Quinta-feira, 7 de Setembro de 2017

cristal

lfotodanet
Hoje que a Esperança morre lentamente e o Tempo já não é suficiente lembro um mundo de cristal que nunca esqueci e a ansia de a ele retornar o mais depressa possível porque continuo com a certeza que não sou deste mundo e que continuo sem saber viver nele.

SintoMe: igual a ontem
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 01:29
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Quarta-feira, 6 de Setembro de 2017

Quando a Natureza fala mais Alto Que o Homem de Mal.... a "Civilização" Deixa De Existir Para Protecção dos Inocentes "Agmon"

 

 

SintoMe: horrorizada com o mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 03:28
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Domingo, 3 de Setembro de 2017

,,, bicéfala,,, a Serpente Escondida

....bicéfala .... onde se vergam os Poderes da Terra

 

 

magestosa

ostenta riqueza sem igual

infernal

sob manto de ouro púrpura

guarda segredos

pertença de deuses desavindos

esbanja palavras de mel feitas de fel 

a todos enganou

a todos engana

a traiçoeira

 

 

nas suas garras 

o Globo de Outros

que a antecederam

aprisionado

como se fora unicamente seu

usurpando o direito 

do antes, do agora e talvez do depois

na continuidade disfarçada do mesmo

plano de governaçao

das almas aprisionadas que aqui estão

 

 

uma única coroa

em duas cabeças

de Corpo único

olhar firme no Ocidente

olhar firme no Oriente

astuta

dupla ave de rapina

pestilenta

que a todos contamina

 

 

baços

sob suas asas 

poderosos protegidos cérebros limitados

baços-illuminados

almejam a imortalidade

que lhes é negada e prometida

essência totalmente desconhecida

procurada e mal entendida

na ilusão de Escolhidos

percorrem caminho errado

de acordo com mestre desconhecido

alteram o Espaço/Tempo

fazendo vacilar os mundos

impunemente

portas e portas são abertas

chocando mundos contra mundos

buscam igualdade no desigual

quando Deuses do Passado vedaram

Portais

de mundos desconhecidos

portais para protecção do homem

hoje abertos

 

 

escancararam

indiferentes

à mistura do bom e do mau

na sua sabedoria intra-terrena

arrastam as almas"

para a penumbra de mundos desconhecidos

misturando o que existe com o que não-existe

trouxeram mais Mal ao mundo

na sua ambição de Illuminados

mas é baça a sua iluminação

perigosa para as criaturas

que obscenas na sua adoração à bicéala

não sabem o que é o Amor

mesmo sob a sua falsa protecção

nem sabem quem são e porque estão

muito menos para onde vão

e porque irão

sem  destino sem conhecimento

presas submissas

de ambas as cabeças de um único corpo

atacam-se entre si

desordenadas

e o sangue jorra para a Terra que em fúria descontrolável

a todos punirá

a ajuda chegou

a Mãe estava Só

a Terra não era mais sua

seus filhos não eram mais seus

o Universo ouviu seu apelo

a Terra será limpa

dos usurpadores

 

,,,, â primeira e derradeira cabeça

.... à tricéfala

 

  enquanto um filho da essência cósmica estiver entre vós

um que seja

vós não ganhareis este minúsculo Ponto do Universo

como ganhasteis os outros

 

..... sois a abominação de todos os Universos... 

... um humano é mais do que qualquer um de vós

 

- só que não sabe que o é -

 

 

 

 imagem tirada da web

aguia de duas cabeças.jpg

 

SintoMe: triste com os Poderes do mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 23:06
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Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016

Prelúdio

                                          Ainda o Tempo/Espaço não existia

nem a Forma

interligados

dão

expansão

permanente

quase infinita.

Surgiram 

milhões e milhões de galáxias

mundos materiais

Forma

Corpos Densos

Vida.

 

 

Tudo mudou

mudou verdadeiramente

nunca mais se fará sentir a inactividade permanente

porque o Tempo começou a sua devastação

o céu desceu

a Terra subiu

neste confronto

inclinou

balançando

como pêndulo

pendurado no vácuo

vagueia desnorteada pelo espaço

muito perto

de uma verdade que se aproxima.

 

 

O Sol eterno

senhor da galáxia profunda

anuncia a sua mudança

na aproximação

do que se lhe segue

não mais estará sozinho

porque a sua fonte de energia

não era mais suficiente

para aquecer o ente

à deriva

revolução no seu interior

 

 

Minúsculas são

as formas que se movem estonteantes e sem rumo

à distância de si

o reforço vem aí

mas tombam as formas de vida

que susteve durante milhares de milhares de anos

não pode mais

esgotou.

 

São milhões de milhões

que lhe fazem frente

aumentam as carnes pensantes

diminuem os seus

sacrificam

entes

roubam-lhe a sua essência primeira

a Origem

implantam-lhes tenebrosos

horrores

perdem-se na dor

no espanto

na agonia

da impotência

O oculto vem em seu socorro

acrescentar luz à luz

já fechada

reforçar o extenuado aliado humano

nunca reconhecido

na sua verdadeira função

de alimentar o ente

sozinho nesta imensidão.

 

Não pode mais meu irmão

está extenuado

revoltado

pronto a explodir

se o reforço tardar em chegar

tardar em vir

muitos sucumbirão nesta luta

de se manterem sãos.

 

Vem meu irmão.

 

 

 

 

 

SintoMe: triste pela humanidade

EscritoPorLazulli lazulli às 02:25
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Utilização Indevida de Textos da CasaDeCristal

O Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra, tem publicado um Poema da CasaDeCristal e de minha autoria, em duas páginas, onde numa delas é utilizado o poema como "Chamariz" para um convite de algo que não percebi. - portanto publicidade.

 

Dei conta desta ocorrência acidentalmente e fiquei bastante perturbada. Indignada. Enfim, completamente irritada com o Abuso dos Direitos Autorais.

 

Não concebo a ideia ou aceito que seja quem for utilize o que não lhe pertença e ainda por cima não exemplificando bem que o que utilizou não é de sua autoria e sim da autoria de outra pessoa.

 

Tomei já algumas medidas. Mas, mesmo assim, para que tal não volte a acontecer, achei por bem escrever um AVISO mais claro a quem pertender Usurpar os meus escritos.

 

Só peço perdão às pessoas de Boa Índole, pela minha "agressividade" perante este facto ou nova descoberta. Mas, evidentemente não é para essas que estou a escrever isto. E, sim para quem circula por aí à cata de ALGO que os torne credíveis.

 

Infelizmente vivemos num mundo onde muita gente se faz passar pelos outros. Muita gente sem escrúpulos de espécie alguma. Normalmente apresentam uma faceta de "beleza" com imagens ou escritos, que não correspondem à sua própria pessoa. Usando e abusando da Boa Fé dos outros ou daqueles que realmente falam com alma.

 

 

Incapacitados de o fazer e para tentar chamar sobre si mesmos o maior número de atenções, evidentemente, que se vão valendo com o que vão encontrando, que lhes pode possibilitar apresentar uma "alma" que realmente não têm.

 

E aqui os lezados, são sempre aqueles desprevenidos que têm algo que atrai a cobiça de um mau carácter.

 

Como se não existisse lei (e se calhar até têm razão) vão surripiando habilidosamente aquilo que não lhes pertence.

 

A net é propícia a isso. Já tinha ouvido falar. Parece que chegou a minha vez de sentir esta impotência e este amargo de alma. Acho que estou com raiva. Raiva pelo Descaramento. Pela ousadia. Pela Despudor.

 

Não. Não sou, jamais fui egoista. Tudo o que tenho Dou. Na vida sempre foi assim. E, não deixarei de ser. Dou-me gratuitamente. Muito de mim. Tudo até. É uma verdade a que nunca consegui fugir. Uma Natureza própria. Podem até roubar-me, que eu nada farei ou sentirei.

