Domingo, 30 de Novembro de 2008

RetornoDasÁguasMil

mariola, deixou um comentário ao post Mary Paz (2ºCapítulo) às 16:49, 2007-10-09

Sinto a sua falta, Amiga!

Espero que esteja tudo bem consigo.

Vasconcelos

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mariola, deixou um comentário ao post Humanidade Escravizada (XXII) às 16:46, 2007-12-21.

Desejo-lhe o mais e o melhor que o mundo tiver, para que dele se gabe em alegria e satisfação. Bom Natal e Feliz Ano Novo! Beijo Vasconcelos
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Hugo Jorge, deixou um comentário ao post Mary Paz (2º Capítulo)
às 14:01, 2007-12-11.

Uma definição sobre amor: http://dr-hugo-jorge.blogspot.com/2007/12/o-amor.html

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Margarida, deixou um comentário ao post ... Desencanto
às 13:30, 2007-11-02.

Lazuli Bom dia Como já lhe disse antes,venho aqui muitas vezes lê-la. agora mais à vontade, deixo-lhe aqui,umas palavras de ânimo. Entendo-a,também eu passo muitas alturas,dentro da minha própria concha. Mas sabe uma coisa? às vezes faz-nos bem no nosso deambular por este mundo,entrosar-nos com as pessoas.Nem todos nós que andamos por aqui,somos Dragões,prontos a explodir. Perca o receio amiga, e divirta-se também nestes espaços, que podem ser lúdicos e de entretenimento ,capazes muitas vezes de nos fazerem aparecer no rosto crispado um sorriso gratificante.E nós precisamos também de sorrir. A vida é triste já por si própria, e o meu entendimento é que devemos torná-la menos triste ,e tentarmos de algum modo apaziguar a nossa dor,e darmo-nos também aos outros. Acredite Lazuli, entendo o seu sentir, eu que sou escorpião de signo,tenho longos períodos de reflexão nas sombras profundas do meu ser,mas tento reagir a esse estado de espírito,que só nos faz mal. Desculpe, este meu desabafo,para consigo, mas venho a pensar há uns dias, que precisava de lhe dizer isto... Tente levar o que se escreve por aqui, não tão a sério, e verá que se sentirá melhor. Mais uma vez lhe peço que me desculpe se considerar este meu escrito um interferir na sua intimidade virtual. Um beijinho e fique melhor. A casa de cristal precisa e nós que a lemos também. Um beijinho Margarida(sem qualquer tipo de irreverência)

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Venctus, deixou um comentário ao comentário
Humanidade Escravizada (XX) às 19:16, 2007-12-11.

Ola Lazulli, Creio que a Cabala é algo a estudar. As analogias lá descritas são boas para um bom entendimento de como funciona o universo. Eu sei pouco sobe a cabala, pois é preciso algum tempo para andar à volta dela, mas do que li, percebi mais ou menos. Não pratico a cabala prática, mais por curiosidade. Para aqueles que não sabem na bíblia contém muito conhecimento, claro escondido atrás das histórias no antigo testamento que é essencialmente judeu, judeus que retiraram muito conhecimento dos egípcios, de onde estes tiraram dos atlantes, de onde tiraram de Lemúria...e por ai adiante. Está tudo interligado, é só descobrir a ponta e seguir a corda. Ah, claro que só estudar a cabala e mais nada é insensato... Fica bem Lazulli Venctus

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mariola, deixou um comentário ao post
Palavra às 21:28, 2007-10-27.

Venho aqui agradecer-lhe tudo, que disse, escreveu e fez pelo "Mariola" e bem assim, pelo "Vasconcelos". OBRIGADO! Desejo-lhe as maiores felicidades, votos de boa saúde, alegria e disposição. Os melhores sucessos, pessoais, profissionais e familiares! Eu, andarei por aí de vez em quando, fazendo as visitas que se tornaram obrigatórias, como é o caso da "Casa de Cristal". Beijo Até sempre. Vasconcelos

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NOTA: Continuação dos Comentários da CasaDeCristal. Agradeço a todos, o carinho. (lazulli


EscritoPorLazulli lazulli às 20:55
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Silêncio

 

 

A CasaDeCristal ficará em silêncio por um Tempo ou mesmo mais do que um Tempo.

 

Desculpem

 

(Lazulli)

 

ouvindo silêncio dentro de mim

eu

publicado por lazulli às 03:10

Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007


EscritoPorLazulli lazulli às 20:54
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Sábado, 29 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (10)

 

(continuação)

 

 

 

 

