CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros
Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Esperança...


 

 

 
O que se esquece que existiu ou pode ainda existir:
 
 
Esperança no além que se torna cada vez mais longínquo,
 
 
Ficando um espaço infindo de agonia.
 
 
Ouço os murmúrios dos primórdios dos tempos,
 
 
Sussurrar-me o mundo eterno e imutável
 
 
Da existência do Homem na Terra.
 
 
Diz-me para viver...
 
 
E a vida impede-me de o fazer.
 
 
Diz-me para sorrir...
 
 
E as lágrimas afogam-me
 
Numa existência triste e sem sentido.

 


eu, poema, poemas, poesia

publicado por lazulli às 17:37
Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

 

 


EscritoPorLazulli lazulli às 23:23
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 O que é?
SonsDaAlma:
De António a 6 de Janeiro de 2009 às 09:10
Olá, minha amiga:

Espero que tenha passado um óptimo fim-de-semana.
Tenho neste momento os olhos prestes a sucumbirem ao sono, sem que eu possa ao sono subumbir.

Nem sei se devia deixar-lhe um comentário depois de ter lido o seu poema. Às vezes, quando me sinto triste e sem esperança, isolo-me num canto à espera que fique "curado".

Mesmo não sabendo se estarei ou não a ser inconveniente, aqui lhe deixo o meu desejo de ter um dia excelente

abraço

António


De lazulli a 6 de Janeiro de 2009 às 09:23
Bom Dia António

Obrigada. Passei sim.

O António nunca é inconveniente, bem pelo contrário. Espero que o António também esteja bem.
Antes eu também fazia assim. Isolava.-me.

Li o seu último poema. É muito bonito. Gostei muito dele.

Um raio de Sol pra si
Com carinho

Tenha um óptimo Dia de trabalho. Está um Sol bonito hoje. Apesar do frio é bom sentir que o Sol está presente.


De António a 7 de Janeiro de 2009 às 15:37
Boa tarde, Maria:

Hoje estive no seu blog História da Humanidade. queria perguntar-lhe se é professora de História, para estancar a minha curiosidade.

Li qualquer coisa sobre o nascimento de Virgílio e de súbito lembrei-me da sua Eneida. Já alguma vez leu esta obra? Mais uma vez por curiosidade.

Um abraço

António


De lazulli a 7 de Janeiro de 2009 às 16:11
Boa tarde António.

Professora... de História... não


Mas, sim, li a Eneida. Mas antes da Eneida, li a "Odisseia" de Homero.

Confesso que gostei mais da Odisseia porque a Eneida, tardei muito em ler. Sempre que lhe pegava... logo largava. Nem sei bem porquê.

Tem "graça" ter-me perguntado; porque aqui à dias, dizia para comigo mesma: Vou ter que voltar a ler a Eneida de Virgílio. É que nunca fiquei muito satisfeita com a minha leitura à Obra.

Sobre Virgílio, além de uma passagem aqui e ali, li e muito gostei, da biografia de Nero, de Emílio Radius, onde faz referência ao mito de Virgílio, sobre o "divino menino". Coisa que me intrigou. Mas é só uma curiosidade que me veio à mente.

Sabe, como quando a gente pega num livro e só os olhos lêem?! Foi isso que me aconteceu com a Eneida. Acho que não interiorizei bem. E, quando assim é, tenho que reler.

Estou a olhar para ele. Esta sua lembrança pode levar-me a decidir pegar-lhe mais uma vez.

Obrigada, antónio


Está um Sol muito bonito apesar do frio.
Gosto deste Sol.
Fique bem



De António a 7 de Janeiro de 2009 às 16:43
É curioso porque comprei a eneida de Virgílio na feira do livro em Lisboa do ano passado por um preço mais que acessível. E fi bem, porque fizeram um nova edição da capa e agora é mais caro.
A Odisseia de Homero já li duas vezes. E confesso que gostei também mais do que a Eneida porque esta última está escrita em decassílabo. Não é de fácil leitura, porque, quando queremos que a narrativa flua, a maneira como está escrita trava a avidez com que queremos saber o que se irá passar.

Mas mesmo assim gostei muito, principalmente do episódio da narrativa de Eneias à rainha Dido.

