Quinta-feira, 7 de Setembro de 2017

cristal

lfotodanet
Hoje que a Esperança morre lentamente e o Tempo já não é suficiente lembro um mundo de cristal que nunca esqueci e a ansia de a ele retornar o mais depressa possível porque continuo com a certeza que não sou deste mundo e que continuo sem saber viver nele.

SintoMe: igual a ontem
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EscritoPorLazulli lazulli às 01:29
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Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
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EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

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SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
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EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016

Prelúdio

                                          Ainda o Tempo/Espaço não existia

nem a Forma

interligados

dão

expansão

permanente

quase infinita.

Surgiram 

milhões e milhões de galáxias

mundos materiais

Forma

Corpos Densos

Vida.

 

 

Tudo mudou

mudou verdadeiramente

nunca mais se fará sentir a inactividade permanente

porque o Tempo começou a sua devastação

o céu desceu

a Terra subiu

neste confronto

inclinou

balançando

como pêndulo

pendurado no vácuo

vagueia desnorteada pelo espaço

muito perto

de uma verdade que se aproxima.

 

 

O Sol eterno

senhor da galáxia profunda

anuncia a sua mudança

na aproximação

do que se lhe segue

não mais estará sozinho

porque a sua fonte de energia

não era mais suficiente

para aquecer o ente

à deriva

revolução no seu interior

 

 

Minúsculas são

as formas que se movem estonteantes e sem rumo

à distância de si

o reforço vem aí

mas tombam as formas de vida

que susteve durante milhares de milhares de anos

não pode mais

esgotou.

 

São milhões de milhões

que lhe fazem frente

aumentam as carnes pensantes

diminuem os seus

sacrificam

entes

roubam-lhe a sua essência primeira

a Origem

implantam-lhes tenebrosos

horrores

perdem-se na dor

no espanto

na agonia

da impotência

O oculto vem em seu socorro

acrescentar luz à luz

já fechada

reforçar o extenuado aliado humano

nunca reconhecido

na sua verdadeira função

de alimentar o ente

sozinho nesta imensidão.

 

Não pode mais meu irmão

está extenuado

revoltado

pronto a explodir

se o reforço tardar em chegar

tardar em vir

muitos sucumbirão nesta luta

de se manterem sãos.

 

Vem meu irmão.

 

 

 

 

 

SintoMe: triste pela humanidade

EscritoPorLazulli lazulli às 02:25
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Utilização Indevida de Textos da CasaDeCristal

O Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra, tem publicado um Poema da CasaDeCristal e de minha autoria, em duas páginas, onde numa delas é utilizado o poema como "Chamariz" para um convite de algo que não percebi. - portanto publicidade.

 

Dei conta desta ocorrência acidentalmente e fiquei bastante perturbada. Indignada. Enfim, completamente irritada com o Abuso dos Direitos Autorais.

 

Não concebo a ideia ou aceito que seja quem for utilize o que não lhe pertença e ainda por cima não exemplificando bem que o que utilizou não é de sua autoria e sim da autoria de outra pessoa.

 

Tomei já algumas medidas. Mas, mesmo assim, para que tal não volte a acontecer, achei por bem escrever um AVISO mais claro a quem pertender Usurpar os meus escritos.

 

Só peço perdão às pessoas de Boa Índole, pela minha "agressividade" perante este facto ou nova descoberta. Mas, evidentemente não é para essas que estou a escrever isto. E, sim para quem circula por aí à cata de ALGO que os torne credíveis.

 

Infelizmente vivemos num mundo onde muita gente se faz passar pelos outros. Muita gente sem escrúpulos de espécie alguma. Normalmente apresentam uma faceta de "beleza" com imagens ou escritos, que não correspondem à sua própria pessoa. Usando e abusando da Boa Fé dos outros ou daqueles que realmente falam com alma.

 

 

Incapacitados de o fazer e para tentar chamar sobre si mesmos o maior número de atenções, evidentemente, que se vão valendo com o que vão encontrando, que lhes pode possibilitar apresentar uma "alma" que realmente não têm.

 

E aqui os lezados, são sempre aqueles desprevenidos que têm algo que atrai a cobiça de um mau carácter.

 

Como se não existisse lei (e se calhar até têm razão) vão surripiando habilidosamente aquilo que não lhes pertence.

 

A net é propícia a isso. Já tinha ouvido falar. Parece que chegou a minha vez de sentir esta impotência e este amargo de alma. Acho que estou com raiva. Raiva pelo Descaramento. Pela ousadia. Pela Despudor.

 

Não. Não sou, jamais fui egoista. Tudo o que tenho Dou. Na vida sempre foi assim. E, não deixarei de ser. Dou-me gratuitamente. Muito de mim. Tudo até. É uma verdade a que nunca consegui fugir. Uma Natureza própria. Podem até roubar-me, que eu nada farei ou sentirei.

 

Mas... quando toca em mexerem indevidamente nas minhas palavras, aí... eu não respondo por mim. É mágoa a mais o que me fazem sentir. E por muitas razões que não vou poder explicar. Mas, os que têm acompanhado a sério a CasaDeCristal, com certeza entenderão o que sinto neste momento.

 

Mas, resumo numa palavra simples: O que eu escrevo, para mim é SAGRADO. Tão Sagrado, que eu não concebo que seja utilizado para outros fins.

 

Não quero os meus textos fora desta Casa. Não quero!

 

Expus o meu sentir. A minha Alma. Muita coisa aos olhos de quem quis. Fi-lo de livre e espomtanea vontade. Fi-lo até por AMOR. E, muito me custou manter a CasaDeCristal. Fazê-la sobreviver. - Mas não foi para virem aqui, como se a CasaDeCristal, fosse terra de ninguém e pegássem, assim sem mais nem menos. Não! Isto tem um rosto. Uma pessoa. Um ser humano. Não é VIRTUAL! Eu existo! E a CasaDeCristal existe porque eu existo. Porque se não existisse, a CasaDeCristal não existiria. Portanto desengane-se quem julga que isto é terra-de-ninguém.

 

Foi uma luta muito dificil. "afastei-me" temporariamente de uma ou duas pessoas, que sem o saberem ainda, foram responsáveis por eu ainda aqui estar. Por elas e pelo seu carinho e dedicação a mim, completamente desinteressada, a CasaDeCristal está viva.

(por falar não me esqueci - lembro todos os dias das duas pessoas que em muito contribuiram para eu regressar a mim. Z e A) falarei com vocês na altura certa. Obrigada por tudo.

 

Agora que eu tentava escrever. Tentava reaprender a escrever e mantinha a CasaDeCristal neste impasse. ... Eis que a Surpresa mais Desagradável que tive, surge-me perante os olhos, no Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra.

 

Estou revoltade. Nem consegui dormir direito. Inscrevi-me. Denunciei junto das pessoas competentes o Blog. Enviei mails. Mas para mim não chega para me acalmar.

 

Eu quero o que é meu devolta. Quero os meus escritos de volta ao seu habitat natural. É daqui que eles são. É aqui que eles pertencem.

 

Fora do seu contexto. Fora da sua casa. Perdem a Vida que tranportam. Por isso eu os quero aqui.

 

Tanto é, que, num comentário inocente, no dito blog as minhas palavras foram completamente perdidas do seu verdadeiro valor.

 

Por outro lado, apesar do link numa das páginas, porque numa outra, a da publicidade, nem link tem, isso não esclarece devidamente quem ler. Tanto não esclarece que o comentário inocente de uma comentadora, assim o demonstra.