 

Mas... quando toca em mexerem indevidamente nas minhas palavras, aí... eu não respondo por mim. É mágoa a mais o que me fazem sentir. E por muitas razões que não vou poder explicar. Mas, os que têm acompanhado a sério a CasaDeCristal, com certeza entenderão o que sinto neste momento.

 

Mas, resumo numa palavra simples: O que eu escrevo, para mim é SAGRADO. Tão Sagrado, que eu não concebo que seja utilizado para outros fins.

 

Não quero os meus textos fora desta Casa. Não quero!

 

Expus o meu sentir. A minha Alma. Muita coisa aos olhos de quem quis. Fi-lo de livre e espomtanea vontade. Fi-lo até por AMOR. E, muito me custou manter a CasaDeCristal. Fazê-la sobreviver. - Mas não foi para virem aqui, como se a CasaDeCristal, fosse terra de ninguém e pegássem, assim sem mais nem menos. Não! Isto tem um rosto. Uma pessoa. Um ser humano. Não é VIRTUAL! Eu existo! E a CasaDeCristal existe porque eu existo. Porque se não existisse, a CasaDeCristal não existiria. Portanto desengane-se quem julga que isto é terra-de-ninguém.

 

Foi uma luta muito dificil. "afastei-me" temporariamente de uma ou duas pessoas, que sem o saberem ainda, foram responsáveis por eu ainda aqui estar. Por elas e pelo seu carinho e dedicação a mim, completamente desinteressada, a CasaDeCristal está viva.

(por falar não me esqueci - lembro todos os dias das duas pessoas que em muito contribuiram para eu regressar a mim. Z e A) falarei com vocês na altura certa. Obrigada por tudo.

 

Agora que eu tentava escrever. Tentava reaprender a escrever e mantinha a CasaDeCristal neste impasse. ... Eis que a Surpresa mais Desagradável que tive, surge-me perante os olhos, no Blog  http://blog.clickgratis.com.br/saraonyra.

 

Estou revoltade. Nem consegui dormir direito. Inscrevi-me. Denunciei junto das pessoas competentes o Blog. Enviei mails. Mas para mim não chega para me acalmar.

 

Eu quero o que é meu devolta. Quero os meus escritos de volta ao seu habitat natural. É daqui que eles são. É aqui que eles pertencem.

 

Fora do seu contexto. Fora da sua casa. Perdem a Vida que tranportam. Por isso eu os quero aqui.

 

Tanto é, que, num comentário inocente, no dito blog as minhas palavras foram completamente perdidas do seu verdadeiro valor.

 

Por outro lado, apesar do link numa das páginas, porque numa outra, a da publicidade, nem link tem, isso não esclarece devidamente quem ler. Tanto não esclarece que o comentário inocente de uma comentadora, assim o demonstra.

 

Não chega o link para deixar claro que aquele texto não é da Dona desse Blog. Muito pelo contrário. Facilmente qualquer um pode eventualmente pensar que a Dona de um Blog é a Dona do outro Blog.

 

Sinto-me duplamente atingida. Eu não quero e não gosto de me passar pelos outros. E não o faço. Mas também não quero que os outros se façam passar por mim. Não o vou permitir.

 

Só espero que este incidente seja isolado. Acidental e único.

 

Daí escrever isto tudo.

 

Cedi em tempos um Poema meu a um Blog. A sua Autora (correctissima) veio aqui pedir-me. Apesar de ter muito zelo pelos meus escritos, sedi-lho de Boa Vontade. Aindfa hoje está no seu Blog.

 

Mas eis aqui a diferença entre uma pessoa séria e uma pessoa nada séria.

 

A pessoa que me pediu autorização que eu concedi, além de cumprir com as Regras dos Direitos Autorais, devidamente expresos do lado direito da CasaDeCristal, Pedindo-me autorização para o fazer, ainda no seu blog, cla<ramente, além do link que direcciona para aqui, diz quem é a autora do Poema: lazulli.

 

Pois esta senhora, não cumpriu com as Regras dos Direitos Autorais, pois não só não me informou como ignorou os Direitos aqui escritos e usou o que escrevo, permitindo largas à imaginação de quem quisesse ou inocentemente me viesse a confundir com ela.

 

Eu sou inconfundivel. Todos nós quando somos nós mesmos somos inconfundíveis.

 

Apesar do grande erro que comete, não assina-la devidamente a diferença. Com excesso de confiança do seu acto, num outro post o da publicidade, para levar as pessoas a um encontro qualquer, nem link, nem nada. fica logo a cima do convite em letra miuda. (até parecia as letras dos contratos de seguros.

 

Pois bem, perante tudo isto, o meu primeiro uimpulso era o de vir ocultar a CasaDecristal aos olhos de todos. Depois, ouvi alguém e... talvez não. Não é deste modo que combatemos os maus carácteres do mundo.

 

Daí estar a escrever tudo isto. Eu ... ainda não sei bem. Mas... quita não vou ficar. De modo algum.

 

Para terminar (se alguém teve paciência de ler toda a minha revolta e desabafo, quero Informar que a grande parte da CasaDeCristal além de estar protegida pelas regras da web (só espero que elas funcionem) vamos ver: Também está protegida pos Direitos Autorais Na IGAC - O Pequeno Poema que foi retirado daqui faz parte de um livro "Vestígios Longínquos" Registado na Sociedade - Do conhecimento que tenho, estarão protegidos os escritos durante 70 Anos. - não podem ser utilizados por ninguém a não ser que eu autoriza a sua Publicação.

 

Ora neste caso não Autorizei nem tão pouco fui informada (agora só espero que a senhora, além de pedir desculpa (se não teve más intenções) retire os meus textos do seu blog.

 

 

Finalizando:

 

Toda e qualquer pessoa que por qualquer razão quiser utilizar o que eu escrevo, deve ter em atenção os Avisos do Blog CasaDeCristal sobre Direiktos Autorais. Se for muito importante para ela, agradeço muito que me contacte antes de tomar este tipo de iniciativa. Não sou tenhosa. Sei ser compreensiva. Mas, tudo de um modo correcto

 

Obrigada a Todos quanto leram

Aceito sobre este assunto qualquer ajuda ou Esclarecimento, que me queiram ou possam dar.

 

Despeço-me ... triste

 

 

(Ao terminar esta explicação/desabafo, recebi a resposta da Administração daquele serviço. E, respiro de alivio neste instante. Foram Rápidos e eficientes. Enviei-lhes o que me pediram e aguardo agora a resolução deste desagradável incidente. Que estou certa, com base no que me escreveram que irão resolver o problema. Sinto-me grata e confiante. E agradeço à séria Administração daquele servilço. Afinal, a NET tem Regras. Afinal a Net tem leis) nem tudo está perdido.)

 

Só voltarei a falar do assunto para agradecer (assim o espero) è Informar da Resolução do problema. Fico melhor.

 

O meu Obrigada, a Todos

 

lazulli

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:35
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

... cega ...

(sentir de um momento de 2008)

 

 

Aqui estou. Ainda aqui permaneço até ter consciência absoluta do que tudo isto representa para mim. Se este mundo é ou não diferente daquele que sempre defrontei com medo mas com resistência. Sobra-me uma dúvida estranha... o que é que este estranho mundo tem para me subjugar deste modo. Aquilo que para os comuns é normal a mim sempre em cata de explicações, não estou convencida da ser inofensivo dizem-mo os meus sentidos quando meus olhos se cruzam com pedaços de almas à deriva.

Tem magia sim, mas a magia é um mundo de encantamento que arrasta consigo o androgino mais poderoso, mais eficaz, mais capaz, mais tenebroso. Aqui são as almas que lutam. Se degladeiam até à exaustão. Parece um mundo diabólico onde as almas se desapegam dos corpos e com pura inexperiência, atiram-se à deriva no encanto dos sonhos sem suporte.