Estou sentado num lugar em que da janela vê-se o sol - e sempre à mesma hora - reflectir fortemente os seus raios dourados nos vidros de um prédio.

Não a maço mais.

Um abraço enorme e fique bem


De lazulli a 7 de Janeiro de 2009 às 17:28
Nunca me maça, António. Pelo contrário, vai-me fazendo um pouco de companhia.
É sempre um prazer, tê-lo aqui.
Já li o seu último poema. Os títulos do antónio sempre me chamaram à atenção. São ricos!
Depois, mais logo, passo lá de novo.

Sabe, vou ler de novo a Eneida. Até porque como lhe disse anteriormente, não fiquei satisfeita. Deve ser pelo que o António acaba de dizer.

Não conheço essa nova edição. A que eu tenho é da Europa-América. Não me lembro dessa parte, mas, quando voltar a ler, logo lhe digo.

Quanto à Odisseia. Foi.... uma viagem no tempo, das mais bonitas que as letras me proporcionaram.

Vamos ver se uma nova leitura à Eneida, derrota em mim, esta paixão por Homero.

Eu para ver o Sol (que muito amo e muita falta me faz) de volta e meia tenho que me levantar.

Acordei bem com ele a chamar-me, tocando-me no rosto, estes dois últimos dias.

Ainda bem que o Sol está perto de si.

Fique bem amigo António e Obrigada pela sua presença. Obrigada, mesmo.


De António a 8 de Janeiro de 2009 às 15:29
Boa tarde, Maria:

Queria fazer-lhe uma pergunta que, mesmo infantil, não queria deixar de fazer: porque é que na sua fotografia não tem o rosto por inteiro??? Por uma questão de segurança ou para criar um pouco mais de mistério e curiosidade em relação à sua pessoa?

Bem, espero que não fique melindrada por esta minha pergunta.

Abraço

António


De lazulli a 8 de Janeiro de 2009 às 19:00
Só agora voltei à CasaDeCristal. Ando a tentar compor uma parte de "Mary e Paz" não me está a correr nada bem. Já perdi um texto. Não estou a conseguir refazê-lo.

Daí, que só agora vi o Comentário/Pergunta, do António.

Vindo do António, não, não fico melindrada nem coisa nenhuma.

- Sabe o antónio, quando criei a CasaDeCristal, não sabia muito bem como proceder. Mas... queria colocar algo verdadeiramente real que me identificasse.

Pus os meus olhos, por uma simples razão: Porque eu mesma gosto muito deles! E, são eles que melhor me identificam e definem.

Mas não é bem verdade que eu já aqui não tivesse colocado o meu rosto. Em LOBOS está o meu rosto.

Portanto, António; pode ter sido por muitas razões, mas seguramente não foi para criar mistério em torno de mim. Acredite que tenho quanto baste, não só nas minhas palavras como em mim mesma. Eu... gostaria que esse "mistério" fosse ignorado por todos. Isso assusta-me e... pode mesmo levar-me a sair daqui.

Escrevo isto porque é o António a perguntar. E, porque aprendi a conhece-lo na sua poesia. Sei que pergunta com a melhor das intenções. Pode perguntar por algum motivo. Mas acredito que seja qual for, não é mau.

Tem sempre a minha alma que é muito melhor que qualquer imagem minha.

Peço perdão, pela estima que lhe tenho; mas, este tipo de perguntas eu nunca faço para ninguém.

Nem quem és.
De onde vens.
O que fazes.
Qual o teu estatuto social.
Etc, etc, etc.
E... mesmo no meu dia a dia, ajo exactamente deste modo. Só profissionalmente respondo a algumas questões se forem estritamente necessárias.

Porque sempre acreditei mais na essência do Ente do que na matéria (digamos até que sou sua inimiga.)

Obrigada, António. Espero que a minha explicação lhe seja satisfatória.





De António a 9 de Janeiro de 2009 às 11:49
Se a minha pergunta levá-la a desfazer-se novamente da sua Casa, não me perdoarei. Se reparar no ÀsEscondidas também não coloquei nenhuma foto minha, por julgar ser desnecessário. Há pessoas que valorizam-se pelo rosto que têm que 'propriamente pelo que escrevem. Desta forma previno-me contra quem busca o romance e a história de amor sem amor. Confesso que não navego por muitos espaços como os nossos porque, parecendo um cão com faro apurado, pressinto que não é pela escrita mas pela aventura.