 

Não chega o link para deixar claro que aquele texto não é da Dona desse Blog. Muito pelo contrário. Facilmente qualquer um pode eventualmente pensar que a Dona de um Blog é a Dona do outro Blog.

 

Sinto-me duplamente atingida. Eu não quero e não gosto de me passar pelos outros. E não o faço. Mas também não quero que os outros se façam passar por mim. Não o vou permitir.

 

Só espero que este incidente seja isolado. Acidental e único.

 

Daí escrever isto tudo.

 

Cedi em tempos um Poema meu a um Blog. A sua Autora (correctissima) veio aqui pedir-me. Apesar de ter muito zelo pelos meus escritos, sedi-lho de Boa Vontade. Aindfa hoje está no seu Blog.

 

Mas eis aqui a diferença entre uma pessoa séria e uma pessoa nada séria.

 

A pessoa que me pediu autorização que eu concedi, além de cumprir com as Regras dos Direitos Autorais, devidamente expresos do lado direito da CasaDeCristal, Pedindo-me autorização para o fazer, ainda no seu blog, cla<ramente, além do link que direcciona para aqui, diz quem é a autora do Poema: lazulli.

 

Pois esta senhora, não cumpriu com as Regras dos Direitos Autorais, pois não só não me informou como ignorou os Direitos aqui escritos e usou o que escrevo, permitindo largas à imaginação de quem quisesse ou inocentemente me viesse a confundir com ela.

 

Eu sou inconfundivel. Todos nós quando somos nós mesmos somos inconfundíveis.

 

Apesar do grande erro que comete, não assina-la devidamente a diferença. Com excesso de confiança do seu acto, num outro post o da publicidade, para levar as pessoas a um encontro qualquer, nem link, nem nada. fica logo a cima do convite em letra miuda. (até parecia as letras dos contratos de seguros.

 

Pois bem, perante tudo isto, o meu primeiro uimpulso era o de vir ocultar a CasaDecristal aos olhos de todos. Depois, ouvi alguém e... talvez não. Não é deste modo que combatemos os maus carácteres do mundo.

 

Daí estar a escrever tudo isto. Eu ... ainda não sei bem. Mas... quita não vou ficar. De modo algum.

 

Para terminar (se alguém teve paciência de ler toda a minha revolta e desabafo, quero Informar que a grande parte da CasaDeCristal além de estar protegida pelas regras da web (só espero que elas funcionem) vamos ver: Também está protegida pos Direitos Autorais Na IGAC - O Pequeno Poema que foi retirado daqui faz parte de um livro "Vestígios Longínquos" Registado na Sociedade - Do conhecimento que tenho, estarão protegidos os escritos durante 70 Anos. - não podem ser utilizados por ninguém a não ser que eu autoriza a sua Publicação.

 

Ora neste caso não Autorizei nem tão pouco fui informada (agora só espero que a senhora, além de pedir desculpa (se não teve más intenções) retire os meus textos do seu blog.

 

 

Finalizando:

 

Toda e qualquer pessoa que por qualquer razão quiser utilizar o que eu escrevo, deve ter em atenção os Avisos do Blog CasaDeCristal sobre Direiktos Autorais. Se for muito importante para ela, agradeço muito que me contacte antes de tomar este tipo de iniciativa. Não sou tenhosa. Sei ser compreensiva. Mas, tudo de um modo correcto

 

Obrigada a Todos quanto leram

Aceito sobre este assunto qualquer ajuda ou Esclarecimento, que me queiram ou possam dar.

 

Despeço-me ... triste

 

 

(Ao terminar esta explicação/desabafo, recebi a resposta da Administração daquele serviço. E, respiro de alivio neste instante. Foram Rápidos e eficientes. Enviei-lhes o que me pediram e aguardo agora a resolução deste desagradável incidente. Que estou certa, com base no que me escreveram que irão resolver o problema. Sinto-me grata e confiante. E agradeço à séria Administração daquele servilço. Afinal, a NET tem Regras. Afinal a Net tem leis) nem tudo está perdido.)

 

Só voltarei a falar do assunto para agradecer (assim o espero) è Informar da Resolução do problema. Fico melhor.

 

O meu Obrigada, a Todos

 

lazulli

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:35
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

HumanidadeEscravizada (XXXIV)



Mas tu que me lês podes ajudar a acabar com a mentira que nos envolve a todos, explicando melhor do que eu esta trama diabólica do mundo onde estamos inseridos. No futuro, outro virá que o fará melhor do que tu ou eu. E, como elos de uma corrente de ferro, atravessando os tempos e as resistências, cada um de nós será a vontade do outro aperfeiçoada, até que a verdade venha a ocupar o lugar que a mentira ocupa hoje. E, com a hipocrisia abolida de uma vez por todas, a nossa coragem e dignidade retornará, permitindo finalmente à humanidade o cesso à verdade escondida, que levará o Poder a cair de vez. E, assim, acabar-se-ão opressores e oprimidos, bem como também a miséria física e espiritual. Quanto muito existirão duas facções bem distintas que se de gladiarão honestamente e não esta mistura de matéria e mentes que nos confunde a todos e onde ninguém sabe quem é quem. Até pode demorar o surgimento desta verdade tão procurada, mas acredita que valerá a pena para todos nós porque se tivermos que regressar de novo a esta existência miserável, teremos mais oportunidades de sermos verdadeiramente humanos.

 