Não existe consistência neste mundo. E assim como assim, aguardo um melhor entendimento. Talvez quem sabe encontre um motivo, uma razão, uma motivação, para aqui permanecer. ( De lá para cá, o que encontrei eu?! O motivo a razão?! O mais provável é coisa nenhuma. ... mas o encanto continua. Deixá-lo ir, pra ver até onde consegue ir. )

 

tudo o que penso

paira no meu cérebro
incapaz de se revelar
de se manifestar harmoniosamente
preenche-me o não sentido
à cata de palavras quando nunca precisei

conspurco-me com a sabedoria de quem mais sabe

onde está a minha verdade?!

desconfiança
total desconfiança
é o que eu sinto
procuro saber

porquê
neste preenchimento constante

não meu

mas hei-de recuperar

hei-de lutar

por mim

pela minha alma

pelo meu ente

pela minha verdade

de ser

... e hei-de conseguir.

 

 

NOTA: estes pensamentos referem ainda um sentir passado. ... lentamente tento voltar a escrever. porque quero. porque gosto. porque me faz bem. se o vou conseguir ou não... trazer a linguagem da alma à luz, falta-me saber. mas é exactamente isso mesmo que estou a tentar saber. conseguirei ou não escrever?! logo, logo, se verá!

 

BemVindaLazulli, DeRegressoACasa

 

 

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 01:11
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RegistoDoTempo

(...registada fica a eterna busca iniciada antes da Formação do Espaço/Tempo...)

 

CasaDeCristal ... se um dia existires mesmo eu não existindo ... reconhecerás cada letra e todas as palavras que elas formam tornando-se temporais na sua intemporalidade nestes tempos que compõem o próprio Tempo ... aguarda zelosamente encoberta em cristais azuis por uma chegada SemTempo ... como AntesDoTempo.

 

 

 

 1995.1.maio



Queria esquecer quem sou. Queria esquecer que existo para sempre, onde nunca mais houvesse um ressurgir de mim. Queria partir para o vácuo inexistente do outro lado do universo entrar no tal buraco fechado e poder-me extinguir. Queria deixar de existir. Quem sou eu e quem és tu que existimos nesta dor infinita da existência e o que fazemos ambos aqui? Criamo-nos para quê?! Porque sonhamos em despertar quem dorme no sonho da vida e fizemos uso do nosso não ser, resolvendo lutar por mortos inúteis que nunca deixarão de o ser. Torturamos o nosso mundo com a nossa dor e ficamos presos sem poder fugir. Entreguei-te um dia nas garras da matéria e pensei que te resgataria também um dia. Mas hoje que o tempo já foi grande e imenso eu sucumbo contigo na tua dor infinita e morro sem morrer nesta vida finita. Perdoa-me de onde podes me ouvir como eu te ouço, provocando um no outro esta dor sem limites que nos mantém vivos sem querer e mortos para morrer. Pode ser que um dia o tempo venha a acabar e alguém se lembre em nos libertar de um modo ou de outro. Pode ser que o universo um dia mostre o seu reverso e aí também pode ser que possa te olhar de frente depois de milénios de dor. Eu sei que estás vivo algures. Preso como eu neste universo duplo. Não devíamos ter partido nunca de nosso mundo. Não devíamos querer ajudar ninguém. Amar-te-ei até ao fim ou princípio de todos os tempos e eras. E, se for possível, nesta nossa divisão penosa, pode ser que me sobrevivas pelo menos tu e não fiques mais tempo preso à minha espera. Procuram eles os desaparecidos mas não creio que os vão encontrar neste mundo. amor ... se eu puder, eu morro porque não consigo suportar mais esta dor. Só queria poder saber de algum modo que para ti é possível o regressar. Eu sei que também não me abandonarás. Mas um de nós tem que poder partir. Um de nós tem que sobreviver à vida e morte deste ou de um outro mundo qualquer, porque o nosso mundo também sofre a nossa ausência. Também sofre a nossa perda. Enganamo-nos amado meu, enganamo-nos. E ... passamos a ser dois. O tempo que aqui tenho agora é limitado; daí que espero um dia ter uma ínfima oportunidade para alguma coisa. E tu meu amado senhor, onde estarás tu a esta hora e neste momento. Onde será que caís-te? Eu sei que também não queres me abandonar, mesmo não sabendo de mim. Mas estamos sozinhos, mesmo incompletos, um de nós tem que regressar. Deixa-me partir ou parte tu. Liberta-me do meu compromisso/nosso para que te possa libertar também a ti. Eu não consigo resistir a esta forma. Eu não consigo não me entregar um dia. Pouco a pouco, sinto consumir a essência. Eu falhei e sei que tu estás escondido. (noutra galáxia?! nesta mesmo?! ou mesmo em nenhuma?!) Porque esperas?!... Um dia, vão-te encontrar também. Não esperes por mim. Eu já não sou. Tenho esperança que fique gravado no Tempo, o meu eterno amor por ti e que de algum modo a ti chegue, para que possas recordar o que nos uniu eternamente. Sei que chorarias sobre o meu túmulo, todas as lágrimas que eu chorei na minha procura infinita. Sei que o farias. Sei que tentarias mudar o curso do mundo e retornar a pôr tudo no seu lugar. Mas será tarde, nesse dia. Nesse dia, eu não estarei em parte alguma, onde possas me encontrar. Não me recordo se do nosso mundo, alguém podia nos amar assim e tentar nos libertar. Nem isso sei. Já não sei nada!

lauremavstaudus lazulli

 

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Sábado, 23 de Agosto de 2008
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Foi Publicado em: Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

 

EsteFoiOÚltimoTextoDosAnteriormenteColocados.EstavaEsquecidoEmesmoAssim,CreioQue"PerdiUm"

APartirDaquiSegueUmaNovaFase,Talvez Com: EstilhaçosDe... Ficção

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:41
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Humanidade Escravizada (XXVII)

 

XXVII

 

 
 
 
 

Parece-me a mim e só a mim, que, há mais ou menos mil anos atrás, as cruzadas nasceram para combater os hereges espalhados por toda a Europa e quase que em simultâneo as suas fogueiras para queimar vivo quem não aderisse às suas crenças judaico/romanas. Durante este período conturbado de horror, onde a espécie humana foi tratada com impiedade por algozes representantes da nova lei cristã que se viria a implantar pela força até aos nossos dias, também se roubavam terras, reinos e bens. Os templários (cruzados reformados) depois de ajudarem à implantação do cristianismo judaico/romano e à criação de novos reinos, tornaram-se incómodos para o poder papal e real indo acabar torturados, perseguidos e queimados nas fogueiras acesas por uma Europa inteira, acusados de heresia assim como o tinham sido os cátaros. Inexplicavelmente, depois de extinta, a Ordem do Templo parece ter continuado a existir ocultada por outros nomes e noutros reinos que continuaram a utilizá-la, se não no seu braço armado poderosíssimo, pelo menos nos conhecimentos que tinham. Curioso é que, ao mesmo tempo que decorriam as suas detenções com base em inúmeras acusações de heresia, uma das quais o facto de terem negado Cristo, morriam muitos templários nas prisões muçulmanas por não renegarem a fé cristã, apesar de no Ocidente serem acusados de ser islamitas disfarçados. Há algo muito mal esclarecido sobre estes senhores de mantos brancos assinalados com uma cruz vermelha. Até parece que para andarmos perdidos em conjecturas constantes e nunca conseguirmos ver, de facto, o que aconteceu nesse tempo, lhes tenham atribuído o ideal Cátaro, tornando confuso qual teria sido de facto o seu papel. O certo, mesmo, é que os cátaros desapareceram, mas os templários não. Quem não chegou a provar as hediondas fogueiras da Igreja Romana, foram os muçulmanos (infiéis) com os quais combatíamos. Vá-se lá entender isto! Não sendo cristãos, é deveras curioso, que só os tenham expulsado dos territórios que ocupavam, pelo menos na Península Ibérica, e não os tenham convertido, também pela força, ao seu sagrado cristianismo. Quando a Inquisição existiu para converter ou exterminar todo o não cristão, não se compreende porque é que os muçulmanos, não foram convertidos ou queimados vivos. Se não se obrigava os infiéis (não crentes em Deus) a ser católicos, a quem afinal se obrigava a ser católicos, na Europa, por essa altura?! Os fiéis (crentes em Deus/Deuses)? Ah! Igreja Romana, quanto escondes dos teus crimes. Com o pretexto que os Cátaros, eram inimigos de Deus, quando de facto eram inimigos da tua mentira descomunal, fizeste-os arder vivos nas tuas fogueiras acesas por toda a Europa, para te poder iluminar um mundo tão escuro que tu mesma criaste. Quando eu era pequena (ainda amante das tuas mentiras), confundindo o meu amor eterno com o Cristo que inventaste, fui instruída na tua catequese (que frequentei com ardor e convicção) que a oração “Pai Nosso” era a única oração que Cristo tinha deixado. Hoje sei ser isto mentira. Mais uma entre tantas e tantas outras. Esta oração, dita por Cristo ou não, é a oração dos cátaros. O seu Pater. O Pater cátaro:

 
 
 

 

 
 
 

“Pai Nosso que estais no céu, teu nome seja santificado. Venha a nós o vosso reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no Céu. O pão super substancial nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis sucumbir à tentação; mas livra-nos do Mal. Pois a ti pertencem o reino, o poder e a glória, por todos os séculos.”

 
 
 

 

 
 
 

Claro que o facto de se substituir o termo super substancial ” por “quotidiano” continuará a não ter resposta de espécie alguma por parte dos tão sábios teólogos que pairam por todo o mundo. A fé continuará a ser mais do que suficiente para se ser salvo. E é isto que todos pretendem: ser salvos! Mas ser salvos de quê e de quem? E depois, quem precisa ser salvo? Só se for de todos vós, e não é com certeza com essa fé cega a que nos sujeitaram ao longo dos tempos, dizendo-nos que não precisávamos de pensar, que não tínhamos sido feitos para isso e sim para acatar sem ver, sem saber. Deverias ter dito assim: se pensares sabereis que nós vos mentimos descaradamente para poder manter o nosso nível de vida. O raciocínio que vos foi dado não foi para ser usado, mas sim para ser recalcado. Não foi o raciocínio dado a todos os filhos de Deus? Se Deus não queria que este fosse usado, porque dotou o Homem com o mesmo? Porque o reino dos céus será dos humilhados e dos oprimidos. Dá para pensar porque é que será que toda a casta sacerdotal de todos os tipos de religiões e as políticas poderosas que acompanham estas mesmas religiões por todo o mundo não temem este augúrio de Deus, não trocando a sua riqueza pela pobreza. Não se deixam humilhar e oprimir. Muito pelo contrário. Continuam a humilhar e a oprimir todos aqueles que não aderem aos seus costumes. Eu sei que todos eles dizem viver para os outros e até fazer voto de pobreza, castidade, obediência, etc. Mas que grande hipocrisia, não é assim que eles vivem! Não temem a penalização dos infernos com que atemorizam toda a gente. O inferno parece não ter sido feito para todos eles e sim para todos aqueles que não os escutarem. “Olhai para o que eu digo, não olheis para o que eu faço”. Como são espertos estes donos do mundo, fazedores de leis e de religiões! Nos “seus” livros, base das religiões vigentes (um dos quais a Bíblia dos Ocidentais, e digo dos Ocidentais - embora que estes, já numa fase avançada do esquecimento voluntário ou forçado, das perdas das suas próprias raízes religiosas, que existiam, muito antes de aqui ter chegado o cristianismo, este sim, vindo do outro lado do mundo, precisamente, o do mundo, que supostamente combatíamos - pois, foram eles, que depois de aderirem a essa Nova Vaga Religiosa, trazida do Oriente e nunca nascida no Ocidente, se intitularam possuidores da religião verdadeira, embora eu continue sem entender a sua necessidade na vida dos seres humanos), a religião existiu e existe, para que o Homem passe de mau a bom. Mas não foi isto que aconteceu, muito pelo contrário. O Homem parece continuar no caminho da bestialidade, ultrapassando até nas suas atitudes qualquer besta existente, começando até por dar lugar à verdadeira besta; e as tão faladas bestas lá continuam iguais a si próprias, preocupando-se em manter a sua espécie de um modo muito mais sadio e agradável. Se foi para que o Homem fosse mais capaz de entender a vida que o cerca, cada vez está mais longe de a entender. Se é porque foi e é necessário acreditar em Deus, eu pergunto-me porquê e para quê, pois continuo a ver que todos os religiosos assumidos acreditam essencialmente é neles próprios, usando a religião como uma forma de poder espiritual sobre um outro, de modo a que este outro sirva sem se questionar qualquer tipo de Poder. O que eu vejo de utilidade nas religiões é pôr o ser humano mais estúpido e mais incapaz. As religiões sempre deram a uns Poder e a outros Submissão. Não têm servido para mais do que isto. Para o Homem se encontrar de verdade nunca serviu ela, pois já lá vão tantos e tantos anos em que as religiões existem e ainda o Homem não se encontrou de modo algum e, pelo andar das coisas, não se vai encontrar nunca. Só os bichos precisam de religião para se saberem comportar como gente, mas quem é verdadeiramente gente não precisa da religião para nada porque nasceu com ela. E se quer ter uma religião que tenha a sua, agindo sempre com a verdade do seu interior. Deste modo, não será tratado pelos religiosos como idiota e incapaz, como o tem vindo a ser até aos dias de hoje. Tratados como autênticos atrasados mentais que precisam de crer em todos aqueles que por “direito” especial concedido por este Deus estão capazes de governar todos os outros. Segundo a religião, como ser divino que é, o Homem devia ter capacidade para se governar a si próprio. Mas, para que isso nunca viesse a acontecer, foi necessário castrar-lhe o pensamento. De contrário, poderia vir a saber tanto quanto eles e, assim, todos estes pretensos iniciados ficariam sem os seus privilégios de governar toda uma Humanidade, criando Estados e Sociedades convenientes a si próprios, que lhes garantiria ao longo de todos os tempos um bem estar sem limites.

 


ensaio, homem, livros, portugal, religião

publicado por lazulli às 11:47
Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

EscritoPorLazulli lazulli às 15:53
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Domingo, 6 de Setembro de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (12)

 

 

XII

 

 

 

 

Viram-na adormecer serena e confiante. Taudus, lamentou que não o tivesse visto. Como ansiara ele este momento e ainda por mais um pouco adiado. Poder olhar os seus olhos e fundi-la em si. Poder amá-la num único olhar. Tocar o seu rosto. Senti-la! Ah! Que saudades eternas guardava dentro do peito. Quanto desespero viveu em sua busca. Quanta dor suportou, de mundo em mundo, na tentativa de a encontrar. Oh, deuses! Guardai o nosso amor eterno e não permitais mais uma separação tão dolorosa. Creio que nenhum dos dois suportaria mais uma privação de nós mesmos por mais pequena e insignificante, que ela fosse. Chegou o momento, porque todos esperamos. Nada mais pode acontecer que nos leve para mundos distantes e desconhecidos, um do outro. - Emocionado, continuava a olhar a pequena criatura, que alheia a tudo isto, continuava a dormir um sono profundo.