Peço-lhe que na nossa estranha amizade continue a ser a mesma.

Abraço e desejo-lhe calor neste dia frio

António


De lazulli a 10 de Janeiro de 2009 às 00:00
Meu "querido" antónio, vou-lhe deixar uma curta mensagem. Já escrevi mais, mas tenho que pôr direito. Escrevi a voar e está cheia de erros. E, neste instante, estou um pouco sem vontade de fazer isso já.

Como estou com o coração apertado. Não gostaria de o antónio ficar "angústiado" por culpa minha.

- Deixo-lhe então esta curta mensagem por agora:

A NOSSA ESTRANHA AMIZADE CONTINUARÁ A SER A MESMA, SIM!

Porque eu aprendi a conhecer o seu coração.

Fique bem António

Com muita gratidão e estima

(Depois coloco o que escrevi) fique bem amigo. Por favor. Senão também não fico bem.


De lazulli a 11 de Janeiro de 2009 às 13:49
Olá meu amigo antónio

Só agora tenho oportunidade de lhe responder. Durante a tarde toda foi-me impossível. Daí aguardei, para também só agora, aprovar o seu comentário.

Também eu não me perdoaria não lhe fazer no exacto momento que o aprovasse. Não gostaria de o saber "angustiado". Fiquei a tarde toda a pensar. Não é justo com o antónio. De modo algum.

Lembra-se de quando eu apareci no AsEscondidas?! O António, tendo sensibilidade suficiente para perceber o meu descrédito e temor perante este mundo da net e sua envolvência, um dia diz-me mais ou menos isto:

"... contorne o lago primeiro...." não me lembro bem, exactamente das palavras. mas gravei dentro de mim o sentido delas.
A verdade é que eu sou pouco previdente e normalmente vou logo direita ao lago e como águas não é o meu forte, muitas vezes quase me afogo.

E tantas palavras boas me disse sem interesse nenhum, a não ser o unicamente humano, que começou a nascer uma estranha amizade. Que eu não esquecerei.. Confesso que tentei fugir do AsEscondidas duas a três vezes. "Normalmente fujo do que gosto." Mas o António marcou sempre bem a sua diferença. Incentivadora. Apoiando-me. Sendo compreensivo. Persistente. E sempre desinteressadamente. Não

tenho como lhe agradecer todo o seu carinho e visão.

Aprendi a conhecer o antónio na sua poesia e no excelente carácter que tem. Como não gosto de Caçadores ou Predadores, foi fácil gostar do antónio. Não o senti nunca à Caça de coisa nenhuma. Está porque está. E, essa forma limpa de estar, fez-me "pertencer" com confiança ao asEscondidas e dele tirar emoção e ajuda, para eu mesma poder aqui permanecer.

e... muita coisa.

Por isso, nunca a sua pergunta me levaria a agir desse modo. Talvez me refira a curiosos. Insistentes curiosos. Um pouco cínicos. Mordazes. Pouco transparentes. De um certo modo um tanto ao quanto, mórbidos. Às vezes mesmo sem querer, quando estou a falar para uma pessoa, na mensagem, mesmo sem eu o fazer com intenção especifica ou determinada, acabo por escrever o que sinto ou é importante para mim dizer, tanto para quem estou a escrever como para quem por acaso, não estou no momento. Digamos que a base da questão é uma pessoa, onde coloco a essência de mim para com essa pessoa e por entre todas as palavras estão outras palavras para terceiros. Consegui explicar?! - Às vezes as pessoas que gosto podem até ficar tristes comigo, mas é o meu modo de ser. Nunca consigo ser só uma coisa ou fazer só uma coisa. Ou mesmo pensar só uma coisa. A única coisa que sempre tento, é dizer sempre a verdade (mesmo que seja unicamente a minha verdade - se é que tal coisa existe).

....


De lazulli a 11 de Janeiro de 2009 às 13:55
...

