CasaDeCristal, lazulli, eu, mary paz, humanidade escravizada, a grande mãe, 2006, 1990, poesia. livros
Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

no silêncio de mim mesma

 

 

 

 

 

 

 


Pondero

 

o inevitável

 

silêncio 

 

que perturba

 

a Alma Única.

 

 

 

Permaneço

 

há uma infinidade de Tempo

 

brutal é o silêncio a que me votei

 

sem saber como sair da teia onde me envolvi

 

enredei

 

suspensa

 

à deriva

 

do ponto infinito

 

de onde pende

 

o pêndulo maldito

 

do tudo/nada

 

nada/tudo

 

do mundo desconhecido.

 

 

 

Oscilante

 

de um a outro ponto

 

balança

 

ininterrupto

 

entre o ser e o não ser

 

o querer e o não querer

 

esperar ou esquecer

 

do sentir inexistente

 

que trás presa

 

aprisionada

 

a Lei Antiga

 

mais antiga

 

que o próprio Tempo.

 

 

 

Pegajosa

 

mantém suspensa

 

a Alma Única

 

não permitindo que se solte

 

permanece

 

desafiando a humanidade

 

condensando

 

o sentir inexistente

 

do Impossível

 

a nada

 

mantendo aprisionada

 

a teimosia

 

dos sentidos

 

pedaço de mim mesma

 

no silêncio

 

a que me votei

 

na dor perpetua

 

gentil e pacientemente

 

compreensiva

 

eternamente carente

 

do sentir

 

ausente.

 

 


Escuta

 

vês o sussurro do vento

 

que paira por entre as ramagens deste lago

 

é aquele que te sopra levemente

 

e te mostra as várias clareiras existentes

 

persistes em ficar queda

 

carpindo dores

 

dilacerantes

 

da Alma Única?!

 

acolhe-te o vento

 

suavemente

 

envolve-te

 

se o permitires

 

não negues

 

o seu suave sopro

 

ou

 

a doce suavidade

 

que te estende.

 

 

 

Carpes a dor infinita

 

indeterminada

 

do esperado

 

da esperada promessa

 

do Prometido.

 

 

 

Esperas


mas

 

anda o Tempo

 

anda o tempo devagar

 

lento

 

sem que dele se dê conta

 

já passou

 

o tempo todo

 

a olhar a ampulheta

 

que se esvai

 

queda

 

permanece a areia doirada

 

depositada

 

no fundo

 

do nada

 

ansiando ser virada

 

e recomece um novo tempo

 

mas

 

queda

 

no canto do quarto

 

menina de olhar molhando

 

o vazio insiste

 

em que permaneças

 

só e triste

 

à espera

 

do Prometido.

 

 

 

Pacto

 

quebrado

 

desliza do braço

 

o azul

 

que acorrenta o pensamento

 

só teu

 

fio de Ariadne

 

para ser estendido

 

partilhado

 

mas

 

zelosamente permaneces

 

com ele preso a ti

 

não querendo desfazer o

 

pacto já quebrado

 

oh pranto azul

 

ao que te votaste

 

deixa

 

que o azul

 

deslize para o chão

 

do chão

 

solta-o da tua mão.

 


Não permaneças estagnada

 

no ignóbil ser frio

 

gélido

 

de pensamento ausente

 

preenchido com pensamentos só seus

 

trago-te a misericórdia dos perdidos

 

aceita

 

novo pacto

 

zela por ti

 

não te esquecemos.

 

 

 

Voa ave

 

voa

 

por toda a pradaria

 

lança o grito suave

 

da verdade

 

sobrevoa

 

sem medo

 

muitos

 

pertença de ti

 

vê-los

 

aqui

 

mesmo aqui

 

escutarão a Alma Única

 

da sua própria alma

 

palavra interna

 

do interno sentir

 

de cada um

 

não permaneças

 

no silêncio de morte

 

a que te votaste

 

pelo que se perdeu

 

não vale a pena

 

era nada.

 


Ignaro

 

arroga-se o direito do desprezo

 

ferindo alma inocente

 

desprovido do sentir

 

dele ausente

 

esse

 

esta morto

 

mas não sabe

 

que está

 

morto.

 

 

 

Acorda

 

olha para ti

 

naquele canto

 

partículas de cristais

 

estilhaçados

 

não insistas

 

a dar-lhe novas formas

 

estão partidos

 

deixa-os ficar

 

no chão

 

da tua mão

 

esses

 

não enganam mais a verdade

 

no silêncio de ti mesma.

 

caindo.jpg

 

 

 

penso: nada
poema, poemas, poesia

publicado por lazulli às 17:33

Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

EscritoPorLazulli lazulli às 00:53
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