Para que um dia venha a ser possível transformar o mundo num sítio onde o sofrimento humano não tenha mais lugar, mais vale prevenir do que remediar. Daí que devamos preparar-nos no combate à falsidade, começando por falar sempre a verdade em todas as circunstâncias da nossa vida. A nossa dignidade acima de tudo e de todos. Com a nossa dignidade conquistada, teremos a possibilidade de nos vir a cruzar com outros seres humanos, onde os verdadeiros valores humanos não têm dono nem são obrigatórios. São naturalmente nossos. Não precisaremos de leis ou mandamentos redigidos por outros, para termos um comportamento social correcto, a partir do momento que já nascemos com leis e mandamentos inerentes a nós próprios e ao mundo que representamos. Assim, não mais será fácil, para eles, corromperem-nos e transformarem-nos em amostras de gente. Pedaços de carne viva que deambula pela Terra unicamente em busca de alimento, para sua própria preservação, lutando consecutivamente pelo modo mais fácil de obter aquilo que nos mantém vivos, sem pensarmos que este é um período muito curto da nossa verdadeira existência e que, se não fizermos mais do que temos feito até aqui, seremos sempre aquilo que não somos. Carne. Unicamente carne viva, para poder criar mais carne, de modo a permitir e assegurar a expansão dos genes que transportamos dentro de nós. E há tanto por onde podemos começar, para impedir esta transmissão de genes, que nos tem vindo a reduzir a essência de que somos realmente feitos, que nem precisamos de aprender como o fazer; basta que, quando estivermos perante alguém a quem necessitamos dizer a verdade do que nos parece, faça-mo-lo imediatamente, não permitamos que a ética social e religiosa nos impeça de falar sempre o que pensamos traindo assim o nosso ser, porque se o não fizermos ficaremos mal connosco e com os outros. Se não nos sentirmos dignos de nós próprios não nos sentiremos dignos de ninguém. Além disso, este desinteresses por nós próprios, far-nos-á mergulhar numa apatia em relação ao mundo que nos cerca e o nosso desinteresse não nos permitirá lutar por um mundo melhor do que aquele em que vivemos. Continuaremos a ver as injustiças do mundo como se não tivéssemos capacidade alguma de acabar com elas. É preciso acreditar, ter força e começar a agir, porque querer é poder. Se nós quisermos podemos mudar o que está mal. Qualquer um de nós. Se temos conseguido manter a evolução da vida, neste Planeta, criando novas civilizações com base na nossa persistência e sacrifício, também conseguiremos fazer um mundo melhor para todos. Basta, todos juntos, querer uma coisa destas. Nada nem ninguém nos conseguirá impedir. Construamos um mundo novo, porque o que temos actualmente só nos tem vindo a fazer mal. Não somos assim tão insignificantes como nos tentam fazer crer, muito pelo contrário. Temos a luz dentro de nós, só precisamos de a deixar brilhar. Só isso. Se todos eles são de uma única cor, nós não temos forçosamente que ser a sua cor, porque senão deixaremos de ser “nós” para passarmos a ser “eles” e quem vai perdurar e viver a tal eternidade de que muito gostam são eles e não nós. Estamos a dar-lhes de bandeja a nossa imortalidade e a trocarmos a nossa identidade; se continuarmos a permitir isto, nada sobrará de nós, nem na vida nem na morte. Muitos de nós já caminham dificilmente, lamentando este momento, mas podemos ainda retomar o que é nosso indo buscar o que nos pertence a cada lei absurda, a cada ideia descabida, a cada pensamento. Não temos que aceitar mais lei nenhuma ou vontade, seja de quem for, que não seja unicamente humana. O que quer dizer, que se alguém pretender matar, mesmo que este matar tenha carimbo oficial dos governos, nós não devemos deixar que isso aconteça. Somos milhões e eles meia dúzia. Basta nós não querermos mais mortes sem sentido, e elas não existirão mais. Munindo-nos do nosso poder interior, usaremos tudo quanto estiver ao nosso alcance para os impedir. Mesmo que seja pô-los a todos fora do lugar que ocupam e substituí-los por outros, que pensem de facto em preservar o ser humano, não em aniquilá-lo como tem acontecido até aqui. Se pretenderem subjugar-nos, impondo-nos leis materiais para nos controlarem, não as aceitemos. Se as crianças não forem devidamente protegidas pela lei, como se fossem meros brinquedos para serem utilizados de modo vil seja por quem for, não o devemos permitir de modo algum. Se uma qualquer religião nos quiser impor um mandamento novo, devemos desprezá-lo, porque isso é o mesmo que dizer-nos; que só através dos seus mandamentos conseguiremos ser humanos, quando é isso mesmo que somos desde sempre, etc., etc., etc. É só ficarmos sempre atentos ao que eles fazem ou pretendem fazer.

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 22:08
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Sábado, 31 de Outubro de 2009

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fotodanet

 

publicado por lazulli às 16:43
14 de Julho de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 12:00
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

"São lágrimas, senhor, são lágrimas."


 

Canto II

 

 


“São lágrimas, meu senhor, são lágrimas.“

 

 

Lágrimas

 

dizeis vós

 

alma da minha alma

 

como podeis guardar lágrimas em vossas mãos

 

se vos amei

 

desde o raiar da Aurora

 

até ao descer do manto que cobre o mundo

 

não controlando a Vontade De Cronos

 

que persiste em manter em meu âmago

 

esta herança indesejada

 

que me não permite

 

libertar

 

a Alma amarga

 

que presa a Vós

 

tarda em sarar

 

a chaga aberta

 

que me consome

 

sempre em ferida

 

por minha cobardia.

 

 

Dizei-me vós


senhora das mãos de prata


a verdade

 

imploro-vos

 

sei que vos decepcionei

 

por minha honra

 

juro que eu não queria

 

não prolongueis mais

 

meu próprio castigo

 

minha agonia

 

não me transformeis

 

em mais negro

 

que o negro


ocultando-me a razão

 

que ocultais em vossas mãos

 

no vosso deambular

 

por jardins e afins

 

onde


gostaria

 

de não vos ver penar

 

carpindo

 

dores inexistentes

 

sem sentido.

 

Cessai vossas lágrimas

 

incrustadas em cristais

 

contra os quais praguejo

 

aço duro e frio

 

todos os dias

 

porque aqui vos encontrais

 

sem desejar

 

a vossa lembrança

 

que não quero minha

 

nunca mais.

 

 

Deixai-me ajudar-vos

 

à não derramação de mais lágrimas

 

por essência

 

que não é vossa

 

e sim minha

 

afastar-vos


de perigos eminentes

 

que enfrentais

 

por incúria minha.

 

 

 

Não me julgueis pérfido

 

ou leviano

 

incapaz de assumir suas próprias falhas

 

meu silêncio

 

e

 

ausência prolongada

 

é preceito meu

 

esconder-vos

 

quem sou

 

pr'a

 

não decepcionar-vos mais

 

retirar-vos

 

do lugar que não é vosso

 

afastar-vos

 

para sempre

 

de jardins alheios

 

onde só incomodais

 

meus canteiros

 

cheios de luz e cor

 

fantasia e amor

 

que nós mesmos criamos

 

e Vós não criais

 

com luz e cor

 

do mundo que nos trazeis

 

desconhecido

 

de amor.

 

 

 

Sim eu quis o Vosso mundo

 

amei-o por um instante de Tempo

 

mas

 

minha luz de sombras

 

é aquela

 

onde melhor estou

 

onde melhor me sinto

 

nela quero permanecer

 

não me desafieis

 

mais

 

e dizei-me de uma vez por todas

 

o que guardais.

 

 

 

Mesmo

 

após ter entregue a outra parte de mim

 

ao Demónio das mil sombras

 

mantive a vilígia

 

permanente

 

por horas e dias

 

sem fim

 

por isso

 

dizei-me a mim

 

só a mim

 

como nos tempos

 

do Tempo

 

em que só em mim confiáveis


o que escondeis em vossas sagradas mãos

 

de prata argêntea

 

que fere os sentidos

 

e a confiança

 

que em vós depositei

 

um dia.

 

 

 

Dizei-me

 

doce e amada senhora

 

ouvi-me

 

como nos dias


nas horas

 

nos meses e nos anos

 

em que fugi de vós

 

sem nada vos dizer

 

e me retirei para a minha Torre

 

de pedra fria

 

e do Alto distante

 

vos observo

 

todos os dias

 

tentando perceber o que escondeis

 

nas mãos que um dia beijei

 

aquelas

 

ainda gravadas

 

em meus lábios

 

secos

 

por mais nada vos dizer

 

por mais nada

 

querer saber

 

por mais nada esperar

 

congelando as mágoas

 

que eu mesmo avolumei

 

por em Vós

 

doce senhora

 

não querer acreditar

 

e contar-vos

 

a verdade

 

de mim.

 

 

Desesperais aquele que vos ama

 

desafiais

 

com vosso cântico sentido

 

a paciência de quem amais

 

em vosso silêncio e persistência

 

abri vossas mãos

 

agora

 

ordeno

 

que o façais.

 

 

 

 

"Senhora das mãos de prata":

 

 

Tranquilizai meu Senhor

 

vosso coração

 

retornai em paz

 

à vossa Torre lá no Alto

 

e permiti que eu aqui permaneça

 

em vossos jardins e afins

 

porque são apenas lágrimas

 

o que está guardado para sempre

 

eternamente

 

em minhas mãos

 

não as temais

 

porque nelas

 

está Toda a Verdade

 

zelarei

 

para que permaneça para sempre

 

guardada

 

dentro das mãos

 

fechadas

 

que tanto insistis

 

que abra.