Saber que ela se encontrava sã e salva no seu próprio mundo, onde a Matéria, não mais poderia recuperá-la, tranquilizava-o. Finalmente, encontrada e recuperada estava a sua Amada. Nunca mais o Tempo a roubaria de si. Sabia que dentro de instantes teria que regressar à cidade-do-Sol-brilhante . Ali, onde existiam os sublimes seres acobreados, constituídos de essência, quase pura, o Tempo estava consumado. Todos queriam regressar a Casa e despir a forma que os cobria, permitindo assim, a extinção deste mundo semi material, que lhes tinha servido de morada, durante muitos milénios. Mas nenhum queria aqui ficar ou lamentava a partida definitiva, desta maravilhosa cidade, onde o Sol, amado de todos, era permanente. O Retorno à Origem, era a necessidade de todo o Ente que, cansado, desejava para si e para o Todo, a integração na própria essência. Finalmente, o Universo Essência, dava os primeiros sinais, de um regresso definitivo ao Tudo Nada. Só faltava a presença de Taudus , para que se iniciasse o desejado. Imprescindível, era a sua presença, para reabrir todas as entradas para o mundo distante e deixar fluir toda a essência como um Todo em direcção ao seu próprio Universo. Mas, nem esta necessidade premente, conseguia abalar o êxtase de felicidade que transbordava dele próprio. Do Guerreiro destemido e agressivo, que pelejava, contra todos os "demónios" de rostos velados que habitavam por todo o Espaço, em milhões de formas de vida, já quase nada restava. Ele tinha encontrado a sua paz.

Antes de "voar" ao encontro dos que o aguardavam, tinha que demonstrar a sua imensa gratidão, para com todas as forças universais que, piedosamente, lhe haviam cedido as suas inesgotáveis energias, de modo à reconstituição da matéria-inerte no frágil corpo de Laurema , sem as quais lhe teria sido de todo impossível, vencer tamanha resistência. Só unidos todos num gigantesco querer tinham conseguido vencer a vida renovando-a novamente. Não partiria sem primeiro agradecer à Essência da Vida e aos Eternos que aguardavam longe e que muito tinham contribuído para o encontro e volta de Laurema . Daí, que, com sua espada flamejante, ateou um punhado de pó multicolor, deixando ao éter a simbiose perfeita da integração da luz com a luz, em agradecimento àquele que se encontrava longe. E o céu viu e ouviu o seu gesto de amor eterno.

 

 

 

Depois do seu acto, olhou o corpo de Laurema como para guardar dentro de si a pequena criatura que era parte de si mesmo. Sorria ainda quando, de um salto só, se acomoda sobre o dorso de Drackin . Sussurra-lhe com voz suave e Drackin, percebe a necessidade e ânsia, de seu senhor amado e parte veloz para lá das areias infinitas, fazendo crer a quem o observasse, ser possuidor de invisíveis asas aladas, que os levaria a ambos à cidade-do-Sol-brilhante para fazer o que tinha que ser feito e dar a boa nova. Tudo se consumiria de ora em diante, graças ao aparecimento de Laurema, nesta dimensão do Tempo. Mas antes de partir, Taudus não se esquece do pedido desnecessário, tal é a sua agitação interior e, pede a Lahra, sua eterna companheira, que desta vez não vai participar na consumação de um novo mundo, que cuidasse de Laurema até que esta regressasse a si mesma e aprendesse parte do seu mundo, que era este.

 

 

penso: não interessa

 amor, ficção, futuro, livros, passado, presente

 publicado por lazulli às 09:06

 Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

(2) comentários


EscritoPorLazulli lazulli às 01:35
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Mary Paz - Primeiro Capítulo (11)


IX

 

 

 

- Laurema, acorda! Eu existo! Não me abandones, nem me procures mais! - Todo ele tremia por entre espasmos de dor, enquanto seu corpo, belo, se ia modificando, numa metamorfose aterradora. Os tons dourados acobreados, vão cedendo lugar a um prateado rugoso que parecia querer desintegrá-lo.

 

Quando, a imobilidade de Laurema, fazia crer, que esta não ia acordar nunca do sono a que se votara, Taudus, desesperado, agarra seu corpo e desata a chorar de dor. Lágrimas cristalinas, de tons amarelos fortes, jorram de seus olhos e correm delicadamente como que pretendendo alcançar sem demora o seu próprio mundo, sobre o pequeno rosto que lhes servia de leito. Pequenos braços de rio, iam desaguando dentro de cada pequeno poro, para o interior desconhecido, que iam encontrando, na sua trajectória. Fantástica visão, de beleza inigualável e inimaginável. Todo o pequeno rosto, por instantes, se transformava num oceano enigmático que absorvia todos os pequenos cursos de água que ali desaguavam, serenamente. Penetrando suavemente os minúsculos poros cansados e desgastados, iam reavivando a elasticidade desta matéria morta que, rendida à invasão das lágrimas de Taudus, verdadeiro licor elixir dos deuses eternos, traziam ao pequeno rosto a cor da vida viva, despertando suavemente o que se encontrava dentro dele: "A Essência cósmica que este pequeno e insignificante corpo, transportava dentro de si, desde que, cativos, tinham ficado, todos os seres da Essência Universal". Perante o desespero e intensidade de tal Amor, toda a vida-essência ali presente, já esgotada, grata, permite que este Amor Maior, decida e vença o inimigo perpetuo: "O próprio Tempo"! Senhor absoluto do Espaço criado e em permanente expansão por todo o Universo misturado. E, observa parte de si mesma, a sair triunfante sobre o inimigo comum a todas as Almas Imortais. A menina, ia despertar a qualquer momento. Extasiada, com tal manifestação, a vida-essência, recorda com esperança a morada dos milhões de anos e a necessidade de um retorno definitivo de todas as formas de existência para a (re)integração no Todo, onde tudo e Todos seriam unicamente Um, como antes do Tempo. As partes de si, viventes, que deambulavam por todos os Espaços, nem sequer tinham memória para reconhecer a essência-vida que habitava as várias naturezas que os alimentavam e protegiam por todo o lado. Em muitos Espaços eram até inimigos de si mesmos, ao destruir as suas próprias fontes. Ignorando completamente a essência da vida que continha aquilo que muitos deles pensavam insensível. Por tudo isto, Taudus, teria que vencer, devolvendo-lhe a vida morta. Era, esta, uma oportunidade única porque todos esperaram, demasiado tempo. Também esta Natureza, constituída dos Elementos fundamentais à vida e aliados da não-vida, estava cansada de lutar esta luta descomunal que se tinha instalado desde o início dos inícios, por todo o lado. O desejo, era só um: O regresso a um só mundo, a uma só essência, a um só e único Universo, desprovido do que lhe não pertencia e do qual jamais quis fazer parte.

Lhara, continuava estática, não permitindo que seus olhos desviassem

morted&amp;#39;amada

 

por um mícron de tempo que fosse, dos olhos cerrados da pequena criatura. Tinha que estar preparada para o momento exacto em que esta os abrisse e, aprisionar, sem demora, Laurema dentro de si. Só assim, o Universo poderia ter esperança de uma Batalha Final e definitiva, onde a Essência pudesse ganhar e, Laurema, era a chave de todos eles para reaver toda a Essência perdida e espalhada por todo o Cosmos criado e também, para que nunca mais, a Essência, tivesse que se sujeitar a vivências demasiado vis, que violentavam constantemente a sua própria natureza. O Sentir! Atenta, quando os olhos de Laurema se abrem por breves instantes, aprisiona de imediato, a vida de Laurema dentro de si mesma, antes mesmo, desta voltar a adormecer, desta vez, num sono vivo.

 

 

penso: serena

amor, ficção, livros

publicado por lazulli às 18:30

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007


EscritoPorLazulli lazulli às 00:47
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Mary Paz - Segundo Capítulo (10)

(continuação)

 

 

X

 

 

 


- Senhor, ouço-te, mas a dor perturba-me como se fora antes da formação. Fica comigo, até sabermos se Laurema, regressa do sono da morte e orienta meu Ser.

