CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros
Domingo, 30 de Novembro de 2008

RetornoDasÁguasMil

mariola, deixou um comentário ao post Mary Paz (2ºCapítulo) às 16:49, 2007-10-09

Sinto a sua falta, Amiga!

Espero que esteja tudo bem consigo.

Vasconcelos

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mariola, deixou um comentário ao post Humanidade Escravizada (XXII) às 16:46, 2007-12-21.

Desejo-lhe o mais e o melhor que o mundo tiver, para que dele se gabe em alegria e satisfação. Bom Natal e Feliz Ano Novo! Beijo Vasconcelos
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Hugo Jorge, deixou um comentário ao post Mary Paz (2º Capítulo)
às 14:01, 2007-12-11.

Uma definição sobre amor: http://dr-hugo-jorge.blogspot.com/2007/12/o-amor.html

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Margarida, deixou um comentário ao post ... Desencanto
às 13:30, 2007-11-02.

Lazuli Bom dia Como já lhe disse antes,venho aqui muitas vezes lê-la. agora mais à vontade, deixo-lhe aqui,umas palavras de ânimo. Entendo-a,também eu passo muitas alturas,dentro da minha própria concha. Mas sabe uma coisa? às vezes faz-nos bem no nosso deambular por este mundo,entrosar-nos com as pessoas.Nem todos nós que andamos por aqui,somos Dragões,prontos a explodir. Perca o receio amiga, e divirta-se também nestes espaços, que podem ser lúdicos e de entretenimento ,capazes muitas vezes de nos fazerem aparecer no rosto crispado um sorriso gratificante.E nós precisamos também de sorrir. A vida é triste já por si própria, e o meu entendimento é que devemos torná-la menos triste ,e tentarmos de algum modo apaziguar a nossa dor,e darmo-nos também aos outros. Acredite Lazuli, entendo o seu sentir, eu que sou escorpião de signo,tenho longos períodos de reflexão nas sombras profundas do meu ser,mas tento reagir a esse estado de espírito,que só nos faz mal. Desculpe, este meu desabafo,para consigo, mas venho a pensar há uns dias, que precisava de lhe dizer isto... Tente levar o que se escreve por aqui, não tão a sério, e verá que se sentirá melhor. Mais uma vez lhe peço que me desculpe se considerar este meu escrito um interferir na sua intimidade virtual. Um beijinho e fique melhor. A casa de cristal precisa e nós que a lemos também. Um beijinho Margarida(sem qualquer tipo de irreverência)

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Venctus, deixou um comentário ao comentário
Humanidade Escravizada (XX) às 19:16, 2007-12-11.

Ola Lazulli, Creio que a Cabala é algo a estudar. As analogias lá descritas são boas para um bom entendimento de como funciona o universo. Eu sei pouco sobe a cabala, pois é preciso algum tempo para andar à volta dela, mas do que li, percebi mais ou menos. Não pratico a cabala prática, mais por curiosidade. Para aqueles que não sabem na bíblia contém muito conhecimento, claro escondido atrás das histórias no antigo testamento que é essencialmente judeu, judeus que retiraram muito conhecimento dos egípcios, de onde estes tiraram dos atlantes, de onde tiraram de Lemúria...e por ai adiante. Está tudo interligado, é só descobrir a ponta e seguir a corda. Ah, claro que só estudar a cabala e mais nada é insensato... Fica bem Lazulli Venctus

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mariola, deixou um comentário ao post
Palavra às 21:28, 2007-10-27.

Venho aqui agradecer-lhe tudo, que disse, escreveu e fez pelo "Mariola" e bem assim, pelo "Vasconcelos". OBRIGADO! Desejo-lhe as maiores felicidades, votos de boa saúde, alegria e disposição. Os melhores sucessos, pessoais, profissionais e familiares! Eu, andarei por aí de vez em quando, fazendo as visitas que se tornaram obrigatórias, como é o caso da "Casa de Cristal". Beijo Até sempre. Vasconcelos

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NOTA: Continuação dos Comentários da CasaDeCristal. Agradeço a todos, o carinho. (lazulli


EscritoPorLazulli lazulli às 20:55
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Silêncio

 

 

A CasaDeCristal ficará em silêncio por um Tempo ou mesmo mais do que um Tempo.

