Domingo, 3 de Abril de 2016

Mátria

 
 
Chora o duplo a Mátria-Mãe
lágrimas de fogo ardente
esvaem-se perdidas
no sangue derramado
infiltrado
 
das mesmas vidas
 
Olha em mágoa
incontida
a preferida
no topo do ermitério
 
perdida
 
Coberta de sangue inocente
está a Terra embebida
10 000 anos já se foram
e o usurpador 
continua a devastar
a essência humana
privilégio "maldito"
 
de poucos
 
No princípio
Pós chegada
Mataram e devastaram
Impérios reduzidos a pó e cinzas
Crenças inúteis para criaturas úteis
genuínas
Estátuas tombaram
Cabeças rolaram
Pedras empilharam-se pelos solos áridos 
Pouco sobrou do mundo antigo
Ancestralidade perdida
e novas vidas
 
Senhores e escravos
escravos e senhores
Regimes dogmáticos
imbuídos de políticas
Poder de fazer
leis absurdas
nos comandos do mundo
Vidas inocentes destruídas
As mesmas vidas
 
Um só deus desconhecido de todos
Ouro é seu melhor contributo
Promete um paraíso desconhecido
ao subjugado
ao seu poder único
incontestado
Divide-os por género
matando um deles
não para sempre
porque dele precisa
p'ra procriar
Mais escravos
O ouro deve continuar
Aterrados
pela perda da sua humanidade
heróis tombam de espada na mão
para evitar
vassalagem sem perdão
aos que aqui estão
 
Cabeças vergam-se à Terra
Agradecem as vidas miseráveis
Oferta de um deus desconhecido
vindo de longe
de muito longe
Por um sopro de ar
inútil
destroem a sua natureza
implantando natureza desconhecida
Erguem-se templos
precisos
 
2 000 se passaram
Muitas "leis" foram lançadas
A pobreza a miséria
É paga de ouro dado
A promessa era na morte
de um dia
Os senhores deuses
carrascos ao serviço do divino desconhecido
empanturram-se
de prazeres hediondos
desconhecidos dos humanos perdidos
submetidos
A conquista estava feita
A promessa a caminho
Realiza-se lenta
mas eficaz
Guerras e batalhas
grassam por toda a Terra
não toda
completamente conquistada
na "alma" ou no "corpo"
dos que ousam prevalecer
eles próprios
 
Era preciso mudar
Trazer algo de novo
ao povo
Os impérios não caíram
completamente
Ressurgiam imponentes
audazes eficazes
espalhavam-se pela Terra
numa mistura entre o antigo e o moderno
fazem perigar
o grande plano conquistador
de terra alheia
É preciso impedir o seu avanço
É preciso alterar o curso do mundo
que não verga
A humanidade tem a essência do cosmos
Algo que não é combatido
num só combate
São precisos muitos ardis
para sugar a essência não controlada
pelos predadores
Daí...
Outra ordem surge
Tão dúbia como a anterior
Afastando na aparência
os antigos "seguidores"
Mais eficaz
Mais poderosa
Com o amor
transformado em ódio
ao semelhante
A conquista já se alargou
ao canto superior da Terra
onde muitos se mantêm
gente
Mais impérios caiem por terra
Mais guerras e mais batalhas
Linhas territoriais
são conseguidas
Mais "leis" de amor feitas morte
Desta feita
Mais letras humanas surgem
do nada
Divinas
Mais do que o divino ausente
Nada de bom no bom
surge daqui
Inicia-se e rompe o mundo em esplendor
O amor
Segunda Vaga de luz
ao dispor
dos mesmos
Dor, sacrifício e sujeição
Tortura e morte
para os que aqui estão
 
Desta vez estendem-se mais longe
O oeste é seu limite
A terra fica negra de tanta morte
Aos heróis da Antiguidade
deram os guerreiros continuidade
Novas espadas travam novas batalhas
Novos mundos se criam
por persistência e teimosia
Duas forças se "criam"
Mas a mistura já foi feita
O antigo mistura-se com o moderno
4 000 anos já se foram
Na mente humana formatada
com o vírus orgânico
transmitido de boca em boca
Germina a semente
da serpente lançada
que não acaba
Quando todos a julgavam
já exterminada
 
 
Numa paz débil
A mente brilha
Ainda cancerígena
Lambendo ainda as feridas das fogueiras
A humanidade caminha
em esperança
Recupera o tempo perdido
E mostra seu esplendor e inteligência
A igualdade dos primeiros tempos
espalha-se como um Sol
Sacode a baba da cobra que os enrola
Estão perto do progresso devido 
Da verdade. justiça liberdade. 
Amizade entre irmãos
da mesma espécie
Prosperidade
Assim pensam eles
na sua ingenuidade humana
Mas a tocha que lhes trazem
é a mesma 
Só que não sabem
Nem supõem
que os pilares onde assentam
suas crenças
São falsos
Trazidos pelos mesmos
na sua luta contra a raça-humana
Sempre ocultos 
aos olhos de todos os crentes de sistemas perniciosos
ao vivente
A gente
 
O pérfido vingador
Rei e senhor de muitas guerras e batalhas
não se contenta
A terra prometida continua prometida
Do olho negro espreita
e solta a aliança aparentemente perdida
Ouro negro eclode do subsolo
A aliança mais uma vez se concretiza
Ouro riqueza desmedida
Salivam loucos de alegria
por beneficio tardio
Estavam preparados à muito tempo
cumprindo os preceitos malditos
Mereciam
Mereciam o ouro negro
esta legião negra na alma
zelosa do oculto
Chegara a sua vez
E o terceiro irmão rejubila de alegria
E avança ao mundo inteiro
Com dinheiro
Milhões lhe prestam vassalagem
Rodopiam esvaziando suas mentes
de humanidade
E volta a animalidade
dos desalmados
Sangue jorra e continua a jorrar
Ninguém vê
Por encobrimento dos mesmos
noutros locais
aguardam
na esperança encoberta
das areias do deserto longínquo
onde dorme
a Arca... "perdida" "roubada"
vinda de fora
Absorve-os
E ao mundo inteiro
O dinheiro
 
Ambiciosa escumalha
quer tomar parte
desta nova/velha
senhora que rasteja desde o Deserto
à 10 000 anos
Sai da arca e mostra-se
Bebe sangue
Sangue humano
A imortalidade
E... lá continua sua marcha
Dirige-se ao centro
A nova legião segue-a desde o deserto
Imbatível
A mesma linhagem está entre eles
Uns e outros são os mesmos de antes
Com nomes diferentes em vários locais da Terra
E seus crentes atacam-se entre si
Mas eles não morrem
Nunca morrem
Nunca a raça humana
viveu tal terror e desumanidade
 
Tal desigualdade
 
Aqueles que descansam na paz
são atacados
Por todos os lados sucumbem
Não acreditam
que veneram a cobra desde sempre
Que ela está prestes a completar o seu círculo imundo
de dominar o mundo.
 