Se tinham passado muitos ou poucos dias depois do dia final, era coisa de que não se tinha apercebido. O tempo era uma constante agonia para todos eles. Os mesmos escombros, os mesmos monstros, a mesma fome, o mesmo olhar vazio e perdido... Tudo morria lentamente... A vida interior fugia de cada Ser. As lutas travadas pelos moribundos passeantes em busca de comida, tornava-se-lhe cada vez mais difícil de suportar. Por si, tinha deixado que seu corpo ficasse estendido por ali, servindo de pasto àqueles novos animais famintos. Mas os seus continuavam indefinidamente silenciosos, à espera... sempre à espera de algo. Tinham já esgravatado a terra, acabando por encontrar a entrada que conduzia à cave que de nada lhes havia servido, mas que neste momento, resguardava-os a todos um pouco mais do frio agreste que se fazia sentir. Para ela, era o frasco que lá tinha escondido há anos atrás.
Deixou que dormissem e misturou o veneno com a água venenosa que vinham a beber, desde o dia do holocausto. Uma água contaminada pela radioactividade que lhes amargava a boca e os consumia lentamente. Para Mary, entre morrerem da radioactividade existente na água ou do cianeto que acabava de lhe adicionar, só havia uma diferença: é que este último, seria bem mais rápido a agir e dar-lhes-ia a libertação do sofrimento que vinham a sentir. Fá-los-ia, talvez quem sabe, existir numa outra vida, num outro local. Daí que não sentia em si o acto propriamente dito que estava a cometer. Um só pensamento, existia dentro dela: ali, não os deixaria viver mais. Nunca mais!
Todo o tempo manteve-se desperta, como se o seu corpo se tivesse reconstituído por si só e sua mente estivesse no auge da sanidade mental. Consciente do que pretendia fazer, aguardava o momento do despertar de todos eles. Contudo, uma coisa a preocupava: a ausência de Virgínia. Não sabia se esta regressaria ou se mesmo teria possibilidades de voltar. À dias que tinha sumido e sabe Deus qual o motivo que a tinha levado a aventurar-se em tão dura “selva”, onde as probabilidades de regressar eram ínfimas e mais do que isso, era o que lhe poderia acontecer misturada com os famintos de tudo que deambulavam um pouco por todo o lado.
Apesar de Virgínia não se encontrar presente, não adiaria por mais tempo a sua decisão de os libertar daquele sofrimento. Com ela ou sem ela, dar-lhes-ia a água a beber quando acordassem. Ia finalmente fazer algo pelos que amava na Terra. Ansiava o seu despertar e as suas mortes, como se soubesse que faltava pouco tempo para romper a aurora desaparecida e um Sol quente e brilhante, viesse inundar todas as suas almas.
A espera para este “novo dia” surgir nas suas vidas, parecia-lhe interminável, e as lágrimas iam deslizando silenciosas pelo que lhe restava do que outrora, tinha sido um rosto belo. Enquanto esperava, tentava imaginar Virgínia lá fora, provavelmente em busca de alimento. No seu íntimo, temia que Virgínia não entendesse no regresso, o porquê de sua loucura (pois Virgínia, regressaria, sabia-o). Esperaria pelo seu regresso e, partiria junto com ela, para junto dos seus. Além de serem da mesma estirpe, Virgínia pertencia à mesma essência que ela, por isso mesmo, acabaria por ceder em partir. Esta desgraça, não poderia tê-la alterado tanto assim, que a impedisse de partir ou mesmo de não entender o seu acto “homicida”.
O despertar de todos eles, foi lento e penoso. Trôpegos, tropeçando em si próprios, viu-os em busca do seu olhar. Uma centelha de entendimento, fazia-se reflectir em todos eles, como se soubessem já da sua paz, ou do seu crime.
Enquanto lhes ia dando a beber a água, anteriormente envenenada por ela, uma centelha de vida e esperança, raiava-lhe nas retinas humedecidas.
Depois de verificar, que todos eles tinham já bebido uma dose suficiente para deixarem de existir ali, disse-lhes:
- Amanhã reunir-nos-emos num outro local e numa outra vida. Assim o amanhã recomeçará a existir para todos nós. Até lá...
Nem uma palavra saiu de qualquer um deles, como se eles próprios fossem cúmplices do assassinato de si mesmos. Contorceram-se de dores, com escassos segundos uns dos outros, e os seus gemidos lancinantes fizeram-na odiar aquele veneno tão lento na sua resolução de retirar a vida a quem a tem e não mais precisa dela.
Esteve junto deles até aos últimos minutos finais de cada um, pois que o espaço de tempo, de umas mortes para outras eram bastante escassos, talvez pela fraqueza que já possuíam ou mesmo pela dose excessiva que tinha misturado na água que tinham ingerido. Mas o momento de cada um deles tinha chegado por fim. Viu-os partir, cheia de dor e saudade, com uma incerteza que parecia querer arrancar-lhe a alma fora do peito, pois não sabia se realmente os retornaria a ver, ou mesmo se realmente existiria um amanhã para todos eles. De uma coisa tinha certeza; era que finalmente eles tinham deixado todo aquele martírio em que viviam e não mais sentiriam as dores da carne dilacerada que os cobria e agonizava, nem tão pouco estariam sujeitos a comerem outros Seres, companheiros do mesmo infortúnio, ou a serem comidos por estes mesmos, com a mesma necessidade. E quando o último suspiro se deu, os gritos lá fora já não se faziam ouvir. O silêncio tinha descido sobre aquele local lúgubre e funesto, mas neste momento cheio de paz e harmonia.
Por muito tempo, coabitando com a morte, ficou a olhar os corpos inertes, que jaziam pelo escasso espaço da cave, sem saber o que fazer. O recipiente da água, guardava ainda veneno suficiente para ela e Virgínia, mas esta tardava em vir e, o cheiro da morte, começava a tomar posse de si, enlouquecendo-a. Não poderia fazer mais nada, senão esperar que Virgínia regressasse, para poder junto com ela, partir para junto dos seus. Não! Não a deixaria sozinha neste novo mundo. Já lhe bastava os remorsos de ter perdido a filha, que com toda a certeza já não fazia parte deste mundo. Não seria capaz de partir sem ela. Teria que aguardar pela sua vinda, nem que isso representasse para ela, o horror do que a cercava, ou o não chegar a ver o Sol nascer no dia seguinte.
O tempo passava impunemente e Mary receava ter que abandonar o parco refúgio, na tentativa de encontrar o paradeiro de Virgínia. Neste momento, depois de tão longa espera pelo seu regresso, tanto fazia que a encontrasse morta ou viva; tinha é de a encontrar! Ela é que não poderia tomar nenhuma decisão, sem saber se Virgínia neste momento já fazia parte de um outro Mundo, ou se ainda se encontrava neste. Já tinha perdido a sua filha para sempre não se poderia permitir, perder também a irmã.
Decidida, levantou-se, sem antes deixar de ter o cuidado de camuflar o recipiente da água e de escrevinhar num papel velho com uma caneta que ainda escrevia de tanto que foi poupada à sua tarefa, uma mensagem para Virgínia: “Fui à tua procura para te explicar porque envenenei a nossa família. Mas, não é difícil perceberes porque o fiz. Não quis que sofressem mais. Como último acto realizado neste pérfido mundo pretendo que me acompanhes numa viagem ao encontro de todos eles. Por isso te vou procurar. Se chegares antes de mim, aguarda-me”.
Com um último olhar aos corpos, já em decomposição, de seus amados pais e irmãos, dirigiu-se para a abertura do abrigo, quando repentinamente, foi surpreendida por dois homens que acabavam de irromper abruptamente pela cave dentro, sem que ela tivesse tempo de reagir ou entender o que se passava. Com uma rapidez que lhe era inimaginável, sentiu um cano frio ser-lhe brutalmente encostado ao peito e um olhar gélido não desviar dela nem um instante, como se ansiasse que ela se movesse, para a poder perfurar de lado a lado com a arma de fogo que lhe dava toda aquela segurança. Mas a verdade é que a surpresa tinha dado lugar ao medo, e Mary só desviava o olhar de um lado para o outro para tentar perceber quem eram e o que queriam, resposta que não demorou a chegar à sua mente confusa mas lúcida, no que dizia respeito a esta nova verdade, verdadeiramente surpreendente e inesperada. Qualquer um deles, tropas de um Governo qualquer, trajavam camuflados militares de tons esverdeados que bem conhecia e que deixavam perceber as formas de seus corpos atléticos. Sobre seus rostos, uma máscara deixava transparecer os olhares frios, possuindo uma atroz ferocidade. Viu-os remexerem os corpos inertes com os pés e removerem todo o local, retirando tudo aquilo que à priori lhes parecia interessar.
O medo e a esperança apagaram-se-lhe de repente, ao ver um dos homens esvaziar para o chão a água contida no recipiente que tinha escondido. Desesperada, vê a sua única esperança de se juntar aos seus, desfeita. Agora teria que ficar neste mundo horrível e participar das suas atrocidades. Queria gritar-lhes que bem no fundo dela mesma, existia como gente. Gente como eles! Que apesar da sua aberração física, ainda possuía uma alma capaz de sentir e um cérebro capaz de pensar. Mas nenhum som saiu de sua garganta. Todo o seu pensamento sofria um bloqueio, quando trazido até junto de suas cordas vocais, como se impedido por uma força invisível, pois não ouviu a sua voz, quando falou, mas sentiu-a. Mas era receio o que ela sentia, era medo, medo deles. Desses homens que de repente surgem do nada e a empurram porta fora, como se ela não passasse de um verme nocivo que tem que ser eliminado. Estava-lhe a ser difícil entender o seu próprio pensamento.