 

Desculpem

 

(Lazulli)

 

ouvindo silêncio dentro de mim

eu

publicado por lazulli às 03:10

Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007


EscritoPorLazulli lazulli às 20:54
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Sábado, 29 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (10)

 

(continuação)

 

 

 

 

Se tinham passado muitos ou poucos dias depois do dia final, era coisa de que não se tinha apercebido. O tempo era uma constante agonia para todos eles. Os mesmos escombros, os mesmos monstros, a mesma fome, o mesmo olhar vazio e perdido... Tudo morria lentamente... A vida interior fugia de cada Ser. As lutas travadas pelos moribundos passeantes em busca de comida, tornava-se-lhe cada vez mais difícil de suportar. Por si, tinha deixado que seu corpo ficasse estendido por ali, servindo de pasto àqueles novos animais famintos. Mas os seus continuavam indefinidamente silenciosos, à espera... sempre à espera de algo. Tinham já esgravatado a terra, acabando por encontrar a entrada que conduzia à cave que de nada lhes havia servido, mas que neste momento, resguardava-os a todos um pouco mais do frio agreste que se fazia sentir. Para ela, era o frasco que lá tinha escondido há anos atrás.
Deixou que dormissem e misturou o veneno com a água venenosa que vinham a beber, desde o dia do holocausto. Uma água contaminada pela radioactividade que lhes amargava a boca e os consumia lentamente. Para Mary, entre morrerem da radioactividade existente na água ou do cianeto que acabava de lhe adicionar, só havia uma diferença: é que este último, seria bem mais rápido a agir e dar-lhes-ia a libertação do sofrimento que vinham a sentir. Fá-los-ia, talvez quem sabe, existir numa outra vida, num outro local. Daí que não sentia em si o acto propriamente dito que estava a cometer. Um só pensamento, existia dentro dela: ali, não os deixaria viver mais. Nunca mais!
Todo o tempo manteve-se desperta, como se o seu corpo se tivesse reconstituído por si só e sua mente estivesse no auge da sanidade mental. Consciente do que pretendia fazer, aguardava o momento do despertar de todos eles. Contudo, uma coisa a preocupava: a ausência de Virgínia. Não sabia se esta regressaria ou se mesmo teria possibilidades de voltar. À dias que tinha sumido e sabe Deus qual o motivo que a tinha levado a aventurar-se em tão dura “selva”, onde as probabilidades de regressar eram ínfimas e mais do que isso, era o que lhe poderia acontecer misturada com os famintos de tudo que deambulavam um pouco por todo o lado.
Apesar de Virgínia não se encontrar presente, não adiaria por mais tempo a sua decisão de os libertar daquele sofrimento. Com ela ou sem ela, dar-lhes-ia a água a beber quando acordassem. Ia finalmente fazer algo pelos que amava na Terra. Ansiava o seu despertar e as suas mortes, como se soubesse que faltava pouco tempo para romper a aurora desaparecida e um Sol quente e brilhante, viesse inundar todas as suas almas.