Sobrarão os filhos da serpente
escondida
na Terra prometida
 
Quem salvará a humanidade?!
Quem lhes fará frente?!
Quem os expulsará da Terra que não é deles?!
Ninguém!
 
O mesmo pérfido predador
A mesma terra prometida
Aguarda a chegada
da prol já existente
A "alma" humana está contaminada
Por adorações bizarras
a deuses desconhecidos
Com feroz legião de adeptos
perseguem os perseguidos
A Terra
é a mesma
Quem a ocupa
Não!

amorc.jpg

 
A Mátria chora
na  Terra destruída 
a Preferida
SintoMe: triste por tanta mentira à humanidade
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 19:58
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

O Perigoso Regresso Do Monotaísmo De à 5 000 anos

 

A Terceira e Última Vaga

 

Controle e Extermínio da Raça Humana

 

 

A Serpente Rastejou Por Entre a Poeira Do Deserto e Atingiu o Oásis à Milhares De Anos Cobiçado

 

A Sua Baba Espalhou-se Por Toda a Terra e Dirige-se Perigosamente ao Centro Onde Completará o Asfixiante Anel que a Todos Engolirá

 

O "Paraíso" Prometido Não à Raça-Humana Mas Aos Sáurios Encobertos Está Mesmo Ali, Onde a Verdade Dorme Escondida Dos Olhos Do Mundo. A Eternidade Ambicionada

 

Arranque-se-lhe a Cabeça Antes Que Seja Tarde Para a Humanidade!

serpente.gif

 

 

 

SintoMe: ... A Grande Mentira Das Três Religiões do Ocidente
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EscritoPorLazulli lazulli às 19:32
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016

... IMAGINE THERE'S NO ISLAM...

 

 

SintoMe: ... observando o mal Islâmico no mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 19:33
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016

Prelúdio

                                          Ainda o Tempo/Espaço não existia

nem a Forma

interligados

dão

expansão

permanente

quase infinita.

Surgiram 

milhões e milhões de galáxias

mundos materiais

Forma

Corpos Densos

Vida.

 

 

Tudo mudou

mudou verdadeiramente

nunca mais se fará sentir a inactividade permanente

porque o Tempo começou a sua devastação

o céu desceu

a Terra subiu

neste confronto

inclinou

balançando

como pêndulo

pendurado no vácuo

vagueia desnorteada pelo espaço

muito perto

de uma verdade que se aproxima.

 

 

O Sol eterno

senhor da galáxia profunda

anuncia a sua mudança

na aproximação

do que se lhe segue

não mais estará sozinho

porque a sua fonte de energia

não era mais suficiente

para aquecer o ente

à deriva

revolução no seu interior

 

 

Minúsculas são

as formas que se movem estonteantes e sem rumo

à distância de si

o reforço vem aí

mas tombam as formas de vida

que susteve durante milhares de milhares de anos

não pode mais

esgotou.

 

São milhões de milhões

que lhe fazem frente

aumentam as carnes pensantes

diminuem os seus

sacrificam

entes

roubam-lhe a sua essência primeira

a Origem

implantam-lhes tenebrosos

horrores

perdem-se na dor

no espanto

na agonia

da impotência

O oculto vem em seu socorro

acrescentar luz à luz

já fechada

reforçar o extenuado aliado humano

nunca reconhecido

na sua verdadeira função

de alimentar o ente

sozinho nesta imensidão.

 

Não pode mais meu irmão

está extenuado

revoltado

pronto a explodir

se o reforço tardar em chegar

tardar em vir

muitos sucumbirão nesta luta

de se manterem sãos.

 

Vem meu irmão.

 

 

 

 

 

SintoMe: triste pela humanidade

EscritoPorLazulli lazulli às 02:25
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2015

No Rio Do Esquecimento

(.... e, sucumbi... agora... tento recuperar em prol da Verdade.... a humanidade...)
                                                               
 
Predestinação                                                                        Reconhecimento
      (2007)                                                                                                                     (2015)
 
 
 
A ave
nos céus
paira ferida

ensombrada

por setas humanas

certeiras
vacila no voo alado
que lhe estava à muito
predestinado.                                                                                                          E não queria.

 

Seus propósitos

ensombrados

por humanos

que pisam a terra dura

parecem ficar adiados   
e mergulharem                                                                                                   E mergulharam
no rio-do-esquecimento.                                                                                     Profundamente                                                                                                                                                 

 

Porque a ave                                                                                         No rio-do-esquecimento

não sabe falar a língua dos homens                                                                            aprendeu

não sabe exprimir                                                                                 a falar a língua maldita

o seu sentir                                                                                                                sem Sentido

sagrado                                                                                                       a língua dos homens

e destinado                                                                                                                sem destino.

ao Sentido.                                                          

 

Como os homens não sabem voar

para a alcançar

preferem feri-la

fazê-la mergulhar

no rio-do-esquecimento.                                                                                     E conseguiram.

 

 

Interpretam-na

de acordo com a terra que pisam

abandonam-na

na sua queda

que já se avizinha

abandonando os seus propósitos                                                              Por desconhecimento

de a ter                                                                                                                    de si próprios

de a saber                                                                                                              da sua Origem

de a proteger                                                                                                         do seu destino.

de si mesma.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

 

Vacilante

voa desequilibrada

sobre o nada                                                                                                                         E cai

e a pequena sombra que projecta                                                     Nas águas mais profundas

é a do seu voo alado                                                                                                       Do nada

danificado

por tão má interpretação

à sua tão

indecifrável linguagem.