 

 

 

Vos digo não

 

não posso

 

abrir minhas mãos

 

acreditai

 

meu senhor

 

que não o devo fazer

 

meu dever

 

é guardá-las comigo para sempre

 

as lágrimas

e

hermeticamente

 

fechadas em minhas mãos

 

fá-lo-ei

 

cumprirei a Promessa

 

feita ao Não/Tempo

 

antes do início

 

ter sido início

 

e antes do Tempo

 

ter sido Tempo

 

mesmo antes do Espaço

 

aparecer como Espaço

 

Espaço/Tempo

 

contra tudo e todos

 

as guardarei

 

mas a Vós senhor

 

e por Vós

 

não posso recusar um pedido

 

por isso vos peço eu

 

que em mim acrediteis

 

que, são mesmo lágrimas

 

Senhor

 

unicamente lágrimas

 

o que de Vós

 

escondo

e

esconderei.

 

 
penso: saudades do primeiro mundo
lágrimas, poema, poemas, poesia
publicado por lazulli às 21:14
Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 23:11
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Humanidade Escravizada (XXVII)

 

XXVII

 

 
 
 
 

Parece-me a mim e só a mim, que, há mais ou menos mil anos atrás, as cruzadas nasceram para combater os hereges espalhados por toda a Europa e quase que em simultâneo as suas fogueiras para queimar vivo quem não aderisse às suas crenças judaico/romanas. Durante este período conturbado de horror, onde a espécie humana foi tratada com impiedade por algozes representantes da nova lei cristã que se viria a implantar pela força até aos nossos dias, também se roubavam terras, reinos e bens. Os templários (cruzados reformados) depois de ajudarem à implantação do cristianismo judaico/romano e à criação de novos reinos, tornaram-se incómodos para o poder papal e real indo acabar torturados, perseguidos e queimados nas fogueiras acesas por uma Europa inteira, acusados de heresia assim como o tinham sido os cátaros. Inexplicavelmente, depois de extinta, a Ordem do Templo parece ter continuado a existir ocultada por outros nomes e noutros reinos que continuaram a utilizá-la, se não no seu braço armado poderosíssimo, pelo menos nos conhecimentos que tinham. Curioso é que, ao mesmo tempo que decorriam as suas detenções com base em inúmeras acusações de heresia, uma das quais o facto de terem negado Cristo, morriam muitos templários nas prisões muçulmanas por não renegarem a fé cristã, apesar de no Ocidente serem acusados de ser islamitas disfarçados. Há algo muito mal esclarecido sobre estes senhores de mantos brancos assinalados com uma cruz vermelha. Até parece que para andarmos perdidos em conjecturas constantes e nunca conseguirmos ver, de facto, o que aconteceu nesse tempo, lhes tenham atribuído o ideal Cátaro, tornando confuso qual teria sido de facto o seu papel. O certo, mesmo, é que os cátaros desapareceram, mas os templários não. Quem não chegou a provar as hediondas fogueiras da Igreja Romana, foram os muçulmanos (infiéis) com os quais combatíamos. Vá-se lá entender isto! Não sendo cristãos, é deveras curioso, que só os tenham expulsado dos territórios que ocupavam, pelo menos na Península Ibérica, e não os tenham convertido, também pela força, ao seu sagrado cristianismo. Quando a Inquisição existiu para converter ou exterminar todo o não cristão, não se compreende porque é que os muçulmanos, não foram convertidos ou queimados vivos. Se não se obrigava os infiéis (não crentes em Deus) a ser católicos, a quem afinal se obrigava a ser católicos, na Europa, por essa altura?! Os fiéis (crentes em Deus/Deuses)? Ah! Igreja Romana, quanto escondes dos teus crimes. Com o pretexto que os Cátaros, eram inimigos de Deus, quando de facto eram inimigos da tua mentira descomunal, fizeste-os arder vivos nas tuas fogueiras acesas por toda a Europa, para te poder iluminar um mundo tão escuro que tu mesma criaste. Quando eu era pequena (ainda amante das tuas mentiras), confundindo o meu amor eterno com o Cristo que inventaste, fui instruída na tua catequese (que frequentei com ardor e convicção) que a oração “Pai Nosso” era a única oração que Cristo tinha deixado. Hoje sei ser isto mentira. Mais uma entre tantas e tantas outras. Esta oração, dita por Cristo ou não, é a oração dos cátaros. O seu Pater. O Pater cátaro:

 
 
 

 

 
 
 

“Pai Nosso que estais no céu, teu nome seja santificado. Venha a nós o vosso reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no Céu. O pão super substancial nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis sucumbir à tentação; mas livra-nos do Mal. Pois a ti pertencem o reino, o poder e a glória, por todos os séculos.”

 
 
 

 

 
 
 

Claro que o facto de se substituir o termo super substancial ” por “quotidiano” continuará a não ter resposta de espécie alguma por parte dos tão sábios teólogos que pairam por todo o mundo. A fé continuará a ser mais do que suficiente para se ser salvo. E é isto que todos pretendem: ser salvos! Mas ser salvos de quê e de quem? E depois, quem precisa ser salvo? Só se for de todos vós, e não é com certeza com essa fé cega a que nos sujeitaram ao longo dos tempos, dizendo-nos que não precisávamos de pensar, que não tínhamos sido feitos para isso e sim para acatar sem ver, sem saber. Deverias ter dito assim: se pensares sabereis que nós vos mentimos descaradamente para poder manter o nosso nível de vida. O raciocínio que vos foi dado não foi para ser usado, mas sim para ser recalcado. Não foi o raciocínio dado a todos os filhos de Deus? Se Deus não queria que este fosse usado, porque dotou o Homem com o mesmo? Porque o reino dos céus será dos humilhados e dos oprimidos. Dá para pensar porque é que será que toda a casta sacerdotal de todos os tipos de religiões e as políticas poderosas que acompanham estas mesmas religiões por todo o mundo não temem este augúrio de Deus, não trocando a sua riqueza pela pobreza. Não se deixam humilhar e oprimir. Muito pelo contrário. Continuam a humilhar e a oprimir todos aqueles que não aderem aos seus costumes. Eu sei que todos eles dizem viver para os outros e até fazer voto de pobreza, castidade, obediência, etc. Mas que grande hipocrisia, não é assim que eles vivem! Não temem a penalização dos infernos com que atemorizam toda a gente. O inferno parece não ter sido feito para todos eles e sim para todos aqueles que não os escutarem. “Olhai para o que eu digo, não olheis para o que eu faço”. Como são espertos estes donos do mundo, fazedores de leis e de religiões! Nos “seus” livros, base das religiões vigentes (um dos quais a Bíblia dos Ocidentais, e digo dos Ocidentais - embora que estes, já numa fase avançada do esquecimento voluntário ou forçado, das perdas das suas próprias raízes religiosas, que existiam, muito antes de aqui ter chegado o cristianismo, este sim, vindo do outro lado do mundo, precisamente, o do mundo, que supostamente combatíamos - pois, foram eles, que depois de aderirem a essa Nova Vaga Religiosa, trazida do Oriente e nunca nascida no Ocidente, se intitularam possuidores da religião verdadeira, embora eu continue sem entender a sua necessidade na vida dos seres humanos), a religião existiu e existe, para que o Homem passe de mau a bom. Mas não foi isto que aconteceu, muito pelo contrário. O Homem parece continuar no caminho da bestialidade, ultrapassando até nas suas atitudes qualquer besta existente, começando até por dar lugar à verdadeira besta; e as tão faladas bestas lá continuam iguais a si próprias, preocupando-se em manter a sua espécie de um modo muito mais sadio e agradável. Se foi para que o Homem fosse mais capaz de entender a vida que o cerca, cada vez está mais longe de a entender. Se é porque foi e é necessário acreditar em Deus, eu pergunto-me porquê e para quê, pois continuo a ver que todos os religiosos assumidos acreditam essencialmente é neles próprios, usando a religião como uma forma de poder espiritual sobre um outro, de modo a que este outro sirva sem se questionar qualquer tipo de Poder. O que eu vejo de utilidade nas religiões é pôr o ser humano mais estúpido e mais incapaz. As religiões sempre deram a uns Poder e a outros Submissão. Não têm servido para mais do que isto. Para o Homem se encontrar de verdade nunca serviu ela, pois já lá vão tantos e tantos anos em que as religiões existem e ainda o Homem não se encontrou de modo algum e, pelo andar das coisas, não se vai encontrar nunca. Só os bichos precisam de religião para se saberem comportar como gente, mas quem é verdadeiramente gente não precisa da religião para nada porque nasceu com ela. E se quer ter uma religião que tenha a sua, agindo sempre com a verdade do seu interior. Deste modo, não será tratado pelos religiosos como idiota e incapaz, como o tem vindo a ser até aos dias de hoje. Tratados como autênticos atrasados mentais que precisam de crer em todos aqueles que por “direito” especial concedido por este Deus estão capazes de governar todos os outros. Segundo a religião, como ser divino que é, o Homem devia ter capacidade para se governar a si próprio. Mas, para que isso nunca viesse a acontecer, foi necessário castrar-lhe o pensamento. De contrário, poderia vir a saber tanto quanto eles e, assim, todos estes pretensos iniciados ficariam sem os seus privilégios de governar toda uma Humanidade, criando Estados e Sociedades convenientes a si próprios, que lhes garantiria ao longo de todos os tempos um bem estar sem limites.