 

 

(continua)

 

um sininho
livros
publicado por lazulli às 16:01
Terça-feira, 31 de Julho de 2007

EscritoPorLazulli lazulli às 23:41
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Palavra


a)
 
 
 
 
Senhora Divina, Pitonisa dos Tempos e dos mundos. Do antes, do depois e do agora. Senhora Criadora de mundos, de coisas, de viventes. Destruidora Implacável. Pandora Eterna, solta no mundo desde a altura em que o Som foi teu aliado. És tu o único Poder dos homens. És tu a sua única salvação ou destruição. O seu único castigo ou recompensa. Desesperados, procuram eles todos os mistérios encobertos, quer os da Vida, quer os da Morte. Do visível e do Invisível. A verdade suprema sempre inalcançável. O entendimento de um Poder Supremo que os ame, que os proteja, que os recompense. Quando tudo o que procuram, além... dorme, dormente, num sono profundo, dentro de cada um. Despertam pela sua ambição de ser, a sua única razão de existir e utilizam a Palavra Sagrada, sem consciência. Procuram o entendimento de um deus, de deuses e ela a Palavra silenciosa sempre lhes responde, sempre permite que cada um faça de si mesma, uma utilização plena. Dá-lhes esse direito, esse privilégio, essa Sabedoria dos Tempos, a Rainha do Mundo. A Senhora Absoluta de tudo e de todos. A Senhora Absoluta da morte e da vida. Do amor e do ódio. Da verdade e da mentira. A Plena Senhora, justiceira atenta e aparentemente indiferente à sua utilização. Observadora Pacífica sorridente, chorando e rindo eternamente, a loucura dos que a conhecem desconhecendo. Temendo ela Própria, a sua expansão ilimitada. Transformação permanente. Eterna. O reverso de si mesma, é doloroso. Essa bênção, essa preferência, essa benevolência e cedência de si mesma... que ninguém sabe a plenitude e do desfecho de cada coisa dita e escrita. E, eles contentes e felizes porque a podem utilizar, machucam-na, dobram-na e desdobram-na, desconhecedores da sua dor, da sua agonia, do seu amor. Não sabem do seu verdadeiro Poder. Do seu imenso amor e desamor. Do seu não ser. Ela, Rainha Eterna, habita cada coisa vivente. No ar, no mar, na terra e no fogo vivo, Ela é permanente. Permanente em tudo e em todas as coisas. O homem, 5º elemento, contém também o quinto elemento da essência de todas as coisas e por isso mesmo tem o Poder de A utilizar, de a burilar de a transformar. Mas não sabe que é ela a Senhora Suprema de Todos os Poderes e não ele, o Incompleto Ser. Já a Natureza envolvente dos quatro elementos incompletos/completos, demonstra uma maior sabedoria dos seus recursos, únicos. Não usa ou abusa da Sagrada Palavra. Aquela que contém todas as coisas que existem e que não existem. Está integrada na Própria Senhora, geradora ou destruidora de todos os mundos e reconhece gentilmente a sua Força. E com Ela e por Ela, actua no mundo, de acordo com as transformações que vai sofrendo, respeitando a sua Paz ou a sua Fúria. Ah, Sagrada Natureza, que deixas que o Som te penetre e não poluis a tua Sagrada Dádiva. Mas o homem, animal ignaro, detentor desse mesmo Poder, não aprendeu e não aprenderá a utilizar o Grande Bem que lhe foi concebido, por aquele tempo. Ele sim, tem o poder da matéria no próprio ser e, o seu cérebro, máquina perfeita da imperfeição cósmica, manipula o Sagrado do Sagrado que o habita.
 


 
 
 
 
 
Os teus dois aliados eternos, o fogo e o ar, deixam-te penetrar todas as suas partículas, porque eles sabem que sem ti, nem tão pouco existiriam. Nenhuma deusa ou deus se te compara, porque todos eles existem e têm o privilégio de te guardar dentro de si mesmos. E, guardam. Eles aprenderam com os erros distantes no Tempo. Mas até eles em determinada altura erraram, quando interferiram no teu Poder Infinito. Até os deuses te desconheceram. Queriam praticar o Bem mas não preveniram o Poder da Tua Própria Natureza, do Nada que o Tudo contém. O poder do verbo é o maior poder do mundo. É esta palavra dita de tantos modos e maneiras. Infinita.
Por ti, Senhora, Rainha do mundo dos homens e dos Deuses; os homens pelejaram. Defenderam ou subjugaram. Amaram e odiaram. Por ti, pegaram em fundas, pedras nuas, paus longos e longas espadas. Cutelos, machados, bestas e setas certeiras. Arcos danados e belos. Por ti, as harpas cantaram, os pianos soaram e o mundo sorriu. Por ti e contigo, aliada de tudo e todos, ganharam-se e perderam-se batalhas. Ganharam-se e perderam-se Guerras Intermináveis! Deixaste, permitiste, a tua própria utilização. Nunca te negaste a ninguém, oh, Sagrada! Mas eles desconhecem a tua vontade própria, mais antiga que o Próprio Tempo. Mais antiga que o Espaço que os alberga. Não sabem da tua vontade. Do teu tudo e do teu nada. Não sabem da tua dimensão! Do teu Poder imenso. Do teu Amor. Da tua verdade e da tua Implacável Justiça. Desconhecem completamente a realização de Todo o Teu Poder e usam-te até à exaustão e caiem extenuados pela sua própria criação. Criação esta que emana de ti... interminavelmente.
Pensam ter o poder de brincar contigo, quando és tu, inocente criança, que brincas com eles, sempre...
Não sabem que és ainda uma Criança Eterna. E, que deveriam ser eles a conduzir-te!.... Não sabem!!!!