Quer dizer que no seu todo, só tentei dizer para o antónio, que algumas perguntas eventualmente podem ter um efeito em mim um pouco devastador. Mas, não era especificamente dirigido ao antónio. Ao antónio eu só quis que tivesse conhecimento desse meu "mau" estar. Nada mais. Porque ao antónio, estarei sempre disposta a responder, desde que possa. E se não puder, eu mesma lhe direi. Porque sei que o antónio respeitará isso. E, por outro lado ainda: o antónio fez-me uma pergunta, não fez nenhuma afirmação. E a uma pergunta responde-se tentado esclarecer. Foi o que fiz ou tentei fazer. - O problema não são as perguntas.... antónio, como eu acredito que sabe; o problema são as afirmações ou tentativas de um modo reptilinio (gostei da palavra. serpenteiam. no meio do pântano. mote para um poema. tou a brincar. mesmo assim acho que o antónio o conseguiria fazer. desculpe. às vezes tenho a mania que invento - de lançar a dúvida sobre alguém. Frente a frente, as pessoas têm hipotese de defesa de vários modos. (por vezes nem sempre) mas eu tenho, sem sombra de dúvida. Agora neste mundo que todos nós estamos a construir para o futuro?! ... Temo que não! Mas eu preocupe-me com isso. Tento ser fiel a mim mesma de modo a conseguirmos todos em conjunto, fazer AQUI MESMO um mundo melhor. Sem desconfianças. Verdadeiro. Depende de nós. Existem por AQUI seres exepcionais. Acredito que com persisencia o podemos conseguir. Eu estou a tentar passando por cima de mim mesma. Gostaria que existissem outros. Outros que dissessem: "este mundo é nosso"! Das nossas almas livres. Aqui não temos dogmas, convensões impostas por vós. Aqui somos livres, contrariando todas as vossas sujeições! .... E, como sou convencida quanto baste; acredito que é a todos nós, todos! Os que escrevem bem ou escrevem mal, mas escrevem; que cabe fazer


De lazulli a 11 de Janeiro de 2009 às 13:59
que cabe fazer deste mundo, longe e melhor do que aquele que nos impõem todos os dias! Aquele onde ninguém acredita em ninguém. Onde o desamor é a grande moeda de troca entre todos que assenta no: quem és, o que fazes e de onde vens?!



... ui, estou a divagar demais.



Sabe o antónio, existe de facto um motivo/razão para que eu não queira alguns géneros de perguntas. Umas expliquei-lhas anteriormente. Outras há em que me sinto uma espécie de coisa que desperta a atenção de muitos e só mórbidas curiosidades. E interesses efémeros. Eu valo pelo que sou. E o que sou é bem visivel, a todo aquele que é.

Estou cansada de estigmas antónio. Porque a verdade mesmo é que me sinto a pessoa mais pequena e insignificante deste mundo. E sou-o na realidade. De verdade. E, magoa-me, tanta (mesmo que por culpa minha) interrogação. Tanto mistério.

Está tudo aqui antónio.

Não sei se algum dia se sentiu demasiado visado por pensar de modo diferente da maioria. Mesmo podendo-se ser visado pela positiva, mesmo assim, pessoalmente a mim aborrece-me. É horrivel ouvirmos sempre as mesmas coisas. Por mais boas que sejam e até bem intencionadas, para mim, tem um impacto que me fere. Como se eu fosse um bichinho meio estranho. Até posso ser. Mas tenho o direito de querer ser tratada como toda a gente é. Afinal das contas, tenho pernas e tudo. (não se esqueça antónio do que disse atrás. ao falar com o antónio também falo com os outros. Entende?!) - para mim não é transendente ser bom. Sim, porque eu sou boa. só isso. Para mim anormal é exactamente as pessoas não corresponderam aos sentires das suas próprias almas. - É um sonho que eu já não tenho mas ainda mantenho. Pelo menos vou existindo sem tanta amargura perante um mundo inútil, mas também sem me deixar secumbir por ele. Se tiver que ser a última alma genuína, sê-lo-ei. Nem que encha rios de águas infinitas. Mas a mim eles não me hadem vencer, nem com a ilusão do mundo deles e muito menos teme-los.

