CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros
Domingo, 21 de Agosto de 2016

... desisti

 

talvez porque deixei de acreditar

talvez porque não interesse mais

talvez porque seja o que o meu intimo mais quer

talvez porque tenha que ser

ou estivesse escrito em algum lugar

mas quero que fique registado

que deixei em silêncio de cumprir

o esperado.

AVozDosDeuses.jpg

 

 

 

(escrito 2008)


EscritoPorLazulli lazulli às 03:36
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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016

manto negro

 

 

 

A coberto de manto negro

pesado manto

de luto extremo

oculto está o sorriso

que o amor transporta

agrilhoado

às vontades

de insanas criaturas

mandatárias

de deuses desconhecidos

mas assim mesmo

hediondos

 

 

Arrasta a vida sob os pés

de passos incertos

inseguros

varre o pó do Deserto

bem como à vida

que lhe impuseram

O manto é grande

pesado

A vida não respira

chora

às escondidas

sob o manto que a cobre.

 

 

Não, não é mentira

é verdade

Mentira são as leis

que a tinta fez e faz correr

no decorrer dos milénios

que passaram e estão por vir

registadas em papiros

pergaminhos

folhas

papéis

Qualquer artefacto

servia e serve

para as tornar

cada vez mais credíveis

à alma desprevenida

não consciente

da Sua Origem

da beleza

do seu início.

 

 

E há-dem correr muitas mais tintas

Serão gastos muitos mais papéis

para o mesmo final

se o manto não for rasgado

em mil pedaços

Não será apenas tinta que continuará a correr

para a terra

O sangue  também continuará a correr

terra dentro

ininterruptamente

Como o tem sido desde sempre.

 

 

Os registos, sim

dos Livros Grandes

são a grande mentira

deste manto que tudo cobre e encobre

para que a Vida

continue morta

Biliões de litros desde o início

Primeiro púrpura

depois

qualquer uma servia

ao papel amargo

onde eram registados

os absurdos

da vida

da existência

da Ordem

do antes e do depois

do Alfa e do Ómega

Tudo coisas desconhecidas

dos austeros utilizadores

de tinta

Das vontades da prevalência

sobre os mais frágeis

Eis a Civilização

gerada na tinta

vinda do nada

mas que tapou rostos

corpos

almas

O Amor Verdadeiro

A Verdadeira Origem.

 

 

Com elas

as leis ditas divinas

criaram-se e fizeram-se absurdos

Implantaram-se horrores

pela Terra inteira

e o mundo foi alterado

do seu curso Natural

desviado

da sua própria verdade

A Liberdade

 

 

Mentes diabólicas

desalmadas

recebem treinos

treinos intensos

técnicas de persuasão

eficazes

A perfeição da maldade

atinge o esplendor

na execução

Daqui

saem mantos

pesados

para as leves

mantos negros

pelos mentores engendrados.

 

 

Escuridão

Perpetua é a escuridão

das leis inúteis

sem sentido

sem verdade

que sufocam a alma que busca

a verdade

que se interroga

porquê

ninguém responde

ninguém se interroga

ninguém indaga

Apontam os livros diabólicos

das mentes insanas

que prometem

Paraísos Perdidos

Inexistentes.

 

 

E sob o negro manto

de olhar fechado

clama-se por justiça

junto dos próprios carrascos

Pede-se clemência

Divina

Mas a Divindade

continua surda

muda

indiferente

Pudera

não foi ela que fez os Livros dos homens

estes os criaram

por interesse próprio

obrigando a aceitar

aos que vêem com os olhos da carne

como com os olhos do espírito

a prisão da alma humana

vidamorta.jpg

 

que dorme morta na vida

e que como inferior

sonha pela liberdade

no Paraíso inexistente

dos seus próprios algozes

Carrascos da humanidade

 

 

O manto que lhe impuseram

que a cobre

até aos pés

pra tão frágil criatura

que desconhece

que a Terra é sua

que nela pode

tem o direito

de viver livre

livre de todas as prisões

de todas as vontades

que lhe são alheias

porque não são

nunca foram suas,

 

 

São ilusões

quimeras

de uma vontade maior que a sua

A dos homens

que continuam

descarada ou surreptivelmente

a outorgar-se esse direito

O único que os faz Maior

perante um qualquer maior

p'ra isso

sempre tem um poder

o dela.

 

 

Mete-lhe um manto

cobre-lhe a beleza

espezinha-a

humilha-a

usa-a por mero prazer

Devassidão

de acordo com a própria Natureza

de onde descende

A Criação

Contente

no inútil pedestal

continua a arrogar-se

ser dono e senhor

da Terra que não é dele

nem de seu Ilustre

Usurpador

O Predador

do Espaço fechado .