 

 

O rio

que corre

são as lágrimas que verte                                                                               E nele mergulhou

de mágoa                                                                                                  E nele continua presa

de dor                                                                                                  a lianas que a entrelaçam

de culpa                                                                                das quais não se consegue libertar

por esperar                                                                                                                plenamente.

por aguardar                                                                         

por não querer

acreditar.

 

Desespero                                                                                                       Por não conseguir

por não se fazer entender                                                                  Soltar suas asas molhadas

e deitar tudo a perder                                                                                                        E voar

na tentativa                                                                           Esquecendo a língua dos homens

de usar                                                                                                                       Corrompida

a língua                                                                                      Que não queria ter aprendido.

dos tradutores

desconhecidos.

 

Não existe um sentido

nas palavras

existe um som inaudível

que vem de muito longe

antes do Tempo

mas sua alma

ferida

perdida

desacreditada

está no nada.                                                                                  Mais ou menos mergulhada.

 

As asas

projectam à terra

seca

palavras sem poder

palavras

de um tempo esquecido

de um tempo

onde dois                                                                                                                            E hoje

eram um.                                                                                                              Não é nenhum.

 

E, se as asas

no seu voo

incompreensível

ensombrarem                                                                                 

a terra

e os que nela estão?!                                                                                            Ensombraram.

 

 

Então                                                                                               

mergulhará também                                                                 

no rio                                                                                 

das suas próprias águas                                                                                         E mergulhou

sombrias                                                                                                                      sem querer

frias                                                                                                                               sem saber

distantes                                                                                                               nas águas frias

pela sua própria sombra                                                                                         deste mundo.

do eterno perdido                                                                                                  

e nunca esquecido                                                                                                  

por não mais acreditar

na Promessa

no Amor Maior

e na Verdade                                         

assumindo para Sempre      

a sua Culpa!   

 

 

 

                                                                      Entendeu

                                                                      por mágoa e desespero

                                                                    que se Um não é Dois

                                                                    e Dois não é Um

                                                                    nada tem razão de existir

                                                                    e mergulhou

                                                                    no rio-do-esquecimento

                                                                    porque sem um

                                                                   não existe o outro

                                                                  E o mundo perdeu

                                                                 A sua própria perda

                                                                 lá do fundo das águas frias

                                                                 olha o desenvolvimento repentino

                                                                 do adormecido

                                                                E sente Culpa!

                                                                        

(09.04.2007) (Diálogo com o meu amado eterno perdido e esquecido de mim. O único que perceberá a minha língua que nunca ensombrará os seus propósitos) Poderei enganar-me se um humano, falar para mim a minha própria língua? Como pode quem não é, ser?! Como ficarei se isso acontecer?!: - Como a ave, morrerei de dor e culpa. Esse engano não pode acontecer. Se acontecer, como o desfazer?! - Onde estás, TAUDUS?! Onde estás?! Não deixes que mortal algum use a tua língua sagrada. De contrário eu morro, na minha própria culpa e, sucumbirei no rio-do-esquecimento.

 

procura imortal terminada na Terra

 

 

(09.04.2007) Sinto dificuldade em saírem palavras de dentro de mim. Parece que tudo que escrevo leva outro sentido. Não "controlo" mais o meu Ente. Por enquanto não sei falar. As palavras minhas não corrompidas têm o poder de fazer e desfazer o que se calhar não tem que ser. Mas, não sei como parar esta dor. Esta mágoa, do engano perpétuo, que ainda não me convenceu de poder acontecer. O Universo não previu isso. Nos genes estava escrita a certeza. E, agora, estou doente, porque não entendo. Não me conformo com a possibilidade de um engano. Diz-me toda a partícula, que é assim. Continua a dizer-me. Todos os genes, continuam num reconhecimento dos sentidos. Mas, a realidade, diz que não. Estou confusa. Torturada com esta dor que para mim é a única razão porque existo, porque existi e porque existirei. Sempre. Se o Universo não me socorrer. Não sei. Mas, sucumbirei. Sei!

lágrimas no rio-do-esquecimento

 


EscritoPorLazulli lazulli às 00:04
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Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Humanidade Escravizada (IX)

 

(continuação)

 

 

De qualquer modo, nem tão pouco é preciso basearmos-nos na Bíblia para confirmamos a não existência do Adão e da Eva, de onde dizem termos origem. Basta sabermos de onde veio cada um de nós, fazermos contas e utilizarmos as mais modernas tecnologias ao nosso dispor hoje em dia para confirmarmos estes dados. Se tiverem curiosidade de confirmar isto e consultarem a vossa árvore genealógica, verificarão esta realidade tão simples e deixarão de ter definitivamente dúvidas sobre se realmente esse tal Deus criador pôs mesmo um homem e uma mulher na Terra, para darem início a esta humanidade tão diferente entre si.

Segundo a Bíblia Sagrada, traduzida dos textos originais, com notas, dirigida pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma – Edições Paulistas, 1978, no Génesis, nessas mesmas notas, está mencionado que «A criação do céu e da terra (1,1-2,3), é como que o prólogo do grandioso drama, que se divide em duas partes, e tem por protagonistas os cinco grandes patriarcas : Adão e Noé, patriarcas do género humano; Abraão, Isaac e Jacó, patriarcas do povo hebreu. O todo é enquadrado pelo autor sagrado em dez tábuas genealógicas...» Dez tábuas genealógicas?! Não era só uma?! Mais ainda, qual a diferença entre género humano e povo hebreu? Então o género humano chegou primeiro que o povo hebreu? E em que altura chegaram estes últimos à Terra? Será que isto significa que há de facto diferença entre filhos de Deus e filhos do Homem, tal como é mencionado ao longo da Bíblia em várias ocasiões como, por exemplo, no Génesis (6,1-2) «Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e geraram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram-nas como esposas a seu gosto.» Ou em Ezequiel (2,1) ­«Filho do homem, põe-te de pé, que vou falar-te». Se o próprio Deus, se dirige ao homem, por «filho do homem» e não por «meu filho», isto não pode ter nenhuma interpretação além daquela que está escrita. Que não somos todos filhos de Deus. Além disso, até no Novo Testamento, em (Mt. 15:13) é mencionado esta coisa espantosa: «Toda a planta que meu pai que está nos céus não tiver plantado será arrancada». Parece que muitos de nós não escaparão, façam o que fizerem. Pelos vistos o senhor não nos plantou a todos. Vai daí, quem teria «plantado» os outros?