A espera para este “novo dia” surgir nas suas vidas, parecia-lhe interminável, e as lágrimas iam deslizando silenciosas pelo que lhe restava do que outrora, tinha sido um rosto belo. Enquanto esperava, tentava imaginar Virgínia lá fora, provavelmente em busca de alimento. No seu íntimo, temia que Virgínia não entendesse no regresso, o porquê de sua loucura (pois Virgínia, regressaria, sabia-o). Esperaria pelo seu regresso e, partiria junto com ela, para junto dos seus. Além de serem da mesma estirpe, Virgínia pertencia à mesma essência que ela, por isso mesmo, acabaria por ceder em partir. Esta desgraça, não poderia tê-la alterado tanto assim, que a impedisse de partir ou mesmo de não entender o seu acto “homicida”.
O despertar de todos eles, foi lento e penoso. Trôpegos, tropeçando em si próprios, viu-os em busca do seu olhar. Uma centelha de entendimento, fazia-se reflectir em todos eles, como se soubessem já da sua paz, ou do seu crime.
Enquanto lhes ia dando a beber a água, anteriormente envenenada por ela, uma centelha de vida e esperança, raiava-lhe nas retinas humedecidas.
Depois de verificar, que todos eles tinham já bebido uma dose suficiente para deixarem de existir ali, disse-lhes:
- Amanhã reunir-nos-emos num outro local e numa outra vida. Assim o amanhã recomeçará a existir para todos nós. Até lá...
Nem uma palavra saiu de qualquer um deles, como se eles próprios fossem cúmplices do assassinato de si mesmos. Contorceram-se de dores, com escassos segundos uns dos outros, e os seus gemidos lancinantes fizeram-na odiar aquele veneno tão lento na sua resolução de retirar a vida a quem a tem e não mais precisa dela.
Esteve junto deles até aos últimos minutos finais de cada um, pois que o espaço de tempo, de umas mortes para outras eram bastante escassos, talvez pela fraqueza que já possuíam ou mesmo pela dose excessiva que tinha misturado na água que tinham ingerido. Mas o momento de cada um deles tinha chegado por fim. Viu-os partir, cheia de dor e saudade, com uma incerteza que parecia querer arrancar-lhe a alma fora do peito, pois não sabia se realmente os retornaria a ver, ou mesmo se realmente existiria um amanhã para todos eles. De uma coisa tinha certeza; era que finalmente eles tinham deixado todo aquele martírio em que viviam e não mais sentiriam as dores da carne dilacerada que os cobria e agonizava, nem tão pouco estariam sujeitos a comerem outros Seres, companheiros do mesmo infortúnio, ou a serem comidos por estes mesmos, com a mesma necessidade. E quando o último suspiro se deu, os gritos lá fora já não se faziam ouvir. O silêncio tinha descido sobre aquele local lúgubre e funesto, mas neste momento cheio de paz e harmonia.
Por muito tempo, coabitando com a morte, ficou a olhar os corpos inertes, que jaziam pelo escasso espaço da cave, sem saber o que fazer. O recipiente da água, guardava ainda veneno suficiente para ela e Virgínia, mas esta tardava em vir e, o cheiro da morte, começava a tomar posse de si, enlouquecendo-a. Não poderia fazer mais nada, senão esperar que Virgínia regressasse, para poder junto com ela, partir para junto dos seus. Não! Não a deixaria sozinha neste novo mundo. Já lhe bastava os remorsos de ter perdido a filha, que com toda a certeza já não fazia parte deste mundo. Não seria capaz de partir sem ela. Teria que aguardar pela sua vinda, nem que isso representasse para ela, o horror do que a cercava, ou o não chegar a ver o Sol nascer no dia seguinte.