 

 

À vida

foi imposta a morte

por poderes desconhecidos

paternalistas indignos

de seu nome

Sem crédito no Universo

onde vagam as grandes criaturas

refugia-se na Terra

local propício

à devassidão que carregam

À expansão que pretendem

para continuar a existir.

 

 

 

Trazem o conhecimento das grandes almas

E com ele

exploram as sagradas criaturas

Não conquistam

tomam para si o que lhes aprove tomar

desde tempos imemoriais

fazem-se donos do que é dos outros

A raiva e fúria da sua eterna incapacidade

leva-os a dizerem-se legítimos

dadores da vida

da vida que não transportam

da vida que não criam

Que não têm

 

 

Querem deixar prol

eternizar-se

inventam

hostilizam

seguindo e fazendo seguir

uma existência

dúbia

que não é de todos

e nem todos a querem

ou dela precisam.

 

 

Mas

a prol

só ela a senhora

sabe a quem a permitiu 

Os danados

não passam de peças mortas

que exigem vida

imortalidade

deficientemente alcançada

que nunca tiveram

mas continuam procurando.

 

 

Aqui está o mundo

ao qual sempre quis fugir

A Abominação total

da alma

 

 

Como moluscos

Rastejam-se

por entre vontades próprias

e absorvem

a liberdade de quem a tem.

 

 

São eles

os fazedores de religiões

descontentes com a sua

abominada condição

de criaturas inferiores

porque é de facto o que são

perante o Universo inteiro.

 

Desprezados pelo Amor

Banidos de todo o Universo

Fincam pés no seu último reduto

arrastando tudo e todos

às mais tenebrosas

abominações

pertença

do mundo de onde vieram.

 

 

Dizem que são transportadores da vida

Que recebem ordem de um supremo

Dizem que a lei é esta

Que todos ganharão um céu

que não existe para ninguém

nem nunca existiu.

 

Ei-los

Seguros

Convictos

da sua Nojenta superioridade

esquecendo o mais elementar dos actos

que distingue o humano do verme

de verdade

O Amor à Humanidade.

 

 

Torturam. Matam. Abusam

Praticam os mais hediondos actos

 

 

Malditos sejam para toda a eternidade

a eles nunca seja dada oportunidade

de redenção

e sim a exterminação

O pior dos horrores do universo

perda

da imortalidade da alma

para sempre

E, para sempre deixarão de existir.

 

O manto negro

os envolverá

na sua própria mortalha

e lentamente

os exterminará!

 

(escrito 2009)

SintoMe: ... sem Esperança

EscritoPorLazulli lazulli às 03:49
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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016

... vivo em Tiamat?!

 

senti-te aqui.gif

Ouvi-te chamas-te-me depois de tanto tempo te esperando fechado e resguardado de tudo quase temendo que nunca nesta vida me encontrasses e eu tão perto de ti falta pouco muito pouco para que se realize o nosso encontro e dentro de ti já estou eu cheio de vida queria ver-te como te senti e embora perto estou longe de ti quase que o mundo deixou de existir porque tu estás aí à minha espera respirei-te como te respirei senti dentro de mim todo o teu ser e quase desapareci de ti como nos visualizarmos como manter este segredo como fazer queria estar contigo sentir-te amar-te deixa-me só contigo ama-me eu quero ter o teu amor que não existe tantos milénios de dor do que existe aqui respirei o teu ar e o teu amor e cheguei neste lugar cheia de dor a quem interessa o que sinto estás vivo Tiamat e tão perto nunca nunca me passaria pela mente poder te encontrar neste lugar sonhei o sonho da verdade meu amado senhor.

 

 

(entre 1997/2003)


EscritoPorLazulli lazulli às 06:35
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... do livro de Dzyan...

(hipóteses sobre a Criação do mundo)


Segundo o Livro de Dzyan, os primeiros homens da Terra eram descendentes dos Celestes, ou Pitris, vindos da Lua. O texto descreve a evolução do homem desde a primeira raça até à quinta "a nossa" que pára na morte de Krisna, há cinco mil anos. Escrito numa linguagem totalmente desconhecida, o Senzar, foi ditado aos Atlantes, diz-se, por seres divinos. O Livro de Dzyan fala das Dinastias Atlantes divinas e evoca os "reis do Sol" que ocupavam "tronos celestes". O Livro de Dzyan conta "diz-se"a história da evolução do mundo. Há dezoito milhões de anos, seres sem ossos e sem inteligência povoariam a Terra. Depois teria nascido uma raça pacífica, e, paralelamente, desenvolver-se-ia uma raça de gigantes monstruosos, mais próximos do animal que do homem. No ano 9564 a. C. ter-se-iam afundado terras no oceano.