Como vimos, a Bíblia faz várias referências a filhos de Deus e a filhos do Homem, o que significa que existem, pelo menos, duas espécies reconhecidas e devidamente diferenciadas por Deus ao longo de toda a Bíblia. Uma delas parece de facto, ter origem em Deus, mas a outra, provavelmente terá origem no próprio Homem que vem de Deus e/ou mesmo na própria Terra. Perante esta dura realidade, parece-me, que não tendo todos nós a mesma origem nem a mesma natureza, logicamente não temos também os mesmos direitos, a mesma razão de existir e a mesma finalidade. Daí, a pretensão dos cristãos de virem a ser filhos de Deus, através do baptismo, mesmo que este baptismo lhes dê unicamente o direito (segundo dizem) de ser filhos adoptivos deste ­«fantástico» Deus. O arrancador de plantas.

Mas neste momento não me interessa discutir a possível distinção entre filho do Homem e filho de Deus tão mencionada em toda a Bíblia, sejam eles criados, gerados ou engendrados; deixo isso para quem pretender saber mais sobre o assunto. Interessa-me sim mostrar, se possível, que não descendemos de um único casal e sim de vários, originários do nosso planeta ou de um outro qualquer.

 


(continua)

 

voando sobre o pântano
homem, literatura, livros, vida
publicado por lazulli às 15:30
Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
SintoMe: horrorizada com o mundo islâmico

EscritoPorLazulli lazulli às 01:10
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (VI)

 

(continuação)

 

 

 

Por acaso, já repararam bem num velho no fim da sua vida? Ele falar-­vos­­-á da vida que viveu e não entendeu, só sabe que nela participou, mas não sabe bem porquê e para quê. E quando o seu pobre corpo, gasto, já não serve para mais nada, a única coisa de que tem consciência é que o atiram para um canto e ele passa a ser para todos um empecilho sem interesse. As suas rugas mostram-nos claramente uma incógnita: Porque veio, está e deixará em breve de estar, ele na Terra? Porque viveu ele?! Pobremente diz: Porque tinha que viver. Veio sem nada e parte sem nada, sem tão pouco ter chegado a ser de verdade ele mesmo. Mas a verdade, é que ao longo de toda a sua vida negou a si próprio o direito de querer saber de si, como se o que existisse dentro de si não tivesse valor algum, quando é ao que dá mais valor ao longo de toda a sua existência, alimentando o seu ego com inutilidades frustrantes que nunca o preenchem, dando-lhe a insatisfação característica dos mortais. Passa uns «miseráveis» anos à procura da felicidade sempre inalcançável . E isto, porque procura sempre para a alma o que é do corpo. Segue os mais variados caminhos da vida, numa busca desgastante, quando a verdade o habita bem dentro de si. Vai fora buscar o que já dentro de si mora muito antes do seu nascimento, acabando por se perder de tal modo que não mais se encontra, perturbado pela falta do que procura sem encontrar. Dá à vida a sua última esperança, dedicando-lhe tudo o que tem – que é ele próprio – e morre esgotado de si, por tanto dar e nada receber. Pratica os maiores crimes, primeiro contra si próprio e depois contra os outros, nesta dedicação cega à vida sem sentido e deleita-se na ilusão da existência, preferindo a ignorância arrogante de todos os néscios. Não quer saber porque já sabe tudo. Tem o que precisa e, muitas vezes, mais do que isso. Mas tem o que precisa sempre para satisfação do seu corpo, nunca para ele mesmo. Nasce sem nada e morre sem nada, mas apenas porque quer, porque dentro dele sempre habitou a verdade que ele preferiu ignorar a ter que descobrir.

 

 

 

(continua)

 

...
livros

 

publicado por lazulli às 12:10
Quinta-feira,19 de Julho de 2007
SintoMe: com "medo" do islão

EscritoPorLazulli lazulli às 01:14
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

maria

 



Maria, teu nome ecoa pelos confins do Universo inexplorado

Gritando ainda o teu direito à vida que roubaram.

O fogo queimava teu corpo, teu ventre.

Quisera eu voltar para ti de novo...

Quem acreditaria que em tempos estive contigo,

No teu mundo tão guardado do existente e inexplorado?

Saí contigo no paraíso

Junto com os homens do castigo.

O tempo não existe

Nem tão pouco o espaço.

Ainda não existe a razão.

Ainda não existe nada! Existes tu. Só tu,

Massa de fogo incandescente, brotando energia viva, luz.

Gritos de angústia se movem ao teu encontro,

reclamando o teu espírito

tão sedento de lava.

O Universo inteiro procura-te, insatisfeito

Com a sua amargura,

com a sua solidão.

Acorda...

 

 

sorrio...

publicado por lazulli às 16:56

Segunda-feira, 7 de Maio de 2007



SintoMe: ... apreensiva com o retorno das trevas

EscritoPorLazulli lazulli às 16:28
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Poemas aos Deuses (I)

 



Nem que um deus

Pequeno ou grande

Puro ou misturado

Livre ou disfarçado

Se prostrasse em frente a ti

Te tocasse o rosto

ao de leve

Te olhasse de frente

os olhos negros como a noite

com a sombra

a cobrir o buraco negro

dos pensamentos escondidos...


Nem que o pequeno deus

Te permitisse

Pegá-lo pela mão

e com ele

atravessasses a floresta

mágica invisível

ao olho humano...

tão deficiente sentido

Floresta não densa

mas misteriosa

Mistérios ocultos ao olhar

Não humano

Mas descrente

do que não pode e não sabe alcançar.