indo, não sei onde nem porquê
pensamentos
publicado por lazulli às 15:21
Sexta-feira, 27 de Julho de 2007
(imagensdanet)

EscritoPorLazulli lazulli às 17:15
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Humanidade Escravizada (VII)

 


(continuação)

 


 

É que, como Ser material que é, só à matéria deve a sua Forma e ocupação do Espaço/Tempo. Vive animado não pela Matéria mas por algo que na maior parte das vezes nega: a Essência. Porque entende como existente o que como ele tem Forma e ocupa Espaço, sem entender que para se mover e ocupar Espaço, teve que ter esse interior tantas vezes posto em causa, a alma para muitos, que ninguém sabe situar dentro de cada um. Nem os mais eruditos de todos entre todos se atrevem a tocar de verdade nesta Verdade, preferindo ignorar, mais ou menos, algo que defendem piamente. Que é a invenção das suas próprias doutrinas, de carácter ocultista ou misticista que proliferam por todo o globo e que vão iludindo a humanidade, que continua sem esperança e sem futuro. A não ser que nunca tivessem pretendido saber a verdade da sua verdadeira Origem, mas apenas o que já sabiam: Como nasceram no Planeta Terra, quando aconteceu o fenómeno de ocupação e usurpação que os ­sujeitou a uma vivência que os pode levar a um sem fim de ciclos quase que imutáveis e eternos de sujeição à matéria que os cobre. E é evidente que assim nunca chegarão a saber a verdade sobre sua verdadeira Origem, porque pretendem que ela seja como a idealizam. Por exemplo, um melhor mundo material onde possam existir eternamente; daí sonharem com o Paraíso, o Nirvana, o Wallhala, etc., de todas as teologias e filosofias existentes. E, convém dizer, em bom abono da verdade, que estas supostas verdades deixam muito a desejar de tão descabidas e desprovidas de conteúdo que são. É que na procura de uma verdade para uma existência que não percebem, quando a existência para essa verdade nem sequer existe, ficam envoltos em teias e crenças que os arrastam cada vez mais para uma ignorância atroz que lhes devora o conhecimento e os torna cada vez mais impotentes para perceber o porquê da sua própria existência na Terra. Procurando a verdade nestes termos, que não são nem mais nem menos as leis da Terra onde habitam, não chegarão sequer ao fim do princípio desse conhecimento tão necessário para a sua libertação e concretização do Ser. Pelo contrário, não só se afastarão no sentido reverso à Verdade sobre si próprios, como também se baralharão e magoarão cada vez mais, ao irem ao encontro das leis criadas na Terra. Leis estas criadas por homens que pretendiam unicamente assegurar a sua existência num mundo material, indiferentes para com a humanidade que os cercava como se dela não fizessem parte. Daí que quando procuramos onde nasceram todas estas «verdades» científicas e filosóficas tão cheias de lógica e que convergem para um único centro, não andamos nem um milímetro no caminho que começamos a percorrer. E o que era antes continua a ser o que é depois. Quanto a mim, como sou um elemento difícil de contentar, continuarei na procura da minha verdadeira Origem, mesmo suspeitando que quanto mais para trás ando nesta busca desgastante mais à frente me encontro do que já me tinham proporcionado. Estou descontente comigo, mas não vencida, embora tema, com fortes razões, que sairei desta vida com o conhecimento que já tinha, através da realidade existente que me absorve num emaranhado de contradições, não me possibilitando muitas das vezes decidir se devo parar por aqui ou continuar nas minhas pobres buscas da verdade total. A verdade que se me está a tornar demasiado vaga e incompreensível, quase ao ponto de dizer como todos eles que a verdade não existe. Mas não existe porque todas as teologias e filosofias que explicam o porquê da existência, criadas pelos Senhores do Mundo, tinham como único objectivo a criação de uma péssima civilização, que os serve bem, unicamente a eles. E, por causa destas crenças, completamente absurdas e inexplicáveis, o Homem imagina um céu igual à Terra, um Deus igual ao homem e uma vida futura de privilégios que os recompensará de todo o sofrimento que tiveram na Terra enquanto nela viveram.

 

(continua)

 

bem e criativa

livros

publicado por lazulli às 11:50

Terça-feira, 24 de Julho 2007

SintoMe: alerta

EscritoPorLazulli lazulli às 00:18
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

lobos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu e os lobos... a solidão verdadeira...


(Dentro destas grades estão presos lobos solitários, tristes, ausentes.) Mas... no mundo cá fora, ficaram os lobisomens. Aqueles que nunca serão lobos. Mas serão sempre homens. Por isso eu amo os lobos.


"Cada dia é uma nova espera para um fim que não existe".

 

criativa e boa
pensamentos
publicado por lazulli às 11:13
Julho de 2007
2 comentários

EscritoPorLazulli lazulli às 00:59
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (9)

(continuação)

 


Procurou com o olhar, por aquele amontoado de carne humana, na esperança de vê-la, mas o infortúnio tinha tendência a manter-se ou mesmo quem sabe a aumentar. Não a encontrou ali. Ela não estava lá! Lhia, continuava perdida, algures, chorando pela mãe que não chegava. A lembrança de Lhia aaumentava o sofrimento dentro de si. Onde estaria o seu Ser indefeso? Quem a protegeria daquele pesadelo? Repentinamente, sentiu a espada nas mãos e uma raiva incontrolável apossou-se de si. Era Lhia que ela deveria ter procurado. Era Lhia que ela deveria ter encontrado, em vez de a salvar a ela, devia ter encontrado a sua filha. Antes mesmo de penetrar nas ruínas onde aguardavam a sua chegada, arremessou a espada para longe. Não tinha que cumprir nenhum destino. Mais uma vez, fica por cumprir, os desejos dos eternos desconhecidos. Sem Lhia, ela não ficaria muito tempo numa vida que não era definitivamente a sua e que de modo algum quereria. Eles mesmos viessem realizar os seus próprios planos. Mary não o faria. Por ela ficara e por ela partiria e, mostrar-lhes-ia que Lhia era a sua espada. A sua verdadeira espada da Verdade e da Justiça. Daria por terminado o que nunca houvera começado. O irmão olhava atento a sua manifestação de revolta e parecia entender o seu comportamento. Pegou-lhe na mão e dirigiram-se para o interior/exterior, porque tecto só o enegrecido céu que os cobria e, ficaram de frente a todos aqueles olhares vazios.