 

- O amor, Taudus, o amor. Lembra-te do que é o amor e trás minha filha de volta, porque quero que regresses com ela ao teu mundo, quando ele estiver completamente restituído.

 

- Senhor, se Laurema regressar à vida, como poderá, com este corpo, existir neste mundo, nesta dimensão?

 

- Primeiro trá-la à vida. Depois, os elementos da essência, se encarregarão de lentamente, ir substituindo a matéria grosseira que a cobre. Ademais, que esta já está morta. Esta, guerreiro, é a tua maior batalha. Não deixes que a dor do que já passou, te impossibilite de ser. Senão, nem tu terás a tua amada, nem eu terei a minha menina. E ela já sofreu demais, te digo eu, dentro da expansão e afirmação, da forma sólida..

 

Taudus, depositou Laurema sobre a montanha de pedras de mil cores, que irradiavam em simultâneo, uma infinidade de tons, violeta, azul, amarelo, escarlate, verde, vermelho, ocre, púrpura, etc., que se encontrava perto de si e, de imediato, parecendo entender o propósito do Guerreiro Sagrado, envolveram o corpo inerte de Laurema, com tal intensidade, que o pequeno corpo, jazendo isento de vida, completamente inconsciente de si, parecia ser a fonte de toda a luz ali existente. Todas as cores do Universo pareciam estar presentes, naquele instante, como que chamadas a intervir, numa tarefa aparentemente de todo impossível.

 

O Sol, aumentando a intensidade da sua força, lançou seus raios vivos sobre o corpo de Laurema e com a sua fonte de calor, inesgotável, penetrou cada partícula, de que este era composto, retirando dele, a rigidez gélida que o possuía, e parecia insistir em permanecer nele para sempre.

 

Travava-se, ali, uma luta magnânima, sem equivalência, na Guerra dos Mundos Eternos, tal era a importância, do pequeno objecto, ali presente, que ia, enquanto as forças actuavam sobre si, revelando metamorfose atrás de metamorfose, que pareciam não ir ter fim. Centenas de formas, já extintas, iam-se manifestando por escassos segundos, no pequeno e insignificante, corpo. Matérias puras ou ainda no seu estado evolutivo, reagrupavam-se insolentes, mostrando todo o seu poder de continuidade, na transformação de si próprias. Mas, nenhuma força actuante, se subjugava, perante aquilo a que assistia. Continuavam expelindo de si mesmos, toda a natureza de que eram compostos e concentravam-na no Inimigo de sempre. Que, astuto e poderoso por todo o Cosmos Criado, tentava impedir, consciente do seu domínio, sobre a vida e sobre a morte, esta vontade, de todos eles realizarem, o aparentemente impossível.

Já as guerras tinham sido muitas e muitas mais se seguiriam, até ao momento decisivo, onde uma das Forças, seria definitivamente aniquilada, para se atemorizarem, com a afronta visível, ali mesmo, num pequeno corpo, manifestada. Ah! Se Laurema, não tivesse optado, pela suspensão, ela mesma podia intervir, ajudando a menos desgaste de todas as energias, de seus Entes. Mas, mesmo sem a sua ajuda, nenhum desistira, do seu propósito de a trazer à Vida, fazendo exactamente o oposto daquilo por que lutavam. Continuariam a introduzir em Laurema, energia suficiente, para que esta despertasse do sono profundo a que se votara, aprisionando dentro dela a Essência da Vida. Nem que, para isso, tivessem que sucumbir todos e correr o sério risco de serem diluídos e integrados, também na matéria, pelo Predador incansável. O grande criador de mundos materiais. O temor era grande, elementais e elementos, guardavam, no seu intimo, o medo do fracasso, mas nenhum deles, revelou, por um instante que fosse aos outros, o seu próprio temor. As guerras e batalhas ganhas por todos eles, nos mundos das formas, já solidificadas, tinham sido igualmente difíceis de vencer e nem sempre o haviam conseguido com sucesso, porque muitos elementais não tinham consciência da sua própria natureza e eram os inesgotáveis aliados, dos seus próprios inimigos. A Grande Força Criadora, geradora, de mundos quase eternos.

 

Aqui, lutava-se, não só por Laurema, mas também por um futuro distante, onde a possibilidade do Retorno à Origem, pudesse realmente, um dia, ser uma possibilidade para todos. Era por isto, que Taudus e todos os outros, combatiam à milhões de makróns de tempo, em todas as esferas existentes. No entanto, não estavam sós, estes destemidos guerreiros, que descuravam a sua própria protecção, para dar vida à morte, lutando deste modo, num processo nunca visto - a permissão voluntária e consciente, da vida na matéria deste pequeno corpo, de modo a poder continuar o seu processo embrionário, até à plena realização da matéria pura -, num sitio distante, onde o Tempo e o Espaço não tinham penetrado, naqueles gigantescos vértices, espalhados por todo o Universo misturado, que sendo visíveis, abririam uma infinidade de espirais igualmente, gigantescas, que desintegrariam em simultâneo, qualquer matéria que a eles se chegasse; muitos outros, sem ocuparem, o Tempo/Espaço, ali permaneciam, resguardados de qualquer usurpação e davam o seu contributo, intensificando toda a luz do que sobrara do universo brilhante, impedindo uma aproximação à Terra Dupla, dos fazedores dos mundos.

 

Lutava-se por todo o lado, para impedir este processo, tão necessário à expansão do eterno usurpador. E, enquanto tudo isto decorria, o equilíbrio, noutros lugares, perigava toda a Essência. A decisão de Laurema - por desespero de uma procura, quase que infinita, em busca do seu amado, que nunca houvera conseguido encontrar -, de permanecer indefinidamente no estado de inconsciência, tinha atirado todos, para uma possível derrota, que ninguém queria. Uma derrota, que integraria de uma vez por todas e definitivamente a Essência na composição da matéria, dando a esta o Pleno poder, desde sempre ambicionado. Além disso, abrir-se-ia a possibilidade de uma invasão ao local hermeticamente fechado, a única esperança de um Retorno Contínuo de todos os dispersos, por vários mundos e várias formas de vida. Não podiam permitir, que tal Caos acontecesse. Desde o início da unificação dos Dois Universos, num único Universo, que se pelejava por todo o lado, para impedir uma devastação maior da Essência do Ente. Tinham que o conseguir. Todos ambicionavam o regresso definitivo à sua Origem, por isso, teriam que sair vencedores, nesta confrontação de forças e trazê-la de volta, mesmo contra a sua vontade.
A matéria-inteligente, de que era composto o minúsculo corpo de Laurema, lutava desesperadamente para permanecer no seu estado embrionário, aguardando novas oportunidades de uma qualquer recriação, num qualquer local do Universo Uno. Se, conseguisse repelir toda a energia que estava insistentemente a ser-lhe dirigida, por Taudus e os restantes, Laurema, estaria perdida de vez e, incapaz da sua própria extinção, seriam todos integrados, no sistema da Criação.

 

Nunca Sol com o seu poder duplo de destruidor da matéria-viva e em simultâneo protector de todo o Ente, prisioneiro na matéria, dando e permitindo a vida, por saber que ela contém o seu bem mais precioso, o Ente, foi tão imprescindível como neste momento. Não a querendo destruir e sim preservá-la, aquecia o pequeno corpo, fazendo germinar a vida na morte, ali presente. O amarelo-brilhante e intenso, tentava dar vida ao corpo morto, mas sentia-se brutalmente empurrado para trás, sem conseguir uma abertura mínima no corpo de Laurema onde pudesse penetrar, para assim, a trazer de novo à vida. Era uma luta difícil, mas nenhum elemento parecia querer desistir.