Nem que

O pequeno deus

Permitisse a partilha

e comer da tua própria boca

Nem que as gotas de vidro cristalizado

brotassem ininterruptas

de um deus

diante de ti...


Tu Homem

Não o reconhecerias

Não o sentirias

Não o perceberias

Porque os deuses para ti

São peças de um jogo primeiro

e esquecido

com objectivos concretos

a atingir

um jogo pérfido

indigno de deuses

Um jogo

meramente humano

querendo ser divino.


Assim como na eternidade

passada

Também tu Homem

Arrogas-te o direito

de dizeres que os conheces

Mas eu simples humana

Digo-te

olhando-te do baixo onde me situo

permanentemente

Digo-te que

Não os conheces

Não sabes quem são

os deuses que aqui estão.


Conheces deles

Os dogmas obscuros

que sobre si pesam

que foram dar à anterior civilização

que fez esta

onde te encontras.


Conheces

o conhecimento do homem

oportunista

Aquele que

com pequenos raios de luz

difusa

atravessou as redes de pescadores de sonhos

Conheces as lendas

que deles sobram.


Mas digo-te eu

do baixo onde permanentemente me situo

Não conheces a sua dor

nem o seu amor

Não conheces a sua tolerância

a sua persistência

A sua fé

no Homem

quase perdida

com a sua dor profunda

por existirem homens como tu

Únicos baluartes da verdade

exposta

Autênticos lutadores

para fazer ressurgir

a luz fosca do passado

Mas pouco ou nada guerreiros

da verdade e da justiça que caracterizam

Os deuses da antiguidade.


Não corras a praticar rituais

aos deuses

Corre a amá-los

se fores capaz

Corre em seu socorro

Porque

ao socorrê-los

É a ti homem

que estás a socorrer

Porque um dia

os deuses desistem

de tanta incompreensão

de tanta ignorância.

Sempre o deus pequeno

aceita o sacrifício

de te manter homem

a alma e o coração


Os deuses choram

eles choram

Os Deuses sentem

eles sentem

Os deuses

nunca desistem

do amor

essência divina

de onde surgiram.

Não desistem

das partículas

de si mesmos.


Escuta a voz

dos deuses

que aqui estão

e que te falam.

Se não és capaz

de os reconhecer

quando por ti se cruzam

és capaz pelo menos

de os ouvires

quando docemente

te querem poupar?!


Não sabes o que é o sofrimento

homem

Porque só conheces

o sofrimento humano.


(2007)

 


penso: vazia

 

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publicado por lazulli às 17:41

Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

SintoMe: envolta num mundo de mentira e engano à raça humana

EscritoPorLazulli lazulli às 10:30
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Prisioneira Do Tempo




Foi Prisioneira do Tempo que te conheci

E o mesmo Tempo, continua a aprisionar-me e a confundir-me

Ao relembrar-me de ti...

Em conflito, com a tua e minha existência

A medo... relembro-te e esqueço-te

Mas o meu pensamento persiste inseguro, incerto e temeroso

Mas preciso de um amigo

E esse amigo és tu

Só podes ser tu

“A Grandiosidade da Divindade” continua a existir

Ajuda-me a sair deste emaranhado em que me encontro

Ajuda-me a libertar-me desta loucura

Ou então atenua a minha existência, num mundo que não é meu

Sê o meu confidente

Não me deixes sozinha aqui

Preciso de ti.


penso: "VestígiosLongínquos" - do livro de poesia

publicado por lazulli às 10:47

SintoMe: ... olhar o mundo apreensiva
Palavras: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

EscritoPorLazulli lazulli às 00:43
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Domingo, 26 de Outubro de 2008

Atlântida





P'ra lá do mar

Há um lugar que não conheço

Mas não esqueço

O esquecido passado longínquo

 

Relembrado e guardado por Sólon

Imortalizado nos escritos de Platão

E recordado pelos saudosos autores de nossos dias

Que deixaram antever as raízes do passado

D’uma humanidade destruída e perdida nas brumas

 

 

Tão longe e tão perto

Que a memória se perdeu

Mas não a de todos

Porque alguém continua a te recordar

Perpetuando a tua existência do passado

Não deixando esquecer

A realidade da tua veracidade

Mas muitos foram também os que quiseram

Te manter oculta

Longe de tudo e de todos

Como se nunca tivesses existido

Deram outra data ao tempo

Transformando-te num mito

Mas tu

Continuas enigmática aguardando que te façam ressurgir

De entre o mar revolto de calmaria

Silenciosa aguardas no mar do teu nome

Para que os homens saibam onde e porque erraram

No passado longínquo

Mas ressurgires

Será o acabar das lendas criadas depois de ti

Taparam as suas lendas com uma outra lenda

A tua

Inventaram-te

Quando tu existias

Esqueceram-te

Quiseram que realmente houvesses desaparecido

E desapareces-te quase totalmente

Na tua forma física

No meio e sob o mar

Nesse lugar

Que eu não encontro

Mas sei que existe

Junto do fogo adormecido

D’um vulcão inactivo

Aguardando o despertar

Quieta

Silenciosamente quieta

Continuas a aguarda que algum filósofo te devolva a vida morta

Mas os filósofos desapareceram com o passar dos tempos

Dando lugar aos políticos

Sábios do teu e nosso tempo

Quais os melhores ou piores de todos eles

Ninguém mais te relembra na tua verdadeira forma

Ou te quer fazer ressurgir

Passaste a ser mesmo lenda

Onde antes havia o provir

Quanto tempo continuarás silenciosa

Nesse aguardar eterno

Se esperas o entendimento do Homem

Acumularás sobre ti

Uma outra civilização semelhante à tua

A quem tu deste lugar um dia

Quando também procuravas uma outra

Que te tinha também antecedido

E desvanecido quase totalmente

Continuam a procurar-te

Depois de te terem encontrado

Como se fora pouco o que viram

Do que restou de ti

Pisaram teu solo

E não te reconheceram

Porque te quiseram grande

E eras pequena

É o teu conhecimento

Que procuram desesperadamente

Não a ti

Porque a ti já te encontraram

Esqueceram os restos dessa civilização

Quanto os restos que sobram de ti

Espalhados pelo oceano

Mesmo sob o teu regaço

Quando chegarem ao teu conhecimento

Nem os restos sobrarão

Não terão tempo de entenderem

Que perpetuaram o teu conhecimento

Dando-lhe a forma do saber deformado

Descontentes

Duvidam de si próprios

Porque querem a imortalidade iniciada

O poder ilimitado

E tê-lo-ão

Como tu

Até ao ressurgir de uma nova/velha civilização

Ensina-nos o caminho

Para o teu mundo guardado

Não nos dês o que sabes

Antes o que nunca soubeste

Talvez assim

A gente chegue de verdade a algum lado

Sem precisar de ser transportado

Quanto se falou de ti

E quão pouco se disse

Do que eras ou quem eras

 