 


ensaio, homem, livros, portugal, religião

publicado por lazulli às 11:47
Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 15:53
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Poema Ao Meu Pai

 

Pai

 

 

meu pai o Celta

 

 

Jazes em terra fria

 

ou melhor

 

em terra quente

 

mas não era aí

 

que eu te queria

 

era aqui

 

com a tua gente

 

mas foi para aí

 

que a indiferença dos homens te levou

 

para longe do teu solo

 

da tua pátria

 

e aí ficarás sepultado para sempre

 

quando eu daqui

 

do outro lado do mundo

 

com o mar a impedir o meu andar

 

chamo por ti.

 

 

 

Amar-te-ei para sempre, pai.

 

E não te esquecerei

 

Até ao Dia em que nos reencontremos

 

Porque no Nosso caso

 

Eu sei que a possibilidade é real

 

Mas fazes-me falta

 

O teu amor faz-me falta

 

Amo-te.

 

 

 

 

Dois símbolos que te representam, pai. Não tendo comigo uma das ruas obras de arte, que muito bem cinzelavas, quando eu era criança, ficando junto de ti a admirar-te, encontrei esta, que pela sua semelhança, bem que poderia ser uma das tuas realizações. Não sei. Infelizmente não sei. Mas aqui, fica registada a Tua Memória, o Teu valor e o meu amor por ti. Sempre tive orgulho de ti e da tua arte. Continuas vivo em mim.

Tua filha, amada. Obrigada por me teres amado muito. (o teu amor)


EscritoPorLazulli lazulli às 11:16
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Domingo, 6 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (12)

 

 

XII

 

 

 

 

Viram-na adormecer serena e confiante. Taudus, lamentou que não o tivesse visto. Como ansiara ele este momento e ainda por mais um pouco adiado. Poder olhar os seus olhos e fundi-la em si. Poder amá-la num único olhar. Tocar o seu rosto. Senti-la! Ah! Que saudades eternas guardava dentro do peito. Quanto desespero viveu em sua busca. Quanta dor suportou, de mundo em mundo, na tentativa de a encontrar. Oh, deuses! Guardai o nosso amor eterno e não permitais mais uma separação tão dolorosa. Creio que nenhum dos dois suportaria mais uma privação de nós mesmos por mais pequena e insignificante, que ela fosse. Chegou o momento, porque todos esperamos. Nada mais pode acontecer que nos leve para mundos distantes e desconhecidos, um do outro. - Emocionado, continuava a olhar a pequena criatura, que alheia a tudo isto, continuava a dormir um sono profundo.

Saber que ela se encontrava sã e salva no seu próprio mundo, onde a Matéria, não mais poderia recuperá-la, tranquilizava-o. Finalmente, encontrada e recuperada estava a sua Amada. Nunca mais o Tempo a roubaria de si. Sabia que dentro de instantes teria que regressar à cidade-do-Sol-brilhante . Ali, onde existiam os sublimes seres acobreados, constituídos de essência, quase pura, o Tempo estava consumado. Todos queriam regressar a Casa e despir a forma que os cobria, permitindo assim, a extinção deste mundo semi material, que lhes tinha servido de morada, durante muitos milénios. Mas nenhum queria aqui ficar ou lamentava a partida definitiva, desta maravilhosa cidade, onde o Sol, amado de todos, era permanente. O Retorno à Origem, era a necessidade de todo o Ente que, cansado, desejava para si e para o Todo, a integração na própria essência. Finalmente, o Universo Essência, dava os primeiros sinais, de um regresso definitivo ao Tudo Nada. Só faltava a presença de Taudus , para que se iniciasse o desejado. Imprescindível, era a sua presença, para reabrir todas as entradas para o mundo distante e deixar fluir toda a essência como um Todo em direcção ao seu próprio Universo. Mas, nem esta necessidade premente, conseguia abalar o êxtase de felicidade que transbordava dele próprio. Do Guerreiro destemido e agressivo, que pelejava, contra todos os "demónios" de rostos velados que habitavam por todo o Espaço, em milhões de formas de vida, já quase nada restava. Ele tinha encontrado a sua paz.

Antes de "voar" ao encontro dos que o aguardavam, tinha que demonstrar a sua imensa gratidão, para com todas as forças universais que, piedosamente, lhe haviam cedido as suas inesgotáveis energias, de modo à reconstituição da matéria-inerte no frágil corpo de Laurema , sem as quais lhe teria sido de todo impossível, vencer tamanha resistência. Só unidos todos num gigantesco querer tinham conseguido vencer a vida renovando-a novamente. Não partiria sem primeiro agradecer à Essência da Vida e aos Eternos que aguardavam longe e que muito tinham contribuído para o encontro e volta de Laurema . Daí, que, com sua espada flamejante, ateou um punhado de pó multicolor, deixando ao éter a simbiose perfeita da integração da luz com a luz, em agradecimento àquele que se encontrava longe. E o céu viu e ouviu o seu gesto de amor eterno.