 

Lahra olhava fixa os olhos fechados de Laurema, que parecia querer continuar inanimada, para que logo que estes se abrissem, os aprisionar nos seus e reter-lhe o pensamento, mantendo-o. Mas, sentia que no sono em que se encontrava, Laurema estava completamente inexistente, à mercê da matéria-inteligente que a rodeava, a aguardar que esta acordasse para a aprisionar sem demora noutra forma de vida.

 

Era difícil esta luta de mundos opostos e Laurema nem podia ajudar, pois não queria acordar com medo de ter que regressar à matéria. Só o amor de Taudus a poderia despertar deste sono de morte, e se, por escassos segundos, Laurema percebesse que havia encontrado o seu Senhor, nenhuma força do Universo a venceria, porque ele era a razão de seu Ser.

 

Taudus acarinhava seu rosto pequeno e, quando tudo parecia querer que Laurema dormiria eternamente, suspensa entre o existir e o não existir, Taudus despertou o Som-Do-Verbo dentro de si, utilizando a razão de sua existência.

 

 

(continua)


Saudades da D. BeataDaAldeia

amor, eu, ficção, livros

Sábado, 3 de Novembro de 2007

publicado por lazulli às 01:48


EscritoPorLazulli lazulli às 00:36
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

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O Silêncio das Palavras por dizer

 

 

 

 

 

 

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 17:29
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Mary Paz - Segundo Capítulo (4)


 

IV

 

 

 

 

 

Entrava no mundo do sonho com a realidade que sempre a perturbara e quase não sabia distinguir o que era verdade. Se este mundo ou se aquele de onde viera. Esta actual existência, surgida do nada, fazia-a sentir a vida que nunca ousara escolher porque a  lei da sobrevivência opunha-se, consecutivamente, ao seu Ser, obrigando-a a participar de um mundo nunca sentido como seu. De toda essa anterior existência, fracassada e sem nenhuma razão de ser, restava  uma angústia permanente e um sem fim de perguntas e respostas, que a relançavam para novas e intermináveis perguntas, enquanto existisse. E, continuava a existir. Não tinha dúvidas que existia enquanto caminhava dentro deste estranho e maravilhoso mundo, intensamente salpicado de uma variedade tão grande de flores, que tinha dificuldade em identificar aquelas que de algum modo, independentemente da sua cor e dos locais de onde surgiam, se assemelhavam a algumas que tinha visto na  Velha-Terra, devido à enorme quantidade e diversidade de plantas e flores, que se espelhava por todo o lado, numa flora vasta e intensa, incomparável. Contemplava Cravos, Cravinas e Crisântemos, entrelaçados em Angélicas, Chuvas de Prata, perfumadas por  Gardénias que pareciam beijar as Dendróbiuns que presas das árvores se estendiam em direcção ao chão atapetado de pétalas aveludadas que pareciam sempre ali terem estado, viçosas e frescas, agitavam-se suavemente como que num bailado invisível e só perceptível a sentidos pouco comuns.

Não tinha a quem agradecer toda esta beleza mas não seria por isso que deixaria de olhar as Delphinium, Amarílis, as Heather, as Íris, parecendo belas deusas gregas do arco íris, ali representadas. As Blues, Gerberas, Astromeias, Alpinas Vermelhas e Rosas, Anémonas e as Antúrio. A extravagância das Rosas Azuis,  as suas favoritas naquele imenso jardim colorido, que parecia dono e senhor absoluto desta paisagem idílica onde nunca existiriam trevas capazes de ali penetrar a não ser as trevas da sua própria mente em constante divagação. Os nenúfares de cores brilhantes e de núcleo dourado, agitavam-se levemente como que a chamar-lhe a atenção para a desviar de pensamentos tão descabidos num mundo destes. Extasiada com tanta beleza, confusa e perplexa, olhava os reluzentes cursos de água prateada que enxameavam velozmente e no auge da excitação, as Stephanotis, Gardénias, as Tulipas e os Narcisos, estonteantes.  Os jasmins, as heras, madressilvas e as camélias, juntas a arbustos mais densos, pareciam luzeiros no meio das sebes, das trepadeiras com gavinhas que pareciam ir para lado nenhum e heras roxas, vermelhas, amarelas, azuis de todos os tons, desde o azul marinho aos azuis violeta, âmbar e açafrão, por entre verdes, castanhos, dourados e prateados, que compunham uma flora única. A variedade das finas e sensíveis Orquídeas, Oncidiuns, logo a faziam correr com o olhar até aos Gladius em forma de espada que ficavam meio a propósito junto dos Protea.  Tudo o que via, enquanto caminhava metida dentro de si mesma, em busca de ténues luzes que lhe dessem uma explicação para tudo quanto vivera, agregado ao mundo físico ou não, era de uma inolvidável e intrínseca beleza onde só a luz com ausência total de escuridão aparecia resplandecente como uma fatalidade eterna, às suas insistentes e persistentes interrogações. Por escassos segundos, parava os olhos cansados nesta imensidão, como para os reconfortar de toda a fealdade que tinham visto antes de ali chegar e deixava que as gotículas que lhe caiam pelo rosto em grande velocidade até ao chão, com pressa de se integrarem nos riachos que corriam suaves por todos os recantos, desaparecessem perante o seu olhar molhado, na água prateada que lhe parecia sorrir.

Provavelmente o futuro que a aguardava nesta Nova-Terra, dentro de uns tantos outros anos, dar-lhe-ia as respostas às perguntas que a haviam perturbado ao longo de toda a miserável existência a que “alguém” a havia sujeitado, indiferente ao seu querer de não existência, obrigando-a a suportar uma vida sempre indesejada. Uma vida que sempre sentiu não ser a sua. Por mais que os olhasse de perto e os tentasse igualar, cumprindo desse modo a sua função de vida, que era nunca por em causa o precioso e raro bem, que era  esta existência e amá-la sobre tudo e sobre todos, a sua pobre alma opunha-se a esta firme filosofia, numa resistência sem limites como se dentro dela o grito da vida estivesse ainda preso em sua garganta. A dor de nascer tinha ficado tão agarrada a si, que ainda hoje a sentia e doía-lhe ter nascido. Questionara todos. Indagara. Mas não obtivera resposta inteligente de todos aqueles letrados da Vida. Perante ela, de cada vez que os indagava e deles obtinha as provas duma iliteracia que mais do que a alma lhe magoava a mente sempre pequena, parecia-lhe que nem um herege era tão estigmatizado quanto ela o fora, por negar desde criança o maior e único bem de toda a Existência. A Vida. A Grande Preciosidade. O tesouro único a que todos deviam humildade, obediência, devoção. Sentia-se insana com a insanidade deles. Alguém estava ou era louco. Alguém estava ou era cego. Ela, nos seus momentos de maior doçura, tentava, esforçava-se por ver esse precioso tesouro. Abria desmesuradamente os olhos. Esfregava-os desesperada. Queria ver o que eles viam mas não conseguia. Só o seu irmão, lá no topo onde não lhe podia chegar lhe reconstituía as células gastas de tanto esforço e parecia dizer-lhe: "- Não penses querida. Eles não sabem o que é a vida. Não sofras. " Encostava o rosto ao vidro da janela e deixava as lágrimas correrem de dor. Olhava-o e interrogava-o em silêncio sofrido. Porquê?! Como resposta sentia-o entrar dentro de si e inundá-la completamente. Adormecia-a. Acarinhava-a. Confortava-a e ... deixava que por instantes o tempo parasse e ela não existisse. Quando os olhos se abriam, sorria-lhe a agradecer-lhe mais uma vez o seu cuidado com a sua mente para que esta não se perdesse de vez no mundo da ilusão. E, era assim que o tempo ia correndo e ela o contava ansiosa para que ele terminasse definitivamente para si. Sonhava todos os dias no regresso a Casa. À Casa dela. Àquela que embora não conseguisse, mentalmente, fazer uma reconstituição perfeita de como era por lhe haverem apagado quase toda a memória na Passagem dos mundos, sentia-a ali algures à sua espera. E ela ia voltar um dia e nunca que iria aqui voltar. Para isso se preparava. Queria estar pronta para poder novamente pegar na sua espada de lâmina reluzente e afiada. Sentir o movimento dos pulsos quando a bramia no Ar e rasgava o vazio ou o aço forjado a fogo encontrava na sua veloz trajectória Matéria Essência para queimar. Destruir. Aniquilar. Olhar o desaparecer e extinção de mais uma daquelas coisas que aprisionava quase para sempre  e irremediavelmente, o ente. Ah, que saudades de si mesma nesta Batalha interminável, por todo o Universo visível assim como o invisível. Por todo o Universo material assim como o imaterial. Que saudades da sua própria dignidade. Da sua verdadeira e única luta. Tinha que conseguir, voltar a envergar as suas verdadeiras vestes e encimar as fileiras dos combatentes pela Essência do Universo Essência.