O tempo passava impunemente e Mary receava ter que abandonar o parco refúgio, na tentativa de encontrar o paradeiro de Virgínia. Neste momento, depois de tão longa espera pelo seu regresso, tanto fazia que a encontrasse morta ou viva; tinha é de a encontrar! Ela é que não poderia tomar nenhuma decisão, sem saber se Virgínia neste momento já fazia parte de um outro Mundo, ou se ainda se encontrava neste. Já tinha perdido a sua filha para sempre não se poderia permitir, perder também a irmã.
Decidida, levantou-se, sem antes deixar de ter o cuidado de camuflar o recipiente da água e de escrevinhar num papel velho com uma caneta que ainda escrevia de tanto que foi poupada à sua tarefa, uma mensagem para Virgínia: “Fui à tua procura para te explicar porque envenenei a nossa família. Mas, não é difícil perceberes porque o fiz. Não quis que sofressem mais. Como último acto realizado neste pérfido mundo pretendo que me acompanhes numa viagem ao encontro de todos eles. Por isso te vou procurar. Se chegares antes de mim, aguarda-me”.
Com um último olhar aos corpos, já em decomposição, de seus amados pais e irmãos, dirigiu-se para a abertura do abrigo, quando repentinamente, foi surpreendida por dois homens que acabavam de irromper abruptamente pela cave dentro, sem que ela tivesse tempo de reagir ou entender o que se passava. Com uma rapidez que lhe era inimaginável, sentiu um cano frio ser-lhe brutalmente encostado ao peito e um olhar gélido não desviar dela nem um instante, como se ansiasse que ela se movesse, para a poder perfurar de lado a lado com a arma de fogo que lhe dava toda aquela segurança. Mas a verdade é que a surpresa tinha dado lugar ao medo, e Mary só desviava o olhar de um lado para o outro para tentar perceber quem eram e o que queriam, resposta que não demorou a chegar à sua mente confusa mas lúcida, no que dizia respeito a esta nova verdade, verdadeiramente surpreendente e inesperada. Qualquer um deles, tropas de um Governo qualquer, trajavam camuflados militares de tons esverdeados que bem conhecia e que deixavam perceber as formas de seus corpos atléticos. Sobre seus rostos, uma máscara deixava transparecer os olhares frios, possuindo uma atroz ferocidade. Viu-os remexerem os corpos inertes com os pés e removerem todo o local, retirando tudo aquilo que à priori lhes parecia interessar.
O medo e a esperança apagaram-se-lhe de repente, ao ver um dos homens esvaziar para o chão a água contida no recipiente que tinha escondido. Desesperada, vê a sua única esperança de se juntar aos seus, desfeita. Agora teria que ficar neste mundo horrível e participar das suas atrocidades. Queria gritar-lhes que bem no fundo dela mesma, existia como gente. Gente como eles! Que apesar da sua aberração física, ainda possuía uma alma capaz de sentir e um cérebro capaz de pensar. Mas nenhum som saiu de sua garganta. Todo o seu pensamento sofria um bloqueio, quando trazido até junto de suas cordas vocais, como se impedido por uma força invisível, pois não ouviu a sua voz, quando falou, mas sentiu-a. Mas era receio o que ela sentia, era medo, medo deles. Desses homens que de repente surgem do nada e a empurram porta fora, como se ela não passasse de um verme nocivo que tem que ser eliminado. Estava-lhe a ser difícil entender o seu próprio pensamento.

