Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Janeiro 1990

Quando Regressas, eu não esqueço que tu existes. Mas só agora é que eu penso em ti. Deixa-te estar aí à minha espera. Anseio o teu mundo e meu Universo. Anseio que a vida que.... Eram tantos aqueles seres ou não seres, que tentavam a busca de verdades perdidas, naquele tempo ido... que a verdade deixou de ter significado e ficou para sempre oculta ao entendimento do pensamento dos homens. A própria verdade, era demasiado simples e implacável, para que estes aceitassem a sua inferioridade, perante os grandes construtores da própria vida. Preferindo assim, alterar o curso das coisas, quando esta verdade lhes foi de um modo ou de outro revelada. Inventaram o Universo, a Lei, o entendimento dos homens e elegeram entre si, o Deus que mais lhes conveio, para ocultar uma verdade, nesse tempo, bem evidente. Mas já lá vão tantos milénios de mentira e de engano, que os homens não chegarão jamais ao entendimento desta verdade camuflada, nem tão pouco ao entendimento de si próprios. O pensamento deixou de ser o seu Ser, e passou a ser o pensamento de homens eruditos, numa vida de entendimentos que estes mesmo criaram, fazendo os Céus e a Terra, e o homem propriamente dito. Nesse tempo, que o próprio tempo fez questão que deixasse de existir na mente dos homens, sejam ou não eles procuradores da verdade da sua existência, o mundo existia sem viver, e sem grandes aspirações, que não fosse o deixar de existir. Mas o corpo que os cobria, começava por querer mais do que lhe estava destinado. E o pensamento desenvolvido, daqueles que mais depressa foram ocupados, pelos seus opositores, trataram de mostrar o caminho para existir. Pois existir era muito mais importante que não existir. Quando o Tempo foi criado, eu estava sentado junto da berma, entre o que existe e não existe, sem saber como alterar o decorrer do Universo sem Tempo. Mas ali parado, senti o meu Ser ser estilhaçado, dividindo-se em miríades. Eu era enorme no princípio, tão grande que o Universo inteiro não suportava todo o meu tamanho. Quando viajei pelo espaço não existente, vi-me partido por tudo quanto existia. E ao tentar agarrar os pedaços de meu Ser, quase que fiquei preso à vida da existência. Não sabia mais que resolução tomar, para recolher as partes de mim, que vogavam por todo um Universo desconhecido e apavorante. Nem tão pouco sabia mais distinguir quem era eu. Todas as Formas eram demasiado iguais para que eu próprio as pudesse definir. Recolhi-me num lugar onde o Tempo ainda não tinha penetrado e aí fiquei, aguardando um modo de me reconhecer. Até que eu próprio, descobri, que eram muitos, tantos que nem eu sabia. As leis são feitas pelos Homens para os Homens. São feitas pelo Mundo para o Mundo. São feitas delas para elas mesmas. Nenhuma destas leis, sou eu. Eu nem tenho lei. Eu nem tenho nada. Porque é nada a minha formação. E só, quando, o nada atinge o Ser, é que ele é alguma coisa. Pensa na lei desde a sua existência na Terra, porque falar fora da Terra, é o mesmo que dizer que eu existo, quando nem o meu mundo existe, como pode o que nunca existiu, existir? Como pode aquele que não é, ser? Como pode aquele que não sabe falar, falar? Que mundo é esse que se criou a si próprio, sem que os que não existem, nem nunca se viram dizer, que existo. “Penso, logo existo.” Mas onde está essa existência que depois de milénios, criados, ninguém viu a alma que procuram. Só é alma, porque não existe. Como podia então, eu existir? Existir é o grande sonho de quem quer existir. Anulo as formas, porque não me vejo dentro delas. Quando te recordo, recordo o não sentir. Recordo a essência que te gerou o Ser. Recordo Nós suspensos, palpitando no Tempo depois dele existir. Voltar a criar a inexistência na existência, só será possível, se os não existentes entrarem dentro deles mesmos e anularem a matéria que os cobre, e que os usurpa. Muitos eu houvera já perdido, desde o início da formação das Formas. A matéria, bem que só constrói as formas, porque o não existente tem necessidade de reencontrar o seu próprio mundo perdido e esquecido, no princípio. Quem pode lembrar o princípio se o princípio nem sequer começo teve? Quem pode dizer que eu falei aos Homens, se nem fala tenho? Quem pode mencionar o meu nome, se eu nunca me cheguei ao mundo dos mortos, por não poder entrar nele? Como eles não podem entrar no meu! Quem são os que me procuram, ciosos de me conhecer, sem se conhecerem a si próprios? O pensamento deles é o meu pensamento. Querem escutar o meu pensamento, sem escutarem o deles? Sem um não existe o outro. Ninguém me viu, porque eu não tenho forma nem ocupo espaço. Como podem então dizer que eu existo? Para existir, teria que estar aí, como vós ou já ter estado. Sei que não estive, porque do vosso mundo eu só conheço os pensamentos que por vezes transbordam o Universo, dizendo o que é o vosso mundo. Não vos entendo, não vos conheço, não sei quem sois. Apenas sei que vós existis, sem terdes que existir. Vós estais e continuareis a estar de forma para forma, porque não sabeis que viver sem forma é serdes vós mesmos. Como levar até vós esta verdade, de que alguns de vós fazeis parte. Porque não todos?! Porque todos seriam muitos, e muitos só existe no vosso pensamento. Nós somos um único só, e somos muitos, se o muito existe para vós. Olhai à vossa volta e verificai se é ou não é verdade, que tanto o vosso miserável corpo, tem a mesma origem e as mesmas funções que a matéria. E verificai também, se os vossos pensamentos são ou não são, os mesmos que os demais. Para lá do horizonte criado, ainda está o Caos a fervilhar de essência. E o que vier depois, é mais importante do que está agora. Vocês, mais que pareceis seres perdidos, na busca, não do vosso próprio Universo, mas sim, na busca de um Universo, que não é o vosso. Muitos foram, e um só, que já desceu a esse lugar de Tempo, na tentativa de vos mostrar quem vós sois de verdade. Mas as suas palavras foram alteradas por vós mesmos. Muitos deles sucumbiram, na tentativa, de vos mostrar. Mas vós matais mesmo a vocês mesmos. Que é o mesmo que matar-vos a vocês próprios. Como ensinar-vos então esta verdade? Às vezes penso, que vós não entendereis mais, e vos fundireis com essa coisa abominável, que é a matéria que inclusive criastes e criais.

 


eu, pessoal

publicado por lazulli às 18:56
Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

EscritoPorLazulli lazulli às 12:48
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