Entrar nesta matéria  grosseira ou qualquer outra, era algo que repudiava veemente. Não queria ter que voltar a ver um único lado da beleza da vida e da forma das coisas. Um lado que todos viam mas que negavam perante si mesmos ou perante os outros ou ainda lhe atribuíam todas as necessidades necessárias à vida. Como se o bem estivesse dependente do mal. Como se o bem só existisse porque o mal existia. Não! Não entendia! E ninguém será capaz de mostrar a lógica desta ilógica toda. Não queria aprender, perceber, entender e muito menos aceitar a belíssima lógica deles. Se existiam culpados para todo este engano, ela queria saber quem eram. Ela queria saber porquê. O porquê da morte, do sangue, da fome, da dor, da mentira, do engano, do desespero, da tragédia, da descrença. Do caos. Do pérfido. Das lágrimas perpétuas de toda uma humanidade sofrida. Viu sangue. Viu morte. Viu o caos humano entranhado nesta vã filosofia. E não entendia. Não percebia, como podiam eles sentir o Sol em suas existências, se aceitavam o bem e o mal com o mesmo enlevo e ainda agradeciam todas as dores, quando as não negavam! Se era verdade que eles não a entendiam não deixava também de ser verdade que contra todas as filosofias e sabedorias, ela vivera para sempre, até este momento que se poderia chamar de mágico ou de sagrado desprezando os seus ridículos conceitos de vida, até porque todos eles os asfixiavam do nascimento à morte, premiando-os uma vida inteira com a prisão da sua alma. A único bem que deveria ser amado por todos eles! Mas não. Preferiam uma escravidão sem limites e virar o rosto à verdade que gritava ou chorava dentro de cada um.

Ela nunca aceitaria a versão dos homens e sim a Verdade plena. Tinha que existir uma razão para a sua existência e bem que poderia percorrer o universo inteiro, durante biliões de anos e ocupar todas as formas de vida, mas no final ela saberia a verdade. Queria olha-la de frente e aí saber se finalmente o seu choro pararia ou se pelo contrário seria eterno. Se afinal, existiria diferença entre o choro dela e o choro deles. Se tinha valido a pena mais eternidade do que tinha sentido sobre ela, até ao momento, não deveria existir. E, se existisse, ela já lhe conhecia a dolorosa sensação. Acreditava estar preparada para tudo. Por isso siga os trilhos meio mágicos que serpenteavam por entre  anémonas, Não queria nunca mais ter que magoar o seu ente com o absurdo da vida lógica e sagrada a todos. Ela não aceitaria viesse de onde viesse qualquer verdade. Por isso caminharia até deixar de ser. Seria tão persistente aqui como o fora até aqui. Incomodaria todos os sistemas. Procuraria todas as engrenagens e ou se apressavam em dizer-lhe a verdade ou poderiam estar certos que a luta pela alma dela continuaria.

 

Não existia passado nem presente, como ousar então ousar pensar existir um futuro, que esclarecesse toda esta sua indignação? Indignação esta à qual nunca ninguém pôs termo. Que pretenderiam afinal os Senhores do Universo, com estas mudanças de existências inexplicáveis, se é que realmente estes existiam.

 

Era o existir no não existir que se fundiam, sempre imutáveis como a vida e a morte. E que lhe venham falar do que eles próprios não fazem ideia, dando consecutivas justificações – senão razões – para o que nem sabem o que é ou como é. Para eles só conta que existem e fazem existir. Sendo existir o supremo bem que o Universo nos concedeu. E ela?! Que fará ela neste ou noutro mundo qualquer, amarfanhando a vida dentro de si, sem que tenha a esperança num acabar definitivo, para o seu Ser torturado que nasceu com um misto muito maior de deus do que dos homens? Quem ouve o seu apelo distante e tão desesperado, que se compadeça de sua existência tão indesejada? Mas lutar por um acabar, ela o iria fazer num futuro próximo, sabe Deus com que leis e com que armas, para destruir uma existência inútil e sem sentido.

 

- Deixai-me morrer ou deixai-me viver, mas não permitais que se prolongue o meu Ser tão cheio do inexistente. Dai-me então num mundo onde o não existir, seja o supremo prazer de existir.

 

Enquanto caminhava absorta em seus pensamentos, Mary não se tinha apercebido que a paisagem verdejante, enfeitada de lustrosas pétalas, começava a desaparecer sob seus pés descalços, dando lugar a um finíssimo pó, que lhe ia absorvendo os pés na sua marcha no nada e aparentemente para o nada. Ventos quentes iam soprando suave ou bruscamente, envolvendo-a num rodopio interminável. Baloiçando para trás e para a frente, para um e outro lado, como uma frágil giesta tentando continuar presa à terra e as lágrimas a deslizarem pelo rosto devido às agrestes e fortes correntes, tenta desesperadamente descortinar algum lugar de apoio, mas constata estarrecida que não tem como sentir o solo por baixo de si, que se remove a cada insegura passada. Tudo em seu redor é uma espécie de vácuo, onde rodopiam ventos constantes, elevando apenas este estranho pó que quase a sufoca. Com as narinas meio entupidas, tenta respirar e, de tanto ar manifestado em tufões, furacões, tornados e vendavais, que a envolvem no seu todo, atirando-a para um e outro lado, quase sufoca no meio dele. Fechando os olhos, deixou que as forças impiedosas a arrastassem e a atirassem a seu bel prazer, contra o nada. Vogando meio inconsciente, como pena ao vento, com os olhos semicerrados, ainda tentou, num esforço desesperado ver para onde era levada mas, era impossível ver fosse o que fosse no meio dos constantes ventos. Por entre uma luminosidade irreal, como se de um elemento etéreo se tratasse, ora caminhando, voando ou arrastada, quando todos os ares a resolviam largar por alguns instantes como que para descansar da sua tarefa de movimento constante, completamente envolvida pelas ondas frias e quentes em torno de si, tentava pensar, ordenar pensamentos distantes ou recentes que lhe permitissem saber da sua morte ou da sua vida. Bem à pouco tempo atrás, parecia-lhe, não estivera ela num paraíso de vida? Como aconteceu esta transformação tão repentina? Teria se afastado tanto assim, daquele lugar abençoado, onde tinha aparecido por acaso? Como foi entrar neste vácuo, sem se dar conta, onde virasse em que direcção se virasse não conseguia ver, se tinha fim ou princípio, este estranho mundo. Indecisa, recomeçou dificilmente a sua marcha, arrastando os pés descalços pelo pó cinzento, único solo deste mundo.

As imagens tinham desaparecido da sua memória e, a única coisa que conseguia balbuciar era o nome desconhecido de seu senhor perdido antes do Tempo que nunca houvera achado.

 

 

(continua)

 

desmotivada
 
ficção, livros
publicado por lazulli às 10:13
Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
2009-02-28 08:16:23
 
 

 

 

 

EscritoPorLazulli lazulli às 17:22
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