 

 

(continua)

 

um sininho
livros
publicado por lazulli às 16:01
Terça-feira, 31 de Julho de 2007

EscritoPorLazulli lazulli às 23:41
| comentar
Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Palavra


a)
 
 
 
 
Senhora Divina, Pitonisa dos Tempos e dos mundos. Do antes, do depois e do agora. Senhora Criadora de mundos, de coisas, de viventes. Destruidora Implacável. Pandora Eterna, solta no mundo desde a altura em que o Som foi teu aliado. És tu o único Poder dos homens. És tu a sua única salvação ou destruição. O seu único castigo ou recompensa. Desesperados, procuram eles todos os mistérios encobertos, quer os da Vida, quer os da Morte. Do visível e do Invisível. A verdade suprema sempre inalcançável. O entendimento de um Poder Supremo que os ame, que os proteja, que os recompense. Quando tudo o que procuram, além... dorme, dormente, num sono profundo, dentro de cada um. Despertam pela sua ambição de ser, a sua única razão de existir e utilizam a Palavra Sagrada, sem consciência. Procuram o entendimento de um deus, de deuses e ela a Palavra silenciosa sempre lhes responde, sempre permite que cada um faça de si mesma, uma utilização plena. Dá-lhes esse direito, esse privilégio, essa Sabedoria dos Tempos, a Rainha do Mundo. A Senhora Absoluta de tudo e de todos. A Senhora Absoluta da morte e da vida. Do amor e do ódio. Da verdade e da mentira. A Plena Senhora, justiceira atenta e aparentemente indiferente à sua utilização. Observadora Pacífica sorridente, chorando e rindo eternamente, a loucura dos que a conhecem desconhecendo. Temendo ela Própria, a sua expansão ilimitada. Transformação permanente. Eterna. O reverso de si mesma, é doloroso. Essa bênção, essa preferência, essa benevolência e cedência de si mesma... que ninguém sabe a plenitude e do desfecho de cada coisa dita e escrita. E, eles contentes e felizes porque a podem utilizar, machucam-na, dobram-na e desdobram-na, desconhecedores da sua dor, da sua agonia, do seu amor. Não sabem do seu verdadeiro Poder. Do seu imenso amor e desamor. Do seu não ser. Ela, Rainha Eterna, habita cada coisa vivente. No ar, no mar, na terra e no fogo vivo, Ela é permanente. Permanente em tudo e em todas as coisas. O homem, 5º elemento, contém também o quinto elemento da essência de todas as coisas e por isso mesmo tem o Poder de A utilizar, de a burilar de a transformar. Mas não sabe que é ela a Senhora Suprema de Todos os Poderes e não ele, o Incompleto Ser. Já a Natureza envolvente dos quatro elementos incompletos/completos, demonstra uma maior sabedoria dos seus recursos, únicos. Não usa ou abusa da Sagrada Palavra. Aquela que contém todas as coisas que existem e que não existem. Está integrada na Própria Senhora, geradora ou destruidora de todos os mundos e reconhece gentilmente a sua Força. E com Ela e por Ela, actua no mundo, de acordo com as transformações que vai sofrendo, respeitando a sua Paz ou a sua Fúria. Ah, Sagrada Natureza, que deixas que o Som te penetre e não poluis a tua Sagrada Dádiva. Mas o homem, animal ignaro, detentor desse mesmo Poder, não aprendeu e não aprenderá a utilizar o Grande Bem que lhe foi concebido, por aquele tempo. Ele sim, tem o poder da matéria no próprio ser e, o seu cérebro, máquina perfeita da imperfeição cósmica, manipula o Sagrado do Sagrado que o habita.
 


 
 
 
 
 
Os teus dois aliados eternos, o fogo e o ar, deixam-te penetrar todas as suas partículas, porque eles sabem que sem ti, nem tão pouco existiriam. Nenhuma deusa ou deus se te compara, porque todos eles existem e têm o privilégio de te guardar dentro de si mesmos. E, guardam. Eles aprenderam com os erros distantes no Tempo. Mas até eles em determinada altura erraram, quando interferiram no teu Poder Infinito. Até os deuses te desconheceram. Queriam praticar o Bem mas não preveniram o Poder da Tua Própria Natureza, do Nada que o Tudo contém. O poder do verbo é o maior poder do mundo. É esta palavra dita de tantos modos e maneiras. Infinita.
Por ti, Senhora, Rainha do mundo dos homens e dos Deuses; os homens pelejaram. Defenderam ou subjugaram. Amaram e odiaram. Por ti, pegaram em fundas, pedras nuas, paus longos e longas espadas. Cutelos, machados, bestas e setas certeiras. Arcos danados e belos. Por ti, as harpas cantaram, os pianos soaram e o mundo sorriu. Por ti e contigo, aliada de tudo e todos, ganharam-se e perderam-se batalhas. Ganharam-se e perderam-se Guerras Intermináveis! Deixaste, permitiste, a tua própria utilização. Nunca te negaste a ninguém, oh, Sagrada! Mas eles desconhecem a tua vontade própria, mais antiga que o Próprio Tempo. Mais antiga que o Espaço que os alberga. Não sabem da tua vontade. Do teu tudo e do teu nada. Não sabem da tua dimensão! Do teu Poder imenso. Do teu Amor. Da tua verdade e da tua Implacável Justiça. Desconhecem completamente a realização de Todo o Teu Poder e usam-te até à exaustão e caiem extenuados pela sua própria criação. Criação esta que emana de ti... interminavelmente.
Pensam ter o poder de brincar contigo, quando és tu, inocente criança, que brincas com eles, sempre...
Não sabem que és ainda uma Criança Eterna. E, que deveriam ser eles a conduzir-te!.... Não sabem!!!!

indo, não sei onde nem porquê
pensamentos
publicado por lazulli às 15:21
Sexta-feira, 27 de Julho de 2007
(imagensdanet)

EscritoPorLazulli lazulli às 17:15
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Humanidade Escravizada (VII)