 

 

 

Depois do seu acto, olhou o corpo de Laurema como para guardar dentro de si a pequena criatura que era parte de si mesmo. Sorria ainda quando, de um salto só, se acomoda sobre o dorso de Drackin . Sussurra-lhe com voz suave e Drackin, percebe a necessidade e ânsia, de seu senhor amado e parte veloz para lá das areias infinitas, fazendo crer a quem o observasse, ser possuidor de invisíveis asas aladas, que os levaria a ambos à cidade-do-Sol-brilhante para fazer o que tinha que ser feito e dar a boa nova. Tudo se consumiria de ora em diante, graças ao aparecimento de Laurema, nesta dimensão do Tempo. Mas antes de partir, Taudus não se esquece do pedido desnecessário, tal é a sua agitação interior e, pede a Lahra, sua eterna companheira, que desta vez não vai participar na consumação de um novo mundo, que cuidasse de Laurema até que esta regressasse a si mesma e aprendesse parte do seu mundo, que era este.

 

 

penso: não interessa

 amor, ficção, futuro, livros, passado, presente

 publicado por lazulli às 09:06

 Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

(2) comentários


EscritoPorLazulli lazulli às 01:35
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Sábado, 29 de Agosto de 2009

... Desencantos

 


... voando dentro de mim

 



Cravam-se em mim

numa insistente e permanente dor

garras dum sentir

doente

doente de amor

eternamente.

 


D'um amor desconhecido

dos sentidos humanos

sempre ausente.

Estou doente

em busca do desconhecido

e, desisto

e... ao desistir... é de mim que desisto

para sempre.


Mas os sonhos

de terna e doce esperança

futura

viraram pesadelos

reais

tão reais

que adoeço

ininterruptamente.

 


Traz-me aos sentidos

este som

imagens e dores inaudíveis

de mundos primeiros

inexistentes

mas ainda sentidos internamente

cordas vibrantes

de mil cores

de mil dores

de mil formas

disformes

que se entrelaçam

no meu próprio ser

melodias profundas

na minha alma

que mostram claramente

a minha dor

a mim.

 


Os outros?!...

nunca entenderão

este sentir desconhecido

pelo eterno desconhecido.

 


Queria não sentir

assim

Ou sentir um sentimento

igual

a um comum mortal

 


Tentei ser igual

como um qualquer mortal

tentei...

 


Mas é o amor

desconhecido

que me chama

das terras longínquas

de memórias distantes

de mundos também desconhecidos

quase impenetráveis

inalcançáveis.

 


Não vagueia por águas deste mundo

o Eterno Desconhecido

que me sabe

que me conhece

fortalece

que me ama.

 


Falhei

 


Por esta dor constante

de desencantos de mim mesma

não são mais as águas do pântano desconhecido

as areias antes movediças

a lama onde me atolava imprudente

p'ra conhecer

todos os recantos

mesmo os mais guardados

e inexplicáveis

nem tão pouco a diversidades de abetos

rastejantes e suspensos

por onde voava a medo

dos olhos semi ocultos

que perscrutavam meus passos

inseguros e ignorantes

de tudo.

 


Nem as pedras que hoje caiem

e saltitam ao acaso

em torno de mim

ou o simples ignorar

da minha existência

que antes

disformes

agudas e certeiras

que nem lançadas por "bestas"

das mãos de ágeis guerreiros

conhecedores da arte oculta

me ferem mais

não mais que o amor

ao eterno desconhecido

esse sim

continuará a ferir-me de morte

para lá da vida

que transporto.

 


- Hoje estou assim. Mais perto e mais longe de mim. -

 

 

 

os mesmos pesadelos

eu, poema, poemas, poesia

 

publicado por lazulli às 14:55

Quarta-feira, 7 de Novembro 2007

Comentários (2)

 

 

EscritoPorLazulli lazulli às 12:34
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (10)

(continuação)

 

 

X

 

 

 


- Senhor, ouço-te, mas a dor perturba-me como se fora antes da formação. Fica comigo, até sabermos se Laurema, regressa do sono da morte e orienta meu Ser.

 

- O amor, Taudus, o amor. Lembra-te do que é o amor e trás minha filha de volta, porque quero que regresses com ela ao teu mundo, quando ele estiver completamente restituído.

 

- Senhor, se Laurema regressar à vida, como poderá, com este corpo, existir neste mundo, nesta dimensão?

 

- Primeiro trá-la à vida. Depois, os elementos da essência, se encarregarão de lentamente, ir substituindo a matéria grosseira que a cobre. Ademais, que esta já está morta. Esta, guerreiro, é a tua maior batalha. Não deixes que a dor do que já passou, te impossibilite de ser. Senão, nem tu terás a tua amada, nem eu terei a minha menina. E ela já sofreu demais, te digo eu, dentro da expansão e afirmação, da forma sólida..

 

Taudus, depositou Laurema sobre a montanha de pedras de mil cores, que irradiavam em simultâneo, uma infinidade de tons, violeta, azul, amarelo, escarlate, verde, vermelho, ocre, púrpura, etc., que se encontrava perto de si e, de imediato, parecendo entender o propósito do Guerreiro Sagrado, envolveram o corpo inerte de Laurema, com tal intensidade, que o pequeno corpo, jazendo isento de vida, completamente inconsciente de si, parecia ser a fonte de toda a luz ali existente. Todas as cores do Universo pareciam estar presentes, naquele instante, como que chamadas a intervir, numa tarefa aparentemente de todo impossível.

 

O Sol, aumentando a intensidade da sua força, lançou seus raios vivos sobre o corpo de Laurema e com a sua fonte de calor, inesgotável, penetrou cada partícula, de que este era composto, retirando dele, a rigidez gélida que o possuía, e parecia insistir em permanecer nele para sempre.

 

Travava-se, ali, uma luta magnânima, sem equivalência, na Guerra dos Mundos Eternos, tal era a importância, do pequeno objecto, ali presente, que ia, enquanto as forças actuavam sobre si, revelando metamorfose atrás de metamorfose, que pareciam não ir ter fim. Centenas de formas, já extintas, iam-se manifestando por escassos segundos, no pequeno e insignificante, corpo. Matérias puras ou ainda no seu estado evolutivo, reagrupavam-se insolentes, mostrando todo o seu poder de continuidade, na transformação de si próprias. Mas, nenhuma força actuante, se subjugava, perante aquilo a que assistia. Continuavam expelindo de si mesmos, toda a natureza de que eram compostos e concentravam-na no Inimigo de sempre. Que, astuto e poderoso por todo o Cosmos Criado, tentava impedir, consciente do seu domínio, sobre a vida e sobre a morte, esta vontade, de todos eles realizarem, o aparentemente impossível.

Já as guerras tinham sido muitas e muitas mais se seguiriam, até ao momento decisivo, onde uma das Forças, seria definitivamente aniquilada, para se atemorizarem, com a afronta visível, ali mesmo, num pequeno corpo, manifestada. Ah! Se Laurema, não tivesse optado, pela suspensão, ela mesma podia intervir, ajudando a menos desgaste de todas as energias, de seus Entes. Mas, mesmo sem a sua ajuda, nenhum desistira, do seu propósito de a trazer à Vida, fazendo exactamente o oposto daquilo por que lutavam. Continuariam a introduzir em Laurema, energia suficiente, para que esta despertasse do sono profundo a que se votara, aprisionando dentro dela a Essência da Vida. Nem que, para isso, tivessem que sucumbir todos e correr o sério risco de serem diluídos e integrados, também na matéria, pelo Predador incansável. O grande criador de mundos materiais. O temor era grande, elementais e elementos, guardavam, no seu intimo, o medo do fracasso, mas nenhum deles, revelou, por um instante que fosse aos outros, o seu próprio temor. As guerras e batalhas ganhas por todos eles, nos mundos das formas, já solidificadas, tinham sido igualmente difíceis de vencer e nem sempre o haviam conseguido com sucesso, porque muitos elementais não tinham consciência da sua própria natureza e eram os inesgotáveis aliados, dos seus próprios inimigos. A Grande Força Criadora, geradora, de mundos quase eternos.