Ao olhá-los, Mary, sentiu como que uma vela, que acabada de acender, repentinamente se extinguia num lugar isento de qualquer tipo de luz.

Os Deuses estavam a ignorar a sua dor e o seu apelo. Tinha perdido Lhia para sempre e como recompensa entregavam-lhe a família destroçada. Quase não vivente. Uma centelha de realidade atravessou sua mente perturbada pelos últimos acontecimentos e, arregalou os seus olhos desmesuradamente, num animal morto que jazia junto deles. A carne já dilacerada, mostrava ter sido um instante antes, o festim de alguém ou de alguma coisa: Deles! A verdade, é que esta carne que jazia diante dela, tinha servido para os manter vivos.

Só neste momento, se deu conta da dimensão de tal caos.

As entranhas de seu corpo, moveram-se e soltaram para fora, a agonia que sentia. Os seres que mais amava, os que lhe pertenciam directamente na Terra, tinham ingerido aquele animal imundo. Eis a sua recompensa por defender toda a vida a Verdade e a Justiça. Roubam-lhe a filha indiferentes à sua dor e transformam a sua família em semi viventes. Uma ira, contida, cresce dentro dela. Havia de se vingar da vida. Da vida dos homens, da vida da Terra e da vida dos deuses. Havia de se vingar defrontando todas as forças materiais do universo. Um dia... Um dia iria conseguir isto e nunca mais ninguém decidiria sobre o destino fosse de quem fosse.

Virgínia levantou-se lenta mas dignamente e dirigiu-se até ao sítio onde ela se encontrava. Fitou-a bem dentro dos olhos. Seu olhar transmitiu a claridade que aquele lugar lubregue não conseguia ter com a luz do “dia”. Parecia que seu olhar transportava, todos os raios solares do Sol saudoso do passado-recente e que parecia renascer na claridade e no calor dos olhos de Virgínia. Quase a abraçaria como quando crianças, naquele tempo ido, se não fora a voz de Virgínia ter soado distinta, sobre todo o silêncio existente.

– O Mundo acabou, como disseste um dia... Mas também como disseste, continua... E, nós?! Nós restamos não só para assistir, mas também para participar deste caos, continuando a existir. Não nos foi dado o privilégio de não existir aqui, neste momento. O amanhã já não existia. E o ontem?! É como se nunca tivesse existido. Abominas essa carne pejada no solo, que nos está a alimentar; mas ainda não nos comemos uns aos outros, como já o estão a fazer todos aqueles que como nós tiveram o infortúnio de sobreviver. Come pois do que resta do que já comemos, e mantém-te viva junto de nós. Depois de tanta gente perdida dos seus; nós continuamos juntos. Queremos-te como antes. E, queremos-te viva! Perder-te, seria um caos ainda maior do que aquele em que vivemos. E, pegando do chão a carne macilenta que restava do banquete forçado pela necessidade de sobrevivência, entregou-lha.

O toque mágico proferido pelas palavras de Virgínia, tinham tocado o mais profundo do seu Ser. Decidida, levou à boca com as mãos, a carne que lhe havia sido entregue, e mastigou como um mastim faminto, a carne que à pouco a tinha agoniado.

Todos os olhos presentes, estavam presos nos seus, trazendo até si uma mensagem de esperança. De uma esperança, num mundo que nunca sonharam poder existir, mas que acreditavam existir algures.

O sabor amargo da carne que comia, quase que rejeitado pela matéria de seu corpo – mesmo a matéria, sabendo que este alimento repugnando-a ou não, a faria prevalecer viva – provocava-lhe vómitos, que controlava dificilmente. Por instantes os olhos encheram-se-lhe de água, quase a impossibilitando de ver mesmo a pouca distância de si, os únicos mais que todos que lhe haviam tocado a existência e a tinham mantido entre tão abominável forma de vida. Todo o seu saber, todo o seu conhecimento do “desconhecido” e o amor infinito que a manteve ligada ao infinito; não tinham tão pouco servido, para poupar o sofrimento dos que mais amava na Terra. Sentia-se culpada por todos eles, como se o poder estivesse em si, para poder evitar uma catástrofe tão evidente ou mesmo tivesse a responsabilidade de tanta agonia.

Os gritos da multidão, continuavam a fazer-se ouvir por todo o lado, e pareciam correr loucamente contra todo o seu ser. O silêncio, a dor, a fome, os gritos, o medo e por fim, o amor que a levaram a “assassinar” os seus – termo que a lei punia severamente, quando ninguém tinha ficado para os punir, de um assassinato em massa de biliões de seres por toda a Terra.

Lembrava-se do cianeto... Ah! Onde o tinha arranjado mesmo? Não conseguia lembrar-se ao certo como o havia conseguido, mas lembrava ainda porque o havia escondido.

Estávamos no ano de 19...., quando o Noticiário, transmitiu ao Mundo, a notícia de que os estudantes de uma Faculdade dos Estados Unidos, estavam a exigir cápsulas de cianeto nas farmácias das Faculdades, por recearem num futuro próximo ou longo, o deflagrar de uma Terceira Guerra Mundial. Após não mais que um mês, um filme: a Teia, réplica do Day After “depois do fim”. Este filme fez com que seus olhos vertessem lágrimas de dor, receio e revolta. E, no dia seguinte... também no dia seguinte... Poucos eram os que comentavam a mensagem do filme. E os que o faziam, não aprofundavam ou sentiam a sua dor. Entretanto os que podiam fazer alguma coisa, continuavam sem fazer nada para evitar uma guerra nuclear. Muito pelo contrário, iam gastando mais e mais dinheiro em armamento, cada vez mais sofisticado, e tempo em colóquios que não os levavam a nada. Os que não podiam, mas queriam fazer alguma coisa para evitar esta evidente catástrofe, viam-se impotentes, perante uma massa humana de estupidez e presunção.

Apesar de ainda imatura e do seu ainda pouco entendimento, sobre o mundo e sobre as coisas do mundo, foi exactamente neste período que ela havia tomado a decisão de guardar o cianeto, para um futuro longínquo ou não, em que fosse necessário utilizá-lo, com aqueles que amava, para lhes poupar o horror de uma vida demasiado miserável. E o dia tinha chegado, para utilizar o cianeto à anos guardado. Sabia que o utilizaria um dia... Quando?... Quando visse os seus a sofrer de dor e desespero.
Desprezava a vida na Terra desde que nascera, por isso mesmo não lhe seria penoso faze-los ingerir o veneno, um dia que isso fosse necessário; daí que o utilizou fria e calmamente. Talvez fosse apenas mais um dia para todos eles naquele tormento, se se pode realmente chamar dia, a uma coisa que já não existe, de tal modo a noite e o dia se tinham fundido não deixando perceber, uma réstia de divisão, entre ambos.