 


(continuação)

 


 

É que, como Ser material que é, só à matéria deve a sua Forma e ocupação do Espaço/Tempo. Vive animado não pela Matéria mas por algo que na maior parte das vezes nega: a Essência. Porque entende como existente o que como ele tem Forma e ocupa Espaço, sem entender que para se mover e ocupar Espaço, teve que ter esse interior tantas vezes posto em causa, a alma para muitos, que ninguém sabe situar dentro de cada um. Nem os mais eruditos de todos entre todos se atrevem a tocar de verdade nesta Verdade, preferindo ignorar, mais ou menos, algo que defendem piamente. Que é a invenção das suas próprias doutrinas, de carácter ocultista ou misticista que proliferam por todo o globo e que vão iludindo a humanidade, que continua sem esperança e sem futuro. A não ser que nunca tivessem pretendido saber a verdade da sua verdadeira Origem, mas apenas o que já sabiam: Como nasceram no Planeta Terra, quando aconteceu o fenómeno de ocupação e usurpação que os ­sujeitou a uma vivência que os pode levar a um sem fim de ciclos quase que imutáveis e eternos de sujeição à matéria que os cobre. E é evidente que assim nunca chegarão a saber a verdade sobre sua verdadeira Origem, porque pretendem que ela seja como a idealizam. Por exemplo, um melhor mundo material onde possam existir eternamente; daí sonharem com o Paraíso, o Nirvana, o Wallhala, etc., de todas as teologias e filosofias existentes. E, convém dizer, em bom abono da verdade, que estas supostas verdades deixam muito a desejar de tão descabidas e desprovidas de conteúdo que são. É que na procura de uma verdade para uma existência que não percebem, quando a existência para essa verdade nem sequer existe, ficam envoltos em teias e crenças que os arrastam cada vez mais para uma ignorância atroz que lhes devora o conhecimento e os torna cada vez mais impotentes para perceber o porquê da sua própria existência na Terra. Procurando a verdade nestes termos, que não são nem mais nem menos as leis da Terra onde habitam, não chegarão sequer ao fim do princípio desse conhecimento tão necessário para a sua libertação e concretização do Ser. Pelo contrário, não só se afastarão no sentido reverso à Verdade sobre si próprios, como também se baralharão e magoarão cada vez mais, ao irem ao encontro das leis criadas na Terra. Leis estas criadas por homens que pretendiam unicamente assegurar a sua existência num mundo material, indiferentes para com a humanidade que os cercava como se dela não fizessem parte. Daí que quando procuramos onde nasceram todas estas «verdades» científicas e filosóficas tão cheias de lógica e que convergem para um único centro, não andamos nem um milímetro no caminho que começamos a percorrer. E o que era antes continua a ser o que é depois. Quanto a mim, como sou um elemento difícil de contentar, continuarei na procura da minha verdadeira Origem, mesmo suspeitando que quanto mais para trás ando nesta busca desgastante mais à frente me encontro do que já me tinham proporcionado. Estou descontente comigo, mas não vencida, embora tema, com fortes razões, que sairei desta vida com o conhecimento que já tinha, através da realidade existente que me absorve num emaranhado de contradições, não me possibilitando muitas das vezes decidir se devo parar por aqui ou continuar nas minhas pobres buscas da verdade total. A verdade que se me está a tornar demasiado vaga e incompreensível, quase ao ponto de dizer como todos eles que a verdade não existe. Mas não existe porque todas as teologias e filosofias que explicam o porquê da existência, criadas pelos Senhores do Mundo, tinham como único objectivo a criação de uma péssima civilização, que os serve bem, unicamente a eles. E, por causa destas crenças, completamente absurdas e inexplicáveis, o Homem imagina um céu igual à Terra, um Deus igual ao homem e uma vida futura de privilégios que os recompensará de todo o sofrimento que tiveram na Terra enquanto nela viveram.

 

(continua)

 

bem e criativa

livros

publicado por lazulli às 11:50

Terça-feira, 24 de Julho 2007

SintoMe: alerta

EscritoPorLazulli lazulli às 00:18
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