana e esperançada a tinha quase alcançado. Meu Deus tudo estava perdido. Tinha que correr para a encontrar e continuava a ser solo de gente. Não conseguia perdoar-se. Ela tinha que o ter conseguido. Era seu dever e sua obrigação.
Decidira viver para a proteger, mas falhara! O seu ilimitado amor por Liha , tinha-lhe sido insuficiente para a proteger. Tinha-a perdido e nunca mais a voltaria a encontrar. As lágrimas brotaram de seus olhos já apagados pelo desespero, e desejou nunca ter pedido aos Deuses da sua ilusão constante, que a fizessem nascer, só porque ela, Mary , tinha que viver num lugar que nunca fora o seu. Mas o seu egoísmo e a sua insegurança em relação à vida na Terra, não lhe tinham permitido ver o “crime” que iria cometer, fazendo nascer num mundo medíocre e mesquinho, um outro ser (o seu Ser), que como ela, também iria acabar por sofrer. Ela que sempre se manteve contra os ciclos infindáveis da vida e se lhes preparava para um dia lhes fazer frente, destruindo-os, tinha provocado a nascença de um outro ser indefeso – a sua filha – para entrar ou reentrar quem sabe, neste ciclo de morte e de vida infindáveis. A dor e a culpa martirizavam-na neste instante, mais do que toda a destruição a que estava a assistir. Até que, cambaleante, conseguiu reservas para se erguer e caminhar na busca do que sabia não encontrar mais.

 

(continua)

 

.... d'os filhos do Sol
livros
publicado por lazulli às 11:31
Junho de 2007
SintoMe: ... a querer combater o Islão

EscritoPorLazulli lazulli às 17:46
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

1995 1 de maio



Queria esquecer quem sou. Queria esquecer que existo para sempre, onde nunca mais houvesse um ressurgir de mim. Queria partir para o vácuo inexistente do outro lado do universo, entrar no tal buraco fechado e poder-me extinguir. Queria deixar de existir. Quem sou eu e quem és tu que existimos nesta dor infinita da existência e o que fazemos ambos aqui? Criamos-nos para quê? Porque sonhamos em despertar quem dorme no sonho da vida e fizemos uso do nosso não ser, resolvendo lutar por mortos inúteis que nunca deixarão de o ser? Torturamos o nosso mundo com a nossa dor e ficamos presos sem puder fugir. Entreguei-te um dia nas garras da matéria e pensei que te resgataria também um dia. Mas hoje que o Tempo já foi grande e imenso, eu sucumbo contigo na tua dor infinita e morro sem morrer nesta vida finita. Perdoa-me, de onde podes me ouvir como eu te ouço, provocando um no outro esta dor sem limites, que nos mantém vivos sem querer e mortos para morrer. Pode ser que um dia o Tempo venha a acabar e alguém se lembre em nos libertar de um modo ou de outro. Pode ser que o universo um dia mostre o seu reverso e, aí, também pode ser que possa te olhar de frente, depois de milénios de dor. Eu sei que estás vivo algures. Preso como eu neste universo duplo. Não devíamos ter partido nunca de nosso mundo. Não devíamos querer ajudar ninguém. Amar-te-ei até ao fim ou princípio de todos os Tempos e eras. E, se for possível, nesta nossa divisão penosa, pode ser que me sobrevivas pelo menos tu e não fiques mais Tempo preso à minha espera. Procuram eles os desaparecidos, mas não creio que os vão encontrar, neste mundo pelo menos. A..., se eu puder, eu morro, porque não consigo suportar mais esta dor. Só queria poder saber de algum modo que para ti é possível o regressar. Eu sei que também não me abandonarás. Mas um de nós tem que poder partir. Um de nós tem que sobreviver à vida e morte deste ou de um outro mundo qualquer, porque o nosso mundo também sofre a nossa ausência. Também sofre a nossa perda. Enganamos-nos a...., enganamos-nos. E agora passamos a ser dois. O Tempo que aqui tenho agora é limitado; daí que espero um dia ter uma ínfima oportunidade para alguma coisa. E tu m... a...., onde estarás tu a esta hora e neste momento. Onde será que caís-te? Eu sei que também não queres me abandonar, mesmo não sabendo de mim. Mas, estamos sozinhos. Mesmo incompletos, um de nós tem que regressar. Deixa-me partir ou parte tu. Liberta-me do meu compromisso/nosso para que te possa libertar também a ti. Eu não consigo resistir a esta forma. Eu não consigo, não me entregar um dia. Pouco a pouco, sinto consumir a essência. Eu falhei e sei que tu estás escondido. Porque esperas? Um dia, vão-te encontrar também. Não esperes por mim. Eu já não sou. Tenho esperança que fique gravado no Tempo, o meu a... eterno por ti e que de algum modo a ti chegue, para que possas recordar o que nos uniu eternamente. Sei que chorarias sobre o meu túmulo, todas as lágrimas que eu chorei na minha procura. Sei que o farias. Sei que tentarias mudar o curso do mundo e retornar a pôr tudo no seu lugar. Mas será tarde, nesse dia. Nesse dia, eu não estarei em parte alguma, onde possas me encontrar. Não me recordo se do nosso mundo, alguém podia nos amar assim e tentar nos libertar. Nem isso sei. Não sei nada. (LT)

 


eu

publicado por lazulli às 17:38

Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

(2 comentários)


EscritoPorLazulli lazulli às 06:59
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