(continua)

 

... filhos do Sol"

livros

publicado por lazulli às 16:11

Sexta-feira, 20 de Julho 2007


EscritoPorLazulli lazulli às 13:09
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Humanidade Escravizada (VI)

 

(continuação)

 

 

 

Por acaso, já repararam bem num velho no fim da sua vida? Ele falar-­vos­­-á da vida que viveu e não entendeu, só sabe que nela participou, mas não sabe bem porquê e para quê. E quando o seu pobre corpo, gasto, já não serve para mais nada, a única coisa de que tem consciência é que o atiram para um canto e ele passa a ser para todos um empecilho sem interesse. As suas rugas mostram-nos claramente uma incógnita: Porque veio, está e deixará em breve de estar, ele na Terra? Porque viveu ele?! Pobremente diz: Porque tinha que viver. Veio sem nada e parte sem nada, sem tão pouco ter chegado a ser de verdade ele mesmo. Mas a verdade, é que ao longo de toda a sua vida negou a si próprio o direito de querer saber de si, como se o que existisse dentro de si não tivesse valor algum, quando é ao que dá mais valor ao longo de toda a sua existência, alimentando o seu ego com inutilidades frustrantes que nunca o preenchem, dando-lhe a insatisfação característica dos mortais. Passa uns «miseráveis» anos à procura da felicidade sempre inalcançável . E isto, porque procura sempre para a alma o que é do corpo. Segue os mais variados caminhos da vida, numa busca desgastante, quando a verdade o habita bem dentro de si. Vai fora buscar o que já dentro de si mora muito antes do seu nascimento, acabando por se perder de tal modo que não mais se encontra, perturbado pela falta do que procura sem encontrar. Dá à vida a sua última esperança, dedicando-lhe tudo o que tem – que é ele próprio – e morre esgotado de si, por tanto dar e nada receber. Pratica os maiores crimes, primeiro contra si próprio e depois contra os outros, nesta dedicação cega à vida sem sentido e deleita-se na ilusão da existência, preferindo a ignorância arrogante de todos os néscios. Não quer saber porque já sabe tudo. Tem o que precisa e, muitas vezes, mais do que isso. Mas tem o que precisa sempre para satisfação do seu corpo, nunca para ele mesmo. Nasce sem nada e morre sem nada, mas apenas porque quer, porque dentro dele sempre habitou a verdade que ele preferiu ignorar a ter que descobrir.

 

 

 

(continua)

 

...
livros

 

publicado por lazulli às 12:10
Quinta-feira,19 de Julho de 2007
SintoMe: com "medo" do islão

EscritoPorLazulli lazulli às 01:14
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Ouvi...




Ouvi os gritos de alerta de um desespero sem fim

Que se prendiam em mim

Queria gritar a revolta e a angústia

Mas os soluços impediam-me

Quase me perdi junto de vós

Tentando mais uma vez ser uma de vós

E sufoquei com o Vosso Ser

Senti o ar da liberdade e suavidade

Fugir de mim

Quero gritar a minha liberdade de ser

Quero dizer que estou viva e livre de vós

Os vossos dogmas

Não passam de marionetas poeirentas

Que deixam no ar o bafio do tempo

Que mesmo vós não sabeis definir

A vossa mistura mesquinha

A vossa mente distorcida

Quase me fizeram perder a vida

Amei-vos e detestei-vos

Na vossa loucura sem limites

Leio os vossos cérebros

E o vosso pensamento repugna-me

Malditos sejam os vossos pensamentos

Sem sentido ou consistência

Malditos sejais vós por existirdes

É chegada a minha hora e o meu tempo

É chegado o meu momento

De ser sem ser

Lamentei

O que tinha a lamentar

Doentio era quando os sentia

Repugnantes, hediondos

Que arrastam consigo para as profundezas da ignorância

O meu ser

Faltou-me capacidade de discernir

Ao querer estar junto deles

Nada recebi e tudo perdi

Em troca da minha vontade

Acrescentei em mim o desespero

E a insanidade mental

Eu não sou como eles

Se nada tenho

Continuarei a nada ter

Do que os ter a eles dentro de mim.

 

decepcionada

poesia

publicado por lazulli às 11:59

Quarta-feira, 18 de Julho de 2007


EscritoPorLazulli lazulli às 20:08
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A Grande Mãe (VII)

 

(continuação)

 

Já os Eloim tinham estado na Terra há tanto tempo atrás, que era difícil prever o desenrolar do desenvolvimento humano. A partir daí, pelo que se soube nesse tempo, as forças cósmicas desencadearam um ataque à Terra e à Galáxia onde ela estava inserida, provocando quase que o extermínio da raça deixada em tempos. Também se dizia que houvera sobreviventes e, como não podia deixar de ser, eram forçosamente descendentes dos Eloim. Certo ou errado, eles criaram a espécie. Pois entendiam a criação ser melhor para a libertação da essência cósmica que grassava por todo o lado. Mas, ainda não tinham conseguido libertar coisa nenhuma. Eles mesmos, imortais, lutavam desenfreadamente para o retorno, e até aqui, não o haviam conseguido. Tinham o domínio de várias Galáxias sob o seu comando. O Império, seguro, continuava a expandir-se. Mas a Vida, parecia estar a ser a sua pior maldição, pois tendia a manter-se eternamente. Tudo estava errado nesta confusão de misturas de tempos de trás para a frente e da frente para trás. Não estavam a conseguir a aproximação desejada à Origem. Parecia estar a acontecer por todo o lado, exactamente o oposto. Dominavam a matéria, transformavam-na e manipulavam-na, mas, não seria esta ambição, não só desnecessária como também perigosa para toda a Essência Cósmica? Temia estarem a fazer o pior. Ele estava cansado de existir e sabia que não podia ser ou fazer outra coisa que não fosse existir. Para quê continuar a criar mais insatisfeitos como ele? Mas os Anciões do Tempo, diziam que um dia haveria um Retorno. Ele próprio, tinha já surgido à tantos milénios, que duvidava do Retorno, cada vez mais longínquo.