Por isso também eu não lido muito bem com elogios. Com especiais, diferentes e coisas que tais. Sou mesmo uma pessoa vulgar que apenas está farta de ouvir que é diferente. Nem os outros imaginam, que aquilo que julgam presunção e tanto querem desmascarar a mim me entristece. Já pus o meu lugar à disposição de tanto descrente. Mas parece, que afinal, ninguém o quer. Pois, compreendo. Porque assim como qualquer outro, vivo as agruras da existência. E, de uma existência que não escolhi. Que nada tem a haver comigo e que jamais me há-de vencer. Serei fiel a mim mesma, nem que dure uma eternidade. Como explicar tudo isto? E porque eu não tenho direito de ser vista como se vê qualquer um? Tudo isso me magoa.



Extiste um livro: "Um Estranho Numa Terra Estranha" - não sei se o antónio já o leu. É exactamente o que eu sinto. Exactamente.

A net perturbou-me porque dei conta que nem aqui passo sem despertar atenções. Tudo aquilo que eu não queria. Muitas vezes, por isso, penso fechar tudo isto. E também porque tenho medo de prejudicar alguém com o que "invento". Sinto-me responsável. Receio. Receio muito, até.

Quando eu falo que algumas perguntas podem levar-me a decisões mais drásticas é porque eu queria que me dissessem coisas normais. Eu não queria ser alvo de muitas perguntas pessoais e muito menos de afirmações, que estão anos luz, de mim.

Podem perguntar-me e pedir satisfações ao que eu escrevo. Criticar. Corrigir. Etc. Tudo quanto quiserem. Mas nunca falar de mim. Nem bem, nem mal.

Pode parecer-lhe complicado. Mas eu acho que o antónio tem capacidade interior para perceber isto tudo. Mas.... eu preciso de estar aqui em paz e confiante. Sem pensar que o interesse das pessoas é mais cada um e cada qual do que o seu próprio sentir. - uma espécie de egoísmo que não é pertença do nosso verdadeiro eu.

...


De lazulli a 11 de Janeiro de 2009 às 14:03
...
Eu gosto de ler os outros. Entrar-lhes na alma quando me é permitido e comungar com o sentir dessa pessoa. Tento abraçar todos os "mundos" sem os fazer colidir uns com os outros, de modo a entender todos. (ESTES TODOS É RELATIVO) E faço-o por amor e com amor. Triste por vezes, por não poder dizer tudo quanto me atravessa o ser em relação a A ou a B, apenas porque muitos não estão preparados para receber sentimentos sem nenhuma espécie de interesse. Dos interesses deste mundo.

Depois, quis saber deste mundo. E circulei por onde pude. Horas antónio, para tentar entender. E... ainda bem que pessoas como o antónio fazem a diferença. Peço perdão a muita gente por minha ousadia de avaliação. Mas por vezes parece-me que as pessoas estão, por interesse ... não sei como dizer. Mas, é aquilo que o antónio disse quando falou do cão.

O antónio não representa o pior que vi. Representa o melhor que vi. Continuo a considerá-lo uma pessoa bonita. Um amigo que não esquecerei, mesmo quando não estiver mais aqui.

Portanto, não sei se compreendi mas aceitei a sua pergunta.

- Não se esqueça o antónio que é um dos grandes incentivadores à reabertura da CasaDeCristal. Nunca a voltaria a fechar, sem pelo menos, primeiro o informar.

Mas, essa não é a questão. O antónio é um dos responsáveis por eu continuar com a CasaDeCristal.- Portanto, não se apoquente meu amigo.

Agradeço muito o seu entendimento e a sua dedicação a uma desconhecida. Só lhe digo que a Sua Musa Amada, tem muita sorte por tê-lo como seu companheiro. E tem razões para estar orgulhosa, do antónio.



A última parte do antónio explica melhor aquilo que eu vi, por aí. Assim sendo o antónio está capaz de entender que no meio de todos os meus motivos, esse pesa também e muito. Mas, nunca essa razão teria a ver com o antónio. Longe de mim me atrever sequer a ter essa razão contra o antónio, que sempre foi transparente nas suas "intenções" de ser só amigo. E eu agradeço esta sua amizade. Porque aqui, todos os verdadeiros amigos são poucos perante um pântano cheio de aves de rapina e outros répteis. (agora é que me matam!)