 

Aqui, lutava-se, não só por Laurema, mas também por um futuro distante, onde a possibilidade do Retorno à Origem, pudesse realmente, um dia, ser uma possibilidade para todos. Era por isto, que Taudus e todos os outros, combatiam à milhões de makróns de tempo, em todas as esferas existentes. No entanto, não estavam sós, estes destemidos guerreiros, que descuravam a sua própria protecção, para dar vida à morte, lutando deste modo, num processo nunca visto - a permissão voluntária e consciente, da vida na matéria deste pequeno corpo, de modo a poder continuar o seu processo embrionário, até à plena realização da matéria pura -, num sitio distante, onde o Tempo e o Espaço não tinham penetrado, naqueles gigantescos vértices, espalhados por todo o Universo misturado, que sendo visíveis, abririam uma infinidade de espirais igualmente, gigantescas, que desintegrariam em simultâneo, qualquer matéria que a eles se chegasse; muitos outros, sem ocuparem, o Tempo/Espaço, ali permaneciam, resguardados de qualquer usurpação e davam o seu contributo, intensificando toda a luz do que sobrara do universo brilhante, impedindo uma aproximação à Terra Dupla, dos fazedores dos mundos.

 

Lutava-se por todo o lado, para impedir este processo, tão necessário à expansão do eterno usurpador. E, enquanto tudo isto decorria, o equilíbrio, noutros lugares, perigava toda a Essência. A decisão de Laurema - por desespero de uma procura, quase que infinita, em busca do seu amado, que nunca houvera conseguido encontrar -, de permanecer indefinidamente no estado de inconsciência, tinha atirado todos, para uma possível derrota, que ninguém queria. Uma derrota, que integraria de uma vez por todas e definitivamente a Essência na composição da matéria, dando a esta o Pleno poder, desde sempre ambicionado. Além disso, abrir-se-ia a possibilidade de uma invasão ao local hermeticamente fechado, a única esperança de um Retorno Contínuo de todos os dispersos, por vários mundos e várias formas de vida. Não podiam permitir, que tal Caos acontecesse. Desde o início da unificação dos Dois Universos, num único Universo, que se pelejava por todo o lado, para impedir uma devastação maior da Essência do Ente. Tinham que o conseguir. Todos ambicionavam o regresso definitivo à sua Origem, por isso, teriam que sair vencedores, nesta confrontação de forças e trazê-la de volta, mesmo contra a sua vontade.
A matéria-inteligente, de que era composto o minúsculo corpo de Laurema, lutava desesperadamente para permanecer no seu estado embrionário, aguardando novas oportunidades de uma qualquer recriação, num qualquer local do Universo Uno. Se, conseguisse repelir toda a energia que estava insistentemente a ser-lhe dirigida, por Taudus e os restantes, Laurema, estaria perdida de vez e, incapaz da sua própria extinção, seriam todos integrados, no sistema da Criação.

 

Nunca Sol com o seu poder duplo de destruidor da matéria-viva e em simultâneo protector de todo o Ente, prisioneiro na matéria, dando e permitindo a vida, por saber que ela contém o seu bem mais precioso, o Ente, foi tão imprescindível como neste momento. Não a querendo destruir e sim preservá-la, aquecia o pequeno corpo, fazendo germinar a vida na morte, ali presente. O amarelo-brilhante e intenso, tentava dar vida ao corpo morto, mas sentia-se brutalmente empurrado para trás, sem conseguir uma abertura mínima no corpo de Laurema onde pudesse penetrar, para assim, a trazer de novo à vida. Era uma luta difícil, mas nenhum elemento parecia querer desistir.

 

Lahra olhava fixa os olhos fechados de Laurema, que parecia querer continuar inanimada, para que logo que estes se abrissem, os aprisionar nos seus e reter-lhe o pensamento, mantendo-o. Mas, sentia que no sono em que se encontrava, Laurema estava completamente inexistente, à mercê da matéria-inteligente que a rodeava, a aguardar que esta acordasse para a aprisionar sem demora noutra forma de vida.

 

Era difícil esta luta de mundos opostos e Laurema nem podia ajudar, pois não queria acordar com medo de ter que regressar à matéria. Só o amor de Taudus a poderia despertar deste sono de morte, e se, por escassos segundos, Laurema percebesse que havia encontrado o seu Senhor, nenhuma força do Universo a venceria, porque ele era a razão de seu Ser.

 

Taudus acarinhava seu rosto pequeno e, quando tudo parecia querer que Laurema dormiria eternamente, suspensa entre o existir e o não existir, Taudus despertou o Som-Do-Verbo dentro de si, utilizando a razão de sua existência.

 

 

(continua)


Saudades da D. BeataDaAldeia

amor, eu, ficção, livros

Sábado, 3 de Novembro de 2007

publicado por lazulli às 01:48


EscritoPorLazulli lazulli às 00:36
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Palavra

ab) Não sabem Senhora. Não recordam. Nem querem recordar...

 

 

Que por ti e contigo, ainda hoje, os homens lutam em todas as frentes do Campo de Batalha. Em todas as Guerras existentes. Naquelas onde continuam a usar as armas, que criaram com a tua Sabedoria mas que tão mau uso lhes dão, como sempre... eternamente incapazes de te entender. E... nas outras: Nas guerras da Alma, onde pensam levar vantagem sobre ti. A Senhora do Amor Eterno. Musa inspiradora de todos os poetas. De todos os amantes e também destruidora implacável, no jogo da Sedução. Não perdoas ou poupas ninguém. Porque, também tu não os entendes. Dás-te docilmente. Cândida. Inocente. E, eles, repudiam-te, logo após seus prazeres saciados. Suas vontades. Suas vitórias, de conquistadores, do sempre inconquistado . O Amor. Porque este não se conquista. Não se procura. Não se ganha. Tem-se ou não se tem, unicamente. Ficando tu sem entender e eles a receber o justo castigo, por te enganarem sempre. O caçador vira caça, desta descomunal utilização do Maior Poder que a Terra transporta dentro de si. Buscam-te, incessantemente. Esgotam-te. Pensam manipular-te. Mas és tu, Guerreira Sagrada, que acompanhas os seus quereres, sempre. Atenta. E, teces a teia que lanças sobre cada um deles, no sítio certo. Na hora certa. No momento imprevisível e muitas vezes, já distante. Longe do ocorrido. Nada faz prever, que tudo tenha a ver contigo. Mas, a tua fonte inesgotável de sabedoria, estende-se para além do possível e impossível. Do visível e do invisível . Para além do que é suposto. Porque, tu, és todas as coisas criadas em permanente expansão e flutuas até à tua extrema realização. Realização interminável. Como a ondulação de um Lago agitado, por coisa alheia. Nem mesmo eles, teus aparentes criadores, que na verdade são unicamente os teus utilizadores, entendem, como foi tudo a acontecer. Continuam sem conhecer o teu Poder. Sem te entender. Pensando sempre serem os realizadores e criadores da Palavra manipulável, por suas mentes pensantes, quando são unicamente o meio por onde tu te fazes presente, na Vida dos homens.