Mas, agora, era na Terra que estava o perigo. Era para lá que se dirigiam. Os Eloim, continuavam interessados na Terra, pois nela, diziam, há humanos verdadeiramente humanos, seja lá isso o que for. E, cá vamos nós dar mais uma mãozinha a uns insignificantes primatas, que nem capacidade têm de pensar quanto mais de criar. Se não amasse tanto os Anciões, ficaria quieto até se transformar em pedra e cristalizar para sempre. Assim, não teria que sentir o Tempo a passar e sim seria o Tempo a passar por ele. Bem, melhor é estudar com mais cuidado esta raça desgramada que já soube e já não sabe, conviver entre si. Afinal, pensava Darkaa consigo mesmo, os homens, tinham parentesco com aqueles que eram verdadeiramente humanos: Os Eloim. Por isso, não podemos abandonar à sua sorte, todos os viventes depositados ou não na Terra.

 

(continua)

 

vou indo não sei por onde

livros

publicado por lazulli às 12:02

Terça-feira, 17 de Julho de 2007


EscritoPorLazulli lazulli às 13:25
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Nela

 

 

 

Amiga

 

só não nos afastámos de nós

 

não quebrámos uma única partícula do nosso Ser dentro de nós

 

porque

 

com que fiquei eu depois de ti ou de mim

 

Que importa se apenas existimos

 

aprisionámos nossas vidas com grades que não existem

 

Falas verdade

 

“Viver não passa de existir”

 

de buscar incessantemente numa esquina

 

uma sombra que nos foge

 

e só nossos olhos a alcançam meio incrédulos e esperançosos

 

Viver não é mais que existir parcamente dentro da vida

 

Nada mais somos que pedras lançadas num vácuo

 

onde a vida broteja incessante e ininterrupta

 

não dando conta de nós

 

Tão nada Tão tudo

 

Vamos viver

 

viver qualquer coisa que seja

 

viver nada

 

Mas não nos deixemos morrer

sem viver.

 


(Dedicado a uma amiga muito especial

Para ti NG - Santarém)

 

vou indo...
poesia
 
publicado por lazulli às 11:15
Julho de 2007

EscritoPorLazulli lazulli às 08:19
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Domingo, 23 de Novembro de 2008

Humanidade Escravizada (V)

 

(continuação)

 

 

 

Assim sendo, quer queiramos quer não, este «Deus», ao fazer a lei da sobrevivência (onde a selecção das espécies passa pelo poder dos mais fortes abaterem ou vencerem os mais fracos), - dizem-me que o termo “espécies” não se aplica à humanidade, porque nela mesma é que, sim, existem “espécies”. Mas, normalmente, o termo humanidade aplica-se a todo aquele que é humano. E, aí, injusta e incorrectamente, ficariam de fora, as restantes espécies existentes, que fazem parte desta humanidade, exactamente com os mesmos direitos e necessidades de sobrevivência. - fez a aniquilação da Humanidade! Quis e quer as desigualdades, de contrário não teria criado um desnivelamento tão grande entre todos os seres, muito principalmente quando resolveu delegar os seus poderes sobre a Humanidade nos seus favoritos (Senhores do Mundo), que não passam de carrascos que asseguram eternamente a submissão e ignorância do ­Homem, ao dizerem desde sempre a todos eles que o seu Deus (e só pode ser o Deus deles, ou não teriam os privilégios que têm sobre os outros na Terra) é eternamente bom e sábio. Mas que saber e bondade é a deste Deus que faz um Mundo onde a desgraça física e emocional atingem os valores mais elevados de perversidade?

 

 

 

Quando Deus fez a Terra, a Galáxia (e já agora biliões de galáxias, o mais forte e o mais fraco, o bom e o mau, a inteligência e a ignorância), permitiu que se trocasse a ignorância por saber e o saber por ignorância, ficando o terreno humano mais fértil às pretensões dos «filhos de Deus», que puderam a partir daí implantar a sua semente que proliferou até hoje, trazendo a morte, a dor e a agonia, onde todo o mal proliferou por entre mentes cansadas de existir à espera de um descanso que nunca chegou e nunca vai chegar, porque só depois de mortos saberão o porquê de assim ser. Mas saberão o que já não podem remediar e voltarão outra vez cegos num mundo de cegos, outra vez surdos num mundo de surdos e atacar-se-ão consecutivamente até à exaustão e, no fim, não sobrará nada da dita razão. E, com ou sem valores, o Homem será sempre um escravo desde que nasce até que morre. Desde há milénios que corre incansavelmente em busca de algo que o faça entender a sua própria existência, terminando sempre a olhar para o seu próprio corpo, indefeso e sem entender. Muitos foram já os que deixaram esta procura, porque entenderam mais depressa que muitos outros que nada há para saber. Que viver é viver. E vivem de qualquer modo, indiferentes a tudo e a todos, até mesmo a eles próprios. Porque, embora passem por um tipo de aprendizagem quase que convincente, as dúvidas continuam a prevalecer ao longo de toda a vida e uma angústia terrível acaba por se instalar dentro de cada um, fazendo-o esquecer de vez quem é e o que realmente procura ou deveria ter procurado.

 

 

(continua)

 

decepção
livros
 
publicado por lazulli às 12:16
Segunda-feira, 16 de Julho
SintoMe: ... triste pelos curdos

EscritoPorLazulli lazulli às 17:21
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

Poeta dos mil "disfarces" ...



 

 

 

... Dos mil nomes

Dos mil sentires

Efémera é a luz que cega

De tanta luz.

 


Dentro do peito

A dor consome

O infinito de ti

Transmutas as palavras

Doentes

E fá-las brilhar

Ao olhar de mortais

Comuns.

 


Pega na palavra que te estendo delicadamente

E também delicadamente

Planta-a na palma da tua mão

Fecha-a lenta e suavemente

Na sagrada concha

Concavidade unicamente tua

E não a percas.

 


Não a deixes cair ou voar

Para paragens desconhecidas

Esta palavra sagrada

E ignorada.

 


Porque ela não tem luz ou ausência dela

É só uma palavra

Que te ofereço

Para guardares

E nos momentos futuros

Que a vida se encarregará de te dar

Abre a tua mão e deixa-a voar!

 


Aí... a palavra mágica

Circulará por todos os ares

Tanto os já existentes

Como aqueles que estão por vir.

 


Minúscula libelinha de asas delicadas, luzidias e transparentes

Rodopia sem parar

Por entre

Todos estes ares.

 


E...

 

 

 

 

 

Transmutará com a ajuda dos elementos

A tua dor

Em esperança.

 

 

 

 

 

 


Guarda-a então

Na tua mão.