 

Perdida

No meio das águas imensas

Que te cobrem

E nos pássaros que te cruzam

Todos os dias

Está a tua sabedoria

O verdadeiro saber

Para quem quiser entender

Onde está a tua cultura e o teu conhecimento

Partícula de um mundo perdido e esquecido

Vogando sobre as águas do meu mundo

Olhando o silêncio

 

 

Dizem-te um mistério

Porque a sua imaginação nunca te imaginou

Uma lenda um mito

Porque nunca te compreenderam

És o sonho de um profeta poeta um filósofo

Queriam-te física

Não espiritual

Continuam a violar as águas em teu redor

Na tentativa

De mais depressa te desvendarem

Descobrindo o véu que te envolve dentro das águas

Mas tu deixas antever

A luminosidade do teu "rosto"

Mostrando o paraíso perdido dos Açores

Querendo que se mantenha essa tranquilidade que conquistas-te

Teimosamente eles querem desmembrar-te

Violar os teus segredos

Em volta de ti

Querem adivinhar-te e um dia vão conseguir

E esse será o dia do teu ressurgir do nada

Tomando de novo forma mas esta já fechada

Fundirás em ti mais um mundo civilizado

De leis sem sentido

A que um dia no passado começaste por dar forma

Até chegar aos nossos dias

 

 

Tu aprendeste

Com a tua morte

Mas nós ainda não

Aprenderemos um dia contigo nas profundezas do teu mundo oceânico

E dormiremos também chocados com a nossa ignorância

Olhando o mundo cá em cima a copiar-nos

Esperando silenciosos que entendam a verdade

Ou aguardando também pela sua queda

 

 

Ontem

Eras um continente imenso

De querer poder e saber

Ontem

Eras o berço de uma humanidade instruída

O sonho de quem vivia

O mundo de quem sentia

E espalhavas o teu saber

Instruías como uma mãe

O mundo inteiro

Levando o teu saber aos quatro cantos do mundo

Ou seriam cinco

Perpetuaste

O teu passado oculto

Chegaste tão perto do passado

Que te transformas-te no teu próprio passado

Fundindo-te nele

O procurado

Deste a luz e as trevas a quem te viu

O saber perdido a quem te ouviu

E tu própria

Sumiste por entre as brumas de um tempo mal entendido

Passando de guia a guiado

Foste assim

Eterna na sabedoria

Foste a luz menor de um mundo maior que tu

E de ti hoje

Restamos nós aqui

Também teimosamente perpetuando o teu saber

Na nossa sabedoria ignorante

Até ao perecer de todos nós

E no futuro breve

Outros te procurarão em nós

Tentando descobrir

Este saber de ser

Quem somos nós

Qual o filho que não procura a mãe

Para ir buscar o que lhe falta

A essência do saber perdido

Todas as Pátrias das civilizações

Têm um berço comum

Que propagam um ideal de vida

No decurso de milénios

Que vai crescendo multifacetado

Dando lugar a um infinito perpétuo

Gatinha e cresce como uma criança

E assim como ela o fim chega inevitável

E só algumas sementes

Ainda em estado embrionário

Se manterão e recriarão

Para dar lugar a um novo berço

De uma nova e mesma civilização

Tu senão a primeira foste uma delas

E neste decurso moroso

Os teus rebentos

Aqui estão

Mergulhados nesta nova escuridão

Com um berço semelhante ao teu

Exibindo democracias e utopias

Que sempre mantiveste

Não entendemos que estás aqui

Dentro de nós fazendo-te ressurgir

Espalhando o teu saber pelo mundo inteiro

Exibindo as tuas leis enevoadas pelo passar do tempo

E somos nós que olhamos o teu cume físico

Aguardando um saber que já sabemos

Que fazemos ressurgir-te das cinzas

E damos vida aos teus anseios

Mas ainda nenhum de nós te entendeu

Nenhum de nós te quis manter perpétua

Transformamos-te todos os dias

Numa metamorfose doentia

Porque ainda não queremos te conhecer

Mas continuas teimosamente dentro de cada um

Ressurgindo sempre no pensamento deste morrer

 

Recordar-te-ão

Sempre que a ciência mal entendida do passado

Te relembre ao nosso lado

Na nossa própria ciência

Numa simbiose sem princípio ou fim

De tanta tradição longínqua

Que continua a atravessar os séculos

O teu mistério continua silencioso no meio das brumas

À espera que nos venhas ensinar o esquecido

Foram tantos mas tantos

Que perturbaste com a tua memória

Ao longo dos milénios

Que te confundiram

E reinventaram

Com fantasias fantasmagóricas da criação

Dando até lugar à religião

São tantas as obras que falam de ti

Tantos os costumes até aqui

Que saber-te é ver-te ressurgir em cada dia

Dentro das brumas escondidas de cada ser

Todos te conhecem

Ou julgam conhecer

 

