Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Batalha Interminável


 


Longe da razão humana
que se prende na aparência
das coisas ditas

e das coisas

que ficam por dizer
na Guerra Interminável
mais velha
que as velhas constelações
fiquei queda
escondida
no canto impenetrável
dos sentidos
mal vividos
mal Disfarçados.

 


Podia-me ter valido
acreditei
de dois
apenas um
finalmente Um
um embrião distante
à deriva
pelo Espaço Infinito
que mal se vislumbra
na memória
esquecida
escassamente lembrada
esporadicamente recordada
por instantes de tempo
para logo se desvanecer
com o preenchimento
do mundo
e das coisas do mundo
o tão amado e defendido
mundo
não dos sentidos
nas da eterna razão
sempre poderosa
e consciente
sempre Invencível.


Quanta infinidade de tempo
perdido
numa Guerra Interminável
sem fim à vista
onde só as mentes se movem
constantemente
com o uso
de uma razão
Deficiente.

 

 


Esperança adiada
por nada
agora
mais tempo para o Tempo
velha senhora
porque o teu tempo
foi roubado
no meu Tempo.

 

 

 


Choro
choro a minha incapacidade
de mostrar a verdade
choro
porque falhei
por ânsia humana
por querer ser
feliz
igual a qualquer mortal
só uma vez
e nessa vez
esqueci-me de ti
do nosso mundo
da nossa Casa
das nossas gentes
esqueci a Guerra Interminável
esqueci a luta constante
esqueci-os
e eles não perdoaram a minha falha
estavam atentos
e sou eu agora
que mordo a própria dor
constante dentro de mim
que não terá fim
até aos finais
dos tempos
que vivem do e no
próprio Tempo
do Espaço não mais fechado
e sim
em constante crescimento
expansão ilimitada
do Tudo
que é Nada.




Maldito Tempo
que corrompes
o sentimento verdadeiro
por meus sentidos

te condeno
a diluíres-te
no próprio tempo
de que és feito
o Universo poderia ter paz
a paz tão desejada
depois de tanta batalha
interminável
de tanta luta
nesta Guerra constante
intermitente
Infinita.



Vencida perdida esquecida
nos confins do universo misturado
esqueci
e o inimigo não perdoa
sempre mais forte
mestre da divisão e deturpação
está sempre presente
na mente humana
aquela que não ouve os sentidos
e sim escuta a razão.

 

 


Hostes
presas ao solo duro
por onde caminham todos
com meios
poderosos meios
movimentam-se no mundo etéreo
da gigantesca egrégora lamacenta
onde todas as mentes se cruzam
e tomam todas as direcções
e directrizes
sem consciência
se comunicam
apoiam
reforçando as armas
das mentes insanas
prontas a golpear
o intruso
até dele
nada restar
que recolhem em si
cada vez mais
o poder dos fiéis seguidores
adoradores da vida
sem Sentido.

 


Podia ter-me valido
protegido
acreditei
evitando que eu me introduzisse

 



dentro de mim mesmaESTA.jpg
e ficasse presa

de novo

ao mundo estranho
conhece a minha alma
a verdadeira
não tem perdãoserpente.gif

 

 


pela perda do Universo Essência
de onde descende
pela tão ansiada oportunidade
da paz para o nosso mundo
para a nossa Casa distante
para todos Nós
os descendentes caídos
do mundo primeiro
agora adiado
mas tanto e por tantos
desejadoface1.jpg

 

 


na união
do Impreparado
Embrião.

 

 

 

vencida

poema. poemas, poesia

 

publicado por lazulli às 21:18

Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

dois comentários (não lembro de quem. peço perdão)


EscritoPorLazulli lazulli às 12:13
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