 

...

poesia

 

publicado por lazulli às 11:27

Terça-feira, 10 de Julho

4 comentários


EscritoPorLazulli lazulli às 12:12
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Mary Paz - Primeiro Capítulo (8)

 

(continuação)

 

 

Ajoelhou-se junto deste “seu bem” porque nada mais tinha e estremeceu de pavor, quando seus dedos agarraram sem querer uma mão humana calcinada que segurava a espada, tal guardião que aguarda o fim do seu destino. Sentiu-se invadir por um carinho infinito e um enorme desejo de sobreviver pareceu renascer dentro de si e ficou grata a este valoroso “guerreiro” que lhe trazia a única esperança de vida que por ali existia. Delicadamente, como que para não acordar o valente guerreiro, retirou a espada quebrada da sua mão e sentou-se com ela no regaço a perscrutar os escombros junto de si, e esperou... esperou, até que uma resposta de algum modo chegasse, acabando por cair exausta.

Talvez tivesse dormido e talvez não, quem sabe?! A verdade é que tudo se encontrava igual a antes e ela sentia-se ainda mais deprimida e desamparada. Um toque leve em suas costas sobressaltou-a, fazendo-a recuar assustada e, o impossível aconteceu, numa realidade inimaginável. Há sua frente, transmitindo uma dor infinita de todos os poucos sentidos que lhe restavam, olhando-a com uma ternura imensa, seu irmão, erguia-a do solo sorrindo. O rosto queimado, deixava transparecer carne viva num constante latejar, parecendo que se ia reproduzir a si mesma dentro do rosto. A felicidade do encontro, não conseguia sobrepor-se ao sofrimento que sentia ao vê-lo. Desejou morrer, morrer! Mas nem tão pouco a morte, apagaria a sua dor, ou mesmo a faria esquecer o rosto de seu irmão naquele instante.

Queria tocar-lhe, abraçá-lo, chorar no seu ombro, mas não conseguia mover-se. Não conseguia! O latejar daquela carne viva, parecendo querer reproduzir-se a si própria, impediu-a de chorar ou até de gritar! Impediu-a de se aproximar de seu próprio irmão!

Sua memória fez desfilar por instantes diante de si o passado, onde ambos brincavam ainda indiferentes à vida e também às dificuldades de vivência que tinham passado juntos, para poderem sobreviver numa Terra que não haviam escolhido.

Entretanto, sobressaindo desse latejar incontrolável, havia um olhar persistente que continuava a ser um olhar de gente.

Olhava-o incrédula. Ele estava vivo, tal como ela. Vivo dentro de uma carne repugnante, que parece reproduzir-se mesmo diante dela.

Sentiu o seu aproximar lento e os seus braços rodearam-na. Como duas crianças desamparadas, caminharam de mãos dadas por entre um inferno de gente gemendo constantemente. Queria ter podido falar no percurso que percorreram juntos, até às ruínas onde acabavam de chegar, mas não fora capaz. Como se as palavras nunca houvessem passado unicamente de um pensamento.

Sempre sem largar a sua velha espada, neste momento parecendo maior que ela vergada ao peso de todas as dores, desolada, viu o que restava da casa em que vivera e para onde seu irmão lentamente a levou, parecendo mover-se seguro num caminho inexistente. Queria ter-lhe perguntado como a conseguira encontrar, mas não precisou de o fazer porque já ele lhe respondia como se fosse capaz de ler-lhe o pensamento:

- Se não fosse essa velha espada que guardavas zelosamente , sempre acreditando que ela tinha uma razão para estar contigo, eu nunca te teria reconhecido neste mundo tenebroso.

Mary , olhou-o silenciosamente como não compreendendo.

- Já te procurava há algum tempo quando te vi vergada sobre o teu próprio corpo tendo entre as mãos a espada que irradiava uma luz ténue e quando me aproximei percebi que eras tu. Teria sido quase impossível encontrar-te no meio de toda esta escuridão e caos, se não tivesses por companhia a velha espada. Mas, felizmente, encontrei-te e podemos atravessar juntos este mundo, receando menos esta estranha vida que alguém provocou a todos nós pela sua irresponsabilidade. Neste momento pouco mais podemos fazer uns pelos outros a não ser protegermos-nos dos restantes. Se é que vale a pena sobreviver neste mundo mas, para o bem ou para o mal, juntos, conseguiremos.

Abraçou-o com força e as lágrimas recusaram-se a aparecer, quando o resto das paredes da casa onde tinham habitado se lhes deparam enegrecidas e tombadas sobre si mesmas. Sabia que estas frágeis paredes mal conteriam as pessoas que eventualmente se encontrassem do outro lado, como também as não protegeria dos ventos agrestes que fustigavam os seus corpos.

Ali os encontrou, afagados uns nos outros, tentando proteger-se do frio.

Não sentiu que se movessem quando se aproximou. Como se ela não existisse ou talvez nunca se tivesse perdido. Os seus olhares quedos, pareciam encontrar-se noutro mundo, noutra vida distante. Mas distinguirem se era a vida passada ou uma outra futura algures... quem sabe? Num esgar, a esperança acendeu seu Ser, mas logo se desvaneceu.

 

 


(continua)

 

...

livros

publicado por lazulli às 16:00

Segunda-feira, 9 de Julho de 2007


EscritoPorLazulli lazulli às 22:20
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"Caídos"!...

 

 

 

Onde estás tu

vejo-te na penumbra de nomes escondidos

por entre névoas pouco dispersas

reclamo a presença do Divino Amor

e recebo centelhas de vidas dispersas.


 

Cada luz é a minha luz

cada pedaço de ser que se cruza na minha mente

é também meu

quando os sinto fico mais preenchida de mim

tão perto e tão longe estão aqueles que comigo desceram

aqueles que como eu se dispersaram

e caíram num mundo infernal

votado unicamente a humanos

“a força dos deuses o sacrifício”

é pena muito grande.

 


 

 

Levantai-vos, ó deuses

deixai o mundo onde por opção decidistes cair

transformando-vos em mortais tristes e carentes.


 

Por mim, levanto o Anátema que nós mesmos escolhemos

e seguiremos de novo para o Olimpo

onde os homens nos rendiam homenagem

nunca nos reconheceram entre eles

nunca nos aceitaram

e foi e continua a ser por eles

que vamos existindo de vida para vida

misturando-nos com uma matéria impura

que não é a nossa.



Somos feitos da luz viva dos tempos primeiros

somos o amor encarnado, perdido e desesperado

dos deuses “caídos”.                                                               

 

...
poesia

 

publicado por lazulli às 14:41
Julho de 2007

EscritoPorLazulli lazulli às 20:02
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