E mesmo assim continuam quedos

Enchem os olhos com as tuas margens

Deleitando-se nas cores que te preenchem

No ar leve sob as nuvens

No mar continua a ser o teu lugar secreto

E tão perto

Que qualquer um

Te podia fazer ressurgir

Mas eles fogem obrigados

Para o outro lado do mar

E não irão regressar

Outros valores se interpuseram entre ti e eles

E só as gaivotas vagueiam sobre ti

Num lamento triste de assinalar tua presença

São os navios que te cruzam diariamente

Quanto as pequenas embarcações do passado

Levando um fugitivo isolado

Para o outro lado

Com a grandiosidade de um continente

Estás esquecida

Quiçá perdida

Imponente na tua simplicidade

Dormindo desperta um sono calmo

Onde quer que eu fique

Lembro de ti

A humanidade inteira te procura

Talvez porque ainda te recordem

Bem dentro de seu Ser

Também numa outra camada fossilizada

Procuram a verdade que escondeste nas tuas ruínas desaparecidas

Mas a vida brota incessante

Como um diamante no meio do oceano do teu nome

Ainda estás por aqui

Tão perto

Que te tocámos diariamente

Nas novas descobertas de comando da humanidade

Na esperança de um novo mundo

Dar-te-emos de novo vida

Para em seguida te destruirmos

E poderes voltar a ser de novo lenda

Para os povos a seguir te fazerem ressurgir

Nesta morte e vida perpetua

Ciclo sem princípio ou fim

Até esse esperado dia

 

Do entendimento da verdade.

 

 

"Vestígios Longínquos"

publicado por lazulli às 12:14

Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

SintoMe: ... a olhar o mundo

EscritoPorLazulli lazulli às 20:19
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Dorme Terra




 


 

Passam apressados,

inquietos, atarefados

continuam...

o caminho percorrido, indefinido.

Gente que caminha sem saber para onde

aguardando a prometida

voz inaudível

que tarda em chegar.

Dormem e continuam a dormir

mesmo quando caminham

p'ra qualquer lado.

Aí vão e continuarão a ir

no meio de multidões

crentes andantes

caminhantes sem rumo

 

por um fim anunciado.

Ninguém os vai ouvir neste local

Ninguém quer saber de onde vêm e p'ra onde vão

os desamparados que aqui estão.

Lá ao fundo

onde os dois rios se cruzam cobertos de sangue

a lama envolve corpos mortos e trucidados

verdes ferrugens que andam por aqui e por ali

espalhando o terror nos rostos lívidos

Ainda ninguém os amparou

Ainda ninguém quis saber

Máquinas de guerra de outros tempos e outras eras

 

continuam a queimar o chão para onde vão

Matreiro e traiçoeiro O Encoberto descoberto assiste sorrindo

à miséria alheia.


Espanta-te! Óh Terra!

Porque sobre ti caminham outras gentes

Semeiam sem parar outra semente

sobre teus sulcos ensanguentados.

Envolvem corpos e corpos no teu corpo

Molham de fogo vivo teu solo morto

e fermentam-no com as tuas espécies.

Quando acordas do teu sono profundo

e te inquietas com quem te pisa

é sobre a tua espécie crucificada

que reduzes a nada

e em quem te vingas

da arrogância descarada.


Dormes

E quando acordas é aos teus que penalizas

levando-os de novo à terra que outros pisam.

Até tu estás cega, Terra

e a tua cegueira não os vê

Os teus carrascos ocupam-te e maltratam-te

mas é a eles que poupas nas tuas fúrias

de revolta já mal contida.

Sacodes do dorso usurpados e usurpadores

indiferente nos teus rancores

a amores e desamores

dos que caminham sobre ti leves e cansados

e dos que te pisam esventrando teu solo

matando a vida que há em ti.

Não reconheces ninguém

nas tuas fúrias

Não distingues a massa humana que te cobre

quando se trata de dares o troco

é as “barracas” do teu povo

que caiem por terra desamparadas.

 

Eles estão aqui

há muito tempo

tanto tempo

que se fundiram em nós nesta mistura.

Vê-los todos os dias

Figuras imponentes de arrogância

supremos poderes em abundância

que andam sem caminhar por todo o lugar

Levam a morte a todo o mundo

destroem os caminhos por onde passam

sulcam os mares os céus e a terra

atravessando toda a esfera

pesados monstros cuspindo fogo vivo

de encontro a seres desprotegidos

o ar aclareia como se fora dia

quando velozmente atravessam os céus

gritos de dor ecoam por toda a Terra

Crianças tombam no chão mortas, feridas, órfãos

 rastejam cobertas de sangue em busca da segurança perdida.

Sós

estão sós e desprotegidas.

 

Dorme porque o caminho já começou

Dorme para não veres o que se passa

Dorme Terra

Levamos a morte à morte

e carregamos de novo os mortos para os depositar

no mesmo lugar

Na Terra prometida

devolvendo-lhe de novo a vida morta

para uma nova vida.


 

do livro Vestígios Longínquos

poesia

publicado por lazulli às 14:32

Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

SintoMe: à espera

EscritoPorLazulli lazulli às 20:30
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Sábado, 18 de Outubro de 2008

Epopeia Da Terra Ocupada

Leva-me mar ao meu lugar e esconde-me

Leva-me mar ao meu lugar e defende-me
E, ainda, se puderes
Tapa os meus sonhos de mulher
Diz às gentes que aqui estão
Do meu perdão
Lembra o mundo que passou
A vida que restou de um mundo que findou
Recorda ainda do tempo em que chegaram
E logo retrataram o mundo que não era Seu nem Meu
Caminhei pela Terra e vi o meu lugar
Foi noutro tempo e noutra Era onde eu estive.
 

Princesa adormecida

Princesa minha
 

 

Procuro um tempo

Dentro do Tempo

 

Na vida que não é vida

Percorro o Tempo
E vejo o momento em que aqui estão.
Está pilhado o céu de gente
Luz e trovões rasgam os ares altíssimos
Trazendo morte e destruição
À Terra viva
E aos habitantes que nela estão.
 
 

Pela Terra

Ocupada por gente alada

Vagueiam sonhos vivos
Maltrapilhos despojados.
Atarantadas
As inocentes e incompetentes criaturas
Vergam os corpos à terra
Escondem os rostos
nas mãos sujas e peludas
e suplicam perdão
ao Poder desconhecido.
Aterrados
refugiam-se em cavernas
Escondem-se dentro da terra
dos olhos dos deuses
Omnipotentes
que chegam por entre o ribombar
do altíssimo que cospe fogo vivo.
 