Palavras_1.jpgPalavras_1.jpgPalavras_1.jpg

Na tua inocência, de criança eterna, agirás de acordo com a utilização que te dão. Tal caixa de Pandora aberta. Devassada. Acompanhas todos os seus actos e, por eles, o bem e o mal nascem e tu assistes impassível, na tua inocência de criança eterna. Desconhecedora do bem e do mal. Não sabes o que é o entendimento que eles procuram. Tu, que em ti mesma conténs Tudo, desconheces tudo, minha Amada Palavra. Tenho vontade de te defender. Mas, sou apenas uma das tuas letras e, embora uma única letra, comporte o infinito de ti, sou ainda mais jovem que tu, Anciã dos Tempos. Incapaz de defender Poder tão imenso como o teu. Tão Magnânimo e Avassalador. Movo-me por entre todas as tuas realizações e sou apanhada na teia constante que tecem os teus vassalos, desprevenidos e, apanhada nela, como insecto minúsculo de todos quanto te criam. E... choro esta prisão tão bem guardada. Choro a Palavra tão mal utilizada. Choro, por, por vezes, amar mais os homens do que a Ti, Senhora minha. E, tentar contentá-los, falando a língua deles. Quando a Tua Língua, é a única, que eu reconheço, digna e pura. Simples e imortal. Bela como Tu. Aquela, que só um Poeta da Alma, consegue, acarinhar, nos seus devaneios de Amor Eterno. Como vês, por mais que te ame, por mais que te respeite, por mais que te reconheça, também eu sou presa fácil, das palavras tuas que utilizo, também frequentemente, com receio de eu mesma estar abrir mais uma estrada sem precedentes.

 

Perdoa-me esta vontade. Perdoa-me este Amor. Perdoa-me a minha inconsciência, de Te utilizar, por vezes, com uma linguagem que não mereces, nem eu, apenas no intuito, de me fazer entender. E, mesmo assim, nesta constante incerteza, como és Senhora Poderosa, cada vez menos, eles me entendem. Porque traduzem-nos quando deviam, viver-nos. Perdemos Ambas, nesta minha estupidez. Na minha constante insanidade, de querer o Impossível. O Amor entre os homens. A Verdade e a Justiça, do Teu Reino, eternamente presente, dentro de mim.

 

penso: a ausência do sr. Vasconcelos

publicado por lazulli às 11:08

5 comentários

Sábado, 27 de Outubro de 2007

 


EscritoPorLazulli lazulli às 19:25
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Humanidade Escravizada (XVI)

 

 

 

Vida um presente envenenado

 
 

 

 

 

Porque insiste o Homem em tornar perpétua uma coisa que nunca trouxe, que se tenha conhecimento, a felicidade tão desejada, e sim a dor e a miséria humana?
Será porque a vida é um presente desse suposto Deus que, criando-a para que todos nós pudéssemos existir, a tornou no bem mais sagrado do Planeta? E o que me garante que assim foi? Mesmo com esta garantia teria que dizer que este Deus mais se assemelhava ao pior dos males ao conceder-nos uma espécie de presente envenenado, que não nos permite de modo algum sermos felizes, nem controlarmos totalmente as nossas próprias vidas.
No que me diz respeito, não sei de onde venho ou mesmo se venho de algum lado, mas de uma coisa tenho a certeza: não sou filha deste Deus, nem quero ser, até porque é um Deus inumano e cheio de mistérios impenetráveis, que nos faz nascer sem querer nascer, viver sem querer viver e morrer sem querer morrer. Como posso então conceber que a minha essência esteja ligada a um Ser tão vil, que atira os homens à Terra ao deus-dará e lhes diz: – Dei-vos a vida, é sagrada, matem se necessário for para que ela nunca desapareça, mas eu retirá-la-ei de todos vós quando me aprouver porque sou dono e senhor absoluto de vossas vidas e destinos.
E os mortais continuam a falar no futuro e sempre a longo prazo, como se este futuro realmente existisse em qualquer lado e eles fossem lá chegar, quando eles vão morrer com toda a certeza e, sem consciência da morte que os aguarda, a qualquer instante da vida, vão fazendo projectos intermináveis como se fossem eternos.
Para quê ou para quem, verdadeiramente, fazem eles tantos projectos futuros se, a vida de um qualquer mortal se resume mais ou menos nisto: num dado momento da existência, ele, mortal, rompe para a vida e o seu grito inconsciente confirma a sua existência humana. Neste primeiro instante de vivência, indefeso, fica de imediato à mercê de tudo o que existe, sem se poder defender seja do que for. Nada tem, nada dá, nada recebe. É alimentado e amado (quando é), e fica a crescer lentamente sem entender o mundo que gira à sua volta e o que lhe aconteceu. Até à velhice (se lá chegar) ele não entenderá nada daquilo que o cerca ou de si mesmo porque, muito subtilmente, ao longo de todo este percurso, vão-lhe metendo informações estereotipadas de existência no cérebro, com o objectivo único de, quando as suas pernas se puderem aguentar sozinhas, vir a servir o Mundo, porque é o Mundo quem ele vai servir, de um modo ou de outro, quer queira quer não. Sobre ele mesmo, tarde ou nunca entenderá que nada aprendeu, nada soube e tudo ficará por saber. Ao longo dos anos, vai-se contentando em sonhar, pelo menos enquanto não perceber o que é a vida que o rodeia e, quando descobre, se chegar a descobrir, o desespero é total e o desânimo, pelo modo como funciona o mundo onde está inserido, quase o levam à loucura. Tem de fazer com urgência alguma coisa por ele próprio para não sucumbir e, curiosamente, dedica-se à vida com todas as forças e dá ao Mundo mais motivos para que este se torne mais poderoso e seja mais capaz de escravizar os que vêm a seguir. É neste processo de crescimento, até que a morte o pegue de surpresa, porque ela chega sempre de surpresa, que o homem vai tendo os tão famosos altos e baixos, ao longo da vida, que lhe vão permitindo suportá-la. Vive aos solavancos, como o motor de um carro avariado, sem se aperceber da inutilidade da sua vida, daquela que dá gratuitamente à ­existência.
Embora não se questione, ao longo dos vários instantes da parca e precária vida que vai vivendo, se esta é a vida que ele necessita para si mesmo, tem consciência que algo está errado consigo, mas não consegue ir bem dentro de si e descobrir qual é de verdade a sua falta, que assim fica limitada ao ter de comer, porque o seu corpo diariamente lhe reclama a necessidade de alimento e corre, quando pode e quanto pode, para satisfazer a necessidade deste seu corpo, que não o poupa quando, a cada instante, a genética deste se vai modificando, para dar lugar a um corpo trôpego, que já nem tão pouco consegue andar, mesmo na procura deste alimento eternamente reclamado. Mas o homem ouve o apelo sistemático deste seu corpo faminto que nem pelo esforço do seu próprio dono em sustentá-lo uma vida inteira o poupa no princípio ou no fim da vida. Suga-lhe todas as reservas do pensamento interior, fazendo o Homem esquecer-se de si próprio.

 

de regresso a mim
ensaio, homem, livros, vida
publicado por lazulli às 00:51
Em 2007

 

SintoMe: ... já não acredito na humanidade

EscritoPorLazulli lazulli às 13:56
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