 



Livro de Dyzan

Estrofe I:
"... Só a obscuridade enchia o todo infinito...
... Não existia tempo, ele repousava no seio infinito da duração...
... E a vida palpitava inconscientemente no universo.
... Os sete nobres senhores e as sete verdades haviam cessado de ser..."

Estrofe II:
"... Onde estavam os construtores, os filhos luminosos... os que tomaram a forma do informe, a raiz do mundo.
... Ainda não havia soado a hora; o raio não tinha ainda atravessado o germe..."

Estrofe III:
"... A última vibração da sétima eternidade penetra a infinidade.
... A vibração propaga-se, com a sua asa viva ela toca o universo inteiro e o germe que habita a escuridão, que respira acima da água dormente da vida...
... A raiz da vida estava contida em cada gota do oceano da imortalidade e o oceano era luz irradiante, e esta luz era fogo, calor e movimento. A obscuridade desapareceu, já não existia...
... Vejam o espaço claro que é filho do espaço sombrio... Doravante brilha como o Sol: é o divino dragão flamejante da sabedoria.
... Onde estava o germe, onde estava então a obscuridade?...
... O germe do pai obscuro e escondido."

Estrofe IV:
... Filhos da terra, escutem os vossos mestres, os filhos do fogo...
... Escutem o que nós, descendentes dos Sete Originais, nós que nascemos da chama original, escutem o que nos ensinaram os nossos pais...
... Do brilho da luz, que irradiava na noite eterna, jorraram no espaço as energias despertadas... E dos homens-deuses emanaram as formas, as chispas, os animais santos e os mensageiros dos pais santos.

Estrofe V:
... Por seu lado, os sete primeiros sopros do dragão da sabedoria criaram o vento de fogo turbilhonante graças ao sopro santo que girava.
... O filho ágil dos filhos divinos... descreve círculos e cumpre a sua missão... Atravessa as nuvens flamejantes como o relâmpago...
... Ele é o espírito que os conduz e o seu guia. Para começar o seu trabalho envia para todos os lados as chispas do reino inferior, que planam, tremem de alegria nas suas moradas irradiantes...

Estrofe VI:
... O Rápido e o Irradiante... coloca o universo sobre estas pedras eternas...
... Ele constitui-as segundo o modelo de rodas muito antigas, e fixa-as no centro por elementos imperecíveis.
... Como foram elas constituídas por Fora? Ele junta a poeira de fogo. Faz bolas de fogo, atravessa-as, gira em volta delas e dá-lhes vida, depois põe-nas em movimento... Estão frias, ele aquece-as. Estão secas, ele humedece-as. Elas iluminam, ele dás-lhes ar e acalma-as. Tal é o trabalho de Fohat de um crepúsculo ao outro, nas sete eternidades...
... A semente maternal enchia o todo. Travaram-se combates entre os criadores e os destruidores, travaram-se combates pelo espaço.

Estrofe VII
... Vejam o começo da vida sensível que não tem forma. Em principio o Divino, o espírito maternal que é uno...
... Este raio único multiplica os mais pequenos raios...
... Depois os construtores, que envergaram novamente os seus primeiros trajos, descem para a Terra irradiante e reinam sobre os homens e o que eles próprios são...

 

 

(... finalmente, algo meu, verdadeiramente meu, cruza-se neste Caminho desconhecido, onde a palavra perdeu a magia, na fala dos homens, corrompida.

.... não há felicidade nem alegria, na certeza desta certeza, também ela, levemente corrompida

... mas o conforto da minha própria magia.

bigbang

 

... o Sétimo dos sétimos, afinal sempre existia)



Nota pessoal. - Na Busca da Verdade
saudades do Todo Infinito


EscritoPorLazulli lazulli às 06:28
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Ming's

 

 

 

 

 

 

 

Parabéns, mano!

 

amo-te muito. não porque és meu irmão, mas porque és uma raridade de inteligência e amor, no mundo onde estamos.

 

tua irmã, querida.

continuarei a CasaDeCristal. fica tranquilo.

Não te esqueças de não desistir de ser Feliz!

amo-te

 

 

(Janeiro 2015)


EscritoPorLazulli lazulli às 05:55
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UmaEstranhaNumaTerraEstranha

VerNaCasaDeCristal

 

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