 

Quando chegaram eram tantos

Que os céus
Pejados de restos de naves que se cruzavam e despenhavam
Relampejavam e lampejavam
Fogo vivo
Trovões incandescentes de outras gentes
Perseguidores e perseguidos
Eram tantos que se matavam
atropelando em fúria insana
as águas do pequeno mundo
no fogo mais que atiçado.
A brisa atravessava o Planeta de lado a lado
E, por onde passava
Deixava restos de um sonho alado.
A gente que vivia no pequeno Planeta desprotegido
a sua própria evolução primária
mas legítima
de naturais da Terra/terra
e nela plenamente integrados
Fustigados pela fúria da Natureza
Não mais amiga
Escondiam-se apavorados.
 

 

Até esse dia...

Guerreiras montando os sagrados
Velozmente percorriam todos os prados
E, eram livres
Todos os rostos sorriam
Todas viviam
Pequenas ou grandes
Esvoaçavam seus cabelos ao vento
Semi despidas corriam pela vida integradas
Viviam Sem mas Com
Até que um dia
Os céus rugiram
Abriram-se
E cuspiram o que traziam em si
E, o pavor das meninas guerreiras aturdidas com o céu a cair
Fizeram-nas fugir e enfiar-se dentro da terra
Esconder-se.
 

 

Perseguidas esventradas possuídas

Estavam as guerreiras feridas
Todos vinham poderosos
Sujar a vida limpa contida na Terra
A humilhação de todas elas
Fez gritar a Terra
 

 

Grande

A mãe chorava
E suas filhas matavam-se
A dor deu lugar à sujeição
para preservar as que restavam
 

Ninguém lhes acudiu

O inferno instalou-se na Terra que era delas
E, com o tempo surgiu um momento de possessão.
 

 

Acabou-se a felicidade

Acabou-se o paraíso
E, os homens que chegaram
Destruíram o ser feliz
Sugaram sua seiva
Despojaram-nas.
 

 

Com eles vinha

O poderoso Senhor
Que satisfeito
Olhava a sua prole
A sua Terra/terra prometida.
 

 

Mas a vida tinha morrido

E o choro pairava por todo o lado
Prometeu-lhes a Terra
E conseguiu
Prometeu-lhes aquilo que não era seu
Prometeu um Mundo
Pertencente a outra gente
Prometeu e cumpriu a promessa
Deu ao homem
Um mundo de outrem
Já ocupado
De gente genuína
Legítimos donos de um mundo
Até aqui apenas seu.
 

 

Olha Iavé/Deus/Allá

Eu já me lembro
Não te defendo
Quanto muito
Um dia
Destruirei todo o teu mundo
Também eu vim de um lugar
Onde as armas são de outro mundo
Não vim contigo
Mas caí contigo
No restolhar de uma batalha nunca acabada.
 
 
Mostra a cara tapada
Mostra o rosto que te cobre
Vagueias na Terra à ... anos
Imundo ser
Que quer ter para sempre o que lhe não pertence.
 

 

Um dia a mulher saberá quem é

E protegerá com o seu próprio ser
Todas as vidas pequeninas
que hoje tu fazes morrer.
 

E, ao contrário do que querias

Nenhuma de nós
Te deu a Vida.
 

 

Olha homem do Senhor

Nenhuma mulher te quer verdadeiramente
Não tiveste ainda o seu amor
E não mais terás a sua dor.
 

 

Acorda mulher do sono profundo

E vê que eras tu a Senhora do Mundo
Eras quem passeava pelos cantos da Terra
E feliz recebias em ti teu aliado

 

Sol amado

Irmão eterno

Eras quem passeava por todo lado
Vivias com a Grande Mãe e ela contigo
Nunca precisaste de um falso abrigo
Mais vale a morte que a servidão eterna
Conheces a humilhação que sobre ti pesa
Conheces a tua dor teu sofrimento
Conheces o teu carrasco
O Senhor Encoberto
Que revive eternamente
Na sua próspera semente
Sempre inquieto que alguém desperte
E não encontre mais
Terra fértil
Onde depositar
A semente maldita.
O parasita do Espaço
Banido de todo o lado.
 

 

Este não é o Senhor

Do vaso desprotegido
Do ser completo
 

Este é o Lavrador sem Terra

Que aprisionou
Terra alheia
Para ter onde perpetuar
A sua raça.
É o maldito, o banido
Que expulso
Continua oculto
Semeando ferozmente
O terreno que não é seu.
 

Não não quero mais viver contigo

Senhor “amigo”
Vai para a tua Terra
 
 

Levanta-te ó Mãe e ajuda-nos

Sacode de ti o verme imundo
Retira-o do nosso Mundo
Expulsa-o de ti
Sou eu que te peço
Sou eu que lembro
Do passado
Sou eu que cruzei todos os mundos
Onde tu estás.
 

 

Mãe, acorda e luta junto comigo

Vem lutar para o meu lado
Quero acabar com os usurpadores da Terra
Quero expeli-los para o Espaço de onde vieram.
 

 

Mãe Terra

Grande Mãe
Fica ao meu lado e vem ajudar a acabar com esta raça imunda
Que esventra a Mátria Terra e o meu mundo
Vamos destrui-los
Vamos acabar com o mal infestado destes parasitas meio alados
Ninguém os quer em qualquer lado
Expulsos foram de outras Terras
Ninguém os quis no Universo
Porque eram pérfidos
O Encoberto descoberto chama por mim
E eu não o quero ouvir.
 
Morre Iavé
Morre de vez
Ainda estou viva
Outra vez
 

Morre Iavé/Deus/Allá

Morre para sempre
Não enganes mais a minha gente
Não mintas mais a meu amor.
 

 

Pequena e frágil estou aqui dentro

Mas a Terra é minha
Dá-me o que me roubaste.

 

 

ml-(lazulli) 2004 março 31

poesia

 publicado por lazulli às 10:40 (Abril 2007)

SintoMe: renascida

EscritoPorLazulli lazulli às 20:27
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