Percebe antónio, então, a minha reação?! Outros não têm essa capacidade. Sentem-se ofendidos. Aqui mais uma vez o antónio corresponde, com a limpeza da sua alma, permitindo a continuação desta estranha amizade que surgiu sem mais nem menos. Acho que não! Surgiu porque existe a verdade entre nós. E não procuramos nada, apenas somos dois seres humanos, que gostam de escrever o que bem ou mal sentem.- Que existam mais! Tenho a certeza que existem! Estão é demorados! Eu sei que o antónio não fez a pergunta com nenhuma espécie de intenção. Tenho a certeza. Por isso com muita delicadeza e estima, lhe peço que entenda o meu ponto de vista que nada tem a ver com o antónio e sim com quem não lê mas quer saber, porquê.



Lerei com certeza outras pessoas mais. Espero nesta minha cruzada (isso faz-me feliz) encontrar muita mais gente como o antónio. Assim, eu poderei ficar confiante com o que leio e com o que escrevo. - não tenho é um faro tão apurado quanto o antónio. E... estou sempre a ver quando me vou enganar.



A nossa estranha amizade, antónio, que nasceu da franqueza logo desde o início, continuará garantidamente a mesma. Porque o antónio é sem duvida uim ser bom. E tenho muito orgulho de me ter aceite no AsEscondidas e no seu coração, como uma amiga que lê com muito prazer e contentamento, todas as suas letras.



Não estou muito capaz de escrever. Mas creio que o antónio entende.

Enquanto existir gente como o antónio, neste mundo, eu manter-me-ei nele.



Está frio aqui para cima. Mas, como sou friorenta quase fui de cobertor para a rua. Recebi o telefonema de uma amiga a dizer que tinha neve na varanda dela e estava a fazer um boneco com ela. Mas... não me atraiu o convite. Sei bem o que é neve e não lhe tenho assim tanto amor. Gosto mais de calor.



António um bj para si, para a Patrícia e claro para o futuro (os deuses o permitam) leitor das nossas palavras, o pequeno Edu.



Até amanhã



(Bom Domingo. Afinal fui atirar neve.)


De António a 12 de Janeiro de 2009 às 12:12
Olá, Maria:

Estive a reler os seus vários comentários. A Maria torna uma gota de água num vasto oceano
(é porque nunca me possa alongar mais nas minhas palavras)
é a pessoa que conheço que mais se deixa levar pelo embalo impresso nas palavras. Sinto às vezes que na sua escrita tem a sua alma a empurrá-la para a frente, continuando a escrever numa fúria incontrolável. compulsivamente, alguns dos meus poemas nascem da mesma forma. Sinto que a minha alma não me deixa parar.

sorri ao ler a última parte do comentário. Disse sim ao fazer um boneco de neve. Às vezes chego a enternecer-me com a mesma brancura expressa nos seus sentimentos.

A Maria perguntou-se se alguma vez tinha lido "Um estranho numa terra estranha" e achei curioso porque é o título de uma música que se chama "Stranger in a Strange Land", duma banda que adoro.

De momento estou a ler "A isustentável leveza do ser" do Milan Kundera.

Bem, desejo-lhe um dia excelente, como sempre

enorme abraço

António


De lazulli a 13 de Janeiro de 2009 às 10:35
antónio, bom dia

Hoje não "crio" um oceano, apenas um pequeníssimo charco. Falta de águas salgadas. E até de águas doces.

Estou no "intervalo" daqueles onde se faz "companhia" aos mortos. Como se eles precisassem disso para alguma coisa.

(apetecia-me falar sobre a morte que atemoriza tanta gente. a qual considero uma "bênção" ) ai que ela não existisse.

Saber o mistério da Morte na Vida
ou
Saber o mistério da Vida na Morte?

Obrigada, antónio pelo seu comentário.

Tenho a Insustentável Leveza do Ser, mas não li.

Primeiro vou retornar à Eneida
Depois à Origem das Espécies
E depois A Insustentável Leveza do Ser

(modo de acompanhar a leitura de quem gosta da CasaDeCristal)

Gostaria também, se me permite, de lhe "dar" uma leitura:

"Cem Anos de Solidão" de: Gabriel García Márquez.

Bom Dia para o António


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